sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Visão de águia ou pelo odor do medo! - uma reflexão de Antonio Mesquita sobre o PNDH - 3 e outras questões que estão em jogo nas eleições de 2010

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Por Antônio Mesquita

O seu voto poderá abrir um pacote contido de uma sociedade secreta, que avança sorrateiramente em todo o mundo Como se sabe estamos em fase histórica ímpar; da insensibilidade à verdade, ao respeito à vida e à dignidade humana. Aliás, vivemos a época da mentira. E a mentira pode ser simplesmente a negação da verdade por justificativas, desculpas, esquivos, tipo o famoso não tomei conhecimento, não vi, não sei de nada…

Tudo isso porque os paradigmas ditados pelos preceitos judaico-cristãos estão sendo descartados, para dar lugar ao crescente humanismo – o homem em primeiro lugar. Esta nova filosofia não contempla a existência divina e nela o homem não tem o limite imposto pela crença do Juízo divino, do julgamento das obras praticadas na face da Terra. Assim, abre-se a porta para a prática de toda sorte de libertinagem, sem nenhuma restrição, seja ela moral ou não. Ghandi dizia que “A liberdade jamais significou licença para se fazer qualquer coisa à vontade”.

Vivemos de mãos dadas com as ideias anarquistas. Nos anos 50, os primeiros movimentos iniciados nos Estados Unidos, levaram mulheres a saírem pelas ruas de topless. De lá para cá, vimos se cumprir a ‘profecia’ dita por Ruy Barbosa em 1917: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça, e ter vergonha de ser honesto!”

Diante de um terreno tão fértil, não poderíamos contemplar outras pessoas em busca do poder, senão as que se vêem por aí. E aquilo que os governos não conseguiram institucionalizar na última década, está nas pastas do Congresso, para que o próximo Governo, já com a filosofia consolidada pelo atual, bata o martelo e force o alinhamento de todos pelo nível mais baixo possível – verdadeira involução humana.

PNDH-3

A manchete de capa dessa pasta é o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ele pretende alinhar o Brasil aos países progressistas e destacar o humanismo, em detrimento aos preceitos judaico-cristãos, mesmo custando o sacrifício da moral e da dignidade humanas. Ele vai bater na alteração do curso da natureza humana, da base imutável da família, formada por macho e fêmea, como ocorre em toda a natureza. As ‘paixões infames’, ‘deixando o uso natural das mulheres’, ‘se não importaram de ter conhecimento de Deus’, de ‘sentimento perverso’, ‘sem afeição natural’ (cf Romanos 1.26-31) estão implícitos na redação do texto.

Direitos excedentes aos homossexuais, por meio da tentativa da desconstrução social, alteração da natureza humana, em favor da ‘nova configuração familiar’ (!?), formada de gays, travestis, lésbicas, bissexuais e transexuais; troca de sexo incentivada e patrocinada pelo Estado; casamento de pessoas do mesmo sexo; aprovação do assassinato de crianças, por meio do aborto; estabelecimento dos profissionais do sexo, com carteira assinada, como prostitutas e prostitutos; estabelecimento da censura à mídia;… são alguns dos objetivos daquilo que pretendem transformar em lei.

Contrariando o Código Civil, já se tem notícia no Brasil de juízes que passaram por cima da própria lei do país, viabilizando a adoção por casais homossexuais, pois o CC, em seu artigo 1.622, não deixa dúvida: ‘Ninguém pode ser adotado por duas pessoas, salvo se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável’. E em seu ‘Parágrafo Único. Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas, e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância da sociedade conjugal’.

Visão ilusória

Muitos ditos cristãos se exultam com os resultados dos dois últimos governos, desde o Plano Real, iniciado pela administração de Itamar Franco. O mesmo que posou com uma garota de programa sem calcinha, em pleno palanque. As pessoas têm análise rasa e não conseguem perceber o que Molly Ivins diz: “Sua conduta é apenas uma expressão formal de como você trata as pessoas”.

A construção de uma sociedade justa, livre, de direito e, portanto, de respeito aos pobres é imprescindível; mas essa reengenharia não passa pelo crivo do desejo de sacrificar direitos, justamente quando se toma como ferramenta a pequenez humana, unida à desinformação dos miseráveis, tendo em vista que a cobra ataca quando sente o odor exalado pelo suor da vítima, a partir do medo.

Uma nação livre só se constrói sob os preceitos do direito à própria liberdade, com acesso a todos os segmentos constituídos, a partir da Educação, do conhecimento, da exclusão da ignorância. É tudo isso, justamente, que se tenta tolhir, tendência notável em toda a América Latina.

Provocada pela miséria, a fraqueza se estabelece como força propulsora da tolerância, retrata a sociedade latina e ‘convoca’ os espertalhões, verdadeiros tiranos e maquiavélicos à exaltação pública. Fertilizada pela força da emoção, sem levar em conta a razão, essa sociedade terá suas liberdades aviltadas pela falta de nobreza da nova ‘elite’, que se forma a partir da transferência de riquezas, escoadas pelos gigantescos ralos da corrupção.

As raras exceções advindas do conjunto social constituem obstáculos para o golpe final. No contexto mundial, outro grupo seletivo se posiciona frontalmente contra tais gênios da lâmpada, que prometem um mundo perfeito – o cosmo eugênico. Distintos dos demais, esse grupo, formado por crentes em Cristo, consegue vislumbrar além desse ‘céu azul’, fora do alcance da visão medíocre, meramente humana e simplista.

Além da ponta-do-nariz

De posse do telescópio – do grego teleios – indicação de visão perfeita (ver de longe), pode-se notar que no Brasil, a ‘mente milenar’ casa perfeitamente com os preceitos de vários outros pontos do mundo. É a corrida para a unidade mundial, a volta da fita da Torre de Babel e seus zigurates.

A realidade vivida pela Igreja, eleita para um único sentimento, “… para que eles sejam perfeitos em unidade” (Jo 17.23), tem o seu oposto (o outro Lado – do Opositor), com propósito semelhante, no que diz respeito à unidade. Ninguém se engane; quando se diz globalização, leia-se líder mundial único. Nunca se falou sobre isso antes, senão na Bíblia.

Esse mesmo Espírito dominante retrata a figura que se nota hoje, predita pelo profeta Daniel, mais de 500 anos a.C., quando alerta: “…falará coisas maravilhosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres…” (Dn 11.36-37); “sem afeto natural” (2Tm 3.3).

Por outro lado, a visão medíocre e limitada é notável na fundoscopia de pretensos líderes religiosos. Estes abrem mão do que nunca possuíram e se lançam ao campo político-partidário, em busca de mais uma boquinha. Veja se Goethe tinha ou não razão, quando disse: “O que herdaste de teus pais, adquiri-o para que o possuas!”

Antônio Mesquita é editor do blog Fronteira Final e filiado ao UBE Blogs. É ministro do Evangelho, jornalista e graduado em Teologia pelo Ibad (Pindamonhangaba-SP). Ministra palestras sobre Comunicação, Ética e Postura Cristã, Escatologia, Doutrinas Bíblicas, Educação Cristã/Teologia, dentre outras. Lecionou na Escola Teológica Pastor Cícero Canuto de Lima-Belenzinho-SP), e Jales; trabalhou em rádio, tevê e jornais; atuou como gerente de Jornalismo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus e repórter do Programa de tevê Movimento Pentecostal. Atua como vice-líder da Assembléia de Deus do Fonseca, Niterói (RJ); é presidente do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB e vice-presidente da PAS - Patriarca Assistência Social. É o autor dos livros Tira-Dúvidas da Língua Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer Suas Mensagens; Pontos Difíceis de Entender; Fronteira Final e Manual da Nova Ortografia.
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Artigo publicado originalmente no blog do autor.
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E.A.G.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Motivo de Oração Urgente - Para que não embaracem o avanço do Evangelho

Graça e paz, irmãos e irmãs em Cristo.
Não sei se é do conhecimento de todos,  mas nesta semana, estamos passando por mais um momento muito delicado entre o mundo cristão e muçulmano. Uma polêmica foi causada em decorrência da decisão de um pastor evangélico da Flórida nos EUA. Este decidiu que no próximo dia 11 de setembro estará promovendo uma manifestação contra o avanço do islamismo neste país, o que culminará na queima de  exemplares do “livro sagrado - Alcorão”. Esta atitude está causando as reações mais diversas nos países muçulmanos, podendo acirrar ainda mais a perseguição e ações contra os cristãos. A imprensa está empenhada em divulgar estes fatos, o que pode inflamar mais ainda a situação. Portanto, nós que estamos em um destes países, e poderemos sentir de perto as consequências desta manifestação, convocamos a todos a se unirem a nós em intercessão. Que o Senhor livre os seus filhos  de retaliações decorrentes desta atitude; que os missionários e cristãos perseguidos sejam cuidados e guardados neste tempo; que esta ação não venha a fechar mais as portas à Palavra e ao avanço do Evangelho.
Leia a notícia:

Juntos na peregrinação,
Gerson e Marilia Troquez.


"Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Rm 11.36).

Visite nosso blog: http://gersonmarilia.blogspot.com/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ferramentas para Evangelismo da Cruzada Mundial de Literatura

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Amados irmãos,

Quão significante é a literatura na tarefa de cumprir a Grande Comissão? Patrick Johnstone, autor de Operation World, destaca que metade de todos os Cristãos no mundo testemunha que a literatura teve um papel principal em sua conversão.



Quero hoje dar uma dica sobre evangelismo, ou mais especificamente: Literatura para evangelismo. São os folhetos da Cruzada Mundial de Literatura. A CML atua em diversos países, estando presente no Brasil desde 1963, produzindo excelentes ferramentas para a obra. O destaque vai para os folhetos para evangelismo específico (contextualizado): eles possuem folhetos para enfermos/hospitalizados, encarcerados (presidiários), crentes desviados, viajantes (ônibus/barco/trem, etc.), crianças, católicos, estudantes, datas especiais (Natal, Carnaval, Páscoa, etc.). E possuem ainda o folheto ‘Como Evangelizar com Folhetos’, para instruir os irmãos na melhor forma de utilizar folhetos.

Vale a pena conhecer e utilizar o material da CML.

Visite o site: http://www.cruzadamundial.org.br

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Capacitação para Evangelizar

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PERGUNTA: Olá. A paz ! Faço parte do evangelismo pessoal da igreja da qual sou membro, o GRUPO IDE; atuamos especialmente em hospitais e delegacias. Gostaria de mais habilidades e incentivo para ganharmos mais vidas, que na maioria dos casos estão em fase terminal.

Benchmarking é uma idéia do mundo dos negócios que precisamos explorar na evangelização. “Os filhos das trevas são mais prudentes do que os filhos da luz” dissse Jesus admirado das práticas previdentes do mordomo infiel. É assim com o benchmarking: “Benchmarking é simplesmente o método sistemático de procurar os melhores processos, as idéias inovadoras e os procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior” (Christopher E. Bogan).
As empresas no mundo procuram melhorar examinando as práticas mais bem sucedidas umas das outras. Equipes de evangelização que fazem um trabalho específico, como a capelania hospitalar, por exemplo, deviam acompanhar umas as outras, e descobrirem o que cada uma está fazendo melhor, para imitar. Farão como o apóstolo Paulo que incentivava os cristãos a imitarem-no naquilo que ele tinha de melhor, e ainda exigia de seus discípulos que fossem um exemplo para os outros crentes.
Procure outras equipes de evangelização que estejam fazendo um bom trabalho. Marque um encontro com a liderança e converse sobre tomá-los como exemplo para melhorar seu ministério. Participe de algumas ações deles, observe, depois converse sobre as razões de agirem de determinada forma. Finalmente discuta com sua equipe as práticas deles, seus motivos e razões, e estudem como melhorar suas próprias ações a partir do que aprenderam. Funciona!
Um grupo que tem feito um excelente trabalho em hospitais há vários anos é o Grupo Adoração. Confira o trabalho deles: http://www.grupoadoracao.com.br/


Posts Relacionados
  1. Criatividade na Evangelização
  2. Por onde começar?
  3. Evangelizar se aprende
FONTE:  http://www.evangelizabrasil.com

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Em Sintonia com o Espírito

78_by_Bela01

Uma história de John Wimber
John White é canadense, psiquiatra, conferencista e autor de vários livros, muitos deles editado no Brasil pela ABU. É dele o testemunho abaixo, publicado em “Quando o Espírito vem com poder”, da ABU.
“Num domingo, dia 16 de fevereiro de 1986, ouvi um homem da Irlanda do Norte falar no culto da noite da Comunidade Vineyard, em Anaheim. Com poucas e breves palavras ele descreveu a terrível situação que seu país enfrentava e expressou a esperança de que Deus viria despertar e usar a igreja da Irlanda do Norte para impedir uma tragédia. Nós nos dividimos em pequenos grupos para orar brevemente, depois do que John Wimber deu início à mensagem daquela noite. Ele tinha proferido apenas poucas palavras quando parou e disse:
- Creio que o Espírito Santo quer compartilhar conosco o coração de Deus para com a Irlanda do Norte.
Por alguns momentos houve silêncio. Então pôde ser ouvido o som de choros abafados por todo o auditório.
Observei e prestei atenção com o interesse de um psiquiatra. De repente, e para minha grande surpresa, soluços começaram a subir do fundo do meu ser. Eu os reprimi, e ao esforçar-me nesse sentido os meus ombros e o meu peito começaram a tremer. Por um momento eu não sabia o que pensar. Então percebi que tinha que parar de ser naquela hora um psiquiatra, e começar a interceder pela Irlanda e pelo povo de Deus lá, e logo me vi (em meio a soluços abafados) clamando silenciosamente a Deus por sua misericórdia para com aquele país infeliz. Por que isso aconteceu comigo justo naquela hora?
Enquanto choravam e oravam, John Wimber nada fez para explorar a situação, mas permaneceu calado por vários minutos. Então ele orou: “Agora, Senhor, concede a teus servos um espírito de paz!” Em menos de um minuto todo choro tinha cessado, e sem maiores comentários Wimber prosseguiu com a sua exposição.  Nem o choro, nem a cessação do choro foram produzidos pelo pregador. Wimber não fez menção alguma a chorar, e permaneceu em silêncio durante todo o tempo que isso acontecia. Deus tinha por algum tempo compartilhado o seu coração com o seu povo”
milton paulo
FONTE:  | vineyard café || blog
via  http://www.aleksandropr.blogspot.com/

sábado, 21 de agosto de 2010

Resgatando a memória da Igreja - Entrevista com Wander de Lara Proença

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http://www.institutojetro.com

Como cristãos, deveríamos entender a necessidade de termos memória. A nossa fé nos relaciona especificamente com uma longa história da interação de Deus com o mundo. Devemos abrir os nossos olhos para reconhecer a história de fé das nossas igrejas na história completa do povo de Deus, preservando os dados e informações.

Afinal, sabemos quem são os pioneiros da Igreja? O que eles pregaram? O que eles enfrentaram para levar à mensagem de Cristo?Sabemos sobre o sistema de governo?Conhecemos suas doutrinas?

Numa época em que se fala muito sobre o futuro, entendemos que olhar para o passado é de certa forma a garantia para não perder o foco e perseverar no cumprimento da missão.

A preservação de dados não deve ser vista como uma tarefa secundária ou chata, mas sim como uma emocionante oportunidade de enriquecer o nosso passado assim como o trabalho presente.

Para falar sobre este tema entrevistamos o Profº Wander de Lara Proença. Profº Wander é graduado em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana e em História pela Universidade Estadual de Londrina / UEL e especialista em crescimento religioso nos espaços urbanos pela FTSA. Com mestrado em História Social pela Universidade Estadual de Maringá / UEM e Universidade Estadual de Londrina / UEL e doutorado em História, na área de História e Sociedade, pela Universidade Estadual Paulista / UNESP.
Professor da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA), em Londrina, nas áreas de História, Antropologia e Sociologia. Professor colaborador da Universidade Estadual de Londrina (UEL) nas disciplinas de História Moderna, Tópicos de Ensino de História Moderna e História Geral. Organizador e atual coordenador do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica, locado na FTSA, sobre religiões e religiosidades no Paraná e atual coordenador do curso de graduação em Teologia da FTSA. 

Autor do livro Magia, prosperidade e messianismo: representações e leituras no neopentecostalismo - casos de Londrina e Maringá (1975-1999) e do Sindicato de mágicos: uma história cultural da Igreja Universal do Reino de Deus (1977-2006) 


  
Em sua opinião, as Igrejas estão preocupadas em resgatar e valorizar a sua memória?

Wander -
Geralmente, não. Fazemos parte de uma geração que se acostumou a valorizar somente o "novo", um exemplo disto é o que ocorre no mundo dos equipamentos eletrônicos: o que hoje é considerado de "última geração" em seis meses já se tornou obsoleto; o passado é visto como algo "arcaico", "superado", sinônimo do que não "faz mais sentido".

Esse comportamento de descartar o que passou repercute também na memória das igrejas. Especialmente as igrejas ou comunidades de uma trajetória mais recente. Elas não costumam valorizar a história ou memória, isto, a meu ver, também por dois principais motivos:
a) por terem, quase sempre, surgido de conflitos ou divisões envolvendo outra denominação. Logo, a lembrança do passado não traz recordações "positivas", por isso, torna-se necessário para esses grupos afirmar e valorizar somente o "novo", o que surgiu depois.
b) vive-se muito um tipo "presentismo", ou seja, a preocupação do discurso das igrejas atuais está voltada para questões muito imediatas, do cotidiano; trabalha-se com uma mensagem que aponta para as possibilidades e promessas "futuras", para algo bom que deverá ocorrer em breve.  

Qual a importância de contar a história e ter estes dados documentados?

Wander -
O conhecimento da história é fundamental para qualquer instituição ou organização, pois além de significar a referência identitária, também representa o parâmetro que marcou os sonhos iniciais, os projetos e metas estabelecidos, os desafios que foram superados, ou seja, de onde se veio, onde se chegou e para onde é possível ir. A preservação dos documentos ou dados que registram a história de uma organização é imprescindível, neste aspecto, pois, além de possibilitar esta compreensão que expusemos, também servirá de base ou fonte para futuras pesquisas, análise e compreensão do se realizou no tempo.

Quais dados e documentos são relevantes e que contam a história de uma Igreja?

Wander - Os mais diversos tipos de registros ou dados podem ser considerados importantes. Mas, se fôssemos elencar como um começo, ou ponto de partida para uma organização que queira constituir um arquivo ou acervo de sua memória, sugeriria, por exemplo: atas, fotos, encartes, panfletos de divulgação, boletins, reportagens publicadas em jornais sobre a organização, gravações áudio-visuais com depoimentos de fundadores ou pioneiros, dentre outros. Esse conjunto de fontes ajudaria muito a quem, posteriormente, viesse a pesquisar e escrever sobre a história da referida instituição ou organização.

Como coletar e arquivar estes dados?

Wander - Um bom começo seria a iniciativa da liderança da igreja em designar alguém ou uma pequena equipe para realizar um inventário sobre o que já existe sobre aquela instituição local, fazendo uma "busca" inicial pelos diferentes tipos de registros, como os que mencionamos na resposta anterior. Para essa tarefa, seria importante consultar algum profissional do campo da história ou de arquivologia para uma orientação sobre os procedimentos de coleta, catalogação e armazenamento destes materiais. As faculdades destes campos de conhecimento geralmente se dispõem a prestar assessoria envolvendo estudantes/estagiários que podem orientar uma equipe de pesquisa em uma igreja local, por exemplo. Uma boa disposição de líderes e membros no sentido de disponibilizar os diferentes tipos de registros é algo importante neste processo.Também é importante que os pesquisadores realizem a gravação de depoimentos de participantes que vivenciaram aquela história, líderes, fundadores etc.

O que esta história possibilita para a nossa geração e as futuras?

Wander - Possibilitaria um conhecimento das origens, dos caminhos percorridos, dos desafios superados e, por conseguinte, uma identificação maior com aquela instituição ou organização. Certamente, isto redundará em inspiração à nova geração para dar seguimento de modo ainda mais aguerrido à história cujos capítulos escritos tiveram a participação de inúmeras pessoas e custaram, quase sempre, o esforço e entrega de seus pioneiros; ou então, para corrigir rumos e atualizar as práticas a partir dos ensinamentos que a interpretação do passado costuma proporcionar. A história também é importante porque as igrejas recebem permanentemente novos membros, os quais, muitas vezes, ali participam sem saber praticamente nada sobre a identidade e a origem daquela organização.

Quais os conselhos que daria para pastores e líderes quanto ao resgate da memória das suas Igrejas?

Wander - Recomendaria que dessem mais valor à história da organização a que pertencem, partindo de gestos e atitudes práticas, como: nas datas de aniversário de sua igreja, promover eventos celebrativos com a elaboração, por exemplo, de mensagens sobre a história, o testemunho de vida de seus membros pioneiros, publicação de artigos em boletins, exposição de painés ou murais com fotos e outros tipos de registros para o acesso à estas formas de memória pelos que ali são participantes. O que respondi na questão sobre como coletar e arquivar estes dados seria um bom procedimento que eu deixaria como sugestão aos líderes que se despertarem para esse tema.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Glow, a Bíblia da era digital, chega ao Brasil

Pré-lançamento acontecerá no dia 18 de agosto, durante a Bienal do Livro de São Paulo, com palestra de Nelson Saba, idealizador da plataforma multimídia.

Com apenas dois cliques do mouse o universo do Livro Sagrado vai se desenhar na tela de seu computador. Assim é a Biblia Digital Glow, um lançamento inovador e interativo. Resultado de uma parceria entre a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e a Immersion Digital, o produto oferece a experiência de explorar e aprender de forma única e completa o mundo bíblico, graças a um conteúdo extremamente rico e envolvente. No total, são 546 passeios virtuais em 360 graus, 2,37 mil fotos em alta resolução, 711 obras de arte, 3h30 de vídeo em alta definição e mais de 140 mapas.

Além desse material, a obra traz, ainda, o texto bíblico nas traduções de Almeida Revista e Atualizada (RA), Almeida Revista e Corrigida (RC), Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) e Tradução Brasileira – todas traduções da SBB e as preferidas pelos cristão brasileiros. Notas e introduções aos livros das Bíblias de Estudo Almeida e NTLH, artigos e quadros da Bíblia da Família e Dicionário da Bíblia de Almeida completam o conteúdo.

Paralelamente, será lançada também uma edição especial: o Glow Pentecostal, da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Nessa versão, além de todo o conteúdo citado anteriormente, haverá a Bíblia de Estudo Pentecostal, Dicionário Teológico, Dicionário do Movimento Pentecostal, Teologia Sistemática e Pequena Enciclopédia Bíblica.
Os dois pacotes da Bíblia Digital Glow terão pré-lançamento na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento acontecerá no dia 18 de agosto, às 20 horas, no auditório Espaço das Orquídeas, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Na ocasião, haverá a palestra A Bíblia na Era Digital, que será proferida por Nelson Saba, idealizador do Glow e diretor executivo da Immersion Digital.

Ferramenta inovadora e intuitiva
Logo na página principal do Glow, o texto sagrado e seus recursos são acessados através de cinco lentes visuais:
- Bíblia: apresenta o texto bíblico em sua forma tradicional, com o diferencial de poder ser pesquisado e selecionado de acordo com a necessidade do usuário.
- Atlas: apresenta eventos bíblicos representados geograficamente. Mais do que isso: com apenas dois cliques é possível acessar qualquer parte das Escrituras Sagradas.
- Linha do Tempo: traz os acontecimentos da Bíblia organizados cronologicamente.
- Tópicos: apresenta itens relacionados à vida das pessoas, além de passagens que contribuem para enfrentar os desafios do dia a dia.
- Mídia: reúne uma seleção de vídeos e fotos, entre outros recursos visuais.

Graças à tecnologia de ponta, o Glow possibilita fazer passeios virtuais que transpiram veracidade e emoção. É possível visitar a Jerusalém dos tempos de Cristo e conhecer como ela é hoje, além de explorar, por exemplo, a Capela Sistina ou o Tabernáculo. Em uma seção de conteúdo pessoal, o usuário pode também personalizar um plano de leitura bíblica de acordo como sua área de interesse e disponibilidade de tempo, além de adicionar notas e marcadores bíblicos de sua própria autoria.

Com os recursos existentes, os usuários do Glow poderão fazer uma verdadeira viagem no tempo e mergulhar onde determinados fatos ou passagens bíblicas aconteceram. Com visual moderno e tecnologia de ponta, o Glow é uma plataforma multimídia, que oferece uma navegação simples e intuitiva. Ou seja, pelo mouse ou pelo toque – no caso de aparelhos móveis com tela touch screen –, é possível percorrer facilmente todo o conteúdo bíblico.

Em formato DVD-ROM, o Glow requer computadores com processador Dual Core, placa de vídeo, 256 MB (ou superior), conexão à Internet, memória RAM mínima de 2 GB e espaço livre de 18 GB no disco rígido. Uma versão simplificada da Bíblia Glow também está sendo preparada para aparelhos móveis portáteis, como iPads (computador de mão) e celulares móveis tipo iPhone e Smartphones.

A Bíblia Glow foi lançada pela Immersion Digital, nos Estados Unidos, em outubro de 2009. Desde então, conquistou cerca de 50 mil usuários e o prêmio de Bíblia do Ano, do Christian Book Award 2010. Além da edição em português, o Glow também será lançado em breve em espanhol, mandarim e coreano. A versão em inglês já alcançou mais de 100 países, entre eles, Canadá, Reino Unido, Austrália e África do Sul.
“A nossa expectativa é que, levando a Bíblia para a plataforma digital, nós alcançaremos uma geração que não tem mais o papel como mídia predominante”, observa Nelson Saba, idealizador do Glow.

Recursos:
Bíblia Digital Glow
§ Mais de 500 passeios virtuais (em 3D e 360 graus) em ambientes da época.
§ 3h30 de vídeo em alta definição, dividido em 26 capítulos de documentários sobre a vida de Jesus.
§ Atlas geográfico com 143 mapas navegáveis (espécie de Google Earth bíblico).
§ Mais de 700 imagens de trabalhos de arte da época.
§ Mais de 2.300 fotos em alta resolução e com zoom.
§ Texto bíblico nas traduções de Almeida Revista e Atualizada (RA), Almeida Revista e Corrigida (RC), Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) e Tradução Brasileira.
§ Notas e introduções aos livros da Bíblia de Estudo Almeida e da Bíblia de Estudo NTLH.
§ Artigos e quadros da Bíblia da Família.
§ Dicionário da Bíblia de Almeida.
Formato: 3 DVDs-ROM

Glow Pentecostal
§ Todo o conteúdo anterior, mais:
§ Bíblia de Estudo Pentecostal
§ Dicionário Teológico
§ Dicionário do Movimento Pentecostal
§ Introdução Teológica Sistemática

§ Pequena Enciclopédia Bíblica

Serviço:
Pré-lançamento da Bíblia Digital Glow e apresentação da palestra A Bíblia na Era Digital, com Nelson Saba
Data: 18 de agosto de 2010
Horário: 20 horas
Local: Auditório das Orquídeas – Pavilhão de Exposições do Anhembi
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1.290 – Santana – São Paulo – SP


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

DOCUMENTOS ANTIGOS CONFIRMAM A PROPAGAÇÃO DO CRISTIANISMO NO MUNDO

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A CARTA DO GOVERNADOR ROMANO PLÍNIO, O MOÇO
Além do que ficou registrado em Atos dos Apóstolos sobre as conversões de milhares de pessoas a partir do Dia de Pentecoste (At 2.41), conversões essas que aumentavam dia a dia (At 4.4,5,14), dispomos de documentos que nos foram deixados pelos escritores da Igreja Primitiva, e por pessoas não convertidas ao Evangelho, como o governador romano Plínio, o Moço. O assunto dessa carta foi os cristãos, que deveriam ser julgados pelo crime de haverem professado a fé em Jesus Cristo. Diz Plínio ao imperador Trajano:
"Muitos, de todas as idades, sexo, posição social, deverão comparecer perante o tribunal. O contágio desta superstição dilatou-se não apenas pelas cidades, mas também pelas aldeias e pelos campos, levando ao esvaziamento dos templos dos deuses", cofessa o governador. Tal foi o impacto do cristianismo, desde a sua origem!


JUSTINO, O MÁRTIR, E SUA APOLOGIA
Ao escrever, no ano 150 d.C., sua primeira Apologia (documento de defesa), o escritor Justino, o mártit, dedicou esse trabalho em defesa dos cristãos “pertencentes a todas as raças”, conforme ele se expressou. Em outro de seus livros, intitulado Diálogo com o Judeu Trifão, Justino afirma que “não há raça, ou grega ou báarbara... da qual não subam orações e ação de graças ao Pai e Criador, em nome de Jesus crucificado.”


TESTEMUNHO DE IRINEU, BISPO DE LIÃO
No final do II Século, o pastor Irineu confirmou no seu livro Contra as Heresias a existência de muitas igrejas na Germânia, Espanha, Gálias, Egito, Líbia e outros lugares, e acrescentou: “Como o sol é um e idêntico em todo o mundo, assim a pregação da verdade resplandece em toda parte e ilumina todos os homens que querem chegar ao conhecimento da verdade.”


O TESTEMUNHO DO JURISCONSULTO ROMANO CONVERTIDO AO CRISTRIANISMO TERTULIANO
Por volta do ano 200 d.C., ao escrever sua Apologia Contra os Gentios (em defesa dos cristãos), Tertuliano afirmou ao Senado de Roma: “Somos de ontem e já enchemos o mundo e todos o vosso império, cidades, ilhas, aldeias, municípios, assembléias, quartéis..., o palácio, o senado, o foro; só não quisemos ocupar os vossos templos.”


CARTA DO IMPERADOR MAXIMINO
Encerramos esta série de documentos com a carta do Imperador Maximino Daia, dirigida a Sabino, no início do IV século d.C., e reproduzida por Eusébio de Cesaréia em sua clássica e famosíssima História Eclesiástica, mostrando o quanto o Evangelho havia penetrado no mundo daquela época: “...Os nossos senhores e pais Diocleciano e Maximiniano deram-se conta que quase todos os homens, abandonando o culto dos deuses imortais, entregaram-se à seita dos cristãos.”
Os lábios dos que já provaram o gosto da salvação têm a responsabilidade de apresentar, em circunstâncias as mais diversas, as provas da grandiosidade, propagação e autenticidade do cristianismo.


Jefferson Magno Costa - http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com

domingo, 8 de agosto de 2010

A Participação histórica do Povo de Deus no Governo

 
Eleições? Como deve proceder perante a Palavra.

Ao longo da história da Igreja em nosso país, foi criada uma “cultura” de que Igreja nada tem a ver com a Política e que o servo do Senhor não pode se envolver com política e com o governo. É com freqüência que ouvimos afirmações do tipo: “Eu não voto no irmão fulano... por que se não ele cai!” ou “Política não é coisa para evangélico”, ou “Para que o Povo de Deus tem que ter representante?” , ou ainda “Política e religião não se misturam”. Chegam a ponto de afirmar que não há qualquer menção na Bíblia Sagrada sobre política, seria isto verdade?

Como pastor de um novo tempo para nossa nação tenho uma preocupação muito grande a este respeito. Como Igreja apartidários (ou seja, não devemos nos vinculamos a nenhum partido ou candidato), mas entretanto não somos apolíticos. Entendemos que existem inúmeros exemplos bíblicos, que nos dão a direção de como nos comportar em face às eleições, os governos constituídos e a política. Vejamos alguns exemplos:

Houve um período da história da humanidade em que as abateu sobre o mundo uma grande fome, não havia alimentos em lugar nenhum, exceto em um País, o Egito. Todo os povos do mundo estavam passando fome, mas Deus providenciou um meio para alimentar o Seu Povo... Colocou José, um servo fiel, em um cargo público no mais alto escalão, o que permitiu que os hebreus recebessem alimentos (Gn 50.19-21). Em outra fase da história os hebreus estavam para ser destruídos, foi arquitetada uma grande cilada para o povo, aparentemente não havia saída, mas existia um homem e uma mulher ligados ao governo da época, a saber: Éster e Mardoqueu, que através de sua mobilização impediram a destruição (Et 4.1,7-9;5.1; 7 e 8). Devemos nos lembrar também da escolha de Daniel e seus companheiros, entre todo o Povo de Deus que estava cativo devido as suas qualidades, em especial a de permanecerem fieis a Deus e não se contaminarem, para estarem diante do Rei (Dn 1.3-5) e após isto e Rei colocou a Daniel como Governador sobre todo o país, o que com certeza beneficiou os hebreus durante o cativeiro.

Estaria o Povo de Deus hoje em situação diferente? Não há hoje necessidade de termos verdadeiros representantes do Senhor nos poderes executivo e legislativo? Lembremo-nos das leis, quase aprovadas a nível federal, uma que restringia a nossa liberdade de adoração a Deus limitando, em muito, o volume de som de nossas Igrejas, outra que pretendia transformar nossas igrejas em “empresas”, entre outras que feriam a Palavra. Só a mobilização da bancada evangélica em Brasília pode impedir sua aprovação, e se lá não houvesse evangélicos? Muitas leis deste tipo também têm sido aprovadas em Câmaras Municipais, porque não temos uma representação de servos do Senhor entre os vereadores. Há cidades em que os cultos ao ar livre são proibidos, o uso de praças (embora públicas) não é permitido, não obstante se utilizem estes mesmos lugares para realizações de eventos de outras religiões ou para shows mundanos. E muitos ainda dizem que não precisamos de representantes no Governo.

Talvez você esteja dizendo: - “Para vereador nos temos candidatos evangélicos mas para prefeito não, o que devo fazer então? Não devo votar?”.

A Bíblia nos instrui em primeiro lugar a “Tomai homens sábios, inteligentes e experimentados, segundo as vossas tribos (portanto irmãos em Cristo) para que os ponhais por vossos cabeças.” (Dt 1.13), mas “quando não havia” em Israel homens que pudessem cumprir os propósitos de Deus, Ele os levantava em os gentios para usá-los em favor do seu povo, como foi o caso de Ciro (2 Cr 36.22-23).

Nos tempos em que vivemos, tempos de perseguições e lutas, nunca foi tão necessário termos homens e mulheres de Deus, verdadeiramente comprometidos, não com um ou outro partido e nem com uma ou outra pessoa, mas realmente compromissado com os Projetos do Senhor Jesus para as cidades.

Quando nos entregamos ao Senhor passamos a pertencer a Ele e somente a Ele, todo em nós pertence a Jesus: nossa saúde, nosso salário, nossa família, nossa casa, nosso trabalho...nosso voto! Sim, o seu voto também pertence a Senhor, como para tudo mais em sua vida peça ao Espírito Santo que te oriente, torne útil seu voto para a expansão de Reino de Deus. Lembrando de que como citamos acima primeiro devemos procurar dentre o Povo de Deus, mas também ser membro de uma Igreja, por si só, não é referencial, analise o candidato, observe: o testemunho cristão, sua comunhão com Deus e com os outros, se tem realmente sua vida orientada pelos princípios da Palavra, veja seu envolvimento na seara do Senhor... e então o prestigie com seu voto.

“Escolheu Moises homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeça sobre o povo...” (Ex 18.25a)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ABORTO - Todos os candidatos do PT são a favor? Confira

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"O PT é favorável à legalização do aborto, de qualquer aborto? É!!! Foi uma decisão tomada no 3º Congresso do partido. E todos os seus membros, o que inclui a candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff, estão obrigados a seguir essa orientação e a lutar para torná-la uma realidade. E é o que o partido e ela própria vêm fazendo, temos de admitir (são coerentes!), embora, na boca da urna, tentem fingir que não. O Programa Nacional (Socialista) dos Direitos Humanos, que ganhou forma final da Casa Civil, então comandada por Dilma, incluiu a legalização do aborto como meta a ser atingida e, pasmem!, como um direito humano. A própria candidata concedeu entrevistas em que defendeu essa idéia. Na boca da urna, o discurso assumiu um tom ambíguo, mas que se destaque: até agora, Dilma não se disse contrária à legalização".


Trecho do artigo de Reinaldo Azevedo sob o título:
O PT, o aborto e o voto dos cristãos

Leia o texto completo de Reinaldo Azevedo clicando aqui

quinta-feira, 29 de julho de 2010

MARINA SILVA, POTIRA E OS MILAGRES AMAZÔNICOS

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 Suzuki e Márcia - ATINI Voz pela Vida
Esta é uma daquelas cenas que a gente custa a apagar da memória. No meio de uma conferência importante, de gente grande, eis que uma menininha linda e despachada se aproxima da ilustre preletora. Com toda desenvoltura entrega-lhe um colar indígena, tasca-lhe um beijo estalado e posa sorridente para as fotos.

A preletora ilustre chama-se Marina Silva. A indiazinha despachada será chamada aqui de Potira.

Quanto mistério, quanta dor, e quanta esperança este encontro evoca. As duas nasceram na floresta amazônica, as duas enfrentaram a dureza da vida na mata. As duas estavam destinadas a engrossar as fileiras de brasileiras excluídas, anônimas e invisíveis.

Marina nasceu filha de seringueiro, tomou muito banho de igarapé e comeu pirarucu com farinha nas beiradas dos rios. Potira nasceu filha de índia solteira e por isso não chegou a comer nada, não tomou banho, nem lhe cortaram o cordão umbilical.

Marina ouvia as histórias do avô enquanto espiava a chama fina da lamparina nas noites escuras da mata. Potira não ouviu nada, só o choro abafado da mãe, obrigada a abandoná-la na floresta por conta da sua solteirice.

Marina imaginava o futuro enquanto se embalava na rede e sonhava um dia aprender as letras. Potira não teve rede, foi enrolada numas folhas de bananeira brava e largada perto de um toco de pau na beira da capoeira.

Marina se vestia com camisa de manga comprida para se proteger dos carapanãs e dos marimbondos, enquanto seguia o pai pelas picadas estreitas do seringal. Potira não conseguiu se proteger das formigas que se aproximaram e começaram a comer a placenta ainda ligada ao seu corpinho recém-nascido. Nem dos insetos que picaram suas pernas e seu rosto naquela noite comprida e chuvosa.

Marina mudou seu destino quando desafiou a sorte - teve coragem de pedir ao pai que a deixasse sair para estudar na cidade grande. A esperança de Potira surgiu quando duas tias decidiram escondê-la numa roça velha e correr por 4 horas na mata até o acampamento dos missionários.

Marina esperou até os 16 anos para conseguir decifrar as primeiras letras do alfabeto. Potira esperou 36 horas na mata até ser resgatada e salva da morte.

Dois milagres, duas histórias de superação, de desafio às leis da probabilidade. Marina aprendeu a ler no Mobral, veio a ser professora, doutora, senadora, ministra. Hoje é candidata a presidência da república. Potira foi adotada por uma professora paulistana casada com gaúcho, e ganhou duas irmãs rondonienses. É a caçula e o xodó da família.

O encontro da foto aconteceu recentemente num grande evento público em Brasília. Potira entregou a Marina Silva o colar em nome das crianças indígenas sobreviventes do infanticídio que são atendidas pela ATINI.

Em seguida, Kakatsa Kamaiurá, secretário geral da organização, também sobrevivente, tomou o microfone e fez seu apelo. Queria saber de Marina se ela se comprometia a defender o direito das crianças indígenas em risco de infanticídio. Marina respondeu emocionada que toda criança tem direito à vida e que ela priorizaria, em seu governo, os direitos dessas crianças.

Potira saiu toda saltitante, rindo orgulhosa por ter tirado foto com uma mulher tão importante.

.......

Eu conheço a Marina pessoalmente, ela acompanha nossa trajetória desde 2005 e já me ouviu por mais de uma hora atentamente em seu gabinete. Mostrou sensibilidade e nos encorajou muito em nossa luta pela dignidade das crianças indígenas. É a única que recebe os indígenas, que os escuta. É também uma crente comprometida, verdadeira, e uma pessoa de confiança e capacidade administrativa.

Eu "marinei" definitivamente. Convido você a ler os 12 pontos do texto abaixo e a se cadastrar no site http://www.movimentomarinasilva.org.br/ para apoiar a candidatura da Marina. Vamos acreditar em milagres e lutar contra as probabilidades!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A União de Blogueiros Evangélicos precisa de sua ajuda!

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Car@s blogueir@s,

Com muita alegria, dirigimo-nos a todos quantos participam da União de Blogueiros Evangélicos para dizer que estamos felizes porque até aqui o Senhor tem nos ajudado, e que pela sua imensa graça o número de “peixinhos” cresce a cada dia. No momento estamos próximos da marca dos 9 mil membros.
Entretanto, gostaríamos de levar a todos os ubeanos certa preocupação acerca da nossa Rede hospedada na plataforma ning.

Como deve ser de conhecimento de muitos de vocês, recentemente a plataforma ning anunciou o término dos planos totalmente gratuitos para seus usuários. A nova direção da empresa estabeleceu que a partir do dia 20 de julho de 2010, todos os seus serviços serão pagos, com a opção de três planos disponíveis.

Em razão do tamanho da nossa Rede, com usuários sempre ativos e que usam basicamente todos os recursos disponíveis, chegamos à conclusão que o plano adequado para a União de Blogueiros Evangélicos é o Ning Pro, com o custo anual de $ 499,95 (dólares), algo em torno de R$ 880,00 (oitocentos e oitenta reais).

Como se vê, o valor é considerável, de modo que ventilamos a possibilidade de extinguirmos a Rede e continuarmos somente com o blog.  Entretanto, essa opção foi logo rejeitada, em razão de acreditarmos na importância da comunidade especialmente pela forma como ela promove maior interação entre os blogueiros.

Partimos, então, para uma segunda opção: pagarmos o valor necessário.

É claro que ninguém gosta de pagar por serviços na internet, principalmente pelo fato de termos à disposição várias ferramentas oferecidas gratuitamente. Ocorre que chegamos à conclusão que a busca por uma nova plataforma poderia, no momento, trazer grandes transtornos. Além disso, observamos também que essa seria uma ótima oportunidade para verificamos o grau de comprometimento dos membros da UBE, e o nível de colaboração dos envolvidos.

Vale dizer, oportunamente, que a UBE nunca teve a intenção de lucro. Tivemos várias propostas neste sentido. Mas, foram todas rejeitadas em virtude da consciência de que ela se trata realmente de uma união, que visa congregar blogueiros em prol da pregação do evangelho na internet.

Assim, visando a angariar fundos para darmos a devida manutenção para a Rede da União de Blogueiros Evangélicos, lançamos nesta oportunidade uma corrente de colaboração, denominada “Meu Blog Ajuda a UBE”.

Para ajudar, basta clicar no selo acima (ou abaixo) para ser redirecionado para o site do Pagseguro, onde você poderá fazer a doação do valor que você estipular, cinco, dez, vinte reais etc.

Por questão de transparência e também de retribuição, faremos a devida prestação de contas dos valores arrecadados, bem ainda a publicação dos links dos blogs que participam da campanha, com uma lista que ficará disponível tanto no site quanto na rede da UBE. Além disso, os blogs contribuintes poderão ostentar em suas respectivas página um selo com dizeres: “Meu blog ajuda”.

Contamos com a sua colaboração!

Em Cristo!

Equipe UBE

Para contribuir clique no ícone abaixo:



domingo, 25 de julho de 2010

Ministério do Turismo oferece cursos de Inglês e Espanhol gratuitos


O Ministério do Turismo está oferecendo cursos de Inglês e Espanhol, online e gratuitos. Os cursos são oferecidos em três módulos, Básico, Profissional e Regional. Leia um trecho da apresentação dos cursos:

"Os cursos do Olá, Turista! permitem ao aluno interagir com a escola e com os conteúdos sem limite de acesso. A estrutura de atividades possibilita o desenvolvimento de todas as habilidades necessárias para que o aluno consiga se expressar dentro de um novo idioma, como: a fala, a escuta, a escrita e a leitura. Este tipo de solução atende desde alunos que não apresentam nenhum conhecimento do idioma até alunos do nível avançado."


Visite o site: http://www.olaturista.org.br/
 
Fonte: Blog Bradante

terça-feira, 20 de julho de 2010

O EVANGELISMO SIMPLES DE JESUS

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Patrick Dugan

Cinco anos atrás me mudei para um novo bairro. Logo que cheguei à Rua Lajeado, pensei em evangelizar nossos novos vizinhos. Claro, sendo eu um missionário veterano, saberia muito bem o que fazer... (Que nada!) Como “religioso profissional”, já atravessara o Brasil e até outros países para evangelizar. No entanto, para minha vergonha, nunca havia ganhado nem um vizinho para Cristo. Lia os livros sobre evangelismo e mergulhava nos textos sobre crescimento da igreja. Porém, no meio de tanta complicação, desenvolvi algumas atitudes, certos hábitos e “síndromes”, que me afastaram do evangelismo simples de Jesus.

Minha falta de sucesso em evangelizar os vizinhos tem me levado a refletir sobre a forma tão humana e simples com que Jesus se relacionava com as pessoas no seu trabalho missionário. É claro que, dependendo da situação, Jesus agia com rigor.

No dia-a-dia com os vizinhos, precisamos aprender da simplicidade de Jesus. Um texto que tem me impressionado muito é o de João 1.35-50, no qual encontramos as primeiras atividades evangelísticas de Jesus. Certamente é uma passagem que devemos estudar com cuidado. Nela, notaremos quatro características do evangelismo simples de Jesus que podem nos livrar de algumas “síndromes” complicadas e nos encorajar a imitá-lo. Tenho procurado seguir o modelo, e, para minha alegria, na Rua Lajeado, já está começando a funcionar!

O diálogo

As primeiras palavras evangelísticas de Cristo, registradas na Bíblia, foram: “O que vocês querem?” Oh, foi uma pergunta!

João Batista estava na companhia de dois discípulos quando viu Jesus passar. Na hora ele disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” Os dois discípulos, ouvindo isso, seguiram Jesus. E este, que não somente sabia toda a verdade, mas é a Verdade, voltando-se para eles, lhes fez uma pergunta, um convite para o diálogo.

Eu, e talvez você também, fomos orientados a pensar em evangelismo como um monólogo. Eu tenho a verdade, o meu vizinho não a tem. Eu falo e ele escuta. Certo? Um bom evangelista é aquele que fala bem. Não faz muitas perguntas. É especialista em respostas. Só que, muitas vezes, isso não funciona. Especialmente quando se trata dos nossos vizinhos.

A postura de conhecedor, de superior, é impessoal e ofensiva às pessoas. Um dos moradores do nosso bairro desabafou um dia:

“Não entendo esse pessoal. O cara chega ao meu portão e dispara a falar que nem metralhadora. Não sei se ele tem um número de pessoas para evangelizar por dia, ou se ganha dinheiro com isso, ou sei lá o quê...”

Eu não tive como lhe responder.

Quando adotamos o método de evangelismo ao estilo “monólogo”, descobrimos que as pessoas não nos escutam. Nem fizemos a metade da nossa apresentação e aparecem os bocejos e os sinais de aborrecimento e de cansaço. Então passamos a falar mais alto ou mais enfaticamente.

Jesus começou sua carreira missionária com uma pergunta. Quem sabe, se seguirmos esse exemplo simples dele e começarmos a fazer perguntas e a ouvir respostas, quebraremos a “síndrome do monólogo” e ganharemos o direito de sermos ouvidos?

O processo

No texto citado, Jesus tem encontros rápidos e transformadores com vários jovens. Entretanto nem tudo foi tão instantâneo... Eram instantes em um processo. Esse processo começara havia mais de vinte anos na formação religiosa daqueles jovens judeus, culminando anos depois em maturidade e em um honrado apostolado. Mesmo na ocasião em que deram os primeiros passos, levaram ainda alguns meses até se decidirem por seguir a Jesus definitivamente (Mt 4). O encontro com ele era um momento crucial, com certeza, mas fazia parte de um processo.

Aqui encontramos outra “síndrome” que nos afasta da simplicidade de Jesus e nos causa muita ansiedade. Achamos que é nosso dever levar as pessoas a uma decisão imediata. Temos a idéia de que, se encontrarmos a palavra certa, se tivermos uma unção mais poderosa ou uma técnica mais apurada, a pessoa irá se render aos pés de Jesus imediatamente.

Na Rua Lajeado, minha tarefa não é ganhar todo mundo “de uma tacada só”. Preciso de sabedoria para discernir em que posição as pessoas se encontram nesse processo, e ajudá-las a dar o passo seguinte. Nem sempre aquela é a hora de ganhar a pessoa. Alguns vizinhos têm necessidades físicas que precisam ser atendidas primeiro, e outros carecem de bons modelos para se sentirem motivados. Em determinados casos, será necessário derrubar as barreiras intelectuais. Tenho vizinhos que precisam de libertação espiritual, porque tiveram envolvimento com o espiritismo. Muitos necessitam de oração. É bom dar-lhes um pouco de tempo. Assim o coração deles pode amolecer a ponto de reconhecerem sua necessidade de Deus. Chegará a hora da persuasão, do confronto e da decisão, mas nem sempre o dia é hoje.

Sem pressão, sem necessidade de mostrar serviço, preciso fazer minha parte... e você, na sua rua, fazer a sua. Como Jesus, com muita simplicidade, precisamos discernir em que etapa a pessoa se encontra em seu “processo”, e ajudá-la a seguir adiante. Devemos procurar ser amigos, dar bom exemplo, emprestar um livro, explicar a Bíblia, oferecer oração, ou convidar para ir à igreja. Acompanharemos a cadência do trabalho do Espírito na vida do vizinho.

O tratamento individual

Nos versículos 29 a 51, podemos observar as diversas formas que Jesus usou para chamar aqueles homens para segui-lo.

Vejamos como o chamado é diferente para cada pessoa:

– João Batista recebe uma revelação vinda diretamente de Deus (vv. 29-34).

– André e o outro discípulo passaram o dia com Jesus (v. 39).

– Simão Pedro, levado pelo irmão, encontra-se com Jesus e este muda-lhe o nome (vv. 40-42).

– Jesus encontra Filipe e lhe dá uma ordem: “Segue-me” (v. 43).

– Natanael, depois de ouvir Filipe, aproxima-se de Jesus cheio de dúvidas e se rende diante do conhecimento sobrenatural dele (vv. 45-51).

Precisamos deixar Jesus trabalhar de forma singular na vida das pessoas. Às vezes tentamos ser mais organizados do que Deus! Levanta-se a “síndrome da metodologia”. Somos fascinados por categorias, métodos e fórmulas. (Quatro temperamentos, sete tipos de inteligência, quatro leis espirituais...) Mas o fascínio de Deus é para cada pessoa, individualmente. O importante não é onde elas fizeram o compromisso ou o que elas disseram, mas o resultado final, se o indivíduo se arrependeu dos pecados, exerceu fé em Jesus e se relaciona com ele.

É como nas histórias de amor e casamento. Cada uma é diferente. Um amigo meu viu aquela que seria sua esposa no outro lado de uma sala e disse consigo mesmo: “É ela”, e pronto. Outros cresceram juntos na mesma rua, e a amizade tomou um rumo diferente. Alguns fizeram da cerimônia um espetáculo suntuoso. Já outros se casaram na sala da sua humilde casa. Mas o importante é que todos vivam um relacionamento de amor.

No reino de Deus é assim também. Alguns não sabem a hora em que fizeram a decisão, foram batizados da forma “errada”, não tiveram um discipulado formal, ainda não conseguiram deixar de fumar, e são discípulos de Cristo. Por outro lado, há pessoas que sabem o dia da conversão, dominam o vocabulário evangélico, foram batizados por imersão e falam em línguas estranhas, mas não demonstram as marcas de um discípulo de Jesus.

As pessoas da Rua Lajeado não entrarão no reino de maneira idêntica. Daqueles que já se decidiram,cada uma vem por um caminho próprio. O primeiro homem a se converter, angustiado por uma separação conjugal, leu um livro sobre perdão e depois se decidiu em um culto público. Outra vizinha, após receber oração por uma enfermidade, orou sozinha e falou que “nasceu de novo”. O marido dela vem acompanhado-a, devagar e sempre. Mãe e filha oraram em minha casa junto com minha esposa. Cada uma foi a Jesus de forma diferente,mas vivem hoje um relacionamento com ele.

Os Relacionamentos

É interessante notar no texto de João o importante papel dos relacionamentos nas primeiras conversões a Jesus.

Vejamos a seqüência:

- João Batista era primo de Jesus.

- João indica Jesus a seus discípulos, e um destes era André.

- André apresenta Pedro.

- Filipe, da mesma cidade e provavelmente um conhecido da turma, leva Natanael.

Parece que complicamos muito essa forma simples de Jesus que aproveitava os contos naturais. Esquecemo-nos de que até hoje a maioria das pessoas vem para Jesus por meio de relacionamentos, talvez até em 80% dos casos, segundo alguns pesquisadores.

Nos dias de hoje, somos acometidos pela “síndrome da mídia”. Estamos cada vez mais envolvidos com tecnologia. É rádio, televisão, telemensagens, publicações, placas luminosas e agora a Internet. E enquanto estamos comprometidos com projetos mirabolantes, não cultivamos relacionamentos – com parentes, amigos, colegas de trabalho e vizinhos – que oferecem maior potencial para a evangelização.

Com certeza Jesus ganhou pessoas nos encontros casuais que teve através das pregações que fez às multidões, e não duvido de que aproveitaria a mídia atualmente. Porém, nesse primeiro episódio missionário dele, como na maioria dos casos hoje,o evangelho se alastra por meio de relacionamentos. Olhemos para nossa experiência. Qual foi a influência principal no processo de aceitarmos a Cristo? Uma família? Um colega da escola ou do trabalho? Um vizinho? Façamos uma pesquisa entre os membros da nossa igreja. Ficaremos surpresos. Na sua grande maioria, as pessoas foram alcançadas por meio de relacionamentos.

Isso quer dizer o quê, para mim, que moro na Rua Lajeado? Que preciso aprender a me relacionar melhor com os não-cristãos da minha rua. Meu maior desafio não é aperfeiçoar minha técnica evangelística, mas me relacionar com naturalidade e amor. Meus vizinhos não são “escalpos” ou troféus para provar minha espiritualidade. São pessoas de inestimável valor, portadoras da imagem de Deus. Eu também sou humano. Preciso me relacionar com eles não como pastor, nem guru, mas como um homem frágil que foi transformado por Jesus. Aqui no Sul isso significa tomar chimarrão e jogar conversa fora (bater um bom papo) Requer tempo para conversas na frente de casa sobre serviço, política e cortadores de grama. Para as mulheres, uma xícara de açúcar emprestada e o chá para curar uma gripe é o caminho. É mostrar interesse pela pessoa como pessoa, não como “alma”. Usando a ponte de relacionamento, mais pessoas virão a Jesus.

O evangelismo simples de Jesus me ajuda a ver com mais clareza o que Deus quer de mim, ali na Rua Lajeado.

Por envolver diálogo, preciso me preocupar em fazer perguntas e esperar as respostas;

Por ser um processo, não preciso me apavorar em chegar ao alvo imediatamente;

Por ser individual, minha preocupação não deve ser com os detalhes de um método perfeito, mas deve ser levar as pessoas a um relacionamento com Deus;

Por ser relacional, minha tarefa é construir pontes de amizade.

Só agora, no final destes primeiros cinco anos em que moro na Rua Lajeado, é que estamos vendo alguns resultados. Cada terça-feira nos reunimos em uma casa diferente para um estudo bíblico, e assim vamos revezando. Somos aproximadamente vinte pessoas. Algumas já se posicionaram e estão se integrando à igreja local. Outras ainda se encontram com um pé atrás. Entretanto estou mais tranqüilo, porque sei que Deus quer de mim um evangelismo simples... como o de Jesus.

(in Revista Mensagem da Cruz - Patrick Dugan reside em São Leopoldo, RS. É missionário norte-americano e um dos diretores da Editora Betânia. E-mail: patrick.bernard@terra.com.br)
 

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Primeiros passos para a edificação de templos

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Shileon Martins

Felizmente as igrejas crescem e necessitam ampliar ou construir um novo templo. Depois de tomada esta decisão, quais são os próximos passos?

O arquiteto

Ainda que não seja uma prática corrente, antes de se buscar um local deve-se fazer contato com um arquiteto. Este pode ser um profissional que já congrega na igreja local, pode ser alguém de relacionamento da liderança ou ainda um profissional com trabalho reconhecido na cidade. Independente do profissional, preferentemente, deve ser alguém com alguns anos de prática.

As necessidades

Feita esta escolha, devem-se definir internamente quais são as necessidades da igreja local. O arquiteto pode ajudar grandemente neste aspecto, sugerindo itens a serem considerados esta fase de concepção. Como necessidades entendemos a capacidade esperada para o novo templo e o espaço desejado para músicos, coral, salas, sanitários, escritórios e estacionamento. Deve-se também considerar já nesta etapa quais são as necessidades de ampliação em um futuro próximo.

O local

O passo seguinte é a escolha do local onde a geografia, topografia, geometria do terreno, tipo de solo, estrutura urbana, insolação, ventos, legislação de uso e ocupação do solo serão analisados. Uma vez pré-selecionado o local deve-se analisar detalhadamente se o local atenderá as necessidades enumeradas para então decidir se o local é viável para este tipo de edificação. É preciso compreender cada necessidade e suas implicações no futuro projeto já que todos são de suma importância na definição do conceito arquitetônico e construtivo.

As normas

Todo município possui leis que regulam o uso e a ocupação do solo. Estas leis e normas diferem de município para município e estão disponíveis nas prefeituras. Elas regulam e definem o que é permitido no ato de edificar. Nelas estão contidas taxas de ocupação (área máxima permitida para edificação), recuos frontais e laterais, área permeável, se a zona permite edificação de templos, alinhamento predial, altura da edificação, vagas para estacionamento por área construída, acessibilidade ao deficiente físico, isolamento acústico e outros aspectos. É especialmente importante o conhecimento da ABNT NBR 9050, norma esta que também trata das condições de acessibilidade as edificações.

O conforto

Um outro aspecto para a edificação de um templo que muitos não dão a devida importância é o conforto ambiental, que tem relação com a concepção e o posicionamento da edificação que será implantada no terreno escolhido. Conforto ambiental refere-se a conforto térmico, conforto luminoso e acústica arquitetônica. O conforto térmico está relacionado ao clima e ao posicionamento da edificação em relação ao sol, ventilação natural e o desempenho térmico dos materiais utilizados para edificação. Conforto luminoso é aquele que proporciona um melhor aproveitamento da iluminação natural e artificial na edificação. A acústica arquitetônica tem profunda relação com a forma interna do edifício. Existem dois tipos de problemas acústicos: isolamento e absorção. Isolamento que visa a obtenção das boas condições de sossego e trabalho. Absorção procura o bom condicionamento acústico dos ambientes, ou seja, a boa audição. Se esta questão do conforto ambiental for bem estudada já na concepção do projeto, teremos um mínimo de esforço fisiológico das pessoas que ocupam o espaço edificado em relação à luz, ao som, ao calor, ventilação e isto resultará em economia.

O custo do profissional

Um profissional devidamente habilitado saberá apoiar a liderança da igreja em todas as fases. E, ao contrário do que muitos pensam e como ocorre em diversas áreas, a contratação deste profissional nem sempre representa gasto extra. Se a igreja for organizada e planejada verá que no fechamento da contas haverá economia, inclusive de tempo.

Um local de inspiração

Como um lugar de reunião para pessoas exercitarem sua fé, o templo é uma construção para oração e culto a Deus. O propósito desta construção é ajudar-nos a conectar com Deus, e sua característica essencial única é de inspirar. É apropriado, então, que ela reflita algo de belo. Ressalto, porém, que belo não é sinônimo de custos elevados. Na construção de um templo o objetivo não deve ser de impressionar pessoas, mas de criar um ambiente agradável e funcional. A arquitetura pode e deve sustentar os valores da nossa fé.

Fonte: Instituto Jetro
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Como evangelizar os filhos

P. Eu gostaria de saber como ganhar os meus filhos para Cristo. Eles estão iludidos com as coisas do mundo e eu gostaria de levá-los para a igreja.

Embora nós pais sempre achemos que nossos filhos são muito especiais, na verdade são como qualquer outra pessoa de sua idade e a evangelização deles ou a chance de virem a Cristo é igualmente semelhante. Talvez, a única coisa que realmente diferente é a nossa condição como evangelistas enquanto pais. Não estou falando apenas do fato de que nosso testemunho é muito mais conhecido dos filhos do que o de qualquer outro evangelista que possam encontrar. Isso é uma bênção. Falo do fato de que, principalmente para os adolescentes, o que os pais dizem está sob grave juízo. Na ânsia de conquistar sua independência, tudo que vem dos pais, toda a amorosa orientação, parece prendê-los à infância, e por isso discutem, esbravejam, rejeitam e se rebelam. Assim, a evangelização de filhos adolescentes depende de uma saudável mudança no relacionamento, quando os pais passam a ver os filhos como pessoas mais responsáveis por suas decisões. Por outro lado, os pais podem favorecer o relacionamento dos filhos com jovens cristãos preparados para a evangelização. Se isso for feito de modo discreto, a igreja pode ajudar os pais na evangelização de seus filhos. Finalmente a oração: Muitos pais não percebem a importância da oração e não sentem que estão fazendo algo enquanto oram. Não cansamos de dizer que a oração somente não é suficiente, Jesus mandou pregar! Mas pregar sem oração também não funciona.