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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

777 Ilustrações para Sermões - Livro gratuito para download


Ilustrações de incentivo ao serviço dos santos: Em torno deste eixo principal se desenvolve esta seleta.
Muitos pastores e pregadores conscientes adquirem, já cedo em suas carreiras, o costume de colecionar ilustrações. Essas verdadeiras ferramentas de trabalho são coletadas nos mais diversos meios de comunicação, de uma crônica ou notícia de jornal a livros específicos sobre o tema, passando pela experiência pessoal e o absorvido de relatos orais. Esta seleta é, de certa forma, fruto do e homenagem ao trabalho desses verdadeiros rapsodos modernos.
Tudo pode ser motivo de ilustração; a natureza e a sociedade são painéis poderosos de onde o observador perspicaz e atento poderá coletar exemplos para aplicação em seus sermões.
Independente de o sermão ser uma exortação missionária ou de chamado ao serviço, ele pode albergar ilustração de qualquer tipo. Poderíamos, assim, neste livro, fazer um apanhado geral de ilustrações de quaisquer temas. Mas tais obras existem em boa profusão. Assim, reunimos aqui apenas ilustrações que, de alguma maneira, refiram-se mais diretamente às obras de missões/evangelização e de incentivo à mordomia cristã, ou que possam ser mais facilmente correlacionadas a tais temáticas.
Colecionamos ilustrações de fontes diversas; algumas circulam já há bastante tempo; outras, que traduzimos diretamente do espanhol e do inglês, talvez nunca tenham sido veiculadas em nossa língua. Quando julgamos necessário, as ilustrações sofreram breves adaptações e acréscimos para enriquecimento da informação que buscam transmitir.
Ao final do livro, além de um índice geral das ilustrações, agregamos o artigo Adaptando Ilustrações Para Que Sejam Úteis A Você, de Craig Brian Larson, que apresenta oportunas dicas para que você possa criar e adaptar ilustrações ao propósito da mensagem que deseja comunicar.
Este é um livro gratuito, parte de uma família de publicações (abrangendo teatro, dinâmicas, esboços de sermões, poesias, citações etc.) que objetiva municiar a igreja lusófona com literatura de qualidade e gratuita para incentivar e enriquecer seus esforços de promoção e ação missionárias.
Somos mordomos e devedores de todos os homens (Rm 1.14), e serviçais de nossos conservos (Lc 22.24-27). Que os exemplos aqui narrados sirvam como brasas, tições de calor e luz a vivificar o nosso chamado.
Não deixe de compartilhar esta publicação, sempre gratuitamente, com todos os cristãos ao seu alcance.
A Deus, para cuja glória vivemos, seja tributado o louvor.

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

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Caso não consiga efetuar o download e queira receber o arquivo por e-mail, escreva para:   sreachers@gmail.com

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A IGREJA E SUAS ANALOGIAS



A IGREJA E SUAS ANALOGIAS

A igreja é o único movimento que Cristo deixou sobre a terra para representá-lo. Todo mundo que quer estar no centro do que Deus está fazendo no mundo hoje deve envolver-se com sua igreja. A intenção de Jesus é que ela fosse, acima de tudo, instrumento para a evangelização do mundo, a edificação dos crentes e a ministração às necessidades humanas.
A melhor maneira de entender a natureza da igreja é pensar nas analogias usadas para ela. Ela é chamada de esposa de Cristo, o corpo de Cristo, a família de Deus, o exército do Senhor e o edifício de Deus.
Uma esposa é uma mulher com quem um homem se compromete. A igreja é, então, um conjunto de pessoas com quem Cristo está comprometido. Um corpo é um organismo através do qual alguém atua. A igreja são pessoas através das quais Cristo trabalha. Uma família é um grupo de pessoas intimamente relacionadas que nutrem e cuidam umas das outras. A igreja são pessoas por meio das quais Cristo alimenta e cuida de seus discípulos. Um exército é um grupo de soldados armados e organizados para a guerra. A igreja são pessoas através das quais Cristo combate o mal. Um edifício é uma estrutura onde uma pessoa mora. A igreja é uma cidade em que Deus habita.
A ideia de esposa sugere nosso relacionamento com Cristo; a ideia do corpo indica nosso trabalho para Cristo; a ideia da família fala da nossa íntima comunhão com Jesus; a ideia do exército sugere nossa missão para o Senhor; a ideia de um edifício fala da nossa unidade nele. Como esposa, devemos amar; como corpo devemos servir; como família, devemos nutrir; como um exército devemos avançar; como edifício, devemos permanecer.

José Luis Martínez – 504 Ilustraciones Preferidas

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

ATUALIZANDO UMA ILUSTRAÇÃO - Cristo já pagou por nós


ATUALIZANDO UMA ILUSTRAÇÃO

Ouvi Gordon MacDonald fazer isso habilmente enquanto pregava a respeito de João Batista. Gordon apresentou uma atualização criativa do ministério de João em uma história em que todo ouvinte poderia entrar. Ela foi mais ou menos assim:
Vários tipos de administradores estavam à margem do rio Jordão quando as multidões vieram até João, e eles decidiram que precisavam deixar as coisas organizadas. Assim, montaram mesas e começaram a dar etiquetas às pessoas que vinham para o arrependimento. Na etiqueta, está escrito o nome da pessoa e seu principal pecado.
Bob anda até a mesa. Os organizadores escrevem seu nome na etiqueta e, depois, perguntam: "Qual o seu pecado mais terrível, Bob?".
"Roubei dinheiro de meu patrão".
A pessoa na mesa pega um marcador e escreve em letras nítidas DEFRAUDADOR e a cola com um tapinha no peito de Bob.
A pessoa seguinte vem para a frente. “Nome?”.
"Maria."
"Maria, qual o seu pecado mais terrível?".
"Eu fofoquei sobre algumas pessoas. Não foi muito, mas eu não gostava dessas pessoas".
Os organizadores escreveram: MARIA — FOFOQUEIRA e a colaram nela.
Um homem vai até a mesa.
"Nome?"
George
"George, qual o seu pecado mais terrível?".
"Pensei sobre como seria bom ter o carro do meu vizinho."
GEORGE — COBIÇOSO
Outro homem se aproximou da mesa. "Qual é o seu nome?", perguntam-lhe.
"Gordon".
"Qual o seu pecado?".
"Estou tendo um caso".
O organizador escreve GORDON — ADÚLTERO e cola o adesivo em seu peito.
Logo Cristo vem para ser batizado. Ele anda pela fila dos que estão esperando para ser batizado e pede suas etiquetas dos pecados. Um por um, ele tira aquelas etiquetas das pessoas e as cola em seu próprio corpo. Ele vai até João e, enquanto é batizado, o rio leva a tinta de cada etiqueta que ele colou sobre seu corpo.
Enquanto Gordon contava a história, todo mundo na congregação mentalmente escrevia seu próprio pecado e o colava em seu próprio peito. A ilustração era específica, mas falava sobre sentimentos universais.

Haddon Robinson – in A arte e o ofício da pregação bíblica

domingo, 22 de dezembro de 2019

LUTERO DEPRIMIDO?


Martinho Lutero relata, sobre si mesmo, a seguinte anedota:
“Uma vez eu fiquei dolorosamente desconfortável por meus próprios pecados, pelo mal do mundo, e por causa dos perigos que cercam a igreja. Então minha esposa, vestida de luto, se aproximou de onde eu estava e, com grande surpresa, perguntei quem havia morrido. Com suas respostas, tivemos o diálogo a seguir:
-Você não sabe? Deus morreu no céu!
- Mas como você pode dizer tanta tolice, Catarina? Como Deus pode morrer? Ele é imortal!
Isso é verdade?
- Sem dúvida! Como você pode duvidar disso? Tão certo quanto há um Deus no céu, é que ele nunca morrerá!
- E então por que você está tão desanimado e abatido?
Entendi como minha esposa era sábia e dominei minha melancolia."

500 Ilustraciones Escogidas


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

As incríveis aventuras de uma Bíblia


Certa ocasião uma jovem viúva olhava pela janela de sua casa. Ela residia próxima a uma importante praça da cidade de Dublin. A sala estava elegantemente mobiliada, tudo respirava conforto e até opulência, porém aquela mulher parecia ser infeliz.
A senhora Blake era uma católica romana fervorosa, que praticava o seu credo conscientemente, mas, nos últimos tempos sentia-se pesarosa de espírito por ter praticado muitas coisas hediondas na vida. As práticas religiosas, penitências, orações, nada lhe traziam qualquer satisfação. Não podia livrar-se do pesado fardo.
Ela havia contado sua mágoa ao seu confessor. Seguindo as suas ordens, encarregara-se de praticar várias obras de caridade; porém, embora parecendo ser interessante, a sensação pecaminosa pesava mais e mais em sua alma. O confessor era um padre muito jovem, agradável e atraente. Ele deu-lhe plena absolvição dos pecados, todavia não trouxe nenhuma consolação.
Um dia, estando ela meditando, bateram à porta. Antes que tivesse tempo de conciliar os pensamentos, o padre entrou na sala. “Que poderei fazer para levantar o seu espírito e remover essa triste expressão do seu rosto?”. “O senhor é tão amável e tem feito tudo o que está ao seu alcance, porém o peso de que lhe falei continua oprimindo a minha alma”. “Escute”, disse ele, “já resolvi o que deves fazer. Há um homem que vem a Rotunda amanhã e que é capaz de lhe fazer sorrir e torná-la feliz. Vá ouvi-lo”. “Senhor padre!...” “Não! Nenhuma palavra! Não admito desculpa. Ordeno-lhe que vá; tem mesmo que ir”.
O padre explicou que um famoso ator cômico, bem conhecido naquela época, ia apresentar-se a um público elegante e que, em sua opinião, isso seria a melhor coisa para ela. Não valia a pena protestar. Ela não poderia desobedecer ao seu conselheiro espiritual. Ele já estava lhe trazendo uma entrada gratuita para o espetáculo. E assim, na tarde do outro dia, a senhora Blake dirigiu-se ao local indicado, onde grandes cartazes anunciavam o espetáculo. Ela tinha que ir; fora-lhe ordenado que fosse.
A Rotunda, como todos os cidadãos de Dublin sabem, tem sob o seu telhado mais de um salão público. Ali há um grande coliseu, o salão das colunas e mais uma ou duas salas. Além disso, também há diferentes entradas. O que aconteceu foi que a senhora Blake se enganou na entrada para o espetáculo. Em vez de seguir a multidão que adentrava para um determinado recinto, ela notou uma pequena fila de pessoas dirigindo para um outro lugar. Seguiu-a e encontrou-se num dos salões menores, e ali esperou.
Estranhou que ninguém lhe pedisse a entrada. Pensou que mais tarde poderia retificar esse fato. Não teve muito tempo que pensar, pois logo levantou-se um cavalheiro que apareceu anunciando um hino e de repente ela lembrou-se que havia cometido um lamentável erro, entrando pela porta errada. Na verdade, o que se realizava ali era um culto protestante. Por ser muito tímida e sensível, sair daquele lugar, à vista de toda aquela gente, se tornou numa impossibilidade. Que fazer? Resolveu retirar-se no fim do hino, sem que chamasse a atenção das pessoas.
Foi o que ela tentou fazer. Em sua preocupação de sair o mais depressa possível, seu guarda-chuva cai ruidosamente de tal forma que muitas pessoas se viraram para trás para ver o que tinha acontecido. Aterrorizada com o incidente, deixou-se cair numa cadeira e quase desejou sumir pelo chão adentro.Seguiu-se um profundo silêncio e então uma voz, a do cavalheiro, elevou-se em oração. Ela não pôde deixar de escutar, pois nunca até aquele dia ouvira coisa semelhante. Era tão diferente das orações que havia em seus livros de devoção. Aquele homem, tão reverente, parecia muito feliz enquanto orava. Tudo aquilo a impressionou muito.
A oração terminou e o orador anunciou a leitura de uma passagem da Escritura sobre “o perdão dos pecados”. De todos os assuntos do mundo, era justamente aquele que ela mais desejava ouvir. Viesse o que viesse agora, não se importou no que o seu confessor iria dizer. Podia ele fazer o que quisesse, ela haveria de ouvir aquilo.Dos primeiros dezoito versículos de Hebreus, dez foram lidos. O orador, de uma maneira simples, expôs o ensino, até que tudo ficou claro como água cristalina. O único sacrifício, oferecido uma vez, o perdão livre e pleno concedido àqueles que o pedirem em nome de Jesus – tudo ilustrado com várias outras passagens do Novo Testamento formou o assunto daquela pregação. E tal como o solo ressequido embebe as chuvas de verão, assim aquela pobre alma recebeu a verdade maravilhosa! Nunca, até então, havia escutado semelhante mensagem! O orador terminou e após outra oração a reunião foi concluída.
A senhora Blake sentiu que essa era uma oportunidade única em sua vida. Enchendo-se de coragem dirigiu-se à extremidade do púlpito e perguntou ao pregador de quem eram as palavras lidas. Surpreendido com tal pergunta, ele desceu e foi logo abordado com muitas inquirições que se ofereceu para escrever algumas referências bíblicas, a fim de que ela pudesse estudá-las em casa. Quando soube que aquela senhora não possuía Bíblia, interessou-se sobremaneira por aquele caso.“Eu vou emprestar-lhe a minha Bíblia”, disse ele. “Queira ler as passagens sublinhadas nas páginas que dobrei. Agradeceria muito se me devolvesse o Livro daqui a alguns dias. Ele é a coisa mais preciosa que possuo”.
A senhora Blake agradeceu-lhe muito e foi depressa para casa, cheia de alegria em seu coração, com uma nova luz em seus olhos. Como se sentia diferente! Não era mais aquela criatura que há algumas horas antes dera na direção da Rotunda!
Nos dias seguintes ela se esqueceu de tudo, suas tristezas, seu fardo. Menos do seu tesouro. Leu e releu as passagens indicadas e também muitas outras. A luz brilhou no seu entendimento. O peso de espírito rolou para um túmulo aberto. A paz de Deus encheu seu coração. Afinal chegou o momento de devolver a Bíblia. Mais uma vez estava ela entregue ao seu novo estudo e de tal maneira absorvida nos pensamentos que não percebeu o toque da campainha. Alguém entrou na sala subitamente! Era o confessor! Ele estava ali, diante dela, lhe observando! Ele reparou logo em duas coisas: o seu gesto de embaraço e ao mesmo tempo uma serena placidez no seu olhar, como ele nunca tinha visto. “O que aconteceu?”, perguntou ele. “Eu nunca soube se aquele espetáculo lhe agradou ou não, e, como não a vi no domingo passado, pensei que estava doente”.
Tomada de surpresa pelo inesperado acontecimento, a senhora Blake perdeu o seu autodomínio. Era sua intenção manter esse assunto em segredo, pelos menos durante algum tempo. Mas agora não se conteve, e com a simplicidade de uma criança contou a história toda: o engano do salão, a tentativa de evadir-se, as palavras ouvidas, o Livro emprestado, e no fim de tudo a alegria e a paz que enchia o seu coração.
Ela falava com os olhos postos no chão; porém ao levantá-los, sentiu o espírito gelar-lhe de terror ao ver o olhar do homem que estava à sua frente. Era cheio de raiva. Nunca até então ela havia visto semelhante fúria expressa num semblante. “Dê-me esse livro!”, disse ele rispidamente. “Ele não me pertence!”, exclamou ela tentando em vão detê-lo. “Dê-me!”, foi a resposta; “senão perderá eternamente a sua alma. Esse herege por pouco a lança no inferno. E nunca mais, nem ele nem a senhora, hão de ler este livro”.Agarrando a Bíblia enquanto falava, meteu-a violentamente no bolso, lançando um olhar terrível para a mulher e saiu apressadamente da sala.
Ela sentou-se paralisada. Ouviu a porta fechar-se e lhe pareceu que alguma coisa no seu coração também se fechava, deixando-a aterrorizada. Aquele olhar terrível a perseguia por onde andava. Somente os que nasceram e foram criados na igreja romana conhecem o horror indescritível que a concepção do poder dos sacerdotes pode inspirar. Mas, logo em seguida, ela pôs-se a pensar também no orador que tinha lhe emprestado a Bíblia. O seu endereço estava lá escrito, mas era impossível lembrar-se dele e não sabia para onde escrever. Isto era muito triste!Os dias foram passando lentamente, e o seu visitante, outrora sempre bem-vindo e atualmente tão temido, não voltara mais. Ia renascendo a coragem e por fim passados uns quinze dias ou mais, ela resolveu aventurar-se para fazer uma visita ao padre. Era necessário fazer um enorme esforço para reaver o Livro e restituí-lo ao seu legítimo dono.
O padre, por nome João, vivia a certa distância e a casa dele ficava junto a um convento no qual ele era professor. A senhora Blake dirigiu-se para lá e bateu à porta. Uma freira a atendeu. A freira ficou visivelmente sobressaltada ao ver a senhora Blake. Ao ouvi-la perguntar pelo padre os seus olhos chamejaram por um momento. Imediatamente seu rosto ficou rígido e o seu gesto frio. Disse: “Sim, o senhor padre João está em casa. Ele está no quarto. Não quer entrar e vê-lo?”.
A freira a empurrou até o quarto e assim que a senhora Blake entrou, ela sobressaltou-se! O corpo inerte do padre João estava num caixão! Morto!
Antes que ela voltasse a si do choque, a freira sussurrou nos ouvidos estas palavras: “Ele morreu amaldiçoando-a. A senhora deu-lhe uma Bíblia e ele encarregou-me de lhe dizer que a amaldiçoava; sim, amaldiçoava-a no seu último alento. Agora vá embora!” Antes que ela tivesse tempo de se aperceber do que tinha sucedido, encontrou-se na rua, com a porta fechada atrás de si.
Várias semanas transcorreram. O perfume da primavera passou sobre a terra, despertando folhas e flores à vida e à beleza. Uma tarde estava a senhora Blake ponderando nos acontecimentos dos últimos meses. Alegrou-se mais uma vez pela alegria de estar perdoada. Ela havia comprado uma Bíblia para as suas leituras diárias. Os velhos erros em que havia sido educada tinha-os renegado, um por um. Mas havia em seu coração um certo desgosto que não podia apagar. Como era triste, muito triste, a breve enfermidade do padre e a sua morte repentina! O seu último olhar! As suas últimas palavras! Aquela terrível mensagem!
Por que havia ela de ter sido tão abençoada, levada ao abrigo da paz, cheia de alegria celestial, e ele, sim, porque não teria as mesmas palavras bíblicas produzido igual mensagem a ele? Por que será, pensou ela, que um Deus tão bom, cheio de amor, permitiu isto? Naquele momento a criada fez entrar na sala uma senhora. Aquela senhora estava coberta com um véu espesso. Ela estava irresoluta. Antes que a senhora Blake pudesse falar, a mulher disse: “A senhora não me conhece com esta roupa, mas vai ver daqui a pouco quem sou eu”, disse ela levantando o véu e mostrando o rosto da freira que lhe entregara a mensagem de maldição. A senhora Blake recuou um passo, perguntando a si mesma o que viria ainda a acontecer, mas a sua visitante acalmou os seus temores, e prosseguiu: “Tenho duas coisas a dizer-lhe e vou ser muito breve, pois estou com pressa. Em primeiro lugar peço-lhe que me perdoe a horrível mentira que lhe disse naquele dia. Eu já pedi perdão a Deus. O padre João morreu abençoando-a de todo o seu coração.
No dia anterior ao da sua morte, ele encarregou-me de lhe dizer que ele mesmo também tinha encontrado o perdão por meio daquele Livro e que, através da Eternidade, ele a abençoaria por ter a senhora levado a ele o conhecimento do Salvador. E agora a senhora perdoa-me, sim?” “Pois não! E do fundo do meu coração”, retorquiu a senhora Blake espantada. “Mas porque a senhora disse aquilo?”. “Porque eu a odiava. Eu amava o meu confessor e odiei a senhora por ter-lhe mandado para o inferno, segundo eu cria. Agora ouça: eu senti enorme desejo de ler aquilo que o padre João tinha lido. Depois do funeral não pude resistir a curiosidade de examinar o Livro. Fiquei fascinada e li mais e mais, até que eu também encontrei perdão e paz no meu Salvador. Há várias semanas estudo a Bíblia e agora ela está aqui. Por tudo isto, esta tarde fugi do convento e vou partir para a Inglaterra esta noite, mas senti que devia vir aqui restituir a Bíblia e dizer-lhe que eu também durante toda a minha vida a bendirei por me ter ensinado, através deste Livro, a maneira de encontrar o perdão dos meus pecados. Adeus! Deus a abençoe! Vamos nos encontrar no Céu!”
Uma breve despedida e a mulher saiu para fora da casa, desaparecendo.Afinal de contas, seria tudo um sonho? Agora uma pequena Bíblia achava-se sobre a mesa, diante da senhora Blake. Não, não era um sonho, mas sim, uma gloriosa realidade. Aquele Livro pequeno, sem ter uma voz viva para expor os seus ensinos, naqueles dois casos tirou três almas preciosas das trevas e transportou-as para a Luz.
Há de se imaginar como ficou o dono da Bíblia ao ser-lhe restituída, com esta maravilhosa história! Contudo, o que disse Aquele que enviou a Palavra a desempenhar a sua missão?: “Assim será a minha palavra que sair da minha boca; ela não tornará para mim vazia, antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei”, Is 55.11. 

J. H. Townsend, A Seara, CPAD

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

FILHOS DESVIADOS - Uma história sobre a fidelidade de Deus



AS TÁBUAS DO ASSOALHO

Aquela casa de porta larga de cor cinzenta, situada à beira da floresta era bem conhecida, não só naquele rincão mas em toda a paróquia.
Como qualquer outro lar, tinha também a sua história. O lugar era em seu tempo uma colônia muito linda. Em alguns lugares podia-se usar o arado para virar a terra, mas em quase todo o terreno era necessário usar a pá por causa das muitas pedras. Nos antigos tempos como se diz - havia vida e movimento no lugar; quando Kristian e Nils corriam no pátio, cheios de vida e alegria, mas aquilo durou pouco tempo. Depois silenciou de uma maneira um tanto mística - parecia um cemitério. Não se via mais aquela linda colônia, nem se ouviam mais o mugido das vacas e cabritos nas lindas noites de verão, quando voltavam das pastagens, nem os meninos que apascentavam o gado. Veio aquele silêncio de cemitério. A casinha vermelha diminuiu no meio do mato que tomou conta e crescia ao redor dela. Algum mistério parecia descansar sobre o lugar, como se esperasse acontecer alguma coisa extraordinária; o próprio ar parecia denunciar tal coisa.
Renovam-se a alma e a mente na aurora depois de uma noite longa - quando o crepúsculo foge -, e o sol nasce e vem o dia claro sobre Liagrenda. Assim se chamava o lugar.
Altar de oração - Aquele silêncio solene, tinha a sua própria pré-história - os vizinhos a conheciam muito bem: como Nils e Kari viviam com o Senhor, como oravam pelos seus dois filhos Kristian e Nils. Lá no quarto, junto à sala, um banco de madeira servia-lhes como "altar de oração". Durante muitos anos, orações ardentes subiram, por aqueles filhos queridos.
Enquanto eles estavam em casa, eram o objeto de maior amor imaginável, mas como muitas vezes acontece, eles não ligavam a isso como deviam. Os filhos, por certo, amavam o pai e mãe, mas achavam que o fervor da religião dos pais era muito exagerado. As orações e advertências constantes não eram fáceis de suportar. Nunca podiam sair uma noite de sábado sem que se ouvissem sérias advertências e, muitas vezes, viam lágrimas nos rostos dos pais. Quando saiam de casa com essas impressões, a noite inteira, gasta em divertimentos, parecia-lhes um fracasso. Muitas vezes quando se retiravam de um baile voltando para casa, viam a mãe, espiando, a esperar por eles. Ela não se importava com o tempo que gastava ali, tossindo e trêmula de frio enquanto orava ao Senhor: Oh Deus, manda meus filhos para casa!
Lentamente o ambiente caseiro parecia apertado demais para os filhos.
Não se sentiam mais livres. Debaixo dessa vigilância constante dos pais, nascendo nos seus corações a dureza e oposição. Faziam o possível para não ferir demasiadamente os pais, mas não era fácil se afastarem dos divertimentos e pecados deste mundo enquanto tinham o mundo no coração. A situação piorava, pois os filhos começaram a tomar bebidas alcoólicas. A primeira vez que chegaram em casa embriagados, depois de um baile, deixaram a mãe tão triste e impressionada que caiu doente. Aqueles dias foram terríveis também para Kristian e Nils. Eles oravam a Deus para que sua querida mãe não morresse e prometeram a seus pais que nunca mais se embriagariam. Contudo, continuavam no pecado. Quando os filhos não voltavam para casa nas noites de sábados, os pais ficavam sentados, esperando, chorando e orando a Deus. Às vezes, quando a mãe chorava muito, tinha fortes ataques. Ouviam-se os gritos de longe, mas ainda assim os filhos não deixaram a miserável bebedeira.
Distante do lar - Aconteceu um dia que um "noruego-americano" (assim são chamados os noruegueses que emigraram para os EUA) veio visitar o lugar. Este fazia muita propaganda, contando como tudo era melhor no outro lado do oceano. Muitos moços ficaram influenciados a emigrarem para a América do Norte. Entre esses estavam também os dois queridos filhos de Kari e Nils. Os pais não se conformavam. Tudo fora feito para impedir que os moços viajassem, até o próprio padre daquela paróquia os advertiu, dizendo: "Virá o dia do arrependimento, quando souberdes que vossos pais não estarão mais com vida". Os velhos eram doentes e mesmo assim cuidaram da pequena propriedade durante alguns anos. Diminuiram-lhes as suas forças físicas e, por fim, já não podiam mais trabalhar. O resultado foi que tudo decaiu e o mato tomou conta do que outrora era terra bem cultivada.
Nils e Kristian mandavam seguidamente cartas para seus pais; às vezes mandavam também algum dinheiro. E isso era mais do que bem-vindo, pois, os velhos eram pobres. Um dia aconteceu o que o padre predissera - os filhos receberam a triste notícia que seus pais partiram no espaço de algumas semanas.
Kristian e Nils prosperaram na América do Norte. Eles tinham uma só preocupação: ganhar dinheiro. Cerca de seis anos depois da morte de seus pais, uma forte saudade se apoderou deles. Cansados de todo o trabalho, voltaram à casa paternal.
Era um lindo dia de primavera, dois noruego-americanos robustos, entraram no velho pátio de Liagrenda. Sentiram uma solenidade profunda encher o próprio ar. Um casal de passarinhos estava na antiga escada, meneando as cabeças, no mesmo lugar em que seus queridos se despediram deles. Outro casal de passarinhos estava no telhado, cantando, parecia dar-lhes as boas-vindas, enquanto outros pássaros cantavam ao redor, nas árvores, como se fosse um verdadeiro coro. Era tudo isso como nos tempos passados! Somente uma coisa faltava: os pais.
Volta ao lar - Nils e Kristian sentaram-se na escada. Ficaram nessa posição por um tempo, sem dizer palavra alguma um ao outro. Era como se revivessem o passado. Sentiam como se lhes faltasse o fôlego enquanto pronunciavam: - Mãe, pai! Mas ninguém lhes respondia. Quando chegaram ao cemitério, acharam ali os sinais do lugar onde foram enterrados os pais.
Oh, como ardiam os seus corações; era como que tivessem feridas incuráveis.
Nesse momento não puderam fazer outra coisa se não lançarem-se ao pescoço um do outro - chorando.
Não achavam mais alegria ao chegar ao seu lar paterno. Andavam tristes, dia após dia. A casinha vermelha parecia-lhes outra vez apertada, tornando-se-lhe impossível morar ali. Resolveram demoli-la e construir outra maior e mais moderna. Um dia iniciaram a demolição. Agora importava mostrar coragem, e sob cânticos e júbilo tiraram o telhado. Logo a seguir estavam já sobre o quarto, aonde tantas vezes ouviram as orações dos pais. As lembranças vinham-lhes tão fortes à sua memória que silenciavam os seus cânticos. A demolição prosseguia a rapidez do estilo americano. Importava terminar breve esse serviço. Enquanto desmanchavam a casa, alguma coisa dentro dos seus corações também parecia desmanchar-se.
Finalmente acharam-se no quarto, junto àquele banco de madeira - o falar de oração dos pais. Parecia-lhes ouvir as orações, quando clamavam a Deus pela salvação de Nils e Kristian. Coitados dos moços! A vida assim não era tão fácil para eles agora. Chegara o grande momento em suas vidas, a hora de prestar contas ao A!tíssimo. Agora as orações incessantes dos pais seriam galardoadas, como uma bênção eterna para estes dois filhos, que até então tinham-se endurecido contra a chamada do Espírito Santo. Eles se retiraram o máximo possível do lado direito onde estava o banco, até que faltavam só umas dez tábuas, lugar de luta e lágrimas pelos dois filhos queridos, pararam o serviço. Kristian e Nils olharam um para o outro, era como se cada qual dissesse: Tira essas tábuas, tu. Eu não posso fazê-lo. Pareciam ter os braços paralisados. Não contavam com uma coisa desta, quando começaram com este serviço: não pensaram que havia na casa qualquer parte que lhes seria impossível desmanchar, sim, que havia ali algumas tábuas que se chamavam "tábuas de oração", que exigiam respeito e santo temor. Eles se sentaram no banco, completamente sem forças para ficar em pé, as lágrimas corriam com abundância, não das faces de dois velhos e esgotados, mas, finalmente, dos dois filhos pelos quais Kari e Nils tanto choraram.
Renovação - No silêncio ouviu-se o canto dos passarinhos, indicando alguma coisa nova a acontecer - uma coisa alegre. Um poder invisível obrigou os dois moços fortes a ajoelharem-se e ali se acharam orando, pedindo a Deus perdão por todos os seus pecados. Durante algum tempo ficaram assim, clamando..., pedindo... Mas repentinamente pareceu-lhes que as vozes de mãe e pai falavam por meio da Bíblia de capa marrom - muito gasta de tanto uso - que ainda estava no lugar de costume.
Promessa após promessa vieram-lhes ao encontro dentro de seus corações. Podiam agora, claramente, sentir o perdão de seus pais - e o perdão de Deus. Era como se tornassem meninos outra vez, sentados no colo dos pais, como na meninice.
Juntos louvaram a Deus pela salvação pelo sangue do Cordeiro. Um novo tempo raiou e sentiram-se alegres outra vez no velho lugar: Liagrenda.
Pais crentes! Não desfaleçais na oração, mesmo não vendo nenhum resultado das vossas orações pelos vossos filhos que não são salvos! Virá o dia quando as orações serão atendidas, pois, Deus é fiel.

Jornal Mensageiro da Paz / Via http://paginasilustrativas.blogspot.com/
gravura: http://alexandrehreis.arteblog.com.br/3

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

A influência do líder cristão - Amor sacrificial



A INFLUÊNCIA DO LÍDER CRISTÃO

Provavelmente nenhum estrangeiro exerceu uma maior liderança sobre as pessoas de Shaohsing, na China, em princípios do século vinte, que o doutor Claude H. Barlow (1876 - 1969). Este missionário médico, que foi homem modesto, foi a personificação do domínio próprio.
Uma estranha enfermidade, cuja cura era desconhecida, estava matando as pessoas e não se dispunha de um laboratório no qual pudessem se realizar, sobre a doença, pesquisas apropriadas. O doutor Barlow encheu seu caderno de notas com observações acerca das peculiaridades da enfermidade em centenas de casos. Então, avendo se apoderado de uma pequena proveta que continha os micróbios da enfermidade, navegou até os Estados Unidos. Pouco antes de chegar, aplicou os germes em seu próprio corpo e foi rapidamente até o Hospital da Universidade Johns Hopkins, onde havia estudado.
Claude Barlow estava muito enfermo, de maneira que se pôs nas mãos daqueles que haviam sido seus mestres, oferecendo-se como cobaia, para que eles estudassem e experimentassem sobre seu corpo. Encontraram a cura e o jovem médico se recuperou. Regressou de novo ao barco para a China com o tratamento científico que curaria aquela praga e logrou salvar a vida de multidões inteiras.
Quando lhe perguntaram acerca de sua experiência, o doutor Barlow disse simplesmente: “Qualquer um faria o mesmo. Por acaso em encontrei na situação adequada e tive a oportunidade de oferecer meu corpo”. Que tremenda humildade! Que grande amor o seu!
Não é de estranhar, portanto, que as multidões seguissem a liderança de Barlow, depois de seu regresso. Demonstrou o domínio do amor. Arriscou a vida e digamos que também sua reputação e seu futuro ministério, tentando o impossível e motivando a outros graças a seu amor que foi manifesto na entrega de todo o seu ser para o benefício do próximo. E a qualidade inigualável desse amor foi seu autodomínio, seu controle de si mesmo.
É essa classe de líderes a que atrai seguidores e os faz desejar seguir atrás de um tal condutor.
John Haggai

(Traduzido do livro 502 Ilustraciones Selectas, de José Luis Martínez).


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Abra seu ministério para as interrupções - e ouça Deus falar



Jesus estava sempre sendo interrompido — por homens cegos, leprosos, fariseus que se encontravam com ele à noite, pais desesperados com filhos endemoninhados ou morrendo, mulheres pecadores pegas em adultério ou colocando perfume em seus pés. E ele estava sempre interrompendo outros — coletores de impostos contando dinheiro, pescadores remendando redes ou puxando-as para cima, perseguidores indo para Damasco. Muito de seu ministério transformador aconteceu por meio de interrupções.
Muitos de nós que pregamos somos os sacerdotes e levitas na história que Jesus contou do bom samaritano. Estamos tão inflexivelmente focados nos nossos deveres com o templo que perdemos o que Deus tem para nós à beira da estrada. A única cura que conheço é o comprometimento diário e intencional da espera por Deus nas interrupções. (Enquanto eu escrevia isto, Deus interrompeu a minha agenda três vezes. Dois telefonemas, um de um homem à margem da fé salvadora e precisando de um pouco de atenção extra; o outro de um homem de outro credo interessado em realizar um trabalho para a igreja. A terceira interrupção foi de uma mulher pedindo alimento. Ela e seu filho não tinham nada para comer. "Eu vim a você faminto. Jesus disse. "Você percebeu?". Eu estava tão ocupado que quase não percebi).
Viver uma teologia de interrupções abre minha alma para o vento fresco que reacende a minha chama.

Mark Buchanan
- Trecho do artigo "COMO PREGAR QUANDO COMEÇA A FALTAR OXIGÊNIO". In A arte e o ofício da pregação bíblica, de Haddon Robinson e Craig Brian Larson (orgs.).


segunda-feira, 18 de março de 2019

ILUSTRAÇÃO: Para pregar, boas intenções apenas não são o bastante



CONFUSÃO BÍBLICA

Conta-se que certo "irmãozinho” estava no seu trabalho rotineiro num canavial, quando, de repente viu brilhar três letras no céu: VCC. Muito religioso, o "irmãozinho" julgou que aquelas letras significavam: "VAI, CRISTO CHAMA".
Fiel a visão correu ao pastor de sua Igreja e contou-lhe o ocorrido, concluindo que gostaria de devotar o restante de sua vida à pregação do Evangelho. O Pastor, surpreso diante do relato disse:
- Mas para pregar o Evangelho, é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a Bíblia o bastante para sair pelo mundo pregando a sua mensagem?
- Claro que sim! - Disse o homem.
- E qual é a parte da Bíblia que você mais conhece?
- As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano.
- Então conte-a! - Pede o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento bíblico do futuro pregador do Evangelho.
O "irmãozinho" começa a falar:
- Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse: Varões irmãos escutai-me: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. E entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade. E partindo dali foi pelo Espírito ao deserto e tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome, e os corvos lhe traz iam alimento, pois se alimentava de gafanhoto e mel silvestre.
E sucedeu que indo ele andando, eis que um carro de fogo o ocultou da vista de todos. A rainha de Sabá viu isso e disse: "'Não me contaram nem a metade". Depois disso, ele foi até a casa de Jezabel, a mãe dos filhos de Zebedeu, e disse: "Tiveste cinco maridos, e o homem que agora tens, não é teu marido". E olhando ao longe viu a Zaqueu pendurado pelos cabelos numa árvore e disse: "Desce daí, pois hoje almoçarei na tua casa". Veio Dalila e cortou-lhe os cabelos e os restos que sobraram foram doze cestos cheios para alimentar a multidão. Portanto, não andeis inquietos dizendo: "Que comeremos?", pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. E todos que ouviram se admiraram da sua doutrina.
O "irmãozinho", entusiasmado, olhou para o pastor e perguntou:
- E então, estou pronto para pregar o Evangelho?
- Olha meu filho - disse o pastor- eu acho que aquelas letras no céu não significam: "Vai, Cristo Chama". Antes, deveriam ser lidas: VAI CORTAR CANA.

Um conhecimento superficial da Bíblia pode causar muita confusão!

Do livro ESBOÇOS: Uma mensagem para cada dia do ano com Tema, Introdução, Explanação e Conclusão, de José Elias Croce.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O Aprisco - Uma ilustração


"Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." - João 10:9,11

Há muitos anos, um turista que percorria o leste do Irã montado num burro narrou o seguinte: "Cheguei a um grande muro circular, cercado com plantas muito espinhosas, com uma única e pequena abertura. Enquanto estava parado pensando em que utilidade teria aquilo, vi passar um aldeão, de quem me aproximei e lhe perguntei para que servia o cercado.
- Para as ovelhas - respondeu o homem. - À noite elas são trazidas para cá para ficarem protegidas.
- Ah! - disse-lhe - por isso essas plantas espinhosas amontoadas em volta?
- Sim, é uma proteção contra os lobos - argumentou o aldeão.
- Quando um lobo tenta entrar para atacar as ovelhas, dá de cara com os espinhos; estes espinhos o machucam, e os movimentos dele provocam ruídos que despertam o pastor, que assim o pode afugentar.
- É uma boa ideia - prossegui, - mas por que o lobo tenta passar por cima do cercado? Ele poderia facilmente penetrar pela entrada, pois não vejo nenhuma porta a trancá-la.
- Não - disse o bom homem - você não entende. As ovelhas descansam no aprisco, e o pastor dorme na entrada. Ele é a porta.
Rapidamente compreendi o versículo do evangelho que sempre me inquietava, pois não achava uma explicação satisfatória. No capítulo 10 do evangelho de João, Jesus diz: 'Eu sou a porta', e depois acrescenta: 'Eu sou o bom pastor'. logo, Ele é tanto o pastor como a porta que abre a entrada para Seu aprisco."

Via devocional Boa Semente - Seleções.

sábado, 5 de maio de 2018

Ilustração - Olhando para Jesus



"Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14). 

Um jovem violinista apresentava seu primeiro recital. O auditório estava à cunha. Cada número era aplaudido freneticamente. A multidão delirava. O jovem músico agradeceu os aplausos, mas não deu demonstração de sentir-se lisonjeado. Quase todo o tempo tinha os olhos fitos na galeria.
Quando o som dos derradeiros acordes morreram, um ancião na galeria fez com a cabeça um sinal de aprovação. Imediatamente, o jovem mostrou-se satisfeito, e sua fisionomia iluminou-se de felicidade. Os aplausos da multidão pouco lhe importavam, enquanto não tivesse recebido a aprovação de seu mestre.
Os olhos do cristão devem estar fitos em Cristo. Sua pureza, Sua santidade, Sua perfeição, unicamente, podem ser nosso alvo. Logo que algum outro ser se torne nosso exemplo, nosso herói na fé, ficamos sujeitos à decepção. Conheci um homem a quem eu tinha em alta estima. Era homem, cuja simples aparência impunha respeito e admiração. Quem suporia que o maligno tivesse semeado joio em seu coração? quando ele caiu - pois foi o que aconteceu - muitos ficaram enfraquecidos na fé.

Do livro Coletânea de Ilustrações, de Natanael de Barros Almeida



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Somos representantes da firma Deus Pai e Jesus o Filho


Somos representantes da firma Deus Pai e Jesus o Filho

Um rapaz entrou em eu escritório, avançando logo, apresentando-me o seu cartão. Puxei uma cadeira, olhando ao mesmo tempo para o cartão, no qual lia: “Fulano & Cia., São Paulo”. Só conhecia a casa pela sua fama e a considerava como uma das melhores. Por isto, de relance, observei o seu representante. Bastou-me notar o terno amassado, camisa suja, cabelos despenteados e gravata mal posta, para compreender o fracasso. Porém, achei ainda mais estranha a maneira com que começou a apresentar os méritos das mercadorias da casa. Parecia apreensivo de ser surpreendido em flagrante.
Por certo, perdi todo o desejo que tinha de ver as amostras. Podiam ser melhores do que as de qualquer outra casa, mas este representante não me convencia. Por isto, apressadamente lhe expliquei que estava satisfeito com a casa onde comprava, e que não queria trocá-la por outra. Com poucas palavras mais, retirou-se, aparentemente alegre por te findo uma missão desagradável.
Depois que saiu, fiquei meditando: Por que será que uma casa como a de Fulano & Cia. deixa um moço, mal vestido e envergonhado com a mercadoria, ser seu representante?
“Mas, este moço deve orgulhar-se com a felicidade de representar tal casa. Sei que o faria”; disse com ênfase.
“Então porque não o fazes?” disse uma voz. Olhei em redor, admirado, mas não havia ninguém no escritório.
“Porque não o fazes?” repetia a voz, calmamente.
“Mas, o faço, ou faria, se estivesse no lugar dele”, insisti.
“Não, não o farias. Estás representando uma Casa infinitamente melhor do que a de Fulano & Cia., porém envergonhas-te dela”
“Enganas-te mesmo”, persisti.
“Não, sei que não me engano. Pensa um pouco. Estás lembrado de ontem, quando saías de casa como te sentias envergonhado com o livro de amostras, que resolveste não levar?”
De repente, me lembrei: sim, tinha deixado a minha Bíblia, em casa, porque não queria que alguém me visse levá-la à igreja.
A voz continuou: “Também, estás lembrado de que experimentaste interessar um conhecido a comprar da Casa que representas, e como ficastes envergonhado a entrar no assunto? Como falavas em voz baixa para que outros não ouvissem e sentiste grande alivio quando findaste? Podias esperar outra coisa a não ser que ele não comprasse?”

Fiquei humilhado e não pude responder, era verdade. O pastor pedira no domingo anterior que cada crente convidasse um conhecido a alistar-se ao exército do Senhor. Resolvi convidar um vizinho a assistir ao culto. É verdade que me aproximei dele, sem coragem, receando que zombasse de mim; ele se desculpou sorrindo. Vi, então, que eu era o representante da Casa de maior confiança e mais gloriosa do Universo e que me envergonhei dela. Resolvi, desde então, representá-la fiel e dignamente, com o auxílio divino, a Cia. Deus Pai e Jesus o Filho.

Orlando Boyer, no livro Esforça-te para Ganhar Almas (CPAD).

sábado, 11 de julho de 2015

E-book: COMO QUEM IA PARA LONGE, contos de inspiração bíblica


      Este Como quem ia para longe é um livro sobre a Bíblia. Ou, fundamentalmente, sobre seus atores. Sob a pena do poeta, aqui as personagens bíblicas saltam para diante do leitor, vívidas – ganham em tessitura, têm como que expandida sua humanidade. A força da descrição faz a elas irmanarmo-nos de imediato. Caminhamos curiosos junto aos três que avançam para Emaús, no conto que dá nome ao livro. Em O poeta do Salmo exilado, onde o autor revisita um tema caro à sua literatura, o Salmo 137, sentamo-nos ao lado do exilado poeta-ancião que cisma, e suas dores, a existencial e a criativa, são nossas dores. Somos ora o irmão do pródigo filho, ora o cego Bartimeu - ou Pedro debatendo-se em suas contradições; revisitamos o angustioso Judas, de quem o autor, como Giovanni Papini em seu clássico Testemunhas da Paixão, decompõe os passos sombrios.

      Ao longo dos dezenove contos que compõem o livro, o dito e o não dito interpenetram-se, como é de praxe na grande literatura. A eficácia da expressão concisa, do hábil buril que extrai o máximo da palavra, e que o poeta alcança em sua produção poética, temos aqui fidedignamente reproduzida em prosa: contos curtos, que sustentam com segurança e maestria a tensão narrativa, envolvendo o leitor em seu jogo de construção/desconstrução das personagens bíblicas.

      Um pequeno volume de formidável literatura, tão superior a muito do que se vê hoje sendo comercializado nas livrarias, e aqui graciosamente ofertado pelo autor, neste e-book gratuito. Livro que já nasce imprescindível, dentro da infelizmente paupérrima seara da ficção evangélica, em seu gênero conto.

      Por tudo isso, lhe faço o convite, amigo leitor: Sente-se confortável. Apanhe um café ou uma outra bebida de sua predileção. E mergulhe neste conciso e aprazível exercício de arte narrativa.

Sammis Reachers

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Nós somos as Ferramentas


Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças. O martelo era o presidente, mas teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e vivia o tempo todo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo: "Ele dá muitas voltas para conseguir o que deseja." O parafuso concordou, mas pediu a saída da lixa. Ela é muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que expulsassem o metro. Ele mede os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.

Nesse momento, entrou o carpinteiro, juntou todas as ferramentas e iniciou o seu trabalho, transformando uma rústica madeira em um fino móvel.

Senhores, todos temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Notamos que o martelo é forte, o parafuso une, a lixa retira as asperezas e o metro é preciso é exato. Quando uma pessoa busca defeito em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Quando se busca os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil.


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 Extraído de:  "Visão Missionária"
1º trimestre de 2005

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

AS CONFISSÕES DO ÚLTIMO BANCO DE UMA IGREJA




Pr. Neucir Valentim


"Ora, numa grande casa, não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro; e uns, na verdade, para uso honroso, outros, porém, para uso desonroso."  -  II Timóteo 2.20

“AS CONFISSÕES DO ÚLTIMO BANCO DE UMA IGREJA"

Sou um banco de Igreja. Nasci numa floresta nativa do Amazonas. Quando ainda era árvore, jamais imaginei que teria um fim tão digno.
  Algumas amigas minhas não tiveram a mesma sorte que eu. Umas se transformaram em lenha ou em caixão. Outras, mesmo não tendo um fim tão nobre quanto ao meu, estão bem, agasalhadas do frio, dentro de um quarto, como guarda-roupas. A única importunação que têm, é aturar algumas madames reclamando das roupas que são guardadas ali, pois nunca estão satisfeitas.
Eu tenho muitas histórias para contar. Lembro-me, todavia, de um dia especial. Era a inauguração do templo. Todos estavam em festa. Recebi um tratamento de primeira. Estava limpo, lustrado, cheiroso e orgulhoso dos meus colegas. Fiquei empolgado quando soube que iria ser um dos primeiros no santuário, perto do púlpito. Mas um diácono me carregou e me colocou na última fileira, o que me causou grande tristeza. E já faz várias décadas que não saio de lá.
Com o tempo descobri que, se não era o mais importante, eu era, pelo menos, o mais procurado. Os meus colegas da frente começaram a me invejar. Afinal, uma grande parte das pessoas me dava preferência, e queria sentar lá no final do salão de cultos. Logo em mim.
Durante muito tempo, como um tolo, fiquei vaidoso, achando que as pessoas gostavam de mim, e por isso me procuravam. Até comecei a ouvir o que as levava a me procurar. Aí fiquei furioso e muito envergonhado por ser o último banco.
- Sabe por que eu sento aqui, dona Maria? É  que se o culto demorar muito, eu saio de fininho...
- João, senta aqui atrás, que se a gente conversar ninguém vai notar...
- Aqui é o melhor lugar quando se quer namorar...
- Hoje eu estou com muito sono, e como esse pregador fala muito, vou ficar por aqui mesmo porque se eu dormir, ninguém nota...
Assim, fiquei muito decepcionado, e com o tempo, deprimido, mas acabei me acostumando.
Um dia aconteceu algo muito diferente e emocionante. Eu estava ali, no meu canto como há muitos anos, até que entrou um indivíduo sisudo, de cara feia. Queria um lugar para sentar mais atrás, pois estava envergonhado ao entrar no templo. Eu, como sempre, estava quase todo ocupado e os meus colegas da frente vazios. O homem quase desistiu. Nesse momento, uma menina, que não parava de conversar, resolveu levantar para beber água, o que fazia umas quatro vezes por culto. Como o lugar ficou vazio, o sujeito sentou. A princípio não parava de se mexer. Torcia a cara e mostrava um profundo pesar por estar ali. Lembro-me, então, que o pregador começou a falar sobre perdão, e o homem fiou impávido, de repente.
Ao término da mensagem percebi que alguma coisa estava acontecendo. Comecei a tremer. Notei que era o tremor do indivíduo que estava também me fazendo tremer. Até que ouvi o apelo do pregador que dizia: "Se confessares o teu pecado, ele é fiel e justo..." Comecei a sentir algumas gotas caindo sobre mim. Vi, então, lágrimas em seus olhos. O mensageiro dizia: "Não deixe o banco te prender, venha à frente, pois quero orar por você... "Eu não estava prendendo ninguém! Aquilo era uma calúnia; estava até torcendo para que o homem atendesse ao apelo”.
  Todos ficaram de pé, conforme o pregador pedira, para que se cantasse um cântico durante o apelo. Mas aquele senhor continuava sentado, quando algo diferente aconteceu. Ele começou a falar sozinho, uma frase mais ou menos assim: "Ó Senhor, tem misericórdia de mim, pecador" De repente eu senti um calor especial. Não era algo normal.
Senti que alguém sentara, mas não conseguia ver quem era, era algo invisível...diferente...espiritual! Até que entendi de quem se tratava, pelas palavras que ouvi da boca daquele senhor, que ali chegara tão abatido: "Obrigado, Senhor Jesus, por me perdoares, obrigado, Jesus, por me tocares, obrigado Jesus, por estares aqui". Jesus estava ali! Sentado ao lado daquele homem quebrado e moído pelo pecado, todavia contrito e arrependido. Jesus estava sentado no último banco da igreja, e este banco era eu.
Naquele momento, eu me senti a mais importante madeira do mundo. Inferior apenas à madeira que recebeu um privilégio ainda maior: o de suportar os cravos do Senhor, a madeira da cruz. Mas eu não a invejo, porque, afinal, somos parte de um mesmo processo. A partir desse dia, a minha alegria voltou!
É bem verdade que ainda fico muito triste, quando muitos me ocupam, não deixando lugar para os que precisam que Jesus venha se assentar junto a eles, e assim perco a oportunidade de senti-lO de novo.
Mas, não importam as conversas frívolas que ouço, os dorminhocos que suporto ou até os chicletes que colocam em mim.
Aquele foi um momento tão especial que me encheu de orgulho por ser, apenas, o último banco da igreja.
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Extraido de Vida Cristã
3º Trimestre 2000