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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entrevista com Paulo Feniman, da MIAF




http://www.bomlider.com.br

"É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa."

Paulo Feniman é formado em Teologia pela FTSA – Faculdade Teológica Sul Americana e em Computação Gráfica pela UNOPAR – Universidade Norte do Paraná. Preletor em conferências e congressos missionários no Brasil e América do Sul. Atualmente é Diretor Executivo da MIAF – Missão para o Interior da África, onde coordena o treinamento e envio de missionários entre povos africanos. É coordenador de Alianças Estratégicas da AMTB – Associação de Missões Transculturais Brasileira, membro da IPA  International Partners Association e membro do Conselho Internacional da AIM – Africa Inland Mission. É casado com Patrícia e pai do pequeno Felipe de 7 anos e de Gabriela de 3 mês.

ENTREVISTA

Bom Líder - O que de fato motivou a recém criação do Departamento de Alianças Estratégicas na AMTB?

Paulo Feniman - Na verdade o modelo de alianças é algo bem presente em países da América Latina, mas no Brasil nunca deslanchou. Percebemos no ano de 2009 que as agências e organizações missionárias pouco falavam ou trabalhavam em alianças para alcançar os mesmos objetivos. Então depois de um treinamento na Costa Rica trouxemos a idéia para o Brasil e estamos num processo de implantação. E é claro que não podemos nos esquecer que acima de tudo a idéia de unidade é algo Bíblico. Jesus por duas vezes ora por unidade, a primeira vez pelo seus discípulos (João 17.11) e logo em seguida ele ora pela Igreja (João 17.20 e 21).

Bom Líder - Como vai atuar o Departamento de Alianças Estratégicas da AMTB?

Paulo Feniman - A idéia é trabalhar com o principio básico da parceria, buscar organizações que tenham algo que possam ajudar outros e vice-versa. Para criarmos este link entre organizações e igrejas será necessário: pesquisas sobre o movimento missionário brasileiro, que inclusive já está em andamento através do sitewww.aliancasestrategicas.com.br , assim como, treinamento de líderes sobre como construir alianças duradouras. Pensamos que com o tempo poderemos ver a Igreja Brasileira crescendo na visão de parcerias.

Bom Líder - Você acredita que para a evangelização mundial ser mais frutífera é importante que as agências missionárias estejam aliançadas estrategicamente?

Paulo Feniman - Não tenho dúvidas disso, o que nós vemos nos nossos dias são igrejas e agências missionárias muitas vezes disputando entre si ao invés de trabalharem juntas. Não é difícil ver organizações decidirem ir para um lugar ou outro não pela ausência do evangelho, mas sim pela ausência de sua bandeira organizacional ou denominacional.

Bom Líder - O Apóstolo Paulo escreveu aos Romanos sobre o seu esforço em pregar o evangelho onde Cristo ainda não tinha sido anunciado, pois, não queria correr o risco de edificar sobre fundamento alheio. Esse é o mesmo proceder das agências missionárias brasileiras?

Paulo Feniman - Como disse antes, infelizmente não. Mas quando falo de parceria ou de sua ausência, não estou falando necessariamente da questão de trabalho duplicado, falo da falta de intencionalidade de criar projetos de trabalho em conjunto para que o evangelho seja pregado em lugares menos alcançados e também da necessidade de igrejas de denominações diferentes se juntarem para atender um bairro ou lugar carente de uma cidade ou região. Utopia? Eu creio que não, eu creio que a oração de Jesus no Evangelho de João era exatamente sobre isso.

Bom Líder - Você acredita que o missionário brasileiro está melhor preparado para atuar tanto no Brasil como no exterior?

Paulo Feniman - Eu creio que sim, o Brasil cresceu muito no treinamento e no desenvolvimento de estratégias missionárias. Com isso nossos missionários trabalhando em campos transculturais estão muito mais preparados. O maior exemplo disso é um número cada vez menor de retorno prematuro do campo.
Claro que existem agências e agências, isso quer dizer que ainda existem organizações que enviam seus missionários para o campo sem nenhum cuidado pastoral, estratégia ministerial, sustento adequado, seguro internacional de saúde e outros fatores que podem garantir um excelente ministério com durabilidade e eficácia.

Bom Líder - Como é a relação no Brasil entre a Agência Missionária e a Igreja Local?

Paulo Feniman - Nós temos um movimento de modelos de igrejas no Brasil que muitas vezes desconsidera a tarefa missionária da igreja local, mas por outro lado há igrejas que já tem uma história missionária de muitos anos e outras que estão dispostas a aprender e iniciar um processo de resposta em relação a grande comissão, desta forma, o que eu tenho visto são igrejas começando uma caminhada ao lado de agências para enviar seus missionários.
É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências e/ou organizações missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa. As agências surgiram ao longo dos tempos para responder necessidades específicas, isso quer dizer que as agências são um braço de apoio para a igreja local.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.bomlider.com.br/ e comunicada sua utilização através do e-mail ivancordeiro@bomlider.com.br

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Entrevista com Sammis Reachers: "Fui Resgatado do Ateísmo"

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Um dos focos do Arsenal é publicar entrevistas. Pois hoje (re)publicamos aqui uma entrevista um tanto inusual, feita comigo pela irmã Wilma Rejane para seu blog, o A Tenda na Rocha. Talentosa escritora e blogueira, a jornalistaWilma é uma querida companheira no blog Confeitaria Cristã e também na administração da UBE. Aproveitem para conhecer um pouco de meu testemunho de vida.
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Sammis Reachers mora em São Gonçalo-RJ. É blogueiro, poeta, pesquisador, autor de Uma Abertura na Noite e Blindagem Azul, com participação na organização de algumas  publicações cristãs. Sammis é também um amigo que muito estimo. Ano passado a seu convite, passei a publicar no Confeitaria Cristã e por sua indicação fui convidada a fazer parte da administração da União de Blogueiros Evangélicos.  Bem são muitos os blogs de sua autoria e não dá para linkar todos aqui, mas um dos blogs que tem recebido destaque na mídia nacional, inclusive na Revista Show da Fé é o Poesia Evangélica.

A Entrevista está imperdível. Invista alguns minutos na leitura, Deus  falará ao seu coração. 

1-    Que tipo de experiência te fez mudar do ateísmo para o cristianismo?

Para explicar isso preciso contar meu testemunho, e pode até escandalizar alguns, mas é a verdade, é sobre como fui resgatado. Quando criança eu tinha minha pequena fé. Meu pai, católico praticante, estava então se libertando do alcoolismo – e do catolicismo também -, freqüentando uma igreja evangélica. Ele sempre assistia aos tele-evangelistas (que muitos crêem que não deveriam existir), no que eu o acompanhava. Tinha uns sete anos e lembro que lia e relia um exemplar do Novo Testamento (O Mais Importante é o Amor). Praticamente aprendi a ler ali. Só lia até Atos, pois de Romanos para lá (a parte mais ‘teológica’) eu não entendia mais nada, e então voltava a Mateus... Depois passei a devorar enciclopédias e, enquanto ia crescendo, sempre ávido por conhecimento e mergulhando cada vez mais nas leituras, fui perdendo minha fé, me tornando um jovem amargurado e desiludido. Cortesia de defuntos como Nietzsche, Schopenhauer, Sartre e ampla companhia. Revolta, depressão e literatura: a trinca infernal que me guiava.

Minha maior angústia, que eu relutava em admitir para mim mesmo, era perceber que filósofo algum, poeta, pensador, e mesmo texto sagrado de qualquer religião/cultura me oferecia a resposta que eu buscava. Era duro perceber, era desolador: estávamos todos presos num labirinto, e NINGUÉM CONHECIA A SAÍDA. Então me aferrava ao existencialismo de Sartre e a concepções sócio-políticas anarquistas, ao ‘não há sentido’, ao ‘construa seu sentido’, mas isso era só mais uma faceta, uma máscara do vazio que me parecia preencher tudo o que era humano. Depois que comecei a escrever poesia e a ser publicado em alguns lugares, tudo piorou.

Com 24 anos comecei a namorar uma menina, que após um mês de namoro se converteu ao Evangelho. Continuamos com o relacionamento, nos casamos. Um perfeito jugo desigual. Para mim, parecia muito bom, pois ela, por ser crente, se mantinha ‘comportada’, e não questionava minha forma de pensar; nem se punha a pregar para mim. Aqui abro um parêntese: meu melhor amigo se converteu também. Amigo até os ossos, desde a infância, à maneira clássica de Davi e Jonas, e que eu sabia que jamais mentiria para mim. Pois bem, ele começou a chegar a minha casa e contar as maravilhas que Deus estava fazendo em e através de sua vida, maravilhas sobrenaturais até, como visões, arrebatamentos, orações de cura e muito mais. Aquilo me incomodava, incomodava profundamente: qualquer um me contando aquilo, eu taxaria de simples louco e fabulador. QUALQUER UM. Mas Deus escolheu aquele homem em quem eu mais confiava, mais até que em meu próprio pai... aquilo foi se prolongando, e eu contemplando a mudança radical naquela vida. Cheguei a pedir para ele que, se fosse para vir a minha casa falar de Deus, que não voltasse! Pois minhas duras ‘certezas’ já se iam abalando. Eu não estava conseguindo assimilar tudo aquilo.


 Muitos não crêem na contemporaneidade dos dons do Espírito, mas nós assembleianos cremos que eles são reais. Pois bem, eu levava uma vida de dissolução, entregue a muitos adultérios... minha esposa nada sabia, e perseverava em sua caminhada. Até que um dia o Senhor revelou o que eu fazia, e com detalhes que só eu conhecia. Ela me confrontou, eu fiquei desnorteado (aquela história de só dar valor a algo quando se perde). Eu já me debatia entre crer e não crer na existência de Deus (que se me manifestava através dos testemunhos de vida dela e de meu amigo). Contei a ela então a exata metade do que eu havia feito. Pois ela foi para a igreja no mesmo dia e lá o Senhor revelou claramente que eu só havia contado a metade, e ainda detalhes sobre o pior dos envolvimentos, que eu havia omitido.

Bem, o resto foram lágrimas, dor, quebrantamento, conversão. E perdão. Um processo longo e bem doloroso, cujos frutos amargos eu colhi e ainda colho, passados tantos anos. Deus não se deixa escarnecer, o que o homem planta invariavelmente colhe. Então as muitas escamas de repente caíram de meus olhos, e eu, desta vez com os olhos do Espírito,  pude abrir as Escrituras e ENTENDER (antes eu procedia à maneira clássica dos ateus, lendo o Antigo Testamento em busca de contradições).

Um testemunho estranho, mas não tenho vergonha de contá-lo, pois pode ajudar a alguém. Pela misericórdia já usei meu testemunho para ajudar muitos homens entregues ao adultério, ou com casamentos já desfeitos. E ainda uso.

Mas que não sirva de exemplo para ninguém entrar num jugo desigual. Saia fora disso meu irmão/irmã! Palavras bonitas não poderiam talvez me converter, eu que conhecia do Bhagavad Gita a Holderlïn,e, poeta, sabia o quanto as palavras podem facilmente se prostituir (mentir). Fui convertido por sinais e pela dor. Felizes aqueles que se convertem por ouvir a Palavra e por amor, que não carecem de ‘ver para crer’! O sentido para a Vida, o sentido de tudo o que existe, que eu buscava em centenas de livros, estava na minha cara, e se me manifestou. E estranhamente me aceitou, eu, um inimigo declarado e atuante, blasfemo até o limite do impublicável, que detestava os crentes e sonhava em demolir igrejas. Coisa de enlouquecer qualquer um!

2-    De onde vem essa paixão por missões?
“Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.” Mt 13:45,46

Se pudéssemos chegar mais perto do coração de Jesus e sentir e perceber o motivo pelo qual Ele deu a Sua vida; se fôssemos dirigidos por Seu amor, daríamos todo nosso tempo à procura das coisas que tem valor real e eterno, as almas dos homens. - Paul Fleming. Se descobri finalmente o que eu mais desejava, o Sentido buscado por tantos anos, como na Parábola da Pérola de Grande Valor, como me furtar a compartilhar com cada homem cego o fato de que existe um Sentido, que existe LUZ? Entendo Missões num amplo espectro, mas principalmente como o ato de alcançar os (povos) não alcançados. E nisto apressar a volta de Jesus, conforme Mt 24:14 . Cada segundo que este mundo dura, é um segundo de dor. Cada século, um século de dor. Ao não levar o Evangelho avante, além de eu provar cabalmente minha imensa falta de misericórdia e amor para com o próximo e para com meu Deus (negar a Fé!), eu atiro em meu próprio e querido pé, pois a prisão que é este mundo permanece existindo, e eu nele. E este mundo precisa acabar, o Novo Mundo precisa - alucinante, urgente, poderosamente - existir. 

O cristão é um revolucionário que luta pelo advento de um Novo Mundo, advento que passa inexoravelmente pela aniquilação final deste sistema iníquo de coisas, vulgo o mundo atual. Olhando sob certo viés, há uma guerra de extermínio, uma guerra total em andamento (cujo objeto de despojo são preciosas VIDAS), e muitos brincam de faz-de-conta, em ‘com que vestido eu vou ao culto hoje’, e picuinhas menores ou maiores. Preocupamo-nos com placas, trancamo-nos entre quatro paredes (sempre as paredes!) e louvamos até as gargantas arrebentarem, ofertamos com parcimônia ou esperando (alguns exigindo) o troco multiplicado de Deus... J.L.Ewen diz que “Enquanto houver milhões de seres humanos sem a Palavra de Deus e sem o conhecimento de Jesus Cristo, ser-me-á impossível devotar meu tempo e energia àqueles que têm ambos.” O que posso, o que podemos acrescentar? Ora vem, ora vem, ora vem Senhor Jesus!

3-    Blog: Ministério ou Diversão?
Com absoluta certeza para mim é um ministério, já desde 2007. Ministério por envolver chamado e identificação, por exigir renúncia e sacrifícios, por não ser reconhecido já ‘em sua própria terra’, pela oportunidade de exercitar mordomia e a realização que nos é advinda disso... Enfim tudo que envolve um Ministério ‘tradicional’, se podemos dizer assim. Digo não apenas em relação aos blogs, mas a internet em si, com suas redes sociais, fóruns, etc. Meu objetivo sempre foi fechar lacunas, no intuito de informar, alertar e capacitar a Igreja sobre tudo aquilo que me parece importante, além de evangelizar, é claro.

Cada blog surgiu quando percebi uma lacuna. As facilidades e a gratuidade da internet permitem que alguém, mesmo que sozinho e sem recurso$ possa trabalhar bastante. Isso é uma Revolução com um grande R maiúsculo, e percebi isso no primeiro dia que acessei a rede numa lan house há alguns anos. E aí surge aquela diretriz propagada por nosso irmão João Cruzué, de ocupar espaços, aumentar nossa presença, criar e influenciar. É o que faço, o que muitos irmãos tem feito, nesta grande seara que se nos abriu. E ainda são poucos os ceifeiros!

4-    Você gosta de fotografia e recentemente criou o Imagens Cristãs. Que lugares gostaria de fotografar um dia?

O IC surgiu com o objetivo de fechar mais uma lacuna que percebi, não apenas no tocante a informações sobre uso/criação/edição de imagens para blogueiros e cristãos em geral. Lá fora existem redes de artistas (fotógrafos, pintores, cineastas) cristãos, que se unem, que produzem rico conteúdo - muitas vezes gratuito... Existem por exemplo ministérios dedicados a produzir (e aglutinar produtores de) Histórias em Quadrinhos cristãs! Por aqui ainda engatinhamos (em muitas áreas nem isso!), e há muito a ser feito. Sobre fotografia, infelizmente fotografo muito menos do que gostaria... mas já que você perguntou, e sonhar não custa nada, gostaria de fotografar a Grécia, as grandes pradarias americanas e siberianas... Gosto muito também de fotografar a natureza, notadamente flores. Flores são memoriais da glória de Deus, patentes diante de qualquer homem, em qualquer lugar!

5-    Quantos livros já publicou e quais sonha em ainda publicar?


Já publiquei na internet sete livros, sendo dois de poemas de minha autoria e cinco antologias que organizei. Pretendo publicar, desta vez em formato impresso também, um novo livro de poesias minhas, e ainda organizar um novo volume da Antologia Águas Vivas, que reúne poetas evangélicos contemporâneos. Há um sonho antigo, de difícil confecção, que é o de uma Antologia da Poesia Cristã Universal (que nome assustador, não?). É difícil, mas já aprendi que quando chega o tempo de Deus, as águas se movem sem embaraço algum. Descanso tranqüilo e a postos... Compartilho gratuitamente estes livros devido à forma como percebo o Cristianismo, devido à forma como respondo à pergunta fundamental ‘O que Jesus faria?’. Acredito firmemente na democratização do conhecimento, esta é uma de minhas bandeiras. Conhecimento que é uma construção coletiva e ao fim pertence a todos, e não é este monólito do ‘É MEU FUI EU QUEM FIZ’ que hoje ainda impera em muitas mentes, culturas, legislações. Se outros têm percepções diferentes, se outros (neste caso cristãos) sequer se fazem a tal pergunta fundamental, oremos...

6-    Família em sua vida.
A família é a base da sociedade, e isso já diz tudo, é uma verdade axiomática, inescapável. Andar sem ter base é bem difícil. É voar com uma asa só... Dou muito valor à minha família, e sei o quanto este é o alvo principal de Satanás para destruir ou frear nossa caminhada. Já passei por algumas ‘Stalingrados’, e muitas vezes operei no Piloto Automático (Espírito Santo puro), pois de mim já não tinha força alguma para suportar certas lutas. Mas a Rocha nunca me desamparou, e sempre me deu a vitória.

7-    Qual seu maior medo (se é que tem)
Não tenho muitos medos... um grande medo que tinha, já se realizou, e sobrevivi, logo não sobrou muito para temer. Glória a Deus por isso! As palavras medo e cristão não deveriam estar juntas numa mesma frase, embora sejamos pó.

8-    E maior alegria?
Ter conhecido Jesus foi minha maior alegria. Além da graça de obter a salvação e tudo o mais, antes eu não sabia o que era o Amor (Ágape), embora sempre possuísse clara percepção do Mal. E mesmo sem compreendê-lo, conhecer o Amor de Deus (o Bem Supremo) é maravilhoso, como que entorpecente... Daí o ‘embriagai-vos com o Espírito Santo’!

9-  Jesus.
Tudo, o Início e o Fim, o Caminho, a Ponte, a Porta, a única causa pela qual viver e morrer.
  
Por: Wilma Rejane 
http://atendanarocha.blogspot.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quais as soluções propostas por Serra e Dilma para o problema da corrupção no Brasil?


Nesta reta final das Eleições, uma questão crucial para o pleno desenvolvimento (em todas as frentes) do Brasil, e mesmo para sua maior inserção como verdadeira liderança no cenário global, tem sido pouco debatida por nossos dois nobres candidatos: a nossa velha e visceral corrupção. Quais dos, repito, nobres candidatos, por exemplo, tem apoiado e promovido a idéia de transformar o crime de corrupção em crime hediondo (saiba mais aquiaqui e aqui- o que pelo menos assustaria mais a canalha, aumentando, se não ao nível justo, ao menos um pouco o grau da punição? Tal mudança interessa a algum deles, nobres a aguerridos candidatos a gerir a máquina-Brasil? Interessa a seus partidos, seus aliados, suas bancadas, e por que não (pardon, mes amis, mas os tempos são maus), a suas famílias? Queremos saber! Ou talvez isso só convenha ao povo, à vítima? Isso é só um exemplo dentre muitos.

Para promover a reflexão e o debate sobre este tema da corrupção, convidamos você a ler uma esclarecedora entrevista realizada com o sociólogo Roberto daMatta. Foi publicada na RevistaÉpoca Negócios #36, em Fevereiro. Mas, como o dia 31 está aí, o texto não poderia ser mais atual.

LEIA A ENTREVISTA AQUI.

E aproveitando o embalo, e já que a nossa bancada evangélica cresceu em todas as tribunas, que tal convidarmos nossos (nobres) representantes a promoverem esta idéia (do crime hediondo), a salgarem a terra e iluminarem este algumas vezes tenebroso mundo dos gabinetes e repartições? Se não nós, quem? Se não agora, quando? 

Afinal, nem só de PNHD3 viverá o homem (cristão), mas de combater todo tipo de mal. Soluções existem.

Sammis Reachers

sábado, 21 de agosto de 2010

Resgatando a memória da Igreja - Entrevista com Wander de Lara Proença

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http://www.institutojetro.com

Como cristãos, deveríamos entender a necessidade de termos memória. A nossa fé nos relaciona especificamente com uma longa história da interação de Deus com o mundo. Devemos abrir os nossos olhos para reconhecer a história de fé das nossas igrejas na história completa do povo de Deus, preservando os dados e informações.

Afinal, sabemos quem são os pioneiros da Igreja? O que eles pregaram? O que eles enfrentaram para levar à mensagem de Cristo?Sabemos sobre o sistema de governo?Conhecemos suas doutrinas?

Numa época em que se fala muito sobre o futuro, entendemos que olhar para o passado é de certa forma a garantia para não perder o foco e perseverar no cumprimento da missão.

A preservação de dados não deve ser vista como uma tarefa secundária ou chata, mas sim como uma emocionante oportunidade de enriquecer o nosso passado assim como o trabalho presente.

Para falar sobre este tema entrevistamos o Profº Wander de Lara Proença. Profº Wander é graduado em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana e em História pela Universidade Estadual de Londrina / UEL e especialista em crescimento religioso nos espaços urbanos pela FTSA. Com mestrado em História Social pela Universidade Estadual de Maringá / UEM e Universidade Estadual de Londrina / UEL e doutorado em História, na área de História e Sociedade, pela Universidade Estadual Paulista / UNESP.
Professor da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA), em Londrina, nas áreas de História, Antropologia e Sociologia. Professor colaborador da Universidade Estadual de Londrina (UEL) nas disciplinas de História Moderna, Tópicos de Ensino de História Moderna e História Geral. Organizador e atual coordenador do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica, locado na FTSA, sobre religiões e religiosidades no Paraná e atual coordenador do curso de graduação em Teologia da FTSA. 

Autor do livro Magia, prosperidade e messianismo: representações e leituras no neopentecostalismo - casos de Londrina e Maringá (1975-1999) e do Sindicato de mágicos: uma história cultural da Igreja Universal do Reino de Deus (1977-2006) 


  
Em sua opinião, as Igrejas estão preocupadas em resgatar e valorizar a sua memória?

Wander -
Geralmente, não. Fazemos parte de uma geração que se acostumou a valorizar somente o "novo", um exemplo disto é o que ocorre no mundo dos equipamentos eletrônicos: o que hoje é considerado de "última geração" em seis meses já se tornou obsoleto; o passado é visto como algo "arcaico", "superado", sinônimo do que não "faz mais sentido".

Esse comportamento de descartar o que passou repercute também na memória das igrejas. Especialmente as igrejas ou comunidades de uma trajetória mais recente. Elas não costumam valorizar a história ou memória, isto, a meu ver, também por dois principais motivos:
a) por terem, quase sempre, surgido de conflitos ou divisões envolvendo outra denominação. Logo, a lembrança do passado não traz recordações "positivas", por isso, torna-se necessário para esses grupos afirmar e valorizar somente o "novo", o que surgiu depois.
b) vive-se muito um tipo "presentismo", ou seja, a preocupação do discurso das igrejas atuais está voltada para questões muito imediatas, do cotidiano; trabalha-se com uma mensagem que aponta para as possibilidades e promessas "futuras", para algo bom que deverá ocorrer em breve.  

Qual a importância de contar a história e ter estes dados documentados?

Wander -
O conhecimento da história é fundamental para qualquer instituição ou organização, pois além de significar a referência identitária, também representa o parâmetro que marcou os sonhos iniciais, os projetos e metas estabelecidos, os desafios que foram superados, ou seja, de onde se veio, onde se chegou e para onde é possível ir. A preservação dos documentos ou dados que registram a história de uma organização é imprescindível, neste aspecto, pois, além de possibilitar esta compreensão que expusemos, também servirá de base ou fonte para futuras pesquisas, análise e compreensão do se realizou no tempo.

Quais dados e documentos são relevantes e que contam a história de uma Igreja?

Wander - Os mais diversos tipos de registros ou dados podem ser considerados importantes. Mas, se fôssemos elencar como um começo, ou ponto de partida para uma organização que queira constituir um arquivo ou acervo de sua memória, sugeriria, por exemplo: atas, fotos, encartes, panfletos de divulgação, boletins, reportagens publicadas em jornais sobre a organização, gravações áudio-visuais com depoimentos de fundadores ou pioneiros, dentre outros. Esse conjunto de fontes ajudaria muito a quem, posteriormente, viesse a pesquisar e escrever sobre a história da referida instituição ou organização.

Como coletar e arquivar estes dados?

Wander - Um bom começo seria a iniciativa da liderança da igreja em designar alguém ou uma pequena equipe para realizar um inventário sobre o que já existe sobre aquela instituição local, fazendo uma "busca" inicial pelos diferentes tipos de registros, como os que mencionamos na resposta anterior. Para essa tarefa, seria importante consultar algum profissional do campo da história ou de arquivologia para uma orientação sobre os procedimentos de coleta, catalogação e armazenamento destes materiais. As faculdades destes campos de conhecimento geralmente se dispõem a prestar assessoria envolvendo estudantes/estagiários que podem orientar uma equipe de pesquisa em uma igreja local, por exemplo. Uma boa disposição de líderes e membros no sentido de disponibilizar os diferentes tipos de registros é algo importante neste processo.Também é importante que os pesquisadores realizem a gravação de depoimentos de participantes que vivenciaram aquela história, líderes, fundadores etc.

O que esta história possibilita para a nossa geração e as futuras?

Wander - Possibilitaria um conhecimento das origens, dos caminhos percorridos, dos desafios superados e, por conseguinte, uma identificação maior com aquela instituição ou organização. Certamente, isto redundará em inspiração à nova geração para dar seguimento de modo ainda mais aguerrido à história cujos capítulos escritos tiveram a participação de inúmeras pessoas e custaram, quase sempre, o esforço e entrega de seus pioneiros; ou então, para corrigir rumos e atualizar as práticas a partir dos ensinamentos que a interpretação do passado costuma proporcionar. A história também é importante porque as igrejas recebem permanentemente novos membros, os quais, muitas vezes, ali participam sem saber praticamente nada sobre a identidade e a origem daquela organização.

Quais os conselhos que daria para pastores e líderes quanto ao resgate da memória das suas Igrejas?

Wander - Recomendaria que dessem mais valor à história da organização a que pertencem, partindo de gestos e atitudes práticas, como: nas datas de aniversário de sua igreja, promover eventos celebrativos com a elaboração, por exemplo, de mensagens sobre a história, o testemunho de vida de seus membros pioneiros, publicação de artigos em boletins, exposição de painés ou murais com fotos e outros tipos de registros para o acesso à estas formas de memória pelos que ali são participantes. O que respondi na questão sobre como coletar e arquivar estes dados seria um bom procedimento que eu deixaria como sugestão aos líderes que se despertarem para esse tema.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

domingo, 6 de junho de 2010

Lausanne III - Entrevista com Silas Tostes

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Via www.bomlider.com.br



"Lausanne III procurará ser criativo no entender e comunicar da Missão Integral para os dias de hoje. Mas, nem por isso, inovará além da Escrituras. De novo, seremos lembrados da santidade, da consagração, da oração e da atuação missionária da Igreja."

Silas Tostes é o presidente da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB). Ele fala ao Bom Líder sobre o III Congresso Lausanne que acontecerá em Outubro, na Cidade do Cabo, África do Sul. Reunirá mais de 4000 participantes de aproximadamente 200 nações e territórios.
Em 1974, na cidade Lausanne, Suíça, 2300 pessoas de 150 nações se reuniram para um Congresso Internacional de Evangelização Mundial. Desse congresso surgiu um Pacto entre os evangélicos para efetuar a Grande comissão. Billy Graham e John Stott apóiam este Pacto.
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Em 1989, 3.600 líderes de 190 nações participaram de Lausanne II em Manila, Filipinas. O resultante Manifesto de Manila reafirmou e expandiu o Pacto de Lausanne e o chamado para "Proclamar a Cristo até que Ele venha".

Leia o Pacto de Lausanne clicando aqui.

ENTREVISTA

Bom Líder - Qual a importância do Terceiro Congresso Lausanne para a Igreja Global?

Silas Tostes - Ocorrerá 21 anos após o último. O II Lausanne foi em 1989 nas Filinas. De lá para cá, houve muitas mudanças no cenário internacional. A China é cada vez mais potência. Os movimentos religiosos radicais, de várias expressões religiosas, proliferam por toda parte. O Ocidente é cada vez mais pós-moderno e pós-religião. A Igreja Brasileira cresce muito numericamente, mas as evidências do bom discipulado não é visto. Preocupa-se cada vez mais com os problemas ecológicos e por aí vai. Lausanne III se proporá a nos ajudar ouvir Deus para o contexto atual, como relacionar nossa atuação integral diante dos desafios de hoje, e; como fazer tudo isso de forma criativa para os nossos dias, com obediência que agrada a Deus. Nesse caso, Lausanne III preocupa-se em ser relevante para a Igreja de Jesus em todo o mundo, pois, receberá 5 mil pessoas de vários países.

Bom Líder - Quais as conseqüências que a Igreja no Brasil pode esperar em função do Congresso?

Silas Tostes - Quem sabe o grupo de convidados, formadores de opinião que são, consigam trazer do Lausanne III o mesmo espírito de serviço, amor e transformação que esperamos encontrar e vivenciar no congresso. E assim, quem sabe, poderiam a partir de suas vidas e atuação conjunta, influenciar aqueles que não puderam estar presentes, ou, que não entendem a Missio Dei nas mais diversas formas de atuação de Deus no mundo por meio de Sua Igreja. Lausanne III procurará ser criativo no entender e comunicar da Missão Integral para os dias de hoje. Mas, nem por isso, inovará além da Escrituras. De novo, seremos lembrados da santidade, da consagração, da oração e da atuação missionária da Igreja. Bem, o que isso tem a ver com a Igreja Brasileira? Tudo, não é? Se a mesma foi comprada pelo sangue de Cristo.

Bom Líder - A Igreja que chegou ao século XXI consegue responder aos desafios deste século?

Silas Tostes - Alguns desafios são respondidos somente pela Igreja, por exemplo, interceder pelo mundo. Há desafios que a Igreja precisa responder envolvendo-se na sociedade com a sociedade, quer sejam nas áreas: saúde, educacional... ou seja, é ser sal e luz no mundo. E, em vários casos, até com o mundo, pois ainda que o mesmo esteja nas nas trevas, poderá ser iluminado pela luz de Jesus na Igreja, conforme essa se relaciona com os vários segmentos da sociedade. Em parte, a Igreja consegue responder aos desafios, apesar de algumas áreas fracas. Poucos evangélicos são autoridades quanto aos problemas ecológicos de hoje, porém, há aqui e ali, mesmo que em números menores, especialistas evangélicos em outras áreas. Esses poderão nos ajudar a sermos mais relevantes no nosso contexto.

Bom Líder - Como está a participação missionária do Brasil na Evangelização Mundial?

Silas Tostes - É difícil responder 100%. Veja que muitos brasileiros estão no mundo enviados por suas igrejas. Vários deles são bons. Outros poderiam ter sido melhor preparados. Como há muita independência na atuação missionária, e como não temos como pesquisar todas as igrejas locais do Brasil, de fato, não sabemos o número total de missionários brasileiros no mundo. Há também brasileiros imigrantes, que depois tornaram-se missionários e não aparecem nas estatísticas. Tem missionários neo-pentecostais, como os pastores da IURD no exterior, que também não aparecem nas estatísticas. Mas os missionários das agências filiadas na AMTB juntos, representam 4 mil missionários em áreas transculturais.

Bom Líder - O missionário desta era está mais qualificado para a evangelização?

Silas Tostes - Se pensar nos avanços da linguística, da antropologia missionária, do uso da informática em traduções da Bíblia e muitas outras áreas, nas técnicas de comunicação, na abundância de pesquisas, nos muitos cursos de línguas, nos muitos livros, nos muitos seminários, nos cursos universitários... perceberemos que há melhor preparo hoje a disposição. Não quer dizer que o mesmo é utilizado. Há pessoas que vão aos campos sem se prepararem. Contudo, nada disso substituirá nossa vida com Deus, o ouvir a Sua voz, sermos espiritualmente capacitados e guiados por Ele.

Bom Líder - Qual o maior desafio da Igreja Brasileira neste século?

Silas Tostes - Se pensarmos naqueles que nunca ouviram o Evangelho e as restrições existentes, estamos pensando em mais de 2 mil povos. Se pensarmos nas restrições do mundo islâmico. Se pensarmos na proliferação da promiscuidade e imoralidade, também via internet. Se pensarmos na falta de atuação social e política da Igreja, ou na atuação corrupta dos chamados evangélicos. Se pensarmos nos novos valores morais de nossa sociedade quanto a namoro, sexo, casamento, aborto. Se pensarmos no crescimento numérico da Igreja por meio de programas na televisão, mas de baixa qualidade bíblica. Se pensarmos numa atuação constantemente independente entre os grupos evangélicos. Se pensarmos no baixo nível teológico dos pastores. Se pensarmos na falta de atuação da Igreja entre os excluídos. Se pensarmos na nossa necessidade de estarmos bem preparados para atuar com nossas profissões e negócios no serviço a Deus e à sociedade. Se pensarmos no uso das artes para louvor a Deus, para comunicação do Evangelho, ou para resgate de cidadania. Se pensarmos... qual seria o maior desafio? Certamente que será apenas este: sermos um, como crentes, para que o mundo creia em Jesus.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Desempenho e isolamento acústico nas igrejas - Entrevista com Miriam Jerônimo Barbosa

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Por Instituto Jetro

Assunto recorrente nos jornais é o fato das igrejas ultrapassarem os decibéis permitidos por lei e que são denunciadas por "atrapalharem" sua vizinhança com "o barulho" em seus cultos e atividades.

Mas como podemos evitar que as músicas e orações que entoamos ao Senhor não sejam um "incomodo" e motivo de mau testemunho para os nossos vizinhos?

Em busca de respostas para uma adequação acústica em nossas igrejas é que entrevistamos a Drª Miriam Jerônimo Barbosa. Profª Miriam é engenheira civil pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especialista em Controle do Ambiente em Arquitetura. Mestre pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/ USP) em Arquitetura, doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desde 1980 atuando nas áreas de Materiais e Componentes de Construção, Desempenho Térmico e Acústico de Edificações, Adequação Ambiental e Ergonomia.


 
Qual a importância de se garantir o conforto térmico-acústico nos ambientes das organizações?

Miriam - Para melhor compreensão, pode-se entender conforto ambiental como o conjunto de exigências que o usuário espera encontrar nos ambientes por eles ocupados para as suas atividades diárias de viver, conviver, trabalhar, estudar, descansar e etc. A inadequação destes ambientes é visualizada pela insatisfação de seus usuários.
Os ambientes devem oferecer para os seus usuários as condições favoráveis para o perfeito funcionamento das atividades a serem ali desenvolvidas sem que aconteça um esforço maior dos usuários, evoluindo para um nível de estresse, permitindo assim, situações de fadiga e até a instalação de patologias. Assim pode-se considerar que um ambiente apresenta um bom desempenho térmico ou acústico quando oferece condições favoráveis ao desenvolvimento de atividades, sem o risco de prejudicar ou atrapalhar seus usuários no exercício destas atividades.
Portanto a garantia de uma boa resposta térmica e acústica dos ambientes representa a satisfação dos usuários destes ambientes e esta satisfação é de fundamental importância para a saúde, a produtividade, a harmonia, o desenvolvimento social, a paz e a felicidade em geral.

Qual a diferença do isolamento acústico e do controle de reverberação (absorção)?

Miriam - O isolamento acústico é toda ação que tenta interromper a propagação do som. O ruído ou som, ou energia sonora, sai de uma fonte sonora, se propaga e chega até uma recepção sonora. O meio de propagação é o ar contido no espaço usado. A recepção é aonde o som chega. Então a propagação se dá entre a fonte e a recepção. Um exemplo de fonte sonora é um apito na boca de uma criança. Quando a criança sopra o apito, o som se propaga no ar e chega até aos ouvidos das pessoas que compartilham com a criança o mesmo ambiente. Os ouvidos das pessoas são pontos de recepção.
O isolamento pode ser feito na fonte, na recepção ou na propagação. Entre dois ambientes construídos o isolamento mais efetivo é obtido pelo enfraquecimento da propagação sonora através de uma barreira que secciona a propagação do som. Esta barreira pode ser conforme a Lei de Massa na qual o peso da barreira é proporcional ao enfraquecimento, ou pode ser com múltiplos painéis paralelos aonde se alternam efeitos de reflexão e absorção.
O controle da reverberação é diferente do isolamento por que no isolamento o objetivo é impedir a propagação do som e no controle da reverberação o objetivo é controlar a intensidade e o tempo de permanência das reflexões sonoras dentro do ambiente.
O isolamento é requerido quando a questão é impedir o vazamento de som de um ambiente para outro. Já o controle da reverberação é requerido quando a questão é melhorar a qualidade da propagação de som dentro de um ambiente para se obter melhor inteligibilidade sonora. Em outras palavras o isolamento é para impedir os sons indesejáveis de fora para dentro ou de dentro para fora dos ambientes e o controle da reverberação é um tratamento interno para modelar o som dentro do ambiente.
A absorção sonora é um fenômeno físico muito utilizado para o controle da reverberação. Para entender melhor o fenômeno é bom relembrar os conceitos da física de reflexão, absorção e transmissão de radiações.
A propagação sonora também é uma radiação que atingindo um obstáculo, parte da incidência vai ser absorvida, outra parte vai ser transmitida e uma terceira parte vai ser refletida. A reverberação pode ser controlada reduzindo-se a parcela refletida, para evitar as várias reflexões em direções e tempos desencontrados, que resultam em desarmonia sonora dentro do ambiente.
A forma mais usada para reduzir a reflexão é através da absorção. As superfícies lisas e duras são refletores de sons e as superfícies macias, flexíveis, porosas e fibrosas são absorvedoras de sons.

Quais os materiais utilizados no isolamento e no controle de reverberação?

Miriam - Basicamente para isolamento de som de um ambiente para outro, usa-se paredes e coberturas maciças e pesadas. Mas o isolamento também pode ser obtido com materiais leves, só que para isto deve-se trabalhar com painéis múltiplos paralelos alternando-se absorção e reflexão. No caso de salas especiais e edifícios é mais simples trabalhar com as paredes e coberturas maciças e pesadas, a não ser que por outros motivos seja proibitivo o uso de sobrecargas.
Como exemplo de paredes maciças e pesadas pode-se citar as alvenarias de blocos pesados de concreto ou tijolos cerâmicos maciços ou ainda paredes monolíticas de concreto pesado. As coberturas pesadas são as formadas por telhas cerâmicas e lajes maciças ou lajes mistas com camada espessa de concreto.
Já no caso do controle de reverberação é necessário o uso de superfícies absorventes aparentes, voltadas e expostas para o espaço interno. Isto é complicado porque as superfícies absorventes são frágeis e vulneráveis, demandando maior cuidado na especificação destes materiais para não serem causadores de outros problemas relacionados com dificuldades na manutenção e limpeza do ambiente.

Qual é o melhor material acústico? Qual é o mais utilizado em igrejas?

Miriam - A madeira é um bom material para tratamento acústico por que tem um desempenho contrário aos outros materiais de revestimento. Ou seja: absorve melhor os sons de baixa freqüência (graves) e menos os sons de alta freqüência (agudos).  A madeira deve ser sempre adotada como material de revestimento interno para manter a linearidade de absorção requerida para um bom desempenho acústico de salas especiais. As igrejas deveriam usar os revestimentos de madeira. 

Quando o forro acústico é indicado? E o jateamento de fibras mineral e vegetal?

Miriam - O forro acústico pode funcionar como elemento de isolamento quando necessário e também para o controle da reverberação. Quando o espaço é muito grande a superfície da cobertura é a maior responsável pelo vazamento de som. Mas em se tratando de controle da reverberação o forro é a superfície mais indicada para trabalhar o tratamento acústico do espaço, por estar mais exposta para o interior do espaço e por estar mais livre e disponível para ser recoberto com materiais absorventes.
As fibras minerais jateadas funcionam como materiais absorventes. Não é muito indicado que estes materiais fiquem livremente expostos para o ambiente ocupado pelos usuários, porque podem soltar partículas com o tempo. O ideal é que estes jateados fiquem entre os painéis paralelos múltiplos, alternando reflexões e absorções, e assim possam apresentar um efeito de isolamento acústico.

O isolamento acústico é um alto investimento?

Miriam - Considerando a complexidade do que já foi exposto, o custo do isolamento acústico é sempre maior do que se espera. Pode-se supor que o desembolso para obter-se um isolamento acústico satisfatório é da ordem de uma construção dupla, por que terá paredes externas duplas e cobertura dupla. 
A tecnologia já foi desenvolvida, os materiais também existem e estão no mercado dos grandes centros prontos para serem comprados e aplicados, mas as soluções têm um custo muito alto e não adianta usar as similares mais baratas, por que o barato sai sempre mais caro. 

Quais os conselhos que daria para os administradores, gestores, pastores ou líderes que desejam melhorar a acústica da sua igreja ou organização? 

Miriam - Antes é preciso uma conscientização mais concreta do problema.
Porque isolar e tratar o som?
Estamos falando de tempos onde temos aparatos tecnológicos com capacidade para elevar o nível de pressão sonora acima dos níveis aceitáveis para o sistema auditivo humano. E esta novidade é adotada naturalmente com a justificativa de facilitar a comunicação em massa.
Aqui cabe mais uma questão para reflexão: é lícito gerar sons de níveis acima dos nossos limites de aceitabilidade para depois ter que usar também uma tecnologia desenvolvida para conter, abafar e enclausurar toda esta energia gerada? Será que estamos usando práticas sustentáveis para o desenvolvimento das nossas atividades ou será que devemos repensar os nossos caminhos?

Mas admitindo que seja toda esta adoção de evolução tecnológica, uma saída inevitável para as práticas das atividades culturais e sociais dos tempos atuais, então temos mesmo que adotar as novas tecnologias desenvolvidas para resolver os problemas que nós mesmos criamos.

Não é admissível fazer um bom isolamento acústico e não tratar o espaço interno. Esta atitude denota só uma preocupação em cumprir com as exigências legais para se ver livre do problema. A atitude consciente é aquela que se preocupa em eliminar o incômodo dos usuários do espaço público e também promover o conforto dos usuários do seu espaço interno ou de sua comunidade.

Os espaços com pé direito mais altos têm acústica melhor. A proporção certa é que a menor dimensão entre altura, largura e comprimento, do espaço, não seja menor que um terço da maior dimensão.
Quanto mais altas forem as dimensões do espaço, menores serão os problemas acústicos a serem resolvidos. Um bom tratamento acústico deve contar com painéis refletores para uma boa distribuição da energia sonora.
A área de materiais absorventes deve ser bem distribuída nas superfícies internas do espaço. Os grandes salões geradores de altos níveis sonoros devem ser localizados no centro e os espaços de administração, circulação, serviços etc. devem ser periféricos.
Os barracões de coberturas leves e fechamentos laterais com espessura menor que 15 cm, fatalmente serão espaços com um desempenho térmico e acústico deficiente.
Os templos construídos na Europa, na idade média, apresentam um bom desempenho acústico por que são usados materiais pesados e os espaços internos são grandes e altos.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

Leia também:
Primeiros passos para a edificação de templos
Vistoria nas igrejas II

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Campanha da UBE pela causa das crianças desaparecidas: Entrevista com o autor do livro Crimes Satânicos, e sorteio de livros




Amados irmãos, apresentamos aqui uma entrevista realizada com Leo Montenegro, autor do livro Crimes Satânicos. O livro, além de denunciar o rapto organizado de pessoas com objetivo serem sacrificadas em rituais de magia negra dentro e fora do Brasil, apresenta casos que vêm acontecendo em todo o mundo. Acompanhe as revelações do autor, que no momento já prepara mais um volume sobre o tema. A entrevista foi realizada pela irmã Wilma Rejane para a UBE.

Ao final do post, saiba como participar da promoção e concorrer a exemplares do livro.


1 - De que forma surgiu a idéia do livro Crimes Satânicos?

Na verdade foi através de uma noticia sobre um desses crimes onde uma mãe sacrificou seu próprio filho de menos de 3 anos em um ritual de magia negra. Essa noticia trazia fotos da cena do crime e confesso que isso me abalou e me fez perguntar de onde vinha maldade tal a ponto de uma mãe matar e esquartejar o corpo do próprio filho.

Então comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri que mesmo a mídia não divulgando, esses crimes acontecem a todo o momento e em todo o lugar.

Comecei a encontrar muita coisa, tive acesso a cenas de crimes, fotos e tudo o mais, sempre com apoio de pessoas do mundo todo, incluindo policia, perícia, investigadores, familiares de vítimas, etc.

É terrível saber que em alguns cultos satânicos há mães que geram filhos para que, logo ao nascer, sejam sacrificados nos altares satânicos, e isso passa despercebido, pois essas “mães” não dão a luz em hospitais.

No inicio não tinha idéia de escrever um livro, mas conforme fui descobrindo muitas coisas resolvi compartilhar com as pessoas e aí sim surgiu a idéia do livro.

Na verdade o Crimes Satânicos terá pelo menos mais um livro, que será um segundo volume.


2- De onde veio o apoio para a realização do trabalho?

Conforme pesquisava e colhia depoimentos, muitas pessoas se mostravam interessadas em ajudar com matérias, contatos, traduções (inclusive em russo), e citavam casos.

Tentei contatar parentes de crianças desaparecidas ou vitimas de rituais satânicos, mas foi muito difícil, pois essas pessoas vivem com medo e não sabem em quem confiar devido ao descaso com que foram tratadas pela sociedade e até mesmo autoridades, pois no Brasil a luta por justiça é muitas vezes uma luta silenciosa.

É muito triste a forma com que a causa dos desaparecidos é tratada nesse país.

Como uma pessoa só é declarada desaparecida depois de 48 horas, se é sabido que as crianças raptadas e desaparecidas são mortas muitas vezes em até 24 horas.

Isso poderia mudar se os nossos políticos votassem leis que favorecessem uma pronta resposta das autoridades em caso de desaparecimento, porém sabemos que esses mesmos políticos estão mais preocupados em votar o aumento de seus próprios salários.


3 - Você enfrentou algum tipo de pressão durante o andamento dos trabalhos?

Creio que a maior pressão foi espiritual e o pior momento foi a descoberta de um Vídeo Snuff (que são vídeos de assassinatos reais filmados com o objetivo de comercialização, e descobriu-se a conexão desses vídeos com cultos satânicos e redes de pedofilia).

Esse momento foi o mais difícil, pois tive que assistir dezenas de vídeos com esse tipo de conteúdo inclusive vídeos de rituais de magia negra, e infelizmente a internet está cheia desse tipo de conteúdo. Passei por tudo isso, pois minha intenção era encontrar um Vídeo Snuff real, algo que até aquele momento era considerado “Lenda”.

As cenas que eu vi e ouvi são de extrema maldade e posso dizer sim, que o mundo jaz no maligno.

Nesse momento muitas pessoas estavam orando por mim e isso foi essencial para concretizar o trabalho, pois pensei muitas vezes em desistir e até mesmo tive que parar o processo de pesquisa e investigação do livro, pois estava cansado, tendo crises de choro e não conseguia dormir à noite, pois ao fechar os olhos lá estavam as cenas em minha mente.

Minha esposa foi uma verdadeira mulher de Deus e peça importante para a concretização do trabalho, pois tinha momentos que eu não tinha forças nem para orar, talvez muitas pessoas possam ver isso como uma fraqueza, mas realmente tudo isso foi uma grande luta espiritual e com minhas próprias forças eu não teria chegado ao final. Então sei que foi Deus que me capacitou.

Eu não escolhi escrever esse livro, mas era necessário que essa denúncia viesse à tona.


4 - O que mudou em sua vida após o trabalho de investigação e publicação do livro Crimes Satânicos?

Até o livro ser publicado foi uma grande luta como já falei, porém depois com o apoio da editora Naós e de muita gente que tem apoiado o trabalho eu me senti mais seguro, pois vi que realmente eu não estava sozinho em tudo isso, pude ver que muitas pessoas estão se mobilizando e se perguntando:

“O que está acontecendo? Por que tantas crianças somem no país? O que eu posso fazer para ajudar a causa dos desaparecidos?

Muitas pessoas dizem que sou corajoso em fazer isso, mas a verdade é que Leo Montenegro é uma voz solitária na multidão e apenas um jovem acreditando no que diz 1 João 2-14.

Como Cristão acredito que temos que atender ao chamado de Deus para nossas vidas, e o “Eis-me aqui” é algo nobre nos dias de hoje e eu creio que todos podem ajudar na causa dos Desaparecidos, se você tem um blog, site, Orkut ou qualquer meio você pode se mobilizar divulgando textos, fotos, notícias - e com isso podemos sim salvar vidas e evitar que outras crianças sejam raptadas.


5 - Como você vê as noticias veiculadas recentemente na mídia envolvendo crianças em rituais com agulhas?

Esse caso foi uma exceção, pois a mídia nacional acabou divulgando o caso com toda a atenção.

Desde o Caso Evandro de Guaratuba no ano de 1992 que eu não via a mídia dar tanta atenção a um caso envolvendo ritual de magia negra.

Creio que esse caso fez muitas pessoas notarem que essa é uma prática comum e trouxe o assunto à pauta, tanto que quase todos os dias você pode ver novos casos sendo noticiados em toda a mídia.

Esses crimes acontecem com muita freqüência, para você ter idéia em Fortaleza uma série de crimes envolvendo rituais de magia negra estão acontecendo e isso não está sendo divulgado em lugar algum, a verdade é que os crimes continuam e ninguém foi preso até o momento ( Janeiro de 2010).

Na Tanzânia , Borundi e outros paises da África  centenas de Albinos estão sendo mortos, esquartejados e seus pedaços estão sendo vendidos para serem usados em rituais de feitiçaria pois existe uma superstição entre os nativos de que feitiços feitos com pedaços de Albinos trazem poderes mágicos. 

Como podemos ver isso está acontecendo em todo o mundo, porem pouco se noticia sobre esses casos.


6 - Léo, o que você acha que deveria ser feito para tornar as buscas a pessoas desaparecidas mais eficazes?

O Cadastro Nacional de Desaparecidos seria muito eficaz na busca e catalogação dos desaparecidos no Brasil.

Creio que campanhas do governo seriam de grande valia e até mesmo empresas poderiam colocar em seus rótulos de produtos fotos de crianças desaparecidas como muitas já fazem ou fizeram, parece que esse assunto para a sociedade é coisa do passado, mas os desaparecimentos continuam.

A maior união e integração das policias brasileiras também seria muito bem-vinda.

Mas eu ainda acredito que o maior passo pode ser dado por cada um de nós divulgando e ajudando essa causa, como falei há pouco.


7 - Tem algo, que você descobriu que não foi publicado? Por quê?

Existe muito conteúdo não publicado ainda e teremos um novo livro logo.

Tenho recebido muito apoio de varias pessoas que me escrevem relatando casos, experiências e denunciando crimes.

Tenho pesquisado essas denúncias e posso dizer que tenho em minhas mãos muito conteúdo.

O que posso dizer é que no mínimo eu sei demais e isso é perigoso pois faz de mim um alvo fácil.

Essa é a parte difícil de ser Leo Montenegro rsrs


8 - Que mensagem, você deixaria para as pessoas que estão lendo esta entrevista e que já leram ou pretendem ler o livro?

Leonardo da Vinci disse certa vez: “Aquele que não pune o mal, ordena que ele seja feito”.  E eu acredito que até hoje essas crianças tem desaparecido com tanta freqüência no Brasil e no mundo pelo descaso com que esses crimes sempre foram tratados, então devemos denunciar esses crimes para que esses raptores se sintam acuados e assim possam agir com menos liberdade e freqüência.

Sei que não vamos parar os raptos, mas se conseguirmos fazer com que eles diminuam estaremos salvando vidas.

Sobre o livro, eu peço que leiam, mas depois de ler não deixem o livro parado na estante, emprestem para seus amigos da igreja, família, e seus pastores e líderes.

Entendo que o livro é “pesado” e até não aconselho para que algumas pessoas o leiam, mas a mensagem dele não pode ser ignorada e nem ficar parada numa estante.

Obrigado à todos que me escrevem e compartilham suas experiências.

Deus abençoe a todos nós.

OBS: Para contatos com Léo Montenegro escreva para : leomontenegro09@gmail.com


9 – O livro está disponível nas livrarias evangélicas?

Sim. Os interessados podem também contatar a Editora Naós através do site www.editoranaos.com.br. E está disponível também em grandes lojas online, como Submarino, Americanas ou 100 % Cristão.

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Caros irmãos:  A União de Blogueiros Evangélicos, em parceria com a Editora Naós, vai sortear para os blogueiros 5 (cinco) exemplares do livro Crimes Satânicos.

Para participar da promoção basta republicar em seu blog o texto acima, da entrevista realizada com o autor. Em seguida, insira um comentário aqui neste post, informando de sua participação, não se esquecendo de deixar o link de seu blog para podermos conferir.

A promoção será válida do dia 15 até o dia 30 de Janeiro, e os livros serão enviados pelo próprio autor.