terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um poema sobre o valor da oração


ORA

Quando não entenderes o porquê de tudo isso,
Quando não compreenderes como foi que a situação chegou a esse ponto,
Quando te desesperares da própria vida em função do sofrimento,
Ora.

Quando teu pai abandonar-te, sem dar-te chance de explicar,
Quando tua mãe não tiver misericórdia, julgando-te sem compaixão,
Quando tua esposa acusar-te injustamente, sem que tu sejas culpado,
Ora.

Quando teu marido não mais amar-te,
Quando teus filhos de tua casa forem embora,
Quando teus amigos, sem saber, julgarem-te sem que sejas culpada,
Ora.

Quando tua luta estiver tão grande,
Quando o desespero envolver teu pranto,
Quando a amargura colorir teu rosto,
Quando a solidão tornar-te teu manto,
Ora.

A oração é o começo, ela é o fim também,
Quando não conseguires cantar porque não sentes,
Ou não conseguires ler, porque não podes,
Nada poderá impedir-te de orar ao teu Pai bendito.

Ele, com fidelidade,
Jamais te abandonou;
Mesmo no desespero do teu andar solitário

Ele ao teu lado continuou.
Mesmo quando desististe de ti próprio, Ele não descartou-te

E foi contigo, passo a passo, a guiar-te, a assistir-te.

"Não entendes isto agora" disse Ele,

"Entenderás depois"

Se por erros cometidos, ora e pede perdão.
Se por mágoas infinitas, ora e abandona-as para sempre.
Se por dúvidas sem nexo, ora e esquece-as.
Se por dívidas sem fim, ora e paga-as.
Se por recursos que não tens, ora e pede-os

Se por trabalho que te falta, ora e procura-o

A oração é o remédio,

ela é também consolo.
A oração consegue ir

onde a dor, a mágoa e o grito não vão.

Grita bem alto e não serás ouvido;
Ora baixinho e o Senhor te escutará.

E quando menos perceberes
Teu problema terá ido,
Teu coração estará tranqüilo
E tua mente bem clareada.

Porque quando tu oras ao teu Pai
Ele toma teu fardo para Si
Retira a dor e o peso dos problemas
E devolve-te o fardo leve e suave,

repleto de flocos de esperança

E sementes de felicidade.

Se nunca experimentaste depender só de Deus,
Aproveita tua dor
Aproveita o desespero
E ora.

Wagner Antonio de Araújo

Fonte: Blog Poesia Evangélica - http://poesiaevanglica.blogspot.com/

sábado, 1 de agosto de 2009

Entrevista: Pastor André Schalitt

*



REVISTA FÉ EM FOCO
ENTREVISTA DO MÊS

(por João Carlos Magliato)


Neste mês, entrevistamos o Pastor André Schalitt, que é escritor e palestrante nas áreas de evangelismo e missões, tendo experiências nacionais e trans-culturais. Tem ministrado seminários e coordenado estratégias de evangelização para equipes de várias denominações. É o atual coordenador da Conferência Nacional de Evangelismo realizado a cada dois anos, e diretor da Escola de Evangelistas. Ele afirma que "seu chamado é maior do que a própria vida", fazendo da tarefa de ganhar o perdido o motivo central de sua existência.

Nesta entrevista, o Pastor Schalitt nos traz revelações sensacionais sobre evangelização e oferece orientações praticas para o êxito dos departamentos de evangelização e missões das igrejas.

FÉ EM FOCO: O que é evangelização?

ANDRÉ SCHALITT: Segundo a conclusão que o Congresso sobre Evangelização realizado em 1966 em Berlim, a descreve da seguinte forma: "Evangelização é a proclamação do evangelho do Cristo crucificado e ressurreto, o único redentor do homem, de acordo com as escrituras, com o propósito de persuadir pecadores condenados e perdidos a pôr sua confiança em Deus, recebendo e aceitando a Cristo como Senhor em todos os aspectos da vida e na comunhão de sua igreja, aguardando o dia da sua volta gloriosa".
Em outra definição, posso dizer que Evangelizar é quando sem reservas, decidimos dar o testemunho, comunicando e expressando de forma organizada e equilibrada, as boas-novas do Evangelho de Cristo Jesus. Esse testemunhar é expressar não somente com palavras, mas principalmente com atitudes. Não é impor uma regra, mais sim expor as verdades.
O âmago da evangelização é proclamar o evangelho de Cristo Jesus, revelando a humanidade o seu amor e sua mensagem libertadora.

FÉ EM FOCO: O significa a evangelização na sua vida?

ANDRÉ SCHALITT: Evangelizar é uma missão maior do que minha própria vida. Morreria se necessário, para levar o Evangelho do Senhor Jesus Cristo a qualquer que fosse, seja numa metrópole, ou nas mais remotas aldeias indígenas. Levar esta mensagem é o motivo da minha existência. Sua pergunta foi qual é o significado da evangelização em minha vida? Minha resposta é: Sem este ato eu não teria vida, anunciar a Cristo Jesus aos perdidos é certamente o que faz o meu coração bater.

FÉ EM FOCO: Porque devemos evangelizar?

ANDRÉ SCHALITT: É preciso entender que todo cristão é parte fundamental no plano divino de evangelismo, seja ele obreiro de tempo integral ou não. O evangelismo é uma prioridade, e existem algumas razões para isto:

1 - É uma ordem! Cristo ordenou a evangelizar, e é preciso obedecê-lo. Marcos 16.15 relata este fato com clareza.

2 - Somos constrangidos pelo amor de Cristo. Nós O amamos e mostramos esse amor ao falar DELE para outras pessoas.

3 - O Senhor convoca para esta tarefa. Em Mateus 9.36-38 mostra esta convocação.

4 – Os verdadeiros cristão estão interessados na glória de Deus. 1 Coríntios 10.31 esta escrito: "Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus". Verdadeiros cristãos querem ver Deus glorificado na vida de homens, mulheres, jovens e crianças.

É por isso que devemos evangelizar.

FÉ EM FOCO: Quais são as barreiras que tem dificultado a Evangelização Mundial?

ANDRÉ SCHALITT: Acredito que em primeiro lugar: É a falta de obreiros. Apesar de termos atualmente o maior numero de missionários atuando em toda a historia, vejo que ainda sim, não tem sido suficiente. O crescimento populacional tem sido algo explosivo e numa velocidade extraordinária, a Igreja deveria preparar e enviar missionários também de uma forma explosiva, e ao mesmo tempo, investir na evangelização local com maior intensidade.
Em segundo: A falta de recursos financeiros para desenvolvimento de projetos; Sustento de missionários já em campo; Preparação, envio e sustento de novos missionários. Estes dois fatores são resultados de boa parte da liderança cristã, que não visam, ou não priorizam a evangelização mundial.

FÉ EM FOCO: O Brasil, que é uma referência na obra missionária no mundo, ainda tem deficiências na evangelização do próprio país?

ANDRÉ SCHALITT: Indubitavelmente, sim! Por exemplo: Nosso país possuí cerca de 300 tribos indígenas, estou falando de aproximadamente de 364.000 pessoas e 185 línguas diferentes. Um certo pesquisador afirmou que apenas 4 etnias possuem a Bíblia completa, 34 dispõem do Novo Testamento e outras 59 contam com porções bíblicas. Entretanto mais de 120 tribos necessitam urgentemente da tradução das Escrituras. Das 120 tribos 90 nunca ouviram o nome Jesus, detalhe! Uma destas tribos adoram um galo.
O Brasil é uma espécie de um continente por causa de sua grandeza territorial. As grandes metrópoles brasileiras estão certamente bem evangelizadas, mais quando percorremos alguns quilômetros em cidades do interior, logo encontraremos algum local com extrema necessidade de ser evangelizada.

FÉ EM FOCO: Qual a sua perspectiva em relação a evangelização total do Brasil?

ANDRÉ SCHALITT: Evangelização total de um país de 180 milhões de habitantes é algo extraordinário, e um grande desafio, e ainda crescente, pois os estudos trazem uma relativa noção de 259,8 milhões de brasileiros em 2050.
Esta é uma questão que depende muito da liderança cristã brasileira, e as visões que os mesmos adotam para suas igrejas. A maioria possuem a visão de crescimento local, com isso, as grandes cidades tem possibilidade de serem mais rapidamente alcançadas. Minha preocupação são em relação as cidades menores do interior, onde as condições de vidas são baixíssimas. Temos encontrado no Brasil cidades de 6 mil habitantes com apenas 1 igreja evangélica de 15 membros, e este não é um fato isolado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem atualmente 5.564 municípios, se pudéssemos visitar um por um, certamente encontraremos escassez de igrejas evangélicas, e ainda milhares de pessoas que nunca ouviram o nome JESUS. Não vejo estes dados como um problema, mais um chamativo para aqueles que estão esquentando os bancos das igrejas. O desafio é grande, mais o Espirito Santo de Deus faz através de homens naturais, obras sobrenaturais. Se Deus usou Moody como canal direto para salvação de 1 milhão de pessoas, e tem usado Reinhar Bonnke para mais de 42 milhões de pessoas, certamente ELE pode usar, e tem usado brasileiros, para alcançar toda esta população para Jesus.

FÉ EM FOCO: Ministérios de evangelismos de igrejas de todo o país tem buscado por meios mais eficazes de obter resultados satisfatórios. Qual é a forma de evangelismo mais eficaz nos dias atuais?

ANDRÉ SCHALITT: Certamente uma evangelização direcionada por estratégias tem atualmente maiores chances de se alcançar bons resultados.
É necessário conhecer o campo que se deseja conquistar. Um evangelismo estratégico se inicia com pesquisas no local que se deseja alcançar. Estas pesquisas trará informações fundamentais para se criar estratégias especificas e direcionadas de acordo com as informações copiladas na pesquisa, revelando informações para atividades de acordo com a necessidade das pessoas. Segundo Christian Schwarz, autoridade em Crescimento de Igrejas, a Evangelização orientada para as necessidades é um dos principais fatores que fazem uma igreja crescer. Daí vem a ação da equipe orientada segundo as estratégias elaboradas de acordo com as informações obtidas, tornando a evangelização mais especifica e direcionada, dando ainda espaço para reavaliações e aperfeiçoamento das estratégias.Além disto, creio que nos dias atuais, um bom grupo de pessoas que desenvolva um trabalho de comunicação e marketing são indispensáveis numa equipe de evangelismo.

FÉ EM FOCO: Existe um modelo ou uma estrutura ideal para o funcionamento eficaz de uma equipe de evangelismo?

ANDRÉ SCHALITT: Sim, uma equipe de evangelismo deve ser organizada. Quando possível, se a equipe tiver um bom numero de pessoas, deve-se criar uma estrutura organizacional com líder, co-lider, secretário, tesoureiro, equipe de comunicação e marketing, equipe estratégica, intercessores, e ainda deve contar com o envolvimento de todos nos trabalhos em campo.
Toda a equipe deve girar entorno de 3 pilares: Visão (O que alcançar), Estratégia (Como alcançar) e Estrutura (Suporta a visão).

Na minha opinião, este é um modelo de equipe de evangelimo eficaz.

FÉ EM FOCO: Quais os fatores que um cristão precisa cultivar ou desenvolver para tornar-se um bom evangelista?

ANDRÉ SCHALITT: 1 – Ser inconformado com a situação pecaminosa do mundo. 2 – Amar o perdido. 3 - Deixar que o Espirito Santo de Deus o use com toda intensidade possível. 4 – Conhecer as escrituras (como falar da Palavra de Deus se não a conhecer?). 5 – Viver o que prega (A vida e as atitudes do evangelista é a uma das mais poderosas armas de evangelização). 6 – Ter uma vida compromissada com a oração (e através das oração que o evangelista recebe todas as orientações e capacitações para o trabalho evangelistico).

FÉ EM FOCO: Todos os crentes podem ser evangelistas?

ANDRÉ SCHALITT: Sim. Evangelizar é um trabalho para todos.

O poder relatado em Atos dos Apóstolos 1: 8 e para capacitar cada crente a ser testemunha de Cristo, começando em sua própria casa, e avançando até os confins da Terra. O que o crente precisa é se deixar ser usado pelo Espirito Santo de Deus.

FÉ EM FOCO: Quais os investimentos que uma igreja precisa fazer para o melhor desempenho de seu departamento de evangelismo?

ANDRÉ SCHALITT: 1- Investir no incentivo dos membros da congregação a ganhar almas. 2 – Investir financeiramente nas atividades evangelisticas. 3 – Investir no treinamento dos membros, visando capacitá-los para o melhor desempenho de cada um nos trabalhos de evangelização da igreja.

FÉ EM FOCO: Qual o valor da intercessão no trabalho de evangelização?

ANDRÉ SCHALITT: É impossível falar de evangelismo sem falar de intercessão. A intercessão abre as portas para o evangelista passar. A intercessão é parte fundamental da evangelização.

FÉ EM FOCO: Qual a melhor forma de se investir em missões?

ANDRÉ SCHALITT: 1 – Treinando, enviando e sustentando missionários. 2 – Ofertas missionárias. 3 – Orando constantemente pelos missionários em campo, por novas portas abertas para a entrada destes missionários, para o surgimento de novos missionários, e igrejas missionarias. 4 – Adotando missionários.

FÉ EM FOCO: Estudos revelaram que hoje menos de 10% da população mundial é considerada evangélica. Os lideres podem ser considerados os principais culpados deste fato?

ANDRÉ SCHALITT: Nada acontece se não houver liderança. Se o líder não ensina ou motiva seu grupo a realizar trabalhos missionários, certamente são eles os culpados. Pesquisas revelaram que somente 1 a cada 500 lideres evangélicos dedicam-se na evangelização mundial. Os outros 499 tem outras prioridade voltadas para a igreja local, ou para si próprio.

FÉ EM FOCO: Atualmente, temos visto igrejas crescerem no Brasil de forma surpreendente. O grande responsável deste crescimento é sem duvida nenhuma a visão celular. Como um palestrante na área de evangelismo, o senhor acredita que esta é a melhor estratégia de evangelização da história da igreja brasileira?

ANDRÉ SCHALITT: O que faz uma igreja crescer é um conjunto de fatores. Os grupos familiares, ou células é um destes fatores. Os famosos estudioso do assunto chegaram a esta conclusão.
A idéia de grupos familiares é uma estratégia evangelistica extraordinária, e é certamente uma das melhores visões de crescimento de igrejas, mais seria uma afirmação muito forte dizer que ela é a "melhor" estratégia. Eu diria que grupos familiares é uma visão diferenciada, pois é uma estratégia flexível e adaptável a qualquer contexto (Existem vários modelos desta visão), e isso a torna especial.De todo modo, creio que a melhor visão é aquela que traz resultados dentro de uma realidade local.

FÉ EM FOCO: Alguns estudiosos apontam o Reverendo Caio Fábio como alguém que foi o grande evangelista da igreja brasileira. Gostaria de saber sua opinião sobre isso?

ANDRÉ SCHALITT: O Reverendo Caio Fábio foi uma pessoa escolhida por Deus para falar a consciência nacional. Creio que sua capacidade de identificar com os evangélicos e de anunciar o evangelho de modo contundente e relevante o colocou como um grande ganhador de almas da história da igreja brasileira, e certamente merece destaque. Entretanto, creio que apontá-lo como "o grande evangelista da igreja brasileira" é algo injusto, uma vez que Deus abençoou esta nação com grandes homens apaixonados pela pregação do evangelho e entregaram suas vidas ao propósito de tornar Cristo conhecido em nosso querido país.

FÉ EM FOCO: Qual é o grande evangelista do Brasil atualmente?

ANDRÉ SCHALITT: Creio que no Brasil não existe o maior evangelista, talvez exista o que exerça mais influencia como líder cristão, ou aquele que tem a mídia nas mãos e a usa para propagação do Evangelho, mais não sei se isso o torna o "maior evangelista". Tenho duvidas se um grande evangelista é aquele que ganha milhares de almas para Jesus, ou aquele que morreu vitima de canibais por que tomou para si o desafio de pregar para os tais, renunciando a própria vida para pregar o evangelho de Cristo. Sinceramente tenho duvidas dos critérios mais usados para tal escolha.

FÉ EM FOCO: Tivemos em 2008 o projeto ESPERANÇA BRASIL coordenado pelo Ministério Billy Graham. Este foi mais um extraordinário trabalho liderado por este grande evangelista, considerado o maior do século XX. Como um motivador, estrategista e professor da matéria de evangelismo e missões, o senhor consegue imaginar algum sucessor que continue obras tão fantásticas como Billy Graham?

ANDRÉ SCHALITT: Tenho orado diariamente por isso! Não apenas para o surgimento de "1 novo Billy Graham", mais de vários. Imagine o mundo com 100 Billy Grahams?
Em meu livro O Ministério Bem-sucedido o citei varias vezes e coloquei uma breve história sobre o ministério deste grande evangelista. Pude pesquisar sua vida em muitos livros e em cada um deles fiquei impactado com tão grande compromisso.Não sei se temos alguém como ele no momento, mais estou orando muito para que Deus levante, não só um, mais vários homens com o mesmo compromisso e amor a evangelização como Billy Graham.

FÉ EM FOCO: O Chirts For All Nations liderado pelo evangelista Reinhard Bonnke é hoje a maior referência em trabalhos evangelísticos no mundo?

ANDRÉ SCHALITT: Certamente sim. Parece-me que até agora mais de 42 milhões de pessoas já confessaram a Jesus como Senhor de suas vidas. De fato, o CfaN liderado por Reinhard Bonnke tem sido literalmente um poderoso instrumento do Senhor para o povo africano e para o mundo. É sim uma grande referência.
Aconselho a todos os irmãos que desejam se tornar evangelistas bem-sucedidos, que comprem os livros de Reinhard Bonnke e os materiais do Chirts For All Nations, são riquíssimos.

FÉ EM FOCO: Na Europa, onde o senhor esteve realizando alguns trabalhos missionários, foi um celeiro de grandes homens que foram responsáveis diretos pela salvação de milhões de vidas. Podemos citar John e Charles Wesley, George Whitefield, João Calvino, Jonathas Edwards, David Brenier, William Carey e tantos outros. Atualmente, parece que a Europa "parou" de produzir homens tão poderosos na evangelização como a séculos atrás. Como alguém que esteve neste continente e estudou sobre sua historia evangélica, qual seria sua opinião sobre este fato?

ANDRÉ SCHALITT : Não é a Europa que produz, e sim, Deus que levanta quem realmente deseja, ou quem tem este chamado. Reinhard Bonnke é nosso exemplo mais próximo, ele é alemão e tem sido canal de Deus para incendiar uma grande chama na África e no mundo. Posso citar vários nomes que tem sido usado poderosamente por Deus neste continente atualmente.
Agora, o que podemos afirmar com certeza é que a Europa esta literalmente dormindo espiritualmente. É como um gigante que após um longo dia de trabalho dormiu, e ainda não acordou. Creio que quando acordar, o veremos novamente com força total. Em Nome de Jesus!

FÉ EM FOCO: O senhor acredita que tudo é valido para se tentar ganhar uma alma?

ANDRÉ SCHALITT: Não. Existe uma frase que diz: Os fins não justificam os meios. Dizer que "tudo é valido" é uma afirmação muito séria. A Bíblia nos orienta a fazer tudo com ordem e decência.
Creio que nossa conduta como um cristão é uma das mais poderosas armas a favor do evangelismo. Para se ganhar um alma para Jesus não é preciso fazer qualquer loucura, basta deixar que o Espirito Santo o use complemente, dando total liberdade a Ele. Quem convence o homem do pecado é o Espirito de Deus através da Santa Palavra. Este mensagem é completa, nossa vida serve de testemunho para esta poderosa Palavra.

FÉ EM FOCO: O Senhor ministra palestras, seminários e coordena evangelismos estratégicos para equipes de evangelismos de varias denominações brasileiras. Fale-nos sobre este seu ministério?

ANDRÉ SCHALITT: Venho já há alguns anos colaborando com equipes de evangelismo de várias denominações do país a desenvolverem atividades eficazes. Meu objetivo é somar com estas equipes. Tenho ministrado palestras e seminários sobre missões e evangelismo, apresentando estruturas funcionais e diretrizes fundamentais para o êxito de um departamento de evangelização e missionário. Em alguns casos, temos coordenado pesquisas locais e elaborado estratégias evangelisticas para ações especificas destes ministérios.
Para gloria de Deus, os resultados são muito bons.

FÉ EM FOCO: Quais os conselhos que o senhor pode dar aos lideres de departamentos de missões e evangelismo espalhados por todo o Brasil e no mundo?

ANDRÉ SCHALITT: Tenho alguns conselhos que acredito serem fundamentais:

1 - Leiam muito a Bíblia, este habito o levará cada vez mais longe, pois, quanto mais conhecer a Palavra, mais terá oportunidade de ministrar.

2 – Orem muito. Este ato o levará a aproximar-se cada vez mais de Deus, e quanto mais próximo DELE, mais amor você terá por ELE, e este amor o levará a lutar contra o pecado enraizado na humanidade. Também é através da oração que vocês receberão orientações, estratégias e visão de trabalho, tanto a nível pessoal, como em grupo.

3 – Deixem que o Espirito Santo de Deus faça através de vocês tudo que ELE pode fazer através de um ser humano.

4 – Estudem muito. Leiam diferentes livros sobre o tema. Estude as estratégias já existentes e procurem contextualizá-las a sua realidade, aperfeiçoando-as segundo a suas visões, com isso, grandes idéias e estratégias surgirão em suas mentes. Procurem sempre estar presentes em treinamentos, seminários, simpósios, cursos, Workshops. Invista em sua capacitação e amplie o seu vocabulário.

5 - Atualizem-se com a realidade do mundo. A tendência das pessoas no século XXI é de se relacionar com pessoas atuais, que sabem lidar com a realidade contemporânea. Esteja sempre atual com a situação espiritual da humanidade, estando por dentro dos acontecimentos e das necessidades que cercam o mundo missionário.

6 – Tenha uma conduta reta e transparente, pois suas atitudes servem de testemunho daquilo que você prega.

7 – Mantenham bons e constantes relacionamentos com os membros de seu departamento. Valorize todos os meios de comunicação mantendo-se sempre bem organizado com a equipe.

8 – Mantenha constância nos trabalhos evangesticos do departamento. A constância tem o poder de gerar compromisso nas pessoas, impulsionando-as a continuarem a tarefa com maior dedicação.

9 – Se possível, monte uma estrutura com líder, co-lider, secretário, tesoureiro, equipe de comunicação e marketing, equipe estratégica e intercessores. Valorizando a excelência na comunicação entre eles.

10 – Tenha uma visão clara de onde pretende chegar, ou alcançar. Desenvolva uma estratégia eficaz, sempre procurando prevenir qualquer eventualidade. E certifique-se que a estrutura realmente é capaz de suportar a sua visão.

Fonte: http://entrevistacomandreschalitt.blogspot.com/

via http://www.uniaonet.com

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A Força do Olhar

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Públio José – jornalista
(publiojose@digizap.com.br)

Segundo a História, o senador Publius Lentulus, designado pelo Senado romano para investigar o fenômeno Jesus Cristo na Palestina, Judéia e Samaria, destacou no seu relato, entre outros aspectos, a intensidade do olhar de Jesus. Segundo ele, “seu olhar era de um azul tão intenso que ninguém poderia fitá-lo de frente durante muito tempo”. Publius fora enviado pelo Senado romano para decifrar o fenômeno Cristo em razão das pouquíssimas informações que chegavam ao Senado a respeito de Jesus. O poder naquele tempo, na Roma dos Césares, era dividido entre a Corte e o Senado. Tendo seu próprio sistema de investigação, não interessava ao governo deixar o Senado bem informado. Afinal, o Senado era um órgão limitador do poder do Imperador da época. Assim, sem informações confiáveis, decidiu o Senado, por conta própria, enviar um dos seus membros para analisar o fenômeno Cristo.

Conta a História, que Publius Lentulus assistiu anônimo o “Sermão da Montanha”. E ficou admirado com o discurso de Jesus. Segundo ele, o Cristo “dizia muitas coisas certas, porém pecava gravemente quando afirmava que perante Deus (o Deus de Jesus) todos os homens eram iguais”. Ora, tal afirmativa batia de frente com a realidade romana de então, que dividia os homens em castas bem separadas entre si, constituídas de nobres, plebeus e escravos – uma visão, portanto, separatista, totalmente diferente da defendida por Jesus. Mas voltemos ao olhar, à força do olhar. O termo olho vem do grego “ophtalmós”, daí derivando-se o verbo olhar, como também o substantivo. O enviado de Roma, entre tantos outros detalhes interessantes que viu em Jesus, destacou em seu relato o olhar. Realmente, Jesus se utilizou em inúmeras ocasiões do magnetismo do olhar para manifestar suas emoções.

Ao longo da história, além do olhar de Jesus, outros olhares ficaram muito famosos. O de Beth Davis, uma das divas do cinema dos anos 40, por exemplo, exalava maldade e suspense; o de Hitler inspirava intranqüilidade e apreensão; o de Greta Garbo, de tão eloqüente pelo que dizia, tornou-se inesquecível até hoje; o da Mona Lisa, de tão enigmático, intriga a todos que se postam diante dele. Verdadeiramente, muitas palavras, através do olhar, podem ser ditas – silenciosamente. E sua essência pode significar: orgulho, altivez, piedade, sonolência, desejo, vigilância, generosidade, insensibilidade, ganância, e uma série de sentimentos semelhantes. Jesus dava uma importância muito grande ao olhar. Em Lucas, capítulo 11, versículo 34, ele ressalta que “são os teus olhos a lâmpada do corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será iluminado; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas”.

A grande diferença entre o olhar dos homens e o de Jesus é que o dele exala amor. E um dos momentos da comprovação deste fato foi durante a tortura a que Jesus foi submetido na fortaleza de Pilatos. Pedro estava presente. Em determinado instante, quando o galo cantou – depois de ter negado a Jesus por três vezes – o olhar do Mestre se cruzou com o do apóstolo. O relato bíblico diz que Pedro, após o olhar, “saindo dali, chorou amargamente”. Porque foi de choro a sua reação? Porque não foi de ódio? Pelo amor expresso no olhar de Jesus. Não há ato violento, mesmo o mais agressivo, que resista a um olhar de amor. Pedro ficou desorientado. E desandou a chorar. Esperava um olhar de ódio. Em troca, recebera um olhar carregado de amor. A intensidade do olhar de Jesus modificou a sua vida. E o choro foi o reconhecimento de que fora perdoado. O mensageiro? Um simples olhar – um olhar cheio de amor.

Fonte: CPAD

sábado, 25 de julho de 2009

O Deus do Alcorão e o Deus da Bíblia

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Mesquita no Brás, em São Paulo

Por: Apologetic Index
Tradução: Stephen Adams

No livro, The Compact Guide to World Religions, Dean Halverson compara e contrasta os dois conceitos de Deus como visto no Alcorão e a Bíblia:

As Semelhanças

Ambos são Um.


Ambos são Criadores transcendentes do Universo.


Ambos são soberanos.


Ambos são onipotentes.


Falou à humanidade por mensageiros ou profetas, por anjos, e pela palavra escrita.


Ambos sabem em íntimo detalhe os pensamentos e ações de homens.


Ambos julgarão o ímpios.

As Diferenças

O Deus do Alcorão é uma unidade singular; mas o Deus da Bíblia é uma unidade composta que é uma pessoa em essência e três em posição (Mt. 28:19; Jo. 10:30; At. 5:3-4).


O Deus do Alcorão não é um pai, e ele não gerou nenhum filho (Sura 19:88-92; 112:3); mas o Deus da Bíblia é uma triunidade que existiu eternamente como Pai, Filho, e Espírito Santo (Mt. 28:19; Lc. 3:21-22; Jo. 5:18).


Pelo Alcorão, Deus entrou na história por um mundo que é uma palavra que é escrita; mas por Jesus Cristo, Deus entrou na história pelo Verbo, que é uma Pessoa (Jo. 1:1; Cl. 1:15-20; Hb. 1:2-3; 1 Jo. 1:1-3; 4:9-10).


O Deus do Alcorão "não aprecia os iníquos" (Sura 3:140, Ali), nem ama "quem é traiçoeiro, pecador" (Sura 4:107, Ali); mas "Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." (Rm. 5:8).


"Alá os castigará por seus pecados" (Surah 5:49, Ali,; também veja as Suras 4:168-169; 7:179; 9:2; 40:10); mas o Deus da Bíblia "não tem prazer na morte dos ímpios" (Ez. 18:23) e "não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (IIPd. 3:9).


O padrão do julgamento para o Deus do Alcorão é que nossas boas ações têm que exceder em valor nossas más ações (Suras 7:8-9; 21:47); mas o padrão do Deus da Bíblia não é nada menos que perfeição completa medida pelo santo caráter de Deus (Mt. 5:48; Rm. 3:23).


O Deus do Alcorão providenciou um mensageiro, Maomé, que advertiu do juízo iminente de Alá (Suras 2:119; 5:19; 7:184, 188,; 15:89-90) e que declarou que "Nenhum portador de um fardo poderá levar o fardo de outro" (Suras 17:15; 35:18, Ali); mas o Deus da Bíblia providenciou um Salvador sem pecado, Jesus, que levou nossos pecados e suportou a ira de Deus em nosso lugar (Mt. 20:28; 26:28; Lc. 22:37; Jo. 3:16; 10:9-11; IICo. 5:21; Gl. 3:13; ITs. 5:9-10).

Fonte: LOGOS Apologética

via blog Equattoria

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Arsenal do Crente: 30 ENTREVISTAS

*
Dentre os objetivos ao criar o blog Arsenal do Crente, um dos principais foi reunir bom número de entrevistas com personalidades evangélicas, entrevistas oportunas para informar e edificar, e que por sua vez estavam dispersas em revistas, jornais e diversos sites e blogs na internet.
Pois bem, eis que chegamos agora à significativa marca de trinta entrevistas publicadas no blog. E para comemorar, publicamos aqui o link direto para cada uma delas – escolha as que lhe interessarem e sirva-se à vontade!
Aproveitando o embalo, leia também as entrevistas publicadas em outros blogs que mantenho (os links estão no final do post).


- Pr. Maurício Price

- Pr. Airton Evangelista da Costa

- Jaime Kemp

- James C. Hunter

- Samia Oliveira de Castro (Ministério com surdos)

- Pr. Ronaldo Didini

- Teólogo Jürgen Moltmann

Regis Danese

- Pr. Ariovaldo Ramos

- Pr. Macéias Nunes

Stephen Kendrick (diretor do filme Desafiando Gigantes)

Bispo Valdemiro Santiago

Asaph Borba

Ariana Ortega (atleta de Cristo)

Silas Malafaia

- João Alexandre

- Pr. Silas Tostes

- Pr. Marcos Pereira

- Teólogo Os Guinness

- Missionário Ronaldo Lidório

Fernanda Brum

- C. S. Lewis

- Apóstolo Paulo

- Philip Yancey

- Luiz Sayão

Entrevista com Jesus Cristo

- Russell Shedd

Gedeon Alencar

- Pr. Carlos Ribas

- Pr. Euder Faber



Entrevistas do blog Veredas Missionárias:

Missionária Débora Kornfield

- Dr. Paul Hiebert

- Pr. Carlos Paiva (Missão Betânia)

- Bráulia Ribeiro

- Pr. Jairo de Oliveira

- Pr. José Bernardo (Amme Evangelizar)

- Ronaldo Lidório (2)



Entrevista blog Equattoria

- Pr. José Carlos Alcântara da Silva



Entrevista blog Poesia Evangélica

- João Tomaz Parreira


Fonte: http://arsenaldocrente.blogspot.com

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ÁGUAS VIVAS - Antologia de Poesia Evangélica

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Amados irmãos e leitores
, é com imenso prazer que trago até vocês mais uma antologia poética. ÁGUAS VIVAS é um e-book gratuito, uma antologia reunindo textos de 10 poetas evangélicos contemporâneos, apresentando autores relativamente pouco conhecidos ao lado de outros já consagrados, como o Pr. Israel Belo de Azevedo, Pr. Josué Ebenézer e o Prof. Noélio Duarte, membros Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB), e o bardo português João Tomaz Parreira, entre outros.

Leia alguns trechos da apresentação:

Águas Vivas, mais que uma simples antologia poética, nasce como um oportuno projeto, que visa a aproximar ainda mais leitores e poetas evangélicos contemporâneos. Por um lado divulgando a poesia evangélica e incentivando a produção de bons autores, e por outro, apresentando ao leitor um breve, mas significativo panorama da obra destes bravos bardos que têm na fé evangélica e no manejo das palavras o traço de sua união. E projeto ainda porque meu objetivo, se o Senhor assim o permitir, é organizar de tempos em tempos novos volumes desta antologia, contemplando a obra de muitos outros autores.
... ... ...
Tenha uma boa leitura, e sinta-se livre para compartilhar este livro eletrônico com seus amigos, irmãos e contatos, mas lembre-se: a obra não pode ser comercializada de nenhuma maneira, estando liberada sob uma licença Creative Commons.”

Em ordem alfabética, os autores que compõem este livro são: Brissos Lino, Gilberto Celeti, Giovanni C. A. de Araújo, Israel Belo de Azevedo, J. T. Parreira, Josué Ebenézer, Luiz Flor dos Santos, Noélio Duarte, Sammis Reachers e Wolodymir Boruszewski (Wolô).

São 163 páginas, em formato PDF. Para você baixar, divulgar e compartilhar à vontade.

Para baixar o livro, Clique Aqui.
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Irmãos, estejam livres para reproduzirem este post em seus blogs, e/ou disponibilizarem este livro para download direto a partir de seus blogs e sites, sejam pessoais ou institucionais, sem a necessidade de prévia autorização.

Sammis Reachers, org.

domingo, 12 de julho de 2009

Uma visão do Movimento Nova Era

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A primeira coisa que devemos entender sobre o Movimento Nova Era é que ele não é novo. Trata-se de uma compilação de antigos mitos, do Budismo antigo, tudo espanado e traduzido em termos científicos, técnicos e modernos, no Ocidente. O que tem sido cunhado pela mídia como sendo o Movimento Nova Era é, de fato, a combinação ou mistura de vários movimentos espirituais, com séculos de existência.

Hinduísmo - A origem do Hinduísmo data de 2000 a 1000 a.C. Não existe um fundador histórico. A tradição ensina que suas leis e “verdades espirituais” foram reveladas a homens espirituais chamados “rishis”, os quais viviam às margens do Ganges e dos rios hindus, ao norte da Índia. O Hinduísmo ensina que Brama é o supremo ser espiritual, absoluto, eterno, infinito e neutro. Brama também é perfeito e imutável. O Hinduísmo ensina que somente o que é permanente é real e como todas as coisas são mutáveis, somente Brama é real. [N.T.: A superstição é a marca registrada de toda religião não bíblica]. Enorme quantidade de deuses menores [cerca de 330 milhões] são adorados pelos hindus [N.T.: cada um mais tenebroso na aparência], como sendo manifestações de Brama. Conforme o Hinduísmo, toda coisa viva possui o espírito ou alma de Brama, a qual é chamada “atman” e procede de Brama. O destino final da “atman” humana é a união com Brama, o que não pode ser alcançado com uma vida apenas. Portanto, cada “atman” ou alma individual precisa passar de um corpo para o outro, vida após vida, guiada pela lei do carma. [N.T.: As falsas religiões complicam tudo, para amedrontar e escravizar os seus adeptos]. A lei do carma determina qual o tipo de vida que será vivido na reencarnação. Conforme esta lei, sua vida atual vai depender de suas obras nas vidas passadas. E sua próxima reencarnação vai depender de suas obras, nesta vida atual. Este objetivo serve de base para boa parte dos ensinos de Shirley MacLaine, Ruth Montgomery e vários gurus e mestres espirituais. À crença na reencarnação foi dada uma nova infusão de credibilidade por cientistas como Raymond A. Moody, Jr., autor da obra “Vida Após Vida”, a qual investiga as “experiências de quase morte” e as “viagens fora do corpo”. Mesmo não abraçando diretamente a reencarnação, as narrativas das “experiências de quase morte”, quando a pessoa encontra um “Ser de Luz”, tem pavimentado o caminho para a teologia da Nova Era, a qual aceita publicamente a reencarnação.

Moody conta que, após encontrar vários “seres de luz”, a pessoa que viveu uma “experiência de quase morte”, finalmente, encontra o “Ser de Luz”, que os cristãos costumam chamar Deus ou Jesus, enquanto outras religiões chamam Buda ou Alá. Outros aparentemente afirmam que o supremo
“Ser de Luz” não é qualquer uma destas personalidades, mas alguém terrivelmente assustador. Quem desejaria saber quem é este ser? Martha Knobloch, uma erudita no assunto da reencarnação, diz que os poderes das trevas podem aparecer como seres de luz (2 Coríntios 11:14) e criar alucinações envolvidas nas “experiências de quase morte” e nas “viagens fora do corpo”, [N.T.: a fim de neutralizar a crença na Palavra de Deus]. Knobloch acredita ainda que os demônios podem levar as pessoas a se lembrarem de fatos das “vidas passadas”, os quais, realmente, não aconteceram. (João 8:44-c).

Budismo - O Budismo foi fundado na Índia por Siddhartha Gautama (mais tarde chamado Buda, ou “O Iluminado”, o qual viveu em 560 ou 480 anos a.C.), como um protesto contra as doutrinas hinduístas. Buda cresceu numa família importante e nem mesmo sabia da existência da pobreza, até que um dia deixou os arredores do palácio de seu pai. Ficou tão perturbado ao ver a pobreza e o desespero que existiam lá fora, que decidiu fazer uma viagem espiritual, a fim de encontrar respostas. Raspando a cabeça e vestindo uma túnica, Siddharta viajou muito e consultou gurus e líderes espirituais. Finalmente, ele começou a meditar, tornou-se “iluminado” e desenvolveu o que ficou conhecido como os “O Nobre Caminho dos Oito Passos”, o qual conduz ao Nirvana, ou “insight perfeito”, uma qualidade da mente. Estas oito técnicas consistem de: 1) crença correta; 2) aspiração correta; 3) linguagem correta; 4) ação correta; 5) ocupação correta; 6) esforço correto e 7) pensamento correto.

Está claro que o Nobre Caminho dos Oito Passos é um programa de esforço destinado a ganhar a paz individual. Como outros ensinos práticos e místicos da Nova Era, a “estrada que leva ao paraíso” é pavimentada pelo nosso próprio desempenho espiritual. Em outras palavras, ganhamos a entrada no céu através e nossas boas obras. Isto contradiz, terminantemente, a salvação ensinada pelo apóstolo Paulo, conforme Efésios 2:8-9: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

Do passado até o presente - Junto com estes antigos sistemas de crenças (Hinduísmo e Budismo) encontram-se as idéias mais recentes de mulheres como Madame Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, autora de “Isis Unveiled” (Ísis Revelada), no século 19. O Movimento Teosófico de Madame Blavatsky enfatizava os ensinos hinduístas e budistas da reencarnação, ensinando também que existem vários “mahatmas” (grandes almas ou seres exaltados), os quais vieram à Terra para nos ensinar o caminho da iluminação espiritual. As idéias da Sociedade Teosófica foram misturadas ao ensino “cristão” de Mary Baker Eddy, além de dúzias de movimentos híbridos, no século 20. [N.T.: o Movimento A Palavra da Fé aderiu a grande parte desses ensinos místicos].

Mas, o predecessor mais próximo do Movimento Nova Era foi o Movimento Hippie dos anos 1960 e o anterior, Movimento dos Beatniks, nos anos 1950. Estes foram dois movimentos culturais e sociais que surgiram como uma reação ao materialismo predominante após a II Guerra Mundial.

Poetas, escritores, filósofos e intelectuais (tais como Alan Watts, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, and Gregory Corso), ansiavam por uma nova conscientização americana e popularizaram o uso da marijuana e a meditação oriental, na cultura do país. Nos anos 1960, as ideias de homens como Timothy Laeary tornaram-se progressivamente aceitáveis nos maiores segmentos da sociedade e o apelo dos grupos de música pop, tais como o Grateful Dead, o Jefferson Starship, os Doors, e os Beatles, deslancharam a revolução psicodélica e mística nos salões de milhões de adolescentes da classe média americana. Quando John Lennon, Paul MCartney, Ringo Starr e George Harrison começaram a seguir o guru Maharish Mahesh Yogi, fundador da Meditação Transcendental, milhões de americanos se juntaram a eles. Muitos dos movimentos espirituais do Movimento Nova Era, agora tão populares, são reavivamentos dos anos 1960 e 1970. De fato, muitos analistas sociais acreditam que o Movimento Nova Era é apenas uma tentativa de redescobrir os interesses dos anos 1960 e o idealismo do Movimento Hippie.

Contudo, o Movimento Nova Era tem feito alguns distanciamentos dos seus antigos predecessores, refletindo a “maturidade” dos seus seguidores. Tem havido um declínio na ênfase sobre o uso de drogas, em favor de uma alimentação saudável, da meditação, da canalização, dos cristais e da projeção astral. A canalização e a projeção astral substituíram a experiência psicodélica dos anos 1960, embora haja sinais de um possível ressurgimento do uso de LSD, através da obra de xamanistas modernos, como Terence McKenna e da popularidade do Instituto Albert Hoffman, em Los Angeles, o qual tenta defender novas experiências com o uso do LSD. (Alberto Hoffman foi um químico suíço, descobridor do LSD químico).

Práticas e Termos da Nova Era - Para se entender mais claramente o Movimento Nova Era, devemos entender alguns termos associados às práticas por ele empregadas.

Canalização - Esta prática não é nova. No Velho Testamento, ela é chamada mediunidade, consulta aos espíritos ou espiritismo. A canalização ou mediunidade acontece quando alguém, voluntariamente, rende-se a um espírito, entrando num estado de transe. A canalização tem existido durante séculos, conforme menção no VT. O Rei Saul consultava médiuns, em busca de respostas sobrenaturais. Na I Samuel 28:7-8 lemos: “Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar. E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser”.

Saul sabia que era errado fazê-lo, por isso foi disfarçado até a feiticeira, após ter mandado exterminar todos os médiuns e espíritas de sua terra. Hoje em dia, existem vários canalizadores famosos: J. Z. Knight canalizava uma entidade chamada Ramtha; Jach Pusel canalizava Lázaro e existem milhares de canalizadores conhecidos, os quais dão consultas particulares e alguns até apresentam seus próprios shows na TV. Em alguns casos, esses canalizadores são falsos ou charlatães; mas alguns permitem que espíritos enganadores falem através deles. O Velho Testamento é muito específico na proibição da prática da canalização, consulta aos espíritos ou o uso de médiuns. Levítico 19:31 diz:

“Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR vosso Deus”. [N.T.: Esta foi a maneira do Senhor proteger o Seu povo contra o engodo satânico]. Shirley MacLaine, Kevin Ryerson, Jana Roberts. J. Z. Knight, Jach Pusel e outros que estão praticando e incentivando o uso da canalização podem parecer pessoas compassivas e inteligentes. Mas, as práticas da canalização e da consulta aos espíritos contradizem os ensinos do Velho e Novo Testamentos.

Astrologia - Mais uma prática da Nova Era que remonta à história antiga. A antiga Torre de Babel, construída por Nimrode, era de fato uma gigantesca plataforma astrológica. O profeta Isaías admoesta contra a prática da Astrologia, conforme Isaías 47:13:14: “Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti. Eis que serão como a pragana, o fogo os queimará; não poderão salvar a sua vida do poder das chamas; não haverá brasas, para se aquentar, nem fogo para se assentar junto dele”. Todos os profetas do Antigo Testamento ensinaram uma teologia que não incluía a Astrologia.

Linda Goodman é uma das mais famosas astrólogas da nossa época, tendo vendido mais de 60 milhões de cópias dos seus dois livros sobre Astrologia - “Star Signs” e “Love Signs”. Estes livros foram traduzidos em mais de 15 idiomas e ela tem recebido direitos autorais de milhões de dólares das companhias publicadoras. Ela não é uma astróloga fatalista, das que acreditam que tudo está escrito nas estrelas. Dois temas emergem de suas obras: 1) o tempo de fato não existe; 2) Quem aprende a se tornar um agente, em vez de um fantoche, pode superar o horóscopo. Numa entrevista com a revista Whole Life Times, Goodman responde às perguntas: “O que você acha que vai acontecer nesta Nova Era? Você diz em seus dois livros que este será um tempo de preparação para o aparecimento do Messias”. Goodman responde: “Eu também menciono no capítulo “Lexigrama” do “Star Signs” que a Segunda Vinda não será a de um homem descalço, flutuando em vestes brancas. Ela acontece em cada coração, quando cada homem ou mulher descobrir que também é um messias...”

Cristais - A marca registrada do Movimento Nova Era é o uso dos cristais. Recentemente, visitei a Livraria Bhodi Tree, na Avenida Meirose, em Los Angeles, popularizada por Shirley MacLaine em seu filme para TV e no livro “Out of Limb” (Fora do Limbo). Dentro da livraria, havia um grande sortimento de cristais à venda, bem como numerosos livros e revistas sobre o assunto. Supostamente, os cristais geram energia cósmica e facilitam um aprofundamento na conscientização da cura divina. Os cristais têm sido usados para tudo, desde o alívio da depressão até a expulsão de maus espíritos. Eles são na Nova Era uma espécie de panacéia.

[Há tempos], aconteceu um congresso de cristais em Los Angeles, quando notáveis preletores do mundo inteiro, como o cientista e escritor Marc Vogel, Uma Silbey (designer de jóias e escritora) e Katryn Raphael (curandeira profissional) fizeram palestras sobre as artes da cura e aplicações metafísicas dos cristais, Mineralogia e Geologia.

A Medicina da Nova Era e a Saúde Holística - O pensamento da Nova Era tem-se infiltrado na área da Medicina e tem começado a permear o pensamento dos médicos. Nesta área, é difícil discernir entre o que possam ser formas legítimas de Medicina embasadas nas técnicas médicas orientais e novas descobertas científicas e o que é da Nova Era e do ocultismo. Termos como: homeopatia, ervas, chacras, acupuntura, massagem tissular, terapia reik tibetana, kirliangrafia, eletro-acupuntura, equilíbrio mineral, ecologia clínica, hidroterapia do cólon, aminoterapia, aromaterapia, integração metabólica, bio-energia, essências florais e reflexologia são apenas algumas das tendências atualmente em vigor.

Paulo assim disse no Novo Testamento: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6:19-20). Comer apropriadamente [N.T.: sem gula e sem excesso de gorduras e doces], usar ervas e vitaminas, fazer relaxamento, massagem terapêutica e exercícios físicos, são algumas dicas importantes para uma boa saúde. O problema é que algumas práticas da Medicina novaerense e de saúde holística movimentam-se numa direção que pode ser vista como ocultismo.

Meditação - Esta antiga prática hinduísta e budista envolve o esvaziamento da mente consciente dentro da pessoa, tornando-a um usuário passivo, a fim de “despertar a consciência divina dentro dela”, usando-se para isso um mantra. Quando se concentra na repetição do mantra, a mente, supostamente, torna-se ligada no que os místicos chamam “consciência mais elevada ou cósmica”. A meditação transcendental é uma parte integral da Nova Era. Existe uma diferença radical entre a oração e a meditação da Nova Era. A oração é a comunicação com Deus através do único Mediador, Jesus Cristo. Ela acontece pela oração verbal ou pela “oração no Espírito”. Ela é sempre dirigia à Pessoa de Deus Pai. Por outro lado, a meditação da Nova Era é um processo de esvaziamento mental, quando alguém focaliza um mantra, o qual é destinado a contatar uma divindade hinduísta. [N.T.: Os líderes da nova espiritualidade evangélica têm aconselhado orações repetitivas do tipo hinduísta, conforme eram feitas pelos místicos católicos, na Era das Trevas). A meditação cristã na Palavra de Deus não deve ser confundida com as formas de meditação da Nova Era. Certamente é proveitoso meditar na Palavra de Deus ou pensar de maneira concentrada no que Deus está realizando em nossa vida. O Salmo 119:99 diz: “Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação”. Isto é completamente diferente da prática de abrir a mente à “consciência cósmica”.

Visualização - Antes de tudo, um certo grau de visualização é uma função normal e uma criativa ferramenta mental. Cada pessoa, antes de iniciar um determinado projeto, costuma empregar algum tipo de visualização, a fim de conseguir o seu objetivo. Muitos atletas usam um tipo de visualização, desenhando um quadro de vitória ou realizando uma determinada tarefa. Estudos demonstram que os bons pilotos de carros de corrida, com pouco registro de acidentes, visualizam ou fantasiam como sair de uma situação de risco, enquanto estação dirigindo. Quando encarados com um acidente em potencial, eles já têm programada na mente a ação que deve ser tomada, a fim de evitar o pior.

Certo grau de visualização é necessário para se realizarem atividades bem sucedidas na vida. Contudo, este tipo de visualização é totalmente diferente da que é usada no Hinduísmo xamanista de alguém como Shakti Gwaina, um guru autor da obra “Creative Visualization”, na qual ele ensina a técnica da visualização mística ou ocultista. Neste tipo de visualização, a mente ou poder mental se torna o deus ou fonte do poder. A pessoa começa a acreditar que pode controlar tudo em sua vida, através da visualização [N.T.: Alguns autores ditos cristãos ensinam amplamente este tipo de visualização, como por exemplo, Norman Vincent Peale, seu discípulo Robert Schüller e também alguns líderes da Palavra da Fé].

Quem assim age, começa a brincar de ser Deus, tentando controlar tudo através da visualização e acaba como Lúcifer, que aspirou ser superior a Deus.

“Overview of the New Age” - Paul McGuire
Traduzido e comentado por Mary Schultze, em 01/06/2009.

Fonte:
http://www.cpr.org.br

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Datas Comemorativas

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Calendário com datas importantes para auxiliar as comemorações de sua igreja:

JANEIRO
01 - Dia de ano novo / Dia da confraternização Universal / Dia Mundial da saúde
06 - Dia da gratidão
07 - Dia da liberdade dos cultos/ Dia do leitor
14 - Dia dos Enfermos
15 - Dia mundial do compositor
21 - Dia Mundial da Religião
24 - Dia da Previdência Social / Dia do aposentado
30 - Dia da saudade

FEVEREIRO
27 - Dia dos Velhinhos
28 - Dia do Agricultor

MARÇO
08 - Dia Internacional da Mulher
12 - Dia do Bibliotecário
14 - Dia Nacional da Poesia / Dia do Vendedor de livros
15 - Dia da Escola
19 - Dia do Carpinteiro / Dia do Marceneiro
21 - Dia Internacional para a eliminação da Discriminação Racial / Início do Outono
27 - Dia do Teatro

ABRIL
02 - Dia Internacional do livro Infantil e Juvenil
13 - Dia dos Jovens
18 - Dia Nacional do Livro Infantil
19 - Dia do Índio
21 - Dia de Tiradentes / Dia da Latinidade / Dia dos Policiais Civis e Militares
22 - Descobrimento do Brasil /
24 - Dia Internacional do Jovem Trabalhador
28 - Dia da Sogra / Dia da Educação
30 - Dia Nacional da Mulher

MAIO
2º Domingo - Dia das Mães
01 - Dia do Trabalho
13 - Dia da Libertação dos Escravos

JUNHO
2º Domingo - Dia do Pastor
05 - Dia do Meio Ambiente / Dia da Ecologia
12 - Dia dos Namorados
18 - Aniversário das Assembléias de Deus no Brasil / Semana Nacional de Oração

JULHO
20 - Dia Internacional do Amigo / Dia da Amizade
25 - Dia do Escritor

AGOSTO
2º Domingo - Dia dos Pais

SETEMBRO
2º Domingo - Dia de Missões
3º Domingo - Dia da Escola Dominical
01 a 07 - Semana da Pátria
07 - Proclamação da Independência do Brasil (1822) / Dia da Pátria
08 - Dia Internacional da Alfabetização
30 - Dia da Secretária

OUTUBRO
07 - Dia do Compositor / Dia dos Idosos
11 - Dia do Deficiente Físico
12 - Dia das Crianças
13 - Dia do Escritor
15 - Dia do Professor
29 - Dia Nacional do Livro
31 - Dia da Reforma Protestante

NOVEMBRO
02 - Dia de Finados
22 - Dia do Músico
25 - Dia Universal do Doador de Sangue

DEZEMBRO
2º Domingo - Dia da Bíblia (evangélica)
25 - Dia de Natal
31 - Fim de Ano

Fonte: http://www.cpad.com.br/

John Maxwell e os guias de montanhas

Há alguns anos tive o privilégio de falar sobre o mesmo palco como Jim Whittaker, o primeiro americano a escalar Monte Everest. Durante o almoço eu perguntei-lhe o que tinha lhe dado incentivo a mais como um alpinista. A resposta dele me surpreendeu.


"Eu ajudei a mais pessoas para chegar ao topo do monte Everest do que qualquer outra pessoa", ele respondeu. "Saber que as pessoas inicialmente achavam que nunca poderiam chegar lá sem a minha ajuda é a minha maior realização."

Evidentemente que esta é uma forma comum de pensamento para os guias da grande montanha. Anos atrás eu vi uma entrevista com um guia. Pessoas morreram ao tentar escalar Monte Everest, e um guia sobrevivente foi perguntado, "Será que os guias teriam morrido se não estivessem tendo outros com eles para guiar?"

"Não", ele respondeu, "mas o objetivo do guia é levar as pessoas para o topo."

Em seguida, o entrevistador perguntou: "Porque alpinistas arriscam as suas vidas para escalar montanhas?"

O guia respondeu: "É óbvio que voces nunca foram para o topo da montanha".

Lembro-me de pensar para mim mesmo que guias de montanha e líderes têm muito em comum. Existe uma grande diferença entre um chefe e um líder. O patrão diz: "Vai." Um líder diz, "vamos" O objetivo da liderança é a levar os outros para o topo. E quando você pode ter outros que não querem voltar para o início, não há outro sentimento como este no mundo. Para aqueles que nunca tiveram a experiência, você não pode explicar isso. Para aqueles que têm, você não precisa.

John Maxwell

Via blog do Pr. Márcio de Souza - http://marciodesouza.blogspot.com

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ENTREVISTA: Pr. Maurício Price


M.Price - Aviva gospel UERJ


ENTREVISTA concedida ao Irmão João Cruzué, da UBE - União de Blogueiros Evangélicos, pelo jovem médico e Pastor ordenado pela Igreja Batista do Meier, Rev. Dr. Maurício Price, responsável pelo projeto e implantação da "CEU" - Capelania Universitária da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Esta entrevista tem como propósito primário, despertar, incentivar, desafiar, outros jovens universitários evangélicos a conquistar o mesmo espaço nas Universidades onde estudam. Certamente Deus tem grandes planos na vida de muitos jovens acadêmicos que ainda estão longe, mas que através do ministério de uma Capelania Universitária possam chegar perto, mas perto, até aceitar a Fé.

Dá-me cem homens que nada odeiem senão o pecado, que nada temam senão a Deus, que nada busquem senão as almas perdidas, e eu transformarei o mundo em chamas
John Wesley

1) UBE - Pastor Mauricio Price, consta de sua genealogia que o senhor é bisneto do Reverendo Dr. John W. Price (1870-1951) e Elizabeth W. Price( 1872-1962), casal de missionários norte-americanos que investiram mais de 30 anos de suas vidas no Brasil. Conte-nos um pouco sobre os projetos e realizações missionárias de seus bisavós maternos?

R - Pastor Maurício Price: Meus bisavós são meus antecessores e minhas referências também na obra missionária. O médico Rev. Dr. John Price destacou-se como um missionário de grande envergadura em sua época. Ele e sua esposa deixaram Nova York com destino ao Brasil após serem enviados pela junta de missões da Igreja Metodista dos Estados Unidos. Eles chegaram no Rio de Janeiro em 1896. Rev. Price pastoreou e fundou várias igrejas locais nos Estados do Rio Grande do Sul , Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Destacando-se as igrejas em Porto Alegre, Santa Maria, Cruz Alta, São Lucas e Rio da Prata. Como missionário profícuo trabalhou com a esposa em diversos outros projetos evangelísticos no Brasil tendo fundado também escolas e hospitais deixando um legado espiritual imensurável. Em sua biografia escrita pelo Rev. A. M. Ungaretti em 1939, foi publicado um artigo em alusão ao ministério de seu colega intitulado ‘’ O Apóstolo’’ em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Outro admirador e cooperador, João P. Flores, descreve resumidament e sobre o casal num artigo publicado no Jornal ‘’ Expositor Cristão’’ de 1938 dizendo: “ Aqui no Brasil muitos serão os corações que se lembrarão do agradável casal que deixa uma rica herança entre nós. O casal Price dedicou mais de 35 anos de suas vidas na obra de Deus em nosso favor.” Deus é fiel ! Louvo ao Senhor pela vida deles e pelo exemplo que são para mim e toda minha família.


2) Poderia compartilhar um pouco de sua história, contexto social e área de serviço de maior força no Ministério Cristão ?

Nasci em um lar cristão e tive a oportunidade de estar em contato com a Palavra de Deus desde pequeno. Lembro-me que ainda na infância visitava várias denominações e freqüentava também cultos em diferentes segmentos evangélicos levado por minha mãe. Dessa forma, cresci com uma visão mais ampla e coerente do Reino de Deus no tocante a diversidade de expressões cristãs. Conheço um pouco do chamado “mundo cristão’’ do Brasil. Hoje, enquanto Ministro do Evangelho, continuo também atuando em diferentes segmentos evangélicos, pregando a Palavra de Deus em igrejas históricas, pentecostais e neopentecostais. Lembro-me ainda de alguns pastores que foram referenciais de vida cristã para mim tanto na infância quanto na adolescência, com que tenho ainda o privilégio de conversar. Creio que o Senhor me separou desde o ventre materno e que ao Seu tempo a confirmaria a chamada Dele em minha vida, para servi-Lo no Ministério. Ao longo de minha vida cristã passei por algumas denominações evangélicas tendo dessa forma madurecido e ampliado a minha visão do Reino. Como disse anteriormente, minha experiência de vida cristã não se resume a esse ao aquele denominação. Aliás, o Reino de Deus é supradenominacional. Em 1992 fui batizado nas águas no Rio Jordão, em Israel, na ocasião de uma viagem que realizei com um grupo de cristãos brasileiros. Fui ordenado ao Santo Ministério da Palavra na Igreja Batista do Bairro do Méier, Rio de Janeiro. O concílio examinatório e consagratório na ocasião era composto por vinte e quatro pastores presentes na cerimônia solene.. Casei-me na mesma igreja. Sou Presidente do Diretório Estadual da Sociedade Bíblica do Brasil no Rio de Janeiro, aonde atuo desde 2006. Tenho pregado em várias igrejas ultimamente desejando cooperar com uma Igreja mais santa e influente em nossos dias. Sou colunista em alguns jornais cristãos também no RJ.

O Casal: Pr. Maurício e Cristina Maria Price

3) Sua formação pastoral vem do Instituto Bíblico Ebenézer e do Seminário Teológico Betel - ambos no Rio de Janeiro. Que fatos marcaram sua passagem pelas duas Casas?

Tive o privilégio de estudar em duas instituições de ensino teológico para o meu aperfeiçoamento no exercício do Ministério Cristão, sendo que no Betel cursei o Mestrado em Teologia na área de Missiologia, onde justamente tenho focado atualmente muitas de minhas atividades ministeriais. Entendo que o cristão não pode negligenciar seu compromisso com o evangelismo e a obra missionária. Seja urbana, nacional ou transcultural, sob pena de tem negar a Fé. Creio que o homem chamado por Deus para ser Ministro do Evangelho não é formado nos seminários teológicos, mas na escola do Espírito. Agradeço ao Senhor pela vida de alguns professores espirituais que tive em minha formação, porém compreendo que o Mestre sabe treinar e preparar particularmente cada um dos seus escolhidos que Ele mesmo separa para Sua obra. A formação teológica é importante, mas a unção do Espírito Santo na vida do obreiro cristão é vital, sem a qual ele será apenas um agente religioso. Dons espirituais são dádivas de Deus. Não são comprados, comercializados, muito menos adquiridos nesse ou naquele seminário. O Dr. J. I. Packer, disse certa vez com muita lucidez espiritual que '' Se buscarmos o conhecimento teológico por si mesmo, isso inevitavelmente nos fará mal. Ele nos tornará orgulhosos e vaidosos.'' Lembro-me que em determinada atividade à noite de uma certa disciplina no seminário, fiquei atônito pelo motivo da interrupção da aula naquela ocasião. Alguns seminaristas (alguns já eram até pastores em suas igrejas) pressionaram o professor para encerrar a aula mais cedo, pois haveria jogo de futebol do time deles e eles alegaram que não poderiam perder aquele '' importante'' evento. Enfim, posso reafirmar que aprendi bastante nas escolas teológicas que passei, mas aprendi mais ainda de joelhos orando e lendo a Bíblia em intimidade com o Pai, sempre atuando em Sua obra e sensível ao Seu Espírito.

4) Consta de seu currículo ainda que o senhor é formado em Medicina pela UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com pós-graduação em Clínica Médica em Medicina do Trabalho e em Medicina Hiperbárica. Por que deixou isto em segundo plano para para priorizar o exercício do Ministério Cristão ?

Considero que o mais alto privilégio que um homem pode alcançar é ser Ministro da Palavra de Deus. Dessa forma entendo que o Senhor vem tratando comigo há alguns anos, permitindo que eu viesse realizar alguns cursos e ter também através disso importantes estratégicas e credenciais para otimizar e maximizar o acesso, a penetração da pregação do Evangelho em diferentes segmentos sociais. Quando Deus permite que você atinja certa posição e reconhecimento no mundo secular, entendo que Ele deseja que você seja um instrumento dele para para alcançar os “inalcançáveis’’, isto é, aquelas pessoas que por se considerarem muito “importantes’’ nesse mundo, dificilmente iriam frequentar ou visitar um templo evangélico para ouvir a Palavra. O apóstolo Paulo conhecia os dois “mundos’’ - o judeu e o grego. Pregava para carcereiros, mas também para governadores e reis. Entendo que através do exemplo de vida e ministério, o obreiro cristão do século XXI também deve ter essa visão e formação, a fim de levar o Evangelho a todos os segmentos da sociedade.


5) Em que momento da vida aconteceu sua chamada ministerial?

Foi durante o curso de Medicina, quando ingressei na Faculdade de Ciências Médicas da UERJ com 17 anos. Creio que o Senhor movia sua mão sobre mim para realizar sua obra com ousadia e coragem diante dos colegas da faculdade. Já pregava e dirigia o Núcleo Bíblico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE); estava no quarto ano de Medicina. Naquele tempo o Senhor me chamou de maneira clara, especial e sobrenatural. Não tenho palavras humanas que descrevem esses momentos. Vários sinais da parte de Deus ocorreram desde então confirmando a minha chamada para o ministério. Segundo Lovett H. Wems Jr., o líder espiritual do povo de Deus é reconhecido não por seu posto eclesiástico, mas pelas suas obras e serviços prestados ao Reino. A chamada autêntica na vida do homem de Deus gera, segundo Kléos M. Lenz César, uma intensa compulsão interior (1 Co 9.16); um amor crescente às almas dos pecadores. Uma inquietante conscientização da falta de obreiros. Uma comprovada aptidão natural para o trabalho. Uma percepção gradual da natureza específica da vocação e uma persistente vitória sobre os obstáculos à vocação. Foi isso que aconteceu comigo por volta do ano 2000. Minha vocação ao ministério pode ser bem resumida segundo o pensamento de Xavier Leon-Dufour quando diz:"Vocação é o chamado que Deus dirige ao homem a quem Ele escolheu para si e que destina a uma obra especial no seu plano de salvação e no destino de seu povo. Na origem da vocação há, portanto, uma eleição divina; no seu termo, uma vontade divina a cumprir. Não obstante, a vocação acrescenta algo à eleição e à missão: um chamado pessoal dirigido à consciência mais profunda do indivíduo, produzindo uma reviravolta na sua existência, não só nas suas condições exteriores, mas até no coração, fazendo dele um outro homem."


6) O que vem a ser uma Capelania? E qual tem sido a sua experiência coordenando a CEU - Capelania Evangélica Universitária na UERJ ?

Capelania é uma atividade cuja missão é colaborar na formação integral do ser humano, oferecendo oportunidades de conhecimento, reflexão, desenvolvimento e aplicação dos valores e princípios ético-cristãos e da revelação de Deus para o exercício saudável da cidadania. Em ambiente hospitalar a capelania atua como uma assistência religiosa prestada por ministro religioso, garantida por lei em entidades civis e militares de internação coletiva com dispositivo previsto na Constituição Brasileira de 1988 nos seguintes termos: “é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”. (CF art. 5º, VII).A CEU visa prestar assistência religiosa ao meio universitário e ao ensino superior, promovendo atividades, tais como:

a) Cultos com alunos, docentes e servidores, na Capela Universitária, com periodicidade regular

b) Aconselhamento bíblico e estudos bíblicos, de preferência na Capela Universitária

c) Atendimento e aconselhamento psicológico aos alunos.

d) Programação especial em datas comemorativas;

e) Apoio e/ou supervisão aos movimentos estudantis evangélicos, bem como a eventos confessionais cristãos.

Além das atividades inerentes à Capelania por sua natureza, estamos propondo através de nossa equipe outras formas de atuar junto à comunidade universitária, no sentido de prestar apoio logístico e de participar tão ativamente quanto possível da rotina da referida comunidade. Nesse sentido estamos nos preparando para realizar:

a) Apoio aos Programas Sociais da Universidade (Ex: Campanha de doação de sangue, arrecadação de alimentos, etc.);

b) Visitas hospitalares a alunos, servidores, docentes e respectivas famílias, quando solicitada;

c) Participação em cerimônias de Colação de Grau e outros eventos internos, quando solicitado pela organização competente;

d) Apoio ao Trote-Solidário;

e) Culto em Ação de Graças pelos aniversariantes (alunos, servidores e docentes) – mensalmente na Capela.


7) Qual é a composição da equipe e a história da Capelania Evangélica Universitária?

A Capelania Evangélica Universitária (CEU) é composta por um coordenador geral, pastor evangélico ordenado, e representação de auxiliares voluntários ( servidores, docentes e alunos). Tem composição, obrigatoriamente, majoritária de membros regulares oriundos da comunidade universitária sem prerrogativas político-partidárias de quaisquer espécies, na sua atuação. Tendo em vista o crescimento do movimento evangélico na UERJ como um todo já há muitos anos, inclusive dos movimentos estudantis atuantes nos Campus Universitários da UERJ, gerou-se uma necessidade de organizar e representar oficialmente o segmento evangélico diante da Alta Administração. Isso ocorreu após a apresentação de um projeto escrito elaborado por nossa equipe, que foi apreciado pela reitoria que entendeu que da mesma forma que o segmento católico era reconhecido pela comunidade universitária através da Pastoral Universitária, o segmento evangélico também deveria ser tratado segundo o princípio de isonomia - uma vez que a universidade é laica. A CEU basicamente tem cumprido essa função, além de assessorar a reitoria nos assuntos que diz respeito ao credo Protestante.


8) Conhece outras Capelanias Evangélicas em outras Universidades?

Conheço apenas serviços de capelania em universidades confessionais cristãs ou de faculdades teológicas evangélicas. Em universidades seculares desconheço algum trabalho nessa área.


9) Estaria disposto a ajudar com informações e conselhos para o estabelecimento de outras Capelanias Universitárias?

Claro que sim. Primeiro, porque uma de minhas atividades pastorais tem sido no ministério cristão universitário desde 1997 e creio que pude adquirir alguma experiência nessa área. Segundo, que através das diferentes capelanias cristãs existentes – universitária, portuária, prisional, hospitalar, estudantil, entre outras – a Igreja pode desenvolver um consistente trabalho missionário em diferentes instituições em nossa cidade, estado e nação. Por exemplo, a CEU tem colhido muitos frutos em nossas atividades de assistencialismo espiritual nesse amplo campo missionário urbano que hoje abrange mais de 30.000 membros, entre alunos, servidores e docentes. Creio que Deus ao longo da História sempre enxergou o potencial das universidades para promoção do Evangelho, pois sabemos que foram dentro delas que eclodiram os maiores avivamentos espirituais no Cristianismo.


10) Qual é sua expectativa quanto a União de Blogueiros Evangélicos em relação a evangelização digital?

Considero uma iniciativa estratégica para a propagação do Evangelho. Devemos otimizar nossos métodos de evangelização num mundo globalizado, sem é claro alterar os princípios espirituais da Bíblia que são imutáveis.


11) Suas considerações finais

Meu maior desejo na qualidade de Ministro do Evangelho é servir ao Senhor da Igreja e a Igreja do Senhor. John Wesley(1703-1791), pregador avivalista, membro do “Clube Santo” na Universidade de Oxford, certa vez teve um desejo, que inspira a vida de milhões de cristãos, inclusive a minha: Dá-me cem homens que nada odeiem senão o pecado, que nada temam senão Deus, e que nada busquem senão almas perdidas, e eu transformarei o mundo em chamas.”

Que seja também o nosso desejo! A Ele seja toda a glória !


Contato e informações: www.mprice.com.br ou www.mpriceg.blogspot.com