quarta-feira, 11 de março de 2009

HOMILÉTICA - A arte de preparar e pregar sermões


DEFINIÇÃO DO TERMO

O termo Homilética é derivado do Grego "HOMILOS" o que significa, multidão assembléia do povo, derivando assim outro termo, "HOMILIA" ou pequeno discurso do verbo "OMILEU" conversar.
O termo Grego "HOMILIA" significa um discurso com a finalidade de Convencer e agradar. Portanto, Homilética significa "A arte de pregar".
A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.

Vejamos algumas definições que envolvem essa matéria:
Discurso - Conjunto de frases ordenada faladas em público.
Homilética - É a ciência ou a arte de elaborar e expor o sermão.
Oratória - Arte de falar ao público.
Pregação - Ato de pregar, sermão, ato de anunciar uma notícia.
Retórica - Conjunto de regras relativas a eloquência; arte de falar bem.
Sermão - Discurso cristão falado no púlpito.

FINALIDADE

O estudo da Homilética abrange tudo o que tem a ver com a pregação e apresentação de práticas religiosas: como preparar e apresentar sermões de maneira mais eficaz.

IMPORTÂNCIA DA MATÉRIA

Sendo a HOMILÉTICA a "Arte de Pregar", deve ser considerada a mais nobre tarefa existente na terra. O próprio Jesus Cristo em Lucas 16 : 16 disse: Ide pregai o evangelho...
Quando a Homilética é observada e aplicada, proporciona-se ao ouvinte uma melhor compreensão do texto.
A observação da Homilética traz orientação ao orador.

A ELOQUÊNCIA

ELOQUÊNCIA é um termo derivado Latim Eloquentia que significa: Elegância no falar, Falar bem, ou seja, garantir o sucesso de sua comunicação, capacidade de convencer. É a soma das qualidades do pregador.
Não é gritaria, pularia ou pancadaria no púlpito. A elocução é o meio mais comum para a comunicação; portanto deve observar o seguinte:
1. Voz - A voz, é o principal aspecto de um discurso.
Audível Todos possam ouvir.
Entendível Todos possam entender. Pronunciar claramente as palavras. Leitura incorreta, não observa as pontuações e acentuações.
2. Vocabulário - Quantidade de palavras que conhecemos.
Fácil de falar - comum a todos, de fácil compreensão - saber o significado
Evitar as gírias, Linguagem incorreta, Ilustrações impróprias.

ALGUMAS REGRAS DE ELOQUÊNCIA

- Procurar ler o mais que puder sobre o assunto a ser exposto.
- Conhecimento do publico ouvinte.
- Procurar saber o tipo de reunião e o nível dos ouvintes.
- Seriedade pois o orador não é um animador de platéia.
- Ser objetivo, claro para não causar nos ouvintes o desinteresse.
- Utilizar uma linguagem bíblica.
- Evitar usar o pronome EU e sim o pronome NÓS.

A POSTURA DO ORADOR

É muito importante que o orador saiba como comportar-se em um púlpito ou tribuna. A sua postura pode ajudar ou atrapalhar sua exposição.
A fisionomia é muito importe pois transmite os nossos sentimentos, Vejamos :
- Ficar em posição de nobre atitude.
- Olhar para os ouvintes.
- Não demonstrar rigidez e nervosismo.
- Evitar exageros nos gestos.
- Não demonstrar indisposição.
- Evitar as leituras prolongadas.
- Sempre preocupado com a indumentária. ( Cores, Gravata, Meias )
- Cabelos penteados melhora muito a aparência.
- O assentar também é muito importante.
Lembre-se que existem muitos ouvintes, e estão atentos, esperando receber alguma coisa boa da parte de Deus através de você.

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM SERMÃO

O sermão é caracterizado como um bom sermão não pela sua extensão e nem mesmo pelas virtudes do pregador, sejam intelectuais ou morais, mas pelas qualidade do sermão:

1. UNÇÃO
Todo sermão deve ter inspiração divina. Um sermão sem unção, ainda que tenha uma excelente estrutura, não apresentará poder para conversão, consolação e edificação.
Devemos lembrar que ao transmitir um sermão estamos não estamos transmitindo conhecimento humano mas a Palavra de Deus e esta é a única que penetra até a divisão da Alma e Espírito, portanto é fundamental a unção.

2. FIDELIDADE TEXTUAL
Fidelidade textual é importante, visto que os ouvintes estão atentos ao texto de referência ou ao tema escolhido. Há muitos pregadores que tomam um texto como referência e depois esquecem dele.

3. UNIDADE
Todo sermão tem um objetivo a ser alcançado. O seu conteúdo deve convergir para um único alvo.
"Há sermões que são uma colcha de retalho, uma verdadeira miscelânea de assuntos, idéias e ensinos".

4. FINAL
Tudo tem um começo e um final. O Pregador deve ter em mente que o ouvinte está se alimentando espiritualmente.
Um sermão bem terminado será muito produtivo ao ponto de despertar o desejo de querer ouvir mais.

RECOLHENDO MATERIAL

Quase toda pesquisa serve como base para sermões. Todavia, é verdade incontestável que, quanto mais instrução tem uma pessoa, tanto mais condições terá para preparar e apresentar sermões.
Toda pessoa que deseja ocupar-se na obra do Senhor, e especialmente falar diante do público, deve formar paulatinamente uma biblioteca segundo suas capacidades mentais e financeiras.
Os quatro primeiros livros a serem adquiridos e que dever servir como base da sua biblioteca são: Bíblia de estudo; Dicionário bíblico; Concordância; Um comentário bíblico. Depois pode ir adquirindo outros, de acordo com as necessidades.

Ev. José Ferraz
E-Mail: jfkajo@uol.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2009

Mas, o que é evangelizar mesmo?


Este artigo foi escrito por Atilano Muradas. Ele é jornalista, teólogo, compositor, escritor, músico e pastor. Possui sete CDs gravados, três livros publicados, e reside nos Estados Unidos. Para falar com o autor, escreva para: atilanomuradas@uol.com.br

Muito se tem dito a respeito de “evangelizar”. Esta primeira frase, inclusive, pode ser que já tenha sido escrita, diversas vezes, por gente que decidiu, assim como eu, agora, finalmente, resolver a questão do evangelismo na Igreja de uma vez por todas. O mundo será outro depois deste texto. No entanto, já encerro aqui a minha ilusão de que conseguirei isso. Não depende apenas do meu desejo, da minha habilidade em argumentar, ou de Deus. É, isso mesmo, não depende de Deus.
Apesar de tudo nesta vida ser “se Deus quiser”, a missão de evangelizar ele deixou para nós. Ele vai salvar a quem a gente pregar – seja direta ou indiretamente – loucos, natimortos, criancinhas, abortados, etc., só no Céu saberemos o que será deles. Ninguém aceitou a Jesus do nada. Alguma coisa ele ouviu, algo sentiu a partir de informação externa que lhe chegou aos ouvidos e desceu ao coração. Sei de pessoas que aceitaram a Jesus de todo jeito, até mesmo através do Diabo. Ele mesmo pregou, acredite.
Um sujeito estava fazendo um despacho grandioso com uma determinada finalidade maldosa quando o Diabo, em pessoa, lhe apareceu e disse que de nada adiantaria aquele trabalho todo, pois a pessoa a quem se destinava o “trabalho” era crente. “Ela é filha do cara lá de cima. Com ele eu não mexo, pois é mais poderoso”, disse o Pai das Trevas. Ao ouvir tal declaração do patrão chifrudo, o sujeito respondeu: “Se o outro é mais poderoso, então, não te sirvo mais”. Abandonou a vida de despachos e foi servir a Deus numa igreja cristã.
Outro amigo era do tipo que denominamos “doidão”. “Cheirava todas” e vivia em petição de miséria, como diziam os antigos. Certo dia, fumando sua tradicional maconha junto com um amigo, resolveu ler um livro diferente: a Bíblia. Entre baforadas, blasfêmias e risadas, ele parou num texto que lhe informou claramente que, se ele continuasse naquela vida de drogas, certamente, iria para o Inferno. Sem pestanejar, largou tudo e entrou na primeira igreja evangélica que viu aberta e aceitou Jesus.
Histórias assim são produto de oração, de investimento de muitas pessoas, tenha certeza. Aliás, a maioria das conversões veio de exaustivos trabalhos de pregação corpo a corpo. Deus e seus anjos não descem à Terra para pregar o Evangelho. A missão é nossa. Contudo, parece-me que a evangelização está um pouco esquecida, coitada, no final da fila das prioridades eclesiásticas. Analise comigo.
Os cânticos de sucesso apelam para o emocional, estão centrados no homem e no seu bem-estar. Enquanto isso, as pregações, cujas canções refletem, visam entusiasmar, motivar a conquistar bens terrenos a todo custo. O apelo à salvação é dado ao final dessas pregações, criando um paradoxo sem precedentes na história dos sermões cristãos. Prega-se uma coisa e se faz apelo para outra. Ouça: “Deus vai resolver todos os seus problemas, dar-lhe tudo o que precisa, e fazer você milionário nesta Terra. Quem quer aceitar Jesus?” Ora, quem não irá aceitar?! Tudo bem, ainda bem que aceitou Jesus, mas a propaganda foi enganosa, e o novo convertido poderá se frustrar quando descobrir que não é bem assim como lhe prometeram.
A vida com Deus é vida feliz, mas, temos que suportar outros lances que estão sendo omitidos aos novos convertidos. Vida com Deus também é perder pra ganhar; é morrer pra viver; é dividir o pouco que tem; é servir e não ser servido; é passar por lutas e agradecer; é estar preso e cantar; é levar um tapa e dar a outra face; é aguentar uma série de desaforos dentro e fora da Igreja; é suportar os crentes (cristão é outra coisa); e mais uma série de outras aventuras aparentemente ruins, mas que enriquecem o homem de sabedoria e o fazem entender o verdadeiro sentido de ser cristão – se você ainda não entendeu isso, peça ao Espírito Santo pra lhe fazer entender. Aí você vai ser feliz mesmo tendo que viver essas tribulações. São alguns dos mistérios da vida cristã.
Essa forma de expor o Evangelho parece o daquelas propagandas com uma porção de letrinhas miúdas no pé da página, quase ilegíveis de tão pequenas. A gente só fica sabendo de tudo mesmo, depois que assina o contrato, e vê onde entrou.
Tanto se fala, hoje em dia, em respeitar os direitos. Pois é, os cristãos deveriam respeitar os direitos dos incrédulos e pregar-lhes o verdadeiro Evangelho para trazê-los para a Igreja. Aliás, eu acho até que viria mais gente que sinceramente aceitou a Jesus porque o ama de verdade, e não aos presentes que oferece. Os incrédulos não são todos idiotas e vão caindo na conversa de qualquer um não. Alguns caem, hoje, mas, daqui uns dias, pulam fora. Falsos pregadores podem enganar por um tempo, mas não por todo o tempo. E fazer com que esses desviados compreendam o verdadeiro Evangelho é quase um outro milagre.
Mas, porque será que isso acontece? A resposta, talvez, venha ao se tentar responder “Mas, o que é evangelizar mesmo?” Quando entendemos que nascemos com uma missão que vem “antes” de qualquer missão que tenhamos que exercer na Terra, então começamos a entender melhor a vontade de Deus. Em Marcos 16:15-18 Jesus deixa isso claro: “Ide e pregai”; e o resto vem depois. Em Atos 1:8 ele diz que receberíamos o poder para sermos “testemunhas”, ou seja, que pregam o Evangelho; depois vêm as atividades desde onde se está até os confins da Terra (missões).
Evangelizar é um dom que nasce com todas as pessoas. Pode e deve ser exercido, desde a mais tenra idade. Evangelizar é falar daquilo que se crê, sem a necessidade de fórmulas mágicas de multiplicação ou de estratégias de marketing mirabolantes. Isso tudo pode ser usado, mas se as pessoas estão desfocadas, é dinheiro jogado no lixo.
Evangelizar é uma decisão que alguém toma antes de querer ser pastor, apóstolo, profeta, doutor, ou até mesmo evangelista. Isso mesmo, evangelista, pois tem gente que quer assumir seu dom de evangelista depois que fizer o bacharel em Teologia, o mestrado em divindade, o doutorado em anjos, e conseguir os recursos para se sustentar no campo missionário. Você conhece alguém que se preparou a vida inteira para tocar piano sem nunca ter tocado um piano? Claro que não. Quem toca bem começou cedo e nunca parou.
Quem não treina evangelismo nunca será evangelista. Quem não conhece a Bíblia nunca será evangelista. Quem não ora, não evangeliza. Quem não insiste com as pessoas, corre atrás, suporta umas pedradas, não alcançará sucesso no evangelismo. É igual no trabalho: um leão por dia – inclusive, o que ruge como um leão ao redor tentando nos tragar. Ser cristão da teologia da prosperidade é mole. Quero ver é ser cristão da teologia da verdade.

Fonte: www.evangelizabrasil.com

Dos Heróis da Fé (l)

Jó 2:8-10

E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza.

Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.


Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

domingo, 1 de março de 2009

FECHANDO AS CONTAS

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Modernizando alguns conselhos de Jesus sobre investimentos: não se foque em investir neste mundo, vivendo o agora, correndo atrás da próxima compra ou experiência aqui, onde os bancos e as bolsas de valores quebram e os preços das casas despencam. Mas foque-se em investir no reino, onde o banco jamais quebrará, as mansões jamais perderão seu valor e existe sempre um retorno eterno garantido. Onde você tiver investido, demonstrará onde está a sua atenção e o seu compromisso. No meio do caos financeiro global, precisamos nos sobressair como pessoas que são diferentes. Algumas coisas que se tornaram indistintas devem voltar ao foco nítido: Deus como O nosso provedor; a prática da confiança e da gratidão; a glória de Deus como o nosso objetivo principal, não o nosso próprio conforto e avanço financeiro. Os cristãos não estão isentos da crise econômica, mas Deus é maior do que as dificuldades financeiras e Sua perspectiva está em Mateus 6:19-34. Os sistemas econômicos globais estão assentados sobre areia movediça. Os sistemas econômicos de Deus estão assentados sobre rocha sólida. Eles são inamovíveis, eternos, com frequência invisíveis e sempre focados em Sua glória que torna este momento, um tempo para investir, não para retrair-se, um tempo para renovar o apoio às missões, um tempo para cuidar dos necessitados, um tempo para demonstrar um reino diferente.
Myles Wilson, The Gift Horse E-Bulletin

via DCI Internacional / O Jornal Missionário - http://www.dci.org.uk/portugues/p-jornal.htm

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Direção espiritual - Richard Foster

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Richard J. Foster


O que é direção espiritual?


Para conhecer o genuíno caminho do Senhor.

1. Direção espiritual é um relacionamento interpessoal no qual aprendemos como crescer, viver e amar na vida espiritual.

2. Direção espiritual envolve um processo no qual uma pessoa ajuda outra a entender o que Deus está fazendo ou dizendo.

3. Discernimento é um presente crucial no trabalho de direção espiritual.

4. Na direção espiritual não há dominação ou controle.

5. O diretor/mentor/pastor espiritual guia outro em assuntos espirituais através do mundo espiritual pelos métodos espirituais.

6. Deus ordenou que haja diretores/mentores/pastores espirituais entre o seu povo. Essa é a estrutura do amor em prática.

7. Supremamente, diretores/mentores/pastores espirituais são pessoas que o senso de serem “estabelecidos” por Deus. De outra maneira, eles são muito perigosos para serem permitidos no espaço da alma de outros.


O que é um diretor espiritual?

Como reconhecer um legítimo orientador de Deus.

1. Uma pessoa que tem fome contínua por intimidade com Deus.

2. Uma pessoa que tem habilidade em perdoar outra numa grande perda pessoal.

3. Uma pessoa que tem senso animado de que Deus sozinho pode satisfazer os anseios do coração humano.

4. Uma pessoa quem tem profunda satisfação na oração.

5. Uma pessoa que tem uma avaliação pessoal realista das habilidades pessoais e limitações.

6. Uma pessoa que é livre de realizações por vanglória.

7. Uma pessoa que demonstra habilidade em viver fora das demandas da vida pacientemente e sabiamente.
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Richard J. Foster é autor de muitos livros, o mais recente é “Life With God”.

via Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA: Pr. Airton Evangelista da Costa

Amados, publicamos aqui uma entrevista realizada com o atuante pastor e apologista Airton Evangelista da Costa, que tem exercido um forte ministério através da internet e suas várias ferramentas. A entrevista foi editada a partir de uma auto-entrevista publicada no site do autor, e algumas perguntas extras que lhe fizemos.


Como e quando se deu seu envolvimento com a internet?

R - Um irmão insistiu para que eu tivesse minha própria página. Meus estudos já estavam em vários sites. Ele se encarregou de criar. Foi o pastor Ricardo Ribeiro. então nasceu o www.palavradaverdade.com. Há também o www.palavradaverdade.org



O Sr. é mais conhecido na Internet por seus estudos, artigos e vídeos.

RO mais importante não é ser conhecido; é fazer conhecida a Palavra de Deus. Os vídeos começaram a ser editados há pouco tempo.

Então o volume maior de sua produção diz respeito a estudos?

R – Porque comecei a escrever logo após minha conversão.

Quantos artigos já escreveu?

R – Considerando as perguntas e respostas, estudos e artigos diversos, o número está em volta de 1.000.

E os vídeos?

R – O primeiro foi em cinco de outubro de 2007. De lá para cá foram editados duzentos e oito vídeos.

O Sr. Se considera um bom escritor?

R – De modo nenhum. Sempre que faço revisão em meus escritos encontro falhas. Erros de concordância e abuso do gerúndio, por exemplo.

O Sr. faz uma revisão antes da divulgação?

R – Eis o problema. Não consigo passar muito tempo fazendo revisão meticulosa. Tenho pressa na divulgação.

Como se dá essa divulgação?

R – No meu site e nos grupos dos quais faço parte.

O assunto principal é apologética?

R – Não considero que essa área seja a principal, mas tem um peso significativo. Nos vídeos, assume o primeiro lugar.

O Sr. acha que tem chamada para isso?

R – Não considero propriamente uma chamada. É dever de todo crente defender a sua fé. Se Allan Kardec declara que cristianismo e espiritismo ensinam a mesma coisa; se a Torre de Vigia declara que é o único canal entre Deus e os homens, nós, filhos de Deus, não podemos nos conformar. Precisamos dizer que não é bem assim, e esclarecer por que pensamos de modo diferente, sempre à luz da Bíblia.

Como o senhor avalia a importância da internet como ferramenta para o cristão?

R - A internet é um bom veículo de comunicação; é rápida e alcança de imediato milhares de usuários. Devemos aproveitá-la ao máximo para pregar as Boas Novas. Os vídeos são de um valor inestimável. Para mim, funcionam como um programa de televisão gratuito. Por meio deles, posso falar diretamente com milhares de pessoas de países diferentes. Se o YouTube permitisse 20 minutos, em lugar de 10 para cada vídeo, seria melhor.

Por que o Sr. critica mais o espiritismo e a Sociedade Torre de Vigia?

R – Porque esses dois grupos usam a Bíblia. Se as doutrinas não são semelhantes, somos instados a explicar a quem queira saber as razões de tais diferenças. O espiritismo possui o livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Kardec. A Torre de Vigia possui “A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”, com incorreções. Não perderia meu tempo confrontando a doutrina budista, por exemplo. Mas, se usam a Bíblia de forma distorcida, é dever do crente contestar.

Como o Sr. convive com as críticas?

R – Recebo-as com naturalidade. Seria anormal se me elogiassem. O problema é que a maioria dos que não concordam com minha análise e refutação não apresenta argumentos consistentes. Amiúde, usam o “Argumentum ad Hominem”, isto é, são impulsionados ao debate, sentem vontade de participar, mas preferem fazer ataques à pessoa. Isso não é apologética. Esse tipo de prática revela, não raro, incompetência.

Como assim?

R – Devemos confrontar a tese, o ensino, a doutrina, estabelecer a diferença e argumentar em defesa de nossa fé. No nosso caso, sempre à luz do que diz a Bíblia Sagrada. De vez em quando, recebo mensagens como: “Você não sabe de nada”; “leia mais a bíblia”; “você é apóstata”; “você só fala mentiras”, etc. Quando o ataque se torna mais severo, excluo o usuário da minha Caixa Postal no Youtube ou no Outlook Express.

O Sr. tem revisto suas posições em razão de alguma crítica?

R – Já ocorreu algumas vezes. Os homens são imperfeitos. Eu sou homem. Logo, sou imperfeito. Há poucos dias, ao receber uma mensagem de um espírita, fiz a exclusão de um vídeo do YouTube. As objeções quando bem formuladas me ajudam. Trabalho sempre em cima de fatos. Uso sempre a palavra oficial do grupo cujas doutrinas são confrontadas com as da Bíblia. Nessa área, não se pode escrever por ouvir dizer. Foi o caso do livro “A Verdade Sobre Maria”. Os dogmas marianos foram extraídos do Catecismo Católico ou de publicações oficiais.

O Sr. aceita o debate com todos os que refutam seus argumentos?

R – Não. Seria humanamente impossível. Não tenho tido tempo nem para dar atendimento às consultas.

Qual será o próximo vídeo?

R – Escrevi um estudo e editei o vídeo correspondente com o título “As Testemunhas de Jeová: Fim do Mundo em 2034”. Na oportunidade, não divulguei o pertinente texto de A Sentinela, de 2003. Um seguidor da Torre me disse que não localizou tal texto na revista. Vejo-me obrigado a divulgar o artigo, o que não fizera antes, e explicar. Será mais um vídeo para ajudar a alguns seguidores da Torre a compreender o que foi dito por seus líderes. Por incrível que pareça.

Voltando aos vídeos, qual o mais acessado?

R – Atenção maior tem sido para “Ex-Ancião das Testemunhas de Jeová contesta doutrinas”, com 14.532 acessos em menos de dez meses.

Como o senhor vê o retorno da prática de indulgências pela Igreja Católica?

R – Pensei que a ICAR já tivesse abolido isso. Há muitos meses não escrevo uma só linha nem produzo vídeo sobre o catolicismo. Mas diante dessa surpresa, creio que chegou o momento de falarmos sobre o assunto. O perdão só pode ser concedido se o pecador se arrepender. Como ter certeza de que houve arrependimento? Só Deus conhece o coração do homem.

O Sr. só combate as anomalias de determinados grupos?

R – Não. Se pesquisar no meu site – www.palavradaverdade.com - verá que combato, e muito, as heresias dentro de nossos muros. Exemplo disso é a série “Como Nasce Uma Heresia”, com vinte artigos.

Nota-se que o Sr. fala pouco de sua igreja.

R – A Palavra de Deus deve merecer maior ênfase.

Quando o Sr. pretende parar, e qual a sua idade?

R – O Senhor é o dono da minha vida. Farei 70 anos em março próximo.

Deixe uma palavra àqueles que, como o senhor, tem visto a internet como uma preciosa ferramenta ministerial, e também àqueles que ainda não tem dado a devida atenção à web.

R - Depois de tantos anos de funcionamento, a internet ainda não é usada por muitos irmãos, ou o fazem de modo muito restrito. Muitos, apesar de possuírem condições, ainda não sabem editar um vídeo e enviá-lo para divulgação. Embora haja muita sujeira nesse veículo, devemos usá-lo de forma vigorosa. A disseminação da Palavra via internet é fantástica, e alcança povos de todos os países. A internet abre as portas dos países onde a entrada da Bíblia é proibida, e ficará ali exposta por dezenas de anos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Leia a Bíblia e ganhe prêmios

Começa em 1º de março concurso ‘Vamos ler a Bíblia’, que prevê 300 dias de leitura da Palavra de Deus.

A partir do dia 1º de março, os crentes vão ter um estímulo a mais para a leitura da Palavra de Deus. É o concurso “Vamos ler a Bíblia”, promoção que tem como principal objetivo estimular as pessoas a lerem todas as Escrituras Sagradas em 300 dias, até 25 de dezembro. Para isso, serão dados prêmios aos participantes que responderem corretamente à maior quantidade de perguntas referentes aos textos bíblicos lidos ao longo do ano de 2009. A base do concurso será um calendário de leitura diária, que deverá ser acompanhado por todos os participantes. Pelo programa, cada candidato terá que ler quatro capítulos por dia, tarefa que não deve consumir mais que 15 minutos.

Serão realizadas 10 provas ao longo do concurso, contendo 30 perguntas de múltipla escolha. Os cinco primeiros colocados de cada prova vão ganhar prêmios como bíblias e novos testamentos digitalizados, aparelhos de MP3s e MP4s, celulares e máquinas fotográficas. Ao fim da campanha, o candidato que acumular mais pontos ganhará um notebook. Mas o melhor de tudo é que todos os participantes do concurso “Vamos ler a Bíblia” serão vencedores, pois certamente chegarão ao fim da campanha com a fé e o espírito fortalecidos pela Palavra de Deus.

O concurso, que tem o apoio da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), já está com inscrições abertas através do site http://www.vamoslerabiblia.com.br/

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via Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br/

sábado, 14 de fevereiro de 2009

COMO UMA IGREJA PEQUENA PODE FAZER MISSÕES


Edison Queiroz

Quando prego e desafio pastores a levar suas igrejas à tarefa de missões mundiais, sempre sou questionado se é possível a uma igreja pequena fazer missões. A minha resposta sempre é afirmativa. Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. A seguir, seis passos para uma igreja pequena fazer missões.

1 - Confie no grande Deus

Devemos entender que o plano de Deus para a igreja, não importa o seu tamanho, é a implantação do seu reino por meio de pregação do evangelho a todas as nações. O que faz a diferença é o tamanho de nosso Deus. Ele disse: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr 33.3). A Bíblia afirma que Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3. 20-21).

Às vezes olhamos para nossa incapacidade e fraqueza, para o tamanho de nossas igrejas, para a situação financeira e ficamos desanimados, dizendo que é impossível. Mas isso está errado! Precisamos olhar para Deus e crer em seu poder, pois ele é grande e quer fazer coisas grandes. Do nada ele cria tudo! Aleluia! Precisamos orar como o rei Josafá: “Porque em nós não há força...porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Cr 20.12). Aqui está o segredo da vitória: tire os olhos das circunstâncias e coloque-os no grande Deus, e ele transformará nossas igrejas em verdadeiras bases missionárias.

2 - Inicie um movimento de oração

Por meio da oração, a igreja pode fazer um movimento missionário e atingir nações. Desafie os membros de sua igreja a orar em casa, no trabalho, nos momentos de folga, na igreja, etc. Pela oração, vidas serão tocadas por Deus; portas, abertas; missionários, abençoados; vidas, salvas. Mais adiante darei alguns passos práticos para o início de um grande movimento de oração em sua igreja, não importa o tamanho dela.

3 - Treine os crentes para a evangelização pessoal

Descobri uma coisa interessante em meu ministério: os crentes não evangelizam porque não sabem fazê-lo. Antigamente eu pensava que se tratava de falta de consagração, de falta de fé, de desânimo etc., mas logo descobri que o grande problema era a falta de um ensino prático.

Certo domingo preguei, sobre a importância de o crente ganhar vidas para Cristo. Durante minha pregação exortei a igreja, afirmando que todo crente deve ser um ganhador de almas e que o crente que não ganha almas está em pecado, etc. Após o culto um jovem venho falar comigo e disse: “Pastor, você fica o tempo todo nos dando chicotadas do púlpito, nos exortando a ganhar vidas para Cristo, mas nunca nos ensinou a fazê-lo.”

Confesso que tive de reconhecer meu erro e dar a mão à palmatória. Pedi perdão àquele jovem e disse que iria providenciar o treinamento. Naquela época convidei a equipe da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo para vir dar um treinamento de evangelização e discipulado para a igreja; telefonei-lhes e perguntei se tinha um treinamento para a igreja.

Eles me informaram que sim e que necessitavam de um período de 12 horas/aula. Agendei o mês de outubro e usei o tempo do culto e da escola dominical nos quatro domingos daquele mês para o treinamento. Foi maravilhoso o trabalho do Espírito Santo, que levou os crentes a entender que podem pregar o evangelho.

No terceiro domingo de treinamento, preparamos uma surpresa para os membros da igreja.
Cheguei mais cedo com a Equipe da Cruzada, colocamos uma mesa na calçada da igreja, fechamos o portão e esperamos os crentes chegarem.

Cada um que chegava perguntava: “O que aconteceu, pastor? Não haverá treinamento hoje?” Logo explicávamos que iríamos fazer uma experiência e enviávamos pares a evangelizar na praça; pedimos que voltassem ás 11h para darem testemunhos.

Lembro-me do testemunho de um diácono que falou com lágrimas nos olhos: “Pastor, sou crente há mais de 30 anos e nunca alguém orou comigo entregando a vida a Cristo, mas nesta manhã eu tive a alegria de ver alguém orando comigo, convidando Cristo para entrar em sua vida. Aleluia!”.

Hoje o treinamento em evangelização faz parte da instrução dos novatos na Escola Dominical, e a meta é que todos os membros da igreja saibam explicar o plano de salvação, levar uma pessoa a orar recebendo Cristo como Senhor e Salvador e dar os primeiros passos no discipulado.

4 - Desafie pessoas para o campo missionário

Mediante pregação, ensino, recomendação de livros, etc., você pode desafiar pessoas a se entregarem para a obra de missões. Creio que em toda igreja há pessoas vocacionadas para o campo missionário. Então pregue, desafie e procure identificar essas pessoas, dando-lhes o apoio necessário no discipulado pessoal, no encaminhamento para o preparo adequado. Não somente desafie, mas também apóie os vocacionados. Muitos pastores estão pecando ao deixar de apoiar , ajudar e orientar aqueles que têm sido chamados por Deus para a obra missionária. Talvez por medo de perderem o lugar, por ciúmes ou por irresponsabilidade. Se há em sua igreja algum membro chamado por Deus para o ministério, dê-lhe todo apoio, pois você estará colaborando para a expansão do reino de Deus. Não tema ! O mesmo Deus que o colocou no ministério é poderoso para mantê-lo ou tirá-lo dele, de acordo com sua soberana vontade.

5 - Desafie os crentes a contribuir financeiramente

Uma igreja pequena pode fazer muito para missões mediante contribuição financeira dos seus membros. Deus não está olhando para o tamanho da sua oferta, mas sim para o tamanho do coração da pessoa que deu a oferta. Lembra-se da oferta da viúva pobre? Sua oferta foi maior que as das outras pessoas porque ela deu todo o coração (Lc 21. 1- 4).

Além disso Deus é poderoso para multiplicar qualquer oferta, como ele fez na multiplicação dos pães. Eu sou testemunha disso. Deus faz milagres nas finanças da Igreja quando esta coloca missões em primeiro lugar. Mas adiante quando falar sobre finanças vou contar alguns desses milagres.

Conheço famílias que estão sustentando parentes no campo missionário. Muitas vezes, quando encontro algum missionário, pergunto-lhe: “Quem está sustentando?” De vez em quando, a resposta é: “Meus pais, meus irmão, etc.” Então pergunto: Quantos são? Às vezes, cinco ou seis pessoas estão se unindo e sustentado um missionário no campo. Qual o tamanho da sua igreja? Mesmo que seja de cinco ou seis pessoas, se elas forem desafiadas e assumirem a responsabilidade, poderão se unir e sustentar missionários no campo, assim como algumas famílias estão fazendo. Desafie o seu povo a contribuir financeiramente!

6 – Associe sua igreja a outra para enviar missionários

Uma igreja pequena pode fornecer pessoas e dinheiro para a obre de missões. Mas, às vezes, não tem condições de levantar todo o sustento financeiro necessário; portanto, poderá se unir a outra igreja e, juntas, enviar o missionário. Vou contar uma experiência marcante em minha vida. O pastor de uma igreja pequena veio à nossa convenção missionária e foi desafiado a fazer missões por meio de sua igreja. Voltou disposto a fazer de sua igreja uma igreja missionária. Desafiou o seu povo, e a resposta veio. Iniciou-se um movimento de oração e de contribuição financeira. Quando arrecadaram o dinheiro das ofertas mensais para missões, não sabiam como aplicá-lo e, então, pediram à nossa igreja a oportunidade de participar do sustento de uma de nossas missionárias na África. Consultei nossa igreja, e todos com alegria aceitaram formar uma sociedade com a outra igreja para, juntas, sustentarmos a missionária. Agora, aquele mesmo pastor está partindo para o campo, e as duas igrejas juntas vão participar do seu sustento.

Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. Tudo depende de ser desafiada, de receber a visão e de aceitar a responsabilidade.

Do livro “A IGREJA LOCAL E MISSÕES” - Edison Queiroz ( Edições Vida Nova)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CARNAVAL - A maior festa popular brasileira


Prof. João Flávio Martinez

Origem Histórica


Segundo definição genérica, o carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos, como herança das festas pagãs realizadas a 17 de dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno na mitologia grega.) e 15 de fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga.). Na verdade, não se sabe ao certo qual a origem do carnaval, assim como a origem do nome, que continua sendo polêmica.
Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. De fato, em certos rituais agrários da Antigüidade, 10 mil anos A.C., homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.
Originariamente os católicos começavam as comemorações do carnaval em 25 de dezembro, compreendendo os festejos do Natal, do Ano Novo e de Reis,Continua→ onde predominavam jogos e disfarces. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Lata, rua próxima ao seu palácio. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos.
O baile de máscaras, Continua →força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Eram sucesso na Corte de Carlos VI. Ironicamente, esse rei foi assassinado numa dessas festas fantasiado de urso. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis). Em Veneza e Florença, no século XVIII, as damas elegantes da nobreza utilizavam-na como instrumento de sedução.
Na França, o carnaval resistiu até mesmo à Revolução Francesa e voltou a renascer com vigor na época do Romantismo, entre 1830 e 1850. Manifestação artística onde prevalecia a ordem e a elegância, com seus bailes e desfiles alegóricos, o carnaval europeu iria desaparecer aos poucos na Europa, em fins do século XIX e começo do século XX.
Há que se registrar, entretanto, que as tradições momescas ainda mantêm-se vivas em algumas cidades européias, como Nice, Veneza e Munique.

Etmologia da Palavra

Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também têm se constituído em objeto de discussão. Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Apesar de ser foneticamente aceitável, a expressão é refutada por diversos pesquisadores, sob a alegação de que esta não possui fundamento histórico.
Para outros, a palavra seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale !" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma. Provavelmente vem também daí a denominação "Dias Gordos", onde a ordem é transgredida e os abusos tolerados, em contraposição ao jejum e à abstenção total do período vindouro (Dias Magros da Quaresma).

Posição da igreja evangélica no período do carnaval

Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por, isso de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pela Bíblia.
Seja no Egito, Grécia ou antiga Roma, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos bebedeira desenfreada, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.
Traçando o perfil do século XXI, não é possível isentar a Igreja evangélica → → deste movimento histórico. Então qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas? Devemos por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização?Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento?
Cremos que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da Igreja de Deus nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é santo.
Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra ela? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?
No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo, imoralidade, promiscuidade sexual e bebedeira.
Como cristãos não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus Romanos 8.5-8; I Co. 6.20).

Evangelismo ou retiro espiritual?

A maioria das igrejas evangélicas hoje tem sua própria opinião quanto ao tipo de atividade que deve ser realizada no período do carnaval.
Opinião, esta que, baseia-se em parte na teologia que cada uma delas prega. Este fato é que normalmente justifica sua posição. A saber: enquanto umas participam de retiros espirituais, outras, no entanto, preferem ficar na cidade durante o carnaval com o objetivo de evangelizar os foliões.
Primeiramente, gostaríamos de destacar que respeitamos as duas posições, pois cremos que os cristãos fazem tudo por amor com a intenção de ganhar almas para Cristo, edificando seu Corpo. Entendemos também o propósito dos retiros espirituais: momentos de maior comunhão com o Senhor. Muitos crentes tem sido edificados pela pregação da Palavra e atuação do Espírito Santo nos acampamentos das igrejas.
Todavia, a oportunidade de aproveitarmos o carnaval para testemunhar é pouco difundida em nosso meio.
Em meio à pressão provocada pelo mundo, a igreja deve buscar estratégicas adequadas para posicionar-se à estas mudanças dentro da Bíblia, e não dentro de movimentos contrários a ela. A Bíblia é a fonte, e não fatores externos.
Cristãos de todos os lugares do Brasil possuem opinião diferente s a este respeito de maneira adequada para evangelização no período do carnaval. Mas devemos notar que Cristo nunca perdeu uma oportunidade para pregar. Partindo deste princípio não podemos deixar de levar o evangelho não importando o momento.
Assim devemos lançar mão da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor atividade para nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval.

Fonte: http://www.cacp.org.br

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

John Knox, o presbiteriano com uma espada

‘A espada da justiça pertence a Deus, e se príncipes e governantes deixarem de usá-la, outros o farão’.

Knox era um ministro do evangelho cristão que defendia a revolução armada. Ele era considerado um dos mais poderosos pregadores de seus dias, mas apenas dois das centenas de sermões que pregou foram publicados. Ele é uma figura-chave na formação da Escócia moderna, mas só há um monumento erguido em sua homenagem neste país, e seu túmulo está embaixo de um estacionamento.

John Knox era de fato um homem de muitos paradoxos, um Jeremias hebreu estabelecido em solo escocês. Numa campanha incessante de oratória flamejante, ele buscou destruir o que achava ser idolatria e purificar a religião da Escócia.

Abraçando a causa - John Knox nasceu por volta de 1514, em Haddington, uma pequena cidade ao sul de Edinburgo. Por volta de 1529 ele entrou na Universidade de St. Andrews e continuou fazendo Teologia. Foi ordenado em 1536, mas se tornou um tabelião, e depois tutor dos filhos dos proprietários de terras locais (a nobreza inferior escocesa).

Eventos dramáticos aconteceram durante a juventude de Knox. Muitos estavam enfurecidos com a Igreja Católica, que possuía mais da metade dos imóveis e tinha uma renda anual de quase 18 vezes a da Coroa. Os bispos e padres eram freqüentemente meros indicados políticos, e muitos nunca esconderam suas vidas imorais: o arcebispo de St. Andrews, cardeal Beaton, andava abertamente com concubinas e era pai de 10 filhos.

O constante tráfego marítimo entre a Escócia e a Europa permitiu que a literatura luterana fosse contrabandeada para dentro do país. Autoridades da igreja ficaram alarmadas com esta “heresia”, e tentaram suprimi-la. Patrick Hamilton, um declarado protestante convertido, foi queimado vivo em 1528.

No início dos anos de 1540, Knox conheceu a influência de reformadores convertidos, e sob a pregação de Thomas Guilliame se juntou a eles. Tornou-se, então, um guarda-costas do feroz pregador protestante George Wishart, que estava pregando por toda a Escócia.

Em 1546, entretanto, o cardeal Beaton prendeu, julgou, estrangulou e queimou Wishart. Em resposta, um grupo de 15 nobres protestantes invadiu o castelo, assassinou Beaton e mutilou seu corpo. O castelo foi imediatamente cercado por uma frota de navios franceses (a França católica era aliada da Escócia). Embora Knox não fosse co-responsável pelo assassinato, ele o aprovou, e durante um furo no cerco, se juntou ao grupo sitiado no castelo.

Durante um culto protestante em um domingo, o pregador John Rough falou sobre a eleição de ministros e publicamente pediu a Knox que assumisse a função de pregador. Quando a congregação confirmou o chamado, Knox ficou abalado e foi às lágrimas. Ele declinou, a princípio, mas finalmente se submeteu ao que sentia ser um chamado divino.

Foi um ministério curto. Em 1547, depois de o castelo de St. Andrews ser cercado mais uma vez, ele finalmente cedeu. Alguns de seus ocupantes foram presos. Outros, como Knox, foram mandados para as galés como escravos.

Pregador viajante - Dezenove meses se passaram antes que ele e outros fossem libertados. Knox passou os cinco anos seguintes na Inglaterra e sua reputação como pregador cresceu muito. Mas quando a católica Mary Tudor assumiu o trono, ele foi forçado a fugir para a França.

Ele foi até Genebra, onde encontrou João Calvino. O reformador francês o descreveu como um “irmão… trabalhando com energia pela fé”. Knox, de sua parte, ficou tão impressionado com a Genebra de Calvino que a chamou de “a escola mais perfeita de Cristo que esteve sobre a terra desde os dias dos apóstolos”.

Knox viajou então para Frankfurt am Main, onde se juntou a outros protestantes refugiados – e rapidamente entrou em controvérsia. Os protestantes não conseguiam concordar com uma ordem de culto. As discussões tornaram-se tão acaloradas que um grupo abandonou uma igreja num domingo, recusando-se a cultuar no mesmo prédio que Knox.

De volta à Escócia, os protestantes estavam redobrando seus esforços e congregações estavam se formando por todo o país. Um grupo, que veio a ser chamado de Os Senhores da Congregação, votaram para fazer do protestantismo a principal religião da Terra. Em 1555, eles convidaram Knox para retornar à Escócia para inspirar a tarefa da reforma. Ele passou nove meses pregando extensiva e persuasivamente na Escócia antes de retornar à Genebra.

Golpes furiosos - Mais uma vez longe de seu lar, ele publicou alguns de seus tratados mais controversos: em sua Admonition to England [Admoestação à Inglaterra], rancorosamente atacou os líderes que permitiram ao catolicismo voltar à Inglaterra. Em The First Blast of the Trumpet Against the Monstrous Regiment of Women [O primeiro toque da trombeta contra o regime monstruoso das mulheres], argumentou que uma governante mulher (como a rainha inglesa Mary Tudor) era “mais odiosa na presença de Deus” e que ela era “uma traidora e se rebelava contra Deus”. Em Appellations to the Nobility and Commonality of Scotland [Apelos à nobreza e à plebe da Escócia], estendeu às pessoas comuns o direito – na verdade a tarefa – de se rebelar contra governantes injustos. Como ele disse a rainha Mary da Escócia mais tarde: “A espada da justiça pertence a Deus, e se os príncipes e governantes deixarem de usá-la, outros o farão.”

Knox retornou à Escócia em 1559, e mais uma vez emprestou suas habilidades formidáveis de pregação para aumentar a militância protestante. Poucos dias após sua chegada pregou um sermão violento em Perth contra a “idolatria” católica, causando tumulto. Imagens foram esmagadas e templos religiosos destruídos.

Em junho, foi eleito ministro da igreja de Edimburgo, onde continuou a exortar e a inspirar. Em seus sermões, sempre gastava meia hora calmamente fazendo a exegese de uma passagem bíblica. Então, quando aplicava o texto à situação escocesa, tornava-se “ativo e vigoroso” e esmurrava o púlpito violentamente. Disse um homem que tomava notas: “Ele me fez sacudir e tremer de um modo que eu não podia segurar a caneta.”

Os Senhores da Congregação ocuparam militarmente mais e mais cidades, de modo que finalmente, no tratado de Berwick de 1560, ingleses e franceses concordaram em deixar a Escócia (os ingleses, agora sob o reinado da protestante Elizabeth I tinham ido ajudar os escoceses protestantes; os franceses estavam ajudando o grupo católico). O futuro do protestantismo na Escócia estava garantido.

O Parlamento ordenou que Knox e cinco outros colegas escrevessem uma Confissão de Fé, o Primeiro Livro da Disciplina e o Livro da Ordem Comum — os quais colocaram a fé protestante na Escócia de um modo distintamente calvinista e presbiteriano.

Knox terminou seus anos como pregador na igreja de Edimburgo, ajudando a moldar o protestantismo na Escócia. Durante esse tempo, escreveu History of the Reformation of Religion in Scotland [História da reforma da religião na Escócia].

Embora permaneça um paradoxo para muitos, ele claramente foi um homem de grande coragem. Alguém, diante da sepultura aberta de Knox, disse: “Aqui jaz um homem que nunca lisonjeou nem temeu nenhuma carne.” O legado de Knox é grande: seus filhos espirituais incluem cerca de 750 mil presbiterianos na Escócia, 3 milhões nos Estados Unidos e muitos milhões espalhados pelo mundo todo.
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sábado, 31 de janeiro de 2009

O Papado — dos primórdios até João Paulo II

por

Alderi Souza de Matos

Desde uma perspectiva protestante, o papado não é uma instituição de origem divina, mas resultou de um longo e complexo processo histórico. As Escrituras não dão apoio a essa instituição como uma ordenança de Cristo à sua igreja. É verdade que o Senhor proferiu a Pedro as bem conhecidas palavras: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt 16.18). Todavia, isto está muito longe de declarar que Pedro seria o chefe universal da igreja (o primado de Pedro) e que a sua autoridade seria transmitida aos seus sucessores (sucessão apostólica). As primeiras gerações de cristãos não entenderam as palavras de Cristo dessa maneira. Tanto é que em todo o Novo Testamento não se vê noção de que Pedro tenha ocupado uma função especial de liderança na igreja primitiva. No chamado "Concílio de Jerusalém", narrado no capítulo 15 de Atos dos Apóstolos, isso não aconteceu, e o próprio Pedro não reivindica essa posição em suas duas epístolas. Antes, ele se apresenta como apóstolo de Jesus Cristo e como um presbítero entre outros (1 Pe 1.1; 5.1).

Mais difícil ainda é estabelecer uma relação inequívoca entre Pedro e os bispos de Roma. Os historiadores não vêem uma base absolutamente segura para afirmar que Pedro tenha estado em Roma, quanto mais para admitir que ele tenha sido o primeiro bispo daquela igreja. Ademais, é um fato bem estabelecido que não houve episcopado monárquico no primeiro século. As igrejas eram governadas por colegiados de bispos ou presbíteros (ver At 20.17, 28; Tt 1.5, 7).


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Deus ainda não morreu

Em pleno século 21, filósofos encontram novos argumentos para defender a existência do Todo-poderoso.

Por Troy Anderson e William Lane Craig

Lee Strobel (à esquerda) em debate sobre o Design Inteligente: para ele, a reação da apologética cristã tem relação direta com os desafios que o Cristianismo enfrenta.

Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo.

O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time, um dos maiores semanários da imprensa americana, foi apresentado numa capa completamente preta, com três palavras destacadas em vermelho: “Deus está morto?”. A história contava a suposta “morte” de Deus, movimento corrente na teologia naquela época. Porém, usando as palavras de Mark Twain, a notícia do “falecimento” do Criador foi prematura. Ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário divino, uma nova geração de filósofos redescobria a vitalidade de Deus.

Para entender melhor a questão, é preciso fazer uma pequena digressão. Nas décadas de 1940 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus era inútil – aliás, verdadeira tolice –, já que não há como provar a existência dele pelos cinco sentidos humanos. Essa tendência à verificação acabou se desfazendo, em parte porque os filósofos descobriram simplesmente que não havia como verificar a verificação! Esse foi o evento filosófico mais importante do século 20. O fim do império da verificação libertou os filósofos para voltarem a tratar de problemas tradicionais que haviam sido deixados de lado.

Com o renascimento do interesse nas questões empíricas tradicionais, sucedeu algo que ninguém havia previsto: o renascimento da filosofia cristã. A mudança começou, provavelmente, em 1967, com a publicação do livro God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God (“Deus e outras mentes: um estudo sobre a justificação racional da crença em Deus”), de Alvin Plantinga. Seguiram-se a ele vários filósofos cristãos, que militaram escrevendo em periódicos eruditos, participando de conferências e publicando suas obras nas melhores editoras acadêmicas. Como resultado, a aparência da filosofia anglo-americana se transformou. Embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante nas universidades americanas, o ateísmo hoje é uma filosofia em retirada.

Em um artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, lamentou o que chama de “dessecularização” da academia, que no seu entender evoluiu nos departamentos de filosofia desde o fim dos anos 60. Ele se queixa da passividade dos naturalistas diante da onda de “teístas inteligentes e talentosos que entram na academia hoje”. E conclui: “Deus não está morto na academia; voltou à vida no fim da década de 60 e hoje está vivo em sua última fortaleza acadêmica – os departamentos de filosofia”.

Teologia naturalO renascimento da filosofia cristã foi acompanhado pelo ressurgimento do interesse na teologia natural, ramo que tenta provar a existência de Deus sem usar a revelação divina. O alvo dessa teologia natural é justificar uma visão de mundo teísta ampla, que é comum entre cristãos, judeus e muçulmanos – e, claro, deístas. Embora poucos os considerem provas atraentes da existência de Yahweh dos cristãos, todos os argumentos tradicionais a favor da veracidade de Deus, além de alguns novos, encontram hoje defensores hábeis.

O argumento cronológico, por exemplo, defende que tudo o que existe tem uma explicação para sua existência, seja na necessidade de sua natureza ou em uma causa externa. E, se há uma explicação para a existência do universo, essa é a existência de Deus. Trata-se de um argumento com validade lógica, já que uma causa externa para o universo tem de estar além do espaço e do tempo; portanto, não pode ser física nem material. O argumento cronológico é defendido por estudiosos como Alexander Pruss, Timothy O’Connor, Stephen Davis, Robert Knoos e Richard Swinburne, entre outros.

Já o argumento cosmológico considera que tudo que começa a existir tem uma causa; portanto, se o universo passou à existência, também ele tem uma causa. Stuart Hackett, David Oderberg, Mark Nowacki e eu, particularmente, o defendemos. A premissa básica com certeza parece mais plausível do que sua negativa – afinal, acreditar que as coisas simplesmente comecem a existir sem uma causa é pior do que acreditar em mágica. Ainda assim, é surpreendente o número de ateus que evitam tal explicação. Tradicionalmente, os ateus defendem a eternidade do universo. Há, porém, muitos motivos, tanto filosóficos quanto científicos, para duvidar dessa eternidade. Para a filosofia, por exemplo, a idéia de passado infinito é absurda; se o universo nunca teve início, então o número de eventos históricos é infinito. Essa idéia é muito paradoxal, e, além disso, levanta um problema: como o evento presente poderia acontecer se houvesse um número infinito de eventos para acontecer antes?

Além do mais, uma série notável de descobertas astronômicas e astrofísicas do século passado conferiu nova vida ao argumento cosmológico. Temos, hoje, evidências bem fortes de que o universo não é eterno no passado, mas que teve um início absoluto há cerca de 13,7 bilhões de anos, em um cataclismo conhecido como Big Bang. Esta tese é espantosa porque representa a origem do universo a partir de praticamente nada – afinal, toda matéria e energia, inclusive o espaço e o tempo físicos, teriam derivado dele. Os recentes experimentos com o LHC, o mega-acelerador de partículas instalado nos Alpes suíços, caminham justamente nesta direção. Alguns cosmólogos até tentaram fabricar teorias alternativas para fugir a esse início absoluto – porém, nenhuma delas foi aceita pela comunidade científica.

Em 2003, os cosmólogos Arvind Borde, Alan Guth e Alexander Vilenkin conseguiram provar que qualquer universo que exista, em estado de expansão como o nosso, não pode ter passado eterno; mas teve, necessariamente, um início absoluto. “Os cosmólogos não podem mais se esconder atrás da possibilidade de um universo com passado eterno”, diz Vilenkin. “Não há como fugir – eles têm de encarar o problema do início cósmico”. Segue-se, então, que precisa ter havido uma causa transcendente que trouxe o universo à existência. Uma causa plausível no tempo, acima do espaço, e portanto, imaterial e pessoal.

“Assinatura de Deus”Resta o argumento teológico. Este permanece firme como sempre, defendido, em várias formas, por gente como Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski e Michael Denton. Ultimamente, com o movimento denominado Projeto Inteligente, boa parte destes pesquisadores prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos. Todavia, o ponto sensível da discussão enfoca a recente descoberta da sintonia do cosmos com a vida. Essa sintonia assume dois aspectos – primeiro, porque quando as leis da natureza são expressas em equações matemáticas, como a da gravidade, apresentam certas constantes. Logo, não determinam esses valores. Segundo, há certas variantes arbitrárias que fazem parte das condições iniciais do universo – a quantidade de entropia, por exemplo. Essas constantes e quantidades se encaixam em um alcance extraordinariamente pequeno de valores que permitem a existência de vida. Se fossem alteradas em valor inferior ao da grossura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a existência e sustentação da vida seria destruído – ou seja, não haveria vida.

A essência dessa argumentação é de que a existência do universo, tal qual o conhecemos, decorre do acaso ou de um projeto. Quanto ao acaso, teóricos contemporâneos cada vez mais reconhecem que as evidências contra a sintonia são quase insuperáveis, a não ser que se esteja pronto a aceitar a hipótese especulativa de o nosso universo ser apenas um membro de um hipotético conjunto infinito e aleatório de universos. Nesse conjunto, pode-se imaginar qualquer tipo de mundo físico, e obviamente só encontraríamos um onde as constantes e quantidades são compatíveis com nossa existência.

Claro que todos esses argumentos são objeto de réplicas e contra-réplicas – e ninguém imagina que algum dia se chegará a consenso. Na verdade, há sinais de que o gigante adormecido do ateísmo, após um período de passividade, vai despertando de sua soneca e entrando na briga. J. Howard Sobel e Graham Oppy escreveram livros grandes e eruditos criticando os argumentos da teologia natural, e a Cambridge University Press lançou Companion to Atheism (“Companheiro do ateísmo”) no ano passado. De toda forma, a simples presença do debate na academia prova como é saudável e vibrante a visão de mundo teísta hoje.

Relativismo Muita gente pode pensar que a reaparição da teologia natural em nossos dias seja apenas trabalho desperdiçado. Afinal, não vivemos em uma cultura pós-moderna, onde o apelo a argumentos apologéticos como esses deixaram de ser eficazes? Hoje, não se espera mais que argumentos para defender o teísmo funcionem. Não por outra razão, cada vez mais cristãos apenas compartilham sua história e convidam outros a participar dela.

Esse tipo de raciocínio carrega um diagnóstico errado, desastroso para a cultura contemporânea. A suposição de que vivemos em uma cultura pós-moderna não passa de mito. Na verdade, esse tipo de cultura é impossível; não poderíamos viver nela. Ninguém é relativista quando se trata de ciência, engenharia e tecnologia – o relativismo é seletivo, só surge quando o assunto é religião e ética. Mas é claro que isso não é pós-modernismo; é modernismo! Não passa do antigo verificacionismo, que sustentava que tudo que não se pode testar com os cinco sentidos é uma questão de preferência pessoal.

Fato é que vivemos em uma cultura que continua profundamente modernista. Se não for assim, não haverá explicação para a popularidade do novo ateísmo. Dawkins e sua turma são inegavelmente modernistas e até científicos em sua abordagem. Na leitura pós-modernista da cultura contemporânea, seus livros deveriam ter sido como água sobre pedra – porém, as pessoas os agarram ansiosas, convictas de que a fé religiosa é tolice.

Sob essa ótica, adequar o Evangelho à cultura pós-moderna leva à derrota. Deixando de lado as armas da lógica e da evidência, deixaremos o modernismo nos vencer. Se a Igreja adotar esse curso de ação, a próxima geração sofrerá conseqüências catastróficas. O Cristianismo se tornará apenas mais uma voz em meio a uma cacofonia de vozes que competem entre si – cada uma apresentando sua narrativa e alegando ser a verdade objetiva sobre a realidade. Enquanto isso, o naturalismo científico continuará a moldar a visão da cultura sobre como o mundo realmente é.

Uma teologia natural consistente é bem necessária para que a sociedade ocidental ouça bem o Evangelho. Em geral, a cultura do Ocidente é profundamente pós-cristã – e este estado de coisas é fruto do iluminismo, que introduziu o fermento do secularismo na cultura européia. Hoje, esse fermento permeia toda a sociedade ocidental. Enquanto a maioria dos pensadores originais do iluminismo eram teístas, os intelectuais de hoje, majoritariamente, consideram o conhecimento teológico impossível. Aquele que se dedica ao raciocínio sem vacilar até o fim acabará ateísta – ou, na melhor das hipóteses, agnóstico.

Entender nossa cultura da forma correta é importante, porque o Evangelho nunca é ouvido isoladamente, mas sempre no cenário da cultura corrente. Uma pessoa que cresce em ambiente cultural que vê o Cristianismo como opção viável estará aberta ao Evangelho – mas, neste caso, tanto faz falar aos secularistas sobre fadas, duendes ou Jesus Cristo! Cristãos que depreciam a teologia natural porque “ninguém se converte com argumentos intelectuais” têm a mente fechada. O valor dessa teologia vai muito além dos contatos evangelísticos imediatos. Ao passo que avançamos no século 21, a teologia natural será cada vez mais relevante e vital na preparação das pessoas para receberem o Evangelho. É tarefa mais ampla da apologética cristã, incluindo a teologia natural, ajudar a criar e sustentar um ambiente cultural em que o Evangelho seja ouvido como opção intelectual viável para pessoas que pensam. Com isso, lhes será conferida permissão intelectual para crer quando seu coração for tocado.

Novos tempos para a apologética - Os princípios irrefutáveis da fé cristã continuam transformando vidas. A despeito de todos os ataques recentes à fé – ou, talvez, por causa deles –, os tempos de hoje constituem a melhor época para apologistas cristãos. Gente como Lee Strobel, William Lane Craig, Ben Witherington III, Darell Bock e J. P. Moreland tem escrito livros, gravado documentários, concedido entrevistas e participado de debates e conferências, sempre apresentando ao público o que, afirmam eles, é uma montanha crescente de evidências científicas e arqueológicas que documentam a verdade do cristianismo.

“A reação da apologética cristã tem relação direta com os desafios que o cristianismo enfrenta, quer na forma de ateísmo militante nas universidades, na internet, em documentários na televisão ou em livros da lista dos mais vendidos”, diz Strobel, ex-editor jurídico do jornal Chicago Tribune e, mais recentemente, autor do livro Em defesa de Cristo – Jornalista ex-ateu investiga as provas da existência de Cristo.

Dinesh D’Souza, que escreveu What’s So Great About Christianity? (“O que há de tão formidável no cristianismo?”), afirma que os novos ateístas levantam questões que requerem uma apologética do século 21. “A apologética dos anos 1970 e 80 é útil para quem ensina no ambiente das igrejas, mas não é relevante diante das alegações dos novos ateístas, que são muito diferentes”, diz D’Souza. “Os novos ateístas aproveitam a onda provocada pelos ataques do 11 de Setembro e igualam o cristianismo ao radicalismo islâmico. C.S. Lewis e Josh McDowell não trataram dessas questões.”

Essa enxurrada de ataques provocou um aumento inesperado no interesse dos jovens pela apologética. De acordo com Strobel, não faz muito tempo que os eruditos desprezavam a apologética e diziam que no mundo pós-moderno os jovens não se interessariam por assuntos como o Jesus histórico. No verão passado, a entidade Foco na Família, fundada e presidida por James Dobson, realizou uma conferência apologética para adolescentes. Uma multidão de 1.500 jovens ficou do lado de fora, sem conseguir vaga para participar. Enquanto isso, os berços da educação apologética – Universidade Biola e sua Escola de Teologia Talbot, o Seminário Evangélico do Sul e a Universidade Liberty – estão repletos de alunos em busca de formação em filosofia e apologética.

Fascinação Ao mesmo tempo em que essa fascinação com a evidência do cristianismo toma conta da mente do povo, Craig, D’Souza e outros debatem com os principais filósofos ateístas e liberais estudiosos da Bíblia em universidades e outros fóruns, nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Esses debates costumam atrair milhares de universitários. Os jovens querem saber se é possível defender o cristianismo racionalmente, em pleno século 21. No ano passado, mais de 2 mil estudantes lotaram o Central Hall, em Londres, na Grã-Bretanha, para assistir o debate entre Craig e o biólogo Louis Wolpert sobre o tópico “Deus é uma ilusão?”. O moderador foi John Humphrys, comentarista da BBC.

“Ele ficou atônito”, contou Craig. “E comentou: ‘Olho para esse mar de rostos jovens diante de mim e, quer acredite em Deus ou não, reconheço que alguma coisa está acontecendo. Nunca vi antes tal interesse em assuntos religiosos na Inglaterra.’”

John Bloom, professor de física em Biola, moderou o que foi chamado de “debate selvagem” entre o Projeto Inteligente e o darwinismo. Ele afirma que os desafios recentes ao cristianismo coincidem com o 150º aniversário de publicação da obra Origem das Espécies, de Darwin. Há, ainda, os ataque à imagem neotestamentária de Jesus como Filho de Deus. Witherington, professor de Novo Testamento no Seminário Teológico Asbury, diz que as alegações do Seminário Jesus e outros semelhantes dispararam alarmes entre os estudiosos ortodoxos da Bíblia.

Darrell Bock é professor pesquisador de estudos do Novo Testamento e autor de Dethroning Jesus (“Destronando Jesus”). Bock faz palestras, por todos os Estados Unidos, sobre os evangelhos de Judas e Tomé, usados para alegar que o Cristo do cristianismo foi inventado e que o verdadeiro Jesus é uma figura, digamos, menos divina. “Foi criada uma indústria para desautorizar a Bíblia”, diz Bock. “O alvo é tirar essa leitura cética da Palavra de Deus da torre de marfim e levá-la às praças públicas”.

Do ateísmo à fé – Enquanto isso, os apologéticos cristãos começam a avançar no sentido de mostrar o outro lado da história. D’Souza, ex-analista político na Casa Branca durante a presidência de Ronald Reagan (1980-88), recebeu atenção da mídia internacional ao debater com o bufão ateísta Christopher Hitchens, com o editor da revista Skeptic, Michael Shermer, e outros. Embora Strobel e os outros apelem em primeiro lugar para o intelecto, as pessoas respondem com o coração. Strobel diz que a recente agressão contra a fé abriu uma oportunidade excelente para apresentar Jesus aos não-cristãos. Ele está convicto de que a apologética ajuda a levar as pessoas ao Senhor. Muitos têm alguma dificuldade espiritual – uma dúvida sobre a fé. Mas o autor diz que, assim que encontram uma resposta, o mais comum é cair a última barreira que os separava de Deus.

Uma dessas pessoas foi Evel Knievel, o motociclista ousado que morreu em novembro de 2007. No início daquele ano, ele havia telefonado para Strobel, depois que um amigo lhe deu um exemplar de A Defesa de Cristo. Knievel afirmou que o livro foi o instrumento que o levou a se converter do ateísmo à fé cristã. Strobel, que é fanático por motocicletas desde a infância, tornou-se amigo de Knievel, e conversava com ele toda semana por telefone. Strobel conta que ele foi transformado de forma “surpreendente”: “Sei que a última entrevista que concedeu foi para uma revista só para homens, e ele acabou em pranto, contando sobre o relacionamento com Cristo que havia acabado de descobrir”, aponta. De acordo com o escritor, o rapaz se mostrava imensamente grato. Sabia que havia levado uma vida imoral e se arrependia disso. “Disse-me muitas vezes que gostaria de poder viver de novo para Deus”, continua Strobel, “mas que o Senhor preferiu alcançá-lo em seus últimos dias e levá-lo para o Reino. Ele ficou atônito diante da graça divina. Foi maravilhoso contemplar aquele machão ousado se transformar em um seguidor de Jesus, humilde, cheio de amor e de coração sincero”, encerra.
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Troy Anderson é repórter do Los Angeles Daily News. William Lane Craig é professor pesquisador de filosofia.

FONTE:
Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br/

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

10 Maneiras de Fugir do Chamado Missionário

Crianças indonésias


(Adaptado da lista original do livro "How are you doing?" De Stewart
Dinnen)

1- Ignore o chamado de Jesus feito em João 4:35 para que olhemos os campos com atenção. Reconhecer as necessidades pode ser depressivo e muito desconfortável. E pode levar a uma preocupação missionária genuína. ("Vocês dizem: Mais quatro meses e teremos colheita. Porém, olhem bem para os campos... o que já foi plantado já está bom para ser colhido." - João 4:35)

2- Dirija toda sua energia para um alvo socialmente aceitável. Pode ser um ótimo salário, melhores qualificações, uma promoção no trabalho, um carro do ano, uma casa maior ou sustento para o futuro.

3- Case o mais rápido possível, de preferência com alguém que pense que"A Grande Comissão" é o que um patrão dá a seu empregado depois de uma grande venda. Depois do casamento, não se esqueça de "sossegar" por completo, estabelecer uma carreira e constituir família.

4- Fique longe de missionários. Seus testemunhos podem ser perturbadores. As situações que eles descrevem podem entrar em conflito com o estilo de vida materialmente confortável de sua casa.

5- Se você começar a pensar nos não alcançados, imediatamente pense naqueles países onde a abertura para a pregação do evangelho é inexistente. Pense apenas na Coréia do Norte, Arábia Saudita, China e outros países fechados. Esqueça as vastas áreas do globo, à espera de missionários. Nunca, nunca mesmo queira ouvir sobre 'abordagem criativa’, usadas nesses países.

6- Lembre-se sempre de suas falhas do passado. É irracional esperar que você vá melhorar algum dia. Não estude as vidas de Abraão, Moisés, Davi, Jonas, Pedro ou Marcos (que deram suas bolas-fora em um certo momento de suas vidas, mas não se afastaram).

7- Sempre pense que missionários são pessoas superdotadas e super-espirituais e que devem ser elevadas em pedestais. Mantendo essa imagem, você se sentirá confortável com seu próprio senso de inadequação. Sabendo que Deus não usa nunca pessoas normais como missionários, você não se sentirá culpado ao ter recusado tantas vezes o chamado de Deus.

8- Concorde com as pessoas que dizem que você não é indispensável onde está. Dê ouvido a todos os que dizem que a igreja local não sobreviverá sem você.

9- Preocupe-se incessantemente com dinheiro.

10- Se mesmo seguindo esses conselhos, você ainda sentir vontade de atender ao chamado, vá para o campo sem nenhum treino ou preparo. Em breve você estará de volta e ninguém poderá culpá-lo em não ter tentado.
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via blog VEREDAS MISSIONÁRIAS - http://veredasmissionarias.blogspot.com

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Entrevista: Pr. Euder Faber, presidente da VINACC


O pastor Euder Faber tem trabalhado por mais de 10 anos no Encontro para a Consciência Cristã que acontece todos os anos em Campina Grande na Paraíba. É o presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã – VINACC - desde 2003 e concedeu esta entrevista ao Portal Evangeliza Brasil (Missão AMME Evangelizar), para falar sobre esse importante evento nacional que tem também como foco a evangelização da cidade que abriga o evento. O Encontro ocorre no período de Carnaval e para ter mais informações acesse o site: www.conscienciacrista.org.br


1-O Encontro Consciência Cristã está na sua XI edição. Qual é o seu propósito?

Euder Faber - O Encontro para a Consciência Cristã nasceu da necessidade de se fazer um contraponto em nossa cidade, a um evento macro-esotérico denominado Encontro da Nova Consciência, que desde 1992 tem inundado nossa terra com as idéias da Nova Era. O Consciência Cristã tem tido desde então o propósito de exaltar a pessoa de Cristo, edificar a Igreja, defender a fé cristã e proclamar libertação por intermédio do evangelho de Cristo em meio a um grande “areópago” que tem se transformado nossa cidade no período do carnaval.

2-Dentro desse propósito de que forma têm abordado o tema Evangelização? De que forma têm feito?

E.F. - Acredito que no mundo atual a evangelização deve ser seguida pela apologética, uma ganha e a outra defende. Mesmo sendo um evento apologético, o encontro tem aberto espaço ao evangelismo, com a realização do Projeto Jonas que tem buscado, por meio de uma evangelização de porta em porta, levar a mensagem do arrependimento a todas as residências da cidade, durante o período que antecede a realização do encontro.

3-Há duas palestras que terão algo relacionado à missão essencial da Igreja. Uma delas de Oswaldo Prado e a outra de Renato Vargens. Fale sobre isso.

E.F. - O pastor Osvaldo estará trabalhando mais especificamente com o desafio missionário que deve ser encarado e realizado pela Igreja hoje, já o Renato Vargens estará focando mais a questão da realidade atual da Igreja, principalmente a perda da identidade cristã.

4- A AMME é uma missão que ajuda as igrejas evangélicas na sua tarefa de evangelizar o mundo e dentro desse propósito temos o compromisso de treinar, motivar, apoiar e preparar a igreja. De que forma o Consciência Cristã tem contribuído também para o preparo da igreja?

E.F. - Um dos objetivos da Consciência Cristã é a edificação da Igreja, estamos cientes da realidade da Igreja hoje, principalmente a brasileira. Hoje temos um grande desafio que é de levar o evangelho as nações, mas como iremos levar algo que não estamos vivendo? Por isto o encontro não se limita a tratar de questões voltadas apenas a outras crenças, mas também se preocupa em resgatar valores éticos, morais e espirituais que infelizmente a Igreja Brasileira tem perdido ao longo dos anos.

5-Quais outras considerações importantes que gostaria de fazer sobre esse importante evento nacional?

E.F. - Faço um apelo para que quem puder vir a Campina Grande, no período do Carnaval, venham e nos ajudem a manter acesa essa chama que Deus acendeu na nossa querida cidade. Creio que todos que estiverem participando desse encontro serão de alguma forma edificados com tudo que estará acontecendo por aqui.

6- Deixe uma mensagem para o nosso leitor.

E.F. - Que Deus abençoe a todos e que possamos a cada dia viver a fé evangélica, como realmente ela é, e que possamos assim transmiti-la a outros. Paz.


FONTE: http://www.evangelizabrasil.com

sábado, 24 de janeiro de 2009

AS ÚLTIMAS FRONTEIRAS


Os missiólogos pesquisaram e identificaram aproximadamente 24.000 povos no mundo. Mais ou menos a metade da população do mundo vive em 12.000 povos “alcançados”. Isso não quer dizer que esses indivíduos são cristãos; significa simplesmente que eles vivem em povos onde é possível ter acesso a uma apresentação clara do evangelho dentro da sua própria cultura e da sua língua.
Portanto, a outra metade dos moradores do nosso planeta vive em mais ou menos 12.000 povos “não alcançados”. Isso também não quer dizer que não há cristãos morando nessas áreas. Significa que não há entre eles uma igreja viável, firmada na Bíblia, que se reproduz.
1.000 desses povos não alcançados estão espalhados pelas diversas culturas do mundo, mas 11.000 estão concentrados nos cinco maiores blocos culturais: muçulmanos, tribos animistas, hindus, chineses han, e budistas.
A maioria dos grupos não alcançados está localizada, em termos geográficos, no que veio a ser chamado de “Janela 10/40”: a região se estende do oeste da África até o leste da Ásia, entre as latitudes dez e quarenta a norte do Equador.

Dentro da Janela 10/40 estão:
- A maioria dos povos não alcançados do mundo.
- Dois terços da população mundial, apesar de ela representar apenas um terço da área da terra.
- O centro do islamismo, do hinduísmo e do budismo.
- Oito em cada dez dos mais pobres do mundo, na mais baixa qualidade de vida da terra.
O estadista missionário Luis Bush, que está chamando a atenção da cristandade para essa região, também enfatiza que a Janela 10/40 é “uma fortaleza de Satanás”.

A necessidade espiritual que nos encara da Janela 10/40 é impressionante. Contudo, depois de entendermos como ela é grave, a próxima pergunta que temos de fazer é: o que estamos fazendo quanto a isso?

Neal Pirolo, in A Missão de Enviar – Ed Descoberta – 2005 – Pg. 189/190
Via http://www.maeb.org.br/site/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Barack Obama é maçom grau 32

Barack Obama é integrante de uma Loja Maçônica fundada por ex-escravo alforriado.

Sublime Príncipe do Real Segredo, Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito, em obediência permanente à Maçonaria Prince Hall. O detentor deste título é ninguém menos que Barack Hussein Obama, o 44º presidente dos Estados Unidos da América. Empossado ontem no cargo de maior prestígio no mundo, Obama, que é evangélico declarado, também integra a Maçonaria, antiga sociedade surgida na Europa e hoje espalhada pelo mundo.

Prince Hall é o primeiro alojamento maçônico dos EUA, sendo o nome uma homenagem a um escravo que vivia na região de Boston e foi alforriado por seu dono em 1770. Hall e outros negros egressos da escravidão integraram o Alojamento Britânico de Freemasons (“maçons livres”). Nascia ali o movimento da Maçonaria negra americana. Apesar dos ideais de fraternidade pregados pela instituição, até hoje o ramo integrado pelos maçons negros é separado daquele formado por brancos.

Hall, que chegaria ao grau de Venerável Mestre, morreu em 1807. Um ano depois, seus seguidores deram seu nome à Loja que iniciou. Em entrevista concedida durante sua campanha à Presidência, Obama disse que sentia orgulho por ser maçom e pertencer à Loja fundada pelo ex-escravo, que assim como outro ícone do movimento negro norte-americano, o pastor Martin Luther King Jr, dedicou sua vida à causa da igualdade racial no país.

via Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br/, com informações do Portal Maçom e da Gospel TV.