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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Somos representantes da firma Deus Pai e Jesus o Filho


Somos representantes da firma Deus Pai e Jesus o Filho

Um rapaz entrou em eu escritório, avançando logo, apresentando-me o seu cartão. Puxei uma cadeira, olhando ao mesmo tempo para o cartão, no qual lia: “Fulano & Cia., São Paulo”. Só conhecia a casa pela sua fama e a considerava como uma das melhores. Por isto, de relance, observei o seu representante. Bastou-me notar o terno amassado, camisa suja, cabelos despenteados e gravata mal posta, para compreender o fracasso. Porém, achei ainda mais estranha a maneira com que começou a apresentar os méritos das mercadorias da casa. Parecia apreensivo de ser surpreendido em flagrante.
Por certo, perdi todo o desejo que tinha de ver as amostras. Podiam ser melhores do que as de qualquer outra casa, mas este representante não me convencia. Por isto, apressadamente lhe expliquei que estava satisfeito com a casa onde comprava, e que não queria trocá-la por outra. Com poucas palavras mais, retirou-se, aparentemente alegre por te findo uma missão desagradável.
Depois que saiu, fiquei meditando: Por que será que uma casa como a de Fulano & Cia. deixa um moço, mal vestido e envergonhado com a mercadoria, ser seu representante?
“Mas, este moço deve orgulhar-se com a felicidade de representar tal casa. Sei que o faria”; disse com ênfase.
“Então porque não o fazes?” disse uma voz. Olhei em redor, admirado, mas não havia ninguém no escritório.
“Porque não o fazes?” repetia a voz, calmamente.
“Mas, o faço, ou faria, se estivesse no lugar dele”, insisti.
“Não, não o farias. Estás representando uma Casa infinitamente melhor do que a de Fulano & Cia., porém envergonhas-te dela”
“Enganas-te mesmo”, persisti.
“Não, sei que não me engano. Pensa um pouco. Estás lembrado de ontem, quando saías de casa como te sentias envergonhado com o livro de amostras, que resolveste não levar?”
De repente, me lembrei: sim, tinha deixado a minha Bíblia, em casa, porque não queria que alguém me visse levá-la à igreja.
A voz continuou: “Também, estás lembrado de que experimentaste interessar um conhecido a comprar da Casa que representas, e como ficastes envergonhado a entrar no assunto? Como falavas em voz baixa para que outros não ouvissem e sentiste grande alivio quando findaste? Podias esperar outra coisa a não ser que ele não comprasse?”

Fiquei humilhado e não pude responder, era verdade. O pastor pedira no domingo anterior que cada crente convidasse um conhecido a alistar-se ao exército do Senhor. Resolvi convidar um vizinho a assistir ao culto. É verdade que me aproximei dele, sem coragem, receando que zombasse de mim; ele se desculpou sorrindo. Vi, então, que eu era o representante da Casa de maior confiança e mais gloriosa do Universo e que me envergonhei dela. Resolvi, desde então, representá-la fiel e dignamente, com o auxílio divino, a Cia. Deus Pai e Jesus o Filho.

Orlando Boyer, no livro Esforça-te para Ganhar Almas (CPAD).

domingo, 24 de dezembro de 2017

Calendário Evangélico 2018: Ásia Central. Baixe e imprima o seu!


Este foi um ano de muitos trabalhos e publicações, pela misericórdia de Deus. Em virtude disto, achamos que não nos seria possível elaborar o já tradicional Calendário Missionário em tempo hábil (ou seja, antes de Jan 2018). Mas Deus é bom em todo o tempo, e conseguimos sim produzir mais este recurso para a promoção e o engajamento missionários.

O tema deste ano é a Ásia Central. Subdivisão do continente asiático que engloba cinco países que foram membros (Repúblicas) da extinta União Soviética, conhecidos por alguns como os "stãos": Tajiquistão, Turcomenistão, Quirguistão, Cazaquistão e Uzbequistão. Embora, em algumas formas de regionalização (pois existe mais de uma) o Afeganistão nem sempre seja incluído entre os países da Ásia Central, achamos por bem listá-lo aqui entre tais países. Embora apresentem variações, o constante nesta região é a presença do Islã, que responde pela esmagadora maioria quando o assunto é religião. É significativo também, em alguns dos países, o número de indivíduos "sem religião", fruto provavelmente da velha política de combate às religiões do regime soviético.
A presença cristã é exígua ou praticamente nula, como no caso do Afeganistão. E tal presença é representada principalmente pela Igreja Ortodoxa Russa. É grande a perseguição aos cristãos: Dos seis países abarcados, cinco estão na lista da Missão Portas Abertas que anualmente elenca os 50 países onde é maior a perseguição à igreja.


São muitas as necessidades missionárias em tais países. Convidamos você a orar especificamente por cada uma dessas nações, durante todo o ano e não apenas nos meses que lhe cabem no calendário. Ore por abertura política e tolerância religiosa; pelo fortalecimento e crescimento da pequena igreja presente em tais países; pela capacitação, envio e sustento de missionários para toda a região; pela tradução da Bíblia para as línguas que pouco ou nada possuem do Evangelho. E por todo outro motivo que o Senhor depositar em seu coração.
Além de uma paisagem do país que ilustra o calendário, cada folha traz ainda algumas informações sobre o mesmo, tais como população, povos não-alcançados (segundo os dados do Joshua Project*), divisão religiosa, principais cidades, bandeira etc.

O Calendário possui seis páginas, formato A4. Você pode baixar o seu exemplar  (em pdf) CLICANDO AQUI.

Baixe, imprima, compartilhe. Mobilize sua igreja, grupo de estudo e família para intercederem. Informe-se e busque apoiar em amizade, orações e recursos a missionários que atuam na região. E mais: A ordem já nos foi dada; VÁ! 

Se você gostaria de obter um outro recurso que pode lhe ajudar no aprendizado e na mobilização missionária em relação a esta região, publicamos há algum tempo uma edição da revista Passatempos Missionários (número 5) dedicada à Asia Central. Para baixar a revista, CLIQUE QUI.

Você pode ainda salvar as imagens individuais do Calendário. Pode compartilhá-las onde desejar, e ainda utilizar como fundo de tela de seu computador ou notebook. Abaixo estão as imagens. Clique com o botão direito de seu mouse, e salve a imagem em seu dispositivo.








* Existem diversos parâmetros para contabilizar-se os povos não-alcançados, e até mesmo para conceituar este termo. Aqui, como mencionado, utilizamos os parâmetros do Joshua Project (Projeto Josué).

domingo, 17 de dezembro de 2017

Antologia de Poesia Missionária #3: Ferramenta de mobilização e promoção missionária para download


   “A poesia é o idioma mais destilado e mais poderoso”, asseverou a poeta americana Rita Dove, ciente de que a poesia é a melhor maneira de comunicar, e comunicar com grandeza, a verdade. E isto é o que uma heterogênea coletividade de poetas cristãos faz, com rara felicidade, nas linhas aqui coligidas: empregam sua lírica para versejar sobre a mais sublime das tarefas dada a um homem – comunicar a tempo e fora de tempo a Verdade, a Boa-nova de Cristo, e Seu poema escrito em sangue naquele rude madeiro. Sim, trabalhar em Deus e por Deus para a obra de salvação dos demais: sobre tal tarefa e sobre aqueles que a executam se desenvolvem estes versos.
        A produção de grandes poetas de saudosa memória como Mário Barreto França, Mirthes Matias, Jonathas Braga e Celso Diniz une-se à de poetas de agora, colaboradores que gentilmente enviaram seus textos para esta seleta. Além de autores pátrios, contamos com textos de autores de todo o mundo, alguns traduzidos especialmente para esta obra, caso, dentre outros, dos poemas do exemplar missionário e verdadeiro herói da fé dos tempos modernos, Charles Studd; de Sarah Judson, segunda esposa do insigne Adoniran Judson, e do pastor e grande promotor missionário porto-riquenho Luis M. Ortiz. E ainda coligimos textos anônimos, alguns cujo conteúdo adaptamos para vestir-lhes de conotação missionária.
        Mas esta é também uma seleta de frases. Sim, muitas: são 48 páginas de frases sobre a missão da igreja, colhidas em livros, revistas, artigos e ainda por nós traduzidas diretamente do inglês e do espanhol. E ao lado dessas frases escritas ou proferidas eminentemente em contexto eclesiástico/missiológico, por aqueles que promovem, sustentam, pensam e fazem a Missão, reunimos também frases motivacionais de origem diversa, tudo isso com o objetivo de ferramentar a igreja para o cumprimento de sua razão de ser terrena, a qual seja, proclamar a cada povo, língua e nação a boa nova de Cristo.
        Assim, após diligente esforço apresentamos aos leitores esta seleta, neste algo inusitado formato de almanaque literário, já consagrado no primeiro e no segundo volumes desta iniciativa, e cujo motivo de ser e conteúdos visam acima de tudo a despertar e avivar o ímpeto missionário de cada cristão e igreja ao seu alcance.
        Compartilhe esta obra e seus textos das formas que lhe parecerem oportunas, pois os campos branquejam e os segadores permanecem ainda poucos em face da gigantesca seara, cujos meandros de mais difícil e inseguro acesso esperam a manifestação dos filhos de Deus.

      Não temos opção outra senão avançar, até que Ele venha! Maranata!
Sammis Reachers, editor

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sábado, 26 de agosto de 2017

O "eu" e a Cruz - Diversos autores refletem sobre o tema


O «eu» e a Cruz
Diversos autores da história da Igreja têm escrito sobre as características
e o lugar que corresponde ao «eu» na vida cristã. Eis aqui alguns textos escolhidos
.


O ídolo maligno
Oh! que dor e que morte é para a minha natureza, transformar-me, a mim mesmo – a minha concupiscência, o meu bem-estar, a minha reputação– até o «meu Senhor, meu Salvador, meu Rei e meu Deus», até a vontade do meu Senhor, a graça do meu Senhor!
Mas, ai de mim! Esse ídolo, essa indômita criatura, EU MESMO sou o ídolo-mestre, diante do qual todos nos inclinamos. O que impulsionou Eva a apressar-se impetuosamente para comer o fruto proibido, senão aquela horrível coisa que é o seu EU? O que levou aquele irmão assassino a matar Abel senão o seu indomável EU? Quem induziu aquele velho mundo a corromper os seus caminhos? Quem, senão ELES MESMOS e os seus próprios prazeres? Qual foi a causa para Salomão cair na idolatria e na multiplicação de esposas estranhas? Qual foi a causa senão o seu EU, a quem ele preferia agradar em vez de a Deus? Qual foi o anzol que agarrou Davi e o forçou ao adultério, senão o seu DESEJO PRÓPRIO? E depois no assassinato, a não ser a sua PRÓPRIA REPUTAÇÃO e a sua PRÓPRIA HONRA? O que levou Pedro a negar o seu Senhor? Não foi uma parte do seu EU e do seu AMOR PRÓPRIO por autopreservação? O que fez a Judas vender o seu Mestre por trinta moedas de prata, a não ser a idolatria do avarento EU? O que fez Demas sair do caminho do Evangelho para abraçar este mundo? Outra vez o AMOR PRÓPRIO e um amor pelo PRÓPRIO LUCRO.
Todos os homens acusam ao maligno pelos seus pecados, mas o grande maligno, o mal interno de todo homem, o mal interno que reside no seio de todo homem é aquele ídolo que tudo mata, o EU! Bem-aventurados são aqueles que podem negar-se a si mesmos, e pôr a Cristo em lugar do EU! Oh! que doce frase: «Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim»!
Samuel Rutherford, teólogo presbiteriano escocês (1600-1661)

O que é estar interiormente crucificado?
O que é estar interiormente crucificado? É não ter nenhum desejo, nenhum propósito, nenhuma meta, senão aquela que vem por inspiração divina, ou recebe aprovação divina. Ser crucificado interiormente é cessar de amar a Mamón, para poder amar a Deus; é não ter nenhum olho nos aplausos do mundo, nenhuma língua para as conversações ambiciosas e inúteis, nenhum medo da oposição do mundo. Ser crucificado interiormente é ser, entre as coisas deste mundo «um estrangeiro e peregrino»; separado do que é mau, em comunhão com o que é bom, mas nunca de maneira idólatra; vendo a Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus. Ser crucificado interiormente é, na linguagem de Tauler, «cessar completamente a vida do eu, abandonar igualmente o que vemos e o que possuímos –o nosso poder, o nosso conhecimento e os nossos afetos– para que assim, a alma, com respeito a qualquer ação originada em si mesmo, seja sem vida, sem ação, sem poder, e receba a vida, a ação e o poder somente de Deus».
Thomas C. Upham, teólogo do movimento de santidade americana (1799-1872).

O reconhecimento de um fato
Deus nada espera do eu, mas que ele seja crucificado, o que judicialmente já aconteceu. Como cristãos, nós não somos chamados a morrer para o pecado; mas a reconhecer o fato de que já morremos para o pecado na morte daquele que, na cruz do Calvário, pôs fim à antiga criação, para que no poder de sua ressurreição ele pudesse trazer a nova.  O nosso velho homem foi crucificado com Cristo, e em vista desse fato, reconhecemos a nós mesmos como mortos para o pecado e vivos para Deus. O reconhecimento não produz o fato; ele simplesmente brota do fato.
Este é um fato no eterno conselho de Deus. É um fato na economia divina da redenção. É um fato na consumação lavrada pelo Filho de Deus na cruz do Calvário. É um fato porque, quando o bendito Redentor morreu a vergonhosa morte de um escravo e um criminoso no maldito madeiro da cruz, Deus nos diz em sua Santa Palavra (e toda a Bíblia se centraliza nesse fato e é como o coro de um milhão de vozes ressonantes com seus louvores), que foi para tirar o pecado do mundo. Quando o pecador crê e é salvo, ele não cria o fato, ele simplesmente descansa no fato estabelecido desde a fundação do mundo quando, como lemos em Apocalipse, o Cordeiro de Deus foi imolado. O Calvário foi a expressão visível de um fato já estabelecido pelo determinado conselho e presciência de Deus.
«Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Rom. 6:11)
F.J. Huegel (1889-1971)
Pregador norte-americano e autor da vida mais profunda.

A carne, especialista no «Eu»
«Porque se viverdes conforme à carne, morrereis; mas se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis» (Rom. 8:13).
Embora o crente tenha emergido da desordem e da confusão de Romanos 7, através da ordem de Paulo: «considerai-vos mortos para o pecado», ainda assim permanece o fato de que ele descobrirá muitas maneiras pelas quais o ego procura satisfação, através das esferas do seu ser ainda não rendidas. A carne, o corpo, todo o nosso complexo mortal, evidentemente ainda está presente em Romanos 8. Este capítulo representa muitas maneiras pelas quais a mortificação deve ser estabelecida. O crente vitorioso tomará consciência das muitas formas do ego que ainda precisam ser tratadas.
Nós descobriremos:
*Em nosso serviço para Cristo: autoconfiança e autoestima;
*No mais leve sofrimento: autosalvação e autopiedade;
*Na menor incompreensão: autodefesa e autoreivindicação;
*Em nossa posição na vida: egoísmo e egocentrismo;
*Na menor tribulação: autoinspeção e autoacusação;
*Em nossas relações: autoafirmação e respeito próprio;
*Em nossa educação: orgulho próprio e expressão de ideias e sentimentos próprios;
*Em nossos desejos: vida regalada e autosatisfação;
*Em nossos êxitos: autoadmiração e autocongratulação;
*Em nossas falhas: autodesculpa e autojustificação;
*Em nossas realizações espirituais: justiça própria e autocomplacência;
*Em nosso ministério público: autoreflexão e glória própria;
*Na vida como um todo: amor próprio e egoísmo.
A CARNE É UMA ESPECIALISTA NO «EU».
Leslie E. Maxwell, ministro e autor americano (1895-1984).


domingo, 23 de julho de 2017

As frases definitivas sobre a Fé num pequeno e-book


Que tal poder ler, num único e-book, (mais de) 200 frases com definições e também reflexões sobre a Fé, coligidas de diversos autores cristãos e também de outras vertentes? É o que se propõe o e-book Fé em 200 Frases.
Este e-book faz parte da Coleção 200 Frases, que a cada volume abarca um tema em particular.
As outras assim chamadas virtudes teologais também já contam com seu volume: Amor em 200 Frases e Esperança em 200 Frases. A coleção conta ainda com o e-book a Amizade em 200 Frases, e em breve outros temas serão lançados.

Uma leitura breve mas profundamente edificante, num livrinho para onde sempre retornar em busca de sabedoria e inspiração.

Os e-books estão disponíveis na Amazon. Mesmo se você não possuir o leitor de e-books da Amazon, o Kindle, você pode fácil e gratuitamente baixar o aplicativo de leitura da Amazon, para poder ler os e-books em seu celular, tablet ou computador, sem problemas.

O e-book Fé em 200 Frases custa apenas R$ 2,99, e pode ser comprado aqui: https://goo.gl/srE2CT

Para visualizar todos os outros e-books da Coleção 200 Frases, bem como outros e-books do autor, acesse: https://www.amazon.com/-/e/B0741RKVSF


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Citações Missionárias: A cada dia uma nova frase missionária para você


A página do Facebook Citações Missionárias é a nossa mais recente iniciativa de promoção missionária. A cada dia, pontualmente às 8:00h da manhã e durante todo o ano de 2017, uma nova frase é publicada (veja alguns exemplos abaixo).
Uma ferramenta de edificação e reflexão, para você curtir e compartilhar!

Conheça a página, deixe seu like, compartilhe com seus irmãos as imagens (no próprio Facebook, e em outras redes sociais):
https://www.facebook.com/citacoesmissionarias






terça-feira, 13 de agosto de 2013

Antologia de Poesia Missionária, volume 2 - Seleção de poemas e citações para avivar seu espírito missionário


Em 2010 publicamos a Antologia de Poesia Missionária – uma rica seleta de poemas missionários, e também frases temáticas, para edificação e deleite dos leitores. Tendo colhido uma muito boa recepção, vimo-nos estimulados a encetar agora este segundo volume da Antologia, reunindo desta vez as obras de alguns de nossos maiores poetas evangélicos de ontem, como Myrtes Mathias (1933 – 1996) e Mário Barreto França (1909 – 1983), ao lado de novas e pulsantes vozes.

       Esta antologia cumpre um duplo papel. Podemos dizer que ela é um devocional e uma ferramenta. Devocional em seu objetivo de despertar, reforçar ou reavivar no indivíduo e na igreja o amor e o ardor missionários, sem os quais ambos, o indivíduo e a coletividade de indivíduos comungantes, não são igreja. E também uma ferramenta, por seu conteúdo útil para promotores de Missões, missionários, pregadores, escritores...

       Mesmo que particularmente você não aprecie poesia, lembre-se que esta é uma antologia também de frases. São 28 páginas de citações de teólogos, missiólogos, missionários e outros servos de Cristo cuja opinião e conhecimento são dignos de nota – autores do Brasil e do mundo, de ontem e de hoje.

       Este é um livro gratuito, e lhe convidamos a compartilhá-lo com quantos irmãos você puder. O livro não pode ser comercializado de nenhuma forma, mas você pode copiá-lo, republicá-lo, imprimi-lo para seu uso ou para ofertar a outros - e nós lhe incentivamos a fazer isso!

       Enquanto cristãos, avancemos em nossa colaboração e serviço à igreja e ao mundo, levando cada vez mais longe a chama do Evangelho - e o Evangelho é a pessoa de Jesus Cristo -, salvação gratuita para todo aquele que nele crer.

       Que esses versos e pensamentos possam ser usados pelo Santo Espírito para servir-nos de inspiração e motivação, pois o tempo de Deus é agora. Militemos sem embaraços até que Ele venha!

Sammis Reachers

Para ler o livro online, ou baixá-lo pelo site Scribd,CLIQUE AQUI.

Para baixar o livro pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.

*Caso tenha dificuldades em fazer o download, por favor, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

**Você pode redistribuir (sempre gratuitamente) este livro entre seus amigos e contatos, bem como reproduzir este post/livro em seu site, blog ou outra mídia, sem necessidade de prévia autorização.

domingo, 4 de novembro de 2012

A Esperança Humana: Rebelião contra a Queda




Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no Senhor, seu Deus.
Salmos 146:5

Sammis Reachers

Uma das chamadas três virtudes teologais, citadas pela apóstolo Paulo em 1Co 13.13 (ao lado da Fé e do Amor) a Esperança é, das três, talvez a virtude menos considerada, e no entanto parece-me ser a mais inatamente presente no ser humano.

Mas quem é essa menina, essa força invisível, esse brilho nos olhos que é a Esperança? Por que a Esperança resiste tão fortemente, mesmo esmagada e esquecida no fundo de uma cela? Mesmo de joelhos dobrados à coronhadas, mesmo diante do pelotão, com armas apontadas para sua cabeça de olhos vendados, inchados de tanto levar socos, torturada? Mesmo diante do sorriso imundo de Satanás, como essa força, essa menininha, a esperança no escape, a esperança no bem, a esperança no Altíssimo, resiste no subsolo deste edifício implodido que é o homem? Tenho uma definição para a Esperança: Rebelião contra a Queda.

A Esperança, a inata (por Deus plantada) rebelião contra a Queda viva no coração humano, quando alcança a graça de encontrar seu objeto na epifania (manifestação física da divindade) Jesus Cristo, torna-se de Rebelião em Revolução. Mas ainda em estágio de Rebelião, manifesta-se já sua maior singularidade: a Esperança humana, mesmo antes do nascimento de Cristo e mesmo para aqueles que, ontem ou hoje, nunca o conheceram, é já Cristo abraçando o mundo por toda a extensão da história, do homem; é ela própria a ‘eternidade que Deus pôs no coração de todo homem’ (Ec 3.11).

Talvez você tenha já ouvido falar no Fator Melquisedeque, um conceito fundamental em Missiologia, e que foi proposto pelo antropólogo Don Richardson, em seu livro de mesmo nome. Num resumo wikipediano, lê-se que “O Fator Melquisedeque é designação dada à consciência universal da existência de um Deus único, entre as diversidades de expressões culturais e religiosas dos diferentes povos e civilizações ao longo da história.” É como um ‘gancho’ deixado por Deus em cada cultura, para facilitar a posterior assimilação da Revelação do Evangelho.

Pois entendo nossa menininha, a Esperança, como a expressão básica, elementar, a molécula feita e utilizada para erigir no homem aquilo que Don Richardson definiu como o Fator Melquisedeque. Uma outra metáfora: a Esperança como os tijolinhos que formam o templo vazio que nasce junto com cada filho de Adão, templo este que tem o tamanho exato de Deus, pois feito sob estrita medida. O homem nasce um templo vazio, mas feito de Esperança. A Esperança, tudo o que nos restou, é o edifício pronto para recebê-Lo (a Deus) em nós. A Esperança é a mão que em nós o Espírito Santo usa para segurar o outro lado da corrente, a Mão de Deus.

Jurgen Moltmann, teólogo alemão, proponente da principal corrente da assim chamada Teologia da Esperança, e que, soldado da Alemanha derrotada na Segunda Guerra, foi mandado para campos de prisioneiros de guerra na Irlanda, nos diz:
“Vi homens nos campos que haviam perdido a esperança. Eles simplesmente se entregavam, adoeciam e morriam. Quando na vida a esperança hesita e se desfaz, uma tristeza que vai além de todo o consolo toma conta da pessoa. Já a esperança incomoda e inquieta. A pessoa não se contenta mais com a situação, com a forma como as coisas estão.”

Moltmann foi inspirado pelo filósofo alemão Ernst Bloch, para quem todo ser humano é instintivamente dotado de esperança, é insuflado a buscar – avançando - a Utopiasonhada. Bloch era ateu e marxista revisionista; tinha, portanto, uma visão secular para qual seria a Utopia sendo perseguida pelo homem. Utopia esta que Moltmann corretamente entende como o Reino vindouro de Cristo, cuja ressurreição e ascensão são as marcas patentes da promessa de seu Retorno, são como que os próprios signos da Esperança.

Se Moltmann era soldado um alemão aprisionado em campos de concentração dos vencedores Aliados, e que durante seu sofrimento em meio a tal situação achegou-se à esperança cristã, na outra face desta estranha moeda, o psiquiatra judeu Viktor Frankl, contemporâneo de Moltmann, desenvolvia as bases de sua Logoterapia, enquanto prisioneiro também em campos de concentração, mas como prisioneiro dos alemães.

Frankl, tendo perdido praticamente toda a sua família para a máquina de extermínio de Hitler, agarrou-se (ele também) à Esperança (entendida, em suas próprias palavras, como ‘fé no futuro e vontade de futuro’), e desenvolveu sua doutrina baseado na valorização da esperança (otimismo) como sentido para a vida. Frankl cedo percebeu no homem um vazio causado pela ‘vontade de Sentido’, e concluiu (renegando aqui seus predecessores e antigos ‘mestres’ Freud e Adler) acertadamente que esse vazio tem origem espiritual, e desse vazio decorrem os principais problemas psíquicos do homem.

Repito aqui a pergunta feita acima: que força é essa que resiste no subsolo do edifício homem, mesmo quando este edifício é implodido? Ambos os prisioneiros poderiam ter desistido de suas vidas e se entregado, mas ambos vislumbraram, cada qual a seu modo, a Esperança, e agarraram-se a ela com todas as suas forças, com tudo de si. E passaram a desenvolver suas doutrinas tendo ela por fundamento. Não é algo fascinante? Continuemos com Frankl:

Estás no valo trabalhando. O crepúsculo que te envolve é cor-de-cinza, o céu acima é cinzento, cinzenta a neve no pálido lusco-fusco, os trapos dos teus companheiros são cinzentos, e também os semblantes deles são cor-de-cinza. Retomas outra vez o diálogo com o ente querido. Pela milésima vez lanças rumo ao sol teu lamento e tua interrogação. Buscas ardentemente uma resposta, queres saber o sentido do teu sofrimento e de teu sacrifício - o sentido de tua morte lenta. Numa revolta última contra o desespero da morte à tua frente, sentes teu espírito irromper por entre o cinzento que te envolve, e nesta revolta derradeira sentes que teu espírito se alça acima deste mundo desolado e sem sentido, e tuas indagações por um sentido último recebem, por fim, de algum lugar, um vitorioso e regozijante ‘sim’.”

Ao erigirem a Esperança como sua interna rebelião contra a derrota, a solidão, o vazio e a morte, ambos venceram. É Agostinho de Hipona quem diz: “A Esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.

Causa fascinação que em situações extremas, de dor radical, holística (abarcando todas as dimensões do humano), essa virtude resista combatendo no coração desses e de tantos outros homens? Mas é isso mesmo que ela é, o Princípio Combatente no coração do homem, a arma do Santo Espírito. Mesmo atirada ao fundo lamacento do poço, como José, como Jeremias, ela escava, ela escala, ela acredita - e oferece um sorriso para insuflar os mutilados.

Há um poema de um grande poeta cristão francês, Charles Péguy, que, em seu estilo intimista e desabusado, e que faz tão bom uso das repetições (talvez como nenhum outro poeta que eu conheça), fala oportunas palavras sobre essa menina magricela, mas apaixonante e veementemente forte, a Esperança. Coligi esse poema na Breve Antologia daPoesia Cristã Universal que organizei. É um pouco extenso, mas vale a pena você ler.

A Esperança

Tradução de Guilherme de Almeida

A crença de que eu gosto mais, diz Deus, é a esperança.

A fé, isso não me espanta.
Isso não é espantoso.
Eu resplandeço de tal maneira na minha criação.
No sol e na lua e nas estrelas.
Em todas as minhas criaturas.
Nos astros do firmamento e nos peixes do mar.
No universo das minhas criaturas.
Sobre a face da terra e sobre a face das águas.
No movimento dos astros que estão no céu.
No vento que sopra sobre o mar e no vento que sopra
no vale.
No calmo vale.
No tão quieto vale.
Nas plantas e nos animais e nos animais das florestas.
E no homem.
Minha criatura.
Nos povos e nos homens e nos reis e nos povos.
No homem e na mulher sua companheira.
E principalmente nas crianças.
Minhas criaturas.
No olhar e na voz das crianças.
Porque as crianças são mais minhas criaturas.
Do que os homens.
Elas não foram ainda desfeitas pela vida.
Da terra.
E entre todos elas são meus servidores.
Antes de todos.
E a voz das crianças é mais pura do que a voz
dos ventos na calma do vale.
No vale tão quieto.
E o olhar das crianças é mais puro do que o azul do
céu, do que o leitoso do céu, e do que um raio
de estrela na calma noite.
Ora eu resplandeço de tal maneira na minha criação.
Na face da montanha e na face da planície.
No pão e no vinho e no homem que lavra e no homem
que semeia e na messe e na vindima.
Na luz e nas trevas.
E no coração do homem que é o que há de mais
profundo no mundo.
Criado.
Tão profundo que é impenetrável a todo olhar.
Exceto ao meu olhar.
Na tempestade que faz cabriolar as ondas e na
tempestade que faz cabriolar as folhas.
Das árvores da floresta.
E ao contrário na calma de uma bela tarde.
Na areia do mar e nas estrelas que são uma areia
no céu.
Na pedra do limiar e na pedra da lareira e na pedra
do altar.
Na oração e nos sacramentos.
Nas casas dos homens e na igreja que é minha casa
sobre a terra.
Na águia minha criatura que voa sobre os píncaros.
A águia real que tem pelo menos dois metros de
envergadura e talvez três metros.
E na formiga minha criatura que rasteja e que armazena
um pouquinho.
Na terra.
Na formiga meu servidor.
E até na serpente.
Na formiga minha serva, minha ínfima serva, que
armazena a custo, a parcimoniosa.
Que trabalha como uma desgraçada e que não tem
mesmo folga e que não tem mesmo descanso.
A não ser a morte e o longo sono de inverno.

Eu resplandeço de tal maneira em toda a minha criação.
..........................   ...........................   .....................

A caridade, diz Deus, isso não me espanta.
Isso não é espantoso.
Essas pobres criaturas são tão infelizes que a não ser
que tivessem um coração de pedra, como não
haveriam de ter caridade umas para com as outras.
Como não haveriam de ter caridade para com seus irmãos.
Como é que eles não haviam de tirar o pão da boca,
o pão de cada dia, para dá-lo a desgraçadas
crianças que passam.
E meu filho teve para com eles uma tal caridade.
Meu filho irmão deles.
Uma tão grande caridade.

Mas a esperança, diz Deus, eis o que me espanta.
A mim mesmo.
Isso é espantoso.
Que essas pobres crianças vejam como tudo isso acontece
e acreditem que amanhã vai ser melhor.
Que vejam como isso acontece hoje e acreditem que vai
ser melhor amanhã cedo.
Isso é espantoso e é mesmo a maior maravilha da nossa
graça.
E eu mesmo me espanto com isso.
E é preciso que de fato minha graça seja de uma força
incrível.
E que ela escorra de uma fonte e como um rio
inesgotável.
Desde aquela primeira vez que ela escorreu e escorre
sempre desde então.
Na minha criação natural e sobrenatural.
Na minha criação espiritual e carnal e ainda espiritual.
Na minha criação eterna e temporal e ainda eterna.
Mortal e imortal.
E aquela vez, ó aquela vez, desde aquela vez que
ela escorreu, como um rio de sangue, do flanco
trespassado de meu filho.
Qual não deve ser a minha graça e a força da minha
graça para que essa pequena esperança, vacilante
ao sopro do pecado, trêmula a todos os ventos,
ansiosa ao menor sopro,
seja tão invariável, mantenha-se tão fiel, tão reta,
tão pura; e invencível, e imortal, e impossível
de apagar-se; que essa pequena flama do
santuário.
Que queima eternamente na lâmpada fiel.
Uma chama tiritante atravessou a espessura dos mundos.
Uma chama vacilante atravessou a espessura dos tempos.
Uma chama ansiosa atravessou a espessura das noites.
Desde aquela primeira vez que a minha graça escorreu
para a criação do mundo.
Desde então que a minha graça escorre sempre para a
conservação do mundo.
Desde aquela vez que o sangue do meu filho escorreu
para a salvação do mundo.
Uma chama impossível de se alcançar, impossível de se
apagar ao sopro da morte.

O que me espanta, diz Deus, é a esperança.
Eu fico pasmo.
Essa pequena esperança que parece uma cousa de nada.
Essa pequena esperança.
Imortal.
Porque as minhas três virtudes, diz Deus.
As três virtudes minhas criaturas.
Minhas filhas minhas crianças.
Elas próprias são como as minhas outras criaturas.
Da raça dos homens.
A Fé é uma Esposa fiel.
A Caridade é uma Mãe.
Uma mãe ardente, cheia de coração.
Ou uma irmã mais velha que é como uma mãe.
A Esperança é uma meninazinha de nada.
Que veio ao mundo no dia de Natal do ano passado.
Que brinca ainda com o boneco de neve.
Com seus pinheirinhos de madeira da Alemanha cobertos
de geada pintada.
E com seu boi e seu jumento de madeira da Alemanha.
Pintados.
E com seu presépio cheio de palha que os animais não
comem.
Porque elas são de madeira.
Entretanto é essa meninazinha que atravessará os
mundos.
Essa meninazinha de nada.
Ela só, levando os outros, que atravessará os mundos
volvidos.

* * *

Esperança humana: Rebelião contra a Queda, com Cristo tornada Revolução contra a Queda. Muitos não suportam esta palavra, mas o que dizer? O Cristianismo é mesmo fundamentalmente revolucionário.

 * * *

Moltmann, Jürgen. Citado por Ed. L. Miller em Teologias Contemporâneas (São Paulo: Vida Nova, 2011).
Frankl, Viktor E.. Em Busca de Sentido (Petrópolis: Editora Vozes, s/d).
Péguy, Charles. Breve Antologia da Poesia Cristã Universal (Edição eletrônica, org. Sammis Reachers, 2012).