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domingo, 29 de novembro de 2015

Qual Seu Ponto? Cinco Sugestões para Sermões Mais Claros


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Robert Kinney
Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste claramente, como devo fazer. (Colossenses 4.3-4)
No que diz respeito ao seu modo de proclamar a palavra – ou o que os retóricos chamavam estilo na oratória –, parece que clareza era algo prioritário para Paulo.[1] E, quer ele pretendesse ou não que aquela frase fosse prescritiva para a nossa pregação, há algo a se aprender aqui.[2]
É algo que eu preciso aprender. Certamente, clareza é uma das coisas pelas quais mais tenho lutado na minha própria pregação. Mas também me parece ser algo que muitos pregadores consideram desafiador. Clareza é difícil. E é difícil por muitas razões. Contudo, um aspecto chave da pregação, do qual a clareza geralmente depende, é a articulação de uma única ideia ou proposição principal. É claro que a pregação expositiva nem sempre precisa ser proposicional num sentido técnico. Todavia, a exposição sempre tentará localizar e comunicar o cerne da passagem bíblica.
É isso que você está tentando fazer em sua preparação para o sermão, a cada semana?
Ou será que a sua pregação não tem um ponto central?[3]
Uma preocupação prática com a clareza
Há uma séria falta de clareza resultante de não se apresentar a ideia mais ampla, o ponto central. E essa falta de clareza é comum. Essa pregação sem ponto central pode ser o resultado da influência da assim chamada Nova Homilética, ou do aparente sucesso de muitos pregadores com a pregação narrativa, ou do desejo dos pregadores de serem criativos ou de criarem suspense em seus sermões, ou de um desejo muito mais rasteiro de simplesmente entreter, ou da capacidade cada vez menor de concentração do nosso povo, ou de uma variedade de outras influências. 
É fácil deter-se numa boa história ou querer enfatizar a emoção de um texto ou a beleza de algum elemento secundário. Quaisquer que sejam as causas, alguns de nós parecem ter aderido a um tipo de pregação que deixa de lado o estabelecimento de uma ideia principal, seja dedutiva ou indutivamente. Muitas vezes, não há nenhuma coerência de pensamento que permita identificar um ponto central único e memorável. E, tristemente, nosso povo muitas vezes vai embora sem nenhuma ideia do que deveria ter aprendido.
É compreensível, em nossa era pós-moderna de abordagens voltadas para a reação do leitor e de compromissos inabaláveis com a auto-realização, que o sermão tenha se tornado um bufê de pensamentos da mente do pregador (três ou quatro observações sobre o texto, talvez uma ou duas tangentes, poucas aplicações vagamente relacionadas, algumas boas histórias ou citações, talvez uma referência à ilustração de abertura para envelopar tudo), no qual a congregação simplesmente põe no prato o que lhe parece bom e se alimenta daquilo.
Enquanto pregadores, nós pensamos que construir apenas um argumento único e então defendê-lo a partir do texto parece excessivamente rudimentar, formulaico ou, talvez, até mesmo legalista. Então, nós tentamos evitar dizer ao nosso povo o que pensamos ser o ponto central do texto. Evitamos estruturar nossos sermões como uma demonstração composta de várias partes. Evitamos o foco de uma ênfase única, porque temos medo de que estejamos errados, o que acidentalmente mostraria que não sabemos de tudo. Ou, o que é pior, temos medo de que a nossa pregação se pareça demais com uma pregação.
E, embora haja algum valor em evitar o formulaico (já que nosso povo sem dúvida acharia cansativo ter a mesma estrutura toda semana), essa abordagem aleatória e sem ponto central da pregação pode estar fazendo um desserviço ao nosso povo. Quando somos ocupados (ou preguiçosos?) demais para chegarmos a um ponto único, ou quando tentamos escondê-lo em retórica, ou quando falhamos em estabelecer uma estrutura clara para o nosso sermão, nosso povo – cansado, ocupado e distraído como é –, quase sempre irá perder o ponto central. Ou, o que é mais provável, eles podem simplesmente perceber que, na verdade, somos nós que não tínhamos um ponto principal.
Clareza: unidade e ponto central
A clareza que provém de formular um argumento bem fundamentado, culminando em uma proposição única, é uma característica chave da retórica antiga.[4] Essa premissa foi capturada nas preleções de Robert Lewis Dabney sobre A Retórica Sacra, publicadas no final do século XIX, as quais oferecem meditações sobre a relação entre a oratória antiga e a pregação. De modo relevante, dois dos sete requisitos cardinais do sermão apontados por Dabney enfatizam essa ideia de apresentar um ponto central único.
Primeiro, embora cuidadosamente rejeite o reducionismo, ele sugere que a unidade do sermão (seu segundo requisito) resulta da combinação de todas as suas diferentes partes, que conduz a uma impressão geral para o ouvinte. Assim, o pregador deve “ter um assunto principal de discussão, ao qual ele adere com supremo respeito do começo ao fim”, bem como deve apresentar “uma impressão definida à alma do ouvinte, para a qual tudo no sermão converge”.[5]
Essa segunda exigência, a apresentação de “uma impressão definida”, parece ser expandida no sexto requisito de Dabney: um ponto central. “Com esse fim, deve haver, primeiro, uma verdade principal, prática e importante, distintamente capturada pelo pregador em sua relação com a ação da alma que ele deve estimular. E toda a questão do discurso deve se organizar de tal modo a pôr em destaque essa proposição”.[6] Dabney conjectura que sermões deficientes em um ponto central ou não contêm em si Verdades valiosas, ou essas Verdades “não são colocadas de modo a se sobressaírem à compreensão dos ouvintes”.[7]
O que fazer? Cinco sugestões para encontrar clareza
Se você também luta com a questão da clareza, há algumas coisas práticas a serem consideradas enquanto você prepara o sermão:
1. Tenha um ponto central
Pregação expositiva não é simplesmente um comentário sobre o texto. É a transmissão da Verdade do texto.[8] Como tal, é muito importante que você chegue, em sua própria mente, a uma proposição clara e curta que expresse a ideia geral do seu sermão (a qual, é claro, será derivada da ideia geral do texto) e, então, de fato, apresente essa proposição em algum momento do sermão. Como Bryan Chapell observa tão claramente em seu livro Pregação Cristocêntrica: “Os ouvintes rapidamente se cansam de caçar ideias e anedotas pela paisagem teológica no esforço de descobrirem aonde o seu pastor está indo”.[9]
2. Mostre como o ponto central está fundamentado no texto
Boa exegese e boa reflexão teológica lhe revelarão uma clara ênfase no texto. Se você tiver trabalhado duro, isso lhe dará a ideia geral para o seu sermão. Mas você deve mostrá-la claramente no texto. É claro que você deseja que o seu povo confie em você, mas, mais do que isso, você deseja que tenham confiança na Verdade daquilo que você está dizendo a partir da Palavra de Deus. Você não precisa ser um guru ou um mágico expositivo. Os melhores sermões são aqueles em que as pessoas sentem que você simplesmente lhes apontou o que está no texto e deixou que ele fizesse efeito em seus corações e mentes.
3. Contenha-se: edite para alcançar clareza
Não tenha medo de “aparar” o seu trabalho com liberalidade. Uma das maneiras mais rápidas de dar clareza ao seu tema central é cortar fora de sua apresentação tudo o que não sirva para apoiá-lo. Isso pode ser muito difícil se você tiver se dedicado bastante em sua exegese. Você terá aprendido bastante sobre o seu texto durante a última semana e ficado bem eloquente em questões secundárias. Não obstante, se você fez o trabalho de restringir-se a uma ideia principal, não confunda nem distraia as pessoas com outras coisas, não importa quão curiosas lhe pareçam.
4. Contenha-se: edite para alcançar simplicidade
Não leve seu povo em um caça-tesouros exegético. O instinto de apontar seu povo para o texto e desfrutar daquele momento em que todos voltam sua atenção para as Escrituras é bom. Contudo, mais não é sempre melhor. Os editores de nossas Bíblias nos deram milhares de referencias cruzadas. O seu povo não precisar vê-las todas. Não confunda uma multidão de conexões com algo que pode dar um apoio real para seu argumento. Se há um texto chave, claro, leve a igreja até lá. Porém, é mais que provável que haja somente uma ou talvez duas passagens assim em um sermão. Abra mais passagens que isso e você possivelmente estará na esfera da teologia bíblica  (o que pode ser útil), porém isso poderá custar o ponto principal da sua passagem.
5. Contenha-se: edite para alcançar vigor
Pregue sermões mais curtos. Poucos são pregadores de 50 minutos. Ainda menos são pregadores de 60 minutos. Eu provavelmente nunca o conheci, mas me sinto relativamente confiante (pelo menos estatisticamente) em dizer que a duração média do seu sermão é, provavelmente, um pouco maior do que deveria ser. E, mesmo que eu esteja errado, estou bastante confiante em dizer que a duração média do seu sermão é maior do que a sua congregação gostaria que fosse. Leva tempo, destreza e uma incrível autodisciplina para edificar uma congregação que aprecie um discurso longo e bem articulado. Se você não herdou uma congregação assim nem dedicou anos (na verdade, décadas) para desenvolver uma, considere encurtar o seu sermão. No mínimo, o ato de encurtar seu sermão irá forçá-lo a uma maior clareza e, idealmente, a apresentar de modo simples e sucinto a sua ideia geral.
Notas:
[1] “Com respeito ao estilo, um dos seus principais méritos pode ser definido como perspicuidade. Isso se mostra no fato de que o discurso, se não tem o seu significado aclarado, não irá cumprir a função que lhe é própria”. Aristóteles, Retórica 1404b (LCL, Freese). Quando os retóricos antigos consideravam a clareza, ou perspicuidade, eles parecem estar primariamente focados na escolha das palavras e em se elas causariam confusão à audiência. Ver também Quintiliano, Institutio Oratoria 8.1.1-7. Isso poderia muito bem ser o que Paulo tinha em vista em 1 Coríntios 1.17: “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo”. Para Cícero, a clareza também se estende à organização do material em favor de um argumento primário. “Uma organização dos assuntos a serem mencionados em um argumento, quando feita de modo adequado, torna toda a oração clara e inteligível”. Ver Cícero, De Inventione 1.22. Essa tradução vem de Cicero, The Orations of Marcus Tullius Cicero, Volume 4 (trans. C.D. Yonge; London: G. Bell & Sons, 1913), 241-306.
[2] Embora muito do argumento deste artigo não possa ser precisamente defendido como uma prescrição do Novo Testamento, é digno de nota que muito do que eu sugerirei sobre a clareza e a apresentação de um ponto central único e identificável, com uma clara estrutura retórica, é observável na pregação dos apóstolos em Atos e na “pregação” escrita de Paulo em suas epístolas.
[3] N.T.: O autor joga com a palavra inglesa pointless, que comumente significa “sem sentido”, mas, literalmente, significa “sem ponto”. A pregação sem ponto central (pointless preaching) não é necessariamente sem sentido, embora possa padecer da falta da clareza a qual alude o autor.
[4] Seria fácil começar com Aristóteles no século IV a.C. e a sua definição de retórica como “os meios reais e aparentes de persuasão” – Aristóteles, Retórica 1.1.14 (LCL, Freese). Poderíamos considerar os manuais de retórica de Cícero e Quintiliano, os quais parecem se fundamentar na presunção de que oratória é persuasão. Sendo assim, se assumirmos essa premissa básica da retórica para a nossa pregação, então o trabalho do pregador –  de fato, a sua responsabilidade –  é persuadir. A clareza que conduz à persuasão, por exemplo, exige um tipo particular de estrutura discursiva. E a estrutura básica da oratória sempre inclui a afirmação de uma proposição principal única, no princípio. Ver Cícero, Rhetorica ad Herennium 1.8.11-1.9.16 e Quintiliano, Institutio Oratoria 4.4. A estrutura da oratória também inclui, tipicamente, uma reafirmação do ponto principal como uma peroração ao final. Ver Cícero, De Inventione 1.52-56. “Que prazer pode um orador esperar produzir, ou que impressão até do mais moderado aprendizado, a menos que ele saiba como fixar um único ponto nas mentes da audiência pela repetição e outro, pela ênfase, como fazer uma digressão e retornar ao seu tema, como desviar a culpa de si mesmo e transferi-la a outro, ou decidir quais pontos omitir e quais ignorar como insignificantes? São qualidades como essas que dão vida e vigor à oratória; sem elas, ela jaz entorpecida como um corpo que carece de fôlego para mover seus membros” – Quintiliano, Institutio Oratoria 9.2.4 (LCL, Butler).
[5] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 109. Here, Dabney cites Cicero, De or. 2.114.
[6] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 126.
[7] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 127.
[8] Considere, por exemplo, as definições de pregação expositiva oferecidas por Mark Dever (“um sermão que toma o ponto central do texto como o ponto central do sermão”) ou Mike Bullmore (“pregação na qual o conteúdo e o propósito da passagem moldam o conteúdo e o propósito da mensagem”). Exposição, assim, não é simplesmente o conteúdo ou o tema central do texto (extraído pela exegese e reflexão teológica). Exposição também exige a simplicidade e a clareza de apresentar o ponto central do texto.
[9] Bryan Chapell, Christ-Centered Preaching, Second Edition (Grand Rapids: Baker Academic, 1994), 44 (Publicado em português com o título Pregação Cristocêntrica (Editora Cultura Cristã, 2002).
Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel

sábado, 7 de novembro de 2015

Os Espelhos de Deus - Por Max Lucado

Ilha de Guam


G.R. Tweed olhou pelas águas do Pacífico para o navio americano no horizonte. Limpando o suor da selva dos seus olhos, o jovem oficial naval engoliu profundamente e tomou sua decisão. Esta poderia ser a única chance dele para fugir.
Tweed estava se escondendo na ilha de Guam durante três anos. Quando o exército japonês ocupou a ilha em 1941, ele se escondeu no denso matagal tropical. Sobreviver não havia sido fácil, mas ele preferiu o pântano a um campo de prisioneiros de guerra.
Tarde naquele dia, 10 de julho de 1944, ele percebeu o navio aliado. Ele correu para cima de uma colina e se posicionou em um precipício. De dentro da sua mochila, ele tirou um espelho de mão. Às 18:20 ele começou a enviar sinais em código Morse. Segurando a extremidade do espelho nos dedos, ele o inclinou de um lado para outro, refletindo os raios do sol em direção ao barco. Três sinais curtos. Três longos. Três curtos novamente. Ponto-ponto-ponto. Traço-traço- traço. Ponto-ponto-ponto. S-O-S.
O sinal chamou a atenção de um marinheiro a bordo do USS McCall. Uma equipe de resgate embarcou num bote motorizado e passou despercebido na angra além do alcance das armas do litoral. Tweed foi salvo.[1]
Ele estava feliz por ter aquele espelho; feliz porque soube usá-lo, e feliz porque o espelho cooperou. Suponha que não tivesse. (Prepare-se para um pensamento absurdo.) Suponha que o espelho tivesse resistido, empurrado sua própria agenda? Em lugar de refletir uma mensagem do sol, imagine se tivesse optado por enviar algo próprio? Afinal de contas, três anos de isolamento deixariam qualquer um faminto por atenção. Em lugar de enviar um S-O-S, o espelho poderia ter enviado um O-P-M "Olhe para mim."
Um espelho egoísta?
O único pensamento mais absurdo seria um espelho inseguro. E se eu estragar tudo? E, se eu envio um traço quando devo enviar um ponto? Além disso, você já viu as manchas na minha superfície? Duvidar de si mesmo poderia paralisar um espelho.
Da mesma forma seria auto-piedade. Enfiado naquela mochila, arrastado por selvas, e agora, de repente espera-se que eu enfrente o sol brilhante e execute um serviço crucial. De jeito nenhum. Fico no pacote. Não sai nenhuma reflexo de mim.
Ainda bem que o espelho de Tweed não teve uma mente própria.
E os espelhos de Deus? Infelizmente nós temos.
Nós somos os espelhos dele, sabe: ferramentas da heliografia celestial. Reduza a descrição de trabalho humano numa frase e é isto: refletir a glória de Deus. É como Paulo escreveu: “Portanto, todos nós temos o rosto descoberto e refletimos como um espelho a glória do Senhor. Nós somos transformados na sua própria imagem com uma glória cada vez maior. E esta é a obra do Senhor, que é o Espírito. (2 Cor 3:18 VFL)
Um leitor acabou de levantar uma sobrancelha. Espere um momento, você está pensando. Eu li aquela passagem antes, mais de uma vez. E soou diferente. Realmente, pode ter acontecido. Talvez seja porque você está acostumado a ler em uma outra tradução. “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (ARA, ênfase minha).
Uma tradução diz, “contemplando, como por espelho”, outra diz, “refletimos como um espelho”. Uma implica contemplação; a outra refração. Qual é certa?
De fato ambas. O verbo katoptrizo pode ser traduzido das duas maneiras. Há tradutores que tomam ambos os lados:

“refletindo, como um espelho” (ARC) 
“contemplamos a glória do Senhor” (NVI com nota de rodapé indicando que pode ser também “refletimos”) 
“contemplamos como num espelho a glória do Senhor” (Bíblia de Jerusalém, com nota semelhante à NVI) 
“refletimos a glória que vem do Senhor” (NTLH)

Mas qual significado Paulo tinha em mente? No contexto da passagem, Paulo compara a experiência Cristã à experiência de Moisés no monte Sinai. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, a face dele refletiu a glória de Deus. “os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (v. 7 NVI).
A face de Moisés estava tão deslumbrante que “o povo de Israel não podia nem mais olhar para ele do que para o sol” (v. 7 Tradução em inglês A Mensagem).
Ao ver Deus, Moisés não podia fazer outra coisa senão refletir Deus. O brilho que ele viu foi o brilho no qual ele se tornou. Vendo levou a sendo. Sendo levou a refletindo. Talvez a resposta para a pergunta de tradução, então, é "sim."
Paulo quer dizer “vendo como em um espelho”? Sim. Paulo quer dizer “refletindo como um espelho”? Sim.
Será que o Espírito Santo intencionalmente selecionou um verbo que nos lembraria a fazer ambos? Contemplar Deus tão atentamente que nós não conseguimos fazer outra coisa senão refleti-lo?
O que significa ver seu rosto em um espelho? Um relance rápido? Um olhar casual? Não. Ver é estudar, fitar, contemplar. Ver a glória de Deus, então, não é nenhum olhar lateral ou relance ocasional; este ver é ponderar seriamente.
Não é isso que nós fizemos? Nós acampamos aos pés do monte Sinai e vimos a glória de Deus. Sabedoria inescrutável. Pureza sem mancha. Anos sem fim. Força destemida. Amor imensurável. Vislumbres da glória de Deus.
Enquanto vemos a glória dele, podemos ter a ousadia de orar que nós, como Moisés, possamos refleti-lo? Podemos ousar sonhar em ser espelhos nas mãos de Deus, o reflexo da luz de Deus? Esta é o chamado.
“Fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31). 

Tudo? Tudo.

Deixe sua mensagem refletir a glória dele. “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt. 5:16 NVI).
Deixe sua salvação refletir a glória de Deus. Tendo “nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (Efé. 1:13,14 ARA).
Deixe seu corpo refletir a glória de Deus. “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Cor. 6:20 ARA).
Suas lutas. “Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus.” (2 Cor. 4:15 NVI, veja também João 11:4).
Seu sucesso honra Deus. “Honra ao SENHOR com os teus bens” (Prov. 3:9 ARA). “Riquezas e glória vêm de ti” (1 Crô. 29:12). “É ele o que te dá força para adquirires riquezas” (Deut. 8:18).
Sua mensagem, sua salvação, seu corpo, suas lutas, seu sucesso – todos proclamam a glória de Deus.
“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Col. 3:17 ARA)
Ele é a fonte; nós somos o vaso. Ele é a luz; nós somos os espelhos. Ele envia a mensagem; nós a refletimos. Nós descansamos na mochila dele esperando o chamado dele. E quando colocados nas mãos dele nós fazemos o trabalho dele. Não é sobre nós, é tudo sobre ele.

Ao Sr Tweed usar um espelho, houve um salvamento. Que haja milhões a mais quando Deus nos usar.

domingo, 16 de novembro de 2014

QUE DIZ A BÍBLIA? O evangélico atual e sua relação com as Escrituras



Uma das críticas que eu sempre ouvi no decurso de minha longa vida cristã evangélica alude ao desconhecimento que os adeptos do catolicismo - não sem exceção - transparecem relativamente à Bíblia Sagrada. É de praxe que Roma nunca tenha estimulado os seus fiéis ao estudo bíblico: essa atividade, de certo modo, compete apenas aos clérigos. Na verdade, vale a concepção de que o fiel católico deve frequentar a missa e, razoavelmente, pautar sua vida dentro de princípios éticos. Assim está formada a religiosidade católico-romana.
Por outro lado, propaga-se a ideia de que os evangélicos, também chamados crentes (não sem razão, em alguns lugares, foram chamados de "bíblias") aprendem desde logo a importância do conhecimento da Palavra de Deus. Daí a importância das reuniões de estudo bíblico, durante a semana, da Escola Bíblica Dominical e da meditação no próprio lar.
Mas, no trajeto, algo aconteceu, que mudou o rumo desse conceito.
Os cursos de teologia, de teor evangélico, sem pretensão acadêmica, independentemente de sua qualidade, dizem-se cursos de natureza bíblica. A frequência de leigos a esses cursos é bem grande; entretanto, é de se notar que o interesse de tais alunos é, antes, alcançar títulos eclesiásticos. O conhecimento das Escrituras, propriamente dito, tornou-se secundário.
Os demais membros de igrejas evangélicas - não sem exceção - desviaram-se pelas veredas da falta de estudo da Palavra de Deus. As Escolas Bíblicas Dominicais têm minguado dia a dia; as reuniões semanais de estudo bíblico nos templos já não existem e o interesse de verificar no lar o texto sagrado esvaiu-se.
Sou originário de uma família que estudava a Palavra de Deus. Meu pai, com a família à volta da mesa, diariamente acompanhava o curso bíblico da Escola Bíblica Dominical. Naquela época havia um modelo de Lições Bíblicas que traziam o "dever diário" de estudo preparatório para a reunião de domingo. E não faltávamos à Escola Dominical! Quanto aprendemos do Senhor!
Por que essa derrocada de conhecimento? O que substituiu essa saudável prática cristã?
A derrocada do conhecimento bíblico é o resultado da inobservância do estudo e, (pasmemos!) da oração, que é a comunhão do homem com Deus. Todo músico sabe que, afastado de seu instrumento durante alguns dias, sua capacidade de execução extingue-se. O profissional que não pratica sua profissão perde-a rapidamente. Quem se afasta das Escrituras desconhece-a de tal forma, que lhe acrescenta coisas alheias ao conteúdo. 
Acontece que os crentes substituíram a Bíblia e a oração pela "música"; pela chamada "música gospel", e, com isso, fizeram crescer como massa fermentada a quantidade de "cantores", disputando espaço e mercado. Cultos viraram espetáculos de cantores, claro, desafeitos à Bíblia, mas "muito hábeis" na guitarra e na bateria! Eis a alegria do povo. E haja palmas!
Chegada a hora da mensagem da Bíblia, a euforia desaparece. É hora de acompanhar o relógio, nos poucos minutos - que se arrastam - dados à pregação. A euforia só volta, quando após o encerramento da mensagem, os cantores reassumem seu lugar de honra.
O efeito da "desbibliarização" (perdoem o neologismo) é o avanço incontrolável de "igrejas" heréticas - e de heresias já encontradas em igrejas que eram bíblicas. Aquelas, supridas pelos pseudoteólogos inadaptados à realidade da Palavra de Deus; estas, pressionadas pelo fator "música gospel", que se tornou capaz de ajuntar "fiéis"; tornando-as evidentes pelo número de frequentadores.
Pelo exposto, caso as igrejas que se pretendem em acordo com a Palavra de Deus não assumam uma posição doutrinária firme, a "desbibliarização" trará consequências tão graves para o mundo evangélico quanto a atitude de Roma trouxe para o catolicismo: pessoas exteriormente religiosas, sem qualquer vínculo com a mensagem de Deus para o homem.

Izaldil Tavares de Castro
Visite o blog do autor: http://prof2tavares.blogspot.com.br/

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Marcadores de Bíblia para download - 17 modelos


Amados irmãos e amigos, elaboramos para vocês esta série de 17 modelos de marcadores bíblicos. Cada página contém 2 exemplares de um mesmo modelo de marcador, salvo nos modelos  ‘Textos Usados com os Descrentes que Apresentam Desculpas’ e ‘Plano de Leitura da Bíblia em 3 Meses’, que, em virtude de seu tamanho, constam de apenas um por página.
     Os marcadores estão em preto e branco, e devem ser recortados nas linhas indicadas e depois dobrados, formando frente e verso. Caso queira, você pode colá-los, e até mesmo plastificá-los, conferindo assim muito maior durabilidade ao marcador. Pode também imprimir em papel cartão, pólen ou qualquer outro, a seu critério.

Note que buscamos elaborar modelos com temáticas diversas:
Há modelos do que eu chamaria de utilidades bíblicas, excelentes tanto para novatos na fé quanto para os cristãos mais experimentados, que compreendem listagens temáticas de versículos para auxiliar os leitores, como o já citado ‘Textos Usados com os Descrentes que Apresentam Desculpas’, e ainda ‘Os 22 Principais Problemas Dentro da Igreja e os Textos Bíblicos Que Ajudam no Trato com Eles’; ‘Onde Encontrar Auxílio Quando...’, e ‘As Respostas de Deus’.
Há ainda práticos modelos com espaço para anotações, em um dos versos ou em ambos, e que comportam ainda citações sobre a importância da Bíblia;
Modelos com enfoque em Missões/evangelização, com citações e versículos no tema e mapa de fusos horários mundiais, ou informações estatísticas atualizadas sobre a evangelização da população mundial;
Modelo com calendário já do ano de 2015, e o versículo sobre os Frutos do Espírito;
Modelo simples listando os livros da Bíblia, com ordem e abreviatura;
Modelo para anotar miniesboços de sermões;
E um Plano de Leitura da Bíblia em 3 Meses, esse para os realmente fortes (rsrsrs).

Esses marcadores são gratuitos, e não podem ser vendidos de nenhuma maneira. Você pode e deve imprimi-los em quantidade, para edificar seus irmãos, família e igreja. Distribua em sua classe de escola dominical, seminário, cultos e onde mais desejar. Compartilhe este arquivo com outros irmãos, para que eles mesmos possam imprimir os recursos.

Para baixar o arquivo pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o arquivo, ou visualizá-lo online pelo site Scribd, CLIQUEAQUI.



Esse recurso é um oferecimento dos blogs Arsenal do Crente (www.arsenaldocrente.blogspot.com), Veredas Missionárias (www.veredasmissionarias.blogspot.com) e Imagens Cristãs (www.imagenscristas.blogspot.com), blogs onde você poderá obter, além de informações de valia para sua vida e ministério, livros e outros recursos gratuitos.

Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

sábado, 12 de julho de 2014

Como encontrar uma citação bíblica




As citações bíblicas são os endereços das passagens que desejamos encontrar e seguem sempre a mesma ordem: Título do Livro (abreviado), Capítulo e Versículo. Exemplo: Mt. 5:23. Esta citação lê-se assim: Evangelho de Mateus, capítulo cinco, versículo vinte e três.

1. O ponto( . ) ou dois pontos ( : ) separa o capítulo do versículo.
Exemplo: Mc. 2:8 = Evangelho de Marcos, capítulo dois, versículo oito.

2. A vírgula ( , ) indica um espaço entre os versículos. Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.
Exemplo: Tg. 4: 5,9 - Epístola de Tiago, capítulo quatro, versículos cinco e nove.

3. O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Lc. 5. 10-15 - Evangelho de Lucas, capítulo cinco, versículos de dez a quinze. O traço pode também indicar uma seqüência de capítulos.
Exemplo: Jo 14:18-17, 20 - Evangelho de João, do capítulo quatorze, versículo dezoito, até o capítulo dezessete, e versículo vinte.

4. O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.
Exemplo: At. 1.5;16:14 - lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.
Outro exemplo: Jo 1:5; 1Ts 2:23: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de João e a outra na primeira carta aos Tessalonicense.

5. Um esse “S” indica a leitura do versículo que vem em seguida ao citado.
Exemplo: Rm 7:5s - Cartas aos Romanos, capítulo sete, versículo cinco e seguinte, seis. Ou seja: Rm. 7:5s é igual a Rm. 7: 5-6.

6. Dois esses “SS” indicam a leitura dos versículos seguintes ao citado.
Exemplo: I Co 2:12ss = Primeira carta aos Coríntios, capítulo dois, versículos doze e seguintes, até onde estiver relacionado.

7. (a, b e c) é possível encontrar uma dessas letras depois da citação do versículo. Exemplo: Gl. 3:1a, lê-se a primeira parte do versículo um. E consecutivamente a letra b corresponde a segunda parte do versículo e a c a terceira. Um versículo pode está dividido em até três frases, desta forma é possível encontrar a frase desejada.

8. Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo.
Exemplo: Jd 4 - Carta de Judas, versículo quatro.

9. Quando o livro tem mais de um capítulo, o número que vem logo após a indicação do livro é a do capítulo.
Exemplo: Mt. 5 – Neste caso deve ser lido todo o capítulo cinco do Evangelho de Mateus.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Caçapalavras evangélico grátis - Os povos menos evangelizados do Brasil


Você conhece a Revista Passatempos Missionários? É uma revista gratuita, reunindo caçapa lavras, cruzadas e outros passatempos, criada com o objetivo de repassar informações e conhecimentos sobre ou de interesse para a obra missionária da igreja de Cristo.
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Este segundo número da revistinha é focado nos oito segmentos ou grupos menos evangelizados do Brasil, que são: Indígenas, Ribeirinhos, Ciganos, Quilombolas, Sertanejos, Imigrantes, os mais pobres dentre os pobres e os mais ricos dentre os ricos

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quebrando a Barreira Babilônica - Uma reflexão para toda a igreja


Publicamos aqui este significativo texto de Ralph Mahoney. Buscando um embasamento bíblico e histórico, o autor discorre sobre o desperdício de dinheiro e recursos por parte da Igreja, que os esbanja em grandes construções, o que ele chama de Barreira Babilônica.
Concordando ou não com as ideias do autor, julgamos que este texto merece ser lido por todos nós. E além de poder lê-lo aqui, você tem também a opção de baixar este texto como um pequenino ebook em PDF (confira ao fim deste post).

*   *   *
QUEBRANDO A BARREIRA BABILÔNICA

Por Ralph Mahoney

Capítulo extraído do livro O Cajado do Pastor (The Shepherd’s Staff)


Capítulo 1
A Barreira Babilônica

Introdução
    Há TRÊS GRANDES OBSTÁCULOS à propagação do Evangelho. Estas coisas dificultam a evangelização dos que nunca ouviram as boas novas sobre o que Jesus Cristo fez para salvar e abençoar a todas as nações. Estes obstáculos são:
•        CLERICALISMO
•        DEFICIÊNCIAS PNEUMATOLÓGICAS
•        CONSTRUÇÃO DE CATEDRAIS
    Nesta seção, Quebrando a Barreira Babilônica, você aprenderá como vencer a CONSTRUÇÃO DE CATEDRAIS.
    Os outros dois obstáculos serão abordados em outras seções. 

A.    BARREIRA BABILÔNICA
    A maioria dos líderes cristãos dos dias de hoje não sabem que os eventos de cinco mil anos atrás estão influenciando hoje os seus valores e ações. A influência de Babel ainda se encontra muito presente em nosso meio, substituindo o que Deus ordenou pela sua agenda humanística, egocêntrica e narcisista. Isto está roubando de nós o verdadeiro propósito de Deus na Igreja.


1.    Histórico de Babel
    Quando Noé e seus filhos saíram da área, as instruções de Deus foram claras. “Deus... Lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra’’ (Gn 9:1). Deus tinha um propósito mundial para toda a terra. “Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela” (Gn 9:7).
    O propósito de Deus para todos os sobreviventes do Dilúvio era que eles “frutificassem e se multiplicassem, e enchessem a terra” (Gn 9:1,7).
    
a.    Pecado e Desobediência. Em Gênesis 10, os descendentes de Noé são citados como sendo Sem, Cão e Jafé. Os descendentes de Sem e Jafé foram abençoados. Cão e os seus descendentes (os cananeus) foram amaldiçoados.
    “E Cão, o pai de Canaã, viu a nudez de seu pai... E Noé despertou do seu vinho, e soube o que o seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã...” (Gn 9:22, 24, 25).
    Muitos estudiosos acreditam que estes versículos descrevem um ato homossexual cometido por Cão contra o seu pai Noé. Assim sendo, o julgamento veio sobre Cão e os seus descendentes, os cananeus.
    O primeiro filho de Cão foi Cuse. “Cuse gerou a Ninrode, o qual se tornou poderoso na terra” (Gn 10:8). A palavra hebraica GIBBOWR (traduzida por poderoso) significa “um poderoso guerreiro tirano”. Ele caçava homens para subjugá-los e escravizá-los. Ele estava totalmente tomado por um ardente desejo de exercer poder sobre a vida das outras pessoas. O versículo 10 nos diz que “o início do seu reino foi Babel.
   
 b.    Um Sistema Religioso Falsificado. Babel foi o resultado do povo camítico, sob a liderança de Ninrode, introduzindo no mundo um sistema religioso falsificado. Ninrode agiu sob uma inspiração satânica e demoníaca para produzir esse substituto da coisa verdadeira.
    Eu gostaria de identificar o que é essa religião babilônica, como você pode reconhecê-la e como você pode abordá-la, a fim de que você possa quebrar a barreira babilônica na sua igreja e na sua vida. Essa antiga influência ainda se faz presente em nosso meio nos dias de hoje.

2.    Babel – Impede o Propósito de Deus
    O que foi que se tornou o grande obstáculo ao propósito de Deus? Deus desejava que o Seu povo “se multiplicasse e enchesse toda a terra, e a fizesse frutífera.” O que se interpôs como obstáculo neste objetivo de o mundo todo tornar-se frutífero e repleto do conhecimento de Deus?
    Foi o “fator Babel”. A influência de Ninrode entremeou-se no propósito divino para neutralizar o que Deus havia  objetivado.
    “E era toda a terra de uma mesma língua, e de uma mesma fala. E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam uma planície na terra de Sinear, e habitaram ali.
    E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos, e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o barro por argamassa.
    Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos Céus, e façamo-nos um nome. Façamos tudo isto para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11:1-4).
    Deus queria que o Seu povo se dispersasse por várias regiões, para frutificar, multiplicar-se, e encher a terra. Babel existia para impedir isto. Eles     construíram a sua torre “para que isso não acontecesse”, isto é, para impedir que isso acontecesse.
    A religião de Ninrode ainda é muito proeminente no mundo, e a sua influência projeta uma espessa sombra sobre a Igreja Cristã. 

B.    QUAIS ERAM AS MARCAS DE BABEL? 

1.    Façamos Primeiramente: “Façamos tijolos e argamassa.” A iniciativa humana, independentemente e em contraposição à vontade de Deus, elevou-se e disse: “Façamos!’’
    Contraste isto com Mateus 16:17,18, onde Jesus diz: “Eu farei! Sobre esta rocha, Eu farei a edificação...” Esta é a iniciativa divina. A iniciativa humana se exalta contra o propósito de Deus. A iniciativa divina complementa o propósito de Deus. A afirmação de Babel é: “Façamos!” A afirmação divina é: “Eu farei!
    Na qualidade de líder de igreja, a qual destes dois você quer hoje entregar a sua fidelidade? O “Eu farei” de Jesus ou o “Façamos” da sua própria iniciativa? Você tem de fazer essa escolha. O “Façamos’’ leva às torres de Babel dos dias atuais. O “Eu farei” nos leva a um envolvimento na evangelização do mundo. 

2.    Construamos
    Em Segundo Lugar: “Construamos uma cidade.” Uma vez mais, contraste isto com as palavras de Jesus: “Sobre esta rocha edificarei a Minha Igreja.” Quem vai fazer a edificação? será que o “Façamos’’ fará a edificação? Ou será que vai ser o “Eu edificarei’’?
    Você não sabe que Jesus é um grande construtor? O Seu propósito é mundial, e o que Ele faz nunca, nunca, nunca será localizado. A coisa babilônica será totalmente localizada. Será totalmente enfocada num só local, em si próprios. A ênfase será na IGREJA “LOCAL”. (A palavra “local” não se encontra na Bíblia.) Esta é a distinção principal e você precisa observá-la e se precaver com isto.
    Isso soa de maneira semelhante às ambições de muitos pastores das nações ocidentais? Sim, de fato. Muitos deles são “Ninrodes” da atualidade, apropriando-se indevidamente de suas ambições locais, egos, planos de construção e vontade contra o propósito de Deus de evangelização mundial.
    Assim sendo, em contraste com o “Construamo-nos uma cidade – construamo-nos uma torre; edifiquemos para cima”, a Grande Comissão é sairmos para todo o mundo, levando o Evangelho a toda criatura. O propósito de Deus ainda é o de “... sairmos e enchermos a terra”. O espírito babilônico é “edificar para cima”, ao invés de “para fora”. Qual dos dois hoje está você fazendo, pastor?

   a.    Construtores de Catedrais. Não é por acaso que Ninrode e Babel ainda influenciam a arquitetura das igrejas.
    A torre de Ninrode era chamada de um Zigurate, que significa um “memorial”. Ela tinha mais de 180 metros de altura (equivalente a um prédio de sessenta andares).
    Olhando-se diretamente do Céu, num plano perpendicular a ela, o seu formato era semelhante ao de uma Cruz de Colombo. Do norte, sul, leste e oeste, novecentos degraus de escada subiam de cada lado numa linha reta, da sua base até o topo.
    O seu perfil era muito semelhante ao de uma pirâmide.
    “E disseram... edifiquemo-nos... uma torre, cujo cume possa tocar nos Céus...” (Gn 11:4).
    Por que os líderes de igrejas das nações ocidentais constroem catedrais com  elevadíssimas torres de igreja? Será que existe um único versículo em toda a Bíblia que nos diz para erigirmos catedrais ou prédios de igreja de qualquer tipo – muito menos os que possuem “...cumes nos Céus’’?
    Se você conhecer qualquer versículo, por favor me avise. Em mais de quarenta anos ainda não encontrei um único versículo sobre isto.
    A seguinte afirmação é um sumário de Babel: “Façamo-nos uma cidade, uma torre cujo cume esteja no Céu. Façamo-nos um nome, para que não sejamos dispersos.
    Tenho dito frequentemente:  “A maneira pela qual os líderes de igrejas nas nações ocidentais esbanjadamente gastam todo o dinheiro em argamassa (construções) nos levaria a crermos que a Grande Comissão foi: Ide por todo o mundo e edificai catedrais para toda a criatura.”
    Jesus e os primeiros apóstolos enfatizaram a MENSAGEM, E NÃO A ARGAMASSA!
    Não havia nenhuma catedral até a época de Constantino (cerca de quatro séculos depois de Cristo). Este imperador romano “convertido” radicalmente alterou e politizou a Igreja. Ele converteu os templos pagãos em catedrais – introduzindo assim as vaidades de Ninrode na tradição da Igreja. A sua influência, em última análise, produziu a apostasia de mil anos, chamada de “Idade Média” (ou “Eras Escuras”).
    A Igreja nas nações ocidentais ainda não está livre da influência de Ninrode e de Constantino. 

3.    Recebamos Adoração
    Ninrode tomou o lugar de Deus. A cada ano, Ninrode exigia ofertas de adoração, a si próprio, de centenas de quilos de incenso de nardo, no cume do Zigurate de Babel, o que valia milhões de dólares.
    Esta foi a mesma espécie de nardo que foi posto sobre os pés de Jesus (Veja Mateus 26:7 e João 12:3: “Então veio até Ele uma mulher com uma caixa de alabastro com unguento muito precioso, de nardo, muito caro...”).
    Ninrode se proclamou governador e deus de Babel. Ele se tornou a primeira deidade política. Ele iniciou o sistema de governantes deificados, assim como é o caso do imperador do Japão, onde o governante é adorado e venerado como se fosse Deus.
    Por que Daniel, séculos mais tarde, foi lançado na Cova dos Leões? Foi porque o Rei Dario decretou que Ninguém fizesse petições a nenhum outro deus ou homem, exceto a ele próprio. A recusa de Daniel significou a sentença de morte. Daniel estava se opondo à religião de Ninrode, que percorreu o mundo nos tempos antigos.
    De onde os Césares romanos tiveram a ideia de que eram deuses? Na época em que o Novo Testamento foi escrito, era contra a lei romana o uso da palavra grega Kurios (traduzida por Senhor) para qualquer outra pessoa, além do César. Isto também veio da influência de Ninrode. Os primeiros discípulos correram o risco de serem aprisionados e mortos por chamarem a Jesus de “Kurios” (Senhor – veja Romanos 10:9,10).
    Para mim é muito interessante o fato de que a palavra grega traduzida por anti-Cristo seja definida na Concordância de Strong da seguinte forma: “anti, significando ao invés de; no lugar de; sendo, portanto, geralmente usada para denotar uma substituição.”
    Ela não é simplesmente uma palavra de oposição a Cristo, mas significa “tomar o lugar de Cristo”. Você já ouviu dizer sobre o principal prelado da Igreja Romana, que ele é o “Vigário de Cristo na terra” e que ele toma o “lugar de Cristo”?
    Os nossos queridos bispos anglicanos são “Senhores espirituais” e “Senhores temporais”. Na qualidade de “Senhores espirituais”, eles governam na Igreja. Na qualidade de “Senhores temporais”, desfrutam de um assento reservado na CASA DOS LOR-DES (ou SENHORES) no Parlamento da Inglaterra.
    Eu seria o primeiro a reconhecer que muitas pessoas boas e tementes a Deus já ocuparam e ocupam esses cargos nas Igrejas Romana e Anglicana (e também Protestantes).
    Contudo, os conceitos e a teologia associados com estas práticas são uma escandalosa contradição dos claros ensinamentos de Jesus aos Seus Apóstolos sobre o assunto.
    “Mas Jesus os chamou para junto de Si, e disse: Sabeis que os príncipes dos gentios exercem domínio sobre eles, e os grandes exercem autoridade sobre eles. Mas não será assim entre vós; todo aquele que quiser ser grande entre vós, que seja o vosso servo. E qualquer um que quiser ser o primeiro dentre vós, que seja o vosso servo, assim como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos” (Mt 20:25-28).
    Pastor? Líder de igreja? Você crê nas palavras de Jesus e as pratica? 

4.    Façamos um Nome Para Nós Próprios
    “Façamos um nome para nós próprios, para que não sejamos dispersos.” Isto é um denominacionalismo sectário, impregnado de orgulho, em sua pior faceta.
    A palavra “denominar” significa “nomear”. Esta influência tem perturbado a Igreja desde o primeiro século. O denominacionalismo sectário encontrava-se nos discípulos de Jesus:
    “E João respondeu e disse: Mestre, vimos um que em Teu nome expulsava os demônios e o proibimos porque não Te segue conosco” (Lc 9:49).
    Paulo teve que lidar com isto junto aos cristãos carnais de Corinto: “Cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Pois enquanto um diz: Eu sou de Paulo, e outro, eu sou de Apolo, porventura não sois carnais?” (1 Co 1:12).
    A nossa identificação ou o fato de pertencermos a uma família eclesiástica específica (denominação) não é errado. O que é errado é o orgulhoso elitismo, exclusivismo e sectarianismo – e não deveria ter NENHUM lugar no coração e na mente de nenhum verdadeiro seguidor de Cristo.
    Observe a resposta de Jesus ao seu Próprio discípulo: “E Jesus lhe disse: não o proibais, porque quem não é contra nós, é por nós” (Lc 9:50). Senhor! Livra-nos dessas barreiras de sectarismo babilônico – quer se originem do nosso orgulho denominacional, ou da nossa arrogância por sermos uma igreja “independente”. 

C.    BABEL AINDA VIVE!
    Quando o julgamento de Deus veio sobre Babel e eles foram dispersos, eles levaram consigo a sua falsa religião.

1.    Ela Circundou o Globo Terrestre
    O sistema religioso de Ninrode é visto nas pirâmides do Egito – que eram Zigurates modificados. Encontramos a influência de Ninrode no Novo Mundo, dentre os astecas e os incas, os quais construíram os seus Zigurates com um modelo bem semelhante.
    Encontramos a religião de Ninrode na Índia hoje em dia, nos templos hindus. Nós a encontramos também no Tibete, Laos, e Camboja, dentre os budistas. Esta antiga influência religiosa circundou o globo terrestre e implantou o seu domínio satânico sobre a raça humana, com todas as maldições que a acompanharam.
    Coexistentes com Babel (os descendentes de Cão), encontravam-se os descendentes de Sem e Jafé, os quais permanecem fiéis ao verdadeiro conhecimento de Deus. A história secular dos tempos nos conta que os semitas eventualmente se levantaram contra Ninrode e o mataram pela blasfêmia – de se fazer como Deus.

2.    Ela Frustra o Propósito de Deus de Evangelização
    A religião de Babel enfocava as expressões de religião que eram localizadas, e que serviam e ministravam a si próprias, em contraposição a visão e causa mundiais que Deus tinha em Sua mente. Ela tem sido o obstáculo através dos séculos, para antagonizar e frustrar os propósitos de Deus. Ela tem sido o inimigo da propagação do verdadeiro conhecimento de Deus e do Evangelho, desde a época de Ninrode até agora.

D.    DEUS PROMETE ABENÇOAR TODAS AS NAÇÕES 

1.    Abraão – o Primeiro Missionário de Deus
    Foi cerca de um milênio após o Zigurate de Babel, que Deus chamou a Abraão para que ele saísse de Ur dos Caldeus, como o Seu primeiro missionário.
    Jeová fez uma aliança com Abraão. Esta aliança exigia dele algo difícil: “O SENHOR havia dito a Abraão: Deixa o teu país, o teu povo, e a casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei” (Gn 12:1). Assim sendo, foi renovada a visão de Deus por um povo que faria com que todo o mundo O conhecesse. Isso exigiria que fosse deixada a família e se fosse a povos de outras nações, línguas e culturas. Abraão tornou-se o primeiro missionário de Deus.
    A Aliança Abraâmica incluía sete promessas. A sétima era a mais importante.
    “Em ti todas as famílias (no hebraico = mishpachah, significando “tribos ou grupos étnicos”) da terra serão abençoadas” (Gn 12:3).
    Para que não fosse deixada nenhuma dúvida com relação ao que Deus quis dizer com isto, Paulo esclarece, sem sombra de dúvida, que Deus estava falando sobre a evangelização do mundo.
    “As Escrituras previram que Deus justificaria os gentios pela fé e anunciaram o Evangelho de antemão a Abraão: ‘Todas as nações serão abençoadas através de ti’” (Gl 3:8).
    Dois mil anos antes de Cristo, Deus declarou a Abraão o Seu desejo de que o mundo pagão fosse justificado e evangelizado. Foi uma promessa que seria frustrada pela influência de Babel. “Façamo-nos... edifiquemo-nos... para que não sejamos dispersos.
   
 a.    Um Fracasso de Responsabilidade. Deus havia feito o Seu povo Israel “uma luz para iluminar os gentios” (Is 42:6,7). Será que eles cumpriram este papel? Não! Eles fracassaram miseravelmente.
    Jeová contou a Abraão o que aconteceria com os seus descendentes. “Saibas, de certo, que os teus descendentes serão estrangeiros numa terra que não é deles, e serão escravizados e afligidos por quatrocentos anos... na quarta geração, os teus descendentes voltarão aqui...” (Gn 15:13,16). Isso aconteceu! Jacó mudou a sua família de setenta almas para o Egito na época de José (Gn 46:26, Êx 1:5).
    Moisés os tirou de lá quatro séculos mais tarde, como Deus havia dito a Abraão. “E aconteceu, no final dos quatrocentos e trinta anos... que todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito” (Êx 12:41).

2.    Israel Deveria Ser Um Reino de Sacerdotes
    Quando Israel saiu do Egito, a primeira aliança que Deus Lhes ofereceu abrangia a responsabilidade e o privilégio que possuíam a nível mundial. Ele disse: “Se obedecerdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, farei de vós um reino de sacerdotes, uma nação santa” (Êx 19:5,6).
    Por que Deus precisaria de uma nação santa de 2,5 milhões de sacerdotes (ex 12:37)? O único motivo racional seria o cumprimento da promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó.
    “Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e todas as nações da terra serão abençoadas nele?” (Gn 18:18).
    “E em tua semente serão abençoadas todas as nações da terra, porquanto obedecestes a Minha voz” (Gn 22:18).
    “E multiplicarei a tua semente como as estrelas do céu, e darei à tua semente todas estas terras; e em tua semente todas as nações da terra serão abençoadas” (Gn 26:4).
    “E a tua semente será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua semente todas as famílias da terra serão abençoadas” (Gn 28:14).
    Deus queria abençoar todas as nações (tribos, grupos étnicos), e Ele precisava de um grande número de sacerdotes missionários para comunicarem a Sua verdade a essas nações. A esperança de Deus era que Israel tivesse fé para aceitar a Sua oferta e cumprir o seu destino. Mas isto não aconteceu! “Por isso Me indignei contra esta geração... [porque] ...a mensagem que ouviram não Lhes foi de valor algum, porque os que a ouviram não a combinaram com a fé” (Hb 3:10;4:2).
   
a.    Duas Condições. A aliança (contrato) oferecida tinha duas condições para os israelitas:
        1)    “obedecer a Minha voz” e
        2)    “guardar a Minha aliança.”
    Só precisamos ler Êxodo 20 para vermos que Israel rejeitou a primeira condição: “obedecer a Minha voz’’.
    “E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; mas que Deus não fale conosco...” (Êx 20:19).
    “...cuja voz os que a ouviram suplicaram que a palavra não mais Lhes fosse dirigida” (Hb 2:19).
    Tendo rejeitado a voz de Deus, era impossível para esses israelitas cumprirem a vontade e o propósito de Deus para eles no sentido de serem um “reino de sacerdotes”.
    Alguns capítulos mais tarde vemos que os israelitas também violaram a segunda condição: “guardar a Minha aliança”.
    “E Moisés voltou e desceu do monte e as duas tábuas do testemunho [aliança] estavam em suas mãos...
    “E aconteceu que, tão logo se aproximou do arraial, ele viu o bezerro e as danças, e acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte” (Êx. 32:15,19).
    Moisés somente fez o que os israelitas já haviam feito através do seu pecado e desobediência – eles haviam quebrado a aliança; não haviam guardado a aliança. Assim sendo, Moisés arremessou as tábuas em que estava escrita a aliança e as quebrou. “ ...a aliança que fiz com os seus pais no dia em que os tomei pela mão para tirá-los da terra do Egito; aliança esta que eles quebraram...” (Jr 31:32). 

3.    O Sacerdócio Levítico
    A promessa feita a Israel no Sinai de serem feitos “um reino de sacerdotes” não se refere ao sacerdócio levítico. Os levitas se tornaram sacerdotes como consequência do fracasso e da desobediência delineados acima.
    A primeira condição – “obedecer a Minha voz” – foi quebrada. Como Deus poderia manter a Sua aliança e promessa de fazê-los “um reino de sacerdotes’’ uma vez que não queriam ouvir a Sua voz?
    O propósito de Deus foi uma vez mais frustrado quando os israelitas quebraram a aliança. Naquele dia, Deus decretou um julgamento: “Moisés ficou na entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então, todos os levitas se ajuntaram a ele. Aí ele Lhes disse: Isto é o que o SENHOR, o Deus de Israel diz: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa. Voltai e percorrei o arraial de uma extremidade a outra, com cada um matando a seu irmão, e amigo, e ao seu próximo” (Êx 32:26,27).
    No final das contas, havia apenas uma tribo com armas prontamente disponíveis: a Tribo de Levi. O que havia acontecido com todas as outras tribos? O registro diz: “Aarão os havia despido na presença de seus inimigos.
    Ao ler isto, temos a impressão de que eles estavam circulando sem nenhuma roupa! não é isto, no entanto, o que a palavra hebraica significa. Eles se encontravam militarmente expostos (nus) na presença dos seus inimigos. Eles haviam deposto as suas armas, muito embora  estivessem  rodeados   por inimigos.
    Os filhos de Israel haviam retirado do Egito todo o ouro e toda a prata. Eles haviam multiplicado uma quantia equivalente a milhões de dólares pelos padrões de hoje.
    Lá estavam eles, os herdeiros do tesouro do mundo antigo, mas haviam deposto as suas armas. Não estavam protegendo a herança. Encontravam-se militarmente nus! Que tolice!
    Os levitas foram a única tribo fiel. Estando armados, entraram no meio dos desarmados e mataram três mil pessoas naquele dia. Deus designou os levitas para serem sacerdotes porque eles haviam mantido as suas armas ao seu lado. Eles foram os defensores da nação e de sua herança. Todos os demais haviam comprometido a segurança e o bem-estar da nação.
    “Os levitas fizeram conforme o que Moisés ordenara. E naquele dia, cerca de três mil pessoas morreram. Aí então, disse Moisés: Vós [levitas] fostes consagrados ao SENHOR hoje... e Ele vos abençoou neste dia” (Êx 32:28,29). Assim sendo, a Tribo de Levi tornou-se a tribo sacerdotal.
    Entretanto, o propósito de Deus de ter uma nação sacerdotal foi adiado por mais quinze séculos. A maior parte do mundo agora teria que esperar muitas gerações antes de poder conhecer sobre o único Deus verdadeiro.
    Através de toda a história os Zigurates continuariam a ser construídos ao redor do mundo. A influência de Ninrode aumentaria e obscureceria o conhecimento do Único Deus Verdadeiro.
    O mundo esperaria durante mais de um milênio por um povo que “obedeceria a voz de Deus” e “guardaria a Sua aliança”. 

4.    A Promessa Cumprida
    “Mas, quando a plenitude dos tempos chegou, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, para redimir os que se encontravam debaixo da lei, para que pudéssemos receber a adoção de filhos” (Gl 4:4,5). 


E.    POR QUE JESUS VEIO? 

1.    Jesus Veio Para Dar a Israel Uma Última Chance
    De Abraão a Cristo passaram-se 2.000 anos – vinte séculos em que Israel deixou de se apossar das promessas feitas a Abraão. Todas as nações não estavam sendo abençoadas, como Deus havia objetivado. Israel não estava iluminando os gentios, como Deus desejava. “Eu, o SENHOR, te chamei em retidão... para uma luz dos gentios.
    “E Ele disse: também te darei para ser uma luz aos gentios, para que possas ser a Minha salvação até aos confins da terra” (Is 42:6;49:6).
    Em vez de ser a luz de Deus para os gentios, isto é o que foi dito a Israel: “Pois o nome de Deus é blasfemado dentre os gentios através de vós...” (Rm 2:24). “E santificarei o Meu grande nome... o qual profanastes no meio delas; e os pagãos [gentios] saberão que Eu sou o SENHOR...” (Ez 36:23).
    Quando Jesus veio, Ele chorou sobre Israel e a sua capital: “Ao Se aproximar de Jerusalém e ver a cidade, Ele chorou sobre ela e disse: Se tu ao menos soubesses neste dia o que te traria a paz...
    Os dias virão sobre ti em que os teus inimigos... te derribarão, a ti, e a teus filhos dentro dos teus portões. Eles não deixarão pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo da visitação de Deus para ti” (Lc 19:41-44).
    Ao ser finalmente rejeitado pelos judeus, Jesus disse: “Portanto Eu vos digo: O Reino de Deus será tirado de vós e será dado a uma nação que dê os seus frutos’’ (Mt 21:43). Quem foi essa nação a quem foi concedido o Reino? Descobriremos isto logo em seguida.
    Israel pecou e perdeu o seu dia de oportunidade, a sua última chance de ser a nação missionária de Deus – um reino de sacerdotes. Agora outros receberiam a bênção e a chance de serem os sucessores naquilo em que Israel havia fracassado. 

2.    Jesus Veio Para Acabar com os Templos e a Construção Deles
    Ele veio para quebrar o poder do sistema religioso de Ninrode, o qual se orgulhava muito das construções religiosas.
    “E enquanto alguns falavam sobre o Templo, de como era adornado com formosas pedras e dádivas, Ele disse: Quanto a estas coisas que contemplais, os dias virão em que não será deixada pedra sobre pedra que não seja derribada” (Lc 21:5,6).
    “E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mc 13:2).
    Havia uma boa razão pela qual Jesus acabaria com os templos. “Assim diz o SENHOR: O céu é o Meu trono, e a terra é o escabelo dos Meus pés. Onde está a casa que Me edificaríeis?” (Is 66:1)
    “...o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas...” (At 7:48). “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templo feito por mãos humanas” (At 17:24).
    Deus queria habitar no coração do Seu povo. Este era o Seu plano.
    “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3:16).
    “...Deus habita em nós, e o Seu amor é aperfeiçoado em nós” (1 Jo 4:12).
    “...pois sois o templo do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei, e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (2 Co 6:16).
    Pastor, você é como o rico insensato da parábola de Jesus? “E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores...” (Lc 12:18).
    Seja como Jesus e os primeiros apóstolos, os quais enfatizaram A MENSAGEM – E NÃO A ARGAMASSA (construções). A MENSAGEM produz corações prontos a fornecerem a Deus um lugar de habitação. A argamassa (Catedrais – Zigurates) acaricia os egos dos que constroem essas coisas.

3.    Jesus Veio Para Abençoar TODAS as Nações
    Jesus veio para reavivar a antiga promessa e o propósito de Deus – de que todo o mundo fosse abençoado através do conhecimento de Deus.
    Ao ressuscitar dos mortos, Ele disse: “Todo poder Me é dado no céu e na terra, e eis que estou convosco sempre, até a consumação dos séculos... Portanto IDE!” (Mt 28:18-20).
    Qual era o significado disto? Jesus estava renovando a antiga “Comissão” a Noé e seus filhos. Ele estava reavivando o chamado missionário a Abraão e sua descendência. “Portanto... Ide!
    Bem, a Igreja foi... mas somente até Jerusalém. Desde a época de Noé até agora parece que o principal problema do Senhor tem sido o de encontrar pessoas com uma visão mundial. A preocupação comigo, com a minha família, com os meus desejos e ambições parece personificar a maioria de nós. Muitos de nós, crentes pentecostais, temos a seguinte atitude: “Eu, minha esposa, meus dois filhos – nós quatro e fim de papo, Atos 2:4.”
    Antes que a Igreja Primitiva implementasse a clara comissão de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16:15), o Senhor teve de permitir a perseguição. Foi necessário isto para tirá-los de seus confortáveis ninhos e para obedecerem o que Ele havia ordenado. Mesmo assim, não foram os pregadores (os apóstolos) que obedeceram.
    “E naquela época houve uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos eles foram dispersos por todas as regiões da Judéia e Samaria, exceto os apóstolos” (At 8:1).
    Foi um movimento “conduzido por leigos” que quebrou a exclusiva franquia dos Apóstolos Judeus sobre o Evangelho. “Portanto, os que foram dispersos [nenhum apóstolo – somente leigos] foram por toda parte, pregando a Palavra” (At 8:4). 

4.    Jesus Veio Para nos Fazer Uma Nação de Sacerdotes
    Os apóstolos judeus não prestaram maior atenção à Comissão de Jesus do que nós o fazemos hoje em dia. Eles ficaram sentados, desfrutando do reavivamento e das bênçãos em Jerusalém.
    Até o Oitavo Capítulo de Atos, quando veio a perseguição, eles não estavam fazendo nada a respeito do propósito mundial de Deus de propagação do Evangelho. Os leigos finalmente responderam, quando a perseguição os dispersou.
    Pedro diz: “Mas vós sois um povo escolhido, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo que pertence a Deus...” (1 Pe 2:9). A mesmíssima coisa que Deus havia prometido aos filhos de Israel, em Êxodo 19, cumpre-se agora em nós.
    Deus não estabelece condições. Ele simplesmente diz: “VÓS SOIS sacerdotes reais [reis e sacerdotes], uma nação santa!” Não condicionalmente, como era sob a Antiga Aliança, mas incondicionalmente.
    “Eis que dias vem, diz o SENHOR, em que Eu farei uma nova aliança com a Casa de Israel, e com a Casa de Judá:
    “Não de acordo com a aliança que fiz com os seus pais no dia em que os tomei pela mão para tirá-los da terra do Egito, e esta Minha aliança eles quebraram...”
    “...Depois daqueles dias, diz o SENHOR, Eu colocarei a Minha lei no seu interior, e a escreverei em seus corações...” (Jr 31:31-33).
    Agora, na verdade, Deus está dizendo: “Eu farei”. “Tentei obter a cooperação voluntária da Minha nação, Israel, mas eles recusaram. Agora vou fazer a obra, independentemente deles.”
    Não existe nenhum “clero” nem “leigo” em nenhuma parte da Bíblia. Jesus nos declara “reis e sacerdotes”. “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele seja a glória e o domínio para todo o sempre. Amém” (Ap 1:6). “E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra” (Ap 5:10).



F.    O QUE QUEBRARÁ A BARREIRA BABILÔNICA?
    O que quebrou a barreira babilônica foi o fato de Deus haver descido e feito com que todos eles falassem em outras línguas. “Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra” (Gn 11:6-9).
    Era isso o que o Dia de Pentecostes objetivava alcançar: espalhar sobre toda a terra os que falaram novas línguas – para pregar o Evangelho de Cristo. Tal acontecimento foi para quebrar a barreira babilônica.
    O propósito daquele Dia não foi o de formar clubinhos do tipo “abençoe-me” que edificam para cima, ao invés de alcançarem os que estão de fora, e sim o de nos capacitar para irmos a todo o mundo e tornarmo-nos mártires para Jesus Cristo (At 1:8). Foi a confusão das línguas que quebrou a barreira babilônica. 

1.    Enfoque a Evangelização Mundial
    Deus queria que o Pentecostes (At 2:4) fosse isto para a Sua Igreja. O derramamento do Espírito Santo deveria fazer com que nos tornássemos internacionais e globais em nossa forma de pensar em nossa mentalidade. O Pentecostes deveria fazer com que percebêssemos que há pessoas de outras nações e línguas que estão esperando pelo Evangelho.
    Todas as vezes que você fala em línguas você deveria lembrar-se do programa global de Deus para todos os povos de “...todas as tribos e línguas, e povos, e nações.
    O Livro do Apocalipse nos leva ao Céu e nos mostra o resultado da Era da Igreja. Reunida diante do Trono encontra-se uma multidão inumerável.
    “E cantavam um novo cântico: Tu és digno... porque... com Teu sangue compraste homens para Deus de toda tribo, e língua, e povo, e nação, e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5:9,10).
    Se é a vontade de Deus que essas pessoas “de toda tribo, e língua, e povo, e nação” estejam no Céu, é melhor que você ore para que o Deus Todo-Poderoso o ajude a fazer a sua parte, a fim de que elas possam receber o Evangelho.
    Um enorme segmento do mundo ainda espera pelo Evangelho. Duas entre cinco pessoas (dois bilhões de seres humanos) ainda estão esperando que a Igreja obedeça o mandamento de Cristo de IR e pregar – de cooperar com o desejo de Deus de justificar os pagãos através da fé em Jesus Cristo.
    Até cerca de 200 anos atrás, a Igreja encontrava-se totalmente presa nesta escravidão babilônica. A Idade Média havia trazido a total imersão do propósito divino sob o sistema religioso de Ninrode. Era chamado de “cristianismo”, mas, na verdade, era algo totalmente Ninródico. Era um sistema político com líderes religiosos dirigindo o espetáculo.

2.    Pare de Construir “Templos”
    O que a Igreja fez durante aquelas trevas da Idade Media? Ela descartou o mandamento de evangelizar o mundo e começou a construir catedrais com lindas e altas torres “...cujo cume toque nos Céus...
    De que espírito você acha que isto saiu? Será que saiu da Grande Comissão? Será que saiu do amoroso coração de Jesus “que veio para buscar o que se havia perdido” (Lc 19:10)?
    Não! Saiu da religião de Ninrode, a qual espalhou os seus tentáculos de trevas sobre a Igreja e a amaldiçoou, e produziu a venda dissoluta de indulgências para financiar a construção de torres e catedrais em direção ao Céu – não, como se afirmava, para a glória de Deus, mas sim para a vaidade carnal do homem.
    Não sou contra o aspecto de a Igreja ter as suas dependências para executar a Sua obra, mas a construção desvairada de torres de Babel para satisfazer o ego do homem é uma maldição pecaminosa sobre a Igreja. Deus nunca ordenou isto. Deus nunca deu este mandamento. Não há sequer uma palavra de autoridade para isto, de Gênesis a Apocalipse.
    No entanto, em que nós, líderes de igrejas do ocidente, enfocamos a maior parte dos nossos recursos, tempo e esforços. Na minha opinião, a predominância dos líderes são “Ninrodes”, dizendo: “Façamo-nos! Edifiquemo-nos! Para que não sejamos dispersos – e acabemos indo para todo o mundo com o Evangelho.” (Considere isto como um sarcasmo.)
    As nossas torres de igrejas se projetam em direção ao céu e competimos uns com os outros para vermos quais os edifícios mais ostentosos que podem ser erigidos. É o antigo sistema de Ninrode levantando a sua horrenda cabeça: “Para que não sejamos dispersos por toda a terra para cumprirmos o propósito divino.” Não seria uma tragédia se isto acontecesse? (Esta pergunta é um sarcasmo divino).
    Esse é um problema antigo, que não desaparecerá com o Ralph Mahoney pregando sobre ele uma vez.
    Mas se você for um líder com coragem e fé, você poderá levantar-se e quebrar a barreira babilônica. Você poderá começar a orar contra ela, amarrando aqueles antigos e demoníacos principados e potestades que dominam mortalmente as finanças da Igreja e se recusam a liberá-las para a grande colheita do mundo.

3.    Re-Ordene as Prioridades Financeiras
    Nos Estados Unidos, damos 3 centavos de cada 100 dólares doados em nossas igrejas (não 3 centavos de cada dólar, mas sim 3 centavos de cada cem dólares) para a evangelização missionária. Este é um triste comentário sobre uma Igreja dominada pela escravidão de Babel.
    Quarenta por cento do mundo ainda não possui o Evangelho. Essas pessoas nunca o ouviram e não se encontram ao alcance do Evangelho hoje. Que crime!
    Quase dois mil anos se passaram desde que Jesus disse aos Seus seguidores o que Ele queria especificamente que fizessem. Quatro mil anos se passaram desde que Deus contou a Abraão sobre o Seu desejo de possuir um povo que abençoaria a todas as nações. Cinco mil anos se passaram desde que Deus falou sobre o Seu plano mundial a Noé e seus filhos – e o mundo não-evangelizado ainda está aguardando.
    “Despertai para a retidão e não pequeis; pois alguns ainda não têm o conhecimento de Deus: Falo isto para vergonha vossa” (1 Co 15:34). Se era uma vergonha trinta anos após o Pentecostes, quando Paulo escreveu isto, é uma vergonha dupla, hoje em dia, o fato de que alguns ainda não possuem o conhecimento de Deus.
    Nós, líderes de igrejas em nações ocidentais, temos decisões a tomar sobre quando, onde, e como nos levantaremos para quebrarmos a barreira babilônica. Precisamos ter como nossa prioridade número 1 a pregação do Evangelho – espalharmos a mensagem e pararmos de espalhar tanta “argamassa” (a construção de apriscos maiores para abrigarmos as ovelhas). As ovelhas foram feitas para o campo e não para os apriscos. “O campo é o mundo” (Mt 13:38).
    Digo pela terceira vez que a ênfase da Bíblia é a mensagem. A ênfase do cristianismo ocidental é a argamassa. Pense nisto!

G.    CONCLUSÃO
    Um dos principais obstáculos à evangelização mundial é o conceito das catedrais. As catedrais absorvem a maior parte dos recursos financeiros que deveriam ser usados para a propagação do Evangelho. “Senhor! Faça com que nos arrependamos deste terrível pecado contra os não-evangelizados. AMÉM!”


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O livro O Cajado do Pastor é distribuído gratuitamente para pastores da África, Ásia e América Latina.

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