domingo, 27 de setembro de 2009

Legião da Boa Vontade – LBV

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Alziro Elias David Abraão Zarur, ou simplesmente Alziro Zarur, como é conhecido, fundou esse movimento em 1° de janeiro de 1950. Segundo ele, seu movimento era a quarta revelação que veio substituir o espiritismo kardecista, considerado, pelo próprio Zarur, a terceira revelação. A LBV se denomina como a ‘Religião de Deus’, e busca reunir em si, de forma ecumênica, todas as religiões.

Ainda que a Legião da Boa Vontade faça constantes referências ao cristianismo e tenha adotado Jesus como objeto de culto, não considera as Sagradas Escrituras infalíveis. Em seu entendimento, as Escrituras estão cheias de erro, conforme o grau de evolução de seus autores humanos. O livro mais perfeito para eles é o ‘Livro de Deus’, da autoria de Zarur, que viera substituir a Bíblia, já que a Palavra de Deus está repleta de fábulas e lendas.

Seu conceito sobre Deus é de um ser infinito, que controla todo o Universo como um poder impessoal. Sobre Jesus, apresenta semelhança com o kardecismo, pois nega um corpo físico para o Salvador (chamam seu corpo de ‘fluídico’) e o sentido vicário de sua morte, que resultou na salvação dos pecadores. Assim, não aceita o nascimento virginal de Cristo e muito menos em corpo real para Ele. Esse conceito é muito semelhante ao gnóstico de Cerinto, que surgiu no século 2° da Era Cristã.
Dentro desse contexto, sua concepção a respeito do Espírito Santo não é de uma Pessoa dentro de uma Trindade divina, mas de uma mera emanação, um conjunto de espíritos puros, bons e superiores, bem distante da definição bíblica.

Uma vez que não aceitam a obra vicária de Cristo na cruz, a salvação é alcançada por sucessivas reencarnações. Ou seja, por meio dos sofrimentos e das boas obras, o homem vai-se tornando um espírito cada vez mais perfeito. Por isso não aceitam a ressurreição, de forma alguma. Após a morte, a alma fica ainda um tempo ao lado do corpo e, depois, viaja pelo mundo dos espíritos, recebendo, então, instruções para a próxima reencarnação.

O universalismo extremo é uma característica excêntrica dessa seita. Acredita que, ao fim de tudo, todos terão seus pecados perdoados, inclusive Satanás, a quem chama de ‘nosso irmão Lúcifer’, e a favor de quem Alziro Zarur ensinou a interceder.

Fonte: Bíblia Apologética de Estudo – Editora ICPhttp://www.icp.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Joyful Toons - Os Cartoons Edificantes!

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Joyful 'toon 137_God's Army Knife PT.BR
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Publicado aqui no Arsenal do Crente sob a autorização do autor, Mike Waters (Joyful 'toons).
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Agradecemos ao autor por permitir a publicação aqui, e ao Mural na Net pela colaboração, e por traduzir este tão rico material.

INSATISFEITOS

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O Milagre dos Peixes - Adonias Assunção

Dr. Joed Venturini
Nós estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com os nossos púlpitos de onde emanam cada vez mais mensagens sem relevância para o cotidiano do homem comum . Mensagens que dependem das ciências sociais , que se baseiam em filosofias e psicologias modernas e que soam mais como discursos de auto- ajuda do que a palavra de Deus . Mensagens que respondem a perguntas que o auditório não fez e que citam personagens desconhecidos da maioria. Mensagens desprovidas de conteúdo bíblico como se o prazo de validade da escritura estivesse vencido.

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com o rumo de nossas igrejas. Igrejas que valorizam o marketing mais que o poder de Deus. Que vivem para resultados numéricos independentes de conversões reais e de discipulado que leve a verdadeiro crescimento. Igrejas que vivem apenas para a glória de certos líderes e que se tornaram clubes onde os interesses de alguns se sobrepõe ao desejo da maioria e a busca do Senhor ficou para um plano secundário.

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com o tipo de Louvor que tem surgido no nosso meio. Louvor profissional, feito por profissionais, pagos como profissionais. Louvor que manipula as emoções, que aceita qualquer sugestão do mundo e que se contenta com as palmas da multidão. Louvor que deixa a idéia que adoração é algo apenas momentâneo, local e profissional e despreza a importância de uma vida que louve a Deus em espirito e em verdade.

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com nossa Teologia. Teologia que não aprendeu a pensar sozinha. Que até hoje depende de pensadores de outros hemisférios e de outras épocas. Teologia que á falta de algo contextualizado recorre a pacotes de crescimento de igreja importados que prometem resultados miraculosos, mas exige do povo o que na maioria dos casos não pode dar .

Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com nossas publicações. Um enorme número de editoras e publicadoras voltadas para as leis de mercado. Publicações que misturam o trigo e o joio enganando o povo de Deus. Publicações que dependem de autores estrangeiros e despreza o pensador nacional. Publicações que enfatizam o sobrenatural, o incrível e o milagroso a fim de vender, mas que mostram pouco conteúdo sólido para o crescimento do povo de Deus.
Estamos insatisfeitos. Insatisfeitos com o estado da familia cristã. Família onde os divórcios são quase tantos quanto na população geral e onde os líderes casam e descasam sem dificuldade. Famílias onde as crianças são seres estragados por presentes demais, sem disciplina e sem temor de Deus. Famílias onde os jovens vivem exatamente como os jovens do mundo e no domingo fingem ser cristãos. Famílias onde o amor é tão vago quanto neblina matinal.
Mas nossa insatisfação não é apenas um brado de revolta intolerante. Queremos fazer dela uma força motriz positiva. Queremos usar toda a energia que ela desperta de maneira a produzir respostas a suas inquietações. E nossa primeira busca será por aqueles que sentem como nós uma insatisfação santa diante da derrocada da igreja. Cremos que como nos dias de Elias nem todos se curvaram a Baal. Procuramos por esses para juntos lutarmos pela purificação de nossos caminhos como cristãos e como igreja. Desejamos unir forças, pensamentos, orações e ações na busca de soluções para a hora em que vivemos.

Queremos ver nossos púlpitos pregando a palavra de forma expositiva e clara. Respondendo ás questões que o brasileiro tem. Falando de maneira equilibrada sobre como viver com Deus, como conhecer sua vontade, como manter um casamento saudável, como criar filhos para o Senhor, como estabilizar as finanças domésticas, como enfrentar a violência urbana, como lidar com uma doença terminal, como ser benção para as familias da terra. Queremos mensagens relevantes que sejam mais que injeção de ânimo para uma semana de trabalho. Mensagens que no seu término nos deixem e impressão clara de que “ouvimos a voz de Deus”.

Queremos ver igrejas unidas em oração e jejum. Arrependidas por suas falhas, dispostas a pedir e a delegar perdão. Igrejas que dependem da orientação do Espirito Santo e não de regras publicitárias. Igrejas onde a comunhão é prioridade e o apoio mútuo acontece a cada dia, onde as conversões são genuínas e o discipulado é contínuo. Igrejas onde os líderes são servos, os templos são a casa de serviço e oração e os membros se sentem parte integrante do corpo.

Queremos um louvor voluntário e espiritual. Não artistas impressionando mas adoradores rendendo graças. Louvor que emane da experiência com Deus e flua em gratidão. Louvor que não constrange nem manipula mas conduz suavemente á presença do altíssimo. Louvor que sai do templo e da hora do culto e continua nas casas ao longo da semana.

Queremos uma Teologia nossa. Contextualizada e prática. Queremos pensadores brasileiros nos mostrando o que a palavra tem para a nossa realidade brasileira. Queremos ver homens de Deus da nossa terra, cujas vidas e ministérios atestam de sua vida espiritual com o Senhor escrevendo e pregando de tal modo que nos vejamos em suas palavras e entendamos seus raciocinios. Queremos Teologia Brasileira.

Queremos Publicações que se atenham à palavra de Deus. Que nos transmitam a verdade da Bíblia independentemente de ser ou não um “sucesso” de mercado. Queremos livros que nos sirvam de advertência, admoestação, estímulo e regozijo naquilo que nosso Deus é e faz seja nas páginas das escrituras seja nas vidas de seus servos. Queremos publicações que dêem lugar aos escritores de nossa terra cujas vidas e obras estão dentro de nosso universo. Queremos alimento sólido e não sensacionalismo.

Queremos familias cristãs ajustadas e felizes. Famílias onde os casamentos refletem o amor de Jesus, onde os casais vivem um amor pleno, romântico, físico e espiritual, os filhos conhecem as regras da disciplina e respeito e os jovens conhecem a Deus de primeira mão e não de ouvir falar. Famílias que são luz nas trevas de nossa sociedade e que atraem aqueles que não conhecem a vida com Deus.

Acreditamos que nosso discurso não é utópico por mais irrealista que pareça. Acreditamos que nossa insatisfação vem do Senhor. Cremos estar em boa companhia pois muitos foram os insatisfeitos nas páginas da Bíblia e na História da Igreja. Desejamos conhecer e encontrar aqueles que sentem como nós . Queremos agir usando idéias e soluções práticas para que nossos sonhos caminhem em direção à realidade. E que o Senhor da Obra nos abençoe.

Visite o blog do autor: http://www.joedventurini.blogspot.com

sábado, 19 de setembro de 2009

Sobre Livros grátis, Creative Commons, Cristianismo e o futuro do Conhecimento

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ABAIXO LISTO OS E-BOOKS QUE ESCREVI OU ORGANIZEI, E QUE PODEM SER BAIXADOS GRATUITAMENTE. BAIXE, LEIA E COMPARTILHE:

ÁGUAS VIVAS. Uma antologia reunindo textos de 10 poetas evangélicos contemporâneos, apresentando autores relativamente pouco conhecidos ao lado de outros já consagrados, como o Pr. Israel Belo de Azevedo, Pr. Josué Ebenézer e o Prof. Noélio Duarte, membros Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB), e o bardo português João Tomaz Parreira, entre outros.
Para baixar, Clique Aqui.


SABEDORIA: Breve Manual do Usuário. Uma antologia temática de versículos bíblicos, frases, pensamentos, trechos de poemas, e ditados de diversas culturas, em 250 páginas.
Para baixar, Clique Aqui.


3 Irmãos Antologia. Um pouco do melhor da poesia evangélica em língua portuguesa. Poemas de Gióia Júnior, Joanyr de Oliveira e J. T. Parreira.
Para baixar, Clique Aqui.


A Blindagem Azul. Segundo livro de poesias evangélicas de minha lavra.
Para baixar, Clique Aqui.



Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa. Antologia reunindo poemas de caráter genuinamente cristão de grandes nomes da literatura lusófona, desde Camões até os dias atuais, passando por escritores e poetas como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Alexandre Herculano e muitos e muitos outros. Poemas de mais de 80 autores, dentre brasileiros, portugueses e africanos.
Para baixar, Clique Aqui.


Uma Abertura na Noite. Meu primeiro livro de poemas, escrito logo após minha conversão. Do ateísmo e anarquismo para os braços de Cristo!
Para baixar, Clique Aqui.
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A alguns dias o pastor Jarbas Aragão escreveu um excelente artigo, que publiquei aqui, Cristianismo Creative Commons. Todos os livros acima, que escrevi ou organizei, estão liberados por uma licença Creative Commons.

Mas o que é Creative Commons?, o leitor mais desavisado deve estar se perguntando. No site da Creative Commons Brasil, que é de iniciativa da Fundação Getúlio Vargas, há uma sucinta, mas creio que bastante clara definição para o termo:

“O Creative Commons disponibiliza opções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de "todos os direitos reservados" do direito autoral tradicional nós a recriamos para transformá-la em "alguns direitos reservados".”

Para você ter uma idéia, até o famigerado Blog do Planalto (leia-se Blog do Presidente Lula), tem seus textos licenciados em CC. A Wikipédia também.

Creative Commons é uma padronização de uma idéia maior, a do Copyleft. Vejamos o que mamãe Wikipédia diz sobre isso:

“Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicação clássica das normas de propriedade intelectual, sendo assim diferente do domínio público que não apresenta tais restrições. "Copyleft" é um trocadilho com o termo "copyright" que, traduzido literalmente, significa "direitos de copia".”

Para entender em profundidade estes conceitos de Copyright e Copyleft, além dos próprios ditos Direitos Autorais, Clique Aqui para ler um artigo de Pablo Ortellado, fundamental sobre este tema. Vale a pena ler até o fim.

Uma boa iniciativa neste sentido foi criada pelo irmão espanhol Jaaziel. Valendo-se do conceito de Creative Commons, ele engendrou a licença Copycristian (copyleft cristão). Veja Aqui e Aqui. A iniciativa já agrega mais de 100 blogs.

Eu acredito em Copyleft. Eu acredito em Creative Commons, e acredito que este é o futuro da informação e do conhecimento. E acredito ainda que este livre compartilhar de saberes é a forma mais cristã possível de socializar a informação, seja ela qual for. Deveríamos mesmo ter sido nós, cristãos, a criarmos este conceito de Copyleft, embora a igreja sempre tenha se valido do mesmo, desde seu início. Nada mais natural.

Há muitos ministérios e pessoas (pastores, escritores, etc.), e até mesmo editoras evangélicas que oferecem material gratuito na internet, em português e principalmente em inglês. Eles entenderam a mensagem, vencendo, por amor a Cristo, de diversas formas e em variados níveis, o jugo do Grande Cifrão ($). O Grande Cifrão-Deus, do qual muitos cristãos nem se deram ainda conta de que são prisioneiros, ou o mais usual, não entenderam o alcance viral e multidimensional desta prisão, que molda e compõe tudo o que eles fazem e mesmo são. Calma aí, não estou pregando o comunismo, nem demonizando quem ‘vende’ seus livros, DVDs e etc. Trata-se de algo bem mais simples e prosaico, é como aquele lance do filme Matrix: Como me libertar se não sei que sou prisioneiro, se não percebi que estou numa grande e feita invisível (ao seu criador agrada isso) Matrix? O dinheiro faz isso conosco, e mudamente ‘responde por tudo’ (Ec 10.19). Quando não, o mínimo que todo este movimento pode produzir é uma diminuição do preço geral dos produtos. E mesmo o fim da pirataria. O quê??! Sim, isso mesmo.

Amigos, o assunto é muito vasto e profundo, e me sinto humildemente incapaz de explaná-lo como deveria. Por isso falo dele aqui e tenho proposto esta discussão em meus blogs e outros canais, por isso quero que você conheça, entenda e se envolva. Sua opinião é importante. Agora mesmo, enquanto você lê este texto, este assunto dos Direitos Autorais e sua problemática está sendo pensado e discutido por grande parte da vanguarda do pensamento atual, em diversos países.

Mas mudemos de foco. Nos meus primeiros contatos sistemáticos com a internet, lá pelos anos de 2005, 2006, conheci o irmão Naasom Souza, e seu blog, o Letras Santas . O Naasom já vinha a um bom tempo fazendo algo singular: ‘garimpando’ a internet em busca de material evangélico LIBERADO PELOS PRÓPRIOS AUTORES, e divulgando em seu blog. E também material escrito por ele mesmo. Passei a enviar dicas, e em pouco tempo me tornei colaborador do mesmo, blogando e garimpando. Hospedando os materiais encontrados no site 4Shared, ele criou a Biblioteca Letras Santas. Estamos já em 2009, e esses anos de ‘garimpo’ contínuo renderam bons frutos: já são centenas de materiais (e-books, apostilas, gráficos, apresentações e etc.) livremente disponibilizados ali.
Acesse a Biblioteca e confira, ela é pública e livre:

http://www.4shared.com/dir/1727479/71ecfce9/sharing.html

Poderia ainda citar todos os ministérios e sites que conheço e que oferecem materiais livremente, mas o artigo se prolongaria. Deixemos para outro post. E você, tem algo para compartilhar com o Corpo de Cristo? O que está esperando?

Pensou mesmo que eu terminaria o artigo sem citar o versículo que você pensou que eu não citaria? Nã-nã...

“De graça recebestes, de graça dai”. (Mt 10.8b)

Sammis Reachers

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ministério PELM disponibiliza o livro COMO ORAR EFICIENTEMENTE PELOS PERDIDOS para download gratuito

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UBEMISS


O Ministério Praying Effectively for the Lost Ministries (http://www.pelministries.org/)
está oferecendo para download gratuito o e-book COMO ORAR EFICIENTEMENTE PELOS PERDIDOS. O livro, de 40 páginas em PDF, está disponível em diversas línguas, inclusive português.

Não deixe de baixar, ler e compartilhar com seus irmãos este excelente livro gratuito!

Para baixar o e-book direto em português, Clique Aqui.

Tomei a liberdade de formatar o e-book em Word, para otimizá-lo para impressão (diminuindo o tamanho das fontes, removendo ou diminuindo espaços, etc.). Meu objetivo é imprimir e distribuir diversas cópias entre os irmãos. Assim, nesta formatação, o e-book ficou com 25 páginas, no formato de uma apostila. Caso você queira baixar esta versão, Clique Aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Evangelização via Orkut / Facebook

orkutFacebook Conhecidos como “Redes Sociais” esses sites já algum tempo fazem parte da vida diária de milhões de pessoas. Já foram palco para muitas polêmicas sobre privacidade de informações e exposição excessiva. Tanto alarde pois estes sites tratam daquilo que as pessoas tem de mais precioso, suas vidas.
No Brasil o site mais conhecido é o Orkut, que em todo o restante do mundo não fez tanto sucesso como em nosso país, em outros países o Facebook é mais utilizado. Ambos são muito simples de se utilizar, com apenas um e-mail e preenchendo um formulário é possível formar um perfil e a partir de então, adicionar contatos para enviar recados, compartilhar fotografias, filmes, etc.
Ter um perfil em um destes sites dá ao usuário a possibilidade de partilhar parte da sua vida, suas experiências, rotinas e atividades assim como dá poder a outros usuários de comentarem quanto a isso, criando dessa forma um ambiente social, sendo de certa forma um espelho da vida das pessoas.
Maneiras não eficientes de evangelização
Quando o assunto é evangelizar através desta ferramenta muitas pessoas tem agido de maneira errada, simplesmente enviando mensagens bíblicas aos seus contatos sem uma devida atenção ou um devido planejamento. Essa forma de evangelização tem se tornado ineficaz conforme cresce o número de mensagens spam (não desejadas) e o comportamento dos usuários em relação a isso é de simplesmente ignorar ou apagar as mensagens, sem receber seu impacto. Da mesma forma que tem acontecido com o folheto, que por falta de uma abordagem criativa tem é muitas vezes ignorado (confira o artigo ‘Reinventando o Folheto’, na Revista Evangelizar 21). As pessoas tem procurado coisas novas, diferentes e criativas.
Uma maneira mais eficientes de evangelização
Sabendo que nestes sites as pessoas preenchem um perfil e se juntam a comunidades de comum interesse, podemos traçar seu perfil, saber por qual tipo de informações se interessa, coisas que gosta e o que não gosta e a partir daí encontrar uma mensagem mais relevante – sendo um vídeo, ou postagem em blog (veja o artigo Evangelização através de Blogs), imagem, etc. Sendo o Orkut e o Facebook sites de redes sociais você pode aproveitar esta possibilidade e levar uma mensagem que desperte interesses de maneira que possa não apenas pregar uma mensagem isolada, mas a ensinar mais a respeito do evangelho, realizando assim uma evangelização continuada.
Com a falta de tempo que a vida agitada pós moderna tem imposto as pessoas, a vida social é a que mais tem enfrentado dificuldades. Mas para isso a internet busca trazer solução através das redes sociais. E porque não levar uma solução real para as pessoas, através destas redes sociais?
Posts relacionados
Evangelização 2.0
Evangelização Através de Blogs
Evangelização pelo Twitter
FONTE: MISSÃO AMME EVANGELIZAR - http://www.evangelizabrasil.com

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Estudos no Evangelho de João para download

Estudo no Evangelho de João

A Editora Elim, que produz belos folhetos evangelísticos (há até modelos trílingues), está oferecendo para download uma série de 4 lições sobre o Evangelho de João. Um material que pode ser usado em evangelismo, ou com novos convertidos em sua igreja. Totalmente gratuito. É só personalizar com as informações de sua igreja (endereço etc) e imprimir.

Visite o site e baixe: http://www.editoraelim.com.br


domingo, 6 de setembro de 2009

As 7 Áreas de Influência

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Alcançando nossas esferas de influência


Por Loren Cunningham

Às vezes Deus faz coisas dramáticas para nos chamar atenção. Em 1975 eu estava orando e considerando como os cristãos - não somente os da missão a qual eu faço parte, mas todos nós, poderiam mudar o mundo para Jesus. Uma lista veio a minha mente: categorias da sociedade nas quais eu cria que deveríamos nos concentrar para mudar para Deus. Eu escrevi, no dia seguinte eu encontrei o Dr. Bill Brihgt, fundador do Campus Crusade for Christ. Ele me disse que Deus havia dado-lhe algo, diversas aéreas para concentrar-se em trazer as nações de volta a Deus! Elas eram as mesmas áreas, apesar das palavras serem um pouco diferentes.

Aqui está aquela lista ( refinada e clarificada um pouco ao longo dos anos ):

Família – Lar
Religião – A igreja
Educação – Escolas
Governo
Mídia – Comunicações
Artes – entretenimento e esportes
Economia – Negócios, Comércio, ciência e tecnologia

Estas sete esferas de influencia nos ajudarão a formar nações para Cristo, são ferramentas para usarmos no cumprimento de Mateus 28, discipular nações para Ele. Ele obviamente, não teve a intenção de as usarmos em JOCUM. Eu creio que o que Ele deseja é que seu povo use as sete esferas para estender o reino de Cristo por toda a terra. Sendo assim, como que nós pegamos de volta estas sete áreas que são tão influentes em qualquer nação?

Nós devemos tomar território de satanás em oração. Como o poder do Espírito Santo, através das armas poderosas de guerra espiritual descritas em Ef. 6:10-20, 2 Co.10:1-6 e Tiago 4:7-10, nos é dito para destruirmos as fortalezas do diabo. Nós devemos orar contra a influência do inimigo em qualquer área que estamos cientes. Oração é uma parte poderosa da guerra espiritual que usamos para recapturar este mundo para Jesus Cristo.

Nossas orações devem ser específicas. À medida que escutamos a voz do Espírito Santo em nossas mentes ele nos dirá como devemos orar. ( veja Prov. 3:5-6, Isaias 55:8, is. 59:16 ). Então nós oramos para que o Espírito Santo traga sua influência às pessoas numa área estratégica.

Digamos que somos direcionados a orar pelo governo de uma determinada região. Devemos orar para que uma testemunha cristã venha até os indivíduos naquele governo levando-os ao Senhor Jesus.

Depois de termos orado por uma categoria específica, seja ela governo, sistema escolar, ou mídia, seja o que for, Deus pode escolher-nos nesta mesma área pela qual estivemos orando. Ele pode chamar-nos para penetrar neste lugar de influência para Ele, colocando-nos assim como fez com Daniel ou José do Egito, numa posição de autoridade.

Seja qual for a área de influência que Deus nos der, seja a família ou palácio presidencial, nós devemos vivenciar sua vontade em nossas vidas, não devemos fazê-lo de forma a dominar outros, mas devemos ser servos da mesma forma como Jesus o foi. Jesus deseja administrar o mundo através de nós. À medida que seguimos o exemplo de Jesus em nossas esferas de influência, nós trazemos o seu reino à terra.

Consideramos as sete áreas de influência, agora em mais detalhes.

Família
Através das famílias, estamos discipulando a próxima geração, para o bem ou para o mal, nós podemos ter lares cristãos seguindo padrões bíblicos para brilhar em lugares espirituais.

Religião
Jesus ordenou seus discípulos que discipulassem as nações. Nós fazemos isto não estando dentro das igrejas, mas saindo pelo mundo. Igreja é onde nos alimentamos para que possamos levar o reino de Deus por toda a terra.

Educação
A próxima geração é influenciada diariamente em nossas escolas e universidades. Cristãos devem se envolver escrevendo currículos, ensinando, administrando e participando em associações de pais e mestres e como membros de conselhos escolares.

Artes (celebração, entretenimento, esportes cultura)
Qualquer território que abandonamos, satanás preenche. Isto é o que aconteceu com o mundo do entretenimento. O drama moderno nasceu como forma de evangelismo, peças de teatro medieval sobre moralidade ensinado escritura para um público que não sabia ler. Nós devemos recapturar cada forma de entretenimento para Jesus, buscando-o para dar-nos formas criativas de mostrar ao mundo o autor do drama, espetáculo, beleza, cor, vida, emoção e alegria.

Mídia
Jornalistas são vistos como servidores de causa própria e manipuladores. Mas ainda assim, a mídia eletrônica e a impressa são cruciais no modelar da sociedade. A maioria das pessoas da mídia tem pouca ou nenhuma crença religiosa: precisamos de cristãos para trazer a verdade para esta esfera.

Governo
A Bíblia é clara: O povo de Deus deve se envolver em política. Pense nos líderes da nação escolhida de Deus, tais como Davi, Salomão, e os que governaram em países pagãos, como Daniel e José, jovens que exerciam princípios piedosos e eventualmente se tornaram primeiro ministros. Se Deus levantou líderes piedosos no Egito antigo e na Babilônia, ele o pode fazer hoje. Mas se cristãos desejarem servir em governo, eles terão de enfrentar uma cova de leões moderna. Deus usará isto para purificá-los e edificar seu caráter, para produzir seu estilo de líderes, líderes servos.

Economia
Jesus sabia que era difícil servir a Deus quando somos abençoados materialmente. Mas Deus quer que seu povo seja bem sucedido no mundo dos negócios e sejam missionários ali. O problema não é o dinheiro, mas se o dinheiro significa mais para nós do que Deus ( veja Lucas 18:18-25 ).
Deus nos testará nisto, e poderá pedir-nos para darmos tudo que temos. De igual modo, precisamos de cristãos chamados à ciência e tecnologia como seus campos missionários, pois nuca antes uma sociedade pode fazer tantos milagres tecnológicos e mesmo assim estar tão incertas de suas amarras morais.

Há dois reinos – luz e trevas e eles estão em guerra. Precisamos vencer para o reino da luz e o fazemos à medida que nos movemos para dentro de cada uma dessas sete áreas de influência no espírito oposto ao que satanás está trabalhando. Onde ele espalha ódio, nós devemos mostrar amor, onde a ganância prevalece, devemos dar mais do que qualquer outro. Onde a intolerância está ganhando, devemos mostrar lealdade e perdão. Precisamos orar venha a nós o teu reino, seja feita a sua vontade em qualquer que seja a área de influência para qual Deus nos chamou.

À medida que discipulamos as nações através do ouvir ao mestre e obedecê-lo, Ele nos usará para dar ao mundo sistemas econômicos piedosos, formas de governo baseadas na Bíblia, a educação ancorada na palavra de Deus, famílias que tenham Jesus como cabeça, entretenimento que mostra a Deus em sua variedade e animação, mídia baseada em comunicar a verdade em amor e igrejas que enviam missionários para todas as áreas da sociedade, aí então veremos a grande comissão sendo completada e milhões entrando no reino.

Fontes: UofN reference guide 2005, via site da Família Brito - http://www.fbrito.com/

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Seminário de Ciências Bíblicas no RJ

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Nos dias 15 e 16 de setembro, a cidade do Rio de Janeiro será palco de uma edição especial e gratuita do Seminário de Ciências Bíblicas. O evento acontecerá na capela da conhecida Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Realizada desde 2000, a iniciativa tem o objetivo de transmitir às igrejas e lideranças cristãs um pouco do conhecimento envolvido na arte de traduzir a Bíblia Sagrada e difundir os seus ensinamentos a todas as pessoas. Confira a programação completa no site da SBB e participe!

Para maiores informações, Clique Aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cristianismo Creative Commons


Por Jarbas Aragão

Muita gente hoje em dia discute os conceitos de propriedade intelectual, de direitos autorais e de pirataria. Não há dúvida que a internet mudou muita coisa e sua popularização trouxe novas discussões sobre coisas quem antes nunca se pensou. Não quero e nem posso avaliar aqui as implicações éticas e teológicas dos downloads modernos, dos sites de torrents, da transmissão de músicas, filmes, jogos e até de livros. Na grande maioria das vezes é fácil determinar que o erro distribui material que não é seu por direito. Até ai tudo bem, que fique claro: não compro material pirata! Mas poucas vezes vi discussões em nosso meio sobre a atitude de quem produz e distribui esse material.

Há algum tempo o mundo tem visto surgir tentativas de se mudar o conceito de propriedade intelectual. Muitos softwares, por exemplo, são distribuídos gratuitamente. Aos poucos foram surgindo filmes, CDs e livros que aderiram a esse “movimento”. Essa maneira de pensar gerou conceitos novos como copyleft (oposto do termo copyright) e as licenças chamadas de creative commons (mais informações no www.creativecommons.org.br )

O que isso tem a ver com nossa fé cristã? Existem várias passagens que nos mostram que não é correto exercer qualquer tipo de cobrança pela mensagem de salvação. O famoso “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8). Mas o que tem se visto nos últimos tempos é uma grande comercialização do evangelho e da mensagem de Cristo. E não estou falando da teologia da prosperidade!

Tomemos por exemplo o texto bíblico no Brasil (diferentemente de outros países) que possui direitos autorais. Ou seja, é proibido por lei a reprodução de uma quantidade maior que 500 versículos sem autorização da editora que possui os “direitos” de determinada tradução. Ou seja, você não pode imprimir milhões de exemplares da Bíblia e sair distribuindo por aí. Alguns softwares que trazem o texto bíblico apresentam essa restrição. A pergunta que fica é: ter o direito autoral da Palavra de Deus é correto? Exigir-se pagamento para se reproduzir o texto é bíblico?

Também é sabido que muitos pastores/pregadores e cantores/cantoras só vão para um determinado local, seja igreja ou não, mediante o pagamento de um cachê. Alguns não chamam de cachê, óbvio, chamam de “oferta”. Mas até que ponto eles têm o direito de cobrar para louvar a Deus ou cobrar para ensinar o caminho do Senhor? Não tenho nada contra as ofertas, até porque isso é claramente mostrado nas Escrituras. Minha dificuldade é ver gente enriquecendo com isso. Claro, se ninguém pagasse essa prática já teria acabado ou certamente diminuído bastante.

Conheço bem algumas empresas ditas “evangélicas”. Sei como funciona a produção e a distribuição de muito do material que circula no “mercado gospel”. Não seria leviano em dizer que todas as empresas agem da mesma maneira. Nada tenho contra aqueles que fizeram a opção de viver de maneira integral do evangelho, de usar os dons e talentos dados por Deus para de alguma maneira contribuir para a igreja de Cristo espalhada pela face da terra. Meu objetivo é refletir até que ponto se justificam certas coisas.

Quando vemos alguns livros sendo vendidos na categoria religião das livrarias ou mesmo o material que é encontrado nas chamadas livraria evangélicas dificilmente se pergunta “quem produz esse material?”, “para onde vai o lucro obtido?”. Talvez isso não pareça importante para a maioria das pessoas, uma vez que se coloca sobre essas coisas o “selo” que os identifica como “abençoado” ou “abençoador”. A verdade é que nem todas as empresas que produzem e comercializam esse material estão necessariamente envolvidas com a proclamação das boas novas.

O que eu gostaria de refletir neste espaço é sobre a prática de usar o nome do evangelho de Jesus para enriquecer pessoas, ministérios ou empresas. Não sou ingênuo a ponto de pensar que tudo deva ser de graça ou ignorar que existem custos muitas vezes altos para produzir todas essas coisas. Eu continuo comprando material que entendo ser útil e proveitoso para minha vida cristã. Mas confesso que deixei de ir a certos eventos e de comprar certas coisas por causa disso. Considero abusivo o preço de muito material que apenas por ser evangélico é mais caro que os demais. Por exemplo, tenho vivido isso toda vez que quero comprar um filme em DVD para meu filho!

Não é segredo para ninguém que existe uma verdadeira “indústria” montada por trás disso tudo. O mercado cristão ainda dá muito dinheiro. Nada tenho contra o lucro. Porém, poucas vezes li alguma reflexão séria sobre essa questão. Com a popularização da internet vieram as mudanças de certos conceitos e acredito que ainda existe muito para ser pensado. A questão é que está surgindo uma concepção diferente de direito autoral e isso nos atinge também.

Já é possível hoje baixar livros, vídeos, e músicas da internet autorizados e incentivados pelos seus próprios criadores. Existem grupos evangélicos que já entenderam que estamos diante de um novo tempo e fizeram a opção de oferecer o seu material gratuitamente na web, possibilitando que os ouvintes façam algum pagamento se desejarem. A lógica que está por trás disso não é mais única e exclusivamente a busca do lucro. O princípio é a divulgação do que foi produzido sem que o lucro seja a motivação principal. Já visitei sites de produtoras que disponibilizam seu material gratuitamente. Posso citar alguns exemplos gringos. O músico Derek Webb distribuiu um tempo atrás o seu CD Mockingbird, o site de audiolivroswww.christianaudio.com disponibiliza uma vez por mês um download gratuito de um livro diferente. Particularmente gosto do site theresurgence.com , do ministério Mars Hill, liderado pelo pastor Mark Driscoll, além de pregações livres de direitos, é possível encontrar também CDs de música e livros do pastor para baixar. No Brasil alguns autores menos conhecidos, bem como grupos musicais tem disponibilizado seu material. A editora Mundo Cristão chegou a disponibilizar o download gratuito (por tempo limitado) de alguns títulos. Mas ainda é algo muito tímido, quase inexpressivo. Acredito que faltam iniciativas do gênero no meio evangélico nacional.

Por outro lado existem pessoas que aproveitam todas as oportunidades para transmitirem sua mensagem gratuitamente. Inclusive grupos religiosos. Um bom exemplo claro é o longa de animação de 2008, Sita Sings the Blues, que tem como enredo uma história da tradição hinduísta, o Ramayana e em essência é uma historia sobre espiritualidade. No site do filme, www.sitasingstheblues.com é possível ler que seus idealizadores acreditam que o valor do filme vai além da questão financeira e disponibilizaram na licença Creative Commons. A imagem ai em cima dá uma mostra do material. Não dá pra não se perguntar porque ainda não temos feito o mesmo para divulgar a mensagem do evangelho. Desconheço um esforço para a produção e distribuição de filmes com conteúdo evangélico que estejam sendo distribuídos com o simples propósito de divulgar a mensagem. Não está na hora de vermos mais iniciativas propondo um cristianismo livre de direitos autorais restritivos e abusivos? Não seria necessário repensar qual o objetivo da produção e comercialização de muito do que se produz em nome de Jesus nos dias de hoje? Sou favorável a um cristianismo Creative Commons, onde o lucro não é a mola propulsora, mas sim o desejo de ver a Palavra sendo levada às pessoas. Você conhece mais iniciativas assim? Deixe a dica ai nos comentários para todos verem e conhecerem.

via http://www.blogdos30.tk/

PARA ENTENDER MELHOR O QUE É COPYLEFT E A QUESTÃO DOS DIREITOS AUTORAIS, LEIA UM EXCELENTE ARTIGO
CLICANDO AQUI.

domingo, 30 de agosto de 2009

Você conhece o conceito de Copycristian?

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Logo Copycristian


"Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e nós trocamos, então ambos ainda têm uma maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma idéia e nós trocamos, então ambos terão duas idéias."

Conheça e se envolva com o conceito de Copycristian:

http://copycristian.blogspot.com/
http://copycristianblog.blogspot.com/

Editora oferece a Epístola aos Romanos, com notas da Bíblia do Pregador, para download gratuito

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A Editora Evangélica Esperança
está oferecendo em meio digital, gratuitamente, a Carta do apóstolo Paulo aos Romanos, na íntegra, como uma amostra do seu mais recente lançamento: a Bíblia do Pregador, lançada neste sábado (29/8). Vale aproveitar para repetir a leitura do texto pois, como já dizia o teólogo reformador João Calvino: "Se conseguirmos atingir uma genuína compreensão desta Epístola, teremos aberto uma amplíssima porta de acesso aos mais profundos tesouros da Escritura, uma porta amplamente aberta para a sólida compreensão de todo o restante da Escritura... O homem encontra sua justificação única e exclusivamente na misericórdia de Deus, em Cristo, ao ser ela oferecida no evangelho e recebida pela fé".

A Bíblia do Pregador, realizada numa parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), é uma ferramenta de trabalho rica e prática para o preparo de pregações. Alia uma das traduções mais lidas da Bíblia Sagrada (Almeida Revista e Atualizada) a duas obras já consagradas no apoio ao estudo das Sagradas Escrituras, os esboços contidos nos livros Mil Esboços Bíblicos e Mais Mil Esboços Bíblicos, que já contam com mais de 100 mil usuários.
Reunindo cerca de dois mil esboços, revisados e adaptados de acordo com as novas normas ortográficas da língua portuguesa, a Bíblia de estudo apresenta outro diferencial que facilita a consulta: os esboços estão localizados sempre próximos ao texto bíblico a que se referem. A obra inclui manual, preparado pelo Pr. Fred Roland Bornschein, que serve de grande auxílio na utilização dos esboços durante a elaboração de mensagens.
Outros recursos: Introduções aos livros da Bíblia, Notas textuais e referências cruzadas, 1.867 esboços para sermões e estudos, Concordância temática, Cronologia bíblica, Tabela de pesos, dinheiro e medidas e Mapas coloridos. Segundo a editora, é considerada a "sucessora da Bíblia de Genebra" (1560), com teologia reformada.

Clique Aqui para baixar o arquivo.

Fonte: Agência SOMA

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A revogação do inferno

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João Heliofar de Jesus Villar

Phillip Roth é hoje um dos mais respeitados escritores nos Estados Unidos. Frequentemente seu nome é mencionado nas cogitações do Prêmio Nobel de Literatura. Num estilo seco, agradável de ler, em histórias que sempre tem como pano de fundo a realidade judaica americana, seus romances ganharam o mundo.

Em sua última obra, “Indignação”, o autor narra a saga de um jovem judeu, filho de um açougueiro kosher, que, durante a guerra da Coreia, consegue se livrar do alistamento, mantendo-se na universidade. Porém, inscrito em uma instituição cristã profundamente conservadora, o aluno se vê sob o risco de expulsão continuamente, pois não aceitava as restrições impostas pela faculdade, especialmente o dever de frequentar cultos semanalmente. O romance gira em torno dessa tensão; isto é, o aluno, que sustentava sua rebeldia como uma questão de honra, equilibrava-se numa corda bamba, pois, caso fosse expulso, teria de enfrentar as trincheiras geladas da guerra do extremo oriente.

A história constitui pano de fundo para mais um ataque cruel ao cristianismo e revela como o caldo de cultura ocidental está cada vez mais hostil à fé. Mesmo um autor sofisticado como Roth não consegue vencer a tentação de passar uma visão maniqueísta do confronto do jovem rebelde com a direção de uma instituição cristã.

Num diálogo com o diretor da faculdade de direito (um “apaixonado por Jesus”), o jovem judeu afirma com grande orgulho que é ateu e que Bertrand Russel já havia demonstrado suficientemente a total falta de lógica dos argumentos a favor da existência de Deus, na obra “Por que não sou cristão”. E acrescenta que Russel teria afirmado com toda propriedade que Jesus não poderia jamais ser tido na conta de um bom mestre, tendo em vista os seus ensinos sobre o inferno. A doutrina do inferno seria completamente inaceitável, suficiente para arruinar a reputação de Cristo, por mais elevados que fossem os demais ensinos éticos firmados nos evangelhos. Diante desse ataque, o diretor da faculdade de direito se limita a fazer ataques à conduta pessoal de Bertrand Russel, que seria uma figura amoral, adúltero etc. Do ponto de vista racional, porém, suas críticas seriam irrespondíveis.

A história se passa nos anos 50, mas é bastante atual, com a diferença de que hoje, nas universidades, a posição dominante é a do herói de Roth, especialmente no corpo docente. E a tendência de hostilização intelectual é tão forte e crescente que intimida abertamente os cristãos mais ortodoxos.

Uma prova de que a intimidação já chegou ao centro da igreja é o silêncio envergonhado nos púlpitos a respeito do inferno. Se hoje Jonathan Edwards pregasse “Pecadores nas mãos de um Deus irado” em qualquer lugar, perderia imediatamente seu cargo de reitor da Universidade de Princeton, seria escorraçado da igreja, e ninguém mais ouviria falar no seu nome. Talvez os conceitos de Russel a respeito do tema tenham se infiltrado no inconsciente cristão de tal modo que ninguém consiga tratar do assunto sem suscitar em si um profundo sentimento de culpa diante do ouvinte secular.

Na verdade, se fosse possível, talvez convocássemos um concílio para revogar o inferno por algum tipo de decreto a fim de que fosse declarada a paz com a modernidade e ninguém falasse mais nisso. Falaríamos apenas em amor, graça e tolerância, temas tão caros à piedade moderna. Que o inferno vá para o inferno. Talvez ficasse difícil explicar para quê serve a salvação -- seremos salvo do quê, exatamente? Mas, por certo, teríamos um verniz intelectual muito mais elegante perante nossos interlocutores seculares. Afinal, não é a eles que devemos agradar?

• João Heliofar de Jesus Villar, 45 anos, é procurador regional da República da 4ª Região (no Rio Grande do Sul) e cristão evangélico.

Fonte: http://www.ultimato.com.br

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A destruição de Jerusalém por Tito

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Erguido no fórum de Roma, o Arco de Tito celebra a vitória em Jerusalém


Géssio Floro amava o dinheiro e odiava os judeus. Como procurador romano, governava a Judéia e pouco se importava com as sensibilidades religiosas. Quando a entrada de impostos era baixa, ele se apoderava da prata do Templo. Em 66, quando a oposição cresceu, ele enviou tropas a Jerusalém para crucificar e massacrar alguns judeus. A ação de Floro foi o estopim para uma revolta que já estava em ebulição havia algum tempo.
No século anterior, Roma não tinha tratado os judeus de maneira adequada. Primeiramente, Roma havia fortalecido o odiado usurpador Herodes, o Grande. Apesar de todos os belos edifícios que construíra, Herodes não conseguiu lugar no coração das pessoas.
Arquelau, filho de Herodes e seu sucessor-, era tão cruel que o povo pediu a Roma que lhe desse um alívio. Roma atendeu a esse pedido enviando diversos governadores: Pôncio Pilatos, Félix, Festo e Floro. Eles, assim como outros, tinham a tarefa, nada invejável, de manter a paz em uma terra bastante instável.
O espírito independente dos judeus nunca morreu. Eles olhavam com orgulho para os dias dos macabeus, quando se livraram do jugo de seus senhores sírios. Agora, suas desavenças mesquinhas e o fabuloso crescimento de Roma os colocavam novamente sob o comando de mãos estrangeiras.
O clima de revolução continuou durante o governo de Herodes. Os zelotes e os fariseus, cada um à sua maneira, queriam que as mudanças acontecessem. O fervor messiânico estava em alta. Jesus não estava brincando quando disse que as pessoas falariam: "'Vejam, aqui está o Cristo!' ou Ali está ele!'". Esse era o espírito da época.
Foi em Massada (formação rochosa praticamente inexpugnável, que se eleva próximo ao mar Morto, onde Herodes construiu um palácio e os romanos ergueram uma fortaleza) que a revolta judaica teve seu início e um fim trágico.
Inspirados pelas atrocidades de Floro, alguns zelotes ensandecidos decidiram atacar a fortaleza. Para surpresa de todos, eles a conquistaram, massacrando o exército romano que estava acampado ali.
Em Jerusalém, o capitão do Templo, quando interrompeu os sacrifícios diários a favor de César, declarou abertamente uma rebelião contra Roma. Não demorou muito para que toda a Jerusalém ficasse alvoroçada, e as tropas romanas fossem expulsas ou mortas. A Judéia se revoltou, e a seguir a Galiléia. Por um breve período de tempo, parecia que os judeus estavam virando o jogo.
Céstio Galo, o governador romano da região, saiu da Síria com 20 mil soldados. Cercou Jerusalém por seis meses, mas fracassou, deixando para trás seis mil soldados romanos mortos e grande quantidade de armamentos que os defensores judeus recolheram e usaram.
O imperador Nero enviou Vespasiano, general condecorado, para sufocar a rebelião. Vespasiano foi minando a força dos rebeldes, eliminando a oposição na Galiléia, depois na Transjordânia e por fim na Idu-méia. A seguir, cercou Jerusalém.
Contudo, antes do golpe de misericordia, Vespasiano foi chamado a Roma, pois Nero morrera. O pedido dos exércitos orientais para que Vespasiano fosse o imperador marcou o fim de uma luta pelo poder. Em um de seus primeiros atos imperiais, Vespasiano nomeou seu filho, Tito, para conduzir a guerra contra os judeus.
A situação se voltou contra Jerusalém, agora cercada e isolada do restante do país. Facções internas da cidade se desentendiam com relação às estratégias de defesa. Conforme o cerco se prolongava, as pessoas morriam de fome e de doenças. A esposa do sumo sacerdote, outrora cercada de luxo, revirava as lixeiras da cidade em busca de alimento.
Enquanto isso, os romanos empregavam novas máquinas de guerra para arremessar pedras contra os muros da cidade. Aríetes forçavam as muralhas das fortificações. Os defensores judeus lutavam durante todo o dia e tentavam reconstruir as muralhas durante a noite. Por fim, os romanos irromperam pelo muro exterior, depois pelo segundo muro, chegando finalmente ao terceiro muro. Os judeus, no entanto, continuaram lutando, pois correram para o Templo — sua última linha de defesa.
Esse foi o fim para os bravos guerreiros judeus — e também para o Templo. Josefo, historiador judeu, disse que Tito queria preservar o Templo, mas os soldados estavam tão irados com a resistência dos oponentes que terminaram por queimá-lo.
A queda de Jerusalém, essencialmente, pôs fim à revolta. Os judeus foram dizimados ou capturados e vendidos como escravos. O grupo dos zelotes que havia tomado Massada permaneceu na fortaleza por três anos. Quando os romanos finalmente construíram a rampa para cercar e invadir o local, encontraram todos os rebeldes mortos. Eles cometeram suicídio para que não fossem capturados pelos invasores.
A revolta dos judeus marcou o fim do Estado judeu, pelo menos até os tempos modernos.
A destruição do Templo de Herodes significou mudança no culto judaico. Quando os babilônios destruíram o Templo de Salomão, em 586 a.C, os judeus estabeleceram as sinagogas, onde podiam estudar a Lei de Deus. A destruição do Templo de Herodes pôs fim ao sistema ‘sacrificai judeu’ e os forçou a contar apenas com as sinagogas, que cresceram muito em importância.
Onde estavam os cristãos durante a revolta judia? Ao lembrar das advertências de Cristo (Lc 21.20-24), fugiram de Jerusalém assim que viram os exércitos romanos cercar a cidade. Eles se recusaram a pegar em armas contra os romanos e retiraram-se para Pela, na Transjordânia.
Uma vez que a nação judaica e seu Templo tinham sido destruídos, os cristãos não podiam mais confiar na proteção que o império dava ao judaísmo. Não havia mais onde se esconder da perseguição romana.

Trecho do livro 'Os 100 Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo', de A. Kenneth Curtis, J. Stephen Lang e Randy Petersen - Editora VIDA.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

As Confusões do livro "A Cabana"

*

*Dr. Paulo Romeiro


Introdução

Já faz tempo que o liberalismo teológico tem assediado e invadido uma boa parte do campo evangélico brasileiro. Os prejuízos para a pregação do evangelho têm sido enormes. A decadência doutrinária aumenta com rapidez e muitos crentes estão cada vez mais confusos.

Por várias décadas, o liberalismo teológico vem ganhando espaço nas denominações históricas e em seus seminários. Nos últimos anos, porém, alguns segmentos pentecostais foram atingidos por essa corrente de pensamento, algo inimaginável até então, pois, ser pentecostal significa crer no poder e na Palavra de Deus.


A exemplo dos liberais, alguns pentecostais se julgam espertos o suficiente para duvidar de Deus e da sua Palavra. Hostilizar o cristianismo, exaltar a dúvida e questionar a Bíblia Sagrada tornou-se para muitos um sinal de academicismo e inteligência.

É o que vemos hoje através das igrejas emergentes, que pregam uma ortodoxia generosa, ¹ onde as verdades e temas vitais da fé cristã perdem sua importância. Tudo indica que há uma apostasia se instalando em muitas igrejas evangélicas, algo já predito na Palavra de Deus e que aponta para a volta de Cristo (2 Ts 2.3; 2 Tm 4.1; 2 Tm 4.1-4; 2 Pe 2.1).

É num solo assim, fértil para a semeadura e crescimento de distorções das doutrinas centrais da fé cristã que surge o livro A Cabana ² promovendo o liberalismo teológico e fazendo sucesso entre os evangélicos e a sociedade em geral.

Este artigo apresenta uma breve análise, à luz da Bíblia, sobre esse best-seller a fim de responder algumas indagações de muitos cristãos.
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¹ Brian McLaren. Uma ortodoxia generosa. Brasília. Editora Palavra. 2007. Este livro promove muitas das propostas denunciadas neste estudo.
² YOUNG, William P. A cabana. Rio de Janeiro. Editora Sextante. 2008.



I – Definições
Liberalismo teológico: Movimento da teologia protestante que surgiu no século XIX com o objetivo de modificar o cristianismo a fim de adaptá-lo à cultura e à ciência modernas.

O liberalismo rejeita o conceito tradicional das Escrituras Sagradas como revelação divina proposital e detentora de autoridade, preferindo o conceito de que a revelação é o registro das experiências religiosas evolutivas da humanidade. Apregoa também um Jesus mestre e modelo de ética, e não um redentor e Salvador divino.

Pluralismo religioso: A crença de que há muitos caminhos que levam a Deus, que há diversas expressões da verdade sobre ele, e que existem vários meios válidos para a salvação.

Relativismo: Negação de quaisquer padrões objetivos ou absolutos, especialmente em relação à ética. O relativismo propaga que a verdade depende do indivíduo ou da cultura.

Teologia relacional (teísmo aberto): Conceito teológico segundo o qual alguns atributos tradicionalmente ligados a Deus devem ser rejeitados ou reinterpretados. Segundo seus proponentes, Deus não é onisciente e nem onipotente. A presciência divina é limitada pelo fato de Deus ter concedido livre-arbítrio aos seres humanos.


II – O livro A cabana

A história do livro

Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria, uma tragédia marca para sempre a vida da família de Mack Allens: sua filha mais nova, Missy, desaparece misteriosamente. Depois de exaustivas investigações, indícios de que ela teria sido assassinada são encontrados numa velha cabana.

Imerso numa dor profunda e paralisante, Mack entrega-se à Grande Tristeza, um estado de torpor, ausência e raiva que, mesmo após quatro anos de desaparecimento da menina, insiste em não diminuir.

Um dia, porém, ele recebe um bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo.

Chegando lá, sua vida dá uma nova reviravolta. Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um “acerto de contas” e, com imensa benevolência, travam com Mack surpreendentes conversas sobre vida, morte, dor, perdão, fé, amor e redenção, fazendo-o compreender alguns dos episódios mais tristes de sua história (Informações extraídas da orelha do livro).

O livro é uma ficção cristã, um gênero que cresce muito na cultura cristã contemporânea e comunica sua mensagem de uma forma leve e fácil de se ler. O autor, William P. Young trata de temas vitais para a fé cristã tais como: Quem é Deus? Quem é Jesus? Quem é o Espírito Santo? O que é a Trindade? O que é salvação? Jesus é o único caminho para Deus?


III – Pontos principais do livro³

1. Hostilidade ao cristianismo

“As orações e os hinos dos domingos não serviam mais, se é que já haviam servido... A espiritualidade do Claustro não parecia mudar nada na vida das pessoas que ele conhecia... Mack estava farto de Deus e da religião...” (p. 59).

“Nada do que estudara na escola dominical da igreja estava ajudando. Sentia-se subitamente sem palavras e todas as suas perguntas pareciam tê-lo abandonado” (81).

Resposta bíblica: Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua Igreja (Mt 16.18).

2. Experiência acima da revelação

As soluções para os problemas da vida surgem de experiência extrabíblicas e não da Palavra de Deus. As alegadas revelações da “Trindade” são a base de todo o enredo do livro. Mesmo fazendo alusões às verdades bíblicas, elas não são a base auto-retrativa da mensagem.

3. A rejeição de Sola Scriptura

A Cabana rejeita a autoridade da Bíblia como o único instrumento para decidir as questões de fé e prática. Para ouvir Deus, Mack é convidado a ouvir Deus numa cabana através de experiências e não através da leitura e meditação da Bíblia Sagrada.

Resposta bíblica: Rm 15.4: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”.

2 Tm 3.16, 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

A igreja não precisa de uma nova revelação mas de iluminação para entender o que foi revelado nas Escrituras.

4. Uma visão antibíblica da natureza e triunidade de Deus

Além de errar sobre a Bíblia, A Cabana apresenta uma visão distorcida sobre a Trindade. Deus aparece como três pessoas separadas, o que pode ser chamado de triteísmo.

O autor tenta negar isso ao escrever: “Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um” (p. 91).

Young parece endoçar uma pluralidade de Deus em três pessoas separadas: duas mulheres e um homem (p. 77). Deus o pai é apresentado como uma negra enorme, gorda (p. 73, 74, 75, 76, 79), governanta e cozinheira, chamada Elousia (p.76)).

Jesus aparece como um homem do Oriente Médio, vestido de operário, com cinto de ferramentas e luvas, usando jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas acima dos cotovelos, mostrando só antebraços musculosos. Não era bonito (p. 75).
________________________________
[1]³ Algumas idéias foram extraídas de um trabalho publicado por Norman Geisler: “Norm Geisler Takes “The Shack”to the Wood Shed. Acessado em 18 de dezembro de 2008. www.thechristianworldview.com


O Espírito Santo é apresentado como uma mulher asiática e pequena (p. 74), chamada Sarayu (p. 77, 101).

Resposta bíblica: Dentro da natureza do único Deus verdadeiro há três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. São três pessoas distintas, mas, não separadas como o livro apresenta. Além disso, o Pai e o Espírito Santo não possuem um corpo físico. Veja Jó 10.4; João 4.24 e Lucas 24.39.

5. A punição do pecado

O livro apregoa que Deus não castiga os pecados: “Mas o Deus que me ensinaram derramou grandes doses de fúria, mandou o dilúvio e lançou pessoas num lago de fogo. — Mack podia sentir sua raiva profunda emergindo de novo, fazendo brotar as perguntas, e se chateou um pouco com sua falta de controle.

Mas perguntou mesmo assim: — Honestamente, você não gosta de castigar aqueles que a desapontam”? Diante disso, Papai interrompeu suas ocupações e virou-se para Mack. Ele pôde ver uma tristeza profunda nos olhos dela.

— Não sou quem você pensa, Mackenzie. Não preciso castigar as pessoas pelos pecados. O pecado é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. Meu objetivo não é castigar. Minha alegria é curar. — Não entendo...”

Resposta bíblica:

A Cabana mostra um Deus apenas de amor e não de justiça. Apesar da Bíblia ensinar que Deus é amor, não falha em apresentá-lo como um Deus de justiça que pune o pecado:
“A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4).

“Semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1.27). “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).

“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2 Ts 1.7, 8). Cristo morreu pelos nossos pecados (1Co 15.3).

6. O milagre da encarnação

O livro apresenta uma visão errada da encarnação de Jesus Cristo: “Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos.

Também optamos por abraçar todas as limitações que isso implicava. Mesmo que tenhamos estado sempre presentes nesse universo criado, então nos tornamos carne e sangue” (p. 89).

Resposta bíblica:

De acordo com a Bíblia, somente o verbo encarnou (Jo 1.14). Veja ainda Gl 4.4; Cl 2.9) e (1 Tm 2.5).

7. Jesus, o melhor ou único caminho para o Pai?

No livro, Jesus é apresentado como o melhor e não o único caminho para Deus: “Eu sou o melhor modo que qualquer humano pode ter de se relacionar com Papai ou com Sarayu” (p. 101).
Resposta bíblica:

A Bíblia é muito clara ao afirmar que Cristo é o único que pode salvar: Is 43.11; Jo 6.68; Jo 14.6; At 4.12 e 1 Tm 2.5.
8. Patripassionismo

O livro promove uma antiga heresia denominada patripassionismo, que é o sofrimento do Pai na cruz: “O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele.

Ela permitiu que ele tocasse com ternura as cicatrizes, marcas de furos fundos” (p. 86). “Olhou para cima e notou novamente as cicatrizes nos pulsos dela” (p. 92). “Você não viu os ferimento em Papai também”? (p. 151).

Resposta bíblica

A Bíblia mostra que foi Jesus quem sofreu na cruz e recebeu as marcas dos cravos e não o Pai ou o Espírito Santo. Veja João 20.20, 25, 28.

9. Universalismo

A Cabana promove o universalismo, isto é, que todas as pessoas serão salvas, não importa a sua religião ou sistema de crença.
“Os que me amam estão em todos os sistemas que existem.

São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos” (p. 168, 169).

“Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados” (p. 169).

Jesus afirma: “A maioria das estradas não leva a lugar nenhum. O que isso significa é que eu viajarei por qualquer estrada para encontrar vocês” (p. 169).

Resposta bíblica

Não há base bíblica para tais afirmações. A Palavra de Deus ensina que não existe salvação fora de Jesus Cristo. Apesar do universalismo ser uma doutrina agradável, popular e que reflete a política da boa vizinhança, a Bíblia afirma que nem todos serão salvos: Veja Mt 7. 13, 14; 25.31-46; 2 Ts 3.2.


* Pastor presidente da ICT- Igreja Cristã da Trindade Presidente da Agir- Agência de Informações Religiosas

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Bibliografia
EVANS, C. Stephen. Dicionário de apologética e filosofia da religião. São Paulo. Vida. 2004.
NICODEMUS, Augustus. O que estão fazendo com a Igreja. São Paulo. Mundo Cristão. 2008.
PIPER, John et alli. Teísmo aberto: uma teologia além dos limites bíblicos. São Paulo. Editora vida. 2006.
WILSON, Douglas (org.). Eu não sei mais em quem eu tenho crido: confrontando a teologia relacional. São Paulo. Editora Cultura Cristã. 2006.
YOUNG, William P. A cabana. Rio de Janeiro. Editora Sextante. 2008.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A LOTERIA BÍBLICA

*

O manuseio honesto do texto no contexto é a maior ajuda que alguém pode dar a si mesmo, no sentido de compreender a mensagem da Bíblia. Confiar em acaso, sorte, destino ou qualquer “ajuda extra”, no fim das contas só prejudica a compreensão da Palavra. Não adianta concorrer numa espécie de “loteria bíblica”: a grande maioria sai perdendo.

Imagine o que acontece com alguém que abre a Bíblia em qualquer lugar e lê: “Então Judas, … retirou-se e foi enforcar-se” (Mt 27.5). O leitor desconfiado da mensagem abre em outro texto, buscando confirmação, e lê: “Vai e procede tu de igual modo” (Lc 10.37). Assustado, tenta mais uma vez, na esperança de ouvir uma ordem mais suave. Abre o livro uma terceira vez, cheio de expectativa e lê: “O que pretendes fazer, faze-o depressa” (Jo 13.27)!

Os exemplos extremos dados acima não são uma descrição exagerada dos perigos de não estudar o contexto de um texto bíblico. Toda vez que tratamos a Bíblia como se fosse uma lista de oráculos desvinculados de qualquer relacionamento com o contexto, o resultado é algo perigoso.

Bryan Bost e Álvaro César Pestana - Do Texto À Paráfrase – “Como Estudar a Bíblia”, São Paulo: Editora Vida Cristã

Via http://www.estudosbiblicos.org