terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quebrando a Barreira Babilônica - Uma reflexão para toda a igreja


Publicamos aqui este significativo texto de Ralph Mahoney. Buscando um embasamento bíblico e histórico, o autor discorre sobre o desperdício de dinheiro e recursos por parte da Igreja, que os esbanja em grandes construções, o que ele chama de Barreira Babilônica.
Concordando ou não com as ideias do autor, julgamos que este texto merece ser lido por todos nós. E além de poder lê-lo aqui, você tem também a opção de baixar este texto como um pequenino ebook em PDF (confira ao fim deste post).

*   *   *
QUEBRANDO A BARREIRA BABILÔNICA

Por Ralph Mahoney

Capítulo extraído do livro O Cajado do Pastor (The Shepherd’s Staff)


Capítulo 1
A Barreira Babilônica

Introdução
    Há TRÊS GRANDES OBSTÁCULOS à propagação do Evangelho. Estas coisas dificultam a evangelização dos que nunca ouviram as boas novas sobre o que Jesus Cristo fez para salvar e abençoar a todas as nações. Estes obstáculos são:
•        CLERICALISMO
•        DEFICIÊNCIAS PNEUMATOLÓGICAS
•        CONSTRUÇÃO DE CATEDRAIS
    Nesta seção, Quebrando a Barreira Babilônica, você aprenderá como vencer a CONSTRUÇÃO DE CATEDRAIS.
    Os outros dois obstáculos serão abordados em outras seções. 

A.    BARREIRA BABILÔNICA
    A maioria dos líderes cristãos dos dias de hoje não sabem que os eventos de cinco mil anos atrás estão influenciando hoje os seus valores e ações. A influência de Babel ainda se encontra muito presente em nosso meio, substituindo o que Deus ordenou pela sua agenda humanística, egocêntrica e narcisista. Isto está roubando de nós o verdadeiro propósito de Deus na Igreja.


1.    Histórico de Babel
    Quando Noé e seus filhos saíram da área, as instruções de Deus foram claras. “Deus... Lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra’’ (Gn 9:1). Deus tinha um propósito mundial para toda a terra. “Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela” (Gn 9:7).
    O propósito de Deus para todos os sobreviventes do Dilúvio era que eles “frutificassem e se multiplicassem, e enchessem a terra” (Gn 9:1,7).
    
a.    Pecado e Desobediência. Em Gênesis 10, os descendentes de Noé são citados como sendo Sem, Cão e Jafé. Os descendentes de Sem e Jafé foram abençoados. Cão e os seus descendentes (os cananeus) foram amaldiçoados.
    “E Cão, o pai de Canaã, viu a nudez de seu pai... E Noé despertou do seu vinho, e soube o que o seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã...” (Gn 9:22, 24, 25).
    Muitos estudiosos acreditam que estes versículos descrevem um ato homossexual cometido por Cão contra o seu pai Noé. Assim sendo, o julgamento veio sobre Cão e os seus descendentes, os cananeus.
    O primeiro filho de Cão foi Cuse. “Cuse gerou a Ninrode, o qual se tornou poderoso na terra” (Gn 10:8). A palavra hebraica GIBBOWR (traduzida por poderoso) significa “um poderoso guerreiro tirano”. Ele caçava homens para subjugá-los e escravizá-los. Ele estava totalmente tomado por um ardente desejo de exercer poder sobre a vida das outras pessoas. O versículo 10 nos diz que “o início do seu reino foi Babel.
   
 b.    Um Sistema Religioso Falsificado. Babel foi o resultado do povo camítico, sob a liderança de Ninrode, introduzindo no mundo um sistema religioso falsificado. Ninrode agiu sob uma inspiração satânica e demoníaca para produzir esse substituto da coisa verdadeira.
    Eu gostaria de identificar o que é essa religião babilônica, como você pode reconhecê-la e como você pode abordá-la, a fim de que você possa quebrar a barreira babilônica na sua igreja e na sua vida. Essa antiga influência ainda se faz presente em nosso meio nos dias de hoje.

2.    Babel – Impede o Propósito de Deus
    O que foi que se tornou o grande obstáculo ao propósito de Deus? Deus desejava que o Seu povo “se multiplicasse e enchesse toda a terra, e a fizesse frutífera.” O que se interpôs como obstáculo neste objetivo de o mundo todo tornar-se frutífero e repleto do conhecimento de Deus?
    Foi o “fator Babel”. A influência de Ninrode entremeou-se no propósito divino para neutralizar o que Deus havia  objetivado.
    “E era toda a terra de uma mesma língua, e de uma mesma fala. E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam uma planície na terra de Sinear, e habitaram ali.
    E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos, e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o barro por argamassa.
    Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos Céus, e façamo-nos um nome. Façamos tudo isto para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11:1-4).
    Deus queria que o Seu povo se dispersasse por várias regiões, para frutificar, multiplicar-se, e encher a terra. Babel existia para impedir isto. Eles     construíram a sua torre “para que isso não acontecesse”, isto é, para impedir que isso acontecesse.
    A religião de Ninrode ainda é muito proeminente no mundo, e a sua influência projeta uma espessa sombra sobre a Igreja Cristã. 

B.    QUAIS ERAM AS MARCAS DE BABEL? 

1.    Façamos Primeiramente: “Façamos tijolos e argamassa.” A iniciativa humana, independentemente e em contraposição à vontade de Deus, elevou-se e disse: “Façamos!’’
    Contraste isto com Mateus 16:17,18, onde Jesus diz: “Eu farei! Sobre esta rocha, Eu farei a edificação...” Esta é a iniciativa divina. A iniciativa humana se exalta contra o propósito de Deus. A iniciativa divina complementa o propósito de Deus. A afirmação de Babel é: “Façamos!” A afirmação divina é: “Eu farei!
    Na qualidade de líder de igreja, a qual destes dois você quer hoje entregar a sua fidelidade? O “Eu farei” de Jesus ou o “Façamos” da sua própria iniciativa? Você tem de fazer essa escolha. O “Façamos’’ leva às torres de Babel dos dias atuais. O “Eu farei” nos leva a um envolvimento na evangelização do mundo. 

2.    Construamos
    Em Segundo Lugar: “Construamos uma cidade.” Uma vez mais, contraste isto com as palavras de Jesus: “Sobre esta rocha edificarei a Minha Igreja.” Quem vai fazer a edificação? será que o “Façamos’’ fará a edificação? Ou será que vai ser o “Eu edificarei’’?
    Você não sabe que Jesus é um grande construtor? O Seu propósito é mundial, e o que Ele faz nunca, nunca, nunca será localizado. A coisa babilônica será totalmente localizada. Será totalmente enfocada num só local, em si próprios. A ênfase será na IGREJA “LOCAL”. (A palavra “local” não se encontra na Bíblia.) Esta é a distinção principal e você precisa observá-la e se precaver com isto.
    Isso soa de maneira semelhante às ambições de muitos pastores das nações ocidentais? Sim, de fato. Muitos deles são “Ninrodes” da atualidade, apropriando-se indevidamente de suas ambições locais, egos, planos de construção e vontade contra o propósito de Deus de evangelização mundial.
    Assim sendo, em contraste com o “Construamo-nos uma cidade – construamo-nos uma torre; edifiquemos para cima”, a Grande Comissão é sairmos para todo o mundo, levando o Evangelho a toda criatura. O propósito de Deus ainda é o de “... sairmos e enchermos a terra”. O espírito babilônico é “edificar para cima”, ao invés de “para fora”. Qual dos dois hoje está você fazendo, pastor?

   a.    Construtores de Catedrais. Não é por acaso que Ninrode e Babel ainda influenciam a arquitetura das igrejas.
    A torre de Ninrode era chamada de um Zigurate, que significa um “memorial”. Ela tinha mais de 180 metros de altura (equivalente a um prédio de sessenta andares).
    Olhando-se diretamente do Céu, num plano perpendicular a ela, o seu formato era semelhante ao de uma Cruz de Colombo. Do norte, sul, leste e oeste, novecentos degraus de escada subiam de cada lado numa linha reta, da sua base até o topo.
    O seu perfil era muito semelhante ao de uma pirâmide.
    “E disseram... edifiquemo-nos... uma torre, cujo cume possa tocar nos Céus...” (Gn 11:4).
    Por que os líderes de igrejas das nações ocidentais constroem catedrais com  elevadíssimas torres de igreja? Será que existe um único versículo em toda a Bíblia que nos diz para erigirmos catedrais ou prédios de igreja de qualquer tipo – muito menos os que possuem “...cumes nos Céus’’?
    Se você conhecer qualquer versículo, por favor me avise. Em mais de quarenta anos ainda não encontrei um único versículo sobre isto.
    A seguinte afirmação é um sumário de Babel: “Façamo-nos uma cidade, uma torre cujo cume esteja no Céu. Façamo-nos um nome, para que não sejamos dispersos.
    Tenho dito frequentemente:  “A maneira pela qual os líderes de igrejas nas nações ocidentais esbanjadamente gastam todo o dinheiro em argamassa (construções) nos levaria a crermos que a Grande Comissão foi: Ide por todo o mundo e edificai catedrais para toda a criatura.”
    Jesus e os primeiros apóstolos enfatizaram a MENSAGEM, E NÃO A ARGAMASSA!
    Não havia nenhuma catedral até a época de Constantino (cerca de quatro séculos depois de Cristo). Este imperador romano “convertido” radicalmente alterou e politizou a Igreja. Ele converteu os templos pagãos em catedrais – introduzindo assim as vaidades de Ninrode na tradição da Igreja. A sua influência, em última análise, produziu a apostasia de mil anos, chamada de “Idade Média” (ou “Eras Escuras”).
    A Igreja nas nações ocidentais ainda não está livre da influência de Ninrode e de Constantino. 

3.    Recebamos Adoração
    Ninrode tomou o lugar de Deus. A cada ano, Ninrode exigia ofertas de adoração, a si próprio, de centenas de quilos de incenso de nardo, no cume do Zigurate de Babel, o que valia milhões de dólares.
    Esta foi a mesma espécie de nardo que foi posto sobre os pés de Jesus (Veja Mateus 26:7 e João 12:3: “Então veio até Ele uma mulher com uma caixa de alabastro com unguento muito precioso, de nardo, muito caro...”).
    Ninrode se proclamou governador e deus de Babel. Ele se tornou a primeira deidade política. Ele iniciou o sistema de governantes deificados, assim como é o caso do imperador do Japão, onde o governante é adorado e venerado como se fosse Deus.
    Por que Daniel, séculos mais tarde, foi lançado na Cova dos Leões? Foi porque o Rei Dario decretou que Ninguém fizesse petições a nenhum outro deus ou homem, exceto a ele próprio. A recusa de Daniel significou a sentença de morte. Daniel estava se opondo à religião de Ninrode, que percorreu o mundo nos tempos antigos.
    De onde os Césares romanos tiveram a ideia de que eram deuses? Na época em que o Novo Testamento foi escrito, era contra a lei romana o uso da palavra grega Kurios (traduzida por Senhor) para qualquer outra pessoa, além do César. Isto também veio da influência de Ninrode. Os primeiros discípulos correram o risco de serem aprisionados e mortos por chamarem a Jesus de “Kurios” (Senhor – veja Romanos 10:9,10).
    Para mim é muito interessante o fato de que a palavra grega traduzida por anti-Cristo seja definida na Concordância de Strong da seguinte forma: “anti, significando ao invés de; no lugar de; sendo, portanto, geralmente usada para denotar uma substituição.”
    Ela não é simplesmente uma palavra de oposição a Cristo, mas significa “tomar o lugar de Cristo”. Você já ouviu dizer sobre o principal prelado da Igreja Romana, que ele é o “Vigário de Cristo na terra” e que ele toma o “lugar de Cristo”?
    Os nossos queridos bispos anglicanos são “Senhores espirituais” e “Senhores temporais”. Na qualidade de “Senhores espirituais”, eles governam na Igreja. Na qualidade de “Senhores temporais”, desfrutam de um assento reservado na CASA DOS LOR-DES (ou SENHORES) no Parlamento da Inglaterra.
    Eu seria o primeiro a reconhecer que muitas pessoas boas e tementes a Deus já ocuparam e ocupam esses cargos nas Igrejas Romana e Anglicana (e também Protestantes).
    Contudo, os conceitos e a teologia associados com estas práticas são uma escandalosa contradição dos claros ensinamentos de Jesus aos Seus Apóstolos sobre o assunto.
    “Mas Jesus os chamou para junto de Si, e disse: Sabeis que os príncipes dos gentios exercem domínio sobre eles, e os grandes exercem autoridade sobre eles. Mas não será assim entre vós; todo aquele que quiser ser grande entre vós, que seja o vosso servo. E qualquer um que quiser ser o primeiro dentre vós, que seja o vosso servo, assim como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos” (Mt 20:25-28).
    Pastor? Líder de igreja? Você crê nas palavras de Jesus e as pratica? 

4.    Façamos um Nome Para Nós Próprios
    “Façamos um nome para nós próprios, para que não sejamos dispersos.” Isto é um denominacionalismo sectário, impregnado de orgulho, em sua pior faceta.
    A palavra “denominar” significa “nomear”. Esta influência tem perturbado a Igreja desde o primeiro século. O denominacionalismo sectário encontrava-se nos discípulos de Jesus:
    “E João respondeu e disse: Mestre, vimos um que em Teu nome expulsava os demônios e o proibimos porque não Te segue conosco” (Lc 9:49).
    Paulo teve que lidar com isto junto aos cristãos carnais de Corinto: “Cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Pois enquanto um diz: Eu sou de Paulo, e outro, eu sou de Apolo, porventura não sois carnais?” (1 Co 1:12).
    A nossa identificação ou o fato de pertencermos a uma família eclesiástica específica (denominação) não é errado. O que é errado é o orgulhoso elitismo, exclusivismo e sectarianismo – e não deveria ter NENHUM lugar no coração e na mente de nenhum verdadeiro seguidor de Cristo.
    Observe a resposta de Jesus ao seu Próprio discípulo: “E Jesus lhe disse: não o proibais, porque quem não é contra nós, é por nós” (Lc 9:50). Senhor! Livra-nos dessas barreiras de sectarismo babilônico – quer se originem do nosso orgulho denominacional, ou da nossa arrogância por sermos uma igreja “independente”. 

C.    BABEL AINDA VIVE!
    Quando o julgamento de Deus veio sobre Babel e eles foram dispersos, eles levaram consigo a sua falsa religião.

1.    Ela Circundou o Globo Terrestre
    O sistema religioso de Ninrode é visto nas pirâmides do Egito – que eram Zigurates modificados. Encontramos a influência de Ninrode no Novo Mundo, dentre os astecas e os incas, os quais construíram os seus Zigurates com um modelo bem semelhante.
    Encontramos a religião de Ninrode na Índia hoje em dia, nos templos hindus. Nós a encontramos também no Tibete, Laos, e Camboja, dentre os budistas. Esta antiga influência religiosa circundou o globo terrestre e implantou o seu domínio satânico sobre a raça humana, com todas as maldições que a acompanharam.
    Coexistentes com Babel (os descendentes de Cão), encontravam-se os descendentes de Sem e Jafé, os quais permanecem fiéis ao verdadeiro conhecimento de Deus. A história secular dos tempos nos conta que os semitas eventualmente se levantaram contra Ninrode e o mataram pela blasfêmia – de se fazer como Deus.

2.    Ela Frustra o Propósito de Deus de Evangelização
    A religião de Babel enfocava as expressões de religião que eram localizadas, e que serviam e ministravam a si próprias, em contraposição a visão e causa mundiais que Deus tinha em Sua mente. Ela tem sido o obstáculo através dos séculos, para antagonizar e frustrar os propósitos de Deus. Ela tem sido o inimigo da propagação do verdadeiro conhecimento de Deus e do Evangelho, desde a época de Ninrode até agora.

D.    DEUS PROMETE ABENÇOAR TODAS AS NAÇÕES 

1.    Abraão – o Primeiro Missionário de Deus
    Foi cerca de um milênio após o Zigurate de Babel, que Deus chamou a Abraão para que ele saísse de Ur dos Caldeus, como o Seu primeiro missionário.
    Jeová fez uma aliança com Abraão. Esta aliança exigia dele algo difícil: “O SENHOR havia dito a Abraão: Deixa o teu país, o teu povo, e a casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei” (Gn 12:1). Assim sendo, foi renovada a visão de Deus por um povo que faria com que todo o mundo O conhecesse. Isso exigiria que fosse deixada a família e se fosse a povos de outras nações, línguas e culturas. Abraão tornou-se o primeiro missionário de Deus.
    A Aliança Abraâmica incluía sete promessas. A sétima era a mais importante.
    “Em ti todas as famílias (no hebraico = mishpachah, significando “tribos ou grupos étnicos”) da terra serão abençoadas” (Gn 12:3).
    Para que não fosse deixada nenhuma dúvida com relação ao que Deus quis dizer com isto, Paulo esclarece, sem sombra de dúvida, que Deus estava falando sobre a evangelização do mundo.
    “As Escrituras previram que Deus justificaria os gentios pela fé e anunciaram o Evangelho de antemão a Abraão: ‘Todas as nações serão abençoadas através de ti’” (Gl 3:8).
    Dois mil anos antes de Cristo, Deus declarou a Abraão o Seu desejo de que o mundo pagão fosse justificado e evangelizado. Foi uma promessa que seria frustrada pela influência de Babel. “Façamo-nos... edifiquemo-nos... para que não sejamos dispersos.
   
 a.    Um Fracasso de Responsabilidade. Deus havia feito o Seu povo Israel “uma luz para iluminar os gentios” (Is 42:6,7). Será que eles cumpriram este papel? Não! Eles fracassaram miseravelmente.
    Jeová contou a Abraão o que aconteceria com os seus descendentes. “Saibas, de certo, que os teus descendentes serão estrangeiros numa terra que não é deles, e serão escravizados e afligidos por quatrocentos anos... na quarta geração, os teus descendentes voltarão aqui...” (Gn 15:13,16). Isso aconteceu! Jacó mudou a sua família de setenta almas para o Egito na época de José (Gn 46:26, Êx 1:5).
    Moisés os tirou de lá quatro séculos mais tarde, como Deus havia dito a Abraão. “E aconteceu, no final dos quatrocentos e trinta anos... que todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito” (Êx 12:41).

2.    Israel Deveria Ser Um Reino de Sacerdotes
    Quando Israel saiu do Egito, a primeira aliança que Deus Lhes ofereceu abrangia a responsabilidade e o privilégio que possuíam a nível mundial. Ele disse: “Se obedecerdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, farei de vós um reino de sacerdotes, uma nação santa” (Êx 19:5,6).
    Por que Deus precisaria de uma nação santa de 2,5 milhões de sacerdotes (ex 12:37)? O único motivo racional seria o cumprimento da promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó.
    “Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e todas as nações da terra serão abençoadas nele?” (Gn 18:18).
    “E em tua semente serão abençoadas todas as nações da terra, porquanto obedecestes a Minha voz” (Gn 22:18).
    “E multiplicarei a tua semente como as estrelas do céu, e darei à tua semente todas estas terras; e em tua semente todas as nações da terra serão abençoadas” (Gn 26:4).
    “E a tua semente será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua semente todas as famílias da terra serão abençoadas” (Gn 28:14).
    Deus queria abençoar todas as nações (tribos, grupos étnicos), e Ele precisava de um grande número de sacerdotes missionários para comunicarem a Sua verdade a essas nações. A esperança de Deus era que Israel tivesse fé para aceitar a Sua oferta e cumprir o seu destino. Mas isto não aconteceu! “Por isso Me indignei contra esta geração... [porque] ...a mensagem que ouviram não Lhes foi de valor algum, porque os que a ouviram não a combinaram com a fé” (Hb 3:10;4:2).
   
a.    Duas Condições. A aliança (contrato) oferecida tinha duas condições para os israelitas:
        1)    “obedecer a Minha voz” e
        2)    “guardar a Minha aliança.”
    Só precisamos ler Êxodo 20 para vermos que Israel rejeitou a primeira condição: “obedecer a Minha voz’’.
    “E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; mas que Deus não fale conosco...” (Êx 20:19).
    “...cuja voz os que a ouviram suplicaram que a palavra não mais Lhes fosse dirigida” (Hb 2:19).
    Tendo rejeitado a voz de Deus, era impossível para esses israelitas cumprirem a vontade e o propósito de Deus para eles no sentido de serem um “reino de sacerdotes”.
    Alguns capítulos mais tarde vemos que os israelitas também violaram a segunda condição: “guardar a Minha aliança”.
    “E Moisés voltou e desceu do monte e as duas tábuas do testemunho [aliança] estavam em suas mãos...
    “E aconteceu que, tão logo se aproximou do arraial, ele viu o bezerro e as danças, e acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte” (Êx. 32:15,19).
    Moisés somente fez o que os israelitas já haviam feito através do seu pecado e desobediência – eles haviam quebrado a aliança; não haviam guardado a aliança. Assim sendo, Moisés arremessou as tábuas em que estava escrita a aliança e as quebrou. “ ...a aliança que fiz com os seus pais no dia em que os tomei pela mão para tirá-los da terra do Egito; aliança esta que eles quebraram...” (Jr 31:32). 

3.    O Sacerdócio Levítico
    A promessa feita a Israel no Sinai de serem feitos “um reino de sacerdotes” não se refere ao sacerdócio levítico. Os levitas se tornaram sacerdotes como consequência do fracasso e da desobediência delineados acima.
    A primeira condição – “obedecer a Minha voz” – foi quebrada. Como Deus poderia manter a Sua aliança e promessa de fazê-los “um reino de sacerdotes’’ uma vez que não queriam ouvir a Sua voz?
    O propósito de Deus foi uma vez mais frustrado quando os israelitas quebraram a aliança. Naquele dia, Deus decretou um julgamento: “Moisés ficou na entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a mim. Então, todos os levitas se ajuntaram a ele. Aí ele Lhes disse: Isto é o que o SENHOR, o Deus de Israel diz: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa. Voltai e percorrei o arraial de uma extremidade a outra, com cada um matando a seu irmão, e amigo, e ao seu próximo” (Êx 32:26,27).
    No final das contas, havia apenas uma tribo com armas prontamente disponíveis: a Tribo de Levi. O que havia acontecido com todas as outras tribos? O registro diz: “Aarão os havia despido na presença de seus inimigos.
    Ao ler isto, temos a impressão de que eles estavam circulando sem nenhuma roupa! não é isto, no entanto, o que a palavra hebraica significa. Eles se encontravam militarmente expostos (nus) na presença dos seus inimigos. Eles haviam deposto as suas armas, muito embora  estivessem  rodeados   por inimigos.
    Os filhos de Israel haviam retirado do Egito todo o ouro e toda a prata. Eles haviam multiplicado uma quantia equivalente a milhões de dólares pelos padrões de hoje.
    Lá estavam eles, os herdeiros do tesouro do mundo antigo, mas haviam deposto as suas armas. Não estavam protegendo a herança. Encontravam-se militarmente nus! Que tolice!
    Os levitas foram a única tribo fiel. Estando armados, entraram no meio dos desarmados e mataram três mil pessoas naquele dia. Deus designou os levitas para serem sacerdotes porque eles haviam mantido as suas armas ao seu lado. Eles foram os defensores da nação e de sua herança. Todos os demais haviam comprometido a segurança e o bem-estar da nação.
    “Os levitas fizeram conforme o que Moisés ordenara. E naquele dia, cerca de três mil pessoas morreram. Aí então, disse Moisés: Vós [levitas] fostes consagrados ao SENHOR hoje... e Ele vos abençoou neste dia” (Êx 32:28,29). Assim sendo, a Tribo de Levi tornou-se a tribo sacerdotal.
    Entretanto, o propósito de Deus de ter uma nação sacerdotal foi adiado por mais quinze séculos. A maior parte do mundo agora teria que esperar muitas gerações antes de poder conhecer sobre o único Deus verdadeiro.
    Através de toda a história os Zigurates continuariam a ser construídos ao redor do mundo. A influência de Ninrode aumentaria e obscureceria o conhecimento do Único Deus Verdadeiro.
    O mundo esperaria durante mais de um milênio por um povo que “obedeceria a voz de Deus” e “guardaria a Sua aliança”. 

4.    A Promessa Cumprida
    “Mas, quando a plenitude dos tempos chegou, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, para redimir os que se encontravam debaixo da lei, para que pudéssemos receber a adoção de filhos” (Gl 4:4,5). 


E.    POR QUE JESUS VEIO? 

1.    Jesus Veio Para Dar a Israel Uma Última Chance
    De Abraão a Cristo passaram-se 2.000 anos – vinte séculos em que Israel deixou de se apossar das promessas feitas a Abraão. Todas as nações não estavam sendo abençoadas, como Deus havia objetivado. Israel não estava iluminando os gentios, como Deus desejava. “Eu, o SENHOR, te chamei em retidão... para uma luz dos gentios.
    “E Ele disse: também te darei para ser uma luz aos gentios, para que possas ser a Minha salvação até aos confins da terra” (Is 42:6;49:6).
    Em vez de ser a luz de Deus para os gentios, isto é o que foi dito a Israel: “Pois o nome de Deus é blasfemado dentre os gentios através de vós...” (Rm 2:24). “E santificarei o Meu grande nome... o qual profanastes no meio delas; e os pagãos [gentios] saberão que Eu sou o SENHOR...” (Ez 36:23).
    Quando Jesus veio, Ele chorou sobre Israel e a sua capital: “Ao Se aproximar de Jerusalém e ver a cidade, Ele chorou sobre ela e disse: Se tu ao menos soubesses neste dia o que te traria a paz...
    Os dias virão sobre ti em que os teus inimigos... te derribarão, a ti, e a teus filhos dentro dos teus portões. Eles não deixarão pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo da visitação de Deus para ti” (Lc 19:41-44).
    Ao ser finalmente rejeitado pelos judeus, Jesus disse: “Portanto Eu vos digo: O Reino de Deus será tirado de vós e será dado a uma nação que dê os seus frutos’’ (Mt 21:43). Quem foi essa nação a quem foi concedido o Reino? Descobriremos isto logo em seguida.
    Israel pecou e perdeu o seu dia de oportunidade, a sua última chance de ser a nação missionária de Deus – um reino de sacerdotes. Agora outros receberiam a bênção e a chance de serem os sucessores naquilo em que Israel havia fracassado. 

2.    Jesus Veio Para Acabar com os Templos e a Construção Deles
    Ele veio para quebrar o poder do sistema religioso de Ninrode, o qual se orgulhava muito das construções religiosas.
    “E enquanto alguns falavam sobre o Templo, de como era adornado com formosas pedras e dádivas, Ele disse: Quanto a estas coisas que contemplais, os dias virão em que não será deixada pedra sobre pedra que não seja derribada” (Lc 21:5,6).
    “E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mc 13:2).
    Havia uma boa razão pela qual Jesus acabaria com os templos. “Assim diz o SENHOR: O céu é o Meu trono, e a terra é o escabelo dos Meus pés. Onde está a casa que Me edificaríeis?” (Is 66:1)
    “...o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas...” (At 7:48). “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templo feito por mãos humanas” (At 17:24).
    Deus queria habitar no coração do Seu povo. Este era o Seu plano.
    “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3:16).
    “...Deus habita em nós, e o Seu amor é aperfeiçoado em nós” (1 Jo 4:12).
    “...pois sois o templo do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei, e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (2 Co 6:16).
    Pastor, você é como o rico insensato da parábola de Jesus? “E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores...” (Lc 12:18).
    Seja como Jesus e os primeiros apóstolos, os quais enfatizaram A MENSAGEM – E NÃO A ARGAMASSA (construções). A MENSAGEM produz corações prontos a fornecerem a Deus um lugar de habitação. A argamassa (Catedrais – Zigurates) acaricia os egos dos que constroem essas coisas.

3.    Jesus Veio Para Abençoar TODAS as Nações
    Jesus veio para reavivar a antiga promessa e o propósito de Deus – de que todo o mundo fosse abençoado através do conhecimento de Deus.
    Ao ressuscitar dos mortos, Ele disse: “Todo poder Me é dado no céu e na terra, e eis que estou convosco sempre, até a consumação dos séculos... Portanto IDE!” (Mt 28:18-20).
    Qual era o significado disto? Jesus estava renovando a antiga “Comissão” a Noé e seus filhos. Ele estava reavivando o chamado missionário a Abraão e sua descendência. “Portanto... Ide!
    Bem, a Igreja foi... mas somente até Jerusalém. Desde a época de Noé até agora parece que o principal problema do Senhor tem sido o de encontrar pessoas com uma visão mundial. A preocupação comigo, com a minha família, com os meus desejos e ambições parece personificar a maioria de nós. Muitos de nós, crentes pentecostais, temos a seguinte atitude: “Eu, minha esposa, meus dois filhos – nós quatro e fim de papo, Atos 2:4.”
    Antes que a Igreja Primitiva implementasse a clara comissão de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16:15), o Senhor teve de permitir a perseguição. Foi necessário isto para tirá-los de seus confortáveis ninhos e para obedecerem o que Ele havia ordenado. Mesmo assim, não foram os pregadores (os apóstolos) que obedeceram.
    “E naquela época houve uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos eles foram dispersos por todas as regiões da Judéia e Samaria, exceto os apóstolos” (At 8:1).
    Foi um movimento “conduzido por leigos” que quebrou a exclusiva franquia dos Apóstolos Judeus sobre o Evangelho. “Portanto, os que foram dispersos [nenhum apóstolo – somente leigos] foram por toda parte, pregando a Palavra” (At 8:4). 

4.    Jesus Veio Para nos Fazer Uma Nação de Sacerdotes
    Os apóstolos judeus não prestaram maior atenção à Comissão de Jesus do que nós o fazemos hoje em dia. Eles ficaram sentados, desfrutando do reavivamento e das bênçãos em Jerusalém.
    Até o Oitavo Capítulo de Atos, quando veio a perseguição, eles não estavam fazendo nada a respeito do propósito mundial de Deus de propagação do Evangelho. Os leigos finalmente responderam, quando a perseguição os dispersou.
    Pedro diz: “Mas vós sois um povo escolhido, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo que pertence a Deus...” (1 Pe 2:9). A mesmíssima coisa que Deus havia prometido aos filhos de Israel, em Êxodo 19, cumpre-se agora em nós.
    Deus não estabelece condições. Ele simplesmente diz: “VÓS SOIS sacerdotes reais [reis e sacerdotes], uma nação santa!” Não condicionalmente, como era sob a Antiga Aliança, mas incondicionalmente.
    “Eis que dias vem, diz o SENHOR, em que Eu farei uma nova aliança com a Casa de Israel, e com a Casa de Judá:
    “Não de acordo com a aliança que fiz com os seus pais no dia em que os tomei pela mão para tirá-los da terra do Egito, e esta Minha aliança eles quebraram...”
    “...Depois daqueles dias, diz o SENHOR, Eu colocarei a Minha lei no seu interior, e a escreverei em seus corações...” (Jr 31:31-33).
    Agora, na verdade, Deus está dizendo: “Eu farei”. “Tentei obter a cooperação voluntária da Minha nação, Israel, mas eles recusaram. Agora vou fazer a obra, independentemente deles.”
    Não existe nenhum “clero” nem “leigo” em nenhuma parte da Bíblia. Jesus nos declara “reis e sacerdotes”. “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele seja a glória e o domínio para todo o sempre. Amém” (Ap 1:6). “E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra” (Ap 5:10).



F.    O QUE QUEBRARÁ A BARREIRA BABILÔNICA?
    O que quebrou a barreira babilônica foi o fato de Deus haver descido e feito com que todos eles falassem em outras línguas. “Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra” (Gn 11:6-9).
    Era isso o que o Dia de Pentecostes objetivava alcançar: espalhar sobre toda a terra os que falaram novas línguas – para pregar o Evangelho de Cristo. Tal acontecimento foi para quebrar a barreira babilônica.
    O propósito daquele Dia não foi o de formar clubinhos do tipo “abençoe-me” que edificam para cima, ao invés de alcançarem os que estão de fora, e sim o de nos capacitar para irmos a todo o mundo e tornarmo-nos mártires para Jesus Cristo (At 1:8). Foi a confusão das línguas que quebrou a barreira babilônica. 

1.    Enfoque a Evangelização Mundial
    Deus queria que o Pentecostes (At 2:4) fosse isto para a Sua Igreja. O derramamento do Espírito Santo deveria fazer com que nos tornássemos internacionais e globais em nossa forma de pensar em nossa mentalidade. O Pentecostes deveria fazer com que percebêssemos que há pessoas de outras nações e línguas que estão esperando pelo Evangelho.
    Todas as vezes que você fala em línguas você deveria lembrar-se do programa global de Deus para todos os povos de “...todas as tribos e línguas, e povos, e nações.
    O Livro do Apocalipse nos leva ao Céu e nos mostra o resultado da Era da Igreja. Reunida diante do Trono encontra-se uma multidão inumerável.
    “E cantavam um novo cântico: Tu és digno... porque... com Teu sangue compraste homens para Deus de toda tribo, e língua, e povo, e nação, e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5:9,10).
    Se é a vontade de Deus que essas pessoas “de toda tribo, e língua, e povo, e nação” estejam no Céu, é melhor que você ore para que o Deus Todo-Poderoso o ajude a fazer a sua parte, a fim de que elas possam receber o Evangelho.
    Um enorme segmento do mundo ainda espera pelo Evangelho. Duas entre cinco pessoas (dois bilhões de seres humanos) ainda estão esperando que a Igreja obedeça o mandamento de Cristo de IR e pregar – de cooperar com o desejo de Deus de justificar os pagãos através da fé em Jesus Cristo.
    Até cerca de 200 anos atrás, a Igreja encontrava-se totalmente presa nesta escravidão babilônica. A Idade Média havia trazido a total imersão do propósito divino sob o sistema religioso de Ninrode. Era chamado de “cristianismo”, mas, na verdade, era algo totalmente Ninródico. Era um sistema político com líderes religiosos dirigindo o espetáculo.

2.    Pare de Construir “Templos”
    O que a Igreja fez durante aquelas trevas da Idade Media? Ela descartou o mandamento de evangelizar o mundo e começou a construir catedrais com lindas e altas torres “...cujo cume toque nos Céus...
    De que espírito você acha que isto saiu? Será que saiu da Grande Comissão? Será que saiu do amoroso coração de Jesus “que veio para buscar o que se havia perdido” (Lc 19:10)?
    Não! Saiu da religião de Ninrode, a qual espalhou os seus tentáculos de trevas sobre a Igreja e a amaldiçoou, e produziu a venda dissoluta de indulgências para financiar a construção de torres e catedrais em direção ao Céu – não, como se afirmava, para a glória de Deus, mas sim para a vaidade carnal do homem.
    Não sou contra o aspecto de a Igreja ter as suas dependências para executar a Sua obra, mas a construção desvairada de torres de Babel para satisfazer o ego do homem é uma maldição pecaminosa sobre a Igreja. Deus nunca ordenou isto. Deus nunca deu este mandamento. Não há sequer uma palavra de autoridade para isto, de Gênesis a Apocalipse.
    No entanto, em que nós, líderes de igrejas do ocidente, enfocamos a maior parte dos nossos recursos, tempo e esforços. Na minha opinião, a predominância dos líderes são “Ninrodes”, dizendo: “Façamo-nos! Edifiquemo-nos! Para que não sejamos dispersos – e acabemos indo para todo o mundo com o Evangelho.” (Considere isto como um sarcasmo.)
    As nossas torres de igrejas se projetam em direção ao céu e competimos uns com os outros para vermos quais os edifícios mais ostentosos que podem ser erigidos. É o antigo sistema de Ninrode levantando a sua horrenda cabeça: “Para que não sejamos dispersos por toda a terra para cumprirmos o propósito divino.” Não seria uma tragédia se isto acontecesse? (Esta pergunta é um sarcasmo divino).
    Esse é um problema antigo, que não desaparecerá com o Ralph Mahoney pregando sobre ele uma vez.
    Mas se você for um líder com coragem e fé, você poderá levantar-se e quebrar a barreira babilônica. Você poderá começar a orar contra ela, amarrando aqueles antigos e demoníacos principados e potestades que dominam mortalmente as finanças da Igreja e se recusam a liberá-las para a grande colheita do mundo.

3.    Re-Ordene as Prioridades Financeiras
    Nos Estados Unidos, damos 3 centavos de cada 100 dólares doados em nossas igrejas (não 3 centavos de cada dólar, mas sim 3 centavos de cada cem dólares) para a evangelização missionária. Este é um triste comentário sobre uma Igreja dominada pela escravidão de Babel.
    Quarenta por cento do mundo ainda não possui o Evangelho. Essas pessoas nunca o ouviram e não se encontram ao alcance do Evangelho hoje. Que crime!
    Quase dois mil anos se passaram desde que Jesus disse aos Seus seguidores o que Ele queria especificamente que fizessem. Quatro mil anos se passaram desde que Deus contou a Abraão sobre o Seu desejo de possuir um povo que abençoaria a todas as nações. Cinco mil anos se passaram desde que Deus falou sobre o Seu plano mundial a Noé e seus filhos – e o mundo não-evangelizado ainda está aguardando.
    “Despertai para a retidão e não pequeis; pois alguns ainda não têm o conhecimento de Deus: Falo isto para vergonha vossa” (1 Co 15:34). Se era uma vergonha trinta anos após o Pentecostes, quando Paulo escreveu isto, é uma vergonha dupla, hoje em dia, o fato de que alguns ainda não possuem o conhecimento de Deus.
    Nós, líderes de igrejas em nações ocidentais, temos decisões a tomar sobre quando, onde, e como nos levantaremos para quebrarmos a barreira babilônica. Precisamos ter como nossa prioridade número 1 a pregação do Evangelho – espalharmos a mensagem e pararmos de espalhar tanta “argamassa” (a construção de apriscos maiores para abrigarmos as ovelhas). As ovelhas foram feitas para o campo e não para os apriscos. “O campo é o mundo” (Mt 13:38).
    Digo pela terceira vez que a ênfase da Bíblia é a mensagem. A ênfase do cristianismo ocidental é a argamassa. Pense nisto!

G.    CONCLUSÃO
    Um dos principais obstáculos à evangelização mundial é o conceito das catedrais. As catedrais absorvem a maior parte dos recursos financeiros que deveriam ser usados para a propagação do Evangelho. “Senhor! Faça com que nos arrependamos deste terrível pecado contra os não-evangelizados. AMÉM!”


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O livro O Cajado do Pastor é distribuído gratuitamente para pastores da África, Ásia e América Latina.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Folhetos Evangelísticos Missão Aleluia


A Missão Aleluia é uma missão baseada em Minas Gerais e que produz ou redistribui diversas literaturas evangelísticas. São dezenas de modelos de folhetos (adultos e infantis), e também livretes de estudos bíblicos, Bíblias e Hinários. A Missão não cobra taxa de entrega.

Você pode solicitar uma amostra dos folhetos por Correio, escrevendo para 
MISSÃO ALELUIA CAIXA POSTAL 51120 CEP 31080-970
BELO HORIZONTE - MG
FONE 031 31 34823906

ALGUNS DOS MATERIAIS DISPONÍVEIS:


10 ESTA FOI A SUA VIDA (Livrete quadrinhos) - R$ 2,00 100 ESTA FOI A SUA VIDA - R$ 20,00 100 FOLHETOS - R$ 2,60 1000 FOLHETOS - R$ 26,00 CANTOR CRISTÃO - R$ 8,00 HARPA CRISTÃ - R$ 8,00 BÍBLIA GRANDE - R$15,00 BÍBLIA MÉDIA - R$10,00 BÍBLIA PEQUENA - R$8,00 ESTUDOS BÍBLICOS CONTENDO 7 LIVROS - R$ 8,00

BRADESCO AG.0465-0 
CONTA POUPANÇA: 0322291-8
TITULAR: DAVID KLEEFELDT



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Arraigado no Caráter de Deus - Sobre a tradução da Bíblia


Eddie Arthur
Em uma conferência recente para líderes de tradução da Bíblia foi feita uma pergunta fascinante para o público, mais ou menos com estas palavras: ‘Quem provê nossa motivação para a tradução da Bíblia: a igreja mundial ou os grupos de povos não-alcançados?’
Esta é uma pergunta fascinante que até certo ponto reflete a história das organizações que mais se envolveram na tradução da Bíblia por todo o mundo. As Sociedades Bíblicas Unidas, em sua maior parte, foram motivadas para traduzir as Escrituras por grupos de igrejas por todo o mundo; sua tradução foi motivada pela eclesiologia.
Outras organizações, tais como a Wycliffe, foram motivadas para pôr a Bíblia (ou pelo menos o Novo Testamento) a disposição de povos que ainda não ouviram o evangelho; sua motivação é primordialmente missionária. Nos últimos anos esta distinção se erodiu progressivamente devido ao crescimento explosivo da igreja por todo o mundo; grupos que até recentemente não tinham sido alcançados agora têm igrejas florescendo que estão clamando acesso às Escrituras em sua própria língua.
Em termos pragmáticos, a tradução das Escrituras para um povo não-alcançado é um empreendimento muito diferente de traduzi-las para uma igreja já existente. O grau em que a comunidade local assumirá a responsabilidade e proverá recursos para o trabalho de tradução dependerá em grande parte de quanto a consideram importante.
Obviamente, é mais provável que uma igreja estabelecida veja a tradução da Bíblia como importante do que um grupo com um sistema de crença muito diferente. Devido a isto, pode ser mais estratégico que uma organização de tradução invista seus recursos no povo não-alcançado, porque é improvável que eles mesmos traduzam as Escrituras.
Por outro lado, a tradução da Bíblia é uma tarefa altamente técnica, e poucos povos minoritários, por mais motivados que estejam, têm a capacidade para traduzir as Escrituras por si mesmos. Não só isso, mas também uma tradução feita em cooperação com uma igreja estabelecida tem maior probabilidade de ser usada do que a produzida como esforço missionário para um povo não-alcançado. Talvez seja melhor esperar que se inicie uma igreja antes de começar a tradução. Não há respostas fáceis.
No final das contas, nossa motivação para a tradução das Escrituras não são nem as necessidades da igreja nem a dificuldade dos povos não-alcançados; ela reside no caráter e nas ações do Deus trino. Escrevi isto em um blog faz alguns meses:
... a motivação e visão para a missão começou no Cristo encarnado, irrompendo na história sem reservas, esvaziando-se a si mesmo e finalmente submetendo-se à morte em uma cruz. Assim como Cristo veio ao mundo, do mesmo modo seu povo se estende por todo o globo espalhando as Boas Novas de um Deus que traduziu a si mesmo a fim de que possamos entendê-lo. O centro destas Boas Novas é a criação de comunidades nativas redimidas que expressam o evangelho através das múltiplas culturas, todas se somando para produzir uma sinfonia de louvor ao nosso Deus. A tradução das Escrituras se encontra bem no núcleo disto. A tradução não é simplesmente uma maneira de levar a mensagem; a tradução é a mensagem.
A diversidade na unidade, encarnação e comunicação são fundamentais para a natureza de Deus, e é o caráter de Deus que provê a base para a tradução da Bíblia e expressões diferentes da fé cristã em diferentes contextos. A fé cristã não sabe nada sobre conformidade monolítica; começou em uma alegre expressão de variedade e diferença que continua diversificando-se conforme se estende pelo planeta.
Parte do resultado desta explosão de variedade é que as pessoas (sejam igrejas ou povos não- alcançados) podem entender o evangelho com clareza porque se expressa em sua própria língua. Isto se ilustra em um artigo de leitura obrigatória de Patrick Johnstone (do Operation World) titulado “A Tradução da Bíblia e o DNA Transcultural da Igreja Cristã”. Patrick demonstra com clareza como as Escrituras traduzidas foram essenciais para o crescimento da igreja cristã através dos séculos.
Entretanto, atrevendo-me a debater com um personagem tão bem conhecido, penso que ele realmente não capta a essência do assunto. Patrick fala que a igreja tem um DNA transcultural, mas não mostra como a igreja herdou este DNA da unidade na diversidade que se acha no coração da natureza de Deus. A missão não começa com a natureza da igreja, começa com a natureza de Deus. Onde os recursos são limitados, todas as organizações de tradução têm que tomar decisões quanto a comunidades às que poderão servir melhor. Entretanto, quere trabalhemos com igrejas estabelecidas ou com povos não-alcançados, a tradução da Bíblia fala de unir-se a Deus em sua grande visão para chamar diversos povos multilíngües e multiculturais para servi-lo e adorá-lo neste mundo e no vindouro. Fazemos tradução da Bíblia porque assim é o Deus a quem servimos.
Com base em um artigo intitulado, "Who do we translate the Bible for?" publicado no blog de Eddie Arthur, Kouya Chronicle.
Eddie Arthur currently serves as Executive Director of Wycliffe UK.
- See more at: http://www.wycliffe.net/resources/missiology/Bibletranslationandmission/tabid/96/Default.aspx?id=1104#sthash.hHZ8DuN6.dpuf

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tributo à memória de Pedro Poty, primeiro mártir nativo brasileiro


Josué Sylvestre

Pesquisando sobre os primeiros mártires da fé evangélica no Brasil, entre as surpresas que a garimpagem histórica me reservou, a mais significativa foi, com certeza, a descoberta de um autóctone paraibano como protomártir brasileiro do Evangelho. Sua execução ajunta-se ao sacrifício dos huguenotes franceses Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e Jean Jacques Le Balleur (o João de Bolés), mortos no Rio de Janeiro. Os três primeiros, em 1558, sob a responsabilidade ignominiosa do "Caim da América" — Nicolau Durand de Villegaignon: o último, em 1567, por decisão do governador-geral Mem de Sá, com a participação pessoal do padre José de Anchieta, conforme pesquisa do Rev. Dr. Álvaro Reis.
 Mas o holocausto de Pedro Poty, 85 anos depois, tem um relevante diferencial. Os outros eram estrangeiros. O índio potiguara era um filho da terra.
A primeira vez que tomei conhecimento da existência e do testemunho de Pedro Poty foi através de um trabalho de muita lucidez e perseverança, organizado pelo pesquisador e escritor Álvaro Jorge Ribeiro, autor da História da Igreja Presbiteriana da Parahyba.
Ali encontrei uma preciosa — embora concisa — narrativa, com remissão creditada ao notável historiador paraibano Horácio de Almeida que, no seu livro A História da Paraíba — Volume I, conta a saga impressionante de Pedro Poty, arrimado em longas pesquisas realizadas em arquivos holandeses pelo diligente historiador pernambucano Pedro Souto Maior.

Cultura e religião - O historiador José Fernandes de Lima,
que não era protestante, descreve no seu discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico  da Paraíba, em solenidade ocorrida em 1971, a sequência dos episódios que envolveram e transformaram a trajetória de Pedro Poty.
1)   Poty foi levado para a Holanda, com outros companheiros, lá estudou o idioma da terra e foi instruído na doutrina da Igreja Cristã Reformada. Ficou na Europa, de 1625 a 1631.
2)    Voltou falando e escrevendo corretamente o holandês, manteve-se fiel aos seus protetores e, sobretudo, à fé evangélica, que havia adotado.
3)   Por sua cultura, coragem, fidelidade e prestígio entre os de sua gente, foi designado, pelo Supremo Comando Holandês, Regente dos Índios da Paraíba, enquanto Antonio Paraupaba liderava no Rio Grande do Norte.
4)    No curso das hostilidades entre Portugal e Holanda, recebeu várias cartas de seu primo Felipe Camarão, líder do apoio indígena aos lusitanos, que lhe encarecia adesão e prometia recompensas e prestígio se passasse para o seu lado.
Firme, leal e convicto de que estava defendendo a melhor opção para a sua gente e seu país, respondeu:
Eu me envergonho da nossa família e nação ao me ver  sendo induzido por tantas cartas vossas à traição e deslealdade, isto é, a abandonar meus legítimos chefes, dos quais tenho recebido tantos benefícios.
Na continuação de sua carta a Felipe Camarão, procurando esclarecer e justificar seu posicionamento espiritual, Por afirma com plena convicção:
Sou cristão e melhor do que vós; creio só em Cristo, sem macular a religião com a idolatria, como fazeis com a vossa.
Aprendi a religião cristã e a pratico diariamente, e se vós a tivésseis aprendido não serviríeis com os pérfidos e perjuros portugueses, que apesar das promessas do rei e de juramento feito por ele, depois de roubarem os bens dos holandeses, vêm atacar traiçoeiramente a esses e a nós mesmos; mas hão de receber o devido castigo de Deus.

Tortura e morte - O sofrimento e a execução de Pedro Poty são registrados por Fernandes de Lima, baseando-se em descrição de Antônio Paraupaba (que após a rendição dos batavos foi com eles para a Holanda, em 1654).
Diz o historiador paraibano:
Correram os tempos e em janeiro de 1654 os holandeses foram expulsos do Brasil. Em agosto desse mesmo ano, Antonio Paraupaba foi para a Holanda.
   Formulou o chefe indígena dois memoriais sobre a situação dos índios após a expulsão dos holandeses.
Em um deles, narra o martírio e o heroísmo de seu companheiro Poty, afirmando: ‘Pedro Poty, Regedor dos índios da Paraíba (da infeliz nação), tendo caído prisioneiro dos portugueses a 19 de fevereiro de 1649 na segunda batalha dos Guararapes, foi barbaramente tratado por aqueles algozes, excedendo as crueldades perpetradas para consigo, as mais desumanas que se possa imaginar. Era constantemente açoitado, sofreu todas as espécies de tormentos, foi atirado preso por cadeia de ferros nos pés e nas mãos, a uma escura enxovia, recebendo por alimento unicamente pão e água, e realizando ali mesmo durante seis longos meses as suas necessidades naturais.
Resultou daí, que, decorrido os seis meses, vendo aqueles sanguinários que de um ânimo tão firme nada se podia conseguir por meio de torturas ou promessas de honra, cargo nem fortuna, tiram-no do escuro subterrâneo onde tanto sofrera, sob o pretexto de mandá-lo à Bahia, mas cujo plano era matá-lo, cruelmente, o que depois concretizaram.

Esquecimento e resgate - Acerca da omissão da maioria dos historiadores sobre a presença marcante de Poty na fase da ocupação holandesa, Fernandes de Lima assinala:
Pedro Poty, considerado herege, apóstata, sujeito na época às penas da inquisição por aceitar uma religião repudiada pelos que defendiam a colonização portuguesa, não poderia merecer a devida consideração pelos historiadores de antanho quase sempre propensos a exaltar o poder triunfante.
Outro prestigiado historiador paraibano, Horácio de Almeida, também não-evangélico, registra:
Pedro Poty, natural da Baía da Traição, esteve na Holanda até 1631, tendo recebido aprimorada educação, tanto no conhecimento da língua, que falava e escrevia corretamente, como no da religião reformada, do qual se tornou fervoroso adepto.
Pedro Poty caiu no esquecimento duas razões (...) Ter tomado partido contra os vencedores da guerra de ocupação e ter professado uma religião que os portugueses abominavam.

Por sua vez, Souto Maior, garimpando arquivos na Holanda, encontrou documentos que comprovam indubitavelmente o destacado desempenho de Poty como líder de sua gente. Entre os papéis, há uma citação do historiador holandês Johannes de Laet, que, no seu livro Nouveau Monde, anotou ter estado várias vezes com os indígenas levados à Holanda e que eles aprenderam o holandês e a doutrina da religião cristã reformada.
Culminou Pedro Poty sua trajetória de superação das condições adversas em que nasceu e foi criado, com uma derrota? Absolutamente não. Jamais são derrotados os que lutam convictamente por um ideal legítimo que buscam atingir.
Poty foi um proclamador do Evangelho no Brasil-criança do século 17. Pioneiro da evangelização no Nordeste, foi um dos primeiros a defender a Graça transformadora do Cristo de Nazaré no território nacional.
Foi cruelmente assassinado, é verdade, mas o Jesus, ao qual ele servia com tanto entusiasmo e dedicação, asseverou certa vez: “Quem crê em mim ainda que morra, viverá.
Nas mansões da eternidade, quando se fizer chamada para o galardão das recompensas da graça e do amor de Deus, lá estará o índio Pedro Poty, nosso compatriota e nosso irmão, que, três séculos e meio depois do seu martírio, embora quase anônimo, permanece como um paradigma de coragem e de firmeza moral e espiritual.
Mas enquanto não chega esse dia, nós, evangélicos brasileiros, precisamos prestar, sem maiores delongas, um TRIBUTO À MEMÓRIADE PEDRO POTY.

Do livro Antologia - Primeira Coletânea de Textos Seletos, da Academia Evangélica de Letras do Brasil (Rio de Janeiro: AELB, 2012)


Josué Sylvestre, Membro emérito da AELB (Cadeira no 40), da qual foi Presidente no período de 2000 a 2008, é escritor, historiador e jornalista. Pertence também à Associação Nacional de Escritores (Brasília-DF), à Academia Paraibana de Letras (João Pessoa-PB) e à Academia de Letras de Capina Grande - PB 

sábado, 2 de novembro de 2013

DESCOBERTA - Lições para Descobrir a Mensagem, o Mundo e as Metas de Deus - Apostila para download

O Ministério Perspectivas Brasil (Perspectivas no Movimento Cristão Mundial) oferece para download gratuito o livrete DESCOBERTA - 6 Lições para descobrir a Mensagem, o Mundo e as Metas de Deus. Um excelente material para ampliar sua visão teológica e missiológica sobre os propósitos de Deus para o homem. 

Alguma vez você já se perguntou...

  • Afinal de contas, sobre o que a Bíblia fala?
  • Nos dias de hoje, Deus ainda age em nosso mundo?
  • A minha vida faz parte de algo maior?

    O que é DESCOBERTA?

  • É sobre o que Deus disse a Adão e Eva a respeito do que eles fizeram.
  • É sobre a promessa de Deus a Abraão.
  • É sobre o coração de Jesus.
  • É sobre o propósito da Igreja.
  • É sobre um movimento que está crescendo rapidamente em todo o mundo.
  • É sobre o coração de Deus... Sua paixão pelo conhecimento de Sua glória para cobrir a terra como as águas cobrem o mar.
  • Comece a descobrir!

    Esta série de estudos foi desenhada para que você comece a descobrir a mensagem, o mundo e as metas de Deus. Reúna-se com os seus amigos e compartilhe sobre o que você tem aprendido nessa jornada.

    Faça o Download de sua Descoberta agora. Clique aqui!