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sábado, 28 de janeiro de 2017

Consulta Anual Religious Liberty Partnership 2017 - Brasil


No mês de Abril (dias 3 a 6) Brasília sediará o encontro anual da RLP – Religious Liberty Partnership. Esse encontro no Brasil tem sido organizado em parceria com a ANAJURE, AMTB (através do DEPARTAMENTO DE ALIANÇAS ESTRATÉGICAS) e COMIBAM BRASIL, são organizações parceiras.
Se seu ministério tem se envolvido em questões de perseguição e/ou intolerância religiosa, está é uma maravilhosa oportunidade para você se conectar com diversas outras organizações ao redor do mundo que servem com o mesmo propósito.

Se você quer saber mais sobre esse encontro acesse http://anajure.org.br/rlp/

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Lista de países que mais perseguem cristãos - 2015




Um dos objetivos mais importantes de se monitorar a situação religiosa dos países é para que a Portas Abertas defina onde sua ajuda é mais urgente. A lista relaciona 50 países segundo o grau de perseguição que os habitantes cristãos enfrentam. Sua atualização é feita considerando-se os acontecimentos e o ambiente religioso do país ao longo do ano anterior.

ATUALIZAÇÃO

Os dez países onde os cristãos enfrentaram a maior pressão e violência em 2014 foram: a Coreia do Norte, Somália, Iraque, Síria, Afeganistão, Sudão, Irã, Paquistão, Eritreia e Nigéria. 
Neste ano, dois países ingressaram na lista dos 10 onde há mais perseguição aos cristãos: o Sudão (de 11º para 6º); e a Eritreia (de 12º para 8º). Outra mudança é a entrada de três novos países: México (38º), Turquia (41º) e Azerbaijão (46º). 
Desde 2002, e também para a Classificação dos Países Perseguidos 2015, a Coreia do Norte continua a ser o lugar mais difícil do mundo para praticar o cristianismo. 
Três novos países da Classificação: México (38), Turquia (41) e Azerbaijão (46).

ÚNICA NO MUNDO

Esta é a única pesquisa do tipo realizada anualmente em todo o mundo. Ela avalia a liberdade que um cristão tem para praticar sua fé nas cinco esferas de sua vida: na individualidade, na família, na comunidade, na nação e na igreja.

Classificação da Perseguição Religiosa:
1. Coreia do Norte
2. Somália
3. Iraque
4. Síria

5. Afeganistão
6. Sudão
7. Irã
8. Paquistão
9. Eritreia
10. Nigéria
11. Maldivas
12. Arábia Saudita
13. Líbia
14. Iêmen
15. Uzbequistão 
16. Vietnã
17. República Centro-Africana
18. Catar
19. Quênia
20. Turcomenistão
21. Índia 
22. Etiópia
23. Egito
24. Djibuti
25. Mianmar
26. Territórios Palestinos
27. Brunei
28. Laos
29. China
30. Jordânia
31. Butão
32. Comores
33. Tanzânia
34. Argélia
35. Colômbia
36. Tunísia
37. Malásia
38. México
39. Omã
40. Mali
41. Turquia
42. Cazaquistão
43. Bangladesh
44. Sri Lanka
45. Tajiquistão
46. Azerbaijão
47. Indonésia
48. Mauritânia
49. Emirados Árabes Unidos
50. Kuwait

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tributo à memória de Pedro Poty, primeiro mártir nativo brasileiro


Josué Sylvestre

Pesquisando sobre os primeiros mártires da fé evangélica no Brasil, entre as surpresas que a garimpagem histórica me reservou, a mais significativa foi, com certeza, a descoberta de um autóctone paraibano como protomártir brasileiro do Evangelho. Sua execução ajunta-se ao sacrifício dos huguenotes franceses Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e Jean Jacques Le Balleur (o João de Bolés), mortos no Rio de Janeiro. Os três primeiros, em 1558, sob a responsabilidade ignominiosa do "Caim da América" — Nicolau Durand de Villegaignon: o último, em 1567, por decisão do governador-geral Mem de Sá, com a participação pessoal do padre José de Anchieta, conforme pesquisa do Rev. Dr. Álvaro Reis.
 Mas o holocausto de Pedro Poty, 85 anos depois, tem um relevante diferencial. Os outros eram estrangeiros. O índio potiguara era um filho da terra.
A primeira vez que tomei conhecimento da existência e do testemunho de Pedro Poty foi através de um trabalho de muita lucidez e perseverança, organizado pelo pesquisador e escritor Álvaro Jorge Ribeiro, autor da História da Igreja Presbiteriana da Parahyba.
Ali encontrei uma preciosa — embora concisa — narrativa, com remissão creditada ao notável historiador paraibano Horácio de Almeida que, no seu livro A História da Paraíba — Volume I, conta a saga impressionante de Pedro Poty, arrimado em longas pesquisas realizadas em arquivos holandeses pelo diligente historiador pernambucano Pedro Souto Maior.

Cultura e religião - O historiador José Fernandes de Lima,
que não era protestante, descreve no seu discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico  da Paraíba, em solenidade ocorrida em 1971, a sequência dos episódios que envolveram e transformaram a trajetória de Pedro Poty.
1)   Poty foi levado para a Holanda, com outros companheiros, lá estudou o idioma da terra e foi instruído na doutrina da Igreja Cristã Reformada. Ficou na Europa, de 1625 a 1631.
2)    Voltou falando e escrevendo corretamente o holandês, manteve-se fiel aos seus protetores e, sobretudo, à fé evangélica, que havia adotado.
3)   Por sua cultura, coragem, fidelidade e prestígio entre os de sua gente, foi designado, pelo Supremo Comando Holandês, Regente dos Índios da Paraíba, enquanto Antonio Paraupaba liderava no Rio Grande do Norte.
4)    No curso das hostilidades entre Portugal e Holanda, recebeu várias cartas de seu primo Felipe Camarão, líder do apoio indígena aos lusitanos, que lhe encarecia adesão e prometia recompensas e prestígio se passasse para o seu lado.
Firme, leal e convicto de que estava defendendo a melhor opção para a sua gente e seu país, respondeu:
Eu me envergonho da nossa família e nação ao me ver  sendo induzido por tantas cartas vossas à traição e deslealdade, isto é, a abandonar meus legítimos chefes, dos quais tenho recebido tantos benefícios.
Na continuação de sua carta a Felipe Camarão, procurando esclarecer e justificar seu posicionamento espiritual, Por afirma com plena convicção:
Sou cristão e melhor do que vós; creio só em Cristo, sem macular a religião com a idolatria, como fazeis com a vossa.
Aprendi a religião cristã e a pratico diariamente, e se vós a tivésseis aprendido não serviríeis com os pérfidos e perjuros portugueses, que apesar das promessas do rei e de juramento feito por ele, depois de roubarem os bens dos holandeses, vêm atacar traiçoeiramente a esses e a nós mesmos; mas hão de receber o devido castigo de Deus.

Tortura e morte - O sofrimento e a execução de Pedro Poty são registrados por Fernandes de Lima, baseando-se em descrição de Antônio Paraupaba (que após a rendição dos batavos foi com eles para a Holanda, em 1654).
Diz o historiador paraibano:
Correram os tempos e em janeiro de 1654 os holandeses foram expulsos do Brasil. Em agosto desse mesmo ano, Antonio Paraupaba foi para a Holanda.
   Formulou o chefe indígena dois memoriais sobre a situação dos índios após a expulsão dos holandeses.
Em um deles, narra o martírio e o heroísmo de seu companheiro Poty, afirmando: ‘Pedro Poty, Regedor dos índios da Paraíba (da infeliz nação), tendo caído prisioneiro dos portugueses a 19 de fevereiro de 1649 na segunda batalha dos Guararapes, foi barbaramente tratado por aqueles algozes, excedendo as crueldades perpetradas para consigo, as mais desumanas que se possa imaginar. Era constantemente açoitado, sofreu todas as espécies de tormentos, foi atirado preso por cadeia de ferros nos pés e nas mãos, a uma escura enxovia, recebendo por alimento unicamente pão e água, e realizando ali mesmo durante seis longos meses as suas necessidades naturais.
Resultou daí, que, decorrido os seis meses, vendo aqueles sanguinários que de um ânimo tão firme nada se podia conseguir por meio de torturas ou promessas de honra, cargo nem fortuna, tiram-no do escuro subterrâneo onde tanto sofrera, sob o pretexto de mandá-lo à Bahia, mas cujo plano era matá-lo, cruelmente, o que depois concretizaram.

Esquecimento e resgate - Acerca da omissão da maioria dos historiadores sobre a presença marcante de Poty na fase da ocupação holandesa, Fernandes de Lima assinala:
Pedro Poty, considerado herege, apóstata, sujeito na época às penas da inquisição por aceitar uma religião repudiada pelos que defendiam a colonização portuguesa, não poderia merecer a devida consideração pelos historiadores de antanho quase sempre propensos a exaltar o poder triunfante.
Outro prestigiado historiador paraibano, Horácio de Almeida, também não-evangélico, registra:
Pedro Poty, natural da Baía da Traição, esteve na Holanda até 1631, tendo recebido aprimorada educação, tanto no conhecimento da língua, que falava e escrevia corretamente, como no da religião reformada, do qual se tornou fervoroso adepto.
Pedro Poty caiu no esquecimento duas razões (...) Ter tomado partido contra os vencedores da guerra de ocupação e ter professado uma religião que os portugueses abominavam.

Por sua vez, Souto Maior, garimpando arquivos na Holanda, encontrou documentos que comprovam indubitavelmente o destacado desempenho de Poty como líder de sua gente. Entre os papéis, há uma citação do historiador holandês Johannes de Laet, que, no seu livro Nouveau Monde, anotou ter estado várias vezes com os indígenas levados à Holanda e que eles aprenderam o holandês e a doutrina da religião cristã reformada.
Culminou Pedro Poty sua trajetória de superação das condições adversas em que nasceu e foi criado, com uma derrota? Absolutamente não. Jamais são derrotados os que lutam convictamente por um ideal legítimo que buscam atingir.
Poty foi um proclamador do Evangelho no Brasil-criança do século 17. Pioneiro da evangelização no Nordeste, foi um dos primeiros a defender a Graça transformadora do Cristo de Nazaré no território nacional.
Foi cruelmente assassinado, é verdade, mas o Jesus, ao qual ele servia com tanto entusiasmo e dedicação, asseverou certa vez: “Quem crê em mim ainda que morra, viverá.
Nas mansões da eternidade, quando se fizer chamada para o galardão das recompensas da graça e do amor de Deus, lá estará o índio Pedro Poty, nosso compatriota e nosso irmão, que, três séculos e meio depois do seu martírio, embora quase anônimo, permanece como um paradigma de coragem e de firmeza moral e espiritual.
Mas enquanto não chega esse dia, nós, evangélicos brasileiros, precisamos prestar, sem maiores delongas, um TRIBUTO À MEMÓRIADE PEDRO POTY.

Do livro Antologia - Primeira Coletânea de Textos Seletos, da Academia Evangélica de Letras do Brasil (Rio de Janeiro: AELB, 2012)


Josué Sylvestre, Membro emérito da AELB (Cadeira no 40), da qual foi Presidente no período de 2000 a 2008, é escritor, historiador e jornalista. Pertence também à Associação Nacional de Escritores (Brasília-DF), à Academia Paraibana de Letras (João Pessoa-PB) e à Academia de Letras de Capina Grande - PB 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Manifestação Pacífica em Brasília dia 05 de Junho


Maya Felix
http://www.ubeblogs.net
  


Não moro em Brasília, mas vou à manifestação pacífica promovida pelo pastor Silas Malafaia em Brasília, dia 05 de junho. Será um esforço significativo para mim, sob vários aspectos. Mas eu vou.

Vou porque concordo com as razões da manifestação. Vou porque a manifestação política e pacífica de grupos sociais é garantida pela Constituição Federal, assim como a manifestação de pensamento, de expressão e de culto. Vou porque vejo diariamente tentativas de partidos governistas de violar a Constituição Federal em vários de seus artigos no que diz respeito à liberdade de culto – particularmente do culto cristão-evangélico. 

Vou porque, como evangélica, penso que é legítimo, democrático e necessário que nós, evangélicos, nos levantemos agora para defendermos nossos pontos de vista diante de um Governo cujo partido e aliados constantemente trabalham para levar a cabo políticas que contrariam nossas crenças e nossos princípios. Também pagamos impostos. Também votamos. Também trabalhamos duramente. Também pensamos.

Estarei lá, dia 05 de junho, às 15h, em frente ao Congresso Nacional. Vou pacificamente. Vou certa do que defendo. Vou porque creio que o Estado laico não justifica a perseguição religiosa que ora ocorre no Brasil sob os rótulos de “combate à homofobia” (leia-se: kit gay nas escolas públicas), “defesa dos direitos da mulher” (leia-se: defesa do aborto), “defesa do estado laico” (leia-se: destruição de símbolos culturais que remetem ao cristianismo) e tantos outros, cujo deslizamento de sentido opera a justificativa para atos que vão de processos penais a pastores e evangelistas por exposição da Palavra bíblica a ameaças de fechamento de igrejas.

Eu vou. Sou cidadã, pago impostos altíssimos, trabalho duramente e respeito meu próximo. Apesar disso, manifestações de “cristianofobia” tornam-se corriqueiras no Brasil. Assistimos a insultos, ofensas e desrespeitos diversos a políticos evangélicos, trechos da Bíblia, santos católicos, religiosos evangélicos e católicos e até ao Papa, como veio a público na Parada Gay de São Paulo, no último domingo dia 02/06. Assistimos a tudo isso e nos calamos, e creio que é chegada a hora de manifestarmos nossa indignação diante dessa situação injusta. 

Vou porque o que o Governo Federal, parlamentares e ministros do STF têm chamado de “respeito às minorias sexuais” mostra-se, progressivamente, a simples concessão de privilégios a uma minoria que, de modo truculento, manipula dados a fim de mais confortavelmente ter a aprovação da opinião pública, impor seus pontos de vista e exigir a aprovação da sociedade às suas práticas sexuais. Para isso, tentam desmoralizar um segmento religioso que condena suas ações. Insultam-nos, atacam-nos e nada dizemos.

Vou porque me sinto diariamente desrespeitada, ofendida e discriminada, como evangélica. Como eu, conheço tantos mais que chegam a ter medo de expor seus pontos de vista em determinados meios sociais e profissionais. No entanto, reza a Constituição Federal, em seu Artigo 5º, incisos IV, VI e XVI: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.”
 
Por isso tudo, irmãos, eu vou.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Psicólogos querem direito de ter confissão de fé na identidade profissional




A Psicóloga Marisa Lobo, Presidente da ASSOCIAÇÃO DE PSICÓLOGO E PROFISSIONAL PRÓ FAMILIA (ACPPF), recém-criado pra defender direitos de profissionais, bem como proteger a família biológica natural tradicional, e orientar profissionais em sua liberdade de crença e de expressão, que é Cristã protestante (evangélica), e tem sido conhecida como a psicóloga que está sofrendo processo ético por negar retirar de suas redes sociais referencia que faz a DEUS, e sua fé; e o PSICÓLOGO de Brasília especialista em direitos Humanos Luciano Garrido Católico Apostólico Romano estão requerendo direitos de constar sua identidade religiosa na carteira PROFISISONAL de psicólogo, e Juntos divulgando e fazendo conhecer aos psicólogos que este é um direito legítimo.

Esta semana entregaram um requerimento formal junto ao conselho de psicologia de seus estados, Marisa Lobo que já havia questionado o Conselho regional sobre esta possibilidade e ainda não obtendo resposta esta semana seguindo o exemplo de Luciano Garrido entregou novamente o pedindo por meio de requerimento formal, e esperam resposta bem como represálias já que o conselho federal de psicologia tem se mostrado relutante em aceitar discutir direitos de religião aos profissionais de psicologia.

Para Luciano Garrido, que já vem denunciando os desmando do conselho de psicologia, e que recentemente foi chamado ao conselho para dar explicações por suas declarações contra atitudes que considera usurpação de poder,

Luciano foi um dos primeiros psicólogos a concordar com a posição da psicóloga Marisa Lobo e apesar de sua luta não ser religiosa dentro dos questionamentos que faz contra o conselho, após a perseguição contra Marisa Lobo resolveu manifestar sua fé e como profissional também quer ter direito de ter os mesmo direitos dado aos homossexuais, que tem em sua carteira de identidade seu nome social direito concedido pelo conselho de psicologia isonomia é o que defende, e liberdade religiosa..

Para a psicóloga Marisa Lobo, além desse direito, diz “meu paciente também tem o dele de escolher o profissional, sabendo de qual religião pertence se for da vontade do profissional deixar isso explícito”. Estamos inseridos em uma sociedade Cristã, e como clínica não posso negar que meus pacientes se sentem confortáveis ao saber que sou Cristã creio este ser um direito dele.

É impossível não ser influenciado pelo seu terapeuta 100%, e creio que o paciente, sabendo de minha fé, ainda que no setting terapêutico, não faça referência, será produtivo meu paciente se sentirá seguro, pois se ele me procura tem que saber quem sou eu, e minha fé é minha identidade. Se há uma seleção ai, talvez sim, mas não eu quem me procura o que é um direito do meu paciente.

Muitos pacientes procuram sim, seus terapeutas pela confissão de fé, até mesmo os sem religião, não podemos negar esta verdade, tanto que existe associação Brasileira de psicólogos espiritas, budista, parapsicólogos etc., só querem deixar de ser hipócritas e assumir de forma legal nosso direito para não sermos perseguidos, isso não quer dizer que induzirei quais quer convicções dentro do meu consultório, porém de certa forma protege o profissional de futuras armadilhas.

Abaixo segue o requerimento elaborado por Luciano Garrido e divulgado pela Psicóloga em seus sites e redes sociais. Marisa Lobo esclarece que este requerimento foi entregue ao deputado Marco Feliciano, que transformará em projeto de lei, e ou indicação legal para estender esse direito a todos os profissionais que assim desejarem.

Marco Feliciano, que está defendendo a psicóloga Marisa Lobo, juntamente com a frente parlamentar, acredita ser este um dos meios legais para se requerer direitos, “se”, foi dado direto civil ao travesti, de colocar em sua carteira profissional seu nome social, tem que ser dado igualmente direito àqueles que desejarem que conste sua confissão de fé e como parlamentar, tenho a obrigação de lutar legalmente para que esse direito seja legitimado ao profissional não somente ao psicólogo, mas a todo e qualquer profissional, pois não podemos esquecer que vivemos em um país laico e professar sua fé e expô-la é direito constitucional, argumenta deputado Feliciano.



AO PRESENTE CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO PARANÁ 8ª REGIÃO.

Eu, ........................, estado civil................, psicóloga(0), inscrita no CRP ...... sob o nº ........., CPF .......... Residente e domiciliado a Rua ......... bairro .......cidade ........ estado........ Respeitosamente venho requerer direitos civis de profissional como se segue.

Venho Através deste requerimento esclarecer e informar que:

CONSIDERANDO o direito a livre manifestação da crença religiosa, previsto na declaração universal de direitos humanos, no seu artigo XVIII.

CONSIDERANDO o direito à cidadania e o princípio da dignidade da pessoa humana, previstos no artigo 1º,inc.I e III da constituição Federal de 1988;

CONSIDERADO que ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crença religiosa, conforme Art 5º, inciso VIII, da constituição Federal de 1988.

CONISDERANDO o dispositivo na lei nº 6.206/75, a qual dá valor de documento de identidade ás carteiras expeditas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional;

CONSIDERANDO que nos termos do artigo 14 da lei nº 5.766/71 e art 47 do decreto nº 79.822/77 e art 47 da resolução CFP nº 003 /2007, o documento de identificação do psicólogo é a carteira de identidade profissional;

CONSIDERANDO que o artigo 47 do Decreto nº 79.822/77 estabelece que deferida a inscrição será fornecida ao psicólogo carteira de identidade profissional, em que serão feitas anotações relativas á atividade do portador;

CONSIDERANDO decisão do plenário do Conselho Federal de Psicologia do dia 17 de Junho de 2011, e

CONSIDERANDO A resolução 14/2011, que dispõe sobre a inclusão do Nome Social no campo “observação” da carteira de identidade profissional do psicólogo e da outras providências .

Dessa forma , requer a este Conselho que assegure o direito á manifestação de minha crença religiosa, autorizando que a denominação “Cristã Protestante” conste no campo “observação” da minha Carteira de Identidade Profissional de Psicólogo , pois é desta maneira que sou reconhecida em minha comunidade e em minha inserção social. A identidade religiosa merece tratamento isonômico frente a outras formas de Identidade.

Termos em que

Pede deferimento

Cidade , data 2012

Assinatura

CRP. .......

http://www.guiame.com.br/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

SHOCKWAVE 2012 - Campanha de Oração pela Igreja Perseguida



Shockwave é uma campanha mundial de oração promovida anualmente pelo Underground, o Ministério Jovem da Missão Portas Abertas, em prol da Igreja Perseguida.

Conheça e participe você também!


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Crescimento da Cristofobia ao redor do Mundo - Quando os ricos países cristãos irão protestar e reagir?


Jornal do Brasil 
Ives Gandra


Ayaan Hirsi Ali publicou na revista Newsweek, de 13 de fevereiro passado, artigo fartamente documentado sobre a guerra que os países islâmicos estão desencadeando contra os cristãos, atingindo sua liberdade de consciência,  proibindo-os de manifestarem sua fé e assassinando quem a professa individualmente ou mediante atentados a Igrejas ou locais onde se reúnam.

Lembra que ao menos 24 cristãos foram mortos pelo exército egípcio, em 9 de Outubro de 2011; que, no Cairo, no dia 5 de Março do mesmo ano, uma igreja foi incendiada, com inúmeros mortos; que, na Nigéria, no dia de Natal de 2011, dezenas de cristãos foram assassinados ou feridos, e que no Paquistão, na Índia e em outros países de minoria cristã a perseguição contra os que acreditam em Cristo tem crescido consideravelmente. Declara a autora que “os ataques terroristas contra cristãos na África, Oriente próximo e Ásia cresceram 309% de 2003 a 2010”. E conclui seu artigo afirmando que, no Ocidente, “em vez de criarem-se histórias fantasiosas sobre uma pretensa “islamofobia”, deveriam tomar uma posição real contra a “Cristofobia”, que principia a se infestar no mundo islâmico. “Tolerância é para todos, exceto para os intolerantes”.


Entre as sugestões que apresenta, está o Ocidente condicionar seu auxílio humanitário, social e econômico a que a tolerância para com os que professam a fé cristã seja também respeitada, como se respeita, na maioria dos países ocidentais a fé islâmica.


Entendo ser o Brasil, neste particular, um país modelo. Respeitamos todos os credos, inclusive aqueles que negam todos os credos, pois a liberdade de expressão é cláusula pétrea na nossa Constituição.Ocorre, todavia, que as notícias sobre esta “Cristofobia islâmica” são desconhecidas no país, com notas reduzidas sobre atentados contra os cristãos, nos principais jornais que aqui circulam. Um homossexual agredido é manchete de qualquer jornal brasileiro. Já a morte de dezenas de cristãos, em virtude de atos de violência planejados, como expressão de anticristianismo, é solenemente ignorada pela imprensa.

Perseguição aos cristãos em Orissa -2008

Quando da Hégira, em 622, Maomé lançou o movimento islâmico, que levou à invasão da Europa em 711 com a intenção de eliminar todos os infiéis ao profeta de Alá. Até sua expulsão de Granada — creio que em 1492 — os mulçumanos europeus foram se adaptando à convivência com os cristãos, sendo que a filosofia árabe e católica dos séculos 12 e 13 convergiram, fascinantemente. Filósofos de expressão, como Santo Tomas de Aquino, Bernardo de Claraval, Abelardo, Avicena, Averróes, Alfa-rabi, demonstraram a possibilidade de convivência entre credos e culturas diferentes.


Infelizmente, aquilo que se considerava ultrapassado reaparece em atos terroristas, que não dignificam a natureza humana e separam os homens, que deveriam unir-se na busca de um mundo melhor. Creio que a solução apresentada por Ayaan Hirsi Ali é a melhor forma de combater preconceitos, perseguições e atentados terroristas, ou seja, condicionar ajuda, até mesmo humanitária, ao respeito a todos os credos religiosos (ou à falta deles), como forma de convivência pacífica entre os homens. É a melhor forma de não se incubarem ovos de serpentes, prodigalizando auxílios que possam se voltar contra os benfeitores.

Via www.ubeblog.net

domingo, 15 de maio de 2011

Consciência cristã, cidadania e boicote


João Cruzué
Uma das formas não violentas mais efetivas de exercer pressão e conseguir vitórias quase impossíveis é o BOICOTE. Tenho voltado a este assunto porque há ainda muito desprezo e discriminação contra evangélicos no Brasil.


O boicote foi usado com sucesso por Gandhi, na Índia, contra 300 anos de dominação do Império Britânico. O Exército inglês cometeu tantas barbaridades e tantas arbitrariedades que chegou ao ponto de ter sua imagem muito mal vista dentro da própria Inglaterra. Mahatma Gandhi apeou a "Union Jack" das costas da Índia sem dar um tiro sequer contra a maior potência mundial da época.


O Pastor Martin Luther King, Jr. também utilizou os mesmos métodos de não violência ou resistência pacífica nos anos 50/70s para conquistar a igualdade dos direitos civis dos negros americanos oprimidos - não por um inimigo externo - mas por irmãos protestantes de raça branca, que empunhavam uma Bíblia com uma mão e com a outra brandia não só o preconceito como armas e fósforos.


O Brasil é um país cheio de injustiças, com uma dívida social muito grande. Apenas para não ficar em palavras, vou dizer um número: cerca de 130 milhões de brasileiros ADULTOS ainda tiveram acesso a uma Faculdade. Mais de 80 mil (adultos) ainda não concluíram o ensino médio.


Os meios de comunicação tratam com indiferença estes números, voltando-se a eles apenas em anos de eleições majoritárias.


O respeito ao povo evangélico tem melhorado nos últimos anos, porque estamos começando a ter consciência de cidadania e engatinhando no exercício da política. Durante meio século, os pastores e mestres de nossas Igrejas nos ensinaram que política não era atividade para crentes, e com esse pragmatismo evitaram as garras da ditadura dentro das Igrejas Evangélicas. Mas a ditadura passou e somente 25 anos depois os crentes começaram a perceber que sem organização política os recursos orçamentários da nação precisam de reorientação.


Mas o preconceito contra os crentes ainda é vivo.


No trato com o contexto global, nosso comportamento e idiossincrasia sempre são vistos como o atraso da sociedade que abertamente nos aconselha que devemos "cuidar só de religião" e deixar a política e o comando da nação para (eles) os não cristãos. Com isso, uma minoria incrédula e anticristã vem exercendo com muita eficiência o controle da formação de opinião desta nação.


Estamos a ponto de perder nossa liberdade e expressão por causa de um projeto de lei anticristão que objetiva mudar os textos da Constituição e do Código civil. Somando católicos e crentes, temos maioria da população, mas somos governados e tangidos por lideranças que nunca foram cristãs, porque nunca nos organizamos e desconhecemos a força política que temos.


Quando a TV Globo, useira e vezeira em rotular crentes, tinha certa novela no ar que ridicularizava e discriminava mulher crente, sofreu uma campanha de desaprovação maciça na blogosfera evangélica e troca de emails, recuou e por causa dos protestos não permitiu, inclusive, que fosse ao ar o primeiro beijo homossexual da televisão. Crentes são grandes consumidores; cerca de 20/25% das famílias brasileiras. Novelas são patrocinadas por marcas de produtos destinados ao consumo de massa, baratos, e acessíveis às classes mais pobres. Grandes empresas ficam de olho nos "trending topics".


Nós, cristãos evangélicos, devemos e podemos tomar atitudes muito eficientes ao movimentar o dinheiro de nossos bolsos. Precisamos estar atentos e abrir nossos olhos ao que nos discrimina, despreza e ofende. Na política, todo senador, deputado ou vereador que é sistematicamente contra qualquer posicionamento da Igreja - nunca mais deve receber o voto de um crente. O Pastor ou o filho do Pastor que se candidatar e ganhar um cargo de representação política e nele se corromper e for motivo de vergonha para a Igreja, nunca mais deve ser re-eleito.


Também da mesma forma, todo preconceito, discriminação, ofensa, calúnia que for veiculada em uma Rede de Televisão, Rádio ou imprensa escrita - comprovada e sistematicamente - deve sofrer a ação de um boicote. E a experiência mostra, que a melhor forma de fazer isto é pela via indireta: deixando de comprar lá no supermercado os produtos das marcas que patrocinam tais programas.


Sei que não são muitas as pessoas que leem este blog, mas que este assunto precisa ser analisado profundamente em nossa consciência - precisa. Sim, porque não podemos financiar as fontes de preconceitos, discriminação, abandono político, que nos atingem direta ou indiretamente. Seria o mesmo que dar colocar a espada nas mãos do seu inimigo. Por ignorância muita gente simples não sabe como fazer isto, e nem sabe que está sendo discriminada, ofendida ou desprezada.


Mas você e eu sabemos. E se sabemos, não podemos ficar indiferentes nem ser omissos.

LEIA TAMBÉM: 

Procter e Gamble patrocina novela SBT ofensiva aos evangélicos


sábado, 8 de janeiro de 2011

Orando pela Oposição



…amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem… —Mateus 5:44
Quando era calouro na faculdade, comecei a ter mais ousadia para falar do Senhor, mas meu novo hábito originou alguns atritos com outras pessoas. Em um evento social com meus amigos do ensino médio tive esta confirmação. Uma garota a quem eu testemunhara antes, riu da minha preocupação com o seu futuro na eternidade. Eduardo, um amigo que sabia de minha fé, disse ironizando, “Um brinde à rude cruz!” Senti-me humilhado e rejeitado.
Naquela mesma noite senti a plenitude de um amor inexplicável. Lembrando-me da ordenança de nosso Senhor “…amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5:44), orei por Eduardo que havia zombado da cruz de Cristo. Com os olhos cheios de lágrimas, pedi ao Senhor que o salvasse.
Após quase um ano, recebi uma carta de Eduardo dizendo que gostaria de encontrar-se comigo. Quando finalmente nos encontramos, ele compartilhou sobre como havia chorado por sua pecaminosidade e convidado Jesus Cristo a ser seu Salvador e Senhor. Mais tarde, para minha surpresa, ouvi dizer que Eduardo havia se tornado um missionário no Brasil. Aprendi com essa experiência que a oração é a melhor resposta à oposição espiritual. Quem daqueles que criticam sua fé pode necessitar de suas orações hoje?
Dennis Fisher
As pessoas podem zombar de nossa mensagem, 
mas são impotentes contra nossas orações.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Campanha da Missão Portas Abertas a favor da liberdade religiosa no mundo - assine a petição

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A Organização da Conferência Islâmica, que compreende 57 países, sendo a maioria de população muçulmana, apresentará mais uma vez a Resolução da Difamação da Religião na Assembleia Geral das Nações Unidas, no final deste ano.

Essa resolução:
- dá ao governo o poder para determinar quais visões religiosas podem ou não podem se expressar nesses países;
- dá ao Estado o direito de punir aqueles que expressam posições religiosas “inaceitáveis”, de acordo com o que eles acreditam;
- torna a perseguição legal;
- visa criminalizar palavras e ações consideradas contra uma religião em particular, nesse caso, o Islã.
- tem o poder de estabelecer legitimidade internacional para leis nacionais que punem a blasfêmia ou, por outro lado, proíbem críticas à religião.

Muitos países apoiaram essa resolução no passado, mas alguns agora estão mudando de ideia. Este ano, existe uma possibilidade real de que ela seja derrotada. E você pode ajudar. Está na hora de mudarmos isso.
Participe da petição global realizada pela Portas Abertas Internacional e una-se a milhares de cristãos ao redor do mundo. O abaixo-assinado será entregue às Nações Unidas em dezembro deste ano.

» Como posso ajudar?
Divulgue a campanha para outras pessoas, em sua igreja, escola, faculdade, trabalho, utilizando os recursos disponibilizados em nosso site. Faça o download de alguns recursos como vídeos, apresentação em powerpoint e arquivos para marca-página e adesivo. Além disso, você pode imprimir o abaixo-assinado quantas vezes quiser e distribuir para muitas pessoas.
Preencha seus dados no formulário, que funciona como um abaixo-assinado eletrônico e ajude a mudar a história da liberdade religiosa em muitos países.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Visão de águia ou pelo odor do medo! - uma reflexão de Antonio Mesquita sobre o PNDH - 3 e outras questões que estão em jogo nas eleições de 2010

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Por Antônio Mesquita

O seu voto poderá abrir um pacote contido de uma sociedade secreta, que avança sorrateiramente em todo o mundo Como se sabe estamos em fase histórica ímpar; da insensibilidade à verdade, ao respeito à vida e à dignidade humana. Aliás, vivemos a época da mentira. E a mentira pode ser simplesmente a negação da verdade por justificativas, desculpas, esquivos, tipo o famoso não tomei conhecimento, não vi, não sei de nada…

Tudo isso porque os paradigmas ditados pelos preceitos judaico-cristãos estão sendo descartados, para dar lugar ao crescente humanismo – o homem em primeiro lugar. Esta nova filosofia não contempla a existência divina e nela o homem não tem o limite imposto pela crença do Juízo divino, do julgamento das obras praticadas na face da Terra. Assim, abre-se a porta para a prática de toda sorte de libertinagem, sem nenhuma restrição, seja ela moral ou não. Ghandi dizia que “A liberdade jamais significou licença para se fazer qualquer coisa à vontade”.

Vivemos de mãos dadas com as ideias anarquistas. Nos anos 50, os primeiros movimentos iniciados nos Estados Unidos, levaram mulheres a saírem pelas ruas de topless. De lá para cá, vimos se cumprir a ‘profecia’ dita por Ruy Barbosa em 1917: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça, e ter vergonha de ser honesto!”

Diante de um terreno tão fértil, não poderíamos contemplar outras pessoas em busca do poder, senão as que se vêem por aí. E aquilo que os governos não conseguiram institucionalizar na última década, está nas pastas do Congresso, para que o próximo Governo, já com a filosofia consolidada pelo atual, bata o martelo e force o alinhamento de todos pelo nível mais baixo possível – verdadeira involução humana.

PNDH-3

A manchete de capa dessa pasta é o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ele pretende alinhar o Brasil aos países progressistas e destacar o humanismo, em detrimento aos preceitos judaico-cristãos, mesmo custando o sacrifício da moral e da dignidade humanas. Ele vai bater na alteração do curso da natureza humana, da base imutável da família, formada por macho e fêmea, como ocorre em toda a natureza. As ‘paixões infames’, ‘deixando o uso natural das mulheres’, ‘se não importaram de ter conhecimento de Deus’, de ‘sentimento perverso’, ‘sem afeição natural’ (cf Romanos 1.26-31) estão implícitos na redação do texto.

Direitos excedentes aos homossexuais, por meio da tentativa da desconstrução social, alteração da natureza humana, em favor da ‘nova configuração familiar’ (!?), formada de gays, travestis, lésbicas, bissexuais e transexuais; troca de sexo incentivada e patrocinada pelo Estado; casamento de pessoas do mesmo sexo; aprovação do assassinato de crianças, por meio do aborto; estabelecimento dos profissionais do sexo, com carteira assinada, como prostitutas e prostitutos; estabelecimento da censura à mídia;… são alguns dos objetivos daquilo que pretendem transformar em lei.

Contrariando o Código Civil, já se tem notícia no Brasil de juízes que passaram por cima da própria lei do país, viabilizando a adoção por casais homossexuais, pois o CC, em seu artigo 1.622, não deixa dúvida: ‘Ninguém pode ser adotado por duas pessoas, salvo se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável’. E em seu ‘Parágrafo Único. Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas, e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância da sociedade conjugal’.

Visão ilusória

Muitos ditos cristãos se exultam com os resultados dos dois últimos governos, desde o Plano Real, iniciado pela administração de Itamar Franco. O mesmo que posou com uma garota de programa sem calcinha, em pleno palanque. As pessoas têm análise rasa e não conseguem perceber o que Molly Ivins diz: “Sua conduta é apenas uma expressão formal de como você trata as pessoas”.

A construção de uma sociedade justa, livre, de direito e, portanto, de respeito aos pobres é imprescindível; mas essa reengenharia não passa pelo crivo do desejo de sacrificar direitos, justamente quando se toma como ferramenta a pequenez humana, unida à desinformação dos miseráveis, tendo em vista que a cobra ataca quando sente o odor exalado pelo suor da vítima, a partir do medo.

Uma nação livre só se constrói sob os preceitos do direito à própria liberdade, com acesso a todos os segmentos constituídos, a partir da Educação, do conhecimento, da exclusão da ignorância. É tudo isso, justamente, que se tenta tolhir, tendência notável em toda a América Latina.

Provocada pela miséria, a fraqueza se estabelece como força propulsora da tolerância, retrata a sociedade latina e ‘convoca’ os espertalhões, verdadeiros tiranos e maquiavélicos à exaltação pública. Fertilizada pela força da emoção, sem levar em conta a razão, essa sociedade terá suas liberdades aviltadas pela falta de nobreza da nova ‘elite’, que se forma a partir da transferência de riquezas, escoadas pelos gigantescos ralos da corrupção.

As raras exceções advindas do conjunto social constituem obstáculos para o golpe final. No contexto mundial, outro grupo seletivo se posiciona frontalmente contra tais gênios da lâmpada, que prometem um mundo perfeito – o cosmo eugênico. Distintos dos demais, esse grupo, formado por crentes em Cristo, consegue vislumbrar além desse ‘céu azul’, fora do alcance da visão medíocre, meramente humana e simplista.

Além da ponta-do-nariz

De posse do telescópio – do grego teleios – indicação de visão perfeita (ver de longe), pode-se notar que no Brasil, a ‘mente milenar’ casa perfeitamente com os preceitos de vários outros pontos do mundo. É a corrida para a unidade mundial, a volta da fita da Torre de Babel e seus zigurates.

A realidade vivida pela Igreja, eleita para um único sentimento, “… para que eles sejam perfeitos em unidade” (Jo 17.23), tem o seu oposto (o outro Lado – do Opositor), com propósito semelhante, no que diz respeito à unidade. Ninguém se engane; quando se diz globalização, leia-se líder mundial único. Nunca se falou sobre isso antes, senão na Bíblia.

Esse mesmo Espírito dominante retrata a figura que se nota hoje, predita pelo profeta Daniel, mais de 500 anos a.C., quando alerta: “…falará coisas maravilhosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres…” (Dn 11.36-37); “sem afeto natural” (2Tm 3.3).

Por outro lado, a visão medíocre e limitada é notável na fundoscopia de pretensos líderes religiosos. Estes abrem mão do que nunca possuíram e se lançam ao campo político-partidário, em busca de mais uma boquinha. Veja se Goethe tinha ou não razão, quando disse: “O que herdaste de teus pais, adquiri-o para que o possuas!”

Antônio Mesquita é editor do blog Fronteira Final e filiado ao UBE Blogs. É ministro do Evangelho, jornalista e graduado em Teologia pelo Ibad (Pindamonhangaba-SP). Ministra palestras sobre Comunicação, Ética e Postura Cristã, Escatologia, Doutrinas Bíblicas, Educação Cristã/Teologia, dentre outras. Lecionou na Escola Teológica Pastor Cícero Canuto de Lima-Belenzinho-SP), e Jales; trabalhou em rádio, tevê e jornais; atuou como gerente de Jornalismo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus e repórter do Programa de tevê Movimento Pentecostal. Atua como vice-líder da Assembléia de Deus do Fonseca, Niterói (RJ); é presidente do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB e vice-presidente da PAS - Patriarca Assistência Social. É o autor dos livros Tira-Dúvidas da Língua Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer Suas Mensagens; Pontos Difíceis de Entender; Fronteira Final e Manual da Nova Ortografia.
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Artigo publicado originalmente no blog do autor.
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E.A.G.