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quarta-feira, 22 de julho de 2026

A técnica de ler uma passagem bíblica 50 vezes: Depurando os tesouros da Escritura (Preparação para pregar ou ensinar)

 


Ler a Passagem Bíblica 50 vezes

Preparação para Pregar ou Ensinar

 

 Robson Costa¹

 

“Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva. Porque apregoarei o nome do Senhor; dai grandeza a nosso Deus. Ele é a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é”.

Dt. 32:2-4

 

Ler a mesma passagem bíblica cinquenta (50) vezes é uma disciplina clássica e transformadora (não é um número obrigatório total, mínimo, máximo ou mágico; é apenas um referencial). Isso satura sua mente com as Escrituras e permite que o texto fale primeiro ao seu próprio coração antes de ser transmitido. Ore (1) antes pedindo que o Espírito Santo ilumine o significado da mensagem, (2) durante suas leituras/estudos e (3) depois que terminar.

 

Nota: Antes de focar especificamente no texto escolhido faça a Leitura Zero.

 

 

Leitura Zero (Leituras de Panorama/Ambientação): Leia ao menos duas ou três vezes todo o capítulo anterior ao texto escolhido, o capítulo seguinte (se houver) e também o capítulo inteiro do próprio texto escolhido, caso tenha escolhido somente alguns versículos.

 

 

Agora, vamos ao seu texto escolhido!

Para otimizar e ajudar nessa prática, siga este ciclo sugerido de leituras abaixo:

 

 

·  Leituras 1 a 10 (Visão Geral):

Leia em voz alta para ouvir a sonoridade do texto. O objetivo aqui é apenas assimilar a narrativa ou o argumento, sem se preocupar em tirar conclusões precipitadas. Deixe o texto falar por si. Será muito bom também ler de uma vez só (além das 10 básicas) em diferentes traduções para captar o sentido geral e o fluxo da narrativa

 

 

·  Leituras 11 a 20 (Observação):

Leia fazendo perguntas investigativas: Quem? O quê? Quando? Onde? Como? Por quê?

Observe as transições, conjunções (mas, portanto, contudo, porém, logo, por isso, também, embora, etc.), comparações e repetições de palavras. Tente dividir o texto em blocos lógicos (início, meio e fim) para entender como o autor desenvolve o pensamento.

Analise o significado dos termos originais e as referências cruzadas. Este é o momento de consultar dicionários bíblicos e de Português, concordâncias/chaves bíblicas ou comentários para esclarecer termos difíceis.

 

·  Leituras 21 a 30 (Contexto):

Preste atenção aos versículos anteriores e posteriores para entender o objetivo real do autor.

Comece a observar os detalhes e a estrutura lógica. Identifique quem está falando, para quem, onde se passa a cena e qual é o problema ou a instrução central. Comece a traçar um esboço natural da passagem.

Conecte o trecho com o restante do capítulo e do livro. Ler o que vem antes e depois impede que você tire versículos do contexto. Use comentários e ferramentas de estudo para checar o contexto histórico e cultural.

 

 

·  Leituras 31 a 40 (Meditação):

Leia em voz alta, pausadamente. Deixe o Espírito Santo iluminar o texto e confrontar sua própria vida.

Permita que o texto fale ao seu próprio coração antes de pregar aos outros. Pergunte-se: O que Deus quer mudar em mim com essa passagem? A mensagem precisa transformar o pregador antes de impactar a igreja.

Antes de pregar para os outros, a mensagem deve transformar você. Pergunte-se: O que Deus está me ensinando com isso? Como isso confronta ou encoraja a minha própria vida hoje?

 

 

·  Leituras 41 a 50 (Formulação):

Busque identificar a "grande ideia" e estruturar os pontos principais da sua mensagem.

Agora que o texto está enraizado em você, leia focado em como transmiti-lo de forma clara, simples e impactante para a congregação.

Leia com foco no que o texto exige de você e dos ouvintes. Ore pedindo que o Espírito Santo ilumine o significado da mensagem.

 

 

Indo além (I)

 

Seja aluno assíduo, pontual e dedicado na EBD de sua igreja. Valorize os cultos de ensinamentos, estudos ou palestras. Compare suas ideias com as de outros sermões (em estudos, esboços, etc.) usando a mesma passagem somente depois de fazer todo este preparo pessoal. Busque livros, comentários bíblicos, de editoras e autores confiáveis. Prefira textos para ler e que possuam fontes. Evite usar coisas prontas como ponto de partida/modelo/base.

 

 

Lendas, ilustrações, boatos, “historinha de crentes”, “dizem ser assim”, “ouve-se muito”, “muitos dizem”, “todos dizem”, “a maioria ensina assim” e outros

 

O Espírito Santo: (1) nunca necessitou, (2) não necessita e (3) continuará não necessitando da maior parte de nossas ajudas “cheias de boas intenções”. Convencer os corações é papel somente dele!

Zele a todo custo pela total honestidade intelectual, doutrinária, de realizações/atos de pessoas, grupos ou entidades (sempre dar os créditos devidos), de fatos em geral (ciências, cultura, sociedade, governos, etc.). Não aceite créditos/aplausos por aquilo que não fez!

 

Nunca tente nem deseje empurrar uma ideia sua (ou de superiores) para os ouvintes. Caso seja realmente necessário citar algumas desconfianças, achismos, preferências pessoais suas ou de terceiros, destaque isto muito bem e não aproveite o “flutuar das ideias” nas mentes para costurar conclusões corrompidas, falsas, inconsistentes ou até mesmo levianas.

Cuidado com aquilo que parece fato: Altas possibilidades/probabilidades, maiores índices de aceitação (ou vendas), número de público, gosto pessoal, tradição cultural, regional, histórica ou ministerial, não transforma algo narrado em fato concreto por mais agradável que seja!

Você é mensageiro das Escrituras Sagradas, não um vendedor ou negociante oportunista. Seja humilde, inclusive, para confessar publicamente seus equívocos passados de ensinos, pensamentos, raciocínios, etc.

Nunca (nunca!) ouse citar como sendo verdade aquilo que você não sabe a origem, ainda que tenha sido seu pastor ou mestre preferido quem te passou a história suspeita. Não confie nos pressupostos “alguém deve ter conferido”, “ninguém passaria isso adiante sem confirmar”, “fulano é entendido/estudado; ele só passaria coisas legítimas”, “ele é de confiança”.

Se você não tem como conferir os fatos (Onde aconteceu? Quando?), você se tornará um fofoqueiro, boateiro ou até semeador de mentiras, aflições, desesperos ou pânico!

 

 

Indo além (II)

 

1) Faça uma gravação em áudio de sua apresentação (palestra, mensagem, pregação ou aula) completa (prévia) para poder ouvir a si mesmo, observando:²

 

- Palavras que só dá para escutar a metade ou nada.

- Manias (chiados na fala, excesso de destaque ao falar os “s”, etc.).

- Repetições vazias: “é, né”, “tá?”, “glória a Deus, aleluia Jesus”.

- Nervosismos, entre outros.

- Seja natural, mas não seja enfadonho: voz arrastada, muito corrida ou afobada, dando berros, fazendo sussurros, falando alto ou com o microfone colado na boca. Faça o máximo para não imitar trejeitos (“clonar”) ou mensagens de outros.

 

2) Seja aberto para ouvir pessoas dando opiniões (pitacos, dicas, alertas)

 

Você não é obrigado a obedecer cegamente qualquer coisa que te digam, mas anote a dica delas para avaliar calmamente, mesmo se forem críticas duras*. Seja cortês, equilibrado e humilde ao ouvir. Agradeça, independente do que ela tenha dito!

 

* Busque conselhos com um ministro mais experiente e idôneo.

 

3) Cuidado dobrado com áudios, vídeos e animações (mesmo se não houver toques de IA)!

 

Evite mensagens corridas, curtas, cheias de efeitos, lendas, “causos”, piadinhas ou firulas (vozes empostadas, luzes, berros, caretas, pregadores parecendo dançarinos) e/ou “maceteadas” (“impactantes”, com mais foco no pregador, suas andanças e em sua exibição do que no Evangelho de Jesus Cristo), com títulos apelativos, conquistas financeiras, especialmente do Facebook, Instagram, Youtube, Whatsapp, etc.

 

4) Após tudo isto será muito bom uma sequência extra de leituras seguidas do texto em voz alta sem pausas (10, 20 ou 30 leituras, por exemplo).

 

5) Guarde seu esboço escrito, as anotações relacionadas e alguns dos áudios (último e penúltimo) para futuros aprimoramentos e comparações de suas evoluções. Acrescente data, horário, locais e circunstâncias. Em alguns casos extremos poderão servir como provas documentais/proféticas!

 


“Tu, porém, tens observado a minha doutrina, procedimento, intenção, fé, longanimidade, amor, perseverança”.

II Tm 3:10

 

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido”.

II Tm 3:14

 

“Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”.

II Tm 4:5

 

Se desejar, baixe este artigo em PDF pelo Google Drive, CLICANDO AQUI.

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¹ Por Robson Costa, (robsontj.projetos@gmail.com) em 20/07/2026 (pesquisa, edição, correções e revisões).

² Nem sempre conseguimos perceber certos detalhes ou falhas quando falamos (quando lembramos de corrigir, nem sempre a correção funciona) e por vezes não teremos oportunidades de tentar corrigir. Quando fazemos gravações temos muito mais chances de correções (regravações). Quando escutamos as gravações estamos fazendo profundas revisões, descobertas e aperfeiçoamentos!

 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Henry Ward Beecher em 400 Citações: O "Shakespeare dos Púlpitos"


E-BOOK GRATUITO: Henry Ward Beecher em 400 Citações - O norte-americano Henry Ward Beecher (1813 – 1887) foi um dos pregadores protestantes mais influentes do século XIX, além de escritor, reformador social e orador público de enorme prestígio. Ardente abolicionista e defensor da união durante a Guerra Civil Americana, seu pensamento cristão foi marcado por uma teologia centrada no amor de Deus, em contraste com o tom severo do calvinismo tradicional herdado de gerações anteriores. Para Beecher, o cristianismo não era primeiramente um sistema jurídico de culpa e punição, mas uma religião de restauração, esperança e transformação moral. Beecher foi chamado por Charles Spurgeon de “o Shakespeare dos púlpitos”, dada sua capacidade de perceber as profundidades multifacetadas da alma humana, e desenvolver seus temas de forma poética. Sua vasta obra infelizmente possui pouquíssimas traduções para nossa língua. Este breve e GRATUITO e-book, reunindo uma coleção de citações extraídas de diversos de seus livros, é um esforço para tornar mais conhecido o pensamento de Beecher entre nós. Leia e compartilhe!

 

Para baixar gratuitamente o e-book pelo Google Drive, CLIQUEAQUI.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Feridos e Esquecidos nas Trincheiras - A Igreja e os desviados

 


Por: Luiz Montanini

Publicado originalmente em Revista Impacto

A igreja talvez seja hoje o único exército do mundo cujos soldados não voltam para buscar seus feridos no campo de batalha. Ao contrário, substitui-os rapidamente no batalhão e segue em frente, esquecendo-se que muitos soldados de valor ficaram à beira da morte pelas trincheiras.

Caso o último censo do IBGE tivesse incluído questão sobre o número de “desviados” no Brasil, o resultado seria assustador.

Calcula-se que hoje existam no país entre 30 e 40 milhões de “desviados”. Por “desviados”, entenda pessoas que um dia tiveram seus nomes no rol de membros de algum grupo cristão, mas que hoje estão à margem da vida da igreja.

Estas pessoas — cuja boa parte povoa hospícios e presídios ou, saco às costas, vaga errante à beira de estradas — um dia confessaram alegremente a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor e, no outro, se viram literalmente jogados na sarjeta espiritual.

Nesse contingente de desviados, há casos para todo tipo de pessoas. Do endurecido ao desprezado, do chafurdado na lama pelo engano do pecado ao desesperado para sair dele, mas sem ninguém para estender a mão.

É desta classe de pessoas que trata esta edição. De pessoas desesperadas por uma nova chance, mas sem ter a quem recorrer porque, sabem, o único lugar onde encontrariam novamente a paz para suas almas é a igreja; porém ali, pensam, as pessoas são santas demais (ou se consideram santas demais) para admitir o retorno de um filho pródigo como ele.

Afinal, com ou sem motivo, um dia foram expulsos sumariamente. Seja porque inadvertidamente cortaram os longos cabelos ou caíram em erros considerados “sem volta” por sua igreja, como o adultério. Foram disciplinados, escrachados, alijados da comunhão e, não raro, se excluíram ou foram excluídos. Como Satanás, foram expulsos do paraíso. Como Caim, receberam uma mancha na testa e foram condenados a andar errantes pelo mundo pelo resto de suas vidas miseráveis. O problema é que, em seus casos específicos, não foi Deus o autor do juízo sumário.

Com tamanha carga sobre as costas, voltar é passo difícil – em algumas situações, impossível.

“A própria igreja discrimina os desviados”, constata Sinfrônio Jardim Neto, líder do ministério Jesus Não Desistiu de Você, de Belo Horizonte, dedicado à restauração da vida dos desviados.

“A igreja vê o desviado como se fosse Judas Iscariotes, que traiu a Deus e a igreja. E o trata como se fosse lixo que precisa ser retirado daquele ambiente. Mal sabe que o desviado é como o ouro de Deus que se perdeu na lama podre. Está perdido na lama, mas ainda é ouro e precisa de gente interessada, garimpeiros que estendam a mão e vasculhem até encontrá-lo”.

Uma igreja de 200 membros perde outros 400 em 10 anos

Na próxima vez em que for a um culto, pare um instante e olhe à sua direita e esquerda. Agora, saiba que daqui a dez anos é possível que a senhora, o jovem sorridente e o austero senhor que estão em cadeiras ou bancos, próximos a você cantando louvores, estejam completamente afastados da igreja, amargurados com Deus e entristecidos por algum motivo.

De acordo com estatística do pastor mineiro Sinfrônio Jardim Neto, uma igreja de 10 anos de funcionamento, que tenha mantido média de 200 membros, viu passar por seu rol, ao longo dessa década, o dobro desse número. Uma evasão como essa explica a conta fictícia do parágrafo anterior.

Segundo as contas que têm feito ao longo de suas inúmeras campanhas em igrejas brasileiras desde 1994, quando começou a trabalhar com desviados, 400 pessoas que passaram por uma igreja que tem média de 200 membros estão desviadas hoje.

Em português claro e chocante: a igreja permanece com sua média de 200 membros, substituindo-os naturalmente. Mas essa rotatividade originada na dificuldade de “fechar a porta dos fundos” resulta, ao final de 10 anos, em perda de 200% no número de pessoas.

Esses números, destaca Sinfrônio Jardim, são relativos apenas a desviados. Aqui não estão incluídos outros itens, como mudança de membro para outra igreja.

Expulso da igreja porque não usava chapéu

As causas para o chamado desvio de pessoas na igreja são variadas, explica Sinfrônio Jardim Neto. Desde o abandono da fé, em razão da volta voluntária ao pecado, até a exclusão pela liderança da igreja em decorrência de coisas pequenas, mas consideradas pecados por eles.

Em suas viagens, Sinfrônio Jardim diz que encontra situações de exclusão que seriam hilárias, se não fossem tão perniciosas às vidas das vítimas. Pessoas que foram excluídas por causa do legalismo exacerbado de igrejas, cujos líderes zelosamente disciplinaram com exagero pequenas contravenções. Na ânsia de limpar o pecado, jogaram fora o “pecador” junto com a água suja.

“Vejo gente sofrendo, afastada da igreja por causa de coisas pequenas, como ter cortado o cabelo, ter deixado a barba e até, pasme, por ter sido visto andando de bicicleta. Uma vez, em Campos, no Rio, conheci um homem que foi  expulso da igreja porque não usava chapéu, como ordenava o estatuto da igreja.”

Falsas Profecias, Propaganda Enganosa e Decepção com Deus

Outra causa para a apartheid espiritual de muitos é a decepção com lideranças. O membro procura alguém para confessar uma fraqueza ou pecado e, em vez de perdão e ajuda para vencer o mal, recebe maior condenação.

As profecias falsas são também causa importante de desvio da fé. Inúmeras pessoas naufragam depois de receber profecias falsas. A pessoa tem o filho doente, por exemplo, e recebe uma “palavra de Deus” de cura. Pouco tempo depois, a criança morre. Ela fica desesperada. Ou então ouve que deve se casar com alguém porque é vontade de Deus. Obediente, casa-se e algum tempo depois percebe que a voz ouvida não era da parte de Deus. Em vez de se decepcionar com o homem, decepciona-se com Deus e sai da comunhão, explica o pastor Sinfrônio Jardim.

E há, claro, o grande número de pessoas que se aproximam de Deus seduzidas por propaganda enganosa. Chegam porque alguém lhes prometeu prosperidade aqui e agora, mas não percebem as implicações do discipulado a Cristo. Querem as bênçãos do cristianismo, mas nada de porta estreita e caminho apertado. Querem sair do mundo, mas levar o pecado a reboque. “Querem a salvação, mas não querem largar o pecado”, resume Sinfrônio Jardim.

Por último, a decepção contra o próprio Deus é causa de afastamento de muitos. A pessoa é uma crente fiel e, de repente, alguém a quem ela ama morre, por exemplo. Nesse caso, se não tiver alicerces firmes em Deus, ela culpa a Deus pelo infortúnio. Age como se Deus tivesse sido ingrato com ela, sempre tão fiel e, portanto, a seus olhos, merecedora de recompensa.

Poucas visitas ao desviado – que resultam em ainda maior condenação

Depois que experimentam a expulsão do paraíso, poucos conseguem encontrar lugar de arrependimento. Pior é que se forem depender de boa parte da igreja para isso, já terão na mão o passaporte para o inferno.

Na pesquisa de Sinfrônio Jardim Neto, entre 60% e 70% dos desviados não recebem qualquer visita de líderes ou membros após sair da igreja. São simplesmente descartados ou substituídos por outros membros.

O restante dos desviados (entre 30% e 40%) recebe de uma a três visitas, que se revelam infrutíferas, porque na maioria das vezes a visita é de cobrança ou condenação. Em vez de amar o pecador e odiar o pecado, os visitantes lançam ambos na cova profunda do inferno. Jogam pedra, condenam. Decretam o inferno-já para o pecador. “É como bater de vara sobre a ferida de alguém… o ferimento e a dor só vão aumentar”, compara Sinfrônio Jardim.

Hospícios e presídios estão lotados de ex-crentes

Ainda segundo a pesquisa de Sinfrônio Jardim, existem três lugares onde sempre se pode encontrar desviados: nos hospícios, nos presídios e na mendicância.

“Vá a um hospício e ali você encontrará muita gente internada que recita versos bíblicos e canta canções cristãs. Estas pessoas um dia se afastaram, caíram em pecado e os demônios tomaram conta de sua vida. Ficaram endemoninhadas.

“Depois, visite um presídio e você encontrará inúmeros Josués, Elias e Samuéis. Detentos de nomes bíblicos, que demonstram o berço cristão. Ali você começa a conversar com um deles e descobre que é filho de presbítero de igreja.

“Por último, passe próximo a rodoviárias e estações de trem ou tente conversar com um andarilho de beira de estrada. Pelo menos três entre dez destas pessoas que andam bebendo errantes, sacos de bugigangas às costas, já participaram de uma igreja cristã. Ali, não raro, você encontra homens que um dia ocuparam solenes púlpitos e pregaram o evangelho.”

E por que não voltam? Sinfrônio Jardim entende que a falta de perdão a si mesmo, a falta de perdão por parte da igreja e o entendimento errado de que Deus também não pode perdoar o que praticaram, afastam-nas cada vez mais do ponto de retorno.

“Mais da metade dos que se desviaram tem problemas sérios com o ressentimento e falta de perdão. Não voltam porque não conseguem perdoar, ou não querem perdoar ou acham que não merecem perdão.”

O peso que está sobre a pessoa fica insuportável às vezes, explica Sinfrônio Jardim. Há denominações, por exemplo, que pregam que quem pratica adultério jamais será perdoado. Ora, com um decreto como esse na cabeça, o pecador desiste de qualquer tentativa de reconciliação com o Deus irado que lhe foi pintado e se transforma em um monstro na terra. Passa a praticar os mais baixos pecados, porque, pensa, se já está condenado ao inferno por toda a eternidade, resta aproveitar seus dias na terra.

Poucos saem em busca da ovelha extraviada

Hoje a maioria das igrejas não possui qualquer trabalho específico para trazer suas ovelhas desviadas de volta ao aprisco. Ninguém pensa em deixar suas 99 ovelhas e sair atrás da centésima, extraviada.

Sinfrônio Jardim também tem explicação para esse fenômeno. Afirma que na visão expansionista de muitas igrejas hoje, é pouco lucrativo deixar 99 ovelhas e sair por lugares ermos atrás de uma ovelhinha extraviada, que nem sabe se está viva ou que talvez esteja tão ferida que não tem chance de sobreviver.

Muitos acham que não vale a pena tamanho esforço, que vão perder tempo. E, para aliviar suas consciências, usam o argumento de que a pessoa já conhece a palavra.

Outros chegam a usar versos bíblicos para justificar o esquecimento. “Saíram de nós porque não eram dos nossos…” é um dos mais recitados.

A falta de visão de restauração descrita por toda a Bíblia é ignorada nesses casos. “Buscar ovelhas perdidas é visão antipática em muitas igrejas”, lembra Sinfrônio Jardim. “Isto porque quando o membro sai, geralmente sai falando mal da igreja ou do pastor. Acaba ficando malvisto dentro da própria igreja que, em vez de amá-lo e perdoá-lo, passa a tratá-lo como ovelha negra. Desta forma, quando alguém se dispõe a ir atrás dessa ovelha perdida, torna-se também impopular e corre o risco de ser também malvisto. E poucos estão dispostos a isto.”

Igreja Batista da Lagoinha foi buscar 3 mil desviados

O retorno com sucesso dos desviados à igreja depende basicamente da atitude da igreja. “A porcentagem de desviados que retorna à igreja não passa de 10% no Brasil, mas se a igreja toma uma atitude de ir buscá-los, consegue até 80% de sucesso”, afirma o pastor Sinfrônio Jardim.

Bons exemplos não faltam: a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, já reagrupou 3 mil pessoas ao seu rebanho de 30 mil pessoas em pouco mais de dois anos. Ali, o pastor César Teodoro dirige o ministério “A centésima ovelha”, junto com o líder principal da igreja, Márcio Valadão.

A igreja Assembléia de Deus em Brasília, dirigida pelo pastor Elienai Cabral, também tem obtido sucesso no resgate aos seus desviados. Outra Assembléia de Deus, dirigida por Daniel Malafaia, em Campo Grande (MS), alcançou sucesso semelhante.

“Fomos amados. Apenas amados. E isto fez toda a diferença”

O casal Valmir Soares e Alina é exemplo perfeito de filhos pródigos restaurados. Conheceu a Deus, resolveu seguir seus próprios caminhos, reconheceu o estado em que estava, conseguiu forças para voltar, foi recebido com festa e experimentou a restauração em suas vidas, nessa ordem.

A primeira experiência de Valmir e Alina com Cristo aconteceu em 1987. Por um ano e meio, eles se relacionaram com Deus e com a igreja local que freqüentavam, em Campinas, SP. “O problema é que não abri totalmente o coração naquela época. O resultado é que ao longo do tempo fui esfriando, as coisas foram ficando difíceis e, no fim, tomei duas decisões erradas que acabaram me afastando da comunhão.”

“Aí não tem jeito, você entra mesmo no pecado e fica até pior. Comecei a praticar coisas horríveis e a mentir para minha esposa. Quando pensava em voltar, havia sempre a voz acusadora do diabo, dizendo que eu era indigno, que ninguém iria me receber, enfim, que não tinha mais volta. Eu me lembrava dos irmãos, da alegria e do amor que desfrutávamos, mas o pecado me impedia de voltar.”

“Outra coisa que me impedia de voltar era a presunção”, lembra Valmir. “Dizia para mim mesmo, tenho o Senhor na Bíblia… não preciso voltar. Eu não tinha o entendimento de que é o corpo que nos sustenta.”

“Mas aí Deus usou a vida do próprio casal que nos falara inicialmente de Jesus, os irmãos Hélcio La Scala Teixeira e Isabel, hoje pastores em São José dos Campos, SP.”

Valmir relembra: “Um dia, depois de uma conversa franca com eles e de novo convite, eu e minha esposa resolvemos visitar a igreja novamente. Enchemo-nos de coragem e fomos. Era um domingo de setembro, em 1992. Fomos recebidos literalmente como filhos pródigos. A maioria dos irmãos nos abraçou, orou conosco e, pela graça de Deus, fomos tocados novamente. Fiquei mais de uma hora chorando num canto, arrependido.”

Hoje o casal está restaurado e integrado na vida normal da igreja.

“O melhor de tudo”, diz Valmir, “é que em tempo algum recebemos o menor olhar de acusação dos irmãos. Nem mesmo por parte daqueles que tinham nos aconselhado anteriormente e a quem não tínhamos dado ouvidos. Ninguém disse: ‘Eu te avisei’. Fomos amados. Apenas amados. E isto fez toda a diferença.”

Luiz Montanini é jornalista, mora em Valinhos, SP, e é responsável pelo site cristão www.jornalhoje.com.br

Livros de Sinfrônio Jardim Neto que tratam do assunto desviados:

• Jesus Não Desistiu de Você 1 e 2
• Voltei – E Agora?
• Onde Está o Seu Irmão?
(Editora Betânia)

• A Reconquista
(Editora Vida)

Para entrar em contato com o Ministério Jesus não Desistiu de Você:
Tel: (31) 3452 1840
e-mail: daria@prover.com.br
www.jesusnaodesistiudevoce.com.br

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UM DESVIO MONSTRUOSO

• Estima-se que haja hoje, apenas no Brasil, entre 30 milhões e 40 milhões de pessoas que um dia freqüentaram alguma igreja evangélica.

• Uma igreja de 10 anos que manteve média de 200 membros viu passar por seu rol o dobro desse número. Isto é, 400 pessoas que passaram por essa igreja estão desviadas hoje.

• A porcentagem de desviados que retorna à igreja não passa de 10% no Brasil.

• Entre 60% e 70% dos desviados não receberam qualquer visita de líderes ou membros quando decidiram sair da igreja.

• Entre 40% e 30% receberam de uma a três visitas, que se revelaram na maioria das vezes de cobrança ou condenação.

• Hospícios e presídios são os lugares de destino de boa parte dos desviados.

• De cada 10 andarilhos, 3 freqüentaram uma igreja evangélica um dia.

• A maioria dos desviados (acima de 50%) é afetada pelo ressentimento com sua liderança.

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Estatística dos Desviados

O número estimado de 30 milhões a 40 milhões de desviados no Brasil não é corroborado pela Sepal — Serviço de Evangelização Para América Latina. Missão internacional estabelecida no Brasil há mais de 30 anos, a Sepal tem um departamento especialmente voltado a pesquisas relacionadas ao meio cristão no Brasil e na América Latina.

A secretária do departamento de pesquisas da Sepal, Mércia Carvalhaes, explica que hoje no Brasil nenhuma instituição possui números oficiais sequer sobre a quantidade de cristãos no Brasil e muito menos sobre o número de desviados.

“Concordamos que há muitos desviados no Brasil, mas é impossível dimensionar a quantidade”, afirma Mércia Carvalhaes. “Seria necessário fazer pesquisa específica sobre isso. E não conhecemos ainda nem os números dos evangélicos. Queremos saber primeiro onde estão as igrejas e as pessoas que realmente as freqüentam, para então levantar outros dados, como o de desviados, por exemplo.” O movimento Brasil 2010, também da Sepal (www.brasil2010.org), está tentando localizar as igrejas evangélicas no Brasil.

“Ora, se não sabemos quantos somos, como saberíamos o número de desviados?”, pergunta Mércia Carvalhaes. “O que sabemos apenas é que os evangélicos no Brasil constituem 17% da população.” O fato é que 17% da população brasileira correspondem a cerca de 30 milhões de crentes e que desse universo, muitos se desviaram.

A pesquisadora da Sepal informa que nem mesmo a pesquisa do IBGE é confiável, porque os recenseadores da pesquisa em 2000 não foram treinados para ver as diferenças de religião. Ainda assim, ressalva, os dados do IBGE são os únicos disponíveis.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ele frequentava a igreja há anos, mas não via diferença em sua vida - Ilustração

 


O caminho é este. Você decide se quer ou não percorrê-lo.

 

Durante anos, nos cultos de sua antiga congregação, o velho pastor observou a presença de um jovem que nada falava e que parecia indiferente a tudo. Entrava, assistia aos cultos, meio alheio, saía. Não costumava participar dos eventos externos, batismos, retiros. Certa noite, o jovem chegou um pouco mais cedo e ao encontrar o pastor sozinho, arrumando as coisas no altar, aproximou-se dele, interpelando-o:

– Pastor, há muitos anos venho à sua igreja e tenho reparado no grande número de obreiros e obreiras ao seu redor e no número ainda maior de leigos, homens e mulheres. Alguns deles alcançaram plenamente a realização. Qualquer um pode comprovar isso. Outros experimentaram certa mudança em sua vida. Também hoje são pessoas mais livres e felizes.

Mas, senhor, também noto que há um grande número de pessoas, entre as quais me incluo, que permanecem como eram ou que talvez estejam até pior. Não mudaram nada, ou não mudaram para melhor. Por que há de ser assim, mestre? Por que o senhor não usa do seu poder e da sua unção para libertar a todos?

O pastor sorriu e perguntou:

– De que cidade você vem?

– Eu venho de Camboriú, pastor, a trezentos quilômetros daqui.

– Você ainda tem parentes ou negócios nessa cidade?

– Sim, mestre. Tenho parentes, amigos e ainda mantenho negócios em Camboriú, de modo que frequentemente vou para lá.

– Então, meu jovem, você deve conhecer muito bem o caminho para essa cidade.

– Sim, mestre, eu o conheço perfeitamente. Diria que até com os olhos vendados eu poderia achar o caminho para Camboriú, tantas vezes o percorri.

– Deve, então, acontecer de algumas pessoas às vezes o procurarem, pedindo-lhe que lhes explique o caminho até lá. Quando isso ocorre, você esconde alguma coisa delas ou explica-lhes claramente o caminho?

– O que haveria para esconder, mestre? Eu lhes explico claramente o caminho, de maneira a não deixar nenhuma dúvida.

– E essas pessoas às quais você dá explicações tão claras... todas elas chegam à cidade?

– Como poderiam, mestre? Somente aquelas que percorrem o caminho até o fim é que chegam a Camboriú.

– É exatamente isso que quero lhe explicar, meu jovem. As pessoas vêm a mim sabendo que sou alguém que já percorreu o caminho e que o conhece bem. Elas vêm a mim e perguntam: “Qual é o caminho para a salvação? E como ter e manter uma correta vida cristã”? E o que há para esconder? Eu lhes explico claramente o caminho. Se alguém simplesmente abana a cabeça e diz “Ah, um lindo caminho, mas não me darei ao trabalho de percorrê-lo”, como essa pessoa pode chegar ao seu destino? Eu não carrego ninguém nos ombros. Ninguém pode carregar ninguém nos ombros até o seu destino. No máximo, é possível dizer:

“Este é o caminho e é assim que eu o percorro. Se você também trabalhar, se também caminhar, certamente atingirá o seu destino”. Mas cada pessoa deve percorrer o caminho por si, sentir cada um dos seus passos. A salvação, pregada coletivamente, é individual; e individual também é a cruz de cada um.

Quem deu um passo está um passo mais próximo. Quem deu cem passos está cem passos mais próximo. Parece um paradoxo? Marchamos juntos, mas você tem que percorrer o seu caminho por si só. Não posso dar passos por você. Posso apontar, com palavras e exemplos, a direção.

Recriada a partir de ilustração presente no livro Como Atirar Vacas no Precipício, de Alzira Castilho.


quinta-feira, 20 de março de 2025

Encontrando forças ao orar... pelos outros - Norman Vincent Peale

 


Não faz muito tempo descobri uma das melhores técnicas de oração que conheço. Fui dormir cedo, acordei às três da madrugada e recitei o salmo 33 meia dúzia de vezes, contei carneirinhos, mas nem assim consegui tornar a conciliar o sono. Finalmente levantei às quatro horas e fui para minha biblioteca, onde meu olhar foi atraído por uma bela águia de madeira que comprara na Suíça. Fora esculpida num único bloco por um velho artesão suíço, e é de fato uma obra de arte. Olhando a águia, comecei a dizer em voz alta uma passagem da Escritura: Abrem asas como as águias, correm e não se fatigam, caminham e não se cansam (Isaías 40: 31).

A situação me levou a pensar em um amigo, um pastor que, quando precisa de ajuda espiritual, vai à igreja e caminha por entre os bancos, sobre os quais coloca as mãos. Ora então nominalmente pelas diversas pessoas que ali sentam. O pastor diz que este procedimento atrai bênçãos para ele e para as pessoas pelas quais ora. Motivado pelo exemplo do meu amigo, comecei a visualizar, sozinho, de madrugada, todos aqueles por quem oraria.

A primeira pessoa por quem orei foi minha esposa, Ruth. Depois orei por meus três filhos e seus cônjuges, a seguir por meus oito netos. Orei por todos os parentes. Então orei por membros da igreja, a começar por minha equipe. Orei pelos outros ministros. Por todos os secretários. Depois, um por um, pelos mais velhos e pelos decanos. Então comecei a visualizar a comunidade na igreja e orei por todos aqueles de cujos nomes lembrei. Depois orei pelo porteiro do nosso edifício e por todas as pessoas a quem estou de algum modo ligado.

Devo ter orado nominalmente por quinhentas pessoas. Quando dei por mim eram seis da manhã. De repente sentia-me melhor do que nunca nos últimos anos. Cheio de energia, transbordante de entusiasmo. Por nada no mundo teria voltado a dormir.

Após um desjejum reforçado, desci à igreja, fiz uma pregação e apertei a mão de centenas de pessoas. Depois fui a um almoço e dei uma palestra, seguindo para um compromisso à tarde. Às onze da noite ainda estava a mil. Nem sombra de cansaço! Essa energia transbordante me surpreendeu, trazendo-me uma nova e imensa sensação de vida.

Não sei psicologia suficiente para explicar o que aconteceu. Creio que saí fora de mim. Esqueci completa, consciente e até subconscientemente de mim mesmo ao amar todas aquelas pessoas e orar por elas, tomando seus fardos em meus ombros. Mas com isto não ganhei peso. Ganhei asas! Fiquei feliz e alegre. De fato, ergui-me com "asas como as águias".

Agora repito aquele tipo de oração sempre que me sinto abatido. Ofereço esta experiência como sugestão não só para ajudar os outros por meio da oração, mas também para obter uma nova e maravilhosa vida para você mesmo.


Norman Vincent Peale, in Minhas Orações Favoritas (Ediouro, 1995).


segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Saber ouvir - Segredo para bem liderar e bem compartilhar o evangelho

 

Seguem-se algumas citações de líderes no mundo dos negócios, educadores, escritores, palestrantes e outros sobre os benefícios de saber escutar.


Eu diria que a coisa mais importante que aprendi em vinte anos no mundo empresarial foi escutar e interpretar as emoções das pessoas. — Heath Herber

De todas as habilidades de liderança, ser um bom ouvinte é a mais importante e a menos compreendida. A maioria dos capitães da indústria raramente ouve, o que os mantêm na condição de líderes comuns. Mas os que se tornam grandes são aqueles que estão sempre atentos ao que outros têm a dizer, os que sabem escutar. É assim que se informam antecipadamente de problemas e oportunidades não aparentes. — Peter Nulty

Sem uma grande dose de comunicação confiável, jamais se captura o coração e a mente das pessoas. — John P. Kotter

Todas as manhãs, lembro a mim mesmo: nada do que eu disser hoje vai me ensinar coisa alguma; para aprender é preciso escutar. — Larry King

Saber ouvir é vantajoso também para quem ouve. — Cria confiança, evita mal-entendidos e, acima de tudo, é uma qualidade que se pode usar para animar as pessoas. — Dhara Jani

O bom ouvinte é uma pessoa muito mais charmosa e atraente do que a que sabe falar bem. É mais eficaz, aprende mais e contribui mais positivamente. — Brenda Ueland

Todos os dias somos, de maneiras reais, convidados a ir mais devagar e escutar. Mas por que escutar? Porque saber escutar une o mundo e dá acesso para tudo o que é realmente importante. Anima o coração da mesma maneira que respirar nos mantém vivos. É essencial para permanecermos vivos e relevantes. É a obra da reverência: escutar profundamente para permanecer vivo e relevante. — Mark Nepo

O bom ouvinte além de ser bem-vindo em todo lugar, depois de um tempo aprende muita coisa. — Wilson Mizner

Qual é a vantagem? Saber escutar o mantém informado, atualizado e longe de problemas. E quando você falar, o impacto será maior. Dá a você vantagens nas negociações, poder e influência. Faz as pessoas amarem você. Escutar traz benefícios a você e aos outros. — Dianna Booher

Nenhuma conversa é de todo inútil, se você souber ao que deve escutar. — James Nathan Miller

É bastante difícil escutar, porque exige estabilidade interior a ponto de não sentirmos necessidade de provar o que somos por meio de pronunciamentos, argumentos, afirmações ou declarações. O bom ouvinte não sente a necessidade de tonar sua presença conhecida; está disponível para receber e aceitar. Ouvir é muito mais do que permitir que o outro fale enquanto espera a oportunidade de responder. Ouvir é dar total atenção à outra pessoa e aceitá-la de coração. O mais lindo é quando a pessoa que está falando começa a se sentir aceita, a confiar em você e a se autodescobrir. Ouvir é uma forma de hospitalidade espiritual pela qual você acolhe estranhos para torná-los seus amigos. — Henri Nouwen

Gaste tempo para ouvir de verdade hoje e veja como isso mudará a vida da outra pessoa — e a sua. — Dhara Jani

Saber ouvir é a diferença entre ser aprovado ou reprovado em um teste, fazer ou perder uma venda, ser contratado ou não para um serviço, motivar ou desencorajar uma equipe, refazer ou destruir um relacionamento. — Dianna Booher

É impressionante o que se pode aprender quando se escuta as pessoas, e a mudança que ocorre quando praticamos o que aprendemos. — Audrey McLaughlin

O ato de escutar tem a qualidade da alquimia do mago. É capaz de derreter armaduras de metal e produzir beleza em meio ao ódio. — Brian Muldoon

Existe sinergia e interdependência entre os benefícios de escutar. Quanto mais vantagens colhe aquele que escuta, melhor ouvinte se torna, e quanto mais escutar maiores serão os outros benefícios que acumulará. — Chloe Sekouri

Estar disponível, dar atenção e ser um bom ouvinte são ótimas ferramentas de gestão. Alguns funcionários vão entrar, falar uns vinte minutos e ir embora com os seus problemas completamente resolvidos — por eles mesmos. — Nicholas V. Luppa

A primeira regra do amor é ouvir.  Paul Tillich

Ouça com o coração. Ouça com empatia. Coloque-se no lugar da pessoa.
Ouça para aprender algo. Seja curioso. Faça perguntas. Todos têm algo a dizer que pode ajudá-lo a crescer.
Ouça com criatividade, em busca de ideias e possibilidades. Dê atenção a dicas ou insinuações que possam inspirar projetos criativos.
Ouça a si mesmo, aos seus anelos, nobres aspirações e impulsos. Dê ouvidos ao melhor do seu eu interior.
Ouça com profundidade; aquiete-se e ouça. Ouça com intuição à inspiração proveniente do Infinito. — Wilferd A. Peterson

Ouça com atenção a qualquer coisa, não importa o que seja, que seus filhos queiram lhe dizer. Se não ouvir com atenção a essas coisas menos importantes enquanto forem pequenos, eles não lhe contarão as coisas de peso quando crescerem, já que, para eles, tudo o que tinham a dizer sempre foi muito importante. — Catherine M. Wallace

De todas as ferramentas disponíveis para lidar com conflitos, a mais importante é ouvir com atenção e propósito. Escutar ajuda a diminuir a resistência e abre o pensamento para soluções criativas. Além de deixar a mensagem mais clara, causa mudanças no comunicador e no ouvinte. Escutar possibilita uma mudança de coração tanto em quem fala quanto em quem ouve. — Brian Muldoon

Se não acharmos a pessoa importante o suficiente para escutarmos o que ela tem a dizer, ela vai perceber. Será como jogar um balde de água fria na relação com consequências imediatas e futura ... Tudo começa com saber escutar e prestar atenção. — Norman Geisler

Escutar a pessoa com quem está conversando permite a você definir claramente como deve servi-la. — Mary Jo Sharp

Todo o mundo gosta de ouvir a própria voz. Todos gostam de falar, mas alguns gostam mais. Muitas pessoas dariam tudo para encontrar alguém que as escutasse. Quando sabemos escutar, não só começamos a conhecer e compreender a outra pessoa, mas também conquistamos sua gratidão e disposição de nos escutar, o que nos permite posteriormente falar com ela de maneira mais relevante. — Paul E. Little

A atenção é a forma mais rara e pura de generosidade. — Simone Weil

Escutar é como colocar um estetoscópio e detectar os batimentos cardíacos de alguém. É possível saber o que se passa no coração só escutando a pessoa — algo importantíssimo quando queremos compartilhar Jesus com os outros. A Bíblia enfatiza a importância de ouvir. Tiago instruiu os crentes a serem “prontos para ouvir, tardios para falar” (Tiago 1:19). — James M. Rochford

Assim como a cera, naturalmente dura e rígida, torna-se, com um pouco de calor tão moldável que se pode levá-la a tomar a forma que se desejar, também se pode, com um pouco de cortesia e amabilidade, conquistar os obstinados o os hostis.  Arthur Schopenhauer

Arsenal do Crente - https://arsenaldocrente.blogspot.com/