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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

FILHOS DESVIADOS - Uma história sobre a fidelidade de Deus



AS TÁBUAS DO ASSOALHO

Aquela casa de porta larga de cor cinzenta, situada à beira da floresta era bem conhecida, não só naquele rincão mas em toda a paróquia.
Como qualquer outro lar, tinha também a sua história. O lugar era em seu tempo uma colônia muito linda. Em alguns lugares podia-se usar o arado para virar a terra, mas em quase todo o terreno era necessário usar a pá por causa das muitas pedras. Nos antigos tempos como se diz - havia vida e movimento no lugar; quando Kristian e Nils corriam no pátio, cheios de vida e alegria, mas aquilo durou pouco tempo. Depois silenciou de uma maneira um tanto mística - parecia um cemitério. Não se via mais aquela linda colônia, nem se ouviam mais o mugido das vacas e cabritos nas lindas noites de verão, quando voltavam das pastagens, nem os meninos que apascentavam o gado. Veio aquele silêncio de cemitério. A casinha vermelha diminuiu no meio do mato que tomou conta e crescia ao redor dela. Algum mistério parecia descansar sobre o lugar, como se esperasse acontecer alguma coisa extraordinária; o próprio ar parecia denunciar tal coisa.
Renovam-se a alma e a mente na aurora depois de uma noite longa - quando o crepúsculo foge -, e o sol nasce e vem o dia claro sobre Liagrenda. Assim se chamava o lugar.
Altar de oração - Aquele silêncio solene, tinha a sua própria pré-história - os vizinhos a conheciam muito bem: como Nils e Kari viviam com o Senhor, como oravam pelos seus dois filhos Kristian e Nils. Lá no quarto, junto à sala, um banco de madeira servia-lhes como "altar de oração". Durante muitos anos, orações ardentes subiram, por aqueles filhos queridos.
Enquanto eles estavam em casa, eram o objeto de maior amor imaginável, mas como muitas vezes acontece, eles não ligavam a isso como deviam. Os filhos, por certo, amavam o pai e mãe, mas achavam que o fervor da religião dos pais era muito exagerado. As orações e advertências constantes não eram fáceis de suportar. Nunca podiam sair uma noite de sábado sem que se ouvissem sérias advertências e, muitas vezes, viam lágrimas nos rostos dos pais. Quando saiam de casa com essas impressões, a noite inteira, gasta em divertimentos, parecia-lhes um fracasso. Muitas vezes quando se retiravam de um baile voltando para casa, viam a mãe, espiando, a esperar por eles. Ela não se importava com o tempo que gastava ali, tossindo e trêmula de frio enquanto orava ao Senhor: Oh Deus, manda meus filhos para casa!
Lentamente o ambiente caseiro parecia apertado demais para os filhos.
Não se sentiam mais livres. Debaixo dessa vigilância constante dos pais, nascendo nos seus corações a dureza e oposição. Faziam o possível para não ferir demasiadamente os pais, mas não era fácil se afastarem dos divertimentos e pecados deste mundo enquanto tinham o mundo no coração. A situação piorava, pois os filhos começaram a tomar bebidas alcoólicas. A primeira vez que chegaram em casa embriagados, depois de um baile, deixaram a mãe tão triste e impressionada que caiu doente. Aqueles dias foram terríveis também para Kristian e Nils. Eles oravam a Deus para que sua querida mãe não morresse e prometeram a seus pais que nunca mais se embriagariam. Contudo, continuavam no pecado. Quando os filhos não voltavam para casa nas noites de sábados, os pais ficavam sentados, esperando, chorando e orando a Deus. Às vezes, quando a mãe chorava muito, tinha fortes ataques. Ouviam-se os gritos de longe, mas ainda assim os filhos não deixaram a miserável bebedeira.
Distante do lar - Aconteceu um dia que um "noruego-americano" (assim são chamados os noruegueses que emigraram para os EUA) veio visitar o lugar. Este fazia muita propaganda, contando como tudo era melhor no outro lado do oceano. Muitos moços ficaram influenciados a emigrarem para a América do Norte. Entre esses estavam também os dois queridos filhos de Kari e Nils. Os pais não se conformavam. Tudo fora feito para impedir que os moços viajassem, até o próprio padre daquela paróquia os advertiu, dizendo: "Virá o dia do arrependimento, quando souberdes que vossos pais não estarão mais com vida". Os velhos eram doentes e mesmo assim cuidaram da pequena propriedade durante alguns anos. Diminuiram-lhes as suas forças físicas e, por fim, já não podiam mais trabalhar. O resultado foi que tudo decaiu e o mato tomou conta do que outrora era terra bem cultivada.
Nils e Kristian mandavam seguidamente cartas para seus pais; às vezes mandavam também algum dinheiro. E isso era mais do que bem-vindo, pois, os velhos eram pobres. Um dia aconteceu o que o padre predissera - os filhos receberam a triste notícia que seus pais partiram no espaço de algumas semanas.
Kristian e Nils prosperaram na América do Norte. Eles tinham uma só preocupação: ganhar dinheiro. Cerca de seis anos depois da morte de seus pais, uma forte saudade se apoderou deles. Cansados de todo o trabalho, voltaram à casa paternal.
Era um lindo dia de primavera, dois noruego-americanos robustos, entraram no velho pátio de Liagrenda. Sentiram uma solenidade profunda encher o próprio ar. Um casal de passarinhos estava na antiga escada, meneando as cabeças, no mesmo lugar em que seus queridos se despediram deles. Outro casal de passarinhos estava no telhado, cantando, parecia dar-lhes as boas-vindas, enquanto outros pássaros cantavam ao redor, nas árvores, como se fosse um verdadeiro coro. Era tudo isso como nos tempos passados! Somente uma coisa faltava: os pais.
Volta ao lar - Nils e Kristian sentaram-se na escada. Ficaram nessa posição por um tempo, sem dizer palavra alguma um ao outro. Era como se revivessem o passado. Sentiam como se lhes faltasse o fôlego enquanto pronunciavam: - Mãe, pai! Mas ninguém lhes respondia. Quando chegaram ao cemitério, acharam ali os sinais do lugar onde foram enterrados os pais.
Oh, como ardiam os seus corações; era como que tivessem feridas incuráveis.
Nesse momento não puderam fazer outra coisa se não lançarem-se ao pescoço um do outro - chorando.
Não achavam mais alegria ao chegar ao seu lar paterno. Andavam tristes, dia após dia. A casinha vermelha parecia-lhes outra vez apertada, tornando-se-lhe impossível morar ali. Resolveram demoli-la e construir outra maior e mais moderna. Um dia iniciaram a demolição. Agora importava mostrar coragem, e sob cânticos e júbilo tiraram o telhado. Logo a seguir estavam já sobre o quarto, aonde tantas vezes ouviram as orações dos pais. As lembranças vinham-lhes tão fortes à sua memória que silenciavam os seus cânticos. A demolição prosseguia a rapidez do estilo americano. Importava terminar breve esse serviço. Enquanto desmanchavam a casa, alguma coisa dentro dos seus corações também parecia desmanchar-se.
Finalmente acharam-se no quarto, junto àquele banco de madeira - o falar de oração dos pais. Parecia-lhes ouvir as orações, quando clamavam a Deus pela salvação de Nils e Kristian. Coitados dos moços! A vida assim não era tão fácil para eles agora. Chegara o grande momento em suas vidas, a hora de prestar contas ao A!tíssimo. Agora as orações incessantes dos pais seriam galardoadas, como uma bênção eterna para estes dois filhos, que até então tinham-se endurecido contra a chamada do Espírito Santo. Eles se retiraram o máximo possível do lado direito onde estava o banco, até que faltavam só umas dez tábuas, lugar de luta e lágrimas pelos dois filhos queridos, pararam o serviço. Kristian e Nils olharam um para o outro, era como se cada qual dissesse: Tira essas tábuas, tu. Eu não posso fazê-lo. Pareciam ter os braços paralisados. Não contavam com uma coisa desta, quando começaram com este serviço: não pensaram que havia na casa qualquer parte que lhes seria impossível desmanchar, sim, que havia ali algumas tábuas que se chamavam "tábuas de oração", que exigiam respeito e santo temor. Eles se sentaram no banco, completamente sem forças para ficar em pé, as lágrimas corriam com abundância, não das faces de dois velhos e esgotados, mas, finalmente, dos dois filhos pelos quais Kari e Nils tanto choraram.
Renovação - No silêncio ouviu-se o canto dos passarinhos, indicando alguma coisa nova a acontecer - uma coisa alegre. Um poder invisível obrigou os dois moços fortes a ajoelharem-se e ali se acharam orando, pedindo a Deus perdão por todos os seus pecados. Durante algum tempo ficaram assim, clamando..., pedindo... Mas repentinamente pareceu-lhes que as vozes de mãe e pai falavam por meio da Bíblia de capa marrom - muito gasta de tanto uso - que ainda estava no lugar de costume.
Promessa após promessa vieram-lhes ao encontro dentro de seus corações. Podiam agora, claramente, sentir o perdão de seus pais - e o perdão de Deus. Era como se tornassem meninos outra vez, sentados no colo dos pais, como na meninice.
Juntos louvaram a Deus pela salvação pelo sangue do Cordeiro. Um novo tempo raiou e sentiram-se alegres outra vez no velho lugar: Liagrenda.
Pais crentes! Não desfaleçais na oração, mesmo não vendo nenhum resultado das vossas orações pelos vossos filhos que não são salvos! Virá o dia quando as orações serão atendidas, pois, Deus é fiel.

Jornal Mensageiro da Paz / Via http://paginasilustrativas.blogspot.com/
gravura: http://alexandrehreis.arteblog.com.br/3

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Como transformar o Visitante em um Membro da Igreja


Como transformar o Visitante em um Membro da Igreja

Depois de ter atraído pessoas novas para a igreja, o que fazer com eles? Como se aproximar? Como entrar em contato com eles depois?
Bem, muitas igrejas são ótimas em fazer coisas novas e atrair muitos visitantes para a congregação fazendo um ótimo trabalho,  mas se esquecem do que fazer depois com esses visitantes que estão dentro da igreja. 
Não adianta ter uma igreja que sempre está cheia de visitantes se não dá prosseguimento no cuidado deles.
A igreja sempre vai estar cheia mas a membresia vai ser sempre uma minoria de pessoas.
Mas qual o problema disso?
Alta rotatividade de pessoas. A alta rotatividade é prejudicial tanto para os visitantes quanto para a igreja. Quando o visitante vai na igreja mas não se sente parte dela, ele sempre vai procurar outras igrejas até que alguma o acolha.
Com alta rotatividade de pessoas, a igreja sempre vai estar cheia, mas com poucos membros, poucos voluntários, poucas pessoas realmente comprometidas com a igreja local.
Lembre-se que muitas pessoas vão na igreja pela primeira vez arrasados, com problemas, como uma última esperança. Se essas pessoas entram na sua igreja, assistem o culto e nem são sequer notadas, talvez você não tenha uma outra chance de fazer a diferença para esta pessoa.


Então o que fazer quando o visitante chegar pela primeira vez na igreja?
  • Tenha uma equipe para recepcionar as pessoas e cuidar dos visitantes na porta:
Em igrejas com menos de 200 pessoas por culto, já é possível conhecer a maioria dos rostos que estão lá. Então a equipe de recepção consegue saber a MAIORIA das pessoas que já são da igreja e quem está visitando. Com isso, eles conseguem abordar o visitante pela primeira vez, se apresentar e  perguntar se é a primeira vez dele na igreja. Caso a resposta seja positiva, a pessoa pode se colocar à disposição do visitante e pedi-lo para preencher a FICHA PARA CADASTRO DE VISITANTE com os dados para contato. Se quiser, pode pedir para ele escrever um pedido de oração no verso da ficha, destacar e entregar para a equipe da recepção ou no local indicado.

  • Pergunte no culto:
O pastor ou a pessoa responsável pelo culto no dia, antes de começar a pregação pode pedir para as pessoas que são visitantes levantem a mão que uma equipe irá entregar a FICHA PARA CADASTRO DE VISITANTE para preencher e entregar depois do culto no local indicado. 
Essa é uma ótima forma pois é fácil e assertiva já que o visitante irá levantar a mão preencher a ficha para entregar depois sem nenhum constrangimento.  (Lembre-se de de NÃO CANTAR MÚSICA PARA OS VISITANTES. Isso é constrangedor para os dois lados e pode fazer com que o  visitante nunca mais queira entrar na sua igreja. Evite essas e outras práticas que exponham o visitante para toda a igreja.)

  • Countdown (Contagem regressiva)
Diversas igreja tem utilizado o Countdown ou Contagem Regressiva para um momento de descontração e interação antes de começar a pregação. Normalmente após o louvor, a igreja dá uma pausa de 5 MINUTOS para que as pessoas cumprimentem umas as outras, vão ao banheiro, bebam água e se conheçam um pouco antes de começar a palavra.
Esse é um ótimo momento para que as pessoas da igreja ou uma equipe responsável entre em contato com as pessoas que visitam pela primeira vez. 
Após o louvor e antes de iniciar o CountDown ou Contagem Regressiva, o pastor ou responsável pelo culto pede para os visitantes levantarem a mão que as pessoas ou a equipe irá até eles para se conhecerem. Essa interação de 5 minutos é o suficiente para saber quem é o visitante, de onde ele vem, porque está visitante a igreja entre outras coisas além de pedir para preencher a FICHA PARA CADASTRO DO VISITANTE com os dados dele e entregar depois. Lembre de pedir para sua equipe ficar atenta no momento que os visitantes levantarem as mãos.


Agora que temos um monte de fichas com os dados dos visitantes, o que fazer?
Agora é dar o acompanhamento para estes visitantes. Direcione alguém para que ao longo da semana entre em contato com as fichas preenchidas. Essa pessoa deve conversar um pouco com o visitante, saber sobre a vida dele, onde ele mora, o que achou da igreja, se já foi de outra igreja, tirar as dúvidas dele sobre a igreja, etc.
A pessoa pode estar direcionando este visitante para uma célula próxima a casa dele,  marcando para visitar a casa do visitante ou marcando para encontrarem depois e conversarem um pouco.
Após ter este primeiro contato, você já pode estar perguntando para o visitante se ele deseja batizar, se tornar membro, etc.
E assim, você vai inserindo os visitantes na membresia da igreja de uma forma agradável e saudável com acompanhamento a esta nova pessoa da sua igreja.

Via http://www.macampe.com/impressos/diversos/ficha-para-visitante

NOTA DE ARSENAL DO CRENTE: Em um recurso gratuito que elaboramos, "Certificados, Cartazes e Utilidades para Igrejas", há um modelo de ficha para visitantes. Baixe o arquivo AQUI.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Por que ir à igreja?


Um frequentador de igreja escreveu para o editor de um jornal e declarou que não faz sentido ir aos cultos todos os domingos.
"Eu tenho ido à igreja por 30 anos e durante este tempo devo ter ouvido uns 3.000 sermões. Mas, por minha vida, com exceção de um ou outro, eu não consigo lembrar da maiora deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os pastores também estão desperdiçando o tempo deles".
Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para alegria do editor chefe do jornal, que recebeu diversas cartas, das quais, ele decidiu publicar esta resposta de um outro leitor:  


"Eu estou casado há mais de 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 3.000 refeições. Mas, por minha vida, com exceção de uma  ou outra, eu não consigo me lembrar da maioria delas, mas de uma coisa eu sei, todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu e nossos filhos estaríamos desnutridos ou mortos. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha alma e de minha família, estaríamos hoje em terríveis condições espirituais".

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Mateus 4.4

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Bússola e a Peregrina, uma reflexão



Ela sempre esteve ali, eu não a via até ficar cega.




Wilma Rejane

Blog A Tenda na Rocha -  http://www.atendanarocha.com 

Aquele não era um destino que eu conhecesse: medo, frio e incertezas.  Queria repousar em lugar seguro que me fizesse perder tudo que me perdia e ganhar tudo o que ainda não tinha. Foi preciso retornar ao começo para chegar bem ao fim. Esse fim que não tem fim porque ao morrer, renasce para continuar vivo em mim.


Eu não sabia que a vida era esse caminho inesperado, cheio de atalhos que cortam terrenos planos e desembocam em abismos. Eu não sabia porque caminhava como caminham os deuses; inabaláveis em suas convicções, guardados em oráculos convenientes e promessas irreais de salvação. Onde estaria a glória do Olimpo ,  as mansões de cristais morada dos doze ? Elas que fundaram a ilusão da graça, do mito, da fúria, do belo? Eu já  não conseguia enxergar a vida com tanta fantasia. Havia algo que eu precisava saber para me livrar da morte, das sombras que espreitavam minha alma com ânsia de ganhá-la para o inferno.

Acuada na beira da estrada, peregrina cansada de  dores e lágrimas, não sabia quem era ,porque em algum lugar do passado e do presente havia perdido a identidade. Eu peregrina.  Em caravana,  mas solitária, porque na multidão de pessoas que caminhava, não encontrava nenhuma capaz de me responder para onde estávamos indo. Algo estava errado. Por que a vida havia me obrigado a parar no caminho? Por que estava tão ferida?  Onde estava a chegada daquela estrada?  Vidas iam e vinham, algumas apressadas, outras devagar, onde ficava a morada que me daria abrigo seguro? Onde, estavam as respostas para minhas indagações de peregrina?


“Pela fé,  Abraão, sendo chamado, obedeceu indo para um lugar que havia de receber por herança e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa” Hb 11:8,9.


O amor de Deus nos sustenta.

Descobri que as respostas não estavam na estrada que eu percorria e nos atalhos que explorava para conquistar territórios de paz. Não. Para cada passo, havia Alguém que me sustentava . O percurso, não era propriedade minha, não era seguro se O que sustentava meus passos, também não me segurasse a mão. Havia uma escolha. Caminhar sozinho, eternamente peregrino, sem rumo ou abrigo, cujo fim seria o abismo ou peregrinar acompanhado com destino certo, rumo a um alvo.  As respostas sempre estiveram em mim, mas eu não percebia. A bussola que me conduziria a salvação, sempre estivera ali e eu não a percebia, até ficar cega !


Segurei-a firme em minhas mãos . Outrora peregrina perdida, hoje com direção. 



Não há caminho seguro sem certeza da Salvação. A Bíblia é nosso manual, a Bússola que nos assegura o destino.  Ela transforma e faz por nós acima do que pensamos ou mesmo somos capazes. Através da Palavra de Deus, o homem nasce para uma viva esperança, onde o espírito encontra Refúgio e Fortaleza. Crescemos no caminhar e aprendendo com Cristo, nos transformamos para viver uma vida melhor e eterna. A bússola, é a Fonte inesgotável que alivia as dores do mundo. Caminhar com Deus e viver novos planos e realizar novos sonhos, é ter felicidade: " E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar por veredas que não conheceram, tornarei as trevas em luz perante eles e as coisas tortas farei direitas. Essas coisas lhes farei e nunca os desampararei" Is 42:16.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A estrutura maligna no desvio de nossos jovens

O presente artigo é parte do material de preparação dos facilitadores que atuarão no #PACI12 – PACIFICADORES, a escola da AMME Evangelizar de liderança para adolescentes e jovens evangélicos, que na presente edição fará o enfrentamento do desvio. O artigo procura descrever o cenário da atuação malígna no desvio (nossa luta não é contra a carne).

Uma inaceitável taxa de desvio diminui a contribuição que adolescentes e jovens poderiam dar para o estabelecimento da Igreja. No que se refere especialmente aos adolescentes e jovens, o relatório SUPER20, conjunto de dados sobre o crescimento da Igreja, demonstrou que 77% da Igreja Evangélica hoje assentada em nossos bancos foi formada por pessoas que se converteram até os 24 anos de idade. Nesse grupo de idades de 20 anos os adolescentes entre 11 e 17 anos tem a maior representatividade. Então não é novidade que o inimigo tenha organizado uma estrutura para seduzir, cativar e destruir essa parte importante da Igreja.
O relatório SUPER20 demonstrou que, dos crentes que se converteram quando crianças, adolescentes ou jovens e estão na igreja hoje, 27% se desviou e passou anos fora, durante os quais sofreram consequências do pecado que diminuiram sua capacidade e possibilidade de serem usados por Deus. A maior porcentagem nesse grupo foi a de adolescentes. Esses dados se referem apenas aos que se desviaram e retornaram. Embora não haja dados confiáveis sobre o total de desviados, é possível supor que o número dos que nunca retornaram seja bem maior.
Um dos aspectos do desvio apareceu em outra pesquisa realizada pela AMME: o crescente número de cristãos evangélicos nominais entre crianças, adolescentes e jovens. Em julho de 2011 a AMME Evangelizar concluiu e publicou, em inglês, um relatório de pesquisa realizada com 780 pessoas, crianças, adolescentes e jovens na maioria, em quinze cidades das três regiões mais populosas do país e constatou que 17,11% dos evangélicos entrevistados se declararam não praticantes. Esse número pode ser comparado ao dos ‘sem vínculo institucional’ no “Novo Mapa das Religiões” (Neri 2011), publicado dois meses depois do relatório da AMME e referente a adultos. Conforme Marcelo Neri e sua equipe, os evangélicos ‘sem igreja’ são 14%.
No trabalho com o grande número de adolescentes e jovens afetados de alguma forma por esses altos índices de desvio, é preciso identificar se eles se desviaram da Igreja ou da fé. Considerando essas duas possibilidades, ainda é possível identificar quatro categorias de desvio:
a) Hipocrisia – esses são os desviados dentro da igreja, aqueles que frequentam os cultos mas não vivem de acordo com a fé e ainda corrompem a outros. As pesquisas recentes falam do crescimento do sexo fora do casamento entre jovens na igreja, diminui a idade da primeira experiência sexual. Ouve-se também ques se torna comum a prática do homossexualismo e da pornografia. Vícios como a mentira e a violência de todos os tipos fazem parte do cotidiano desses crentes.
b) Afastamento – esses são os evangélicos não praticantes, aqueles que estão fora da igreja mas continuam se classificando como evangélicos. Não aderem a outra religião, eventualmente vão a algum culto, vivem junto a parentes envolvidos com a igreja, conservam alguns hábitos religiosos como símbolos, expressões e práticas.
c) Oposição – fazem forte oposição à fé evangélica, evidenciando escândalos, atacando práticas e lideranças até como modo de justificar seu afastamento. Podem assumir comportamentos abertamente anti-evangélicos como a promiscuidade, sensualidade, homossexualismo, violência etc. Promovem seu ataque a partir da experiência classificada como negativa: ‘eu fui evangélico, sei como é’.
d) Inversão – assumiram uma nova prática religiosa como o catolicismo, o espiritismo ou o islamismo, tanto para se distanciar do Evangelho como por se identificar com aspectos doutrinários ou práticos, i.e. reencarnação, disciplia islâmica, iconologia católica.
Além do trabalho da AMME com o programa Reconquista, há pouco trabalho específico no resgate de desviados e nenhum especializado no resgate de crianças, adolescentes e jovens. Preparando-se para oferecer opções nessa frente, a AMME reconhece que este é um trabalho triplamente dificultado: a) Por causa da natureza do adolescente – sua necessidade de individualização, seu sentimento de saber, sua vontade de poder; b) Por causa de sua experiência – o adolescente crescido na Igreja acha que conhece plenamente o cristianismo e desconfia das tentativas de lhe mostrarem algo novo; c) Por causa da Igreja – o Evangelho do ‘bem estar’ promovido atualmente pelas três principais correntes teológicas (da prosperidade, terapêutica e da libertação) formam um ‘outro evangelho’, incapaz de produzir uma conversão intensa, verdadeira e definitiva.
Há urgentes medidas corretivas, contensivas e preventiva a serem tomadas pela igreja. Mais do que resgatar adolescentes que se desviaram, a Igreja precisa urgentemente fechar as enormes brechas na muralha espiritual por onde seus membros mais jovens estão se desviando. Olhando para o cenário que temos adiante, esse não é um trabalho fácil, mas para Deus, tudo é possível, e o trabalho da AMME Evangelizar é cooperar com Deus nessa obra. Pacificadores em 2012 será um marco nessa luta. Ore por isso.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A IGREJA E O BANHO - Porque não vou e porque não tomo




A IGREJA E O BANHO


10 razões porque não vou à Igreja
1 – Fui forçado a ir à igreja quando era criança.
2 - Pessoas que vão à igreja são hipócritas - elas acham-se mais santas que as outras.
3 - Há muitos tipos de igrejas, eu nunca saberia qual a certa.
4 - Eu costumava ir à igreja, mas tornou-se uma coisa chata.
5 - Nenhum dos meus amigos vai à igreja.
6 – Vou à igreja apenas no Natal ou na Páscoa.
7 - Começarei a ir à igreja quando ficar mais velho.
8 - Não tenho tempo.
9 – A igreja é muito fria.
10 - Os pastores estão somente atrás do meu dinheiro.


10 razões porque não tomo banho
1 – Fui forçado a tomar banho quando era criança.
2 - Pessoas que se banham são hipócritas - elas se acham mais limpas que as outras.
3 - Há muitos tipos de sabonete, eu nunca decidiria qual usar.
4 - Eu costumava tomar banho, mas tornou-se uma coisa chata.
5 - Nenhum dos meus amigos toma banho.
6 - Tomo banho apenas no Natal ou na Páscoa.
7 - Começarei a tomar banho quando ficar mais velho.
8 - Não tenho tempo.
9 - O banheiro é muito frio.
10 - Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu
dinheiro.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Carta aos Derrotados


Aos derrotados de todas as idades, tempos e lugares:
Jesus já venceu por nós

Aos que escrevem poemas de amor
na língua morta
de um país que já não existe:
Continuemos Poesia contra os muros,
Jesus já venceu por nós

Aos mutilados e deixados pra morrer
em Waterloo e Stalingrado,
Roraima e São Paulo, na próxima esquina,
nos porões das (in)direitas ditaduras
ou nas sibérias comunistas,
no miolo efervescente da multidão
ou nos últimos últimos últimos bancos
das Igrejas:
Olhemos para o alto,
Jesus já venceu por nós

Aos apunhalados enquanto dormiam
por um dos cem milhões
de Judas que Satanás
comissionou e infiltrou
nos mais improváveis meios, famílias e lugares:
Perdoemos,
Jesus já venceu por nós

Aos que sempre ou apenas
numa única hora errada
(apenas)
deram as costas:
Ele é o nosso Grande Perdão
pois Filho do único Onibenevolente;
Jesus já venceu por nós

Aos que nas malfadadas todas
as tantas e tantas e tantas vezes
roubaram e estupraram,
mentiram e abusaram,
traíram e assassinaram;
àqueles e àquelas prostituídos e travestidos,
aos viciados em substâncias, jogos ou pessoas,
aos cães de todas as estirpes,
aos extirpados, a todo aquele
que habita e palmeia
o fundo frio do poço:
Arrependamo-nos, arrependamo-nos, arrependamo-nos
e creiamos:

Em Cristo Jesus somos mais que vencedores.

Sammis Reachers
(texto e imagem)
Reprodução livre em qualquer meio, citando-se autor e fonte

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Devocional: Falhas do Passado



Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro. —Isaías 43:25

Como deveríamos lidar com momentos de falta de fé, em que, aos olhos de nossos amigos e até da família, causamos dano ao reino ou desonramos a Deus em nossas ações?
Podemos aprender com o rei Davi após sua humilhação no escândalo com Bate-Seba. Mesmo sem poder evitar as consequências daquele pecado, Davi encontrou o caminho de volta ao relacionamento com Deus, o que tornou possível que ele continuasse a servi-lo. Nós também podemos encontrar nosso caminho de volta.
O modelo de Davi no livro de 2 Samuel 12 serve também para nós: precisamos declarar francamente nosso erro (v.13) e buscar o perdão de Deus. Em seguida, podemos pedir-lhe que outros sejam poupados das consequências de nossas ações (v.16). Finalmente, precisamos reconhecer que algumas vezes as consequências simplesmente não podem ser evitadas e precisam ser toleradas. Apesar de sempre lamentarmos tais consequências, não podemos permitir que nos consumam, a ponto de deixarmos de ser servos de Deus (vv.20-23).
Satanás não apenas se alegra no momento de nosso fracasso, mas também com a inatividade espiritual que algumas vezes nos enlaça em nosso remorso. Quando maculamos nosso testemunho, somos e deveríamos ser humilhados. Mas, como embaixadores de Cristo, não deveríamos multiplicar o dano nos recolhendo ao silêncio e escuridão. Podemos deixar nossas falhas para trás.
_______________________________________________
Deus perdoa os nossos pecados por completo para restaurar-nos à Sua presença e serviço.

quarta-feira, 16 de março de 2011

CARTA AO QUE SE FOI... (Poema)



CARTA AO QUE SE FOI...


Escrevo pela dor de ver o Pai sofrer
Esperando você sem nada acontecer
E os dias passam em vão
Esperando em vão


Escrevo ao recordar tua alegria aqui
E como era você um exemplo para mim
Mas acabou e você partiu
Me deixando só a dor


Volta ao lar, Vem ficar
Na alegria que deixaste
Descansar, Repousar
Na esperança que renasce


Se estou a te escrever
É que quero te dizer
Que o Pai não deixa nunca de te amar!


Escrevo ao sentir que você não é feliz
E por reconhecer que eu sei qual a raiz
Do teu problema e da confusão
Que está em teu coração


Tentaste recusar o amor do Pai por ti
Tentaste encontrar uma alternativa enfim
Mas não há nada que restaure a paz
Só o Pai te satisfaz


Volta ao lar, Vem ficar
Na alegria que deixaste
Descansar, Repousar
Na esperança que renasce


Se estou a te escrever
É que quero te dizer
Que o Pai não deixa nunca de te amar!


Dr. Joed Venturini
Visite o blog do autor: http://poesiasecontosevangelicos.blogspot.com


Leia no Bookess os livros do autor: http://www.bookess.com/profile/joedventurini/books/


domingo, 6 de março de 2011

SEIS COISAS QUE O PASTOR USOU PARA BUSCAR A OVELHA PERDIDA



Lc 15:1-7


1ª.) O PASTOR USOU O CORAÇÃO

  • Se fosse um pastor sem coração, insensível, diria: - “Já tenho 99 ovelhas seguras no aprisco...Uma mais uma menos, não faz diferença...
  • Mas, isto não ocorreu;  porque aquele pastor tinha coração. Coração este cheio de compaixão, que o inquietou, que o comoveu, que o moveu em busca da ovelha perdida.
  • É surpreendente o número de pastores sem coração nos dias de hoje: insensíveis, homens amantes de si mesmos,  que deram lugar aos seus interesses, em detrimento a dor e abandono das ovelhas.

2ª.) O PASTOR USOU OS PÉS

  • Aquele amado pastor não ficou estático em seu lugar de conforto.  Ao contar as ovelhas, e ao dar conta que a centésima tinha se desgarrada do rebanho;  mais que depressa, sai correndo a procura-la.
  • Que nossos pés jamais corram para o mal; mas, corram em busca das almas perdidas e feridas que clamam por ajuda.
  • A Bíblia declara que são “formosos os pés dos que anunciam boas novas” (Is 52:7)

3ª.) O PASTOR USOU OS OLHOS

  • Imaginai a cena maravilhosa: O dolente pastor levantando seus olhos, e com muita diligencia busca sua querida ovelha.
  • Isto fala espiritualmente da nossa disposição, diligencia e atenção a cada ovelha do Senhor.
  • Pastores espiritualmente cegos não repousam seus olhos nas feridas das ovelhas machucadas.

4ª.) O PASTOR USOU OS OUVIDOS

  • Peregrinando por valados e montes.  Descendo e subindo as montanhas escarpadas, segue o amoroso pastor com seus ouvidos bem atendos.
  • Todo e qualquer ruído o faz parar e procurar sua querida ovelha...
  • Ao ouvir o gemido de sua ovelha, volta-se depressa em direção a ela.  Oh, Senhor!  Sara os nossos ouvidos espirituais para que ouçamos o clamor dos perdidos e o gemido do que se desgarrou.

5ª.) O PASTOR USOU O CAJADO

  • Ao ver sua ovelha ferida, e sabendo da dificuldade de resgatá-la, o diligente pastor estende com sua mão seu cajado, até envolve-la e traze-la para cima.
  • O cajado fala da preciosa Palavra de Deus – que tem poder de resgatar, soerguer e salvar.
  • Faltam pastores hoje da Palavra.  Muitos já perderam o cajado; e portanto, perderam o instrumento divino que tem poder para trazer vida e resgate.

6º.) O PASTOR USOU OS OMBROS

  • Lucas 15:5, nos declara que ao encontrar a ovelha perdida, o pastor a põe sobre os seus ombros.
  • Deus quer usar nossos ombros queridos colegas pastores. Ombros de misericórdia, de afeto e compaixão.   Quantas ovelhas dizem: “Não encontrei nenhum ombro amigo...”
  • Certamente os ombros daquele pastor, eram ombros de amor e compaixão;  pois o texto bíblico ternamente nos diz: “ao encontrá-la, a põe nos ombros gostoso.”

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Deus te dá outra chance


Andar de Bicicleta
…todos estes […] obtiveram bom testemunho por sua fé… —Hebreus 11:39
Em uma carta, Albert Einstein aconselhou seu filho Eduardo com as palavras: “Viver é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio você precisa manter-se em movimento.” O conselho do grande físico é sábio e prático.
Esse sábio conselho pode ser aplicado à vida cristã. Muitos cristãos continuam avançando pela fé em meio às circunstâncias dolorosas e árduas. Porém, ao enfrentarem um fracasso moral pessoal, perdem o equilíbrio e caem. O arrependimento e o sentimento de que não mais merecem o perdão de Deus, os mantêm ao chão e eles já não mais se movem em sua caminhada espiritual.
A Bíblia nos dá muitos exemplos daqueles que enfrentaram sérios fracassos pessoais. Abraão mentiu para Faraó sobre sua esposa Sara (Gênesis 12:11-17). Jacó enganou seu pai para obter a bênção que pertencia a Esaú (Gênesis 27:18-29). Moisés desobedeceu a Deus ao atingir a pedra ao invés de falar-lhe (Números 20:7-12). Apesar de suas falhas, nos é dito: “…todos estes […] obtiveram bom testemunho por sua fé…” (Hebreus 11:39).
Estes personagens bíblicos são colocados como exemplos porque após suas quedas voltaram-se para Deus e começaram a segui-lo novamente. Você perdeu seu equilíbrio espiritual através de uma escolha pecaminosa e agora isso o mantém no chão? Arrependa-se e siga o Deus das segundas chances mais uma vez.
Dennis Fisher
Nosso Deus é um Deus de segundas chances.