domingo, 13 de maio de 2012

A Oração do Radialista - Poema de Gióia Júnior



Oração do Radialista

Graças te dou, Senhor, por este microfone,
por onde minha voz de esperança e de crença
pode chegar a todos
 e nos mistérios da saúde e da doença
levar consolo para os que se queixam
levar alento para os que se desanimam
levar tranquilidade para os que estão angustiados.

Graças te dou, Senhor, por este estúdio
que se transforma em púlpito e em tribuna
em mesa amiga que distribui o pão
sem indagar do amigo qual seu nome
de onde ele vem
para onde ele vai
em que ele crê
quais seus vícios e suas virtudes
qual seu ânimo
e que utilidade tem a sua vida.

Graças te dou, Senhor, pela técnica de som
dando à voz os caminhos de que ela precisa,
no timbre necessário,
no volume preciso,
com a moldura da música ou a expressão do silêncio
para que ela chegue aos hospitais
como visita aguardada,
às cadeias como companhia necessária,
aos lares na hora quente do retorno para o jantar,
à dona de casa em sua luta dura
ao trabalhador na hora aflitiva do retorno

ao motorista de praça
em cujo rádio está o descanso
ao salão de barbeiro, à escola, à oficina,
ao recolhimento do operário em construção
ao guarda da noite
à enfermeira e ao médico,
ao jovem com sede
e ao velho com saudade
ao campo e à cidade.
Graças te dou, Senhor, pelos companheiros que me deste
na hora em que todos estamos no mesmo barco
dos que selecionam música
ao que equilibra a sintonia,
do que recebe na portaria
ao que vigia no transmissor:
por esses companheiros, meus irmãos, minha equipe
graças te dou, Senhor.

Graças te dou, Senhor, pelas conquistas da técnica
pelos estúdios, pelas mesas de som,
pelos discos cantando mil histórias
umas de muito rir, outras de algum chorar,
pela torre agressiva
pelo ar em que as ondas sonoras se irradiam
- mas, acima de tudo, Graças te dou
pela presença do homem em tudo isso
domando o som, catequizando as sombras,
disciplinando a luz.

Graças te dou pelos milhões de receptores
nos automóveis e nos lares
na casa humilde perdida na floresta
no apartamento debruçado sobre o abismo da cidade -
 onde a nossa mensagem se espalha como semeadura
que a Tua graça abençoa
da maneira mais rica
e encontra a terra boa
e a comunicação floresce e frutifica.

Graças te dou, enfim,
pelo instante maior da transmissão -  
porque o milagre se realiza em mim
desta fecunda multiplicação
quando a voz que me deste, pequenina,
é como novo peixe e novo pão
por tuas santas mãos espalhadas nos cestos
alimentando nova multidão!

No livro 25 Anos de Gióia Júnior

*Gióia Júnior foi radialista, compositor, escritor e poeta. É considerado um dos maiores poetas evangélicos do Brasil.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

UBABALO e Brasil - O futebol transformando vidas, energizando comunidades e revigorando igrejas


UbabaloUbabalo é um conceito de treinamento para a vida toda que pode ser adaptado para qualquer esporte ou mesmo hobby. Destina-se a transformar as comunidades, colaborando com a palavra e poder transformador de Deus.
A falta de bons pais deixaram muitas crianças e adolescentes em todo o mundo sem uma bússola moral boa para ajudá-los a tomar decisões sábias para as suas vidas. Eles muitas vezes vêem partes diferentes de suas vidas como sendo desconectadas e independentes.
Treinamento de vida inteira conecta algo que eles amam fazer, como esporte, poderosamente com a sua vida quotidiana. Cada parte do esporte se torna uma oportunidade de aprendizagem para ajudar o jovem a crescer na pessoa que Deus quer que eles sejam. O treinador se torna um mentor importante, não só para o esporte, mas também suas vidas.
UbabaloUbabalo espera fazer 3 coisas:
1. Transformar as pessoas, comunidades e nações, mudando as visões de mundo atual
2. Ajudar a discipular crianças e adolescentes em formas que podem ser facilmente multiplicadas
3. Resposta à preocupação global de orfandade
Valores
A base de todo projeto Ubabalo e Brasil está firmada em valores que pretendem transformar para melhor a nossa nação. Pretendemos através do esporte trabalhar em 6 valores que certamente serão fundamentais para a formação do caráter de qualquer pessoa. Estes valores são:
-Emocional
-Físico
-Social
-Intelectual
-Ambiental
-Espiritual
Ubabalo também possui alguns materiais como o manual de treinamento para a vida, já temos 20 lições traduzidas para o português e 60 em inglês. Também temos este mesmo material adaptado para a realidade brasileira com alguns exercícios.
Um outro material que está relacionado ao UBABALO é o material de Kids Games Soccer, com sugestões para um circuito de atividades voltadas ao futebol. Esses e outros materiais você pode encontrar em nosso blog
Ubabalo
Ubabalo também realiza treinamentos para quem se interessa em usar o esporte como ferramenta de evangelismo, fique atento as propagandas em nosso blog.
Confira também algumas fotos do
Treinamento Intensivo - UBABALO



Acesse também: http://www.coalizaobrasileira.com.br 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Fatal Negligência - Poema do Rev. Tiago Rocha



Fatal Negligência

Sonhei num sonho triste, impressionante,
Que um grande amigo me dizia adeus...
Havia dor expressa em seu semblante...
E lágrima a correr dos olhos seus...

O caminho! O caminho? Será distante?
Quem me pode guiar os passos meus?
Ó, meu amigo, parto neste instante,
Sem saber o caminho para Deus...

Foi um aviso, sim, eu bem senti
Que do Evangelho nunca lhe falara...
E ao telefone fui, correndo, para

Levá-lo à decisão por Cristo, ali:
“Onde está, por favor, o amigo meu?”
E do outro lado disse a voz: “Morreu!”

Tiago Rocha
in Raio de Luz

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Evangelizando através de carro de som



O carro de som é uma ferramenta que alcança centenas de pessoas em uma hora rodando pelo seu bairro, mas tem que ser feito com muita cautela e sabedoria para não arrumar problemas.
O volume do som deve ser regulado de acordo com o local. Em ruas estreitas, mão e contra-mão, o volume deve estar em um nível que não venha a ferir o tímpano de uma pessoa que esteja na calçada. As caixas de som devem estar posicionadas para frente e para traz, e não para os lados. Não são necessárias caixas enormes com alto-falantes de 12 ou 15 polegadas; 8 polegadas será a medida ideal. Eu, pessoalmente, prefiro usar as conhecidas "cornetas" por dois motivos: São à prova de água, e posso sair em um belo dia de chuva; pois se as tradicionais caixas acústicas não estiverem com uma pintura especial para resistirem à chuva, a madeira vai estragar, e o alto-falante também, se este for de papel, como é comum; apesar de já existirem alto-falantes com o cone de plástico. O segundo motivo, é que a "corneta" (nome popular) é na verdade um projetor de som. Duas "cornetas" ligadas a um simples amplificador portátil de 5 ou 10 watts, conseguem com facilidade levar uma mensagem ou um convite a uma distância de mais de 50 metros para frente e para traz do carro, o que é suficiente, sem ferir a audição de ninguém, pois o "segredo" da evangelização com o carro de som não está na potência do amplificador, mas na dependência de Deus. Isto significa que não devemos usar de "sabedoria humana" na evangelização. É importante lembrar que em alguns Estados do Brasil é necessário uma licença para rodar na cidade com um carro de som.


Este é o som que eu usava na evangelização com carro de som. É um rádio-toca-fitas (walkman) que custou R$15,00, na época. Como trabalho com eletrônica, fiz uma modificação neste aparelho. Na verdade, este é o protótipo do menor aparelho de evangelismo que montei até hoje. Embuti dentro dele um amplificador de 20 watts com uma entrada de microfone e uma auxiliar. Ele trabalhava com a bateria do carro ou de moto que, por ser menor, levava dentro de uma pequena bolsa com o microfone e os cabos. Mas hoje com os MP3 isso já não é necessário.


No lugar de caixas de som enormes e caras, pode-se usar as conhecidas "cornetas" (projetores de som), que conseguem levar o som bem mais longe, sem a necessidade de um amplificador potente.
Como se pode perceber, não há necessidade de grandes aparelhos para se fazer um bom trabalho de evangelização ou divulgação, mesmo que a igreja tenha recursos financeiros para isso.
E recursos não são mesmo o problema: há casos de aparelhos de som instalados em bicicletas, sem problema algum.

André M. dos Santos

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Missão Cumaná - Missionários na Zona de Risco: E-book gratuito



O Missionário Albérico Marques, disponibilizou para download seu livro Missão Cumaná - Missionários na Zona de Risco. No livro, de 81 páginas, o missionário relata suas vivências ao lado de sua família na cidade venezuelana de Cumaná, no perigoso bairro de La Trinidad. Um testemunho de perseverança e conquistas para o Reino dos Céus. Leitura recomendada!


Para baixar o livro, CLIQUE AQUI.


Visite o blog do Missionário Albérico: http://avozmissionaria.blogspot.com.br/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ferramentas da AMME Evangelizar para capacitar sua igreja


A Palavra de Deus é a mesma, mas os tempos mudaram, a cabeça das pessoas mudou, a reação do inimigo mudou. Por isso precisamos continuar pregando a mesma Palavra de Deus, mas com novas ferramentas e estratégias. Para ajudar as igrejas evangélicas nesse trabalho, o ministério Salva Vidas tem desenvolvido oficinas de até quatro horas de duração que equipam a igreja com novas ferramentas para a evangelização.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Semillitas - Revistas de educação bíblica e atividades para crianças



Esta dica é para você que se dedica ao ministério infantil, seja educando, discipulando ou evangelizando. O site em espanhol Lecturas Bíblicas disponibiliza gratuitamente os fascículos bimestrais Semillitas. Em formato pdf, são ricamente ilustrados, e vem com textos e atividades, como: colorir, recortar e colar, etc. Tudo muito bonito e de grande qualidade. O material pode ser adaptado para o português.


Acesse a página de Semillitas: http://www.lecturasbiblicas.org/SEMellitas.htm


Caso você queira baixar um pacote que preparamos, com 46 edições da revistinha, CLIQUE AQUI.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pr. Israel Belo de Azevedo: Porque sou ateu



ISRAEL BELO DE AZEVEDO

1
Confesso que sou ateu.

Não creio num deus que abençoe negociatas, mesmo que os corruptos e corruptores afirmem que o seu esquema funcione graças a Deus.

Não creio num deus que ouça a oração de pessoas que fazem culto enquanto armazenam dinheiro corrupto em malas ou meias.
Não creio num deus que seja conivente com igrejas que disputam com outras quem terá mais membros, quem vai abrir mais igrejas, quem terá mais horário na televisão para ficar mais rica e seus seguidores (não de Jesus) mais pobres.
Não creio num deus que enriqueça pastores que garantam bênçãos que ele não promete.
Não creio num deus que aprecie templos abertos sem alvará, cultos que não respeitem a lei do silêncio, igrejas que não cumprem as legislações posturais e trabalhistas, como se estivessem acima do bem e do mal. 
Não creio num deus que aceite a bajulação (a que chamam de "louvor") de pessoas que o sigam por causa de um milagre que esperam que ele faça, em forma de dinheiro ou de saúde.

Deste deus sou ateu.


2
Não creio no deus das negociatas, da endêmica corrupção, dos sacrifícios que beneficiam donos de igrejas, que abençoa se arrependimento, que protege os desonestos, mas creio em Deus.

Creio no Deus que odeia quem toma o seu nome em vão.

Creio no Deus que ama os que são puros de coração.
Creio no Deus que exige justiça de todos, especialmente dos que usam o Seu nome. Ele mesmo cantou que deseja que a retidão corra como um rio e a justiça role como um ribeiro perene (Amós 5.24).
Creio no Deus que desde os tempos antigos determina implacavelmente: "Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno, porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos" (Deuteronômio 16.19)
Creio no Deus que, em lugar de oferecer milagres (e ele os faz), nos pede arrependimento, para que vejamos a sua verdadeira glória (Lucas 11.29).
Creio no Deus que pede misericórdia para com o próximo e não sacrifícios do próximo (Oseias 6.6).
Creio no Deus que aprecia o louvor que venha de lábios cheios do fruto da justiça (Filipenses 1.11).
Creio no Deus que deseja que o conheçamos de verdade, razão pela qual se revelou de modo completo em Jesus Cristo (Colossenses 1.19).
Neste Deus eu creio alegremente de todo o meu coração, com toda a minha força e com todo o meu entendimento (Mateus 22.37).


3
Sim, creio em Deus de todo o meu coração, com toda a minha força e com todo o meu entendimento (Mateus 22.37).

Creio em Deus mesmo que ele não faça o milagre de que preciso.
Creio em Deus mesmo que escute a resposta a minha oração.

Creio em Deus mesmo que a depressão me ponha na cama.
Creio em Deus mesmo que o câncer corroa um órgão do meu corpo.
Creio em Deus mesmo que a minha causa justa não prevaleça.
Creio em Deus mesmo que o meu casamento acabe por causa de uma traição ou decepção.
Creio em Deus mesmo que meus filhos se desviem do caminho em que os ensinei e eu tenha que visitar um deles na prisão.
Creio em Deus mesmo que pastores o envergonhem, em troca de poder, dinheiro ou sexo.
Creio em Deus mesmo que ele me peça o que eu não lhe queira dar.
Creio em Deus mesmo que ele não recompense meus atos de justiça.
Creio em Deus mesmo que não valha pena crer nele.
Creio em Deus porque creio em Jesus Cristo, que me mostrou quem é o Pai (João 14.9).
Creio em Deus simplesmente porque sei, por experiência própria, que Ele é Deus (João 20.28).
Creio em Deus porque sei que Ele vive e que, no final, me levantará (Jó 19.25). 
[FIM]

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Avanço do Islã no Ocidente e no Brasil



Magno Paganelli 

O Islã vem aí; a bem da verdade já chegou. O avanço islâmico para o ocidente usa a mesma estratégia do Cristianismo quando faz missões. Os estrategistas islâmicos acreditam que o próprio Allah, prevendo a necessidade de fundos para financiar o avanço missionário muçulmano, confiou as reservas mundiais de petróleo às nações muçulmanas. 1

O espaço disponível aqui para esta questão da expansão islâmica é pequeno. No entanto, quero destacar alguns pontos-chave que indicam a mobilização islâmica neste sentido.

O Islã tem disposto não de um, mas de três meios pelos quais demarca o seu território nos países ocidentais: imigração, conversão e natalidade. Em todos os países da Europa e nos Estados Unidos a população árabe muçulmana imigrante cresceu, além dos descendentes nascidos nessas regiões.

Na Inglaterra. Nos últimos 30 anos a população muçulmana cresceu de 28 mil para 2,5 milhões de pessoas. Na França em 2008 eram 5 milhões. Na Holanda, 50% dos recém-nascidos são crianças muçulmanas. Na Bélgica, 25% da população e 50% dos nascimentos é de muçulmanos. O Governo daquele país declarou que em 2025, um terço dos recém-nascidos na Europa será de famílias muçulmanas. Declaração semelhante foi feita pelo Governo Alemão, que disse prever a Alemanha como um país muçulmano até 2050.

Os muçulmanos já veem esses sinais. O recém-assassinado General Kadhafi disse:

Há sinais de que Alá garantirá vitória ao Islã na Europa sem espadas, sem armas, sem conquistas. Não precisamos de terroristas ou bombas homicidas.

É esperado que os mais de 52 milhões de muçulmanos que vivem na Europa dobre sua população em até vinte anos. Nas Américas os números não são diferentes. No Canadá o crescimento populacional total registrado entre os anos 2000 e 2006 foi de 1,6 milhão, sendo que 1,2 milhão foi de imigração. Nos Estados Unidos a taxa de fertilidade é de 1,6 filhos e chega a 2,11 somente se somada à imigração latina. Em 1970 havia 100.000 muçulmanos nos Estados Unidos, hoje há 9 milhões

Por conta disso, mesquitas têm sido construídas nos principais centros que antes eram referência para os cristãos. A Mesquita de Roma, uma afronta o Vaticano na terra do Catolocismo e uma Mesquita em Genebra, no marco do Protestantismo. Mas em Meca, um cristão não pode nem mesmo aproximar-se da mesquita principal. Mas a ousadia islâmica nunca foi tão longe como nos Estados Unidos, onde líderes islâmicos anunciaram a intensão de construir uma mesquita e um centro de cultura islâmica em rua próxima ao Marco Zero. O Conselho Municipal de Manhatan aprovou a sua construção e o Presidente Obama manifestou-se favorável. As famílias das vítimas dos atentados mostraram-se incorformadas.

Enquanto os protestos contra novas mesquitas em Nova Iorque, Tennessee e Califórnia ganharam as manchetes, o número total de mesquitas cresceu em silêncio, subindo de 1.209 em 2000 para 2.106 em 2010. 74% de crescimento em dez anos.

Essas estatísticas apontam, ainda, noutra direção além do seu valor ou desdobramento no que tange à questão da cultura. Há implicações econômicas, por exemplo. Enquanto a população economicamente ativa diminui, a população idosa aumenta. A Grécia, os Estados Unidos e outros países desenvolvidos revelaram nesta década os efeitos dramáticos desse modelo. A força de trabalho ativa não conseguiu sustentar o número de aposentados em função do desequilíbrio entre os trabalhadores ativos e inativos. É inevitável que num cenário assim a economia seja posta nas mãos de quem detém a força de trabalho, no caso, muçulmanos com sua numerosa população.

Na Conferência de Chicago, dezenas de nações islâmicas se reuniram para discutir a islamificação da América através de meios como o jornalismo, a política e a educação.

A América Latina também tem números expressivos de muçulmanos. No Brasil a população estimada é de 1,5 milhão. Somente no Estado de São Paulo os muçulmanos são 400 mil. Na tríplice fronteira, Brasil, Argentina e Paraguai, há um grupo radical islâmico. Um muçulmano xiita da região converteu-se e passou a frequentar a comunidade metodista. Logo houve ataques, agressões e ameaças contra esse irmão e seu pastor. (2)

No mais, a estratégia para basear-se na América do Sul é a mesma. Aumentar a população, influenciar na política e na educação. O primeiro ponto já está em andamento por aqui. O segundo também. Na Inglaterra já há um partido islâmico e eles já aprovaram leis voltadas para a sua comunidade. O Brasil não fica atrás. Em 1998 ocorreu um Congresso Islâmico em São Bernardo do Campo (SP) com 147 representantes de diversas sociedades islâmicas do país. O congresso deliberou pela criação de uma comissão provisória com vistas à criação de um partido. (3)

 Em 2011, o Deputado mineiro pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Miguel Corrêa apresentou (em 06.07.2011) a PL 1780/11 que altera a Lei nº 9.394 (de 20 de dezembro de 1996), a chamada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “cultura árabe e tradição islâmica” e dá outras providências. Esta PL 1780/11 foi retirada da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, mas não nos esqueçamos do que ocorreu com a PL 122, a PL da Homofobia, que mesmo depois de sua retirada da Mesa foi desarquivada com força ainda maior pela Senadora Marta Suplicy, do mesmo Partido dos Trabalhadores, e ganhou forte expressão nacional. Não pense o leitor que o fato de a PL 1780/11 não constar da pauta, que a questão está encerrada.

A presença nas instituições de ensino não é um mecanismo novo. Nos Estados Unidos as lideranças islâmicas já ocupam consideráveis espaços nas escolas secundárias, bem como em universidades. A proposta às reitorias e juntas diretivas é feita em face à necessidade de fornecer um departamento de estudos islâmicos no campus. A universidade cede o local e todo o recurso necessário é fornecido pelo Islã. Mulás são indicados para ensinarem, a fim de que haja garantia de que o Islã será bem representado. Isso também ocorre entre a comunidade local por meio das próprias instituições islâmicas já estabelecidas na sociedade, não apenas nos centros de educação.

No Brasil, há dezenas de instituições espalhadas por todo o território. Segundo o Centro Islâmico no Brasil, são dezessete mesquitas, doze centros culturais, vinte e três federações, assembleias e sociedades, cinco escolas e dois cemitérios. Se tudo isso parece novo para você, é bom começar a acostumar-se com a presença islâmica em nosso meio. O problema é quando começarem manifestar a imposição das suas leis em nosso país, até agora dito “de tradições cristãs”.

O esforço concentra-se também na publicação de obras em língua portuguesa. “O Islamismo tem se esmerado em atacar as doutrinas cristãs através de regulares publicações. Entre os vários livros cujo propósito é desacreditar as doutrinas cristãs, temos conosco alguns publicados em português no Brasil com este propósito. Entre eles destaco A Bíblia, o Alcorão e a Ciência por Dr. Maurice Bucaille. Há outros livros que se opõem as doutrinas cristãs como O Islam e o Mundo por Abul Hassam Annaduy e Islam e Cristianismo por Ulfat Aziz Assamad e Islamismo Mandamentos Fundamentais por Mohamad Ahmad Abou Fares. São apenas alguns exemplos (há muitos outros títulos publicados) do que já há em português publicado pelo Islamismo para atacar e desacreditar o Cristianismo”. (6)

A diversidade étnica e a liberdade de culto no Brasil são públicas e notórias; nem por isso vemos as comunidades de alemães e de italianos no sul do país, ou de orientais e italianos no Estado de São Paulo, fazendo lobbies para que sejam criadas leis específicas para eles. Imigrantes que chegam aqui convivem harmoniosamente há séculos com os nossos padrões e as nossas leis. Por que haveria de mudar agora?

A pluralidade religiosa brasileira bem que podia servir de exemplo para países e comunidades muçulmanos, o que definitivamente não ocorre. Vemos, isso sim, perseguição, mortes, condenações, incêndio a igrejas e muito mais. Seria bom, se de fato o Islã é uma religião da paz, que a cada instituição implantada aqui, uma igreja ou seminário também fossem abertos por lá, sem riscos à vida de quem quer que seja. Infelizmente sabemos que isso não acontecerá.

(*) Este artigo foi extraído e adaptado do livro Islamismo e Apocalipse, de Magno Paganelli (Arte Editorial, 2012). É usado com autorização e pode ser reproduzido desde que citada a fonte. http://arteeditorial.net.br/web/

NOTAS

1 Nisto concordam Dom Richardson, Ibid., p. 156ss e Marius Baar, Ibid., p. 36ss.
http://www.comunidademetodista.com.br/noticias/?id=490 em 09.03.2012. 3 Diário do Grande ABC, 05.05.1998. 4 RICHARSON, Ibidem, pp. 171,172. 5 Fonte: Centro Islâmico no Brasil (Arresala). 6 TOSTES, Silas. O Islamismo e a Trindade, pp. 2,3. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Combata o Pecado que te Mata: imagens para edificação

Utilizando textos do artigo do Dr. H.Bürki, Confissão de Pecados - Combata o Pecado que te Mata, elaborei uma série de 9 imagens, cada uma enfocando um pecado específico. As imagens podem servir como wallpaper (papel de parede), mas também para você compartilhar de todas as formas possíveis, nas redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut, enviar para seus irmãos por e-mail, etc. Use à vontade para edificação e santificação! As imagens estão em grande formato, clique sobre elas para ampliar.










sábado, 31 de março de 2012

Confissão de Pecados: combata o pecado que te mata



“Sonda-me, ó Deus, vê o meu coração! Prova-me a mim e aos meus pensamentos! Vê se ando por maus caminhos e conduz-me à senda da eternidade!” Salmos 139.23,24

Dr. H. Bürki

O homem deita um olhar ao seu coração – do qual Deus está ausente – mas esse olhar só provoca um arrependimento superficial, resultante do amor-próprio ferido e de vãos esforços incapazes de levar à regeneração. Só um olhar de fé – lançado sobre o Filho de Deus crucificado por nossos pecados – nos leva a reconhecer o nosso pecado e nos conduz ao arrependimento. Porque é só a Sua ensanguentada cruz que nos leva a tomar consciência da santidade e do amor de Deus.
As acusações do diabo só nos dão um vago senso de derrota, de impureza, de confusão e de acabrunhamento. O Espírito Santo, pelo contrário, conduz-nos de modo perfeitamente claro a reconhecer o pecado – e age em nós regenerando-nos.
Como fazer bom uso da confissão? Calando-nos perante Deus, lendo atentamente a Bíblia Sagrada, sublinhando primeiro o que nos toca de mais perto, e, relendo essas passagens – em espírito de oração – tentar descobrir onde, quando e como o pecado se tem manifestado em nossa vida. Tomaremos assim consciência da obstinação das nossas tendências, dos nossos atos repreensíveis e da nossa mentalidade de pecadores. Então, antes de mais nada, deveremos confessar claramente a Deus os nossos pecados – e deveremos igualmente estar prontos a confessá-los perante algum crente espiritual que possa auxiliar-nos com a sua experiência. Fazendo assim, abrimos caminho à alegre convicção de que nossos pecados nos são perdoados pelo Senhor Jesus.  Tal exame de consciência, seguido da purificação, está sempre indicado quando o pecado se apossa de nós ou quando a vida espiritual enfraquece.

Analisemos alguns pecados que muitas vezes nos dominam sem que nos demos perfeita conta:

O ORGULHO manifesta-se quando se liga ao êxito, à situação social, às aparências, às aptidões inatas e às honrarias. Provém do desejo secreto de ser considerado, de reinar ou dominar, de chamar a atenção dos outros para si na conversação.

VONTADE PRÓPRIA: espírito insubmisso, querendo constantemente discutir e levantar objeções; maneira dura e sarcástica de se exprimir – tomada de posição limitada – avisos dominadores e tirânicos – ser antes de tudo sensível às lisonjas; pedantismo; movimentos de cólera ou de impaciência; viva susceptibilidade; espírito de vingança por qualquer censura ou contradição.

IMPUREZA: gosto pronunciado pelos prazeres sexuais; intimidade e tendências deslocadas para com pessoas do outro sexo; imaginação, pensamentos e atos impuros; imaginação suja; olhares cobiçosos; incapacidade de resistir às tentações quando se apresentam ocasiões favoráveis.

DESONESTIDADE: falsificar, torcer ou esconder a verdade; dissimular os seus próprios defeitos; procurar deixar de si uma impressão pouco conforme com a verdade; exagerar; falsa modéstia; hipocrisia; falsidade de motivações.

MEDO: temor físico ou carnal perante os outros; recuo tímido perante as censuras e os deveres; perante a cruz; temor de sofrer; medo paralisador perante as pessoas bem situadas; tendência para fugir dos compromissos; falsa reserva.

CIÚME OU INVEJA: inveja oculta; sentimentos desagradáveis à vista da prosperidade e dos êxitos de outrem; tendência para sublinhar os defeitos e não as boas qualidades dos outros; mentalidade sectária; coração fechado para com aqueles que não pertencem ao pequeno círculo dos íntimos; frieza e falta de amabilidade para com os que não partilham nossa opinião; mentalidade dos que – julgando tudo saberem – recusam o diálogo.

AMBIÇÃO: largueza de espírito quando se trata de realizar os nossos próprios desejos; estreiteza, quando isso diz respeito aos outros; retenção dos donativos que sente devia dar regularmente para a obra da evangelização; roubar o tempo, os bens e a honra de outrem.

INCREDULIDADE: desânimo em épocas de trabalho intenso ou em períodos de oposição; falta de paz interior, do descanso da fé e de confiança em Deus; tendência para a angústia e para as murmurações em tempos de aflição, de pobreza; dúvida, desconfiança e reticências perante o caminho de Deus e as vias da Sua palavra – a Bíblia Sagrada.

FROUXIDÃO ESPIRITUAL: indiferença, falta de vigor espiritual quanto à fé; egoísmo, complacência para consigo próprio; amor ao conforto;  falta de solidariedade; falta de amor e de cuidado pela salvação da humanidade; fé destituída de alegria; tagarelices estéreis e serviço infrutífero. É na obediência e na purificação diárias, na comunhão de cada dia com o Senhor Jesus, que se encontra o segredo da pureza do coração, da força espiritual e da vitória triunfante sobre o pecado.

“Se andarmos na luz, como Ele na luz está – estamos mutuamente em comunhão e o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado.” 1João 1.7
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos purificar de toda a iniquidade.” 1João 1.9
“Confessai-vos uns aos outros, a fim de que sejais curados.” Tiago 5.16

Dr. H. Bürki

Transcrito de um folheto da Difusão de Tratados Cristãos (Suíça).

terça-feira, 27 de março de 2012

A comovente história de um soldado cristão durante a Guerra Civil americana


Uniforme típico de jovem tamborileiro da Guerra Civil americana

(Fato ocorrido durante a batalha de Gettysburg - Guerra Civil americana - em 01 de Julho de 1863. Título original: “Charles Coulson, the Cristian Drummer Boy”. Esta história foi publicada em 1893, por S.B. Shaw Plubishers, em New York).


Trabalhei como cirurgião do exército dos Estados Unidos durante a Guerra Civil. Após a batalha de Gettysburg, chegaram ao hospital vários soldados feridos, entre eles Charlie Coulson. Como ele era muito jovem para ser soldado, pois tinha 17 anos, alistou-se como tamborileiro (tocador de tambor). Ele chegou com ferimentos graves, sendo necessário amputar-lhe um braço e uma perna. Quando os meus assistentes foram aplicar-lhe clorofórmio para a cirurgia, ele recusou-se* e pediu para chamar-me e disse-me: “Doutor, quando eu tinha nove anos, dei meu coração a Jesus e desde então venho aprendendo a confiar Nele. Ele é a minha força, e me sustentará enquanto o senhor estiver amputando o meu braço e a minha perna.” Então lhe pedi para que tomasse um pouco de conhaque. Mais uma vez ele respondeu: “Doutor, quando eu tinha cinco anos, minha mãe se ajoelhou ao meu lado e pediu a Jesus para que eu nunca bebesse um gole de bebida alcoólica. Existe a possibilidade de eu morrer e ir à presença de Deus. O senhor quer que eu chegue lá com bafo de conhaque?”.

Naquela ocasião, eu detestava Jesus, mas admirei a lealdade daquele rapaz com o seu Salvador. Chamei o Capelão, que conhecia bem o moço, pois este frequentava as reuniões de orações. Disse o Capelão: "Charlie, estou muito penalizado de vê-lo assim." Charlie respondeu ao Capelão: “Ah, estou muito bem senhor. O doutor me ofereceu clorofórmio e conhaque, mas eu não aceitei, pois quero me apresentar ao meu Salvador em meu juízo perfeito”.

"Talvez você nunca morra," disse o Capelão. "Mas, se o Senhor o levar, você deseja que eu faça alguma coisa?“ "Capelão", respondeu o jovem, "escreva uma carta para minha mãe e lhe diga que tenho lido a Bíblia todos os dias, e que tenho orado sempre para que Jesus a abençoe.” “Estou pronto doutor. Prometo que não vou nem gemer, se o senhor não me der o clorofórmio”.

Garanti-lhe que não aplicaria a droga, mas, antes de pegar o bisturi, fui à saleta tomar um gole de conhaque Quando pequei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do travesseiro entre os dentes e sussurrou: “Ó Jesus, bendito sejas! Fica ao meu lado agora”.

O rapaz cumpriu o que prometera; não gemeu. Eu não dormi naquela noite, pensando no rapaz. Pouco depois da meia noite, levantei-me e fui ao hospital. Assim que cheguei, o enfermeiro disse-me: "Dezesseis soldados morreram." "E Charlie também?" Indaguei-lhe. "Não, dorme como um bebê. Por volta das nove horas, o Capelão leu trechos das Escrituras pra Charlie e ambos cantaram hinos de louvor. Não consigo entender, doutor, como uma pessoa sentindo tanta dor ainda era capaz de cantar", completou o enfermeiro.

Passado cinco dias, desde que fora operado, Charlie me chamou e disse: “É chegado a minha hora. Creio que não terei mais um dia de vida. Sei que é judeu, e não crê em Jesus, mas gostaria que ficasse ao meu lado e me visse morrer, confiando em meu Salvador”. Tentei ficar, mas não consegui, pois aquele rapaz regozijava no amor daquele Jesus que eu fora sempre ensinado a detestar. Passados vinte minutos, o enfermeiro procurou-me no consultório e disse-me: "Doutor, Charlie está morrendo e gostaria de vê-lo novamente." Chegando ao quarto, Charlie pediu-me que segurasse a sua mão e disse: “Doutor, amo o senhor porque é judeu. O melhor amigo que eu tive neste mundo foi um judeu”. Perguntei-lhe quem era este amigo e ele replicou: “Jesus. Quero apresentá-lo a Ele antes de morrer. Enquanto o senhor me amputava, orei a Jesus pedindo que manifestasse o seu amor ao senhor”.

Aquelas palavras tocaram fundo em meu coração. Doze minutos depois ele dormiu tranqüilo nos braços de Jesus. Durante a guerra, vi morrerem centenas de soldados, mas só compareci ao sepultamento de Charlie Coulson. As últimas palavras daquele rapaz me impressionaram muito. Eu possuía muitos bens materiais, mas teria dado todo meu dinheiro para crer em Cristo, como ele cria. Contudo, a fé é algo que o dinheiro não compra.

Pouco tempo depois, esqueci o sermão de Charlie, embora não conseguisse esquecer-me do próprio rapaz. Durante dez anos, lutei contra Cristo com todo ódio que tinha por Ele, até que afinal a oração de Charlie foi atendida. Um ano depois da minha conversão, fui a uma reunião de orações no Brooklyn, onde as pessoas davam seus testemunhos. Depois que várias pessoas falaram, levantou-se uma senhora idosa e disse: “Estou com os pulmões muito doentes e pouco tempo me resta”. “É um imenso prazer saber que muito em breve me encontrarei com o meu filho e com Jesus”. E ela continuou, “Ele foi ferido em uma batalha e ficou aos cuidados de um médico judeu que lhe amputou um braço e uma perna. Morreu cinco dias após a operação. O Capelão escreveu-me uma carta relatando o que ocorrera entre o meu filho e o médico em seus últimos momentos de vida”. Ao ouvi-la, não me contive. Levantei-me e fui correndo até ela. Apertei-lhe a mão e disse-lhe: "Deus a abençoe, minha irmã! A oração do seu filho já foi atendida. Sou o médico judeu por quem o Charlie orou, e o Salvador dele é agora o meu também. O amor de Jesus cativou minha alma!"
(EXTRAIDO)

*Admiramos a coragem e a convicção de Charlie, mas nem por isso queremos dizer que não se devem aproveitar os benefícios do clorofórmio e outros anestésicos em tais casos; antes damos graças a Deus por eles.