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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Pastores que gemem por suas ovelhas - Maxie Dunnam



Você, pastor, está gemendo perante os olhos do seu povo? Os seus ouvintes veem esse tipo de paixão fluindo de sua vida?
Quem são as pessoas em sua congregação que, embora possam ser membros da igreja, realmente sentem que não fazem parte? Quem são as pessoas na sua comunidade que ainda precisam receber uma mensagem clara de você, pessoalmente, e de sua congregação de que você se importa profundamente com elas e que Deus as ama? E quanto aos pobres? Você está comprometido com a verdade irrefutável das Escrituras de que Deus fez uma opção preferencial a favor dos pobres?
E quanto aos trabalhadores pobres, sabendo que entre eles encontramos principalmente as mães solteiras?
E quanto ao vasto segmento de pessoas em cada comunidade para quem Cristo e sua igreja são realmente estranhos? Você está ordenando sua vida e a vida do culto da sua igreja, seu ministério e missão de tal modo que isso vá até o campo delas, e você procura falar a linguagem delas, uma linguagem que elas entendem? Você oferece algo que vá ao encontro das suas necessidades — não no local onde você gostaria que elas tivessem, mas onde elas realmente estão?
E quanto às pessoas em recuperação, aquelas que querem se libertar das drogas e do álcool? Sua igreja é uma comunidade acolhedora e hospitaleira a ponto de ajudá-las a quebrar as correntes da vergonha e da culpa?
"Comece a gemer, filho do homem" (21.6), Deus disse a Ezequiel — e ele diz isso a nós. Mostre às pessoas que você se importa, que você fala em nome de um Deus que nos ama, que perdoa nossas iniquidades e cura nossas doenças, que nos restaura à nossa plenitude e nos dá alegria. 

Maxie Dunnam 
- Trecho do artigo "O que significa ser um ministro de Deus". In A arte e o ofício da pregação bíblica, de Haddon Robinson e Craig Brian Larson (orgs.).

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Sirva a Deus com o que você tem em mãos


O que você tem na sua mão? 

Minha esposa e eu tivemos o privilégio de começar uma igreja hispana em Greenville, Texas, EUA. Um casal de aposentados, Abel e Bety Partida, e sua filha Ainda Collin, formaram o grupo inicial daquela igreja. Apesar da sua idade a irmã Bety não cessava de fazer contatos e de evangelizar o povo hispano de Greenville. Ela costumava dizer:
— Deus deu a Moisés uma vara de pastor e a mim um telefone!
Então ela ligava para as pessoas, orava, desafiava, convidava, etc. Ela tinha todas as desculpas do mundo para ficar sentada em casa dizendo para si mesma:
— Eu sou idosa, não tenho carro e ninguém que me leve para visitar ou evangelizar! Eu criei meus filhos e agora chegou a hora de descansar.
O seu amor por Jesus a impedia de acomodar-se. Ela servia a Deus com o que tinha na sua mão — o telefone! E você, o que tem na sua mão?

Roberto Silvado

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Quando os mórmons batem à porta


Vivemos na mesma rua de uma grande congregação mórmon - ou de uma grande igreja, de qualquer modo. Não é de surpreender que recebamos visitas regulares dos missionários enviados para conquistar nosso bairro. Embora os indivíduos variem a cada vez, o padrão é consistente: dois jovens caucasianos de bom porte, com sotaque americano, amigáveis ​​e engajados, estão ansiosos para nos persuadir a aceitar um Livro de Mórmon e pedir a Deus que nos dê o testemunho interno de que ele é sua verdadeira revelação.
Esses missionários têm uma maneira de aparecer em momentos ruins, mas eu ainda tento passar alguns minutos conversando com eles. Eu gosto de perguntar de onde eles são e por quanto tempo eles estão indo de porta em porta. Eu gosto de perguntar se eles sentem falta de suas famílias, pois sei que eles são designados para cidades distantes das suas. Eu gosto de perguntar como eles sabem que estão nas boas graças de Deus. Nunca houve um tempo em que eles foram mal educados ou grossos comigo.
Esses missionários mórmons sempre parecem felizes e confiantes. Eles têm certeza de que têm respostas convincentes para as questões mais profundas e urgentes da vida - a fonte da verdade última, a identidade de Deus, o propósito da vida, a resposta para o que está além do túmulo. Eles parecem felizes e confiantes, mas eu sei melhor. Eu sei que eles são infelizes. Eles são infelizes porque estão sendo enviados em uma missão espiritualmente falida de um ano para cumprir uma lei feita pelo homem. Isso não pode gerar alegria verdadeira. Eles são infelizes porque precisam aderir a um padrão antibíblico de retidão. Isso diminui a alegria ou destrói-a completamente. Em última análise, eles são infelizes porque creem e ensinam um falso evangelho, não colocaram sua fé em Jesus Cristo, não foram restabelecidos no relacionamento com o Pai e não foram habitados pelo Espírito Santo. Eu sei que eles são infelizes. Como eles poderiam ser de outra forma?
Então essa é minha estratégia para quando os Mórmons visitam: Pregue o evangelho. O evangelho, afinal, é a fonte da verdadeira alegria. Essa é a mesma estratégia que uso quando as Testemunhas de Jeová, bem menos educadas e muito mais agressivas, vêm batendo. Eu posso tentar usar a Bíblia para mostrar onde suas crenças estão erradas. Eu posso tentar explicar como a Bíblia não pode ser apenas outra forma da revelação de Deus, mas que ela deve ser tudo ou nada, suprema ou totalmente fútil. Posso tentar convencer uma Testemunha de Jeová de que Jesus não é a primeira e maior criação de Deus, mas a segunda pessoa da Trindade divina com todos os atributos de Deus. Essas são todas as coisas boas para fazer. Mas eu não gostaria de dizer qualquer uma dessas coisas se eu também não pregasse o evangelho da graça somente através da fé em Jesus Cristo.
Existem muitas estratégias para se envolver com as Testemunhas de Jeová e os Mórmons e membros de outros cultos. Muitas dessas estratégias são sábias e úteis. Mas você tem que ter cuidado com eles - você pode vencer a discussão mesmo quando perder a oportunidade. Você pode ganhar a discussão sobre a autoridade da Bíblia, mas ainda perder a oportunidade de compartilhar o evangelho.  Em última análise, não queremos persuadi-los de sua teologia defeituosa, mas fazer com que o Espírito os persuada de seu evangelho defeituoso. Isso só acontecerá quando lhes dissermos o verdadeiro evangelho, o evangelho salvador, o evangelho da graça. Podemos ter total confiança nessa estratégia porque o evangelho é o poder de Deus para a salvação. O evangelho - o verdadeiro evangelho - é infinitamente melhor e mais forte do que o que eles oferecem. Eles oferecem a salvação pelas obras, mas Deus oferece a salvação pela graça. Essa é a diferença entre o céu e o inferno.
Então, quando os mórmons vieram à minha porta no outro dia, eu disse: "Terei prazer em ouvi-lo por um tempo, desde que você prometa me ouvir." Eles disseram que voltariam no sábado. Eu vou ouvi-los. Então lhes direi o evangelho e explicarei por que esse evangelho é uma notícia tão boa - notícias muito melhores do que as que eles estão oferecendo. E já estou orando para que isso crie raízes.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O Aprisco - Uma ilustração


"Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." - João 10:9,11

Há muitos anos, um turista que percorria o leste do Irã montado num burro narrou o seguinte: "Cheguei a um grande muro circular, cercado com plantas muito espinhosas, com uma única e pequena abertura. Enquanto estava parado pensando em que utilidade teria aquilo, vi passar um aldeão, de quem me aproximei e lhe perguntei para que servia o cercado.
- Para as ovelhas - respondeu o homem. - À noite elas são trazidas para cá para ficarem protegidas.
- Ah! - disse-lhe - por isso essas plantas espinhosas amontoadas em volta?
- Sim, é uma proteção contra os lobos - argumentou o aldeão.
- Quando um lobo tenta entrar para atacar as ovelhas, dá de cara com os espinhos; estes espinhos o machucam, e os movimentos dele provocam ruídos que despertam o pastor, que assim o pode afugentar.
- É uma boa ideia - prossegui, - mas por que o lobo tenta passar por cima do cercado? Ele poderia facilmente penetrar pela entrada, pois não vejo nenhuma porta a trancá-la.
- Não - disse o bom homem - você não entende. As ovelhas descansam no aprisco, e o pastor dorme na entrada. Ele é a porta.
Rapidamente compreendi o versículo do evangelho que sempre me inquietava, pois não achava uma explicação satisfatória. No capítulo 10 do evangelho de João, Jesus diz: 'Eu sou a porta', e depois acrescenta: 'Eu sou o bom pastor'. logo, Ele é tanto o pastor como a porta que abre a entrada para Seu aprisco."

Via devocional Boa Semente - Seleções.

domingo, 10 de junho de 2018

REFLEXÃO: Ao Pastor esquecido


 
AO PASTOR ESQUECIDO
 
Talvez more "de favor" no quintal da casa de um filho, de um amigo, de uma ex-ovelha;
 
Talvez esteja sozinho, viúvo, abandonado num asilo ou numa "casa de repouso";
 
Talvez esteja no porão escuro e úmido do templo de uma igreja;
 
Talvez num barraco esquecido até da comunidade onde vive;
 
 
Talvez só receba a aposentadoria por idade que o governo paga aos que envelhecem;
 
Talvez nunca tenha pago uma previdência privada ou feito um plano melhor;
 
Talvez viva com uma cesta básica que lhe dão de quando em vez ou ofertas incertas de algum bom coração;
 
Talvez já tenha ido dormir com fome, com frio ou absolutamente solitário;
 
 
Talvez tenha feito um longo ministério, numa única igreja, um investimento de toda uma vida;
 
Talvez tenha cuidado de uma dezena de igrejas e congregações, grandes ou pequenas;
 
Talvez tenha sido missionário itinerante, andando à pé, de bicicleta, cavalo, barco ou carro;
 
Talvez tenha exercido um ministério secundário, um co-pastorado em alguma grande igreja:
 
 
Talvez não tenha uma família que lhe visite;
 
Talvez não tenha mais cartões de aniversário ou do Dia do Pastor;
 
Talvez não consiga comprar nem meio quilo de carne para o Natal;
 
Talvez nem uma esposa tenha mais ao seu lado;
 
 
Talvez esteja pensando que poderia ter feito outra coisa na vida, ter seguido outras profissões;
 
Talvez tivesse mais dinheiro, dignidade, amigos, patrimônio;
 
Talvez seus filhos ainda fossem presentes ou sua esposa não tivesse sofrido tanto;
 
Talvez fosse alguém na vida se não amasse tanto a Igreja, o púlpito, as pessoas e o pastorado;
 
 
Talvez tudo teria sido diferente se tivesse aceito aquele convite que lhe fizeram;
 
Talvez encontrasse a felicidade não investindo tempo integral em seu ministério;
 
Talvez pudesse até ter desfrutado de um plano de saúde melhor ou de uma aposentadoria mais digna;
 
Talvez não estivesse esquecido numa cama velha e numa casa pequenina.
 
 
Talvez haja muitos porquês a assaltar-lhe as noites, a espantar-lhe o sono;
 
Talvez se o tempo voltasse teria feito tudo diferente;
 
Talvez nem igreja pastoreasse e se sentisse mais feliz;
 
Talvez envelheceria com mais dignidade.
 
 
Pastores esquecidos! Pastores superados!
 
Pastores envelhecidos! Pastores cansados!
 
Pastores empobrecidos! Pastores ultrapassados!
 
Pastores entristecidos! Pastores injustiçados!
 
 
Tais pastores não aparecem na televisão, não são vencedores e prósperos;
 
São obsoletos, são cenários velhos de velhos cultos em velhos evangelhos;
 
São restos de um passado que as igrejas querem apagar, são seres que envergonham a classe;
 
São tudo o que a mídia cristã procura ignorar e fazer acreditar que não existem.
 
 
Mas existem e não são poucos!
 
 
São aqueles que queimaram como velas de duas pontas, que se excederam nos cuidados com a igreja;
 
Que dormiram pouco, que andaram muito, que visitaram todos, que oraram sempre!
 
São aqueles que ano após ano estavam em seus púlpitos, proclamando o "assim diz o Senhor!"
 
São os que aguentaram as crises, que venceram as divisões, que não fugiram quando os lobos uivaram;
 
 
São heróis sem nome,
são vencedores sem medalha,
são pioneiros que abriram as picadas na mata
Onde hoje fulguram orgulhosas catedrais!
 
 
Hoje são páginas amareladas, muitas vezes ignorados pelos seus próprios filhos,
 
Que aguardam apenas o dia de partir deste mundo injusto.
 
 
 
Colegas esquecidos,
 
Pastores sem nome,
 
ministros sem púlpito,
 
anciãos não respeitados;
 
Não se esqueçam, por favor,
 
que há colegas nobres nas fileiras, que jamais receberam recompensas neste mundo mau e ingrato.
 
Recebam o abraço de Paulo, o apóstolo abandonado por todos no final de sua vida;
 
O abraço de Pedro, talvez crucificado sozinho, de cabeça para baixo;
 
Ou de Heróis da Fé na História da Igreja,
 
que muitas vezes morreram como holocausto pelo nome do Senhor!
 
 
Ah, colegas esquecidos!
 
Não há galardão perdido!
 
Não há uma visita pastoral que ficará sem menção!
 
Não há uma noite em claro, gasta em prol do rebanho, que deixará de ser lembrada!
 
Não há uma lágrima,
 
 uma companhia, uma esmola, uma oferta,
 
uma dedicação, que deixará de ser contada!
 
 
Há um Deus nos Céus!
 
 
E se a dor lhe cobre o leito, se a solidão lhe traspassa a alma,
 
Saiba que muito mais que isso sofreu o nosso Salvador, o Supremo Pastor;
 
mas Ele venceu,
 
E com Ele está a Coroa da Justiça,
 
a ser oferecida aos pastores, mesmo aos esquecidos.
 
 
Ânimo! Deus não lhes esquece!
 
 
E se Deus não esquece, por que nos entristeceremos?
 
 
É hora de lavar o rosto, como José do Egito,
 
ou de comer algo e reanimar, como Davi,
 
Ou de levantar e ir, como Abraão,
 
ou de confiar no Senhor para a partida.
 
"Lá está o meu tesouro, lá onde não há choro,
Onde todos cantaremos juntos hinos de louvor ao Senhor!*"
 
 
Feliz DIA DO PASTOR, colega esquecido!
 
Wagner Antonio de Araújo,
pastor.
 Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP

sábado, 5 de maio de 2018

Ilustração - Olhando para Jesus



"Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14). 

Um jovem violinista apresentava seu primeiro recital. O auditório estava à cunha. Cada número era aplaudido freneticamente. A multidão delirava. O jovem músico agradeceu os aplausos, mas não deu demonstração de sentir-se lisonjeado. Quase todo o tempo tinha os olhos fitos na galeria.
Quando o som dos derradeiros acordes morreram, um ancião na galeria fez com a cabeça um sinal de aprovação. Imediatamente, o jovem mostrou-se satisfeito, e sua fisionomia iluminou-se de felicidade. Os aplausos da multidão pouco lhe importavam, enquanto não tivesse recebido a aprovação de seu mestre.
Os olhos do cristão devem estar fitos em Cristo. Sua pureza, Sua santidade, Sua perfeição, unicamente, podem ser nosso alvo. Logo que algum outro ser se torne nosso exemplo, nosso herói na fé, ficamos sujeitos à decepção. Conheci um homem a quem eu tinha em alta estima. Era homem, cuja simples aparência impunha respeito e admiração. Quem suporia que o maligno tivesse semeado joio em seu coração? quando ele caiu - pois foi o que aconteceu - muitos ficaram enfraquecidos na fé.

Do livro Coletânea de Ilustrações, de Natanael de Barros Almeida



terça-feira, 24 de abril de 2018

Ler a Bíblia: Porque não desistir



Israel Belo de Azevedo

Todos os dias ouvimos que precisamos ler a Bíblia.
Para muitos, as Escrituras Sagradas parecem inacessíveis e - sejamos honestos - ultrapassadas.
Além disto, lutamos contra a falta de tempo, para alguns, algo real, em função dos necessários compromissos impostos pelas duras regras da sobrevivência. O outro fator é o estilo de vida que boa parte de nós leva: quase sempre superficial, com muito tempo para as coisas que nada importam e pouco ou nenhum para as atividades que realmente têm valor. Vale aqui a fórmula do tríplice D: desejo, decisão e disciplina. Desejemos ler a Bíblia. Decidamos ler as Sagradas Escrituras.
Disciplinemo-nos para ler a Palavra de Deus.
Nestes casos, o interessado em se tornar leitor da Bíblia pode vencer a dificuldade. Basta que deseje ser este leitor e se organize para usar bem o tempo que tem.
É possível, no entanto, que parte do problema esteja nas Sagradas Escrituras, menos por seu padrão espiritual e moral elevado e mais pelas dificuldades do próprio texto.
Também neste caso, as Escrituras nada podem fazer, mas nós podemos.
A primeira tarefa é ter em mente o que a Bíblia é.
A Bíblia é um livro magistral, por sua beleza e por sua profundidade.
As dificuldades que apresenta não nos devem desestimular mas nos convidar ao seu exame. A vida salta de seus versos. Quando a escutamos, ouvimos Deus falar. As Escrituras são o espaço do tríplice S: salvação, santidade e sabedoria. Ler a Bíblia nos salva, nos molda e nos ensina. Sem ela, não sabemos o que Jesus faz por nós. Sem ela, somos moldados por outros valores e outras culturas. Sem ela, não aprendemos a viver.
Se cremos nisto, podemos colocar a Bíblia no seu lugar.
Compreender a Bíblia é como fazer uma viagem, mala à mão ou mochila às costas. Esta viagem é transcultural: estamos indo para o mundo de Abraão, de Moisés, de Davi, de Jeremias, de Davi, de Pedro, de Paulo, de Barnabé, de Timóteo, de João. Vamos viajar por um mundo completamente diferente do nosso. Nem sempre levamos este fato a sério e ficamos chocados com atitudes que não aprovamos hoje e ainda bem que não aprovamos.
Compreender a Bíblia demanda distinguir os textos narrativos dos textos normativos. Os primeiros narram histórias reais, com pessoas reais.
O fato de suas histórias estarem no texto sagrado não quer dizer que Deus aprove suas atitudes e que sejam paradigmáticas para nós. Os textos que demandam obediência são os normativos, que têm regras claras para a nossa vida. Por sua vez, os textos normativos demandam o cuidado de distinguirmos os mandamentos vencidos e os mandamentos sem prazo de validade. As normais culturais são temporais e devem ser lidas como se fossem narrativas para vermos o amor de Deus em ação. As normas com valor até hoje são aquelas que o tempo não envelhece.
Na compreensão dos valores diferentes entre textos narrativos e texto normativos, consideremos dois exemplos: as leis sobre casamento e sobre consumo de carnes.
As regras sobre casamentos de jovens hebreus são culturalmente dadas e visavam o bem-estar daquela comunidade; vivendo em outro contexto, não devemos aplicá-las; o que devemos é buscar os princípios universais subjacentes às regras culturais. Estes princípios serão sempre válidos.
As regras sobre o consumo de carnes visavam o bem-estar da comunidade do Antigo Testamento. Continham regras sanitárias para preservação do povo, como a proibição de comer carne de porco e seus derivados, veto que não é mais necessário com a tecnologia dos nossos dias.
Compreender a Bíblia é como percorrer uma biblioteca cheia de livros escritos em vários gêneros literários (história, crônica, poesia, cartas, ensaio, teatro) e com generosos recursos de linguagem (sobretudo metáforas).
De posse destes princípios, podemos passar às tarefas práticas.
Comecemos com um exemplar da Bíblia. Se não temos um, devemos buscar por um.
Ao escolhermos uma Bíblia, devemos nos interessar pela tradução com a qual mais nos sintamos à vontade. Há muitas traduções (como Almeida
Revisada, Almeida Corrigida, Almeida Século 21, Bíblia de Jerusalém, Nova Vulgata, Nova Versão Internacional, Bíblia Viva, Nova Tradução na Linguagem de Hoje e A Mensagem, entre tantas).
Todas são fidedignas em relação aos originais. Nosso critério deve ser o da linguagem, com preferência para aquelas que nos deixem mais conectados e mais interessados pelo texto. Eu uso todas estas.
Devemos continuar lendo a Bíblia de modo sistemático, mas no nosso ritmo. Se podemos seguir um plano comunitário de leitura, fazemos bem. Se não conseguimos, importa que leiamos, mesmo que num ritmo mais pessoal. A vantagem de seguir um plano é que sempre temos com quem conversar e nos inspirar. No caso de dificuldades, devemos agir para superá-las, embora a decisão mais fácil seja desistir.

UM GUIA PRÁTICO

Se você realmente deseja ler a Bíblia toda, certa que ela é a carta de
Deus para a sua vida, eis algumas atenções essenciais:

1. Escolha uma hora e um lugar para ler a Bíblica todo dia.
Quem fracassa não fracassa no desejo; fracassa na disciplina.
Quem triunfa não triunfa porque desejou, mas porque se disciplinou para realizar o seu desejo.
Organize-se. Como o dia só tem 24 horas, não há como colocar mais nada dele, a menos que tire. O que você vai tirar? Talvez não dê para tirar do trabalho, mas pode ser que dê para tirar do sono ou da internet ou da televisão. Marque a sua opção.
Então, fixe uma hora do dia. Pode ser antes de sair de casa (para os que trabalham fora) ou antes de começar as atividades do dia (para quem trabalha em casa). Pode ser no final do dia, se o corpo e a mente resistem a 15 minutos sem dormir. Cada um sabe de si, a menos que se engane.
Encontre um lugar adequado, para se assentar. Procure um lugar bem iluminado, para não forçar a visão. Separe um lugar mais silencioso, sobretudo para quem se distrai facilmente. Busque um lugar com acesso fácil a outras versões da Bíblia ou a dicionários, para o caso de alguma consulta.

2. Comece o tempo de leitura com uma oração.
Quando oramos, entramos na atmosfera de Deus e passamos a respirar o ar que ele respira. Orar antes de ler indica uma atitude de reverência diante dele e sua Palavra.
Orar evidencia que dependemos dele para entender e, sobretudo, para aplicar o que estamos lendo.
Ore para que Deus lhe fale através da Bíblia.

3. Aprofunde-se na leitura.
Ao ler, procure entender.
Se há uma referência a um lugar, procure-o num mapa. Se o texto fala de uma pessoa, busque por esta pessoa em outras partes da Bíblia.
Se a sua versão tem referências cruzadas (aqueles números ou letras que remetem para outros versículos da Palavra de Deus), leia-as. Se há uma palavra difícil (como “redenção” e “propiciação”, por exemplo), pesquise o significado.
Neste caminho, são muito úteis as Bíblias de Estudo. Entre elas, sugiro as seguintes:

• Bíblia Anotada Expandida (Editora Mundo Cristão)
• Bíblia de Estudo Genebra (Sociedade Bíblica do Brasil)
• Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida)
• Biblia de Estudo John MacArthur (Sociedade Bíblica do Brasil)

Se você lê a Bíblia a partir de um computador ou de um telefone ou tablet, sugiro que baixe diferentes versões.

4. Compartilhe as descobertas que fez.
Faça parte de uma comunidade de leitores da Bíblia. Se não conhece nenhuma, crie uma. Se conhece uma, junte-se ela.
Tire com os companheiros de jornada as suas dívidas.
Troque com os companheiros as suas descobertas.

sábado, 31 de março de 2018

VISLUMBRE DO FUTURO - Um reflexão sobre o serviço cristão


 
 
Alegre e feliz o pastor foi deitar-se. Um dia de muitas atividades, muitas alegrias. Era o terceiro pastor desta nova igreja. Conseguira instalar o forro do salão de cultos, terminara o lindo jardim de entrada e assinara a escritura de posse do terreno da congregação que iniciara. Em breve uma nova igreja seria organizada, a primeira na história desta igreja. Ele sentia-se alegre. E, em sua mente, imaginava o quanto todos seriam gratos pelos seus trabalhos. Sem perceber, deixou-se levar pelo ego envaidecido. E, acalentado pelo doce aroma do orgulho santo, adormeceu.
 
Acordou cinquenta anos depois. Era dia de festa. Aniversário da igreja. Gente de toda parte chegava. O templo era o mesmo, com algumas pinturas novas, bancada moderna, um andar a mais na estrutura que tão bem construira. Viu alguns poucos irmãos que conhecia, eram as crianças e adolescentes de anos atrás. Sentou-se num local bem situado. O culto começou.
 
Uma programação bonita. E então a exibição dos homenageados.
 
Homenagearam o pastor, um homem de meia idade, também político de carreira. Homenagearam a sua esposa, que vestia-se com um modelo muito extravagante. Homenagearam a diretoria atual e também os fundos para os quais a igreja contribuia. Igrejas organizadas pela aniversariante também vieram prestar honras (a primeira era a que havia organizado).
 
Quando o culto terminou, o pastor entristeceu-se.
 
Ninguém mencionara o seu trabalho. Nem de ele organizara a primeira congregação. Não falaram das lutas do estabelecimento, das campanhas realizadas, das noites mal dormidas, dos desafios que existiram. Ninguém mencionara os pastores que passaram pela igreja ao longo de sua história. Apenas o atual recebera a glória de uma igreja construída por diversos antes dele. Procurou algum quadro, alguma publicação, alguma coisa exposta nos corredores do templo. Nada indicava que uma história anterior existira. Cabisbaixo, saiu do culto, falando consigo mesmo: "Ninguém se lembrou de mim. Ninguém mencionou o meu nome. Ninguém fez caso da história que construímos".
 
Subitamente acordou. Estava a ter um pesadelo! Suado e perplexo, percebera o quanto estava enganado. Por maiores que fossem os seus esforços (e não foram poucos, com certeza!), duas grandes realidades tornaram-se evidentes em seu coração pesaroso.
 
A primeira era de que toda a glória pertencia a Deus. Ele era o realizador da própria obra através de Seus servos, de Suas igrejas, da geração que recebe a incumbência de estabelecer as cordas das tendas aumentadas. Deus era digno de louvor, Deus era quem operava em nós o querer e o efetuar. E toda tentativa de tomar dEle a glória devida seria fadada ao fracasso, ao pecado. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, (Is 42:8). Paulo apóstolo teve grande trabalho para convencer os pagãos de que as curas que aconteceram em Listra não vinham de si, mas do Deus vivo . E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós,  (At 14:15). Pedro e João fizeram o mesmo, no caso do coxo curado à porta do templo de Jerusalém, afirmando que fora Deus quem o curara. Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? (At 3:12).Quando o ego invade o espaço de glória que só a Deus pertence, então ergue-se o pecado como flâmula e o Espírito de Deus não atua mais. E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? (1Co 4:7). A glória pertence a Deus.
 
A segunda verdade que pôde detectar era a de que os homens têm memória muito curta. Eles fazem questão de ignorar a história, o passado e as grandes lutas que trouxeram a vitória celebrada.  Na história de uma igreja o que menos importa é o suor e as lágrimas dos pioneiros idealistas, daqueles que abriram uma picada no meio da floresta virgem de uma região sem igreja. O povo gosta de exaltar o asfalto novo e bem pintado, esquecendo-se de quem abriu a primeira trilha que deu origem à rodovia. Na memória da geração atual o que menos importa é a lembrança de quem lutou bravamente para fazer vingar e prosperar um trabalho. Como disse Salomão  "... já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. (Ec 9:6). Ninguém mais se lembrará daquelas tardes quentes em que a família pioneira cedia o quintal da casa para as escolas bíblicas de férias. Ninguém se lembrará dos cultos nos lares, do ponto de pregação, dos bancos rudes e da sala apertada, das doações de bíblias, dos folhetos, dos cultos ao ar livre, das visitas em dias de chuva, dos primeiros batismos, do primeiro salão alugado e das vitórias pequeninas e indispensáveis para que tudo chegasse onde chegou.  Tudo isso foi esquecido, às vezes pela desinformação, às vezes por maldade ou por qualquer outro motivo.
 
Este pesadelo trouxe ao pastor a certeza de duas coisas.
 
A primeira é de que toda a honra sempre pertence a Deus. Ele reavaliou algumas práticas que tinha, algumas celebrações que visavam, em última análise, trazer a si próprio alguma glória e vaidade.  Deixou de fazer citações de suas próprias virtudes e de buscar elogios para si. Ele conscientizou-se de que trabalhava para Deus e que por mais que fizesse nunca seria o bastante para demonstrar gratidão suficiente. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17:10) Além do mais Cristo fizera tudo na cruz e na vida e era o responsável em dar poder, graça, condições e sucesso. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)
 
A segunda certeza (oh, maravilhosa verdade!) foi a de que  Deus não se esqueceria de seu trabalho. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. (Hb 6:10) Por mais que os homens procurassem apagar as memórias de seu serviço, por mais que tudo ficasse relegado a documentos de museu ou registros de cartório, Deus não se esqueceria do trabalho feito com amor e em nome de Jesus. Conheço as tuas obras tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (Ap 3:8) Esse pastor creu que o galardão que vale a pena não é aquele que os homens concedem em suas celebrações jactanciosas, em suas premiações temporais. O galardão que vale é aquele que receberemos diante do Supremo Juiz, no dia em que prestarmos conta de nossas vidas. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (Ap 22:12) Assim, ele tentaria não se frustrar mais quando se esquecessem de suas vitórias e o privassem de merecidas homenagens. Bastaria lembrar que Deus jamais se esqueceria e isto seria o suficiente.
 
Os próximos meses na vida daquele pastor foram muito melhores. Ele, consciente de que era apenas um servo, servindo com alegria e cada vez mais. Mandara refazer a placa da igreja, que tinha um grande retrato de si mesmo, trocando-a pelo nome de Jesus. Tornou-se grato a Deus por cada chance de servi-Lo. Ele já havia recebido o bem maior, a vida eterna através de Jesus Cristo e de Seu sacrifício; servi-Lo fielmente era o mínimo que podia fazer para dizer a Ele: muito obrigado!
 
Que Deus dê aos leitores a mesma convicção, de que  a glória pertence a Deus e de que Ele não se esquecerá do trabalho feito para Ele, ainda que os homens se  esqueçam.
 
Wagner Antonio de Araújo
.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Frases cristãs impactantes em imagens para suas redes sociais

De quando em vez elaboramos algumas imagens de teor devocional, edificante e/ou evangelístico, para compartilhamentos em redes sociais como Facebook, Whattsap, Instagram e outras.
Disponibilizamos aqui algumas dessas imagens. Você pode copiar e utilizar à vontade.