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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

As incríveis aventuras de uma Bíblia


Certa ocasião uma jovem viúva olhava pela janela de sua casa. Ela residia próxima a uma importante praça da cidade de Dublin. A sala estava elegantemente mobiliada, tudo respirava conforto e até opulência, porém aquela mulher parecia ser infeliz.
A senhora Blake era uma católica romana fervorosa, que praticava o seu credo conscientemente, mas, nos últimos tempos sentia-se pesarosa de espírito por ter praticado muitas coisas hediondas na vida. As práticas religiosas, penitências, orações, nada lhe traziam qualquer satisfação. Não podia livrar-se do pesado fardo.
Ela havia contado sua mágoa ao seu confessor. Seguindo as suas ordens, encarregara-se de praticar várias obras de caridade; porém, embora parecendo ser interessante, a sensação pecaminosa pesava mais e mais em sua alma. O confessor era um padre muito jovem, agradável e atraente. Ele deu-lhe plena absolvição dos pecados, todavia não trouxe nenhuma consolação.
Um dia, estando ela meditando, bateram à porta. Antes que tivesse tempo de conciliar os pensamentos, o padre entrou na sala. “Que poderei fazer para levantar o seu espírito e remover essa triste expressão do seu rosto?”. “O senhor é tão amável e tem feito tudo o que está ao seu alcance, porém o peso de que lhe falei continua oprimindo a minha alma”. “Escute”, disse ele, “já resolvi o que deves fazer. Há um homem que vem a Rotunda amanhã e que é capaz de lhe fazer sorrir e torná-la feliz. Vá ouvi-lo”. “Senhor padre!...” “Não! Nenhuma palavra! Não admito desculpa. Ordeno-lhe que vá; tem mesmo que ir”.
O padre explicou que um famoso ator cômico, bem conhecido naquela época, ia apresentar-se a um público elegante e que, em sua opinião, isso seria a melhor coisa para ela. Não valia a pena protestar. Ela não poderia desobedecer ao seu conselheiro espiritual. Ele já estava lhe trazendo uma entrada gratuita para o espetáculo. E assim, na tarde do outro dia, a senhora Blake dirigiu-se ao local indicado, onde grandes cartazes anunciavam o espetáculo. Ela tinha que ir; fora-lhe ordenado que fosse.
A Rotunda, como todos os cidadãos de Dublin sabem, tem sob o seu telhado mais de um salão público. Ali há um grande coliseu, o salão das colunas e mais uma ou duas salas. Além disso, também há diferentes entradas. O que aconteceu foi que a senhora Blake se enganou na entrada para o espetáculo. Em vez de seguir a multidão que adentrava para um determinado recinto, ela notou uma pequena fila de pessoas dirigindo para um outro lugar. Seguiu-a e encontrou-se num dos salões menores, e ali esperou.
Estranhou que ninguém lhe pedisse a entrada. Pensou que mais tarde poderia retificar esse fato. Não teve muito tempo que pensar, pois logo levantou-se um cavalheiro que apareceu anunciando um hino e de repente ela lembrou-se que havia cometido um lamentável erro, entrando pela porta errada. Na verdade, o que se realizava ali era um culto protestante. Por ser muito tímida e sensível, sair daquele lugar, à vista de toda aquela gente, se tornou numa impossibilidade. Que fazer? Resolveu retirar-se no fim do hino, sem que chamasse a atenção das pessoas.
Foi o que ela tentou fazer. Em sua preocupação de sair o mais depressa possível, seu guarda-chuva cai ruidosamente de tal forma que muitas pessoas se viraram para trás para ver o que tinha acontecido. Aterrorizada com o incidente, deixou-se cair numa cadeira e quase desejou sumir pelo chão adentro.Seguiu-se um profundo silêncio e então uma voz, a do cavalheiro, elevou-se em oração. Ela não pôde deixar de escutar, pois nunca até aquele dia ouvira coisa semelhante. Era tão diferente das orações que havia em seus livros de devoção. Aquele homem, tão reverente, parecia muito feliz enquanto orava. Tudo aquilo a impressionou muito.
A oração terminou e o orador anunciou a leitura de uma passagem da Escritura sobre “o perdão dos pecados”. De todos os assuntos do mundo, era justamente aquele que ela mais desejava ouvir. Viesse o que viesse agora, não se importou no que o seu confessor iria dizer. Podia ele fazer o que quisesse, ela haveria de ouvir aquilo.Dos primeiros dezoito versículos de Hebreus, dez foram lidos. O orador, de uma maneira simples, expôs o ensino, até que tudo ficou claro como água cristalina. O único sacrifício, oferecido uma vez, o perdão livre e pleno concedido àqueles que o pedirem em nome de Jesus – tudo ilustrado com várias outras passagens do Novo Testamento formou o assunto daquela pregação. E tal como o solo ressequido embebe as chuvas de verão, assim aquela pobre alma recebeu a verdade maravilhosa! Nunca, até então, havia escutado semelhante mensagem! O orador terminou e após outra oração a reunião foi concluída.
A senhora Blake sentiu que essa era uma oportunidade única em sua vida. Enchendo-se de coragem dirigiu-se à extremidade do púlpito e perguntou ao pregador de quem eram as palavras lidas. Surpreendido com tal pergunta, ele desceu e foi logo abordado com muitas inquirições que se ofereceu para escrever algumas referências bíblicas, a fim de que ela pudesse estudá-las em casa. Quando soube que aquela senhora não possuía Bíblia, interessou-se sobremaneira por aquele caso.“Eu vou emprestar-lhe a minha Bíblia”, disse ele. “Queira ler as passagens sublinhadas nas páginas que dobrei. Agradeceria muito se me devolvesse o Livro daqui a alguns dias. Ele é a coisa mais preciosa que possuo”.
A senhora Blake agradeceu-lhe muito e foi depressa para casa, cheia de alegria em seu coração, com uma nova luz em seus olhos. Como se sentia diferente! Não era mais aquela criatura que há algumas horas antes dera na direção da Rotunda!
Nos dias seguintes ela se esqueceu de tudo, suas tristezas, seu fardo. Menos do seu tesouro. Leu e releu as passagens indicadas e também muitas outras. A luz brilhou no seu entendimento. O peso de espírito rolou para um túmulo aberto. A paz de Deus encheu seu coração. Afinal chegou o momento de devolver a Bíblia. Mais uma vez estava ela entregue ao seu novo estudo e de tal maneira absorvida nos pensamentos que não percebeu o toque da campainha. Alguém entrou na sala subitamente! Era o confessor! Ele estava ali, diante dela, lhe observando! Ele reparou logo em duas coisas: o seu gesto de embaraço e ao mesmo tempo uma serena placidez no seu olhar, como ele nunca tinha visto. “O que aconteceu?”, perguntou ele. “Eu nunca soube se aquele espetáculo lhe agradou ou não, e, como não a vi no domingo passado, pensei que estava doente”.
Tomada de surpresa pelo inesperado acontecimento, a senhora Blake perdeu o seu autodomínio. Era sua intenção manter esse assunto em segredo, pelos menos durante algum tempo. Mas agora não se conteve, e com a simplicidade de uma criança contou a história toda: o engano do salão, a tentativa de evadir-se, as palavras ouvidas, o Livro emprestado, e no fim de tudo a alegria e a paz que enchia o seu coração.
Ela falava com os olhos postos no chão; porém ao levantá-los, sentiu o espírito gelar-lhe de terror ao ver o olhar do homem que estava à sua frente. Era cheio de raiva. Nunca até então ela havia visto semelhante fúria expressa num semblante. “Dê-me esse livro!”, disse ele rispidamente. “Ele não me pertence!”, exclamou ela tentando em vão detê-lo. “Dê-me!”, foi a resposta; “senão perderá eternamente a sua alma. Esse herege por pouco a lança no inferno. E nunca mais, nem ele nem a senhora, hão de ler este livro”.Agarrando a Bíblia enquanto falava, meteu-a violentamente no bolso, lançando um olhar terrível para a mulher e saiu apressadamente da sala.
Ela sentou-se paralisada. Ouviu a porta fechar-se e lhe pareceu que alguma coisa no seu coração também se fechava, deixando-a aterrorizada. Aquele olhar terrível a perseguia por onde andava. Somente os que nasceram e foram criados na igreja romana conhecem o horror indescritível que a concepção do poder dos sacerdotes pode inspirar. Mas, logo em seguida, ela pôs-se a pensar também no orador que tinha lhe emprestado a Bíblia. O seu endereço estava lá escrito, mas era impossível lembrar-se dele e não sabia para onde escrever. Isto era muito triste!Os dias foram passando lentamente, e o seu visitante, outrora sempre bem-vindo e atualmente tão temido, não voltara mais. Ia renascendo a coragem e por fim passados uns quinze dias ou mais, ela resolveu aventurar-se para fazer uma visita ao padre. Era necessário fazer um enorme esforço para reaver o Livro e restituí-lo ao seu legítimo dono.
O padre, por nome João, vivia a certa distância e a casa dele ficava junto a um convento no qual ele era professor. A senhora Blake dirigiu-se para lá e bateu à porta. Uma freira a atendeu. A freira ficou visivelmente sobressaltada ao ver a senhora Blake. Ao ouvi-la perguntar pelo padre os seus olhos chamejaram por um momento. Imediatamente seu rosto ficou rígido e o seu gesto frio. Disse: “Sim, o senhor padre João está em casa. Ele está no quarto. Não quer entrar e vê-lo?”.
A freira a empurrou até o quarto e assim que a senhora Blake entrou, ela sobressaltou-se! O corpo inerte do padre João estava num caixão! Morto!
Antes que ela voltasse a si do choque, a freira sussurrou nos ouvidos estas palavras: “Ele morreu amaldiçoando-a. A senhora deu-lhe uma Bíblia e ele encarregou-me de lhe dizer que a amaldiçoava; sim, amaldiçoava-a no seu último alento. Agora vá embora!” Antes que ela tivesse tempo de se aperceber do que tinha sucedido, encontrou-se na rua, com a porta fechada atrás de si.
Várias semanas transcorreram. O perfume da primavera passou sobre a terra, despertando folhas e flores à vida e à beleza. Uma tarde estava a senhora Blake ponderando nos acontecimentos dos últimos meses. Alegrou-se mais uma vez pela alegria de estar perdoada. Ela havia comprado uma Bíblia para as suas leituras diárias. Os velhos erros em que havia sido educada tinha-os renegado, um por um. Mas havia em seu coração um certo desgosto que não podia apagar. Como era triste, muito triste, a breve enfermidade do padre e a sua morte repentina! O seu último olhar! As suas últimas palavras! Aquela terrível mensagem!
Por que havia ela de ter sido tão abençoada, levada ao abrigo da paz, cheia de alegria celestial, e ele, sim, porque não teria as mesmas palavras bíblicas produzido igual mensagem a ele? Por que será, pensou ela, que um Deus tão bom, cheio de amor, permitiu isto? Naquele momento a criada fez entrar na sala uma senhora. Aquela senhora estava coberta com um véu espesso. Ela estava irresoluta. Antes que a senhora Blake pudesse falar, a mulher disse: “A senhora não me conhece com esta roupa, mas vai ver daqui a pouco quem sou eu”, disse ela levantando o véu e mostrando o rosto da freira que lhe entregara a mensagem de maldição. A senhora Blake recuou um passo, perguntando a si mesma o que viria ainda a acontecer, mas a sua visitante acalmou os seus temores, e prosseguiu: “Tenho duas coisas a dizer-lhe e vou ser muito breve, pois estou com pressa. Em primeiro lugar peço-lhe que me perdoe a horrível mentira que lhe disse naquele dia. Eu já pedi perdão a Deus. O padre João morreu abençoando-a de todo o seu coração.
No dia anterior ao da sua morte, ele encarregou-me de lhe dizer que ele mesmo também tinha encontrado o perdão por meio daquele Livro e que, através da Eternidade, ele a abençoaria por ter a senhora levado a ele o conhecimento do Salvador. E agora a senhora perdoa-me, sim?” “Pois não! E do fundo do meu coração”, retorquiu a senhora Blake espantada. “Mas porque a senhora disse aquilo?”. “Porque eu a odiava. Eu amava o meu confessor e odiei a senhora por ter-lhe mandado para o inferno, segundo eu cria. Agora ouça: eu senti enorme desejo de ler aquilo que o padre João tinha lido. Depois do funeral não pude resistir a curiosidade de examinar o Livro. Fiquei fascinada e li mais e mais, até que eu também encontrei perdão e paz no meu Salvador. Há várias semanas estudo a Bíblia e agora ela está aqui. Por tudo isto, esta tarde fugi do convento e vou partir para a Inglaterra esta noite, mas senti que devia vir aqui restituir a Bíblia e dizer-lhe que eu também durante toda a minha vida a bendirei por me ter ensinado, através deste Livro, a maneira de encontrar o perdão dos meus pecados. Adeus! Deus a abençoe! Vamos nos encontrar no Céu!”
Uma breve despedida e a mulher saiu para fora da casa, desaparecendo.Afinal de contas, seria tudo um sonho? Agora uma pequena Bíblia achava-se sobre a mesa, diante da senhora Blake. Não, não era um sonho, mas sim, uma gloriosa realidade. Aquele Livro pequeno, sem ter uma voz viva para expor os seus ensinos, naqueles dois casos tirou três almas preciosas das trevas e transportou-as para a Luz.
Há de se imaginar como ficou o dono da Bíblia ao ser-lhe restituída, com esta maravilhosa história! Contudo, o que disse Aquele que enviou a Palavra a desempenhar a sua missão?: “Assim será a minha palavra que sair da minha boca; ela não tornará para mim vazia, antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei”, Is 55.11. 

J. H. Townsend, A Seara, CPAD

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Quando os mórmons batem à porta


Vivemos na mesma rua de uma grande congregação mórmon - ou de uma grande igreja, de qualquer modo. Não é de surpreender que recebamos visitas regulares dos missionários enviados para conquistar nosso bairro. Embora os indivíduos variem a cada vez, o padrão é consistente: dois jovens caucasianos de bom porte, com sotaque americano, amigáveis ​​e engajados, estão ansiosos para nos persuadir a aceitar um Livro de Mórmon e pedir a Deus que nos dê o testemunho interno de que ele é sua verdadeira revelação.
Esses missionários têm uma maneira de aparecer em momentos ruins, mas eu ainda tento passar alguns minutos conversando com eles. Eu gosto de perguntar de onde eles são e por quanto tempo eles estão indo de porta em porta. Eu gosto de perguntar se eles sentem falta de suas famílias, pois sei que eles são designados para cidades distantes das suas. Eu gosto de perguntar como eles sabem que estão nas boas graças de Deus. Nunca houve um tempo em que eles foram mal educados ou grossos comigo.
Esses missionários mórmons sempre parecem felizes e confiantes. Eles têm certeza de que têm respostas convincentes para as questões mais profundas e urgentes da vida - a fonte da verdade última, a identidade de Deus, o propósito da vida, a resposta para o que está além do túmulo. Eles parecem felizes e confiantes, mas eu sei melhor. Eu sei que eles são infelizes. Eles são infelizes porque estão sendo enviados em uma missão espiritualmente falida de um ano para cumprir uma lei feita pelo homem. Isso não pode gerar alegria verdadeira. Eles são infelizes porque precisam aderir a um padrão antibíblico de retidão. Isso diminui a alegria ou destrói-a completamente. Em última análise, eles são infelizes porque creem e ensinam um falso evangelho, não colocaram sua fé em Jesus Cristo, não foram restabelecidos no relacionamento com o Pai e não foram habitados pelo Espírito Santo. Eu sei que eles são infelizes. Como eles poderiam ser de outra forma?
Então essa é minha estratégia para quando os Mórmons visitam: Pregue o evangelho. O evangelho, afinal, é a fonte da verdadeira alegria. Essa é a mesma estratégia que uso quando as Testemunhas de Jeová, bem menos educadas e muito mais agressivas, vêm batendo. Eu posso tentar usar a Bíblia para mostrar onde suas crenças estão erradas. Eu posso tentar explicar como a Bíblia não pode ser apenas outra forma da revelação de Deus, mas que ela deve ser tudo ou nada, suprema ou totalmente fútil. Posso tentar convencer uma Testemunha de Jeová de que Jesus não é a primeira e maior criação de Deus, mas a segunda pessoa da Trindade divina com todos os atributos de Deus. Essas são todas as coisas boas para fazer. Mas eu não gostaria de dizer qualquer uma dessas coisas se eu também não pregasse o evangelho da graça somente através da fé em Jesus Cristo.
Existem muitas estratégias para se envolver com as Testemunhas de Jeová e os Mórmons e membros de outros cultos. Muitas dessas estratégias são sábias e úteis. Mas você tem que ter cuidado com eles - você pode vencer a discussão mesmo quando perder a oportunidade. Você pode ganhar a discussão sobre a autoridade da Bíblia, mas ainda perder a oportunidade de compartilhar o evangelho.  Em última análise, não queremos persuadi-los de sua teologia defeituosa, mas fazer com que o Espírito os persuada de seu evangelho defeituoso. Isso só acontecerá quando lhes dissermos o verdadeiro evangelho, o evangelho salvador, o evangelho da graça. Podemos ter total confiança nessa estratégia porque o evangelho é o poder de Deus para a salvação. O evangelho - o verdadeiro evangelho - é infinitamente melhor e mais forte do que o que eles oferecem. Eles oferecem a salvação pelas obras, mas Deus oferece a salvação pela graça. Essa é a diferença entre o céu e o inferno.
Então, quando os mórmons vieram à minha porta no outro dia, eu disse: "Terei prazer em ouvi-lo por um tempo, desde que você prometa me ouvir." Eles disseram que voltariam no sábado. Eu vou ouvi-los. Então lhes direi o evangelho e explicarei por que esse evangelho é uma notícia tão boa - notícias muito melhores do que as que eles estão oferecendo. E já estou orando para que isso crie raízes.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Panfleto Refutando as Testemunhas de Jeová


Preparamos em formato de panfleto uma reunião de versículos que refutam algumas das crenças dos TJs.
É um material ideal para você guardar em sua Bíblia, e serve ainda como marcador de página. São três panfletos numa página, para você imprimir, recortar e compartilhar com outros irmãos.

Abaixo o texto na íntegra:

Refutando as Testemunhas de Jeová
Abaixo estão as localizações de textos da Bíblia que provam sem dúvida as principais doutrinas da igreja cristã que são negadas pelas Testemunhas de Jeová.
Guarde este folheto em sua Bíblia. Se possível, verifique estas passagens antes de ter uma discussão com uma Testemunha. Esteja preparado para defender a si mesmo e sua fé e mostrar aos outros os erros de seus ensinamentos.

Deus é Triuno (Doutrina da Trindade):
Mt 28:19; Mt 3:16, 17; Gn 1:26;
("Nós": Gn 11:7)

A Deidade de Cristo (Cristo é verdadeiramente Deus):
Jo 1:1; 5:18; 5:23; 8:58; 17:5; 20:28;
Is 7:14; 9:6; Fm 2:8-11; Hb 1:1-4; 13:8; Rm 9:5; 
1Jo 5:20

A Ressurreição Física de Cristo:
Lc 24:39-44; Jo 20:27, 28; Mc 16:14; 1Co 15:15

O Retorno Físico de Cristo:
Ap 1:7; Mt 24:30; 1Ts 4:16, 17; Zc 2:10

A Existência do Inferno e Punição Eterna:
Ap 20:15; Mt 5:22; 8:11, 12; 13:42, 50; Ap 14:9-11

O estado final de Satanás:
Ap 20:10; Mt 25:41

Governo humano ordenado por Deus:
Rm 13:1-7

A Existência da Alma:
Is 55:3; 1Co 6:20; At 7:59; Jó 32:8; Gn 1:26
(Homem criado à imagem de Deus: 1Co 11:7);
Mt 26:38

A Satisfação Completa da Obra de Cristo:
(Expiação Infinita): Rm 5:10, 11, 17, 19;
Jo 1:29, 6:44; Ap 13: 8; Lv 17:11; Hb 9:22;
1Pe 2:24; Cl 1:20; 2Co 5:21

  
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quarta-feira, 15 de março de 2017

500 anos de Reforma: Argula von Grumbach, defensora da fé

Argula von Grumbach,

 defensora da fé


Argula von Grumbach foi uma mulher valente que levantou a sua voz e a sua pluma para defender a Reforma desde os seus inícios. Argula tomou parte nos debates teológicos da época, desenvolvendo um ardente trabalho apologético a favor das doutrinas bíblicas e em defesa de Lutero, de Melâncton e doutros Reformadores. Diz-se que foi a primeira escritora protestante, e uma das poucas mulheres do seu tempo cujos poemas, cartas e escritos doutrinais se converteram em verdadeiros bestsellers da época, com dezenas de milhares de exemplares em circulação.



Argula nasceu em 1492 em Beratzhausen na Baviera, na Alemanha, filha de Bernhardin von Stauff e Katharina von Toerring, ambos de famílias nobres empobrecidas. Aos dez anos, foi enviada pelos pais para a corte do duque da Baviera, Alberto IV († 1508). Aí foi educada com as três filhas do duque, segundo o costume da época. Recebeu, por isso, uma esmerada educação. Quando foi enviada para a corte da Baviera recebeu dos pais um presente raro e caro para a época: uma Bíblia Koburger de 1483. Seus pais faleceram em 1509 vítimas da peste. Em 1515/6 enquanto ainda estava na corte do duque da Baviera casou-se com Friedrich von Grumbach, de família nobre da região da Francónia, ao qual deu quatro filhos.


Argula von Grumbach adotou a doutrina de Lutero, com quem travou amizade depois de 1522, tornando-se numa zelosa estudante da Bíblia. O seu primeiro passo na atividade literária foi resultado pela condenação de Arsacius Seehofer. Em 20 de setembro de 1520, não havendo ninguém que protestasse contra a forçada negação do Evangelho feita por Seehofer, ela endereçou ao reitor da universidade do Ingolstadt um protesto, que foi publicada e circulou amplamente.


A carta começava assim: «Ao honorável, digno, ilustre, erudito, nobre e excelso reitor e a toda a faculdade da Universidade do Ingolstadt: Quando ouvi o que tinham feito a Arsacius Seehofer sob ameaças de prisão e de fogueira, o meu coração e os meus ossos estremeceram. O que ensinaram Lutero e Melâncton exceto a Palavra de Deus? Vós os condenastes. Não os refutastes. Onde ledes na Bíblia que Cristo, os Apóstolos e os profetas encarcerassem, desterrassem, queimassem ou assassinassem a alguém? Dizem-nos que devemos obedecer às autoridades. Correto. Mas nem o Papa, nem o Imperador, nem os príncipes têm nenhuma autoridade acima da Palavra de Deus. Não penseis que podeis tirar a Deus, aos profetas ou aos apóstolos do Céu com decretos papais tirados de Aristóteles, que nem sequer era cristão. Não ignoro as palavras de Paulo de que a mulher deve guardar silêncio na igreja (1Tm 1:2), mas, quando nenhum homem quer ou pode falar, impulsiona-me a Palavra do Senhor quando disse “Aquele que Me confesse na terra, Eu o confessarei e aquele que Me negue, Eu o negarei.” (Mt 10:32; Lc 12: 8)


Procuram destruir todas as obras de Lutero. Neste caso, terão de destruir o Novo Testamento, que ele traduziu. Nos escritos em alemão de Lutero e Melâncton, não encontrei nada herético… Inclusivamente se Lutero se retratasse, o que tem dito continuaria sendo a Palavra de Deus. Eu estaria disposta a ir e debater convosco em alemão, e assim não precisariam usar a tradução da Bíblia do Lutero. Podeis usar a de  Koburger de 1483,que se publicou há 30 anos. Tendes a chave do conhecimento e fechais o Reino dos Céus. Mas estais derrotados. As notícias do que tendes feito a este jovem de 18 anos chegaram já a tantas cidades que logo todo o mundo o saberá. O Senhor perdoará a Arsacius, como perdoou a Pedro, que negou ao Seu Mestre embora não o tivessem ameaçado com a prisão nem com a fogueira. Ainda sairá muito bem deste moço. Não vos envio desvarios de mulher, mas a palavra de Deus. Escrevo como membro da igreja de Cristo contra a qual não prevalecerão as portas do inferno, ao contrário da igreja de Roma. Deus nos conceda a Sua graça. Ámen»


Pessoalmente, entretanto, ela não recebeu nenhuma resposta. As autoridades da universidade não se dignaram responder a uma mulher, mas solicitaram ao duque que a castigasse. O chanceler da Baviera Leonhard von Eck (c. 1475-1550) aconselhou a destituir o seu marido e enviá-la a ela para exílio. O seu marido, que era católico, foi destituído de governador de Dietfurt, uma região da Baviera. Os argumentos para que o marido de Argula perdesse o trabalho foram: “Ele não foi capaz de impedir que a sua esposa escrevesse, enviasse e publicasse cartas defendendo ideias reformadas.”


Argula von Grumbach continuou tendo um vivo interesse pela Reforma e manteve uma boa relação com os Reformadores até que morreu aos 64 anos de idade neste dia, 23 de junho de 1568, em Zeilitzheim na Baixa Francónia, situada no norte do estado da Baviera.


Argula von Grumbach é reconhecida hoje, a partir de pesquisas históricas, como sendo a primeira escritora protestante.Ela escreveu cartas que foram publicadas como panfletos, defendendo o ideal da Reforma Protestante com conhecimento teológico e citações bíblicas. E, desta forma, também entrou em conflito com os poderes da sua época. Foram publicadas oito cartas da sua autoria, escritas provavelmente entre setembro de 1523 e outono de 1524. Ela também manteve correspondência e conversas pessoais com os Reformadores. Martinho Lutero referiu-se a ela como “um instrumento especial de Cristo.”


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Fontes Utilizadas:
Vários “Sítios” e enciclopédias na Internet e ainda algumas obras em papel.
Respigado daqui e dali.

Carlos António da Rocha

Este texto é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está escrito com o Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicado nem utilizado para fins comerciais; seja utilizado exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

I CONFERÊNCIA NACIONAL CRISTÃOS NA CIÊNCIA


O projeto Associação Brasileira de Cristãos na Ciência promoverá entre os dias 17 a 19 de novembro a I Conferência Nacional Cristãos na Ciência, sob o título Dois Livros, Um Autor – Deus, suas escrituras e sua criação . Os eixos temáticos serão: o Livro das Escrituras, com ênfase na interpretação bíblica de Gênesis 1 a 3; o Livro da Natureza, com ênfase na discussão sobre teologia natural e filosofia da ciência e religião; e Modelos de atuação no diálogo entre ambos os livros.
O evento vai contar com a presença de grandes nomes do discurso mundial sobre ciência e fé cristã. O objetivo principal da conferência é aprofundar a reflexão acerca do diálogo entre fé e ciência, desmistificando o conflito que alguns acreditam existir entre as duas áreas.
A Conferência será realizada na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo e as inscrições serão abertas no dia 4 de julho. Serão três dias intensos de evento com palestras e debates. Teremos condições especiais para integrantes dos grupos de estudos do projeto. Para participar basta ter interesse no tema e acompanhar o conteúdo disponível no portal da Associação Brasileira de Cristãos na Ciência para se familiarizar com os termos e conceitos básicos.
Para maiores informações e inscrição, acesse: 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Evangelizando adeptos da Nova Era


Matheus Loures


A partir dos anos 60 acompanhamos o crescimento do movimento new-age (nova era). Este movimento é extremamente complexo e possui fronteiras muito fluidas, isso vem estabelecendo um grande desafio para sociólogos e antropólogos que estudam o tema. Esse neo-esoterismo é caracterizado pelo resgate do paganismo antigo, bem como do xamanismo indígena, mesclado-os com o panteísmo oriental¹. Seus seguidores tendem a peregrinar pelas várias opções religiosas retendo aquilo que lhes agrada. É um movimento marcado pela máxima “definir é limitar” dando prioridade àquilo que se pode sentir internamente. Apesar de estar bem presente nos grandes centros, existe todo um circuito new-age pelos interiores do Brasil, passando por cidades como Alto Paraíso (GO), São Thomé das Letras (MG) e o Vale do Capão (em Palmeiras, na Bahia), que recebem místicos de todo o mundo. Geralmente, esotéricos tem uma grande resistência com o cristianismo por considerá-lo muito institucional e exclusivista.²


Tendo lido isso talvez você se faça a pergunta: como posso fazer conhecida a mensagem do evangelho a este grupo? Baseado em nossa experiência no campo missionário, listarei 5 pontos que julgo muito importantes: 



1-Exerça um cristianismo integral e engajado: Embora moldados por cosmovisões bem diferentes a ideia de um evangelho (e missão) integral possui muitos pontos de contato com a busca por uma “espiritualidade holística” por parte dos esotéricos. Todo fruto de justiça do evangelho, todo cuidado com a criação e o cultivo do belo que vem de Deus é uma poderosa pré-evangelização neste meio. Explore, desfrute e se lambuze da graça comum. Contudo, faça isso ombro-a-ombro com eles e aproveite as oportunidades para ensinar porque essas manifestações são coerentes com a fé cristã. 



2- Enfatize a graça na pregação: Para C.S.Lewis a diferença central do cristianismo para as outras religiões é a graça. Em todos os outros caminhos espirituais o indivíduo deve conquistar a salvação pelo seu esforço e mérito. Por isso ela é, simultaneamente, escândalo e loucura para os adeptos do misticismo. Ao mesmo tempo em que não deixa de ser aquilo que é de fato: uma boa notícia. Quando alguém do meio místico entende/vivencia o amor gracioso de Deus, este é obrigado a descartar as crenças básicas do esoterismo: panteísmo, divindade do eu e capacidade própria para alcançar a iluminação. Procure contemplar e experimentar cotidianamente a graça de Deus, para que suas palavras tenham a veracidade da experiência, a intensidade da vivência. 



3- Se encha do Espírito: Bem essa verdade serve para o evangelismo a qualquer público, mas de certa forma o esotérico são muito sensitivos e abertos para os aspectos não-verbais da realidade. Já perdi a conta de quantas vezes, depois de um bom momento devocional, não surgiu o comentário: “- Nossa, você tem uma energia tão boa, tão pura”. Muitas vezes esse comentário parte de pessoas que nunca havia visto. Cultivar uma “conexão com o divino” é desejo deles, logo podemos ser a prova de que apesar de nossas imperfeições o ministério de Cristo possibilita um relacionamento com Deus íntimo, intenso e verdadeiro. Somos morada do Santo Espírito.



4- Seja firme, seja legal: A fé dos new agers de tão aberta aos manejos individuais, se torna superficial e sem legado. Os vínculos comunitários também tendem a ser frágeis. É por isso que ser firme naquilo que se crê tende a exercer certa atração. Mas a elegância da firmeza da fé pode ser ofuscada por atitudes arrogantes e intolerantes. Tudo que é “denso” e “pesado” tende a ser rejeitado, mas se a certeza no evangelho for demonstrada com humildade e mansidão, é derrubada uma grande barreira para que a Palavra fecunde o coração.



5- Construa relacionamentos: Esotéricos tendem a ser linha dura no seu anti institucionalismo. Entretanto, são muito abertos a tudo que é pessoal e orgânico. Portanto, mais do que criar estratégias de atração às reuniões da igreja, deve-se dispor de tempo para convivência. Os new agers geralmente estão super abertos a isso. São grandes críticos da “correria” da sociedade urbana que mina o tempo de relacionamento, por isso existe esse circuito pelas cidades de interior. Por isso invista mais na convivência do que em programas e atividades institucionais. Viva missionalmente, frequente os mesmo lugares que eles. Cultive o habito comunitário da hospitalidade, atraindo-os para grupos de convivência de sua igreja. Deixei este ponto por último, pois julgo que é nele que todos os outros tópicos podem ser posto em prática. Ter relacionamentos com este público é uma experiência maravilhosa que continua me fascinando depois de mais de 10 anos nesse ministério. Devido à abertura para se falar sobre religiosidade, devoção e sentido da vida existe a todo tempo inúmeras oportunidades para falarmos do Evangelho. Nessas conversas, não raras vezes testemunhamos quando a Palavra penetra a fundo o coração. 



Toda essa reflexão não é pertinente somente a missionários que atuam nesse meio, pois em determinada perspectiva essa onda do esoterismo é a tradução da religiosidade de uma modernidade tardia. Por isso, esses cinco pontos irão ajudar bastante na evangelização de toda uma sociedade pós-cristã, que tende a ser cada dia mais esotérica.



• Matheus Loures, 29 anos, casado com Chrystiane Pereira, mora desde 2010 em Alto Paraíso de Goiás. É formado em comunicação social atua como radialista e produtor cultural e é pastor da Comunidade Seiva.



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¹ MCGRATH, Alister, Apologética Cristã no séc XXI Ed Vida Acadêmica São Paulo: Ed Vida, 2008, p 315
²Para saber mais sobre essas e outras informações sobre a new-age sugiroa leitura de AMARAL, Leila Os Errantes da Nova Era e sua Religiosidade Caleidoscópica. Cadernos de Ciências Sociais, Belo Horizonte, v. 3, n. 4; e tambem HERVIEU-LÉGER, Danièle O Peregrino e o Convertido: a religião em movimento. Petrópolis: Vozes, 2008. 

sábado, 14 de novembro de 2015

E-books apologéticos gratuitos - NAPEC

O ministério NAPEC - Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão, dedicado às temáticas de defesa da fé e apologética cristã, disponibilizou para seus leitores três e-books gratuitos. São os seguintes:


Apologia da divindade de Cristo, de autoria de João Rodrigo Weronka, fundador do NAPEC.
Na obra o leitor irá encontrar breves exposições sobre como a divindade do Filho de Deus foi atacada no passado e no presente, bem como refutações baseadas nas Escrituras para defesa da verdade que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
Acesse, leia e divulgue. Para efetuar o download, clique aqui




Reencarnação e Cristianismo - Água e Óleo - João Rodrigo Weronka
A obra em questão aborda o choque entre a teoria da reencarnação com a doutrina cristã. Em Reencarnação e Cristianismo: água e óleo, o leitor irá encontrar respostas para este conflito.
Acesse, leia e divulgue. Para efetuar o download, clique aqui.




A Igreja no Horizonte Pós-Moderno
A igreja no horizonte pós-moderno, de autoria de Jonas Ayres, pastor da Igreja Batista Vida Nova em São José dos Pinhais, PR. É seu primeiro trabalho divulgado em nosso site. Na obra o leitor irá se deparar com uma exposição sobre o contexto pós-moderno e sobre sua igreja “filha”, o Movimento da Igreja Emergente.
Acesse, leia e divulgue. Para efetuar o download, clique aqui.

domingo, 14 de dezembro de 2014

REIKI e sua incompatibilidade com o Cristianismo


REIKI, o poder para curar?


Tradução de um artigo em espanhol do Pe. Miguel Carvallo Campos,

especialista em Seitas e Heresias.

 O Reiki é uma técnica de cura promovida pela corrente da Nova Era. É uma disciplina oriental, segundo afirmam os seus seguidores, que ajuda a utilizar a capacidade escondida em cada ser humano de aproveitar a "energia vital do universo" para acabar com as doenças do corpo e da alma.
Reiki é uma palavra de origem japonesa que se refere à "energia vital do universo" que fluiria através de um discípulo "activado" por ela.
O Reiki afirma que as enfermidades são sempre ocasionadas pôr um desequilíbrio na energia e a sua técnica procura encontrar "a harmonia", "o equilíbrio" da energia existente nos diferentes centros energéticos do corpo humano (chakras), mediante a imposição de mãos. Os que utilizam o Reiki, prometem um grande alívio no plano físico, espiritual, e uma plena sensação de paz.

A História do Reiki
O Reiki surgiu a princípio do século XX com Mikao Usui, decano de uma pequena universidade cristã em Kyoto - Japão. Contam que teve que deixar o seu posto de decano porque os seus alunos lhe pediram para que lhes ensinasse a técnica utilizada por Jesus para curar com as mãos, e ele teria se sentido constrangido por não possuir este conhecimento. Decidido a investigar esta questão da imposição das mãos, matriculou-se  para estudar Teologia na Universidade de Chicago. Por não encontrar aí a "receita" para fazer curas como Jesus Cristo, viajou para o norte da Índia e para o Tibete, pois "suspeitava" que aí havia estudado, também, Jesus Cristo. Estudou os escritos budistas do Tibete, e conta ter aí encontrado a resposta intelectual para a sua inquietação interior. A seguir, voltou para o Japão e aprofundou o estudo da doutrina do Buda, pois sabia que ele também havia realizado curas. Estando num mosteiro budista, depois de fazer um jejum de 21 dias, diz ter recebido uma visão que lhe revelou o segredo do Reiki para fazer curas físicas. Mais adiante, conta que em outra visão foram revelados os cinco princípios filosóficos do Reiki, e a partir daí teria "descoberto" que toda a enfermidade física tem uma origem espiritual.

O Reiki é compatível com o cristianismo?
O Reiki rapidamente se espalhou para o ocidente, conquistando inúmeros adeptos. Um dos segredos para o seu crescimento está em dizer que é somente uma técnica de cura, e, por isso, não entra em conflito com o cristianismo. Esta é uma das estratégias mais comuns usadas pelos adeptos da Nova Era, para atrair pessoas para a sua filosofia, com o objectivo final de levar a perda da confiança nos cuidados amorosos de Deus.
Quando o Reiki fala de uma energia universal, faz desaparecer o Deus da Bíblia. A Sagrada Escritura nos revela que Deus não é uma energia, mas é uma Pessoa que nos ama com um amor pessoal. Se alguém precisa somente aprender a "activar a energia universal", não é mais necessário Deus, religião ou fé. Tudo passa a ser sem sentido, porque a própria pessoa passa a dominar o poder presente no universo. E isso, assemelha-se à heresia do panteísmo. Para este pensamento filosófico, Deus e a natureza identificam-se um com o outro. Para o panteísmo tudo é Deus, e o homem é também deus, por ser parte deste todo.
No cristianismo, Deus é o criador, e o homem a criatura. Mesmo criado à imagem e semelhança de Deus, o homem nunca será Deus.

Os cristãos crêem na cura pela imposição de mãos. Este foi um ensino de Jesus Cristo para os seus seguidores: "...imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados." (Marcos 16:18). Esta prática Jesus não a aprendeu na Índia, Tibete ou em alguma outra doutrina oriental. Ele é Deus, veio habitar entre nós  para anunciar a salvação. Nele recebemos o poder do alto: "Toda autoridade me foi dada no céu e na terra." (Mateus 28:18). Para exercitar a autoridade dada por Jesus basta a fé: "Em verdade vos declaro: todo o que disser a este monte: levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar em seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, obterá esse milagre." (Marcos 11:23).