segunda-feira, 19 de maio de 2008

É tudo sobre Ele

 *
Tim Keller

Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós.
Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição.
Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus.
Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós."
Jesus é o verdadeiro e melhor Jacó que lutou e sofreu o golpe de justiça que merecíamos, de forma que nós, assim como Jacó, só recebêssemos as feridas da graça para nos despertar e disciplinar.
Jesus é o verdadeiro e melhor José que, à destra do rei, perdoa àqueles que o venderam e traíram e usa o seu novo poder para salvá-los.
Jesus é o verdadeiro e melhor Moisés que se põe na brecha entre o povo e Deus e que é mediador de uma nova aliança.
Jesus é a verdadeira e melhor Rocha de Moisés que, golpeada com a vara da justiça de Deus, agora nos dá água em pleno deserto.
Jesus é o verdadeiro e melhor Jó, sofredor verdadeiramente inocente, que então intercede e salva os seus tolos amigos.
Jesus é o verdadeiro e melhor Davi, cuja vitória torna-se a vitória do Seu povo, apesar deles nunca terem movido uma única pedra para conquistá-la.
Jesus é a verdadeira e melhor Ester que não apenas arriscou deixar um palácio terreno, mas perdeu o definitivo e divino; que não apenas arriscou sua vida, mas entregou-a para salvar o Seu povo.
Jesus é o verdadeiro e melhor Jonas que foi lançado para fora, na tempestade, para que nós pudéssemos ser trazidos para dentro.
Jesus é a verdadeira Rocha de Moisés, o verdadeiro Cordeiro pascal, inocente, perfeito, desamparado, sacrificado para que o anjo da morte não atentasse contra nós. Ele é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira luz, o verdadeiro pão.
A Bíblia definitivamente não é sobre você e eu। É sobre Ele.



Nota do Tradutor: Em 2006 Tim Keller pregou na Resurgence Conference sobre pregar o Evangelho e mostrou a importância de fazer com que toda e qualquer pregação aponte para Cristo porque é para lá que toda a Bíblia aponta. De repente, já mais para o final da pregação, ele começou a recitar uma série de frases sobre Jesus que, juntas, produziram um profundo efeito em todos os presentes e foram rapidamente transcritas e começaram a ser publicadas em inúmeros blogs mundo afora. O texto acima é uma tentativa de traduzir o que ele disse. Não se compara ao efeito produzido quando ele as disse no contexto da sua palestra. Por isso, recomendo que você assista ou ouça, caso você consiga entender bem o inglês। E lembre-se: é tudo sobre Ele.


Fonte: www.bomcaminho.com

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Fortalecidos no Desafio


Dave Hunt

Quando eu era estudante na UCLA, há 60 anos, costumava ler, criteriosamente, tudo que podia encontrar, escrito por ateus e cépticos, contra a Bíblia. Por que? Porque desejava conhecer os seus argumentos, a fim de melhor os refutar. Ainda hoje, estou de olho no pensamento ateu mais recente.

Jamais tive a mais ínfima dúvida de que a Bíblia é, em cada palavra, inspirada pelo Espírito Santo, nem jamais duvidei de minha salvação, desde o dia em que aceitei a Cristo, naquele acampamento de verão, após ter ingressado no 10º Grau. Contudo, não era perigoso para um jovem estudante, com apenas 4 anos de convertido ao Senhor, ler os argumentos daqueles que estavam determinados a destruir a fé, em cada cristão? Não. Como poderia qualquer argumento ser perigoso para alguém que estava vestido de toda armadura de Deus? E para que serve a armadura, senão para o combate?

Minha atitude era, e continua sendo, a mesma de Davi, o qual ficou envergonhado porque o exército de Israel tremia diante de Golias. Sem hesitação, ele avançou, com absoluta confiança no Deus que havia comprovado ser, Ele mesmo, fiel (1 Samuel 17). Para Davi a estatura do gigante era irrelevante.

Continue a ler este artigo, clique Aqui.

terça-feira, 13 de maio de 2008

QUAL É O SEU HERÓI FAVORITO?

A alguns dias publiquei aqui uma mensagem para evangelismo estratégico. Pois bem, um amigo de curso, o irmão Edmilson, escreveu há algum tempo uma breve mensagem para crianças e pré-adolescentes, usando o tema dos super-heróis. É uma forma interessante e bem atual de alcançar este público.
Abaixo publico o texto da mensagem. Caso você queira usar o texto para evangelizar, fique à vontade. Você pode ainda adaptá-lo. E que Deus lhe abençoe!
________________________________________________________________



(As histórias abaixo não são fictícias, como as dos heróis dos desenhos e dos quadrinhos)



Um dia, um homem chamado Elias enfrentou 450 profetas contrários à sua fé em Deus e os venceu. Porque Deus estava com ele (Leia na Bíblia, no livro de 1Reis, capítulo 18, versículos 22 a 40).
Um outro herói, Sansão, foi atacado por mil homens de um povo inimigo, de uma só vez, e usando uma queixada (osso da mandíbula) de jumento os venceu a todos. Porque Deus estava com ele (Juízes 15:15).
Davi, ainda jovem e sem experiência no combate, enfrentou o gigante Golias, que era um guerreiro experimentado e estava fortemente armado. Em nome do Deus vivo, Davi o venceu (1Samuel 17:49,50).
O profeta Eliseu fez flutuar um machado que havia caído no rio, quando ainda não se ouvia falar em Magneto, personagem dos quadrinhos que tem poder sobre os metais.
Mas o maior de todos os heróis que já existiram foi o Senhor Jesus, o Filho de Deus. Ele deu vista aos cegos, andou sobre o mar, ressuscitou mortos, curou muitos enfermos, expulsou demônios. Nem a própria morte conseguiu segurá-lo! Mesmo depois de morto, ao 3° dia Ele ressuscitou, reviveu. Ele tem domínio sobre a morte e o inferno. E possui o poder maravilhoso de dar a vida eterna a todo aquele que nEle crer. Ele quer que você se una a Ele, e quer fazer de você um vencedor!
Glória e majestade, força, honra e poder sejam dados a Jesus, soberano Rei dos reis e Herói dos heróis.
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados” (Colossenses 1:13,14).
Ele é superior a todas as coisas. Se você está em dificuldade, invoque o nome dEle.
“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr 33:3).
Você pode saber muito mais sobre as ações e palavras de Jesus lendo o livro de Deus, que é a Bíblia, e visitando uma igreja evangélica. Não perca tempo!
Jesus, que morreu para salvar a humanidade, e ressuscitou, vencendo a morte, é o maior dos super-heróis! Venha unir-se a Ele!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Entrevista com Ronaldo Lidório - Revista Ultimato


Todos precisamos de Deus, seja numa floresta sem fim, seja num condomínio fechado.
Precoce é a pessoa que faz alguma coisa antes do tempo esperado. É o caso do mineiro de Nanuque que se converteu aos 7 anos de idade durante uma escola bíblica de férias ministrada pela própria mãe; que se despertou para o trabalho missionário aos 14 anos ao ouvir uma pregação do próprio pai; que ingressou num seminário teológico logo após completar 18 anos; que se formou em teologia e casou-se um mês depois de comemorar o 23º aniversário; que arrumou as malas e se mudou com a esposa (ele com 26 anos e ela com 24) para uma aldeia bem no interior de um país africano para prestar assessoria à igreja Konkomba em Gana e consultoria antropológica e missiológica a países da África e da América do Sul; que traduziu o Novo Testamento inteiro para uma das línguas dos Konkomba em sete anos e meio; cujo nome já está no Who's Who in the World. Desde 2001, Ronaldo Almeida Lidório, 40 anos, casado com a enfermeira e obstetra Rossana Vivianne Gassett Lidório, 38, tem se dedicado ao plantio de igrejas, à análise lingüística e tradução da Bíblia e ao desenvolvimento humano e social na Amazônia indígena. O casal tem uma filha de 12 anos e um filho de 10, e mora em Manaus. Esta entrevista começou em Viçosa, MG, logo após o curso de antropologia missionária que Lidório ofereceu no Centro Evangélico de Missões (CEM), em setembro de 2006, e terminou em São Gabriel da Cachoeira, AM, imediatamente antes de o jovem missionário embrenhar-se mais uma vez numa área indígena.

Ultimato - O que você é: missionário, missiólogo, antropólogo, indigenista?

Lidório - A convicção do chamado ministerial é o que enche meu coração. A antropologia e a missiologia são instrumentos de trabalho muito úteis em diversas situações e projetos, porém estar envolvido com a missão de Deus para a minha vida é insubstituível. Nas palavras de Woodford, títulos e funções não saciam nossa alma. Apenas a certeza de seguir o caminho de Deus o faz. Sou missionário.

Ultimato - A população indígena, que diminuía a cada ano no Brasil, voltou a crescer. Qual é a explicação?

Lidório - Calcula-se que havia 1,5 milhão de indígenas em 1500, os quais somam hoje pouco mais de 350.000, configurando um dos maiores processos etnofágicos nos últimos 500 anos. Porém, a população indígena, que diminuía a cada ano, voltou a crescer de forma animadora nas últimas décadas. A existência de programas de saúde que previnem e tratam as doenças em geral, e também as mais específicas como a malária, possuem uma contribuição acentuada. Programas de subsistência têm auxiliado ao prover mais proteínas e vitaminas em áreas indígenas onde o alimento se resumia quase que puramente ao carboidrato. A presença missionária também é responsável por inúmeros programas de desenvolvimento humano porém sua principal marca social é a valorização da língua materna, provendo grafia e gerando programas de alfabetização que asseguram a identidade lingüística e, conseqüentemente, cultural, em diversas etnias. Há casos, como o dos Dâw do Amazonas, em que os missionários da Associação Lingüística Evangélica Missionária (ALEM) realizaram um verdadeiro resgate lingüístico-cultural. Era uma etnia que pouco falava sua língua, vivia dispersa e excluída em um contexto urbano e quase perdera por completo sua identidade indígena. Ao encontrá-los hoje, vivendo em sua aldeia com alegria e dignidade, é visível o sentimento de cidadania e humanização. Falam sua língua com prazer e a ensinam aos seus filhos. Viver sua própria cultura os define como gente perante um universo onde outros também expressam abertamente seus valores culturais. Identidade cultural faz bem à alma.

Ultimato - Entre os indígenas há algum controle de natalidade?

Lidório - De forma geral ter filhos é sinônimo de abundância e força social, portanto não há preocupação em evitá-los. Porém, em casos especiais que envolvem alguma limitação de saúde ou algum tabu ligado a uma pessoa ou a um clã, desenvolve-se o controle de natalidade. No caso dos Miranha, por exemplo, o controle é praticado pela observação dos ciclos da lua em relação ao período fértil feminino.

Para os Tariano, pode-se também evitar uma gravidez indesejada através de poções xamânicas que funcionam como contraceptivos.

Ultimato - Você está fazendo o mapeamento da região amazônica. Qual a finalidade do mapeamento?

Lidório - Estou envolvido na pesquisa de algumas áreas. O objetivo central é identificar ajuntamentos humanos com graves carências sociais e espirituais. As estatísticas convencionais que definem os agrupamentos indígenas não expressam em profundidade a situação social, o índice de preservação lingüística, o relacionamento intercultural com outras etnias da região e com os não-indígenas, entre outros. Esses dados são importantes para o desenvolvimento de programas cujo objetivo seja contribuir de maneira relevante com esta realidade. A ONG ATINI, por exemplo, que luta contra o infanticídio que ocorre em abundância no contexto indígena brasileiro, é resultado de longa observação por parte da JOCUM dessa prática social entre o povo Suruwahá e outros grupos. A pesquisa ajuda-nos a identificar os pontos de tensão e a participar na solução de conflitos.

Ultimato - Quantos grupos indígenas temos hoje no território nacional? Pode haver outros?

Lidório - Os dados divergem de uma listagem para outra por considerarem, ou não, alguns grupos ainda não reconhecidos oficialmente como indígenas. Creio ser seguro, porém, pensarmos em 258 grupos indígenas com identidade definida no Brasil, além de outros cinqüenta ainda isolados. Grupos isolados são aqueles que não possuem contato com o mundo externo, e normalmente não se sabe se são uma variação cultural de um grupo já reconhecido ou se são novos. Muitos grupos indígenas estão em fase de extinção - extinção não necessariamente populacional, mas cultural e lingüística. Aryon Rodrigues estima que, na época da conquista do Brasil, eram faladas 1.273 línguas, ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. Das línguas sul-americanas, 27% já não são aprendidas pelas crianças. Esta é uma extinção silenciosa que mata não apenas a língua mas também a identidade e a esperança de muitos povos.

Ultimato - Você é a favor da tradução da Bíblia para grupos lingüísticos reduzidos, com uma população de cem falantes, por exemplo? Por quê?

Lidório - O critério bíblico segundo o qual uma alma vale mais do que o mundo inteiro mostra que na economia de Deus a carência de um único indivíduo é o suficiente para qualquer esforço. E, se observarmos a tradução bíblica de perto, veremos que ela não é um processo isolado, mas uma atividade associada à grafia de uma língua, sua análise, desenvolvimento de cartilhas, alfabetização e fomentação de registros históricos e culturais pelo próprio povo, que contribuem para sua afirmação humana e social. Quando um povo lê a Bíblia em sua língua materna, este exercício possui um profundo valor tanto espiritual quanto sociocultural. Desta perspectiva, talvez a tradução bíblica seja ainda mais prioritária para os grupos minoritários, mais suscetíveis à perda lingüística e cultural, do que para os grandes grupos. Na África tivemos contato com o casal Stevenson, que traduzia a Bíblia para um grupo de quatorze pessoas cuja língua era uma variação lingüística dos Bikuln. Gastaram ali mais de 25 anos de suas vidas e, ao entregarem um dos livros do Novo Testamento nas mãos de um jovem da tribo, ele afirmou que entendera que o amor de Deus não é proporcional ao tamanho da tribo, pois Deus ama igualmente uma grande etnia e um pequeno grupo de quatorze pessoas. Creio que ele entendeu bem.

Ultimato - O sonho indígena de uma terra sem males pressupõe que os indígenas acreditam na vida após a morte? Eles têm alguma noção da ressurreição do corpo?

Lidório - Várias culturas indígenas possuem uma cosmologia definida pelo aquém e pelo além, a qual inclui o conceito de vida eterna em uma terra sem males. Esta cosmovisão mais escatológica da vida pode ser identificada não apenas entre os indígenas mas também em diversos outros grupos espalhados pela terra. Os Konkomba de Gana crêem que o pacham é um lugar para onde irão os que morrem já bem velhos e com muitos filhos. Os Chakali falam sobre o báthan como sendo o destino pós-morte de todo homem, sendo que aqueles que não enganaram o próximo terão comida em abundância. O restante viverá da boa vontade do primeiro grupo.

A convicção de uma terra sem males entre os indígenas brasileiros é, em alguns casos, tão enfática que pode ser relacionada como uma das possíveis causas da abundância de suicídios. Quando um jovem se vê sem saída, ou envergonhado, ou ainda profundamente melancólico, por vezes opta pelo suicídio, não apenas como uma maneira de fugir do conflito pelo qual passa, mas movido também pela convicção de que o mundo pós-morte será melhor, sem dor. Há poucos registros, porém, sobre crenças ligadas à ressurreição do corpo em culturas indígenas.

Ultimato - Onde você passa mais tempo: com a família, em Manaus; com os indígenas, em suas tribos; ou em viagem pelos rios da Amazônia?

Lidório - Neste ano nos mudamos para Manaus por ser um ponto central para nossas viagens e atividades no Norte. Como faço várias viagens por ano, dentro e fora do Amazonas, passo muito tempo fora de casa. As viagens fluviais na Amazônia são as mais longas, pois envolvem distâncias consideráveis. Porém aproveitamos bastante o tempo juntos em família. Quando estamos em casa, nossos filhos, Vivi e Ronaldo Junior, têm prioridade de tempo e atenção. Também temos um compromisso de passar de dois a três meses, a cada dois anos, na África para treinamento de liderança.

Ultimato - Como você se sente fora da chamada civilização, em plena mata, em contato com a beleza exuberante da natureza não poluída?

Lidório - Tanto na África quanto na Amazônia, o sentimento de estar em um lugar remoto com pouca intervenção humana é fascinante. Observar o verde intocado da Amazônia, por exemplo, nos faz pensar muito no poder de Deus, Criador de algo tão belo e cativante. No entanto, depois de viver nesses ambientes mais distantes por algum tempo, perde-se um pouco do romantismo e os desconfortos da privação das facilidades nas quais fomos criados passam a ser mais sentidos.

Em Gana, na África, passávamos até seis meses na aldeia viajando apenas duas vezes por ano para uma área urbana. Quando chegávamos à capital, Accra, meu maior prazer era apertar um interruptor e ver a luz acender. O de Rossana era abrir uma torneira e ter água corrente. Quando perguntávamos ao meu filho caçula, ainda pequenino, do que ele sentia falta na aldeia, ele respondia: Do McDonald's!

Ultimato - Segundo dados do governo, em 2005 16.700 quilômetros quadrados da floresta amazônica foram transformados em terras agricultáveis, com a derrubada de 1 bilhão de árvores. A Amazônia poderá vir a ser uma região independente do Brasil por sua importância no cenário mundial?

Lidório - A destruição da floresta é assunto preocupante, porém não ocorre de maneira uniforme na Amazônia. Em algumas áreas indígenas, como no Alto Rio Negro, por exemplo, não é perceptível. Nos arredores de Porto Velho, Rondônia, é evidente. Creio que o problema está localizado especialmente próximo a centros urbanos, onde se escoa mais facilmente a madeira, e em setores de expansão agrícola, onde há grandes queimadas. Não creio que a Amazônia venha a ser independente justamente por sua importância nos cenários mundial e, conseqüentemente, nacional. Penso que o desenvolvimento da política de conservação ambiental só acontecerá quando ela for trabalhada com a população local - que é a única capaz de coibir o desmatamento, seja por não praticá-lo, seja por fiscalizar aqueles que o praticam. Políticas externas dissociadas de uma consciência local não surtirão efeito.

Ultimato - A relação entre a FUNAI e as missões indígenas está melhor agora?

Lidório - Minha impressão é que há uma boa relação que caminha para se consolidar. O trabalho da FUNAI é relevante e desafiador, tendo em mente a diversidade étnica indígena no Brasil e sua função de fiscalizá-la. Hoje vivemos um momento em que também cresce o movimento missionário formado pelos próprios indígenas. O CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Indígenas) tem demonstrado de forma acentuada essa força. Costumo dizer que a necessidade humana é a mesma, em qualquer cultura e contexto, e é preciso juntar forças para minimizá-la. Apenas a roupagem muda. Ao lembrar-me do indígena excluído e discriminado, sem alimento nem dignidade, nas margens do rio Solimões, percebo nele a mesma dor e constrangimento do rapaz urbano e também excluído, sentado na calçada em uma rua de Recife, invisível na multidão. Jesus, ao falar sobre um homem judeu caído ao longo do caminho e socorrido por um samaritano, nos aponta que as crises humanas são idênticas e ocorrem em qualquer sociedade. Muda apenas a roupagem externa, como língua, cultura, cosmovisão e contexto.

Ultimato - Quando o reitor do Seminário Presbiteriano do Norte sugeriu que você trancasse a matrícula e passasse um ano na África, para testar a sua vocação missionária, como você reagiu? Foi nessa ocasião que você começou a se interessar pela tradução do Novo Testamento na língua dos Konkomba de Gana e Togo?

Lidório - O rev. Francisco Leonardo é um homem de muita influência em minha vida. Sua conciliação de conhecimento teológico com piedade e vida cristã é marcante. Quando sugeriu que eu testasse minha vocação passando um ano na África juntamente com outro colega, Alfredo de Souza, recebi como uma oportunidade dada por Deus, pois poderia ver de perto missionários experientes que atuavam em plantio de igrejas, tradução da Bíblia e desenvolvimento social.

Esta experiência foi confirmadora e percebi que nada mais encheria meu coração. Ali, vendo o quanto a Palavra de Deus abençoa um povo, nasceu o desejo de trabalhar também com tradução bíblica. Certa ocasião vi uma família inteira, da etnia Balanta em Guiné-Bissau, sentada ao redor de uma fogueira numa noite sem luar, lendo atentamente alguns trechos sobre Jesus nos Evangelhos e traduzindo como lições para sua vida diária. Esta cena foi transformadora. Todos nós precisamos de Deus. Seja em uma floresta, seja em um condomínio fechado.

Ultimato - Qual foi o trabalho que você e Rossana desenvolveram em Gana na década de 90?

Lidório - Fomos para Gana em 1993 e lá permanecemos até 2001, quando viemos trabalhar na Amazônia. Na África atuamos com a etnia Konkomba-Limonkpeln, uma das quatro etnias Konkomba, com plantio de igrejas e tradução bíblica, e desenvolvimento de projetos sociais na área de educação e saúde. Pela graça de Deus há hoje ali 23 igrejas, pastoreadas por cinco pastores Konkomba. Várias delas foram plantadas por iniciativa do próprio povo. A clínica médica, que atende mais de 6 mil pessoas por ano, e as escolas, que educam mais de 400 crianças, são totalmente dirigidas pelos Konkomba.

Um dos ministérios naquele lugar que encheu nosso coração foi a tradução do Novo Testamento para a língua Limonkpeln. Fomos despertados para essa necessidade porque no início os crentes vinham de aldeias distantes para participar de estudos bíblicos na aldeia onde morávamos, Koni. Passavam alguns dias conosco e memorizavam versículos que transmitiriam a outros. Uma mulher veio de Kadjokorá, uma aldeia que ficava a quatro dias de caminhada. Ela também memorizou os treze versículos e participou do encontro. Voltando para sua aldeia, depois de dois dias de caminhada, ela esqueceu um dos versos. Não pensou duas vezes. Voltou aonde estávamos e disse que estava ali porque a Palavra de Deus era preciosa demais para se perder ao longo do caminho. Memorizou de novo o verso e recomeçou sua jornada de quatro dias de caminhada para casa. Naquele momento nos comprometemos com a tradução do Novo Testamento para o Limonkpeln, que, pela graça de Deus, foi entregue em outubro de 2004 em uma linda festa com cerca de mil Konkombas louvando a Deus sob a sombra de algumas mangueiras.

Visite o site de Ronaldo Lidório: www.ronaldo.lidorio.com.br

quarta-feira, 7 de maio de 2008

DEZENAS DE E-BOOKS PARA DOWNLOAD


Amados irmãos, a Igreja Metodista de Vila Isabel tornou disponível em seu site dezenas de livros e revistas metodistas, para download gratuito. São obras edificantes, que interessam a todo evangélico, independente da denominação. Vale a pena visitar o acervo!

Visite a página da igreja:
www.metodistavilaisabel.org.br

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Fernanda Brum fala sobre o compromisso com a Igreja Perseguida


Durante a comemoração dos 30 anos da Missão Portas Abertas (leia mais), a cantora Fernanda Brum contou como sua vida foi transformada a partir do contato com a realidade vivida pelos cristãos perseguidos e conclamou os cristãos presentes a orar.

“Depois do dia em que ouvi mais sobre a realidade dos irmãos que sofrem pela fé em Cristo minha vida mudou”, disse ela. "A causa da Igreja Perseguida me consome de dia e de noite."

Experiência de fé

“O testemunho que mais falou comigo foi o da cantora Helen Berhane, da Eritréia, presa por dois anos em um contêiner e apanhando por causa do evangelho” (relembre o caso), disse Fernanda Brum.

Ela contou que na ocasião fez o possível para ajudar a colega cantora. “Procurei contato com muitas pessoas que politicamente pudessem libertar a Helen, fazer alguma coisa concreta por ela, mas não consegui."

"Foi então que me juntei para orar e lancei a campanha de intercessão por ela em meu site”. Três dias depois, segundo Fernanda, veio a notícia de que Helen Berhane havia sido solta. Hoje Helen vive na Dinamarca, onde recebeu asilo político.

“Perguntei ao Douglas Monaco (secretário geral da Portas Abertas) como ajudar e pedi para que ele me permitisse falar do tema dos perseguidos no meu CD Profetizando às Nações", revelou Fernanda.

Foram 150 mil cópias vendidas com o CD, que teve parte da renda revertida ao trabalho de campo realizado no socorro destes irmãos. "Eu entrego aqui hoje o disco de Platina conquistado com esse CD. Isso aqui significa o compromisso de 150 mil pessoas que desde então passaram a orar pelos cristãos perseguidos", disse ela.

A conquista do Corpo de Cristo

"Acredito em uma Igreja que ora. Acredito que a oração pode socorrer pessoas no mundo inteiro, precisamos nos comprometer com os nossos irmãos que estão sofrendo", ressaltou Fernanda.

A partir de seu forte engajamento com a Igreja Perseguida, Fernanda Brum se tornou embaixadora da causa e deu início ao ministério Profetizando às Nações (leia mais, aqui).

"Atenda aos chamados para missões. Ore pelos cristãos perseguidos. Contribua segundo estiver proposto em seu coração para que o Reino de Deus seja estendido a quem tem fome do pão que é Cristo.

Contamos com suas orações. Precisamos chegar até os confins da Terra e sua participação é essencial para esta conquista, que não é nossa, mas do Corpo de Cristo", afirmou a cantora.


FONTE: www.underground.org.br

Razões para Evangelizar


Os primitivos cristãos tinham por hábito basear a evangelização, clara e insofismavelmente na natureza do Deus triuno. No coração d'Ele repousa a missão. Havia, porém, mais três razões que impeliam os cristãos.

1. O privilégio de ser embaixador de Cristo, representante do Rei dos reis. Nós recebemos esse ministério. Privilégio estupendo esse!

2. A necessidade dos que não têm Cristo. Isso soa através das páginas do Novo Testamento e dos primeiros dirigentes da Igreja.
Quando percebi que as pessoas sem Deus estão perdidas agora e também para todo o sempre (mesmo sendo gente boa, mesmo sendo minha família e meus amigos), fiz um propósito de gastar a minha vida em contar aos outros as fabulosas Boas Novas que Jesus trouxe ao mundo.

3
. O tremendo prazer da tarefa em si. Essa tarefa inicia-se no Novo Testamento e é contagiosa. Os cristãos podiam ser presos, e cantavam louvores. Podiam mandá-los calar, e eles falavam mais ainda. Se perseguidos, na cidade seguinte divulgavam a mensagem. Se levados à morte, pereciam alegres, suplicando bênçãos para os seus algozes.

É por esse motivo que eu não trocaria a missão de pregar o Evangelho por nenhuma outra ocupação do mundo. Isso é um privilégio enorme. A necessidade é urgente. Nessa tarefa, o homem realiza-se totalmente.
Fomos criados para isso.

Michael Green

terça-feira, 29 de abril de 2008

Dwight L. Moody - Ensaio biográfico


Infância e conversão

Dwight Lyman Moody é conhecido como um dos mais influentes evangelistas do século XIX, fundador do Instituto Bíblico Moody e da Moody Press.

Quando seu pai faleceu, aos 41 anos, Moody tinha somente quatro anos. Jovem, mudou-se para Boston, indo trabalhar com seu tio em uma sapataria. Uma das exigências de seu tio era que Moody freqüentasse uma igreja. Fez isso, mas sem uma decisão real para Jesus.

No dia 21 de abril de 1855, Kimball, seu professor de Escola Dominical, achou que era hora de pedir que Moody assumisse um compromisso real com Cristo. Ele foi até a loja onde trabalhava, encontrou Moody empacotando sapatos e colocando-os nas prateleiras. O jovem já estava pronto para ouvir. Naquele dia, Moody tornou-se cristão.

A partir dessa decisão, Moody começa sua carreira como evangelista. Sua escola dominical, em Chicago, chegou a ser a maior da época, alcançando a média de 650 pessoas, tendo cerca de 60 professores. A escola chegou a ser tão conhecida que o recém-eleito presidente Lincoln visitou e falou em uma reunião da escola em 25 de novembro de 1860.

Evangelista

Preocupado com a evangelização de crianças, estabeleceu escola dominical para crianças nas zonas mais pobres da cidade. Em pouco tempo havia mais de mil crianças, além de seus pais, freqüentando semanalmente. O trabalho cresceu, transformando-se numa Igreja.

Foi após sua viagem à Inglaterra que Moody se tornou mais conhecido como evangelista. Nesse país, suas reuniões pareciam verdadeira tempestade. Sua pregação teve um impacto tão grande como as de George Whitefield e John Wesley. Em varias ocasiões encheu estádios com capacidade entre 2 a 4 mil pessoas. Em uma reunião no Botanic Gardens Palace se juntaram entre 15.000 e 30.000 ouvintes e sempre aumentando nas reuniões seguintes.

O mundo vivia o começo da industrialização, com todos os seus problemas. Moody contextualizou sua mensagem e trouxe o evangelismo para seus dias. Pregava um evangelho simples. Ele insistia em que os homens colocassem suas riquezas em boas causas, como cuidar dos pobres em áreas urbanas. Aplicou técnicas de negócio no planejamento evangelístico. Música, aconselhamento e acompanhamento faziam parte de uma abordagem organizada para atingir o coração das pessoas.

Impacto

Quando retornou aos Estados Unidos, era comum pregar para 12.000 a 20.000 pessoas, nas mais diferentes cidades. Seu último sermão fora pregado em 16 de novembro de 1899.

Não queria competir com os seminários tradicionais, mas o isolamento dessas escolas com relação às pessoas comuns o perturbava. Por isso, em 1879, Moody fundou escolas que viriam a ser, mais tarde, o Instituto Moody. Seu objetivo era treinar comunicadores que pudessem levar a verdade simples de Deus às massas que precisavam dela. Sua preocupação com o social inspirou profundo compromisso ministerial.

R.A. Torrey foi o sucessor de Moody como presidente do Moody Bible Institute. E a Igreja que fundara passou a chamar-se Igreja Moody em sua homenagem.

Conferencista Sivaldo Cruz

http://sivaldocruz.zip.net/

Mensagens bíblicas por telefone


A UMBET, que já realizava um trabalho com mensagens por e-mail, agora também tem mensagens por telefone. Ambas são gratuitas e estão disponíveis para você.

Apesar da UMBET não cobrar pelas mensagens, há o custo com a ligação telefônica, o qual ainda não conseguimos contornar inteiramente. Mas aprimoramos nossos equipamentos e agora é possível ouvir as mensagens pela TARIFA LOCAL em 162 cidades do Brasil.

Segue a lista das cidades que possuem a facilidade e o número para ligação.

Ligue, certamente há uma palavra especial para você.


CIDADES COM TARIFA LOCAL
ESTADO
DISCAGEM
DDD

Discagem direta, sem DDD




ABADIA DE GOIAS
GO
4052 6550
62
ALMIRANTE TAMANDARE
PR
4062 6550
41
ALVORADA
RS
4062 6550
51
ANAPOLIS
GO
4051 6550
62
APARECIDA DE GOIANIA
GO
4052 6550
62
APUCARANA
PR
4063 6550
43
ARAGOIANIA
GO
4052 6550
62
ARAPONGAS
PR
3055 6550
43
ARAQUARI
SC
4062 6550
47
.ARAUCARIA
PR
4062 6550
41
.ARUJÁ
SP
4062 6550
11
BALNEARIO DE CAMBORIU
SC
4054 6550
47
BARRA DO RIBEIRO
RS
4062 6550
51
BARUERI
SP
4062 6550
11
BELFORD ROXO
RJ
4062 6550
21
BELO HORIZONTE
MG
4062 6550
31
BENTO GONCALVES
RS
4062 6550
54
BETIM
MG
4062 6550
31
BIGUACU
SC
4062 6550
48
BIRITIBA MIRIM
SP
4062 6550
11
BLUMENAU
SC
4052 6550
47
BRASILIA
DF
4062 6550
61
BRUSQUE
SC
4053 6550
47
CACHOEIRINHA - P.A.
RS
4062 6550
51
CAIEIRAS
SP
4062 6550
11
CAJAMAR
SP
4062 6550
11
CAMBE LONDRINA
PR
4062 6550
43
CAMBORIU
SC
4054 6550
47
CAMPINAS
SP
4062 6550
19
CAMPO BOM
RS
4062 6550
51
CAMPO GRANDE
MS
4062 6550
67
CAMPO LARGO CURITIBA
PR
4062 6550
41
CAMPO MAGRO CURITIBA
PR
4062 6550
41
CANOAS
RS
4062 6550
51
CAPAO DO LEAO - PELOTAS
RS
4062 6550
53
CARAPICUIBA
SP
4062 6550
11
CASCAVEL
PR
4062 6550
45
CAXIAS DO SUL
RS
4062 6550
54
CIDADE OCIDENTAL
GO
4062 6550
61
COCAL DO SUL
SC
4053 6550
48
COLOMBO CURITIBA
PR
4062 6550
41
CONTAGEM
MG
4062 6550
31
COTIA
SP
4062 6550
11
CRICIUMA
SC
4053 6550
48
CUBATAO
SP
4062 6550
13
CUIABA
MT
4062 6550
65
CURITIBA
PR
4062 6550
41
DIADEMA
SP
4062 6550
11
DOIS IRMAOS
RS
4062 6550
51
DUQUE DE CAXIAS
RJ
4062 6550
21
ELDORADO DO SUL
RS
4062 6550
51
EMBU
SP
4062 6550
11
EMBU GUACU
SP
4062 6550
11
ESTANCIA VELHA
RS
4062 6550
51
ESTEIO
RS
4062 6550
51
FAZENDA RIO GRANDE
PR
4062 6550
41
FERRAZ DE VASCONCELOS
SP
4062 6550
11
FLORIANOPOLIS
SC
4062 6550
48
FORQUILHINHA - CRICIUMA
SC
4053 6550
48
FOZ DO IGUACU
PR
4052 6550
45
FRANCISCO MORATO
SP
4062 6550
11
FRANCO DA ROCHA
SP
4062 6550
11
GARUVA - JOINVILLE
SC
40626550
47
GASPAR BLUMENAU
SC
4052 6550
47
GOIANIA
GO
4052 6550
62
GOIANIRA
GO
4052 6550
62
GRAVATAI
RS
4062 6550
51
GUAIBA
RS
4062 6550
51
GUARAMIRIM - J.DO SUL
SC
3055 6550
47
GUARAPUAVA
PR
4052 6550
42
GUARAREMA
SP
4062 6550
11
GUARUJA
SP
4062 6550
13
GUARULHOS
SP
4062 6550
11
IBIRITE
MG
4062 6550
31
ICARA - CRICIUMA
SC
4053 6550
48
ITAJAI
SC
4054 6550
47
ITAPECERICA DA SERRA
SP
4062 6550
11
ITAPEVI
SP
4062 6550
11
ITAQUAQUECETUBA
SP
4062 6550
11
IVOTI
RS
4062 6550
51
JANDIRA
SP
4062 6550
11
JARAGUA DO SUL
SC
3055 6550
47
JOINVILLE
SC
4062 6550
47
.JUQUITIBA
SP
4062 6550
11
LONDRINA
PR
4062 6550
43
LUZIANIA
GO
4062 6550
61
MAGE
RJ
4062 6550
21
MAIRIPORA
SP
4062 6550
11
MARINGA
PR
4062 6550
44
MAUA
SP
4062 6550
11
MOGI DAS CRUZES
SP
4062 6550
11
MONTENEGRO
RS
3057 6550
51
MORRO DA FUMACA
SC
4053 6550
48
MORRO REDONDO
RS
4062 6550
53
NAVEGANTES
SC
4054 6550
47
NILOPOLIS
RJ
4062 6550
21
NITEROI
RJ
4062 6550
21
NOVA IGUACU
RJ
4062 6550
21
NOVA LIMA
MG
4062 6550
31
.NOVO GAMA
GO
4062 6550
61
NOVO HAMBURGO
RS
4062 6550
51
OSASCO
SP
4062 6550
11
PALHOCA
SC
4062 6550
48
PALMAS
TO
4052 6550
63
PARANAGUA
PR
4064 6550
41
PASSO FUNDO
RS
4052 6550
54
PAULINIA
SP
4062 6550
19
PELOTAS
RS
4062 6550
53
PINHAIS
PR
4062 6550
41
PIRAPORA DO BOM JESUS
SP
4062 6550
11
PIRAQUARA
PR
4062 6550
41
POA
SP
4062 6550
11
PONTA GROSSA
PR
4062 6550
42
PORTAO
RS
4062 6550
51
PORTO ALEGRE
RS
4062 6550
51
PORTO VELHO
RO
4062 6550
69
PRAIA GRANDE
SP
4062 6550
13
QUEIMADOS
RJ
4062 6550
21
RIBEIRAO DAS NEVES
MG
4062 6550
31
RIBEIRAO PIRES
SP
4062 6550
11
RIO BRANCO
AC
4062 6550
68
RIO DE JANEIRO
RJ
4062 6550
21
RIO GRANDE
RS
4052 6550
53
RIO GRANDE DA SERRA
SP
4062 6550
11
SABARA
MG
4062 6550
31
SALESOPOLIS
SP
4062 6550
11
SANTA CRUZ DO SUL
RS
3056 6550
51
SANTA ISABEL
SP
4062 6550
11
SANTA LUZIA
MG
4062 6550
31
SANTA MARIA
RS
4062 6550
55
SANTANA DE PARNAIBA
SP
4062 6550
11
SANTO ANDRE
SP
4062 6550
11
SANTOS
SP
4062 6550
13
SAO BERNARDO DO CAMPO
SP
4062 6550
11
SAO CAETANO DO SUL
SP
4062 6550
11
SAO GONCALO
RJ
4062 6550
21
SAO JOAO DE MERITI
RJ
4062 6550
21
SAO JOSE - FLORIANOPOLIS
SC
4062 6550
48
SAO JOSE DOS PINHAIS
PR
4062 6550
41
SAO LEOPOLDO
RS
4062 6550
51
SAO LOURENCO DA SERRA
SP
4062 6550
11
.SAO PAULO CAPITAL
SP
4062 6550
11
SAO VICENTE
SP
4062 6550
13
SAPIRANGA
RS
4062 6550
51
SAPUCAIA DO SUL
RS
4062 6550
51
SARANDI
PR
4062 6550
44
SCHROEDER - J.DO SUL
SC
3055 6550
47
SENADOR CANEDO
GO
4052 6550
62
SIDEROPOLIS
SC
4053 6550
48
SUMARE
SP
4062 6550
19
SUZANO
SP
4062 6550
11
TABOAO DA SERRA
SP
4062 6550
11
TOLEDO
PR
3055 6550
45
TRINDADE
GO
4052 6550
62
TURUCU - PELOTAS
RS
4062 6550
53
VALINHOS
SP
4062 6550
19
VALPARAISO DE GOIAS
GO
4062 6550
61
.VARGEM GRANDE PAULISTA
SP
4062 6550
11
VARZEA GRANDE
MT
4062 6550
65
VESPASIANO
MG
4062 6550
31
VIAMAO
RS
4062 6550
51
VINHEDO
SP
4062 6550
19


www.umbet.org.br

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Entrevista com C.S. Lewis


Respostas dadas por Lewis a questões formuladas por empregados da Electric and Musical Industries Ltd., Heyes, Middlesex, Inglaterra, em 18 de abril de 1944

Pergunta: Qual das religiões do mundo confere a seus seguidores maior felicidade?

Lewis: Qual das religiões do mundo confere a seus seguidores maior felicidade? Enquanto dura, a religião da auto-adoração é a melhor. Tenho um velho conhecido já com seus 80 anos de idade, que vive uma vida de inquebrantável egoísmo e auto-adoração e é, mais ou menos, lamento dizer, um dos homens mais felizes que conheço. Do ponto de vista moral, é muito difícil. Eu não estou abordando o assunto segundo esse ponto de vista. Como vocês talvez saibam, não fui sempre cristão. Não me tornei religioso em busca da felicidade. Eu sempre soube que uma garrafa de vinho do Porto me daria isso. Se você quiser uma religião que te faça feliz, eu não recomendo o cristianismo. Tenho certeza que deve haver algum produto americano no mercado que lhe será de maior utilidade, mas não tenho como lhe ajudar nisso.

Pergunta: Os materialistas e alguns astrônomos sugerem que o sistema solar e a vida como a conhecemos foram criados por uma colisão estelar acidental. Qual é a visão cristã dessa teoria?

Lewis: Se o sistema solar foi criado por uma colisão estelar acidental, então o aparecimento da vida orgânica neste planeta foi também um acidente, e toda a evolução do Homem foi um acidente também. Se é assim, então todos nossos pensamentos atuais são meros acidentes – o subproduto acidental de um movimento de átomos. E isso é verdade para os pensamentos dos materialistas e astrônomos, como para todos nós. Mas se os pensamentos deles – isto é, do Materialismo e da Astronomia – são meros subprodutos acidentais, por que devemos considerá-los verdadeiros? Não vejo razão para acreditarmos que um acidente deva ser capaz de me proporcionar o entendimento sobre todos os outros acidentes. É como esperar que a forma acidental tomada pelo leite esparramado pelo chão, quando você deixa cair a jarra, pudesse explicar como a jarra foi feita e porque ela caiu.

Pergunta: A aplicação dos princípios cristãos daria um fim ou reduziria enormemente o progresso material e científico? Em outras palavras, é errado para um cristão ser ambicioso e lutar por progresso material?

Lewis: É mais fácil pensar num exemplo mais simples. Como a aplicação dos princípios cristãos afetaria alguém numa ilha deserta? Seria menos provável que esse cristão isolado construísse uma cabana? A resposta é “Não”. Pode chegar um momento em que o Cristianismo o diga para se preocupar menos com a cabana, isto é, se ele estiver a ponto de considerar a cabana a coisa mais importante do universo. Mas, não há nenhuma evidência de que o Cristianismo o impediria de construir um abrigo. Ambição! Devemos ter cuidado sobre o que queremos dizer com essa palavra. Se for desejo de passar à frente de outras pessoas – que é o que eu penso que quer dizer – então, ela é uma coisa má. Se significar apenas desejo de fazer bem uma coisa, então é boa. Não é errado para um ator querer atuar tão bem quanto possível, mas desejar ter seu nome escrito com uma letra maior do que a de outros atores, isso sim é errado.

Pergunta: Tudo bem em ser General, mas se alguém tiver a ambição de ser um General, então não o deve ser?

Lewis: O mero evento de se tornar um General não é nem certo, nem errado em si mesmo. O que importa moralmente é sua atitude em relação a isso. O homem pode estar pensando em vencer a guerra; ele pode estar desejando em ser General porque honestamente pensa que tem um bom plano, e ficará feliz em colocá-lo em prática. Isso está ok. Mas, se ele pensa: “O que posso ganhar com esse emprego?” ou “O que devo fazer para aparecer na primeira página do Illustrated News?” então, isso é errado. O que chamamos de ambição, usualmente, significa o desejo de ser mais notável ou mais bem sucedido que outra pessoa. É o elemento competitivo que é nocivo. É perfeitamente razoável querer dançar melhor ou ter uma aparência melhor do que outros – quando você começar a perder o prazer se outros dançarem melhor que você ou tiverem uma melhor aparência, então você está indo na direção errada.

Fonte: Glaucia Santana

sábado, 19 de abril de 2008

SOBRE A “INFALIBILIDADE” PAPAL


Recentemente, todos os veículos de comunicação noticiaram que o Papa Bento XVI confessou que o Papa não é infalível. Isso fez com que muitas pessoas sem formação teológica pensassem que, finalmente, temos um Papa que não se julga o inerrante dono da verdade. Mas é ledo engano. A Igreja Católica nunca negou que o Papa é um ser humano normal, do qual se pode esperar desde as maiores virtudes, aos piores vícios. Paralelamente, porém, alardeia aos quatro ventos que o Papa é infalível. Há, nisso, alguma incoerência? Para posicionar-se quanto a se há ou não incoerência nisso, você precisa entender o que a Igreja Católica está querendo dizer, quando afirma que o Papa é infalível. Por infalibilidade papal, deve-se entender apenas, que o Papa está em condição de fazer uma pronunciação infalível, e que ele a fará, sempre que isso se fizer necessário. Fora disso, seus atos e suas opiniões são discutíveis, pois podem estar ou não, certos. Isso significa que não adianta enumerarmos as muitas incoerências entre os Papas, bem como as diversas atrocidades (incestos, homicídios, adultérios, blasfêmias, simonias, falcatruas, megalomanias, vigarices, falsidades ideológicas, sadismo, crueldades, etc.) dos Papas, intuindo, com isso, provar que o Papa não é infalível. Quando assim fazemos, os Padres percebem logo que estamos falando do que não entendemos, e prontamente nos rebatem, dizendo que “o Papa também erra, e que a Igreja Católica não nega isso”. E isso embaralha a cabeça do evangélico, bem como de todos os que não entendem a fundo essa questão. Estes perguntam: Afinal, a Igreja Católica prega ou não prega que o Papa é infalível? E a resposta é a seguinte: Depende. Depende?! Sim, depende. Como assim?! Vou lhe explicar: Ele é, mas não é; e não é, mas é. Isso significa que quando ele julga necessário recorrer ao carisma de infalibilidade que Deus lhe teria delegado, então ele lança mão desse recurso, e faz uma pronunciação ex-cátedra, a qual é, por isso, infalível, pondo fim a toda e qualquer discussão sobre o assunto até então discutível. Quando isso ocorre, a doutrina em questão, até então discutível, vira dogma. E dogma não se discute, visto que o Papa estava fazendo uso do poder de infalibilidade de que é investido, quando posicionou-se teologicamente sobre a tal questão. Na maioria das vezes, porém, os Papas preferem não lançar mão desse poder que Deus lhes teria dado, por cujo motivo, a maior parte das doutrinas de fé da Igreja Católica, constantes até dos Catecismos oficiais, ainda não são artigos de fé, isto é, não são dogmas, por não serem uma solene pronunciação ex-cátedra; podendo, por isso, serem alteradas, e até abandonadas.
Se perguntarmos a um católico típico se há uma possibilidade de o Papa cometer todos os tipos de erros, ele seguramente dirá que sim. Mas, se perguntarmos se o Papa é infalível, ouviremos, com certeza, o mesmo sim, visto que, doutro modo, será atípico. E, na ótica dele, não há nisso incoerência alguma, pois crê que apesar de o Papa ser um homem falível, ele nunca erra, quando faz uma pronunciação ex-cátedra, isto é, em nome de seu Santo Ofício Pastoral, em pleno uso do carisma de infalibilidade inerente ao seu cargo de Pastor universal, Bispo dos Bispos, e Doutor da Igreja. O porquê dessa infalibilidade, reside no fato de que (segundo se crê), nesse caso, o Papa não fala de si mesmo, mas é o Espírito Santo quem fala através dele. Mas, o que os católicos não percebem, é que se deveras ele pode cometer todos os tipos de erros (o que a Igreja Católica não nega), então há uma possibilidade de ele dizer que está falando inspirado pelo Espírito Santo, estando, na verdade, falando de si mesmo, ou inspirado por um demônio. E se a Igreja Católica disser que isso é impossível, então ela é incoerente, já que confessa que o Papa é um ser humano normal, do qual se pode esperar de tudo.
Se a infalibilidade papal é um ponto facultativo ao Papa, da qual ele lança mão quando bem quer, por que ele não opta por sê-lo ininterruptamente? Nós, Pastores evangélicos, cometemos inúmeros erros. Todavia, deve-se-nos perdoar, pois somos seres humanos falíveis, e não temos como nos tornarmos infalíveis nem por um segundo sequer. Entretanto, os Papas são indesculpáveis, já que erram por que querem, pois há neles um poder incomum: o carisma de infalibilidade. Eles têm este recurso não só à mão, mas na mão; e servem-se desse poder sempre que julgam conveniente. E eles erram? Bem, as muitas incoerências entre os Papas, provam que sim, visto que Deus não se contradiz. E, como sabemos, a Igreja Católica não nega que os Papas erram. E há incoerências entre os Papas? Sim, há. Para não cansá-lo com uma estafante lista, veja só este exemplo: O cientista italiano Galileu Galilei, defensor da tese de que o nosso sistema é heliocêntrico (tese esta que também fora proposta pelo astrônomo Copérnico), teve que dizer até que é o Sol que gira em torno da Terra (geocentrismo), já que a isso foi forçado pelo “infalível” Papa Paulo V (1605 – 1621) e, mais tarde, por outro nada menos “inerrante”, o Papa Urbano VIII (1623 – 1644), que assim determinaram, sob pena de morte na fogueira da famigerada Santa Inquisição. Mas hoje, nenhum Papa prega o geocentrismo, pois todos sabemos que o correto é o heliocentrismo. Logo, os Papas Paulo V e Urbano VIII, erraram, o que não é negado por nenhum católico, segundo me consta. Aclarando: Já que os Papas pararam de queimar os “hereges”, pergunta-se: Eles estavam certos e agora estão errados, ou estavam errados e agora estão certos? Seja qual for a resposta, aqui está a prova de que Papa é falível. E assim temos o registro de dois erros ao mesmo tempo: a) erraram por defender uma teoria que já se confirmou como falsa; b) erraram por achar que tinham o direito de assassinar os que não cometiam o erro que eles, de defender o geocentrismo. Logo, há incoerências entre os Papas. E, como sabemos, onde há incoerência, há erro, visto que duas opiniões diametralmente opostas, não podem estar igualmente certas. E eu não estou censurando-os por serem falíveis ou por terem falhado, mas sim, admirando-me do fato de não se envergonharem de se autoproclamarem infalíveis, mesmo com a ressalva de que só o são quando falam ex-cátedra.
Os Papas só recorrem ao carisma de infalibilidade de que estão investidos, diante de questões extremamente sérias? E essa questão de matar os “hereges” não era suficientemente séria para merecer uma análise à luz do carisma de infalibilidade do qual, segundo crêem, são dotados por Deus? Ah, eles são seres humanos, passíveis de todas as falhas próprias dos mortais, inclusive à falha de não recorrer à infalibilidade que lhes foi outorgada por Deus, quando deveriam recorrer! Nesse caso, o Papa seria também passível do erro de dizer que falou ex-cátedra, em nome de seu Santo Ofício Pastoral, como autêntico sucessor de São Pedro e representante de Cristo, inspirado pelo Espírito Santo, e, portanto, de modo infalível, sem sê-lo de fato? Se sim, então os dogmas não são indiscutíveis; e se não, então é incoerente dizer que os Papas são passíveis de todas falhas próprias dos mortais. Pensem nisso os que ainda pensam, para deixarem de dizer que dogma é indiscutível, visto ser impossível que esteja errado, já que quem o sancionou foi o Santo Papa. Em nome de Jesus, deixem essa estultice! Pela compaixão de Deus, parem de lorotas!
Bem, vimos que os papas só recorrem ao carisma de infalibilidade que Deus lhes conferiu, quando isso se faz imprescindível. Vimos, também, que via de regra eles não lançam mão deste recurso; e que, por isso, a maior parte das doutrinas católicas, não são dogmas. E, por não serem dogmas, são discutíveis, podem sofrer ajustes e reajustes, e, inclusive, podem ser abandonadas. Por exemplo: O Padre pode ou não pode se casar? A resposta é: Já pôde, não pode, e é possível que volte a poder. Por que? Porque o celibato imposto pela Igreja não é dogma. E por que não é dogma? Porque os Papas ainda não quiseram emitir um parecer infalível sobre este assunto. Isto significa que os Papas ainda não sabem se isso é ou não certo. A qualquer hora dessas, portanto, eles podem liberar o casamento, mesmo sem saberem se estão fazendo ou não a coisa certa. Por quê? Porque assim como sem recorrerem ao carisma de infalibilidade inerente a seus cargos de Bispo universal, determinaram e mantêm o celibato clerical, nada impede que eles, sem lançarem mão da infalibilidade, liberem o casamento aos clérigos. E se isso ocorrer, a dúvida continuará. Mas, por que eles agem deste modo? Claro, eles fazem assim, porque querem que assim seja, pois podem emitir um parecer infalível, com peso de uma irrevogável e indiscutível ordem do Espírito Santo, por ser a vontade absoluta de Deus. Mas, não o fazem. Por que será? Caro e respeitável leitor, sendo um dogma uma pronunciação infalível, não pode ser revogado, visto que fazê-lo, constituiria uma prova de que o Papa não é infalível coisa nenhuma. Logo, não transformar esse e outros pontos que exigem cautela, em dogmas, é prudente, visto deixar margem para um possível jogo de cintura, isto é, enquanto o povo estiver aceitando bem essa situação, vai ficando assim; e, caso se perceba que o povo está se escandalizando com esse troço, e por isso emigrando dessa seita, resolver-se-á o problema, antes que a “Igreja” acabe, liberando o casamento ao clero. Entendeu? E o que acabei de dizer sobre o celibato clerical, pode ser dito sobre diversas outras questões.
Não há nada mais esquisito do que o Papa e os Bispos de todo o mundo, reunidos em um conclave extraordinário, da envergadura do Concílio Vaticano II, presidido por um infalível, cujo inerrância é extensiva aos Bispos presentes ao Concílio (a Igreja Católica prega que a infalibilidade papal é extensiva aos Bispos em comunhão com ele, principalmente em um Concílio Ecumênico [Catecismo da Igreja Católica, op. cit., p. 255]), e então tomarem decisões que são exaradas no Catecismo oficial dessa Igreja, mas com a ressalva de que nem tudo que esse Catecismo contém, é dogma, visto que nem tudo é ex-cátedra. E, que portanto, tudo que está contido no dito Catecismo, é verdade de fé, mas nem tudo é artigo de fé. Tudo é doutrina da Igreja, mas entre assas doutrinas há aquelas que não são dogmas. E o porquê disso, é que o Papa e os Bispos não quiseram que todas as decisões fossem ex-cátedra. Mas por que não quiseram ser infalíveis em tudo, já que podem sê-lo quando bem querem? Por que eles nos ensinam algo que pode não estar certo, e que portanto, poderá sofrer alterações que oscilem desde uma simples melhora, à rejeição total, se eles estão em condição de fazer uma pronunciação infalível? Por que eles nos ensinam algo que pode não estar certo, se eles estão em condição de só nos passar a verdade? Se estão com a faca e o queijo na mão, por que agem como se não estivessem? Seria tão bom, se todo o conteúdo do Catecismo, tim-tim por tim-tim, fosse ex-cátedra! Neste caso, nada poderia ser revogável, mas isso não seria inconveniente. Para quê, mudar a verdade? É preferível uma verdade eterna, a uma “verdade” de “fé” que pode ser trocada por outra “verdade” diametralmente oposta à “verdade de fá” que a precedeu. As inverdades não são boas nem mesmo por um curto espaço de tempo. Ó, Papa, troca, por favor, todas as verdades de fé, pelos artigos de fé, ou seja, pelos inerrantes dogmas que só tu podes produzir! Faze-nos este favor! Isso não te custa nada. O mesmo tempo que tu gastas para falar algo falível, gastas para falar ex-cátedra.

CONCLUSÃO
Essa tal de infalibilidade papal é algo estranho à Bíblia, e, portanto, ao Cristianismo original. Neste não se cria que o “cardeal” Paulo, tivesse que ser seguido cegamente (Confere com At 17.11). E nem ainda o “Papa Pedro I”, era visto como portador de uma visão transcendental, inalcançável pelos demais seres humanos, por cujo motivo exigiam dele explicações razoáveis (Confere com At 11. 1-18).
Não siga cegamente a quem quer que seja. Raciocine! Pense! Não existe homem algum infalível! Leia a Bíblia como livre intérprete. Não aceite nada que lhe pareça absurdo. Quando você diverge de alguém, seja lá quem for, o errado pode, sim, ser você; mas também pode ser a pessoa de quem você diverge.
Quem se julga infalível, seja lá quem for, precisa de ajuda. Ajudemo-los, pois!

Pastor Joel Santana

Saiba mais: www.pastorjoel.com.br

Caixa postal: 10.061
Campo Grande – Rio de Janeiro/RJ
CEP: 23.051-970
prjoel@pastorjoel.com.br