quarta-feira, 18 de junho de 2008

ENTREVISTA: Pastor Marcos Pereira, que revoluciona os presídios com a Palavra de Deus


O ministério com encarcerados já reintegrou na sociedade aproximadamente 5 mil pessoas

O Pr. Marcos Pereira é conhecido por ser instrumento de Deus para levar a Palavra aos encarcerados, em diversos presídios de estados brasileiros.

Presidente da Igreja Assembléia de Deus dos Últimos Dias, o Pr. Marcos tem marcado diferença por empenhar-se no trabalho de evangelização nos cárceres, trazendo muitas almas carentes para o Reino de Deus. Com grande autoridade tem levado o evangelho cumprindo um dos mandamentos mais importantes da Palavra :“Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda tua alma, e de todo o teu entendimento: e amarás a teu próximo como a ti mesmo” Mateus 22:37.

O início do trabalho aconteceu em 1990, no Presídio de Segurança Máxima em Ilha Grande - Rio de Janeiro, durante uma visita aos encarcerados e desde então não parou mais. Atualmente o Pastor atua em todas as penitenciárias do Rio de Janeiro e em outros estados do Brasil tendo milhares de ex-detentos totalmente recuperados.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Mundo Gospel o Pr. Marcos relata sobre os trabalhos realizados não só nos presídios como em favelas, hospitais, lares, creches levando a Palavra de Deus e crendo na restauração de todos.

Acompanhe a entrevista.

Mundo Gospel: Pr. Marcos o trabalho que o Sr. executa nos presídios é algo maravilhoso, como aconteceu este chamado?

Pr. Marcos Pereira: No ano de 1990, quando fui fazer uma visita no Presídio de Segurança Máxima na Ilha Grande, Rio de Janeiro. Durante a visita me compadeci por aquelas vidas, e algo tocou meu coração para que eu continuasse esta obra. Acredito que Deus estava me preparando para atuar como tem feito em diversas penitenciárias do Rio de Janeiro, e em outros estados do Brasil vendo milhares de vidas sendo totalmente recuperadas e integradas à sociedade. Todas essas pessoas necessitam de Jesus Cristo e para a Glória de Deus aproximadamente 5.100 pessoas já tiveram suas vidas restauradas pelo Senhor Jesus, e temos atuado também em outros estados como Paraná, Bahia, Amapá. Em todos os lugares levando o evangelho e o amor de Deus aos encarcerados tão sedentos.

Mundo Gospel: É visível que este trabalho de libertação em presídios requer estar debaixo da unção do Senhor Jesus. Pr. Marcos como é estar em guerra espiritual constante, frente a frente com o inimigo?

Pr. Marcos Pereira: A Palavra de Deus diz que devemos nos revestir de toda a armadura de Deus, pois a nossa luta não é contra a carne e sangue, mas contra principados e potestades nas regiões celestiais. O homem deve vigiar no que fala e o que ouve, para isso deve estar em sintonia e em santidade com o Senhor, basta fazer conforme os ensinamentos da Palavra de Deus e estar revestido do Senhor Jesus para vencer todos os dardos do maligno. Graças a Deus temos presenciado nos presídios a manifestação do poder de Deus, porque estamos com a vida no altar, por este motivo estar de frente com o inimigo só mostra que temos a certeza da vitória por Cristo Jesus. Seguindo os ensinamentos bíblicos e fugindo da aparência do mal, Deus opera na nossa vida sobrenaturalmente. A Palavra diz: se Cristo vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Mundo Gospel: Quais estados e países em que o Sr. passou levando a Palavra de Deus e relatando os milagres no seu ministério?

Pr. Marcos Pereira: Nos estados brasileiros praticamente já estive em quase todos, e fora do país nos Estados Unidos, França, Itália relatando os milagres que Deus tem realizado nos presídios brasileiros.

Mundo Gospel: Número de trabalhos realizados no mês e semanas, como conciliar o tempo? Existe uma equipe que também atua nos presídios auxiliando?

Pr. Marcos Pereira: Temos uma equipe de 50 pessoas em nossa igreja que ajudam nos trabalhos executados nos presídios e comunidades carentes do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão, Roçinha, Complexo da Maré, Polinter e muitas outras comunidades no estado do Rio de Janeiro e fora dele também.

Mundo Gospel: Fale sobre a Igreja Assembléia de Deus dos Últimos Dias: existe apoio da igreja na obra?

Pr. Marcos Pereira: Para a Glória de Deus em nossa igreja matriz, 70% das pessoas são ex-viciados e encarcerados restaurados pelo Senhor Jesus, em nosso meio está também o ex-pagodeiro Waguinho que era ex-dependente químico e hoje com sua bela voz louva o Senhor Jesus. Outro exemplo é a cantora Elaine Martins alcançada pelo trabalho da igreja na Comunidade Complexo do Alemão.

Mundo Gospel: Há um tempo atrás aconteceram diversas rebeliões em estados da região sudeste do Brasil, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Pr. Marcos o Sr. foi um importante mediador nesses conflitos, mencione sobre a sua participação nas rebeliões ocorridas no Rio de Janeiro?

Pr. Marcos Pereira: Essas rebeliões aconteceram simultaneamente e o governador do estado do Rio de Janeiro me ligou, pra que os ajudasse a acalmar os presos, pois conhecia o meu ministério. Eu disse: - Eu não posso fazer nada, mas o meu Deus pode! Quando cheguei no local começamos a quebrar fortalezas, expulsar as hostes malignas e diversos presos caíram ao chão sendo libertos, e a rebelião acabou. Juízes, advogados, delegados atentaram para o fato, mas sabemos que o nosso Deus, Leão de Judá vence todas as batalhas. Tudo para a Glória de Deus!

Mundo Gospel: Conte-nos sobre a família como é o apoio ao ministério com encarcerados?

Pr. Marcos Pereira: Minha esposa é uma grande ajudadora e benção na minha vida. Meu filho é pregador da Palavra de Deus e executa trabalho em delegacias e com menores. Minha filha é 50% do meu ministério, e está comigo em todas as rebeliões e trabalhos. Posso dizer: Eu e minha casa servimos ao Senhor.

Mundo Gospel: Existe algum milagre que marcou nesta trajetória?

Pr. Marcos Pereira: O primeiro milagre que me marcou aconteceu com meu filho, que aos cinco meses os médicos disseram que estava morto no ventre de minha esposa, mas Deus operou milagre e hoje ele está aqui conosco. O segundo aconteceu quando fui salvar um presbítero que estava amarrado dentro de uma comunidade, e no momento em que traficante atirou no irmão, eu pulei na frente. Para mim aquelas balas eram de festim, mas eram tiros de uma metralhadora AR15, ele deu vários disparos. Quando ministrava o culto a noite o traficante mandou me chamar, e ao chegar na comunidade o jovem estava assustado, pois mencionara que aqueles disparos tinham sido feito com balas verdadeiras, e não entendia como eu não tinha morrido. Isso é poder de Deus e agradeço sempre pelo livramento.

Mundo Gospel: Para este ano quais os projetos em seu ministério e na Igreja dos Últimos Dias?

Pr. Marcos Pereira: Estive a alguns dias atrás nos Estados Unidos e recebi convites para fazer palestras em universidades, escolas falando sobre o nosso projeto com encarcerados. Outro fator importante é o lançamento do primeiro CD de nossa igreja: “Minha Casa e Eu Serviremos ao Senhor”, do Ministério de Louvor dos Últimos Dias. Toda renda deste CD será aplicada em trabalhos que a igreja desenvolve. Participando do CD como intérpretes: Elaine Martins, Nívea Silva, Waguinho, Kelen e o próprio Pastor Marcos.

Mundo Gospel: Deixe uma mensagem aos nossos leitores.

Pr. Marcos Pereira: Que você leitor amado tenha a certeza que se o filho de Deus vos libertar, verdadeiramente sereis livres, porque só o filho de Deus tem poder de libertar o homem dos vícios. No livro de Isaías 41 diz: “Eis que Eu o Senhor teu Deus te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas”. Deus é contigo sempre.

Contatos com Pr. Marcos Pereira:

Tel: 21-2656-3623/2756-7800

Site: www.adud.org.br

Entrevista extraída do Jornal Mundo Gospel

terça-feira, 17 de junho de 2008

CANAIS DE EDIFICAÇÃO, CANAIS DE BÊNÇÃO

Amado irmão, amado visitante, talvez você não saiba, mas além deste blog eu mantenho ainda alguns outros, e colaboro em outros mais. Em todos eles procuro publicar o melhor para edificar, exortar, informar e abençoar a sua vida. Blogs de temática variada, indo da poesia evangélica a missões, de notícias cristãs a estudos bíblicos, de e-books a denúncias, sempre buscando fechar lacunas no que se refere à plena informação e capacitação cristã, além de enfatizar principal: a evangelização.

VEJA ABAIXO UMA DESCRIÇÃO DOS BLOGS QUE MANTENHO, OU ONDE COLABORO, SEGUIDA DOS LINKS:

Poesia Evangélica
( http://www.poesiaevanglica.blogspot.com ) - Blog destinado a divulgar a poesia evangélica, seja ela antiga ou atual, de autores consagrados ou iniciantes. E ainda matérias, e-books poéticos e estudos sobre o tema.

Arsenal do Crente
(http://arsenaldocrente.blogspot.com ) – Estudos bíblicos, artigos , entrevistas e uma grande variedade de links relacionados. Um compacto 'arsenal' de conhecimentos para a informação e capacitação cristã.

Veredas Missionárias
(http://veredasmissionarias.blogspot.com) – Um blog de caráter evangélico interdenominacional, destinado a divulgar e incentivar a obra missionária da Igreja de Cristo. Reunimos aqui artigos, notícias, e-books, links e tudo o mais que for útil ao cumprimento da Grande Comissão.

Azul Caudal
(http://azulcaudal.blogspot.com. ) – Meu blog ‘pessoal’: Fotos, opiniões, textos, livros. Uma colagem de tudo de legal que encontro na internet, e fora dela. Um exercício de diário pessoal, uma zona livre para experimentos. Enfim, um pouco de mim, um pouco do que gosto, sempre voltado para as coisas do alto. Um blog menos sério, mais prolixo, relaxado, aéreo. Azul... Um lugar de descanso.

Equattoria
( http://equattoria.blogspot.com/ ) - Este blog reúne fotos e informações sobre países, povos e línguas, com o foco em Missões, além de links relacionados. É um blog que vem complementar ainda mais o trabalho do Veredas Missionárias, apresentando outras vertentes e recursos dos saberes necessários ao bom cumprimento da Grande Comissão.

Blogs onde colaboro:

Confeitaria Cristã
(http://confeitariacrista.blogspot.com ) – Este blog reúne postagens selecionadas de um time de blogueiros atuantes e influentes na blogosfera evangélica.
A proposta que fiz a cada um deles foi esta: que a cada semana, ou de 15 em 15 dias (sendo esse o prazo máximo, e o mínimo nunca inferior a 7 dias), eles inserissem aqui aquelas postagens que eles consideram as melhores postadas em seus próprios blogs, no período.
Sendo assim, a Confeitaria apresenta a seus visitantes um variado, porém seleto cardápio de informação e opinião. Temos tortas, biscoitos e salgados. A casa funciona 24 horas por dia.
Ah, sim, já ia me esquecendo: os boatos que você ouviu eram mesmo verdadeiros. Servimos o melhores cafés deste lado do Atlântico.
Bom apetite, boa leitura e volte sempre.

Letras Santas
( http://www.letrassantas.blogspot.com ) – O portal-blog da Literatura Evangélica. Uma reunião de textos edificantes, notícias, estudos, poemas, peças teatrais, e-books e links interessantes. Blog criado pelo amado escritor e incansável colaborador do Evangelho Naasom A. Souza, que já há vários anos realiza uma excelente obra na internet, seja com o Letras Santas, seja escrevendo, preparando e divulgando e-books. O LS já conta com mais de 200.000 acessos (Fev/2008).

Igreja Virtual
(http://www.igreja-virtual.blogspot.com ) – A igreja virtual está aberta! Aqui você poderá ler mensagens devocionais, artigos e estudos bíblicos, ouvir e/ou assistir sermões/pregações, música cristã, além de ficar por dentro do que acontece no mundo das religiões.
Capitaneada pelo abençoado Ricardo Miranda (do poderoso, mas infelizmente descontinuado Estandarte Books), o Igreja Virtual é um repositório de notícias e textos diversos, atuais e mesmo polêmicos, além dos melhores vídeos de interesse evangélico.

União de Blogueiros Evangélicos
(http://blogueirosevangelicos.blogspot.com ) – Blogando o Evangelho na net. A UBE é o blog/órgão que congrega centenas de blogs evangélicos associados. Comandada pelo competente Valmir Nascimento Milomem, tem impactado a blogosfera ao proporcionar uma maior união e interação entre os blogueiros cristãos.

Visite os blogs. Explore, divulgue, republique o que você achar importante.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Textos dos obreiros cristãos


Quando se prega o Evangelho para pessoas incrédulas, muitas vezes elas apresentam as mais variadas desculpas para não ir até a igreja, ou aceitar Jesus. Mas a Bíblia, a Palavra de Deus revelada, é tão maravilhosa e completa que oferece respostas para todas as ‘desculpas’ que as pessoas possam dar. Veja aqui alguns exemplos:



Hoje não.
Js 24:15 ‘‘ Escolhei hoje.’’
1 Rs 18:21 ‘‘ Até quando coxeareis? ’’
Pv 27:1 ‘‘Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia. ’’
Is 55:6 ‘‘Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.’
2 Co 6:2 ‘‘Agora é o tempo aceitável ’’
At 22: 16 ‘‘ E agora, por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor. ’’



É demasiado tarde

Ez 33:19 ‘‘E, convertendo-se o ímpio da sua impiedade e fazendo juízo e justiça, ele viverá por isto mesmo.’’
Rm 10:13 ‘‘Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.’’
Jo 6: 37 ‘‘ Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora. ’’



Tentaram uma vez e falharam

Ele é capaz de:
Libertar-nos , Dn 3:17
Cumprir as promessas, Rm 4:21
Guardar nosso tesouro, 2 Tm 1:12
Salvar completamente, Hb 7:25
Guardar-nos de cair, Jd 24



Muitos mistérios

Dt 29:29 ‘‘As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus...’’
Jo 13:7 ‘‘ Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço, não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. ’’
At 1:7 ‘‘ E disse-lhes ( Jesus ) : Não vos pertence saber o tempo ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. ’’
1 Co. 13:12 ‘‘ Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.’’



Não necessito de um salvador

Jo3:18 ‘‘ Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito filho de Deus. ’’
Jo 3:36 ‘‘ Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. ’’
Rm. 3:23 ‘‘ Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus ’’
Rm. 6:23 ‘‘ Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.’’
Hb. 2:3 ‘‘ Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; ’’



Deus é amor; não há perigo

Mt 22:13 ‘‘ Disse então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. ’’
Lc 13:3 ‘‘ não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis. ’’
2 Pe 2:4 ‘‘ Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo; ’’



Há muitos hipócritas na Igreja

Jó 8:13 ‘‘ Assim são as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do hipócrita perecerá. ’’
Mt 7:1 ‘‘ Não julgueis, para que não sejais julgados ’’
Rm 14:12 ‘‘ De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. ’’
1 Pe 4:8 ‘‘ Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados. ’’



Será custoso para mim

Sl 116:12 ‘‘ Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? ’’
Mc 8:36 ‘‘ Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? ’’
Lc 18:29-30 ‘‘ Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus, e não haja de receber muito mais neste mundo e, na idade vindoura, a vida eterna. ’’
1 Pe 2:24 ‘‘ Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. ’’



Não posso deixar meus velhos amigos

Ex 23:2 ‘‘ Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com o maior número para torcer o direito. ’’
Pv 13:20 ‘‘ Anda com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido. ’’
1 Co 15:33 ‘‘ Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. ’’
2 Co 6:14 ‘‘ Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?’



Serei perseguido

Mt 5:11 ‘‘ Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. ’’
2 Tm 3:12 ‘‘ E também todos os que plenamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. ’’
Ap 2:10 ‘‘ Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; ... Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. ’’



Fonte: Bíblia Thompson

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Unicórnios existem


Unicórnio nascido em cidade italiana faz lenda virar realidade
da Folha Online

À primeira vista, parece uma lenda que virou realidade. Uma corça de um único chifre ficou famosa e levou pesquisadores à cidade italiana de Prato, na Toscana. O animal, que tem quase um ano de idade, ganhou o apropriado apelido de Unicórnio.

Os machos da espécie têm como característica um par de chifres. Mas Unicórnio tem apenas um, que surgiu exatamente no centro da cabeça. Ele tem um irmão gêmeo com dois chifres.

O animal nasceu em cativeiro, dentro do parque mantido pelo Centro de Ciências Naturais de Prato.

De acordo com Gilberto Tozzi, diretor do centro, é possível que uma falha genética tenha causado a anomalia.

"Esta é a prova de que o mítico unicórnio exaltado na iconografia e nas lendas provavelmente não era apenas um ser fantástico, mas um animal real, uma corça ou outra espécie com mutação similar a essa", afirmou Tozzi ao jornal britânico "The Guardian".

Os unicórnios têm lugar na mitologia desde a era pré-romana. Segundo algumas lendas, seu chifre tem o poder de reverter o efeito de venenos.

Fonte: Folha On Line

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Testemunho do Pr. José Barbosa de Sena Neto – ex-padre

... ... ... ... ... ...

Durante muitos anos tive oportunidade de ouvir, por trás do confessionário, um rol de absurdos cometidos pelas de ‘beatas’ que, sob o manto de fingida santidade, traíam os noivos ou maridos; também de maridos que traíam suas esposas com outras mulheres, e até mesmo com outros homens, os quais se “satisfaziam” aplacando suas consciências aos pés de um padre, em geral tão ou mais pecador do que eles. (Leia 1 João 1.9).

Também reconheci os perigos daí provenientes para muitas almas, inclusive a do confessor. Satanás aproveita essas ocasiões para seduzir o confessor, sob o sutil disfarce do chamado ‘sigilo sacramental’, no sentido de descobrir a vida particular dos menos avisados, indo em busca de suas pegadas, procurando o mesmo pecado e o mesmo pecador.

Agora sei que o poder de perdoar pecados jamais deveria ter sido delegado aos padres. A verdadeira confissão deve ser feita a Deus, numa relação íntima e real da alma com o Senhor, sem intermediários humanos (I João 2:1,2). Quando estou arrependido, Deus perdoa TODOS os meus pecados. Hoje reconheço como único “Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus Homem (1 Timóteo 2.5).

Leia este testemunho completo, Clique Aqui.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cultura: A Fé Cristã é Contra ou A Favor?


Gênesis 1:24-31 e Gênesis 2:8-20
Presb. F. Solano Portela Neto


1. O que é cultura?
Definir cultura não é uma tarefa fácil. Ricardo Gondim, em seu livro “É Proibido” (Mundo Cristão, 1998) indica que os antropólogos já criaram mais de trezentas definições. Você, possivelmente, já ouviu ou falou a expressão: “isso faz parte do contexto cultural”? Ou, com certeza, você já ouviu palestras sobre “missões transculturais”. Mas como poderíamos definir esse conceito? Nos dois sentidos empregados acima, cultura se refere ao conjunto de características peculiares que identificam uma sociedade, em uma determinada época. Mas, em outro sentido, cultura é mais do que isso. A palavra em si vem do latim e significa “trabalhar o solo” ou “cultivar”. No seu sentido mais amplo, representa o resultado da aplicação do conhecimento humano no desenvolvimento de obras e atividades que possuem mérito e qualidade, bem como, o envolvimento de outros na apreciação e apreensão dessas. Neste artigo, gostaríamos de discutir um dilema freqüente: aquele que coloca a fé cristã em antagonismo com a cultura, levando o crente a um isolamento social ou a uma aceitação indiscriminada de todos os aspectos da sociedade em que vive. Um dos problemas que confrontamos é que a visão da sociedade secular tende a classificar como “cultura” tudo o que caracteriza uma sociedade, considerando essas formas de expressão como moralmente neutras. Ou seja, tudo que um povo produz é considerado “cultura”, seja ela erudita ou popular Não existe o certo ou o errado, quando se trata de cultura, é apenas uma questão de usos e costumes. Essa compreensão não é bíblica. O crente tem que ter sempre o discernimento moral para separar formas comportamentais que não condizem com a Palavra de Deus, independentemente se são classificadas como “cultura”, popular ou não. Muitos líderes evangélicos têm também aceito esse conceito e procuram uma adaptabilidade total da fé cristã. Qualquer tentativa de correção de aspectos culturais é rotulada de “ocidentalização do evangelho”, ou violência cultural. Chega-se ao ponto de se dizer que temos que ter “teologias regionais”, ou seja – uma teologia sul-americana, uma outra africana, e assim por diante – como se os princípios descritivos revelados de Deus não tivessem uma fonte única e imutável – a Sua Palavra. Não podemos, portanto, simplesmente aceitar uma civilização como ela é sem termos a visão clara do que ela tem contrário à palavra de Deus. O apóstolo Paulo, o maior “missionário transcultural”, não hesitou em fazer observações que, nos dias de hoje seriam consideradas “politicamente incorretas” sobre os habitantes da Ilha de Creta – cultura na qual estava inserido o jovem pastor, Tito. Paulo, citando um próprio poeta daquele povo (Epimênides) diz em Tito 1: “Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos, e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância. Foi mesmo dentre eles, um seu profeta que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos. Tal testemunho é exato. Portanto repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé.” (v. 10-13) Paulo reconhece, então, que existiam comportamentos genéricos que caracterizavam aquela cultura e vários desses eram desvios do comportamento que Deus espera dos seus servos. Tito, em seus esforços para edificar aquela igreja, tinha que reconhecer que muito dessa “cultura” havia sido trazida para dentro (1.5). Ele tinha que rejeitá-la e “repreender severamente” (v. 13) e “com toda autoridade” (2.15) os que refletiam tal “comportamento cultural típico dos cretenses” dentro da igreja. Nossa responsabilidade de transmitir e viver adequadamente o evangelho em qualquer cultura, não nos libera de estarmos alertas aos aspectos antibíblicos exibidos na formação dos povos. Por exemplo, por mais cultural que seja e por mais que faça parte de nossa formação, do ponto de vista bíblico nada existe de recomendável para o famoso “jeitinho brasileiro”. O livro já mencionado de Ricardo Gondim, que é polêmico e desafia o nosso pensamento, e, em muitos sentidos, é muito bom, falha ao aceitar a opinião de E. A. Nida, que um cordão para cobrir o corpo de uma mulher é uma questão cultural, dentro da visão indígena, nada tendo de imoral (p.31). Mas será que “cultura” é algo tão supremo e destituído de valor moral, assim? Não foi o próprio Deus que vestiu o homem caído em pecado (Gn 3.21)? Não seria a exigüidade de roupas dos índios, junto com seus costumes de explorar as mulheres no trabalho e até de assassinar as primeiras crianças, quando são do sexo feminino, uma evidência de uma sociedade distanciada dos princípios de Deus, carente do evangelho salvador de Cristo? Será que os missionários terão que preservar todos os aspectos daquela sociedade – porque se constituem em “cultura”, ou deverão procurar reformá-la e transformá-la à luz da Palavra? E nós, que faremos em meio à nossa sociedade? Vamos aceitar também “as danças sensuais” como uma expressão cultural inocente, ou vamos reconhecê-la como a banalização da imoralidade que é?
2. O que tem o crente a ver com a cultura?
Por outro lado, existe a cultura verdadeira. O resultado do conhecimento aplicado no caldeirão das peculiaridades e diversidades operadas por Deus em todos os povos. Enquanto muitos crentes não exercitam discernimento e aceitam tudo que é classificado como “cultura” sem se preocupar com a adequação moral e bíblica do que é apresentado, outros têm a compreensão que qualquer coisa produzida fora da igreja, sendo do campo “secular” não deveria ser apreciada. Qual deve ser a abordagem equilibrada desta questão? O que tem a Palavra de Deus a nos ensinar? O Salmo 24 nos diz, “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” A verdade é que a visão bíblica não faz uma separação entre o secular e o sagrado. Todas as coisas pertencem a Deus. O Diabo tem atuado temporariamente na terra, mas ele é um usurpador–ele não é o rei por direito. Sabemos que um dos sinais da vitória final de Jesus Cristo é que Deus o exalta, “… para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra”(Fl 2.13). As demandas de Deus caem sobre todos os homens, crentes e descrentes. Seus mandamentos são válidos em todas as ocasiões e situações. Deus é a fonte de tudo que verdadeiramente tem valor e de todo o desenvolvimento veraz do conhecimento humano.
3. Cultura não é “coisa do mundo”?
Temos nos acostumado a identificar o mundo como sendo uma expressão que indica apenas algo material que podemos ver e tocar. Este tipo de compreensão coloca as coisas materiais como sendo a esfera de domínio de Satanás. Mas a Palavra de Deus nos instrui qual o verdadeiro conceito do “mundo”. Em Gl 5.19-22 temos bem clara a antítese que deve ser alvo de nossa preocupação–qual a diferença entre o mundo e o Reino de Deus: 1. O Mundo, está descrito nos versículos 19-21. Ele é o domínio daquilo que se constitui nas obras da carne. 2. O Reino de Deus, está nos versículos 22 a 26 e se constitui no Fruto do Espírito. A separação que existe entre o bem e o mal é ético-religiosa, não é uma questão de matéria versus espírito. As coisas que constituem o bem são concretas, e são também espirituais. Por outro lado, as coisas que constituem o mal também são de natureza espiritual (Ef 6.12), isto é, não estão identificadas apenas com coisas e questões materiais. Em outra passagem, de 1 Timóteo 4.3-4, Paulo fala contra os que proíbem “…o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade; pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças”. Isto esclarece que a verdadeira religião não é ascética. Ascetismo é a separação artificial entre o mundo material (físico), supostamente inferior, e o mundo espiritual (metafísico), supostamente superior. Como já vimos em Gálatas 5, não podemos identificar maldade com matéria e bondade com espírito. Tudo procede de Deus, tanto as coisas materiais como as espirituais são desvirtuadas pelo pecado e pelo diabo, subvertendo a ordem da criação. A idéia de que matéria é algo ruim é um conceito do monasticismo católico, dos escritos de Tomás de Aquino e do pensamento das religiões orientais, como por exemplo o Budismo e o Hare Krishna, mas não é uma visão bíblica da realidade. Verificamos que criamos, na igreja, uma dissociação artificial entre o sagrado e o profano. Falhamos em reconhecer que todas as coisas provêm de Deus. Estamos em uma criação caída, sob o pecado, mas cabe a nós, servos fiéis, exercermos o domínio que nos foi outorgado por Deus, para a sua glória. Isso quer dizer procurarmos adquirir o melhor conhecimento e desenvolver a apreciação pelas coisas belas da criação e aquelas que Deus permitiu às pessoas desenvolverem. Ao mesmo tempo, devemos ter discernimento cristão para rejeitar as distorções malignas da cultura verdadeira.
4. Cultura e o domínio da Criação
O homem é a coroa da criação, feito de uma forma toda especial à imagem e semelhança de Deus (Gn1.27). Tanto o homem quanto a mulher foram criação especial de Deus. Este tema é retomado e explicado em mais detalhes no capítulo 3 de Gênesis. A maioria dos teólogos fiéis identificam a questão da “imagem de Deus” no fato de que o homem foi criado com a possibilidade de refletir certos aspectos das características de Deus (os chamados atributos comunicáveis), como por exemplo conhecimento, justiça, santidade, amor (algumas características da divindade nunca foram compartilhadas ao homem – os atributos incomunicáveis por exemplo, a eternidade, a absoluta perfeição e a imensidão de Deus). Em outras palavras, a imagem de Deus no homem torna este uma criatura moral. Esta imagem foi afetada pela Queda, pelo pecado, mas permanece como um diferencial do homem e será restaurada em sua plenitude na nossa glorificação (Rm 8.29; 2 Co 3.18). Calvino disse: “a imagem de Deus se estende a tudo aquilo que, na natureza do homem, excede o que existe nos animais” (Institutas, I, 15). A permanência de aspectos essenciais da imagem de Deus no ser humano, mesmo depois da queda, é comprovada, em adição, pela referência de Gn 9.6. O ser humano, com estas características, é, portanto, o recebedor capaz da delegação de domínio sobre a Criação recebida em Gn1.28. Os versos 28 a 30 apresentam os primeiros mandamentos dados ao homem. Eles estabelecem a situação de primazia, comando e administração da criação, recebida diretamente de Deus. O homem não é um acidente na criação. Ele foi especialmente nela colocado, para servir a Deus, e a criação subsiste como base para servi-lo em seu propósito maior. O capítulo 1 º de Gênesis encerra-se com a declaração de adequação da criação, só que desta vez, em seu fecho, o texto sagrado apresenta um qualificativo a mais e registra que tudo quanto Deus fizera “era muito bom”! Gênesis 1.28 nos ensina, portanto, que Deus criou o homem e o comandou a “dominar a terra e a sujeitá-la”. Por esta razão, colocou os outros seres viventes ao seu serviço e sob sua administração. Este mesmo comissionamento foi repetido em Gn 9.1-3, depois da queda e depois do Dilúvio. O exercício do domínio é impossível sem o conhecimento, logo isso tem muito a ver com cultura: 1. Significa que Deus dá legitimidade a todas as áreas do conhecimento e das atividades humanas (exceto, é óbvio, aquelas que representam envolvimento em práticas contrárias à Lei Moral de Deus) e que comandam as pessoas a desenvolverem o conhecimento verdadeiro sobre a sua criação. Todo o estudo das questões e matérias, à luz da Palavra de Deus, está dentro da legítima atuação do servo de Deus. Senão, como vamos “dominar a criação”? 2. 1 Cor 10.31 nos indica como deve ser este envolvimento. Tudo que fazemos na vida, até as coisas mais mecânicas e instintivas, como o comer e o beber, deve ser feito com a plena conscientização da glorificação a Deus. Esta era a visão de vida dos reformadores. Para eles o Cristianismo era vida e não apenas uma filosofia idealista compartimentalizada. Temos que ter cuidado para não apresentarmos a fé Cristã ao mundo como sendo um conceito distanciado que não interage no dia-a-dia das pessoas.
5. Cultura e beleza foram utilizadas por Deus no Tabernáculo e no Templo
O Tabernáculo: Em Ex 25.1-9, temos uma descrição de diversos tipos de matérias primas, trabalhos e artes utilizados sob o direcionamento e prescrição direta de Deus. Isso não somente legitima as diferentes profissões como também a arte e cultura contida em cada um dos artefatos descritos. Um artigo de uma autora cristã nos chama a atenção para o fato que “Deus permitiu que os israelitas recebessem jóias e roupas do povo do Egito e aceitou com agrado a contribuição voluntária de uma parte dessas para serem transformadas em utensílios e enfeites para o tabernáculo, o lugar em que Ele seria adorado. Moisés transmitiu a mensagem: “Tomai, do que tendes, uma oferta para o Senhor; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao Senhor: ouro, prata, bronze, estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos…, peles…, pedras de ônix e pedras de engaste…”(Ex 35.5-9). Êxodo 35 a 39 descreve a beleza desse tabernáculo e os detalhes das vestes dos sacerdotes, tudo do melhor e do mais bonito. Ouro linho, pedras preciosas, anéis, argolas, coroa... Quando os israelitas tiraram o espólio do povo de Canaã, na medida em que Deus permitiu, ele nunca deu ordens para que deixassem de lado as jóias e roupas bonitas que estariam entre as riquezas que poderiam levar, nem que as aproveitassem de outra maneira.” Portanto, nas diretrizes bíblicas sobre a construção do tabernáculo vemos a aprovação divina de várias expressões de cultura e, o que é interessante, a apreciação de objetos de mérito procedentes de descrentes: O Templo – Em 1 Reis 6.7 lemos sobre planejamento, arquitetura, engenharia. Em 7.14, sobre metalurgia e o trabalho específico em cobre. Sabemos que estas atividades não podiam ser executadas sem conhecimento e cultura. Academicamente falando, seria necessário o saber das ciências exatas–matemática, física, química, além de habilidades artísticas reconhecidamente superiores. O Templo, que foi erguido como um símbolo (1 Reis 8.27) e um testemunho (1 Reis 8.41), é um selo de aprovação da parte de Deus na apreciação naquilo que o homem pode produzir de belo, e no conhecimento básico das diversas profissões, quando isso é encaminhado para a Sua glória.
6. A Cultura Real tem Mérito e Qualidade
Já nos referimos à tendência de definir tão abrangentemente o conceito de cultura, que todas as formas comportamentais são aceitas como valiosas. Essa mesma tendência se estende a outras áreas de realizações humanas, como por exemplo às artes plásticas e à música. Somos ensinados, por algumas pessoas, que tudo que provêm espontaneamente de um povo deve ser aceito e até trazido para a igreja. É tudo uma questão de estilo, nos dizem. Será que é mesmo assim (Fl 4.8-9)? Até os descrentes estão começando a abrir os olhos para um julgamento mais adequado do que é considerado “arte” e “cultura”. O caderno regional de uma revista semanal de circulação nacional publicou um ensaio no qual o articulista descrevia a sua visita à Bienal de São Paulo (Veja, SP, 2.12.98, p.122), feita em companhia de um amigo, conhecedor de “arte”. Em frente a uma tela branca, o seu amigo conhecedor exclamava, entusiasmado: “É um marco!”. Intrigado com várias outras obras estranhas que recebiam a admiração do amigo, entre elas uma pedra cheia de chicletes pregados nela, ele indicou que não estava entendendo nada. O amigo entendido “explicou” ao apreciador perplexo: “A arte não lida com a beleza, mas com transgressão”. Certamente esse não é o critério de Deus. Por mais difícil que seja discernirmos os critérios de julgamento, nossa apreciação da cultura e das artes nunca pode desprezar a pergunta: “mas isso possui realmente qualidade e mérito?” Vimos que Deus, na criação, avaliou o que fez, passo a passo, e viu que era “bom”, ou seja – a criação possuía valor intrínseco. Semelhantemente Ele escolheu formas de artes que eram “belas” para os locais de adoração. Vamos, portanto, ser apreciadores da cultura real (popular ou erudita), que tem mérito e qualidade.
Conclusão
Muitas perguntas pairam sobre nossas cabeças e deveríamos nos esforçar para responder, biblicamente, a cada uma delas: Será que temos absorvido aspectos da nossa sociedade como “cultura” sendo que estes, na realidade, contrariam preceitos da Palavra de Deus? Que devemos dizer da “cultura de negócios” encontrada em nossa sociedade, aquela, que leva vantagem em tudo, será que ela agrada a Deus? Estamos nos destacando pelo nosso testemunho de contraste ou pelo envolvimento inconseqüente com as manifestações “culturais” de nossa sociedade? Ou será que temos nos isolado indevidamente e falhado em reconhecer as bênçãos de Deus, providenciadas por sua graça comum, quando permite que o homem escreva, componha ou produza algo que é belo e agradável? E as igrejas? Estarão elas absorvendo aspectos de uma cultura que contraria a Palavra de Deus. Ou será que têm reagido de forma extremada, proibindo o que Deus não proíbe? E qual tem sido o impacto da cultura, ao longo da história, na liturgia da igreja? Qual deve ser o papel da igreja na transformação da cultura de um povo? Recentemente temos visto muitos artistas que se declaram convertidos, mas que não discernem nenhuma maldade ou imoralidade na forma de expressão que marcou suas carreiras, por exemplo: uma dançarina, meio cantora, famosa por suas músicas entremeadas de grunhidos e suspiros, pelas roupas sumárias que usa e por sua dança erótica de segundas implicações, continua a se apresentar e divulgar essa forma de “cultura” ao mesmo tempo em que se identifica com a igreja evangélica. Será que isso está certo e agrada a Deus? Oramos para que Ele possa nos conceder o discernimento necessário a vivermos vidas cristãs autênticas que O honrem em todos os aspectos de nossas vidas.
Leitura adicional:
1. Michael S. Horton, O Cristão e a Cultura (S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1998).
2. Don Richardson, O Fator Melquisedeque (S. Paulo: Edições Vida Nova, 1986)
3. Ricardo Gondim, É Proibido ( S. Paulo: Mundo Cristão, 1998).
4. John Fisher, What on the World Are we Doing? (Ann Arbor: Vine Books, 1996).
Textos Bíblicos Relevantes: Gn 1.24-31 — A cultura é o produto do domínio da criação. Ex 25.1-16 — Deus utiliza o produto da cultura no seu tabernáculo. 1 Pe 3.10-18 — O crente consciente e integrado na sociedade, faz o bem. Cl 1.9-18 — Cristo deve ter a preeminência em tudo em todas as culturas. Cl 1.19-28 — Cristo é a pleniude de Deus para todas as culturas. Jo 14.1-4 e 17.14-23 — Cidadãos dos céus, mas unidos no mundo para transformar. 1 Co 10.26-31 — Tudo deve ser feito para a glória de Deus.

HERÓIS DA ORAÇÃO

Sem a oração Noé não teria construído a arca; Abraão não seria o Pai da Fé; Isaque não teria recebido uma virtuosa esposa.
Sem oração, Jacó não seria Israel, José não teria vencido. Moisés não seria grande como líder se o seu lugar preferido não fosse o monte Horebe, monte da oração.
Sem a oração Elias não seria o homem do fogo, e Eliseu não seria movido pelo sobrenatural de tal forma que até nos seus ossos havia unção.
Sem a oração Ana não teria tido um filho; Salomão não seria o homem mais sábio da terra.
Sem a oração de Josué o sol não teria parado.
Sem a oração Neemias não seria o grande construtor do muro de Jerusalém; os 3 jovens hebreus não teriam sido libertos da fornalha.
Daniel não seria milagrosamente guardado ao ser lançado na cova dos leões, se não fosse homem de oração.

Assim como os heróis da fé, sejamos também heróis da oração.


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Vislumbres de um Criador



- por Abraão de Almeida

O elefante é o único animal cujas pernas dianteiras se dobram para a frente. Por quê? Porque de outra forma seria difícil para esse animal levantar-se, por causa do seu peso.
Por que os cavalos, para se erguerem, usam as patas dianteiras, e as vacas, as traseiras? Quem orienta esses animais para que hajam dessa maneira?
Deus. Esse mesmo Deus que coloca um punhado de argila no coração da terra, e, através da ação do fogo transforma-a em formosa ametista de alto valor. Esse mesmo Deus que coloca certa quantidade de carvão nas entranhas do solo, e, mediante a combinação do fogo e a pressão dos montes e das rochas, transforma esse carvão em resplandecente
diamante, que vai fulgurar na coroa dos reis ou no diadema dos poderosos!
Por que o canário nasce aos 14 dias, a galinha aos 21, os patos e gansos aos 28, o ganso silvestre aos 35 e os papagaios e avestruzes aos 42 dias? Por que a diferença entre um período e outro é sempre de sete dias?
Porque o Criador sabe como deve regular a natureza e jamais comete engano. Ele determinou que as ondas do mar se quebrem na praia à razão de 26 por minuto, tanto na calma como na tormenta. Aquele que nos criou pode também nos dirigir. Somente aquele que fez o cérebro e o coração pode guiá-los com êxito para um alvo útil.
A insondável sabedoria divina revela-se ainda nas coisas que poucos notam: A melancia tem número par de franjas. A laranja possui número par de gomos. A espiga de milho tem número par de fileiras de grãos. O cacho de bananas tem, na última fila, número par de bananas, e cada fila de bananas tem uma a menos que a anterior. Desse modo, se uma fileira tem número par, a seguinte terá número ímpar.
A ciência moderna descobriu que todos os grãos das espigas são em número par, e é admirável que Jesus, ao se referir aos grãos, tenha
mencionado exatamente números pares: 30, 60, e 100. Pela sua
maravilhosa sabedoria e graça, é assim que o Senhor determina à vida que cumpra os propósitos e os planos dele. Somente a vida sob o cuidado divino está a salvo de contratempos.
Outro mistério que a ciência ainda não descobriu: Enormes árvores, pesando milhares de quilos, apoiadas em apenas poucos centímetros de raízes. Ninguém até agora conseguiu descobrir esse princípio de sustentação a fim de aplicá-lo em edifícios e pontes.
Mas há maravilha ainda maior. 0 Criador toma o oxigênio e o hidrogênio, ambos sem cheiro, sem sabor e sem cor,e os combina com o carvão, que é insolúvel, negro e sem gosto. O resultado porém, é o alvo e doce açúcar.
Esses são apenas alguns vislumbres de um Deus sábio e amoroso. Esse mesmo Deus que realiza tais maravilhas no mundo que ele criou, pode também efetuar em nós um milagre ainda muito maior. Ele pode dar-nos um novo nascimento, fazendo novas todas as coisas. Ele pode tomar nossa vida triste, inútil e insípida, e torná-la alegre, útil e plena de significado para a glória dele.
Portanto, não se desespere. Não importa quão grave seja a sua condição física, moral ou espiritual.
O Senhor Jesus, que ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre, só ele tem a última palavra.
Você pode experimentar um milagre! Tão somente creia nele, receba-o como seu único Senhor e Salvador, e coloque a sua vida nas mãos dele. A Bíblia diz:
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna."

Entrevista com Os Guinness


Por diversas vezes, a Bíblia fala de profetas não apenas como homens que previam o futuro – mas também em referência àqueles com capacidade de discernir seu próprio tempo e chamar as pessoas à ação. Neste sentido, o cientista social Os Guinness bem pode ser considerado um profeta dos nossos dias. Filho de missionários ingleses, Guinness nasceu na China de cultura budista durante a Segunda Guerra Mundial. Com o advento do regime comunista, teve que partir para a Europa. Ali, na Universidade de Oxford, no Reino Unido, teve contato com a contracultura e o secularismo. No meio do caldeirão de manifestações filosóficas e comportamentais, Guinness conheceu Jesus Cristo como Salvador. Foi a partir dali que sentiu-se motivado a colaborar para pôr ordem no caos de uma era de confusão moral. “Apenas o cristianismo dá uma visão de mundo que oferece soluções coerentes e definitivas para as incertezas que estamos atravessando”, pontifica o estudioso. “Por isso, o cristão não pode ter medo de engajar-se no debate dos problemas mundiais”, diz ele.
Hoje morando nos Estados Unidos e com mais de vinte obras de grande sucesso internacional publicadas, Os Guinness se tornou um dos principais apologistas cristãos da atualidade. Com uma bagagem que poucos têm, ele consegue fazer pontes entre as áridas e complicadas teses acadêmicas e a prática diária. Em setembro, Os Guinness esteve pela primeira vez no Brasil a convite da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, para participar de um congresso internacional sobre ética, cidadania, religião e cultura. Durante um intervalo entre as muitas palestras sobre os efeitos da globalização e de como pode ser repensada a relação entre a vida pública e a religião, ele recebeu CRISTIANISMO HOJE para esta entrevista exclusiva:
CRISTIANISMO HOJE – Como o senhor define “a jornada”, um conceito que tem utilizado em seu livro O chamado? Ela é pessoal ou universal?
OS GUINNESS – Jornada é a mais profunda ilustração humana na busca pelo sentido da vida. Basta verificar grandes histórias de jornadas – o Êxodo, a Odisséia, a Ilíada, Dom Quixote, O Peregrino... Todas elas têm em comum a busca por significados. Eu divido a jornada em quatro fases. A primeira é a do questionamento. É a busca consciente. A segunda fase é a das respostas, e eu considero que a fé cristã é a única crença a apresentar uma resposta adequada para essa busca. A terceira etapa é a das evidências. Já que as respostas nos dão sentido, queremos então saber o que é verdade. E, por fim, a última etapa da jornada é aquela que leva ao compromisso. A noção de jornada é a mais profunda ilustração de como as pessoas vêm e se encontram na fé cristã.
Como foi a sua jornada pessoal?
Meus pais eram missionários na China e eu nasci lá. Ainda criança, tive que deixá-los e seguir para a Inglaterra por causa dos comunistas. A minha própria jornada para a fé foi uma travessia intelectual. Comparei os argumentos de autores como Nietzsche, Jean Paul Sartre e Camus, os grandes ateus dos séculos 19 e 20, com os de grandes pensadores cristãos, como Dostoievsky, Chesterton e acima de todos C.S. Lewis. Ao final de minha busca, eu estava certo de que a fé cristã era de fato verdadeira.
E a partir de quando sua vocação se cristalizou?
Eu vim a Cristo em 1960. Na época, eu estava na universidade, em meio à ebulição da contracultura. Havia os filmes de Bergman e Fellini, assim como os protestos em Berkeley. Era difícil contextualizar isso tudo como cristão – mas foi aí que conheci Francis Schaeffer. Ele estava justamente empenhado em juntar os pontos, mostrando como não só a fé tinha sentido, mas a política, a arte, a filosofia... Ele me ajudou a entender que, se pensarmos de maneira cristã, ou seja, dentro de uma moldura bíblica, é possível entendermos os sinais de nosso tempo. O problema é que a maioria dos cristãos tem uma visão errada do que os cerca. Eles têm a teologia e a filosofia corretas, mas sua visão de mundo é estática – quando as Escrituras apresentam uma dimensão do tempo, da geração do agora. E um dos exemplos positivos que temos são os homens de Isacaar, cujas ações são relatadas no livro das Crônicas. Eles liam os sinais do tempo, para que Israel soubesse o que fazer.
O senhor se considera um sucessor de Francis Schaeffer?
Eu devo a Francis Schaeffer a visão e a paixão que me norteiam – e eu devoto muita seriedade àquilo que aprendi com ele. Schaeffer levava Deus a sério, assim como levava as pessoas e a verdade a sério. Sim, eu devo a ele esse respeito, pelo exemplo que deixou. Mas em termos de conteúdo e de pensamento, eu não o sigo. Sou um cientista social, e meu mentor nas ciências sociais é Peter Berger, e não Francis Schaeffer.
Por que alguns setores mais conservadores demonizam autores como Kierkegaard e Bonhoeffer? Será que não podemos aprender com eles?
Claro que podemos. E esta é uma área em que Schaeffer exagerou um pouco e fez muito estrago. Ele atacava Soreen Kierkergaard ou Karl Barth por causa de algo particular na sua posição geral – e isso foi um erro. E aí ele dispensava todo o conteúdo do autor, o que é perigoso. Kierkergaard pode ter coisas que não concordamos, como o seu salto de fé, que é muito subjetivo. Mas devemos lembrar que ele atacava a religião seca e abstrata de seu tempo. A mesma coisa é verdade em Bonhoeffer, Barth e outros. A igreja nos seus primórdios, tinha uma pequena frase que dizia: “Toda a verdade é a verdade de Deus”. Então devemos ser os primeiros a reconhecer a verdade. É claro que se um irmão cristão estiver certo, como Kierkergaard, devemos rapidamente reconhecer seu lado certo, não focar sua fraqueza. Mas devemos fazê-lo com discernimento.
E hoje o senhor ainda segue essa vocação em seu trabalho?
O meu chamado é, de um lado, fazer com que o Evangelho tenha sentido para os que estão no mundo, ou seja, do lado de fora da Igreja. Por outro lado, quero fazer com que o mundo faça sentido para os que estão dentro das igrejas. Eu sou um apologista e um analista. Creio que vivemos um período crítico não só na história em geral, mas especificamente na história do cristianismo.
Recentemente, morreram Jerry Falwell e James Kennedy, dois ícones do evangelicalismo americano. Eles eram representantes da chamada direita cristã e incentivavam a participação política da Igreja. Essa escola ainda influencia os crentes dos Estados Unidos?
Se você pegar os últimos 50 anos nos Estados Unidos, existem dois extremos que os evangélicos abraçaram. Um é o extremo privado – a fé, nesta concepção, é vista como algo extremamente pessoal, e, portanto, publicamente irrelevante. E isso foi o que aconteceu com a maioria dos cristãos americanos. Infelizmente, eles dormiram ao longo de toda a década de 1960, o período mais crucial da história do país no século 20. Quando acordaram, lá por meados da década seguinte, foram para o outro extremo: adotaram uma fé politizada e confiaram aos políticos mais do que eles podem fazer. Sob muitos aspectos, isso levou a fé cristã americana a se tornar serva do Partido Republicano.
Qual é o perigo disso?
Essa atitude da direita cristã, sua subserviência ao republicanismo, criou uma resistência contra a religião de uma maneira geral, e especificamente, em relação ao Evangelho. Agora, sob a presidência de George W. Bush, essa resistência chegou ao seu mais alto grau. As pessoas dizem assim: “Se Bush é religioso, eu não quero ser religioso”. E o fato é que aqueles que apoiaram Bush e ajudaram a elegê-lo – os evangélicos – agora estão pagando por esse erro. Eu argumentaria que o cristão deveria estar engajado politicamente, mas nunca abraçado e unido a um partido ou ideologia. O maior de todos os políticos evangélicos foi William Wilberforce, um conservador que, apesar disso, votou contra seu próprio partido quando concluiu que ele estava errado. Ele nunca foi um homem do partido; e antes de mais nada, era um homem de princípios, que agia de acordo com sua consciência cristã. Nos Estados Unidos, os cristãos têm que se libertar das algemas do Partido Republicano. Agora, seria igualmente horrível ir para o outro lado e fazer a mesma coisa em relação aos democratas.
O que aconteceu com a sua igreja nos Estados Unidos?
Nós rompemos com a Igreja Episcopal dos Estados Unidos e com seu mais extremado líder, o bispo John Shelby Spong. Ele não acredita em nenhum artigo do Credo Apostólico, mas ainda assim se mantém como líder da Igreja. E lá você vai ver heresia, apostasia e paganismo. A nossa igreja, com muita tristeza, se desligou da Igreja Episcopal – e acabamos nos unindo à Igreja Anglicana da Nigéria. Ora, são cerca de 20 milhões de anglicanos na Nigéria. Eles são evangélicos, são ortodoxos, pois crêem nas Escrituras. E eu sou um anglicano, mas um anglicano ortodoxo. Um anglicano evangélico. Evangélico e reformado, se você preferir.
Madre Tereza de Calcutá, considerada por muitos católicos uma espécie de “santa” contemporânea, revelou em suas cartas, hoje transformadas em livro, suas dúvidas e angústias acerca da própria fé. O senhor também escreveu sobre isso. Qual é a natureza e o papel da dúvida na vida do cristão?
Eu já escrevi sobre a dúvida porque muitas pessoas com quem conversava se sentiam culpadas por terem dúvidas. Elas pensavam que dúvida é a mesma coisa que descrença – e não é! No grego, no hebraico e em quase todas as línguas do mundo, dúvida significa algo como o meio do caminho entre a fé e a descrença. Fé significa estar convencido de algo; descrença é não acreditar absolutamente em algo. Ora, a dúvida é o meio de caminho. A dúvida, em si, não é descrença – mas precisa ser resolvida, porque poderá se transformar em descrença. Nos meus livros, tento apresentar as diferentes maneiras pelas quais temos dúvidas e o que fazer para resolvê-las. Praticamente todo mundo tem uma dúvida em algum momento da vida; o mais importante é tornar as pessoas libertas para que compartilhem suas dúvidas. Então, devemos ser honestos sobre isso e compreender que o mais importante é saber resolver as dúvidas e voltar a ter uma segurança plena de fé.
Uma de suas mensagens diz que a maior objeção para a fé cristã são os cristãos. Como assim?
A coisa que faz com que os não-cristãos fiquem mais enojados com a nossa fé é a hipocrisia. É a atitude daquelas pessoas que dizem uma coisa e praticam outra. Neste sentido, a hipocrisia tem sido o grande obstáculo à fé. E ninguém teve uma posição mais contrária à hipocrisia do que Jesus – então, quando nós, que dizemos ser seguidores de Cristo, somos hipócritas, estamos traindo tudo aquilo que o Mestre nos chamou a ser. Erasmo, no tempo da Renascença, disse: “Se quisermos levar os turcos para Cristo, precisamos, antes de mais nada, sermos cristãos nós mesmos”. Hoje, ocorre a mesma coisa. Toda vez que um cristão não vive no padrão de Jesus, estamos vulneráveis à acusação de hipocrisia.
No contexto atual, qual é o futuro que se vislumbra para as denominações protestantes como instituições?
Há uma resistência às instituições hoje. No mundo globalizado, as nossas instituições – incluindo a família e a Igreja – estão claramente perdendo a força. Talleyrand, um político francês do século XIX, disse que, sem indivíduos, nada acontece; mas sem instituições, nada permanece. Hoje, muito se fala da fé dos sem-igreja, e isso acaba levando a uma espiritualidade muito ruim e contrária à Bíblia. Muitos cristãos, sobretudo os jovens, têm uma percepção equivocada daquilo que devem almejar. As pessoas dizem: “Posso adorar a Deus num campo de golfe da mesma maneira que na igreja”. Sem dúvida. Mas esse tipo de fé, além de não ter respaldo bíblico, não tem força – é como um cogumelo que cresce na madrugada e de manhã já desaparece. A Igreja é uma instituição da qual precisamos; porém, a Igreja institucionalizada está perdendo sua verdade. Nós precisamos de uma instituição com verdade, com vida. Precisamos, portanto, de uma reforma das instituições.
Em sua opinião, os cristãos estão deixando um vácuo na sociedade?
O problema não é bem esse. Não é que os cristãos não estejam aonde deveriam estar; o problema é que eles não são o que devem ser, exatamente onde estão. E precisamos de cristãos que saibam como aplicar o senhorio de Jesus e fazer a integração de sua fé em cada parte, em cada esfera da vida. A fé de cada um precisa ser integrar ao todo de sua vida. Os crentes devem viver de maneira cristã, devem trabalhar de maneira cristã. Quem é advogado e conhece Jesus deve exercer a advocacia de maneira cristã. Isso vale para qualquer um que professe fé no Salvador – o médico, o técnico da computação, o lixeiro. Só assim teremos chance de ser sal e luz e ganhar de volta a cultura. Infelizmente, o número de cristãos que pensam é uma minoria. Nas Escrituras, temos o mandamento de amar ao Senhor nosso Deus com todo o nosso entendimento. Mesmo assim, muitos cristãos simplesmente não pensam. Dessa forma, nunca conseguiremos ganhar o mundo moderno, a não ser que tenhamos uma geração que aprenda a pensar biblicamente e de maneira cristã.
Em que dimensão a fé cristã contemporânea sofre influência pós-moderna?
Esse pós-modernismo tem raízes em Nietzsche e outros pensadores tremendamente anticristãos. O que é mais chocante é que o pós-modernismo tem muita força entre os evangélicos na Inglaterra e nos Estados Unidos, bem como em outras partes do mundo – e, pelo que ouço falar, aqui no Brasil também. É irônico porque floresce na França nos anos 1960 quando não havia terreno para crescer na Alemanha do pós Guerra. Daí quando perde força na França, ela floresce nas universidades americanas – bem quando as universidades francesas já tinham abandonado essas idéias. Mas o que é mais terrível ainda, é que agora está florescendo entre os os cristãos em boa parte do mundo. E isso no exato momento em que essas idéias estão morrendo nas universidades americanas. Conhecemos o principio do mercado de investimentos: compra-se na baixa, vende-se na alta. Se você quer fazer lucro, jamais poderá comprar na alta e vender na baixa. Mas os evangélicos têm esse habito estúpido de abraçar as idéias bem quando elas estão moribundas. E são sempre as últimas pessoas acreditando nessas idéias passageiras. O pós-modernismo é profundamente anti-bíblico. É o grande perigo que ronda a fé cristã hoje.
Qual o antídoto contra isso?
O antídoto é um entendimento biblicamente pleno da verdade, da Palavra e do Espírito. E eu espero que o colapso do pós-modernismo crie um vácuo e que a fé cristã seja suficientemente forte – cultural, intelectual e teologicamente – para ocupar esse espaço e fazer a diferença.
Copyright © 2007 - Cristianismo Hoje.

sábado, 24 de maio de 2008

DVD descomplicado

Reproduzir vídeos de sermões e outras programações da igreja ficou bem mais fácil


Hoje em dia, é muito comum chegar num culto dominical pela manhã e encontrar alguém filmando ou gravando o sermão do pastor. O que ainda causa um pouco de admiração é chegar em casa algumas horas mais tarde, ligar o computador, acessar o site de igreja e encontrar o vídeo já disponível. O mais impressionante, porém, é voltar para o culto da noite e comprar uma cópia da mesma mensagem... em DVD! Parece coisa de máquina do tempo, mas o milagre aqui pode ser creditado à teconologia. Hoje em dia, cenas como essa são relativamente comuns em igrejas espalhadas pelo Brasil, e sinalizam um novo método de difundir o Evangelho para o maior número de pessoas. Com a mídia do DVD é possível reunir, em um único produto, o poder da palavra ao da imagem. E o proesso é simples: basta ter uma câmara e uma empresa que faça a replicação. Existem empresas capazes de produzir, em tempo reduzido, centenas de cópias de DVDS com qualidade profissional. Por investirem na aquisição de novas máquinas e equipamentos, elas podem oferecer aos clientes um produto versátil e que reúne todas as condições para representar o que existe de mais moderno em home vídeo e mídia digital. A Microservice, empresa que há quarenta anos atua no mercado, atende diversos clientes no universo cristão. Para Cibele Fonseca, diretora de Marketing, a combinação entre a criatividade e o firme propósito de disseminar a palavra de Deus amplia o potencial das mídias digitais para a evangelização. “O segmento evangélico é um dos que mais cresce no mercado fonográfico, e quando falamos nos consumidores finais, percebemos que não se trata de consumidor de produtos ilegais, o que também é bastante positivo para o mercado.” explica a diretora. Existem dois principais métodos utilizados para copiar DVD: a replicação e a duplicação. A replicação consiste na moldagem por injeção plástica. Isso produz um efeito semelhante ao que se encontra em DVDs comprados em lojas. Com a duplicação, o disco será queimado do DVD original em um DVD virgem. As imagens do DVD original podem ser impressas e adicionadas à superfície do novo DVD. A edição só será necessária quando for pedido pelo cliente ou por questão de espaço.

DIFERENCIAL

O custo para duplicar os DVDS depende da configuração e da produtividade. Quando se escolhe uma empresa séria, é difícil ter de se preocupar com o resultado. “A Microservice, por exemplo, antes de iniciar ao processo digital de replicação e de impressão do rótulo, faz uma análise criteriosa das mídias de entrada e arquivos de capa e rótulo”, comenta Gisele. A empresa Aghata Tecnologia, que tem na carteira de clientes o ministério Toque no Altar, garante que os evangélicos estão fazendo diferença no faturamento da empresa. “Tem sido um diferencial considerável. Existe um comprometimento de ambas as partes, e isso só vem aumentando a parceria no meio cristão. Focamos muito na agilidade, e o fato de nossa fábrica estar em São Paulo agiliza o nosso prazo de entrega”, diz Eliana Morselli, gerente de Compras da Agatha. O cuidado quanto ao controle de qualidade também é um dos diferenciais de uma boa empresa de reprodução de DVDs. É importante que ela conte, por exemplo, com um programa que avalie a qualidade técnica da mídia após a gravação, assim como outro que impede que o conteúdo de um disco seja reproduzido em outro.


Fonte:
http://www.revistaigreja.com.br

segunda-feira, 19 de maio de 2008

É tudo sobre Ele

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Tim Keller

Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós.
Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição.
Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus.
Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós."
Jesus é o verdadeiro e melhor Jacó que lutou e sofreu o golpe de justiça que merecíamos, de forma que nós, assim como Jacó, só recebêssemos as feridas da graça para nos despertar e disciplinar.
Jesus é o verdadeiro e melhor José que, à destra do rei, perdoa àqueles que o venderam e traíram e usa o seu novo poder para salvá-los.
Jesus é o verdadeiro e melhor Moisés que se põe na brecha entre o povo e Deus e que é mediador de uma nova aliança.
Jesus é a verdadeira e melhor Rocha de Moisés que, golpeada com a vara da justiça de Deus, agora nos dá água em pleno deserto.
Jesus é o verdadeiro e melhor Jó, sofredor verdadeiramente inocente, que então intercede e salva os seus tolos amigos.
Jesus é o verdadeiro e melhor Davi, cuja vitória torna-se a vitória do Seu povo, apesar deles nunca terem movido uma única pedra para conquistá-la.
Jesus é a verdadeira e melhor Ester que não apenas arriscou deixar um palácio terreno, mas perdeu o definitivo e divino; que não apenas arriscou sua vida, mas entregou-a para salvar o Seu povo.
Jesus é o verdadeiro e melhor Jonas que foi lançado para fora, na tempestade, para que nós pudéssemos ser trazidos para dentro.
Jesus é a verdadeira Rocha de Moisés, o verdadeiro Cordeiro pascal, inocente, perfeito, desamparado, sacrificado para que o anjo da morte não atentasse contra nós. Ele é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira luz, o verdadeiro pão.
A Bíblia definitivamente não é sobre você e eu। É sobre Ele.



Nota do Tradutor: Em 2006 Tim Keller pregou na Resurgence Conference sobre pregar o Evangelho e mostrou a importância de fazer com que toda e qualquer pregação aponte para Cristo porque é para lá que toda a Bíblia aponta. De repente, já mais para o final da pregação, ele começou a recitar uma série de frases sobre Jesus que, juntas, produziram um profundo efeito em todos os presentes e foram rapidamente transcritas e começaram a ser publicadas em inúmeros blogs mundo afora. O texto acima é uma tentativa de traduzir o que ele disse. Não se compara ao efeito produzido quando ele as disse no contexto da sua palestra. Por isso, recomendo que você assista ou ouça, caso você consiga entender bem o inglês। E lembre-se: é tudo sobre Ele.


Fonte: www.bomcaminho.com

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Fortalecidos no Desafio


Dave Hunt

Quando eu era estudante na UCLA, há 60 anos, costumava ler, criteriosamente, tudo que podia encontrar, escrito por ateus e cépticos, contra a Bíblia. Por que? Porque desejava conhecer os seus argumentos, a fim de melhor os refutar. Ainda hoje, estou de olho no pensamento ateu mais recente.

Jamais tive a mais ínfima dúvida de que a Bíblia é, em cada palavra, inspirada pelo Espírito Santo, nem jamais duvidei de minha salvação, desde o dia em que aceitei a Cristo, naquele acampamento de verão, após ter ingressado no 10º Grau. Contudo, não era perigoso para um jovem estudante, com apenas 4 anos de convertido ao Senhor, ler os argumentos daqueles que estavam determinados a destruir a fé, em cada cristão? Não. Como poderia qualquer argumento ser perigoso para alguém que estava vestido de toda armadura de Deus? E para que serve a armadura, senão para o combate?

Minha atitude era, e continua sendo, a mesma de Davi, o qual ficou envergonhado porque o exército de Israel tremia diante de Golias. Sem hesitação, ele avançou, com absoluta confiança no Deus que havia comprovado ser, Ele mesmo, fiel (1 Samuel 17). Para Davi a estatura do gigante era irrelevante.

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terça-feira, 13 de maio de 2008

QUAL É O SEU HERÓI FAVORITO?

A alguns dias publiquei aqui uma mensagem para evangelismo estratégico. Pois bem, um amigo de curso, o irmão Edmilson, escreveu há algum tempo uma breve mensagem para crianças e pré-adolescentes, usando o tema dos super-heróis. É uma forma interessante e bem atual de alcançar este público.
Abaixo publico o texto da mensagem. Caso você queira usar o texto para evangelizar, fique à vontade. Você pode ainda adaptá-lo. E que Deus lhe abençoe!
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(As histórias abaixo não são fictícias, como as dos heróis dos desenhos e dos quadrinhos)



Um dia, um homem chamado Elias enfrentou 450 profetas contrários à sua fé em Deus e os venceu. Porque Deus estava com ele (Leia na Bíblia, no livro de 1Reis, capítulo 18, versículos 22 a 40).
Um outro herói, Sansão, foi atacado por mil homens de um povo inimigo, de uma só vez, e usando uma queixada (osso da mandíbula) de jumento os venceu a todos. Porque Deus estava com ele (Juízes 15:15).
Davi, ainda jovem e sem experiência no combate, enfrentou o gigante Golias, que era um guerreiro experimentado e estava fortemente armado. Em nome do Deus vivo, Davi o venceu (1Samuel 17:49,50).
O profeta Eliseu fez flutuar um machado que havia caído no rio, quando ainda não se ouvia falar em Magneto, personagem dos quadrinhos que tem poder sobre os metais.
Mas o maior de todos os heróis que já existiram foi o Senhor Jesus, o Filho de Deus. Ele deu vista aos cegos, andou sobre o mar, ressuscitou mortos, curou muitos enfermos, expulsou demônios. Nem a própria morte conseguiu segurá-lo! Mesmo depois de morto, ao 3° dia Ele ressuscitou, reviveu. Ele tem domínio sobre a morte e o inferno. E possui o poder maravilhoso de dar a vida eterna a todo aquele que nEle crer. Ele quer que você se una a Ele, e quer fazer de você um vencedor!
Glória e majestade, força, honra e poder sejam dados a Jesus, soberano Rei dos reis e Herói dos heróis.
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados” (Colossenses 1:13,14).
Ele é superior a todas as coisas. Se você está em dificuldade, invoque o nome dEle.
“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr 33:3).
Você pode saber muito mais sobre as ações e palavras de Jesus lendo o livro de Deus, que é a Bíblia, e visitando uma igreja evangélica. Não perca tempo!
Jesus, que morreu para salvar a humanidade, e ressuscitou, vencendo a morte, é o maior dos super-heróis! Venha unir-se a Ele!