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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

RESOLUÇÕES DE UM PASTOR CONSAGRADO



Conhecerei e visitarei, tanto quanto possível, todos os membros de minha paróquia, orando com eles, conhecendo os seus problemas, ajudando-os a resolvê-los e orientando-os em sua vida espiritual.
Serei delicado e cortês para com todos, serei pronto para atender a todos que me procurarem, serei amoroso para com os tristes, enfermos e desalentados; serei compassivo para com os pecadores necessitados de arrependimento.
Terei uma vida reta, vivendo modestamente, repartindo com os outros dos bens que Deus me der, não permitindo luxo e conforto que deem do ministério ideia de meio de vida; pagarei minhas dívidas, darei satisfação quando houver de atrasar algum pagamento; serei justo e amoroso para com os meus empregados.
Não falarei de um membro da igreja a outros, não criticarei a outros os defeitos dos crentes, não falarei pelas costas o que não gostaria que os meus paroquianos ouvissem, não criticarei meus colegas, não diminuirei a autoridade dos oficiais da Igreja, não usarei do púlpito para questões pessoais, nem serei ambicioso ou mesquinho quanto ao meu ordenado.
Serei mais severo comigo, com minha família e com minha casa, do que com os outros, mas não deixarei de exortar os errados, repreender os pecadores, despertar os tímidos, amparar os fracos, acordar os adormecidos e animar as crianças.
Pregarei o Evangelho com simplicidade, com humildade, com oração, sem confiar na minha sabedoria, mas confiado no poder de Deus; pregá-lo-ei com minhas palavras, com meu exemplo, com os bens de fortuna que Deus me der, com minha vida reta e honesta, a tempo e fora de tempo, e usarei todas as minhas oportunidades para ganhar almas para Cristo, e promover a santificação dos membros de minha Igreja. É este o meu desejo sincero.

D. P. Silva, no livro Mil Ilustrações

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Pôsteres para Igrejas Evangélicas - Baixe grátis e imprima


Em mais uma incursão no site Canva (onde é possível preparar artes variadas, gratuitamente), elaboramos uma série de dez pôsteres (cartazes) de temática diversa, ideais para afixar em igrejas. 
Constam no pacote: aviso de Santa Ceia, bazar missionário, chamadas para evangelizar, deixar nome no livro de orações, deixar dados (endereço, contato etc.) com obreiros da igreja, obter informações sobre batismo, além de frases motivacionais para membros e visitantes.
Os pôsteres estão em boa definição, podendo ser impressos tanto em impressoras caseiras quanto em gráficas.

PARA BAIXAR O ARQUIVO (PDF) PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Abra seu ministério para as interrupções - e ouça Deus falar



Jesus estava sempre sendo interrompido — por homens cegos, leprosos, fariseus que se encontravam com ele à noite, pais desesperados com filhos endemoninhados ou morrendo, mulheres pecadores pegas em adultério ou colocando perfume em seus pés. E ele estava sempre interrompendo outros — coletores de impostos contando dinheiro, pescadores remendando redes ou puxando-as para cima, perseguidores indo para Damasco. Muito de seu ministério transformador aconteceu por meio de interrupções.
Muitos de nós que pregamos somos os sacerdotes e levitas na história que Jesus contou do bom samaritano. Estamos tão inflexivelmente focados nos nossos deveres com o templo que perdemos o que Deus tem para nós à beira da estrada. A única cura que conheço é o comprometimento diário e intencional da espera por Deus nas interrupções. (Enquanto eu escrevia isto, Deus interrompeu a minha agenda três vezes. Dois telefonemas, um de um homem à margem da fé salvadora e precisando de um pouco de atenção extra; o outro de um homem de outro credo interessado em realizar um trabalho para a igreja. A terceira interrupção foi de uma mulher pedindo alimento. Ela e seu filho não tinham nada para comer. "Eu vim a você faminto. Jesus disse. "Você percebeu?". Eu estava tão ocupado que quase não percebi).
Viver uma teologia de interrupções abre minha alma para o vento fresco que reacende a minha chama.

Mark Buchanan
- Trecho do artigo "COMO PREGAR QUANDO COMEÇA A FALTAR OXIGÊNIO". In A arte e o ofício da pregação bíblica, de Haddon Robinson e Craig Brian Larson (orgs.).


quinta-feira, 30 de maio de 2019

Pastores que gemem por suas ovelhas - Maxie Dunnam



Você, pastor, está gemendo perante os olhos do seu povo? Os seus ouvintes veem esse tipo de paixão fluindo de sua vida?
Quem são as pessoas em sua congregação que, embora possam ser membros da igreja, realmente sentem que não fazem parte? Quem são as pessoas na sua comunidade que ainda precisam receber uma mensagem clara de você, pessoalmente, e de sua congregação de que você se importa profundamente com elas e que Deus as ama? E quanto aos pobres? Você está comprometido com a verdade irrefutável das Escrituras de que Deus fez uma opção preferencial a favor dos pobres?
E quanto aos trabalhadores pobres, sabendo que entre eles encontramos principalmente as mães solteiras?
E quanto ao vasto segmento de pessoas em cada comunidade para quem Cristo e sua igreja são realmente estranhos? Você está ordenando sua vida e a vida do culto da sua igreja, seu ministério e missão de tal modo que isso vá até o campo delas, e você procura falar a linguagem delas, uma linguagem que elas entendem? Você oferece algo que vá ao encontro das suas necessidades — não no local onde você gostaria que elas tivessem, mas onde elas realmente estão?
E quanto às pessoas em recuperação, aquelas que querem se libertar das drogas e do álcool? Sua igreja é uma comunidade acolhedora e hospitaleira a ponto de ajudá-las a quebrar as correntes da vergonha e da culpa?
"Comece a gemer, filho do homem" (21.6), Deus disse a Ezequiel — e ele diz isso a nós. Mostre às pessoas que você se importa, que você fala em nome de um Deus que nos ama, que perdoa nossas iniquidades e cura nossas doenças, que nos restaura à nossa plenitude e nos dá alegria. 

Maxie Dunnam 
- Trecho do artigo "O que significa ser um ministro de Deus". In A arte e o ofício da pregação bíblica, de Haddon Robinson e Craig Brian Larson (orgs.).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Como transformar o Visitante em um Membro da Igreja


Como transformar o Visitante em um Membro da Igreja

Depois de ter atraído pessoas novas para a igreja, o que fazer com eles? Como se aproximar? Como entrar em contato com eles depois?
Bem, muitas igrejas são ótimas em fazer coisas novas e atrair muitos visitantes para a congregação fazendo um ótimo trabalho,  mas se esquecem do que fazer depois com esses visitantes que estão dentro da igreja. 
Não adianta ter uma igreja que sempre está cheia de visitantes se não dá prosseguimento no cuidado deles.
A igreja sempre vai estar cheia mas a membresia vai ser sempre uma minoria de pessoas.
Mas qual o problema disso?
Alta rotatividade de pessoas. A alta rotatividade é prejudicial tanto para os visitantes quanto para a igreja. Quando o visitante vai na igreja mas não se sente parte dela, ele sempre vai procurar outras igrejas até que alguma o acolha.
Com alta rotatividade de pessoas, a igreja sempre vai estar cheia, mas com poucos membros, poucos voluntários, poucas pessoas realmente comprometidas com a igreja local.
Lembre-se que muitas pessoas vão na igreja pela primeira vez arrasados, com problemas, como uma última esperança. Se essas pessoas entram na sua igreja, assistem o culto e nem são sequer notadas, talvez você não tenha uma outra chance de fazer a diferença para esta pessoa.


Então o que fazer quando o visitante chegar pela primeira vez na igreja?
  • Tenha uma equipe para recepcionar as pessoas e cuidar dos visitantes na porta:
Em igrejas com menos de 200 pessoas por culto, já é possível conhecer a maioria dos rostos que estão lá. Então a equipe de recepção consegue saber a MAIORIA das pessoas que já são da igreja e quem está visitando. Com isso, eles conseguem abordar o visitante pela primeira vez, se apresentar e  perguntar se é a primeira vez dele na igreja. Caso a resposta seja positiva, a pessoa pode se colocar à disposição do visitante e pedi-lo para preencher a FICHA PARA CADASTRO DE VISITANTE com os dados para contato. Se quiser, pode pedir para ele escrever um pedido de oração no verso da ficha, destacar e entregar para a equipe da recepção ou no local indicado.

  • Pergunte no culto:
O pastor ou a pessoa responsável pelo culto no dia, antes de começar a pregação pode pedir para as pessoas que são visitantes levantem a mão que uma equipe irá entregar a FICHA PARA CADASTRO DE VISITANTE para preencher e entregar depois do culto no local indicado. 
Essa é uma ótima forma pois é fácil e assertiva já que o visitante irá levantar a mão preencher a ficha para entregar depois sem nenhum constrangimento.  (Lembre-se de de NÃO CANTAR MÚSICA PARA OS VISITANTES. Isso é constrangedor para os dois lados e pode fazer com que o  visitante nunca mais queira entrar na sua igreja. Evite essas e outras práticas que exponham o visitante para toda a igreja.)

  • Countdown (Contagem regressiva)
Diversas igreja tem utilizado o Countdown ou Contagem Regressiva para um momento de descontração e interação antes de começar a pregação. Normalmente após o louvor, a igreja dá uma pausa de 5 MINUTOS para que as pessoas cumprimentem umas as outras, vão ao banheiro, bebam água e se conheçam um pouco antes de começar a palavra.
Esse é um ótimo momento para que as pessoas da igreja ou uma equipe responsável entre em contato com as pessoas que visitam pela primeira vez. 
Após o louvor e antes de iniciar o CountDown ou Contagem Regressiva, o pastor ou responsável pelo culto pede para os visitantes levantarem a mão que as pessoas ou a equipe irá até eles para se conhecerem. Essa interação de 5 minutos é o suficiente para saber quem é o visitante, de onde ele vem, porque está visitante a igreja entre outras coisas além de pedir para preencher a FICHA PARA CADASTRO DO VISITANTE com os dados dele e entregar depois. Lembre de pedir para sua equipe ficar atenta no momento que os visitantes levantarem as mãos.


Agora que temos um monte de fichas com os dados dos visitantes, o que fazer?
Agora é dar o acompanhamento para estes visitantes. Direcione alguém para que ao longo da semana entre em contato com as fichas preenchidas. Essa pessoa deve conversar um pouco com o visitante, saber sobre a vida dele, onde ele mora, o que achou da igreja, se já foi de outra igreja, tirar as dúvidas dele sobre a igreja, etc.
A pessoa pode estar direcionando este visitante para uma célula próxima a casa dele,  marcando para visitar a casa do visitante ou marcando para encontrarem depois e conversarem um pouco.
Após ter este primeiro contato, você já pode estar perguntando para o visitante se ele deseja batizar, se tornar membro, etc.
E assim, você vai inserindo os visitantes na membresia da igreja de uma forma agradável e saudável com acompanhamento a esta nova pessoa da sua igreja.

Via http://www.macampe.com/impressos/diversos/ficha-para-visitante

NOTA DE ARSENAL DO CRENTE: Em um recurso gratuito que elaboramos, "Certificados, Cartazes e Utilidades para Igrejas", há um modelo de ficha para visitantes. Baixe o arquivo AQUI.

sábado, 31 de março de 2018

VISLUMBRE DO FUTURO - Um reflexão sobre o serviço cristão


 
 
Alegre e feliz o pastor foi deitar-se. Um dia de muitas atividades, muitas alegrias. Era o terceiro pastor desta nova igreja. Conseguira instalar o forro do salão de cultos, terminara o lindo jardim de entrada e assinara a escritura de posse do terreno da congregação que iniciara. Em breve uma nova igreja seria organizada, a primeira na história desta igreja. Ele sentia-se alegre. E, em sua mente, imaginava o quanto todos seriam gratos pelos seus trabalhos. Sem perceber, deixou-se levar pelo ego envaidecido. E, acalentado pelo doce aroma do orgulho santo, adormeceu.
 
Acordou cinquenta anos depois. Era dia de festa. Aniversário da igreja. Gente de toda parte chegava. O templo era o mesmo, com algumas pinturas novas, bancada moderna, um andar a mais na estrutura que tão bem construira. Viu alguns poucos irmãos que conhecia, eram as crianças e adolescentes de anos atrás. Sentou-se num local bem situado. O culto começou.
 
Uma programação bonita. E então a exibição dos homenageados.
 
Homenagearam o pastor, um homem de meia idade, também político de carreira. Homenagearam a sua esposa, que vestia-se com um modelo muito extravagante. Homenagearam a diretoria atual e também os fundos para os quais a igreja contribuia. Igrejas organizadas pela aniversariante também vieram prestar honras (a primeira era a que havia organizado).
 
Quando o culto terminou, o pastor entristeceu-se.
 
Ninguém mencionara o seu trabalho. Nem de ele organizara a primeira congregação. Não falaram das lutas do estabelecimento, das campanhas realizadas, das noites mal dormidas, dos desafios que existiram. Ninguém mencionara os pastores que passaram pela igreja ao longo de sua história. Apenas o atual recebera a glória de uma igreja construída por diversos antes dele. Procurou algum quadro, alguma publicação, alguma coisa exposta nos corredores do templo. Nada indicava que uma história anterior existira. Cabisbaixo, saiu do culto, falando consigo mesmo: "Ninguém se lembrou de mim. Ninguém mencionou o meu nome. Ninguém fez caso da história que construímos".
 
Subitamente acordou. Estava a ter um pesadelo! Suado e perplexo, percebera o quanto estava enganado. Por maiores que fossem os seus esforços (e não foram poucos, com certeza!), duas grandes realidades tornaram-se evidentes em seu coração pesaroso.
 
A primeira era de que toda a glória pertencia a Deus. Ele era o realizador da própria obra através de Seus servos, de Suas igrejas, da geração que recebe a incumbência de estabelecer as cordas das tendas aumentadas. Deus era digno de louvor, Deus era quem operava em nós o querer e o efetuar. E toda tentativa de tomar dEle a glória devida seria fadada ao fracasso, ao pecado. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, (Is 42:8). Paulo apóstolo teve grande trabalho para convencer os pagãos de que as curas que aconteceram em Listra não vinham de si, mas do Deus vivo . E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós,  (At 14:15). Pedro e João fizeram o mesmo, no caso do coxo curado à porta do templo de Jerusalém, afirmando que fora Deus quem o curara. Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? (At 3:12).Quando o ego invade o espaço de glória que só a Deus pertence, então ergue-se o pecado como flâmula e o Espírito de Deus não atua mais. E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? (1Co 4:7). A glória pertence a Deus.
 
A segunda verdade que pôde detectar era a de que os homens têm memória muito curta. Eles fazem questão de ignorar a história, o passado e as grandes lutas que trouxeram a vitória celebrada.  Na história de uma igreja o que menos importa é o suor e as lágrimas dos pioneiros idealistas, daqueles que abriram uma picada no meio da floresta virgem de uma região sem igreja. O povo gosta de exaltar o asfalto novo e bem pintado, esquecendo-se de quem abriu a primeira trilha que deu origem à rodovia. Na memória da geração atual o que menos importa é a lembrança de quem lutou bravamente para fazer vingar e prosperar um trabalho. Como disse Salomão  "... já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. (Ec 9:6). Ninguém mais se lembrará daquelas tardes quentes em que a família pioneira cedia o quintal da casa para as escolas bíblicas de férias. Ninguém se lembrará dos cultos nos lares, do ponto de pregação, dos bancos rudes e da sala apertada, das doações de bíblias, dos folhetos, dos cultos ao ar livre, das visitas em dias de chuva, dos primeiros batismos, do primeiro salão alugado e das vitórias pequeninas e indispensáveis para que tudo chegasse onde chegou.  Tudo isso foi esquecido, às vezes pela desinformação, às vezes por maldade ou por qualquer outro motivo.
 
Este pesadelo trouxe ao pastor a certeza de duas coisas.
 
A primeira é de que toda a honra sempre pertence a Deus. Ele reavaliou algumas práticas que tinha, algumas celebrações que visavam, em última análise, trazer a si próprio alguma glória e vaidade.  Deixou de fazer citações de suas próprias virtudes e de buscar elogios para si. Ele conscientizou-se de que trabalhava para Deus e que por mais que fizesse nunca seria o bastante para demonstrar gratidão suficiente. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17:10) Além do mais Cristo fizera tudo na cruz e na vida e era o responsável em dar poder, graça, condições e sucesso. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)
 
A segunda certeza (oh, maravilhosa verdade!) foi a de que  Deus não se esqueceria de seu trabalho. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. (Hb 6:10) Por mais que os homens procurassem apagar as memórias de seu serviço, por mais que tudo ficasse relegado a documentos de museu ou registros de cartório, Deus não se esqueceria do trabalho feito com amor e em nome de Jesus. Conheço as tuas obras tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (Ap 3:8) Esse pastor creu que o galardão que vale a pena não é aquele que os homens concedem em suas celebrações jactanciosas, em suas premiações temporais. O galardão que vale é aquele que receberemos diante do Supremo Juiz, no dia em que prestarmos conta de nossas vidas. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (Ap 22:12) Assim, ele tentaria não se frustrar mais quando se esquecessem de suas vitórias e o privassem de merecidas homenagens. Bastaria lembrar que Deus jamais se esqueceria e isto seria o suficiente.
 
Os próximos meses na vida daquele pastor foram muito melhores. Ele, consciente de que era apenas um servo, servindo com alegria e cada vez mais. Mandara refazer a placa da igreja, que tinha um grande retrato de si mesmo, trocando-a pelo nome de Jesus. Tornou-se grato a Deus por cada chance de servi-Lo. Ele já havia recebido o bem maior, a vida eterna através de Jesus Cristo e de Seu sacrifício; servi-Lo fielmente era o mínimo que podia fazer para dizer a Ele: muito obrigado!
 
Que Deus dê aos leitores a mesma convicção, de que  a glória pertence a Deus e de que Ele não se esquecerá do trabalho feito para Ele, ainda que os homens se  esqueçam.
 
Wagner Antonio de Araújo
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Somos representantes da firma Deus Pai e Jesus o Filho


Somos representantes da firma Deus Pai e Jesus o Filho

Um rapaz entrou em eu escritório, avançando logo, apresentando-me o seu cartão. Puxei uma cadeira, olhando ao mesmo tempo para o cartão, no qual lia: “Fulano & Cia., São Paulo”. Só conhecia a casa pela sua fama e a considerava como uma das melhores. Por isto, de relance, observei o seu representante. Bastou-me notar o terno amassado, camisa suja, cabelos despenteados e gravata mal posta, para compreender o fracasso. Porém, achei ainda mais estranha a maneira com que começou a apresentar os méritos das mercadorias da casa. Parecia apreensivo de ser surpreendido em flagrante.
Por certo, perdi todo o desejo que tinha de ver as amostras. Podiam ser melhores do que as de qualquer outra casa, mas este representante não me convencia. Por isto, apressadamente lhe expliquei que estava satisfeito com a casa onde comprava, e que não queria trocá-la por outra. Com poucas palavras mais, retirou-se, aparentemente alegre por te findo uma missão desagradável.
Depois que saiu, fiquei meditando: Por que será que uma casa como a de Fulano & Cia. deixa um moço, mal vestido e envergonhado com a mercadoria, ser seu representante?
“Mas, este moço deve orgulhar-se com a felicidade de representar tal casa. Sei que o faria”; disse com ênfase.
“Então porque não o fazes?” disse uma voz. Olhei em redor, admirado, mas não havia ninguém no escritório.
“Porque não o fazes?” repetia a voz, calmamente.
“Mas, o faço, ou faria, se estivesse no lugar dele”, insisti.
“Não, não o farias. Estás representando uma Casa infinitamente melhor do que a de Fulano & Cia., porém envergonhas-te dela”
“Enganas-te mesmo”, persisti.
“Não, sei que não me engano. Pensa um pouco. Estás lembrado de ontem, quando saías de casa como te sentias envergonhado com o livro de amostras, que resolveste não levar?”
De repente, me lembrei: sim, tinha deixado a minha Bíblia, em casa, porque não queria que alguém me visse levá-la à igreja.
A voz continuou: “Também, estás lembrado de que experimentaste interessar um conhecido a comprar da Casa que representas, e como ficastes envergonhado a entrar no assunto? Como falavas em voz baixa para que outros não ouvissem e sentiste grande alivio quando findaste? Podias esperar outra coisa a não ser que ele não comprasse?”

Fiquei humilhado e não pude responder, era verdade. O pastor pedira no domingo anterior que cada crente convidasse um conhecido a alistar-se ao exército do Senhor. Resolvi convidar um vizinho a assistir ao culto. É verdade que me aproximei dele, sem coragem, receando que zombasse de mim; ele se desculpou sorrindo. Vi, então, que eu era o representante da Casa de maior confiança e mais gloriosa do Universo e que me envergonhei dela. Resolvi, desde então, representá-la fiel e dignamente, com o auxílio divino, a Cia. Deus Pai e Jesus o Filho.

Orlando Boyer, no livro Esforça-te para Ganhar Almas (CPAD).

domingo, 22 de outubro de 2017

LIDERANÇA 2D: O que o LÍDER espera dos líderes - E-book para download


Travei conhecimento com o irmão Quissindo, natural de Gabela, província de Kuanza Sul / Angola, há pouco tempo atrás. Servindo a Deus em sua actual cidade residente, Huambo, em Angola, Quissindo, paralelamente ao seu trabalho como obreiro / cooperador na Igreja Assembleia de Deus Pentecostal, Ministério Maranata / Huambo, tem escrito alguns textos e estudos que solicitam nossa especial atenção, para os quais tem buscado oportunidades de publicação.
Neste breve texto, o autor traça um panorama da liderança a partir do modelo crístico. Liderança não opõem, propõem – liderar é mostrar o caminho certo, é lecionar mais do que ordenar, é dar o exemplo e confiar, propõe Quissindo, pondo ênfase na interface 2D (ou seja, em duas dimensões) entre os líderes (nós, homens) e o Líder, nosso supremo Senhor e Deus – interface que, se rompida, compromete todo o projeto diretivo de Deus para o indivíduo e para a Sua igreja.

Em tempos de inversão de valores e posições, onde homens arrogam-se autoridade que nem merecem e nem lhes foi pelos céus outorgada; onde homens de toda estatura escolhem de si mesmos como servir e o que fazer ou não, pois tantos e tantos afazeres e serviços se lhes afiguram indignos de sua alta pessoa, o opúsculo de Quissindo, que além de escritor tem vocação missionária, vem nos chamar à realidade e nos recolocar nos trilhos da correta reflexão sobre nossa missão enquanto servos de Cristo, quer atuemos como líderes*ou*liderados.                                                                                                                      ---------------------Sammis Reachers, editor

Para baixar o e-book pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o livro pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.

sábado, 1 de julho de 2017

29º Seminário Soemus de Música Sacra - Participe!

local:

Catedral Evangélica de São Paulo
Rua Nestor Pestana, 152 – Centro
próximo do metrô República

horários:

dias 24 e 25 das 18 às 22h (5ª e 6ª feira)
dia 26 das 8 às 21h (sábado)
dia 27 das 9h às 13h (Domingo)

encerramento:

dia 27 às 10h45m
CULTO ABERTO AO PÚBLICO
transmissão ao vivo pela web
www.catedralonline.com.br
informações sobre o seminário:
Marcelo – (11) 96906-5877
Elizabeth – (11) 96399-8100
www.soemus.org.br

inscrição online:

http://bit.ly/insc29sem
maiores informações:
www.soemus.com.br

inscrição por telefone:

Elizabeth – (11) 96399-8100

maestros:

João Wilson Faustini e Parcival Módolo

oficinas:

Composição,
Instrumento acompanhador,
Regência,
Técnica vocal,
Noções de partitura para coristas
Voz infantil

professores:

Cyrene Paparotti,
Fábio Maciel,
Leandro Souza,
Luiz Otávio,
Marcio Lisboa

inscrição individual:

até 31 de julho – 120 reais
após 31 de julho – 150 reais

inscrição para grupos*:

até 31 de julho – 110 reais / pessoa
após 31 de julho – 130 reais / pessoa
* mínimo de 10 pessoas da
mesma igreja ou instituição

participação eventual:

somente na quinta-feira 60 reais
somente na sexta-feira 60 reais
somente no sábado 100 reais

pagamento:

pagamento antecipado poderá
ser feito no Banco Bradesco
ag. 7949 conta poupança 0005467-4
Silvia Gerevini

http://soemus.org.br/

terça-feira, 25 de abril de 2017

MULTIMÍDIA NA IGREJA - Entrevista com Ricardo Silva Lourenço

Para fornecer suporte de sonorização, computação e apresentação de imagens e vídeos nos cultos e eventos da igreja  e aperfeiçoar o processo de comunicação nas Igrejas surgiu a Área de Apoio Multimídia.

São várias as atribuições da Área (Ministério/Departamento) de Multimídia como: Fornecer suporte de som e multimídia para os cultos, reuniões e outros eventos da igreja; por meio da projeção de slides com as letras dos louvores, textos bíblicos, programações e eventos da igreja, avisos referente à outras áreas.  Produção, edição e transmissão de vídeos diversos. Capacitar os integrantes da área nas competências necessárias para o excelente uso e manutenção dos equipamentos de som, computação e multimídia; Motivar e agregar voluntários para o aprimoramento no uso de tecnologias de som e multimídia;  Zelando dos equipamentos de som, computação e multimídia da igreja e supervisionando seu uso adequado, prestando sempre relatório de suas atividades.  
Mas será que qualquer igreja deve fazer uso da Multimídia?
Num bate-papo com o Instituto Jetro, Ricardo Silva Lourenço, Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Arthur Thomas - FAAT e que atua desde 2010 na Igreja Presbiteriana Independente de Londrina como Operador de Áudio e Vídeo Sonoplastia, iluminação, filmagem, edição de áudio e vídeo responde alguns questionamentos sobre o tema. 


Instituto Jetro - A visão de que equipamentos de multimídia são caros e devem ser atualizados frequentemente tem dificultado a inclusão da área de apoio de multimídia nas igrejas? Esta é uma visão correta?  
Ricardo - Realmente os equipamentos de ponta são caros, mas eu acredito que toda igreja tem condição de criar uma Área de Apoio de Áudio e Vídeo. Só precisam de uma orientação correta da forma de como investir e se a igreja tiver uma boa condição financeira ou pessoas na igreja dispostas a investir nessa área, vale muito a pena já comprar um equipamento bom. Lembrando que nem sempre o equipamento mais caro é o ideal para sua realidade, por isso a importância de uma boa orientação, saber bem qual o propósito dessa área de apoio. Já vi Igrejas que começaram com um pequeno equipamento de som e gravação das mensagens em Cds  e que com a venda dos mesmos comprou mais equipamentos e passou a produzir DVDs, por exemplo.

Instituto Jetro - Você acredita que igrejas de qualquer tamanho podem explorar a multimídia como uma ferramenta de comunicação? 
Ricardo - Acredito sim, hoje na nossa igreja caminhamos bem próximos com a Área de Apoio de Comunicação, todos recados, avisos e programações da igreja são gravados em vídeos, editados e repassados nos cultos e nas nossas redes sociais, com isso essa mensagem tem uma maior abrangência ou alcance. Um bom equipamento ajuda, mas os jovens da nossa igreja, já fizeram vídeos muito bons, utilizando gravação pelo celular mesmo.


Instituto Jetro - Tem crescido o número de pessoas com experiência em computador, edição de vídeo e de áudio, mas ainda é difícil a captação de voluntários para área?

Ricardo - Acho que a maior dificuldade é a visão que as pessoas tem de ser uma função bem técnica, mas é uma área de apoio bem abrangente, com diversas funções, creio que cada um de nós temos que ter no nosso coração a visão ministerial, hoje eu sou funcionário contratado na minha igreja, mas acima disso tenho isso como meu ministério, e me sinto privilegiado por isso. A parte espiritual é bem importante, considero cada voluntário ou membro da área de apoio como um ministro na sua função, mesmo que seja mixando um PA, trocando a letra de uma música, mexendo em uma câmera, ou ajudando a enrolar cabos no final dos cultos.


Instituto Jetro - Poderia compartilhar algumas ideias que possam ajudar na formação de uma área de apoio multimídia nas igrejas? 
Ricardo - Acredito que devemos sempre buscar pessoas que já fazem parte da igreja, já frequentam as programações, já tem o coração na igreja. Aí depois vem a parte de capacitação, se não tiver alguém na igreja para ensinar, temos diversos cursos para capacitação (de maneira presencial ou pela Internet) que podem dar essa orientação inicial  e depois vem a prática da caminhada. 

Instituto Jetro -  Por que as Igrejas deveriam investir numa área de apoio Multimídia? 
Ricardo - Nos dias de hoje temos que buscar explorar cada vez mais recursos audiovisuais, o mundo tem feito isso, e temos que ser criativos, essa nova geração busca isso. Nossa igreja é bem grande e temos diversos cultos, desde um culto de domingo 8h no templo mais tradicional até um culto de jovens num sábado à noite, nesse culto de jovens utilizamos mais recursos audiovisuais. Em todos os cultos vemos o mover de Deus, mas as pessoas buscam já ir no culto de acordo como o perfil de cada um, é importante falarmos, que um bom som com iluminação não necessariamente é um "show", muitos tiveram essa visão quando colocamos iluminação nos cultos, mas temos o coração bem tranquilo em relação a isso, estamos buscando fazer o melhor com o que temos para Deus.

Instituto Jetro - Comentários finais sobre o assunto? 
Ricardo - Nós da área de apoio de Áudio e Vídeo somos um ministério de bastidores, normalmente somos os primeiros a chegar e os últimos a sair, quanto menos aparecemos melhor, significa que nosso trabalho está sendo bem feito. Nossa melhor recompensa? Vidas, vidas transformadas, tocadas, quando o grupo de louvor chega para ensaiar e encontra tudo pronto e organizado, ele já vai ter mais paz e segurança para a ministração, o pastor quando recebe o momento da palavra a igreja já envolvida na adoração, já com o coração aberto para receber a palavra, quando ele fala e percebe que está sendo escutado, sem ruídos, e a palavra entra no coração das pessoas, algumas já foram tocadas na adoração mesmo, com uma letra de um cântico projetada que tocou seu coração, o fruto disso são pessoas tocadas, mudanças de vidas, pessoas consoladas, quando nós como área de apoio executamos nossas funções, passamos segurança para nossos pastores e membros do louvor ministrarem a igreja. O principal é sempre termos bem claro em nossos corações, tudo que fazemos é para que o nome de Deus seja glorificado, e que estamos aqui para servir a Ele.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Calendário Evangélico 2017 Baixe e imprima


O ano de 2016 se aproxima de seu término, e como fizemos no ano passado, preparamos para nossos leitores uma série de calendários com foco missionário, para você baixar e imprimir.
Se no ano de 2016 o foco foram países variados onde é pequena a presença do evangelho (Arábia Saudita, Indonésia etc.), o tema para o ano de 2017 são os seis países lusófonos (que têm o português como língua oficial) da África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Cada uma das seis páginas (formato A4) traz, além de uma bela imagem do país e os calendários de dois meses do ano, informações gerais sobre o país em questão (população, povos, povos não-alcançados, principais cidades, línguas oficiais, estatísticas religiosas e bandeira). E ainda uma frase de incentivo à tarefa de evangelização da igreja.
Preparamos ainda o calendário tendo por tema as crianças. Neste caso, também como no ano passado, são duas páginas, com uma imagem (neste caso, de crianças africanas) e seis meses de calendários em cada uma, além de uma frase sobre a importância da evangelização/discipulado de nossos pequeninos.
Note ainda o selo em comemoração aos 500 Anos de Reforma Protestante (1517 - 2017), que elaboramos especialmente para a data, e que será inserido em todas as nossas publicações e projetos durante 2017. Sobre os significados do selo, confira AQUI.

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Além dos arquivos em PDF, ideais para você imprimir, também disponibilizamos as imagens do calendário, em boa resolução, para você copiar e usar onde quiser. Confira abaixo:


PAÍSES 2017
(Clique nas imagens para ampliar, em seguida copie/salve em seu computador)









CRIANÇAS 2017


Caso não consiga fazer o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para:  sreachers@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2016

Como integrar uma criança na igreja


Como integrar uma criança na igreja

1. Faça da Igreja um lugar especial: vá constantemente e com alegria, não apenas pressionado ou em ocasiões festivas.
2. Seja leal aos compromissos com a Igreja em relação ao tornar-se membro dela: aluno da Escola Dominical, participante dos cultos e demais atividades, contribuinte com sua oferta.
3. Não mande seu filho à Igreja: dê o exemplo e vá com ele.
4. Em casa, não relaxe o culto doméstico: habitue-se a orar antes das refeições; leia com ele a Bíblia; reserve tempo para cultivar nele os valores espirituais.
5. Leve-o às atividades semanais da Igreja.
6. Não critique a Igreja, para que ele venha a acreditar nela.
7. Dê testemunho da sua fé, para que ele perceba a diferença entre o lar cristão e a família mundana.
8. Decididamente, eduque-o no caminho em que deve andar, antes que os donos de outras filosofias o façam.
9. Transmita-lhes sua fé desde cedo - a Bíblia lhe entrega esta responsabilidade.
10. Prepare-se, então, para uma vida de alegrias, colhendo o que você plantou.


Extraído de Antologia do Lar Cristão (UFMBB).