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domingo, 14 de dezembro de 2014

REIKI e sua incompatibilidade com o Cristianismo


REIKI, o poder para curar?


Tradução de um artigo em espanhol do Pe. Miguel Carvallo Campos,

especialista em Seitas e Heresias.

 O Reiki é uma técnica de cura promovida pela corrente da Nova Era. É uma disciplina oriental, segundo afirmam os seus seguidores, que ajuda a utilizar a capacidade escondida em cada ser humano de aproveitar a "energia vital do universo" para acabar com as doenças do corpo e da alma.
Reiki é uma palavra de origem japonesa que se refere à "energia vital do universo" que fluiria através de um discípulo "activado" por ela.
O Reiki afirma que as enfermidades são sempre ocasionadas pôr um desequilíbrio na energia e a sua técnica procura encontrar "a harmonia", "o equilíbrio" da energia existente nos diferentes centros energéticos do corpo humano (chakras), mediante a imposição de mãos. Os que utilizam o Reiki, prometem um grande alívio no plano físico, espiritual, e uma plena sensação de paz.

A História do Reiki
O Reiki surgiu a princípio do século XX com Mikao Usui, decano de uma pequena universidade cristã em Kyoto - Japão. Contam que teve que deixar o seu posto de decano porque os seus alunos lhe pediram para que lhes ensinasse a técnica utilizada por Jesus para curar com as mãos, e ele teria se sentido constrangido por não possuir este conhecimento. Decidido a investigar esta questão da imposição das mãos, matriculou-se  para estudar Teologia na Universidade de Chicago. Por não encontrar aí a "receita" para fazer curas como Jesus Cristo, viajou para o norte da Índia e para o Tibete, pois "suspeitava" que aí havia estudado, também, Jesus Cristo. Estudou os escritos budistas do Tibete, e conta ter aí encontrado a resposta intelectual para a sua inquietação interior. A seguir, voltou para o Japão e aprofundou o estudo da doutrina do Buda, pois sabia que ele também havia realizado curas. Estando num mosteiro budista, depois de fazer um jejum de 21 dias, diz ter recebido uma visão que lhe revelou o segredo do Reiki para fazer curas físicas. Mais adiante, conta que em outra visão foram revelados os cinco princípios filosóficos do Reiki, e a partir daí teria "descoberto" que toda a enfermidade física tem uma origem espiritual.

O Reiki é compatível com o cristianismo?
O Reiki rapidamente se espalhou para o ocidente, conquistando inúmeros adeptos. Um dos segredos para o seu crescimento está em dizer que é somente uma técnica de cura, e, por isso, não entra em conflito com o cristianismo. Esta é uma das estratégias mais comuns usadas pelos adeptos da Nova Era, para atrair pessoas para a sua filosofia, com o objectivo final de levar a perda da confiança nos cuidados amorosos de Deus.
Quando o Reiki fala de uma energia universal, faz desaparecer o Deus da Bíblia. A Sagrada Escritura nos revela que Deus não é uma energia, mas é uma Pessoa que nos ama com um amor pessoal. Se alguém precisa somente aprender a "activar a energia universal", não é mais necessário Deus, religião ou fé. Tudo passa a ser sem sentido, porque a própria pessoa passa a dominar o poder presente no universo. E isso, assemelha-se à heresia do panteísmo. Para este pensamento filosófico, Deus e a natureza identificam-se um com o outro. Para o panteísmo tudo é Deus, e o homem é também deus, por ser parte deste todo.
No cristianismo, Deus é o criador, e o homem a criatura. Mesmo criado à imagem e semelhança de Deus, o homem nunca será Deus.

Os cristãos crêem na cura pela imposição de mãos. Este foi um ensino de Jesus Cristo para os seus seguidores: "...imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados." (Marcos 16:18). Esta prática Jesus não a aprendeu na Índia, Tibete ou em alguma outra doutrina oriental. Ele é Deus, veio habitar entre nós  para anunciar a salvação. Nele recebemos o poder do alto: "Toda autoridade me foi dada no céu e na terra." (Mateus 28:18). Para exercitar a autoridade dada por Jesus basta a fé: "Em verdade vos declaro: todo o que disser a este monte: levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar em seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, obterá esse milagre." (Marcos 11:23).


domingo, 16 de novembro de 2014

QUE DIZ A BÍBLIA? O evangélico atual e sua relação com as Escrituras



Uma das críticas que eu sempre ouvi no decurso de minha longa vida cristã evangélica alude ao desconhecimento que os adeptos do catolicismo - não sem exceção - transparecem relativamente à Bíblia Sagrada. É de praxe que Roma nunca tenha estimulado os seus fiéis ao estudo bíblico: essa atividade, de certo modo, compete apenas aos clérigos. Na verdade, vale a concepção de que o fiel católico deve frequentar a missa e, razoavelmente, pautar sua vida dentro de princípios éticos. Assim está formada a religiosidade católico-romana.
Por outro lado, propaga-se a ideia de que os evangélicos, também chamados crentes (não sem razão, em alguns lugares, foram chamados de "bíblias") aprendem desde logo a importância do conhecimento da Palavra de Deus. Daí a importância das reuniões de estudo bíblico, durante a semana, da Escola Bíblica Dominical e da meditação no próprio lar.
Mas, no trajeto, algo aconteceu, que mudou o rumo desse conceito.
Os cursos de teologia, de teor evangélico, sem pretensão acadêmica, independentemente de sua qualidade, dizem-se cursos de natureza bíblica. A frequência de leigos a esses cursos é bem grande; entretanto, é de se notar que o interesse de tais alunos é, antes, alcançar títulos eclesiásticos. O conhecimento das Escrituras, propriamente dito, tornou-se secundário.
Os demais membros de igrejas evangélicas - não sem exceção - desviaram-se pelas veredas da falta de estudo da Palavra de Deus. As Escolas Bíblicas Dominicais têm minguado dia a dia; as reuniões semanais de estudo bíblico nos templos já não existem e o interesse de verificar no lar o texto sagrado esvaiu-se.
Sou originário de uma família que estudava a Palavra de Deus. Meu pai, com a família à volta da mesa, diariamente acompanhava o curso bíblico da Escola Bíblica Dominical. Naquela época havia um modelo de Lições Bíblicas que traziam o "dever diário" de estudo preparatório para a reunião de domingo. E não faltávamos à Escola Dominical! Quanto aprendemos do Senhor!
Por que essa derrocada de conhecimento? O que substituiu essa saudável prática cristã?
A derrocada do conhecimento bíblico é o resultado da inobservância do estudo e, (pasmemos!) da oração, que é a comunhão do homem com Deus. Todo músico sabe que, afastado de seu instrumento durante alguns dias, sua capacidade de execução extingue-se. O profissional que não pratica sua profissão perde-a rapidamente. Quem se afasta das Escrituras desconhece-a de tal forma, que lhe acrescenta coisas alheias ao conteúdo. 
Acontece que os crentes substituíram a Bíblia e a oração pela "música"; pela chamada "música gospel", e, com isso, fizeram crescer como massa fermentada a quantidade de "cantores", disputando espaço e mercado. Cultos viraram espetáculos de cantores, claro, desafeitos à Bíblia, mas "muito hábeis" na guitarra e na bateria! Eis a alegria do povo. E haja palmas!
Chegada a hora da mensagem da Bíblia, a euforia desaparece. É hora de acompanhar o relógio, nos poucos minutos - que se arrastam - dados à pregação. A euforia só volta, quando após o encerramento da mensagem, os cantores reassumem seu lugar de honra.
O efeito da "desbibliarização" (perdoem o neologismo) é o avanço incontrolável de "igrejas" heréticas - e de heresias já encontradas em igrejas que eram bíblicas. Aquelas, supridas pelos pseudoteólogos inadaptados à realidade da Palavra de Deus; estas, pressionadas pelo fator "música gospel", que se tornou capaz de ajuntar "fiéis"; tornando-as evidentes pelo número de frequentadores.
Pelo exposto, caso as igrejas que se pretendem em acordo com a Palavra de Deus não assumam uma posição doutrinária firme, a "desbibliarização" trará consequências tão graves para o mundo evangélico quanto a atitude de Roma trouxe para o catolicismo: pessoas exteriormente religiosas, sem qualquer vínculo com a mensagem de Deus para o homem.

Izaldil Tavares de Castro
Visite o blog do autor: http://prof2tavares.blogspot.com.br/