sábado, 14 de novembro de 2015

E-books apologéticos gratuitos - NAPEC

O ministério NAPEC - Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão, dedicado às temáticas de defesa da fé e apologética cristã, disponibilizou para seus leitores três e-books gratuitos. São os seguintes:


Apologia da divindade de Cristo, de autoria de João Rodrigo Weronka, fundador do NAPEC.
Na obra o leitor irá encontrar breves exposições sobre como a divindade do Filho de Deus foi atacada no passado e no presente, bem como refutações baseadas nas Escrituras para defesa da verdade que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
Acesse, leia e divulgue. Para efetuar o download, clique aqui




Reencarnação e Cristianismo - Água e Óleo - João Rodrigo Weronka
A obra em questão aborda o choque entre a teoria da reencarnação com a doutrina cristã. Em Reencarnação e Cristianismo: água e óleo, o leitor irá encontrar respostas para este conflito.
Acesse, leia e divulgue. Para efetuar o download, clique aqui.




A Igreja no Horizonte Pós-Moderno
A igreja no horizonte pós-moderno, de autoria de Jonas Ayres, pastor da Igreja Batista Vida Nova em São José dos Pinhais, PR. É seu primeiro trabalho divulgado em nosso site. Na obra o leitor irá se deparar com uma exposição sobre o contexto pós-moderno e sobre sua igreja “filha”, o Movimento da Igreja Emergente.
Acesse, leia e divulgue. Para efetuar o download, clique aqui.

sábado, 7 de novembro de 2015

Os Espelhos de Deus - Por Max Lucado

Ilha de Guam


G.R. Tweed olhou pelas águas do Pacífico para o navio americano no horizonte. Limpando o suor da selva dos seus olhos, o jovem oficial naval engoliu profundamente e tomou sua decisão. Esta poderia ser a única chance dele para fugir.
Tweed estava se escondendo na ilha de Guam durante três anos. Quando o exército japonês ocupou a ilha em 1941, ele se escondeu no denso matagal tropical. Sobreviver não havia sido fácil, mas ele preferiu o pântano a um campo de prisioneiros de guerra.
Tarde naquele dia, 10 de julho de 1944, ele percebeu o navio aliado. Ele correu para cima de uma colina e se posicionou em um precipício. De dentro da sua mochila, ele tirou um espelho de mão. Às 18:20 ele começou a enviar sinais em código Morse. Segurando a extremidade do espelho nos dedos, ele o inclinou de um lado para outro, refletindo os raios do sol em direção ao barco. Três sinais curtos. Três longos. Três curtos novamente. Ponto-ponto-ponto. Traço-traço- traço. Ponto-ponto-ponto. S-O-S.
O sinal chamou a atenção de um marinheiro a bordo do USS McCall. Uma equipe de resgate embarcou num bote motorizado e passou despercebido na angra além do alcance das armas do litoral. Tweed foi salvo.[1]
Ele estava feliz por ter aquele espelho; feliz porque soube usá-lo, e feliz porque o espelho cooperou. Suponha que não tivesse. (Prepare-se para um pensamento absurdo.) Suponha que o espelho tivesse resistido, empurrado sua própria agenda? Em lugar de refletir uma mensagem do sol, imagine se tivesse optado por enviar algo próprio? Afinal de contas, três anos de isolamento deixariam qualquer um faminto por atenção. Em lugar de enviar um S-O-S, o espelho poderia ter enviado um O-P-M "Olhe para mim."
Um espelho egoísta?
O único pensamento mais absurdo seria um espelho inseguro. E se eu estragar tudo? E, se eu envio um traço quando devo enviar um ponto? Além disso, você já viu as manchas na minha superfície? Duvidar de si mesmo poderia paralisar um espelho.
Da mesma forma seria auto-piedade. Enfiado naquela mochila, arrastado por selvas, e agora, de repente espera-se que eu enfrente o sol brilhante e execute um serviço crucial. De jeito nenhum. Fico no pacote. Não sai nenhuma reflexo de mim.
Ainda bem que o espelho de Tweed não teve uma mente própria.
E os espelhos de Deus? Infelizmente nós temos.
Nós somos os espelhos dele, sabe: ferramentas da heliografia celestial. Reduza a descrição de trabalho humano numa frase e é isto: refletir a glória de Deus. É como Paulo escreveu: “Portanto, todos nós temos o rosto descoberto e refletimos como um espelho a glória do Senhor. Nós somos transformados na sua própria imagem com uma glória cada vez maior. E esta é a obra do Senhor, que é o Espírito. (2 Cor 3:18 VFL)
Um leitor acabou de levantar uma sobrancelha. Espere um momento, você está pensando. Eu li aquela passagem antes, mais de uma vez. E soou diferente. Realmente, pode ter acontecido. Talvez seja porque você está acostumado a ler em uma outra tradução. “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (ARA, ênfase minha).
Uma tradução diz, “contemplando, como por espelho”, outra diz, “refletimos como um espelho”. Uma implica contemplação; a outra refração. Qual é certa?
De fato ambas. O verbo katoptrizo pode ser traduzido das duas maneiras. Há tradutores que tomam ambos os lados:

“refletindo, como um espelho” (ARC) 
“contemplamos a glória do Senhor” (NVI com nota de rodapé indicando que pode ser também “refletimos”) 
“contemplamos como num espelho a glória do Senhor” (Bíblia de Jerusalém, com nota semelhante à NVI) 
“refletimos a glória que vem do Senhor” (NTLH)

Mas qual significado Paulo tinha em mente? No contexto da passagem, Paulo compara a experiência Cristã à experiência de Moisés no monte Sinai. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, a face dele refletiu a glória de Deus. “os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (v. 7 NVI).
A face de Moisés estava tão deslumbrante que “o povo de Israel não podia nem mais olhar para ele do que para o sol” (v. 7 Tradução em inglês A Mensagem).
Ao ver Deus, Moisés não podia fazer outra coisa senão refletir Deus. O brilho que ele viu foi o brilho no qual ele se tornou. Vendo levou a sendo. Sendo levou a refletindo. Talvez a resposta para a pergunta de tradução, então, é "sim."
Paulo quer dizer “vendo como em um espelho”? Sim. Paulo quer dizer “refletindo como um espelho”? Sim.
Será que o Espírito Santo intencionalmente selecionou um verbo que nos lembraria a fazer ambos? Contemplar Deus tão atentamente que nós não conseguimos fazer outra coisa senão refleti-lo?
O que significa ver seu rosto em um espelho? Um relance rápido? Um olhar casual? Não. Ver é estudar, fitar, contemplar. Ver a glória de Deus, então, não é nenhum olhar lateral ou relance ocasional; este ver é ponderar seriamente.
Não é isso que nós fizemos? Nós acampamos aos pés do monte Sinai e vimos a glória de Deus. Sabedoria inescrutável. Pureza sem mancha. Anos sem fim. Força destemida. Amor imensurável. Vislumbres da glória de Deus.
Enquanto vemos a glória dele, podemos ter a ousadia de orar que nós, como Moisés, possamos refleti-lo? Podemos ousar sonhar em ser espelhos nas mãos de Deus, o reflexo da luz de Deus? Esta é o chamado.
“Fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31). 

Tudo? Tudo.

Deixe sua mensagem refletir a glória dele. “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt. 5:16 NVI).
Deixe sua salvação refletir a glória de Deus. Tendo “nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (Efé. 1:13,14 ARA).
Deixe seu corpo refletir a glória de Deus. “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Cor. 6:20 ARA).
Suas lutas. “Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus.” (2 Cor. 4:15 NVI, veja também João 11:4).
Seu sucesso honra Deus. “Honra ao SENHOR com os teus bens” (Prov. 3:9 ARA). “Riquezas e glória vêm de ti” (1 Crô. 29:12). “É ele o que te dá força para adquirires riquezas” (Deut. 8:18).
Sua mensagem, sua salvação, seu corpo, suas lutas, seu sucesso – todos proclamam a glória de Deus.
“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Col. 3:17 ARA)
Ele é a fonte; nós somos o vaso. Ele é a luz; nós somos os espelhos. Ele envia a mensagem; nós a refletimos. Nós descansamos na mochila dele esperando o chamado dele. E quando colocados nas mãos dele nós fazemos o trabalho dele. Não é sobre nós, é tudo sobre ele.

Ao Sr Tweed usar um espelho, houve um salvamento. Que haja milhões a mais quando Deus nos usar.

domingo, 25 de outubro de 2015

Cidade de Sodoma é descoberta na Jordânia

Arqueólogos encontram na Jordânia ruínas da "cidade do pecado", que teria sido exterminada por Deus numa das mais conhecidas histórias bíblicas

"Então o Senhor fez chover enxofre e fogo contra Sodoma e Gomorra. Elas foram destruídas [...] incluindo os habitantes e a vegetação que crescia do solo.” A aniquilação das “cidades do pecado”, descrita no livro de Gênesis, é uma das passagens mais conhecidas e controversas da Bíblia. Agora, uma escavação conduzida pela Universidade Trinity Southwest, dos Estados Unidos, em parceria com o Departamento de Antiguidades da Jordânia, está ajudando a passar a história das localidades da lenda para o mundo real. Os responsáveis pela pesquisa dizem que acharam as ruínas de Sodoma a 14 km do Mar Morto, na Jordânia, e que já sabem onde está Gomorra. “Depois de 15 anos de exploração eu penso que nós descobrimos Sodoma, como as evidências científicas demonstram”, afirma Steven Collins, o arqueólogo que chefia o estudo. “A cidade é uma realidade geográfica tanto quanto Jerusalém.”
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ACHADO 
Os pesquisadores encontraram mais de 100 mil peças de cerâmica,
áreas residenciais e administrativas, um templo e um palácio.
E dizem já saber onde está Gomorra

A Sodoma bíblica teria sido exterminada por Deus porque seus moradores eram adeptos da pederastia, de acordo com as escrituras (leia quadro). Na realidade, era uma metrópole de 10 mil pessoas que floresceu entre 3500 e 1540 a.C. O local foi um centro comercial cercado por fortificações de até 50 metros de espessura que protegiam as partes alta e baixa da cidade, reservadas a ricos e pobres. Foram encontrados mais de 100 mil peças de cerâmica do período, áreas residenciais e administrativas, um templo e um palácio vermelho, assim chamado pela cor de suas pedras. Há 3,5 mil anos, essa civilização subitamente desapareceu e a região ficou desabitada por 700 anos.
De acordo com a equipe, Sodoma foi destruída pelo impacto de um meteorito similar ao que atingiu Tunguska, na Sibéria, em 1908. O cataclismo pode ter sido a origem dos relatos bíblicos. A pesquisa aponta que as paredes da cidade foram destroçadas e que o solo foi desnudado por 500 km quadrados. “Temos cientistas em sete grandes universidades analisando as amostras que colhemos no sítio e nos arredores”, diz Collins.
Os arqueólogos chegaram a Sodoma comparando passagens das escrituras com ruínas jordanianas. “Gênesis 13 claramente coloca Sodoma ao norte e ao leste do Mar Morto”, afirma o pesquisador. É descrita ainda como uma poderosa localidade cercada por cidades-satélite, o que bate perfeitamente com os achados. Um dos centros orbitando Sodoma é Gomorra, que se acredita estar 1 km ao norte. A estimativa é que os arredores concentrassem até 80 mil pessoas.
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Fotos: Divulgação 

sábado, 3 de outubro de 2015

O QUE TENHO APRENDIDO (MAIS UMA VEZ) PLANTANDO UMA IGREJA



Samuel Costa

Há quatro anos estou à frente da plantação de uma nova igreja em minha cidade, o local onde Deus me colocou para ser sal da terra e luz do mundo. Conquanto eu seja filho de um evangelista e tenha acompanhado meu pai em vários campos missionários pelo Brasil, a experiência desses últimos anos tem me ensinado bastante. Resolvi, então, enumerar algumas lições aprendidas.


1) É preciso estar disposto a andar, se quiser ser dirigido por Deus.
2) Não há como plantar uma igreja apenas abrindo a Bíblia aos domingos e pregando a alguns. O pregador aos domingos também terá de varrer o chão, limpar os banheiros, carregar o som, desmontá-lo ao final das reuniões e fazer várias outras atividades, se quiser ser bem sucedido.
3) Enfrente os problemas de frente, com serenidade, mas com firmeza. O diabo não resiste à luz, pois sua ação é sempre no escuro, sorrateiramente, por baixo dos panos. Jogue luz sobre os problemas e o inimigo fugirá.
4) Ao tomarem conhecimento do projeto, praticamente todos aqueles que dizem que vão apoiar o seu trabalho nada farão por você. Mesmo assim, continue. Jamais desanime; faça sol ou faça chuva pregue a Palavra. Você é um pregador.
5) Distribua tarefas, perca o controle. O Espírito Santo é quem controla sua igreja. Não dá pra estar em todo lugar e em todas as reuniões o tempo todo. Lance as diretrizes e confie em sua equipe.
6) Não se importe com o "Não" que receberá muitas vezes. O "Não" também é direção do Senhor. Vá em frente e bata em outras portas.
7) É preciso apropriar-se de sua vocação solitária (a vocação pastoral passa pelo viés da solidão), pois sozinho será o primeiro a chegar e - na maior parte das vezes - o último a sair, após apagar as luzes, quando todos já foram para suas casas.
8) O inesperado sempre acontece, pois Deus envia ajuda de onde menos se espera... e as coisas caminham de acordo com a vontade Dele. Muita gente boa, enviada por Deus, estará ao seu lado.
9) É preciso estar disposto a se reunir em qualquer lugar, na certeza de que em qualquer lugar o Senhor ali estará ao lado de sua igreja. Nesses anos nossa igreja se reuniu, entre outros lugares, também em uma casa de festas, cujo auditório havia sido decorado para um casamento gay que havia sido realizado no dia anterior. Também nos reunimos muitas vezes numa boate da mesma casa de festas.
10) Não acredite nas redes sociais. As pessoas não vão à igreja porque a encontram no Facebook, Twitter ou Instagram. As pessoas vão à igreja porque foram abordadas por outras pessoas. Só então, por curiosidade, verificam nas redes sociais se a igreja está lá.
11) Mantenha um relacionamento constante com a cidade e não perca uma única oportunidade de deixar o cartão da igreja com alguém. Lembre-se: ninguém vai ligar pra você, com exceção de alguns pouquíssimos.
12) Não tenha medo do novo, por mais inusitado que pareça. O essencial é manter a velha mensagem da cruz. A roupa em que essa mensagem será apresentada tem que ser moderna e nova, para atingir a sociedade que não para de se modernizar e de se reinventar.
13) Pastoreie sua pequena igreja na certeza de que não é o número de pessoas que fará dela um sucesso, é a graça de Deus. Ele é o maior interessado no crescimento de Seu rebanho.
14) Algumas pessoas são talhadas por Deus para enfrentar os momentos iniciais de uma plantação de igreja, outras só chegam numa segunda fase, após consolidado o trabalho.
15) Cuidado com os parasitas. Em todo o tempo o joio estará sendo plantado pelo inimigo nos campos do Senhor. Esteja atento.
16) Dê atenção a todos, ligue para os que têm vocação para se desgarrarem, mande uma mensagem aos faltosos, pastoreie e gaste tempo com as ovelhas.
17) Saiba que Deus envia muita gente boa pra fazer parte de Sua igreja. Dia após dia Ele conduz os seus filhos para se juntarem ao rebanho. O pastoreio é Dele. Não perca a esperança.

18) Seja amigo de todos os que quiserem ser seu amigo.


Artigo publicado originalmente em samuelcostablog.blogspot.com.br.

domingo, 20 de setembro de 2015

Apostilas de Filmagem e Edição de Vídeo - Baixe grátis


Olá amigos! Hoje apresentamos duas apostilas para aqueles que querem dedicar-se à arte de filmar e editar vídeos.

A primeira é a Apostila Filmagem e Edição de Vídeo, elaborada pela Produtora Colaborativa, de Pernambuco. A apostila, de 31 páginas e ilustrada, apresenta excelentes dicas técnicas e práticas para a filmagem, além de técnicas de edição de vídeos no programa livre KDEnlive.

Para baixar a apostila, CLIQUE QUI

A outra apostila é a Como Criar Vídeos Arrasadores com Smartphones, elaborada pela Vídeo Express. A apostila possui 59 páginas, e apresenta ótimas dicas sobre vídeos feitos a partir de smartphones.

Para baixar, CLIQUE AQUI

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Revista de literatura e artes evangélica para download gratuito






AMPLITUDE é uma revista de cultura evangélica, com foco principal em ficção e poesia. Mas nosso leitmotiv, nosso motivo de ser e de existir, é a arte cristã em geral: Transitamos por música, cinema, fotografia, artes plásticas e quadrinhos. Publicamos artigos, estudos literários, crônicas e resenhas.
      Nossa intenção diz respeito àquela despretensiosa excelência dos humildes. Nosso porto de partida e porto de chegada é Cristo. Nosso objetivo é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos.
Nosso preço é nenhum: a revista circula gratuitamente, no democrático formato pdf.
      AMPLITUDE, revista cristã de literatura e artes, nasce como um espaço inter ou não-denominacional aberto à criação daqueles que por tanto tempo foram silenciados pela visão oblíqua e deturpada do velho status quo que via nas expressões artísticas algo menor, indigno ou mesmo inútil ao cristão ou à igreja.  Um fórum para os que tem-se visto alienados de veículos de expressão, de formas de publicar/expor/comunicar, de interagir entre pares, e para além dos pares.
      Esta revista nasce com dois anos de atraso, desde a gestação da ideia de uma revista dedicada fundamentalmente à nossa literatura, em conversações com o poeta e escritor lusitano J.T.Parreira. Porém, projetos outros impediram naquele momento a concretização da ideia.
      Como a focalização de nossas lentes recai fundamentalmente sobre a ficção e a poesia, esta edição inaugural chega com força total: são oito contos. Na poesia, contamos com nomes consagrados como o próprio J.T.Parreira, Israel Belo de Azevedo, Joanyr de Oliveira, Gióia Júnior e outros, aliados a novos nomes de excelente produção.
      O anglicano George Herbert, uma das figuras centrais dos assim chamados poetas metafísicos ingleses, inaugura a seção Jardim dos Clássicos.
      Marcelo Bittencourt apresenta sua história em quadrinhos Pobre Maria, encantando com seu texto e sua arte.
      Na seção de entrevistas, iniciamos com Veronica Brendler, idealizadora do Festival Nacional de Cinema Cristão.
      As artes plásticas são contempladas na seção Galeria, que abre suas portas com a obra de Rafaela Senfft, que também comparece com o artigo A arte moderna e a cosmovisão cristã.
      E vamos aos contos: O saudoso Joanyr de Oliveira, verdadeiro patrono da (boa) literatura evangélica, faz-se presente com o conto A Catequese ou Feliz 1953, onde o autor revisita os porões da ditadura brasileira, inspirado em eventos autobiográficos. J.T.Parreira comparece relatando sobre as crises ontológicas de Pedro, em Os Pronomes; e ainda o fino humor de Judson Canto em Uma mensagem imprópria; um singelo conto de Rosa Jurandir Braz, Você aceita esta Flor?; Célia Costa com o brevíssimo O que poderia ter sido, sobre o que poderia ter sido naquele Jardim de possibilidades; Margarete Solange Moraes com o pungente Filhos da Pobreza; este humilde escriba comparece com um conto de ficção científica, Degelo, ambientado em futuro(s) distópico(s); e Hêzaro Viana, fechando a edição com um forte e terno conto, Por Amor, em 12 páginas de ótima prosa.
      Confira ainda as seções: Notas Culturais, com pequenos flashes sobre o que rola na cena cultural cristã (e fora dela); Hot Spots, abarcando a cada edição citações da obra de um grande autor; Parlatorium, com citações diversas de autores de ontem e de hoje; e Resenhas, abarcando livros, música, cinema et al.

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

BÍBLIA: ARTE, BULA, RADIOGRAFIA



Leio a Bíblia como uma obra de arte. Arte, para mim, é uma obra que tem dois autores: o primeiro, que a produziu, e o segundo, que fica diante dela, seja um poema, um conto, uma pintura, uma canção, uma escultura. É sempre obra aberta, que posso interpretar. 
Posso ser livre, completamente livre em minha interpretação, ou posso chamar o Espírito Santo para me conduzir a uma leitura que não só me dê uma compreensão mais profunda do texto, mas, sobretudo, inspire-me a viver segundo a orientação que transborda do texto. Uma boa hermenêutica (arte de ler e interpretar a Bíblia), portanto, é sempre pneumatizada (soprada pelo Espírito Santo). Não sou anulado, quando a leio assim: sou bem orientado.
Abro Gênesis e leio a magnífica história de Isaque subindo a colina para um sacrifício que não houve. Qual é a moral da história? Não está no texto, nem no inexistente rodapé. A moral da história é a que eu der. Só Deus mesmo podia inspirar um livro assim.

Leio a Bíblia como uma bula de remédio, com letras gigantes. A Bíblia é um conjunto de cápsulas para a vida. A bula não fala das cápsulas, que não têm contra-indicações; a bula fala do que devemos fazer com as cápsulas. Devemos tomá-las porque vieram de Deus para nós. Devemos tomá-las com regularidade, para que o efeito possa se prolongar. Devemos tomá-las sabendo que vão provocar reações adversas no nosso corpo e no corpo de nossa sociedade. Devemos tomá-las certos que algumas são amargas.
Posso ser negligente e não tomar o remédio e aí preciso saber que continuarei enfermo. Uma Bíblia na caixa, sem ser aberta, é como uma caixa de remédios na gaveta. O remédio perde a validade e vai para o lixo. A validade das verdades bíblicas perde seu efeito e nos deixa sem proteção diante dos ataques das baterias internas e externas do mal.

Leio a Bíblia como uma radiografia de mim mesmo. Sei que há textos na Bíblia cheios de sangue e crueldade. Alguns mal-intencionados chegam a condená-la. Um desses, grande escritor, disse também que a humanidade não merece a vida. Em que lugar aprendemos melhor isto, senão na Bíblia? Por que essa hipocrisia: seria melhor um texto róseo, onde as coisas tivessem bem? Não: prefiro um texto que mostre quem sou, capaz de fazer o que herói e anti-heróis da Bíblia fizeram. Prefiro um texto que não ignora quem sou eu, mas me mostra quem posso ser (um homem em sintonia com Deus, comigo mesmo e com o próximo). Prefiro um livro que fala do meu presente (cheio de sonhos, para mim e para os outros). Prefiro um livro que fala do futuro (uma eternidade plena de vida plena) que posso ter.

ISRAEL BELO DE AZEVEDO

sábado, 11 de julho de 2015

E-book: COMO QUEM IA PARA LONGE, contos de inspiração bíblica


      Este Como quem ia para longe é um livro sobre a Bíblia. Ou, fundamentalmente, sobre seus atores. Sob a pena do poeta, aqui as personagens bíblicas saltam para diante do leitor, vívidas – ganham em tessitura, têm como que expandida sua humanidade. A força da descrição faz a elas irmanarmo-nos de imediato. Caminhamos curiosos junto aos três que avançam para Emaús, no conto que dá nome ao livro. Em O poeta do Salmo exilado, onde o autor revisita um tema caro à sua literatura, o Salmo 137, sentamo-nos ao lado do exilado poeta-ancião que cisma, e suas dores, a existencial e a criativa, são nossas dores. Somos ora o irmão do pródigo filho, ora o cego Bartimeu - ou Pedro debatendo-se em suas contradições; revisitamos o angustioso Judas, de quem o autor, como Giovanni Papini em seu clássico Testemunhas da Paixão, decompõe os passos sombrios.

      Ao longo dos dezenove contos que compõem o livro, o dito e o não dito interpenetram-se, como é de praxe na grande literatura. A eficácia da expressão concisa, do hábil buril que extrai o máximo da palavra, e que o poeta alcança em sua produção poética, temos aqui fidedignamente reproduzida em prosa: contos curtos, que sustentam com segurança e maestria a tensão narrativa, envolvendo o leitor em seu jogo de construção/desconstrução das personagens bíblicas.

      Um pequeno volume de formidável literatura, tão superior a muito do que se vê hoje sendo comercializado nas livrarias, e aqui graciosamente ofertado pelo autor, neste e-book gratuito. Livro que já nasce imprescindível, dentro da infelizmente paupérrima seara da ficção evangélica, em seu gênero conto.

      Por tudo isso, lhe faço o convite, amigo leitor: Sente-se confortável. Apanhe um café ou uma outra bebida de sua predileção. E mergulhe neste conciso e aprazível exercício de arte narrativa.

Sammis Reachers

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terça-feira, 30 de junho de 2015

Família e sociedade em perigo: Um alerta vindo do Canadá


Você sabia que o Canadá é um dos primeiros países do mundo a reconhecer legalmente o casamento homossexual? Isso já faz mais de 10 anos! Muitas pessoas acreditam que o casamento homossexual apenas equipara direitos e não fere a liberdade de ninguém. Na realidade, ele redefine o próprio conceito de matrimônio, paternidade, educação e acaba tendo consequências muito práticas da vida de todo cidadão. O casamento gay é apenas a primeira linha de uma longa agenda ativista de metas que visa em última instância uma reorganização de toda a sociedade. Se você acha que isso não é do seu interesse, talvez se surpreenda com o relato abaixo.
Tradução livre.

Um alerta vinda do Canadá
Nos é dito todos os dias que “permitir a casais do mesmo sexo o acesso a designação de casamento não irá retirar o direito de ninguém”. Isto é uma mentira.
Quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado no Canadá em 2005, a paternidade foi imediatamente redefinida. A Lei do Casamento Gay Canadense (Bill C-38) incluiu a determinação de apagar o termo “paternidade biológica” e a substituir por todo o país com o termo “paternidade legal” através de uma lei federal. Agora todas as crianças possuem apenas “pais legais”, como definido pelo Estado. Apagando através da força legal a paternidade biológica, o Estado ignora um dos direitos mais básicos das crianças: o direito imutável, inalienável e intrínseco de conhecerem e serem formados pelos seus pais biológicos.
Pais e mães trazem a seus filhos dons únicos e complementares. Muito ao contrário da lógica do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a identidade sexual dos pais importa muito para um desenvolvimento saudável das crianças. Sabemos, por exemplo, que a maioria dos homens encarcerados não tiveram a companhia de seus pais em casa. Pais pela sua própria natureza e identidade são seguros, estimulam disciplina e traçam limites, apontam direções claras ao mesmo tempo que sabem assumir riscos, se tornando assim um exemplo aos seus filhos para toda a vida. Mas pais não podem gerar crianças num útero, dar a luz e amamentar bebês em seus peitos. Mães criam seus filhos de uma maneira única e de uma forma tão benéfica que não podem ser replicados pelos seus pais.
Não é preciso um cientista espacial para sabermos que homem e mulher são anatomicamente, biologicamente, fisiologicamente, psicologicamente, hormonalmente e neurologicamente diferentes entre sí. Essas características únicas proporcionam benefícios perenes para suas crianças e não podem ser replicados por “pais legais" do mesmo sexo, mesmo quando esses se esforcem para agir em diferentes papéis numa clara tentativa de substituir a identidade sexual masculina ou feminina faltante nesta casa.
Com efeito, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não apenas priva crianças de usufruir seu direito a paternidade natural, mas dá ao Estado o poder de sobrepor a autonomia dos pais biológicos, o que significa que os direitos dos pais foram usurpados pelo governo.
Crianças não são produtos que podem ser retirados de seus pais naturais e negociados entre adultos desconexos. Crianças em lares com pais homossexuais irão frequentemente negar sua aflição e fingir que não sentem falta de dos seus pais biológicos, se sentindo pressionados a falar positivamente graças as políticas LGBTs. Contudo, quando uma criança perde um de seus pais biológicos devido a morte, divórcio, adoção ou a reprodução artificial, eles experimentam um vazio doloroso. Foi exatamente isso quando nosso pai homossexual trouxe seu parceiro do mesmo sexo para dentro de nossas vidas. Seus parceiros não poderão nunca substituir a ausência de um pai biológico.
No Canadá, é considerado discriminatório dizer que casamento é entre homem e mulher ou até que cada criança deveria conhecer e ser criado por seus pais biológicos unidos em casamento. Não é apenas politicamente incorreto, você também pode ser multado legalmente em dezenas de milhares de dólares e mesmo forçado a passar por “tratamentos de sensibilidade”.
Qualquer pessoa que se sentir ofendido por qualquer coisa que você tenha dito ou escrito pode fazer uma reclamação para a Comissão de Direitos Humanos ou mesmo nos Tribunais de Justiça. No Canadá, essas organizações fiscalizam o que é dito, penalizando cidadãos por qualquer expressão contrária a um comportamento sexual em particular ou a grupos protegidos identificados como de “orientação sexual”. Basta uma única queixa contra uma pessoa para que esta seja intimada diante de um tribunal, custando ao acusado dezenas de milhares de dólares em taxas legais pelo simples fato de ter sido acusado. Essas comissões possuem poder para entrar em residências privadas e a remover qualquer item pertinente as suas investigações em busca de evidências de “discurso de ódio”.
O acusador que faz a queixa tem todas as suas custas processuais pagos pelo governo. Mas não o acusado que faz a sua defesa. E mesmo que este prove sua inocência ele não pode ter reembolso das custas processuais. E se é condenado, também precisará pagar por danos à pessoa que fez a queixa.
Se as suas crenças, valores e opiniões políticas forem diferentes daquelas endossadas pelo Estado, você assume o risco de perder sua licença profissional, seu emprego e até mesmo seus filhos. Veja o caso do grupo Judeu-Ortodoxo Lev Tahor. Muitos dos seus membros, que estiveram envolvidos numa batalha sobre a custódia de crianças aos cuidados de serviços de proteção tiveram de deixar a cidade de Chatham, Ontario, para a Guatemala em março de 2014, como uma forma de escapar da perseguição jurídica contra suas crenças religiosas, que não estava de acordo com as políticas regionais sobre educação religiosa. Dos mais de 200 membros deste grupo religioso, restaram apenas 6 famílias na cidade de Chatham.
Pais podem esperar interferência estatal quando se trata de valores morais, paternidade e educação - e não apenas lá nas escolas. O Estado tem acesso a sua casa para supervisionar você como pai para julgar sua adequação educativa. E se o Estado não gostar do que você está ensinando aos seus filhos, o Estado irá fazer o necessário para remover seus filhos de sua casa.
Professores não podem fazer comentários em suas redes sociais, escrever cartas para editores, debater publicamente, ou mesmo votar de acordo com suas consciências mesmo fora do ambiente profissional. Eles podem ser “disciplinados”, sendo obrigados a participar de aulas de re-educação ou mesmo de treinamentos de sensibilidade, quando não acabam demitidos por seus pensamentos politicamente incorretos.
Quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi criado no Canadá, a linguagem de gênero-neutro se tornou legalmente obrigatório. Essa “novílingua” proclama que é discriminatório assumir que um ser humano possa ser masculino ou feminino, ou mesmo heterossexual. Então, para ser inclusivo, toda uma nova linguagem de gênero-neutro passou a ser usado pela mídia, pelo governo, em ambientes de trabalho, e especialmente em escolas, que querem evitar a todo custo serem recriminadas como ignorantes, homofóbicas ou discriminatórias. Um curriculum especial vem sendo usado em muitas escolas para ensinar os alunos como usar apropriadamente a linguagem do gênero-neutro. Sem o conhecimento de muitos pais, o uso de termos que descrevem marido e esposa, pai e mãe, dia dos Pais e das Mães, e mesmo “ele” e “ela” estão sendo radicalmente erradicados das escolas canadenses.
Organizadores de casamento, donos de salões de festas, proprietários de pousadas, floristas, fotógrafos e boleiros já viram suas liberdades civis e religiosas bem como seus direitos a objeção de consciência destruídas no Canadá. Mas isso não está reduzido apenas a indústria do casamento. Qualquer empresário que não tiver uma consciência em linha com as decisões do governo sobre orientação sexual e suas leis de não-discriminação de gênero, não terá permissão de influenciar suas práticas profissionais de acordo com suas próprias convicções. No final das contas, é o Estado quem basicamente dita o que e como os cidadãos podem se expressar.
A liberdade para pensar livremente a respeito do casamento entre homem e mulher, família e sexualidade é hoje restrita. A grande maioria das comunidades de fé se tornaram “politicamente corretas” a fim de evitar multas e cassações de seus status caritativos. A mídia canadense está restrita pela Comissão Canadense de Rádio, Televisão e Telecomunicações. Se a mídia publica qualquer coisa considerada discriminatória, suas licenças de transmissão podem ser revogadas, bem como serem multadas e sofrerem restrições de novas publicações no futuro.
Um exemplo de cerceamento e punição legal sobre opinões discordantes a respeito da homossexualidade no Canadá envolve um caso chamado Case of Bill Whatcott, que foi preso por “discurso de ódio” em abril de 2014 após este distribuir panfletos com críticas ao comportamento homossexual. Independente se você concorda ou não com o que este homem disse, você deveria se horrorizar a este ato de sanção estatal. Livros, DVDs e outros materiais também podem ser confiscados nas fronteiras canadenses se tais conteúdos forem considerados “odiáveis”.
Os americanos precisam se preparar para o mesmo tipo de vigilância estatal se sua Suprema Corte decidir legislar e banir o casamento como uma instituição feita entre homem e mulher. Isso significa que não importa o que você acredite, o governo terá toda liberdade para regular suas opiniões, seus escritos, suas associações e mesmo se você poderá ou não expressar sua consciência. Os americanos precisam entender que a meta final para muitos ativistas do movimento LGBT envolve um poder centralizado estatal - e o fim das liberdades previstas na primeira emenda constitucional.
Dawn Stefanowicz é autora e palestrante internacional. Ela foi criada por pais homossexuais, e foi ouvida pela Suprema Corte Norte Americana. Ela é membro do Comitê Internacional de Direito Infantil. Seu livro, Out from Under: O impacto da paternidade homossexual, está disponível em http://www.dawnstefanowicz.org

quinta-feira, 21 de maio de 2015

5 MOTIVOS PARA SE ENVOLVER COM CAPELANIA PRISIONAL - E-book gratuito



5 Motivos para se Envolver em Capelania Prisional é mais um livro da série “Um livro, Uma Causa”, projeto da Editora Ultimato que celebra o conteúdo bíblico e os diferentes campos de ação ministerial e engajamento da igreja.

A capelania prisional não se resume ao conhecido texto “Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles” (Hb 13.3). A Bíblia tem muito mais a dizer. Aliás, a assistência religiosa aos encarcerados é também um trabalho missionário transcultural e clama pelo envolvimento da igreja.

Considerando um retrato do sistema prisional brasileiro, 5 MOTIVOS PARA SE ENVOLVER COM CAPELANIA PRISIONAL aponta biblicamente alguns caminhos e instrumentos práticos para o envolvimento ministerial da igreja no ambiente prisional.


Para baixar o livro, acesse o site e preencha um pequeno formulário. Acesse: 

terça-feira, 21 de abril de 2015

ONDE ESTÃO OS TIMÓTEOS DO SÉCULO 21?


Oswaldo Luiz Gomes Jacob

Esta indagação tem inquietado o meu coração. Tenho visto muita baixa qualidade no ministério pastoral hoje. Há muita gente no ministério que não é séria. Estamos no século 21 e precisamos de pastores comprometidos com o ministério delineado e fundamentado nas Escrituras.
Segundo John Stott, o apóstolo Paulo faz a Timóteo um apelo tríplice: apelo ético, apelo doutrinário e apelo vivencial. O velho líder, morto em 27 de julho de 2011, foi muito sábio nesta abordagem. Temos notado problemas muito sérios nestas três áreas. Aliás, elas são vitais no exercício do ministério concebido na Palavra de Deus. Fazem parte do DNA do ministério pastoral. Timóteo, discípulo de Jesus ensinado por Paulo, era um jovem pastor comprometido com o caráter de Jesus Cristo, pronto a perder a vida pela missão que o Senhor lhe havia confiado apenas por graça. Vejamos então os três apelos paulinos: ético, doutrinário e vivencial.

O APELO ÉTICO |

Quando examinamos o apelo ético, ficamos estarrecidos. Há elementos com deformação de caráter exercendo a atividade ministerial. Elementos que usam de mentira, fazem do povo massa de manobra, não são sinceros em suas manifestações, não sabem liderar com mansidão, não honram seus compromissos financeiros, gastando mais do que ganham; usam de vaidade, aspiram uma vida confortável e o pódio; desejam carros sofisticados, gostam de roupas de grife, transitam em lugares não próprios, maltratam a família, buscam se aproveitar do povo para fins de lucro, exigem salários altos, não honram compromissos de agenda e pregam sermões dos outros como se fossem seus. Estão longe da ética do Reino de Deus. Não têm intimidade com o Senhor por meio da oração e da Palavra. Não fazem o culto doméstico. Vivem uma vida mundana, sem autoridade espiritual. 


O APELO DOUTRINÁRIO 

O apelo doutrinário está ligado ao compromisso com as doutrinas bíblicas, com a ortodoxia batista (no meu caso). Timóteo estava visceralmente ligado à verdade das Escrituras. Estas eram centrais em sua experiência como cristão e pastor. Paulo o orientou a combater o combate da fé. O apóstolo lembra a Timóteo e a Tito a verdade revelada. O velho pastor os ensinou a amar a Palavra, a tradição oral e escrita da parte de Deus por meio do Seu Espírito. A doutrina dos apóstolos e profetas estava enraizada em Tito e Timóteo. 

O pastor é aquele que está comprometido com a apologética, com a defesa da fé. Um homem versado nas Escrituras, cuja vida está pautada nelas. Stott indica que devemos defender, proclamar e ensinar a Sagrada Escritura com toda a fidelidade. Timóteo devia manejar muito bem a Palavra da Verdade (2 Tm 2.15). Paulo o orientou à leitura pública das Escrituras, à exortação e ao ensino (2 Tm 4.13). A exortação de Paulo a Timóteo é clara: "Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nessas coisas. Dessa forma, salvarás tanto a ti mesmo com os que te ouvem" (1 Tm 4.16). O pastor genuíno, chamado por Deus como homem comum para um trabalho extraordinário, deve amar as Escrituras, estudá-las com dedicação e zelo. Ensiná-las com convicção.


O APELO VIVENCIAL 

O último apelo de Paulo a Timóteo é o vivencial. A partir de uma vida íntegra (ética), um compromisso com a Palavra de Deus (doutrinário), temos a prática no dia a dia. Vida mais Escritura nos levam à vivência, ao testemunho fidedigno, absolutamente comprometido com o caráter de Deus Pai. Paulo ordenou a Timóteo a tomar posse da vida eterna. Esta vida eterna está bem exposta em João 17.3: "Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Esta vida eterna foi-lhe dada quando ele creu na suficiência da obra de Cristo Jesus na cruz e na ressurreição. O Senhor Jesus é o modelo de vida do pastor. Ele é o Bom Pastor que dá a Sua vida pelas ovelhas (João 10.11). Deus, nosso Pai, tinha prazer na vida de Jesus Cristo, Seu Filho. Como pastores, devemos dar prazer ao nosso Senhor, Àquele que nos vocacionou. Que ao olhar para nós Ele veja ética, amor à Palavra e obediência. Que cada pastor siga e sirva a Jesus Cristo com alegria e singeleza de coração, sendo o exemplo para o rebanho.

À semelhança de Timóteo, os pastores mais jovens do século 21 precisam ouvir os mais velhos. Carecem de mentores, homens de Deus experimentados e aprovados. Não nos esqueçamos de que os Timóteos de hoje, do século 21, precisam testemunhar como Paulo, quando da despedida dos pastores de Éfeso: "Mas em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contato que eu complete a carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus" (At 20.24). 

Também, olharem para o velho apóstolo, preso em Roma, quando declara com profunda convicção: "Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé. Desde agora a coroa da justiça me está reservada, a qual o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos quantos amarem a Sua vinda" (2 Tm 4.7,8). Os Timóteos do século 21 devem estar conscientes do equilíbrio entre ética, doutrina e vivência. O Senhor Jesus, nosso Pastor supremo, sabia, vivia e ensinava esse equilíbrio. 

John Stott pergunta: onde estão os Timóteos do século 21? Ao responder, ele diz: "Eles procuram ser leais não só a um ou outro desses apelos, mas para toda a revelação bíblica, sem pinçar o que lhes agrada mais. Eles buscam a retidão, combatem o combate da fé e tomam posse da vida eterna - tudo isso ao mesmo tempo". 

Deus é glorificado na vida dos ministros comprometidos com os Seus propósitos em Cristo Jesus! Louvado seja Deus pelos Timóteos do século 21! Que mais e mais obreiros assim sejam chamados, busquem a excelência no preparo e trabalhem arduamente para a salvação de vidas e a edificação da Igreja lavada pelo sangue de Jesus Cristo até que Ele volte!


Oswaldo Luiz Gomes Jacob, pastor, desejando ser um Timóteo. 

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.