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sábado, 24 de novembro de 2012

Falando mal da Igreja


René Magritte



Outro dia, estava na fila do caixa em um supermercado e, inevitavelmente, ouvi a conversa de um casal à minha frente. Eles falavam mal de sua igreja. Por certo queriam que todos ouvissem as críticas que faziam, pois o volume da voz era alto. Estavam chateados com alguma coisa que havia acontecido no domingo e dispararam os comentários mais maldosos sobre irmãos, pastor, liderança, e por aí vai.
O funcionário que estava no caixa entrou na conversa e acabou criticando também.
Quando chegou a minha vez, este mesmo funcionário fez uma piada acerca de igreja achando que eu fosse rir. Em vez disso, conversei por um ou dois minutos sobre a importância da igreja e o amor de Jesus por todos nós. Saí do mercado com aquela cena em minha mente. Fiquei pensando o que leva uma pessoa a expor publicamente sua própria igreja, tornando-a alvo de chacota e ridicularização pública.
Pensei: "Se eles falam mal da igreja até para desconhecidos, imagine o que falam dentro de seu próprio lar". Com tristeza, cheguei à seguinte conclusão: o amor pela igreja de Cristo está acabando!
Quando os próprios membros da igreja são portadores de uma voz negativa e a expõem dessa forma é sinal de que não sentem mais nada por ela e a tratam como qualquer coisa menos como a "noiva de Cristo". Falar mal da igreja é como falar mal de si mesmo, afinal, nós somos a igreja. Somos membros do mesmo corpo, somos a família de Deus. Por um erro eclesiológico olhamos a igreja como se ela fosse uma realidade à parte de nós mesmos, como se existisse sem nós.

Somos a Igreja

Esse erro faz com que as pessoas perguntem: "que igreja você frequenta?" Nós não frequentamos ou somos membros de uma igreja, nós somos a igreja! A Igreja não é um lugar aonde nós vamos, mas sim é a comunidade da qual fazemos parte desde o momento quando recebemos a Jesus Cristo como Salvador.

"É fácil ser rude com a Igreja e é fácil encontrar suas falhas, mas quando você se torna cristão, você é aigreja" (Charles Conson em being the Body). Falar mal da igreja tem sido uma prática comum em todos os lugares e de variadas formas. Acaba um culto, e, nos corredores, as pessoas estão falando mal da igreja.
No FACEBOOK, muitos postam comentários falando mal da igreja. Nos programas televisivos, muitos ridicularizam a igreja e aproveitam entrevistas com cristãos para o conteúdo de suas piadas. Livros inteiros são publicados falando mal da igreja.
Minha pergunta é: qual o objetivo disso? Em minha opinião, alguém que fala mal da igreja publicamente se assemelha a um homem que chega em plena praça pública e fala mal de si mesmo, expondo suas fraquezas e dificuldades. Ou ainda a uma mulher que escreve nas redes sociais acerca de suas frustrações e problemas pessoais.

Qual seria o objetivo de uma pessoa fazer tais coisas? Com certeza não é ajudar e nem resolver uma questão, mas apenas expor suas fraquezas e torná-las públicas. E, ao fazer isso, ela corre o sério risco de se tornar alvo de gozação, ridicularização e escárnio. 

Psicólogos, conselheiros, mentores e outros profissionais que são procurados para prestar ajuda, sempre atendem as pessoas dentro de um ambiente seguro e com as portas fechadas. Nesse ambiente, eles podem ouvir as mágoas, tristezas e problemas que lhe são trazidos com sinceridade e coração quebrantado.

Acredito que isso vale para os membros da igreja. Insatisfação ou qualquer outra manifestação de descontentamento devem ser tratados e expostos em um ambiente próprio, seguro, e não publicamente.
Amando mais a Igreja 
A fila do caixa não é o melhor lugar para falar mal da noiva de Cristo. Aliás, nenhum lugar é bom para isso. Falar mal não deveria ser uma prática cristã. Podemos avaliar, conversar a respeito e até mesmo discutir um tema, mas sair falando mal, destruindo com palavras aquilo que é alvo do amor de Jesus.  - Sua igreja - isso nunca deveria acontecer.
Deveríamos amar mais a igreja, pois, ao fazermos isso, muitas coisas que se tornam conteúdo de nossas críticas simplesmente desapareceriam. Se tornariam desnecessárias.
A Bíblia diz em 1Pedro 4.8 - "Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados" (NVI). Em outra versão, aparece a expressão "o amor cobre uma multidão de pecados" (ARC). Quem ama protege em vez de expor. É o que diz o texto!

Quando amamos a igreja, nós perdoamos as falhas dos irmãos e lembramos que nós também falhamos. Olhamos para os outros membros do corpo de Cristo com um olhar perdoador e não com ódio ou mágoa. O amor protege através do perdão e da reconciliação.

Quem mais gosta dos comentários maldosos sobre a igreja é o diabo, que faz de tudo para incentivar os próprios cristãos a falarem mal da igreja.

A noiva  
Eu não falo mal da igreja. Isso é um princípio que tenho e pretendo levá-lo adiante até o dia quando participarei da igreja celestial. Na fila do caixa ou em postagem do FACEBOOK, não me verão falando mal da igreja. Se me perguntarem se já me entristeci com algum membro da igreja, minha resposta será afirmativa e virá acompanhada da plena consciência de que já devo ter entristecido alguém também.
Já passei por lutas na igreja e, por certo, ainda passarei, mas se Jesus Cristo, que é santo e perfeito, ama a igreja, eu, que sou imperfeito e pecador, não poderei amá-la? Se Jesus morreu pela igreja é sinal de que ela é muito importante e eu, como membro da igreja, devo me sentir privilegiado e feliz por fazer parte disso. Uma imagem que me ajuda muito a não falar mal da igreja é a linda cena do noivo e noiva de braços dados no corredor.
Que coisa linda! Imaginar que Jesus Cristo é o noivo da igreja me traz um alívio enorme ao coração. É Ele quem dignifica a igreja, a exalta e a reconhece como valorosa. E, sendo um membro da igreja, só posso agradecer a Ele por me dar essa honra que me faz perdoar meus irmãos e seguir firme, perdoando e preservando a beleza da igreja.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O COMBATE À CORRUPÇÃO NO BRASIL: UMA QUESTÃO DE FÉ, HONRA E CIDADANIA


Pr. Maurício Price

‘’De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.’’ Rui Barbosa

Recentemente, o Brasil foi mobilizado ainda que superficialmente por um movimento de protesto civil contra a corrupção, sendo o maior deles em Brasília. Em outras cidades, como no Rio de Janeiro, a manifestação de protesto foi bem modesta. Apenas 2,5 mil pessoas compareceram no ato de protesto – a maioria motivada por outras questões – sem qualquer comparação com os manifestos populares já realizados no Chile, na Europa, nos Estados Unidos e até no mundo árabe, onde se vê uma mobilização muito maior e mais representativa da população envolvida nas questões políticas que definem os rumos de uma nação. Pense nisso.
Diferentemente, em terras brasileiras quando se fala em samba, rock, futebol, pagode e outras diversões e entretenimentos, vemos que os brasileiros são em sua maioria muito mais interessados. Por exemplo, shows musicais até mesmo do segmento ‘’gospel’’ conseguem mobilizar uma ‘’massa’’ muito mais significativa da população em torno de uma causa ou evento e seus ídolos. Na festa da passagem de ano entre 1994 e 1995, o roqueiro inglês Rod Stewart se apresentou para mais de 3,5 milhões de pessoas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Entretanto, quando a população carioca é convocada para se manifestar publicamente contra a ‘’praga’’ da corrupção que assola o país, notamos que o povo da ‘’Cidade Maravilhosa’’, bem como o restante do país, anda desacreditado, descrente e por que não dizer ‘’acostumado’’ com toda ‘’malignidade sistêmica’’ que atualmente domina praticamente todas as esferas do Poder em nossa nação. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário estão em ‘’crise’’. Isso mesmo! Essa ‘’crise’’ acima de tudo é moral.
Aliás, o mundo está em plena decadência moral, e no Brasil não é diferente. Apesar de sermos conhecidos mundialmente como um país de maioria “cristã”, o Brasil tem sido palco ultimamente de grandes conquistas, mas também de intensas crises, principalmente na esfera moral tanto do seu povo, quanto na vida de seus líderes e governantes. Os desvios morais e éticos são cada vez mais freqüentes principalmente na vida daqueles que deveriam ser exemplo para o povo do nosso imenso e amado Brasil. Inserido nesse cenário, nós cidadãos, religiosos e não religiosos, estamos acompanhando um momento crítico em nosso país: a institucionalização da corrupção no Brasil. Diariamente, acompanhamos diversas notícias na mídia que evidenciam que essa “praga” tem contaminado todas as esferas do Poder Público e Privado. A população anda descrente. A impunidade tem desanimado os mais esperançosos por um Brasil de todos e para todos. Pergunto-lhe: qual será o futuro moral da nossa nação?
Uma pesquisa feita por um economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Fernandes da Silva, reunindo dados de investigações da Controladoria Geral da União, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União, revelou que pelo menos o valor equivalente à economia da Bolívia foi desviada dos cofres do governo federal em sete anos, de 2002 à 2008. Cerca de R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção, sendo este valor subestimado pois não foi considerado os desvios em Estados e municípios, que possuem orçamentos próprios. São R$ 6 bilhões por ano que deixam de serem aplicados na provisão de serviços públicos essenciais como saúde, saneamento e educação. Com esse volume de recursos seria possível aumentar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família – hoje quase 13 milhões. Ou ainda reduzir à metade de casas sem saneamento – no total, cerca de 25 milhões de moradias. Creia, meu amigo(a), que a corrupção mata nesse país! Essa “praga” tem causado estragos inestimáveis em nossa população já tão sofrida. Pense nisso.
Segundo o sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, uma das razões que explicam a baixa adesão popular aos protestos anticorrupção no Brasil é o lugar que o tema ocupa na hierarquia dos problemas sociais. Em pesquisa realizada pela Vox Populi, foi pedido aos entrevistados que dissessem quais os três principais problemas do país( em pergunta espontânea, i.e. sem exibir lista). Como mais grave, a corrupção foi citada por 5% dos ouvidos e ficou em sexto lugar.Ou seja, não é uma preocupação central e atual para muita gente, inclusive para grande parte da Igreja Brasileira.
Meu amado(a), estamos às vésperas de um colapso moral em nosso país. E não adianta só orar; é preciso agir. Precisamos enquanto Igreja de Cristo nessa nação exercer a autoridade que nos foi confiada pelo Senhor Jesus, sendo uma voz profética denunciando todo mau e todo tipo de pecado que afronta ao próprio Deus e ameaça à vida e à dignidade humana. É hora de toda a Igreja de Cristo orar, agir e reagir contra essa “praga” da corrupção que contamina o país, pois é “....a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”(1Tm3.15) é uma voz profética contra toda manifestação do pecado, inclusive contra a corrupção e seus agentes malignos. Desperta Igreja! Reage Brasil! Pois, assim diz o nosso Senhor:‘’ Sai dela, povo meu, para que não sejas participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas, porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.’’(Ap 18.4-5). Ele espera por você!

No amor de Cristo, Pastor Mauricio Price



*Missionário e médico. Presidente do Diretório Estadual no RJ e Conselheiro Nacional da Sociedade Bíblica do Brasil(SBB). Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil(AELB). Coordenador Geral da Capelania Evangélica Universitária na UERJ. Oficial Médico da Marinha do Brasil. Escritor, radialista e apresentador do Programa Aviva Gospel todos os sábados às 21h na 93FM. www.mprice.com.br / mauricioprice@gmail.com

sábado, 24 de setembro de 2011

POLÍTICA: Uma sociedade corrompida espera ansiosamente pela manifestação dos (verdadeiros) Filhos de Deus



Na imagem acima, Collor, Sarney e Maluf, três abnegados 'heróis' da Pátria, três variados exemplos do 'melhor' de nossa raça... Três intocáveis, uma trinca de ases de um baralho viciado, no jogo de poker sujo em que se tornou nossa política. Eleitos com milhares de votos, e muitos destes votos, de cristãos. E, vergonha nossa!, reeleitos - também com muitos votos cristãos. 

Quando despertaremos de nossa sacrossanta alienação? Onde estão nossos candidatos, aqueles que representem não apenas nossos 'interesses' enquanto segmento social, mas nosso PADRÃO MORAL? Temos a Marina Silva, o Magno Malta... e mais quem? Ano que vem temos eleições. Já é tempo de começarmos a nos informar e articular.

Abaixo um texto para nossa reflexão, da filosofa e escritora Ayn Rand, que nada tinha de cristã, mas que pelo visto sabia das coisas:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”. Ayn Rand

Para acrescentar, mais um texto clássico, desta vez de nosso compatriota Rui Barbosa, a grande Águia de Haia:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
__________________________

Uma ação efetiva da igreja, na figura de cada um de seus membros, se faz cada vez mais premente e necessária. Enquanto muitos cristãos se alienam ou lavam as mãos, nossa sociedade desaba. Alguns pastores recusam-se a falar de política. Em sua boa-fé não percebem que assim podem estar ajudando a condenar a sociedade na qual estamos todos inseridos - privando esta sociedade da participação ativa de alguns de seus melhores cidadãos. Já disse com toda a propriedade o economista inglês Arnold Toynbee: "O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam."

A atuação política não é de maneira nenhuma incompatível com a vida e a atuação eclesiástica. Você pode dizer: 'Claro que mil vezes é melhor realizar a direta Obra de Deus do que se ater a questões deste mundo', mas como grande Corpo, cabe a cada um exercer um papel. Ou múltiplos papéis. Nossa missão é integral, e se manifesta não apenas na pregação do Evangelho, mas por meio de ações que promovam o bem-estar da comunidade: o Evangelho todo, para o Homem todo (em todos os aspectos de sua vida). 

Faça o seu melhor como cristão e cidadão de direito - dê o exemplo - cobre - proteste - denuncie! E tenha fé e coragem para lutar pela ocupação dos espaços políticos através dos cargos eletivos - a uma sociedade desesperançada, que acha que a corrupção já não pode ser vencida, mostremos o valor do verdadeiro cristianismo, pois você e eu, contra tudo e contra todos - somos (ainda e até o fim) a luz do mundo.



Sammis Reachers
*Este texto pode ser livremente republicado.

domingo, 15 de maio de 2011

Consciência cristã, cidadania e boicote


João Cruzué
Uma das formas não violentas mais efetivas de exercer pressão e conseguir vitórias quase impossíveis é o BOICOTE. Tenho voltado a este assunto porque há ainda muito desprezo e discriminação contra evangélicos no Brasil.


O boicote foi usado com sucesso por Gandhi, na Índia, contra 300 anos de dominação do Império Britânico. O Exército inglês cometeu tantas barbaridades e tantas arbitrariedades que chegou ao ponto de ter sua imagem muito mal vista dentro da própria Inglaterra. Mahatma Gandhi apeou a "Union Jack" das costas da Índia sem dar um tiro sequer contra a maior potência mundial da época.


O Pastor Martin Luther King, Jr. também utilizou os mesmos métodos de não violência ou resistência pacífica nos anos 50/70s para conquistar a igualdade dos direitos civis dos negros americanos oprimidos - não por um inimigo externo - mas por irmãos protestantes de raça branca, que empunhavam uma Bíblia com uma mão e com a outra brandia não só o preconceito como armas e fósforos.


O Brasil é um país cheio de injustiças, com uma dívida social muito grande. Apenas para não ficar em palavras, vou dizer um número: cerca de 130 milhões de brasileiros ADULTOS ainda tiveram acesso a uma Faculdade. Mais de 80 mil (adultos) ainda não concluíram o ensino médio.


Os meios de comunicação tratam com indiferença estes números, voltando-se a eles apenas em anos de eleições majoritárias.


O respeito ao povo evangélico tem melhorado nos últimos anos, porque estamos começando a ter consciência de cidadania e engatinhando no exercício da política. Durante meio século, os pastores e mestres de nossas Igrejas nos ensinaram que política não era atividade para crentes, e com esse pragmatismo evitaram as garras da ditadura dentro das Igrejas Evangélicas. Mas a ditadura passou e somente 25 anos depois os crentes começaram a perceber que sem organização política os recursos orçamentários da nação precisam de reorientação.


Mas o preconceito contra os crentes ainda é vivo.


No trato com o contexto global, nosso comportamento e idiossincrasia sempre são vistos como o atraso da sociedade que abertamente nos aconselha que devemos "cuidar só de religião" e deixar a política e o comando da nação para (eles) os não cristãos. Com isso, uma minoria incrédula e anticristã vem exercendo com muita eficiência o controle da formação de opinião desta nação.


Estamos a ponto de perder nossa liberdade e expressão por causa de um projeto de lei anticristão que objetiva mudar os textos da Constituição e do Código civil. Somando católicos e crentes, temos maioria da população, mas somos governados e tangidos por lideranças que nunca foram cristãs, porque nunca nos organizamos e desconhecemos a força política que temos.


Quando a TV Globo, useira e vezeira em rotular crentes, tinha certa novela no ar que ridicularizava e discriminava mulher crente, sofreu uma campanha de desaprovação maciça na blogosfera evangélica e troca de emails, recuou e por causa dos protestos não permitiu, inclusive, que fosse ao ar o primeiro beijo homossexual da televisão. Crentes são grandes consumidores; cerca de 20/25% das famílias brasileiras. Novelas são patrocinadas por marcas de produtos destinados ao consumo de massa, baratos, e acessíveis às classes mais pobres. Grandes empresas ficam de olho nos "trending topics".


Nós, cristãos evangélicos, devemos e podemos tomar atitudes muito eficientes ao movimentar o dinheiro de nossos bolsos. Precisamos estar atentos e abrir nossos olhos ao que nos discrimina, despreza e ofende. Na política, todo senador, deputado ou vereador que é sistematicamente contra qualquer posicionamento da Igreja - nunca mais deve receber o voto de um crente. O Pastor ou o filho do Pastor que se candidatar e ganhar um cargo de representação política e nele se corromper e for motivo de vergonha para a Igreja, nunca mais deve ser re-eleito.


Também da mesma forma, todo preconceito, discriminação, ofensa, calúnia que for veiculada em uma Rede de Televisão, Rádio ou imprensa escrita - comprovada e sistematicamente - deve sofrer a ação de um boicote. E a experiência mostra, que a melhor forma de fazer isto é pela via indireta: deixando de comprar lá no supermercado os produtos das marcas que patrocinam tais programas.


Sei que não são muitas as pessoas que leem este blog, mas que este assunto precisa ser analisado profundamente em nossa consciência - precisa. Sim, porque não podemos financiar as fontes de preconceitos, discriminação, abandono político, que nos atingem direta ou indiretamente. Seria o mesmo que dar colocar a espada nas mãos do seu inimigo. Por ignorância muita gente simples não sabe como fazer isto, e nem sabe que está sendo discriminada, ofendida ou desprezada.


Mas você e eu sabemos. E se sabemos, não podemos ficar indiferentes nem ser omissos.

LEIA TAMBÉM: 

Procter e Gamble patrocina novela SBT ofensiva aos evangélicos


quarta-feira, 24 de março de 2010

TV do Bispo Macedo faz apologia da violência


João Cruzué

Quem diria! Você sabia que a TV Record foi comprada pelo Bispo Edir Macedo no ínicio da década de 90, com o propósito básico de levar a palavra de Deus à nação Brasileira? Em vez disso, na busca desenfreada pela audiência, ela de fato mudou seu propósito.

Quer uma prova?

De tudo o que é ruim: crimes, mortes, assassinatos, sequestros - notícias de todo tipo de violência você assiste sabe onde? Na Tv Record! Operando assim, ela impacta, assusta e deprime a família brasileira.

Jesus saiu de cena, e foi trocado por uma apologia das obras do diabo. Eu não consigo ver de outra forma. Tudo o que que acontece na cidade, tudo o que não presta, é divulgado para crianças, jovens e velhos. Creio que não é exagero: de cada 10 notícias do cotidiano, nove ou todas as dez são de coisas ruins. E sabe onde você encontra? Na TV Record!

Está na imprensa que a origem dos recursos para a compra da TV Record, que era da Família Machado e do Sr. Abravanel, veio da contribuição dos fiéis da Igreja Universal. Era dinheiro carimbado para uso na Casa do Senhor.

O que adianta ganhar o mundo inteiro. O que adianta pregar o Evangelho para todas as nações da terra, e logo em seguida mostrar as obras do inferno para escandalizar essa gente.

É preciso mais juízo. É preciso uma mudança de atitude. Não foi com o propósito de fazer apolgia da violência que a TV Record foi comprada. Os meios não justificam os fins. A Casa do Senhor não pode ser escandalizada com loucuras e desvarios de maus mordomos.

Abaixo a violência dos programas da Rede Record. Quero que minha família tenha direito de assistir as coisas boas que Deus tem feito no Brasil.

Imaginei que em uma Rede de TV evangélica isto fosse possível. Enganei-me!

Fonte: http://www.olharcristao.blogspot.com/

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Castigo ou omissão?

 José Bernardo

Um terremoto de grandes proporções como o que acontece no Haiti tem a vantagem de arrancar as pessoas do conforto de sua teologia e levá-los a uma confrontação prática com as coisas espirituais em um ambiente real. Como a apologia cristã não foi bíblica antes e não é hoje, as pessoas que insistem em avaliar a situação a partir de sua dogmática institucional, falham.

Pat Robertson, pastor norte-americado, ecoou o pensamento dos cristãos conservadores quando disse que o terremoto no Haiti foi consequência do pecado. Imediatamente um coro de cristãos liberais reclamou, acusou, julgou, condenou e executou o tal pastor da língua solta. Ambos os grupos se acham muito crentes e muito bíblicos. Ambos são um desastre em termos de apologia bíblica.


Pensando no que Pedro nos ensina sobre apologia, Pat Robertson errou porque respondeu algo que ninguém lhe perguntou. Os que o acusaram erraram porque não estão prontos para responder da razão da sua fé. O deísmo que vai se alastrando entre os evangélicos pós-modernos é vergonhoso. A influência do humanismo tem feito o deus dessas pessoas um sujeito omisso, e a vida cristã se resumir ao que o homem pode fazer.

Quando o crente deixa seu papel como testemunha e quer ocupar a posição de advogado, promotor, juiz ou meirinho – a apologia não bíblica – é sempre um desastre. Como testemunhas, que faremos? Qual deve ser a nossa attitude como cristãos diante de tanto sofrimento no Haiti? Primeiro devemos prestar Socorro – a omissão é crime e, ainda mais, é pecado. Segundo devemos testemunhar – porque essa é nossa função, para isso fomos chamados, e sobre isso seremos cobrados.

Uma fé sem as obras do socorro e do testemunho é morta. Enquanto discutem os apologistas em contradição às Escrituras, os crentes, façamos algo que confirme a fé que temos.

Fonte: http://www.evangelizabrasil.com/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

INSATISFEITOS

*
O Milagre dos Peixes - Adonias Assunção

Dr. Joed Venturini
Nós estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com os nossos púlpitos de onde emanam cada vez mais mensagens sem relevância para o cotidiano do homem comum . Mensagens que dependem das ciências sociais , que se baseiam em filosofias e psicologias modernas e que soam mais como discursos de auto- ajuda do que a palavra de Deus . Mensagens que respondem a perguntas que o auditório não fez e que citam personagens desconhecidos da maioria. Mensagens desprovidas de conteúdo bíblico como se o prazo de validade da escritura estivesse vencido.

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com o rumo de nossas igrejas. Igrejas que valorizam o marketing mais que o poder de Deus. Que vivem para resultados numéricos independentes de conversões reais e de discipulado que leve a verdadeiro crescimento. Igrejas que vivem apenas para a glória de certos líderes e que se tornaram clubes onde os interesses de alguns se sobrepõe ao desejo da maioria e a busca do Senhor ficou para um plano secundário.

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com o tipo de Louvor que tem surgido no nosso meio. Louvor profissional, feito por profissionais, pagos como profissionais. Louvor que manipula as emoções, que aceita qualquer sugestão do mundo e que se contenta com as palmas da multidão. Louvor que deixa a idéia que adoração é algo apenas momentâneo, local e profissional e despreza a importância de uma vida que louve a Deus em espirito e em verdade.

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com nossa Teologia. Teologia que não aprendeu a pensar sozinha. Que até hoje depende de pensadores de outros hemisférios e de outras épocas. Teologia que á falta de algo contextualizado recorre a pacotes de crescimento de igreja importados que prometem resultados miraculosos, mas exige do povo o que na maioria dos casos não pode dar .

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com nossas publicações. Um enorme número de editoras e publicadoras voltadas para as leis de mercado. Publicações que misturam o trigo e o joio enganando o povo de Deus. Publicações que dependem de autores estrangeiros e despreza o pensador nacional. Publicações que enfatizam o sobrenatural, o incrível e o milagroso a fim de vender, mas que mostram pouco conteúdo sólido para o crescimento do povo de Deus.
Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com o estado da familia cristã. Família onde os divórcios são quase tantos quanto na população geral e onde os líderes casam e descasam sem dificuldade. Famílias onde as crianças são seres estragados por presentes demais, sem disciplina e sem temor de Deus. Famílias onde os jovens vivem exatamente como os jovens do mundo e no domingo fingem ser cristãos. Famílias onde o amor é tão vago quanto neblina matinal.
Mas nossa insatisfação não é apenas um brado de revolta intolerante. Queremos fazer dela uma força motriz positiva. Queremos usar toda a energia que ela desperta de maneira a produzir respostas a suas inquietações. E nossa primeira busca será por aqueles que sentem como nós uma insatisfação santa diante da derrocada da igreja. Cremos que como nos dias de Elias nem todos se curvaram a Baal. Procuramos por esses para juntos lutarmos pela purificação de nossos caminhos como cristãos e como igreja. Desejamos unir forças, pensamentos, orações e ações na busca de soluções para a hora em que vivemos.

Queremos ver nossos púlpitos pregando a palavra de forma expositiva e clara. Respondendo ás questões que o brasileiro tem. Falando de maneira equilibrada sobre como viver com Deus, como conhecer sua vontade, como manter um casamento saudável, como criar filhos para o Senhor, como estabilizar as finanças domésticas, como enfrentar a violência urbana, como lidar com uma doença terminal, como ser benção para as familias da terra. Queremos mensagens relevantes que sejam mais que injeção de ânimo para uma semana de trabalho. Mensagens que no seu término nos deixem e impressão clara de que “ouvimos a voz de Deus”.

Queremos ver igrejas unidas em oração e jejum. Arrependidas por suas falhas, dispostas a pedir e a delegar perdão. Igrejas que dependem da orientação do Espirito Santo e não de regras publicitárias. Igrejas onde a comunhão é prioridade e o apoio mútuo acontece a cada dia, onde as conversões são genuínas e o discipulado é contínuo. Igrejas onde os líderes são servos, os templos são a casa de serviço e oração e os membros se sentem parte integrante do corpo.

Queremos um louvor voluntário e espiritual. Não artistas impressionando mas adoradores rendendo graças. Louvor que emane da experiência com Deus e flua em gratidão. Louvor que não constrange nem manipula mas conduz suavemente á presença do altíssimo. Louvor que sai do templo e da hora do culto e continua nas casas ao longo da semana.

Queremos uma Teologia nossa. Contextualizada e prática. Queremos pensadores brasileiros nos mostrando o que a palavra tem para a nossa realidade brasileira. Queremos ver homens de Deus da nossa terra, cujas vidas e ministérios atestam de sua vida espiritual com o Senhor escrevendo e pregando de tal modo que nos vejamos em suas palavras e entendamos seus raciocinios. Queremos Teologia Brasileira.

Queremos Publicações que se atenham à palavra de Deus. Que nos transmitam a verdade da Bíblia independentemente de ser ou não um “sucesso” de mercado. Queremos livros que nos sirvam de advertência, admoestação, estímulo e regozijo naquilo que nosso Deus é e faz seja nas páginas das escrituras seja nas vidas de seus servos. Queremos publicações que dêem lugar aos escritores de nossa terra cujas vidas e obras estão dentro de nosso universo. Queremos alimento sólido e não sensacionalismo.

Queremos familias cristãs ajustadas e felizes. Famílias onde os casamentos refletem o amor de Jesus, onde os casais vivem um amor pleno, romântico, físico e espiritual, os filhos conhecem as regras da disciplina e respeito e os jovens conhecem a Deus de primeira mão e não de ouvir falar. Famílias que são luz nas trevas de nossa sociedade e que atraem aqueles que não conhecem a vida com Deus.

Acreditamos que nosso discurso não é utópico por mais irrealista que pareça. Acreditamos que nossa insatisfação vem do Senhor. Cremos estar em boa companhia pois muitos foram os insatisfeitos nas páginas da Bíblia e na História da Igreja. Desejamos conhecer e encontrar aqueles que sentem como nós . Queremos agir usando idéias e soluções práticas para que nossos sonhos caminhem em direção à realidade. E que o Senhor da Obra nos abençoe.

Visite o blog do autor: http://www.joedventurini.blogspot.com

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES - Leia este livro online

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Recebemos
a dica da própria autora, a missionária Alzira Esterque: Leia gratuitamente online o excelente livro DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES, escrito pela irmã Alzira juntamente com o Pr. Alek Sandro Batista Dias.


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Interessante também conhecer este novo serviço de publicação online, o Bookess.
Admiro muito a liberalidade da irmã Alzira. Enquanto uns fazem questão de um simples poema, outros publicam livros inteiros liberalmente... Estou com estes últimos, com absoluta certeza. Num mundo moldado por Cristo simplesmente não haveria o que se chama direitos autorais, pelo menos não da forma atual, que a lógica do lucro impôs e nós, 'cristãos', aceitamos como coisa natural. Simplesmente não consigo associar isso a cristianismo - e estranho é ver que a liberalização de informação (vê a Wikipédia?) partiu em maior escala do mundo secular, e não dos cristãos. Não apóio descaradamente a pirataria - por que creio que ela, no caso cristão, pura e simplesmente não deveria existir - pois a boa informação cristã deveria ser disponibilizada gratuitamente, como Jesus faria, para quem quiser. Me parece que é o que Jesus faria - você pode visualizar algo diferente? Mas quem afinal ainda se faz essa pergunta, 'o que Jesus faria?', quem ousa contextualizá-la para hoje, para si? Alguém pode argumentar, 'mas o obreiro não é digno de seu salário?', mas devemos como cristãos buscar o meio-termo. O acesso à verdade e à capacitação da igreja não pode ficar mesquinhamente condicionado ao 'cadê o meu $?', 'quem não paga não leva'. Fale, por exemplo, aos tele-proponentes da Teologia da Prosperidade sobre disponibilizar pelo menos UM livro de seu catálogo, gratuitamente, como fiz a alguns anos, quando de minha conversão: serás exconjurado!
Mas muitos já pensam diferente, graças a Deus. São muitos os pastores , escritores e ministérios que disponibilizam grande quantidade de informação (e-books, cursos, gráficos, etc) na internet, no Brasil e principalmente no exterior, de forma gratuita.

O panorama geral está a mudar, e creio que em breve futuro assistiremos a uma revolução nunca vista nesta questão de direitos autorais e acesso à informação. Quem viver verá! Só gostaria que tal revolução partisse macissamente dos cristãos - seria um grande, um mega testemunho para esse mundo da informação que avança.

Sammis Reachers