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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Pôsteres para Igrejas Evangélicas - Baixe grátis e imprima


Em mais uma incursão no site Canva (onde é possível preparar artes variadas, gratuitamente), elaboramos uma série de dez pôsteres (cartazes) de temática diversa, ideais para afixar em igrejas. 
Constam no pacote: aviso de Santa Ceia, bazar missionário, chamadas para evangelizar, deixar nome no livro de orações, deixar dados (endereço, contato etc.) com obreiros da igreja, obter informações sobre batismo, além de frases motivacionais para membros e visitantes.
Os pôsteres estão em boa definição, podendo ser impressos tanto em impressoras caseiras quanto em gráficas.

PARA BAIXAR O ARQUIVO (PDF) PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Pastores que gemem por suas ovelhas - Maxie Dunnam



Você, pastor, está gemendo perante os olhos do seu povo? Os seus ouvintes veem esse tipo de paixão fluindo de sua vida?
Quem são as pessoas em sua congregação que, embora possam ser membros da igreja, realmente sentem que não fazem parte? Quem são as pessoas na sua comunidade que ainda precisam receber uma mensagem clara de você, pessoalmente, e de sua congregação de que você se importa profundamente com elas e que Deus as ama? E quanto aos pobres? Você está comprometido com a verdade irrefutável das Escrituras de que Deus fez uma opção preferencial a favor dos pobres?
E quanto aos trabalhadores pobres, sabendo que entre eles encontramos principalmente as mães solteiras?
E quanto ao vasto segmento de pessoas em cada comunidade para quem Cristo e sua igreja são realmente estranhos? Você está ordenando sua vida e a vida do culto da sua igreja, seu ministério e missão de tal modo que isso vá até o campo delas, e você procura falar a linguagem delas, uma linguagem que elas entendem? Você oferece algo que vá ao encontro das suas necessidades — não no local onde você gostaria que elas tivessem, mas onde elas realmente estão?
E quanto às pessoas em recuperação, aquelas que querem se libertar das drogas e do álcool? Sua igreja é uma comunidade acolhedora e hospitaleira a ponto de ajudá-las a quebrar as correntes da vergonha e da culpa?
"Comece a gemer, filho do homem" (21.6), Deus disse a Ezequiel — e ele diz isso a nós. Mostre às pessoas que você se importa, que você fala em nome de um Deus que nos ama, que perdoa nossas iniquidades e cura nossas doenças, que nos restaura à nossa plenitude e nos dá alegria. 

Maxie Dunnam 
- Trecho do artigo "O que significa ser um ministro de Deus". In A arte e o ofício da pregação bíblica, de Haddon Robinson e Craig Brian Larson (orgs.).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Como transformar o Visitante em um Membro da Igreja


Como transformar o Visitante em um Membro da Igreja

Depois de ter atraído pessoas novas para a igreja, o que fazer com eles? Como se aproximar? Como entrar em contato com eles depois?
Bem, muitas igrejas são ótimas em fazer coisas novas e atrair muitos visitantes para a congregação fazendo um ótimo trabalho,  mas se esquecem do que fazer depois com esses visitantes que estão dentro da igreja. 
Não adianta ter uma igreja que sempre está cheia de visitantes se não dá prosseguimento no cuidado deles.
A igreja sempre vai estar cheia mas a membresia vai ser sempre uma minoria de pessoas.
Mas qual o problema disso?
Alta rotatividade de pessoas. A alta rotatividade é prejudicial tanto para os visitantes quanto para a igreja. Quando o visitante vai na igreja mas não se sente parte dela, ele sempre vai procurar outras igrejas até que alguma o acolha.
Com alta rotatividade de pessoas, a igreja sempre vai estar cheia, mas com poucos membros, poucos voluntários, poucas pessoas realmente comprometidas com a igreja local.
Lembre-se que muitas pessoas vão na igreja pela primeira vez arrasados, com problemas, como uma última esperança. Se essas pessoas entram na sua igreja, assistem o culto e nem são sequer notadas, talvez você não tenha uma outra chance de fazer a diferença para esta pessoa.


Então o que fazer quando o visitante chegar pela primeira vez na igreja?
  • Tenha uma equipe para recepcionar as pessoas e cuidar dos visitantes na porta:
Em igrejas com menos de 200 pessoas por culto, já é possível conhecer a maioria dos rostos que estão lá. Então a equipe de recepção consegue saber a MAIORIA das pessoas que já são da igreja e quem está visitando. Com isso, eles conseguem abordar o visitante pela primeira vez, se apresentar e  perguntar se é a primeira vez dele na igreja. Caso a resposta seja positiva, a pessoa pode se colocar à disposição do visitante e pedi-lo para preencher a FICHA PARA CADASTRO DE VISITANTE com os dados para contato. Se quiser, pode pedir para ele escrever um pedido de oração no verso da ficha, destacar e entregar para a equipe da recepção ou no local indicado.

  • Pergunte no culto:
O pastor ou a pessoa responsável pelo culto no dia, antes de começar a pregação pode pedir para as pessoas que são visitantes levantem a mão que uma equipe irá entregar a FICHA PARA CADASTRO DE VISITANTE para preencher e entregar depois do culto no local indicado. 
Essa é uma ótima forma pois é fácil e assertiva já que o visitante irá levantar a mão preencher a ficha para entregar depois sem nenhum constrangimento.  (Lembre-se de de NÃO CANTAR MÚSICA PARA OS VISITANTES. Isso é constrangedor para os dois lados e pode fazer com que o  visitante nunca mais queira entrar na sua igreja. Evite essas e outras práticas que exponham o visitante para toda a igreja.)

  • Countdown (Contagem regressiva)
Diversas igreja tem utilizado o Countdown ou Contagem Regressiva para um momento de descontração e interação antes de começar a pregação. Normalmente após o louvor, a igreja dá uma pausa de 5 MINUTOS para que as pessoas cumprimentem umas as outras, vão ao banheiro, bebam água e se conheçam um pouco antes de começar a palavra.
Esse é um ótimo momento para que as pessoas da igreja ou uma equipe responsável entre em contato com as pessoas que visitam pela primeira vez. 
Após o louvor e antes de iniciar o CountDown ou Contagem Regressiva, o pastor ou responsável pelo culto pede para os visitantes levantarem a mão que as pessoas ou a equipe irá até eles para se conhecerem. Essa interação de 5 minutos é o suficiente para saber quem é o visitante, de onde ele vem, porque está visitante a igreja entre outras coisas além de pedir para preencher a FICHA PARA CADASTRO DO VISITANTE com os dados dele e entregar depois. Lembre de pedir para sua equipe ficar atenta no momento que os visitantes levantarem as mãos.


Agora que temos um monte de fichas com os dados dos visitantes, o que fazer?
Agora é dar o acompanhamento para estes visitantes. Direcione alguém para que ao longo da semana entre em contato com as fichas preenchidas. Essa pessoa deve conversar um pouco com o visitante, saber sobre a vida dele, onde ele mora, o que achou da igreja, se já foi de outra igreja, tirar as dúvidas dele sobre a igreja, etc.
A pessoa pode estar direcionando este visitante para uma célula próxima a casa dele,  marcando para visitar a casa do visitante ou marcando para encontrarem depois e conversarem um pouco.
Após ter este primeiro contato, você já pode estar perguntando para o visitante se ele deseja batizar, se tornar membro, etc.
E assim, você vai inserindo os visitantes na membresia da igreja de uma forma agradável e saudável com acompanhamento a esta nova pessoa da sua igreja.

Via http://www.macampe.com/impressos/diversos/ficha-para-visitante

NOTA DE ARSENAL DO CRENTE: Em um recurso gratuito que elaboramos, "Certificados, Cartazes e Utilidades para Igrejas", há um modelo de ficha para visitantes. Baixe o arquivo AQUI.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Certificados de Batismo, Casamento, Apresentação de Criança e outros recursos para download gratuito


Prezados irmãos, preparamos um belo presente para vocês. Reunimos num único arquivo uma coleção de Certificados, Cartazes e muitas outras utilidades para Igrejas evangélicas. A coleção conta com nada menos que 43 itens. São materiais simples, em preto-e-branco ou coloridos, destinados a servir àqueles servos de Deus que possuem seja poucos recursos, seja pouco tempo, ou que não sabem fazer e nem possuem quem faça tais materiais.
Os arquivos estão em formato pdf. Foram criados pelo ministério Veredas Missionárias (www.veredasmissionarias.blogspot.com), e são GRATUITOS, NÃO PODENDO SER COMERCIALIZADOS.
Assim, convidamos desde já você a compartilhar gratuitamente este arquivo com pastores, missionários, obreiros e mesmo com todos os cristãos de seu conhecimento, para que muitos sejam abençoados.

Vamos à lista de recursos:

CERTIFICADOS:

Certificado de Matrimônio (Casamento) - 3 modelos
Certificado de Apresentação de Criança
Certificado de Participação em Encontro de Casais
Certificado de Batismo - 3 modelos

CARTAZES UTILITÁRIOS PARA AFIXAR EM PORTAS:

Gabinete Pastoral
Secretaria
Secretaria de Missões
Tesouraria
Berçário
Sala das Crianças - 2 modelos
Biblioteca
Banheiro Masculino
Banheiro Feminino
Cozinha
Cantina
Aconselhamento Pastoral – Não entre

OUTRAS UTILIDADES

Escala de Culto / Escala de Obreiros
Formulário Arrecadação Dízimos e Ofertas – 2 modelos
Aniversariantes
Lista de Visitantes
Lista para Oração (deixe seu nome)
Lista para Intercessão por afastados dos caminhos do Senhor (desviados)
Cartaz com frases para pessoas afastadas dos caminhos do Senhor
Ficha para Cadastro de Visitantes
Ficha para Cadastro de Membros
Cartaz Eventos Anuais da Igreja
Cartaz Prioridades Missionárias (intercessão etc. – 2 modelos)
Cartaz Itinerário da Missão (cronograma de ações)
Cartaz Plano de Aula EBD
Cartaz Almoço Missionário
Cartaz Mobilização Missionária IDE
Cartaz Festividade Aniversário da Igreja
Cartaz Convite para Filme Tela Crente
Cartaz Culto de Missões
Cartaz Culto de Santa Ceia
Com Defeito

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sábado, 31 de março de 2018

VISLUMBRE DO FUTURO - Um reflexão sobre o serviço cristão


 
 
Alegre e feliz o pastor foi deitar-se. Um dia de muitas atividades, muitas alegrias. Era o terceiro pastor desta nova igreja. Conseguira instalar o forro do salão de cultos, terminara o lindo jardim de entrada e assinara a escritura de posse do terreno da congregação que iniciara. Em breve uma nova igreja seria organizada, a primeira na história desta igreja. Ele sentia-se alegre. E, em sua mente, imaginava o quanto todos seriam gratos pelos seus trabalhos. Sem perceber, deixou-se levar pelo ego envaidecido. E, acalentado pelo doce aroma do orgulho santo, adormeceu.
 
Acordou cinquenta anos depois. Era dia de festa. Aniversário da igreja. Gente de toda parte chegava. O templo era o mesmo, com algumas pinturas novas, bancada moderna, um andar a mais na estrutura que tão bem construira. Viu alguns poucos irmãos que conhecia, eram as crianças e adolescentes de anos atrás. Sentou-se num local bem situado. O culto começou.
 
Uma programação bonita. E então a exibição dos homenageados.
 
Homenagearam o pastor, um homem de meia idade, também político de carreira. Homenagearam a sua esposa, que vestia-se com um modelo muito extravagante. Homenagearam a diretoria atual e também os fundos para os quais a igreja contribuia. Igrejas organizadas pela aniversariante também vieram prestar honras (a primeira era a que havia organizado).
 
Quando o culto terminou, o pastor entristeceu-se.
 
Ninguém mencionara o seu trabalho. Nem de ele organizara a primeira congregação. Não falaram das lutas do estabelecimento, das campanhas realizadas, das noites mal dormidas, dos desafios que existiram. Ninguém mencionara os pastores que passaram pela igreja ao longo de sua história. Apenas o atual recebera a glória de uma igreja construída por diversos antes dele. Procurou algum quadro, alguma publicação, alguma coisa exposta nos corredores do templo. Nada indicava que uma história anterior existira. Cabisbaixo, saiu do culto, falando consigo mesmo: "Ninguém se lembrou de mim. Ninguém mencionou o meu nome. Ninguém fez caso da história que construímos".
 
Subitamente acordou. Estava a ter um pesadelo! Suado e perplexo, percebera o quanto estava enganado. Por maiores que fossem os seus esforços (e não foram poucos, com certeza!), duas grandes realidades tornaram-se evidentes em seu coração pesaroso.
 
A primeira era de que toda a glória pertencia a Deus. Ele era o realizador da própria obra através de Seus servos, de Suas igrejas, da geração que recebe a incumbência de estabelecer as cordas das tendas aumentadas. Deus era digno de louvor, Deus era quem operava em nós o querer e o efetuar. E toda tentativa de tomar dEle a glória devida seria fadada ao fracasso, ao pecado. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, (Is 42:8). Paulo apóstolo teve grande trabalho para convencer os pagãos de que as curas que aconteceram em Listra não vinham de si, mas do Deus vivo . E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós,  (At 14:15). Pedro e João fizeram o mesmo, no caso do coxo curado à porta do templo de Jerusalém, afirmando que fora Deus quem o curara. Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? (At 3:12).Quando o ego invade o espaço de glória que só a Deus pertence, então ergue-se o pecado como flâmula e o Espírito de Deus não atua mais. E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? (1Co 4:7). A glória pertence a Deus.
 
A segunda verdade que pôde detectar era a de que os homens têm memória muito curta. Eles fazem questão de ignorar a história, o passado e as grandes lutas que trouxeram a vitória celebrada.  Na história de uma igreja o que menos importa é o suor e as lágrimas dos pioneiros idealistas, daqueles que abriram uma picada no meio da floresta virgem de uma região sem igreja. O povo gosta de exaltar o asfalto novo e bem pintado, esquecendo-se de quem abriu a primeira trilha que deu origem à rodovia. Na memória da geração atual o que menos importa é a lembrança de quem lutou bravamente para fazer vingar e prosperar um trabalho. Como disse Salomão  "... já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. (Ec 9:6). Ninguém mais se lembrará daquelas tardes quentes em que a família pioneira cedia o quintal da casa para as escolas bíblicas de férias. Ninguém se lembrará dos cultos nos lares, do ponto de pregação, dos bancos rudes e da sala apertada, das doações de bíblias, dos folhetos, dos cultos ao ar livre, das visitas em dias de chuva, dos primeiros batismos, do primeiro salão alugado e das vitórias pequeninas e indispensáveis para que tudo chegasse onde chegou.  Tudo isso foi esquecido, às vezes pela desinformação, às vezes por maldade ou por qualquer outro motivo.
 
Este pesadelo trouxe ao pastor a certeza de duas coisas.
 
A primeira é de que toda a honra sempre pertence a Deus. Ele reavaliou algumas práticas que tinha, algumas celebrações que visavam, em última análise, trazer a si próprio alguma glória e vaidade.  Deixou de fazer citações de suas próprias virtudes e de buscar elogios para si. Ele conscientizou-se de que trabalhava para Deus e que por mais que fizesse nunca seria o bastante para demonstrar gratidão suficiente. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17:10) Além do mais Cristo fizera tudo na cruz e na vida e era o responsável em dar poder, graça, condições e sucesso. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)
 
A segunda certeza (oh, maravilhosa verdade!) foi a de que  Deus não se esqueceria de seu trabalho. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. (Hb 6:10) Por mais que os homens procurassem apagar as memórias de seu serviço, por mais que tudo ficasse relegado a documentos de museu ou registros de cartório, Deus não se esqueceria do trabalho feito com amor e em nome de Jesus. Conheço as tuas obras tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (Ap 3:8) Esse pastor creu que o galardão que vale a pena não é aquele que os homens concedem em suas celebrações jactanciosas, em suas premiações temporais. O galardão que vale é aquele que receberemos diante do Supremo Juiz, no dia em que prestarmos conta de nossas vidas. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (Ap 22:12) Assim, ele tentaria não se frustrar mais quando se esquecessem de suas vitórias e o privassem de merecidas homenagens. Bastaria lembrar que Deus jamais se esqueceria e isto seria o suficiente.
 
Os próximos meses na vida daquele pastor foram muito melhores. Ele, consciente de que era apenas um servo, servindo com alegria e cada vez mais. Mandara refazer a placa da igreja, que tinha um grande retrato de si mesmo, trocando-a pelo nome de Jesus. Tornou-se grato a Deus por cada chance de servi-Lo. Ele já havia recebido o bem maior, a vida eterna através de Jesus Cristo e de Seu sacrifício; servi-Lo fielmente era o mínimo que podia fazer para dizer a Ele: muito obrigado!
 
Que Deus dê aos leitores a mesma convicção, de que  a glória pertence a Deus e de que Ele não se esquecerá do trabalho feito para Ele, ainda que os homens se  esqueçam.
 
Wagner Antonio de Araújo
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domingo, 27 de novembro de 2016

As três vias da evangelização apaixonada




Existe a evangelização mercenária e a evangelização apaixonada. Elas têm motivações opostas, propósitos opostos, métodos opostos e costumam produzir resultados opostos.
As três vias da evangelização apaixonada são a oração, o exemplo e o anúncio.

A evangelização pela oração

É preciso orar pelos descrentes por causa do estado de morte em que se encontram todos os mais de 6 bilhões de habitantes do planeta, sem nenhuma possibilidade de retornar à vida.

Todos pecaram, dizem as Escrituras, e “estão destituídos [ou privados] da glória de Deus”, ou “afastados da presença gloriosa de Deus” (Rm 3.23, NTLH). Estão todos “mortos em pecados e delitos” (Ef 2.1). A terra é um vale cheio de ossos sequíssimos, que precisam se juntar osso com osso outra vez, e receber carne, tendões, pele e espírito, para tornarem a viver (Ez 37.1-10).

É preciso orar por causa da extrema dureza do coração humano (Jr 3.17; 7.24; 11.8; 16.12; 18.12). O pecador tem “coração obstinado” (Is 46.12), “tendão de ferro no pescoço” e “testa de bronze” (Is 48.12). Ele carrega uma bagagem enorme de apatia, ignorância, cegueira, loucura, incredulidade, tradicionalismo, preconceito, soberba e servidão pecaminosa.

É preciso orar porque só Deus é capaz de fazer o mais difícil de todos os transplantes: “Tirarei do peito deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” e “colocarei no íntimo deles um espírito novo” (Ez 11.19, EP).

A evangelização pelo exemplo

É preciso viver o que se prega, senão a evangelização torna-se uma hipocrisia. Essa incoerência entre conduta e mensagem gera indignação, desprezo, zombaria, escândalo, incredulidade e rejeição.

Jesus deu muita ênfase à evangelização pelo exemplo, quando declarou francamente: “Vocês são o sal da terra para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve mais para nada; é jogado fora e pisado pelas pessoas que passam” (Mt 5.13, NTLH). No mesmo Sermão do Monte, Ele ensina que “uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida” e “não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa”. Em seguida, Jesus ordena: “Assim também, a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5.14-16, CNBB e NTLH). Somos agora o que Jesus foi no passado: “Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo” (Jo 9.5). A igualdade da missão de Jesus com a de seus discípulos aparece também na Grande Comissão: “Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei” (Jo 17.18).

Aos coríntios, Paulo assume que, “como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas” (2 Co 2.14, NTLH). Tornamos o evangelho conhecido mais pelo perfume do que pela palavra. Abusando da figura, é possível acrescentar: mais pelo olfato do que pela audição. Foi por isso que São Francisco de Assis disse: “Evangelize sempre; se necessário, use palavras”.

Pouco na frente, o mesmo Paulo garante aos seus filhos na fé: “Nossa carta de recomendação são vocês mesmos..., conhecida e lida por todos os homens” (2 Co 3.2, EP). Horácio, o poeta romano do primeiro século antes de Cristo, dizia que “mais profundamente nos impressiona aquilo que vemos do que aquilo que ouvimos”.

O exemplo de quem é sal da terra, luz do mundo, perfume de Cristo e carta de apresentação se manifesta pelas boas obras. Aliás, somos “criados em Jesus para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos” (Ef 2.10, EPC). Se o evangelho não alterou o nosso comportamento e continuamos iguais aos não convertidos, não temos como evangelizar, pois “a fé que não se traduz em ações é vã” (Tg 2.20, CNBB), não tem valor, não vale nada, não produz nenhum fruto, é inoperante, é morta. Mostra-se a fé salvadora pelas obras e não pela mera confissão de fé. A única evidência visível da fé alojada no íntimo, ao olhar perscrutador do descrente, é constituída dos atos de obediência do crente. Entre esses atos convincentes estão a autenticidade (“comprometo-me a viver o que prego e deixar de pregar o que não vivo”), o casamento estável, o cumprimento do dever, a honestidade, a linguagem sadia (não agressiva, não bajuladora, não caluniadora, não mentirosa, não obscena, não soberba), as relações humanas aprovadas (controle do gênio, cordialidade, humildade, perdão), a sexualidade mantida dentro dos padrões bíblicos, o envolvimento social (posição pública contrária à injustiça) e o equilíbrio religioso tanto nas convicções como na defesa delas (o fanatismo é uma contra-evangelização desastrosa).

A evangelização pelo anúncio

Não basta orar e ser exemplo. É preciso ir. É preciso mover-se. É preciso falar. É preciso gastar tempo. É preciso apaixonar-se. É preciso vencer a preguiça, o comodismo e o acanhamento. É preciso atear o fogo do evangelismo. É preciso guardar-se tanto do ativismo (predominância da ação em prejuízo da oração) como do misticismo (predominância da oração em prejuízo da ação).

Entre o muito que se pode fazer para evangelizar os descrentes, os testas de bronze, os corações de pedra, ocupa lugar de destaque o ministério da amizade. Esse ministério consiste em amar profundamente as pessoas, aproximar-se delas, mormente os que sofrem, os enfermos, os enlutados, os pobres, os marginais e os marginalizados. Na verdade, “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9.12, NVI). O amor cria possibilidades e abre caminhos. Sem amor não se inicia uma conversa, não se faz evangelismo pessoal, não se dá uma porção bíblica ou um folheto de boa qualidade, não se convida alguém para um encontro ou para uma reunião na igreja.

A arte de trazer os excluídos do lugar onde estão para a sala do banquete e de obrigar (não no sentido de violação da vontade alheia, mas no sentido de insistir, atrair, encorajar) os mais distantes a entrar é um ministério maravilhoso e tem fundamento bíblico. Foi assim que, na Parábola do Grande Banquete, a sala se encheu de toda sorte de gente: “Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar” (Lc 14.23, NVI). Simão Cirineu foi agarrado e obrigado pelos soldados a carregar a cruz de Jesus até o Gólgota (Lc 23.26). Muito provavelmente foi isso que mais tarde o levou à fé.

Quando a oração, o exemplo e o anúncio acontecem ao mesmo tempo, é muito difícil não haver novos convertidos. Isso, por sua vez, faz a Igreja crescer tanto em número quanto em qualidade.



As duas mais antigas estratégias para o crescimento da igreja evangélica brasileira

A proposta do escocês Robert Kalley, o primeiro missionário protestante a se fixar no país (de 1855 a 1876), fundador da Igreja Evangélica Fluminense (a mãe das igrejas congregacionais) era:

1) Publicar artigos na imprensa diária, para firmar certas doutrinas cristãs e expor os costumes da igreja primitiva, que são desconhecidos do povo.

2) Vender e distribuir livros e folhetos para instruir o povo no único caminho seguro da salvação.

3) Visitar casas particulares, lojas e oficinas para conversar sobre o amor de Deus, revelado na pessoa de Jesus e mostrar as boas dádivas do Pai Celeste para os que recebem a redenção tornada possível pelo sangue de seu Filho.

4) Instituir a prática diária do culto doméstico e ter reuniões familiares para leitura e estudo da Palavra e para louvar a Deus em espírito e verdade.

5) Socorrer os enfermos e aconselhá-los a confiar em Jesus somente, para o bem eterno de suas almas.

A proposta do americano Ashbel Green Simonton, o segundo missionário protestante a se fixar no país (de 1859 a 1867), fundador da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (a mãe de todas as igrejas presbiterianas) era:

1) A santidade da igreja deve ser ciosamente mantida no testemunho de cada crente.

2) O uso abundante de literatura evangélica. A Bíblia, e não somente a Bíblia, mas também livros e folhetos religiosos devem inundar o Brasil. É impossível envolver tão vasto país sem o auxílio da palavra impressa.

3) O evangelismo pessoal é de suma importância. Cada crente deve comunicar o evangelho a outra pessoa.

4) A formação de um ministério nacional idôneo, isto é, pastores brasileiros para brasileiros.

5) O estabelecimento de escolas paroquiais para os filhos dos crentes.

Como se pode observar, não havia um frenesi por números, mas uma preocupação muito grande com a santidade dos crentes e com o aprofundamento bíblico.

(Fonte: Entrevistas com Ashbel Green Simonton, p. 16-17, Editora Ultimato.)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

DESENVOLVENDO UMA IGREJA MISSIONAL - Livro gratuito


Desenvolvendo Uma Igreja Missional - O Modo de Jesus, é um livro escrito por Gustavo Crocker, diretor geral de missões para a Eurásia da Igreja do Nazareno nos EUA. 

Como diz em seu subtítulo, trata-se de "um modelo bíblico da Igreja". O Dr. Crocker elaborou o Modo de Jesus como um modelo para nós desenvolvermos a igreja. Jesus tinha um plano que nos ajuda ainda hoje. Reconhecer os problemas que enfrentamos por todo o mundo irá ajudar-nos com soluções para um desenvolvimento natural e holístico. Os princípios apresentados são universais e funcionarão nos mais diversos diversos contextos. O Dr. Crocker tomou a vida de Jesus e deu-nos um plano paralelo para a igreja desenvolver-se baseada na lei divina de Deus. O crescimento natural é como respirar naturalmente. O desenvolvimento de uma igreja saudável está envolvido com o conceito de Jesus nos dois grandes mandamentos. O Amor por Deus e o Seu amor cravado em nós leva as nossas vidas na direção que Deus pretendeu. É esse tipo de relação com Deus que realiza um impacto na Igreja e no Reino. Ao ler isto e colocar os princípios na vida da igreja e dos indivíduos, ver-se-ão novos resultados na sua forma de alcançar outros que farão a diferença. Os exemplos práticos ajudarão os seus esforços para o mobilizar o seu círculo de influência.

Para ler online ou baixar o livro pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o livro pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.

sábado, 3 de outubro de 2015

O QUE TENHO APRENDIDO (MAIS UMA VEZ) PLANTANDO UMA IGREJA



Samuel Costa

Há quatro anos estou à frente da plantação de uma nova igreja em minha cidade, o local onde Deus me colocou para ser sal da terra e luz do mundo. Conquanto eu seja filho de um evangelista e tenha acompanhado meu pai em vários campos missionários pelo Brasil, a experiência desses últimos anos tem me ensinado bastante. Resolvi, então, enumerar algumas lições aprendidas.


1) É preciso estar disposto a andar, se quiser ser dirigido por Deus.
2) Não há como plantar uma igreja apenas abrindo a Bíblia aos domingos e pregando a alguns. O pregador aos domingos também terá de varrer o chão, limpar os banheiros, carregar o som, desmontá-lo ao final das reuniões e fazer várias outras atividades, se quiser ser bem sucedido.
3) Enfrente os problemas de frente, com serenidade, mas com firmeza. O diabo não resiste à luz, pois sua ação é sempre no escuro, sorrateiramente, por baixo dos panos. Jogue luz sobre os problemas e o inimigo fugirá.
4) Ao tomarem conhecimento do projeto, praticamente todos aqueles que dizem que vão apoiar o seu trabalho nada farão por você. Mesmo assim, continue. Jamais desanime; faça sol ou faça chuva pregue a Palavra. Você é um pregador.
5) Distribua tarefas, perca o controle. O Espírito Santo é quem controla sua igreja. Não dá pra estar em todo lugar e em todas as reuniões o tempo todo. Lance as diretrizes e confie em sua equipe.
6) Não se importe com o "Não" que receberá muitas vezes. O "Não" também é direção do Senhor. Vá em frente e bata em outras portas.
7) É preciso apropriar-se de sua vocação solitária (a vocação pastoral passa pelo viés da solidão), pois sozinho será o primeiro a chegar e - na maior parte das vezes - o último a sair, após apagar as luzes, quando todos já foram para suas casas.
8) O inesperado sempre acontece, pois Deus envia ajuda de onde menos se espera... e as coisas caminham de acordo com a vontade Dele. Muita gente boa, enviada por Deus, estará ao seu lado.
9) É preciso estar disposto a se reunir em qualquer lugar, na certeza de que em qualquer lugar o Senhor ali estará ao lado de sua igreja. Nesses anos nossa igreja se reuniu, entre outros lugares, também em uma casa de festas, cujo auditório havia sido decorado para um casamento gay que havia sido realizado no dia anterior. Também nos reunimos muitas vezes numa boate da mesma casa de festas.
10) Não acredite nas redes sociais. As pessoas não vão à igreja porque a encontram no Facebook, Twitter ou Instagram. As pessoas vão à igreja porque foram abordadas por outras pessoas. Só então, por curiosidade, verificam nas redes sociais se a igreja está lá.
11) Mantenha um relacionamento constante com a cidade e não perca uma única oportunidade de deixar o cartão da igreja com alguém. Lembre-se: ninguém vai ligar pra você, com exceção de alguns pouquíssimos.
12) Não tenha medo do novo, por mais inusitado que pareça. O essencial é manter a velha mensagem da cruz. A roupa em que essa mensagem será apresentada tem que ser moderna e nova, para atingir a sociedade que não para de se modernizar e de se reinventar.
13) Pastoreie sua pequena igreja na certeza de que não é o número de pessoas que fará dela um sucesso, é a graça de Deus. Ele é o maior interessado no crescimento de Seu rebanho.
14) Algumas pessoas são talhadas por Deus para enfrentar os momentos iniciais de uma plantação de igreja, outras só chegam numa segunda fase, após consolidado o trabalho.
15) Cuidado com os parasitas. Em todo o tempo o joio estará sendo plantado pelo inimigo nos campos do Senhor. Esteja atento.
16) Dê atenção a todos, ligue para os que têm vocação para se desgarrarem, mande uma mensagem aos faltosos, pastoreie e gaste tempo com as ovelhas.
17) Saiba que Deus envia muita gente boa pra fazer parte de Sua igreja. Dia após dia Ele conduz os seus filhos para se juntarem ao rebanho. O pastoreio é Dele. Não perca a esperança.

18) Seja amigo de todos os que quiserem ser seu amigo.


Artigo publicado originalmente em samuelcostablog.blogspot.com.br.

domingo, 27 de abril de 2014

Os grupos menos evangelizados do Brasil parte 1: Quilombolas, Ciganos, Sertanejos e Imigrantes



Quilombolas

Os QUILOMBOS ou mocambos, cujas origens remontam à época colonial, foram inicialmente comunidades formadas por agrupamentos de escravos fugitivos. Posteriormente alguns abrigaram também escravos ALFORRIADOS (libertos). Buscavam para abrigo florestas e regiões isoladas, para evitar a dura perseguição. Há ocorrência deles em praticamente todo o BRASIL.
Em alguns quilombos, buscava-se retomar práticas de vida e cultura típicas da África, havendo até a nomeação de reis TRIBAIS.
Muito famoso foi o Quilombo de PALMARES, localizado em Pernambuco, e que chegou a ter 30 mil habitantes, tendo durado 94 anos. O herói ZUMBI dos Palmares chefiou durante algum tempo o quilombo. Outro quilombo famoso foi o de Campo Grande, em Minas Gerais, que chegou a POSSUIR quase 20 mil habitantes.
Atualmente, cerca de 2 mil comunidades quilombolas foram legalmente reconhecidas e certificadas pelo Estado brasileiro, com alguns de seus moradores recebendo o TÍTULO de posse da terra e outros benefícios. A Fundação Palmares (www.palmares.org.br), instituição federal focada na promoção e preservação da arte e CULTURA afrobrasileira, é a responsável pela certificação. Estima-se em 600 o NÚMERO de comunidades quilombolas sem igreja evangélica nelas ou nas proximidades.
Algumas das principais comunidades quilombolas do Brasil são:

Rio das Rãs, localizado próximo a Bom Jesus da Lapa (BA) - CAMPINHO da Independência (próximo a Parati - RJ) - Boa Vista (próximo ao município de ORIXIMINÁ - PA) - Frenchal (próxima a Mirinzal - MA) - CAFUNDÓ (próximo a Sorocaba - SP) - Kalungas (próximo a Monte Alegre e Cavalcante - GO) - Caxambu (Rio Piracicaba - MG) - Ivaporunduva (região do VALE do Ribeira - SP).


Povos Ciganos

Acredita-se que os ciganos tiveram sua origem no subcontinente INDIANO, devido à sua língua, o ROMANI (que por sua vez comporta diversos dialetos), possuir semelhanças com línguas daquela região.
Conhecidos pela característica de ser um POVO nômade, que evita fixar residência permanente (embora atualmente muitos grupos tenham abandonado essa característica), os CIGANOS sempre foram alvo de perseguição e preconceito, acusados de ladrões, místicos e desordeiros, acusações tantas vezes infundadas. Estão presentes em diversos países do mundo, notadamente na EUROPA.
Em geral, os povos ciganos não possuem uma mesma identidade religiosa, normalmente adotando as religiões dos PAÍSES onde vivem.
Ao contrário do que se pensa, os ciganos possuem grande variedade sociocultural, com grupos muito diferentes entre si. Entre eles, ainda é grande o índice de analfabetismo, principalmente entre as mulheres.
Os ciganos dividem-se em diversos grupos, dos quais os mais importantes são: sinti, rom (roma) e calon. No Brasil, os mais presentes são os rom (roma) e CALON.
Os primeiros a chegarem ao Brasil, ainda no período COLONIAL, foram ciganos calon, oriundos da Europa (principalmente Portugal e Espanha). Nos séculos XIX e XX chegam os roma e outras linhagens.
No Brasil, estimativas de associações ciganas e do governo dão conta de 800 mil a 1 milhão de ciganos vivendo no país atualmente.
As maiores comunidades ciganas no Brasil encontram-se em Nova Iguaçu (RJ), e nos estados de Minas Gerais e BAHIA.
Estima-se que existam atualmente apenas 14 missionários de tempo integral trabalhando entre os ciganos. Um dos MINISTÉRIOS que trabalham especificamente entre ciganos é a Missão Amigos dos Ciganos – www.amigosdosciganos.blogspot.com.br


Sertanejos

A região conhecida como Sertão Brasileiro ou Sertão NORDESTINO estende-se por grande parte da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí; por todo o estado do Ceará; e por uma pequena parte de SERGIPE e Alagoas, além do norte de Minas Gerais.
Frutos do contato entre brancos e índios principalmente, os povos SERTANEJOS habitam em regiões onde a ÁGUA é escassa (índice pluviométrico médio de 750 mm anuais). O CLIMA é quente e seco. Os pastos, poucos e ralos, são avidamente consumidos pelo gado bovino e CAPRINO.
Com sua dieta em geral baseada em MANDIOCA (macaxeira) e seus derivados, feijão, milho, carne seca ou de bode, dormindo em redes (herança indígena), espalhados em pequenos ASSENTAMENTOS por todo o interior nordestino, muitas vezes desassistidos pelas autoridades, o sertanejo é um forte. Em muitos LUGARES, estão ainda à mercê dos grandes latifundiários, os ‘CORONÉIS’ donos das terras e da água.
Altos índices de analfabetismo, desnutrição, POBREZA. Longos períodos de seca. População humilde, CATÓLICA, prisioneira de superstições e sincretismos: essa é a realidade do sertão.
Estima-se que existam 6.000 assentamentos sertanejos sem a presença de IGREJAS evangélicas, neles ou nas proximidades.
No site www.21diasdeoracao.com.br é possível acessar uma listagem dos 195 municípios nordestinos com índice de evangélicos de 0,8 a 5% da população. Muitos desses municípios estão localizados no sertão.


Imigrantes

Especialistas consideram que as pessoas que chegaram ao BRASIL até 1822, ano da independência do Brasil, eram colonizadores. A partir desta data, com a nação independente, passam a ser considerados imigrantes.
O Brasil tem recebido, ao longo de sua história, IMIGRANTES de mais de 100 países diferentes. Dentre esses, 27 são oriundos de países fechados à evangelização, ao Evangelho.
A recente CRISE econômica que abalou o mundo teve relativamente poucos efeitos sobre a economia brasileira, que obteve bons resultados no período, passando o país a ser visto como promissor campo de TRABALHO. Entre 2010 e 2011, quase 600.000 pessoas imigraram para cá.
Outro fenômeno recente é a chegada de HAITIANOS, principalmente pela fronteira do ACRE (por onde também entram senegaleses), notadamente após o grande terremoto que arrasou o país em 2010, e pelo fato do Brasil chefiar uma missão de paz da ONU naquele país, o que aumentou os laços entre nossos povos.
Em Foz do Iguaçu (PR) há um grande núcleo ÁRABE, com indivíduos de diversos países muçulmanos. Em São Paulo chegam bolivianos e peruanos (dentre outros sulamericanos) para trabalhar em confecções e fábricas (muitos de maneira ilegal). CHINESES e coreanos também têm vindo ao país. Quem, em nossas grandes cidades, nunca se deparou com uma das lanchonetes dirigidas por chineses?
Em quantidades totais, os maiores contingentes de imigrantes no Brasil são: portugueses, depois italianos, espanhóis, ALEMÃES e japoneses.
São Paulo é o estado brasileiro que mais recebeu e recebe imigrantes.

LEIA A SEGUNDA PARTE DESTA POSTAGEM AQUI.

***Textos extraídos da Revista Passatempos Missionários #2, que editamos, e que você pode baixar e imprimir gratuitamente. Acesse CLICANDO AQUI.