sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Campanha da UBE pela causa das crianças desaparecidas: Entrevista com o autor do livro Crimes Satânicos, e sorteio de livros




Amados irmãos, apresentamos aqui uma entrevista realizada com Leo Montenegro, autor do livro Crimes Satânicos. O livro, além de denunciar o rapto organizado de pessoas com objetivo serem sacrificadas em rituais de magia negra dentro e fora do Brasil, apresenta casos que vêm acontecendo em todo o mundo. Acompanhe as revelações do autor, que no momento já prepara mais um volume sobre o tema. A entrevista foi realizada pela irmã Wilma Rejane para a UBE.

Ao final do post, saiba como participar da promoção e concorrer a exemplares do livro.


1 - De que forma surgiu a idéia do livro Crimes Satânicos?

Na verdade foi através de uma noticia sobre um desses crimes onde uma mãe sacrificou seu próprio filho de menos de 3 anos em um ritual de magia negra. Essa noticia trazia fotos da cena do crime e confesso que isso me abalou e me fez perguntar de onde vinha maldade tal a ponto de uma mãe matar e esquartejar o corpo do próprio filho.

Então comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri que mesmo a mídia não divulgando, esses crimes acontecem a todo o momento e em todo o lugar.

Comecei a encontrar muita coisa, tive acesso a cenas de crimes, fotos e tudo o mais, sempre com apoio de pessoas do mundo todo, incluindo policia, perícia, investigadores, familiares de vítimas, etc.

É terrível saber que em alguns cultos satânicos há mães que geram filhos para que, logo ao nascer, sejam sacrificados nos altares satânicos, e isso passa despercebido, pois essas “mães” não dão a luz em hospitais.

No inicio não tinha idéia de escrever um livro, mas conforme fui descobrindo muitas coisas resolvi compartilhar com as pessoas e aí sim surgiu a idéia do livro.

Na verdade o Crimes Satânicos terá pelo menos mais um livro, que será um segundo volume.


2- De onde veio o apoio para a realização do trabalho?

Conforme pesquisava e colhia depoimentos, muitas pessoas se mostravam interessadas em ajudar com matérias, contatos, traduções (inclusive em russo), e citavam casos.

Tentei contatar parentes de crianças desaparecidas ou vitimas de rituais satânicos, mas foi muito difícil, pois essas pessoas vivem com medo e não sabem em quem confiar devido ao descaso com que foram tratadas pela sociedade e até mesmo autoridades, pois no Brasil a luta por justiça é muitas vezes uma luta silenciosa.

É muito triste a forma com que a causa dos desaparecidos é tratada nesse país.

Como uma pessoa só é declarada desaparecida depois de 48 horas, se é sabido que as crianças raptadas e desaparecidas são mortas muitas vezes em até 24 horas.

Isso poderia mudar se os nossos políticos votassem leis que favorecessem uma pronta resposta das autoridades em caso de desaparecimento, porém sabemos que esses mesmos políticos estão mais preocupados em votar o aumento de seus próprios salários.


3 - Você enfrentou algum tipo de pressão durante o andamento dos trabalhos?

Creio que a maior pressão foi espiritual e o pior momento foi a descoberta de um Vídeo Snuff (que são vídeos de assassinatos reais filmados com o objetivo de comercialização, e descobriu-se a conexão desses vídeos com cultos satânicos e redes de pedofilia).

Esse momento foi o mais difícil, pois tive que assistir dezenas de vídeos com esse tipo de conteúdo inclusive vídeos de rituais de magia negra, e infelizmente a internet está cheia desse tipo de conteúdo. Passei por tudo isso, pois minha intenção era encontrar um Vídeo Snuff real, algo que até aquele momento era considerado “Lenda”.

As cenas que eu vi e ouvi são de extrema maldade e posso dizer sim, que o mundo jaz no maligno.

Nesse momento muitas pessoas estavam orando por mim e isso foi essencial para concretizar o trabalho, pois pensei muitas vezes em desistir e até mesmo tive que parar o processo de pesquisa e investigação do livro, pois estava cansado, tendo crises de choro e não conseguia dormir à noite, pois ao fechar os olhos lá estavam as cenas em minha mente.

Minha esposa foi uma verdadeira mulher de Deus e peça importante para a concretização do trabalho, pois tinha momentos que eu não tinha forças nem para orar, talvez muitas pessoas possam ver isso como uma fraqueza, mas realmente tudo isso foi uma grande luta espiritual e com minhas próprias forças eu não teria chegado ao final. Então sei que foi Deus que me capacitou.

Eu não escolhi escrever esse livro, mas era necessário que essa denúncia viesse à tona.


4 - O que mudou em sua vida após o trabalho de investigação e publicação do livro Crimes Satânicos?

Até o livro ser publicado foi uma grande luta como já falei, porém depois com o apoio da editora Naós e de muita gente que tem apoiado o trabalho eu me senti mais seguro, pois vi que realmente eu não estava sozinho em tudo isso, pude ver que muitas pessoas estão se mobilizando e se perguntando:

“O que está acontecendo? Por que tantas crianças somem no país? O que eu posso fazer para ajudar a causa dos desaparecidos?

Muitas pessoas dizem que sou corajoso em fazer isso, mas a verdade é que Leo Montenegro é uma voz solitária na multidão e apenas um jovem acreditando no que diz 1 João 2-14.

Como Cristão acredito que temos que atender ao chamado de Deus para nossas vidas, e o “Eis-me aqui” é algo nobre nos dias de hoje e eu creio que todos podem ajudar na causa dos Desaparecidos, se você tem um blog, site, Orkut ou qualquer meio você pode se mobilizar divulgando textos, fotos, notícias - e com isso podemos sim salvar vidas e evitar que outras crianças sejam raptadas.


5 - Como você vê as noticias veiculadas recentemente na mídia envolvendo crianças em rituais com agulhas?

Esse caso foi uma exceção, pois a mídia nacional acabou divulgando o caso com toda a atenção.

Desde o Caso Evandro de Guaratuba no ano de 1992 que eu não via a mídia dar tanta atenção a um caso envolvendo ritual de magia negra.

Creio que esse caso fez muitas pessoas notarem que essa é uma prática comum e trouxe o assunto à pauta, tanto que quase todos os dias você pode ver novos casos sendo noticiados em toda a mídia.

Esses crimes acontecem com muita freqüência, para você ter idéia em Fortaleza uma série de crimes envolvendo rituais de magia negra estão acontecendo e isso não está sendo divulgado em lugar algum, a verdade é que os crimes continuam e ninguém foi preso até o momento ( Janeiro de 2010).

Na Tanzânia , Borundi e outros paises da África  centenas de Albinos estão sendo mortos, esquartejados e seus pedaços estão sendo vendidos para serem usados em rituais de feitiçaria pois existe uma superstição entre os nativos de que feitiços feitos com pedaços de Albinos trazem poderes mágicos. 

Como podemos ver isso está acontecendo em todo o mundo, porem pouco se noticia sobre esses casos.


6 - Léo, o que você acha que deveria ser feito para tornar as buscas a pessoas desaparecidas mais eficazes?

O Cadastro Nacional de Desaparecidos seria muito eficaz na busca e catalogação dos desaparecidos no Brasil.

Creio que campanhas do governo seriam de grande valia e até mesmo empresas poderiam colocar em seus rótulos de produtos fotos de crianças desaparecidas como muitas já fazem ou fizeram, parece que esse assunto para a sociedade é coisa do passado, mas os desaparecimentos continuam.

A maior união e integração das policias brasileiras também seria muito bem-vinda.

Mas eu ainda acredito que o maior passo pode ser dado por cada um de nós divulgando e ajudando essa causa, como falei há pouco.


7 - Tem algo, que você descobriu que não foi publicado? Por quê?

Existe muito conteúdo não publicado ainda e teremos um novo livro logo.

Tenho recebido muito apoio de varias pessoas que me escrevem relatando casos, experiências e denunciando crimes.

Tenho pesquisado essas denúncias e posso dizer que tenho em minhas mãos muito conteúdo.

O que posso dizer é que no mínimo eu sei demais e isso é perigoso pois faz de mim um alvo fácil.

Essa é a parte difícil de ser Leo Montenegro rsrs


8 - Que mensagem, você deixaria para as pessoas que estão lendo esta entrevista e que já leram ou pretendem ler o livro?

Leonardo da Vinci disse certa vez: “Aquele que não pune o mal, ordena que ele seja feito”.  E eu acredito que até hoje essas crianças tem desaparecido com tanta freqüência no Brasil e no mundo pelo descaso com que esses crimes sempre foram tratados, então devemos denunciar esses crimes para que esses raptores se sintam acuados e assim possam agir com menos liberdade e freqüência.

Sei que não vamos parar os raptos, mas se conseguirmos fazer com que eles diminuam estaremos salvando vidas.

Sobre o livro, eu peço que leiam, mas depois de ler não deixem o livro parado na estante, emprestem para seus amigos da igreja, família, e seus pastores e líderes.

Entendo que o livro é “pesado” e até não aconselho para que algumas pessoas o leiam, mas a mensagem dele não pode ser ignorada e nem ficar parada numa estante.

Obrigado à todos que me escrevem e compartilham suas experiências.

Deus abençoe a todos nós.

OBS: Para contatos com Léo Montenegro escreva para : leomontenegro09@gmail.com


9 – O livro está disponível nas livrarias evangélicas?

Sim. Os interessados podem também contatar a Editora Naós através do site www.editoranaos.com.br. E está disponível também em grandes lojas online, como Submarino, Americanas ou 100 % Cristão.

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Caros irmãos:  A União de Blogueiros Evangélicos, em parceria com a Editora Naós, vai sortear para os blogueiros 5 (cinco) exemplares do livro Crimes Satânicos.

Para participar da promoção basta republicar em seu blog o texto acima, da entrevista realizada com o autor. Em seguida, insira um comentário aqui neste post, informando de sua participação, não se esquecendo de deixar o link de seu blog para podermos conferir.

A promoção será válida do dia 15 até o dia 30 de Janeiro, e os livros serão enviados pelo próprio autor.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Escândalos dificultam evangelização

*



Roberto Fontalva

...(Mateus 18:7) – Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! 

Segundo a Palavra do nosso Deus, já foi profetizado que os escândalos aconteceriam, este tempo que temos vivido sem dúvida nenhuma mostra o cumprimento desta profecia, talvez como nunca tenha acontecido.

Em uma condução publica no Rio de Janeiro, tive o privilégio de conversar com uma cobradora(trocadora) de ônibus a respeito do evangelho. E como as vezes acontece nestas conversas é comum surgir assuntos a respeito dos escândalos de alguns pastores e igrejas, estas questões geralmente são levantadas por não cristãos.

Esta mulher já vem freqüentando uma igreja evangélica, mas ainda não tomou nenhuma posição firme por Cristo, ainda esta insegura quanto a tomar uma decisão. Estes escândalos tem dificultado a sua decisão, pois até mesmo seu marido tem criticado a sua ida a igreja, dizendo a ela que todos os pastores e igrejas são aquilo que estão dizendo na mídia, isto é, que enriquecem em cima do povo.

Durante um tempo tive a oportunidade de falar com ela que Deus jamais mandou alguém fazer o que muitos “lideres evangélicos” tem pregado em suas igrejas ou na mídia, mas que Deus através de seu Filho Jesus Cristo mandou pregar o evangelho, e pregar o evangelho é pregar o Reino de Deus e não o Reino da Terra, como estamos presenciando.

Nestes tempos muitos pregadores tem anunciado um “evangelho” que se distancia muito do evangelho pregado por Jesus e seus discípulos. Percebo que desta maneira muitas pessoas tem se afastado do evangelho genuíno e verdadeiro de Jesus Cristo.

Em outra ocasião na mesma semana, pude conversar com um ateu dentro de um avião, que também tem a mesma opinião de muitos, que igrejas e pastores estão preocupados em enriquecer, são verdadeiros capitalistas ambiciosos, a pregação do evangelho é apenas fonte de riquezas. Esta pessoa esta muito bem estabelecida financeiramente, mas sua vida espiritual esta destruída e o pior é que não esta aberto a aprender a respeito do Reino de Deus, pois diz que a religião esta ai para o comércio. Mesmo com toda a relutância, pude pregar o evangelho de maneira clara e objetiva, mas deixando muito claro, que ele crendo ou não, a Bíblia é a Palavra de Deus e que todos chegaremos diante de Deus para prestar contas. Minha oração é que o Espirito Santo possa convence-lo do pecado e sua vida ser mudada pelo poder de Deus.

Quantas são as pessoas que tem o mesmo pensamento que se fecham para tudo aquilo que se diz de religião, principalmente as que se dizem evangélicas. Dentro delas esta clamando por salvação, mas fecham seus ouvidos porque pensam que os cristãos estão interessados em seus bens.

Até mesmo pregadores bem conceituados pela grande maioria de cristãos tem aparecido na mídia fazendo apelos financeiros, prometendo bençãos para aqueles que aceitarem esses desafios e é claro que a linha telefônica fica congestionada, quanta enganação.

Tudo isso é muito triste, pois podemos encontrar diversas pessoas que colocam todas as igrejas e pastores no mesmo saco, dizendo que são todos iguais, dificultando a pregação do evangelho a essas pessoas.

Imagino a quantidade de pessoas que tem repulsa de igrejas e procurarão se afastar de qualquer manifestação de caráter evangélico, não tiro a razão destas pessoas, mas elas não são desculpáveis diante de Deus, nem mesmo estes “pregadores” o são.

Para perceber o quanto isso é grave, é só sair as ruas e pregar o evangelho que logo encontraremos pessoas que nos colocarão no mesmo nível destes mercenários. Com muito sacrifício, ou insistência poderemos mostrar que o nosso evangelho é o verdadeiro, isto é, quando de fato estivermos pregando o Reino de Deus.

Em I Timóteo 6:3-10, Paulo orienta Timóteo e a igreja a respeito das riquezas. V.9 “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.”

É interessante notar que muitos Lideres que se dizem cristãos já caíram nestas armadilhas, o seu amor esta no dinheiro, desta maneira todo seu esforço esta centrado no tesouro desta vida e aqueles que estão debaixo de sua autoridade são manipulados e lesados. O pior é que a destruição não para por ai, é só olhar para as manchetes e logo veremos que isto reflete sobre toda a igreja, algumas igrejas sérias também tem deixado a pregação da cruz para a pregação da prosperidade, seguem as tendências das igrejas “prósperas”.

Assumindo a nossa responsabilidade de profetas do Senhor, devemos profetizar contra aquilo que não é Palavra de Deus e tem entrado no meio da igreja, não podemos ficar calados diante de tanta bobagens e heresias que temos ouvido em nossos púlpitos. Nos levantemos e preguemos contra o que profana o nome do Senhor nosso Deus com mentiras e heresias, pregando o que Deus não mandou pregar.

Pode ser que desta maneira arrumaremos alguns inimigos, mas teremos a aprovação de Deus, como o Apostolo Paulo nos diz “…Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo.” Gal. 1:10

A evangelização pode ser dificultada por causa dos escândalos, mas devemos aproveitar todas as oportunidades para pregar o verdadeiro evangelho. Muitos estão cambaleando para o inferno, você e eu temos a responsabilidade de alerta-las. Alguns cristãos não querem mais evangelizar até por causa destes escândalos, mas a solução para tudo isso é a pregação verdadeira e genuína do evangelho.

Oração: Senhor noso Deus e Pai, nós te louvamos pelo Teu grande amor, obrigado Senhor porque temos a salvação através do seu Filho amado Jesus Cristo e acesso a sua palavra. Nos ajude a permanecer na sua palavra e a prega-lá com autoridade e intrepidez. Purifica a sua igreja de tantas heresias que tem entrado no meio dela, que não sejamos omissos a nossa responsabilidade de profetas do Senhor no meio da igreja, que cumpramos o IDE de Cristo pregando as Boas Novas de Cristo. Tudo isso te suplicamos em nome do Senhor Jesus Cristo, amém!

Roberto Fontalva
Diretor de Atendimento AMME Evangelizar
Região Sudeste II – ES/RJ


Fonte: AMME Evangelizar - http://www.evangelizabrasil.com

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Jesus Cristo X Alexandre o Grande

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Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos.
Um viveu e morreu para si mesmo; o outro morreu por você e por mim.
O grego morreu num trono; o judeu, numa cruz.
A vida de um pareceu um triunfo; a do outro, somente uma perda.
Um deles comandou imensos exércitos; o outro andou só.
Um deles derramou o sangue do mundo inteiro; o outro deu o seu próprio sangue.
Um, enquanto vivia, ganhou o mundo e, na morte, tudo perdeu. 
O outro perdeu sua vida a fim de ganhar, de todos nós, a fé.


Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos.
Um morreu na Babilônia; o outro, no Calvário.
Um ganhou tudo para si mesmo; o outro deu a si mesmo.
Um conquistou todos os tronos; o outro, todos os sepulcros.
Um fez a si próprio deus; o outro era o próprio Deus e fez-se servo.
Um viveu para vangloriar-se; o outro, para abençoar.
Quando o grego morreu, ruiu para sempre o seu trono de espadas.
Jesus, contudo, morreu para viver para sempre como o Senhor dos Senhores.


Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos.
O grego fez a todos seus escravos; o judeu a todos libertou.
Um construiu um trono sobre sangue; o outro, sobre o amor. 
Um é nascido da terra; o outro é nascido do alto.
Um conquistou toda esta terra e perdeu a terra e o céu.
O outro deu tudo a fim de que tudo lhe fosse concedido.
O grego morreu para sempre; o judeu vive para sempre.
Aquele que tudo recebe perde; e aquele que tudo dá recebe!

-- Anônimo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Eleitor tem arsenal inédito de ferramentas para pesquisar e julgar maus políticos


 *
Sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferam no Brasil
 

Passagens aéreas para celebridades pagas com dinheiro público, contratações por meio de atos secretos no Senado, uso de empresas fantasmas para justificar verbas indenizatórias, um castelo no interior de Minas Gerais e mais um mensalão, desta vez envolvendo o DEM no Distrito Federal.
A lista de escândalos com parlamentares foi longa e variada em 2009. Ninguém foi punido até agora pela Justiça ou casas legislativas, mas o eleitor terá à disposição um arsenal inédito de ferramentas para pesquisar, julgar e, se for o caso, punir nas urnas cada um dos candidatos, no dia 2 de outubro.

Internet
Graças à disseminação da internet e à mobilização de algumas pessoas diante da impunidade generalizada, sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferaram no Brasil nos últimos anos.
Desde 2007 o número de comitês cívicos de combate à corrupção aumentou de 70 para 299. “Há uma parcela muito crítica da população que tem acesso à informação e pode influenciar outros eleitores”, disse o juiz federal Marlon Reis, coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
O fenômeno começou na pequena Ribeirão Bonito, cidade de 11 mil habitantes a 270 km de São Paulo, em 1999, quando um grupo de moradores e ex-moradores indignados com os desmandos da administração e apatia da população decidiu fundar a ONG Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo).
Dois anos depois o prefeito Sérgio Buzza foi obrigado a renunciar devido a suspeitas de corrupção levantadas pela ONG. Ele foi cassado pela Câmara e preso em Rondônia em agosto de 2002.
A experiência gerou um livro (“O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil”), com 125 mil cópias distribuídas. Desde 2003, moradores de 1.624 municípios brasileiros buscaram a Amarribo em busca de orientação. “O texto é sempre o mesmo. Eles dizem que na cidade deles está acontecendo a mesma coisa que aconteceu aqui e perguntam o que fazer”, disse a coordenadora Lizete Verillo, psicóloga nascida em Ribeirão Bonito que vive há mais de 30 anos em São Paulo.
A cada novo e-mail a Amarribo responde com um kit on-line composto de 52 itens. “Mandamos desde o estatuto até o modelo”, disse Lizete. Quando o interesse se transforma em ação concreta, a ONG envia um representante até a cidade para uma palestra. Desde então 187 entidades foram criadas com ajuda da Amarribo, que virou rede nacional. “A população está começando a despertar. Ainda está longe do ideal, mas é um movimento muito sólido”, avaliou Lizete. Os interessados podem baixar o livro no site www.amarribo.org.br.

Fichas sujas
A rede que surgiu no rastro da Amarribo foi fundamental na coleta de 1,6 milhão de assinaturas levadas ao Congresso para embasar o projeto de lei de iniciativa popular que veta os candidatos condenados pela Justiça, os chamados fichas sujas. Para 2010, além da pressão pela aprovação do projeto de lei, a rede pretende colocar no ar uma relação dos candidatos condenados. “Ainda estamos procurando o melhor modelo por causa das restrições judiciais”, disse Lizete.
Outro exemplo bem sucedido de iniciativa surgida fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília são os fóruns regionais de combate à corrupção. O primeiro foi criado na Paraíba, em 2003. Hoje os fóruns estão em 20 estados e devem chegar a todos os entes da federação até outubro de 2010.
Coordenados pelo Ministério Público Federal, os fóruns funcionam como centros de formação de agentes no combate à corrupção. Representantes da Polícia Federal, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas da União e Corregedoria Geral da União se reúnem com vereadores, funcionários públicos, integrantes de ONGs, conselhos municipais de saúde e educação e sindicatos de pequenas cidades no interior para ministrar cursos de capacitação de dois dias.
“Eles aprendem a fazer o controle das verbas públicas e, assim que detectam alguma irregularidade, fazem as denúncias”, disse o procurador da República Fábio George Cruz da Nóbrega, do MPF de Pernambuco, que participou da criação do primeiro fórum, na Paraíba.
Para as eleições de 2010 os fóruns têm dois alvos: a compra de votos e a conscientização eleitoral. A ideia é promover campanhas educativas orientando os eleitores a não votar em candidatos com histórico de corrupção.
Desde o ano passado o MPF pernambucano disponibiliza em seu site cerca de 30 links para cartilhas, ferramentas de pesquisa e fiscalização de políticos pela internet. 

Arsenal de ferramentas
A relação vai desde páginas dos governos federal e estaduais até iniciativas privadas como a Transparência Brasil (www.transparência.org.br), Congresso em Foco ( www.congressoemfoco.ig.com.br), Às Claras (www.asclaras.org.br) e Contas Abertas ( www.contasabertas.uol.com.br). “A internet foi fundamental. Sites como o da Transparência Brasil têm muita informação para orientar o eleitor, mas ainda não está tudo lá”, considerou Lizete, da Amarribo.


Apesar do arsenal inédito de ferramentas à disposição do eleitor, as previsões de especialistas são pessimistas quanto à renovação do Congresso. Para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a porcentagem de renovação na Câmara deve ser menor do que em 2006, quando atingiu 47%. No Senado a renovação deve ser maior, mas devido à influência do governo e não aos escândalos envolvendo parlamentares.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

via blog Cidadania Evangélica

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um Menino Chamado Edir Macedo

*
Edir


“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição” [II Pedro 2:1]

Nos últimos tempos poucas pessoas têm conseguido ocupar tanto espaço na mídia como o excêntrico “Bispo” Edir Macedo, principalmente no que concerne ao lado empresarial encabeçado pela Rede Record que constantemente se encontra numa concorrência com a principal rival, Rede Globo. Nesta luta para saber que mandará no Brasil nas próximas décadas vale tudo, inclusive manipular as massas evangélicas para apoiar manifestos tendenciosos e meramente mercantilistas. Contudo, o propósito do presente artigo não é apimentar este conflito, mas sim fazer uma breve reflexão sobre o lado religioso deste homem (Edir Macedo) que não poucas vezes tem agido como criança. A intenção é refletir (pensar) sobre as premissas teológicas e religiosas que o líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) tem propagado e como que estas são prejudiciais a fé cristã.

No dia 27 de Abril do corrente ano, Edir Macedo registrou em seu blog as seguintes alíneas: “Será que os que me acusam de aproveitador, vigarista e ladrão não gostariam de estar em meu lugar???… Será que eles me acusam porque são honestos, íntegros, verdadeiros e santos? E se a santidade deles é tão acentuada assim, por que não são tão abençoados por Deus como gostariam? Seria Deus injusto para com eles? Que Deus é Esse que abençoa um “bandido” e amaldiçoa os certinhos? Ou será que mesmo na integridade eles não conseguem sucesso porque são incompetentes? E não seria tamanha incompetência a verdadeira razão da inveja? (...)” [retirado do blog: www.bispomacedo.com.br/blog]. Tristemente, Edir Macedo não está totalmente errado, o que não torna suas idéias aceitáveis. É indiscutível que inúmeros líderes eclesiásticos fariam qualquer coisa para ter o suposto “sucesso” e “crescimento” que a IURD obteve nas últimas décadas e a prova disto é que estão imitando os heréticos programas da IURD em diversas igrejas.

A perícope acima demonstra que o Sr. Edir Macedo se esqueceu do texto do livro de Jó que exemplifica que coisas ruins acontecem com pessoas boas e que a recíproca também é verdadeira, ou seja, coisas boas acontecem com gente ruim. Este estalo teológico apresentado por Jó é o que equilibra o radicalismo defendido por alguns baseando exclusivamente no texto de Deuteronômio, capítulo 28, onde apresenta a súmula: sejam pessoas boas e Deus abençoará; sejam pessoas más e Deus amaldiçoará. Sendo assim, Macedo se esquece que o que se está em “xeque” nesta vida não é o sucesso adquirido perante os homens, nem o nebuloso fracasso, mas sim a fidelidade com que se é mordomo de Deus. Portanto, santidade não é pré-requisito para adquirir bens materiais, integridade não garante riqueza, e ao que parece a lógica do mercado capitalista é exatamente o contrário.

Há vários textos bíblicos que estão em acordo ao dogmatizar que prosperidade, sucesso, felicidade não são necessariamente atributos daqueles que são fieis cristãos. Para tanto vale observar o texto de Salmos 94:3: “até quando os ímpios, Senhor, até quando os ímpios saltarão de prazer?”. Tal texto está próximo da indagação registrada em Juízes 12:1: “...por que prospera o caminho dos ímpios, e vivem em paz todos os que procedem aleivosamente?”. Portanto, ao contrário do que Macedo intenta ensinar, bênçãos nesta terra não pode ser o critério exato para discernir se alguém está com Deus ou não. Contudo, não se pode radicalizar afirmando que Deus é contra a prosperidade. Torna-se, então, razoável e é no mínimo sensato arrazoar que toda e qualquer riqueza quando não é utilizada para a glória de Deus deve ser questionável.

Outro caminho demasiadamente perigoso que o Sr. Edir Macedo induz a cristandade atual a trilhar em seu blog é o pressuposto de que as pessoas ao olhar para ele sentem inveja. Os líderes evangélicos que comungam deste sentimento devem repensar seriamente a fé, pois o referencial de pastor deveria ser não o sucesso, mas sim o caráter, porém tal fato é omitido em seu blog, focando que a razão da inveja dos outros por ele é essencialmente o “sucesso” da IURD. Ambos erram, pois o que a igreja precisa atualmente é de pastores de caráter, não de pastores-empresários que se orgulham do sucesso como se este fosse mérito pessoal. Para tanto, novamente o texto bíblico, especificamente o de Salmos 73:2-3, ajuda o leitor a não ceder para o “canto da sereia”, pois argumenta: “quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios”.

Ao ler a perícope destacada do blog do Edir Macedo e fazer as devidas considerações anteriormente relatadas uma cena da infância vem à mente. Se parece muito com uma criança mimada que conseguiu um carrinho importado de controle remoto sem fio e que agora frente aos “amigos” do bairro menos favorecidos fica fazendo “figuinha” e esnobando os outros se achando o melhor entre todos. Contudo, depois que se cresce vê que aquele carrinho não tem importância nenhum. Se for um carrinho feito à mão com garrafas pet ou importado sem fio, isto não tem o menor valor quando se adquire um pouco de maturidade. O que importava realmente era estar junto um dos outros. Parafraseando, quando na Igreja se deixa de ser criança o que importa não é mais a beleza dos templos, nem o sucesso aclamado pelas multidões e muito menos a prosperidade dos outros, tudo isto são paixões infantis.

“E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo"
[Filipenses 3:8]

Que Deus nos ajude!

Vinícius O. S. Guimarães 
Fonte: http://www.tocandoasnacoes.com.br

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ORGANIZE O CULTO MISSIONÁRIO EM SUA IGREJA

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O CULTO MISSIONÁRIO

O Culto Missionário constitui uma importante ferramenta capaz de mobilizar a igreja, num sentido realmente prático, para missões.
Pode-se dizer também que o Culto missionário é responsabilidade da comissão de Educação Missionária da Igreja, a qual precisa estar voltada à oração e ao planejamento para a execução do culto, visando o alcance dos objetivos mensalmente estabelecidos para missões.
Ao elaborar a programação do Culto Missionário, alguns elementos devem ser levados em consideração:

1) Ambiente – ornamentação do templo com motivos missionários, dando caráter especial ao evento ( faixa, bandeiras, fotografias de missionários, exposição de imagens de trabalhos missionários, gráficos, lemas, entre outros, considerando o tema a ser enfocado);

2) Tema – O culto deve ter um tema especial voltado para missões ( o tema pode fazer referência a uma parte bíblica, a um lema missionário, a um país em especial, a uma determinada região, a um povo. O tema pode ser colocado em forma de pergunta ou uma declaração, é importante entender que a definição do tema dará subsídios para os outros elementos do culto, então*ATENÇÃO!!!)

3) Louvor – com hinos que versem mensagens sobre Missões ( é importante escolher estes cânticos de antemão, e definir quais serão cantados com a participação de todos os presentes, e quais serão entoados por grupos específicos e/ou cantores. LEMBRE-SE: não são necessários mais que dois grupos de louvores no culto, portanto faça uma agenda, de modo que, a cada culto se tenha a participação de um grupo e ao longo do ano todos os grupos de louvores da igreja terão a participação em um dos cultos*missionários);

4) Oferta – Deve ser levantada uma oferta para missões( aqui a igreja deve ser desafiada, incentivada a dar a sua contribuição financeira para Missões);

5) Mensagem - Sempre que possível oportunize a um missionário para trazer a mensagem (exposição de trabalho, com auxílio de retroprojetor, data show; testemunho do campo, exposição da palavra fazendo referência ao tema);

6) São bem vindas a leitura de cartas, e-mails de missionários para que a igreja saiba do que se passa no campo.

7) Atividades - extras só devem ser aceitas se focalizarem Missões e a pessoa de Jesus.


O MOMENTO MISSIONÁRIO

O momento missionário é um tempo destinado no culto para informar necessidades locais e mundiais, e assim despertar, motivar e manter um movimento de oração pró-missões na igreja. Portanto, é importante um espaço reservado, de pelo menos 10 minutos, em todos os cultos para missões. O momento missionário, embora seja curto, precisa impactar os ouvintes. A mensagem precisa ser clara, objetiva e que desperte a igreja para a oração de intercessão. Deve-se ter o cuidado de não apresentar uma mensagem vaga, extensa e que não produza o entendimento.
A mensagem a ser passada no momento missionário pode ser retirada de boletins de oração de missões, como da missão Portas Abertas; do Livro Intercessão Mundial; de jornais; de cartas, e-mails de missionários que estejam no campo. É interessante também, utilizar a criatividade e fazer uso de recursos como retroprojetor, imagens, estatísticas, que auxilie na comunicação da mensagem.

Fonte: Igreja A.D. de Feira de Santana - http://www.missaoeiaf.com.br

via Veredas Missionárias

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O VALOR DE UM FOLHETO

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Nilson Dimárzio


Sebastião Custódio da Silva e Antônio Messias eram bons cooperadores nos trabalhos de evangelização, membros da Igreja em São João da Boa Vista, Estado de São Paulo.

Um dos trabalhos que mais apreciavam era o culto de evangelização ao ar livre.

Certa vez, estando ambos em Aguaí, cidade próxima, num dia de Finados, aproveitaram a oportunidade para realizar um trabalho dessa natureza na porta do cemitério. Acompanhados por um grupo de crentes, para lá se dirigiram desejosos de anunciar as boas novas de salvação por meio de Jesus Cristo.

Por ali passavam muitas pessoas. Algumas, paravam para ouvir os cânticos e a pregação, enquanto que outras, indiferentes, passavam de largo, sem dar atenção aos servos de Deus.

E, enquanto o abençoado trabalho de evangelização era realizado, ali estava, nas proximidades, um velho amigo de Sebastião, chamado Ramon, vendendo melancias.

Terminada a reunião junto à porta do cemitério, Sebastião e Messias passaram a distribuir folhetos evangelísticos entre os transeuntes. E, ao passarem junto ao vendedor de melancias, este, em tom de brincadeira, disse ao Sebastião: "Como eu nunca lhe dei nada, leve esta melancia" , colocando-a, em seguida, nas mãos do amigo. Este, ao receber e agradecer o presente inesperado, diz ao amigo, parafraseando as palavras que ouvira: "Ramon, como eu nunca lhe dei nada, leve este folheto."

Despediram-se sorridentes. Sebastião e Messias continuaram semeando a boa semente, enquanto Ramon, não tendo tempo ou interesse em ler aquele folheto, apenas leu o título antes de guardá-lo. Aliás, um título muito interessante: "Onde Passarás a Eternidade?"

Três meses depois, Ramon veio a enfrentar um grande sofrimento. E tão grande foi a tormenta que, por pouco não o levou ao desespero. Mas, como Deus muitas vezes nos fala através do sofrimento, ele fez com que Ramon se lembrasse do folheto que havia guardado. E, com a alma sequiosa de paz, leu-o com sofreguidão. E enquanto lia e meditava na mensagem do folheto, sentiu o desejo de ir a São João da Boa Vista a procura de um pastor que o ajudasse naquela hora difícil. E, ao fazê-lo, encontrou, na pessoa do pastor Francisco Alves Sobrinho, a ajuda necessária e toda orientação espiritual.

Dentro em pouco, não só o Sr. Ramon se converteu, mas toda a sua família. Os problemas foram resolvidos e a paz e a alegria resultantes da atuação poderosa do Espírito Santo tornaram-se uma realidade em suas vidas.

E note-se que toda aquela chuva de bênçãos começou a cair com a leitura de um folheto.

Eis porque precisamos acreditar mais no valor da página impressa, como poderoso meio de divulgação do Evangelho. Em particular, no valor de um folheto, quando bem escrito, em bom papel e com boa apresentação gráfica, sem dúvida, pode ser usado pelo Espírito de Deus para orientar, confortar e salvar as almas sedentas de paz e esperança eterna.

O leitor costuma distribuir folhetos evangelísticos? Ah, nunca os distribui? Então, comece hoje essa distribuição. Faça dessa distribuição um ministério em sua vida diária. Tenha sempre à mão folhetos próprios para distribuir em hospitais, em escolas, em consultórios médicos ou dentários. Aproveite também as oportunidades que surgem durante as viagens; espalhando as bênçãos do Evangelho em muitas almas, que talvez estejam sedentas da verdade.

Torne-se, assim, um ganhador de vidas para Cristo. E esteja certo que dessa situação resultarão muitas bênçãos para a sua própria vida e para aqueles que vivem ainda sem Cristo e sem salvação.

(O Jornal Batista)
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FOLHETO


O pregador silencioso
As vantagens desse pregador

Ele prega no silêncio.
Ele acompanha o pecador.
Ele é um pregador temperado e paciente.
Ele não discorda com o incrédulo.
Ele deixa o pecador lhe ofender, amassar e rasgar.
Ele é humilde e resignado.
Ele não desanima, nem perde a esperança.
Ele tem uma mensagem que permanece.
Ele percorre todas as distancias.
Ele viaja por terra, mar e ar.
Ele viaja de qualquer forma.
Ele segue pelo correio.
Ele entra em todos os lugares.
Ele entra em todos os ambientes.
Ele não faz acepção de pessoas.
Ele não faz diferença de posição social, racial ou religiosa.
Ele não se importa com o tempo ou com horário.
Ele não é atingido pelo pecado do mundo.
Ele não pede licença da comunhão com Deus.
Ele não tira férias nem pede aposentadoria.
Ele é usado por Deus.
Ele tem vida, é persistente, é incansável.


Valdemar Fontoura (Instituto Bíblico Esperança, Porto Alegre)

Fonte: http://paginasmissionarias.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Nascimento de Jesus - Como Deus faz História

Como Deus Faz História

Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.

Belém.

1. Jesus deveria nascer em Belém

Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).
Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”
Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito.

2. Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).
Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.

O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).

3. Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).
Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

Vista de Nazaré.

Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso!

(Norbert Lieth - http://www.beth-shalom.com.br)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

BÍBLIA EM QUADRINHOS

Projeto já começa a ser desenvolvido na Espanha


     Foi iniciada a publicação dos quadrinhos da Bíblia, nos formatos impresso e digital, para iPhone e iPod Touch. A iniciativa, parte de um projeto global que deve se estender até 2011, prevê edições em vários idiomas. Trata-se da primeira publicação mundial de quadrinhos sobre a Bíblia, conforme informou a editora Barcelona Multimedia.

     O conteúdo da edição impressa cobre as principais passagens da história sacra e dos Evangelhos. A obra está organizada em quatro volumes: “Jesus. A palavra”, publicado em primeiro de dezembro; “Jesus. A luz”, que será publicado em março do próximo ano; “O Antigo Testamento. O Gênesis”, previsto para dezembro de 2011; e “O Antigo Testamento. O Êxodo” previsto para março de 2011.

     Já edição digital será lançada num total de seis álbuns para iPhone e iPod Touch. Estão sendo preparadas também versões para outros aparelhos, como o Blackberry.

     Os quadrinhos digitais estarão disponíveis em sete idiomas, por meio da Apple Store do iTunes, acompanhados do suplemento gratuito “A Bíblia das Crianças”. O preço de cada álbum é de 2,39 € (Euros). Usuários das versões digitais poderão também adquirir as versões impressas pela internet.

     A estrutura dos textos contidos nos quadrinhos é uma transcrição fiel dos textos bíblicos originais, sem adaptações. A referência para os textos foi a Bíblia Interconfessional “Deus Fala Hoje”, elaborada e revisado por especialistas católicos e protestantes.

    O autor dos argumentos é Toni Matas, editor da BCNmultimedia; os desenhos são de autoria de Picanyol, reconhecido artista do gênero, herdeiro da rica tradição franco-belga da qual Hergé, de “TinTin”, é o desenhista mais popular.

     O projeto envolveu um trabalho exaustivo de documentação gráfica para a confecção dos desenhos, visando manter o mais fidedignas possíveis as ilustrações de paisagens da região de Israel, bem como da arquitetura, vestimentas e utensílios da época.

     Os quadrinhos são dirigidos ao público composto por meninos e meninas com idades entre sete e treze anos, mas jovens e adolescentes também devem se interessar pelo material. A obra pode ser utilizada também por catequistas e professores em sala de aula, podendo ainda ser útil para leitores de outras culturas e religiões interessados na história sacra cristã.

Fonte: http://www.creio.com.br/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Como celebrar o Dia da Bíblia

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 Imagem de minha autoria, de uso livre. 
Mais imagens de uso livre no blog Imagens Cristãs
 

Há mais de 150 anos, o Dia da Bíblia, é celebrado com o objetivo de difundir e estimular a leitura da Palavra de Deus. A fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, contribuiu para que esta data fosse se popularizando cada vez mais. E, graças a esse trabalho, o Dia da Bíblia, passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede esta data. A Semana da Bíblia é dedicada a eventos variados que vão desde cultos até maratonas de leitura bíblica que mobilizam milhares de pessoas. Conheça, a seguir, como a Semana da Bíblia é comemorada.

Cultos - As igrejas planejam e realizam cultos especiais no Dia da Bíblia. Nestes cultos é lembrado o grande amor de Deus ao entregar a sua Palavra aos homens e o valor dessa Palavra na vida das pessoas. Em geral, nesses Cultos, ofertas especiais são recolhidas para ajudar na distribuição da Bíblia no Brasil e no mundo. Graças a essas ofertas, a Sociedade Bíblica do Brasil consegue distribuir milhares de Bíblias, Novos Testamentos, Porções e Seleções Bíblicas a pessoas necessitadas, na mais diferentes situações e lugares. 
 
Carreatas - Muitas igrejas organizam desfiles de carros pelas ruas principais da cidade, ostentando faixas com versículos bíblicos. Carros alegóricos, com representações de Bíblias, normalmente fazem parte da carreata. 
 
Concentrações - As igrejas evangélicas de muitas cidades organizam concentrações públicas para celebrar o Dia da Bíblia. Estas concentrações ocorrem em praças, ginásios esportivos, estádios e outros lugares de fácil acesso ao público. Um culto público, com pregação da palavra, orações e apresentação de corais e conjuntos musicais normalmente é o clímax da celebração. Bíblias, Novos Testamento, Porções Bíblicas e Seleções Bíblicas são distribuídos nas concentrações. 
 
Maratona - As igrejas organizam maratonas de leitura bíblica em seus templos ou em lugares públicos. Essas maratonas seguem dois modelos. Num caso, textos selecionados são escolhidos e lidos publicamente, normalmente em lugares de grande afluência de pessoas. No segundo caso, é feita a leitura ininterrupta de todo o texto bíblico. Pessoas são escaladas para darem continuidade à leitura e ela só é interrompida quando se completa a leitura de toda a Bíblia. Normalmente esta leitura leva mais de um dia para ser concluída e implica em fazer uma vigília. 
 
Monumentos - Já vem de décadas o costume de levantar monumentos à Bíblia em praças públicas das cidades. O monumento à Bíblia é um testemunho público da importância da Bíblia para as pessoas e para a sociedade e, ao mesmo tempo, um marco da importância da Bíblia para a cultura do povo. 
 
Distribuição - Existem Igrejas que, no Dia da Bíblia, efetuam distribuição maciça de folhetos (Seleções Bíblicas), para que o povo conheça o valor da Bíblia para a vida das pessoas. Também são feitas distribuições de Bíblias, Novos Testamentos e Porções Bíblicas (pequenos livretes que contém um livro da Bíblia ou textos bíblicos escolhidos sobre um assunto específico). A distribuição de Bíblias, em geral, é feita em escolas, hospitais, empresas, quartéis ou outro tipo de organizações. 
 
Pedalando por Bíblias - Em vários países, são organizados passeios ciclísticos para divulgar a Bíblia e arrecadar fundos em favor da causa da Bíblia. No Brasil, esses passeios começaram a ser realizados no ano de 1998 e são chamados de "Pedalando por Bíblias". Igrejas e entidades cristãs tomam a iniciativa de organizar o passeio. Cada participante, ao se inscrever, doa uma ou várias Bíblias para serem distribuídas a pessoas ou entidades necessitadas.

Fonte: http://www.creio.com.br

Ficções Escatológicas (e uma Janela esquecida)



Ficções Escatológicas

Estamos em 2064, Brasília,
11 horas da noite, dentro do bar
Babylonia Centauro

Lá fora
mas estranhamente
aqui dentro também
a Igreja Integralista da Emersão da Luz
tudo domina

Há 36 deles aqui
se embebedando
com cruzes tatuadas
em suas íris

Não bebo, Senhor,
é claro que não bebo
amo-os e detesto-os
e essa contradição
já se me tornou um
mundo
um mundo de pecados
dentro de meu pecado

Sabem o que sou,
não gostam de mim, ouriço anacrônico
em seu caminho

E que se me dá o volume,
o teor, a direção a vilania
o caudal de sua corrente?
Tenho 86 anos e estou contra ela,
e nunca tive medo, Senhor.

Uma morte maior
Ulula no horizonte...

Ontem à noite, na Prússia Austral,
na cidade de Nova Roma III,
os anarcocristãos de Mesmer-Althuser
explodiram
a Torre de Débitos.

E qual o propósito disto,
Senhor? Qual o propósito
destes que são tão loucos e cegos
quanto aqueles a quem combatem?

Jogos de Pranto
é o que todos eles praticam
peixes mortos no
Grande Mar Apostásico...

Explodiram a Colméia de Superfusão
que o Conselho Mundial antes cria
ter sido roubada pela
Jihad Imperial Indonésia
aos coreanos.

Do outro lado do mundo,
a Lótus de Prata de Rangun,
o homem que pacificou a Ásia
e recompôs a camada de ozônio
- ou, como prefiro,
o Anticristo -
selará esta semana o acordo
Com as nações de Israel e Midi-Israel.

Ora vem, Senhor Jesus!



Janela 10X40

Avanço
na direção de quem morre

Avanço
com uma contra-cimitarra
de cicios nos beiços

Com a sedução
que só o amor constrói

Sammis Reachers

Poesia Evangélica, Veredas Missionárias, Arsenal do Crente, Cidadania Evangélica, Equattoria, Azul Caudal
Colaborando: Confeitaria Cristã, Liricoletivo, União de Blogueiros Evangélicos, Blog dos 30!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Entrevista com Israel Belo de Azevedo

*


Em 2006, a revista ENFOQUE publicou a seguinte entrevista com o pastor Israel Belo de Azevedo, mantenedor do site  PRAZER DA PALAVRA.
Eis a entrevista.

ENFOQUE - Como teve início sua aventura pelo mundo das idéias? Como passou a expressar seus pensamentos por meio da escrita?

ISRAEL BELO - Aprendi a ler aos nove anos, por motivo de saúde. Como eu tinha uma otite média crônica, com crises periódicas e com longas internações, não pude freqüentar escola antes. Minha irmã foi quem me alfabetizou. Logo depois, ganhei um livro de poemas (Canções da primavera) e também passei a escrevê-los. Comecei, portanto, pela poesia.

No ginásio, com 13 anos, já no Rio de Janeiro, junto com outros colegas, fundei um jornal no então Instituto Batista Americano, chamado Fatos sem Fotos, numa paródia a uma revista de grande circulação nacional, de propriedade da família Bloch. Minha vocação era o jornalismo e o ensino.

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em que fiz Comunicação, participei de publicações alternativas, sempre com poemas. Ainda universitário, fui incluído numa antologia de poetas cariocas. No final desses cursos, assumi a editoria de uma revista para a juventude batista (Mocidade Batista, depois Juventude Batista) e depois fundei outra só para estudantes (Campus). Em seguida, atuei como professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil nas áreas de História e disciplinas afins.
A poesia foi se tornando marginal. Pratiquei traduções do inglês.
E meu primeiro livro próprio foi de história (As cruzadas inacabadas: uma introdução à história do cristianismo na América Latina). Então, voltando ao começo da sua pergunta, posso dizer que me tornei escritor porque não podia ser um atleta.

ENFOQUE - Que maiores dificuldades tem percebido para que indivíduos adquiram uma melhor formação e conseqüente elaboração de opiniões consistentes?

ISRAEL BELO - Quem lê pode não escrever, mas quem não lê não pode escrever. Devia ser proibido. Tem gente que nunca leu um livro e quer escrever um. Quem quer escrever, seja em que gênero for, precisa ler muito, sobretudo poesia, crônica e ficção. Quando eu era filho de seminarista, um missionário guardou num porão toda a sua biblioteca, e eu me refugiava lá diariamente. Li todas as crônicas de Humberto de Campos.
Nas férias, quando voltava para Vitória, li todas as obras de Machado de Assis. Li todo José de Alencar, Graciliano Ramos, Castro Alves. Li muito Érico Veríssimo, João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros. Só não li os estrangeiros, com exceção de Dostoievski e Fernando Pessoa, que não há como não ler.
Quem quer escrever tem que ler muito, desbragadamente, desesperadamente. Nada substitui a leitura, o instrumento civilizatório por definição. Ver televisão sem ler emburrece. Ficar na internet sem ler emburrece. Tem que ler, ler, ler.

ENFOQUE - A igreja evangélica está empenhada em oferecer um bom processo de formação, seja pessoal ou profissional?

ISRAEL BELO - Entre as organizações sociais, a igreja é a que mais estimula a leitura e a formação das pessoas. Falo a partir do meu contexto. Civilização e protestantismo combinam perfeitamente pela exigência do livre-exame da Bíblia. Nos púlpitos que povoaram minha vida, a começar pelo pastor Saturnino José Pereira (em Campo Grande, Vitória), sempre houve estímulo à leitura. Ele era um grande orador, e seu sermão, do qual não entendia tudo, deixava claro que estudava para pregar. Sem falar no meu pai, que não era um estilista, mas tinha uma biblioteca notável para seu tempo e seu lugar. A igreja sempre foi estimulante para mim. Devo tudo a ela.

ENFOQUE - Por que há ainda certa indiferença e acomodação por parte da própria igreja para com o péssimo conteúdo que muitos líderes fornecem às suas ovelhas?

ISRAEL BELO - A televisão vem moldando nossa forma de ser, não apenas de comunicar. O meio televisivo é, por natureza, superficial. A imagem já vem pronta.
O texto permite que o leitor imagine. A televisão tem moldado a cultura, transformando-a em entretenimento. A cultura do entretenimento tem moldado nossos cultos. Acho que o centro do culto é a pregação. E um bom sermão exige muito preparo. Um bom sermão precisa de 15 horas de preparo.
É mais fácil ao pregador, então, apelar para a historinha ou para o grito, para a repetição de idéias.

As igrejas devem liberar seus pastores de atividades burocráticas. Pastor é profeta. Profeta precisa de tempo para trabalhar com as palavras, para colocar o ouvido na boca de Deus.

ENFOQUE - O que tem observado de precário e inadmissível no ambiente evangélico de hoje?

ISRAEL BELO - Há precariedade no preparo. Estou convencido, por exemplo, de que quatro anos de estudo num seminário é pouco, mas tem gente oferecendo curso de formação pastoral ou teológica em semanas. É uma irresponsabilidade nutrida pelo ego. Um pastor mata tanto quanto um médico ou talvez mais. Uma cirurgia errada pode ter conserto. Uma alma ferida, muitas vezes, não tem salvação, tamanho o estrago, tamanha a culpa carregada. Precisamos de pastores com melhor preparo, para atender à sua comunidade e à comunidade que o cerca. O desafio no século 21 será pior que o do século 19. Esta precariedade deixa espaço para as tragédias da demonização da vida e da teologia da prosperidade, algumas desenvolvidas sem escrúpulo e para fins próprios de enriquecimento. Meu consolo é que com Deus não se brinca.

ENFOQUE - Você já teve algum tipo de engajamento na esfera política, mesmo como militante?

ISRAEL BELO - Nunca participei de política partidária, mas todo o universo batista me achava comunista, quando eu era jovem. Na universidade, tive um poema censurado pela ditadura, o que me tornou um herói em minha classe. Uma estupidez, já que o poema era muito ruim, como o é a maioria dos meus poemas.
O ensaísmo livrou meus leitores de um péssimo poeta. Sempre postulei o envolvimento social da igreja. Meu primeiro livro, só publicado 30 anos depois (O que é missão integral – editora MK), propunha um envolvimento total nesta área. Ainda penso a mesma coisa. Mudaram as grifes (responsabilidade social, teologia da libertação e missão integral), mas precisamos da mesma preocupação, cada vez mais, que era a mesma de Jesus.


ENFOQUE - Com sua experiência como editor, já tendo trabalhado na Unimep, por exemplo, como avalia o mercado editorial evangélico?

ISRAEL BELO - Ainda não temos mercado. Não se pode falar em mercado quando um bom livro vende dois mil exemplares por ano. Philip Yancey já sai com cem mil vendidos. A diferença nos ajuda a perceber a diferença. Temos avançado pouco, infelizmente.

ENFOQUE - Você passou por uma forte experiência emocional com a perda de seus pais. O que apreendeu disso como homem, como pastor, como líder de expressão?

ISRAEL BELO - Minha mãe e meu pai, Loydes e Derly Azevedo, morreram em maio de 2000, depois de curtas enfermidades. Dela, eu estava distante fisicamente, mas meu pai morreu sob meus cuidados. Eu estava começando no pastorado. Ele ficou feliz ao me ver pastor 24 anos depois de ter terminado o seminário. Esteve no meu concílio, se orgulhava de mim.
E eu me orgulho dele – um grande pregador, um grande evange-
lis­ta – , coisa que não sou

Quando fui enterrar meu pai em Vitória, minha igreja (a mesma até hoje: Igreja Batista em Itacuruçá) chorou comigo no culto fúnebre, e alguns me acompanharam ao cemitério. Faltei no domingo seguinte. No outro também pensei em não ir, mas minha esposa, cheia de sabedoria, me aconselhou o contrário, lembrando que a mensagem que prego devia servir para mim. Gosto de pregar sobre a esperança.
Ainda hoje, sempre que me refiro ao meu pai do púlpito, a voz embarga. Não escondo a emoção, e por que eu o faria?


ENFOQUE - Você tem sido um líder expoente na comunidade evangélica. Que tipo de preço tem pago por isso e que sentimentos mais o ameaçam a perder o rumo certo?

ISRAEL BELO - Não me vejo absolutamente nessa condição. Eu me vejo apenas como israel (com letra minúscula mesmo). Funções são passageiras; não integram a minha personalidade. Tenho medo da vaidade. Ela tem derrubado muita gente, mais que o sexo, mais que o poder, mais que o dinheiro. Jesus foi tentado nessa área.

ENFOQUE - Em suas várias funções atuais, como conjuga família e vida pessoal, e o que procura evitar?

ISRAEL BELO - Este é um esforço titânico e exacerbado, como dizia meu antigo professor Roque Monteiro de Andrade, no seminário.
A pressão me fez permanentemente refletir sobre meus limites e minhas limitações. Tenho consciência de que, ao fazer tantas coisas, faço todas mal. Em algumas áreas, a graça de Deus supre minhas lacunas; em outras, o cuidado de Deus me chama à responsabilidade. Posto na balança, ando em falta.

ENFOQUE - Uma de suas colunas mais antigas chamava-se Prazer de Ler. O que considera uma leitura prazerosa e como as pessoas podem buscar isso?

ISRAEL BELO - A melhor leitura é a ficção. Um bom romance é uma escola de língua e de pensamento. Infelizmente, tenho estado longe dos romances por falta de tempo, mas estou louco para voltar a eles. Ler poesia, que demanda recolhimento, é muito prazeroso. Ler a Bíblia é uma descoberta a cada verso. O duro é achar tempo para tantas viagens pelas páginas.

ENFOQUE - E do ponto de vista do escritor, o que considera relevante para a produção de uma boa obra? Baseado em quê você escreve seus livros? Em experiências pessoais, anotações do cotidiano, inspirações divinas ou conseqüências de suas reflexões intelectuais?
ISRAEL BELO - Escritor precisa de ócio, e eu só tenho negócio (não-ócio), embora todo no Reino de Deus. Sou um privilegiado: só faço o que gosto e ainda recebo por isto. Cada livro tem uma história. Os primeiros estavam voltados às necessidades do mundo acadêmico, que era o meu.

Hoje não sou um escritor, sou um pregador. Meus livros nascem em sermões. A cada semana escrevo dois sermões, que prego em minha igreja. Alguns são desenvolvidos em séries, que permitem uma extensão maior. Essas séries podem se tornar livros, que, depois de prontos, nunca leio. Eles não resistiriam à minha crítica; o crítico poupa o autor, e ambos continuam amigos, e escrevendo.

Dois elementos estão presentes: as necessidades que minha observação capta e as revelações que a leitura da Bíblia faz saltar. Sou muito organizado. Faço um plano anual de sermão. Antes do final do ano, planejo o que vou pregar (tema e texto) ao longo do ano seguinte. Isto é muito bom: dá uma tranqüilidade enorme. Quando leio um livro e me deparo com uma frase indispensável, já sei onde vou usá-la. Quando estou lendo a Bíblia, sei em que sermão vou desenvolver aquele texto. Quando leio uma notícia no jornal, sei onde posso usar essa informação.

ENFOQUE - Que livro lhe deu mais trabalho e qual foi o mais prazeroso de escrever?

ISRAEL BELO - O livro mais trabalhoso foi A celebração do indivíduo, minha tese de doutorado em Filosofia. Foram anos de pesquisas.
O mais prazeroso foi Dia a dia com Deus, por causa de seu contexto. Toda semana, eu escrevo sete meditações bíblicas de 900 caracteres cada e que são publicadas no boletim da nossa igreja. Dia a dia com Deus foi resultado da compilação desses textos. O mais útil, depois do didático O prazer da produção científica, foi Diante da depressão; eu era completamente ignorante sobre o assunto.
Um dia, orando na igreja, devo ter falado alguma bobagem, e um psicanalista presente me advertiu: “Israel, depressão é uma doença”. Fui estudar o assunto e, a partir da experiência de Elias na caverna, escrevi os estudos que viraram os capítulos do livro.

Meu melhor livro ainda vou escrevê-lo, se Deus me permitir. Gostaria que fosse sobre a culpa, porque eu sou um apaixonado pela graça. Em nossa igreja, quando cantamos, e sempre o cantamos, o hino “Maravilhosa Graça”, título do melhor livro de Philip Yancey, eu me derramo.
A graça de Deus é tudo: ar, água, alimento.

ENFOQUE - O que na vida lhe traz inquietação?

ISRAEL BELO - Não sei se quero morrer lendo ou se quero morrer escrevendo. Ler é viver. Viver é ler. Falando sério, sei que um mundo justo é impossível por aqui, mas me inquieta o excesso de injustiça. Nosso mundo é desigual demais. Não dá para ser um pouco menos? Como escrevi no livro
O que é missão integral, embora o Reino de Deus só virá na parousia (volta de Cristo), é nosso dever lutar por estruturas sociais melhores agora. Chega de sonhos despedaçados.

Quando eu era menininho em Santo Onofre, na região do Contestado Minas-Espírito Santo, vi um homem amarrado e arrastado por um cavalo. Deve ter sido a primeira teofania (aparecimento de Deus) na minha vida: foi Deus me indicando o caminho da indignação contra aquilo que atenta contra a bondade dEle. Tertuliano estava errado quando disse que tudo o que é humano é estranho ao cristão. Sou mais Amós. Sou mais Tiago. Na verdade, tudo o que é estranho ao coração de Deus tem que ser estranho ao meu.

Indigno-me contra mim mesmo quando deixo de me indignar contra aquilo que atenta contra a justiça de Deus. Meu modelo é Jesus, entrando indignado no templo transformado em mercado. Indigno-me contra aqueles que não se indignam mais. Sem indignação, a injustiça não encontra freios à sua ambição.

A indignação é uma espécie de autodefesa. Por isso, gosto do que escreveu Martin Niemöller, ainda na Alemanha nazista: “Primeiro, eles investiram contra os comunistas, mas eu não era um comunista e me calei. Depois, eles investiram contra os socialistas e os sindicalistas, mas eu não era nenhum deles, e me calei. Depois, eles investiram contra os judeus, mas eu não era um judeu e me calei. Quando eles investiram contra mim, não havia ninguém para me defender”.

Acho que Richard Dawkins e sua teoria do gene egoísta não estão com nada, mas se não temos nenhuma razão para a indignação contra a indignidade, eis uma bem forte: é para nos protegermos de ataques contra nós mesmos.


Via http://www.prazerdapalavra.com.br