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domingo, 13 de maio de 2012

A Oração do Radialista - Poema de Gióia Júnior



Oração do Radialista

Graças te dou, Senhor, por este microfone,
por onde minha voz de esperança e de crença
pode chegar a todos
 e nos mistérios da saúde e da doença
levar consolo para os que se queixam
levar alento para os que se desanimam
levar tranquilidade para os que estão angustiados.

Graças te dou, Senhor, por este estúdio
que se transforma em púlpito e em tribuna
em mesa amiga que distribui o pão
sem indagar do amigo qual seu nome
de onde ele vem
para onde ele vai
em que ele crê
quais seus vícios e suas virtudes
qual seu ânimo
e que utilidade tem a sua vida.

Graças te dou, Senhor, pela técnica de som
dando à voz os caminhos de que ela precisa,
no timbre necessário,
no volume preciso,
com a moldura da música ou a expressão do silêncio
para que ela chegue aos hospitais
como visita aguardada,
às cadeias como companhia necessária,
aos lares na hora quente do retorno para o jantar,
à dona de casa em sua luta dura
ao trabalhador na hora aflitiva do retorno

ao motorista de praça
em cujo rádio está o descanso
ao salão de barbeiro, à escola, à oficina,
ao recolhimento do operário em construção
ao guarda da noite
à enfermeira e ao médico,
ao jovem com sede
e ao velho com saudade
ao campo e à cidade.
Graças te dou, Senhor, pelos companheiros que me deste
na hora em que todos estamos no mesmo barco
dos que selecionam música
ao que equilibra a sintonia,
do que recebe na portaria
ao que vigia no transmissor:
por esses companheiros, meus irmãos, minha equipe
graças te dou, Senhor.

Graças te dou, Senhor, pelas conquistas da técnica
pelos estúdios, pelas mesas de som,
pelos discos cantando mil histórias
umas de muito rir, outras de algum chorar,
pela torre agressiva
pelo ar em que as ondas sonoras se irradiam
- mas, acima de tudo, Graças te dou
pela presença do homem em tudo isso
domando o som, catequizando as sombras,
disciplinando a luz.

Graças te dou pelos milhões de receptores
nos automóveis e nos lares
na casa humilde perdida na floresta
no apartamento debruçado sobre o abismo da cidade -
 onde a nossa mensagem se espalha como semeadura
que a Tua graça abençoa
da maneira mais rica
e encontra a terra boa
e a comunicação floresce e frutifica.

Graças te dou, enfim,
pelo instante maior da transmissão -  
porque o milagre se realiza em mim
desta fecunda multiplicação
quando a voz que me deste, pequenina,
é como novo peixe e novo pão
por tuas santas mãos espalhadas nos cestos
alimentando nova multidão!

No livro 25 Anos de Gióia Júnior

*Gióia Júnior foi radialista, compositor, escritor e poeta. É considerado um dos maiores poetas evangélicos do Brasil.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pr. Israel Belo de Azevedo: Porque sou ateu



ISRAEL BELO DE AZEVEDO

1
Confesso que sou ateu.

Não creio num deus que abençoe negociatas, mesmo que os corruptos e corruptores afirmem que o seu esquema funcione graças a Deus.

Não creio num deus que ouça a oração de pessoas que fazem culto enquanto armazenam dinheiro corrupto em malas ou meias.
Não creio num deus que seja conivente com igrejas que disputam com outras quem terá mais membros, quem vai abrir mais igrejas, quem terá mais horário na televisão para ficar mais rica e seus seguidores (não de Jesus) mais pobres.
Não creio num deus que enriqueça pastores que garantam bênçãos que ele não promete.
Não creio num deus que aprecie templos abertos sem alvará, cultos que não respeitem a lei do silêncio, igrejas que não cumprem as legislações posturais e trabalhistas, como se estivessem acima do bem e do mal. 
Não creio num deus que aceite a bajulação (a que chamam de "louvor") de pessoas que o sigam por causa de um milagre que esperam que ele faça, em forma de dinheiro ou de saúde.

Deste deus sou ateu.


2
Não creio no deus das negociatas, da endêmica corrupção, dos sacrifícios que beneficiam donos de igrejas, que abençoa se arrependimento, que protege os desonestos, mas creio em Deus.

Creio no Deus que odeia quem toma o seu nome em vão.

Creio no Deus que ama os que são puros de coração.
Creio no Deus que exige justiça de todos, especialmente dos que usam o Seu nome. Ele mesmo cantou que deseja que a retidão corra como um rio e a justiça role como um ribeiro perene (Amós 5.24).
Creio no Deus que desde os tempos antigos determina implacavelmente: "Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno, porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos" (Deuteronômio 16.19)
Creio no Deus que, em lugar de oferecer milagres (e ele os faz), nos pede arrependimento, para que vejamos a sua verdadeira glória (Lucas 11.29).
Creio no Deus que pede misericórdia para com o próximo e não sacrifícios do próximo (Oseias 6.6).
Creio no Deus que aprecia o louvor que venha de lábios cheios do fruto da justiça (Filipenses 1.11).
Creio no Deus que deseja que o conheçamos de verdade, razão pela qual se revelou de modo completo em Jesus Cristo (Colossenses 1.19).
Neste Deus eu creio alegremente de todo o meu coração, com toda a minha força e com todo o meu entendimento (Mateus 22.37).


3
Sim, creio em Deus de todo o meu coração, com toda a minha força e com todo o meu entendimento (Mateus 22.37).

Creio em Deus mesmo que ele não faça o milagre de que preciso.
Creio em Deus mesmo que escute a resposta a minha oração.

Creio em Deus mesmo que a depressão me ponha na cama.
Creio em Deus mesmo que o câncer corroa um órgão do meu corpo.
Creio em Deus mesmo que a minha causa justa não prevaleça.
Creio em Deus mesmo que o meu casamento acabe por causa de uma traição ou decepção.
Creio em Deus mesmo que meus filhos se desviem do caminho em que os ensinei e eu tenha que visitar um deles na prisão.
Creio em Deus mesmo que pastores o envergonhem, em troca de poder, dinheiro ou sexo.
Creio em Deus mesmo que ele me peça o que eu não lhe queira dar.
Creio em Deus mesmo que ele não recompense meus atos de justiça.
Creio em Deus mesmo que não valha pena crer nele.
Creio em Deus porque creio em Jesus Cristo, que me mostrou quem é o Pai (João 14.9).
Creio em Deus simplesmente porque sei, por experiência própria, que Ele é Deus (João 20.28).
Creio em Deus porque sei que Ele vive e que, no final, me levantará (Jó 19.25). 
[FIM]

terça-feira, 3 de abril de 2012

Combata o Pecado que te Mata: imagens para edificação

Utilizando textos do artigo do Dr. H.Bürki, Confissão de Pecados - Combata o Pecado que te Mata, elaborei uma série de 9 imagens, cada uma enfocando um pecado específico. As imagens podem servir como wallpaper (papel de parede), mas também para você compartilhar de todas as formas possíveis, nas redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut, enviar para seus irmãos por e-mail, etc. Use à vontade para edificação e santificação! As imagens estão em grande formato, clique sobre elas para ampliar.










sábado, 31 de março de 2012

Confissão de Pecados: combata o pecado que te mata



“Sonda-me, ó Deus, vê o meu coração! Prova-me a mim e aos meus pensamentos! Vê se ando por maus caminhos e conduz-me à senda da eternidade!” Salmos 139.23,24

Dr. H. Bürki

O homem deita um olhar ao seu coração – do qual Deus está ausente – mas esse olhar só provoca um arrependimento superficial, resultante do amor-próprio ferido e de vãos esforços incapazes de levar à regeneração. Só um olhar de fé – lançado sobre o Filho de Deus crucificado por nossos pecados – nos leva a reconhecer o nosso pecado e nos conduz ao arrependimento. Porque é só a Sua ensanguentada cruz que nos leva a tomar consciência da santidade e do amor de Deus.
As acusações do diabo só nos dão um vago senso de derrota, de impureza, de confusão e de acabrunhamento. O Espírito Santo, pelo contrário, conduz-nos de modo perfeitamente claro a reconhecer o pecado – e age em nós regenerando-nos.
Como fazer bom uso da confissão? Calando-nos perante Deus, lendo atentamente a Bíblia Sagrada, sublinhando primeiro o que nos toca de mais perto, e, relendo essas passagens – em espírito de oração – tentar descobrir onde, quando e como o pecado se tem manifestado em nossa vida. Tomaremos assim consciência da obstinação das nossas tendências, dos nossos atos repreensíveis e da nossa mentalidade de pecadores. Então, antes de mais nada, deveremos confessar claramente a Deus os nossos pecados – e deveremos igualmente estar prontos a confessá-los perante algum crente espiritual que possa auxiliar-nos com a sua experiência. Fazendo assim, abrimos caminho à alegre convicção de que nossos pecados nos são perdoados pelo Senhor Jesus.  Tal exame de consciência, seguido da purificação, está sempre indicado quando o pecado se apossa de nós ou quando a vida espiritual enfraquece.

Analisemos alguns pecados que muitas vezes nos dominam sem que nos demos perfeita conta:

O ORGULHO manifesta-se quando se liga ao êxito, à situação social, às aparências, às aptidões inatas e às honrarias. Provém do desejo secreto de ser considerado, de reinar ou dominar, de chamar a atenção dos outros para si na conversação.

VONTADE PRÓPRIA: espírito insubmisso, querendo constantemente discutir e levantar objeções; maneira dura e sarcástica de se exprimir – tomada de posição limitada – avisos dominadores e tirânicos – ser antes de tudo sensível às lisonjas; pedantismo; movimentos de cólera ou de impaciência; viva susceptibilidade; espírito de vingança por qualquer censura ou contradição.

IMPUREZA: gosto pronunciado pelos prazeres sexuais; intimidade e tendências deslocadas para com pessoas do outro sexo; imaginação, pensamentos e atos impuros; imaginação suja; olhares cobiçosos; incapacidade de resistir às tentações quando se apresentam ocasiões favoráveis.

DESONESTIDADE: falsificar, torcer ou esconder a verdade; dissimular os seus próprios defeitos; procurar deixar de si uma impressão pouco conforme com a verdade; exagerar; falsa modéstia; hipocrisia; falsidade de motivações.

MEDO: temor físico ou carnal perante os outros; recuo tímido perante as censuras e os deveres; perante a cruz; temor de sofrer; medo paralisador perante as pessoas bem situadas; tendência para fugir dos compromissos; falsa reserva.

CIÚME OU INVEJA: inveja oculta; sentimentos desagradáveis à vista da prosperidade e dos êxitos de outrem; tendência para sublinhar os defeitos e não as boas qualidades dos outros; mentalidade sectária; coração fechado para com aqueles que não pertencem ao pequeno círculo dos íntimos; frieza e falta de amabilidade para com os que não partilham nossa opinião; mentalidade dos que – julgando tudo saberem – recusam o diálogo.

AMBIÇÃO: largueza de espírito quando se trata de realizar os nossos próprios desejos; estreiteza, quando isso diz respeito aos outros; retenção dos donativos que sente devia dar regularmente para a obra da evangelização; roubar o tempo, os bens e a honra de outrem.

INCREDULIDADE: desânimo em épocas de trabalho intenso ou em períodos de oposição; falta de paz interior, do descanso da fé e de confiança em Deus; tendência para a angústia e para as murmurações em tempos de aflição, de pobreza; dúvida, desconfiança e reticências perante o caminho de Deus e as vias da Sua palavra – a Bíblia Sagrada.

FROUXIDÃO ESPIRITUAL: indiferença, falta de vigor espiritual quanto à fé; egoísmo, complacência para consigo próprio; amor ao conforto;  falta de solidariedade; falta de amor e de cuidado pela salvação da humanidade; fé destituída de alegria; tagarelices estéreis e serviço infrutífero. É na obediência e na purificação diárias, na comunhão de cada dia com o Senhor Jesus, que se encontra o segredo da pureza do coração, da força espiritual e da vitória triunfante sobre o pecado.

“Se andarmos na luz, como Ele na luz está – estamos mutuamente em comunhão e o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado.” 1João 1.7
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos purificar de toda a iniquidade.” 1João 1.9
“Confessai-vos uns aos outros, a fim de que sejais curados.” Tiago 5.16

Dr. H. Bürki

Transcrito de um folheto da Difusão de Tratados Cristãos (Suíça).

terça-feira, 27 de março de 2012

A comovente história de um soldado cristão durante a Guerra Civil americana


Uniforme típico de jovem tamborileiro da Guerra Civil americana

(Fato ocorrido durante a batalha de Gettysburg - Guerra Civil americana - em 01 de Julho de 1863. Título original: “Charles Coulson, the Cristian Drummer Boy”. Esta história foi publicada em 1893, por S.B. Shaw Plubishers, em New York).


Trabalhei como cirurgião do exército dos Estados Unidos durante a Guerra Civil. Após a batalha de Gettysburg, chegaram ao hospital vários soldados feridos, entre eles Charlie Coulson. Como ele era muito jovem para ser soldado, pois tinha 17 anos, alistou-se como tamborileiro (tocador de tambor). Ele chegou com ferimentos graves, sendo necessário amputar-lhe um braço e uma perna. Quando os meus assistentes foram aplicar-lhe clorofórmio para a cirurgia, ele recusou-se* e pediu para chamar-me e disse-me: “Doutor, quando eu tinha nove anos, dei meu coração a Jesus e desde então venho aprendendo a confiar Nele. Ele é a minha força, e me sustentará enquanto o senhor estiver amputando o meu braço e a minha perna.” Então lhe pedi para que tomasse um pouco de conhaque. Mais uma vez ele respondeu: “Doutor, quando eu tinha cinco anos, minha mãe se ajoelhou ao meu lado e pediu a Jesus para que eu nunca bebesse um gole de bebida alcoólica. Existe a possibilidade de eu morrer e ir à presença de Deus. O senhor quer que eu chegue lá com bafo de conhaque?”.

Naquela ocasião, eu detestava Jesus, mas admirei a lealdade daquele rapaz com o seu Salvador. Chamei o Capelão, que conhecia bem o moço, pois este frequentava as reuniões de orações. Disse o Capelão: "Charlie, estou muito penalizado de vê-lo assim." Charlie respondeu ao Capelão: “Ah, estou muito bem senhor. O doutor me ofereceu clorofórmio e conhaque, mas eu não aceitei, pois quero me apresentar ao meu Salvador em meu juízo perfeito”.

"Talvez você nunca morra," disse o Capelão. "Mas, se o Senhor o levar, você deseja que eu faça alguma coisa?“ "Capelão", respondeu o jovem, "escreva uma carta para minha mãe e lhe diga que tenho lido a Bíblia todos os dias, e que tenho orado sempre para que Jesus a abençoe.” “Estou pronto doutor. Prometo que não vou nem gemer, se o senhor não me der o clorofórmio”.

Garanti-lhe que não aplicaria a droga, mas, antes de pegar o bisturi, fui à saleta tomar um gole de conhaque Quando pequei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do travesseiro entre os dentes e sussurrou: “Ó Jesus, bendito sejas! Fica ao meu lado agora”.

O rapaz cumpriu o que prometera; não gemeu. Eu não dormi naquela noite, pensando no rapaz. Pouco depois da meia noite, levantei-me e fui ao hospital. Assim que cheguei, o enfermeiro disse-me: "Dezesseis soldados morreram." "E Charlie também?" Indaguei-lhe. "Não, dorme como um bebê. Por volta das nove horas, o Capelão leu trechos das Escrituras pra Charlie e ambos cantaram hinos de louvor. Não consigo entender, doutor, como uma pessoa sentindo tanta dor ainda era capaz de cantar", completou o enfermeiro.

Passado cinco dias, desde que fora operado, Charlie me chamou e disse: “É chegado a minha hora. Creio que não terei mais um dia de vida. Sei que é judeu, e não crê em Jesus, mas gostaria que ficasse ao meu lado e me visse morrer, confiando em meu Salvador”. Tentei ficar, mas não consegui, pois aquele rapaz regozijava no amor daquele Jesus que eu fora sempre ensinado a detestar. Passados vinte minutos, o enfermeiro procurou-me no consultório e disse-me: "Doutor, Charlie está morrendo e gostaria de vê-lo novamente." Chegando ao quarto, Charlie pediu-me que segurasse a sua mão e disse: “Doutor, amo o senhor porque é judeu. O melhor amigo que eu tive neste mundo foi um judeu”. Perguntei-lhe quem era este amigo e ele replicou: “Jesus. Quero apresentá-lo a Ele antes de morrer. Enquanto o senhor me amputava, orei a Jesus pedindo que manifestasse o seu amor ao senhor”.

Aquelas palavras tocaram fundo em meu coração. Doze minutos depois ele dormiu tranqüilo nos braços de Jesus. Durante a guerra, vi morrerem centenas de soldados, mas só compareci ao sepultamento de Charlie Coulson. As últimas palavras daquele rapaz me impressionaram muito. Eu possuía muitos bens materiais, mas teria dado todo meu dinheiro para crer em Cristo, como ele cria. Contudo, a fé é algo que o dinheiro não compra.

Pouco tempo depois, esqueci o sermão de Charlie, embora não conseguisse esquecer-me do próprio rapaz. Durante dez anos, lutei contra Cristo com todo ódio que tinha por Ele, até que afinal a oração de Charlie foi atendida. Um ano depois da minha conversão, fui a uma reunião de orações no Brooklyn, onde as pessoas davam seus testemunhos. Depois que várias pessoas falaram, levantou-se uma senhora idosa e disse: “Estou com os pulmões muito doentes e pouco tempo me resta”. “É um imenso prazer saber que muito em breve me encontrarei com o meu filho e com Jesus”. E ela continuou, “Ele foi ferido em uma batalha e ficou aos cuidados de um médico judeu que lhe amputou um braço e uma perna. Morreu cinco dias após a operação. O Capelão escreveu-me uma carta relatando o que ocorrera entre o meu filho e o médico em seus últimos momentos de vida”. Ao ouvi-la, não me contive. Levantei-me e fui correndo até ela. Apertei-lhe a mão e disse-lhe: "Deus a abençoe, minha irmã! A oração do seu filho já foi atendida. Sou o médico judeu por quem o Charlie orou, e o Salvador dele é agora o meu também. O amor de Jesus cativou minha alma!"
(EXTRAIDO)

*Admiramos a coragem e a convicção de Charlie, mas nem por isso queremos dizer que não se devem aproveitar os benefícios do clorofórmio e outros anestésicos em tais casos; antes damos graças a Deus por eles.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Bússola e a Peregrina, uma reflexão



Ela sempre esteve ali, eu não a via até ficar cega.




Wilma Rejane

Blog A Tenda na Rocha -  http://www.atendanarocha.com 

Aquele não era um destino que eu conhecesse: medo, frio e incertezas.  Queria repousar em lugar seguro que me fizesse perder tudo que me perdia e ganhar tudo o que ainda não tinha. Foi preciso retornar ao começo para chegar bem ao fim. Esse fim que não tem fim porque ao morrer, renasce para continuar vivo em mim.


Eu não sabia que a vida era esse caminho inesperado, cheio de atalhos que cortam terrenos planos e desembocam em abismos. Eu não sabia porque caminhava como caminham os deuses; inabaláveis em suas convicções, guardados em oráculos convenientes e promessas irreais de salvação. Onde estaria a glória do Olimpo ,  as mansões de cristais morada dos doze ? Elas que fundaram a ilusão da graça, do mito, da fúria, do belo? Eu já  não conseguia enxergar a vida com tanta fantasia. Havia algo que eu precisava saber para me livrar da morte, das sombras que espreitavam minha alma com ânsia de ganhá-la para o inferno.

Acuada na beira da estrada, peregrina cansada de  dores e lágrimas, não sabia quem era ,porque em algum lugar do passado e do presente havia perdido a identidade. Eu peregrina.  Em caravana,  mas solitária, porque na multidão de pessoas que caminhava, não encontrava nenhuma capaz de me responder para onde estávamos indo. Algo estava errado. Por que a vida havia me obrigado a parar no caminho? Por que estava tão ferida?  Onde estava a chegada daquela estrada?  Vidas iam e vinham, algumas apressadas, outras devagar, onde ficava a morada que me daria abrigo seguro? Onde, estavam as respostas para minhas indagações de peregrina?


“Pela fé,  Abraão, sendo chamado, obedeceu indo para um lugar que havia de receber por herança e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa” Hb 11:8,9.


O amor de Deus nos sustenta.

Descobri que as respostas não estavam na estrada que eu percorria e nos atalhos que explorava para conquistar territórios de paz. Não. Para cada passo, havia Alguém que me sustentava . O percurso, não era propriedade minha, não era seguro se O que sustentava meus passos, também não me segurasse a mão. Havia uma escolha. Caminhar sozinho, eternamente peregrino, sem rumo ou abrigo, cujo fim seria o abismo ou peregrinar acompanhado com destino certo, rumo a um alvo.  As respostas sempre estiveram em mim, mas eu não percebia. A bussola que me conduziria a salvação, sempre estivera ali e eu não a percebia, até ficar cega !


Segurei-a firme em minhas mãos . Outrora peregrina perdida, hoje com direção. 



Não há caminho seguro sem certeza da Salvação. A Bíblia é nosso manual, a Bússola que nos assegura o destino.  Ela transforma e faz por nós acima do que pensamos ou mesmo somos capazes. Através da Palavra de Deus, o homem nasce para uma viva esperança, onde o espírito encontra Refúgio e Fortaleza. Crescemos no caminhar e aprendendo com Cristo, nos transformamos para viver uma vida melhor e eterna. A bússola, é a Fonte inesgotável que alivia as dores do mundo. Caminhar com Deus e viver novos planos e realizar novos sonhos, é ter felicidade: " E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar por veredas que não conheceram, tornarei as trevas em luz perante eles e as coisas tortas farei direitas. Essas coisas lhes farei e nunca os desampararei" Is 42:16.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tornando-se bilíngue



Nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. —Atos 17:28

É possível — numa sociedade que parece cada vez mais indiferente ao evangelho — comunicar as boas- -novas às pessoas que não compartilham a nossa fé?

Uma maneira de conectar-se às pessoas não familiarizadas com as coisas de Cristo é tornar-se culturalmente “bilíngue”. Fazemos isso comunicando-nos de maneiras com as quais as pessoas possam identificar-se facilmente. Conhecer e discutir sobre música, filmes, esportes e televisão, por exemplo, podem proporcionar tal oportunidade. Se as pessoas nos ouvirem “falar seu idioma”, sem endossar ou perdoar a mídia ou os eventos aos quais nos referimos, isso pode abrir a porta para compartilharmos a sempre atual mensagem de Cristo.

Paulo nos deu um exemplo disto em Atos 17. Em visita ao Areópago em Atenas, ele falou a uma cultura fortemente secular citando poetas pagãos gregos como um ponto de referência para os valores espirituais que ele desejava comunicar. E disse: “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração” (Atos 17:28). Assim como Paulo se dirigiu àquela cultura conhecendo o que eles liam, também podemos ter maior impacto para o evangelho repassando-o às pessoas de maneira que possam abraçar facilmente.

Você está tentando alcançar um vizinho ou colega de trabalho com o evangelho? Tente tornar-se bilíngue.

Bill Crowder
Fonte: http://ministeriosrbc.org

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Castelos de areia


…onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. —Lucas 12:34

Quando nossos filhos eram crianças, minha esposa Martie e eu tirávamos férias com a família na Flórida, visitando nossos pais. Era maravilhoso estar lá no calor, para uma pausa do congelante vento de Michigan. Mal podia esperar a hora de apenas relaxar na praia com um bom livro. Mas, meus filhos tinham outras ideias. Eles queriam que eu os ajudasse a construir castelos de areia. Relutantemente, levantava-me para ajudar e, rapidamente, era totalmente envolvido pelo projeto. Antes que percebesse, já havia passado horas criando um impressionante castelo — sem pensar que era apenas uma questão de tempo até que a maré levasse embora todo o meu árduo trabalho.

Com frequência, cometemos o mesmo erro na vida, investindo muito tempo e energia construindo nossos castelos individuais e nos deleitando em nossas realizações. Pode parecer que tudo vale a pena, mas no final é inútil.

Em Lucas 12, Jesus desafiou Seus seguidores a vender suas posses e dá-las aos pobres, “…porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (v.34). Em outras palavras, a maneira como investimos nosso tempo e recursos diz muito sobre a nossa perspectiva de eternidade. Como uma antiga canção de louvor diz, “Somente uma vida, que logo passará; somente o que é feito para Cristo durará.” Portanto, o que você fez hoje que durará por toda a eternidade?

Joe Stowell 
Nosso Andar Diário - http://ministeriosrbc.org/

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Esperança nele - uma reflexão natalina

…a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. —Isaías 7:14

Uma noite, ao voltarmos para casa após uma festa de Natal, minha família e eu nos aproximamos de uma pequena igreja rural aninhada entre brilhantes bancos de neve. À distância, pude ver sua ornamentação natalina. Cordões de luzes brancas formavam a palavra E-S-P-E-R-A-N-Ç-A em letras maiúsculas. A visão dessa palavra brilhando na escuridão lembrou-me de que Jesus é, e sempre foi, a esperança da raça humana.

Antes de Jesus nascer, as pessoas esperavam pelo Messias — Aquele que carregaria seus pecados nos ombros e intercederia por elas junto a Deus (Isaías 53:12). Elas esperavam a vinda do Messias através de uma virgem que teria um filho em Belém e o chamaria Emanuel, “Deus conosco” (7:14). Na noite em que Jesus nasceu, a esperança deles se concretizou (Lucas 2:1-14).

Embora não estejamos mais esperando por Jesus na forma de um bebê, Ele ainda é a fonte da nossa esperança. Aguardamos Sua segunda vinda (Mateus 24:30); aguardamos com expectativa o lar celestial que Ele está preparando para nós (João 14:2); e sonhamos em viver com Ele em Sua cidade celestial (1 Tessalonicenses 4:16). Como cristãos, podemos olhar para o futuro porque o bebê da manjedoura era, e ainda é, “…Cristo Jesus, nossa esperança” (1 Timóteo 1:1).


Jennifer Benson Schuldt


Fonte: http://ministeriosrbc.org

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

LUGAR: QUEM O FAZ MELHOR OU PIOR SOMOS NÓS



No mundo há lugares. Porém, em si mesmo, nenhum lugar é bom ou ruim. Ser um bom lugar ou um mal lugar depende da pessoa que o ocupa.
Por mais elevado ou por mais baixo que seja o lugar ou posição, se você é bom, esse lugar será bom, e se você é excelente, esse lugar será excelente.
Da mesmo forma, se você for mau, o lugar que você ocupar será mau, e se você for péssimo, esse lugar será péssimo.

Jesus disse certa vez que sobre a cadeira de Moisés estavam assentados os escribas e fariseus (Mt 23.2). E quem foi Moisés, e quem foram os escribas e fariseus?
Moisés foi o maior e melhor homem do seu tempo, e os escribas e fariseus foram os mais baixos e piores homens do tempo deles.

Pois se os escribas e fariseus estavam assentados na cadeira de Moisés, por que não eram como Moisés? Por que são os homens que transmitem a melhoria e a excelência aos lugares, e não os lugares aos homens.
Se você for bom, ainda que a cadeira seja dos escribas e fariseus, o seu lugar será bom. Mas se você for mau, ainda que a cadeira seja de Moisés, o seu lugar será mau.

Será que houve na terra melhor lugar que o Paraíso? Não. Haverá no universo melhor lugar que o Céu? Não.

Pois nem o Paraíso manteve bom a Adão, que era inclinado à desobediência, nem o Céu manteve bom a Lúcifer, que era inclinado à soberba. A índole de ambos era má.
Jeremias, mesmo estando preso e atolado na lama dentro de um calabouço (Jr 38.6), continuou sendo aquele mesmo homem sincero, íntegro e temente a Deus que atuara como profeta diante dos reis Josias, Jeoaquim e Zedequias (Jr 1.1-3).

Jó, mesmo assentado sobre a cinza e se coçando com um caco de telha (Jó 2.8), continou sendo o homem a quem o próprio Deus elogiara diante dos filhos de Deus e de Satanás (Jó 1.8).
O melhor lugar para se estar no mar durante uma tempestade é em um navio, e não no ventre de uma baleia. Pois Jonas foi melhor no ventre da baleia, onde orou (Jn 2.1), do que no porão do navio, onde só dormiu (Jn 1.5).

Portanto, os lugares por si mesmos não são maus nem bons, nem há lugar melhor ou pior. Entre os Doze Apóstolos, o lugar que passou a ser ocupado por Matias não tinha sido antes ocupado por Judas? (At 1.15-26).

Se você for como Judas, não se tornará um homem bom só por estar ocupando o lugar que foi de Matias; e se for como Matias, não se tornará um homem mau só por estar ocupando o lugar que foi de Judas.
Se você quer ocupar o melhor lugar entre todos, esforce-se para ser a melhor pessoa entre todas. Então o seu lugar, seja ele qual for, será também o melhor.

(Adapt. do trech. do serm. da Dom. Dec. Sext . s/d, s/l, de AntonioVieira)