domingo, 29 de março de 2009

MORRENDO PELA JUSTIÇA


Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito e de
que o Senhor te livrou dali. -- Deuteronómio 24:18

Quando o pastor presbiteriano Elijah Lovejoy (1802-1837) deixou o púlpito, regressou ao mundo da imprensa, a fim de alcançar mais pessoas para Cristo. Depois de ser testemunha de um linchamento, Lovejoy propôs-se a lutar contra a injustiça da escravidão. A sua vida foi ameaçada por multidões cheias de ódio, mas isto não o fez parar: "Se um acordo significa que devo parar com meus deveres, não posso fazê-lo. Eu temo a Deus mais do que os homens. Se quiserem podem acabar comigo, mas eu devo morrer cumprindo meu dever." Quatro dias depois destas palavras, ele foi morto nas mãos de outra multidão furiosa.

A preocupação pela justiça a favor dos oprimidos é evidente em toda a Escritura. Foi especialmente óbvia quando Deus estabeleceu as normas para a aliança com Seu povo, depois que foram libertos da escravidão do Egito (Deuteronómio 24:18-22). Moisés enfatizou a preocupação pelos menos privilegiados (Êxodo 22:22-27; 23:6-9; Levítico 19:9-10). Repetidas vezes, os israelitas foram lembrados que haviam sido escravos no Egito e que deveriam lidar de forma justa com os menos privilegiados na sua comunidade. Deviam amar os estrangeiros porque Deus os ama, e os próprios israelitas haviam sido estrangeiros no Egito (Êxodo 23:9; Levítico 19:34; Deuteronómio 10:17-19).


Deus deseja que Seu povo afirme o valor supremo de cada indivíduo, lutando contra a injustiça. -- MLW

ALIAR-SE A JUSTIÇA SIGNIFICA LUTAR CONTRA A INJUSTIÇA.
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Fonte: Devocional Nosso Andar Diário - http://www.nossopaodiario.net

Para saber mais sobre Lovejoy,
Clique Aqui.

Um novo blog para a Poesia Evangélica: LIRICOLETIVO


Caros irmãos e leitores, é com prazer que comunico o nascimento de mais um projeto visando incentivar e divulgar a poesia evangélica: O blog Liricoletivo (http://liricoletivo.blogspot.com), um blog coletivo dedicado totalmente à poesia e aos poetas evangélicos.

São diversos poetas, de diferentes gerações e fazeres poéticos, que têm atuado (isoladamente) pela internet, em blogs e sites, agora congregados num espaço franco e que, além de incentivo e divulgação, propicia um intercâmbio de idéias e iniciativas.

O Blog começou esta semana, mas já conta com 7 poetas colaboradores, e outros serão convidados.

Visite. Divulgue. Comente. Apóie essa idéia!


Uma palinha do que já foi publicado:


Coroa de espinhos

Coroa de espinhos
Cravada na fronte
Derrama no Linho
Com sangue pesponte
Abre o caminho
Além do horizonte
Ele sozinho
Madeiro no monte
Sangue era vinho
Água era fonte
A todos filhinhos
Escreva e conte
Foi mais que carinho
Amor foi a ponte.

Camilo Borges


O Milénio

O leão não será mais rápido que o boi
em busca de pastagens
o cordeiro e o pássaro
nascerão de uma fórmula poética
e o lobo
o beijo terá na sua boca
Os jogos dos meninos
serão com as aves
uma pomba e uma águia
navegarão
em águas de branco lôdo
Um anjo passará
em forma lírica
ao mundo o seu desejo.

João Tomaz Parreira



Confissão e agradecimento de um ex-inimigo

Dos que amam a Ti:

pude estar perto a eles,

e conhecê-los.



Apertaram minha mão

sem importar com o odor do pecado.

Comi-lhes do pão,

e , defronte e dentre a

meus olhos,

cansados ossos,

me disseram:


"Irmão".

Sammis Reachers

terça-feira, 24 de março de 2009

Pastores em Perigo - Entrevista com JAIME KEMP

Jaime Kemp dirige a Sociedade Religiosa Lar Cristão. Foi missionário da Sepal por 31 anos e fundador da Missão Vencedores por Cristo. Especialista na área de aconselhamento conjugal, é autor de mais de 30 livros, sempre mantendo a defesa dos valores bíblicos da família. Neste entrevista, Jaime Kemp fala sobre perigos que envolvem o ministério pastoral, as dificuldades enfrentadas pelos pastores e as principais causas de fracasso e até de destruição de tantos ministérios.

Entre os diversos livros de sua autoria, estão “Pastores em Perigo” e “Pastores ainda em perigo”. O que o senhor define como os maiores “perigos” a que os pastores estão sujeitos?



Jaime Kemp - Gostaria de destacar entre outros, três perigos específicos que rondam a vida e ministério dos pastores: 1 - a facilitação ao desenvolvimento de casos extra-conjugais; 2 - o orgulho que ataca o coração dos pastores principalmente quando suas igrejas são bem sucedidas e crescem em membros. É muito fácil, então, eles se sentirem no direito de dominar seu rebanho em vez de servi-lo; 3 - a incapacidade de equilibrar o tempo entre o ministério e a família. Os pastores têm a tendência de casar com o ministério. É aí, então , que cometem adultério, pois já possuem uma esposa.
Há várias pesquisas e estudos que demonstram pastores que trabalham excessivamente, vivendo nos limites do esgotamento. O que o senhor pensa sobre isso?

Jaime Kemp -
O maior problema que eu vejo em um pastor trabalhar excessivamente é a ameaça que isso causa à sua auto-estima. Intimamente, ele acha que precisa "mostrar serviço", isto é, o seu sucesso ministerial está visceralmente ligado ao seu desempenho. À medida que as exigências se acumulam e ele não consegue mais cumpri-los, este pastor começa a sentir que não está correspondendo como deveria, e isso prejudica sua auto-estima. Contudo, sua identidade não está atrelada àquilo que ele consegue fazer ou não, mas a Cristo.

Na sua opinião, por que sentimentos como fracasso e solidão prevalecem na vida de tantos pastores chegando a ponto de terem seus ministérios destruídos?

Jaime Kemp -
Quando a solidão e o sentimento de fracasso pesam no coração de um pastor, colocando em risco seu ministério, é muito comum descobrir que ele não tem amigos, colegas de sua própria denominação evangélica com quem possa desabafar, compartilhar, chorar, prestar contas e ouvir palavras de encorajamento para sua vida e ministério. Além disso, sua solidão pode se transformar em armadilha que, às vezes, o fará cair em adultério.

Existe uma expectativa, muitas vezes irreal, a respeito da conduta não só dos pastores mas também de suas famílias, como se não pudessem ter problemas ou defeitos. É possível desmistificar isso na igreja? Seriam os pastores os próprios responsáveis por esta visão equivocada?
Jaime Kemp - As expectativas congregacionais colocam uma pressão injusta sobre o pastor e sua família. Há uma forte exigência para que eles sejam modelos em tudo. O problema de o rebanho encarar o pastor e sua família como gigantes espirituais é por só escutarem deles experiências de vitórias e nunca um compartilhamento sobre um fracasso ou franqueza. O triunfalismo da vida dos líderes.
Através do Ministério Lar Cristão o senhor ministra um curso visando o equilíbrio entre a vida familiar e a ministerial intitulado “Corda Bamba”. Por que este nome?
Jaime Kemp - Porque o pastor precisa equilibrar sua vida entre o ministério, sua esposa e filhos. Muitos deles não sabem como fazê-lo, a preço de verem seu relacionamento familiar praticamente destruído ao abrirem esta brecha ao diabo.
Que estratégias as igrejas podem adotar para ajudarem os líderes e pastores a encontrarem esse equilíbrio?

Jaime Kemp -
As igrejas podem encorajar seus líderes e pastores a:
- freqüentarem cursos como o curso "Pastores na corda bamba";
- respeitarem o "dia do pastor". Isto quer dizer que o dia é reservado a ele e à família. Não devem atender telefone, dar plantão na igreja, receber ou fazer visitas e assim por diante;
- separarem duas noites por semana para ficar sua família;
- a igreja deve estimular o pastor a reciclar-se, freqüentando congressos, simpósios, seminários, etc.;
- a igreja precisa respeitar a privacidade do pastor e da sua família, lembrando que a casa pastoral não é um hotel ou restaurante.
Com a exposição de tantos escândalos envolvendo a vida de pastores, nacional e internacionalmente, o senhor acredita que a figura do pastor já não é um referencial tão respeitado?

Jaime Kemp -
A figura do pastor tem sido maculada. Muitos consideram que vários pastores estão no ministério por motivos financeiros. Outros acham que eles estão lá porque não encontram outro trabalho mais interessante. Há uma ausência de integridade e seriedade para com o chamado de Deus.


FONTE: http://www.institutojetro.com.br

sexta-feira, 20 de março de 2009

Universidades como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por evangélicos




Uma Carta de Princípios divulgada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie sobre a contribuição do reformador João Calvino e dos cristãos evangélicos reformados para a educação dá informações pouco conhecidas na sociedade brasileira atual, que tanto aplaude universidades como Harvard e Princeton, e tanto critica os evangélicos. O documento informa que “muitas das maiores e melhores universidades do mundo foram fundadas por Reformados” e cita, além da própria Harvard e Princeton, a Universidade Livre de Amsterdam e Yale.

Leia os trechos do documento que mencionam os feitos reformados pela educação no mundo:

“A Universidade Livre de Amsterdam, uma das melhores do mundo, foi fundada em 1881 pelo reformado holandês Abraão Kuyper, que mais tarde se tornou Primeiro Ministro da Holanda”;

“A Universidade de Princeton, também considerada uma das melhores do mundo, foi fundada em 1746 como Colégio de Nova Jersey. Seu fundador foi o Governador Jonathan Belcher, que era congregacional, atendendo ao pedido de homens presbiterianos que queriam promover a educação juntamente com a religião reformada”;

“A conhecida Universidade de Harvard foi fundada em 1643 pelos reformados, apenas seis anos após a chegada deles na baía de Massachussets, nos Estados Unidos. Sua declaração da missão e do propósito da educação, sobre a qual Harvard foi erigida, foi redigida da seguinte maneira: "Cada estudante deve ser simplesmente instruído e intensamente impelido a considerar corretamente que o propósito principal de sua vida e de seus estudos é conhecer a Deus e a Jesus Cristo, que é a vida eterna, (João 17.3); consequentemente, colocar a Cristo na base é o único alicerce do conhecimento sadio e do aprendizado”.

“A Universidade de Yale, uma das mais antigas universidades dos Estados Unidos, foi fundada na década de 1640 por pastores reformados da recém formada colônia, que queriam preservar a tradição da educação cristã da Europa. Essa é a universidade americana que mais formou presidentes dos Estados Unidos. Em seu alvará de funcionamento concedido em 1701 se diz: “...que [nessa escola] os jovens sejam instruídos nas artes e nas ciências, e que através das bênçãos do Todo-Poderoso sejam capacitados para o serviço público, tanto na Igreja quanto no Estado”;

“No Brasil, os Reformados trouxeram importantes contribuições para a educação, com a fundação de escolas e universidades e a influência nos meios educacionais”.

A Carta de Princípios 2009, intitulada “João Calvino e a Universidade”, é assinada pelo Chanceler do Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, e foi elaborada com o apoio de outros estudiosos como Alderi Souza de Matos, Hermisten Costa Pereira e Franklin Ferreira.


Fonte: http://www.agenciasoma.org.br

segunda-feira, 16 de março de 2009

Deus usa Vasos Quebrados


Nancy Leigh DeMoss

Um dos temas recorrentes das Escrituras é o de que Deus usa pessoas e coisas “quebradas”. Essa é a maneira de ele agir. A reviravolta na vida de Jacó ocorreu numa luta no meio da noite às margens do rio Jaboque (Gn 32). Anos antes, Deus havia prometido abençoar aquele patriarca, mas até então ele nunca fora capaz de desfrutar aquela bênção, porque tentava controlar a própria vida.

Agora, no Jaboque, Jacó chegou a uma situação em que não tinha mais controle. Na manhã seguinte, tinha de se encontrar com seu irmão, que vinha até ele com um exército. Jacó, o suplantador, estava encurralado e aterrorizado. Deus havia despertado sua atenção. Naquela noite o Senhor, na forma de anjo, se encontrou com Jacó. E os dois empreenderam um combate corpo a corpo, enquanto Jacó se esforçava para alcançar a bênção que já lhe pertencia.

A verdadeira vitória aconteceu quando Jacó foi subjugado pelo anjo, e este lhe perguntou seu nome. Naquele momento, imagino que ele se lembrou do dia, anos antes, em que tinha tentado arrancar a bênção de seu pai cego e idoso. Isaque lhe perguntou: “Quem és tu, meu filho?” (Gn 27.18.) Ele o enganou afirmando ser Esaú. O orgulho no coração de Jacó o levou a fingir ser outra pessoa.

Dessa vez, Jacó encontrou alguém à altura. Agora não tinha mais controle das circunstâncias, ficou à mercê de um Ser infinitamente mais forte, e por fim falou a verdade a respeito de quem era:

“Qual o seu nome?”

“Jacó.”

Sem fingimentos, sem tentar causar boa impressão, sem explicações, sem justificativas. Jacó proclamou a pura verdade: “Jacó – o astuto, enganador, manipulador, vigarista. Este sou eu”. Ao aceitar a derrota, Jacó alcançou a vitória definitiva. Daquele momento em diante, tornou-se um novo homem. Tendo Jacó sido quebrantado, Deus pôde revesti-lo com poder. Assim que admitiu a verdade a respeito de quem era, o Senhor lhe deu um novo nome – Israel, que significa “príncipe com Deus” – que representava seu caráter restaurado. Agora ele poderia ser usado.

Como Jacó, Moisés também conheceu o poder do quebrantamento. Após quarenta anos no palácio, fazendo parte da corte de Faraó, foram necessários mais quarenta anos no deserto para que fosse destituído de todas as suas vantagens naturais – habilidades, contatos, posição e reputação. Moisés perdeu tudo. Todavia, voltou da sarça ardente um homem quebrantado, pronto para ser usado por Deus.

Quando os filhos de Israel chegaram ao pé do monte Horebe e não encontraram água potável, Moisés teve outra lição sobre quebrantamento (Êx 17). “Bata na rocha”, disse Deus, “e a água irá brotar”. Todos sabemos que não é possível tirar água de uma pedra. Mesmo assim, em obediência, Moisés feriu a rocha – um símbolo de Cristo sendo açoitado e moído por nós – e a água fluiu para matar a sede de dois milhões de israelitas.

E houve também o líder militar – Gideão – que não tinha qualificação para o cargo. Em número muito menor do que os soldados do exército dos midianitas, o destacamento remanescente de Gideão não tinha nenhuma chance de sobreviver; muito menos de vencer. E como ocorre muitas vezes, o quebrantamento estava nos planos de batalha de Deus. “Divida o exército até sobrarem tão poucos que pareça ridículo tentar lutar. Quebre os jarros para que a luz das tochas brilhe.” Do quebrantamento surge luz, e por ela o inimigo é lançado em confusão e obtém-se a vitória. No fim, todos sabem quem venceu a batalha.

Obviamente nosso maior exemplo é o Senhor Jesus. Quando seu corpo foi moído no Calvário, a vida eterna foi liberada para a salvação do mundo. Você deseja ter uma vida frutuosa? Quer ter a fragrância de Cristo? Deseja exalar o poder de Deus fluindo em sua vida? Quer ser usado como instrumento nas mãos do Senhor? Siga o Salvador até a cruz. Sua morte e ressurreição são um testemunho eterno de que o quebrantamento produz frutos em abundância.

É verdade, Deus usa coisas e pessoas “quebradas”. Em certo sentido, o avivamento é simplesmente o Espírito de Deus fluindo através de vidas quebrantadas. Os registros históricos de avivamentos demonstram isso.

*Este artigo foi extraído do lançamento da Editora Betânia: Quebrantar-se Completamente Diante de Deus, primeiro livro da série Avivamento para o coração.

Via Revista Mensagem da Cruz
*

quarta-feira, 11 de março de 2009

HOMILÉTICA - A arte de preparar e pregar sermões


DEFINIÇÃO DO TERMO

O termo Homilética é derivado do Grego "HOMILOS" o que significa, multidão assembléia do povo, derivando assim outro termo, "HOMILIA" ou pequeno discurso do verbo "OMILEU" conversar.
O termo Grego "HOMILIA" significa um discurso com a finalidade de Convencer e agradar. Portanto, Homilética significa "A arte de pregar".
A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.

Vejamos algumas definições que envolvem essa matéria:
Discurso - Conjunto de frases ordenada faladas em público.
Homilética - É a ciência ou a arte de elaborar e expor o sermão.
Oratória - Arte de falar ao público.
Pregação - Ato de pregar, sermão, ato de anunciar uma notícia.
Retórica - Conjunto de regras relativas a eloquência; arte de falar bem.
Sermão - Discurso cristão falado no púlpito.

FINALIDADE

O estudo da Homilética abrange tudo o que tem a ver com a pregação e apresentação de práticas religiosas: como preparar e apresentar sermões de maneira mais eficaz.

IMPORTÂNCIA DA MATÉRIA

Sendo a HOMILÉTICA a "Arte de Pregar", deve ser considerada a mais nobre tarefa existente na terra. O próprio Jesus Cristo em Lucas 16 : 16 disse: Ide pregai o evangelho...
Quando a Homilética é observada e aplicada, proporciona-se ao ouvinte uma melhor compreensão do texto.
A observação da Homilética traz orientação ao orador.

A ELOQUÊNCIA

ELOQUÊNCIA é um termo derivado Latim Eloquentia que significa: Elegância no falar, Falar bem, ou seja, garantir o sucesso de sua comunicação, capacidade de convencer. É a soma das qualidades do pregador.
Não é gritaria, pularia ou pancadaria no púlpito. A elocução é o meio mais comum para a comunicação; portanto deve observar o seguinte:
1. Voz - A voz, é o principal aspecto de um discurso.
Audível Todos possam ouvir.
Entendível Todos possam entender. Pronunciar claramente as palavras. Leitura incorreta, não observa as pontuações e acentuações.
2. Vocabulário - Quantidade de palavras que conhecemos.
Fácil de falar - comum a todos, de fácil compreensão - saber o significado
Evitar as gírias, Linguagem incorreta, Ilustrações impróprias.

ALGUMAS REGRAS DE ELOQUÊNCIA

- Procurar ler o mais que puder sobre o assunto a ser exposto.
- Conhecimento do publico ouvinte.
- Procurar saber o tipo de reunião e o nível dos ouvintes.
- Seriedade pois o orador não é um animador de platéia.
- Ser objetivo, claro para não causar nos ouvintes o desinteresse.
- Utilizar uma linguagem bíblica.
- Evitar usar o pronome EU e sim o pronome NÓS.

A POSTURA DO ORADOR

É muito importante que o orador saiba como comportar-se em um púlpito ou tribuna. A sua postura pode ajudar ou atrapalhar sua exposição.
A fisionomia é muito importe pois transmite os nossos sentimentos, Vejamos :
- Ficar em posição de nobre atitude.
- Olhar para os ouvintes.
- Não demonstrar rigidez e nervosismo.
- Evitar exageros nos gestos.
- Não demonstrar indisposição.
- Evitar as leituras prolongadas.
- Sempre preocupado com a indumentária. ( Cores, Gravata, Meias )
- Cabelos penteados melhora muito a aparência.
- O assentar também é muito importante.
Lembre-se que existem muitos ouvintes, e estão atentos, esperando receber alguma coisa boa da parte de Deus através de você.

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM SERMÃO

O sermão é caracterizado como um bom sermão não pela sua extensão e nem mesmo pelas virtudes do pregador, sejam intelectuais ou morais, mas pelas qualidade do sermão:

1. UNÇÃO
Todo sermão deve ter inspiração divina. Um sermão sem unção, ainda que tenha uma excelente estrutura, não apresentará poder para conversão, consolação e edificação.
Devemos lembrar que ao transmitir um sermão estamos não estamos transmitindo conhecimento humano mas a Palavra de Deus e esta é a única que penetra até a divisão da Alma e Espírito, portanto é fundamental a unção.

2. FIDELIDADE TEXTUAL
Fidelidade textual é importante, visto que os ouvintes estão atentos ao texto de referência ou ao tema escolhido. Há muitos pregadores que tomam um texto como referência e depois esquecem dele.

3. UNIDADE
Todo sermão tem um objetivo a ser alcançado. O seu conteúdo deve convergir para um único alvo.
"Há sermões que são uma colcha de retalho, uma verdadeira miscelânea de assuntos, idéias e ensinos".

4. FINAL
Tudo tem um começo e um final. O Pregador deve ter em mente que o ouvinte está se alimentando espiritualmente.
Um sermão bem terminado será muito produtivo ao ponto de despertar o desejo de querer ouvir mais.

RECOLHENDO MATERIAL

Quase toda pesquisa serve como base para sermões. Todavia, é verdade incontestável que, quanto mais instrução tem uma pessoa, tanto mais condições terá para preparar e apresentar sermões.
Toda pessoa que deseja ocupar-se na obra do Senhor, e especialmente falar diante do público, deve formar paulatinamente uma biblioteca segundo suas capacidades mentais e financeiras.
Os quatro primeiros livros a serem adquiridos e que dever servir como base da sua biblioteca são: Bíblia de estudo; Dicionário bíblico; Concordância; Um comentário bíblico. Depois pode ir adquirindo outros, de acordo com as necessidades.

Ev. José Ferraz
E-Mail: jfkajo@uol.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2009

Mas, o que é evangelizar mesmo?


Este artigo foi escrito por Atilano Muradas. Ele é jornalista, teólogo, compositor, escritor, músico e pastor. Possui sete CDs gravados, três livros publicados, e reside nos Estados Unidos. Para falar com o autor, escreva para: atilanomuradas@uol.com.br

Muito se tem dito a respeito de “evangelizar”. Esta primeira frase, inclusive, pode ser que já tenha sido escrita, diversas vezes, por gente que decidiu, assim como eu, agora, finalmente, resolver a questão do evangelismo na Igreja de uma vez por todas. O mundo será outro depois deste texto. No entanto, já encerro aqui a minha ilusão de que conseguirei isso. Não depende apenas do meu desejo, da minha habilidade em argumentar, ou de Deus. É, isso mesmo, não depende de Deus.
Apesar de tudo nesta vida ser “se Deus quiser”, a missão de evangelizar ele deixou para nós. Ele vai salvar a quem a gente pregar – seja direta ou indiretamente – loucos, natimortos, criancinhas, abortados, etc., só no Céu saberemos o que será deles. Ninguém aceitou a Jesus do nada. Alguma coisa ele ouviu, algo sentiu a partir de informação externa que lhe chegou aos ouvidos e desceu ao coração. Sei de pessoas que aceitaram a Jesus de todo jeito, até mesmo através do Diabo. Ele mesmo pregou, acredite.
Um sujeito estava fazendo um despacho grandioso com uma determinada finalidade maldosa quando o Diabo, em pessoa, lhe apareceu e disse que de nada adiantaria aquele trabalho todo, pois a pessoa a quem se destinava o “trabalho” era crente. “Ela é filha do cara lá de cima. Com ele eu não mexo, pois é mais poderoso”, disse o Pai das Trevas. Ao ouvir tal declaração do patrão chifrudo, o sujeito respondeu: “Se o outro é mais poderoso, então, não te sirvo mais”. Abandonou a vida de despachos e foi servir a Deus numa igreja cristã.
Outro amigo era do tipo que denominamos “doidão”. “Cheirava todas” e vivia em petição de miséria, como diziam os antigos. Certo dia, fumando sua tradicional maconha junto com um amigo, resolveu ler um livro diferente: a Bíblia. Entre baforadas, blasfêmias e risadas, ele parou num texto que lhe informou claramente que, se ele continuasse naquela vida de drogas, certamente, iria para o Inferno. Sem pestanejar, largou tudo e entrou na primeira igreja evangélica que viu aberta e aceitou Jesus.
Histórias assim são produto de oração, de investimento de muitas pessoas, tenha certeza. Aliás, a maioria das conversões veio de exaustivos trabalhos de pregação corpo a corpo. Deus e seus anjos não descem à Terra para pregar o Evangelho. A missão é nossa. Contudo, parece-me que a evangelização está um pouco esquecida, coitada, no final da fila das prioridades eclesiásticas. Analise comigo.
Os cânticos de sucesso apelam para o emocional, estão centrados no homem e no seu bem-estar. Enquanto isso, as pregações, cujas canções refletem, visam entusiasmar, motivar a conquistar bens terrenos a todo custo. O apelo à salvação é dado ao final dessas pregações, criando um paradoxo sem precedentes na história dos sermões cristãos. Prega-se uma coisa e se faz apelo para outra. Ouça: “Deus vai resolver todos os seus problemas, dar-lhe tudo o que precisa, e fazer você milionário nesta Terra. Quem quer aceitar Jesus?” Ora, quem não irá aceitar?! Tudo bem, ainda bem que aceitou Jesus, mas a propaganda foi enganosa, e o novo convertido poderá se frustrar quando descobrir que não é bem assim como lhe prometeram.
A vida com Deus é vida feliz, mas, temos que suportar outros lances que estão sendo omitidos aos novos convertidos. Vida com Deus também é perder pra ganhar; é morrer pra viver; é dividir o pouco que tem; é servir e não ser servido; é passar por lutas e agradecer; é estar preso e cantar; é levar um tapa e dar a outra face; é aguentar uma série de desaforos dentro e fora da Igreja; é suportar os crentes (cristão é outra coisa); e mais uma série de outras aventuras aparentemente ruins, mas que enriquecem o homem de sabedoria e o fazem entender o verdadeiro sentido de ser cristão – se você ainda não entendeu isso, peça ao Espírito Santo pra lhe fazer entender. Aí você vai ser feliz mesmo tendo que viver essas tribulações. São alguns dos mistérios da vida cristã.
Essa forma de expor o Evangelho parece o daquelas propagandas com uma porção de letrinhas miúdas no pé da página, quase ilegíveis de tão pequenas. A gente só fica sabendo de tudo mesmo, depois que assina o contrato, e vê onde entrou.
Tanto se fala, hoje em dia, em respeitar os direitos. Pois é, os cristãos deveriam respeitar os direitos dos incrédulos e pregar-lhes o verdadeiro Evangelho para trazê-los para a Igreja. Aliás, eu acho até que viria mais gente que sinceramente aceitou a Jesus porque o ama de verdade, e não aos presentes que oferece. Os incrédulos não são todos idiotas e vão caindo na conversa de qualquer um não. Alguns caem, hoje, mas, daqui uns dias, pulam fora. Falsos pregadores podem enganar por um tempo, mas não por todo o tempo. E fazer com que esses desviados compreendam o verdadeiro Evangelho é quase um outro milagre.
Mas, porque será que isso acontece? A resposta, talvez, venha ao se tentar responder “Mas, o que é evangelizar mesmo?” Quando entendemos que nascemos com uma missão que vem “antes” de qualquer missão que tenhamos que exercer na Terra, então começamos a entender melhor a vontade de Deus. Em Marcos 16:15-18 Jesus deixa isso claro: “Ide e pregai”; e o resto vem depois. Em Atos 1:8 ele diz que receberíamos o poder para sermos “testemunhas”, ou seja, que pregam o Evangelho; depois vêm as atividades desde onde se está até os confins da Terra (missões).
Evangelizar é um dom que nasce com todas as pessoas. Pode e deve ser exercido, desde a mais tenra idade. Evangelizar é falar daquilo que se crê, sem a necessidade de fórmulas mágicas de multiplicação ou de estratégias de marketing mirabolantes. Isso tudo pode ser usado, mas se as pessoas estão desfocadas, é dinheiro jogado no lixo.
Evangelizar é uma decisão que alguém toma antes de querer ser pastor, apóstolo, profeta, doutor, ou até mesmo evangelista. Isso mesmo, evangelista, pois tem gente que quer assumir seu dom de evangelista depois que fizer o bacharel em Teologia, o mestrado em divindade, o doutorado em anjos, e conseguir os recursos para se sustentar no campo missionário. Você conhece alguém que se preparou a vida inteira para tocar piano sem nunca ter tocado um piano? Claro que não. Quem toca bem começou cedo e nunca parou.
Quem não treina evangelismo nunca será evangelista. Quem não conhece a Bíblia nunca será evangelista. Quem não ora, não evangeliza. Quem não insiste com as pessoas, corre atrás, suporta umas pedradas, não alcançará sucesso no evangelismo. É igual no trabalho: um leão por dia – inclusive, o que ruge como um leão ao redor tentando nos tragar. Ser cristão da teologia da prosperidade é mole. Quero ver é ser cristão da teologia da verdade.

Fonte: www.evangelizabrasil.com

Dos Heróis da Fé (l)

Jó 2:8-10

E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza.

Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.


Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

domingo, 1 de março de 2009

FECHANDO AS CONTAS

*

Modernizando alguns conselhos de Jesus sobre investimentos: não se foque em investir neste mundo, vivendo o agora, correndo atrás da próxima compra ou experiência aqui, onde os bancos e as bolsas de valores quebram e os preços das casas despencam. Mas foque-se em investir no reino, onde o banco jamais quebrará, as mansões jamais perderão seu valor e existe sempre um retorno eterno garantido. Onde você tiver investido, demonstrará onde está a sua atenção e o seu compromisso. No meio do caos financeiro global, precisamos nos sobressair como pessoas que são diferentes. Algumas coisas que se tornaram indistintas devem voltar ao foco nítido: Deus como O nosso provedor; a prática da confiança e da gratidão; a glória de Deus como o nosso objetivo principal, não o nosso próprio conforto e avanço financeiro. Os cristãos não estão isentos da crise econômica, mas Deus é maior do que as dificuldades financeiras e Sua perspectiva está em Mateus 6:19-34. Os sistemas econômicos globais estão assentados sobre areia movediça. Os sistemas econômicos de Deus estão assentados sobre rocha sólida. Eles são inamovíveis, eternos, com frequência invisíveis e sempre focados em Sua glória que torna este momento, um tempo para investir, não para retrair-se, um tempo para renovar o apoio às missões, um tempo para cuidar dos necessitados, um tempo para demonstrar um reino diferente.
Myles Wilson, The Gift Horse E-Bulletin

via DCI Internacional / O Jornal Missionário - http://www.dci.org.uk/portugues/p-jornal.htm

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Direção espiritual - Richard Foster

*
Richard J. Foster


O que é direção espiritual?


Para conhecer o genuíno caminho do Senhor.

1. Direção espiritual é um relacionamento interpessoal no qual aprendemos como crescer, viver e amar na vida espiritual.

2. Direção espiritual envolve um processo no qual uma pessoa ajuda outra a entender o que Deus está fazendo ou dizendo.

3. Discernimento é um presente crucial no trabalho de direção espiritual.

4. Na direção espiritual não há dominação ou controle.

5. O diretor/mentor/pastor espiritual guia outro em assuntos espirituais através do mundo espiritual pelos métodos espirituais.

6. Deus ordenou que haja diretores/mentores/pastores espirituais entre o seu povo. Essa é a estrutura do amor em prática.

7. Supremamente, diretores/mentores/pastores espirituais são pessoas que o senso de serem “estabelecidos” por Deus. De outra maneira, eles são muito perigosos para serem permitidos no espaço da alma de outros.


O que é um diretor espiritual?

Como reconhecer um legítimo orientador de Deus.

1. Uma pessoa que tem fome contínua por intimidade com Deus.

2. Uma pessoa que tem habilidade em perdoar outra numa grande perda pessoal.

3. Uma pessoa que tem senso animado de que Deus sozinho pode satisfazer os anseios do coração humano.

4. Uma pessoa quem tem profunda satisfação na oração.

5. Uma pessoa que tem uma avaliação pessoal realista das habilidades pessoais e limitações.

6. Uma pessoa que é livre de realizações por vanglória.

7. Uma pessoa que demonstra habilidade em viver fora das demandas da vida pacientemente e sabiamente.
______________

Richard J. Foster é autor de muitos livros, o mais recente é “Life With God”.

via Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA: Pr. Airton Evangelista da Costa

Amados, publicamos aqui uma entrevista realizada com o atuante pastor e apologista Airton Evangelista da Costa, que tem exercido um forte ministério através da internet e suas várias ferramentas. A entrevista foi editada a partir de uma auto-entrevista publicada no site do autor, e algumas perguntas extras que lhe fizemos.


Como e quando se deu seu envolvimento com a internet?

R - Um irmão insistiu para que eu tivesse minha própria página. Meus estudos já estavam em vários sites. Ele se encarregou de criar. Foi o pastor Ricardo Ribeiro. então nasceu o www.palavradaverdade.com. Há também o www.palavradaverdade.org



O Sr. é mais conhecido na Internet por seus estudos, artigos e vídeos.

RO mais importante não é ser conhecido; é fazer conhecida a Palavra de Deus. Os vídeos começaram a ser editados há pouco tempo.

Então o volume maior de sua produção diz respeito a estudos?

R – Porque comecei a escrever logo após minha conversão.

Quantos artigos já escreveu?

R – Considerando as perguntas e respostas, estudos e artigos diversos, o número está em volta de 1.000.

E os vídeos?

R – O primeiro foi em cinco de outubro de 2007. De lá para cá foram editados duzentos e oito vídeos.

O Sr. Se considera um bom escritor?

R – De modo nenhum. Sempre que faço revisão em meus escritos encontro falhas. Erros de concordância e abuso do gerúndio, por exemplo.

O Sr. faz uma revisão antes da divulgação?

R – Eis o problema. Não consigo passar muito tempo fazendo revisão meticulosa. Tenho pressa na divulgação.

Como se dá essa divulgação?

R – No meu site e nos grupos dos quais faço parte.

O assunto principal é apologética?

R – Não considero que essa área seja a principal, mas tem um peso significativo. Nos vídeos, assume o primeiro lugar.

O Sr. acha que tem chamada para isso?

R – Não considero propriamente uma chamada. É dever de todo crente defender a sua fé. Se Allan Kardec declara que cristianismo e espiritismo ensinam a mesma coisa; se a Torre de Vigia declara que é o único canal entre Deus e os homens, nós, filhos de Deus, não podemos nos conformar. Precisamos dizer que não é bem assim, e esclarecer por que pensamos de modo diferente, sempre à luz da Bíblia.

Como o senhor avalia a importância da internet como ferramenta para o cristão?

R - A internet é um bom veículo de comunicação; é rápida e alcança de imediato milhares de usuários. Devemos aproveitá-la ao máximo para pregar as Boas Novas. Os vídeos são de um valor inestimável. Para mim, funcionam como um programa de televisão gratuito. Por meio deles, posso falar diretamente com milhares de pessoas de países diferentes. Se o YouTube permitisse 20 minutos, em lugar de 10 para cada vídeo, seria melhor.

Por que o Sr. critica mais o espiritismo e a Sociedade Torre de Vigia?

R – Porque esses dois grupos usam a Bíblia. Se as doutrinas não são semelhantes, somos instados a explicar a quem queira saber as razões de tais diferenças. O espiritismo possui o livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Kardec. A Torre de Vigia possui “A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”, com incorreções. Não perderia meu tempo confrontando a doutrina budista, por exemplo. Mas, se usam a Bíblia de forma distorcida, é dever do crente contestar.

Como o Sr. convive com as críticas?

R – Recebo-as com naturalidade. Seria anormal se me elogiassem. O problema é que a maioria dos que não concordam com minha análise e refutação não apresenta argumentos consistentes. Amiúde, usam o “Argumentum ad Hominem”, isto é, são impulsionados ao debate, sentem vontade de participar, mas preferem fazer ataques à pessoa. Isso não é apologética. Esse tipo de prática revela, não raro, incompetência.

Como assim?

R – Devemos confrontar a tese, o ensino, a doutrina, estabelecer a diferença e argumentar em defesa de nossa fé. No nosso caso, sempre à luz do que diz a Bíblia Sagrada. De vez em quando, recebo mensagens como: “Você não sabe de nada”; “leia mais a bíblia”; “você é apóstata”; “você só fala mentiras”, etc. Quando o ataque se torna mais severo, excluo o usuário da minha Caixa Postal no Youtube ou no Outlook Express.

O Sr. tem revisto suas posições em razão de alguma crítica?

R – Já ocorreu algumas vezes. Os homens são imperfeitos. Eu sou homem. Logo, sou imperfeito. Há poucos dias, ao receber uma mensagem de um espírita, fiz a exclusão de um vídeo do YouTube. As objeções quando bem formuladas me ajudam. Trabalho sempre em cima de fatos. Uso sempre a palavra oficial do grupo cujas doutrinas são confrontadas com as da Bíblia. Nessa área, não se pode escrever por ouvir dizer. Foi o caso do livro “A Verdade Sobre Maria”. Os dogmas marianos foram extraídos do Catecismo Católico ou de publicações oficiais.

O Sr. aceita o debate com todos os que refutam seus argumentos?

R – Não. Seria humanamente impossível. Não tenho tido tempo nem para dar atendimento às consultas.

Qual será o próximo vídeo?

R – Escrevi um estudo e editei o vídeo correspondente com o título “As Testemunhas de Jeová: Fim do Mundo em 2034”. Na oportunidade, não divulguei o pertinente texto de A Sentinela, de 2003. Um seguidor da Torre me disse que não localizou tal texto na revista. Vejo-me obrigado a divulgar o artigo, o que não fizera antes, e explicar. Será mais um vídeo para ajudar a alguns seguidores da Torre a compreender o que foi dito por seus líderes. Por incrível que pareça.

Voltando aos vídeos, qual o mais acessado?

R – Atenção maior tem sido para “Ex-Ancião das Testemunhas de Jeová contesta doutrinas”, com 14.532 acessos em menos de dez meses.

Como o senhor vê o retorno da prática de indulgências pela Igreja Católica?

R – Pensei que a ICAR já tivesse abolido isso. Há muitos meses não escrevo uma só linha nem produzo vídeo sobre o catolicismo. Mas diante dessa surpresa, creio que chegou o momento de falarmos sobre o assunto. O perdão só pode ser concedido se o pecador se arrepender. Como ter certeza de que houve arrependimento? Só Deus conhece o coração do homem.

O Sr. só combate as anomalias de determinados grupos?

R – Não. Se pesquisar no meu site – www.palavradaverdade.com - verá que combato, e muito, as heresias dentro de nossos muros. Exemplo disso é a série “Como Nasce Uma Heresia”, com vinte artigos.

Nota-se que o Sr. fala pouco de sua igreja.

R – A Palavra de Deus deve merecer maior ênfase.

Quando o Sr. pretende parar, e qual a sua idade?

R – O Senhor é o dono da minha vida. Farei 70 anos em março próximo.

Deixe uma palavra àqueles que, como o senhor, tem visto a internet como uma preciosa ferramenta ministerial, e também àqueles que ainda não tem dado a devida atenção à web.

R - Depois de tantos anos de funcionamento, a internet ainda não é usada por muitos irmãos, ou o fazem de modo muito restrito. Muitos, apesar de possuírem condições, ainda não sabem editar um vídeo e enviá-lo para divulgação. Embora haja muita sujeira nesse veículo, devemos usá-lo de forma vigorosa. A disseminação da Palavra via internet é fantástica, e alcança povos de todos os países. A internet abre as portas dos países onde a entrada da Bíblia é proibida, e ficará ali exposta por dezenas de anos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Leia a Bíblia e ganhe prêmios

Começa em 1º de março concurso ‘Vamos ler a Bíblia’, que prevê 300 dias de leitura da Palavra de Deus.

A partir do dia 1º de março, os crentes vão ter um estímulo a mais para a leitura da Palavra de Deus. É o concurso “Vamos ler a Bíblia”, promoção que tem como principal objetivo estimular as pessoas a lerem todas as Escrituras Sagradas em 300 dias, até 25 de dezembro. Para isso, serão dados prêmios aos participantes que responderem corretamente à maior quantidade de perguntas referentes aos textos bíblicos lidos ao longo do ano de 2009. A base do concurso será um calendário de leitura diária, que deverá ser acompanhado por todos os participantes. Pelo programa, cada candidato terá que ler quatro capítulos por dia, tarefa que não deve consumir mais que 15 minutos.

Serão realizadas 10 provas ao longo do concurso, contendo 30 perguntas de múltipla escolha. Os cinco primeiros colocados de cada prova vão ganhar prêmios como bíblias e novos testamentos digitalizados, aparelhos de MP3s e MP4s, celulares e máquinas fotográficas. Ao fim da campanha, o candidato que acumular mais pontos ganhará um notebook. Mas o melhor de tudo é que todos os participantes do concurso “Vamos ler a Bíblia” serão vencedores, pois certamente chegarão ao fim da campanha com a fé e o espírito fortalecidos pela Palavra de Deus.

O concurso, que tem o apoio da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), já está com inscrições abertas através do site http://www.vamoslerabiblia.com.br/

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

COMO UMA IGREJA PEQUENA PODE FAZER MISSÕES


Edison Queiroz

Quando prego e desafio pastores a levar suas igrejas à tarefa de missões mundiais, sempre sou questionado se é possível a uma igreja pequena fazer missões. A minha resposta sempre é afirmativa. Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. A seguir, seis passos para uma igreja pequena fazer missões.

1 - Confie no grande Deus

Devemos entender que o plano de Deus para a igreja, não importa o seu tamanho, é a implantação do seu reino por meio de pregação do evangelho a todas as nações. O que faz a diferença é o tamanho de nosso Deus. Ele disse: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr 33.3). A Bíblia afirma que Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3. 20-21).

Às vezes olhamos para nossa incapacidade e fraqueza, para o tamanho de nossas igrejas, para a situação financeira e ficamos desanimados, dizendo que é impossível. Mas isso está errado! Precisamos olhar para Deus e crer em seu poder, pois ele é grande e quer fazer coisas grandes. Do nada ele cria tudo! Aleluia! Precisamos orar como o rei Josafá: “Porque em nós não há força...porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Cr 20.12). Aqui está o segredo da vitória: tire os olhos das circunstâncias e coloque-os no grande Deus, e ele transformará nossas igrejas em verdadeiras bases missionárias.

2 - Inicie um movimento de oração

Por meio da oração, a igreja pode fazer um movimento missionário e atingir nações. Desafie os membros de sua igreja a orar em casa, no trabalho, nos momentos de folga, na igreja, etc. Pela oração, vidas serão tocadas por Deus; portas, abertas; missionários, abençoados; vidas, salvas. Mais adiante darei alguns passos práticos para o início de um grande movimento de oração em sua igreja, não importa o tamanho dela.

3 - Treine os crentes para a evangelização pessoal

Descobri uma coisa interessante em meu ministério: os crentes não evangelizam porque não sabem fazê-lo. Antigamente eu pensava que se tratava de falta de consagração, de falta de fé, de desânimo etc., mas logo descobri que o grande problema era a falta de um ensino prático.

Certo domingo preguei, sobre a importância de o crente ganhar vidas para Cristo. Durante minha pregação exortei a igreja, afirmando que todo crente deve ser um ganhador de almas e que o crente que não ganha almas está em pecado, etc. Após o culto um jovem venho falar comigo e disse: “Pastor, você fica o tempo todo nos dando chicotadas do púlpito, nos exortando a ganhar vidas para Cristo, mas nunca nos ensinou a fazê-lo.”

Confesso que tive de reconhecer meu erro e dar a mão à palmatória. Pedi perdão àquele jovem e disse que iria providenciar o treinamento. Naquela época convidei a equipe da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo para vir dar um treinamento de evangelização e discipulado para a igreja; telefonei-lhes e perguntei se tinha um treinamento para a igreja.

Eles me informaram que sim e que necessitavam de um período de 12 horas/aula. Agendei o mês de outubro e usei o tempo do culto e da escola dominical nos quatro domingos daquele mês para o treinamento. Foi maravilhoso o trabalho do Espírito Santo, que levou os crentes a entender que podem pregar o evangelho.

No terceiro domingo de treinamento, preparamos uma surpresa para os membros da igreja.
Cheguei mais cedo com a Equipe da Cruzada, colocamos uma mesa na calçada da igreja, fechamos o portão e esperamos os crentes chegarem.

Cada um que chegava perguntava: “O que aconteceu, pastor? Não haverá treinamento hoje?” Logo explicávamos que iríamos fazer uma experiência e enviávamos pares a evangelizar na praça; pedimos que voltassem ás 11h para darem testemunhos.

Lembro-me do testemunho de um diácono que falou com lágrimas nos olhos: “Pastor, sou crente há mais de 30 anos e nunca alguém orou comigo entregando a vida a Cristo, mas nesta manhã eu tive a alegria de ver alguém orando comigo, convidando Cristo para entrar em sua vida. Aleluia!”.

Hoje o treinamento em evangelização faz parte da instrução dos novatos na Escola Dominical, e a meta é que todos os membros da igreja saibam explicar o plano de salvação, levar uma pessoa a orar recebendo Cristo como Senhor e Salvador e dar os primeiros passos no discipulado.

4 - Desafie pessoas para o campo missionário

Mediante pregação, ensino, recomendação de livros, etc., você pode desafiar pessoas a se entregarem para a obra de missões. Creio que em toda igreja há pessoas vocacionadas para o campo missionário. Então pregue, desafie e procure identificar essas pessoas, dando-lhes o apoio necessário no discipulado pessoal, no encaminhamento para o preparo adequado. Não somente desafie, mas também apóie os vocacionados. Muitos pastores estão pecando ao deixar de apoiar , ajudar e orientar aqueles que têm sido chamados por Deus para a obra missionária. Talvez por medo de perderem o lugar, por ciúmes ou por irresponsabilidade. Se há em sua igreja algum membro chamado por Deus para o ministério, dê-lhe todo apoio, pois você estará colaborando para a expansão do reino de Deus. Não tema ! O mesmo Deus que o colocou no ministério é poderoso para mantê-lo ou tirá-lo dele, de acordo com sua soberana vontade.

5 - Desafie os crentes a contribuir financeiramente

Uma igreja pequena pode fazer muito para missões mediante contribuição financeira dos seus membros. Deus não está olhando para o tamanho da sua oferta, mas sim para o tamanho do coração da pessoa que deu a oferta. Lembra-se da oferta da viúva pobre? Sua oferta foi maior que as das outras pessoas porque ela deu todo o coração (Lc 21. 1- 4).

Além disso Deus é poderoso para multiplicar qualquer oferta, como ele fez na multiplicação dos pães. Eu sou testemunha disso. Deus faz milagres nas finanças da Igreja quando esta coloca missões em primeiro lugar. Mas adiante quando falar sobre finanças vou contar alguns desses milagres.

Conheço famílias que estão sustentando parentes no campo missionário. Muitas vezes, quando encontro algum missionário, pergunto-lhe: “Quem está sustentando?” De vez em quando, a resposta é: “Meus pais, meus irmão, etc.” Então pergunto: Quantos são? Às vezes, cinco ou seis pessoas estão se unindo e sustentado um missionário no campo. Qual o tamanho da sua igreja? Mesmo que seja de cinco ou seis pessoas, se elas forem desafiadas e assumirem a responsabilidade, poderão se unir e sustentar missionários no campo, assim como algumas famílias estão fazendo. Desafie o seu povo a contribuir financeiramente!

6 – Associe sua igreja a outra para enviar missionários

Uma igreja pequena pode fornecer pessoas e dinheiro para a obre de missões. Mas, às vezes, não tem condições de levantar todo o sustento financeiro necessário; portanto, poderá se unir a outra igreja e, juntas, enviar o missionário. Vou contar uma experiência marcante em minha vida. O pastor de uma igreja pequena veio à nossa convenção missionária e foi desafiado a fazer missões por meio de sua igreja. Voltou disposto a fazer de sua igreja uma igreja missionária. Desafiou o seu povo, e a resposta veio. Iniciou-se um movimento de oração e de contribuição financeira. Quando arrecadaram o dinheiro das ofertas mensais para missões, não sabiam como aplicá-lo e, então, pediram à nossa igreja a oportunidade de participar do sustento de uma de nossas missionárias na África. Consultei nossa igreja, e todos com alegria aceitaram formar uma sociedade com a outra igreja para, juntas, sustentarmos a missionária. Agora, aquele mesmo pastor está partindo para o campo, e as duas igrejas juntas vão participar do seu sustento.

Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. Tudo depende de ser desafiada, de receber a visão e de aceitar a responsabilidade.

Do livro “A IGREJA LOCAL E MISSÕES” - Edison Queiroz ( Edições Vida Nova)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CARNAVAL - A maior festa popular brasileira


Prof. João Flávio Martinez

Origem Histórica


Segundo definição genérica, o carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos, como herança das festas pagãs realizadas a 17 de dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno na mitologia grega.) e 15 de fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga.). Na verdade, não se sabe ao certo qual a origem do carnaval, assim como a origem do nome, que continua sendo polêmica.
Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. De fato, em certos rituais agrários da Antigüidade, 10 mil anos A.C., homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.
Originariamente os católicos começavam as comemorações do carnaval em 25 de dezembro, compreendendo os festejos do Natal, do Ano Novo e de Reis,Continua→ onde predominavam jogos e disfarces. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Lata, rua próxima ao seu palácio. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos.
O baile de máscaras, Continua →força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Eram sucesso na Corte de Carlos VI. Ironicamente, esse rei foi assassinado numa dessas festas fantasiado de urso. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis). Em Veneza e Florença, no século XVIII, as damas elegantes da nobreza utilizavam-na como instrumento de sedução.
Na França, o carnaval resistiu até mesmo à Revolução Francesa e voltou a renascer com vigor na época do Romantismo, entre 1830 e 1850. Manifestação artística onde prevalecia a ordem e a elegância, com seus bailes e desfiles alegóricos, o carnaval europeu iria desaparecer aos poucos na Europa, em fins do século XIX e começo do século XX.
Há que se registrar, entretanto, que as tradições momescas ainda mantêm-se vivas em algumas cidades européias, como Nice, Veneza e Munique.

Etmologia da Palavra

Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também têm se constituído em objeto de discussão. Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Apesar de ser foneticamente aceitável, a expressão é refutada por diversos pesquisadores, sob a alegação de que esta não possui fundamento histórico.
Para outros, a palavra seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale !" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma. Provavelmente vem também daí a denominação "Dias Gordos", onde a ordem é transgredida e os abusos tolerados, em contraposição ao jejum e à abstenção total do período vindouro (Dias Magros da Quaresma).

Posição da igreja evangélica no período do carnaval

Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por, isso de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pela Bíblia.
Seja no Egito, Grécia ou antiga Roma, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos bebedeira desenfreada, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.
Traçando o perfil do século XXI, não é possível isentar a Igreja evangélica → → deste movimento histórico. Então qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas? Devemos por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização?Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento?
Cremos que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da Igreja de Deus nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é santo.
Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra ela? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?
No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo, imoralidade, promiscuidade sexual e bebedeira.
Como cristãos não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus Romanos 8.5-8; I Co. 6.20).

Evangelismo ou retiro espiritual?

A maioria das igrejas evangélicas hoje tem sua própria opinião quanto ao tipo de atividade que deve ser realizada no período do carnaval.
Opinião, esta que, baseia-se em parte na teologia que cada uma delas prega. Este fato é que normalmente justifica sua posição. A saber: enquanto umas participam de retiros espirituais, outras, no entanto, preferem ficar na cidade durante o carnaval com o objetivo de evangelizar os foliões.
Primeiramente, gostaríamos de destacar que respeitamos as duas posições, pois cremos que os cristãos fazem tudo por amor com a intenção de ganhar almas para Cristo, edificando seu Corpo. Entendemos também o propósito dos retiros espirituais: momentos de maior comunhão com o Senhor. Muitos crentes tem sido edificados pela pregação da Palavra e atuação do Espírito Santo nos acampamentos das igrejas.
Todavia, a oportunidade de aproveitarmos o carnaval para testemunhar é pouco difundida em nosso meio.
Em meio à pressão provocada pelo mundo, a igreja deve buscar estratégicas adequadas para posicionar-se à estas mudanças dentro da Bíblia, e não dentro de movimentos contrários a ela. A Bíblia é a fonte, e não fatores externos.
Cristãos de todos os lugares do Brasil possuem opinião diferente s a este respeito de maneira adequada para evangelização no período do carnaval. Mas devemos notar que Cristo nunca perdeu uma oportunidade para pregar. Partindo deste princípio não podemos deixar de levar o evangelho não importando o momento.
Assim devemos lançar mão da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor atividade para nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval.

Fonte: http://www.cacp.org.br

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

John Knox, o presbiteriano com uma espada

‘A espada da justiça pertence a Deus, e se príncipes e governantes deixarem de usá-la, outros o farão’.

Knox era um ministro do evangelho cristão que defendia a revolução armada. Ele era considerado um dos mais poderosos pregadores de seus dias, mas apenas dois das centenas de sermões que pregou foram publicados. Ele é uma figura-chave na formação da Escócia moderna, mas só há um monumento erguido em sua homenagem neste país, e seu túmulo está embaixo de um estacionamento.

John Knox era de fato um homem de muitos paradoxos, um Jeremias hebreu estabelecido em solo escocês. Numa campanha incessante de oratória flamejante, ele buscou destruir o que achava ser idolatria e purificar a religião da Escócia.

Abraçando a causa - John Knox nasceu por volta de 1514, em Haddington, uma pequena cidade ao sul de Edinburgo. Por volta de 1529 ele entrou na Universidade de St. Andrews e continuou fazendo Teologia. Foi ordenado em 1536, mas se tornou um tabelião, e depois tutor dos filhos dos proprietários de terras locais (a nobreza inferior escocesa).

Eventos dramáticos aconteceram durante a juventude de Knox. Muitos estavam enfurecidos com a Igreja Católica, que possuía mais da metade dos imóveis e tinha uma renda anual de quase 18 vezes a da Coroa. Os bispos e padres eram freqüentemente meros indicados políticos, e muitos nunca esconderam suas vidas imorais: o arcebispo de St. Andrews, cardeal Beaton, andava abertamente com concubinas e era pai de 10 filhos.

O constante tráfego marítimo entre a Escócia e a Europa permitiu que a literatura luterana fosse contrabandeada para dentro do país. Autoridades da igreja ficaram alarmadas com esta “heresia”, e tentaram suprimi-la. Patrick Hamilton, um declarado protestante convertido, foi queimado vivo em 1528.

No início dos anos de 1540, Knox conheceu a influência de reformadores convertidos, e sob a pregação de Thomas Guilliame se juntou a eles. Tornou-se, então, um guarda-costas do feroz pregador protestante George Wishart, que estava pregando por toda a Escócia.

Em 1546, entretanto, o cardeal Beaton prendeu, julgou, estrangulou e queimou Wishart. Em resposta, um grupo de 15 nobres protestantes invadiu o castelo, assassinou Beaton e mutilou seu corpo. O castelo foi imediatamente cercado por uma frota de navios franceses (a França católica era aliada da Escócia). Embora Knox não fosse co-responsável pelo assassinato, ele o aprovou, e durante um furo no cerco, se juntou ao grupo sitiado no castelo.

Durante um culto protestante em um domingo, o pregador John Rough falou sobre a eleição de ministros e publicamente pediu a Knox que assumisse a função de pregador. Quando a congregação confirmou o chamado, Knox ficou abalado e foi às lágrimas. Ele declinou, a princípio, mas finalmente se submeteu ao que sentia ser um chamado divino.

Foi um ministério curto. Em 1547, depois de o castelo de St. Andrews ser cercado mais uma vez, ele finalmente cedeu. Alguns de seus ocupantes foram presos. Outros, como Knox, foram mandados para as galés como escravos.

Pregador viajante - Dezenove meses se passaram antes que ele e outros fossem libertados. Knox passou os cinco anos seguintes na Inglaterra e sua reputação como pregador cresceu muito. Mas quando a católica Mary Tudor assumiu o trono, ele foi forçado a fugir para a França.

Ele foi até Genebra, onde encontrou João Calvino. O reformador francês o descreveu como um “irmão… trabalhando com energia pela fé”. Knox, de sua parte, ficou tão impressionado com a Genebra de Calvino que a chamou de “a escola mais perfeita de Cristo que esteve sobre a terra desde os dias dos apóstolos”.

Knox viajou então para Frankfurt am Main, onde se juntou a outros protestantes refugiados – e rapidamente entrou em controvérsia. Os protestantes não conseguiam concordar com uma ordem de culto. As discussões tornaram-se tão acaloradas que um grupo abandonou uma igreja num domingo, recusando-se a cultuar no mesmo prédio que Knox.

De volta à Escócia, os protestantes estavam redobrando seus esforços e congregações estavam se formando por todo o país. Um grupo, que veio a ser chamado de Os Senhores da Congregação, votaram para fazer do protestantismo a principal religião da Terra. Em 1555, eles convidaram Knox para retornar à Escócia para inspirar a tarefa da reforma. Ele passou nove meses pregando extensiva e persuasivamente na Escócia antes de retornar à Genebra.

Golpes furiosos - Mais uma vez longe de seu lar, ele publicou alguns de seus tratados mais controversos: em sua Admonition to England [Admoestação à Inglaterra], rancorosamente atacou os líderes que permitiram ao catolicismo voltar à Inglaterra. Em The First Blast of the Trumpet Against the Monstrous Regiment of Women [O primeiro toque da trombeta contra o regime monstruoso das mulheres], argumentou que uma governante mulher (como a rainha inglesa Mary Tudor) era “mais odiosa na presença de Deus” e que ela era “uma traidora e se rebelava contra Deus”. Em Appellations to the Nobility and Commonality of Scotland [Apelos à nobreza e à plebe da Escócia], estendeu às pessoas comuns o direito – na verdade a tarefa – de se rebelar contra governantes injustos. Como ele disse a rainha Mary da Escócia mais tarde: “A espada da justiça pertence a Deus, e se os príncipes e governantes deixarem de usá-la, outros o farão.”

Knox retornou à Escócia em 1559, e mais uma vez emprestou suas habilidades formidáveis de pregação para aumentar a militância protestante. Poucos dias após sua chegada pregou um sermão violento em Perth contra a “idolatria” católica, causando tumulto. Imagens foram esmagadas e templos religiosos destruídos.

Em junho, foi eleito ministro da igreja de Edimburgo, onde continuou a exortar e a inspirar. Em seus sermões, sempre gastava meia hora calmamente fazendo a exegese de uma passagem bíblica. Então, quando aplicava o texto à situação escocesa, tornava-se “ativo e vigoroso” e esmurrava o púlpito violentamente. Disse um homem que tomava notas: “Ele me fez sacudir e tremer de um modo que eu não podia segurar a caneta.”

Os Senhores da Congregação ocuparam militarmente mais e mais cidades, de modo que finalmente, no tratado de Berwick de 1560, ingleses e franceses concordaram em deixar a Escócia (os ingleses, agora sob o reinado da protestante Elizabeth I tinham ido ajudar os escoceses protestantes; os franceses estavam ajudando o grupo católico). O futuro do protestantismo na Escócia estava garantido.

O Parlamento ordenou que Knox e cinco outros colegas escrevessem uma Confissão de Fé, o Primeiro Livro da Disciplina e o Livro da Ordem Comum — os quais colocaram a fé protestante na Escócia de um modo distintamente calvinista e presbiteriano.

Knox terminou seus anos como pregador na igreja de Edimburgo, ajudando a moldar o protestantismo na Escócia. Durante esse tempo, escreveu History of the Reformation of Religion in Scotland [História da reforma da religião na Escócia].

Embora permaneça um paradoxo para muitos, ele claramente foi um homem de grande coragem. Alguém, diante da sepultura aberta de Knox, disse: “Aqui jaz um homem que nunca lisonjeou nem temeu nenhuma carne.” O legado de Knox é grande: seus filhos espirituais incluem cerca de 750 mil presbiterianos na Escócia, 3 milhões nos Estados Unidos e muitos milhões espalhados pelo mundo todo.
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sábado, 31 de janeiro de 2009

O Papado — dos primórdios até João Paulo II

por

Alderi Souza de Matos

Desde uma perspectiva protestante, o papado não é uma instituição de origem divina, mas resultou de um longo e complexo processo histórico. As Escrituras não dão apoio a essa instituição como uma ordenança de Cristo à sua igreja. É verdade que o Senhor proferiu a Pedro as bem conhecidas palavras: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt 16.18). Todavia, isto está muito longe de declarar que Pedro seria o chefe universal da igreja (o primado de Pedro) e que a sua autoridade seria transmitida aos seus sucessores (sucessão apostólica). As primeiras gerações de cristãos não entenderam as palavras de Cristo dessa maneira. Tanto é que em todo o Novo Testamento não se vê noção de que Pedro tenha ocupado uma função especial de liderança na igreja primitiva. No chamado "Concílio de Jerusalém", narrado no capítulo 15 de Atos dos Apóstolos, isso não aconteceu, e o próprio Pedro não reivindica essa posição em suas duas epístolas. Antes, ele se apresenta como apóstolo de Jesus Cristo e como um presbítero entre outros (1 Pe 1.1; 5.1).

Mais difícil ainda é estabelecer uma relação inequívoca entre Pedro e os bispos de Roma. Os historiadores não vêem uma base absolutamente segura para afirmar que Pedro tenha estado em Roma, quanto mais para admitir que ele tenha sido o primeiro bispo daquela igreja. Ademais, é um fato bem estabelecido que não houve episcopado monárquico no primeiro século. As igrejas eram governadas por colegiados de bispos ou presbíteros (ver At 20.17, 28; Tt 1.5, 7).


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