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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A arte cristã em revista: Revista AMPLITUDE chega à segunda edição



    É com felicidade que apresentamos o segundo número de AMPLITUDE. Durante estes seis meses de espera ou gestação desta segunda edição, pudemos auferir a boa recepção que a nossa primeira edição obteve entre autores e leitores. Isso nos incentiva a avançarmos na jornada, cientes da seriedade e importância da iniciativa de reunir em revista, o melhor da produção literária poética e ficcional, além de outras expressões artísticas levadas a cabo por cristãos protestantes e de outras filiações.

      Vamos ao panorama da edição: Na seção Hot Spots, a sapiência de um dos maiores nomes da mística cristã, Ramon Llull (Raimundo Lúlio). Em Galeria, a obra da pastora, artista plástica, grafiteira, quadrinista e ativista cultural Lya Alves. Na seção Cinema, destacamos a realização da terceira edição do Festival Nacional de Cinema Cristão.

      Esta edição chega inaugurando diversas novas seções. Uma delas é Poeta em Detaque, iniciando com a obra da pernambucana Júlia Lemos.

      Inaugurando a nossa seção Especial, de enfoque temático, temos como mote Estêvão para tempos de perseguição, uma mini-antologia reunindo as percepções de seis excelentes poetas acerca de nosso protomártir, sobre quem nos é oportuno refletir em tempos de recrudescimento das perseguições aos cristãos ao redor do globo.

      E as artes visuais ganharam ainda mais destaque: além da já citada seção Galeria, e de HQ (História em Quadrinhos), inauguramos mais uma seção, Luminares, destacando, em singelas inserções, a pintura, ilustração ou desenho de nossos concidadãos de Reino. E a Fotografia chega com força na seção Álbum, abrindo as portas com a obra de William Rosa.

      Os contos, como diria meu pai, estão de lascar: Iniciamos com Eça de Queiroz, na seção Jardim dos Clássicos, apresentando o conto O Suave Milagre. Seguimos com o humor e a precisão de Judson Canto (A Morte da Encrenqueira); a dramaticidade soberba de J.T.Parreira (O Poeta do Salmo Exilado); Florbela Ribeiro relatando (em O Hóspede) sobre o príncipe que tinha por norma se hospedar junto aos pobres; Lindolfo Weingärtner num conto terno e luminoso (O canto do sabiá preto); Joed Venturini com o impactante & metafísico A Troca; este vosso humilde escriba, num conto de terror(!?), A Matilha Fantasma; e concluímos com nossa saudosa e maravilhosa Myrtes Mathias, num conto com um toque arrebatador (O Menino).

      O objetivo de AMPLITUDE é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos. Convidamos todos a compartilhar esta publicação gratuita, seja por e-mail e nas redes sociais, e ainda em blogs e sites, livremente.

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domingo, 20 de setembro de 2015

Apostilas de Filmagem e Edição de Vídeo - Baixe grátis


Olá amigos! Hoje apresentamos duas apostilas para aqueles que querem dedicar-se à arte de filmar e editar vídeos.

A primeira é a Apostila Filmagem e Edição de Vídeo, elaborada pela Produtora Colaborativa, de Pernambuco. A apostila, de 31 páginas e ilustrada, apresenta excelentes dicas técnicas e práticas para a filmagem, além de técnicas de edição de vídeos no programa livre KDEnlive.

Para baixar a apostila, CLIQUE QUI

A outra apostila é a Como Criar Vídeos Arrasadores com Smartphones, elaborada pela Vídeo Express. A apostila possui 59 páginas, e apresenta ótimas dicas sobre vídeos feitos a partir de smartphones.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Revista de literatura e artes evangélica para download gratuito






AMPLITUDE é uma revista de cultura evangélica, com foco principal em ficção e poesia. Mas nosso leitmotiv, nosso motivo de ser e de existir, é a arte cristã em geral: Transitamos por música, cinema, fotografia, artes plásticas e quadrinhos. Publicamos artigos, estudos literários, crônicas e resenhas.
      Nossa intenção diz respeito àquela despretensiosa excelência dos humildes. Nosso porto de partida e porto de chegada é Cristo. Nosso objetivo é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos.
Nosso preço é nenhum: a revista circula gratuitamente, no democrático formato pdf.
      AMPLITUDE, revista cristã de literatura e artes, nasce como um espaço inter ou não-denominacional aberto à criação daqueles que por tanto tempo foram silenciados pela visão oblíqua e deturpada do velho status quo que via nas expressões artísticas algo menor, indigno ou mesmo inútil ao cristão ou à igreja.  Um fórum para os que tem-se visto alienados de veículos de expressão, de formas de publicar/expor/comunicar, de interagir entre pares, e para além dos pares.
      Esta revista nasce com dois anos de atraso, desde a gestação da ideia de uma revista dedicada fundamentalmente à nossa literatura, em conversações com o poeta e escritor lusitano J.T.Parreira. Porém, projetos outros impediram naquele momento a concretização da ideia.
      Como a focalização de nossas lentes recai fundamentalmente sobre a ficção e a poesia, esta edição inaugural chega com força total: são oito contos. Na poesia, contamos com nomes consagrados como o próprio J.T.Parreira, Israel Belo de Azevedo, Joanyr de Oliveira, Gióia Júnior e outros, aliados a novos nomes de excelente produção.
      O anglicano George Herbert, uma das figuras centrais dos assim chamados poetas metafísicos ingleses, inaugura a seção Jardim dos Clássicos.
      Marcelo Bittencourt apresenta sua história em quadrinhos Pobre Maria, encantando com seu texto e sua arte.
      Na seção de entrevistas, iniciamos com Veronica Brendler, idealizadora do Festival Nacional de Cinema Cristão.
      As artes plásticas são contempladas na seção Galeria, que abre suas portas com a obra de Rafaela Senfft, que também comparece com o artigo A arte moderna e a cosmovisão cristã.
      E vamos aos contos: O saudoso Joanyr de Oliveira, verdadeiro patrono da (boa) literatura evangélica, faz-se presente com o conto A Catequese ou Feliz 1953, onde o autor revisita os porões da ditadura brasileira, inspirado em eventos autobiográficos. J.T.Parreira comparece relatando sobre as crises ontológicas de Pedro, em Os Pronomes; e ainda o fino humor de Judson Canto em Uma mensagem imprópria; um singelo conto de Rosa Jurandir Braz, Você aceita esta Flor?; Célia Costa com o brevíssimo O que poderia ter sido, sobre o que poderia ter sido naquele Jardim de possibilidades; Margarete Solange Moraes com o pungente Filhos da Pobreza; este humilde escriba comparece com um conto de ficção científica, Degelo, ambientado em futuro(s) distópico(s); e Hêzaro Viana, fechando a edição com um forte e terno conto, Por Amor, em 12 páginas de ótima prosa.
      Confira ainda as seções: Notas Culturais, com pequenos flashes sobre o que rola na cena cultural cristã (e fora dela); Hot Spots, abarcando a cada edição citações da obra de um grande autor; Parlatorium, com citações diversas de autores de ontem e de hoje; e Resenhas, abarcando livros, música, cinema et al.

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domingo, 28 de outubro de 2012

Três Histórias, Um Destino - Trailer Dublado do Filme que estréia dia 2 de Novembro nos cinemas



Está confirmada para novembro a estreia do filme “Três histórias, um destino” nos cinemas das principais cidades do Brasil.


O longa, baseado em livro homônimo do Missionário R. R. Soares, narra três histórias: a de um pastor que se corrompe, a de um jovem casal cristão que passa por dificuldades e quase vê o fim do casamento e a de um jovem marginalizada Uma ação evangelística será lançada juntamente com o filme.


De acordo com a assessoria de imprensa da GFilmes, a campanha “1+2=150 mil vidas!” visa a estimular cada cristão a convidar duas pessoas de seu convívio às salas de cinema. “Acreditamos que esta ação vai estabelecer, reforçar ou recuperar alianças familiares e de amizade.


Além de transmitir a mensagem do Evangelho”, explica Ygor Siqueira, diretor executivo da Graça Filmes. Em janeiro, quando assistiu à primeira versão do filme, R. R. Soares declarou que teve de enxugar as lágrimas alguma vezes. “Como se diz na gíria atual: vai ‘bombar’”, disse.


Gravado na Carolina do Norte (EUA), “Três Histórias, um Destino” é fruto de uma parceira entre a Graça Filmes e a Uptone Pictures. O lançamento nos EUA e em outros países acontecerá em 2013. 

sábado, 17 de dezembro de 2011

A importância do cinema na obra de evangelização

Moisés Menezes
A importância do cinema nas missões (em 3 atos)
Ato 1 – O Contexto
“O Menino e o Barco” 2Já está consagrado: mídia, TV e cinema são os instrumentos mais poderosos de comunicação que há. A musica não fica para trás, tem seu lugar especial. A TV e o cinema, no entanto, ocupam um espaço prioritário. Quase todos os dias, bilhões de pessoas no mundo todo assistem ou a um programa de TV, ou a um filme. Os cinemas ficam cada vez mais lotados – principalmente nas grandes cidades. O áudio-visual ocupa portanto o primeiro lugar em quase todos os paises. Não há dúvida de que pessoas vão ao cinema, ou alugam um filme por uma razão que vai muito mais além da diversão. Pessoas assistem a filmes porque querem que suas mentes sejam ativadas inteligentemente e estão sempre em busca de uma história que “mexa” com suas vidas. A má notícia sobre tudo isto é que nosso inimigo se apoderou desta eficientíssima arma, e nós, cristãos, ficamos muito, muito para trás!
Ato 2 – O Drama e a Trama
“O Menino e o Barco” 3Seria redundante escrever sobre os danos que filmes, principalmente os produzidos por Hollywood, têm causado em todo o globo. Basta dizer que desde os anos 30 os principais estúdios de cinema estão comprometidos em ridicularizar o cristianismo, as autoridades e a família – e eles têm tido êxito. O cinema produzido por homens e mulheres que não conhecem a Deus tem distorcido o conceito de “beleza”, que é parte da natureza de Deus e sua criação, e beleza é parte essencial da cinematografia e da história.
“O Menino e o Barco” 4Milhares de filmes são produzidos a cada ano e todos eles mostram a cosmovisão dos roteiristas, diretores e diretores de fotografia. Quase todos mostram conflitos reais da vida humana, mas sem solução ou com a solução errada. Alguns, como Quentin Tarantino, mostram uma cinematografia caótica, porque reflete sua visão, seu estilo e sua vida. Se aceitarmos então de fato que se trata de um poderoso meio de comunicação, os pensamentos, os sentimentos e as atitudes podem ser transformados para bem ou para mal. Há um estrago sendo feito, não há dúvidas, mas também cresce o número de espectadores insatisfeitos com a resposta que o cinema mundial está apresentando. Na Academia de Cineastas Cristãos, em 2005, mostraram uma Hollywood ladeira abaixo.
Ato 3 – A Solução
O filme vai chegando ao seu final e pouco a pouco o grande vilão tem sido revelado. Mas o que muita gente não sabe é que a Igreja de Cristo tem sido preparada para usar o cinema como um importante instrumento de evangelização no que pode ser o último avanço missionário na história. Uma das coisas que sabemos e que Hollywood não sabe é que temos as histórias que todos querem ver, temos verdadeiros heróis que constróem nossa fé e um Deus que é o melhor diretor, produtor e financiador em todo o universo. Diretores e produtores comprometidos com Deus estão prontos para começarem a fazer filmes que impactarão o mundo nos próximos anos. Um filme produzido por uma igreja no interior da Geór“O Menino e o Barco” 1gia, “Desafiando os Gigantes” mostra que Davi derrotou a Golias, ou seja, um filme de 100 mil dólares derrubou outras produções milionárias de Hollywood. Milhares de vidas têm sido transformadas por meio desse filme nos Estados Unidos e em outros países do mundo. Não somente o filme em si é uma ferramenta missionária, mas todo o processo de pré-produção e produção cinematográfica pode ser uma grande oportunidade para transformação de vidas.
O cinema, no nosso caso, tem aberto portas no campo missionário. Como diretor posso ter acesso a pessoas e lugares que não poderia como missionário somente. Esperamos com nossas produções poder, no mínimo, levar pessoas a conhecer Jesus por meio de todo processo que envolve fazer um filme. Esperamos aprender o que Hollywood sabe e que nós não sabemos, ou seja, fazer filmes com profissionalismo e excelência cinematográfica. Com os dois elementos, história e arte, nosso vilão será derrotado – porque, em Cristo, somos mais do que vencedores.
The End
Moisés Menezes

Missionário em Varsóvia (Polônia)Membro da Primeira Igreja Batista de Boston (EUA)

Cineasta, diretor dos filmes “My Name is Nadia” e “O Menino e o Barco” (cujas fotos ilustram este artigo)

sábado, 16 de outubro de 2010

Filme sobre vida de John Wesley

O Filme
Depois do reformador Alemão Lutero, ganhar as telas através da produção cinematográfica “Lutero, O Filme”, agora é a vez de outro reformador desta vez o Avivalista Inglês John Wesley, ganhar a sua versão em longa metragem. “Wesley: um coração transformado” é um drama de fé e renovação. Esta verdadeira história é baseada no diário real de John Wesley, fundador do movimento metodista, e seu irmão, prolífico escritor, Charles Wesley.

Este filme está repleto de aventura, romance e desafio. Ao longo desta apresentação dramática, os espectadores vão se identificar com as lutas pessoais e falhas humanas desses grandes heróis da fé. O poder transformador da graça de Deus, como mudou e moldou suas vidas é inconfundível.
O longa metragem há muito aguardado, Wesley, abriu em alguns cinemas que foram selecionados de todo o Estados Unidos. Premiado em efeitos especiais, fotografia deslumbrante e autênticos figurinos do século XVIII, o filme “Wesley: A Heart Transformed Can Change the World” (Título em Inglês), já está disponível para comercialização em DVD, nos Estados Unidos.

Com informações do Portal Guia-me

domingo, 2 de novembro de 2008

Entrevista com o diretor de Desafiando Gigantes, STEPHEN KENDRICK

O pastor cineasta


Maurício Tupinambá

Revista Enfoque - http://www.revistaenfoque.com.br/

Nem “A Paixão de Cristo’’ nem ‘’Deixados para Trás’’. O grande fenômeno do cinema cristão das últimas décadas é um longa-metragem feito por membros de uma igreja batista dos Estados Unidos com irrisórios cem mil dólares e muito trabalho voluntário. "Desafiando os Gigantes’’ conquistou os evangélicos de dezenas de países com a história do time de futebol americano que passa por um autêntico avivamento.
O filme faturou mais de dez vezes o seu custo e estimulou milhares de pessoas a reavaliar sua relação com Deus. Exibido em igrejas por todo o mundo, a obra despertou o interesse de diversos produtores, que, incentivados por seu sucesso, decidiram investir na realização de produções cristãs – o que está gerando o surgimento de toda uma geração de cineastas devotados a divulgar o Evangelho e a ética cristã por meio da sétima arte.
À frente do longa-metragem está a Sherwood Pictures, ministério fundado em 2003 por dois irmãos, membros da Sherwood Baptist Church, Alex e Stephen Kendrick. Em setembro, eles vão lançar mundialmente seu terceiro filme – depois de ‘’A Virada’’ e ‘’Desafiando os Gigantes’’ –, que no Brasil sairá direto em DVD: ‘’Fireproof’’ (‘’À Prova de Fogo’’).
O co-roteirista e produtor do longa-metragem, Stephen Kendrick, é casado com Jill, com quem tem três filhos, Grant, Cohen e Karis. Ele é pastor auxiliar de sua congregação desde 2001 e, na ausência do pastor titular, prega na igreja. Stephen ainda consegue tempo para liderar grupos de oração, dar aulas na Escola Bíblica Dominical e conduzir um programa de discipulado de adultos. O pastor-cineasta concedeu esta entrevista exclusiva à Enfoque, em que fala sobre o impacto de ‘’Desafiando os Gigantes’’ e seu novo projeto ‘’Fireproof’’ (‘’À prova de fogo’’).


ENFOQUE – Conte-nos um pouco sobre a história de “Fireproof”.

STEPHEN KENDRICK – Trata-se de um drama de ação sobre um bombeiro chamado Caleb Holt, cujo casamento está caindo aos pedaços. Depois que ele e sua esposa concordam em assinar o divórcio,Caleb é desafi ado por seu pai a ler um livro. Essa obra o leva em uma jornada de 40 dias que o faz compreender o que é verdadeiramente o amor incondicional. O bombeiro parte, então, numa missão de resgate para salvar seu casamento moribundo e reconquistar o coração ferido de sua esposa.

ENFOQUE – O que o público pode esperar desse filme?

STEPHEN KENDRICK– “Fireproof” é um filme que honra a família e a Palavra de Deus enquanto lida com assuntos da vida cotidiana. Apresenta de forma realista algumas das lutas que os casais enfrentam nos dias de hoje. Mas também se apega às verdades que a Bíblia oferece para lidar com essas lutas. Do mesmo modo que em “Desafiando os Gigantes”, os fãs vão chorar, rir e deixar o cinema inspirados e transformados. Esse filme terá sempre algo para todos. Os maridos e as esposas vão olhar para a tela, em especial na primeira metade do filme, e dizer “Somos nós, esta é a nossa história”. Depois verão o que pode acontecer quando Cristo começa a ressuscitar um casamento e sopra o amor verdadeiro sobre ele.

ENFOQUE – Como foi o processo de filmagens de “Fireproof”?

STEPHEN KENDRICK– “Fireproof” foi filmado ao longo de seis semanas, no outono de 2007. Foi muito divertido. O grupo se uniu como uma família. Foi uma aventura rejubilante, intensa, cansativa, inspiradora e divertida. E certamente valeu o sacrifício. É maravilhoso fazer parte de um grupo como nossa família da fé e trabalhar em coisas tão grandiosas juntos. Temos uma igreja unida, que ora e é compromissada com o ministério cinematográfico, disposta a se sacrificar para produzir este filme. Quando você tem um apoio de oração tão incrível como esse e encorajamento constante, isso te ajuda a ir adiante durante os longos e difíceis dias de filmagem. Foi maravilhoso ver como Deus capacitou de forma única pessoas dentro de uma igreja, de modo que cada uma contribuiu de forma especial. Tivemos mais de 1.200 voluntários envolvidos de algum modo no processo de produção do filme. Dividimos o roteiro e a produção em pequenos segmentos e delegamos cada aspecto do processo a um certo grupo de pessoas, dependendo de seus dons individuais. Mas também houve grandes desafios.

ENFOQUE – Quais foram as principais dificuldades no processo de produção?

STEPHEN KENDRICK– O tempo é sempre um fator relevante no processo de produção de um filme. Dizem que você nunca termina um filme, apenas chega ao fim do prazo. Isso é uma grande verdade. Filmar no outono e no inverno foi muito difícil, porque os dias acabavam muito cedo e a luz do sol ia embora antes de terminarmos o trabalho. E quando uma cena precisava ser rodada ao longo de muitos dias, era complicado, pois a intensidade da luz e as sombras mudavam de dia para dia. Um de nossos cinegrafistas mais importantes faleceu durante as filmagens. Suspendemos os trabalhos e fomos ministrar à família dele. Isso realmente nos atrasou por umas duas semanas. Sem falar dos ataques espirituais, pois Deus tem abençoado e usado nossos filmes e sabemos que o diabo não está feliz. “Desafiando os Gigantes” está em 57 países de todo o mundo e temos conhecimento de milhares de pessoas que foram a Cristo por intermédio dele. Muitas igrejas nos mandaram e-mails, dizendo: “Estamos especificamente orando pelo seu próximo filme”. Assim, houve guerra espiritual. Muita oração foi necessária apenas para que completássemos o filme. O diabo sempre ataca do mesmo modo: tenta dividir a equipe, distraí-la com coisas secundárias e desencorajá-lo para que você desanime e desista. Ele ataca a sua mente e tenta enganá-lo com mentiras. Mas tínhamos momentos devocionais todos os dias no local de filmagens, o que foi de grande valor. Tínhamos toda uma corrente de oração, orando especificamente pelo filme durante o período de produção.

ENFOQUE – Depois de todo o barulho que houve em torno de “Desafiando os Gigantes”, imagino que foi uma grande responsabilidade escolher qual seria a próxima história a ser rodada, uma vez que havia uma expectativa mundial a esse respeito. Quais foram os critérios para selecionar o roteiro e quais serão os critérios para futuros projetos?

STEPHEN KENDRICK – Antes de qualquer coisa, tentamos obedecer àquilo que entendemos ser a vontade de Deus para um roteiro.Desde que “Desafiando os Gigantes” foi lançado, uma multidão de pessoas nos enviou roteiros e idéias de todos os tipos. Mas aprendemos que existe uma grande diferença entre uma boa idéia e a idéia de Deus. Idéias de Deus se confirmam repetidamente em oração e com conselhos divinos.Muitas pessoas nos disseram: “Deus me falou que a minha história tem de ser o seu próximo filme”. Mas não havia confirmação de Deus a esse respeito. As idéias de Deus são claramente vindas dEle. Elas também têm grandes impactos. Por isso, passamos meses orando pela próxima idéia e Deus claramente nos conduziu a focalizar na questão do casamento. Alex teve a inspiração original. Ele nem ao menos estava muito empolgado com a idéia de um filme focalizado no casamento. Mas Deus estava conduzindo claramente nessa direção. Quando compartilhamos isso com nossos pastores, eles concordaram.

ENFOQUE – Algo sobre o qual todos comentam é que vocês realizaram um filme que parecia ter sido feito de modo bastante profissional, mas que na realidade foi rodado apenas com amadores. Com “Fireproof” vocês seguiram esse mesmo caminho ou investiram em um elenco e uma equipe mais profissionais?

STEPHEN KENDRICK – Contratamos dez profissionais para nos ajudar a operar o equipamento. Foram uma grande aquisição e nos ajudaram a manter o profissionalismo na qualidade do que foi feito. Mas Sherwood forneceu o roteiro, os diretores, produtores, as locações, os atores, o figurino, a trilha sonora. Isso e centenas de voluntários para facilitar o processo de produção.

ENFOQUE – Desta vez vocês tinham muito mais experiência do que na época em que fi zeram “Desafiando os Gigantes”. O que mudou no processo de realização do filme?

STEPHEN KENDRICK – Como sempre, você quer crescer e desenvolver o padrão de excelência naquilo que faz. Nós representamos o Senhor, e seu nome é excelente em toda a Terra. Precisamos representá- lo com excelência em tudo o que fazemos. Portanto, buscamos aumentar a qualidade da nossa produção. Contratamos mais profissionais para ajudar com iluminação e som. Chamamos dois professores de interpretação para melhorar nosso nível dramático. Aprendemos a aumentar a resolução da imagem. Eu aprendi a delegar certas atribuições da produção e envolver mais pessoas. Como produtor, era minha esponsabilidade ter uma visão panorâmica do processo, de cronogramas, prazos, equipe. Na época da produção de “Desafiando os Gigantes”, tudo aquilo que não deleguei voltou para mim na forma de horas extras muito cansativas de trabalho noturno.

ENFOQUE – A quê você atribui o impacto de “Desafiando os Gigantes”? Você espera o mesmo de “Fireproof”?

STEPHEN KENDRICK– “Desafiando os Gigantes” foi um filme divertido, do tipo que os crentes estavam esperando e desejando assistir. Quando as pessoas o assistiram, riram, choraram, foram desafiadas. E as coisas certas foram honradas, como a oração, a Palavra de Deus, o casamento e Jesus Cristo. Dedicamos “Desafiando os Gigantes” a Deus desde o princípio e buscamos ser obedientes a Ele durante todo o processo. O Senhor decidiu abençoar um bando de amadores destreinados de uma igreja e fazer algo além de tudo o que pudéssemos imaginar. Buscamos sua bênção diariamente no set de filmagens. Como crentes, precisamos agradá-lo em tudo o que fazemos: Ele recebe o crédito por todos os frutos do nosso trabalho, porque sabemos que não fizemos por nosso próprio mérito.

ENFOQUE – Como vocês se preparam espiritualmente para rodar um filme? Existe algum tipo de preparação prévia e diária?

STEPHEN KENDRICK– Primeiro temos que morrer para nós mesmos. Seu ego, seu nome em letreiros, sua conta bancária ou sua carreira. Isso é o passo mais difícil para as pessoas, mas é fundamental se você quer que Deus abençoe aquilo que faz. Em segundo lugar, temos que colocar o coração diante de Deus e lutar diariamente para mantê-lo santo. Precisamos permanecer humildes, rendidos, unidos e desesperados por Ele em oração a cada dia. Se o Senhor não edifica a casa, ou a produção, em vão trabalha aquele que a edifica. Terceiro, você dedica o projeto a Deus desde o começo e age de acordo com a sabedoria e o conselho de suas autoridades: pais, marido, o pastor, quem quer que seja. Então você passa semanas em oração e pede a liderança de Deus no que concerne à história, aos atores certos, à equipe correta. E os recursos necessários para iniciar a produção. Por fim, se Ele decide abençoar você, dê-lhE o devido crédito, pois o crédito é todo de Deus.

ENFOQUE – Depois de “Desafiando os Gigantes”, muitas igrejas e ministérios começaram a investir na realização de filmes cristãos. Que conselhos você poderia lhes dar?

STEPHEN KENDRICK – Só faça isso se Deus o estiver motivando a fazê-lo. Em segundo lugar, mantenha-se em constante oração, sob a autoridade devida, filtrando tudo pela Palavra de Deus. Busque, então, em primeiro lugar, o Reino de Deus, e não os seus próprios interesses. E não inclua absolutamente nada em seus filmes que faria uma criança se afastar de Deus.

ENFOQUE – Dentre todas as possibilidades, por que vocês escolheram fazer filmes para divulgar a Palavra de Deus?

STEPHEN KENDRICK– Soubemos por intermédio de uma pesquisa nacional que as pessoas atualmente se permitem ser influenciadas mais por filmes do que pela igreja. Junto a isso, houve uma direção clara de Deus e o desejo de fazê-lo.

ENFOQUE – Vocês receberam milhares de e-mails e cartas de pessoas falando sobre o impacto que “Desafiando os Gigantes” teve sobre elas. Pergunto, então: um filme pode modificar vidas?

STEPHEN KENDRICK – Não. Um filme é apenas uma ferramenta que Deus usa. O poder está em sua Palavra, em sua verdade, e vem por meio do Espírito Santo. No final das contas, somos apenas instrumentos de sua graça. Ouvimos falar de mais de cinco mil pessoas que foram a Cristo diretamente por causa do filme. Isso é a ação de Deus.

ENFOQUE – Você poderia compartilhar conosco o testemunho de alguém que foi impactado pelo filme e que chamou sua atenção?

STEPHEN KENDRICK – Uma menina esperou todos saírem do cinema e então se ajoelhou e entregou sua vida para Cristo. Um homem de 34 anos voltou para casa depois de ter assistido ao filme e jogou fora todos os seus DVDs e suas revistas pornográficas. Muitos casais restabeleceram os laços do casamento ou com a igreja depois de ter visto o filme.

ENFOQUE – Aqui no Brasil, muitas denominações ainda vêem o cinema como uma ferramenta do diabo. O que você diria aos irmãos que ainda têm preconceito com relação à sétima arte?

STEPHEN KENDRICK – Isso é como dizer que música ou todo tipo de arte é do diabo. Quem é o dono da arte? Deus é o autor da beleza e da arte. O diabo não é um criador. Ele apenas tenta perverter e deformar o que o Senhor criou. Filmes são uma forma de arte que transmite uma mensagem, seja ela boa ou má. São facas de dois gumes e podem ser usados para prejudicar pessoas – se estiverem em mãos erradas – ou para defender a verdade, disseminando a Palavra de Deus, e assim ajudar pessoas. Os fi lmes são uma das mais poderosas ferramentas que existem nos dias de hoje.

ENFOQUE – Seus dois filmes anteriores foram lançados no Brasil direto em DVD, o que também vai acontecer com “Fireproof”. Por que essas três produções não estréiam nos cinemas?

STEPHEN KENDRICK – Boa pergunta. Quando elas forem importantes o suficiente nos Estados Unidos é provável que estréiem. Ore por isso!

ENFOQUE – Que mensagem você gostaria de mandar para os brasileiros?

STEPHEN KENDRICK – Continuem vivendo para Cristo no Brasil, irmãos e irmãs! Continuem trabalhando em unidade com outros crentes e orem com constância por avivamento na região em que vocês vivem. Estabeleçam ministérios de oração nas suas igrejas e vejam Deus fazer coisas maravilhosas. Espero que nosso filme ajude vocês a alcançar pessoas para Cristo no Brasil. Desejamos adorá-lO junto com todos vocês por toda a eternidade no Céu... muito em breve!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Instinto selvagem, nunca mais - Roteirista de Hollywood se converte

Joe Eszterhas, roteirista do célebre filme que consagrou Sharon Stone, anuncia sua conversão ao Evangelho e uma guinada em seu trabalho.

Portal Cristianismo Hoje

A célebre cruzada de pernas da atriz Sharon Stone, no filme Instinto Selvagem (1992), entrou para a história do cinema. O que pouca gente sabe é que o idealizador da cena que aguçou a imaginação dos homens em todo o mundo e ajudou a arrecadar uma fortuna estimada em US$ 350 milhões em bilheterias não vai mais proporcionar ao público momentos tão, digamos, apimentados. O roteirista holandês Joe Eszterhas anunciou em Hollywood que se converteu ao Evangelho após um período conturbado em que quase morreu devido a um câncer. “Fiz um acordo com Deus”, declarou, em entrevista. “Passei por uma espécie de conversão íntima que me levou para mais perto de Deus”, garante.
Eszterhas conta que era alcoólatra e fumava quatro maços de cigarro por dia. “Depois de uma cirurgia na garganta por causa do câncer, me disseram que eu precisava parar de beber e de fumar imediatamente se quisesse ter uma chance de sobreviver”, lembra. “Cerca de um mês nesse regime, e eu já estava ficando maluco”, lembra. A tribulação pessoal veio num momento de ostracismo, após emplacar outros roteiros famosos, como o de Flashdance (1983) e Invasão de Privacidade, de 1993, com a mesma Sharon Stone. Eszterhas conta que foi sendo tomado pelo desespero até que, em um dia de muito calor, quando mosquitos e abelhas decidiram atacar o aparelho que lhe permitia respirar, ele se sentou na calçada, durante uma caminhada, e começou a chorar. “Ali, eu me ouvi – dentro da minha cabeça, claro, porque não tinha condições de falar – rezando e dizendo: ‘Por favor, Deus, me ajude’”. Ele admite que não rezava desde que era criança, quando freqüentava a Igreja Católica com a família. “Deus tinha sido irrelevante em toda a minha vida. Depois de ficar sentado por cinco ou dez minutos, me levantei e me senti melhor, mais forte do que havia me sentido desde a cirurgia.”
O roteirista garante que, depois desta experiência particular com Deus, sua vida melhorou. Além de superar a crise de abstinência, ele passou a ter uma nova motivação para viver. “Durante os meses seguintes, uma vez que não tinha mantido nenhuma espécie de relacionamento com Deus em tantos anos, eu estava relutante em pedir sua ajuda. Mas, finalmente, disse que se o Senhor me ajudasse a viver, eu contaria ao mundo o que aconteceu comigo.” A promessa foi cumprida através do livro Crossbearer: A memory of faith publicado nos EUA pela Editora St. Martin, ainda sem título em português), que foi recebido com surpresa em Hollywood. “Certamente existem muitos que olham para mim e pensam que perdi os miolos”, brinca.
Eszterhas conta que esteve com seu antigo agente, Guy McElwaine, cerca de quatro horas antes que ele morresse. Sentou-se ao seu lado, orou, deu-lhe um beijo e notou que as pessoas no quarto ficaram muito tocadas. Quanto ao futuro, ele adianta, nada de trabalhos como Instinto Selvagem daqui para a frente. “Estou seguro de que vou usar essas experiências em meu trabalho, porque eu gostaria de expressar de outras maneiras o que está nesse livro – talvez como ficção, talvez em outros gêneros. Se estou certo de uma coisa, é de que os meus escritos, seja lá qual for a sua forma, jamais serão tão sombrios quanto algumas coisas que escrevi no passado”, avisa. “Vi um lado mais iluminado da vida, e gostaria que ele viesse a aparecer em meus escritos.” Isso também é Hollywood.

FONTE: www.cristianismohoje.com.br