segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Entrevista: Luiz Sayão


Revista Enfoque Gospel - EDIÇÃO 62
Análises de um especialista em Bíblia pela ética e espiritualidade

Virgínia Rodrigues

Luiz Sayão. Este nome remete à Bíblia, livro para o qual se dedicou, sendo hoje conhecido como seu grande especialista e tradutor. Até porque, por cerca de dez anos, foi o coordenador de tradução da Nova Versão Internacional da Bíblia, junto à International Bible Society.

Nascido na capital paulista, convertido aos 12 anos, hoje, aos 43, Sayão porta uma formação em Teologia, Lingüística e Hebraico, área em que também cursou mestrado. É pastor batista há dezoito anos, tendo pastoreado igrejas em São Paulo e ainda nos EUA, na Portuguese Baptist Church, de Cambridge. Atualmente, está implantando uma igreja nova em São Paulo, a Igreja Batista Nações Unidas, que se reunirá no World Trade Center da capital paulista.
Casado em 1987 “com a bênção de Deus chamada Céliz Elaine”, conforme ele mesmo faz questão de dizer, Sayão tem cinco filhos – Rachel (18), Israel (16), Déborah (14), Daniel (10) e Miriam (3). “Cada um melhor do que o outro”, proclama. Ainda tem tempo para ser professor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo e do Seminário Servo de Cristo, professor visitante do Gordon-Conwell Seminary em Boston e consultor acadêmico do Seminário do Evangelho Pleno Bethesda. Atua também como consultor de tradução bíblica da Sociedade Bíblica Internacional e consultor teológico dos livros da linha acadêmica da Editora Vida. Coordena a Versão Almeida 21 e a versão brasileira da “The Message”. Já desenvolveu os projetos o Novo Testamento Trilíngüe (Vida Nova) e o Antigo Testamento Poliglota (Vida Nova/SBB).
Feitas todas a apresentações, parte de uma vida de contribuição para o Reino de Deus, vale fechar essa introdução dizendo que Luiz Sayão é também colunista da revista Enfoque há quase quatro anos. É ele quem nos traz agora mais contribuição, respondendo à nossa entrevista.

ENFOQUE
- Você é conhecido como um grande especialista e conhecedor da Bíblia. Quando e de que forma se deu esse forte interesse pelas Sagradas Escrituras?

LUIZ SAYÃO - Aos 13 anos de idade, sob a influência de meu primo Franklin Sayão (médico missionário) e do pastor Guenther Krieger, descobri que minha vida só teria sentido se atendesse à vontade de Deus de dedicar-me ao ministério. Com os dons que Deus me deu e sob a inspiração de homens de Deus como Franklin, Guenther, Russell Shedd e Manoel Thé, decidi dedicar-me ao estudo mais aprofundado da própria Bíblia. Concentrei-me em teologia, lingüística e línguas originais (principalmente o hebraico). Minha vida acadêmica deu-se na Universidade de São Paulo, mas semprei estudei e li muito sozinho. Aprendi a ler alguns idiomas por esforço próprio. Cheguei a ler 200 livros num único ano!

ENFOQUE - Apesar de ser um dos livros mais vendidos no mundo, a Bíblia é bastante questionada e muito mal interpretada. Por que acha que isso acontece?

LUIZ SAYÃO - Na verdade, a Bíblia é muito pouco lida. Muitas pessoas lêem a Bíblia de maneira mística ou apenas para afirmar suas próprias convicções pessoais ou religiosas. A leitura atenciosa e detida do texto é pouco comum. Os comentários bíblicos estão entre os livros menos vendidos no Brasil. Isso é triste! A Bíblia é questionada em parte por curiosidade natural de muitos que a desconhecem, em parte pela mentalidade secular de grande parcela da população.
A má interpretação prevalece no cenário religioso, na minha opinião, porque a maioria das pessoas não acredita na Bíblia, inclusive nas igrejas. Como disse Rick Warren, só cremos na parte da Bíblia que praticamos. A facilidade de rebater textos bíblicos, a falta de temor e a frivolidade com a qual se fala das Escrituras sugerem que um grande contingente dos chamados cristãos nem temem que o texto seja verdadeiro. Do contrário, teriam receio de fundamentar suas opiniões em bases tão frágeis! No entanto, acho que isso não é novidade. Sempre foi assim! O verdadeiro cristão precisa fazer um “trabalho subversivo” nas próprias igrejas, para tentar convencer alguns da prioridade do reino de Deus e sua justiça.

ENFOQUE - E o que mais o impressiona e emociona nos trechos bíblicos?

LUIZ SAYÃO - É a sabedoria por trás de suas palavras. A Bíblia é direta e atinge em cheio o nosso coração.
Há uma complexidade tremenda por trás de cada pequeno texto. Os elementos teológicos, filosóficos, existenciais e psicológicos estão entremeados de forma complexa e poderosa. Nunca vi nada igual. Como gosto de dizer quando prego, se eu fosse vocês, eu leria a Bíblia todos os dias… É a única esperança para o ser humano! Ler a Bíblia devagar e com o espírito atencioso e aberto para receber sua iluminação é a única coisa que pode nos sustentar espiritualmente de fato.

ENFOQUE - O que é preciso para que uma pessoa possa entender o que a Bíblia quer realmente dizer e ensinar, em termos de textos e contextos?

LUIZ SAYÃO - Estudar! Não há outra saída! Estudar muito! Hoje, graças a Deus, temos acesso às ferramentas que permitem um estudo muito proveitoso. Dicionários bíblicos, comentários, Bíblias de estudo, etc. são fundamentais. No entanto, é necessário oração e humildade. Na verdade, ler a Bíblia sem o coração aberto para Deus e sem humildade destrói a pessoa! A pessoa torna-se orgulhosa, religiosa e perturbada emocionalmente (esquisita!). O sinal de que há problemas sérios pode ser visto quando nosso coração fica frio diante da maravilha de Deus e da sua Palavra. Sem uma espiritualidade sadia, o coração humano começa a manipular o texto para defender ideologias. Até o padre Vieira, falando da tentação de Jesus, já dizia na época do barroco: “As palavras de Deus ditas no sentido que Deus não as disse são palavras do diabo”. Precisamos de erudição (muito estudo), espiritualidade (busca de Deus) e ética (vida santificada).

ENFOQUE - Como tem sido a reação dos evangélicos às novas traduções da Bíblia, como a NVI, por exemplo?

LUIZ SAYÃO - Muito variada. Alguns recebem muito bem e descobrem que uma versão como a NVI é clara e mais adequada para evangelizar e ministrar. Infelizmente, há aqueles que se apegam à tradição pela tradição e nunca irão mudar, pois deixaram de refletir. Outro problema sério é que há pessoas desinformadas que afirmam inverdades sobre algumas versões contemporâneas e as disseminam entre as igrejas. Todo o mundo tem direito de questionar e discordar. Mas tudo deve ser feito com respeito e bom senso.

ENFOQUE - Como foi sua experiência de viver por um tempo nos EUA? Isso influenciou sua perspectiva teológica?

LUIZ SAYÃO - Foi muito pedagógica. É fácil observar que os EUA têm muitas vantagens econômicas e tecnológicas em relação ao Brasil; no entanto, como sempre vivi numa cidade dinâmica como São Paulo, em muitas áreas aqui é muito melhor. Estamos à frente em serviços bancários, telefônicos, serviços prestados, qualidade de alimentação e relações humanas. Acabei descobrindo que lá há muita burocracia, corrupção e ineficiência. Foi uma decepção com a “funcionalidade” do país. Eu já sabia que, em geral, os americanos não têm muita cultura nem formação filosófica e crítica, mas esperava que o país funcionasse bem mais do que se divulga.
Acabei decidindo voltar para o Brasil por problemas burocráticos com a imigração americana. Eu teria de ficar esperando indefinidamente por uma resposta que ninguém sabe quando viria e ainda seria impedido de sair do país. Isso é um desrespeito aos direitos humanos: tirar a liberdade básica de ir e vir! Hoje, continuo dando aulas na região de Boston como professor visitante.
Os EUA estão em grandes dificuldades espirituais. Em algumas áreas, dezenas de igrejas são fechadas todos os anos. Há um secularismo desenfreado e uma crise familiar. Grande parte da população detesta o cristianismo e luta contra a fé cristã abertamente. Em outras regiões mais evangélicas, há um tradicionalismo protestante estagnado. Muitos são evangélicos “por cultura” apenas. Há temor entre os evangélicos a respeito do futuro do país. Um dos bons movimentos cristãos é o da Igreja com Propósitos. Rick Warren é um milagre nos EUA. É um líder sério e respeitado, e tem trazido um bom crescimento em muitos lugares.
Creio que o futuro do cristianismo evangélico e da obra missionária está em países como China, Brasil e Coréia do Sul. Acho que há pouco a aprender com os americanos hoje. Devemos elaborar nossa teologia de maneira mais independente. Há muito potencial, capacidade e criatividade no Brasil.

ENFOQUE - Seu trabalho tem sido muito ligado ao ensino bíblico e à teologia. Para você, como está a igreja brasileira no seu amadurecimento teológico?

LUIZ SAYÃO - O quadro é muito amplo. Por um lado, a igreja está muito bem. Muitos grupos tradicionalmente resistentes ao ensino teológico estão estudando teologia. O número de seminários e de cursos teológicos continua crescendo. A produção editorial teológica tem aumentado muito. Mas toda essa movimentação é difusa e indefinida. Há sérios problemas que prejudicam o desenvolvimento teológico da igreja e devem ser evitados: o neopentecostalismo radical, que é obscurantista e alienante; o tradicionalismo sem reflexão presente em alguns grupos hiperfundamentalistas; o liberalismo teológico, que apenas desconstrói e não tem como produzir nada, principalmente no Brasil; a fragilidade das novas igrejas e comunidades que acabam recebendo novidades teológicas sem capacidade crítica, desprezando séculos de reflexão teológica. No entanto, creio que, no geral, estamos melhorando, e, passadas as turbulências, vamos chegar lá. Há muita gente boa, séria e sincera estudando e procurando elaborar teologia no Brasil.

ENFOQUE - Sua dissertação pela USP foi sobre a existência do mal e você tem um filho com autismo. Qual foi o impacto disso em sua vida e teologia?

LUIZ SAYÃO - Foi um aprendizado enorme. Nosso filho nasceu quando eu escrevia a dissertação. O problema do mal é um dos assuntos mais relevantes da teologia, e, ao contrário do que se imagina, não milita necessariamente contra a fé, mas é um fator predisponente para a mesma, como vemos em Habacuque! Minha experiência humilhou-me e trouxe benefícios extraordinários. Hoje tenho mais fé e entendo os “benefícios” do sofrimento de modo mais intenso. Nosso filho Daniel, que parecia que nunca iria falar, graças a Deus “saiu da concha” e hoje está quase normal. Uma das coisas que mais o ajudaram foram os personagens do Maurício de Souza, principalmente o “Chico Bento”. É incrível, mas Deus usou isso para ajudar a curar o meu filho. Hoje ele é bilíngüe, tranqüilo, tem memória acima do normal e freqüenta uma escola normal. É uma bênção. Apesar de mudar de país duas vezes e de ter sido rejeitado por uma escola evangélica americana em São Paulo, ele superou tudo com muita facilidade.

ENFOQUE - Como vê a igreja brasileira no cenário mundial? Qual é a sua avaliação?

LUIZ SAYÃO - A análise é semelhante ao perfil teológico. Há muito crescimento desordenado e difuso. Há muito potencial, mas é preciso fundamentação teológica e seriedade. Os maiores desafios são a ética (está lamentável), a espiritualidade autêntica e a teologia saudável. Apesar de tantos problemas, acho que, de modo geral, a igreja está melhor do que na maioria dos países do mundo.

ENFOQUE - Na sua opinião, do que as igrejas evangélicas hoje mais precisam?

LUIZ SAYÃO - Além de ressaltar ética e teologia, gostaria de dizer que precisamos de equilíbrio e brasilidade.
Há muito extremismo e polarização. Para mim, esse tipo de desequilíbrio não é bíblico e tem origem estrangeira. Creio que a cultura brasileira compartilha de alguns elementos bíblicos especiais que o foco anglo-germânico não possui. Entre eles, destaco o valor das relações humanas e da família, o prazer de viver a vida e a convivência poli-alética com idéias distintas. Se formos autênticos e menos polarizados, chegaremos lá! Todo o mundo critica o movimento neopentecostal. Devemos avaliá-lo sociologicamente. Em breve eles sofrerão mudanças e buscarão uma sedimentação. Foi o que aconteceu com a Assembléia de Deus. Acho que o equilíbrio virá naturalmente.

ENFOQUE - Ainda se pode falar hoje que o evangélico é alienado?

LUIZ SAYÃO - Infelizmente sim. Há dois tipos de alienação: uma é a do sistema. Estar no sistema é ser alienado para com o que importa na vida. É a reprodução da alienação geral dominante (Marcuse). A outra alienação é a de ruptura com o sistema. Há uma alienação religiosa que se percebe no misticismo desenfreado e na falta de consciência e esperança política e cívica.

ENFOQUE - No atual conflito no Oriente Médio, parece que os evangélicos brasileiros se alinham a Israel. Há uma razão bíblica para isso?

LUIZ SAYÃO - Esse alinhamento tem origens em uma corrente escatológica. Além disso, sempre se imagina o mundo árabe como muçulmano e inimigo. Acho que a avaliação é equivocada. Eu creio que Deus abençoará Israel e que Israel tem um papel escatológico importante. Por outro lado, é impossível delimitar na Bíblia as dimensões da terra de Israel para hoje. Além disso, Deus também tem promessas para os árabes, entre os quais há muitos cristãos. Há inclusive a promessa de paz escatológica (pouco citada) entre Israel, Egito e Assíria (Is 19.23-25).
A igreja errou com o anti-semitismo e hoje erra com a tendência judaizante. Nem tudo o que o exército de Israel faz está certo. Nem Deus poupou Israel e a Igreja quando cometeram erros e injustiças. Há erros graves da parte de Israel e dos árabes no Oriente Médio. Quem sofre muito e paga por isso é a população civil israelita, palestina e principalmente libanesa.
A situação do Líbano é uma vergonha para a ONU. A verdade é que Síria e Israel fazem o que bem entendem no pequeno país.

ENFOQUE - Como vai o antiintelectualismo entre os evangélicos no Brasil?

LUIZ SAYÃO - Continua vivo e ativo! Todavia, parece estar cedendo espaço. Não creio que esse seja o principal problema hoje. O maior problema é pseudo-intelectualismo. Há muita gente estudando teologia sem profundidade, e há instituições prometendo títulos sem muitas exigências acadêmicas sérias. Parece que muitos querem ter apenas nome e título sem desejar de fato estudar e conhecer.
O problema é que essas pessoas serão presas fáceis de ideologias passageiras, serão superficiais e intelectualmente ingênuas e atuarão como líderes sem a devida bagagem e formação. As conse¬qüências serão sérias. Como gosto de dizer, brincando, é a “ingnoranssa que astravanca o pogresso”.

ENFOQUE - Como tem sido sua experiência como colunista da Enfoque?

LUIZ SAYÃO - Muito boa e gratificante. Já são quatro anos. A receptividade tem sido muito boa e a revista tem crescido muito. O ponto alto foi o artigo do “p”: P-Problemas e P-Perspectivas do P-Protestantismo P-Pau-Brasil. Todo mundo fala do texto e pede uma cópia até hoje.

ENFOQUE - Quais são seus desafios e sonhos para o futuro?

LUIZ SAYÃO - Além de sonhar com uma igreja contemporânea relevante (nosso projeto já começou), gostaria de continuar a ajudar a formação de futuros líderes (literatura e ensino). Desejo desenvolver um projeto de uma Bíblia de Estudos Brasileira, escrever um comentário bíblico completo e exegético contextualizado e elaborar uma teologia bíblica brasileira que ainda está em estágio embrionário.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Série de e-books para download


Mais uma série de e-books disponibilizados por seus autores gratuitamente na internet, reunidos aqui para edificar a tua vida e ministério:


Estudo sobre Louvor – Miguel Malty – Um excelente e abrangente e-book sobre louvor e adoração, de 27 páginas, em pdf.
Para baixar, Clique Aqui


Revolução Silenciosa II - Transformando a sociedade com a força do evangelho do Reino
E-book elaborado por Rubens R. Muzio, apresentando grande quantidade de informações e estatísticas sobre a realidade brasileira social e eclesial, e estratégias para a igreja impactar a sociedade.
221 páginas, em pdf.

Para baixar, Clique Aqui.


Apostila Curso para PregadoresElaborada pelo Pastor Waldyr Silva do Carmo. Dicas práticas de como ministrar a Palavra do Senhor com o objetivo de atingir o ouvinte e despertar nele o interesse pela mensagem da Palavra de Deus. Muito bom.
Para baixar, Clique Aqui.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

E-book para download - Quebrando o Silêncio


Amados, baixem aqui o e-book Quebrando o Silêncio: Um debate sobre o infanticídio nas comunidades indígenas do Brasil.
Organizado por Márcia Suzuki, o e-book expõe e analisa a terrível questão do infanticídio praticado por muitas tribos indígenas em nosso país.
Para que você possa avaliar a seriedade do assunto, leia o breve texto abaixo, à guisa de prefácio:
"Eu já vi enterrar muita criança no Xingu. Já vi isso acontecer muitas vezes. Eu acho isso errado porque eu gosto de criança. Eu, por exemplo, preciso de mais crianças, pois eu só tenho dois filhos. Ao invés de enterrar, elas poderiam dar para mim. Às vezes eu tento tirar do buraco, mas é difícil. Às vezes a mãe quer a criança, mas a família dela não deixa. É muito difícil.
Até hoje eu só consegui desenterrar um com vida, o Amalé. A mãe dele era solteira, ela chorou muito, mas o pai dela enterrou ele. Ele estava chorando dentro do buraco, aí minhas parentes foram me chamar. Eu entrei na casa, perguntei onde ele estava enterrado e tirei ele do buraco. Saiu sangue da boca e do nariz dele, mas ele viveu. Ele está doente, mas eu decidi criá-lo. Agora ele é meu filho. É um menino bonito, não é cachorro. É errado enterrar.Teve três crianças que eu tentei salvar, mas não deu tempo. Uma nasceu de noite e eu não vi. A minha tia também queria essa criança, gostava dela, mas quando chegou lá a mãe dela já tinha quebrado o pescoço do bebê. Quebraram o pescoço depois enterraram. A outra eu ia tirar do buraco, não deu tempo porque eu estava do outro lado, tirando mandioca. Eu estava trabalhando e não vi. Disseram que ele também estava chorando dentro do buraco. Minha outra prima, a mãe do Mahuri, enterrou as cinco crianças que nasceram antes dele. Ela era solteira, por isso tinha que enterrar. O funcionário salvou o Mahuri porque ficou com pena, é um
menino muito bonito, já está grande. A mãe dele viu ele em dezembro e achou ele bonito.
Eu mesma não gosto que enterre, acho errado. Criança não é cachorro. Nós temos medo de nascer gêmeos, trigêmeos. Dizem que quando um pajé faz feitiço, podem nascer até sete crianças. Por isso as mães têm medo. Mas eu acho errado matar. Eu já falei isso para as mulheres de lá. A criança fica chorando dentro do buraco, criança pequena custa muito a morrer. Se eu ver no buraco eu tiro."
Kamiru Kamayurá
Brasília, Agosto de 2007.


Para baixar o e-book, Clique Aqui.

Fonte: www.sepal.org.br

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

PACOTES DO EVANGELISTA – estudos e e-books


Baixe aqui dois pacotes contendo cada um uma série de estudos, trechos de livros e e-books completos sobre vários aspectos do evangelismo, coletados em diversas fontes e reunidos aqui para você.

O primeiro (Pacote Evangelismo) contém:


A APRESENTAÇÃO DO EVANGELHOtrecho do livro "Discernindo os Tempos" , de Martyn Lloyd-Jones, Editado pela Editora PES;

Maneiras de Usar Folhetos EvangelísticosVárias dicas práticas e relevantes sobre o uso desta ferramenta;

APELANDO POR DECISÕESde D.M. Lloyd-Jones. Capítulo do livro "Pregação e Pregadores" - Editora FIEL

Guia de Evangelismo Pessoal
- Com Respostas às Objeções Mais Comuns – Excelente!

Municípios Brasileiros onde é menor a presença de evangélicosConforme senso do IBGE. Veja onde estão excelentes campos missionários em nossa pátria!

Para baixar,
[((cLIqUe AqUi]))



No segundo pacote (E-books Evangelismo) você encontra os excelentes estudos e e-books em pdf:

Aspectos Fundamentais sobre EvangelizaçãoEscrito pelo Rev. Oziel Gomes, um excelente artigo.


Como Evangelizar sem Medode WILLIAM FAY & RALPH HODGE. Um e-book de 57 páginas.

Guia Básico de Evangelismo InfantilEstudo elaborado por Carolina D. Miklos, da Igreja Época da Graça em Cristo.


Para baixar,
[((cLIqUe AqUi]))

sábado, 12 de janeiro de 2008

REFLEXÃO - Um Sonho...


Sonhei. Em meu sonho, havia um oceano cheio de pessoas se afogando. Havia uma rocha que sobressaía deste oceano. Algumas pessoas conseguiram subir à rocha e chegaram a se salvar.
Ao observar a cena, 10% das pessoas sobre a rocha começaram a agir e a fazer cordas e escadas, aproximando-se da beira da rocha, tentando puxar outros para cima da mesma. Mas 90% se tornaram ativos em seus jardins que tinham na rocha, na música que havia na rocha, nos empregos da rocha e em suas vidas na rocha. Tinham muitas reuniões nas quais gastavam bastante tempo procurando desenvolver programas de como voltar ao Oceano – mas eles nunca voltaram.
O pensamento que se repetia e voltava a aparecer neste sonho era a pergunta: “Será que eles esqueceram que eles próprios estiveram anteriormente no mar?”
Um pequeno grupo de pessoas que pareciam ser os líderes, me perturbavam ainda mais. Eles gastavam o tempo tentando subir ainda mais alto na rocha. Pareciam não querer se aproximar à margem porque era muito arriscado. A morte, a enfermidade, os perdidos – estes estavam lá embaixo. Mas o grupo sobre a rocha gastava mais tempo enclausurado em uma falsa segurança na parte mais alta da rocha. E mesmo assim, todos eles ouviam uma voz que dizia: “Você quer vir? Você quer me ajudar?”
Em meu sonho, a rocha era a Cruz do Calvário. A voz que eles ouviam era Jesus Cristo, chamando a mim e a você para vir. Só resta uma coisa, se nós queremos ou não. A pergunta é se você e eu queremos ser diferentes. Estamos nós dispostos a ouvir a voz, arriscar-nos e falar a fim de resgatarmos aos demais?
Se a sua resposta é sim, ore estas palavras agora mesmo:
Deus, faz de mim um servo disposto. Eu errei, ao permanecer em silêncio. Cada dia, cada momento, esforçar-me-ei para compartilhar a Ti com outros.

Trecho do livrete Como Posso Compartilhar a Minha Fé sem Discutir?, oferecido gratuitamente pelos Ministérios RBC (Recursos Bíblicos de Comunicação).

Visite:www.nossoandardiario.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Movimento Cansei da Teologia da Prosperidade


Cansei de ouvir pregadores da prosperidade dizerem que precisamos decretar a nossa vitória e visualizar a nossa benção material;
Cansei de ouvir pregadores da prosperidade gritarem para Deus reivindicando suas petições;
Cansei de ouvir pregadores da prosperidade dizendo que “salário mínimo” não é coisa de crente;
Cansei dessa teologia que defende que o crente deve morar em mansão, ter carrões, muito dinheiro e nunca ficar doente.
Cansei dessa teologia que valoriza mais as coisas terrenas do que aquelas que são do céu;
Cansei dessa teologia da barganha com Deus, onde você contribui e Ele devolve com juros, correção monetária e muito lucro;
Cansei dessa teologia de fé na fé;
Cansei dessa teologia que ama mais o dinheiro que o próximo;
Cansei dessa teologia consumista, utilitarista e que trata Deus como o Papai Noel;
Cansei dessa teologia da ganância, cujo principal objetivo é fazer com que as pessoas atinjam a independência financeira;
Cansei dessa teologia da auto-ajuda, auto-estima e auto-aceitação;
Cansei dessa teologia que argumenta que Jesus nunca foi pobre;
Cansei dessa teologia que tem criado uma geração de decepcionados nas igrejas;
Cansei da teologia da prosperidade pois a Bíblia diz: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam“. (Mat.6.19,20)
Cansei, não da prosperidade - que é dádiva de Deus, mas da teologia que faz dela o principal foco da vida cristã, em detrimento da salvação e das bençãos espirituais.

Se você também já cansou de tudo isso, demonstre sua indignação.

www.comoviveremos.com

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Reflexão - JEJUM

Durante um período de 18 anos o Senhor, pela Sua graça e misericórdia, comissionou-me a observar vários períodos regulares de 40 dias de jejum. Fui, por muitas vezes, tocado pela glória de Deus e naqueles momentos, em minha consciência eu não queria mais viver. Eu, na verdade, anelava pela morte e assim estar com Ele nesta intimidade para sempre. Em um único momento, a Sua glória transformou meus valores e percepção da vida. Sim, eu tenho fé para acreditar em Deus por me conceder um Mercedes novo ou qualquer outro bem, todavia, prefiro focar a minha fé e energias em ver 100.000 pessoas se renderem a Jesus em uma única noite.
As bênçãos materiais e as provisões são coisas muito boas, porém, o meu coração foi transformado pela Sua Glória. A minha alma simplesmente deseja estar em Sua presença e realizar os desejos de Seu coração. Quando somos tocados pela glória de Deus, as coisas da terra são instantaneamente ofuscadas e perdem o total valor. Quanto mais perto nos achegamos dEle, mais percebemos a nossa insignificância e quanto o mundo se torna nada. Paulo diz: “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2Co 3.18) Todavia, se não vivemos em Espírito, não somos capazes de ver as coisas misteriosas de Deus e muito menos experimentar a Sua glória. No entanto, se estivermos dispostos a pagar o preço de buscar a Sua face em jejum e oração, estaremos assim, aptos a experimentar uma profunda transformação de vida e literalmente viveremos “arraigados” Nele e fortificados na força de Seu poder. Esta é a única maneira de lutarmos “o bom combate da fé”.

Trecho do livro O Poder Secreto do Jejum e da Oração, de Mahesh Chavda, Dynamus Editorial

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Uma conspiração de bondade e silêncio

Em meio às montanhas do sul da França, a cidade de Le Chambon-sur-Lignon se tornou, durante a Segunda Guerra Mundial, um abrigo seguro para os judeus. Sem disparar um tiro sequer, os habitantes do povoado, liderados pelo pastor André Trocmé e sua esposa, Magda, salvaram a vida de cinco mil judeus, em sua maioria crianças.
Junho de 1940. A França capitula diante do exército alemão, assinando um armistício com a Alemanha de Hitler. O país é, então, dividido - o norte e a costa do Atlântico ficam sob ocupação nazista, enquanto sul e sudeste passam a ter um governo leal à Alemanha, o Regime de Vichy, do Marechal Pétain. Le Chambon-sur-Lignon ficou sob jurisdição de Vichy, fato que seria de importância vital para o desenrolar dos acontecimentos.
Na época da invasão alemã, viviam em território francês judeus vindos de todas as partes da Europa. Apavorados com a chegada das tropas de Hitler, milhares deles fugiram para o sul do país, onde, contudo, não estavam a salvo. Vichy promulgara legislações anti-semitas e, a qualquer momento, os judeus podiam ser presos e enviados para a Alemanha. Uma cláusula do armistício obrigava as autoridades francesas a entregar aos nazistas quem quer que lhes fosse solicitado - e os judeus eram os primeiros da lista.
Enquanto os colaboracionistas franceses entregaram aos nazistas, durante a ocupação, um total de 83 mil judeus, dentre os quais dez mil crianças, os habitantes de Le Chambon os enfrentaram. Quando confrontados com o dilema de aceitar refugiados em seu lar, ainda que colocando em risco a vida de sua família e do povoado inteiro, a população local optou por salvá-los. Jamais se recusaram a acolher um judeu, assim como abominavam a delação e a traição.
Mesmo vivendo na pobreza, os chambonnais, como são chamados na França, tentavam suprir de todas as formas as necessidades dos refugiados. Escondiam-nos em seus lares e os alimentavam. Forjavam cartões de identidade e de racionamento. E, quando possível, ainda os ajudavam a fugir para a Suíça e Espanha. Acolhiam e cuidavam de crianças órfãs ou de pais deportados, mantendo sete instituições especialmente para esse fim. Ademais, conseguiam vagas nas escolas para que todos os jovens pudessem continuar estudando.
No vilarejo, ninguém falava abertamente sobre tais atividades, pois sabiam que qualquer comentário poderia destruir a frágil teia de esperança que os envolvia. Essa verdadeira "conspiração de bondade e silêncio" conseguiu salvar 5 mil judeus, fato realmente extraordinário, considerando que, à época, o povoado não contava com mais de 3 mil pessoas.
Apesar do reconhecimento do povo judeu e da comunidade internacional pela importância e nobreza de suas ações, os chamboneses nunca aceitaram a qualificação de "heróis". Quando questionados sobre a razão para a ajuda a milhares de judeus, respondem: "Algo tinha que ser feito e quis o acaso que estivéssemos lá para fazê-lo. Foi a coisa mais natural do mundo ajudar essa gente".
Infelizmente, poucos na Europa pensavam da mesma forma. Segundo Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz e sobrevivente do Holocausto, "uma das grandes tragédias da Shoá foi o fato de os judeus terem sido abandonados por quase todos os que poderiam tê-los salvo. Os chambonnais foram uma das pouquíssimas exceções. Armados unicamente com suas convicções, enfrentaram as tropas nazistas e salvaram a vida de milhares de judeus".Se houvesse mais pessoas como eles, talvez a história da Segunda Guerra Mundial tivesse tomado outro rumo...

Símbolo de coragem e solidariedade

O povoado de Le Chambon-sur-Lignon está localizado em um planalto rodeado por montanhas, a uns 120 quilômetros de Paris, não muito longe da fronteira com a Suíça. Desde o século XVI, seus habitantes se tornaram huguenotes, como são chamados os protestantes franceses. Minoria religiosa em meio a uma França católica, foram perseguidos até a Revolução Francesa. Fiéis a suas convicções, durante séculos resistiram a diferentes pressões. O sofrimento imposto por perseguições religiosas já era parte da memória coletiva daquela gente destemida.
Foi a esse vilarejo empobrecido que, em 1934, chegou o pastor André Trocmé, acompanhado de mulher e filhos. Trocmé, nascido em 1901, descendia de uma linhagem de huguenotes. Profundamente religioso, era pacifista convicto e militante. Sua esposa, Magda, compartilhava de sua coragem e seus ideais. Rapidamente o pastor Trocmé passou a ser líder espiritual e ético da comunidade. Em 1938, para melhorar a situação econômica local, fundou uma escola internacional de alto nível: a Escola Cévenol. E, para ajudá-lo nessa missão, convidou o amigo, também pastor, Édouard Theis, que comungava das mesmas idéias de "resistência sem violência". Com o crescimento do nazismo, a escola passou a atrair refugiados judeus de toda a Europa.
Foi do púlpito da igreja de Le Chambon que Trocmé e Theis começam a pregar a santidade da vida humana e a resistência ao ódio e à destruição. Afirmavam ser obrigação de cada nação, assim como de cada individuo, posicionar-se de forma atuante contra o "mal", pois a neutralidade era cúmplice desse mal. Assim que a Alemanha conquistou a França, a pregação deu lugar à ação.
Depoimentos dos que viveram àquela época, únicos testemunhos do ocorrido em Le Chambon, revelam que tudo começou em uma noite de inverno, em 1940, quando Magda Trocmé abriu a porta de sua casa e se deparou com uma mulher faminta, enregelada, que lhe disse: "Sou judia alemã e estou fugindo dos nazistas, que se apossaram do norte da França. Disseram-me que neste povoado eu encontraria ajuda. Posso entrar?". E o que se iniciara como um gesto individual, transformou-se rapidamente em uma corrente de inquebrantável solidariedade.
Durante o período de 1940 a 1944, Trocmé e Theis foram os principais idealizadores da "resistência sem violência" e das ações de resgate empreendidas pelo vilarejo. Muitos outros participaram de forma ativa, inclusive Magda Trocmé. Mulher corajosa, nunca mediu perigos ou sacrifícios, tendo servido também de guia para inúmeros grupos que atravessavam as montanhas até a Suíça.
Trocmé começou por contatar o representante, em Marselha, da organização Quaker (American Friends Service Committee). Durante a Shoá, as igrejas da denominação Quaker e Testemunhas de Jeová foram as únicas que incorporaram a ajuda aos judeus à sua política oficial. Na França de Vichy, os quakers haviam conseguido permissão para ajudar os internos nos campos de detenção e tinham grande preocupação com as crianças judias de pais deportados. Era difícil encontrar quem aceitasse hóspedes tão visados. Trocmé propôs abrigá-las em Chambon e os quakers, cientes da pobreza do vilarejo, comprometeram-se a enviar recursos.
Rapidamente a operação se expandiu e se tornou mais complexa, pois passou a incluir não apenas crianças, mas todos que lá chegavam em busca de refúgio. Trocmé conseguiu também o apoio de outros 13 pastores, de habitantes da região e de outras organizações protestantes, assim como de membros do clero católico, da Cruz Vermelha e dos governos da Suécia e Suíça.
O pastor era o cérebro e a alma de toda a operação. É verdade que nunca teria conseguido realizar o que alcançou sem a ajuda da esposa, de Theiss e de muitos outros. Mas era ele quem planejava, incentivava e fazia tudo acontecer. Era o único que conhecia todas as facetas da operação. Os demais grupos envolvidos e seus líderes atuavam de forma independente. Esta era uma precaução necessária para salvaguardar a operação, pois, caso alguém fosse pego e submetido à tortura, era impossível prever o que viria à tona.
As opiniões dos chamboneses não eram segredo para as autoridades de Vichy, já que nunca as negaram. Pelo contrário, denunciavam e repudiavam abertamente a perseguição aos judeus. O pastor Trocmé e seus congregantes começaram a sofrer pressões para cessar toda a atividade pró-judeus. Mas, fiéis à sua consciência, não se dobraram perante as ameaças. Mesmo quando o próprio líder das igrejas protestantes francesas pediu a Trocmé que desistisse de ajudar os refugiados, pois podia prejudicar os franceses protestantes, Trocmé se recusou, determinado.
Após a guerra, um dos habitantes da região revelou que sempre que alguma patrulha nazista despontava, "caçando" os refugiados, estes eram escondidos nos bosques. "Logo que os soldados alemães partiam, íamos à floresta e cantávamos uma determinada canção. Quando a ouviam, sabiam que podiam regressar, em segurança".
Corajoso, o pastor nunca se calou. Do púlpito de sua igreja, não cansava de exortar seus congregados a se manterem firmes e a "fazer a vontade de D'us, não a dos homens". Em famoso sermão após os acontecimentos de Paris de julho de 1942, quando nazistas ajudados pela polícia francesa deportaram 13 mil judeus - dos quais 4 mil eram crianças - Trocmé declarou: "A Igreja cristã deveria ajoelhar-se e pedir perdão a D'us pela incapacidade e covardia que ora demonstra".
Em agosto daquele mesmo ano, quando as autoridades de Vichy foram ao povoado exigir de Trocmé uma lista com o nome de todos os judeus daquela região, ele se recusou, categoricamente. Respondeu, como de costume: "Não sabemos o que é um judeu; apenas conhecemos os seres humanos, todos iguais entre si e diante de D'us". Algumas semanas mais tarde, a polícia de Vichy foi para o vilarejo com três ônibus e uma missão sombria: prender e levar todos os judeus da região aos campos de detenção. Durante três semanas, os policiais andaram, em vão, por todo o vilarejo e seus arredores, em busca dos refugiados. Conseguiram encontrar, casualmente, apenas um judeu, pois ninguém revelou o paradeiro de um refugiado sequer, mostrando terem sido inúteis as ameaças policiais de prisão.
Em fevereiro de 1943, autoridades de Vichy voltaram a Chambon, desta vez para prender os próprios pastores, André Trocmé e Édouard Theiss, e o diretor da escola pública, Roger Darcissac. Este último era também o fotógrafo "oficial" de todos os documentos forjados. Os três líderes foram enviados a um campo de detenção onde ficaram presos por cinco semanas, até serem libertados. Durante esse tempo, ofereceram a Trocmé a opção de ser libertado mediante a assinatura de um documento comprometendo-se a seguir as determinações do governo de Vichy, especialmente no tocante aos judeus. Apesar da gravidade de sua situação, Trocmé manteve-se irredutível.
Daniel Trocmé, primo do pastor e um dos líderes da operação, não teve a mesma sorte. Responsável por um dos sete abrigos para crianças judias, foi capturado pelos nazistas em 1943. Enviado ao campo de Maidanek, na Polônia, juntamente com "suas" crianças, Daniel morreu nas câmaras de gás, em 1944. Tiravam-lhe a vida - mas levava consigo tudo o que seus carrascos queriam saber.

Merecido reconhecimento

O profundo reconhecimento do mundo judaico à família Trocmé e aos chamboneses, de modo geral, está registrado no Yad Vashem - Museu do Holocausto, em Jerusalém. Na ala dos "Justos entre as Nações" foram plantadas três árvores - duas em nome do casal André e Magda Trocmé e uma em homenagem a seu primo, Daniel. O pastor Édouard Theiss e sua esposa Mildred, assim como Roger Darcissac, também receberam o título de "Justos", assim como outros 38 habitantes que participaram do salvamento dos judeus. E, em 1990, Le Chambon-sur-Lignon se tornou a primeira comunidade a ser incluída pelo Yad Vashem nessa alameda, com a inauguração de um jardim e uma placa em nome de sua população.
O cineasta Pierre Sauvage, vencedor do Prêmio Emmy por seus documentários, é uma das centenas de crianças que sobreviveram ao Holocausto graças à população de Le Chambon-sur-Lignon. Nasceu na cidade, em 1944, quando grande parte de sua família já havia morrido nos campos de extermínio nazistas. Somente ao completar 18 anos soube que era judeu. A partir de então, abraçou ferreamente a missão de fazer com que o mundo jamais esqueça a Shoá. Tornou-se um dos maiores especialistas em identificar aqueles que ajudaram a salvar os membros de seu povo, tendo criado a Fundação Le Chambon.
Sauvage narra a história de Le Chambon num documentário intitulado Weapons of the Spirit - Armas do espírito. Em entrevista sobre o mesmo, declarou: "Histórias como a de Le Chambon servem de inspiração para os mais jovens, quando se vêem diante dos demônios do mundo. Se cada um de nós não puder sentir, bem no íntimo, o quanto de bondade existe em nossos semelhantes, teremos sempre o receio de olhar de frente para o grau de crueldade a que o ser humano pode chegar".

Bibliografia:
Hallie, Philip, Lest Innocent blood be Shed, Ed HarperPerennial
Berenbaum, Michael, The World Must Know, Ed. Litlle, Brown and Co.
http://www.yadvashem.org/

Publicado na revista Morashá - Edição 52 - abril de 2006
http://www.morasha.com.br

Publicado também na revista Notícias de Israel de maio de 2006:
www.chamada.com.br

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Fontes:
SEPAL - www.sepal.org.br
Povos Muçulmanos Internacional - www.pminternacional.org


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

RECOMENDAÇÕES PARA SE VIVER BEM


O Último Sermão

Em 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de cristãos humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

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Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente. O homem piedoso é homem "separado" (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa. Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que "se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras" (Sl 106.35). As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos: "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade. Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: "Eis que te comprazes na verdade no íntimo" (Sl 51.6).

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quanto de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti? Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. "De noite indago o meu íntimo", disse o salmista (Sl 77.6).

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma "pessoa suspeita". Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

8) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. "Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros" (Ml 3.16). Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. "Pensai nas coisas lá do alto" (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe que vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar", também disse: "Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra". Deus jamais apoiou qualquer ociosidade. Paulo observou: "Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão" (2 Ts 3.11-12).

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: "Vivamos, no presente século... justa e piedosamente" (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade. Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. "Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas" (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza. Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

15) Foge da idolatria. "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? "E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as" (Ef 5.11).

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. "Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor" (Rm 12.11).

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem. Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas - haveremos de embarcar através do oceano da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade. Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade. Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória. Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.

Thomas Watson

Fonte: www.mhorizontes.org.br

domingo, 23 de dezembro de 2007

ALERTA - Filme ateu para crianças estréia nos EUA


Em dezembro estréia um novo filme para crianças intitulado "The Golden Compass" (A Bússola de Ouro). Este filme já foi descrito como "ateísmo para crianças" e é baseado no primeiro livro de uma trilogia intitulada "His Dark Materials" escrito por Phillip Pullman.

Pullman é um ateísta militante e humanista secular que despreza C.S. Lewis e as "Crônicas de Nárnia". Sua motivação por escrever esta trilogia foi contrapor-se aos simbolismos de Cristo que Lewis retrata na série de Nárnia.

É claro que o objetivo principal de Pullman é atacar o Cristianismo e promover o ateísmo. Pullman deixou claras suas intenções quando disse numa entrevista em 2003 que "meus livros tratam de matar a Deus". Ele afirmou que quer "matar a Deus na cabeça das crianças". Tem sido dito a respeito de Pullman que ele é "o escritor que os ateístas vem rezando por ter, se os ateístas rezassem". Enquanto o filme "The Golden Compass" é mais suave e inocente, os livros são muito diferentes. Na trilogia, uma jovem, com vivência das ruas, se envolve numa luta épica para derrotar as forças opressivas de um Deus senil.

Outro personagem, uma ex-freira, descreve o Cristianismo como "um erro convincente e muito poderoso". No último livro, personagens representando Adão e Eva eventualmente matam a Deus que é chamado de Yahweh. Cada livro piora progressivamente de acordo com o ódio de Pullman a Jesus Cristo.

O filme "The Golden Compass" deve estrear em 7 de dezembro (nos EUA) durante a época de Natal, (estrelando Nicole Kidman), e deverá ter forte publicidade. As pessoas promovendo este filme esperam que os pais, sem suspeitar do conteúdo, levem seus filhos para assisti-lo. Esperam que as crianças gostem e que queiram comprar os livros para o Natal.

Por favor, considerem um boicote ao filme e livros.

Peço que passem esta informação a todos seus conhecidos (inclusive nas Igrejas). Isto ajudará a educar os pais sobre o conteúdo deste filme.
E atenção: o filme JÁ está passando no Brasil.

www.cpr.org.br

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

NATAL


Nesse Natal, se você tem um vizinho pobre, mas muito pobre mesmo, cuidado para não se machucar na cerca do individualismo que os separou até agora nem correr o risco de se atropelar nos espinhos do egoísmo. Do lado de cá mesmo, ofereça-lhe algum momento de ternura, ajudando-o a amenizar as carências do seu Ano Velho. Dê-lhe pão e, se você se esquecer de dizer Feliz Natal, ele não vai notar, porque a felicidade da mesa farta o fará lembrar-se de Jesus Cristo.

Nesse Natal, se você não teve tempo de mandar um cartão de Boas Festas para seus pais velhinhos, não faz mal. Ajoelhe-se, peça perdão a Deus pela péssima conduta de filho e proponha uma ajuda efetiva, de mais conforto, mais atenção e mais presença, junto de sua família, sempre.

Nesse Natal, se ainda se lembra de alguém sozinho que um dia você abandonou: seu filho, seu irmão, seu amigo, seu namorado, não chore de arrependimento, somente. Vá a pé, de ônibus, de carro, de avião ou pegue o telefone e diga-lhe, com o maior carinho: Você é muito importante para mim. No Ano Novo, estaremos sempre juntos, Feliz Natal!

Nesse Natal, se você entregar-se aos prazeres da carne e perder-se na embriaguez de vinhos, da mentira, de ilusões, não se desespere, Jesus Cristo não precisa de festas para você lembrar-se Dele. Levante a cabeça, aprenda a lição e tenha a capacidade de abrir os cadeados enferrujados do coração.

Nesse Natal, ilumine-se de compreensão, resplandeça de alegria, enfeite a vida de perdão, acende a lâmpada do seu melhor propósito, dê o braço amigo aos que o cercam e não tenha medo de ser bom. Afinal de contas, tudo na vida perece, você passa e outros natais virão, porém a estrada reta ou tortuosa vai em frente e nenhum momento repete-se exatamente igual: Feliz Natal!


Ivone Boechat

sábado, 15 de dezembro de 2007

Como os cristãos investem o próprio dinheiro?

As pesquisas mostram que:

GASTAM
mais com CHICLETES do que com MISSÕES

GASTAM mais com REFRIGERANTES e BALAS do que com MISSÕES

GASTAM mais com COSMÉTICOS e LIMPEZA do que com MISSÕES

GASTAM mais com COMIDA SUPÉRFLUA do que com MISSÕES

GASTAM mais com ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO do que com MISSÕES

GASTAM mais com ROUPAS DE ETIQUETA do que com MISSÕES

- UM ELETRODOMÉSTICO que um cristão compra à vista, na maioria dos casos CUSTA MAIS do que a oferta dada para MISSÕES DURANTE 5 ANOS por ele.

- Os cristãos estão dando para MISSÕES, MENOS do que o valor equivalente a uma COCA-COLA DIÁRIA.

Como podemos dizer que amamos a obra missionária, se MISSÕES é o nosso MENOR investimento? A questão é: vamos ou não DEIXAR DEUS nos usar?

Missão Horizontes

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Artigo apologético - Seitas Modalistas

Marcelo de Oliveira Lima

O gnosticismo não obteve êxito. Os membros deste movimento ensinavam a salvação através do conhecimento místico, e não pela fé em Jesus. Eles constituíam grupos muito diversificados em suas doutrinas, pois diferiam de lugar para lugar, e em seus períodos. Essa doutrina era nada mais que um enxerto das filosofias pagãs nas doutrinas cristológicas. Negava o Cristianismo histórico (segundo ela, o Senhor Jesus não teve um corpo, isto é, não veio em carne, e seu corpo seria mera aparência, que chamavam de corpo docético). Seu período áureo foi entre 135-160 d.C., mas o gnosticismo já dava trabalho às igrejas na época dos apóstolos. O evangelista João enfatiza que "o Verbo se fez carne" (Jo 1.14); e "todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus..." (1 Jo 4.3). É bom lembrar que os escritos joaninos são do final do primeiro século, escritos na cidade de Éfeso, então capital da Ásia menor, de onde surgiu o gnosticismo.

A Igreja saiu ilesa nessa batalha contra o gnosticismo, mas deixou de saldo a preocupação dos cristãos sobre a divindade do Logos e o monoteísmo. Os pais da Igreja se empenharam muito nessa luta contra as heresias. Se Jesus é Deus absoluto, como fica o monoteísmo judaico-cristão? Por outro lado havia outra questão:

se o Logos é subordinado ao Pai, não se compromete a divindade absoluta de Jesus? Havia na época os alogoi e os ebionitas.

Os alogoi eram contra a doutrina do Logos: negavam a divindade de Jesus. Os ebionitas constituíam a seita do segundo século, que negava a deidade absoluta de Cristo. Formavam uma comunidade de judeus-cristãos. O nome vem do hebraico e significa "pobre". Eles criam em Jesus como o seu Messias, mas negavam sua deidade — o embrião da doutrina cristológica das Testemunhas de Jeová. Os ebionitas tinham horror aos escritos paulinos, pois Paulo colocava judeus e gentios no mesmo bojo: "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23), e pelo fato deste apóstolo pregar a divindade de Cristo (Rm 9.5; Cl 2.9; Tt 2.13, etc.). Viviam o ritual da Lei e os costumes judaicos, e eram hostilizados tanto pelos judeus como pelos cristãos. Eram numerosos no final do primeiro século, mas aos poucos foram desaparecendo do palco, sumindo de vista no cenário da história da Igreja. Hoje estão manifestos com nova roupagem.

Monarquianismo

Nessa época surgiram os que Tertulíano chamou de monarquianistas (do grego monarchia - governo exercido por uma única pessoa). Os monarquianistas dinâmicos (do grego dynamis "força, poder", pois diziam que Deus deu força e poder a Jesus, adotando-o como Filho), negavam a divindade absoluta de Jesus, e também a Trindade. Esta heresia era o prenúncio do arianismo, que, no início de terceiro século, negava a eternidade de Jesus, pois considerava Cristo um deus de segunda categoria, igual ao ensino das Testemunhas de Jeová. Essa doutrina dos dinâmicos era defendida por Teodoro de Bizâncio, Artemão e Paulo de Samosata.

Monarquianistas modais ou modalistas ensinavam que as três pessoas da Trindade manifestavam-se de vários modos, daí o nome modalista. Defendidos por Noeto de Esmirna e Práxeas de Cartago, ensinavam que o Pai nasceu e sofreu, e que Jesus era o Pai. Por essa razão, no Ocidente, eles eram chamados de patripassianistas (do latim Pater "Pai" e passus de patrior "sofrer" - o Pai encarnou-se em Cristo e sofreu com Ele). No Oriente eram chamados sabelianistas, pois o heresiarca Sabélio foi quem mais se destacou na propagação dessa heresia. Segundo essa doutrina, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são apenas três aspectos da Divindade, sendo, portanto, uma só Pessoa. Esse ensinamento do bispo Sabélio é hoje chamado de sabelianísmo ou modalismo.

Sabélio usava a palavra "pessoa" para cada Pessoa da Trindade, mas para ele essa "pessoa" tinha o sentido de máscara ou manifestações diferentes de uma mesma Pessoa Divina. Na sua concepção o Pai, o Filho e o Espírito Santo são nomes de três estágios ou fases diferentes. Ele era Pai na criação e na promulgação da Lei; Filho na encarnação, Espírito Santo na regeneração. Essa doutrina foi combatida por Tertuliano em Contra Prãxeas, quando pela primeira vez este apologista usa o termo Trinitas ("Trindade") para a Divindade:

"Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade em uma Trindade, colocando em sua ordem os três: Pai, Filho e Espírito Santo; três contudo,... não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, pois é de um só Deus que esses graus, formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo." *

Modalismo moderno

Restauração do modalismo. O sabelianismo ganhou espaço por mais ou menos cem anos em Roma, Ásia Menor, Síria e Egito. Em 263 A.D., Dionísio de Alexandria enfrentou o próprio Sabélio, derrotando o sabelianismo. Depois disso o cristianismo passou a repudiar o sabelianísmo, e o combate a essa heresia continuou até que ela desapareceu completamente da história. Depois de muitos séculos, esse ensinamento retornou das profundezas do Inferno, por John G. Schepp, fundador da seita "Só Jesus", em 1913. Temos no Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) uma lista de mais de quinze seitas modalístas. Não é possível, aqui, um comentário sobre todas elas, mas apresentaremos apenas as principais:

Só Jesus

Fundada por John 8. Schepp em 1913, ensina que o batismo salva, igual à doutrina da Congregação Cristã no Brasil, e deve ser realizado só em nome de Jesus. Seus adeptos não seguem a fórmula batismal de Mateus 28.19:

"Em nome do Pai, e do Filho, e do Espfrito Santo". Essa seita provocou muitas divisões nas igrejas evangélicas da época. Ela mesma depois se dividiu em várias facções, entre as quais a Igreja Pentecostal Unida do Brasil, presente em outros países, que também é modalista e batiza só em nome de Jesus. (Não confundir com a Igreja Unida.)

Tabernáculo da Fé

Fundado por William Marrion Branham (1906-1965), chamado por seus adeptos de "o profeta do século e mensageiro do Apocalipse", William Marrion Branham, como os demais funda dores de seitas, arroga para si a mesma autoridade dos profetas e apóstolos da Bíblia e nega a doutrina bíblica da Trindade. Seus adeptos são modalistas, pois seguem o ensino de seu líder, e o batismo nas águas é realizado só em nome de Jesus.

Voz da Verdade

Igreja que utiliza o mesmo nome do conjunto Voz da Verdade. Suas músicas são cantadas sem restrição alguma na maioria de nossas igrejas. Muitos ainda não se deram conta dessa gravidade. Eles são uma seita e atacam a doutrina bíblica da Trindade, e seu batismo nas águas é realizado em nome de Jesus. Seus hinos que enfatizam a divindade de Jesus constituem a doutrina unicista, e estão "sacrificando o Pai", como disse Tertuliano, dos modalistas de sua época.

Igreja Local de Wltness Lee

Conhecida por seu ônibus "Expo-livro" e por seu jornal Árvore da Vida. É a que mais suscita problema entre os evangélicos, por causa de seu proselitismo sectário e desleal. Eles perturbam nossas igrejas e camuflam-se facilmente em nosso meio. Dizem que não são modalistas porque Sabélio dizia que Pai, Filho e Espírito Santo são três aspectos temporários da Divindade, ao passo que a Igreja Local afirma que são três aspectos eternos da Divindade. O ponto divergente entre eles é que ambos declaram ser a Divindade uma só Pessoa. Como Sabélio, usam com freqüência a palavra "pessoa" para cada Pessoa da Trindade, mas com outro sentido. Empregam até o nome Trindade, mas não é o mesmo trinitarianismo do Credo Atanasiano.

Testemunhas de Ierrochua.

Fundado em 1987, em Curitiba, PR. Além de modalistas, pregam que o nome do Salvador não é Jesus, mas Yehoshua, forma hebraica do nome "Josué". Os manuscritos gregos do Novo Testamento destroem completamente essa teoria das Testemunhas de Ierrochua. Há diversos disparates em sua doutrina.

Refutando o sabelianismo

A Bíblia apresenta o Deus verdadeiro como Pessoa, muito longe das idéias do panteísmo, mas não há nas Escrituras uma referência sequer de que Deus seja uma Pessoa única. Falam de um só Deus (Dt 6.4; Mc 12.29; 1 Co 8.6; Ef 4.6).

No batismo de Jesus

Jesus é o Filho do Pai (2 Jo 3) e não próprio Pai. Basta uma leitura simples da Palavra de Deus, principalmente dos quatro evangelhos, para descobrir o absurdo dessa doutrina sabelianista. No batismo de Jesus manifestam-se as três pessoas distintas da Trindade - o Pai falando do Céu, o Filho saindo das águas do Jordão, e o Espírito Santo repousando sobre Ele (Mt 3.16,17). Como os três podem ser uma só Pessoa? Nos evangelhos encontramos com freqüência Jesus referir-se a seu Pai como outra Pessoa. Muitas vezes Ele se dirigiu ao Pai em oração (Jo 17). Afirmar que Pai e Filho são uma mesma Pessoa é um disparate. * Jesus disse que o Pai era outra Pessoa

Jesus disse que era uma Pessoa, e o Pai outra (Jo 8.17,18). Cristo declarou: "E na vossa lei também está escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou" (Jo 8.17, 18). Jesus falava de duas pessoas, e não de uma. Ele afirmou que veio do Pai e voltava para Ele (Jo 8.42; 16.5; 17.3, 8). Mais de 80 vezes Cristo afirmou que não era o Pai.

Batismo em nome do Jesus


Os adeptos das seitas unicistas defendem o batismo somente em nome de Jesus. Essa prática é um desvio da Palavra de Deus. A Bíblia não nos autoriza esse procedimento. A fórmula determinada por Jesus foi "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28.19).

O Didache, palavra grega que significa "ensino", pronuncia-se "didaquê", também chamado "Ensino dos Doze Apóstolos", documento encontrado em Constantinopla em 1785 e datado de 150 A.D., que, juntamente com todos os pais da Igreja, fala do batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Reconhecemos que a Bíblia é a palavra final. A patrística pode, às vezes, servir como jurisprudência. Longe de fundamentar nossa doutrina em outra fonte que não seja a Palavra de Deus. Essas citações servem para mostrar que a Bíblia é confirmada pela história da Igreja.

Esses unicistas apelam para quatro passagens no livro de Atos, as quais fazem menção do batismo em nome de Jesus (At 2.38; 8.16; 10.48, 19.5). A inconsistência dessa doutrina unicista é que essas passagens bíblicas não nos concedem a fórmula batismal. A prova disso é que em Atos 2.38 se diz: "em nome de Jesus Cristo"; 8.16: "em nome do Senhor Jesus"; 10.48: "em nome de Jesus Cristo"; 19.5: "em nome do Senhor Jesus". As versões que seguiram o texto grego de Erasmo (Textus Receptus) trazem Atos 10.48 : "em nome do Senhor", como a Almeida Corrigida. Dessas quatro passagens três são diferentes, ou duas, dependendo da versão. Se elas revelassem a fórmula batismal, seriam iguais, pois o método é padronizado. Isso mostra que não se trata de uma fórmula batismal. Revela que essas pessoas eram batizadas na autoridade do nome de Jesus.

A Bíblia diz que negar o Pai e o Filho traz a condenação (1 Jo 2.22, 23). Os sabelianistas mutilam a personalidade do Pai e do Filho, com a doutrina das "manifestações", que é uma maneira camuflada de negar Jesus como o Filho de Deus (1 Jo 5. 5, 9). O "Jesus" dos sabelianistas não é o Jesus da Bíblia (1 Co 11.4).

Explicando alguns textos usados pelos sabelianistas.


Todas as seitas pinçam a Bíblia aqui e ali em busca de subsídios para consubstanciar suas heresias e assim poderem dar às suas doutrinas uma roupagem bíblica. A expressão "Pai da eternidade" (Is 9.6) não afirma que o Filho seja o Deus-Pai, mas que Ele tem si mesmo a eternidade, pois é o Senhor da mesma. Assim Ele pode dar a vida eterna aos que nele crêem. Costumam citar João 10.30: "Eu e o Pai vida eterna aos que nele crêem. somos um; no grego é (Ego kai ho pater hen esmen). O texto prova que Jesus é Deus absoluto igual ao Pai, e não a mesma Pessoa do Pai. "Um" no grego, nesse versículo, está no neutro, hen, e não no masculino, heis, e mostra assim duas pessoas numa só Deidade. Além disso, o verbo está no plural "somos" e não no singular "sou" não pode, portanto, Pai e Filho serem a mesma Pessoa. O Espírito Santo é assunto registrado em outras passagens, principalmente nos capítulos 14,15 e 16 de João.

Jesus disse a Filipe: "Quem me vê a mim vê o Pai" (Jo 14.8, 9). Isso foi usado pelo próprio Sabélio para consubstanciar o seu unicismo. Esta passagem, como a de João 10.30, é ainda hoje usada pelos modernos sabelianistas para justificar a sua falsa doutrina, O versículo seguinte destrói completamente os argumentos sabelianistas: "As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras" (v. 10).

Fonte: Instituto Cristão de Pesquisas

sábado, 8 de dezembro de 2007

Sinopse histórica em ordem cronológica das principais heresias da Igreja Católica

[...]

Em 370, principia-se o uso dos altares e velas. Pelo fim do século IV, o culto dos santos foi introduzido por Basílio de Cesaréia e Gregório Nazianzeno. Também apareceu pela primeira vez o uso do incenso e turíbulo na igreja, pela influência dos prosélitos vindos do paganismo.

Em 400, Paulino de Nola ordena que se reze pelos defuntos, e ensina o sinal da cruz feito no ar.

Em 590, Gregório, O Grande, origina o purgatório.

Em 607, o assassino Imperador Phocas dá ao Bispo de Roma o direito de primazia universal sobre a cristandade, depois do II Concílio de Constantinopla.

Em 609, o culto à Virgem Maria é obra de Bonifácio IV, e a invocação dos santos e anjos é posta como lei da igreja.

Em 670, começa a falar-se em latim a missa, língua morta para o povo, pelo papa Vitélio.

Em 758, Cria-se a confissão auricular pelas ordens religiosas do Oriente.

Em 787, no segundo Concílio de Nicea convocado a instâncias da infame imperatriz Irene, foi estabelecido o culto às imagens e a adoração da cruz e relíquias dos santos.

Em 795, o incenso foi posto por lei nas cerimônias da igreja por Leão III.

Em 803, foi criada a festa da Assunção da Virgem pelo concílio de Magúncia.

Em 818, aparece pela primeira vez, nos escritos de Pascácio Radberto, a doutrina da transubstanciação e a missa.

EM 884, o papa Adriano III aconselha a canonização dos “santos”.

Em 998, é estabelecida a festa aos mortos, “dia de finados’’ por Odilon.

Em 1000, a confissão auricular generaliza-se e os ministérios e os ministros da igreja arrogam para si o célebre “Ego te Absolvo’’. A missa começa a chamar-se sacrifício. E organizam-se as peregrinações (romarias).

Em 1003, o papa João XVI aprova a festa das almas “fiéis defuntos’’ que Odilon criara primeiro.

Em 1059, Nicolau II cria o colégio dos cardeais “conclave’’.

Em 1074, o papa Gregório VII, aliás Hildebrando, decreta obrigatório o celibato dos padres.

Em 1075 o referido Gregório VII exigiu que os padres casados se divorciassem de seus cônjuges e abandonassem seus filhos.

Em 1076, é declarada a infalibilidade da igreja pelo mesmo papa.

Em 1090, Pedro, o Ermitão, inventa o rosário.

Em 1095, Urbano II cria as indulgências plenárias.

Em 1125, aparece pela primeira vez nos cânones de Leão, a idéia da imaculada conceição de Maria, porém, São Bernardo de Clairvaux refutou tal idéia.

Em 1164 Pedro Lombardo enumerara 7 sacramentos; enquanto que Jesus Cristo ordenara apenas dois.

Em 1200, o Concílio de Latrão impõe a transubstanciação e confissão auricular.

Em 1227, entra a campainha na missa por ordem de Gregório IX.

Em 1229, o concílio de Toulouse estabelece a inquisição, que foi confirmada em 1.232 por Gregório X, e logo entregue aos dominicanos. Este mesmo concílio proíbe a leitura da Sagrada Escritura, ao povo.

Em 1264, Urbano IV determina pela primeira vez a festa do corpo de Deus (Corpus Christi).

Em 1300, Bonifácio VIII ordena os jubileus.

Em 1311, inicia-se a primeira procissão do S. Sacramento.

Em 1317, João XXII ordena a reza “Ave Maria’’.

Em 1360, começa a hóstia a ser levada em procissão.

Em 1414, o concílio de Constança definiu que na comunhão, ao povo deve ser dada a hóstia somente, sendo o cálix (copo) reservado para o padre. Os concílios de Pisa, Constança e Basiléia declararam a autoridade do Concílio superior à autoridade do Papa.

Em 1438, o Concílio de Florença abre a porta ao purgatório que Gregório, o Grande, havia anunciado.

Em 1546,o Concílio de Trento definiu que a Tradição é tão valiosa como a própria Palavra de Deus. E aceitou os livros apócrifos como canônicos.

Em 1854, Pio IX proclama o dogma da imaculada conceição de Maria.

Em 1870, o Concílio do Vaticano I, declara a infalibilidade do Papa.

Em 1950, é proclamado o dogma da Assunção de Maria.

Fonte: www.pastorjoel.com.br

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Domingo, 09 de Dezembro - Dia da Bíblia


Se eu a coloco (a Bíblia) abaixo de todos os livros, ela é a que mantêm todos eles, se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é a coração desses livros, e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca.
Rui Barbosa

A Bíblia parece uma orquestra sinfônica, tendo o Espírito Santo como seu maestro;cada instrumento foi trazido voluntária, espontânea e criativamente para tocar suas notas exatamente como o grande maestro queria, embora nenhum dos músicos pudesse ouvir a
música como um todo.
J. I. Packer

Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que a maioria está errada.
Francis Schaeffer

A Bíblia, toda a Bíblia e nada mais do que a Bíblia, é a religião da igreja de Cristo.
C. H. Spurgeon

A divindade de Cristo é a doutrina-chave das Escrituras. Rejeite-a, e a Bíblia tornar-se-á um amontoado de palavras sem qualquer tema que lhe dê unidade. Aceite-a, e a Bíblia tornarse-á uma revelação compreensível e ordenada de Deus na pessoa de Jesus Cristo.
J. Oswald Sanders

Nossa fé é alimentada pelo que está claro nas Escrituras e testada pelo que é obscuro.
Agostinho

Enquanto outros livros informam e poucos reformam, só este livro transforma.
A. T. Pierson

A Bíblia é uma mina de diamantes, um colar de pérolas, a espada do espírito; um mapa pelo qual o cristão navega para a eternidade; o roteiro pelo qual anda todos os dias; o relógio pelo qual acerta sua vida; a balança com a qual pesa suas ações.
Thomas Watson

O cristão percebe que os dentes do tempo roem todos os livros, menos a Bíblia... Dezenove séculos de experiência a têm provado. Ela passou pelo furor da crítica que nenhum outro volume sofreu; suas verdades espirituais suportaram as chamas e saíram ilesas até do cheiro de queimado.
W. E. Sangster

A Bíblia é uma janela na prisão deste mundo, através da qual podemos olhar para a eternidade.
Timothy Dwight

Quero conhecer uma coisa: o caminho para o céu... O próprio Deus dignou-se a ensinar o caminho... Ele o escreveu em um livro. Oh, dá-me esse livro! A qualquer preço, dá-me o livro de Deus!
John Wesley

O homem que não está preparado para prestar obediência à Palavra de Deus não é capaz nem de ouvi-la corretamente. Por isso as parábolas tornam-se janelas para algumas pessoas e muros para outras.
J. Blanchard

Onde a Bíblia não tem voz, não devemos ter ouvidos.
John Trapp

A Bíblia é entre os livros aquilo que Cristo é entre os homens.
Anônimo

A Bíblia, como revelação de Deus, não tem a intenção de nos dar todas as informações que pudéssemos desejar nem de resolver todas as questões com as quais a alma humana vive perplexa, mas a de transmitir o suficiente para ser um guia seguro para o porto do descanso eterno.
Albert Barnes

Encha seu coração e sua mente com a Palavra de Deus. Memorize versículo, de modo que você possa citar a passagem corretamente quando estiver em reuniões ao ar livre ou pregando para alguma pessoa. Ao fazer isso, estará lançando sementes no coração dela, as quais serão germinadas pelo Espírito Santo. Ele será capaz de trazer à sua mente aqueles textos que você memorizou um dia. Você precisa estar ensopado com a palavra de Deus, tão cheio dela que você mesmo seja uma carta viva, conhecida e lida por todos os homens. Os crentes são fortes apenas quando a Palavra de Deus habita neles.
Smith Wigglesworth

www.letrassantas.blogspot.com