sábado, 18 de outubro de 2008

OS PERIGOS DA LÍNGUA


No livro “A Língua – Domando esta fera”, do Pr. Josué Gonçalves, o autor procura mostrar algumas razões por que a Bíblia insiste nas advertências quanto ao uso disciplinado da língua:

1° – A indisciplina no uso da língua destrói amizades e separa amigosPv 17.9: “Aquele que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que revolve o assunto separa os maiores amigos.”

2° – A língua é uma influência maior quando usada para o mal do que para o bem;

3° – Através do mal uso da língua espalha-se o veneno no Corpo de Cristo (a Igreja); Tg 3.8: “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. ”

4° – A qualidade da vida em família depende do que é falado no lar; 1 Pe 3.10: “Porque Quem quer amar a vida, E ver os dias bons, Refreie a sua língua do mal, E os seus lábios não falem engano. ”

5° – O destino da alma de uma pessoa é determinado pelas suas palavras; Mt 12.36,37: “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.”

6° – O estado da alma de uma pessoa depende do que sai da sua boca; Pv 21.23: “O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.”

7° – A autenticidade da religião se manifesta através do que falamos; Tg 1.26: “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.”

8° – Palavras podem contaminar como um vírus; Mt 15.11: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.”

9° – O que sai da boca revela o que está no coração; Mt 12.34: “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.”

10° – O que sai da boca do cristão pode ser bênção ou maldição; Tg 3.10: “De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.”

FONTE: Revista Lições da Palavra de Deus (Ed. Central Gospel), n° 14

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Entrevista com Valdemiro Santiago


Em entrevista exclusiva à revista Eclesia (http://www.eclesia.com.br/),Valdomiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder Deus fala sobre sua vida e discute o que faz com que sua denominação seja a que mais cresce hoje no Brasil

ECLÉSIA - Recentemente a Igreja Mundial do Poder de Deus assumiu 22 horas diárias da programação da Rede 21. Quais são seus planos com todo esse horário na televisão?

VALDEMIRO SANTIAGO - O projeto é pregar a salvação e a grande vantagem está no número de pessoas atingidas. Na igreja, prego para 15 mil, na televisão, para 15 milhões. Também atingimos em seus lares pessoas que de outra forma não ouviriam, porque não costumam ir à igreja. Já estamos lá há seis anos e agora vamos ter mais tempo. Começaremos com testemunhos, oração, cultos. Haverá duas horas de jornalismo durante a programação, produzido pela Bandeirantes. Mais para frente, vamos diversificar a programação, com outras atrações, inclusive de variedades. Queremos fazer televisão de qualidade, mas nem por isso deixaremos de lado programas que temos também em outras emissoras. Nossa idéia é crescer e ampliar.

EC - O senhor costuma usar dois bordões “vem pra cá Brasil” e “aqui o milagre acontece”. Deus tem realizado um avivamento pela Igreja Mundial? Qual é o segredo disso tudo?

VALDEMIRO - Não tenho dúvidas de que o Brasil está experimentando um avivamento e este ministério faz parte dele. Não apenas aqui, mas em outros países como a Argentina. Nesses lugares, multidões estão vindo sedentas e correm notícias de grandes sinais e milagres. Tudo isso seria impossível sem a renúncia. O que quero dizer: nós, homens, atrapalhamos demais o trabalhar de Deus. Lendo a Bíblia, percebo que a entrega, a renúncia foram essenciais para que homens simples fizessem grandes obras. Quanto menos eu atrapalhar, mais Deus vai operar. Nunca poderei atribuir o que Deus está fazendo por meio da Igreja Mundial do Poder de Deus a mim. Se o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza e ele age assim em nosso ministério, só posso dizer que sou o mais fraco dos homens. Procuro praticar e ensinar isso a nossos pastores. O pregador, como tantos dizem, mas não praticam, deve glorificar o nome de Jesus. Vi em minha vida que apenas talento e esforço não resolvem todos os problemas. Por mais que lutasse, dormi muito tempo escorado em portas de igrejas e sem o pão de cada dia. A igreja que o senhor lidera é provavelmente aquela que mais cresce na atualidade. Dados da própria denominação falam em mais de 500 templos só no Brasil e um crescimento de 200%, com 20 novos templos abertos por semana nos últimos meses. O que representam tantos números para vocês? Não é uma questão de números. Existe uma necessidade de se pregar o Evangelho. As pessoas têm sede da Palavra, mas por causa do grande crescimento da maioria das igrejas, o Evangelho tem sido confundido com religiosidade, com freqüência a cultos em busca de benefícios pessoais. Porém, uma coisa é o poder de Deus, que muda a pessoa, outra, a religião, um costume, uma tradição. Deus criou essa obra [a Igreja Mundial] e viu a entrega e a simplicidade, um esvaziamento, que permitiu a ele encher-nos de sua grandeza. É simples. As multidões continuarão chegando. O crescimento é decorrente dessa necessidade da pregação da Palavra genuína. Também há um caráter profético. A vinda de Jesus está próxima. Junto com outros ministérios sérios, continuaremos a levar a mensagem da salvação, o Evangelho simples.

EC - Então, o que leva a esse crescimento é a busca pelas curas, sinais e maravilhas?

VALDEMIRO - São muito importantes, pois as pessoas estão escandalizadas e até incrédulas quanto aos grandes ministérios. Mas quem tem dúvidas deveria nos investigar. É impossível qualquer ser humano fazer tais coisas. Aqui acontece o sobrenatural, o poder de Deus em ação. Nós não podemos curar cegos, paralíticos, cancerosos, aidéticos. E há curas comprovadas em todos esses casos. Assim a Palavra é fundamentada. Há uma necessidade das pessoas verem milagres para serem atraídas, convencidas e se arrependerem. Vivemos em um mundo com muitos problemas sociais e as pessoas encontram conforto e resposta no Evangelho. Milagres e curas fizeram parte do ministério de Jesus e dos apóstolos, mesmo sem as ferramentas que temos hoje para divulgá-los: televisão, internet, revistas, jornais. Se Jesus tivesse esses meios, tenho certeza que iria usá-los, pois potencializam qualquer ministério. Os milagres que leio na Bíblia, tenho também visto pessoalmente.

EC - Pode contar algumas dessas histórias que tanto o impressionaram e que mais marcaram seu ministério?

VALDEMIRO - Uma delas foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, “estava na pedra”. A família, inclusive, já tinha recebido o atestado de óbito. A filha dele chegou em mim na igreja, abraçou-me e disse: “Se o senhor disser que ele está vivo, ele viverá”. O que houve ali foi pela fé dela. Comovido, respondi: “Então, está vivo”. Quando ela voltou para casa, estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não conseguiam entender como o coração voltou a bater. Foi uma ressurreição. Há alguns dias, um homem aqui em São Paulo, doente terminal de Aids, que mais parecia um esqueleto e vivia deitado na cama, sem condições para andar, foi curado. O homem tem 1,80 metro e chegou a pesar 30 quilos. Temos todos os exames, antes e depois, comprovando a cura. O vírus não ficou apenas indetectável, desapareceu do organismo dele mesmo. Há algum tempo conheci um senhor de mais de 60 anos que era ateu. Ele foi curado de um câncer e se converteu. Também batizei outro, de 86 anos, que a vida toda militou no ateísmo. Ele me abraçou e disse: “Graças a Deus, que me fez conhecê-lo”. Às vezes, coloco a cabeça no travesseiro quando passo alguma luta ou perseguição e não consigo dormir, abatido ou querendo esmorecer, e o Espírito Santo me lembra de tudo isso que tem acontecido. Ele me diz: “Se faço isso na vida de todos os eles, também faço na sua”.

EC - BHoje existem teorias sobre batalha espiritual e libertação que envolvem conceitos complicadíssimos como mapeamento espiritual e regressão. Seus cultos enfatizam libertação, curas e milagres, mas o senhor crê nesses ensinos?

VALDEMIRO - Conhecer é importante, mas tem gente que, nessa busca, acaba dificultando as coisas. Não vejo o Evangelho dessa forma. Por isso, buscamos simplificá-lo. Tenho consciência que, dentre tantos pregadores que estão com algum destaque na atualidade, eu sou o menor, com menos conhecimento. Não sou versado na letra. Leio a Bíblia todos os dias, mas não para mostrar erudição ou demonstrar na televisão ou no púlpito. Leio para me alimentar. Na verdade, leio a Bíblia como quem busca um prato de comida. Você prega uma hora, duas horas, fala com eloqüência e arranca aplausos e choro da platéia. Depois vem outra pessoa, que fala um português sofrível, mas, pela fé, faz o paralítico andar. Qual terá mais credibilidade diante do público? Eu prefiro ser este último homem. No tempo de Jesus, os sacerdotes e escribas eram homens de grande conhecimento. O próprio Nicodemos mostrou que sabia muito. Mas reconheceu diante de Cristo que ninguém poderia fazer aqueles sinais, se Deus não fosse com ele. É disso que precisamos. A Palavra precisa voltar a salvar, curar, libertar e prosperar. Tem gente que é muito inteligente para inventar formulas. Dou graças a Deus por não ter inteligência para isso. Não falo em sabedoria, pois a pessoa sábia não fica buscando e se preocupando com isso. Preocupa-se em promover o Reino de Deus e ver a multidão glorificar a Deus.

EC - Como o senhor avalia a Igreja Evangélica brasileira em geral?

VALDEMIRO - Infelizmente, temos de admitir que está enferma. Mudamos, modificamos certas regras, buscamos nos modernizar. O pastor quer acompanhar as mudanças na sociedade. O que não falta é gente sugerindo: você precisa mudar, acompanhar os novos tempos, evoluir, adaptar-se ao mundo, fazer política. A política é de Deus, embora alguns crentes tenham deixado a desejar. Mas não posso me confundir: sou um pastor. Em nossa igreja, Deus chamou pessoas para mexer com política. Se eu começar a negociar acordos, vou desvirtuar o Evangelho. A mesma coisa acontecerá se quiser dirigir a igreja como uma empresa. Não sou empresário. Tenho políticos e empresários na igreja e nós os abençoamos. A meu ver, muitas autoridades espirituais, grandes homens de Deus estão divididos entre serem pastores e políticos ou empresários. Atribuo essa fraqueza à falta de ensino e à falta de tempo das lideranças para dedicar à pregação da Palavra. Se os líderes das grandes igrejas fizessem isso, descessem do pedestal, ficando em seus lugares – aos pés de Cristo –, experimentaríamos um avivamento de fato no Brasil e não somente de números.


EC - O senhor fala muito sobre oração, vigílias, busca nos montes. A Igreja brasileira está enfraquecida por que perdeu tudo isso de vista?

VALDEMIRO - Creio que se vemos curas e maravilhas em nosso meio, em grande parte é devido a essa busca. Eu não posso dar aquilo que não tenho, que não recebi. E só recebo se buscar. É a lei da semeadura: só colhe quem planta. Se Jesus buscava nas madrugadas, ia aos montes para orar, por que não seguimos seu exemplo? Muita gente costuma me criticar porque vou ao monte, dizendo que isso não existe mais, que é perigoso. Não critico essas pessoas e não quero saber desse tipo de crítica em relação a mim. Eu, um pecador, não deveria ir, deveria morar no monte, viver em vigílias. O importante é o resultado. E cada vez mais gente que segue este exemplo vem nos procurar feliz, liberta, salva, cheia da presença de Deus.

EC - A Igreja no Brasil é especialista em promover grandes eventos e concentrações de sucesso. Mas não em segurar as pessoas e fazê-las crescerem espiritualmente. Como você encaram essa realidade por aqui?

VALDEMIRO - A Bíblia trata o líder, o pastor, como um construtor. Aquele que é prudente precisa ver que materiais vai usar e como lançará o alicerce. Se, após verificar o solo, fará uma fundação superficial ou outra, mais profunda, mas que também ofereça mais segurança. Não sou engenheiro ou arquiteto, mas sei que sem trabalho, nada se faz. Trazendo para o lado espiritual, a mesma regra vale para a pregação. Nunca preguei milagres. Não é necessário falar de um cego há dois mil anos, se posso mostrar o cego curado hoje. A não ser quando a pregação fala da atitude daquele que foi curado: o cego que seguiu Jesus, aquele dentre os dez leprosos que voltou para agradecer. O material empregado é a Palavra de Deus. Nossa pregação e ensinos são ministrados nos cultos e em programas de televisão. Igrejas que normalmente fazem grandes movimentos, não têm tempo para pregação e ensino. Apenas realizam campanhas. As pessoas recebem – às vezes, não recebem, porque sem eles é difícil para receber – e Jesus é apresentado a elas como o dono do supermercado, do depósito, ao qual o interessado vai para comprar. Garanto que não temos problema de grande rotatividade. Atribuo isso à pregação. Ensino que o principal não pode ser o milagre físico ou financeiro, mas a salvação. Senão, quando estiver no deserto, sem milagres, o crente corre o risco de ficar igual aos hebreus no deserto e murmurar. Para permanecer na presença de Deus, temos que nos agradar dele como diz o Salmo 37 e nunca atribuir a Deus seus fracassos ou problemas. Com quem nos identificamos? Com Jó ou com sua esposa? Bênçãos e milagres são conseqüências da comunhão que temos com ele.

EC - Como teve início sua caminhada espiritual? E como aconteceu sua conversão?

VALDEMIRO - Eu era católico como a maioria aqui no país: não queria nem saber de ir à igreja. Na verdade, eu era menino ainda. Com a morte de minha mãe, saí da casa de meu pai. Tinha 12 anos. Perder minha mãe foi um golpe duro, ela era rígida, mas nos fazia sentir protegidos. Não conseguia conviver com as famílias de meus irmãos mais velhos, casados. Estava machucado, era rebelde. Com 14 anos fui embora. Vivi momentos difíceis. As más companhias que encontrei, trataram de me afundar de vez. Passei fome, dormi na rua, tornei-me um viciado e contraí diversas doenças. Meus irmãos até vieram atrás de mim, mas eu não deixava que me ajudassem. Maltratava-os. Um dia, depois de passar a noite em claro, estava na frente de uma igreja e o pastor, rapaz novinho, convidou-se para entrar. Estava tão cansado que aceitei, claro. Só queria fechar os olhos e descansar, mas Deus tinha outros planos e naquela reunião me alcançou.

EC - Durante vários anos, o senhor atuou como pastor e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Inclusive no exterior. Em Moçambique, sofreu uma das maiores adversidades de sua vida. Como foi?

VALDEMIRO - Aconteceu em 1996 e foi um naufrágio. Mas não um acidente. Sabotaram nosso barco para tirar minha vida. Em Moçambique, pescava e dava os peixes às comunidades carentes. O crescimento da igreja, no entanto, começou a incomodar outras lideranças. Certo dia, fomos pescar e quando já estávamos em alto mar, percebemos que a embarcação fazia água. Estava com mais dois pastores e um músico. Disse a eles que me esperassem, pois ia buscar socorro. Um dos pastores ficou em uma bóia que deixamos lá para marcar o local, próximo ao naufrágio, em um recife. Mas os outros dois resolveram me acompanhar. Como tinham corpos atléticos e eu era bastante obeso, tinha 153 quilos, pensaram: “Se o bispo vai, também podemos ir”. O problema é que foi uma decisão de fé. Acho que nem o melhor nadador, fosse ele o Gustavo Borges ou o César Cielo, conseguiria nadar ali. A água do oceano estava tão gelada que havia risco de congelar. Fora isso, tinha a distância e os tubarões que procriavam na região. Como a corrente estava forte e as ondas enormes, logo perdi o contato com eles. Nadei sem parar por oito horas, desviando de tubarões. Perto da praia, dois homens me socorreram, como se carregassem uma pena. Meus olhos sangravam por causa da alta concentração de sal da água e não consegui vê-los direito. Depois dos primeiros-socorros, gritaram para outras pessoas e sumiram. Fui levado até a ilha vizinha, habitada. Lá, as equipes de socorro me ajudaram e foram atrás dos outros. O que ficou na bóia foi resgatado, mas os demais nunca mais foram encontrados. Outras vezes voltei àquela praia, mas não encontrei os dois primeiros que me ajudaram. Creio que eram anjos. Depois de tudo, a imprensa e técnicos do governo foram ao local. Não conseguiam acreditar que tinha sobrevivido. Não tenho dúvida que experimentei um grande livramento de Deus.

EC - Foi a partir daí que o senhor fundou a Igreja Mundial?

VALDEMIRO - Foi logo depois, mas não em virtude disso. É até difícil explicar como começou, mas foi pela vontade de Deus. Durante 18 anos, fiz parte de outro ministério. Mas aí comecei a discordar da forma como essa igreja estava agindo. Na minha opinião, já não pregava a Bíblia e ensinava o Evangelho como aprendemos. A Palavra de Deus é simples demais e sempre procurei prega-la dessa maneira. Já não via isso na igreja. Cheguei na minha esposa e disse a ela que não me sentia bem, pois não pregávamos mais a verdade. Mas era obrigado a obedecer à direção. Oramos a Deus e ele colocou em nosso coração para que saíssemos. Nada foi planejado. As pessoas souberam de nosso desligamento, estranhavam, perguntavam por que estávamos saindo e o que iríamos fazer. Eu apenas dizia que queria pregar o Evangelho de Jesus. Queriam saber como se chamaria a nova igreja. Eu não dizia. Falar o quê? Não havia parado para pensar nisso. Mas uma vez estava no carro, quando um amigo fez a pergunta e disse de supetão “Mundial do Poder de Deus”. Não estava preocupado com isso, veio de repente.

EC - A igreja já começou atraindo gente?

VALDEMIRO - Nada. Antes da primeira reunião, passamos a semana inteira evangelizando. Até estava acostumado com multidões. Na África, em menos de dois anos, batizamos quase 50 mil pessoas. Por isso, os primeiros resultados foram desanimadores. No horário da reunião, não havia ninguém. Atrasei meia hora e, mesmo assim, só havia 16 pessoas. Contando com minha esposa, filhas e três ou quatro pastores. Mas era Deus trabalhando, amassando e moldando o barro. Com muito trabalho, o número de freqüentadores foi aumentando e, em dois meses, precisamos mudar pela primeira vez de salão, pois aquele em que estávamos havia se tornado pequeno. Hoje, a cada reunião, há 2 a 3 mil pessoas novas toda vez. Nossa preocupação é que venha também o crescimento espiritual.

EC - Esse crescimento acaba incomodando outras denominações. Como o senhor encara as críticas e perseguição que sofre?

VALDEMIRO - Para mim é triste, pois vem justo de irmãos na fé. Já fui caluniado e ameaçada de morte junto com minha família. Eles têm medo de perder sua posição, seu prestígio, pessoas não virem às suas igrejas. O ciúme é um problema até na Bíblia. Eles olham para as multidões vindo à Igreja Mundial e temem. Isso não deveria acontecer, afinal, somos soldados do mesmo exército. Independente da minha igreja estar cheia ou não, louvo a Deus quando vejo uma outra, repleta e buscando a Deus. Creio que, mais cedo ou mais tarde, verão que não adianta ficar criticando e acabarão orando por mim. Já me habituei com as calúnias. Não é possível esconder um ministério que chama tanto a atenção. Ameaças também surgem, essas são mais difíceis, pois tantas vezes são diretas mesmo. Tentam até fechar nossos templos. Mas digo: para cada um que fecharem, abriremos outros dez.

EC - Quando acabam os cultos, muita gente vem até o senhor para tentar tocá-lo. O senhor não teme ficar com imagem de messias e ser idolatrado?

VALDEMIRO - Não tenho esse temor. Isso não parte de mim e não encorajo as pessoas a pensarem assim. Gente querendo chegar em você para receber uma benção é coisa comum. Na Bíblia, por exemplo, isso não aconteceu apenas com Jesus. Veja o caso de Pedro. Quem era ele? Um simples pescador. Mas, porque sua sombra curava, as multidões se chegavam a ele. As pessoas sabem que vêm de Deus e não do pregador. Mas, por ser mais palpável, acham que, se tocar nele, é mais fácil de obterem. Há um componente bíblico, não só de uma pessoa, mas de todos os servos de Deus, cheios de sua presença, fazerem as mesmas obras de Cristo. Sei que também pode distorcer a mensagem, por isso, digo que sou um canal da benção divina, mas não posso salvar ninguém. Sou carente da salvação e da cura como todos. Sou um comedor de frango com quiabo e angu que, quando fica doente, vai a Jesus como todos e pede sua misericórdia e cura.

Fonte: Revista Eclésia edição 126

sábado, 11 de outubro de 2008

ERASMO


Durante séculos, muitos cristãos não podiam ler a Palavra de Deus na sua própria língua. Em vez disso, eram encorajados a participar dos cultos em latim que poucos entendiam.

Em 1516, o teólogo holandês Erasmo, compilou e publicou o primeiro Novo Testamento na linguagem do grego original. Esse trabalho histórico foi a base para a posterior publicação da Bíblia em alemão de Lutero, da Bíblia inglesa de Tyndale e da Versão King James. Essas traduções contribuíram para que as Escrituras se tornassem compreensíveis a milhões de pessoas ao redor do mundo.

Erasmo não podia medir a influência que teria o seu Novo Testamento em grego, mas ele tinha uma paixão por transmitir a mensagem a pessoas leigas de todas as esferas sociais. No prefácio, ele escreveu: “Eu gostaria que [os Evangelhos e as epístolas] fossem traduzidas em todos os idiomas... Anseio que o menino no arado os cante enquanto trabalha [e] que o tecelão os cantarolasse, em sintonia com sua máquina de costura.”

O profeta Jeremias refletiu essa mesma paixão pela Palavra: “Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo” (15:16).

Ter a Palavra de Deus em nosso próprio idioma permite-nos experimentar a alegria de meditar nela todos os dias. – HDF

A melhor maneira de extrair os tesouros da verdade da Palavra de Deus é com a pá da meditação.

in Devocional Nosso Andar Diário, 4° trimestre 2008 http://www.nossoandardiario.com

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Entrevista com Asaph Borba


"Deus pode até ouvir música, mas a ênfase de Deus não é a música, é o coração"

Por: Zazá Gomes

Quem participou do 34º Encontro Sepal teve o privilégio de louvar com Asaph Borba, músico evangélico, que por 30 anos exerce um ministério de louvor consistente. Autor de canções como: Jesus em Tua Presença, Minh’alma Engrandece ao Senhor, Deus É Fiel, Superabundante Graça, entre outros Asaph é um bom exemplo de servo.

Conheceu Jesus na década de 70 e em 1978 gravou o seu primeiro LP com o título Celebremos com Júbilo, juntamente com Don Stol, seu parceiro até hoje.

Membro da Comunidade Cristã em Porto Alegre, casado com Lígia Rosana e pai de Aurora e André, Asaph tem trabalhos gravados em Cuba, Colômbia, Argentina, Portugal, EUA, Jordânia, Iraque, Sudão, Israel e Alemanha.

Conheça um pouco mais deste ministro que acredita que um adorador tem que gerar adoradores.

Sepal: No que este Encontro se destaca dos outros?

ASAPH: É a terceira vez que participo de um Encontro da Sepal. Esse foi especial, fui muito edificado com a palavra do pastor africano, Ngwiza Mnkandla, seus ensinos são práticos. Tivemos um espaço novo para louvar. O ambiente espiritual desse Encontro demonstrou crescimento.

Sepal: Pode destacar um momento especial?

ASAPH: A vigília de adoração e oração que tivemos na noite de quarta-feira foi uma inovação. Foi muito gostoso estarmos juntos por cerca de uma hora e meia de pura adoração. Gostei muito também dos seminários que pude participar.

Sepal: O que você diz ao pastor que participa de um encontro como esse?

ASAPH: No Salmo 133 diz onde há comunhão, ali o Senhor ordena bênção e vida. Gosto não só da bênção, gosto do complemento: e a vida. Quando há irmãos unidos num só coração ali existe vida. Vi isto no Encontro Sepal, existe vida de Deus. A gente ficava horas em comunhão. Demorava uma hora e meia para chegar ao refeitório, depois mais uma hora e meia pra sair. Só conversando com os irmãos ..... Isso é vida.

Sepal: Sua simplicidade é algo que chama a atenção. Foi sempre assim?

ASAPH: Não. Isso é fruto de muito trabalho. Fui orientado por meus pais espirituais os pastores Erasmo Ungaretti e Moyses Moraes, não para ser cantor, nem ministro de louvor. Fui criado para ser um homem semelhante a Jesus. Isso é o que eu ensino pro meus filhos, e para os irmãos que caminham comigo: sejam semelhantes a Jesus esse é o propósito de Deus. É o que está em Romanos 8.29: Jesus é o primogênito entre muitos irmãos. Então nós devemos nos parecer com Ele. Jesus era assim, um homem simples. Andava no meio do povo. Curando pessoas simples. Em 2 Coríntios 11.3 diz que uma das estratégias do Diabo é roubar a simplicidade dos que são de Cristo. Uma pessoa que pertence verdadeiramente a Jesus, tem que ser simples. Tenho convivido com homens de Deus desse mundo inteiro e as pessoas que verdadeiramente se parecem com Jesus tem essa marca: a simplicidade, a acessibilidade. É pessoa no meio do povo. Não pessoa que chega tarde pra sair cedo, que quer os primeiros lugares, não! É gente no meio da igreja.

Sepal: O que você diz pra pessoa que tem dificuldade nesta área?

ASAPH: Jesus dá a dica. É sendo manso e humilde de coração. Sendo humildade de coração, ninguém fará de você um ídolo. Nunca fizeram de mim um ídolo. A idolatria nasce no coração do ídolo. Não é no coração das pessoas. Se você se colocar como um ídolo, terá alguém para idolatrá-lo. Se você se colocar como uma pessoa humilde diante de Deus, ninguém via te idolatrar. Tudo acontece dentro do seu próprio coração. Seja humilde. Mais famoso que Jesus, que tocava e curava e as pessoas estavam sempre ao seu redor. Ele estava sempre com as pessoas, entrando na casa dos outros, mas na simplicidade. Ele não se considerava um expoente. Se tivesse máquina fotográfica, acho que Jesus tiraria foto com todo mundo, se tivesse evangelho pra assinar, acho que Jesus assinaria todos eles. Assim como Ele faz até hoje todos os evangelhos são assinados por Jesus.

Sepal: Suas músicas são basicamente a Palavra. Como acontece o processo de composição?

ASAPH: Eu comecei cantando a Palavra de Deus. Durante os 10 primeiros anos, só cantava a Palavra. Depois comecei a fazer minhas próprias letras. Biblicamente correto, mas era minha própria palavra. Agora é bom retornar a cantar unicamente a Palavra de Deus. E a Palavra está sendo uma nova unção no meu ministério.

Sepal: Você falou das viagens que Deus tem permito fazer. O que sente quando está entre os irmãos de outros países? O que passa no seu coração?

ASAPH: É a continuidade do ministério que Deus tem me dado. Eu não vejo diferença em estar no exterior ou estar no interior do Brasil com os meus irmãos. Pra mim a igreja é uma só. Eu vejo o povo de Deus como uma única família, como Corpo de Cristo e eu sou uma célula. Uma simples célula que um dia está na unha, outro dia está no cabelo. Sou uma célula viva que leva a Palavra. Vejo meu ministério dentro do Corpo de Cristo.

Sepal: Como você vê a música evangélica hoje?

ASAPH: A música é uma ferramenta, não é um fim em si. A música é um fruto. Quando a música é fruto de uma vida de adoração é bênção, se não é um instrumento artístico, como outro qualquer. Deus pode até ouvir música, mas a ênfase de Deus não é música, a ênfase de Deus é o coração.

Sepal: O que você tem a dizer para um músico que está começando?

ASAPH: Tenha um coração para servir. Longevidade no ministério é ter um coração pra Deus, isso é o que todo músico deve ter em mente. Ele está ali não pra ser servido, mas para servir.

FONTE: SEPAL - http://www.lideranca.org/

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O LUTERO NEGRO

Por Hernani Francisco da Silva

A primeira tentativa de estabelecer uma igreja protestante no Brasil foi em 1555, que pretendia dar refúgio aos calvinistas franceses, perseguidos pela Inquisição européia. A segunda tentativa foi em 1630, quando os holandeses tomaram Recife, Olinda e parte do Nordeste, registrando a presença do protestantismo. Após a expulsão dos holandeses, em 1654, o Brasil fechou as portas aos protestantes por mais de 150 anos.

Com a chegada da família real, em 1808, e um “jeitinho português” abriu-se uma brecha no monopólio católico, permitindo a presença de outra religião que não fosse a católica. Os protestantes estrangeiros, no entanto, não podiam pregar nem construir igreja com torre, mais podiam reunir-se e cultuar a fé, comercializar a Bíblia e até distribuí-la.

Foi através dessa brecha que um negro letrado, alfaiate, chamado Agostinho José Pereira, conheceu a Bíblia e descobriu outra forma de cristianismo. Agostinho teve contato com protestantes estrangeiros que passaram pelo Recife. Por revelação divina, em sonho, tornou-se protestante.

Em 1841, Agostinho José Pereira começou a pregar pelas ruas do Recife. Nasceu, assim, a primeira igreja protestante brasileira, a Igreja do Divino Mestre, com seus mais de 300 seguidores, negros e negras, todos livres e libertos.

Agostinho ensinou-os a ler e a escrever, numa época em que os proprietários de terras eram analfabetos. No Brasil de 1841, fora das colônias colonizadas por estrangeiras não havia protestantismo algum. O negro Agostinho foi o primeiro pregador brasileiro.

Só depois, em 1858, o reverendo Roberto Kalley fundou a Igreja Fluminense, episódio considerado pela história oficial como data de fundação da primeira igreja protestante do Brasil. Depois vieram outras Igrejas como a presbiteriana (1859), a batista (1871), a luterana (1886), a anglicana (1889).

A Igreja do Divino Mestre era mística e teologicamente negra. A Igreja fundada por Agostinho falava de libertação bíblica, esperança de uma vida livre da escravidão, o povo negro como a primeira criação humana de Deus, e de um Cristo não-branco.

As idéias de Agostinho eram avançadas e perigosas para a época em que a Igreja Católica era a religião oficial do Estado, e não admitia nenhuma outra crença a não ser a igreja de Roma. Ao ler a Bíblia e pregar uma outra forma de cristianismo, Agostinho criticava o catolicismo com suas estátuas e santos intermediários. Ele tornou-se alvo de perseguição da Igreja Católica.

Mas não foi só a igreja que se sentiu ameaçada com as pregações de Agostinho. As autoridades e a Imprensa de Recife se alvoroçaram com as idéias do pastor negro que falava da libertação dos escravos, citava a revolução do Haiti e a insurreição escrava nos moldes dos negros mulçumanos na Bahia, acontecimentos que deixavam os escravistas brasileiros em arrepios. Ele era mais que subversivo, era negro em plena escravidão, era protestante num Estado católico, e pregava a libertação dos negros numa sociedade que sufocava qualquer movimento que ousasse tal feito. O negro Agostinho era um perigo para o Brasil da época.

A historia de Agostinho deixa muita perguntas sem resposta. Pouco se sabe da vida dele, de onde veio, para onde foi. O que se sabe é que ele era um negro letrado e que fundou a primeira igreja protestante brasileira, e que essa igreja era negra. Sabe-se também que na sua trajetória política conheceu Sabino, o líder da revolta baiana conhecida como a sabinada. Ele participou da Confederação do Equador.

Um fato marcante na vida de Agostinho foi a sua prisão em 1846. Graças a esse episódio ficou registrado um pouco da sua vida, documentada na imprensa de Recife e em inquérito policial, que hoje são fontes de pesquisas resgatando o legado desse grande homem.

A imprensa discutia até onde ele era um rebelde, um fanático religioso. Ele foi acusado de vigarista e enganador da boa fé de negros e pobres. Agostinho tinha 47 anos de idade quando foi preso. O chefe de policia da província suspeitava que a “seita” liderada por Agostinho tinha o objetivo de preparar uma insurreição de escravos. A policia cercou a casa onde a Igreja do Divino Mestre se reunia, prenderam Agostinho e seus fiéis.

Com a prisão de Agostinho a igreja que fundara expandiu-se pela cidade e a perseguição policial estende-se aos seus membros. No bairro de Boa Vista, a policia entrou na casa de um de seus lideres, interrogou-o e confiscou a Bíblia. A policia invadiu a casa de Agostinho e apreendeu textos intitulados como o ABC, textos esses que criaram um grande alvoroço por conter citações da revolução dos escravos do Haiti.

As perseguições prosseguiram aos membros da Igreja do Divino Mestre, que registrou 16 pessoas detidas. O seu advogado de defesa foi Borges da Fonseca, um liberal de Pernambuco.

Não se sabe o que aconteceu com o pastor negro Agostinho José Pereira depois da sua prisão. Um jornal da época noticiara que Agostinho fora solto por habeas corpus impetrado pelo advogado Borges da Fonseca e que quando passava nas ruas acompanhado pelos seus discípulos a multidão gritava e assoviava.

Ao passar por Pernambuco em 1852, o naturalista inglês Charles B. Mansfield referiu-se ao mestre como um “Lutero negro”, que não sabia onde ele estava, mas tinha ouvido que tinha sido condenado a três anos de prisão ou fora deportado.

O Lutero negro deixou um legado para a igreja e a sociedade brasileira. Para o Movimento Negro Evangélico ele deixou uma bela herança histórica: “a primeira Igreja Protestante do Brasil foi negra”.


Citações e Referências:

LÉONARG, Émile-G. O protestantismo brasileiro: estudo de eclesiologia e história social. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP e ASTE, 1981.
CARVALHO, Marcus JM. Rumores e rebeliões: estratégias de resistência escrava no Recife, 1817-1848 - 49 - Tempo - Revista do Departamento De Historia da UFF - Nº 6 Vol. 3 - Dez. 1998.
--------- Fácil é serem sujeitos, de quem já foram senhores. O ABC do Divino Mestre. Afro-Ásia, número 031 Universidade Federal da Bahia, Brasil pp. 327-334, 2004.


FONTE: RENAS - http://www.renas.org.br

Via blog Cidadania Evangélica

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O MAIOR SEGREDO DO DIABO

Por que será que tantas pessoas que um dia aceitam a Cristo se desviam depois? Por que as vezes, ao invés da igreja crescer, ela parece que apenas ‘incha’? Você já se fez estas perguntas?

O texto “O Maior Segredo do Diabo”, de Ray Comfort, se propõe a respondê-las, ao analisar qual é e onde ocorre o erro primeiro (e principal da Igreja): na evangelização. Leia um trecho da introdução:

“Deixem-me tentar tornar a questão mais real para vocês. Em 1991, no primeiro ano da década da colheita, uma grande denominação nos Estados Unidos foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um ano, esta grande denominação de 11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Infelizmente, passado algum tempo apenas contavam com 14.000 destes congregando, o que significa que eles já não podiam prestar contas por 280.000 das decisões alcançadas. E estes são resultados normais do evangelismo moderno e, algo que descobri no final dos anos 70; Algo que me preocupou muito. Comecei a estudar o Livro de Romanos diligentemente e, especificamente, a maneira de proclamação do Evangelho de homens como Spurgeon, Wesley, Moody, Finney, Whitefield, Lutero, entre outros, que Deus tem usado através dos tempos, e descobri que eles usavam um princípio que é quase totalmente negligenciado pelos métodos evangelísticos modernos.”

O texto é disponibilizado gratuitamente no site Evangelismo Bíblico (http://evangelismobiblico.com.br/), com a instrução de ser repassado adiante.

Com certeza este abençoado texto pode mudar a forma como você encara a evangelização, seja a pessoal ou a de massas.
Leitura altamente recomendada! Você pode ler o texto online, ou baixá-lo para seu computador.

PARA LER O TEXTO ONLINE, Clique Aqui.

PARA BAIXAR O ARQUIVO DO TEXTO (em PDF, 16 pág.), Clique Aqui.

No site há ainda outros recursos interessantes, como um curso sobre evangelização gratuito.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Perseguição contra cristãos na Índia aumenta - A sua ajuda é necessária!



Amados irmãos, a violência contra os cristãos indianos já atingiu mais de cinco Estados, deixando até agora, um saldo de mais de 40 mortos e milhares de pessoas refugiadas.
Em função dessa dramática situação, a Portas Abertas iniciou uma Ação Institucional em socorro aos nossos irmãos na Índia. A ação consiste em solicitar às autoridades indianas no Brasil atitudes que cessem essa onda de violência.
Quanto mais e-mails conseguirmos enviar, maior será a chance de chamar a atenção dessas autoridades. O objetivo é simples: travar a caixa de entrada dos e-mails. Mesmo que o conteúdo seja o mesmo, envie quantas vezes quiser e puder.
É extremamente simples ajudar. Sinceramente, é uma vergonha não fazê-lo!
Os endereços para onde você deve enviar a carta modelo são:
Copie os endereços e cole-os para simplificar sua ação.
Não esqueça, envie quantas vezes puder.
O momento exige urgência nas orações e ações práticas!

Em nome da Igreja da Índia,
Renata Éboli- Missão Portas Abertas

Clique aqui e veja o modelo do texto.
Aproveite e veja Aqui dezenas de fotos sobre a perseguição.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE COSME E DAMIÃO


Como todos sabem, a tradição religiosa e popular de nosso país dedica o dia 27 de Setembro para venerar a Cosme e Damião (mártires cristãos do século III) através da distribuição de doces.
Os adeptos dos cultos afro-brasileiros também aproveitam esta data para cumprir sua "obrigações" com ibeji, entidade "protetora" dos gêmeos que, no sincretismo religioso, se associa a Cosme e Damião. O que passa despercebido da maioria da população é que, através da idolatria, estão, na realidade, cultuando a demônios que lançam sementes das trevas e de morte na vida de milhões de pessoas, e principalmente na vida das crianças, que são as que mais se envolvem através do consumo de doces oferecidos às entidades demoníacas.

Aproveite este espaço e conheça a verdadeira história desses mártires cristãos:

Seguidores de Jesus Cristo, nasceram na Arábia, no terceiro século depois de Cristo, eram gêmeos e seus pais eram cristãos. Estudaram na Síria, e se tornaram médicos. Eram "Anargiros" (inimigos do dinheiro), e não cobravam nada pelo trabalho que exerciam. Como trabalhavam de graça, começaram a ser muito conhecidos, atraindo muita gente para ouvir a mensagem que pregavam sobre o Salvador Jesus Cristo. Naquele mesmo tempo, Diocleciano era o Imperador Romano, homem perverso que nutria forte ódio por cristãos. Ele mandou para a cidade de Egéia, onde estavam Cosme e Damião, um representante de nome Lísias. Sob o comando deste homem, começaram a torturar Cosme e Damião, até por fim degolá-los. Desse modo foram mortos no ano 283 depois de Cristo, não porque trabalhavam de graça como médicos, mas porque eram cristãos e por sua fama tornaram-se alvo do imperador Diocleciano. Lísias mandou que eles adorassem ou se ajoelhassem diante de algumas imagens. Porém, como seguidores de Jesus, nunca poderiam fazer isso. A Bíblia diz: "Não farás para ti imagens de esculturas, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas de debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás, porque Eu sou o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso." (Êxodo 20.4,5) Foi então, por obedecerem às ordens de Deus e não se encurvarem ou rezarem às imagens, que eles morreram. Que ironia diabólica, fazer imagens de Cosme e Damião para se curvar diante delas e pedir bênçãos e proteção.

Jesus disse "Eu sou o Caminho e a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14.6) Portanto sabemos que não adianta pedir nada a Cosme e Damião, a São João, São Paulo, Santa Maria ou outro "santo" qualquer. Buscamos somente a Jesus, o Filho de Deus! Foi Ele quem morreu por nós numa cruz, ressuscitou ao terceiro dia e hoje roga a Deus por nós (I Timóteo 2.5; I João 2:1). Pegar doces nesse dia torna-se um laço porque a maioria das pessoas que fazem essa distribuição estão presas à promessas feitas à estas imagens e esses doces são oferecidos aos "santos" em algum terreiro de candomblé ou centro espírita como pagamento dessas promessas. Esses que parecem ser "santos" nos terreiros ou centros, são na realidade demônios (ajudantes do diabo que estão enganando tais pessoas) I Corintios 10.19,21).

Fonte: Enciclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana -Volume 15, páginas 1140-1142.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Novo blog: CIDADANIA EVANGÉLICA

Caros amigos e leitores, venho apresentar-lhes um novo blog que iniciei, o Cidadania Evangélica (http://cidadaniaevangelica.blogspot.com/). A temática? Tudo que envolva e relacione o Evangelho e os evangélicos às causas sociais, passando pelo conceito de Missão Integral (que tem em Ariovaldo Ramos um de seus defensores), oferecendo também dicas de cidadania, direitos e deveres, saúde, ampla rede de links de instituições de ação social (evangélicas ou seculares), serviços e utilidades para o cidadão, e artigos e endereços sobre a questão do tratamento de dependentes químicos. Além disso, o blog será também local para a exposição e discussão dos grandes temas sociais do Brasil e do mundo, como por exemplo, a lei da homofobia (sempre no objetivo de informar/despertar/convidar a Igreja a tomar partido ativo em tais questões). Iremos também até coisas mais amenas como exposição de técnicas de como criar uma horta caseira, dicas de reciclagem e etc. Enfim, pretende-se criar aqui um ‘clipping’ ou colagem de artigos relevantes, oriundos de quaisquer fontes, quer seculares ou evangélicas. Pois tenho visto que é necessário despertar aquela grande parcela da igreja que ainda dorme ou engatinha em tais questões.

Amados, o interessante é que este é um blog aberto para colaboradores, um blog coletivo. Caso você seja cristão evangélico e participe ou sinta interesse em obras sociais, e creia que pode contribuir com este projeto, desde já lhe convido para ser colaborador ativo deste blog, com direito a efetuar postagens. Visite o blog, e caso sinta afinidade com este pequeno projeto, entre em contato.
E mesmo que você não queira ser colaborador direto do blog, lhe convido a colaborar enviando textos (seus ou de terceiros), dicas de links e sugestões. E também lhe convido a trocarmos links.

Irmãos, colaboradores são sumamente necessários. Meu tempo é escasso, pois mantenho ou colaboro num bom número de blogs. Mas não crio um blog por ‘capricho’. Como já expus em nossos debates da UBE, tento manter uma visão estratégica da blogosfera, que é a de fechar lacunas e ocupar espaços. ‘O que está faltando?’, é a pergunta que faço a mim mesmo e a Deus. Tem sido assim com os outros blogs que mantenho. Enriquecer a blogosfera evangélica, agregar valor informativo e expandir nossos horizontes. Com muita humildade, como o trabalho das formiguinhas. Para glorificar ao Senhor!

Visite, colabore, divulgue!

domingo, 21 de setembro de 2008

Os males do Álcool


Aspectos históricos

Toda a história da humanidade está permeada pelo consumo de álcool. Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 A.C., sendo portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber ao longo do tempo.

Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como por exemplo o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas na sua forma destilada. Nesta época, este tipo de bebida passou a ser considerado como um remédio para todas as doenças, pois “dissipavam as preocupações mais rapidamente do que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alivio mais eficiente da dor”, surgindo então a palavra whisky (do gálico “usquebaugh”, que significa “água da vida”).

A partir da Revolução Industrial, registrou-se um grande aumento na oferta deste tipo de bebida, contribuindo para um maior consumo e, consequentemente, gerando um aumento no número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool.


Aspectos gerais

Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.

O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.

Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, frequência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.


Efeitos agudos

A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.

Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

DEVOCIONAL - Construindo uma cidade

O Burj Bubai (o primeiro à esquerda) comparado com os maiores do mundo

Leitura:

Hebreus 11:8-16

Desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus.
- Hebreus 11:16

Por 41 anos, o Empire State Building, em Nova Iorque, desfrutou da distinção de ser o edifício mais alto do mundo com 381 metros. Depois disso, outros já o ultrapassaram, como os 452 metros das Torres Gêmeas Petronas em Kuala Lumpur, Malásia, e os 509 metros do edifício Taipei 101. Com 810 metros o Burj no Dubai que estará completo no fim de 2008 superará os outros de longe.

Desde a antiguidade, o homem tem tentado notabilizar-se através de monumentos de todos os tipos. Ainda é o sonho de muitos hoje.
O escritor de Hebreus apresenta uma maneira melhor de alcançar importância.
Ele reparou que os heróis da fé nunca perderam de vista o fato de serem estrangeiros e peregrinos na terra." (Hebreus 11:13). Como resultado, "Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade." (v. 16).
É um fato da vida que cada obra monumental será certamente ultrapassada. Até os grandes "sucessos" do homem são fugazes. Os nossos maiores esforços podem apenas trazer honra temporária, que muito em breve será eclipsada por novas e maiores proezas de outros. Mas aqueles que investem os seus esforços em viver para agradar a Deus têm uma cidade eterna e uma honra sem fim pela sua frente. Deus está agora mesmo preparando-lhes isso.

Quem está construindo a tua vida? Tu ou Deus?

UM SÓLIDO FUNDAMENTO FIRMA TANTO UM EDIFÍCIO COMO UMA VIDA.

C. P. Hia

domingo, 14 de setembro de 2008

É tudo sobre Ele


Tim Keller

Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós.

Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição.

Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus.

Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós."

Jesus é o verdadeiro e melhor Jacó que lutou e sofreu o golpe de justiça que merecíamos, de forma que nós, assim como Jacó, só recebêssemos as feridas da graça para nos despertar e disciplinar.

Jesus é o verdadeiro e melhor José que, à destra do rei, perdoa àqueles que o venderam e traíram e usa o seu novo poder para salvá-los.

Jesus é o verdadeiro e melhor Moisés que se põe na brecha entre o povo e Deus e que é mediador de uma nova aliança.

Jesus é a verdadeira e melhor Rocha de Moisés que, golpeada com a vara da justiça de Deus, agora nos dá água em pleno deserto.

Jesus é o verdadeiro e melhor Jó, sofredor verdadeiramente inocente, que então intercede e salva os seus tolos amigos.

Jesus é o verdadeiro e melhor Davi, cuja vitória torna-se a vitória do Seu povo, apesar deles nunca terem movido uma única pedra para conquistá-la.

Jesus é a verdadeira e melhor Ester que não apenas arriscou deixar um palácio terreno, mas perdeu o definitivo e divino; que não apenas arriscou sua vida, mas entregou-a para salvar o Seu povo.

Jesus é o verdadeiro e melhor Jonas que foi lançado para fora, na tempestade, para que nós pudéssemos ser trazidos para dentro.

Jesus é a verdadeira Rocha de Moisés, o verdadeiro Cordeiro pascal, inocente, perfeito, desamparado, sacrificado para que o anjo da morte não atentasse contra nós. Ele é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira luz, o verdadeiro pão.

A Bíblia definitivamente não é sobre você e eu. É sobre Ele.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

95 TESES - O documento mais famoso dos protestantes


As 95 teses de Martinho Lutero são consideradas uma declaração corajosa da independência para a igreja protestante.

Quando ele escreveu quase 100 pontos de debate em latim, Lutero estava simplesmente convidando os seus companheiros acadêmicos para uma “Disputa sobre o poder e a eficácia das indulgências”, o título oficial da tese. (O debate nunca aconteceu, mas as teses foram traduzidas para o alemão e distribuídas largamente, criando um tumulto.)
O que eram indulgências? No sacramento da penitência, os cristãos confessavam pecados e achavam absolvição para eles. O processo de penitência envolvia satisfação – pagar a pena secular por aqueles pecados. Sob certas circunstâncias, alguém que estava realmente contrito e tinha confessado seus pecados podia receber remissão parcial (ou, raramente, completa) da punição secular comprando uma carta de indulgência.
Nas 95 teses, Lutero não atacou a idéia das indulgências, pois na tese 73 ele escreveu “... o Papa se levanta justamente contra aqueles que, por qualquer meio, planejam mal a venda de indulgências”.
Mas Lutero protestou fortemente contra o abuso das indulgências – e mais adiante, sob a habilidosa venda de Johann Tetzel. E, no processo, Lutero derrubou, embora provavelmente não tenha percebido, os pilares que apoiavam muitas práticas no cristianismo medieval.

Afirmações-chave
Aqui estão treze amostras das teses de Lutero:

1. Quando nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo, diz “arrependam-se” etc, Ele quer dizer que toda a vida do fiel deve ser um arrependimento.

2. Esta afirmação não pode ser entendida do sacramento da penitência, isto é, da confissão e da satisfação, que é administrada pelo sacerdote.

27. Eles pregam a insensatez humana que finge que, ao ressoar o dinheiro no cofre, uma alma foge do purgatório.

32. Aqueles que acham que por causa de suas cartas de indulgências têm certeza da salvação, estarão eternamente perdidos junto com seus professores.

36. Todo cristão que se arrepende de verdade tem perdão total tanto da punição e culpa lançada sobre ele, mesmo sem as cartas de indulgência.

37. Todo cristão verdadeiro, seja vivo ou morto, tem uma parte nos benefícios de Cristo e da igreja, pois Deus tem lhe dado isto, mesmo sem cartas de indulgência.

45. Os cristãos devem ser ensinados que quem ver uma pessoa necessitada, ao invés de ajudá-la, usa seu dinheiro para uma indulgência, não obtém uma indulgência do Papa, mas o desprazer de Deus.

51. Os cristãos devem ser ensinados que o Papa deve dar – e daria – os seus próprios recursos para os pobres, de quem certos pregadores de indulgências extraem dinheiro, mesmo se ele tivesse que vender a Catedral de S. Pedro para fazer isso.

81. Esta pregação desavergonhada de perdões, torna difícil para qualquer homem instruído defender a honra do Papa, contra a calúnia ou responder as perguntas indubitavelmente sagazes dos leigos.

82. Por exemplo: “Por que o Papa não esvazia o purgatório por amor... pois afinal, ele libera incontáveis almas por dinheiro sórdido contribuído para construir uma catedral?”

90. Suprimir estes argumentos inteligentes por parte dos leigos, pela força ao invés de respondê-los com razões adequadas seria expor a igreja e o Papa ao ridículo de seus inimigos e trazer infelicidade aos cristãos.

94. Nós devemos alertar os cristãos a seguir a Cristo, seu Cabeça, através de punição, morte e inferno.

95. E assim, deixe-os por sua confiança em entrar no céu através de muitas tribulações ao invés de alguma falsa segurança e paz.

Dentro de dois meses, Johann Tetzel revidou com suas próprias teses, incluindo: “os cristãos devem ser ensinados que o Papa, por autoridade e jurisdição, é superior a toda a Igreja Católica e seus conselhos, e que eles devem obedecer humildemente seus estatutos”.

In Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br

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Aproveitando o ensejo, caso você queira ler as 95 Teses de Lutero, completas, Clique Aqui e baixe o arquivo.

sábado, 6 de setembro de 2008

INTEGRIDADE PASTORAL


Por: Pr. Nelson Bomilcar

"Pastorearei o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho" (1 Pedro 5.2)

“O ladrão vem somente para roubar; matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. 11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas 12 O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. 13 O mercenário foge , porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas. 14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, 15 assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.”

1. Introdução

Com temor e tremor, compartilho sobre integridade pastoral. Tema difícil para qualquer pregador ou pastor, pois é necessário um auto-exame para ver onde de fato estamos nesta caminhada e busca de integridade em nossa vocação pastoral. Sei quem sou, de onde vim, conheço meus pecados e quanto necessito da graça do Senhor para continuar no pastorado.

Penso até que tantos pastores, já de cabelos brancos e em final de caminhada e ministério, que foram e são mentores e referencias para mim hoje de integridade pastoral, poderiam falar com mais propriedade. Muitos deles, heróis anônimos que com fidelidade e perseverança cuidaram do rebanho do Senhor em circunstância adversas, em meio à contínuas provas e desertos, longe dos holofotes e palcos, de maneira humilde e despretensiosa. Até porque integridade não é uma qualidade que nasce intrínsicamente conosco. Antes, é um movimento e construção em nossa personalidade e caráter de fora para dentro; é um valor ou virtude que vai sendo desenvolvida em nós pacientemente por Deus nosso Pai, através da ação contínua de Seu Espírito, à medida que aprofundamos nosso relacionamento com Ele.

Temos que reconhecer que muitas mudanças ocorreram quanto ao entendimento da vocação e trabalho pastoral. Uma nova cultura da vocação e atuação pastoral ganha terreno na igreja em nosso século; muitos estão confusos quanto ao papel do pastor na vida da igreja. As instituições de ensino teológico, principalmente na América, desde o século passado, tem abraçado, modelos secularizados de gestão e se tornaram reducionistas quanto à atuação pastoral. O cerne e foco essencial está no Fazer do pastorado e não no Ser.

Como nos chama a atenção do Pr. Ricardo Barbosa, “estas mudanças são de natureza semântica e que trouxeram desdobramentos na atuação pastoral e na vida da igreja”. Líder e terapeuta, palavras incorporadas na descrição da vocação pastoral nos dias de hoje, não aparecem durante 20 séculos de vocação e modelo pastoral. Palavras estas que não são necessariamente incorretas, mas que trazem uma nova compreensão e descrição do trabalho pastoral, modelada em imagens do executivo ou administrador, isto é, de um profissional dentro de estruturas eclesiásticas.

O Dr. J. Packer, escritor e teólogo renomado, em uma de suas palestras/aula no Regent College onde estudei, disse que esta nova imagem de liderança, vem ao longo dos anos, corrompendo a vocação genuína do pastor e também a imagem correta do Deus Pastor, tão bem descrito no Salmo 23.

Precisamos recuperar a visão correta da vocação pastoral e de próprio Deus a quem servimos, pois Ele nos vocaciona, capacita e envia como referências, como guias espirituais para um rebanho sedento de pastores-pastores, que, com amor e compaixão, consagram seu tempo em ouvir o clamor de almas cansadas, aflitas, ovelhas que estão em busca de orientação espiritual e transformação, pessoas a quem Jesus se entregou e deu sua vida.

É oportuno refletirmos um pouco sobre a integridade do ministério pastoral, para instrução, para ensino, para termos referênciais corretas e expectativas maduras sobre o pastorado, já que distorcemos ou temos perdido através dos anos em nossa cultura, a natureza desta vocação e ministério.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Instinto selvagem, nunca mais - Roteirista de Hollywood se converte

Joe Eszterhas, roteirista do célebre filme que consagrou Sharon Stone, anuncia sua conversão ao Evangelho e uma guinada em seu trabalho.

Portal Cristianismo Hoje

A célebre cruzada de pernas da atriz Sharon Stone, no filme Instinto Selvagem (1992), entrou para a história do cinema. O que pouca gente sabe é que o idealizador da cena que aguçou a imaginação dos homens em todo o mundo e ajudou a arrecadar uma fortuna estimada em US$ 350 milhões em bilheterias não vai mais proporcionar ao público momentos tão, digamos, apimentados. O roteirista holandês Joe Eszterhas anunciou em Hollywood que se converteu ao Evangelho após um período conturbado em que quase morreu devido a um câncer. “Fiz um acordo com Deus”, declarou, em entrevista. “Passei por uma espécie de conversão íntima que me levou para mais perto de Deus”, garante.
Eszterhas conta que era alcoólatra e fumava quatro maços de cigarro por dia. “Depois de uma cirurgia na garganta por causa do câncer, me disseram que eu precisava parar de beber e de fumar imediatamente se quisesse ter uma chance de sobreviver”, lembra. “Cerca de um mês nesse regime, e eu já estava ficando maluco”, lembra. A tribulação pessoal veio num momento de ostracismo, após emplacar outros roteiros famosos, como o de Flashdance (1983) e Invasão de Privacidade, de 1993, com a mesma Sharon Stone. Eszterhas conta que foi sendo tomado pelo desespero até que, em um dia de muito calor, quando mosquitos e abelhas decidiram atacar o aparelho que lhe permitia respirar, ele se sentou na calçada, durante uma caminhada, e começou a chorar. “Ali, eu me ouvi – dentro da minha cabeça, claro, porque não tinha condições de falar – rezando e dizendo: ‘Por favor, Deus, me ajude’”. Ele admite que não rezava desde que era criança, quando freqüentava a Igreja Católica com a família. “Deus tinha sido irrelevante em toda a minha vida. Depois de ficar sentado por cinco ou dez minutos, me levantei e me senti melhor, mais forte do que havia me sentido desde a cirurgia.”
O roteirista garante que, depois desta experiência particular com Deus, sua vida melhorou. Além de superar a crise de abstinência, ele passou a ter uma nova motivação para viver. “Durante os meses seguintes, uma vez que não tinha mantido nenhuma espécie de relacionamento com Deus em tantos anos, eu estava relutante em pedir sua ajuda. Mas, finalmente, disse que se o Senhor me ajudasse a viver, eu contaria ao mundo o que aconteceu comigo.” A promessa foi cumprida através do livro Crossbearer: A memory of faith publicado nos EUA pela Editora St. Martin, ainda sem título em português), que foi recebido com surpresa em Hollywood. “Certamente existem muitos que olham para mim e pensam que perdi os miolos”, brinca.
Eszterhas conta que esteve com seu antigo agente, Guy McElwaine, cerca de quatro horas antes que ele morresse. Sentou-se ao seu lado, orou, deu-lhe um beijo e notou que as pessoas no quarto ficaram muito tocadas. Quanto ao futuro, ele adianta, nada de trabalhos como Instinto Selvagem daqui para a frente. “Estou seguro de que vou usar essas experiências em meu trabalho, porque eu gostaria de expressar de outras maneiras o que está nesse livro – talvez como ficção, talvez em outros gêneros. Se estou certo de uma coisa, é de que os meus escritos, seja lá qual for a sua forma, jamais serão tão sombrios quanto algumas coisas que escrevi no passado”, avisa. “Vi um lado mais iluminado da vida, e gostaria que ele viesse a aparecer em meus escritos.” Isso também é Hollywood.

FONTE: www.cristianismohoje.com.br