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domingo, 27 de novembro de 2016

As três vias da evangelização apaixonada




Existe a evangelização mercenária e a evangelização apaixonada. Elas têm motivações opostas, propósitos opostos, métodos opostos e costumam produzir resultados opostos.
As três vias da evangelização apaixonada são a oração, o exemplo e o anúncio.

A evangelização pela oração

É preciso orar pelos descrentes por causa do estado de morte em que se encontram todos os mais de 6 bilhões de habitantes do planeta, sem nenhuma possibilidade de retornar à vida.

Todos pecaram, dizem as Escrituras, e “estão destituídos [ou privados] da glória de Deus”, ou “afastados da presença gloriosa de Deus” (Rm 3.23, NTLH). Estão todos “mortos em pecados e delitos” (Ef 2.1). A terra é um vale cheio de ossos sequíssimos, que precisam se juntar osso com osso outra vez, e receber carne, tendões, pele e espírito, para tornarem a viver (Ez 37.1-10).

É preciso orar por causa da extrema dureza do coração humano (Jr 3.17; 7.24; 11.8; 16.12; 18.12). O pecador tem “coração obstinado” (Is 46.12), “tendão de ferro no pescoço” e “testa de bronze” (Is 48.12). Ele carrega uma bagagem enorme de apatia, ignorância, cegueira, loucura, incredulidade, tradicionalismo, preconceito, soberba e servidão pecaminosa.

É preciso orar porque só Deus é capaz de fazer o mais difícil de todos os transplantes: “Tirarei do peito deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” e “colocarei no íntimo deles um espírito novo” (Ez 11.19, EP).

A evangelização pelo exemplo

É preciso viver o que se prega, senão a evangelização torna-se uma hipocrisia. Essa incoerência entre conduta e mensagem gera indignação, desprezo, zombaria, escândalo, incredulidade e rejeição.

Jesus deu muita ênfase à evangelização pelo exemplo, quando declarou francamente: “Vocês são o sal da terra para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve mais para nada; é jogado fora e pisado pelas pessoas que passam” (Mt 5.13, NTLH). No mesmo Sermão do Monte, Ele ensina que “uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida” e “não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa”. Em seguida, Jesus ordena: “Assim também, a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5.14-16, CNBB e NTLH). Somos agora o que Jesus foi no passado: “Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo” (Jo 9.5). A igualdade da missão de Jesus com a de seus discípulos aparece também na Grande Comissão: “Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei” (Jo 17.18).

Aos coríntios, Paulo assume que, “como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas” (2 Co 2.14, NTLH). Tornamos o evangelho conhecido mais pelo perfume do que pela palavra. Abusando da figura, é possível acrescentar: mais pelo olfato do que pela audição. Foi por isso que São Francisco de Assis disse: “Evangelize sempre; se necessário, use palavras”.

Pouco na frente, o mesmo Paulo garante aos seus filhos na fé: “Nossa carta de recomendação são vocês mesmos..., conhecida e lida por todos os homens” (2 Co 3.2, EP). Horácio, o poeta romano do primeiro século antes de Cristo, dizia que “mais profundamente nos impressiona aquilo que vemos do que aquilo que ouvimos”.

O exemplo de quem é sal da terra, luz do mundo, perfume de Cristo e carta de apresentação se manifesta pelas boas obras. Aliás, somos “criados em Jesus para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos” (Ef 2.10, EPC). Se o evangelho não alterou o nosso comportamento e continuamos iguais aos não convertidos, não temos como evangelizar, pois “a fé que não se traduz em ações é vã” (Tg 2.20, CNBB), não tem valor, não vale nada, não produz nenhum fruto, é inoperante, é morta. Mostra-se a fé salvadora pelas obras e não pela mera confissão de fé. A única evidência visível da fé alojada no íntimo, ao olhar perscrutador do descrente, é constituída dos atos de obediência do crente. Entre esses atos convincentes estão a autenticidade (“comprometo-me a viver o que prego e deixar de pregar o que não vivo”), o casamento estável, o cumprimento do dever, a honestidade, a linguagem sadia (não agressiva, não bajuladora, não caluniadora, não mentirosa, não obscena, não soberba), as relações humanas aprovadas (controle do gênio, cordialidade, humildade, perdão), a sexualidade mantida dentro dos padrões bíblicos, o envolvimento social (posição pública contrária à injustiça) e o equilíbrio religioso tanto nas convicções como na defesa delas (o fanatismo é uma contra-evangelização desastrosa).

A evangelização pelo anúncio

Não basta orar e ser exemplo. É preciso ir. É preciso mover-se. É preciso falar. É preciso gastar tempo. É preciso apaixonar-se. É preciso vencer a preguiça, o comodismo e o acanhamento. É preciso atear o fogo do evangelismo. É preciso guardar-se tanto do ativismo (predominância da ação em prejuízo da oração) como do misticismo (predominância da oração em prejuízo da ação).

Entre o muito que se pode fazer para evangelizar os descrentes, os testas de bronze, os corações de pedra, ocupa lugar de destaque o ministério da amizade. Esse ministério consiste em amar profundamente as pessoas, aproximar-se delas, mormente os que sofrem, os enfermos, os enlutados, os pobres, os marginais e os marginalizados. Na verdade, “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9.12, NVI). O amor cria possibilidades e abre caminhos. Sem amor não se inicia uma conversa, não se faz evangelismo pessoal, não se dá uma porção bíblica ou um folheto de boa qualidade, não se convida alguém para um encontro ou para uma reunião na igreja.

A arte de trazer os excluídos do lugar onde estão para a sala do banquete e de obrigar (não no sentido de violação da vontade alheia, mas no sentido de insistir, atrair, encorajar) os mais distantes a entrar é um ministério maravilhoso e tem fundamento bíblico. Foi assim que, na Parábola do Grande Banquete, a sala se encheu de toda sorte de gente: “Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar” (Lc 14.23, NVI). Simão Cirineu foi agarrado e obrigado pelos soldados a carregar a cruz de Jesus até o Gólgota (Lc 23.26). Muito provavelmente foi isso que mais tarde o levou à fé.

Quando a oração, o exemplo e o anúncio acontecem ao mesmo tempo, é muito difícil não haver novos convertidos. Isso, por sua vez, faz a Igreja crescer tanto em número quanto em qualidade.



As duas mais antigas estratégias para o crescimento da igreja evangélica brasileira

A proposta do escocês Robert Kalley, o primeiro missionário protestante a se fixar no país (de 1855 a 1876), fundador da Igreja Evangélica Fluminense (a mãe das igrejas congregacionais) era:

1) Publicar artigos na imprensa diária, para firmar certas doutrinas cristãs e expor os costumes da igreja primitiva, que são desconhecidos do povo.

2) Vender e distribuir livros e folhetos para instruir o povo no único caminho seguro da salvação.

3) Visitar casas particulares, lojas e oficinas para conversar sobre o amor de Deus, revelado na pessoa de Jesus e mostrar as boas dádivas do Pai Celeste para os que recebem a redenção tornada possível pelo sangue de seu Filho.

4) Instituir a prática diária do culto doméstico e ter reuniões familiares para leitura e estudo da Palavra e para louvar a Deus em espírito e verdade.

5) Socorrer os enfermos e aconselhá-los a confiar em Jesus somente, para o bem eterno de suas almas.

A proposta do americano Ashbel Green Simonton, o segundo missionário protestante a se fixar no país (de 1859 a 1867), fundador da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (a mãe de todas as igrejas presbiterianas) era:

1) A santidade da igreja deve ser ciosamente mantida no testemunho de cada crente.

2) O uso abundante de literatura evangélica. A Bíblia, e não somente a Bíblia, mas também livros e folhetos religiosos devem inundar o Brasil. É impossível envolver tão vasto país sem o auxílio da palavra impressa.

3) O evangelismo pessoal é de suma importância. Cada crente deve comunicar o evangelho a outra pessoa.

4) A formação de um ministério nacional idôneo, isto é, pastores brasileiros para brasileiros.

5) O estabelecimento de escolas paroquiais para os filhos dos crentes.

Como se pode observar, não havia um frenesi por números, mas uma preocupação muito grande com a santidade dos crentes e com o aprofundamento bíblico.

(Fonte: Entrevistas com Ashbel Green Simonton, p. 16-17, Editora Ultimato.)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Hinos e Louvores de Missões em coletânea - Hinário Hinos Missionários


Você com certeza deve conhecer alguns daqueles hinos de temática missionária, que incentivam a igreja à evangelização e estão presentes nos hinários tradicionais de nossas igrejas, tais como o Cantor Cristão, a Harpa Cristã, Salmos e Hinos, Hinário Aleluia e outros. Imagine-os reunidos em um só lugar, um só hinário? Pois é o que encontramos no hinário HINOS MISSIONÁRIOS.
O livro, gratuito, reúne em suas páginas uma seleção de hinos e louvores que vão servir de precioso auxílio para o esforço de avivamento missionário/evangelístico de sua igreja.
O Hinário conta ainda com recursos para facilitar sua consulta e utilização, como índice dos primeiros versos dos hinos e índice de autores e tradutores, além de nota introdutória sobre cada hinário antologiado.

Para baixar o Hinário pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site SlideShare, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.

Caso queira receber o arquivo diretamente por e-mail, escreva para: sammisreachers@ig.com.br

domingo, 11 de setembro de 2016

A importância da amizade na evangelização dos universitários


Maurício Jaccoud da Costa
O povo brasileiro é reconhecido como um povo alegre, hospitaleiro, festeiro, e, principalmente, por fazer amizades de maneira fácil. Para a juventude atual os amigos são muito importantes na formação de valores e opiniões e eles estão abertos a conversar sobre qualquer assunto. Jesus ficou conhecido como amigo de publicanos e pecadores (Mt 11.19) e cabe aos universitários cristãos fazerem amizades dentro das universidades para assim pregar o Evangelho a tantos jovens que estão perdidos sem Cristo no meio acadêmico.
Jesus é o nosso modelo para interagirmos com os não cristãos ou com pessoas que não têm clareza sobre sua fé. A igreja primitiva, simbolizada na pessoa de Pedro, teve grandes dificuldades em interagir com os não cristãos, não adotando ou seguindo o modelo de Jesus. A igreja evangélica, em especial os universitários evangélicos dentro das universidades, tem adotado a mesma postura de Pedro encontrando muita dificuldade em interagir com os não cristãos ou fazer amizades com eles e isso dificulta a propagação do Evangelho.
Durante todo o seu ministério, Jesus interagiu com pessoas de má fama para que estes pudessem se relacionar com Deus e ordenou aos seus discípulos que fizessem o mesmo (Mateus 28.18-20). Jesus ensinou – assim – a superar preconceitos e qualquer forma de discriminação. Ironicamente, porém, seus discípulos, que eram rejeitados pelos fariseus nos dias de Jesus, começaram a agir mais como os fariseus do que como o próprio Jesus, inclusive tendo muita dificuldade em pregar o Evangelho fora de Jerusalém (Atos 8.1). Os discípulos relutaram enquanto podiam para pregar aos não judeus. E quando o fizeram tiveram uma enorme dificuldade em interagir com eles, por causa de seu apego à religiosidade e às leis judaicas.
Os jovens universitários evangélicos têm tido muitas dificuldades em fazer amizades com outros indivíduos em suas universidades. Apóiam-se em regras supostamente vindas de Deus, como os judeus fizeram com a tradição de não comerem sem lavar as mãos. Regras em relação às quais o apóstolo Paulo escreveu para não nos submetermos, pois “tem aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2.23). Com a desculpa de não escandalizar o próximo, esses jovens deixam de ir a certos lugares e ao encontro de pessoas, quando o próprio Jesus escandalizou a muitos (Mateus 13.57) por causa do seu amor aos “perdidos”.
Os jovens universitários evangélicos precisam aprender a se relacionar com não cristãos em suas universidades desenvolvendo amizades profundas com estes. É preciso que os jovens universitários evangélicos deixem seus guetos eclesiásticos e penetrem na sociedade atual com um testemunho vibrante e convincente. A mulher samaritana somente se relacionou com Deus porque Jesus insistiu em passar por Samaria e tomar a iniciativa de conversar com ela, contra o que previa a lei judaica. O povoado onde aquela mulher morava somente se relacionou com Deus porque Jesus ficou dois dias dormindo, bebendo e conversando com eles. O leproso e a mulher com hemorragia só foram curados porque Jesus deixou ser tocado por eles. O rico Zaqueu somente se relacionou com Deus porque Jesus tomou a iniciativa de se hospedar em sua casa, arriscando-se de ser considerado conivente com a corrupção. Se Jesus desse ouvido às pessoas que o criticavam por agir dessa maneira, muitas pessoas continuariam não tendo a oportunidade de se relacionar com Deus.
Os jovens universitários evangélicos não podem ter medo de se relacionar com não cristãos. Não podem ter medo de se sentar onde não cristãos sentam. Não podem ter medo de ir onde se encontram pessoas diferentes e com outras opções de vida e de fé. Os jovens universitários evangélicos para propagarem o Evangelho precisam fazer amizades com quem quer que seja. O universitário evangélico brasileiro precisa aproveitar-se de toda a sua brasilidade e ir com toda a alegria pregar o Evangelho para que muitos universitários se tornem amigos de Deus.

Maurício Jaccoud da Costa
Pastor e Missionário do Movimento Estudantil Alfa e Ômega – um ministério da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. Professor e coordenador do curso de Missiologia da Faculdade Teológica Batista Equatorial. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

AS ONDAS DO EVANGELHO: Introdução à História do Rádio Evangélico no Brasil - Ebook


AS ONDAS DO EVANGELHO:  Introdução à História do Rádio Evangélico no Brasil é uma tese de mestrado de Ana Maria Suman Gomes, apresentada no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, e que teve por Orientador o Pr. e Prof. Israel Belo de Azevedo.
Ao longo das 236 páginas do trabalho, a autora faz um pormenorizado estudo sobre os primórdios e o desenvolvimento da presença evangélica no rádio brasileiro.

Para baixar o arquivo, CLIQUE AQUI

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Compartilhe a chama do Espírito Santo durante as Olimpíadas 2016


Falta apenas um dia para o início dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. No dia 05 de Agosto de 2016 a cidade Maravilhosa dará abertura aos jogos no Estádio do Maracanã. Segundo os dados divulgados pelo órgão organizador do evento, a expectativa é de que participem das Olimpíadas 2016 cerca de 12.500 atletas de 206 nações.
E com tantos representantes de nações reunidos, essa é uma ótima oportunidade de evangelismo.Durante o mês de Agosto, quando acontecerão os jogos, nós do Radar Missionário publicaremos matérias sobre agências missionárias que irão evangelizar e orar durante o evento, e é claro te convidar a participar de alguma forma desse momento de pesca das almas.
E se você quer convocar sua igreja à participar dessa olimpíadas de fé e ação, ainda da tempo, e para isso a Agência Malta (Missão Jovem Metodista), pode ajudar. Ela lançou em seu site o conjunto de “Ações Evangelísticas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos”. O propósito é dar suporte à todas as igrejas que desejam aplicar o projeto, respeitando a realidade e regionalidade de cada grupo, por isso todas as sugestões de trabalhos podem ser adaptadas para cada comunidade.
Entre o material de apoio disponibilizado, estão as edições do livreto “A jogada Perfeita”, além de folhetos e aplicativos disponíveis para download. Também é possível comprar a versão impressa do material. A Agência oferece ainda manuais para quem optar pela organização de festivais comunitários, sugeridos pela Fusion Brasil.
E essa não é a primeira vez que a Malta trabalha em um grande evento evangelizando. Ela já traz a experiência da Copa das Confederações e Copa do Mundo. Então se sua igreja ainda não se mobilizou para esse evento, junte-se no evangelismo. Entre no site da Malta e veja como participar.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Evangelização de Grupos Específicos




Definição

Podemos definir como grupos específicos: viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e marginais.

Removendo os preconceitos

Para evangelizar viciados em drogas, alcoólatras, homossexuais, prostitutas e outros, temos que vencer preconceitos, não só para a fase da evangelização, como para a fase da integração dos que se converterem.
Geralmente, o crente, em alguns casos por falta de treinamento, tem a tendência de evitar pessoas que vivem na prática de certos pecados socialmente condenáveis.
Todos procuram evitar os viciados, até mesmo por receio de serem influenciados ou até de serem apanhados pelas autoridades.
Em alguns casos, podemos chamar essa reação de preconceito. Em outros casos, temor. Até certo ponto, isto é justificável, mas não totalmente. Pelo menos o evangelista tem que pagar o preço e entender que tais pessoas estão na lista dos pecadores que Jesus Cristo veio "buscar e salvar" (Lucas 19:10).
Mas o problema não tem que ser encarado só pelo evangelista. Ele é de toda comunidade evangélica e eclesiástica. E o que é mais sério ainda, quando um ex-viciado ou qualquer outro tipo dessa classificação, depois de integrado a igreja, comete um escândalo, todos procuram livrar-se dele.
Para encararmos a evangelização dessas pessoas, temos que reformular nossos conceitos sobre pecado, salvação e vida cristã. Temos que entender que certos pecadores enfrentam mais dificuldades de se recuperarem do que outros. Assim são os viciados, que são portadores de dependências e precisam de amor e compreensão. A comunidade e o povo em geral precisam saber que uma igreja evangélica seja ela de que denominação for, não é uma comunidade perfeita. Mas todos somos pecadores recuperados ou em processo de recuperação.
Às vezes, ficamos querendo dar atenção à sociedade e descuidamos das almas preciosas que precisam ser salvas.
Nas instituições de internamento, a recuperação deles é trabalhada, realmente, com o evangelho. Há reuniões todos os dias e a mensagem da palavra de Deus é o remédio de cada dia. No entanto, nossas igrejas geralmente realizam poucos cultos na semana e o irmão ex-viciado fica sem atividade e isto é muito perigoso para sua vida cristã que não raro, tem que lutar com cicatrizes de feridas recentes.
Além disso, esses novos crentes precisam ser acompanhados com amor e compreensão. Eles não podem sentir-se marginalizados ou rejeitados ou tratados com desconfiança.
Precisamos conviver com eles sem temor e sem receios. Eles não são diferentes de nós mesmos, que também fomos resgatados dos nossos pecados.

Contexto de abordagem

Quando abordar pessoas dessa classe? Onde abordá-los? Como abordá-los? Aqui temos que trabalhar com duas possibilidades ou etapas.

Na primeira etapa, pessoas dessa classe poderão ser abordados no contexto comum da comunidade. Pode ser na rua, numa loja, numa escola ou até mesmo em uma crise em que sejam alcançadas, eventualmente, pelo evangelista.
A segunda etapa seria numa entidade de internamento. Pode ocorrer que comece aqui o trabalho de evangelização. Para essas entidades são levadas pessoas já evangelizadas e convertidas e pessoas ainda não evangelizadas.

Abordagem das entidades de internamento

1º - Problemas já conhecidos

Nessa etapa, a coisa é diferente de uma abordagem comum. Aqui cada um já é conhecido pelo seu problema: se homossexual, ou se é viciado ou se é prostituta e outros.

2º - Ambiente de atividade

As instituições geralmente têm atividades programadas para o dia todo. Atividades físicas, mentais e espirituais. Nisso se incluem: trabalhos manuais e braçais; jogos de Inteligência e cultos. Tudo é feito num clima de liberdade, em que os internos aceitam voluntariamente as tarefas.

3º - Tratamento enérgico dos problemas

No ambiente deve haver muita franqueza, muito amor, mas muita energia. Há proibições para que sejam afastados da pessoa fatores que lembrem o seu vício. Ele participará de atividades físicas, mentais e aprendizado para sublimar sua situação.


4º - O remédio é a Bíblia

Dificilmente essas entidades fazem uso de remédio, o que só poderá acontecer em situações excepcionais de crise. Mas aqui a Bíblia funciona poderosamente. E a Bíblia aplicada é vida.
Quando começamos a entrar nesse campo, constatamos, com mais entusiasmo, que a bíblia, realmente, tem solução para todos problemas.

5º - Evangelização aberta e constante

Ninguém é obrigado, mas o plano da salvação é constantemente colocado para as pessoas nos cultos. As pessoas não são coagidas, mas fica sempre claro para elas que só Jesus pode mudar a situação delas, pelo poder do Espírito Santo. Foi isso mesmo que Jesus veio fazer neste mundo.

6º - O plano da salvação

O plano da salvação é o mesmo para qualquer tipo de pecador.

7º - O conceito de pecado e linguagem apropriado

Dos muitos conceitos segundo os originais bíblicos, dois são importantíssimos. O primeiro é que "pecar" é “errar o alvo". O ser humano, ao desobedecer às ordens de Deus, errou o alvo, o objetivo para o qual foi criado. O segundo conceito é que pecar é transgredir, é ultrapassar a cerca.
A vontade é controlada pela compreensão, mas a compreensão é afetada pela nossa mente. Como arrependimento é mudança de mente, operada pelo Espírito Santo por permissão da pessoa, ela tem que ser levada ao arrependimento para mudar a compreensão e controlar a vontade.

8º - O esquema da conversão

Tudo isso redunda na conversão genuína do pecador. A conversão ocorrerá com o pecador desde que, ouvindo a mensagem do Evangelho, resolva crer em Jesus como Senhor pessoal. Para pessoas em tais condições a compreensão do assunto ajuda no trabalho de recuperação, por isso o evangelista deve ser e estar preparado.

9º - A certeza da salvação

Acima de tudo, as pessoas que se convertem, devem ser trabalhadas no sentido de entenderem que estão salvos por Cristo. A pessoa poderá ter recaídas, mas isso não quer dizer nada. Ela pode se recuperar. E quanto mais firme for essa certeza, menos probabilidade terá de recaídas.

Integração

A integração dessas pessoas assume alguns aspectos especiais. Além das regras normais para integração de novos crentes, precisamos atentar para os seguintes pontos:

1º- A preparação da igreja

As igrejas nem sempre estão preparadas para receber pessoas egressos das drogas, da prostituição, do homossexualismo e do alcoolismo. Assim, a igreja deve ser preparada. A integração neste caso começa com a igreja.

2º - A preparação do novo crente

O novo crente desta área também deve ser preparado. Ele tem que estar consciente do fato de que vai entrar num ambiente especial. Os pecadores convertidos são todo ex-pecadores perdidos e devem estar preparados para mudar. Mudança é a palavra de ordem ao longo de toda nossa jornada cristã. Quem não aceita a mudança é porque ainda não se converteu, de fato.

3º - Tratamento das causas dos problemas

Uma das dificuldades da integração de pessoas nesta área são recaídas. Muitas delas, depois de estarem ligadas a igreja, voltam a cair no pecado em que viveu antes.


O Evangelista

O evangelista habilidoso terá que ouvir constantemente a história de vida dessas pessoas. É um longo e cansativo trabalho, até que chegue a origem do problema, e a partir daí trabalhar para remover as causas.

Causas

Os viciados tinham problemas familiares: falta de carinho ou carinho de mais; em alguns casos, eram rejeitados; em outros, eram filhos de casais separados, e daí enveredaram-se pelo mundo da droga para fugir da dura realidade da vida.
As prostitutas, muitas delas, caíram nesse tipo de pecado por razões econômicas. É possível ter havido outras causas, até mesmo drogas, mas, em geral, as razões econômicas costumam ser a principal causa.
Os homossexuais de um modo geral chegaram a situação por má educação. Alguns foram presos demais, tendo sempre que viver com meninas e nunca com meninos. Outros, sem qualquer vigilância dos pais, foram explorados por meninos mais fortes na escola ou pela comunidade, e tiveram que acomodar essas pressões de outrem para relações sexuais. E por não ter diálogo em casa, nunca revelaram nada aos pais. Existem alguns casos patológicos e orgânicos, mas não são muitos, segundo os melhores especialistas.
Os alcoólatras estão incluídos nas classificações gerais dos viciados. Muitos deles se refugiaram na bebida para fugir de problemas familiares, problemas financeiros, decepções, frustrações, desastres econômicos, etc.
O evangelista muitas vezes, terá que se envolver em um trabalho com familiares. E será sempre bom ouvir familiares.
O trabalho será não só de tentar remover a causa ou afastá-la da pessoa, como também preparar a pessoa mentalmente para superá-la. A vida de fé em Cristo é o melhor remédio para esse tipo de problema.
Deverá, portanto, haver um acompanhamento programado e intenso.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estratégias de evangelização: Como fazer grafites através de moldes vazados




Os moldes vazados, também chamados de stencil, são uma forma de facilitar a criação de grafites e ao mesmo tempo padronizá-las, ao permitir que sejam feitas muitas reproduções do desenho/texto a partir de um único molde.
Uma ideia poderosa é usar esta técnica na evangelização, reproduzindo por exemplo pequenos versículos, mensagens ou imagens. 
O bom da técnica dos moldes vazados é que ninguém precisa possuir habilidades artísticas ou técnicas para sua criação e manuseio; basta criar o molde e utilizá-lo por aí, em locais os mais diversos (muros, postes, áreas urbanas etc.). E a técnica pode ser utilizada também para camisetas e tecidos em geral (claro, usando tinta para tecido).
Assim, apresentamos aqui alguns vídeos de terceiros, ensinando um pouco dessa técnica, e ainda sites com modelos de moldes e fontes especiais para você baixar. Mas não fique apenas nisso: faça buscas por mais informação no Google, assista a outros vídeos no Youtube e solte sua criatividade em prol do Reino!



Utilizando o stencil em camisetas

Não acaba por aqui: preparamos uma listagem de sites e repositórios onde você poderá encontrar diversos modelos de stencils para usar em seus trabalhos.

100 Stencil Patterns no Pinterest - CLIQUE AQUI.
Spray Stencils - CLIQUE AQUI.
Stencil Revolution - CLIQUE AQUI

E ainda: Baixe fontes (tipos de letras) especiais para você criar seus próprios moldes vazados. veja AQUI , AQUI , AQUI ou AQUI.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Capacite toda a sua igreja para a evangelização com as Oficinas da AMME


Nós da AMME Evangelizar cremos que a missão da Igreja é ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a cada criatura. Cremos que isso não é tarefa para alguns crentes em particular ou mesmo para um pequeno grupo. Todo crente, em todo mundo, pregando todo o Evangelho a Toda criatura, essa é a nossa missão bíblica. Por isso nós existimos, para ajudar as igrejas evangélicas brasileiras a cumprir sua missão bíblica de evangelizar todo mundo. Um dos meios para ajudarmos são as nossas oficinas.
Treinamentos dinâmicos e bem práticos, as oficinas tem de 6 a 8 horas de duração divididas em dois períodos, um de laboratório com o treinamento em classe e outro de campo, com os crentes treinados exercitando o que aprenderam em situações reais de evangelização. As oficinas motivam, treinam e oferecem material para as igrejas continuarem o trabalho de evangelização. Atualmente, quatro oficinas estão disponíveis, escolha a que sua igreja necessita e entre em contato com nossos missionários pelo telefone (11) 4428 3222 ou pelo e-mail portal@ammeevangelizar.org.
Conheça as oficinas da AMME (clique nos títulos)
Oficina +amigos – Evangelização pessoal e discipulado básico
Oficina Circuito Áquila – Evangelização de crianças
Oficina Vivência bíblica – Evangelização de adolescentes e jovens
Oficina Acende a Luz – Evangelização pessoal

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Evangelizando adeptos da Nova Era


Matheus Loures


A partir dos anos 60 acompanhamos o crescimento do movimento new-age (nova era). Este movimento é extremamente complexo e possui fronteiras muito fluidas, isso vem estabelecendo um grande desafio para sociólogos e antropólogos que estudam o tema. Esse neo-esoterismo é caracterizado pelo resgate do paganismo antigo, bem como do xamanismo indígena, mesclado-os com o panteísmo oriental¹. Seus seguidores tendem a peregrinar pelas várias opções religiosas retendo aquilo que lhes agrada. É um movimento marcado pela máxima “definir é limitar” dando prioridade àquilo que se pode sentir internamente. Apesar de estar bem presente nos grandes centros, existe todo um circuito new-age pelos interiores do Brasil, passando por cidades como Alto Paraíso (GO), São Thomé das Letras (MG) e o Vale do Capão (em Palmeiras, na Bahia), que recebem místicos de todo o mundo. Geralmente, esotéricos tem uma grande resistência com o cristianismo por considerá-lo muito institucional e exclusivista.²


Tendo lido isso talvez você se faça a pergunta: como posso fazer conhecida a mensagem do evangelho a este grupo? Baseado em nossa experiência no campo missionário, listarei 5 pontos que julgo muito importantes: 



1-Exerça um cristianismo integral e engajado: Embora moldados por cosmovisões bem diferentes a ideia de um evangelho (e missão) integral possui muitos pontos de contato com a busca por uma “espiritualidade holística” por parte dos esotéricos. Todo fruto de justiça do evangelho, todo cuidado com a criação e o cultivo do belo que vem de Deus é uma poderosa pré-evangelização neste meio. Explore, desfrute e se lambuze da graça comum. Contudo, faça isso ombro-a-ombro com eles e aproveite as oportunidades para ensinar porque essas manifestações são coerentes com a fé cristã. 



2- Enfatize a graça na pregação: Para C.S.Lewis a diferença central do cristianismo para as outras religiões é a graça. Em todos os outros caminhos espirituais o indivíduo deve conquistar a salvação pelo seu esforço e mérito. Por isso ela é, simultaneamente, escândalo e loucura para os adeptos do misticismo. Ao mesmo tempo em que não deixa de ser aquilo que é de fato: uma boa notícia. Quando alguém do meio místico entende/vivencia o amor gracioso de Deus, este é obrigado a descartar as crenças básicas do esoterismo: panteísmo, divindade do eu e capacidade própria para alcançar a iluminação. Procure contemplar e experimentar cotidianamente a graça de Deus, para que suas palavras tenham a veracidade da experiência, a intensidade da vivência. 



3- Se encha do Espírito: Bem essa verdade serve para o evangelismo a qualquer público, mas de certa forma o esotérico são muito sensitivos e abertos para os aspectos não-verbais da realidade. Já perdi a conta de quantas vezes, depois de um bom momento devocional, não surgiu o comentário: “- Nossa, você tem uma energia tão boa, tão pura”. Muitas vezes esse comentário parte de pessoas que nunca havia visto. Cultivar uma “conexão com o divino” é desejo deles, logo podemos ser a prova de que apesar de nossas imperfeições o ministério de Cristo possibilita um relacionamento com Deus íntimo, intenso e verdadeiro. Somos morada do Santo Espírito.



4- Seja firme, seja legal: A fé dos new agers de tão aberta aos manejos individuais, se torna superficial e sem legado. Os vínculos comunitários também tendem a ser frágeis. É por isso que ser firme naquilo que se crê tende a exercer certa atração. Mas a elegância da firmeza da fé pode ser ofuscada por atitudes arrogantes e intolerantes. Tudo que é “denso” e “pesado” tende a ser rejeitado, mas se a certeza no evangelho for demonstrada com humildade e mansidão, é derrubada uma grande barreira para que a Palavra fecunde o coração.



5- Construa relacionamentos: Esotéricos tendem a ser linha dura no seu anti institucionalismo. Entretanto, são muito abertos a tudo que é pessoal e orgânico. Portanto, mais do que criar estratégias de atração às reuniões da igreja, deve-se dispor de tempo para convivência. Os new agers geralmente estão super abertos a isso. São grandes críticos da “correria” da sociedade urbana que mina o tempo de relacionamento, por isso existe esse circuito pelas cidades de interior. Por isso invista mais na convivência do que em programas e atividades institucionais. Viva missionalmente, frequente os mesmo lugares que eles. Cultive o habito comunitário da hospitalidade, atraindo-os para grupos de convivência de sua igreja. Deixei este ponto por último, pois julgo que é nele que todos os outros tópicos podem ser posto em prática. Ter relacionamentos com este público é uma experiência maravilhosa que continua me fascinando depois de mais de 10 anos nesse ministério. Devido à abertura para se falar sobre religiosidade, devoção e sentido da vida existe a todo tempo inúmeras oportunidades para falarmos do Evangelho. Nessas conversas, não raras vezes testemunhamos quando a Palavra penetra a fundo o coração. 



Toda essa reflexão não é pertinente somente a missionários que atuam nesse meio, pois em determinada perspectiva essa onda do esoterismo é a tradução da religiosidade de uma modernidade tardia. Por isso, esses cinco pontos irão ajudar bastante na evangelização de toda uma sociedade pós-cristã, que tende a ser cada dia mais esotérica.



• Matheus Loures, 29 anos, casado com Chrystiane Pereira, mora desde 2010 em Alto Paraíso de Goiás. É formado em comunicação social atua como radialista e produtor cultural e é pastor da Comunidade Seiva.



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¹ MCGRATH, Alister, Apologética Cristã no séc XXI Ed Vida Acadêmica São Paulo: Ed Vida, 2008, p 315
²Para saber mais sobre essas e outras informações sobre a new-age sugiroa leitura de AMARAL, Leila Os Errantes da Nova Era e sua Religiosidade Caleidoscópica. Cadernos de Ciências Sociais, Belo Horizonte, v. 3, n. 4; e tambem HERVIEU-LÉGER, Danièle O Peregrino e o Convertido: a religião em movimento. Petrópolis: Vozes, 2008.