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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Cartazes de Datas Comemorativas para igrejas evangélicas - Baixe grátis
Caros irmãos, cá estamos nós com mais cartazes gratuitos para você e sua igreja! Desta vez nós elaboramos uma série de 16 cartazes sobre Datas Comemorativas para igrejas evangélicas, além de alguns outros cartazes que podem ser úteis à igreja. E mais: desta vez, a grande maioria dos cartazes é colorida.
As datas assinaladas são: Dia do Evangélico; Dia do Pastor; Dia do Diácono; Dia do Presbítero; Dia Nacional de Missões; Dia da Reforma Protestante; Dia da Bíblia; Dia do Músico; Dia Nacional da Escola Bíblica Dominical e Dia do Professor.
Os cartazes auxiliares são: Cantina; Hoje é dia de culto de Missões; Mural dos aniversariantes do mês/ano; Tela Crente (cartaz-convite para exibição de filme na igreja); Escola Bíblica Infantil, e Cartaz de Boas Vindas aos visitantes.
Os cartazes podem ser afixados no mural da igreja, classes de escola dominical, salas, na sua casa e onde mais você desejar!
Os cartazes estão em tamanho A4, num único arquivo em formato pdf.
Para baixar os cartazes pelo site GoogleDrive, CLIQUE AQUI.
Para baixar os cartazes pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar (ou visualizar online) os cartazes pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar (ou vizualizar online) pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.
Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail. Escreva para sreachers@gmail.com
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Marcadores de Bíblia para download - 17 modelos
Amados irmãos e amigos, elaboramos para vocês esta série de 17 modelos
de marcadores bíblicos. Cada página contém 2 exemplares de um mesmo modelo de
marcador, salvo nos modelos ‘Textos Usados com os Descrentes que
Apresentam Desculpas’ e ‘Plano de
Leitura da Bíblia em 3 Meses’, que, em virtude de seu tamanho, constam de
apenas um por página.
Os marcadores estão em preto e branco, e devem ser
recortados nas linhas indicadas e depois dobrados, formando frente e verso.
Caso queira, você pode colá-los, e até mesmo plastificá-los, conferindo assim
muito maior durabilidade ao marcador. Pode também imprimir em papel cartão,
pólen ou qualquer outro, a seu critério.
Note que buscamos elaborar modelos com temáticas diversas:
Há modelos do que eu chamaria de utilidades bíblicas, excelentes tanto para novatos na fé quanto
para os cristãos mais experimentados, que compreendem listagens temáticas de
versículos para auxiliar os leitores, como o já citado ‘Textos Usados com os Descrentes que Apresentam Desculpas’, e ainda ‘Os 22 Principais Problemas Dentro da Igreja
e os Textos Bíblicos Que Ajudam no Trato com Eles’; ‘Onde Encontrar Auxílio Quando...’, e ‘As Respostas de Deus’.
Há ainda práticos modelos com espaço para anotações, em um dos
versos ou em ambos, e que comportam ainda citações sobre a importância da
Bíblia;
Modelos com enfoque em Missões/evangelização, com citações e
versículos no tema e mapa de fusos horários mundiais, ou informações
estatísticas atualizadas sobre a evangelização da população mundial;
Modelo com calendário já do ano de 2015, e o versículo sobre os
Frutos do Espírito;
Modelo simples listando os livros da Bíblia, com ordem e
abreviatura;
Modelo para anotar miniesboços de sermões;
E um Plano de Leitura da
Bíblia em 3 Meses, esse para os realmente fortes (rsrsrs).
Esses marcadores são gratuitos, e não podem ser vendidos de
nenhuma maneira. Você pode e deve imprimi-los em quantidade, para edificar seus
irmãos, família e igreja. Distribua em sua classe de escola dominical,
seminário, cultos e onde mais desejar. Compartilhe este arquivo com outros
irmãos, para que eles mesmos possam imprimir os recursos.
Para baixar o arquivo pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o arquivo, ou visualizá-lo online pelo site Scribd, CLIQUEAQUI.
Esse recurso é um oferecimento dos blogs Arsenal do Crente (www.arsenaldocrente.blogspot.com), Veredas Missionárias (www.veredasmissionarias.blogspot.com)
e Imagens Cristãs
(www.imagenscristas.blogspot.com), blogs onde você poderá obter, além de informações
de valia para sua vida e ministério, livros e outros recursos gratuitos.
Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br
sábado, 12 de julho de 2014
Como encontrar uma citação bíblica
As citações bíblicas são os endereços das passagens que desejamos encontrar e seguem sempre a mesma ordem: Título do Livro (abreviado), Capítulo e Versículo. Exemplo: Mt. 5:23. Esta citação lê-se assim: Evangelho de Mateus, capítulo cinco, versículo vinte e três.
1. O ponto( . ) ou dois pontos ( : ) separa o capítulo do versículo.
Exemplo: Mc. 2:8 = Evangelho de Marcos, capítulo dois, versículo oito.
2. A vírgula ( , ) indica um espaço entre os versículos. Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.
Exemplo: Tg. 4: 5,9 - Epístola de Tiago, capítulo quatro, versículos cinco e nove.
3. O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Lc. 5. 10-15 - Evangelho de Lucas, capítulo cinco, versículos de dez a quinze. O traço pode também indicar uma seqüência de capítulos.
Exemplo: Jo 14:18-17, 20 - Evangelho de João, do capítulo quatorze, versículo dezoito, até o capítulo dezessete, e versículo vinte.
4. O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.
Exemplo: At. 1.5;16:14 - lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.
Outro exemplo: Jo 1:5; 1Ts 2:23: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de João e a outra na primeira carta aos Tessalonicense.
5. Um esse “S” indica a leitura do versículo que vem em seguida ao citado.
Exemplo: Rm 7:5s - Cartas aos Romanos, capítulo sete, versículo cinco e seguinte, seis. Ou seja: Rm. 7:5s é igual a Rm. 7: 5-6.
6. Dois esses “SS” indicam a leitura dos versículos seguintes ao citado.
Exemplo: I Co 2:12ss = Primeira carta aos Coríntios, capítulo dois, versículos doze e seguintes, até onde estiver relacionado.
7. (a, b e c) é possível encontrar uma dessas letras depois da citação do versículo. Exemplo: Gl. 3:1a, lê-se a primeira parte do versículo um. E consecutivamente a letra b corresponde a segunda parte do versículo e a c a terceira. Um versículo pode está dividido em até três frases, desta forma é possível encontrar a frase desejada.
8. Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo.
Exemplo: Jd 4 - Carta de Judas, versículo quatro.
9. Quando o livro tem mais de um capítulo, o número que vem logo após a indicação do livro é a do capítulo.
Exemplo: Mt. 5 – Neste caso deve ser lido todo o capítulo cinco do Evangelho de Mateus.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Cartazes Evangelísticos para baixar e imprimir
Elaboramos uma série de 12 cartazes com versículos bíblicos evangelísticos para você baixar e imprimir. São cartazes bem simples, em tamanho A4 e em preto-e-branco. O arquivo está em formato pdf. Você pode imprimir e/ou xerocar e colar ou afixar em diversos locais, tais como: muros, postes, murais de escolas, faculdades ou da empresa onde você trabalha (certifique-se de que não haverá problemas quanto a fixação dos cartazes nesses locais, obtendo autorização).
Uma dica: algumas lanhouses e casas de fotocópia (xérox) possuem máquinas que imprimem ou ampliam de tamanho A4 para o A3, que possui o dobro do tamanho do A4. Assim você pode obter cartazes maiores, que terão ainda maior visibilidade, e a um preço relativamente baixo.
Para baixar o arquivo pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o arquivo, ou visualizá-lo online, pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br
*As versões bíblicas utilizadas são a Almeida Revista e Corrigida, Almeira Revista e Atualizada e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, todas da SBB.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Arraigado no Caráter de Deus - Sobre a tradução da Bíblia
Eddie Arthur
Em uma conferência recente para líderes de tradução da Bíblia foi feita uma pergunta fascinante para o público, mais ou menos com estas palavras: ‘Quem provê nossa motivação para a tradução da Bíblia: a igreja mundial ou os grupos de povos não-alcançados?’
Esta é uma pergunta fascinante que até certo ponto reflete a história das organizações que mais se envolveram na tradução da Bíblia por todo o mundo. As Sociedades Bíblicas Unidas, em sua maior parte, foram motivadas para traduzir as Escrituras por grupos de igrejas por todo o mundo; sua tradução foi motivada pela eclesiologia.
Outras organizações, tais como a Wycliffe, foram motivadas para pôr a Bíblia (ou pelo menos o Novo Testamento) a disposição de povos que ainda não ouviram o evangelho; sua motivação é primordialmente missionária. Nos últimos anos esta distinção se erodiu progressivamente devido ao crescimento explosivo da igreja por todo o mundo; grupos que até recentemente não tinham sido alcançados agora têm igrejas florescendo que estão clamando acesso às Escrituras em sua própria língua.
Em termos pragmáticos, a tradução das Escrituras para um povo não-alcançado é um empreendimento muito diferente de traduzi-las para uma igreja já existente. O grau em que a comunidade local assumirá a responsabilidade e proverá recursos para o trabalho de tradução dependerá em grande parte de quanto a consideram importante.
Obviamente, é mais provável que uma igreja estabelecida veja a tradução da Bíblia como importante do que um grupo com um sistema de crença muito diferente. Devido a isto, pode ser mais estratégico que uma organização de tradução invista seus recursos no povo não-alcançado, porque é improvável que eles mesmos traduzam as Escrituras.
Por outro lado, a tradução da Bíblia é uma tarefa altamente técnica, e poucos povos minoritários, por mais motivados que estejam, têm a capacidade para traduzir as Escrituras por si mesmos. Não só isso, mas também uma tradução feita em cooperação com uma igreja estabelecida tem maior probabilidade de ser usada do que a produzida como esforço missionário para um povo não-alcançado. Talvez seja melhor esperar que se inicie uma igreja antes de começar a tradução. Não há respostas fáceis.
No final das contas, nossa motivação para a tradução das Escrituras não são nem as necessidades da igreja nem a dificuldade dos povos não-alcançados; ela reside no caráter e nas ações do Deus trino. Escrevi isto em um blog faz alguns meses:
... a motivação e visão para a missão começou no Cristo encarnado, irrompendo na história sem reservas, esvaziando-se a si mesmo e finalmente submetendo-se à morte em uma cruz. Assim como Cristo veio ao mundo, do mesmo modo seu povo se estende por todo o globo espalhando as Boas Novas de um Deus que traduziu a si mesmo a fim de que possamos entendê-lo. O centro destas Boas Novas é a criação de comunidades nativas redimidas que expressam o evangelho através das múltiplas culturas, todas se somando para produzir uma sinfonia de louvor ao nosso Deus. A tradução das Escrituras se encontra bem no núcleo disto. A tradução não é simplesmente uma maneira de levar a mensagem; a tradução é a mensagem.
A diversidade na unidade, encarnação e comunicação são fundamentais para a natureza de Deus, e é o caráter de Deus que provê a base para a tradução da Bíblia e expressões diferentes da fé cristã em diferentes contextos. A fé cristã não sabe nada sobre conformidade monolítica; começou em uma alegre expressão de variedade e diferença que continua diversificando-se conforme se estende pelo planeta.
Parte do resultado desta explosão de variedade é que as pessoas (sejam igrejas ou povos não- alcançados) podem entender o evangelho com clareza porque se expressa em sua própria língua. Isto se ilustra em um artigo de leitura obrigatória de Patrick Johnstone (do Operation World) titulado “A Tradução da Bíblia e o DNA Transcultural da Igreja Cristã”. Patrick demonstra com clareza como as Escrituras traduzidas foram essenciais para o crescimento da igreja cristã através dos séculos.
Entretanto, atrevendo-me a debater com um personagem tão bem conhecido, penso que ele realmente não capta a essência do assunto. Patrick fala que a igreja tem um DNA transcultural, mas não mostra como a igreja herdou este DNA da unidade na diversidade que se acha no coração da natureza de Deus. A missão não começa com a natureza da igreja, começa com a natureza de Deus. Onde os recursos são limitados, todas as organizações de tradução têm que tomar decisões quanto a comunidades às que poderão servir melhor. Entretanto, quere trabalhemos com igrejas estabelecidas ou com povos não-alcançados, a tradução da Bíblia fala de unir-se a Deus em sua grande visão para chamar diversos povos multilíngües e multiculturais para servi-lo e adorá-lo neste mundo e no vindouro. Fazemos tradução da Bíblia porque assim é o Deus a quem servimos.
Com base em um artigo intitulado, "Who do we translate the Bible for?" publicado no blog de Eddie Arthur, Kouya Chronicle.
Eddie Arthur currently serves as Executive Director of Wycliffe UK.
- See more at: http://www.wycliffe.net/resources/missiology/Bibletranslationandmission/tabid/96/Default.aspx?id=1104#sthash.hHZ8DuN6.dpuf
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Uma rede contra a dependência química
As estatísticas sobre o uso de drogas são cada vez mais alarmantes, desde a idade que se inicia o consumo até o reflexo que isto gera na população. A dependência química é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença multifatorial, orgânica, incurável, progressiva e fatal. E, neste cenário, não se encontra apenas o dependente, mas sua família, amigos e, em consequência, toda a sociedade.
A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), desde sua fundação, se dedica a levar a palavra de Deus como instrumento de transformação social e integral do ser humano. Ao longo dos anos, temos constatado que a disseminação da Bíblia tem ajudado muitas pessoas que sofrem com a dependência química e com as demais questões ligadas e geradas por este problema que afeta a humanidade.
Em 2006, a SBB passou por um período de reestruturação dos projetos sociais e percebeu que cerca de 60% das organizações que solicitavam a doação de materiais bíblicos eram comunidades terapêuticas. A partir deste momento, tivemos um direcionamento específico para a questão da dependência química. Com o levantamento, constatamos também que grande parte dessas organizações eram geridas por pessoas que tiveram experiência de vida com a dependência química e, após estarem libertas, tinham como missão ajudar outras pessoas que passavam pelo mesmo problema. E muitas organizações, em sua composição, não tinham as condições mínimas de estrutura para funcionamento, e pouco ou quase nenhum recurso financeiro para se manter. No entanto, traziam muito amor e dedicação em suas ações.
Deparamo-nos, então, com dois grandes desafios: o primeiro era o de disseminar a importância da utilização da Bíblia no processo de recuperação e tratamento da dependência química; e o segundo, de contribuir de alguma forma para que as comunidades terapêuticas tivessem o mínimo de informação e conhecimento para se manterem na legalidade e ampliassem o conhecimento sobre a dependência química e formas de tratamentos. Formamos assim, em 2007, a Comunidades Terapêuticas em Rede (COMTER), que tem como objetivo geral o de “contribuir na qualidade do desenvolvimento das atividades de Comunidades Terapêuticas e organizações sociais, que trabalham no processo de prevenção e tratamento da dependência química. Promovendo informações, trocas de experiências e facilitando o estudo da bíblia entre o público envolvido nesta temática”.
A rede foi formada com a participação de dirigentes de comunidades terapêuticas e de representantes de conselhos municipais de políticas sobre drogas, e permanece ativa até hoje. Não foi uma tarefa fácil e ainda temos vários desafios para se trabalhar em rede. Tivemos – e temos, a cada dia – de nos despir de nossos mitos, conceitos, metodologias e opiniões para, juntos, trabalharmos para um único propósito, o de resgatar vidas. Nessa caminhada, tivemos itens importantes na consolidação da rede. O de contar com a participação de um grupo gestor comprometido, que não mede esforços para trazer elementos que venham ao encontro da necessidade das comunidades terapêuticas; a participação de dirigentes dessas entidades que têm a visão de que, se trabalharmos juntos, teremos mais força; uma rede de profissionais voluntários que nos assiste dando palestras e orientações sobre a dependência química; e a Bíblia Despertar, baseada nos 12 passos dos alcoólicos anônimos, um forte instrumento que traz em seu conteúdo conceitos fundamentais para a recuperação.
Nos últimos cinco anos, a SBB beneficiou com materiais bíblicos cerca de 400 comunidades terapêuticas no Brasil, promoveu 17 seminários e realizou 20 grupos de estudos com temas diversos, de interesse dessas entidades. Ainda há muito para ser feito, ainda há muitas pessoas que morrem vítimas dessa doença, ainda há famílias desesperadas que esperam a recuperação. E trabalhar em rede é um grande desafio, mas temos a certeza de que toda e qualquer ação que promova a recuperação de vidas é válida. A recuperação é difícil, um verdadeiro milagre, que nem sempre vem na hora que imaginamos e, infelizmente, muitos morrem sem alcançá-la. E talvez por isso seja comum nos perguntarem se vale a pena investir nisso. Logo corremos para a Bíblia, que nos dá a certeza de que há esperança para a recuperação. “Para uma árvore há esperança; se for cortada, brota de novo e torna a viver. Mesmo que suas raízes envelheçam, e o seu toco morra na terra, basta um pouco de água, e ela brota, soltando galhos como uma planta nova” (Jó 14.7-9).
____________________
Emilene Oliveira Araujo é assistente social, pós-graduada em gestão de organizações do terceiro setor, mestre em Serviço Social pela PUC-SP. É gestora da COMTER (Comunidades Terapêuticas em Rede) e gerente de Projetos Sociais da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
SBB promove VIII Seminário de Ciências Bíblicas no RJ
VIII Seminário de Ciências Bíblicas no RJ
A cidade do Rio de Janeiro (RJ) receberá pela oitava vez o tradicional Seminário de Ciênc ias Bíblicas. Promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), o evento será realizado nos dias 09 e 10 de outubro 2013, na Capela da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no campus Maracanã.
A iniciativa visa contribuir para a ampliação do conhecimento sobre o Livro Sagrado. Para isso, reúne palestras que abordam aspectos sobre tradução da Bíblia e sua história, bem como a aplicação dos ensinamentos do Livro Sagrado em diferentes setores sociais, na igreja, na família e na escola, entre outros. Realizados desde o ano 2000, esses encontros já alcançaram milhares de pastores, líderes cristãos, obreiros, professores de escola bíblica e seminaristas.
A edição da capital fluminense terá dois painéis principais, além de espaço para uma sessão de perguntas e respostas. O moderador do evento será o Pastor Mauricio Price, coordenador geral do Movimento Evangélico Universitário. Na ocasião, haverá também apresentações musicais do Coral da Igreja Assembléia de Deus em Madureira e da Orquestra da UCADERJ ( União dos Corais das Assembléias de Deus do Estado do Rio de Janeiro). Haverá certificados aos participantes. Entrada franca. Inscrições no dia e local.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 2221-9883 (ramal 05) e 0800-727-8888. Confira, a seguir, a programação completa do evento e participe:
09 de outubro
Horário: Das 19h às 22h
Tema do painel: A Bíblia no mundo digital – Elismar Vilvock
10 de outubro
Horário: Das 19h às 22h
Tema do painel: A Bíblia e o futuro da Humanidade – Henrique Araújo
Os palestrantes e moderador
::A Bíblia no mundo digital : Em toda a Bíblia há relatos de mensagens sendo escritas em diversos materiais e esta tem sido, por muito tempo, a melhor maneira de transmitir conhecimento de uma geração para outra. Com a descoberta do mundo digital, notou-se que aquilo que antes parecia a solução ideal, tinha seus problemas, dando início a uma nova busca, chamada de "conteúdo digital". A SBB desenvolve alguns produtos digitais, entre os quais a Biblioteca Digital da Bíblia (Libronix), Glow e webservice de textos bíblicos.
Elismar Vilvock: É bacharel em Teologia pelo Instituto Concórdia de São Paulo e em Ciência da Computação pela UNIFIEO, Osasco (SP). Trabalha há mais de 10 anos na SBB com preparação, codificação, revisão e conversão de textos bíblicos para diversos formatos, incluindo livros digitais. Atualmente, é gerente de Desenvolvimento de Publicações Digitais.
::A Bíblia e o futuro da humanidade : Livro milenar que tem transformado culturas e nações, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada ao homem. Como tal, ela descreve o passado, elucida o presente e profetiza o futuro. Como a Bíblia apresenta o futuro da humanidade? De que forma o conhecimento bíblico acerca do futuro pode ajudar no presente? Que fatos presentes foram preditos no passado acerca do futuro e já estão se cumprindo? Estas e outras questões serão analisadas no referido encontro.
Henrique Araújo: Bacharel em Teologia e mestre em Ministérios Globais pelo Seminário Teológico Betel, tem licenciatura em Letras (Português-Grego) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ) e é mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Doutor em Teologia pelo Trinity Theological Seminary. É escritor e professor do Seminário Teológico Betel e Seminário Teológico Moriah nas áreas de Teologia e Bíblia.
:: Mauricio Price (moderador): Graduado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ), é pós-graduado em Clínica Médica, Medicina do Trabalho e Medicina Hiperbárica. Fez Mestrado em Ministérios Globais pelo Seminário Teológico Betel, estudou Teologia no Instituto Bíblico Ebenézer, ambos no RJ. Presidente do Diretório Estadual no Rio de Janeiro(2009-2013) e Conselheiro Nacional da SBB, é membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e coordenador geral do Movimento Evangélico Universitário. É também radialista, evangelista e escritor.
terça-feira, 14 de maio de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Sociedade Bíblica do Brasil realiza VII Café de Comunhão no Rio de Janeiro
Sociedade Bíblica do Brasil realiza VII Café de Comunhão no Rio de Janeiro dia 09/03/13 às 09h no Centro Cultural da Bíblia
sábado, 12 de janeiro de 2013
Livro JESUS, A Vida Completa, de Juanribe Pagliarin, agora para download gratuito
O Pr. Juanribe Pagliarin e o Ministério Pregadores do Telhado disponibilizaram gratuitamente para download o best-seller JESUS, A Vida Completa. Lançado pela editora Bless Press, este livro te mostrará a plenitude da vida de Cristo e como ele fundou o seu império no amor. E, você vai encontrar, a partir da página 223, um útil Dicionário Teológico preparado especialmente para você compreender com mais profundidade cada aspecto da vida da Pessoa mais intrigante e influente que já viveu neste mundo!
Baixe e compartilhe com todos que puder. Uma rica ferramenta de edificação e evangelização.
Para baixar o livro, CLIQUE AQUI.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Novo Testamento em áudio dramatizado disponível gratuitamente
Novo Testamento dramatizado disponível gratuitamente
A organização Bible.is está disponibilizando para download gratuito versões da Bíblia em várias línguas, inclusive português.
Eu tenho sido extremamente abençoado com as versões em inglês que ouço, por gentiliza de Bible.is.
Como obter essas versões abençoadas?
Você se cadastra no site deles, com seu email, e cria um nome de usuário para login. Depois disso, vá a este link: http://www.bible.is/ audiodownloader
Na primeira opção, escolha a língua.
Na segunda, escolha a versão.
Se você escolher “Português”, fique com Almeida Revista e Corrigida Audio Drama. Você vai ficar maravilhado ouvindo!
A segunda versão disponível, “A Bíblia para Todos”, é do português de Portugal.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
VII Seminário de Ciências Bíblicas no RJ - Entrada franca
A cidade do Rio de Janeiro (RJ) receberá pela sétima vez o tradicional Seminário de Ciências Bíblicas. Promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), o evento será realizado nos dias 20 e 21 de setembro 2012, na Capela da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no campus Maracanã.
A iniciativa visa contribuir para a ampliação do conhecimento sobre o Livro Sagrado. Para isso, reúne palestras que abordam aspectos sobre tradução da Bíblia e sua história, bem como a aplicação dos ensinamentos do Livro Sagrado em diferentes setores sociais, na igreja, na família e na escola, entre outros. Realizados desde o ano 2000, esses encontros já alcançaram milhares de pastores, líderes cristãos, obreiros, professores de escola bíblica e seminaristas.
A edição da capital fluminense terá dois painéis principais, além de espaço para uma sessão de perguntas e respostas. Na ocasião, haverá também apresentações musicais de corais das igrejas da Assembléia de Deus em Madureira e da Orquestra da UCADERJ ( União dos Corais das Assembléias de Deus do Estado do Rio de Janeiro). Além disso, o ônibus-ambulatório ‘’ Luz no Sudeste ‘’ terá sua área de exposições bíblicas aberta ao público. Haverá certificados aos participantes. Entrada franca. Inscrições no dia e local.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 2221-9883 (ramal 05) e 0800-727-8888. Confira, a seguir, a programação completa do evento e participe:
20 de setembro
Horário: Das 19h às 22h
Tema do painel: A Bíblia e as Missões – Vilson Scholz
21 de setembro
Horário: Das 19h às 22h
Tema do painel: Bíblia, Apologética e Pós-Modernidade: A fé em debate – Henrique Araújo
Os palestrantes e moderador
::Vilson Scholz: Pastor e professor de Teologia Exegética, tem mestrado e doutorado na área do Novo Testamento. Consultor de Tradução da Sociedade Bíblica do Brasil, é professor da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas (RS). É tradutor do Novo Testamento Interlinear Grego-Português (SBB) e autor de Princípios de Interpretação Bíblica (Editora da Ulbra).
:: Henrique Araújo: Bacharel em Teologia e mestre em Ministérios Globais pelo Seminário Teológico Betel, tem licenciatura em Letras (Português-Grego) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ) e é mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Foi pastor em Sttutgart (Alemanha), Poxoréo (MT) e Vila do João (RJ). É escritor e professor do Seminário Teológico Betel e Seminário Teológico Moriah nas áreas de Teologia e Bíblia.
:: Mauricio Price (moderador): Graduado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ), é pós-graduado em Clínica Médica, Medicina do Trabalho e Medicina Hiperbárica pela Marinha do Brasil. Mestre em Ministérios Globais pelo Seminário Teológico Betel, estudou Teologia no Instituto Bíblico Ebenézer no RJ. Presidente do Diretório Estadual da SBB no Rio de Janeiro, é membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e coordenador geral da Capelania Evangélica Universitária na UERJ. É também radialista, evangelista e escritor.
terça-feira, 24 de julho de 2012
7 GRANDES PERGUNTAS E MISTÉRIOS DA BÍBLIA
Marcos Stefano
Revista Eclésia - http://www.eclesia.com.brQuando oramos, falamos com Deus. Quando lemos a Sagrada Escritura, Deus é que fala conosco.”
“Quando oramos, falamos com Deus. Quando lemos a Sagrada Escritura, Deus é que fala conosco.” A frase é do bispo Isidoro de Sevilha (560 a 636 d.C.), considerado um dos mais importantes teólogos medievais, e retrata muito bem o status que adquiriu a Bíblia. Apesar de seu nome ser usado no singular, o significado original em grego é “livros”. Isso porque a obra reúne, na realidade, 66 escritos, produzidos durante 1.600 anos e por 40 diferentes autores, desde humildes agricultores e pescadores a renomados reis. Sem ela, o mundo não seria o mesmo. Foi a Bíblia que trouxe as bases das três grandes religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Ao se transformar na publicação mais lida e distribuída no mundo, sendo traduzida para mais de 2.400 línguas e dialetos, também moldou a cultura e os valores da sociedade, universalizando direitos e promovendo a liberdade de consciência e de expressão.
Mesmo diante de tamanha importância, são muitas as dúvidas que ainda cercam os relatos bíblicos. Milhares de estudos e artigos já foram publicados sobre os mais diversos trechos e acontecimentos descritos no livro, mas eles continuam resistindo como fonte de não poucas polêmicas. Tudo bem, alguém pode culpar Martinho Lutero, João Calvino e os demais reformadores protestantes e seus ensinos de livre interpretação das Escrituras como a razão para tantas opiniões diferentes. Mas convenhamos: compreender por que um Deus tão bondoso permite o sofrimento e ainda manda matar ou entender o que significam todos aqueles estranhíssimos seres e eventos registrados no Apocalipse não é nada fácil.
A seguir, você conhecerá sete das mais discutidas questões sobre a Bíblia nos últimos tempos. O debate é bastante diversificado. Na discussão histórica, a dúvida é se eventos fantásticos como o dilúvio universal, a Arca de Noé, a abertura do Mar Vermelho aconteceram ou são apenas simbólicos. Por outro lado, é analisado um assunto bastante prático, apesar de tantas vezes metafísico: segundo os textos bíblicos, o que acontece com a pessoa quando ela morre? E aí, nem o inferno escapa. Se você imaginava ele como um lugar embaixo da terra, onde enormes labaredas de fogo se misturam a umforte cheiro de enxofre e para onde vão as almas dos maus logo após seus falecimentos, pode ter uma enorme surpresa. Encontrar as respostas exige tempo, estudo, oração e, claro, auxílio divino. Mas a recompensa de conhecer um pouco mais da Palavra de Deus vale qualquer esforço. Como explicou certa vez o teólogo presbiteriano Francis Schaeffer (1912 a 1984): “Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que qualquer um, até a maioria, está errado”.
1 – Os grandes eventos e milagres aconteceram mesmo ou não passam de mito?
Durante séculos, ninguém ousou dizer que algo narrado pela Bíblia poderia não ser verdade. Se a ciência discordasse de alguma coisa, era ela que necessariamente estava errada. Esse panorama começou a mudar no começo do século 18, com a Revolução Industrial e com o Iluminismo. Dentro e fora da Igreja, pessoas começaram a estudar o livro como qualquer outra obra histórico-literária, aplicando nele os métodos da análise crítica. O resultado é visto numa série de questionamentos: A história do dilúvio e da Arca de Noé não é apenas um mito? O êxodo dos judeus fugindo da escravidão no Egito e abrindo as águas do Mar Vermelho pode ser simbólico? E o que dizer dos fantásticos milagres de Jesus, que teria até ressuscitado? Para os mais críticos, eventos como esses nunca aconteceram. Canaã, a região que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e partes da Jordânia, do Egito e da Síria, estava sob o domínio egípcio e era necessário criar um relato que inspirasse as diversas tribos a lutar contra essa situação. Assim, surgiu grande parte do Gênesis e do Êxodo. Quando a Bíblia conta que as leis mosaicas foram encontradas no templo, durante o reinado de Josias, por volta de 622 a.C., também inventa um relato para explicar o surgimento das diversas regras. “Quem escreveu textos como Deuteronômio foram os próprios sacerdotes da época de Josias”, destaca a historiadora norte-americana Karen Armstrong em seu livro A Bíblia (Jorge Zahar Editor).
Ainda segundo Armstrong, depois da volta do exílio babilônico, por volta de 538 a.C., a fé dos hebreus foi radicalmente transformada. Antes politeístas e adorando vários deuses, agora eles optam por reverenciar apenas Yaweh. Sob o comando do sacerdote Esdras, os textos são editados e enriquecidos. Trechos como os Dez Mandamentos e a proibição de casamento dos judeus com outros povos teriam surgido ali. Entre aqueles que fazem coro com a historiadora estão vários teólogos liberais. Para eles, a Bíblia usa uma linguagem figurada e poética muito forte. Moisés não abriu o Mar Vermelho, mas faz sentido usar isso como metáfora, já que o mar é símbolo do caos e, para se libertar, o povo vence as forças do caos egípcio justamente com a ajuda de Deus.
Ultimamente, essas versões ganham força principalmente por causa de livros, documentários televisivos e reportagens em revistas seculares. Mas são pouco aceitas entre a maioria dos evangélicos. “Como sacerdotes do tempo de Josias teriam inventado essas histórias se mais de 200 culturas, por exemplo, preservaram a história de uma grande inundação que destruiu a Terra e da qual foram salvas algumas pessoas num grande barco? É bastante provável que esses eventos realmente aconteceram”, afirma o jornalista adventista Michelson Borges, autor do livro A História da Vida (Casa Publicadora Brasileira).
Borges explica que dificilmente os hebreus teriam copiado essas histórias, já que seus relatos mais simples sugerem tratar-se das narrativas originais. “Além desses argumentos, há várias evidências geológicas e achados arqueológicos que confirmam a veracidade dos textos bíblicos”, completa. No caso do dilúvio, as evidências seriam variadas: metade dos sedimentos continentais são de origem marinha; fósseis de animais marinhos são encontrados costumeiramente em grandes montanhas.
Já a existência de escravos hebreus no Egito é atestada por pinturas nas paredes das pirâmides e por papiros de sarcedotes egípcios, como Ipuwer, que menciona as mesmas pragas bíblicas que assolaram a nação. Estudando os originais hebraicos do Antigo Testamento, ainda é possível encontrar palavras e expressões que são claramente de origem egípcia, o que indica que seu autor era versado nos idiomas e tradições de ambas as culturas, perfil que combina bem com Moisés.
2 – As profecias do Apocalipse são literais?
Grandes bestas que emergem do mar, multidões vestidas de branco no céu, julgamentos e vinganças empreendidas por cavaleiros sobrenaturais e animais monstruosos, que mais parecem ter saído de um filme de terror. O Apocalipse é um dos mais assustadores e fantásticos relatos da literatura em todos os tempos. Considerado uma revelação sobre a volta de Cristo e o fim do mundo, cristãos em todas as épocas o consideraram profético, ou seja, com descrições do futuro. Mesmo que pouco entendessem daquilo que está escrito nele.
“Muito do medo que vem da leitura do Apocalipse existe porque as pessoas ignoram que essa mensagem foi escrita para um público específico num contexto específico: as sete igrejas da Ásia Menor do final do primeiro século”, defendem Wes Howard-Brook e Anthony Gwyther no livro Desmascarando o Imperialismo (Edições Loyola e Paulus). Durante muito tempo, acreditou-se que o Apocalipse fora escrito para ajudar os seguidores de Jesus a manter a fé em meio à desgraça provocada por uma terrível perseguição, com a promessa de que a iminência do fim encerraria sua grande tribulação.
Essa hipótese já não encontra apoio nem entre os estudiosos mais liberais. Em fins do primeiro século, não havia perseguições generalizadas ou sistemáticas naquela região. Mas a sombra do poderoso Império Romano e seus valores corrompidos pairava sobre as pequenas e insipientes comunidades cristãs. Para que elas não sofressem a tentação de fazer as pazes com Roma, João revelou o Império como a prostituta sedutora que oferecia a boa vida em troca de obediência e de uma besta esfomeada que devorava todos os que ousassem se opor a ela.
Que o Apocalipse é um texto altamente simbólico parece haver consenso. Mas muita gente acredita que essa simbologia, sim, já desencadeia e ainda provocará outros eventos bem reais até o fim dos tempos. “Logo no início do livro, vemos que seu conteúdo abrange o passado, o presente e o futuro da Igreja. ‘Escreve as coisas que tens visto, as que são e as que depois destas hão de acontecer’ é a ordem que João recebe”, explica o jornalista e pastor assembleiano Ciro Sanches Zibordi, autor do livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria (CPAD). “Eventos como o juízo final, o trono branco e a Nova Jerusalém não aconteceram. Como pensar que se referiam àquela época?”, questiona.
Desse modo, as bestas de Apocalipse 13 são simbólicas. Mas a primeira besta representaria, na realidade, um líder ou poder político e o falso profeta, um personagem religioso. Outra passagem real seria a guerra no céu, descrita no capítulo anterior. Apesar de trazer também consequências e efeitos futuros, ela mostra a rebelião de Satanás e como ele foi expulso com um terço dos anjos rebeldes da presença divina. “Por tudo isso, creio que a advertência para não ignorar as profecias são muito válidas. Eventos como a grande tribulação, a volta e vitória de Jesus, a prisão de Satanás e o estabelecimento do Milênio, o julgamento e o novo céu e nova Terra se cumprirão literalmente”, aposta Zibordi.
3 – O que acontece com a pessoa quando ela morre?
Um ditado popular garante que a única coisa certa para quem está vivo é de que um dia morrerá. Apesar dessa certeza, se existe algo que quase ninguém quer é morrer. Muito por conta da aura de mistério que cerca aquilo que está reservado ao ser humano no além-túmulo. Certo mesmo, segundo a Bíblia, é que essa história de reencarnação não existe. Todos passam por aqui uma única vez e depois disso serão julgados. E, se a vida terrena é o ponto de partida, o de chegada será a vida eterna, mas em corpos ressuscitados. Pelo menos, para aqueles que crerem em Jesus.
No demais, ou seja, o que acontece nesse meio tempo, enquanto os mortos não ressuscitam, é que as opiniões se dividem. “De acordo com as Escrituras, somos constituídos de uma parte material, o corpo, e outra imaterial e imortal, a alma ou espírito. Alguns defendem que esse espírito seria um terceiro elemento. Quando a pessoa morre, a alma continua consciente”, afirma Paulo Sérgio de Araújo, autor do livro Qual o Destino do Homem? (Editora Lio).
Para defender seu ponto de vista, ele cita dois exemplos: Moisés, que mesmo falecido, apareceu no Monte da Transfiguração (Mateus 17.1-9) e o apóstolo Paulo, que disse preferir partir ou morrer para estar com Cristo (Filipenses 1.23). “Se o apóstolo acreditasse que sua morte o lançaria num estado de total e literal inexistência, cortando sua comunhão com o Senhor, seria um absurdo total ele declarar que morrer era melhor do que continuar vivo.”
Apesar disso, esses mortos não ficam vagando por aí como almas penadas e têm contato com os vivos como algumas religiões acreditam. “Até Cristo, todos ficavam no lugar que em hebraico quer dizer sheol, em grego, hades, e em latim, infernus. Daí nossa palavra inferno. Mas longe de ser um lugar tenebroso, tinha duas divisões. Os ímpios eram atormentados, mas os justos ficavam no paraíso ou seio de Abraão. Após a ascensão de Cristo, os salvos vão para o céu e ficam na presença do Senhor”, explica Araújo.
Nem todos interpretam os acontecimentos depois da morte dessa maneira. “Para entender a morte, é preciso compreender a vida”, diz o jornalista e pastor adventista Wendel Lima. Ele cita a criação do ser humano em Gênesis 2:7 para desvendar o mistério. Nessa passagem, Deus sopra o fôlego de vida num boneco de barro e o torna uma alma vivente. “Diferente do que os gregos diziam, o homem é indivisível. Quando ele morre, a alma, que é toda a pessoa, com seus intelecto e emoções, acaba. O corpo volta para o pó e o espírito ou fôlego de vida para Deus, como ensina Eclesiastes 12:7.”
Ele também recorre às línguas originais para explicar sua visão. Enquanto espírito, em hebraico, tem o sentido de “sopro” ou “vento”, alma dá a ideia de “pessoa” ou “ser vivo”. “Nada de Gasparzinhos”, aponta. O mesmo acontece com sheol ou hades. “Esse lugar nada mais é do que a sepultura, onde todos os mortos descansam até o tempo da ressurreição e do juízo”, defende Lima.
4 – Deus mandou matar?
Guerra santa é um assunto que ganhou destaque na imprensa depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. E normalmente causa mal-estar e pesadas críticas de cristãos sinceros ao lembrar que, naquela ocasião, mais de 2 mil inocentes morreram nos choques dos aviões contra as Torres Gêmeas, em Nova York. Porém, o que poucos se dão conta é que algo muito parecido aconteceu milhares de anos atrás e está registrado nas páginas da própria Bíblia. Ali, mais precisamente no livro de Josué, Deus ordena sem qualquer cerimônia a seu povo que invada a cidade de Jericó e mate todos os cananeus que lá encontrar, sejam eles homens, mulheres ou mesmo crianças.
Não é de hoje que a ordem divina provoca consternação geral. Afinal, por que um Deus tão bom, que quer a salvação de todos, ordenou tal massacre? Essa questão já gerou acaloradas discussões e realmente não há explicações fáceis. À primeira vista, a impressão que dá é que a divindade do Antigo Testamento é muito diferente daquela que enviou o próprio Filho para morrer numa cruz pela humanidade no Novo. “De fato, há uma descontinuidade de algumas práticas do Antigo para o Novo Concerto. Antigamente, os israelitas eram usados por Deus como instrumentos de seu juízo. Hoje, é uma traição ao Evangelho pegar em armas para promover os interesses de Cristo”, diz o teólogo Tremper Longman III, no livro Deus Mandou Matar? (Editora Vida).
Para tentar solucionar o imbróglio, Longman propõe analisar a situação sobre dois atributos pessoais de Deus: seu amor e sua justiça. Ao mesmo tempo que ele é amor e quer salvar a todos, também é justo e cobrará a cada um segundo suas obras. O relato de Josué mostra que houve pessoas em Jericó, inclusive a prostituta Raabe, de quem descenderia Cristo, que foram poupadas. Se houvesse outras pessoas que mudassem sua posição, igualmente seriam poupadas. “Deus não é injusto. Porém, naquele contexto, a população de Jericó teve conhecimento da chegada dos israelitas e tomou partido de seus deuses contra Yahweh. Naquele tempo, a revelação ainda começava e demoraria tempo para que os valores cristãos pudessem ganhar força e moldar a consciência social. Mesmo assim, quem tem problemas com relação à conquista de Canaã, também terá em compreender o juízo de Cristo, pois nele, todos os desobedientes, independente de idade ou condição serão jogados no lago de fogo”, compara Longman.
Inevitavelmente, a questão puxa outra: como um Deus amoroso permite tanto sofrimento no mundo? Para debater “o problema da dor”, como C. S. Lewis certa vez chamou o assunto, é necessário deixar algumas coisas claras. De acordo com a Bíblia, nessa história não há inocentes, todos pecaram e estão sujeitos às mais diversas situações em um mundo de injustiça. Não que esta seja a vontade divina. Pelo contrário: ele criou tudo perfeito, mas quando o homem se afastou de seus caminhos, permitiu a entrada da dor, do sofrimento e da morte no mundo.
“A lição de que a rebelião – e todo pecado – leva à morte é muito clara no Jardim do Éden. Na ocasião, Adão e Eva deveriam ser mortos na hora, mas foram poupados e receberam uma nova chance. Essa graça é o motivo de qualquer um de nós ainda estar respirando. Deus minimiza o mal causado pelo homem. Assim operam sua justiça e seu amor, ainda que não aceitemos muito bem tudo isso”, finaliza Longman.
5 – A lei foi abolida?
Desde que apóstolo Paulo começou suas viagens missionárias essa questão divide as opiniões dentro da Igreja. É fato que algo foi abolido por Cristo na cruz, como propõe o próprio apóstolo dos gentios. Das 613 ordenanças entregues a Moisés no Monte Sinai, algumas reafirmações de leis já existentes, várias não são mais seguidas pelos cristãos modernos. Com exceção das comunidades judaico-messiânicas, que têm seus próprios motivos, ninguém mais pratica a circuncisão ou durante o mês de setembro acampa no lado de fora de sua casa para celebrar a Festa das Cabanas.Entretanto, é impensável que alguma igreja aceite que seus membros adorem outros deuses ou matem. Afinal, o que vale ainda nos dias atuais?
Primeiro é preciso esclarecer o que é essa tal “lei”. O termo mais comum em hebraico para designá-la é torá e em grego nomos, mas tanto pode se referir ao conteúdo total do Antigo Testamento, literalmente “a Lei e os Profetas”, quanto aos cinco primeiros livros bíblicos, o Pentateuco, aos Dez Mandamentos, à vontade revelada de Deus, a preceitos civis de Israel ou cerimoniais, como os sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes como ofertas ou pelo perdão dos pecados da nação.
Os preceitos abolidos consistiriam essencialmente em cerimônias, como os sacrifícios. “Esse cerimonialismo foi usado por Deus para apontar a figura de Cristo. Mas os preceitos morais, como os Dez Mandamentos, continuam válidos para o povo de Deus, como Jesus mesmo garantiu ao repreender aqueles que violavam os mandamentos, por menor que fossem. A salvação é pela graça, mas para uma vida de obediência”, explica o professor Rodrigo Pereira Silva, professor do Centro Universitário Adventista (Unasp), em Engenheiro Coelho (SP), que faz parte de uma corrente que defende a validade do decálogo, inclusive a guarda do sábado como dia de adoração a Deus, para os cristãos.
Na visão do professor Jorge Pinheiro, da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, discutir a graça divina é essencial, pois muita gente confunde salvação com obediência à lei. “Ninguém é justificado pelas obras da lei. No Antigo Testamento, a lei fazia parte do arcabouço salvífico da religião de Israel, junto do sistema sacrificial. Jesus dá início ao processo de desmistificação do papel da lei na salvação e Paulo leva essa compreensão a seu ponto mais alto. Ora, a salvação surge dá fé que a pessoa manifesta em Cristo. Para alcançá-la deve-se crer e receber de graça e com arrependimento o dom de Deus”, explica.
Pinheiro esclarece que a graça não exime o cristão de suas responsabilidades, mas muda sua vida. “A obediência ética sem amor é imposição cruel. Firma-se um relacionamento com Deus a partir da conversão, no qual, essa obediência acontece na forma de novidade de vida, porque a graça da salvação alcançou o indivíduo.”
6 – O que são os dons espirituais?
Corria o ano de 1906, quando uma série de eventos impressionantes teve lugar em um antigo estábulo localizado no número 312 da Rua Azusa, em Los Angeles, Estados Unidos. Todos os dias, mais de mil pessoas de todos os cantos do país e até do exterior chegavam ali para participar dos cultos evangélicos comandados por William Joseph Seymour. Todos buscavam a mesma coisa: o batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em línguas, um revestimento de poder sobrenatural para cumprir a vontade divina.
O moderno movimento pentecostal pode não ter nascido em Azusa, mas depois dali, nenhuma igreja evangélica seria mais como antes. Os dons espirituais passaram a receber uma nova ênfase, tanto em denominações que aceitaram a renovação carismática quanto naquelas que, mesmo fechadas à novidade, descobriram as vantagens de buscar mais profundidade na vida espiritual mediante um renovado relacionamento com o Espírito Santo.
írito encontram-se em passagens como Romanos 12, 1 Coríntios 12 e Efésios 4. Alguns estudiosos chegam a elencar mais de 30 deles. Cem anos após Azusa é difícil encontrar igrejas que não aceitem a validade desses dons para os dias atuais. Mas aquelas mais tradicionais excluem as manifestações carismáticas, especialmente falar línguas ininteligíveis, de seus cultos. Para elas, certos sinais e maravilhas eram restritos aos tempos apostólicos e quando Paulo fala sobre profecia, refere-se à pregação inspirada no púlpito, ou sobre línguas, à capacidade de aprender outros idiomas humanos.
“É verdade que há dons de serviço e ministeriais, mas eles diferem daqueles nove mencionados em 1 Coríntios. Esses são capacitações sobrenaturais dadas por Deus para sua Igreja”, aponta o pastor Enéas Tognini, da Igreja Batista do Povo, em São Paulo, e presidente de honra da Sociedade Bíblica do Brasil. Em 1958, Tognini, um batista bastante conservador, teve sua primeira experiência em relação aos dons e falou em línguas. Nos anos seguintes, tornou-se uma das figuras centrais no processo de renovação de inúmeras igrejas batistas, presbiterianas e metodistas Brasil afora.
Ao analisar os dons espirituais e contar algumas de suas experiências, o veterano pastor de 95 anos, 68 deles dedicados ao ministério, garante: não se trata de emoção, mas de realidade. “Dons como profecia, conhecimento e sabedoria não dependem de estudo prévio. São revelações que Deus dá a respeito da realidade ou do que deve fazer uma pessoa em circunstâncias que para ela são impossíveis de resolver. O discernimento dá à pessoa a capacidade de saber se aquilo que está operando vem de Deus, da carne ou do diabo. Já as línguas não são chamadas de estranhas por acaso. São uma linguagem espiritual e precisam de uma interpretação sobrenatural para que sejam entendidas. Junto com dons de curar e de realizar milagres são ferramentas que não podemos desprezar se queremos fazer o melhor para o Senhor.”
7 – Qual é o pecado que não tem perdão?
Certa vez, enquanto expulsava demônios, Jesus fez uma advertência que até hoje causa temor em muitos que lêem as Sagradas Escrituras. Ele alertou as pessoas para que se prevenissem contra o “pecado que não tem perdão”. Muitas teorias já foram elaboradas para tentar descobrir o que ele quis dizer com essa expressão. Há quem fale em suicídio, adultério ou na rejeição da mensagem do Evangelho. Mais recentemente, os pentecostais passaram a usar o termo para advertir aqueles que não aceitassem suas línguas e profecias. “Não há base bíblica para essas suposições. Primeiro, a pessoa deve ficar calma: se é crente em Cristo Jesus e está preocupado se, por ventura, já cometeu esse tipo de pecado, pode estar certo de que nunca o praticou”, explica Josivaldo de França Pereira, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil e autor do livro Atos do Espírito Santo (Editora Descoberta).
Nas palavras do próprio Jesus, o pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo. “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens, mesmo as blasfêmias contra o Filho do Homem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno”, disse ele em Mateus 12.22 a 32. “Por que essa pessoa não tem perdão?”, questiona Pereira. “Por que não se arrependerá de seu pecado, visto que jamais sentirá o desejo de confessá-lo.”
Para entender melhor esse pecado é preciso lembrar aquelas que seriam as tarefas do Espírito Santo no mundo. Segundo Jesus, além de ensinar e lembrar os crentes, ele convenceria o homem a respeito do pecado, da justiça e do juízo divinos. Porém, como completou Paulo, se o indivíduo não dá ouvidos ao Espírito, pode chegar ao ponto de entristecê-lo e apagar sua influência (Efésios 4.30 e 1 Tessalonicenses 5.19). E há pontos tão distantes de Deus que não permitem mais o retorno. Eles chegam quando surge uma contínua e deliberada rejeição contra o testemunho do Espírito em toda sua obra. Sem perceber, a pessoa rejeita e se opõe ao único recurso que pode levá-la ao arrependimento, ao perdão e a uma mudança. Com isso, seu coração torna-se endurecido e sua consciência, insensível. Sem arrependimento e confissão, ela ficará longe de Deus até o fim. Por isso, o perdão torna-se impossível.
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