terça-feira, 18 de maio de 2010

COMO PROVAR QUE O ESPIRITISMO ESTÁ EM TOTAL DESACORDO COM A PALAVRA DE DEUS

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 Jefferson Magno Costa - Blog Sublime Leitura

NÃO EXISTE CONCORDÂNCIA ENTRE A BÍBLIA E AS DOUTRINAS ESPÍRITAS

Para demonstrarmos qual é a verdadeira natureza do espiritismo, analisaremos neste artigo as suas doutrinas. Não faremos, porém, uma simples exposição desses ensinamentos. Isto pouca ou nenhuma utilidade teria para quem se propõe a evangelizar espíritas. Serão os próprios doutrinadores do espiritismo, através de suas declarações antibíblicas, irreverentes e irracionais, que desmascararão esse sistema cuja base é a evocação dos mortos, radicalmente condenada por Deus. Veremos, portanto, o que diz a Bíblia e o que diz o espiritismo.
Através desse confronto, poderemos mostrar que o espiritismo, ao contrário do que enganosamente é ensinado nos jornais, no rádio, nos centros, nos terreiros e nas tendas espíritas, não construiu seu conjunto doutrinário “partindo das próprias palavras de Cristo; como este, partiu das de Moisés”, sendo “consequência direta de sua doutrina”, conforme afirmou enganosamente Allan Kardec no livro A Gênese (Federeação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, 1985, p.28), e continuam afirmando ate hoje muitos de seus doutrinadores. A verdade é que as doutrinas espíritas contradizem tudo o que Jesus Cristo pregou. Elas negam blasfematoriamente a autoridade da Bíblia, e ensinam exatamente o contrário do que ensinam o Antigo e o Novo Testamentos.
Além de não considerar a Bíblia como Palavra de Deus, o espiritismo não reconhece o mistério da Santíssima Trindade, nega que a humanidade tenha surgido a partir de Adão e Eva, nega a existência de anjos, demônios, Céu e Inferno. Nega a possibilidade da ressurreição, e desconhece a eficácia redentora do sangue de Jesus Cristo derramado na cruz do Calvário, afirmando também que Jesus não é Deus. Analisando declarações de Kardec e seus seguidores, vejamos porque o espiritismo é o mais terrível conjunto de ensinamentos antibíblicos já aparecido sobre a face da terra, em toda a história do cristianismo.

OPINIÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA SOBRE A BÍBLIA
Muitas vezes, durante suas enganosas argumentações, os doutrinadores espíritas, numa linguagem “mansa” e “reverente”, citam os textos bíblicos que, aparentemente, apóiam seus errôneos ensinamentos, mas capazes de desconhecer imediatamente a Bíblia como um livro infalível, autêntico e divinamente inspirado, de rotulá-la como velha e ultrapassada, e de negar, furiosos, que ela seja a palavra de Deus, quando um evangélico cita um ou alguns dos muitos versículos ou passagens bíblicas que condenam as práticas e as doutrinas espíritas.
Este capítulo foi escrito visando esclarecer particularmente os espíritas sinceros, que, entregues às suas práticas, supõem estar obedecendo à vontade de Deus e observando os ensinamentos de Jesus. Por não terem sido ainda alcançados pela luz do evangelho de Jesus Cristo, desconhecem o quanto o espiritismo é contrário às doutrinas bíblicas, ao que Jesus ensinou.
Enganados estão todos aqueles que supõem ter Allan Kardec respeitado, durante o seu trabalho como codificador do espiritismo, a autoridade da Bíblia. Para ele ela está cheia de erros: “A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são os nossos”, diz arrogantemente o maioral dos espíritas na página 87 do livro A Gênese.
No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec, depois de declarar que os dez mandamentos são de caráter divino por pertencerem a todos os tempos e países (e só por esse motivo eles seriam divinos, diz o codificador do Espiritismo), nega a inspiração divina do Pentateuco, afirmando sobre o restante dos escritos mosaicos: “Todas as outras são leis que Moisés decretou, obrigado que sería a conter, pelo temor, um povo, em seu natural, turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos adquiridos durante a escravidão no Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve que lhes atribuir origem divina, conforme fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas, só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes...” (FEB, 1979, pp. 56,57). Seriam necessárias mais provas sobre a opinião blasfema e irreverente de Kardec sobre a Bíblia?
Vemos que, além de negar a inspiração do Pentateuco, o maioral do espiritismo acusa Moisés de ter fingido proferir palavras ditadas por Deus, e de ter feito uso da autoridade divina (que, segundo Kardec, Moisés não tinha) para amedrontar um bando de pobres ignorantes, conforme algumas pessoas costumam fazer com as crianças, contando-lhes histórias de “bicho-papão” para amedrontá-las e torná-las obedientes.
Kardec ataca também diabolicamente os evangelistas, afirmando que eles “ter-se-ão possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras do Senhor, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos...” (A Gênese, p.386).
Esse mau exemplo, essas opiniões blasfematórias foram e continuam sendo imitadas por muitos espíritas no Brasil. Exemplo disto temos no livro À Margem do Espiritismo (FEB, 3a. ed., 1981, p.214), do polemista espírita brasileiro Carlos Imbassay. Irreverente diante da Palavra de Deus, Imbassay desmascara a natureza antibiblicas do espiritismo, ao declarar soberbamente:”Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo, como as demais seitas cristãs. Não assenta os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam os seus ensinamentos nas Escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome – espiritismo.” Alguém ainda tem alguma dúvida de que o espiritismo não tem nada a ver com o cristiansimo?  
Na França, Allan Kardec não esteve sozinho na sua tarefa diabólica de negar a autoridade da Bíblia. Leon Denis, na condição de continuador e divulgador de suas idéias, escreveu vários livros. Muitos deles foram traduzidos para o português, e hoje são muito apreciados pelos espíritas brasileiros. Entre as obras de Leon Denis, há um livro intitulado Cristianismo e Espiritismo, que nega, entre outras coisas, a inspiração da Bíblia. Na página 130 desse livro (Cito a 5a. edição, da FEB), Denis afirma que a Bíblia “não pode ser considerada produto da inspiração divina”. Ela é “de origem puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o pensamento filosófico se dissimula e desaparece o mais das vezes”. Aí está, caro leitor, mais um renomado doutrinador espírita mostrando a natureza visceralmente anticristã, antibiblica, irreverente a blasfematória do espiritismo.
Finalmente, eis o que o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, O Reformador, publicou, na página 13 do fascículo de janeiro de 1953 (cito uma fonte antiga para mostrar o quanto a posição antibíblica do espiritismo é antiga) sobre a Bíblia: “Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia.” É esta a religião que se diz cristã, que é “simplesmente a volta ao cristianismo primitivo, sob as mais precisas formas”, conforme afirmaram hipocritamente Kardec e seus continuadores.
Os espíritas que buscam sinceramente a Deus no espiritismo, com a esperança de encontrá-lo, devem conscientizar-se de que a Bíblia não é um simples livro, e sim a Palavra de Deus. Não há Evangelho Segundo o Espiritismo, não há Livro dos Espíritos ou outro qualquer livro, humana ou diabolicamente inspirado, que a supere. A verdade nela contida permanecerá como o firmamento do Céu: “Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu” (Salmo 119.89), desafiando a transitoriedade dos acontecimentos e da vida sobre a face da terra: “...seca-se a erva e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40.8), desafiando Kardec, o espiritismo e os “espíritos” que atuam no mundo, pois NADA conseguirá suplantá-la. Isto quem nos garantiu foi o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mateus 24.35). Ninguém conseguirá contradizer ou suplantar os ensinamentos de Jesus, pois “a palavra do Senhor permanece eternamente” (1 Pedro 1.25).
Saibam também os espíritas que “Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Timóteo 3.16). São injustas, enganosas e inspiradas por Satanás as afirmações que põem em dúvida a inspiração divina da Palavra de Deus, “porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.21).

A TRINDADE VISTA PELO ESPIRITISMO
No conceito do espiritismo, Deus não passa de um ser incapaz de julgar suas criaturas com justiça. Ele tolera infinitamente o pecado dos seres humanos, e sempre procura dar um “jeitinho” (através da reencarnação) de “passar a mão" sobre a cabeça de todos os pecadores, perdoando-os. É o tipo do Deus em quem o Diabo quer que a humanidade creia. Além de considerá-lo dessa forma, o espiritismo despersonaliza-o. É o que se constata em um livro de Leon Denis, Depois da Morte. Diz ele, na página 114 dessa obra, que “Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem subsistir à parte”. Isto é uma afrontosa tentativa de anular a pessoa de Deus; não passa de aberrante panteísmo, onde Deus não é visto como um ser pessoal, definido, e sim como “a soma de tudo quanto existe”.
Quanto à existência do Pai, do Filho e do Espírito Santo – três pessoas em uma só, formando a Trindade – os espíritas ou a negam ou simplesmente a ignoram, evitando falar sobre ela, conforme fez Allan Kardec. Porém, procuram aproveitar todas as oportunidades de negá-la, como fez o Jornal Espírita (publicado no Rio de Janeiro) em seu número de março de 1953. Em um trabalho de perguntas e respostas, uma das perguntas formuladas foi: “Há mais do que uma pessoa em Deus?” obtendo uma resposta: “Não, a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o pai celeste é um só para todos os filhos de Universo.” Aí está, claramente, a negação da Trindade.
Porém, as Santas Escrituras ensinam e provam a existência do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em Mateus 28.19; 1 Coríntios 12.3-6; 2 Coríntios 13.13; 1 Pedro 1.2; Judas 20-21, e em outras passagens bíblicas
No livro Pseudos-Sábios ou Falsos Profetas (1947, p. 34), o espírita Rangel Veloso diz ter ouvido em um centro espírita a seguinte definição de Deus, panteística e afrontadora como costumam ser as opiniões espíritas sobre o Criador: “Deus é uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o todo, é Deus.”
Não, este não é o Deus a quem nós, os evangélicos, conhecemos, não é o Deus a quem servimos, não é Aquele que se identificou como pessoa a Moisés, ao dizer: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3.14), que tem manifestado o seu poder e sua vontade entre os homens, pois “o Senhor é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação” (Jeremias 10.10). Foi Ele que “estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do homem dentro nele” (Zacarias 12.1). Saibam os espíritas que “para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele” (1 Coríntios 8.6).

A CRIAÇÃO DO HOMEM E O PECADO ORIGINAL SEGUNDO O ESPIRITISMO
Está escrito na Bíblia, o Livro da Verdade, que o ser humano foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1.26). Mas abrindo-se O Livro dos Espíritos, lê-se que o ser humano não foi criado conforme a Bíblia afirma, e sim que “Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento”. Qual está correta: a palavra dos “espíritos” ou a Palavra de Deus? Que os seguidores das doutrinas dos espíritos fiquem com os ensinamentos desses seres cuja verdadeira identidade diabólica está revelada na Bíblia. Porem nós, os que servimos ao autor da Bíblia – Deus – ficamos com sua Palavra, pois somos testemunhas de que ela é fiel, e tem-se cumprido em nossa vida.
Sabemos que Adão foi o primeiro homem criado por Deus, e que, por ele ter pecado, os homens incorreram todos na condenação divina (Romanos 5.18). Mas não é assim que o espiritismo ensina. Na página 70 do livro citado, a resposta que os “espíritos” deram à pergunta de número 50 – “A espécie humana começou por um só homem?”, foi: “Não; aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra.” E, dessa forma blasfematória, os “espíritos” do espiritismo e Kardec prosseguem ao longo das 1018 questões contidas no livro que os espíritas consideram sua bíblia – O livro dos Espíritos –, negando tudo o que Deus ensinou á humanidade através dos profetas, e sendo contrários a tudo o que Jesus e os apóstolos pregaram. (Ver 1 Timóteo 2.13) 
O curioso é que na página 60 do livro A Gênese (que tem como subtítulo: os milagres e as predições segundo o espiritismo, FEB, 28a Ed., Rio de Janeiro, 1985) Allan Kardec assina a sentença de condenação desse sistema anti-humano, antilógico, antibiblico que é o espiritismo, ao definir os atributos de Deus: “Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.” Como? E apesar de possuir todos esses atributos, Deus criou-nos como espíritos atrasados, sujeitos a tantos vexames e experiências ridículas e humilhantes no "caminho da perfeição" ensinado pelo espiritismo?
Na mesma página citada, Kardec coloca em situação difícil o sistema que ele mesmo ajudou a criar, ao revelar qual é o critério que deve ser usado para descobrir-se se uma doutrina filosófica ou religiosa é verdadeira ou falsa: “Tal também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas. Para apreciá-las, dispõe o homem de uma medida rigorosamente exata nos atributos de Deus e pode afirmar a si mesmo que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática, que estiver em contradição com um só que seja, desses atributos que tenda não tanto a anulá-lo, mas simplesmente a diminuí-lo, não pode estar com a verdade."
Após lermos isto, colocamos diante dos espíritas o seguinte problema: Apesar de reconhecer que um dos atributos de Deus é ser “infinito em todas as suas perfeições”, e que “a providencial sabedoria das leis divinas se revela nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, não permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justiça, da sua bondade”, Kardec (ou os tais espíritos que teriam ditado as doutrinas a um grupo de médiuns, e que depois foram codificadas por Allan Kardec, por que ele reconhecia que não era médium) afirma que Deus, esse Ser justo, bom e infinito em suas perfeições, criou os espíritos “simples, ignorantes, sem conhecimento". (Os espíritos e não o ser humano, observe-se este detalhe, pois o homem, segundo Kardec, surgiu muito depois, como produto da união desses “espíritos” com os macacos, que habitavam em épocas passadas o mundo, conforme veremos em outro artigo, ao estudarmos outros aspectos desse abominável conjunto de doutrinas.)
A pergunta que fazemos aos espíritas é esta: Diante de tantas contradições, aberrações, afrontas a Deus como Criador, não é justo que apontemos exatamente o espiritismo como o sistema que se enquadra perfeitamente nas condições citadas pelo próprio Kardec como determinadoras de que ele é falso? Leiamos outra vez esse “atestado de falsidade” do espiritismo, redigido pelo próprio Kardec: “...toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática que estiver em contradição com um só que seja desses atributos, que tenda não tanto a anulá-lo, mas simplesmente a diminuí-lo, não pode estar com a verdade.” Afirmando que Deus, com todos os seus atributos positivos, criou o ser humano como um espírito atrasado, imperfeito, sendo este obrigado a peregrinar, em busca da perfeição, dos mundos atrasados aos mundos mais adiantados, na condição de pedra bruta, plantas, insetos, quadrúpedes, até chegar à condição de ser humano, é inegável que o espiritismo se enquadra plenamente nessas condições de falsidade e erro.

O QUE O ESPIRITISMO ENSINA SOBRE OS ANJOS
Para o espiritismo não existem anjos nem demônios, embora a existência deles seja confirmada pelas Sagradas Escrituras. Segundo o Livro dos Espíritos, questões 128 a 131, os anjos seriam espíritos evoluídos, puros ou, seja: Deus os criou inicialmente ignorantes e rudes, e no difícil caminho do aperfeiçoamento, eles passaram pelos reinos mineral, vegetal e animal, entraram no corpo de macacos, evoluíram até chegarem ao estado de seres humanos, e depois de reencarnarem inúmeras vezes, tornaram-se espíritos de luz. Isto significa que Nero, Hitler, Lampião e outros terríveis homens sanguinários um dia serão anjos... E até o Diabo e seus auxiliares terão também a sua chancezinha, como cortesia da “bondade” do espiritismo!
Porém, Deus, através de sua Palavra, ensina à humanidade que os anjos foram criados por Ele. Divinamente inspirado, assim escreveu o profeta Neemias: “Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora” (Neemias 9.6). O apóstolo Paulo, mostrando que Cristo é o Criador e Deus, disse: “...pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberania, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1.16). Portanto, os anjos foram criados, e não são produto da evolução reencarnacionista ensinada pelo espiritismo.

O DIABO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Quanto à existência de Satanás e seus anjos, Kardec explica que eles seriam tão-somente espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição, tornando-se “anjos de luz". Em um comentário à questão 131 do Livro dos Espíritos, o maioral dos espíritas diz, sobre Satanás, ser “evidente que se trata da personificação do mal sobre a forma alegórica”, ou seja: O Príncipe das Trevas não passaria de uma invencionice, de uma fantasia.
Fazendo uso desse método destituído de qualquer seriedade e inegavelmente diabólico, Kardec diz que Jesus empregou palavras alegóricas ao falar do suplício eterno. É um dos comentários à questão 1009 do Livro dos Espíritos (que teria sido ditado pelo “espírito” de Lamennais): “Se, de acordo com os próprios evangelistas, tomando-se ao pé da letra as suas palavras alegóricas, o Cristo ameaçou os culpados com um fogo que não se extingue, com um fogo eterno, entretanto nada existe nessas palavras que prove tê-los condenado eternamente.”
E o que seria a eternidade então? Ora, todo ser humano em perfeito uso de suas faculdades mentais sabe que eternidade é aquilo que não tem fim. Diante da interpretação espírita contrária ao fogo eterno, um apologista cristão estudioso espiritismo ironizou: “Jesus fala em fogo eterno? Que nada, gente! (Diria Kardec). É alteração (alegoria). Deve ler-se fogo eterno.” Mais adiante, o leitor encontrará uma exposição da opinião espírita sobre o inferno.
Voltando a falar sobre a existência dos seres malignos, Kardec, no comentário à questão 131 do Livro dos Espíritos, reconhece que Jesus Cristo falou sobre a existência desses operadores do mal, porém não estava falando sério. “Não se sabe que a forma alegórica é uma das características da sua linguagem?” Porém, os seguidores dos ensinamentos tortuosos de Kardec devem se conscientizar de que a existência de espíritos maus é doutrina bíblica revelada por Deus. Pouco importa o nome que lhes dêem: espírito atrasado, diabo, satanás, demônio ou exu, o importante é que ninguém duvide que eles são seres espirituais, criaturas de Deus que se revoltaram contra o Criador e foram condenadas ao Inferno. Jesus declarou que o Diabo é “o inimigo” (Mateus 13.39) das nossas almas; é um “espírito imundo" (Marcos 3.30), “pai da mentira” (João 8.44 e “homicida desde o começo” (João 8.44).
Lendo as Escrituras, vemos também que entre esses espíritos há uma certa hierarquia; à frente deles está Satanás (ou Lúcifer). É contra esses seres das trevas que temos de lutar, contra o “reino de Satanás (Mateus 12.26), chamados também de “o dragão e seus anjos” (Apocalipse 12.7), “príncipe da potestade do ar”, o “espírito que agora atua nos filhos da desobediência (Efésios 2.2), “o deus deste século” (2 Coríntios 4.4). Jesus disse que quem satisfaz os desejos do Diabo, é filho do Diabo (João 8.44). O apóstolo Paulo, ao repreender ao mágico Elimas, chamou-o de “filho do Diabo” (Atos 13.6-12), e João, em sua primeira carta (3.8), disse: “Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do Diabo.”
Acima e infinitamente superior ao príncipe desde mundo está Jesus Cristo, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apocalipse 19.16). Ele é o Rei (João 18.37, e em suas mãos está todo o poder no Céu e na Terra (Mateus 28.18). Ele é o “soberano dos reis da Terra” (Apocalipse 1.5), e se fez carne entre nós “para destruir as obras do diabo” (1 João 3.8). Será que todos esses ensinamentos bíblicos sobre a existência e atuações de Satanás e seus anjos são pura alegoria? É evidente que não! O Diabo e seus anjos existem, porém Jesus veio para, através de sua morte expiatória na cruz, aniquilar o poder desse que imperava pela morte, o Diabo (Hebreus 2.14), que, após a vitória de Cristo sobre a Morte e o pecado, não é mais o senhor absoluto deste mundo. Ele é um vencido, e sua atuação na Terra findará no dia em que ele e os seus anjos forem lançados no Lago de Fogo por Aquele que disse: ”...eu sou o primeiro e o último, e Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.17,18).

“NÃO EXISTE NEM CÉU NEM INFERNO", AFIRMAM OS DOUTRINADORES DO ESPIRITISMO
Muito esforço empreendeu Kardec para negar a existência do Céu e do Inferno. Além das dezenas de páginas ocupadas no Livro dos Espíritos com as costumeiras e diabólicas alegações de que as referências de Jesus e dos apóstolos sobre a existência de um lugar de suplício eterno e um lugar de felicidade eterna não passam de alegorias (fantasias, coisas irreais, figuradas), Kardec escreveu um livro, destinado a negar a existência do Céu e do Inferno, cujo título não poderia ser outro: O Céu e o Inferno, sob o perspectiva espírita.
Kardec diz que o Céu seria “os planetas habitados pelos espíritos evoluídos” (O Livro dos Espíritos, questões 1016,1017, nota.) Assim conclui, após uma série de argumentações fantásticas, com a costumeira falta de seriedade que caracteriza o maioral dos espíritas, o importante assunto da existência o Céu e do Inferno: “Assim, podemos dizer que prezemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso, e que encontramos o nosso purgatório em nossa encarnação, em nossas vidas corpóreas ou físicas.” Porém, sabemos que em dezenas de passagens bíblicas, o Céu é definido como habitação de Deus, e o lugar onde os justos viverão. O autor da Carta aos Hebreus fala do Céu como “uma cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11.10).
Quanto ao Inferno, diante da violência com que os doutrinadores espíritas o negam, será necessário nos estendermos um pouco mais nas provas de sua existência.

O QUE É O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Apesar de os espíritas crerem que a lei do carma determina as vidas sucessivas, e que ninguém prestará contas, de uma vez por todas, a Deus, pelas faltas cometidas, os espíritas não negam a existência do castigo após a morte. Mas acreditam que o espírito só poderá ser castigado de duas maneiras: ou reencarnado para sofrer em uma nova existência, ou sofrendo como espírito errante, no Espaço. Esses são os espíritos que “precisarão de luz”, e de praticar “caridade” através do corpo dos médiuns, que enganosamente se entregam à possessão desses seres astutos, que não passam de demônios.
Ora, admitindo esse sistema de castigo, todos os doutrinadores do espiritismo se vêem diante da necessidade de negar a existência do Inferno, jamais aceitando que será para lá que irão aqueles que morrerem em seus delitos e pecados. Eis como se posiciona Kardec diante do assunto: “O espiritismo não nega, antes confirma a penalidade futura. O que ele destrói é o inferno localizado com suas fornalhas e penas irremissíveis.” (O Céu e o Inferno, FEB, Rio de Janeiro, 33a Ed., 1985, p. 65). Na página 66, Kardec continua a sua negação do Inferno:
“Seja qual for a duração do castigo, na vida espiritual ou na terra, onde quer que se verifique, tem sempre um termo (isto é: um fim), próximo ou remoto. Na realidade, não há para o espírito mais que duas alternativas, a saber: punição temporária e proporcional à culpa, e recompensa graduada segundo o mérito. Repele o espiritismo a terceira alternativa, da eterna condenação. O Inferno reduz-se à figura simbólica dos maiores sofrimentos, cujo termo [fim] é desconhecido.”
Kardecistas, umbandistas e os demais grupos componentes do espiritismo brasileiro defendem essas idéias. “O inferno não existe”, dizem uns. Outros concluem, com o semblante resignado e o tom de voz mais doutoral deste mundo: “O inferno é aqui mesmo!” Além do mais, os espíritas creem que terão de evoluir, reencarnando muitas vezes. E essa lei terá que ser declarada falsa por quem admitir a existência do Inferno. Diante disso, bradou furiosamente o espírita frances e sucessor de Allan Kardec, Leon Denis, no livro O Invisível (FEB, Rio de Janeiro, 5a ed., p.400): “Já não acreditamos num Deus colérico e vingativo, mas em um Deus de justiça e infinita misericórdia. O Jeová sanguinário e terrível fez sua época. O inferno implacável fechou-se para sempre.” Quer dizer: O Diabo aposentou-se, demitiu os seus “funcionários”, fechou o Inferno e tirou férias da prática do mal por tempo indeterminado... E quando ele, após as férias que lhe foram dadas por Leon Denis, voltar às suas atividades, adivinhem onde ele vai pedir mprego!
Irreverentes, blasfemos, e abomináveis, a maioria dos doutrinadores espíritas não mede palavras quando tenta desautorizar as doutrinas bíblicas, ou mesmo desafiar a Deus. Em uma discussão com o pastor Jerônimo Gueiros sobre a existência do Inferno, assim se expressou o polemista espírita Carlos Imbassy na página 158 do livro À Margem do Espiritismo: “Convença-se o nosso irmão pastor de que a Bíblia não se refere ao sofrimento eterno do condenado. Se conseguissem convencer-nos de que é isso que a Bíblia afirma, nós a renegaríamos como falsa; e se nos provassem que ela é autentica, nós renegaríamos o próprio Deus, porque não podemos adorar uma entidade cujos sentimentos de amor, justiça e misericórdia sejam inferiores aos nossos. E se há um Deus capaz de condenar uma de suas criaturas a sofrer eternos horrores por uma falta momentânea, cometida seja contra quem for, então esse Deus está muito abaixo da sola dos nossos sapatos. Nós nos julgaremos, por isso, muito superiores a um tal Deus”! É muita blasfêmia para uma só ocasião! Isto mostra claramente qual é a verdadeira natureza do espiritismo.
Satanás tem-se esforçado para levar os homens a acreditarem que Deus é um velhinho de longas barbas, muito “bonzinho”, cheio de presentes para dar a todos, e incapaz de castigar alguém com severidade, pois não sabe ser justo tanto quanto misericordioso. Analisando-se a doutrina da reencarnação, chega-se à conclusão de que o Deus em quem os espíritas creem, poderia conversar com eles nos seguintes termos:
“Ó meus filhos, não façam coisas erradas, ouviram? Eu ficaria muito triste com isso. Não gostei do que andaram fazendo alguns irmãozinhos de vocês. Ora, meus filhos, mas não é que o Nero, aquele garoto romano muito do peralta, mandou envenenar seu irmão, andou fazendo coisas feias com sua própria mãe, e depois mandou matá-la, mandou matar também sua mulher e milhares de outras pessoas: praticou atos homossexuais, mentiu, estuprou, tocou fogo em Roma e jogou a culpa do incêndio sobre os cristãos, resultando esse ato na morte de milhares deles, queimados em estacas enquanto Nero passeava em seu carro à luz das tochas humanas; lançou muitas crianças cristãs aos cães, enroladas em peles de animais, e divertiu-se ao vê-las ser despedaçadas; jogou centenas de outros diante de leões famintos, e depois de praticar inúmeras ações de menino mal comportado, matou-se, apunhalando-se.
“Vocês não concordam comigo que Nero merece uma boa punição? Mas não há de ser nada. Eu vou castigá-lo quando ele reencarnar. Talvez ele volte como limpador de jaula de leão de circo. Ah! Ele vai morrer de medo dos urros do leão! Bem feito para aquele garoto terrível. Assim estaremos quites com ele! Aí vocês aproveitam pra lhes uns conselhos a ele, e também a Herodes, conforme Kardec e seus “espíritos” deram a vocês.
“Muitos outros andaram fazendo certas coisinhas, como estuprar crianças, matar mulheres indefesas, jogar bebês para cima e apará-los na ponta de uma lança, mas tudo isso são coisas de meninos mal educados e ‘atrasados’, que não se comportaram direito na encarnação anterior. Mas ainda bem que vocês aí do espiritismo andam ensinando a reencarnação. Aliás, aproveito nossa conversa para confessar que estou com um probleminha aqui. Talvez vocês, como espíritas inteligentes que são, possam ajudar-me a resolvê-lo. Estou aqui com uma turma de garotos e planejo reencarná-los em breve; são meninos travessos que merecem um bom puxão de orelhas, umas palmadas e uns bons conselhos. Trata-se de Hitler e sua turma de meninos rebeldes: Eichman, Himmler, Hydrich e outros. Andaram assassinando aí uns 6.000.000 de judeus, e praticando certas coisas que nem é bom ser mencionadas aqui.
“O que é que eu faço com eles? Estive pensando em reencarná-los e torná-los lavadores de pratos, jardineiros ou faxineiros de restaurantes de judeus. Aí eles ajustariam contas comigo, não?! Ah! Como eu ia gostar de ver Hitler, Joseph Mengele e toda aquela turma com uma vassoura ou um cortador de gramas na mão, pagando todas a traquinagens que fizeram na Segunda Guerra Mundial!”
Considerando-se a permissividade e o inadmissível e absurdo sistema de justiça que o espiritismo prega aos que se interessam por suas doutrinas, certamente esse é o “Deus” do espiritismo, um “Deus” bonachão, permissivo, só misericórdia e pequenos castigos, e incapaz de agir com justiça diante das animalescas, satânicas e terríveis ações da humanidade.
Não pense o leitor que essa representação que fizemos aqui desse deus dos espíritas é fantástica e fora dos padrões de justiça pregados pelo espiritismo, pois o próprio Allan Kardec confirma esse sistema injusto, irracional, incoerente e enganoso da justiça divina segundo o espiritismo. Eis textualmente o que ele diz no livro O Céu e o Inferno (Idem, idem, p.64,65): “ Devido às suas imperfeições, o espírito culpado sofre primeiro na vida espiritual, sendo-lhe depois facultada a vida corporal como meio de reparação. É por isso que ele se acha nessa nova existência, quer com as pessoas a quem ofendeu, quer ainda em situações opostas à sua vida precedente, como, por exemplo, na miséria, se foi mau rico, ou humilhado, se foi orgulhoso.”
Brilhante, brilhante, Allan Kardec! Que exemplo de impacialidade, equidade, justiça à toda prova! O leitor tenha certeza de que esse não é o sistema de justiça do Deus soberano, justo e verdadeiro em que nós, os evangélicos, cremos. A reencarnação não é o sitema de justiça do Deus  revelou a dimensão do seu amor à humanidade, enviando o seu Filho Jesus Cristo para morrer em nosso lugar e garantir o perdão dos nossos pecados e nossa reconciliação com Ele, distantes que estávamos desde que o primeiro casal desobedeceu a Deus e arrastou todos os seres humanos para o pecado. Porém Cristo nos reabilitou perante Deus, abrindo-nos, através de sua morte e ressurreição, a única porta que nos conduz ao Céu. Ele, Jesus Cristo, é a única porta. Não há espiritismo, não há Kardec, não há reencarnação, não há espíritos, não há pastor que possa salvar o homem da condenação eterna do Inferno, a não ser Jesus Cristo.
Fora de Jesus não há salvação. Ai do espírita que não se arrepender e não aceitar Jesus como seu Salvador! Ai de quem seguir o conselho do sucessor de Allan Kardec, Leon Denis: “Não deis, pois, crédito algum às sombrias doutrinas que vos falam de leis ferrenhas ou, então, de condenação, de inferno e paraíso...” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, 6a ed., p. 436). Kardec diz que o Inferno para os espíritas seria a série de reencarnações punitivas a que estão condenados todos os espíritos imperfeitos e, algumas vezes, algum espírito adiantado, mas que tenha praticado um grande crime. (O Céu e o Inferno, idem, idem, p. 64,65).

CONTRARIANDO O QUE ENSINA O ESPIRITISMO, JESUS CRISTO CONFIRMOU A EXISTÊNCIA DO INFERNO
Ninguém se engane. Jesus Cristo não deixou dúvida quanto à existência do Inferno. São 15 as referências que ele fez ao lugar de tormento eterno. Nelas não há nenhuma alegoria. As expressões são claras: “...e estará sujeito ao inferno de fogo” (Mateus 5.22), “...e não seja todo o seu corpo lançado no inferno” (Mateus 5.29), “... e não vá todo o teu corpo para o inferno” (Mateus 5.30), “...temei antes aquele que pode fazer parecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10.28), “Descerá até ao inferno” (Mateus 11.23), “...o tornais filho do inferno” (Mateus 23.15), “...como escapareis da condenação do inferno?” (Mateus 23.33), e outras.
No Antigo Testamento, existem 10 referências sobre o Inferno, e o certo é que os escritores bíblicos anteriores ao tempo de Jesus referiram-se a esse lugar como local de punição eterna: “Os perversos serão lançados no inferno...”, diz o salmista (Salmo 9.17). No Novo Testamento, depois de Jesus, Tiago (3.6), Pedro (2 Pedro 2.4), e João referiram-se ao Inferno, sendo que João usou também um sinônimo: lago de fogo.

JESUS CRISTO VISTO PELO ESPIRITISMO
Aparentemente, o espiritismo prestigia a pessoa de Jesus, diz apoiar-se em suas doutrinas, considera-o justo. Quiséramos que fosse assim, e o caminho estaria aberto para os espíritas deixarem para trás os seus “espíritos” e aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas, pois Ele é o único que tem poder para perdoar, de uma única vez por todas, todos os nossos pecados, sem necessidade de alguém ficar preso ao enganoso ciclo reencarnacionista: ”E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.11,12.) Nenhum outro nome, nenhum outro método, nenhum outro caminho há para a salvação, para se chegar ao céu, para se usufruir da vida eterna com Deus: só Jesus.
Tornamos a afirmar aqui: a doutrina espírita colide frontalmente com os ensinamentos bíblicos, e, arrogando-se ser a Terceira Revelação de Deus à humanidade, nega ou contradiz tudo o que Jesus ensinou sobre o perdão de pecados, a morte, a ressurreição, a salvação, o Céu, o Inferno, a vida eterna, e outras doutrinas.

O ESPIRITISMO NÃO RECONHECE A OBRA EXPIATÓRIA DE JESUS
Ensinando que cada um é responsável pela sua própria salvação (“Cada qual deve resgatar-se a si mesmo; resgatar-e da ignorância e do mal. Nada exterior a nós poderia fazê-lo”, afirma taxativamente Leon Denis no livro Cristianismo e Espiritismo, FEB, Rio de Janeiro, p.88), o espiritismo não reconhece em Jesus Cristo o Salvador da humanidade, aquele que morreu na cruz para nos redimir dos nossos pecados: “...Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus...” (Pedro 3.18). É em Cristo que “Temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Efésios 1.7).
Porém, confirmando sua natureza anticristã e diabólica, o espiritismo afirma que cada um deve remir-se a si mesmo, por suas próprias obras. Enquanto a Palavra de Deus afirma: “...pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9), o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, o jornal O Reformador (há quase 60 anos, o que mostra o quanto esse posicinamento é antiogo entre nós), em seu número de outubro de 1951, p.236, afirma justamente o contrário: “A salvação é ponto de esforço individual que cada um emprega, na medida de suas forças.” Ainda haverá dúvida de que o espiritismo é a negação total do cristianismo?
Ao dissertar sobre o assunto, Allan Kardec mostrou-se incapaz de reconhecer que em nós mesmos não havia mérito algum que nos tornasse dignos da salvação; por isso, Jesus Cristo, colocando-se em nosso lugar, morreu por nós e nos redimiu da culpa do pecado – nossa herança desde a queda de Adão. Portanto, todo aquele que aceitar Jesus como Salvador será salvo; “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou por nós ricamente, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (Tito 3.5,6,7). Portanto, Deus nos salvou “...não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1.9).
Porém, contrariando todo esse ensinamento bíblico, Kardec, enganosa e blasfematoriamente, ensina que a graça é coisa que não existe, porque “seria uma injustiça” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, 39a. ed., 1950, p.76). “Todos são filhos de suas próprias obras” (A Gênese, 1949, pg. 28), e “Toda falta cometida, todo o mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se o não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes” (O Céu e o Inferno, 16a. Ed., 1950, p. 88), ensina enganosamente Allan Kardec, e com isso enquadra-se perfeitamente na condição descrita pelo apóstolo Paulo em Gálatas 1.8,9: “Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do Céu, vos pregue evangelho que vá além do que nós temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém nos prega um evangelho que vá além do que nós temos pregado, que seja anátema” (isto é:maldito).
Apresentando o espiritismo como Terceira Revelação, superior ao que foi revelado à humanidade através de Moisés e dos profetas, e dizendo que o espiritismo é superior aos ensinamentos do próprio Jesus Cristo, Kardec arranca a máscara de hipocrisia do sistema religioso cujas doutrinas foram codificadas por ele, mostrando sua condição de anátema, de condenado por Deus, de maldito. Àqueles que, diante de tudo o que foi apresentado até agora, ainda insistem em argumentar que esse terrível sistema de rebelião contra Deus não merece o título de blasfemo, e não se enquadra na condição de anátema apresentada pelo apóstolo Paulo, nós apresentamos, como prova (mais uma delas) de sua irreverência e malignidade o seguinte trecho de livro Cristianismo e Espiritismo (5a. ed., FEB, p.88), escrito pelo sucessor de Allan Kardec, Leon Denis: “Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo; resgatar-se da ignorância do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo.”
Diante de tantos ensinamentos enganosos e blasfemos, é importante que isto fique claramente estabelecido aqui: ou Kardec ou Jesus. Ou fica-se com Allan Kardec e as blasfematórias doutrinas espíritas, ou fica-se com Jesus Cristo e as doutrinas evangélicas, os ensinamentos daquele que afirmou:”Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim”(João 14.6). Fazer esta distinção é importante, pois milhões de pessoas estão envolvidas com as práticas espíritas pensando estar seguindo a Jesus e sendo orientadas por ensinamentos bíblicos.

“JESUS CRISTO NÃO É DEUS", DIZEM OS DOUTRINADORES ESPÍRITAS
Vejamos o que Jesus Cristo representa para os doutrinadores espíritas. Se Ele não é o Salvador da humanidade, que papel lhe atribui então o espiritismo? “... ele era médium de Deus”, diz irreverentemente o profanador Kardec (A Gênese, 1949, p. 294). O espiritismo nega a divindade de Jesus, porém os seus doutrinadores hipocritamente continuam a enganar o povo, dizendo que as doutrinas espíritas “repetem tão-somente os ensinamentos do Filho de Deus”. A propósito, sabe o leitor em que sentido o espiritismo admite ser Cristo o Filho de Deus? Eis o sentido, nas palavras do próprio Allan Kardec: “Digamos que Jesus é Filho de Deus, como todas as criaturas, que ele chama a Deus pai, como nós aprendemos a tratá-lo de nosso pai. É o Filho bem amado de Deus, porque, tendo alcançado a perfeição, que aproxima de Deus, a criatura, possui toda a confiança e toda a afeição de Deus. Ele se diz Filho Único, não porque seja o único ser que haja chegado à perfeição, mas porque era o único predestinado a desempenhar aquela missão na terra.” Nesses termos de inspiração maligna, Kardec tenta espezinhar Jesus Cristo e negar sua divindade, considerando-o tão-somente um homem que evoluiu, reencarnando-se muitas vezes. (Aconselhamos o leitor a ler os nossos estudos sobre a divindade e a messianidade de Jesus, postados neste blog).
Para encerrar este estudo, vejamos mais algumas dessas desmascaradoras opiniões do espiritismo sobre Jesus, pois, conforme declarou um estudioso do assunto, “a melhor arma para combater o espiritismo é a sua própria doutrina, tal qual está nos melhores autores espíritas. Basta mostrar todo esse aglomerado de incongruências, contradições, disparates, tolices, absurdos, heresias e blasfêmias”. (Boaventura Kloppenburg. O Espiritismo no Brasil, Vozes, Petrópolis, 1960, p. 367.)
Leon Denis, talvez competindo com Allam Kardec em quantidade de blasfêmias e ensinamentos enganosos, diz, na página 81 do livro Cristianismo e Espiritismo, que “Jesus era um divino missionário, dotado de poderosas faculdades, um médium incomparável”, e, na página 81 do livro Depois da Morte (6a. edição), Leon Denis mostra o que é que o espiritismo quer dizer quando hipocritamente trata Jesus Cristo de “o divino Jesus”: “Nele vemos o homem que ascendeu à eminência final da evolução, e neste sentido é que podemos chamar de deus.” Em outras palavras: Jesus seria tão-somente um homem que evoluiu reencarnacionisticamente, mediunicamente! E ainda há pessoas que acreditam nas “boas intenções” do espiritismo, desse conjunto de doutrinas e práticas inspiradas por Satanás!
Não poderíamos deixar de desmascarar aqui, aos próprios espíritas (muitos deles não estão ainda plenamente conscientizados da malignidade, posição anti-bíblica e blasfêmias das doutrinas espíritas) as palavras hipócritas de Kardec, sobretudo as que ele deixou registradas na seção VIII (conclusão) do Livro dos Espíritos: “Os espíritos – perguntam algumas pessoas – nos ensinam uma nova moral, qualquer coisa de superior ao que Cristo ensinou? (...) Não, o espiritismo não encerra uma moral diferente daquela de Jesus." Eis o mais fiel retrato da hipocrisia!
Não nos deteremos mais em demonstrar o que ficou por demais demonstrado ate aqui: que o espiritismo construiu o seu conjunto de doutrinas em cima da negação total das doutrinas bíblica. E o mais grave de tudo isso tem sido sua atitude para com Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus, negando a divindade de Jesus, e arrogando-se em ser o próprio Consolador prometido! Nas páginas 12 a153 do livro Obras Póstumas (21a. edição, 1985), Kardec deixou um “estudo sobre a natureza de Cristo”, onde a divindade de Jesus é literalmente negada. Segundo Kardec, nem os milagres, nem as palavras, nem as confirmações dos apóstolos provam a divindade de Cristo. Ele chega ao cúmulo de afirmar que, se por acaso Jesus afirmou que era Deus, não estava falando a verdade. “Das suas afirmações espontâneas, deve-se concluir que ele não era Deus, ou que, se disse que era, voluntariamente e sem utilidade, fez uma afirmação falsa.” (Op. Cit., p. 132). Cala a boca, Satanás! Tenha mais respeito ao falar sobre Jesus, Aquele diante do qual você há de se ajoelhar um dia, e confessá-lo como único Deus. E eu e todos os demais irmãos meus que compõem a Igreja estaremos lá, sorridentes ao lado do nosso Senhor, Salvador, Mestre e Rei Eterno Jesus Cristo, para ver isto acontecer!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Missionário Ripari libera seus CDs, DVDs e E-books para baixar gratuitamente

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 Como prova do seu amor ao  único Deus, o missionário Ripari colocou seu material, como DVDs, CDs e Impressos para você fazer Download GRATUITAMENTE.

Exemplos de materiais disponibilizados:

Downloads de DVDs inteiros de mensagens:

DVD 01: "Ame seu pastor, o anjo da igreja"
DVD 02: "Cadê a Família?"
DVD 03: "Você faz o Natural e Deus o Sobrenatural"
DVD 04: "Quem bagunçou a minha casa?"

Downloads de mensagens em áudio:

CD "Babá Eletrônica"
CD "Ame seu Pastor. O Anjo da Igreja"CD "Uma Vida de Oração"
CD "A Importante Missão de Discipular a Família"CD "Poço, um Lugar de Experiência com Deus"
CD "Família. Cadê a Família?"
CD "Prosperidade"
CD "Liderança. Chefe ou Líder"
CD "Família. Quem manda em sua Casa?"
CD "Restaurando Sonhos "
CD "Nada é Impossível para Deus"

E ainda todos os e-book (tive o privilégio de fazer as capas) também estão disponíveis para  Download.

Acesse o site: www.ripari.com.br

Não esqueça de parabenizar o Miss. Ripari por esse iniciativa.

Eu já o parabenizo por aqui. Que o Senhor te abençoe varão valoroso.


Naasom A. Souza  
Via blog Letras Santas -  http://letrassantas.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Antologia de Poesia Missionária - Um livro gratuito para você

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Amados irmãos, é com grande alegria que apresentamos e disponibilizamos para download gratuito o livro eletrônico Antologia de Poesia Missionária.

A obra, organizada por Sammis Reachers, editor dos blogs Poesia Evangélica e Veredas Missionárias (entre outros), reúne belíssimos poemas de, sobre e para Missões, da lavra de diversos poetas evangélicos. O livro (de 108 págs. em formato PDF) traz ainda, como Apêndice, uma seleção de frases sobre Missões e Evangelismo.

Além de ser um subsídio devocional para edificação de toda a igreja, o livro objetiva ser uma ferramenta de auxílio a promotores de missões, pastores e missionários de todas as denominações, com poemas para serem declamados em cultos e eventos missionários, e publicados em sites, blogs, jornais e informativos de igrejas, missões e etc.

Baixe gratuitamente o livro, leia e compartilhe com seus irmãos. O livro não pode ser vendido, mas você pode redistribuí-lo eletronicamente, ou imprimi-lo para uso próprio ou distribuição a interessados.

E mais: Se você possui blog ou site, ou é responsável por site institucional (de Igrejas, Missões, Agências Missionárias, Ongs, etc.), convido-lhe a disponibilizar este livro a partir do mesmo, ajudando a promover o amor pela obra missionária, e edificando seus leitores. Não é preciso autorização prévia para isso, nem é necessário me comunicar.

PARA BAIXAR O LIVRO, Clique Aqui.

E se você está numa lan house que não o permite, ou por qualquer outro motivo não pode fazer o download, leia o livro online, Clicando Aqui.

Que o Senhor nosso Deus lhe abençoe, e una-nos cada vez mais no objetivo de alcançar os inalcançados, estejam eles próximos ou distantes.

Um fraterno abraço de seu irmão e conservo Sammis Reachers

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Desempenho e isolamento acústico nas igrejas - Entrevista com Miriam Jerônimo Barbosa

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Por Instituto Jetro

Assunto recorrente nos jornais é o fato das igrejas ultrapassarem os decibéis permitidos por lei e que são denunciadas por "atrapalharem" sua vizinhança com "o barulho" em seus cultos e atividades.

Mas como podemos evitar que as músicas e orações que entoamos ao Senhor não sejam um "incomodo" e motivo de mau testemunho para os nossos vizinhos?

Em busca de respostas para uma adequação acústica em nossas igrejas é que entrevistamos a Drª Miriam Jerônimo Barbosa. Profª Miriam é engenheira civil pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especialista em Controle do Ambiente em Arquitetura. Mestre pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/ USP) em Arquitetura, doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desde 1980 atuando nas áreas de Materiais e Componentes de Construção, Desempenho Térmico e Acústico de Edificações, Adequação Ambiental e Ergonomia.


 
Qual a importância de se garantir o conforto térmico-acústico nos ambientes das organizações?

Miriam - Para melhor compreensão, pode-se entender conforto ambiental como o conjunto de exigências que o usuário espera encontrar nos ambientes por eles ocupados para as suas atividades diárias de viver, conviver, trabalhar, estudar, descansar e etc. A inadequação destes ambientes é visualizada pela insatisfação de seus usuários.
Os ambientes devem oferecer para os seus usuários as condições favoráveis para o perfeito funcionamento das atividades a serem ali desenvolvidas sem que aconteça um esforço maior dos usuários, evoluindo para um nível de estresse, permitindo assim, situações de fadiga e até a instalação de patologias. Assim pode-se considerar que um ambiente apresenta um bom desempenho térmico ou acústico quando oferece condições favoráveis ao desenvolvimento de atividades, sem o risco de prejudicar ou atrapalhar seus usuários no exercício destas atividades.
Portanto a garantia de uma boa resposta térmica e acústica dos ambientes representa a satisfação dos usuários destes ambientes e esta satisfação é de fundamental importância para a saúde, a produtividade, a harmonia, o desenvolvimento social, a paz e a felicidade em geral.

Qual a diferença do isolamento acústico e do controle de reverberação (absorção)?

Miriam - O isolamento acústico é toda ação que tenta interromper a propagação do som. O ruído ou som, ou energia sonora, sai de uma fonte sonora, se propaga e chega até uma recepção sonora. O meio de propagação é o ar contido no espaço usado. A recepção é aonde o som chega. Então a propagação se dá entre a fonte e a recepção. Um exemplo de fonte sonora é um apito na boca de uma criança. Quando a criança sopra o apito, o som se propaga no ar e chega até aos ouvidos das pessoas que compartilham com a criança o mesmo ambiente. Os ouvidos das pessoas são pontos de recepção.
O isolamento pode ser feito na fonte, na recepção ou na propagação. Entre dois ambientes construídos o isolamento mais efetivo é obtido pelo enfraquecimento da propagação sonora através de uma barreira que secciona a propagação do som. Esta barreira pode ser conforme a Lei de Massa na qual o peso da barreira é proporcional ao enfraquecimento, ou pode ser com múltiplos painéis paralelos aonde se alternam efeitos de reflexão e absorção.
O controle da reverberação é diferente do isolamento por que no isolamento o objetivo é impedir a propagação do som e no controle da reverberação o objetivo é controlar a intensidade e o tempo de permanência das reflexões sonoras dentro do ambiente.
O isolamento é requerido quando a questão é impedir o vazamento de som de um ambiente para outro. Já o controle da reverberação é requerido quando a questão é melhorar a qualidade da propagação de som dentro de um ambiente para se obter melhor inteligibilidade sonora. Em outras palavras o isolamento é para impedir os sons indesejáveis de fora para dentro ou de dentro para fora dos ambientes e o controle da reverberação é um tratamento interno para modelar o som dentro do ambiente.
A absorção sonora é um fenômeno físico muito utilizado para o controle da reverberação. Para entender melhor o fenômeno é bom relembrar os conceitos da física de reflexão, absorção e transmissão de radiações.
A propagação sonora também é uma radiação que atingindo um obstáculo, parte da incidência vai ser absorvida, outra parte vai ser transmitida e uma terceira parte vai ser refletida. A reverberação pode ser controlada reduzindo-se a parcela refletida, para evitar as várias reflexões em direções e tempos desencontrados, que resultam em desarmonia sonora dentro do ambiente.
A forma mais usada para reduzir a reflexão é através da absorção. As superfícies lisas e duras são refletores de sons e as superfícies macias, flexíveis, porosas e fibrosas são absorvedoras de sons.

Quais os materiais utilizados no isolamento e no controle de reverberação?

Miriam - Basicamente para isolamento de som de um ambiente para outro, usa-se paredes e coberturas maciças e pesadas. Mas o isolamento também pode ser obtido com materiais leves, só que para isto deve-se trabalhar com painéis múltiplos paralelos alternando-se absorção e reflexão. No caso de salas especiais e edifícios é mais simples trabalhar com as paredes e coberturas maciças e pesadas, a não ser que por outros motivos seja proibitivo o uso de sobrecargas.
Como exemplo de paredes maciças e pesadas pode-se citar as alvenarias de blocos pesados de concreto ou tijolos cerâmicos maciços ou ainda paredes monolíticas de concreto pesado. As coberturas pesadas são as formadas por telhas cerâmicas e lajes maciças ou lajes mistas com camada espessa de concreto.
Já no caso do controle de reverberação é necessário o uso de superfícies absorventes aparentes, voltadas e expostas para o espaço interno. Isto é complicado porque as superfícies absorventes são frágeis e vulneráveis, demandando maior cuidado na especificação destes materiais para não serem causadores de outros problemas relacionados com dificuldades na manutenção e limpeza do ambiente.

Qual é o melhor material acústico? Qual é o mais utilizado em igrejas?

Miriam - A madeira é um bom material para tratamento acústico por que tem um desempenho contrário aos outros materiais de revestimento. Ou seja: absorve melhor os sons de baixa freqüência (graves) e menos os sons de alta freqüência (agudos).  A madeira deve ser sempre adotada como material de revestimento interno para manter a linearidade de absorção requerida para um bom desempenho acústico de salas especiais. As igrejas deveriam usar os revestimentos de madeira. 

Quando o forro acústico é indicado? E o jateamento de fibras mineral e vegetal?

Miriam - O forro acústico pode funcionar como elemento de isolamento quando necessário e também para o controle da reverberação. Quando o espaço é muito grande a superfície da cobertura é a maior responsável pelo vazamento de som. Mas em se tratando de controle da reverberação o forro é a superfície mais indicada para trabalhar o tratamento acústico do espaço, por estar mais exposta para o interior do espaço e por estar mais livre e disponível para ser recoberto com materiais absorventes.
As fibras minerais jateadas funcionam como materiais absorventes. Não é muito indicado que estes materiais fiquem livremente expostos para o ambiente ocupado pelos usuários, porque podem soltar partículas com o tempo. O ideal é que estes jateados fiquem entre os painéis paralelos múltiplos, alternando reflexões e absorções, e assim possam apresentar um efeito de isolamento acústico.

O isolamento acústico é um alto investimento?

Miriam - Considerando a complexidade do que já foi exposto, o custo do isolamento acústico é sempre maior do que se espera. Pode-se supor que o desembolso para obter-se um isolamento acústico satisfatório é da ordem de uma construção dupla, por que terá paredes externas duplas e cobertura dupla. 
A tecnologia já foi desenvolvida, os materiais também existem e estão no mercado dos grandes centros prontos para serem comprados e aplicados, mas as soluções têm um custo muito alto e não adianta usar as similares mais baratas, por que o barato sai sempre mais caro. 

Quais os conselhos que daria para os administradores, gestores, pastores ou líderes que desejam melhorar a acústica da sua igreja ou organização? 

Miriam - Antes é preciso uma conscientização mais concreta do problema.
Porque isolar e tratar o som?
Estamos falando de tempos onde temos aparatos tecnológicos com capacidade para elevar o nível de pressão sonora acima dos níveis aceitáveis para o sistema auditivo humano. E esta novidade é adotada naturalmente com a justificativa de facilitar a comunicação em massa.
Aqui cabe mais uma questão para reflexão: é lícito gerar sons de níveis acima dos nossos limites de aceitabilidade para depois ter que usar também uma tecnologia desenvolvida para conter, abafar e enclausurar toda esta energia gerada? Será que estamos usando práticas sustentáveis para o desenvolvimento das nossas atividades ou será que devemos repensar os nossos caminhos?

Mas admitindo que seja toda esta adoção de evolução tecnológica, uma saída inevitável para as práticas das atividades culturais e sociais dos tempos atuais, então temos mesmo que adotar as novas tecnologias desenvolvidas para resolver os problemas que nós mesmos criamos.

Não é admissível fazer um bom isolamento acústico e não tratar o espaço interno. Esta atitude denota só uma preocupação em cumprir com as exigências legais para se ver livre do problema. A atitude consciente é aquela que se preocupa em eliminar o incômodo dos usuários do espaço público e também promover o conforto dos usuários do seu espaço interno ou de sua comunidade.

Os espaços com pé direito mais altos têm acústica melhor. A proporção certa é que a menor dimensão entre altura, largura e comprimento, do espaço, não seja menor que um terço da maior dimensão.
Quanto mais altas forem as dimensões do espaço, menores serão os problemas acústicos a serem resolvidos. Um bom tratamento acústico deve contar com painéis refletores para uma boa distribuição da energia sonora.
A área de materiais absorventes deve ser bem distribuída nas superfícies internas do espaço. Os grandes salões geradores de altos níveis sonoros devem ser localizados no centro e os espaços de administração, circulação, serviços etc. devem ser periféricos.
Os barracões de coberturas leves e fechamentos laterais com espessura menor que 15 cm, fatalmente serão espaços com um desempenho térmico e acústico deficiente.
Os templos construídos na Europa, na idade média, apresentam um bom desempenho acústico por que são usados materiais pesados e os espaços internos são grandes e altos.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

Leia também:
Primeiros passos para a edificação de templos
Vistoria nas igrejas II

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Postagens sobre o Dia das Mães em diversos blogs

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 "Mother and Child" Print
Mother and Child - Louis Toffoli

Postagens sobre o Dia das Mães

Em homenagem ao Dia das Mães, publiquei diversos textos relacionados à data, em alguns dos blogs que edito, ou onde colaboro. Dê uma olhada:

No Cidadania Evangélica: Conheças as Mães Sociais
No Veredas Missionárias: Simplesmente Márcia (o tocante testemunho sobre a mãe do Pr.Joed Venturini)
No Poesia Evangélica: Dois poemas de Norma Penido sobre as Mães
No Azul Caudal: A mãe que teve mais filhos até hoje...
No Bradante: A figura materna pelo pincel de grandes pintores
No Imagens Cristãs: Imagens sobre Mães, de uso livre não-comercial para seu blog ou site 

sábado, 1 de maio de 2010

Viva a Teologia da Prosperidade! - Seleção de frases para embalar o Festim

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 Aquele que serve a Deus por dinheiro, servirá o diabo por um salário melhor.
- Roger L'Estrange

Os que acreditam que com dinheiro tudo se pode fazer, estão indubitavelmente dispostos a fazer tudo por dinheiro. – Beauchène

Quem compra o que não precisa, vende o que precisa. - Autor desconhecido

O cão que tem dinheiro chama-se senhor cão. - Provérbio Árabe

Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que já possuímos. – Provérbio Chinês 

Nada falta no funeral dos ricos, a não ser alguém que sinta a sua morte. - Provérbio Chinês

Considerai que querendo mais do que podeis, não só destruís o vosso poder senão também o vosso querer. - Padre Antonio Vieira

Muito dinheiro e pouca educação é a pior combinação. - Valentín Moragas Roger

Não estimes o dinheiro nem em mais nem em menos do que aquilo que vale, porque ele é um bom servo e um mau amo. - Alexandre Dumas 

Existem pessoas tão sumamente pobres que só têm dinheiro. - Autor desconhecido
 
Depois de nos precavemos contra o frio, a fome e a sede, tudo o mais não passa de vaidade e excesso. 
- Sêneca
Os nossos desejos são como crianças pequenas: quanto mais lhes cedemos, mais exigentes se tornam. 
- Provérbio Chinês 

O dinheiro pode comprar uma cama, mas não o sono; livros, mas não a inteligência; alimentos, mas não o apetite; uma casa, mas não um lar; medicamentos, mas não a saúde; luxos, mas não a cultura; divertimentos, mas não a felicidade; um passaporte para qualquer lugar, mas não para o Paraíso. - Autor desconhecido

Algum dinheiro evita preocupações; muito dinheiro as atrai. – Confúcio

O avarento não possui as suas riquezas: são estas que o possuem a ele. - Bion de Esmirna

Quem abre o coração à ambição, fecha-o à tranquilidade. - Provérbio Chinês

O mais rico não é o que mais tem, mas o que necessita de menos. - Autor desconhecido

Para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o pouco é muito. – Sêneca

A civilização é uma ilimitada multiplicação de necessidades desnecessárias. - M. Twain

Na verdade não é a penúria que produz a avareza, mas sim a abundância. – Montaigne

Uma grande fortuna é uma grande servidão. – Sêneca

Mesmo que tenhas dez mil plantações, só podes comer uma tigela de arroz por dia; ainda que a tua casa tenha mil quartos, nem de dois metros quadrados precisas para passar a noite. - Provérbio chinês

É preferível ser dono de uma moeda a escravo de duas. - Provérbio grego

A verdadeira riqueza de um homem é o bem que ele faz neste mundo.

A Idade de Ouro volta aos homens quando, mesmo que apenas por um momento, esquecem-se do ouro.
 - Gilbert Keith Chesterton

Do homem que opina que o dinheiro pode fazer tudo cabe suspeitar com fundamento que será capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro.
- Benjamin Franklin

A propriedade é uma armadilha; o que cremos possuir é que nos possui.
A. Karr

Dinheiro é como esterco: só é bom se for espalhado.
Francis Bacon

Poucas coisas testam mais profundamente a espiritualidade de uma pessoa do que a maneira como ela usa o dinheiro.
J. Blanchard

Tempo e dinheiro são os fardos mais pesados da vida, e os mortais mais infelizes são os que os têm mais do que são capazes de usar bem.
Samuel Johnson

A verdadeira medida de nossa riqueza está em quanto valeríamos se perdêssemos todo nosso dinheiro.
John Henry Jowett

Dois terços de todas as lutas, brigas e processos judiciais no mundo originam-se de uma simples causa: dinheiro!
J. C. Ryle

Mamom é o maior senhor de escravos do mundo.
Frederick Saunders

Dinheiro - o maior deus debaixo do céu.
Herbert Spencer

Nada do que é de Deus é obtido com dinheiro.
Tertuliano

O dinheiro compra qualquer coisa, exceto a felicidade, e obtém o passaporte para qualquer lugar, salvo para os céus.
Charles L. Wallis

Não estimes o dinheiro nem em mais nem em menos do que aquilo que vale, porque ele é um bom servo e um mau amo.
Alexandre Dumas

Não gastes o teu dinheiro antes de o teres na mão.
Thomas Jefferson


Fonte frases: E-books Minhas Citações Preferidas, de Alzira Sterque, e
SABEDORIA: Breve Manual do Usuário, que eu organizei.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ela queria apenas sua Bíblia de volta

*
 Enterro de Kátia, março de 2009

Ela era apenas uma jovem evangélica que morava no bairro do Rio Comprido, nessa cidade que virou um comprido rio de insegurança e medo, a metrópole mais ensolarada e maravilhosa do mundo, mas também a mais tenebrosa e violenta cidade desse Rio que faz correr sangue de Janeiro a dezembro.
Era apenas uma jovem cheia de sonhos, cheia de medo, cheia de risos; uma jovem que falava inglês e espanhol e ia aprender francês, pois queria ser diplomata; que morava nesse Rio de pânico, nesse Rio de incertezas, na insustentável leveza dos seus 25 anos, estudante de Administração, estagiária da Caixa Econômica Federal, leitora entusiasmada da Bíblia.
Era apenas uma jovem evangélica, membro de uma das congregações da Assembléia de Deus na Penha, que se mudara de Vila Cruzeiro para o Rio Comprido, na suposição de que lá seria um bairro mais tranquilo.
Era apenas uma noite de domingo, dia seguinte ao aniversário de Karla Leal dos Reis. Era apenas uma noite em que alguns filhos de Belial saíram pelas ruas mal-iluminadas do Estácio – bairro vizinho ao local onde, alguns dias antes, a maior legião de demônios comandou invisivelmente a festa que é chamada, por quem não teve o marido, o filho, a filha ou a esposa alcoolizados, drogados, prostituídos ou mortos, de o “maior espetáculo da terra”, o Carnaval.
Era apenas uma noite de domingo em que três filhos de Belial, com os olhos injetados de sangue, as mãos crispadas de ódio, saíram para esquadrinhar as trevas em busca de almas inocentes e indefesas.
Era apenas uma noite, a última noite de domingo de Karla. Ela e sua família desceram de um ônibus no bairro do Estácio, e caminharam para o bairro do Rio Comprido. Suave era a noite que se apossara da Cidade Maravilhosa, mas infiéis e tenebrosos os seus caminhos. Filhos de Belial caminhavam naquela direção.
Karla era apenas uma moça que caminhava com o coração transbordante de paz, dessa doce e célica paz que só Jesus pode dar, essa paz que Ele mesmo proporcionou aos seus discípulos e a nós, que o amamos e servimos, quando disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (João 14.27). Essa é a paz que milhões de moradores da cidade do Rio de Janeiro desconhecem; a paz que os filhos de Belial desconhecem; paz que transborda paradoxalmente e em plenitude até no interior de casebres situados nas sub-humanas periferias do Rio, onde moram pessoas simples, que têm Jesus entronizado e reinando soberano em seus corações.
Naquela que foi a última noite da vida de Karla, os filhos de Belial anunciaram um assalto. Ela era apenas uma serva de Deus. Eles, filhos de Belial. Ela era apenas uma estudante, com seu coração de estudante; seu pai, apenas um porteiro, com seu coração de pai; sua mãe, apenas uma comerciária, com o coração de mãe que em breve será traspassado pela dor de ver a filha ser baleada e morta diante dela.
Os filhos de Belial pegaram todos os pertences das vítimas. Dentro da bolsa, que foi para as mãos ensangüentadas e sujas de um deles, estava o crachá e a Bíblia de Karla. Ela era apenas uma estagiária, apenas uma moça que amava a Palavra de Deus. Pediu de volta o seu crachá e sua Bíblia. O crachá de estagiária dava-lhe a esperança de um dia tornar-se funcionária da Caixa Econômica Federal; a Bíblia dava-lhe a certeza de tornar-se um dia uma cidadã dos Céus. O filho de Belial devolveu-lhe a Bíblia, e quando ela abraçou o livro insubstituível e virou-se para ir embora, um tiro na nuca mudou a trajetória de sua viagem. Agora Karla não iria mais para o Rio Comprido. Agora atravessaria o Rio Jordão, rumo à Jerusalém celestial.
Adeus, Karla! Nós abominamos a maneira brutal como sua vida foi prematuramente ceifada. Não só abominamos, como também cremos que só a mensagem de Jesus Cristo pode transformar filhos de Belial em filhos de Deus, e parar esse tsunami de violência que se tem abatido sobre o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo.
Capital da violência, os teus pecados já não te deixam ser aquela cidade maravilhosa de tempos idos! Os teus encantos mil estão ameaçados por essa atual geração de filhos sanguinários, filhos de Belial, que espalham por tuas ruas, teus morros e tuas praças a insegurança e o medo, e ensanguentam tua bela paisagem! Capital da violência, tu não terás mais o sorriso de Karla, os sonhos de Karla, os filhos de Karla que não nasceram, as palavras apaixonadas de Karla ditas ao esposo que ela não teve, mas que a amaria e a faria feliz! Tu não és digna deles. Ela tornou-se agora moradora da Jerusalém eterna, e como uma diplomata celestial, passou a viver entre os anjos e os bem-aventurados servos do Senhor, que já alcançaram a altíssima paz.
Nós jamais a esqueceremos, Karla. E um dia nos encontraremos. Descanse eternamente na companhia de Deus.

Jefferson Magno Costa

Visite o blog do autor: http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O cristão e as mídias sociais

*

Por: Ismênia Noleto

Como seres sociáveis necessitamos estar em constante processo de comunicação. Fomos criados para nos sociabilizarmos e vivermos em sociedade. Em pleno século XXI é muito raro encontrar um indivíduo que de alguma maneira não se comunique. Cabe ressaltar que essa comunicação não se restringe apenas a comunicação verbal; nos comunicamos também através de gestos, sinais, pela postura corporal, tonalidade da voz e por meio da escrita.
Na tentativa de aprofundar e desenvolver relacionamentos com pessoas do mundo inteiro temos ao nosso dispor diferentes mídias sociais e por mais que o individuo se considere restrito a relacionamentos – seja qual for a área emocional - com as avançadas ferramentas de comunicação, é quase impossível que este fique totalmente alheio aos Blogs, Orkut, Twitter, Youtube, Facebook, Flickr, Ning, Linkeding, My Space, entre outros.
E o que essas mídias sociais têm em comum? A título de informação, Mídia significa “meios” e Sociais significa relacionamentos, portanto, o intuito dessas mídias é justamente interagir com pessoas de diferentes opiniões, idiomas e culturas. Na época da ditadura, o Brasil vivia em um regime constante de censura e artistas como Caetano Veloso, Elis Regina, Chico Buarque, Gilberto Gil, Toquinho entre outros foram mantidos sob censura. Felizmente, não estamos mais sob as prisões da ditadura, temos a liberdade de nos comunicarmos, de nos expressarmos como bem desejamos e essa comunicação que outrora se baseava apenas através da música, jornais impressos, rádios e TV´s, criou asas e evoluiu. Hoje, ninguém pode ter a desculpa de que não há como manter-se informado. Temos ao nosso alcance (e muito facilmente), as TV´S, rádios, jornais impressos, revistas e ainda da maior rede de comunicação do mundo: a Internet.
Um agravante nesse bombardeio de informações, é que estas mídias sociais se não forem usadas corretamente, representam um grande perigo para a vida do cristão. É muito comum vermos cristãos usando esses meios de comunicação para manter diálogos indecorosos com pessoas que não compartilham da mesma fé, assistir ou ler conteúdos impróprios e nada edificantes, e, por isso, aquilo que pode ser bom socialmente falando, por outro lado, pode representar um perigo e uma poderosa arma do diabo para enfraquecer a fé e a vida dos cristãos.
A Internet se não usada prudentemente, pode influenciar à prática do adultério, do homossexualismo, da pedofilia, da prostituição, da feitiçaria, do misticismo e a lista não pára por aí. Não sou a favor de nos limitarmos apenas aos meios de comunicações convencionais. Devemos sim, conhecer uma dessas redes sociais, mas como cristãos, devemos estabelecer um limite daquilo que é correto ou não. O importante é usar essas ferramentas de comunicação com sabedoria e prudência. Que tal usar o MSN, E-mail, Twitter e Orkut para proclamar a Palavra de Deus? Podemos sim ser instrumentos de bênçãos através dessas modernas mídias sociais e assim, fazermos o que a Bíblia nos ensina: “E não vos conformeis com esse mundo, mas transformai-vos pela renovação de nossa mente, para que experimenteis qual seja a perfeita, agradável e perfeita vontade de Deus”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Para quê fomos criados?

 *

René Padilla
Vejamos o texto de Paulo aos Efésios:

Efésios 2:4-9
2:4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
2:5 estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
2:6 e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus,
2:7 para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus.
2:8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;
2:9 não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Da reforma protestante, herdamos a máxima: “Só Cristo; só a escritura; só a graça; só a fé”.

Somos criação de Deus, realizada em Cristo Jesus, para fazermos boas obras. Muitos cristãos se esquecem do versículo 10, na sequência do texto de Paulo que acabamos de ler.

Ef 2:10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.

Nós fomos criados para boas obras. Eu fui criado em Cristo Jesus para fazer boas obras. Com minha profissão vou fazer as boas obras para as quais fui criado em Cristo Jesus.

No mundo evangélico não se fala muito sobre “boas obras”. Fala-se muito apenas sobre a fé.

Jesus morreu para que fôssemos aceitáveis diante de Deus.

Tito 2:11-15
2:11 Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens,
2:12 ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente,
2:13 aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,
2:14 que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras.
2:15 Fala estas coisas, exorta e repreende com toda autoridade. Ninguém te despreze.

Tito 3:4-11
3:4 Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador e o seu amor para com os homens,
3:5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,
3:6 que ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador;
3:7 para que, sendo justificados pela sua graça, fôssemos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.
3:8 Fiel é esta palavra, e quero que a proclames com firmeza para que os que crêm em Deus procurem aplicar-se às boas obras. Essas coisas são boas e proveitosas aos homens.
3:9 Mas evita questões tolas, genealogias, contendas e debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.
3:10 Ao homem faccioso, depois da primeira e segunda admoestação, evita-o,
3:11 sabendo que esse tal está pervertido, e vive pecando, e já por si mesmo está condenado.

É preciso ter em mente que ninguém alcança a salvação por boas obras. Ninguém se torna merecedor da salvação por ter praticado boas obras. Mas fomos salvos pela graça, para fazermos boas obras.

Em Mateus 5:14-16 está escrito: “Vocês são a luz do mundo”.

Como a nossa luz vai brilhar? Quando as pessoas virem as nossas boas obras. Elas não devem apenas ouvir a mensagem; devem também ver as boas obras.

Isaías 58:4-10 (NVI)
4 Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto.
5 Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao SENHOR?
6 O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?
7 Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?
8 Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do SENHOR estará na sua retaguarda.
9 Aí sim, você clamará ao SENHOR, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar;
10 se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia.

Há alguns requisitos que têm que ser cumpridos para que haja vida plena. Nós vivemos em países em que há muitas necessidades insatisfeitas. Há uma preocupação com a missão de levar a palavra. Isto satisfaz a necessidade básica de Deus (das pessoas). Mas há outras necessidades básicas: comida, água, casa, roupas, saúde, etc.

O texto diz que a glória de Deus será manifestada quando as necessidades básicas dos necessitados forem satisfeitas.

Moisés pediu para ver a glória de Deus. Uma forma de ver a glória de Deus é fazer boas obras.

É útil considerar três erres que decorrem da conversão: Reconciliação, Renascimento e Redistribuição.

Todos devem ter acesso aos bens da criação de Deus. Todos os bens que possuímos têm sentido quando colocados à disposição para boas obras.

Fonte: http://renas.org.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cantatas Missionárias para as crianças - download gratuito

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Na página de downloads do site da Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista do Brasil, são disponibilizados 4 CDs com músicas de teor missionário. O download é gratuito. Destaque para dois CDs infantis: As cantatas Vamos Alvoroçar o Mundo e Uma Decisão Superespecial.

Os CDs trazem músicas e diálogos muito bem produzidos, que visam edificar as crianças e despertar nas mesmas o amor pela obra missionária. Várias músicas contam também com o playback.

O material pode ser útil a qualquer igreja, independente de sua denominação.

Baixe e compartilhe com outros irmãos, e líderes de departamentos infantis e de Missões, da sua e de outras igrejas.

Visite a página de downloads da JMM, Clique Aqui .

sexta-feira, 9 de abril de 2010

40 Mártires, 40 Coroas

 *
Da história da Igreja dos primeiros séculos existe um relato que veio impressionar os cristãos ao longo dos tempos. Um grupo de soldados crentes, numa das legiões do Império Romano, foi condenado à morte por sua conversão ao Cristianismo, ora poderosamente difundido e perseguido. Esses soldados foram colocados no meio de um lago congelado, para que morressem. Antes lhes deram a palavra do imperador de que se abandonassem a fé e se arrependessem de terem sido convertidos, poderiam ser libertos, passando antes pelo oficial em serviço.

Naquela noite, porém, o guarda teve uma visão. Ele via anjos pairando sobre os condenados, que iam coroando os que morriam e eram de imediato levados ao Céu. Ele escutou um cântico, como de um grande coral, nos céus, cuja letra dizia: “Quarenta mártires, quarenta coroas”. Num dado momento o guarda notou que um dos cristãos aproximava-se, e logo viu que ele iria demonstrar o seu arrependimento. Chegou-se e renunciou a sua fé diante do oficial, pois estava vendo seus companheiros caírem mortos um por um. O guarda anotou seus dados pessoais. Fixou seu olhar no rosto disforme e infeliz e disse pausadamente: “Louco, se tu tivesses visto o que eu vi nesta noite, tu terias morrido e ganhado tua coroa! Como renunciaste, mostrando-te arrependido, ela ficou e está lá suspensa e será minha! Toma o meu lugar aqui e minhas armas e eu tomarei a tua coroa”.

Aquele guarda romano, desfazendo-se de sua armadura, rumou para junto dos mártires onde acabou morrendo por ter tido um encontro com o Senhor Jesus. Da sua legião terrestre embrenhou-se na legião dos combatentes celestiais e galgou a glória da vida eterna.

www.paginasilustrativas.blogspot.com

domingo, 4 de abril de 2010

Em defesa do cristianismo

Alderi Souza de Matos

Nas últimas décadas, tem se tornado comum no mundo ocidental “malhar” o cristianismo. Intelectuais, acadêmicos, escritores e articulistas de renome costumam se referir à fé cristã de forma desairosa e depreciativa. Infelizmente, com freqüência muitos críticos estão dentro das fileiras do próprio cristianismo. É considerado politicamente incorreto falar mal de outras religiões, como o islamismo, o budismo e o hinduísmo, que estão muito em voga na Europa e nas Américas, mas não se vê nenhum problema em condenar o movimento cristão. Alguns pensadores ateus, autores de livros campeões de vendas, têm defendido explicitamente a extinção pura e simples do cristianismo. Segundo afirmam, seria desejável que todas as religiões deixassem de existir, mas na realidade eles têm em mente antes de tudo a fé cristã, a tradição religiosa predominante no Ocidente.

Além de preconceituosa, essa atitude é profundamente injusta do ponto de vista histórico. Os próprios cristãos reconhecem que sua trajetória ao longo dos séculos não está isenta de dolorosos problemas. As cruzadas, o anti-semitismo, a Inquisição, as guerras religiosas e a escravidão nas Américas são manchas tristes na experiência da igreja, falhas que os cristãos conscienciosos lamentam profundamente. É preciso lembrar esses fatos continuamente para que eles não voltem a se repetir. Todavia, as contribuições e os benefícios que o cristianismo legou ao mundo são muito mais marcantes e numerosos que os seus erros, como o estudo desapaixonado da história demonstra de maneira conclusiva. Alguns desses benefícios não foram generalizados nem contínuos, tendo ocorrido mais em algumas épocas e lugares do que em outras.

A influência histórica
O cristianismo é a principal tradição cultural do mundo ocidental, o mais importante fator na formação histórica da Europa e das Américas. Assim sendo, a influência cristã permeia todos os aspectos da vida desses continentes e suas nações. Caso prevalecesse a tese dos autores que defendem a extinção do cristianismo, por uma questão de coerência vastas mudanças teriam de ser feitas na vida social desses povos. Por exemplo, o calendário teria de ser trocado por outro -- a semana de sete dias, os termos “sábado” e “domingo” (“dia do Senhor”) e a contagem dos anos (como 2008) não mais fariam sentido, porque todos têm origem cristã ou judaico-cristã. Algumas das celebrações e festividades mais apreciadas pelas pessoas (Natal, Páscoa, Dia de Ação de Graças) teriam de ser eliminadas. Milhões de pessoas teriam de mudar seus nomes de origem cristã, inclusive muitos ateus. O mesmo aconteceria com um imenso número de designações de cidades, logradouros e pontos geográficos. Os idiomas, a música, o folclore, as tradições e outros elementos seriam profundamente afetados.

Mas existem questões mais importantes. Olhando-se para a história antiga e recente, percebe-se o enorme impacto humanizador e civilizador do cristianismo. Desde o início da era cristã, houve uma grande preocupação com a dignidade da vida humana, que se traduziu no combate a práticas degradantes como o aborto, o infanticídio e as lutas de gladiadores. O cristianismo valorizou a criança, a mulher, o idoso, o casamento e a vida familiar. Embora no início os cristãos tenham mantido a escravidão que existia no Império Romano, a fé cristã continha valores que levaram à gradual extinção desse mal. Tem sido imenso, ao longo do tempo, o esforço dos cristãos em socorrer os pobres, doentes e desamparados de toda espécie, através de um sem-número de iniciativas e instituições humanitárias. Até hoje, tanto em tribos indígenas e populações carentes como entre povos adiantados, a contribuição cristã nessas áreas se faz notar de modo saliente.

O legado cultural
Sem desprezar as magníficas contribuições das antigas civilizações grega e romana, foi principalmente o cristianismo que moldou a vida dos povos ocidentais como os conhecemos hoje, além de exercer grande influência positiva na África e na Ásia. À medida que a fé cristã se expandia, ela elevou o padrão de vida dos povos que deram origem às nações européias. A contribuição cristã na área da educação tem sido das mais destacadas. Durante séculos, as únicas escolas que existiam estavam ligadas à igreja. Muitos povos, ao serem evangelizados, receberam simultaneamente a escrita e a alfabetização, como ocorreu entre os eslavos, na Europa oriental, e em muitas nações africanas. A Bíblia, traduzida para as línguas desses povos, se tornou importante nesse processo. As primeiras universidades (Paris, Bolonha, Oxford) e muitas outras surgidas mais tarde (Harvard, Yale, Princeton etc.) foram criadas por cristãos.

O cristianismo deu uma contribuição inigualável em outras áreas significativas, notadamente em séculos recentes. Alguns exemplos no âmbito político são o governo representativo, a separação dos poderes, a expansão da democracia e a ampliação dos direitos e liberdades civis. As convicções cristãs permitiram a ascensão econômica do homem comum, gerando prosperidade para famílias e povos. Outra área de atuação foi a ciência, não só pelo fato de que a maior parte dos cientistas ao longo da história têm sido cristãos, mas de que o cristianismo, com sua visão de um mundo ordenado e sujeito a leis fixas, porque criado por Deus, possibilitou o próprio surgimento da ciência. E que dizer das contribuições nos campos da literatura e da arte? Se não fosse o cristianismo, não teríamos obras como as “Confissões”, de Agostinho, a “Divina Comédia”, de Dante, o “Paraíso Perdido”, de Milton, e tantas outras. Não contemplaríamos as magníficas catedrais góticas, a Capela Sistina, bem como as esculturas e pinturas de Michelangelo, Leonardo da Vinci, Rembrandt e outros mais. Não poderíamos ouvir “O Messias” de Haendel nem as inspiradoras composições de Johann Sebastian Bach.

Valores religiosos e éticos
Os legados mais valiosos do cristianismo ao mundo são a vida e os ensinos de seu fundador, registrados no Livro dos Livros. Jesus Cristo, o carpinteiro de Nazaré que os cristãos consideram o próprio Filho de Deus encarnado, proferiu algumas das palavras mais belas, sublimes e cativantes que se conhecem na história humana. Ele falou das coisas transcendentes e eternas de modo simples e acessível a qualquer indivíduo. Os valores que ensinou, como o amor, a compaixão, o altruísmo, a integridade, a veracidade e a justiça, têm trazido benefícios incalculáveis ao mundo. Todavia, ele não se limitou às palavras e conceitos, mas exemplificou em suas ações as verdades que buscava transmitir. Por fim, deu sua vida na cruz para cumprir cabalmente a missão de que estava incumbido. Desde então, seu ensino e exemplo têm inspirado e transformado milhões de pessoas em todos os recantos do mundo, além de ter induzido mudanças radicais nos mais diferentes aspectos da sociedade.

Sem Cristo e seu grandioso legado, o mundo certamente seria um lugar muito mais sombrio, triste e desesperançado. Essa é a tese de D. James Kennedy em seu livro “E se Jesus não Tivesse Nascido?” (Editora Vida, 2003). Não se pode negar que muitos não-cristãos têm dado contribuições relevantes à sociedade. Os cristãos não têm dificuldade com isso, porque entendem que Deus atua em toda a criação e que sua imagem, ainda que desfigurada, está presente em todos os seres humanos. Todavia, as alternativas de um mundo sem fé e sem cristianismo podem se tornar aterrorizantes. Basta lembrar que os homens mais cruéis, desumanos e sanguinários do século 20 -- indivíduos como Josef Stálin, Adolf Hitler, Mao Tsé Tung e Pol Pot -- além de não serem cristãos, eram inimigos do cristianismo. Mesmo sem apelar para casos extremos como esses, está claro que o crescente secularismo que avassala o mundo, com sua relativização do significado e da importância da vida, representa uma grande ameaça para o futuro da humanidade.

Conclusão
Depois de afirmar todas essas realidades em defesa do cristianismo, destacando os elementos construtivos de sua herança milenar, é preciso acrescentar que os cristãos não têm motivos para se entregar ao ufanismo triunfalista. O cenário cristão contemporâneo tem dificuldades que deveriam produzir em seus fiéis um forte senso de humildade e contrição. As rivalidades, incoerências, mediocridades, extremismos e outras distorções existentes em muitas igrejas e grupos cristãos são amiúde as causas da atitude beligerante mencionada no início deste artigo. Daí a necessidade de se fazer uma distinção entre as estruturas de poder, as instituições humanas, a religiosidade meramente nominal e cultural, e o cristianismo genuíno ensinado por Cristo e seus apóstolos, exemplificado pelos elementos positivos da trajetória cristã. Somente se os cristãos retornarem continuamente aos fundamentos de sua fé, eles poderão continuar a proporcionar ao mundo e à sociedade os mesmos benefícios oferecidos por seus antecessores. 

Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e “Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil”. 
asdm@mackenzie.com.br

segunda-feira, 29 de março de 2010

A ESTRANHA TEORIA DO HOMICÍDIO SEM MORTE

Marcia Suzuki
Conselheira de ATINI – VOZ PELA VIDA
www.atini.org

Alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão tentando disseminar uma teoria no mínimo racista. A teoria de que para certas sociedades humanas certas crianças não precisariam ser enxergadas como seres humanos. Nestas sociedades, matar essas crianças não envolveria morte, apenas “interdição” de um processo de construção de um ser humano. Mesmo que essa criança já tenha 2, 5 ou 10 anos de idade.

Deixe-me explicar melhor. Em qualquer sociedade, a criança precisa passar por certos rituais de socialização. Em muitos lugares do Brazil, a criança é considerada pagã se não passar pelo batismo católico. Ela precisa passar por esse ritual religioso para ser promovida a “gente” e ter acesso à vida eterna. Mais tarde, ela terá que passar por outro ritual, que comemora o fato dela ter sobrevivido ao período mais vulnerável, que é o primeiro ano de vida. A festa de um aninho é um ritual muito importante na socialização da criança. Alguns anos mais tarde ela vai frequentar a escola e vai passar pelo difícil processo de alfabetização. A primeira festinha de formatura, a da classe de alfabetização, é uma celebração da construção dessa pessoinha na sociedade. Nestas sociedades, só a pessoa alfabetizada pode ter esperança de vir a ser funcional. E assim vai. Ela vai passar por um longo processo de “pessoalização”, até se tornar uma pessoa plena em sua sociedade.

Esse processo de socialização é normal e acontece em qualquer sociedade humana. As sociedades diferem apenas na definição dos estágios e na forma como a passagem de um estágio para outro é ritualizada.

Pois é. Esses antropólogos e missionários estão defendendo a teoria de que, para algumas sociedades, o “ser ainda em construção” poderá ser morto e o fato não deve ser percebido como morte. Repetindo – caso a “coisa” venha a ser assassinada nesse período, o processo não envolverá morte. Não é possível se matar uma coisa que não é gente. Para estes estudiosos, enterrar viva uma criança que ainda não esteja completamente socializada não envolveria morte.

Esse relativismo é racista por não se aplicar universalmente. Estes estudiosos não aplicam esta equação às crianças deles. Ou seja, aquelas nascidas nas grandes cidades, mas que não foram plenamente socializadas (como crianças de rua, bastardas ou deficientes mentais). Essa equação racista só se aplicaria àquelas crianças nascidas na floresta, filhas de pais e mães indígenas. Racismo revestido com um verniz de correção política e tolerância cultural.


Tristemente, o maior defensor desta hipótese é um líder católico, um missionário. Segundo ele "O infanticídio, para nós, é crime se houver morte. O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano", afirma.”[i]

Uma antropóloga da UNB, concorda. "Uma criança indígena quando nasce não é uma pessoa. Ela passará por um longo processo de pessoalização para que adquira um nome e, assim, o status de 'pessoa'. Portanto, os raríssimos casos de neonatos que não são inseridos na vida social da comunidade não podem ser descritos e tratados como uma morte, pois não é. Infanticídio, então, nunca".”[ii]

Mais triste ainda é que esta antropóloga alega ser consultora da UNICEF, tendo sido escolhida para elaborar um relatório sobre a questão do infanticídio nas comunidades indígenas brasileiras[iii]. Como é que a UNICEF, que tem a tarefa defender os direitos universais das crianças, e que reconhece a vulnerabilidade das crianças indígenas[iv], escolheria uma antropóloga com esse perfil para fazer o relatório? Acredito que eles não saibam que sua consultora defende o direito de algumas sociedades humanas de “interditar” crianças ainda não plenamente socializadas.[v]

O papel da UNICEF deveria ser o de ouvir o grito de socorro dos inúmeros pais e mães indígenas dissidentes, grito este já fartamente documentado pelas próprias organizações indígenas e ONG’s indigenistas[vi].

A UNICEF deveria ouvir a voz de homens como Tabata Kuikuro, o cacique indígena xinguano que preferiu abandonar a vida na tribo do que permitir a morte de seus filhos. Segurando seus gêmeos sobreviventes no colo, em um lugar seguro longe da aldeia, ele comenta emocionado:

“Olha prá eles, eles são gente, não são bicho, são meus filhos.

Como é que eu poderia deixar matar?”[vii]

Para esses indígenas, criança é criança e morte é morte. Simples assim.
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[i] http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765 [ii] idem

[iii] Marianna Holanda fez essa declaração em palestra que ministrou em novembro de 2009 no auditório da UNIDESC , em Brasília.

[iv] Segundo relatório da UNICEF, as crianças indígenas são hoje as crianças mais vulneráveis do planeta. “Indigenous children are among the most vulnerable and marginalized groups in the world and global action is urgently needed to protect their survival and their rights, says a new report from UNICEF Innocenti Research Centre in Florence.”

[v] Em algumas sociedades, crianças não socializadas seriam gêmeos, filhos de mãe solteira, de viúvas ou de relações incestuosas, crianças com deficiência física ou mental grave ou moderada, etc. A dita “interdição” do processo pode ocorrer em várias idades, tendo sido registrada com crianças de até 10 anos de idade, entre os Mayoruna, no Amazonas. Marianna defende essa “interdição” em dissertação intitulada “Quem são os humanos dos direitos?” Estudo contesta criminalização do infanticídio indígena

[vi] www.quebrandoosilencio.blog.br www.atini.org www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com http://vimeo.com/1406660 carta aberta contra o infanticídio indígena

[vii] Trecho de depoimento do documentário “Quebrando o Silêncio”, dirigido pela jornalista indígena Sandra Terena. O documentário está disponível no link www.quebrandoosilencio.blog.br
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Via http://evangelizabrasil.ning.com

sábado, 27 de março de 2010

E-books de Utilidade Pública para download (e ainda Bibliotecas Virtuais, Democratização do Conhecimento - e um novo blog sobre tudo isso)

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Talvez você já tenha me visto escrever sobre a Biblioteca Virtual Letras Santas, uma biblioteca que reúne centenas de recursos (e-books, apostilas, gráficos, etc) evangélicos, com a característica de serem somente materiais LIBERADOS PARA DOWNLOAD LIVRE POR SEUS PRÓPRIOS AUTORES. O que talvez você não saiba é que, além dos muitos recursos de interesse particular do cristão, reunimos também dezenas de recursos de INTERESSE GERAL e UTILIDADE PÚBLICA, materiais esses produzidos e disponibilizados por diversos órgãos governamentais (das três esferas), além de ONGs e organismos nacionais e estrangeiros.
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Neste tópico, veja algumas dos mais recentes recursos incluídos no acervo (clique sobre o título para fazer o download):

Cartilha do Trabalhador com Deficiência, elaborada pela FAPED (DF).

Cartilha sobre Inclusão Digital, elaborado pelo Comitê para Democratização da Informática em Sergipe – CDI Sergipe.

HIV/AIDS em Ambientes Prisionais: Prevenção, Atenção, Tratamento e Apoio, elaborado pelo UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime).



Cartilha sobre Direção Defensiva, elaborada pelo DENATRAN e Ministério das Cidades.

Guia Prático do Cuidador de Idosos, elaborado pelo Ministério da Saúde (E-book com 62 pgs.).

As Crianças e o Desmembramento Familiar, elaborado pela ONG cristã Tearfund (E-book com 68 pgs.).

Um Guia para as Brasileiras no Exterior (sobre o perigo do tráfico sexual), e-book de 84 págs. elaborado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Controle Integrado de Ratos, cartilha elaborada pela EMBRAPA.


Brasileiros no Exterior - Informações Úteis, elaborado pelo Ministério do Trabalho.

O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil, elaborada por Cláudio Webber Abramo (Transparência Brasil) e outros.

Noções Básicas de Cartografia, e-book de 128 págs., elaborado pelo IBGE.

Guia Alimentar para a População Brasileira – Promovendo a Alimentação Saudável, livro de 210 págs., elaborado pelo Ministério da Saúde.

Kit Família Brasileira Fortalecida, elaborado pela UNICEF. O kit contém cinco álbuns que explicam os cuidados necessários para as crianças desde a gestação até os 6 anos de idade, período de vida determinante para o desenvolvimento integral de meninas e meninos.
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E fique sempre de olho na nossa Biblioteca, pois semanalmente são incluídas novidades.
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Democratizar a edificação e a capacitação cristã, e a informação útil, esta tem sido nossa bandeira. Divulgue o link da Biblioteca entre seus contatos e em seu blog, para abençoar seus leitores. E caso você conheça materiais de uso livre que se enquadrem na proposta da Biblioteca, mas que eventualmente não constem do acervo, por favor, colabore com este esforço, enviando-me a dica.

O link para a página da Biblioteca é este: http://www.4shared.com/dir/1727479/71ecfce9/sharing.html


E indo além: em virtude da crescente importância do tema da democratização do conhecimento, e a multiplicação de iniciativas neste sentido, no Brasil e no mundo, me pareceu oportuno criar um novo blog, totalmente dedicado a esta temática. É o Bradante. Um espaço que oferece listas de links de Bibliotecas Virtuais (evangélicas e seculares) que disponibilizam material de uso legal, links para Cursos gratuitos online, e outros recursos. E ainda notícias, artigos e tutoriais sobre o tema, e o melhor: a disponibilização regular de e-books e outros materiais de uso livre e legal para download, coletados nas mais diversas fontes evangélicas e seculares. Um verdadeiro brado pela democratização do conhecimento!

Para o sucesso desta iniciativa, a sua colaboração é fundamental, enviando dicas e informações, e divulgando mais este humilde webserviço prestado aos irmãos, e a toda pessoa interessada.


Deus lhes abençoe!

Sammis Reachers
sammisreachers@ig.com.br

quarta-feira, 24 de março de 2010

TV do Bispo Macedo faz apologia da violência


João Cruzué

Quem diria! Você sabia que a TV Record foi comprada pelo Bispo Edir Macedo no ínicio da década de 90, com o propósito básico de levar a palavra de Deus à nação Brasileira? Em vez disso, na busca desenfreada pela audiência, ela de fato mudou seu propósito.

Quer uma prova?

De tudo o que é ruim: crimes, mortes, assassinatos, sequestros - notícias de todo tipo de violência você assiste sabe onde? Na Tv Record! Operando assim, ela impacta, assusta e deprime a família brasileira.

Jesus saiu de cena, e foi trocado por uma apologia das obras do diabo. Eu não consigo ver de outra forma. Tudo o que que acontece na cidade, tudo o que não presta, é divulgado para crianças, jovens e velhos. Creio que não é exagero: de cada 10 notícias do cotidiano, nove ou todas as dez são de coisas ruins. E sabe onde você encontra? Na TV Record!

Está na imprensa que a origem dos recursos para a compra da TV Record, que era da Família Machado e do Sr. Abravanel, veio da contribuição dos fiéis da Igreja Universal. Era dinheiro carimbado para uso na Casa do Senhor.

O que adianta ganhar o mundo inteiro. O que adianta pregar o Evangelho para todas as nações da terra, e logo em seguida mostrar as obras do inferno para escandalizar essa gente.

É preciso mais juízo. É preciso uma mudança de atitude. Não foi com o propósito de fazer apolgia da violência que a TV Record foi comprada. Os meios não justificam os fins. A Casa do Senhor não pode ser escandalizada com loucuras e desvarios de maus mordomos.

Abaixo a violência dos programas da Rede Record. Quero que minha família tenha direito de assistir as coisas boas que Deus tem feito no Brasil.

Imaginei que em uma Rede de TV evangélica isto fosse possível. Enganei-me!

Fonte: http://www.olharcristao.blogspot.com/

domingo, 21 de março de 2010

MISSÕES: Conheça a revista Capacitando para Missões Transculturais, da APMB

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A APMB (Associação de Professores de Missões do Brasil) presta um excelente serviço ao esforço missionário brasileiro, informando, aglutinando forças e capacitando professores e missionários.
A APMB publica ainda uma excelente revista, Capacitando para Missões Transculturais. A revista já está no número 16. Exemplares impressos podem ser adquiridos através do site, a preços módicos. E mais uma excelente notícia: a APMB disponibiliza os cinco primeiros números da revista para download gratuito. Isso mesmo!
Vale a pena baixar, e mais, adquirir toda a coleção impressa. São ferramentas de excelência para a capacitação de missionários, líderes e professores, além de informação significativa para toda a igreja.

Visite a página de publicações da APMB: Clique Aqui.
Para baixar os exemplares disponibilizados, veja AQUI na Biblioteca Letras Santas.