quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nada podemos contra a Verdade, senão pela Verdade: Longa Vida ao WikiLeaks



Nos últimos meses o mundo tem sido sacudido pelas revelações do siteWikiLeaks. Primeiro sobre a guerra do Afeganistão (inclusive 'vazando' aquelevídeo que mostra um helicóptero Apache americano metralhando e matando repórteres da Reuters). Depois foram mais de 400.000 documentos secretos sobre a guerra no Iraque. E agora a cereja do bolo: mais de 250.000 documentos secretos ou confidenciais da diplomacia americana. Mas na verdade o WikiLeaksjá fez - e promete fazer - muito mais que isso. Criado em 2006 pelo australiano Julian Assange, o WikiLeaks (entenda mais sobre as propostas do site aqui) já vazou dados, por exemplo, sobre determinada corporação que lançou lixo tóxico na Costa do Marfim, episódio em que mais de 80.000 pessoas foram contaminadas; sobre um ex-banqueiro suíço que denunciou irregularidades e dados sigilosos do banco Julius Bär, e muito mais. Promete para breve revelações sobre um grande banco - provavelmente o Bank of America, e ainda farto material sobre a honrada indústria farmacêutica.

Vejo com um estranho mas formidável prazer este repentino descortinar do Inacessível, do Oculto, essa festa peralta da menina Verdade. Sim, me pego de repente deliciado em frente à tela do PC, ao ver algo até então inédito, ao menos pelo seu irracional volume - a Verdade a esmo, quase que não filtrada, como quem diz 'Eis-me aqui, eis-me aqui'. Homens de cultura e lastro, garbosa clientela do titio Armani, reis da corrupção e rapina, velhos lobos-alfa (na verdade, raposas), de repente postos de cabelos em pé e corpos broxados (pardon, petits) face à revelação  de seus Meta-esquemas e Paraísos Perfeitos. Sinto-me uma criança que (re)descobre nisto tudo um pingo da revolução que há no Cristianismo - sim, que a Verdade me lance também em sua ciranda e rasgue minhas roupas e mentiras - todo trapo imundo que uso para falsear, tudo aquilo que meu medo e vaidade caiaram - e que faça o mesmo contigo, leitor, e com cada pessoa empresa instituição governo à nossa volta (ou em nós). Que a Verdade massacre tudo aquilo que não for ela mesma, até que ela seja a única de pé em meio ao campo de batalha. Pois 'nada podemos contra a Verdade, senão pela Verdade' (2Co 13.8) - até que só reine ela, a Verdade. Vida longa ao WikiLeaks!

Lembro-me agora com ironia do não menos irônico título de um livro de Zélia Gattai - "Anarquistas, Graças a Deus". Sim, são os novos anarquistas (não avaliamos aqui sua miscelânea ideológica) os que se arrojam e arriscam por um mundo melhor, que se propõem e executam a revelação dos (verdadeiros) podres de um mundo podre. E que se acreditava $$$BLINDADO$$$. E afinal quem o revelaria? Os cristãos, o sal da terra e a luz do mundo? Foi tempo... 

Como lembrança puxa lembrança, lembro-me ainda de Diógenes, andando pelas ruas de Atenas, à luz do dia e com a sua lanterna acesa - procurando um tesouro que nunca encontrou: Homens de verdade. Sorte minha e sua que isso foi há mais de 2.300 anos, e não eram cristãos de verdade os procurados... Mais uma vez uma revolução se dá - e não somos nós seus detonadores, não somos nós seus agentes. Pelo contrário: grandes 'cristãos' da direita (ou não) americanapropõem que se cace e execute sumariamente Julian Assange, como 'traidor dos EUA'. Alô, Júlio Severo, converta esses aí!

Não apenas os movimentos e experiências escusas das gigantes farmacêuticas, mas os nomes e os valores de cada conta em cada paraíso fiscal espalhado por este mundo - é o que queremos. Utopia? Graças a Deus não mais, neste @dmirável Mundo Novo em que vivemos.

Preso num ciclo de eternos retornos, lembro-me de novo (e não sei porque) do título do já citado livro de memórias que li há muitos anos, emprestado da saudosa biblioteca do Sesc Niterói - "Anarquistas, graças a Deus"...

Sammis Reachers


*A reprodução deste artigo é permitida por quaisquer meios (desde que o mesmo não seja editado ou resumido de nenhuma maneira), sem a necessidade de prévia autorização do autor.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O primeiro e maior obstáculo para missões são os pastores

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"O primeiro e maior obstáculo para missões são os pastores"



A frase acima é de ninguém menos que Oswald Smith, escritor dos bestselleres "Paixão pelas almas" e "Clamor do mundo". Ele foi pastor senior da Igreja dos Povos em Toronto, Canadá. Uma igreja local que sustentava mais de 800 missionários transculturais. Ou seja, ele tinha experiência no assunto!





E isso é mesmo verdade porque são os pastores locais que têm a incumbência de descobrir vocacionados, orientá-los, treiná-los, enviá-los aos campos não alcançados e sustentá-los dignamente. Posso dizer, por experiência própria e atual, que, na prática, a maioria deles se opõe a tudo isso, ainda que não declaradamente.


O caso é tão grave, que os congressos de líderes (ou seja, para pastores), nem incluem o tema missões na pauta. O amado pastor David Botelho, um dos maiores mobilizadores de missões no Brasil, relata num artigo que ficou muito surpreso ao ver que num congresso da SEPAL (www.sepal.org.br) com mais de mil pastores, que a palestra de missões atraiu somente 12 pessoas e 3 delas eram ele e os missionários Ken Kudo e Josué Martins. E esse quadro se repete em todos os outros grandes congressos de líderes (Leadership Summit, Silas Malafaia, etc), demonstrando que missões transculturais está enfrentando uma das maiores crises no meio de liderança brasileira. Algo radical tem que ser feito com urgência!



Na mesma linha da frase acima, George Peters diz uma verdade incontestável: "O mundo está mais preparado para receber o Evangelho do que os cristãos para propagá-lo". O filme Jesus é, hoje, o filme mais pirateado no mundo muçulmano. Ele foi apresentando na época do Natal em duas nações muçulmanas. Vários muçulmanos tiveram sonhos com Jesus e pedem missionários que os discipulem nos caminhos do Senhor, mas onde estão? Um presidente de uma nação muçulmana pobre pediu obreiros brasileiros à Missão Horizontes. Já imaginou isso?



Parece que chegou o tempo em que as pedras estão clamando... Estou vivendo a mesma experiência de Jeremias e não posso me calar diante de tantos fatos. 


Jamierson Oliveira - http://jamiersonoliveira.blogspot.com

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dia da Bíblia 2010

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História do Dia da Bíblia 

Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP). 

E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de todas a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional. 

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida. 


ACONTECE 

"Família" é o tema do Dia da Bíblia 2010 

Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia de 2010 terá como tema "Bíblia na Família". Para comemorar a data, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) incentivará as igrejas a celebrar cultos especiais de louvor a Deus por sua Palavra, levantando ofertas para a Causa da Bíblia, tendo como foco especial o programa da SBB
 "A Bíblia e a Família". As ações incluem a realização de eventos como o Pedalando por Bíblias em várias cidades do Brasil, além da distribuição de seleções bíblicas e planos de leitura, para adultos e crianças. 

"A estimativa é distribuir 15 mil Planos de Leitura da Bíblia e cinco mil Planos de Leitura Infantil, além de 300 mil seleções bíblicas", afirma Mário Rost, gerente de Desenvolvimento Institucional da SBB e coordenador da campanha. Segundo ele, a meta é que sejam realizados 100 eventos com a participação de igrejas. 

Entre os itens desenvolvidos para estas celebrações, estão modelos de camisetas, cartazes e envelopes e urnas para captação de recursos, além de cofrinhos para as crianças também ofertarem. No site da SBB, haverá ainda outros materiais para download, como músicas, poesias e mensagens. 

Para dar base à campanha de 2010, foi selecionado o texto do livro de Provérbios 14.26: "No temor ao Senhor, o homem encontra um forte apoio e também segurança para a sua família". 

"Todos nós somos família de Deus e é ele quem nos dá segurança, conforto e orientação para a vida. Por isso, é importante estimular a participação de todos, para perpetuar a data como um dia para se reverenciar as Sagradas Escrituras", destaca o coordenador da campanha. 

Saiba mais no site do
 DIA DA BÍBLIA

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Lançado RPG on-line com aventuras bíblicas

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A Bíblia também virou entretenimento lúdico. Uma produtora de jogos alemã, chamada FIAA GMBH, vem desenvolvendo um RPG on-line baseado nos textos e cenários bíblicos. O novo game, batizado The Bible Online, é inspirado no livro de Gênesis. 


O primeiro de uma série de capítulos da aventura foi lançado como piloto, em setembro passado, sob o título Heroes (Heróis). Nessa fase, os jogadores deverão cumprir as missões de Abraão em busca da Terra Prometida (Canaã). Para isso, terão de construir e manter suas tribos nômades, prover os recursos e alimentos, além de entrar em batalha com outros povos tribais até chegar ao destino traçado. 



Para iniciar o jogo, também disponível em inglês, basta fazer um cadastro gratuito no site www.bibleonlinegame.com

domingo, 21 de novembro de 2010

Aliança Cristã Evangélica Brasileira



A partir do início de 2009 um .grupo de líderes evangélicos inicia conversações sobre a necessidade de uma organização que volte a congregar os evangélicos. Depois de experiências mais distantes ou mais recentes, como a Confederação Evangélica do Brasil e a AEVB, passados anos dessas experiências, desejou-se de novo a aproximação.


Um grupo de irmãos e irmãs começou a trabalhar um documento propondo os princípios para tal iniciativa, incluindo crenças, valores, objetivos e forma de funcionamento. Como referencial de identidade evangélica, levou-se em conta declarações de fé históricas, de organizações reconhecidamente evangélicas e também o Pacto de Lausanne.


Primeira reunião de escuta

Para o final de 2009, o grupo de trabalho resolveu convidar um grupo mais amplo de líderes evangélicos brasileiros para uma reunião, a fim de apresentar a proposta, ouvir sugestões e avaliar o interesse por tal iniciativa no meio evangélico brasileiro. A 14 de dezembro, em São Paulo, aconteceu essa reunião com cerca de 70 líderes de todo o Brasil. Foi uma reunião de escuta e encaminhamento que surpreendeu pelo comparecimento e entusiasmo.



O Grupo de Trabalho apresentou aos presentes uma “Carta de Princípios”, já em sua 6ª versão, elaborada pelo próprio grupo, com contribuições.Também se submeteu à apreciação dos presentes as sugestões de nomes para o movimento. Cerca de oito diferentes nomes foram apresentados, prevalescendo o nome de “Aliança Cristã Evangélica Brasileira”.


Grupo de Trabalho

Os líderes evangélicos reunidos em São Paulo, em 14/12/2009 indicaram um grupo de trabalho para dar continuidade aos trabalhos de constituição da Aliança Evangélica, constituído dos seguintes irmãos e irmãs: Ariovaldo Ramos, Debora Fahur, Durvalina Bezerra, Fabricio Cunha, Oswaldo Prado, Silas Tostes, Valdir Steuernagel e Welinton Pereira. A estes, a partir do mês de junho do mesmo ano, foram agregados Clemir Fernandes, Christian Gillis e Wilson Costa, convidado como Assessor Sênior do Grupo de Trabalho. Também participa do grupo, como assessor jurídico, Cícero Duarte.



Primeira Reunião do Grupo de Trabalho

Em 24 de fevereiro de 2010 o Grupo de Trabalho se reuniu em São Paulo. Além de Ariovaldo, Cícero, Débora, Durvalina, Fabrício, Oswaldo, Silas, Valdir e Welinton, também estavam presentes, a convite: Osmar Ludovico da Silva, Ricardo Barbosa e Wilson Costa.



Impressões e Avaliações sobre a Reunião de 14 de dezembro

Em sua primeira reunião, em 24 de fevereriro de 2010, o Grupo de Trabalho registrou suas impressões e avaliações à luz da reunião de escuta ocorrida em 14 de dezembro do ano anterior. Do que se destaca:



- Que o envolvimento do grupo que vem investindo tempo com a iniciativa de formar uma aliança de evangélicos, atende a um chamado de servir à Igreja de Cristo no Brasil, com propósito de agregar a Igreja pra o serviço;

- Que a resposta à convocação para a reunião que houve em 14/12/09 trouxe alegria, mas também um peso de responsabilidade, em face da expectativa criada;

- Toma-se a sério a palavra de que representatividade será fruto de caminhada como grupo de comunhão e serviço;
- O acento deve recair mais sobre o aspecto da manifestação da essência da Igreja enquanto Corpo de Cristo, antes que o aspecto institucional ou organizacional;
- a importância do processo envolvido na gestação da criação desse organismo de comunhão, serviço e representatividade.



Regionalizações das Reuniões de Escuta

A partir desse ponto, houve consenso que havia uma proposta com nível de consolidação para ser apresentada a mais irmãos e irmãs em diferentes lugares do Brasil. O tamanho de nosso País constitui um desafio a que se fizesse tantas reuniões quanto as desejadas, mas mesmo assim os integrantes do Grupo de Trabalho se desdobraram para levar a proposta de criação da Aliança Evangélica a vários lugares do Brasil.



Reunião de Escuta no Rio de Janeiro

No dia 3 de junho, na cidade do Rio de Janeiro, foi realizada uma reunião de escuta que contou coma participação de cerca de 150 irmãos e irmãs, tanto da cidade e do Estado do Rio de Janeiro, como de vários lugares do Brasil, uma vez que se aproveitou a realização de um outro evento nacional que acontecia naquela cidade. A partir dessa reunião, Clemir Fernandes passou a integrar o Grupo de Trabalho.



Reuniões de Escuta em Belo Horizonte, MG

Também no mês de junho de 2010, aconteceram duas reuniões de escuta com irmãos e irmãs da região de Belo Horizonte, aproveitando-se outros eventos que ocorreram por lá. O número de pessoas interessadas na proposta de vermos nascer uma Aliança Evangélica também foi muito encorajador para essa caminhada. A partir dessas reuniões, Christian Gillis passou a integrar o Grupo de Trabalho. No mês de setembro, uma terceira reunião, com outro grupo de líderes mineiros foi realizada em Belo Horizonte.



Reuniões de Escuta no Nordeste do Brasil

No mês de agosto, irmãos e irmãs do Grupo de trabalho levaram a proposta da criação da Aliança Evangélica até o Nordeste do Brasil. Uma reunião aconteceu em Recife, com a presença de líderes evangélicos dos Estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Além de ouvir e acolher com alegria a proposta, aqueles irmãos apresentaram suas opiniões e sugestões. Alguns irmãos foram apontados como elo de ligação entre o Grupo de Trabalho e aqueles Estados: John Medcraft, da Paraíba; Vagner Silva e Silvandro Fonseca, de Pernambuco; Leandro Silva e Romildo Gurgel Filho, do Rio Grande do Norte. 



Também houve uma ótima reunião em Fortaleza, no mês de agosto. Carlinhos Queiroz articulou um grupo de líderes evangélicos locais, com o apoio de José Wendel. Este último irmão, juntamente com Áureo Oliveira, foram indicados como representantes locais para servir de elo de ligação com o Grupo de Trabalho.


Reuniões de Escuta no Centroeste do Brasil

No mês de setembro de 2010, com o apoio de Carlinhos Veiga, aconteceram reuniões e contatos com lideranças do Centro-oeste do Brasil, nas cidades de Brasília e Anápolis. A notícia de criação de uma Aliança Evangélica também foi acolhida com alegria e ouvimos dos irmãos algumas observações e sugestões quanto à proposta.



Outras reuniões de escuta pelo Brasil

Nosso País é muito grande. Temos outras reuniões agendadas, no Sul, no interior de São Paulo e outros lugares. Desejamos muito ter uma oportunidade para o Norte do País. Os integrantes do Grupo de Trabalho, por onde vão, levam a notícia sobre a constituição da Aliança Evangélica e procuram ouvir os irmãos e irmãs desse extenso Brasil.



A Carta de Princípios e Diretrizes

Após essas várias reuniões e também ter recebido muitos e-mails com sugestões à proposta, o Grupo de Trabalho fez uma reunião em São Paulo onde, durante todo um dia, trabalhou numa versão final da proposta da Carta de Princípios e Diretrizes . Nessa reunião contou-se também com a participação do Bispo Stanley da Silva Moraes, representante da Igreja Metodista; do Pastor Key Yuasa, da Igreja Holiness do Brasil; Patrick representando a Aliança Bíblica Universitária do Brasil. Com algum trabalho posterior, chegou –se à proposta que está sendo divulgada a partir do início de outubro, para receber as contribuições da liderança evangélica brasileira.



Apresentação da Proposta aos brasileiros em Lausanne 3, Cape Town 2010

Aproveitando a presença de cerca de 90 brasileiros no Terceiro Congresso Lausanne de Evangelização Mundial, realizado em Cape Town, na África do Sul, entre os dias 17 e 24 novembro, a proposta de criação da Aliança Evangélica foi apresentada. Foi apresentado um breve histórico e também a versão 10.1 da Carta de Princípios e Diretrizes para a nova Aliança Evangélica. O Grupo de Trabalho, que também realizou três reuniões durante o Congresso, respondeu perguntas dos presentes e recebeu sugestões.



Reunião de Fundação da Aliança Cristã Evangélica do Brasil*

Será no dia 30 de novembro de 2010, em São Paulo, a reunião de fundação da Aliança Evangélica. Acesse aqui o convite. Contamos com a oração em favor desse movimento e de sua participação, assim como de sua igreja, sua organização, sua entidade.



• Wilson Costa, secretário executivo da FTL-Brasil


* Os líderes evangélicos são convidados a participar do evento de fundação da Aliança Cristã Evangélica no dia 30 de novembro. Mais detalhes e inscrições, acesse: www.aliancaevangelica.org.br

Caso Mackenzie : Blogueiros cristãos publicam post em defesa da liberdade de expressão

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A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entrevista com Paulo Feniman, da MIAF




http://www.bomlider.com.br

"É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa."

Paulo Feniman é formado em Teologia pela FTSA – Faculdade Teológica Sul Americana e em Computação Gráfica pela UNOPAR – Universidade Norte do Paraná. Preletor em conferências e congressos missionários no Brasil e América do Sul. Atualmente é Diretor Executivo da MIAF – Missão para o Interior da África, onde coordena o treinamento e envio de missionários entre povos africanos. É coordenador de Alianças Estratégicas da AMTB – Associação de Missões Transculturais Brasileira, membro da IPA  International Partners Association e membro do Conselho Internacional da AIM – Africa Inland Mission. É casado com Patrícia e pai do pequeno Felipe de 7 anos e de Gabriela de 3 mês.

ENTREVISTA

Bom Líder - O que de fato motivou a recém criação do Departamento de Alianças Estratégicas na AMTB?

Paulo Feniman - Na verdade o modelo de alianças é algo bem presente em países da América Latina, mas no Brasil nunca deslanchou. Percebemos no ano de 2009 que as agências e organizações missionárias pouco falavam ou trabalhavam em alianças para alcançar os mesmos objetivos. Então depois de um treinamento na Costa Rica trouxemos a idéia para o Brasil e estamos num processo de implantação. E é claro que não podemos nos esquecer que acima de tudo a idéia de unidade é algo Bíblico. Jesus por duas vezes ora por unidade, a primeira vez pelo seus discípulos (João 17.11) e logo em seguida ele ora pela Igreja (João 17.20 e 21).

Bom Líder - Como vai atuar o Departamento de Alianças Estratégicas da AMTB?

Paulo Feniman - A idéia é trabalhar com o principio básico da parceria, buscar organizações que tenham algo que possam ajudar outros e vice-versa. Para criarmos este link entre organizações e igrejas será necessário: pesquisas sobre o movimento missionário brasileiro, que inclusive já está em andamento através do sitewww.aliancasestrategicas.com.br , assim como, treinamento de líderes sobre como construir alianças duradouras. Pensamos que com o tempo poderemos ver a Igreja Brasileira crescendo na visão de parcerias.

Bom Líder - Você acredita que para a evangelização mundial ser mais frutífera é importante que as agências missionárias estejam aliançadas estrategicamente?

Paulo Feniman - Não tenho dúvidas disso, o que nós vemos nos nossos dias são igrejas e agências missionárias muitas vezes disputando entre si ao invés de trabalharem juntas. Não é difícil ver organizações decidirem ir para um lugar ou outro não pela ausência do evangelho, mas sim pela ausência de sua bandeira organizacional ou denominacional.

Bom Líder - O Apóstolo Paulo escreveu aos Romanos sobre o seu esforço em pregar o evangelho onde Cristo ainda não tinha sido anunciado, pois, não queria correr o risco de edificar sobre fundamento alheio. Esse é o mesmo proceder das agências missionárias brasileiras?

Paulo Feniman - Como disse antes, infelizmente não. Mas quando falo de parceria ou de sua ausência, não estou falando necessariamente da questão de trabalho duplicado, falo da falta de intencionalidade de criar projetos de trabalho em conjunto para que o evangelho seja pregado em lugares menos alcançados e também da necessidade de igrejas de denominações diferentes se juntarem para atender um bairro ou lugar carente de uma cidade ou região. Utopia? Eu creio que não, eu creio que a oração de Jesus no Evangelho de João era exatamente sobre isso.

Bom Líder - Você acredita que o missionário brasileiro está melhor preparado para atuar tanto no Brasil como no exterior?

Paulo Feniman - Eu creio que sim, o Brasil cresceu muito no treinamento e no desenvolvimento de estratégias missionárias. Com isso nossos missionários trabalhando em campos transculturais estão muito mais preparados. O maior exemplo disso é um número cada vez menor de retorno prematuro do campo.
Claro que existem agências e agências, isso quer dizer que ainda existem organizações que enviam seus missionários para o campo sem nenhum cuidado pastoral, estratégia ministerial, sustento adequado, seguro internacional de saúde e outros fatores que podem garantir um excelente ministério com durabilidade e eficácia.

Bom Líder - Como é a relação no Brasil entre a Agência Missionária e a Igreja Local?

Paulo Feniman - Nós temos um movimento de modelos de igrejas no Brasil que muitas vezes desconsidera a tarefa missionária da igreja local, mas por outro lado há igrejas que já tem uma história missionária de muitos anos e outras que estão dispostas a aprender e iniciar um processo de resposta em relação a grande comissão, desta forma, o que eu tenho visto são igrejas começando uma caminhada ao lado de agências para enviar seus missionários.
É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências e/ou organizações missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa. As agências surgiram ao longo dos tempos para responder necessidades específicas, isso quer dizer que as agências são um braço de apoio para a igreja local.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.bomlider.com.br/ e comunicada sua utilização através do e-mail ivancordeiro@bomlider.com.br

domingo, 14 de novembro de 2010

Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas oferece informações e recursos para download

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Caros irmãos e leitores, hoje apresentamos uma grande dica para aqueles que buscam maiores informações e recursos sobre a questão das drogas e da dependência química. O OBID (Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas), mantém um site com grande quantidade de informação sobre o tema, abrangendo praticamente todo o espectro das substâncias entorpecentes/ilícitas. Além da riqueza de informações, o site oferece ainda diversos recursos para download gratuito, como cartilhas e livretes, além de folhetos sobre temas variados, que vão do álcool aos anabolizantes. É possível ainda solicitar o envio de material impresso.