sexta-feira, 23 de março de 2012

MISSÕES: Congresso Juvep 2012 em João Pessoa - PB



O Congresso Juvep 2012 acontecerá de 04 a 07 de abril, na semana de páscoa, na cidade de João Pessoa, Paraíba. Ao todo serão mais de 50 momentos distintos na programação e mais de 20 preletores vindos de diversas partes do país.
Uma das novidades do evento deste ano é a realização de diversos seminários abordando os mais diferentes assuntos. Eles ocorrerão simultaneamente em várias igrejas da cidade, na sexta e no sábado, das 14h:35 às 17h:00, e a entrada é gratuita.
Já os cursos, este ano serão cinco. Possuem vagas limitadas e para participar de qualquer um deles é necessário fazer inscrição. Eles também serão realizados na parte da tarde e ocorrerão no Espaço Gospel e na Primeira Igreja Batista de João Pessoa.


Para maiores informações sobre os seminários e/ ou os cursos visite o site do congresso. www.juvep.com.br/congresso2012


Contamos com sua presença. Ore, divulgue e participe.
Em Cristo,
Equipe de divulgação.


RELAÇÃO DOS SEMINÁRIOS


Tema: A Igreja diante dos desafios de uma sociedade pornificada, sexualizada e cada vez mais anticristã.
Preletor: Rozangela Justino
Tema: A perseguição à Igreja na América Latina
Preletor: Tatiana Santos
Tema: A perseguição à Igreja na Coréia do Norte
Preletor: Tatiana Santos
Tema: As maravilhosas perspectivas da vocação missionária
Preletor: Thomaz Litz
Tema: Barreiras a evangelização da zona rural
Preletor: Beat Rossingger
Tema: Como preparar sua Igreja para uma visão missionária
Preletor: David Pina
Tema: Desafios atuais para a evangelização dos povos não alcançados
Preletor: Rosifran Macedo
Tema: Desafios e estratégias para a evangelização de pescadores
Preletor: Marcelo Caldas
Tema: Desafios missionários entre os indígenas no Brasil.
Preletor: Henrique Terena
Tema: Igreja local, instrumento de Deus para transformações da sociedade.
Preletor: Leandro Silva
Tema: Estratégicas para o seu desenvolvimento ministerial.
Preletor: Jorge Noda
Tema: O islamismo no mundo - desafios e ameaças
Preletor: Marcos Amado
Tema: O movimento atual de tradução da Bíblia
Preletor: José Carlos Alcântara
Tema: O papel da Igreja no combate às drogas
Preletor: Marciano Tribess
Tema: O papel do voluntariado em missões
Preletor: Ronald Cabral
Para detalhes sobre data, horário e local, visite o nosso site.


RELAÇÃO DOS CURSOS
Curso Batalha Espiritual
Preletor: Durvalina Barreto
R$ 40,00 (quarenta reais)
Curso Desenvolvimento Natural de Igreja (DNI)
Preletor: Walter Feckinghaus
R$20,00 (vinte reais)
Curso Evangelização de Ciganos
Preletor: Igor Shimura
R$ 20,00 (vinte reais)
Curso Evangelização Através dos Esportes
Preletor: Marcos Grava
R$ 10,00 (dez reais)
Curso Criacionismo Científico
Preletor: Adauto Lourenço
R$ 10,00 (dez reais)
Para detalhes sobre data, horário e local, visite o nosso site.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Como eu posso abençoar o meu pastor - John Piper



John Piper

Conduza alguém a Cristo. Viva uma vida santa. Não perca a sua fé quando você adquirir um câncer. Leve seu filhos a amar a Cristo. Faça algo radical para as Missões.
O ponto comum em tudo isto é você provar com a sua vida que a minha não foi em vão.
Não me dê um Rolls-Royce quando eu fizer 60 anos. Minha vida teria sido em vão se você pensasse que me abençoaria dando-me um grande presente material quando eu fizesse 60 anos. Eu quero ver que a sua vida mudou. Eu quero ver sua vida derramada em favor dos outros. E eu tenho certeza de que é isto que você está me perguntando.
Eu vou a reuniões de oração e ouço minhas ovelhas orarem e eu digo: "É para isto que eu vivo". Eles estão se segurando em Jesus. A vida deles está caindo aos pedaços por aqui, mas eles não abandonam o Senhor. Eles se alegram Nele. Ouço um homem contar como ele tem compartilhado a Cristo no seu trabalho...

São estas as coisas que fazem um pastor suportar qualquer coisa.

sábado, 17 de março de 2012

Ministério com Adolescentes




Pr. José Bernardo

O texto a seguir é minha resposta a um ministro de adolescentes que assumiu recentemente e solicitou uma orientação norteadora para seu ministério. Condensei muitos e complexos conceitos em uns poucos parágrafos. Trato da maior parte desses assuntos em meu livro Líder Adolescente [veja aqui], escrito para ajudar pastores, líderes e pais a compreender melhor os adolescentes e ajudá-los a viver uma vida cristã santa e produtiva.

1. Considero adolescência, em uma visão neurológica, a idade que vai dos 11 aos 17. Onze é uma idade média para o início da puberdade, as meninas podem entrar um pouco antes, os meninos um pouco depois. A puberdade marca o início das transformações cerebrais que definem a maior parte do que chamamos adolescência (poda e isolação dos cérebros motor e emocional) e também o início do desenvolvimento sexual. 17 anos é o final do ensino médio, o início de uma nova fase de escolhas e caminhos, oportunidades e responsabilidades. Também é a idade em que uma nova fase no desenvolvimento cerebral define a maior parte do que podemos chamar de juventude (início da poda e isolação do lobo frontal – progressiva predominância da racionalização).

a. Considero razoável dividir a adolescência em duas fases que chamo de adolescência recente e adolescência plena ou posterior. Na adolescência recente, dos onze até mais ou menos os catorze, o adolescente é predominantemente motor, físico: fala e visão já são bem rápidas, e a resposta física é mais intensa. Na adolescência plena o adolescente atinge maior amplitude emocional e as emoções primárias (raiva, euforia, medo, nojo) predominam inclusive sobre o físico, dando maior propósito e significado à atividade motora.

2. Um dos maiores desafios no ministério com adolescentes, especialmente os nascidos em famílias evangélicas, é a transição da fé afetiva para a fé racional. A fé afetiva é aquela que depende do ambiente dos relacionamentos. O carinho, as atenções, os contatos positivos e os modelos que a criança percebe podem vinculá-la à igreja. Essa experiência é positiva, suficientemente bíblica e funcional durante a infância. É um privilégio crescer integrado na comunidade da fé. Contudo, a partir do início da adolescência, com as mudanças neurológicas e no próprio ambiente do adolescente, a fé afetiva já não é suficiente. Eles precisam de uma fé racional. Os adolescentes que se convertem vindos de famílias de outras experiências religiosas, frequentemente o fazem a partir de questionamentos que eventualmente os levam diretamente à fé racional, já os filhos dos crentes precisam ser estimulados a desenvolver o caráter de sua fé. O desenvolvimento da fé racional deve acontecer em dois estágios:

a. Na adolescência recente, a fé racional deve se desenvolver através da argumentação. O domínio da fala permite e obriga o adolescente ao discurso e ao diálogo. Então, eles precisam desenvolver uma reserva de argumentos que lhes permita responder a quem questione sua fé. A experiência de responder com segurança, realimenta a fé argumentativa e se reflete interiormente, no discurso íntimo. Sem isso, a fé, apenas afetiva, começa a se diluir e o desvio começa a se configurar.
b. Na adolescência posterior, a fé racional é experiencial, aproveitando-se o enorme avanço da capacidade emocional do cérebro. Nessa fase, as experiências em ‘ouvir Deus falando’ através da meditação, a beleza achada na oração, o contato com o suprimento de Deus e com os resultados da missão cristã causam um impacto profundo e preservador na vida do adolescente.

3. Para efeito de pastoreio, especialmente em igrejas maiores, eu organizaria o ministério com adolescentes em três grupos, se possível (e acho que não é), sem o critério da idade, escolhendo os adolescentes de acordo com sua maturidade, interesses e necessidades. As necessidades que apresentarei a seguir, como principais, são genéricas, e podem ser mais ou menos intensas de pessoa para pessoa e de grupo para grupo.

a. Grumetes (11 a 12 anos por suposto): Sua principal necessidade é lidar com a própria adolescência, as transformações fisiológicas (ou o atraso delas) e o reflexo disso em sua percepção de si, no relacionamento familiar, na nova dinâmica de grupo.
b. Marinheiros (13 a 15 anos por suposto): Sua principal necessidade é disciplinar a sexualidade (namoro, masturbação, pornografia, sexo) e driblar o intenso apelo da mídia ao sexo e a coerção das novas políticas ditas de educação sexual.
c. Pilotos (16 a 17 anos por suposto): Sua principal necessidade é definir seus próximos passos na vida (vocação, vestibular etc.), ajudando-os a superar a pressão para a cisão com os adultos que podem ajudar no processo decisório.

Portanto, como norte, de modo geral, penso que a grande responsabilidade do ministro de adolescentes é garantir a passagem da fé afetiva para a fé racional, identificando as áreas de tensão com o mundo e provendo os adolescentes com argumentos que facilitem sua resposta, a experiência positiva em responder e o fortalecimento do discurso interno de fé. Nisso, dê atenção para ajudá-los a entender e se preparar para as modificações físicas e os impulsos sexuais. Considere também a necessidade de ajudar a alguns com a definição de sua identidade sexual (essa é uma das áreas sob maior pressão da política de desarticulação).
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*Aqui no blog Arsenal do Crente mantemos uma seção de links somente sobre 
 adolescentes, e ao ministério deles e entre eles.  Confira:

JOVENS e ADOLESCENTES

terça-feira, 13 de março de 2012

Um estranho em meu lar



Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família. O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial. Meus pais eram instrutores complementares: minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.
Mas o estranho era nosso narrador. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e me fazia chorar. O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las. As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome? Nós o chamamos Televisor... Agora tem uma esposa que se chama Computador e um filho que se chama Celular!

Nota: Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.

*Infelizmente ignoramos o nome do autor.

domingo, 11 de março de 2012

Um livrete grátis para você: LIBERDADE PARA OS PÁSSAROS: 10 poemas contra o comércio e o encarceramento de pássaros


Reunindo 10 poemas de Antonio Costta, com edição e arte de Sammis Reachers, este breve opúsculo é uma pequena iniciativa para, através da poesia, estimular a reflexão, denunciando e combatendo o encarceramento de aves e também seu comércio ilegal. 


O encarceramento de aves é um dos poucosabsurdos ainda de alguma maneira ‘aceitos’ por nossa sociedade. Culturalmente acostumados, ou melhor, anestesiados, muitos deixam de perceber que isto é algo terrivelmente cruel e sistematicamente desrespeitoso para com os direitos dos animais. É já a hora de proclamarmos um grande basta!

Aprisionar asas: poderia haver um crime maior?

Os poemas e as imagens, bem como esta seleta inteira, se com fins não-comerciais, podem ser livremente republicados e divulgados, sem a necessidade de prévia autorização dos autores.

Compartilhe, imprima, disponibilize a partir de seu blog ou site, presenteie crianças e adultos, utilize em sua escola, distribua para sua lista de e-mails...

Para baixar o e-book, CLIQUE AQUI.
Para ler online no Scribd, CLIQUE AQUI.

Abaixo, dois poemas da obra:


PASSARINHO TRISTE

Pássaro triste, tardo no trinado,
Sequer sem repetir seu repertório,
Por que o teu silêncio de velório,
Nessa gaiola tua, em tom dourado?


Estarás triste ou hás de estar cansado
De tanto canto por ninguém ouvido?
Ou, por tentar o vôo, estás ferido
Das grades onde estás aprisionado?


Quem das aves calou a voz mais bela?
A saudade? Só pode ser por ela,
Que vem do ninho por detrás da serra...


Mas em teus olhos a esperança é certa:
Quando esquecerem a gaiola aberta,
Hás de voar de volta à tua terra!





O HOMEM E O PÁSSARO NA MESMA GAIOLA

Coitado do homem da grande cidade,
Trancado em casa, entre a grade e o portão;
Tal qual passarinho, sem liberdade,
Quase vivendo em igual condição!

Os dois na prisão, cantando saudade,
O homem trancado na sua mansão;
Um por causa da humana crueldade,
E o outro com medo do astuto ladrão!

Coitado do homem, não se dá por conta,
Que a liberdade ele mesmo afronta,
Ao manter o pássaro na prisão...

Na realidade ele está mais preso
Do que o passarinho que vive a esmo,
Sem nunca saber o motivo, a razão!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Projetos de Arquitetura em licença Creative Commons

Imagine que os arquitetos da antiga Roma haviam deixado seus projetos em uma rede de redes para que qualquer pessoa do mundo pudesse utilizá-los? Que Gaudí tivesse registrado as plantas de La Pedrera sem copyright? Quantas cidades teriam se reciclado e remixado o gênio dos grandes arquitetos da humanidade? Na era da sociedade em rede, a arquitetura aberta está se tornando uma realidade. A cultura de código aberto está ganhando terreno no até agora vertical e elitista mundo da construção. E cada vez mais se usam os estudos usando as licenças Creative Commons para suas obras.
O norte-americano Cameron Sinclair, criador do projeto Architecture for Humanity, é um dos grandes visionários da arquitetura aberta. Em entrevista à revista Wired, Cameron detalha assim seu sonho:“Nosso sonho é desenvolver um banco de dados de desenhos, classificados por localização, temas ambientais e arquitetos. Brincando, eu chamei de Open Source Architecture Network. Já estamos trabalhando com Creative Commons vendo como os projetos estão disponíveis gratuitamente em todo o mundo”. Um importante estudo que já está disponibilizando suas obras com a licença Creative Commons é o madrilenho Ecosistema Urbano. Seu Air Tree Commons, para a Expo Xangai de 2010, foi a primeira obra cujo todo o processo foi desenvolvido com o Creative Commons. O estudo holandês OBOM  é outra bandeira em arquitetura aberta.
Mas essa conspiração feliz de licenças abertas, transparência de processos e arquitetura não se limita a estudos cool. O mais interessante é que existem iniciativas mais horizontais e/ou descentralizadas. O projeto Wikihouse.cc tem um objetivo muito menos extravagante, mas infinitamente mais útil: recopila projetos de habitação, plantas, detalhes técnicos com licenças abertas. Qualquer pessoa pode eleger um modelo e lançar-se na autoconstrução, com toda a garantia técnica. Para frisar esta nova e emergente arquitetura aberta, nada melhor que concluir com o projeto PFC de Montera 34, que recopila trabalhos de fim de carreira. Quantas boas idéias são desperdiçadas em uma gaveta? Chegaremos algum dia, se perguntam dentro da Montera 34, a compartilhar os projetos “em aberto”, permitindo a difusão, reutilização e o remix com licenças abertas? Se você pensa sim, passeie pela hashtag do Twitter #pfccommons.
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Nota do Arsenal do Crente: Amados, imaginem um banco de projetos arquitetônicos apenas de Igrejas, seja de grandes, médias ou pequenas dimensões, em licenças abertas Creative Commons... Quantos cristãos não se beneficiariam disto, notadamente aqueles muitos sem recursos para contratar os serviços de arquitetos/engenheiros. Eis uma ideia para os profissionais cristãos, que pode abençoar a muitos! Se cada um oferecer um pouquinho, em breve estará construído um amplo banco de dados. 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ferramentas Indispensáveis ao Pastor



Por Kevin DeYoung (The Gospel Coalition)


Que ferramentas todo pastor deve possuir? Que habilidades ele precisa ter? Ou, perguntando com franqueza: o que um pastor tem de fazer razoavelmente para ser um bom pastor?

Observe o que não estou perguntando. Não estou perguntando sobre a teologia do pastor. Ou sobre a sua santidade pessoal. Ambas são essenciais e mais importantes do que algum dom específico. Todo pastor precisa cuidar bem de sua vida e de sua doutrina (1 Tm 4.16). Mas, o que um pastor tem de fazer? Esse é o assunto deste artigo.
Admitamos que ele está indo bem nas áreas de caráter e de convicção. Mas, o que se exige dele quanto à competência?
Em seguida, apresentamos uma lista que não é exaustiva. E, com certeza, não reivindicamos ser excelentes em cada área. Todavia, com base em minha experiência, um pastor de igreja local – estou pensando, em particular, no papel de pastor principal ou de pastor único – tem de ser competente em cinco áreas.

1. Um pastor tem de ser capaz de ensinar. Uma das cinco diferenças existentes nas qualificações de presbíteros e diáconos e a única habilidade na lista é que o presbítero seja “apto para ensinar” (1 Tm 3.2). Se o pastor é o único ou o pastor principal, ele labutará especialmente na pregação e no ensino (1 Tm 5.17). As igrejas suportarão várias deficiências, porém muitas igrejas ficarão impacientes com um pastor que não sabe ensinar.
É verdade que ensinar e pregar são habilidades que se desenvolvem com o passar do tempo. Por isso, talvez seja difícil determinar se um jovem é “apto para ensinar”. Contudo, antes de alguém entrar no ministério, ele deve ser capaz de comunicar a Palavra de Deus com alguma medida de confiança e clareza.
Algumas coisas que devemos examinar:
  • Ele gosta de ensinar? Se não gosta, não melhorará no ensino.
  • Ele pode se comunicar com as crianças? Seria um grande treinamento e um admirável campo de prova se os pastores trabalhassem como professores de alunos das primeiras séries, antes de entrar no ministério de tempo integral. Bons mestres sabem como tornar compreensíveis verdades profundas. Em contraste, se você torna confusas coisas simples, talvez não tenha o dom de ensino, ainda não.
  • Ele gosta de ler? Alguns pastores lêem bastante. Outros lerão devagar ou sem muita freqüência. Mas, se um pastor não gosta de ler (supondo que ele tem acesso a bons livros), ele dificilmente crescerá em profundidade e amplitude de discernimento. Se um pastor não tem fome por aprender, talvez não ajudará outros a aprender.
2. Um pastor tem de ser capaz de relacionar-se com as pessoas. Há muitas maneiras de um pastor conectar-se com seu povo. Ele pode fazer visitas aos enfermos, ou mentorear pessoas individualmente, ou liderar grupos pequenos, ou trabalhar para que haja mais envolvimento da equipe de colaboradores. Sempre haverá pessoas ao redor do ministério; e um bom pastor se esforçara para estar disponível a pelo menos algumas dessas pessoas.
Os relacionamentos assumem muitas formas. Você pode ser um pastor extrovertido e gregário ou um introvertido meditativo. Alguns de nós somos bons em bate-papo. Outros odeiam isso e preferem um convívio mais próximo e quieto com outra pessoa. Não estou dizendo que o ministério pastoral é somente para os sociáveis. Mas, se um homem não pode lidar cordial, gentil e amavelmente com as pessoas, ele deve pensar duas vezes em ser um pastor.
Uma boa pergunta a ser considerada: este homem faz amigos com facilidade? Eu hesitaria em chamar um pastor que luta para fazer e manter amigos.

3. Um pastor tem de ser capaz de liderar. Isso pode nos enganar. Ao usar o vocábulo “liderar” não quero dizer que todo pastor tem de ser um empreendedor ousado. Mas ele deve ter pessoas que o seguem. Tem de ser disposto a tomar uma posição, ser impopular às vezes. Precisa de coragem e da habilidade de tomar decisões desagradáveis. Se um homem tem necessidade de ser apreciado por todos, em todo o tempo, ele não está pronto para ser um pastor. Um pastor não deve ter medo de influenciar. E, se ele não é um visionário ousado, deve ser aquele tipo de líder que encoraja outros que têm dons de liderança mais destacados.

4. Um pastor tem de ser relativamente organizado ou cercar-se de pessoas que podem fazer isso por ele. Eu queria usar a palavra “administração” para referir-me a esse assunto, mas decidi não usá-la por receio de ser mal compreendido. Não creio que os pastores precisam ser gurus administrativos. De fato, penso que nenhum pastor entrou num seminário com o sonho de que poderia ser capaz de manter a igreja cumprindo sua função tranquilamente. Administração não é a essência do ministério; pelo menos, não deveria ser.
No entanto, não podemos evitar isto: um pastor tem de possuir alguma habilidade básica de organização. Ele não pode esquecer sempre os seus compromissos ou chegar atrasado em cada reunião de presbíteros. O pastor precisa retornar as chamadas telefônicas e entender como se realiza uma reunião. Na verdade, todos esquecemos coisas. Todos nós falhamos de vez em quando. Ser um pastor não exige onisciência ou onipotência, mas temos de ser responsáveis. Certo ou errado, talvez a sua igreja não perceba imediatamente que você parou de estar com as pessoas e que você não tem capacidade de liderar, mas a congregação perceberá logo que não pode depender de você.
Competência administrativa básica é exigida para o ministério pastoral. Se você não tem essa competência como pastor, ache pessoas que têm e permita que elas cuidem de você.

5. Um pastor tem de orar. Se essa ferramenta ficar corroída, ninguém saberá; pelo menos, não a princípio. É impossível sobreviver como pastor sem as outras quatro habilidades. Contudo, infelizmente, é fácil sobreviver e, até, prosperar no ministério sem essa ferramenta. O pastor que prospera sem oração não é o pastor sob cujo ministério quero estar, nem o pastor que desejo ser. Podemos realizar muito em nós mesmos, mas o que realmente importa exige oração, porque exige a presença de Deus. Um homem que não ora não deve pregar.
Como você mesmo pode testemunhar, essas cinco competências não são iguais em importância. As competências 1, 2 e 5 são essenciais e devem ser o foco do ministério. As competências 3 e 4 podem ser evitadas por algum tempo, mas não podem ser ignoradas. Em minha experiência, todas as cinco habilidades são necessárias ao ministério pastoral. Alguns pastores serão excelentes em várias dessas competências. Alguns serão muito bons em uma área ou muito bons em outras. Nenhum pastor será um modelo de todas essas cinco áreas. Se eu tivesse de avaliar um aluno de seminário que está prestes a entrar no ministério, ou se fosse membro de uma igreja que está à procura de um pastor, desejaria ver competência básica em cada uma dessas áreas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Um pacote de Fontes Cristãs para seu computador




Reunimos em um único pacote 23 fontes gratuitas, de temática cristã, para seu computador. Essas fontes podem ajudar a ilustrar documentos e publicações seus ou de sua igreja, podem ser usadas para criar ou inspirar logotipos, e o que mais você precisar. E mais: no pacote, há ainda 5 fontes de caracteres para visualização de textos em Hebraico e Grego, para aqueles que desejam ler as Escrituras nas línguas originais, através de seu computador.
Em caso de uso comercial: Algumas fontes são apenas para uso pessoal (atividades sem fins lucrativos). Outras são liberadas para uso comercial. Por via das dúvidas, caso você as utilize comercialmente (crie alguma coisa para vender, utilizando a fonte), faça uma busca no Google pelo nome da fonte em questão, para saber se sua licença de uso comercial é livre ou não.

Dica: com ao auxílio de um programa de edição de vetores, a exemplo do Inkscape eDrawPlus, você pode converter um ou mais caracter/letra dessas fontes em desenho vetorial e usá-lo(s) como sua imaginação mandar.

Para baixar o pacote, CLIQUE AQUI.

Mais dicas como esta, e tudo sobre fotografia, criação e edição de imagens, bancos de imagens gratuitas e muito mais, você encontra no blog IMAGENS CRISTÃS - http://www.imagenscristas.blogspot.com/

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Domingo da Liberdade - 26 de Fevereiro: Participe e envolva a sua igreja nesta campanha contra o trabalho escravo



Gostaríamos de convidar você e sua igreja para participarem do Domingo de Liberdade.
O Domingo de Liberdade tem como objetivo o fim da escravidão moderna através de igrejas mais ativas e conscientes na luta contra este mal. Nunca existiram tantos escravos no mundo como nos dias de hoje. Estima-se que atualmente existam de 27 a 50 milhões de escravos no mundo.

O Domingo da Liberdade foi iniciado em Fevereiro de 2010 em mais de 30 países, com mais de 1.000 igrejas participantes.
Em 2011, esse número cresceu para 2.500 igrejas em 45 países.
Nosso alvo para 2012 é que 10.000 igrejas participem em todo o mundo.

O Domingo de Liberdade pode ser realizado em qualquer domingo do ano, mas no dia 26 de Fevereiro de 2012, milhares de igrejas ao redor do mundo todo irãoproclamar a esperança da liberdade. Sintam-se livres para prepararem algo, usando a sua criatividade e a dos membros de sua comunidade para fazerem algo especial nesse dia.

■ Cantem canções sobre a Liberdade
■ Orem pelos cativos
■ Preguem sobre a Justiça e Liberdade 

■ Distribuam folhetos informativos 

■ Façam uma exibição do vídeo sobre o tráfico humano
■ Busquem informações sobre o que o governo e a rede tem feito a respeito

Assista ao video

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A criança e o Carnaval




Num Estado onde existem vários blocos carnavalescos, grandes escolas de samba, é praxe entre as várias escolas públicas ou particulares formar seu bloco e cair na folia. Aliás, este procedimento também ocorre nas festas juninas, nas quais muitas escolas decoram suas salas com adereços alusivos às festas. Inclusive, algumas escolas obrigam o aluno a participar de tais festas como parte do currículo escolar, sob pena de perda de pontos. O aluno deve não apenas participar dos grupos, como se caracterizar para a festa.
Ocorre que no meio das festas estão os alunos cristãos. E aí a coisa complica, porque tais pais, não sabendo dos direitos que têm, imaginam que poderão sofrer retaliações e liberam com resignação seus pupilos. Eu pergunto: É lícito ao pai cristão deixar suas crianças brincar Carnaval?
Analisando as origens de tal festa, primeiro pagã, depois católica, não temos dúvidas que o cristão, não apenas o adulto, não deve participar de tal festa. É mundana, devassa, corrompe a alma, destrói os relacionamentos, pois baseia-se na licenciosidade. É fora de dúvida sua inspiração maligna. Chegaríamos a esta conclusão sob qualquer prisma. E não é necessário ser cristão para não gostar dela.
E com as crianças? Bem, as crianças também são salvos. São nossos filhos a quem devemos ensinar valores e o Carnaval não se enquadra, nem de longe, no quesito. O que fazer? Saiba que você está resguardado de qualquer ação que vá de encontro à sua liberdade e à de seus filhos pela Constituição de nosso País, tanto quanto um aluno islâmico, numa escola pública ou privada, não confessional (aliás, até elas devem se submeter, apenas duvido que seja uma situação possível), pode se recursar a recitar o Pai Nosso.
A escola tem o direito de fazer o bloco, mas não pode obrigar seu filho a participar dele, nem subtrair pontos por causa de sua ausência. A obrigação do aluno é com a sala de aula e com o aprendizado. A menos que você ache bonitinho sua fantasia?! É isso que você vai deixar de mais precioso para seu filho?
Para os cristãos em folia, eu lamento que tão depressa vocês hajam se distanciado do objetivo da graça de Deus. Se querem sambar, que seja, mas não por serem cristãos, mas porque na dureza do coração não percebem que tais práticas dizem respeito ao velho homem, que deve estar crucificado. Ou Cristo ou o velho homem. Sem negociatas, nem meio-termos. O mais não vem de Deus!