Mostrando postagens com marcador ações sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ações sociais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Exercendo a Cidadania Evangélica no Brasil



João Cruzué
http://olharcristao.blogspot.com.br

Entre os filmes de que mais gosto há um que em português se chama "O Pastor" (The road to Freedom - The Vernon John's Story). É James Earl Jones quem protagoniza um velho pastor afro-americano da famosa Igreja Batista em Montgomery, capital do Alabama. Às voltas com as injustiças praticadas contra a comunidade negra, nos  anos 40/50, o velho pastor dava verdadeiras aulas de cidadania às suas ovelhas como, por exemplo: plantar suas próprias hortas, andar a pé para evitar a empresa de ônibus onde negros tinham que se levantar para ceder o assento aos brancos, quando chegassem. Aquelas pequenas sementes de cidadania brotaram, cresceram e mudaram a interpretação da Constituição Americana. Isto também podem trazer mudanças significativas para os evangélicos brasileiros.

Cada domingo o pastor pregava um sermão que incomodava as autoridades (brancas) da cidade. Principalmente porque o título do sermão era anunciado em frente à Igreja, com uma semana de antecedência. Não conseguindo dobrar o ânimo do velho pastor, as autoridades locais: o juiz, o xerife e o prefeito começaram a pressionar os membros do Conselho Administrativo da Igreja, que por fim, cansados e amedrontados e não conseguindo a "cooperação" do pastor, o destituíram.

Depois disso, foram procurar por um substituto que fosse jovem e "flexível", que pudesse ser manipulado e "amaciado" à vontade. Mas, no filme o tal jovem sucessor do "desbocado" ancião destituído, era nada mais, nada menos, que Martin Luther King, Jr. Aí foi que o tiro saiu pela culatra. Na verdade, o substituto era muito mais aguerrido e idealista. Este filme histórico conta um parte das conquistas que o Pastor Martin Luther King trouxe para a comunidade negra americana. Em 1964 ele conquistou a aprovação de uma emenda na constituição americana. Foi através de atitudes como resistência passiva e desobediência civil, pregadas por Henri David Thoreau e Gandhi, que o Pastor Martin Luther King conquistou sua fama e a conquista do Prêmio Nobel da Paz, naquele mesmo ano.

Trazendo agora o foco do artigo para a comunidade evangélica no Brasil, em pleno século XXI, ela também vem sofrendo com difamação e preconceitos, e pode aprender muitas coisas a aprender com Martin Luther King. Nós, os crentes em nosso Senhor Jesus Cristo, temos enfrentado aborrecimentos com um preconceito crônico instalado na mídia brasileira, onde a maioria das imagens veiculadas dos evangélicos está associada a algo ruim. Um quarto da população brasileira - 50 milhões de pessoas - são evangélicas, ou como costumo dizer, crentes em Cristo.

A imagem que a TV Globo sempre passou  das mulheres crentes são os estereótipos do "cabelão" e do "saião". Os pastores, independente de que Igreja sejam, são mostrados como charlatães, avarentos ou de indivíduos desequilibrados. O povo crente em geral é considerado como gente ingênua "bobinhos" sempre explorados por vigaristas da fé. Quando aparece uma notícia ruim, o preconceito está tão enraizado entre os jornalistas, que se a pessoa for de qualquer outra religião nada se escreve, mas se há uma família de crentes envolvida, via de regra, esta qualificação é apontada, para insinuar má fama.

Se isto não é preconceito e não vem acontecendo, por favor belisquem-me, pois, devo estar delirando!

Mas é preconceito sim. Ele nos agride e incomoda. Diante disso, as reações de nossas lideranças já são previamente conhecidas. Há os que dizem: o mundo jaz no maligno e não devemos mesmo esperar o nada, nem o respeito da sociedade. São os que  aceitam a escravidão do Egito. Outros fingem que o preconceito não existe, e procuram viver da melhor maneira possível. São os indiferentes - não estão nem um pouco preocupados. Há ainda outros que se disfarçam de incrédulos. São principalmente as crianças, adolescentes e jovens evangélicos que procuram se comportar nas escolas públicas como verdadeiros "pestinhas" apenas para que ninguém descubra que eles são crentes. É como se ainda pairasse um quê de escravidão sobre nossas cabeças.

Podemos, sim, dar um basta neste progressivamente neste preconceito e conquistar o respeito que ainda não temos diante da sociedade brasileira. Não que isto vá fazer o mundo ter paz conosco, mas se nada for feito por nos, até nossos filhos vão ter vergonha de serem cristãos. Não podemos andar de cabeça baixa, é preciso dar uma resposta. Uma resposta equilibrada, sem radicalismo, que possa ser traduzida em atitudes familiares simples, mas que no coletivo vão trazer  boas mudanças e o respeito a cidadania que por direito temos. Quer um exemplo deste tipo de reposta? Cadê aquelekit gay que o atual prefeito de São Paulo, na época, Ministro da Educação pretendia despachar para cada escola dos cinco mil e tantos municípios brasileiros? Sabe por que não fizeram a distribuição? porque tiveram medo de perder o voto dos evangélicos. Nossa atual presidente, Dilma Rousseff, também recuou de implantar a Lei do Aborto indiscriminado.

Precisamos começar a ter respeito por nós mesmos, através de uma consciência mais aguçada de cidadania. Quando olho para o Livro de Atos dos Apóstolos e vejo o efeito que as palavras de Paulo causavam tanto em em ouvidos judeus quanto romanos. Os cristãos, desde os primeiros apóstolos, sempre tiveram entre seus líderes homens cuja coragem era marca de seus caráteres, como está escrito em II Timóteo 1:7. Será que os tempos mudaram?

Há muito tenho ouvido palavras de boicote à TV Globo com suas novelas perniciosas e preconceituosas. Não sou contra a Rede Globo, mas contra as atitudes de seus gestores, que devem ter mesmo ojeriza da família brasileira. Não sou favorável a atitudes radicais e nem é de bom alvitre ter fixação em derrubar órgãos da imprensa. É preferível ter uma imprensa, às vezes preconceituosa, do que a imprensa de "chapa branca" das ditaduras cubanas, venezuelanas, argentinas, bolivianas, equatorianas... Defendo sim a liberdade de expressão, mas desde que não seja usada para ofender os direitos de cidadania de ninguém. De preferência, que não esculhambem a estrutura familiar.

Nós crentes podemos, sim, dar NOSSO RECADO de desagrado quanto ao que vai pela TV não importa qual for: se Globo, Record, SBT, Bandeirantes ou qualquer outra que venha ferir e prejudicar a consciência dos cidadãos da comunidade evangélica. Não queremos destruir, mas contribuir para o aprimoramento dessa liberdade de expressão com atitudes de resistência pacífica.
Estou sugerindo democraticamente que nos conscientizarmos desses fatos e passemos ao terreno das atitudes. Como por exemplo esta: anotar o nome das empresas que patrocinam programas que ajudem a disseminar o preconceito contra crentes ou que promovam a desestruturação familiar. Em seguida que se boicote as marcas desses produtos que patrocinam financeiramente  a difamação.

Ao chegar no supermercado, cada um de nós conscientemente, pode substituir tais produtos por marcas de outras empresas que respeitem nossa cidadania e a cultura cristã.
Irmãs evangélicas, não estou sugerindo que ninguém assista ou deixe de assistir qualquer novela. Uns reprovam, outros gostam. Mas se você tem cabelos longos, seria maravilhoso que parasse de comprar por exemplo aquele shampoo que financia novelas que procuram mostrar a mulher de "cabelão" sempre como uma crente hipócrita - de dia santa e de noite devassa - entre outras coisas ruins. Talvez o shampoo de uma novela dessas até faça mal ao seu cabelo. Mesmo que você nunca assista uma novela, antes de comprar qualquer produto no supermercado, seriam muito bom saber se ele não está por trás de programas que mostram os crentes como pessoas atrasadas, desequilibradas e hipócritas. Não basta deixar de assistir novelas. Por ignorância, você pode estar comprando produtos das marcas que estejam financiando maus costumes. É preciso estar bem-informado para não contribuir com as estratégias do diabo.

A comunidade evangélica responde hoje por mais de 25% do consumo na economia brasileira. Precisamos adquirir consciência desta força para aprender a dizer NÃO de forma pacífica, inteligente e indireta. Uma novela para ficar no ar precisa de patrocínio. O patrocínio vem das empresas que vendem produtos populares. Sabonetes, shanpoos, marcas de carros populares, remédios para dor de cabeça.

Quando os crentes começarem a ligar para os 0800 dessas empresas, para dizer que não vão mais comprar os produtos delas, porque estão patrocinando programas perniciosos ou que estejam depreciando a imagem e cidadania dos crentes - elas vão ouvir, sim senhor! Pode ser que não imediatamente, mas quando cada um de nós for além das palavras e deixar de comprar por um ano, dois anos aqueles sabonetes, shampoos, celulares, remédios de dor de cabeça.... Com certeza isto vai ser uma boa lição de cidadania. Isto é justo e honesto converse e nossa família precisa saber para adquirir uma boa consciência.

Por fim, contextualizando este artigo, quero dizer que vem aí as eleições de outubro de 2014.  O crente em Jesus não pode ter simpatia por anarquistas, que defendem o boicote ao voto. Deixar de votar. Jesus disse que devemos dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. Ele não mandou boicotar o que era de César, e não mandou porque se este mundo perder a consciência de organização comunitária, vem a seguir o descontrole e a baderna. O caos não é de Deus. O que precisamos fazer é orar para depois escolher. E escolher pessoas que antes de serem eleitas, tenham firmado compromisso de respeitar a família brasileira. Uma nação de terceiro mundo, como a nossa,  só pode prosperar se cada família for temente a Deus e tiver costumes sadios.
cruzue@gmail.com

sábado, 19 de julho de 2014

Ebook gratuito - Drogas: Como Evitar — princípios para pais e educadores

capa_ebook_drogas
O segundo livro digital (e-book) da série “Um Livro, Uma Causa” acaba de sair do forno. E é grátis. Trata-se do livro publicado pela Editora Ultimato em parceria com Eirene do Brasil, Drogas: Como Evitar — princípios para pais e educadores. A série “Um livro, Uma Causa”, iniciada com o lançamento de Teologia Bíblica da Criação, é um projeto da Editora Ultimato que celebra o conteúdo bíblico e os diferentes campos de ação ministerial e engajamento da igreja. Com o lançamento da série “Um Livro, Uma Causa”Ultimato coloca a disposição dos leitores um instrumento para a criação e o desenvolvimento de grupos de trabalho e reflexão, bem como divide com a igreja sua prática e vocação editorial, relacionadas a meio ambiente, criança em vulnerabilidade social, arte, presidiários, unidade da igreja, evangelização transparoquial, ação social, missão integral, entre outras. Acesse Drogas: Como Evitar, baixe o seu livro e espalhe essa boa notícia.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Curso Online Prevenção ao Uso de Drogas - Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias - Inscrições abertas




Estão abertas as inscrições para a quinta edição do curso Prevenção do uso de drogas - Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias, que vai capacitar 40 mil conselheiros e lideranças comunitárias em todo o Brasil. A capacitação é parte do programa Crack, é possível vencer e é promovida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD).


O objetivo da iniciativa é capacitar conselheiros municipais e líderes comunitários para atuar na prevenção do uso de crack, álcool e outras drogas, com foco na defesa e promoção dos Direitos Humanos e na articulação e fortalecimento das redes locais.

Para a secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, o curso permitirá o fortalecimento da atuação dos conselhos e outras lideranças na comunidade. “Os conselhos são inst âncias legítimas de participação e controle social e têm papel fundamental na implementação de todas as políticas públicas sobre drogas”.

O curso gratuito será realizado a distância e executado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As aulas iniciam em março, com duração de três meses. Tutores especializados vão acompanhar os alunos, que receberão o material didático em casa.

O programa Crack, é possível vencer, prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, justiça, segurança pública, conselheiros, lideranças comunitárias e religiosas, além da capacitação de profissionais e voluntários que atuam em comunidades terapêuticas.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 21 de fevereiro pelo site: http://conselheiros.senad.gov.br/

Outras informações: conselheiros5@sead.ufsc.br ou (48) 3952-1900 com a Secretaria de Educação à Distância da UFSC
Fonte: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - MJ / portal.mj.gov.br/senad/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma Biblioteca Virtual sobre Tráfico Humano




Dentro de nossa visão de denunciar e promover a informação e discussão pública sobre o Tráfico de Pessoas, um dos crimes mais negligenciados pelos governos e órgãos competentes, no Brasil e no mundo, criamos no site Scribd uma pasta reunindo materiais gratuitos (livros, relatórios, estudos, etc.) sobre o tema do Tráfico Humano. Reunimos materiais em três línguas: português, espanhol e inglês. Você pode fazer o download dos documentos, ou lê-los online.

Acesse a Biblioteca Tráfico Humano: http://pt.scribd.com/collections/3928801/Biblioteca-Trafico-Humano

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

John Piper - Um Chamado aos Cristãos Coronários

.

 Gosto de adrenalina. Acho que ela tem me ajudado a atraves­sar muitos domingos. Contudo, não é adequada para as se­gundas-feiras. Na verdade, sou grato mesmo é pelo meu coração. Ele se mantém sendo um servo humilde e calado durante os dias bons e ruins, felizes e tristes, altos e baixos, apreciados ou desconside­rados. Ele nunca me deixa na mão, nem diz: "Eu não gostei de sua atitude, Piper. Vou dar o fora!" Apenas se mantém batendo humildemente, como sempre.
Os cristãos "coronários" agem como o coração nas causas às quais servem. Os cristãos-adrenalina, por sua vez, são uma explosão de energia, e então, a fadiga. O que a Igreja e o mundo precisam hoje é de corredores de maratona, e não velocistas. Pessoas que mante­nham o passo até terminar a corrida (que dura toda uma vida).
Sou grato a Deus pelos cristãos "coronários"! Cristãos compro­metidos com as grandes causas, e não com os grandes confortos. Rogo para que você comece a sonhar com algo que seja maior do que você, sua família e igreja. Anseio por deixarmos de endeusar a família, e dizermos ousadamente que nossos filhos não são a nossa causa. Eles nos são dados para que os treinemos, em pouco tempo, para as grandes causas da verdade, misericórdia e justiça num mun­do preconceituoso, sofrido e decadente.
Meu sangue ferve pela a idéia de ver cristãos fortes, persistentes, coronários, comprometidos com as grandes causas, porque nesses últimos dias fui profundamente tocado pela vida de WilliamWilberforce. Houve um cristão "coronário" na causa da justiça racial. Ele era profundamente cristão, um evangélico vibrante, e um polí­tico apaixonado durante a longa luta contra o tráfico de escravos africanos na Casa dos Comuns norte-americana.
Em 28 de outubro de 1787, com 28 anos de idade, ele escreveu em seu diário: "O Deus Todo-Poderoso tem colocado diante de mim dois grandes objetivos: o fim do tráfico de escravos e a Refor­ma (moral)". Foi derrotado batalha após batalha no Parlamento, pois "O Tráfico" estava muito entranhado nos interesses financei­ros do país.
Entretanto, ele nunca desistiu ou recuou, era "coronário", e não movido a adrenalina. Em 24 de fevereiro de 1807, às 4h da manhã, vinte anos mais tarde, o voto decisivo foi lançado (283 a favor, 16contra) e o tráfico de escravos tornou-se ilegal. A Casa levantou-se como um só homem e colocou-se diante de Wilberforce numa ex­plosão de palmas parlamentares, enquanto o pequeno homem sen­tado permanecia curvado, com a cabeça baixa e com lágrimas correndo pela face.
O cristão "coronário" William Wilberforce nunca desistiu. Ha­via explicações para sua inflexibilidade: a grandeza, a retidão e a justiça de sua causa o sustentavam. Abolir a escravidão era "o maior objetivo de minha carreira parlamentar". "Diante dessa grande cau­sa", ele escreveu em 1796, "todas as outras coisas diminuíam aos meus olhos, e devo dizer que a convicção que me faz estar exata­mente aqui soma-se à grande satisfação com a qual manifesto tal declaração. Se honrar-me até agora agrada a Deus, que eu possa serum instrumento para deter o curso dessa perversidade e crueldade que, como nunca antes, desgraçou um país cristão".
Ele viu que as explosões de adrenalina nunca prevaleceriam: "Diariamente procuro me tornar mais sensível para que meu traba­lho seja mais afetado pelas ações constantes e regulares do que por atitudes súbitas e violentas". Aprendera o segredo de ser fortaleci­do, e não detido, pela oposição. Um de seus adversários disse: "Ele é abençoado com uma grande porção de entusiasmo, o que é extre­mamente proveitoso, já que isso influencia de forma muito mais vigorosa do que uma atitude explosiva".4 Essencialmente, o segredo do seu compromisso "coronário" com essa grande causa consistia em sua profunda aliança com Jesus Cristo.
Ele orou: "(Possa Deus) capacitar-me a ter um olhar sincero e um coração singelo, desejoso de agradar-lhe, para o bem do meu próximo e para demonstrar minha gratidão ao meu adorável Re­dentor". Que essa oração possa estimular muitos outros "coronários" apaixonados por Cristo a lutarem contra o racismo, o aborto, a fome, a ignorância, a miséria, o desabrigo, as drogas, o crime, a corrupção, a violência, a AIDS, a apatia, a incredulidade... com uma perseverança inabalável.

Sim, Senhor! Este é o nosso desejo de coração. Perdoa-nos pelos ímpetos passageiros de justiça, pelas curtas corridas em busca da santidade, pelos pequenos flashes de sacrifícios nobres. Edifica na fibra de nossa fé uma perseverança vigorosa, resistente e inabalável pela causa da verdade e do amor! Torna-nos cristãos "coronários"! Em nome de Jesus. Amém.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

MISSÃO INTEGRAL: Como implantar Telecentros Comunitários em sua comunidade



Como implantar Telecentros Comunitários em sua comunidade 
- Oportunidade assistencial e evangelística


Computadores antigos, uma bênção para muitos...

Sabe aquele computador antigo, que durante muitos anos lhe serviu para digitação de textos, acesso à internet via linha discada, planilhas e até alguns jogos. Creio que lhe foi muito útil durante longa data, mas agora você adquiriu um computador novo, utiliza internet em banda larga, possui uma multifuncional, webcam, voip e realmente o computador não tem mais utilidade para você. O que fazer com ele agora? A história secular conta que na década de 50 os negros nos Estados Unidos sofriam com a segregação racial, não podiam frequentar muitos lugares, sofriam discriminação nos transportes públicos, restaurantes e etc.
Até que certo dia, uma mulher negra e costureira de nome Rosa Parks embarcou num ônibus e sentou, alguns
metros à frente um homem branco embarcou e não havia mais lugar disponível. Todos olharam para ela dando a entender "levante-se, você é negra e ele é branco. Deve dar o seu lugar a ele". E ela bravamente resistiu causando uma imensa confusão. Através dessa atitude o Pastor Martin Luther King Jr, mobilizou milhares de pessoas e mudou a história daquele país, sabe por quê? Por causa da atitude de uma mulher...
Saiba que uma simples atitude sua pode influenciar a vida de muitas pessoas espalhadas em nosso país e até mundo a fora. Um ato simples seu, pode livrar crianças de um possível contato com o tráfico, prostituição, bebidas e etc. Ou até mesmo qualificar profissionais para o mercado de trabalho.
Nossa proposta é criar Espaços Comunitários, também conhecidos como Telecentros muito comuns em ONGs, Associações de Moradores, Escolas, Bibliotecas ou Igrejas. Sendo assim estamos nos disponibilizando para ajudar na implantação, treinamento e divulgação de tais espaços. Caso você conheça algum espaço interessado em implantar o projeto fale conosco. Caso deseje visitar um Telecentro, consulte o mais próximo de sua casa nesse site: http://www.onid.org.br/lista/
Às vezes a uma confusão de que os Telecentros são uma espécie de “Lan House pública”, o que não é verdade. O objetivo dos Telecentros são promover cultura e educação, sendo assim podemos encontrar no mesmo espaço: Biblioteca, cursos (informática, idiomas, educação de jovens e adultos, aulas de canto e música), serviços de xerox, aluguel de projetores, salas de cinema e etc. As possibilidades são inúmeras, mas é óbvio que tudo depende do espaço físico. Não tem como fazer tudo isso numa sala apenas.
Um ponto importante a ser debatido numa reunião é justamente a sustentabilidade do Projeto, como manter tudo isso (luz, água, internet e etc) após a implantação? Iremos apresentar algumas soluções, mas aqui deixo claro que o propósito é treinar e orientar a comissão local, para gerir o Telecentro de forma participativa.

O que é necessário?

1) sala disponível com parte elétrica, mobiliário;
2) computadores doados por empresas, pessoas físicas ou instituições;
3) cabo de rede CAT5, switch 16 portas e conectores RJ45;
4) comissão local para receber treinamento e orientação do Projeto;
5) link de acesso à internet em banda larga;
6) passagem de ida/volta + hospedagem + alimentação (calcular esse tópico para um casal);
Obs.: Somos um casal casado e não há custo algum de implantação do Projeto além dos
descritos acima. Podemos ficar numa casa simples, desde que possamos nos alimentar,
dormir em segurança e tomar um belo banho é claro :)
7) muita disposição e boa vontade!

Introdução à parte técnica
Como é um Projeto de caráter social, visando alcançar um público geralmente esquecido pelo Estado, utilizamos tecnologias baseadas em Software Livre, basicamente GNU Linux + LTSP (Linux Terminal Server Project). Portanto não iremos utilizar cópias piratas de outros sistemas operacionais ou pacotes de escritório, economizando assim com licenças, aplicando esses valores na aquisição de outro item necessário ao telecentro.
Basicamente iremos instalar no servidor a distribuição Ubuntu 10.04 LTS, em seguida devemos atualizar todo o sistema operacional, criar as contas de usuário e instalar os pacotes desejados. E por último instalar e configurar o servidor LTSP. Agora basta dar boot a partir dos terminais (via rede, disquete, cd-rom ou hd). Na verdade o processamento é feito no servidor, então mesmo que você possua um AMD K6-2 500 Mhz com 128 MB de RAM, mas o seu servidor for um Intel i7 com 8 GB DDR3 por exemplo, você irá utilizar o terminal numa velocidade impressionante, como se estivesse no próprio servidor. Tranquilamente você vai poder “pendurar” entre 10 a 20 terminais em cada servidor (dependendo da configuração). Os programas instalados no servidor estarão disponíveis nos terminais.

Caso deseje mais informações sobre o Projeto envie cartas
(Sim, temos e-mail e telefone. Mas aceitamos apenas cartas, descreva o máximo possível o local)

Ronald e Aline Rosa


RONALD, 28 anos, Graduado em Pedagogia no Centro Universitário da Cidade (2008), trabalha há mais de 10 anos com Informática e atualmente trabalha numa empresa privada no Rio de Janeiro. ALINE, 24 anos, Graduando em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Gama Filho no Rio de Janeiro.


Av. Nilo Peçanha, n° 788.
Centro - Nova Iguaçu / RJ
CEP: 26215-512
A/c: Ronald Rosa e Aline Rosa

Links importantes:
http://www.onid.org.br/lista/
http://www.ltsp.org/
http://www.telecentros.pr.gov.br/modules/galeria/listaEventos.php
http://www.youtube.com/watch?v=DgONWsefJvw

“Quão formosos são os pés daqueles que anunciam boas novas” Isaías 52:7a

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tráfico internacional de mulheres: O Brasil no mapa

Um relatório recente da ONU aponta o Brasil como rota do tráfico sexual de mulheres.
Embora os fatos sejam de conhecimento geral a muito tempo, a notícia apresentou alguns fatos novos e repercutiu em diversos meios de comunicação, mas o assunto precisa de muito mais divulgação e atenção das autoridades e da sociedade. Que a igreja possa se engajar nesta causa, alertando os irmãos, a sociedade e vítimas em potencial; denunciando aliciadores e esquemas; e principalmente orando por todas as vidas enredadas neste lodaçal. 

Leia abaixo notícia publicada no Estadão:
 _______________________

Europa Ocidental tem 140 mil 'escravas sexuais', diz relatório da ONU

Segundo relatório, mercado movimenta R$ 5,5 bi anuais; organização vê aumento no número de vítimas brasileiras.


Cerca de 70 mil mulheres são vítimas de tráfico sexual para a Europa Ocidental anualmente, segundo estima um relatório da UNODC (agência da ONU para Drogas e Crime).
Segundo o documento O Tráfico de Pessoas para a Europa para Exploração Sexual, haveria atualmente cerca de 140 mil mulheres obrigadas a trabalhar no mercado do sexo na região.
A ONU avalia que essas 140 mil mulheres traficadas façam ao todo cerca de 50 milhões de programas anuais, a um custo médio de 50 euros por cliente (cerca de R$ 109), movimentando um total de 2,5 bilhões de euros (R$ 5,47 bilhões).
O relatório da ONU foi divulgado na Espanha pelo diretor-executivo da UNODC, Antonio Maria Costa, para coincidir com o lançamento da campanha internacional Coração Azul de combate o problema.
"Os europeus acreditam que a escravidão foi abolida há centenas de anos. Mas olhem em volta - os escravos estão em nosso entorno. Precisamos fazer mais para reduzir a demanda por produtos feitos por escravos e por meio da exploração", afirmou Costa.
Origens
O relatório da ONU cita a região dos Bálcãs como a principal origem das mulheres traficadas para a Europa Ocidental (32% do total), seguida dos países do ex-bloco soviético (19%), mas observa também um aumento no número de mulheres brasileiras traficadas (as sul-americanas são 13% do total).
Segundo a organização, a maioria das vítimas brasileiras de tráfico sexual para a Europa são originárias de regiões pobres no norte do país, principalmente nos Estados do Amazonas, do Pará, de Roraima e do Amapá.
O relatório observa ainda que as vítimas sul-americanas (principalmente do Brasil e do Paraguai) são traficadas principalmente para Espanha, Itália, Portugal, França, Holanda, Alemanha, Áustria e Suíça.
Em Portugal, dados do governo local divulgados na semana passada indicam que as brasileiras são 40% das mulheres traficadas no país.
Na Espanha, segundo os dados da ONU, o número de vítimas brasileiras e paraguaias ultrapassou desde 2003 o de vítimas colombianas, antes majoritárias no país. 

Números
O total de 140 mil mulheres traficadas na Europa foi estimado pela ONU com base no número de 7.300 vítimas detectadas na Europa Ocidental em 2006. A organização estima que 1 em cada 20 vítimas seriam detectadas, indicando um total de 140 mil.
A agência estima ainda que o mercado tem uma renovação em média a cada dois anos, levando ao número de 70 mil novas vítimas a cada ano para substituir as que conseguem deixar a condição.
O relatório da ONU, porém, questiona alguns números de pesquisas sobre o tema. O documento cita uma estimativa de 700 mil mulheres trabalhando como prostitutas na Europa Ocidental (incluindo as que trabalham sem coerção).
Mas ao confrontar esse número com as pesquisas que indicam uma média de 6% dos homens pagando por sexo a cada ano nesses países, a organização estima que isso levaria a uma média de dez clientes anuais por prostituta, um número extremamente baixo mesmo que se tratassem de clientes regulares.
Para a organização, ou menos mulheres trabalham como prostitutas ou mais homens estão pagando por sexo com elas - ou ambas as coisas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 
 

sábado, 15 de agosto de 2009

Campanha Ficha Limpa ganha força - Participe!

*

Já passa de 1 milhão o número de pessoas que assinaram projeto de lei de iniciativa popular que dificulta a candidatura de políticos com maus antecedentes.


Sylvio Costa

Dois chavões, tão manjados quanto verdadeiros:

1) Política é algo sério demais para ficar entregue apenas aos políticos.

2) Ou a população pressiona democraticamente o Congresso Nacional a agir em favor das aspirações e interesses da maioria dos eleitores ou seremos, cada vez mais, reféns dos maus costumes políticos.

A novidade é que um número crescente de brasileiros se mobiliza, de modo voluntário, para mudar esse cenário. Um dos frutos mais promissores dessa reação popular é a campanha Ficha Limpa, que pretende levar para votação no Congresso o projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos. veja a íntegra (link para a íntegra do projeto).

O projeto, entre outras mudanças, proíbe que seja registrada a candidatura de pessoas condenadas em primeira instância por crimes como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas, por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa; assim como de parlamentares que tenham renunciado ao mandato para fugir de cassações ou que respondem a denúncias recebidas pelos tribunais superiores do Poder Judiciário.


O movimento

Quem coordena a campanha é o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que é formado por 42 entidades, dentre as quais a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Essa expressiva rede de organizações sociais deu origem a cerca de 300 comitês, que já conseguiram colher até o momento mais de 1 milhão de assinaturas. Para o projeto começar a tramitar no Congresso, ele precisa de 1,3 milhão, isto é, o correspondente a 1% do eleitorado nacional.

“Como não há aqui juízos de valor sobre a culpa do pretendente ao registro de candidatura, não há que se falar em presumir-se ou não a sua inocência. A decisão do foro eleitoral baseia-se objetivamente na existência da sentença criminal, não subjetivamente na possível culpa do réu”, explica o juiz Marlon Reis, coordenador do movimento, em artigo exclusivo para o Congresso em Foco (leia mais).

O MCCE foi responsável pelo primeiro projeto de iniciativa popular que se transformou em lei no Brasil: a Lei 9.840, que proibiu a compra de votos e o uso eleitoral da máquina administrativa. Ela completará dez anos agora em setembro.


Está na Constituição

A campanha Ficha Limpa pretende fazer algo que a Constituição Federal já prevê, o disciplinamento das situações em que a vida pregressa de uma pessoa pode impedi-la de concorrer a cargos eletivos. Mas, em um Congresso marcado pelo grande número de parlamentares envolvidos em acusações de desvio de conduta, somente a pressão popular poderá garantir o êxito da iniciativa.

O Congresso em Foco foi o primeiro veículo de comunicação brasileiro a publicar a lista dos parlamentares federais que respondem a processos judiciais. Isso ocorreu em março de 2004, logo após o lançamento do site, época em que foi contabilizado em 46 o total de congressistas então acusados criminalmente (confira).

Desde então, o site passou a publicar regularmente levantamentos de congressistas com pendências judiciais. Durante todo o período da legislatura passada (2003/2007), 206 deputados e senadores responderam a processos no Supremo Tribunal Federal. No último levantamento, que foi ao ar em junho deste ano, 150 congressistas apareceram como réus de 318 processos em andamento no STF. Ou seja: de cada quatro parlamentares no exercício do mandato, um responde a acusações formais naquela corte.

Como ocorre desde os primeiros levantamentos realizados por este site, crimes contra a administração pública, crimes eleitorais, tributários e financeiros predominam entre os ilícitos atribuídos aos deputados e senadores.

À linha de acompanhamento aberta pelo Congresso em Foco seguiram-se outras iniciativas de grande repercussão, como o projeto Excelências, da Transparência Brasil, e a divulgação dos candidatos processados, durante a campanha eleitoral municipal de 2008, pela Associação dos Magistrados Brasileiros. Tudo isso aumentou muito as pressões contra a presença na política dos chamados “ficha-suja”.


Como aderir à campanha

Para aderir à campanha Ficha Limpa, você pode entrar no site do MCCE, imprimir o formulário, recolher assinaturas e depois enviar para o endereço indicado no próprio documento.

Leia mais:

Campanha Ficha Limpa: a consideração objetiva da vida pregressa


via http://congressoemfoco.ig.com.br/

sábado, 23 de maio de 2009

Nota de Repúdio às declarações do Ministro Carlos Minc

Divulguem!


Nota de Repúdio

Assine este abaixo-assinado

A União de Blogueiros Evangélicos, neste ato representada pelos associados abaixo assinados, vem, mui respeitosamente, repudiar publicamente a atitude do Excelentíssimo Ministro do Meio Ambiente, sr. Carlos Minc, que, no dia 18 de maio de 2009, durante discurso no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, afirmou o seguinte: "Tem alguns momentos em que a Igreja erra feio. Um deles é a questão da camisinha. Se a gente fosse atrás da Igreja, quantas pessoas não estariam doentes? Outra questão é a da homofobia. Como é que uma religião pode dizer que é fraterna e solidária com todos se pressiona os parlamentares a não aprovarem a lei que criminaliza a homofobia?"; e ainda completou: "Quem se opõe à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia é corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Como que fornecendo o corolário para a discussão do problema, conforme as agências noticiosas, o ministro também forneceu o emblemático número de três mil crimes por homofobia, nos últimos dez anos no Brasil.


Sobre o desastroso pronunciamento do sr. Ministro, a UBE entende:

1) Que o Ministro pode e deve se manifestar no exercício democrático do seu juízo. Inclusive, discordando da posição da Igreja e dos cristãos de uma forma geral; afinal, a livre manifestação do pensamento é garantia assegurada pela Carta Magna em seu art. 5º, inciso IV. Garantia essa que, ironicamente, o PLC 122/2006 pretende acabar a pretexto da tipificação criminal da homofobia..

2) Que o Governo Federal, representado naquele ato pelo então Ministro, enquanto Poder Executivo do Estado brasileiro, deve zelar para que todos os cidadãos tenham seus direitos resguardados em consonância com os dispositivos legais vigentes, de maneira isonômica e justa, independente de sua cor, raça, sexo, opção sexual e religião, conforme estabelece o artigo 5º, caput, da Constituição Federal, o qual estabelece que "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes".

3) Que o sr. Ministro acabou por atacar frontalmente todas as igrejas e entidades religiosas que se opõem a tais projetos legislativos, responsabilizando-as levianamente por aquilo que ele denomina de "multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Entidades essas que, inclusive, estão inseridos os milhares de blogueiros evangélicos que assinam virtualmente a presente nota de repúdio;

4) Que, da maneira infeliz e irresponsável como foi feito, o pronunciamento evoca uma separação de grupos sociais, de modo a suscitar uma luta de classes entre aqueles que são contrários e aqueles que são favoráveis aos projetos de lei de criminalização da homofobia. Luta esta inexistente, uma vez que nenhuma igreja aqui representada assassinou, instigou ou colaborou para que gays, lésbicas e simpatizantes sofressem qualquer tipo de violência; muito menos incita ou incitou ódio contra os homossexuais.

5) Que o simples fato de apoiar ou não apoiar determinado projeto legislativo não significa necessariamente incentivo a um certo comportamento social; principalmente quando esse comportamento é maléfico para a sociedade. Com efeito, ser contrário à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia não é o mesmo que incitar o ódio ou a violência contra os homossexuais. Absolutamente. Afinal, se essa for a lógica padrão, concluiríamos também que o sr. Ministro é incentivador do uso de drogas, notadamente da maconha, isso porque, recentemente, ele mesmo participou de ato público onde pedia – aos gritos - a descriminalização do uso da maconha. Portanto, se essa idéia estiver correta, o sr. Carlos Minc é também "corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários" originados a partir do uso da maconha (furtos, roubos, homicídios, violência, etc.), bem como corresponsável pela destruição de milhares de famílias brasileiras que possuem dentro de casa viciados nesse tipo de droga.

6) Que as igrejas aqui representadas se resguardam o direito ao exercício do mesmo juízo resguardado ao nobre ministro e discordam igualmente de suas palavras e do apoio a tais projetos. Desta forma, as igrejas e seus membros podem discordar de quaisquer opiniões que julguem contrárias à sua fé e crença, inclusive, entre si, e o fazem de maneira ordeira e responsável. Não lembramos de qualquer enfrentamento religioso, apesar das divergências pontuais entre as correntes evangélicas brasileiras, o que é sadio;

7) Que, diante da afirmação de que nos últimos dez anos houve no Brasil 3.000 crimes por homofobia, se faz necessária a seguinte pergunta: Por que o ministro, ou seu correspondente na pasta da Justiça, não disponibiliza as investigações das 3.000 mortes? Porque muitos destes crimes foram sequer investigados! Entendemos que o emblemático número é fruto de mistificação grosseira e sintetiza a omissão e inabilidade do próprio Governo frente à crescente criminalidade de nossos dias. Senão leiamos um trecho de reportagem do Jornal do Commercio, do dia 15 de abril deste ano sobre o mesmo assunto. Na ocasião o jornal divulgava estatísticas semelhantes (grifos nossos):

Os gays são mais "frequentemente assassinados dentro da própria casa", geralmente a facadas ou estrangulados. Já os travestis são executados na rua a tiros. O perfil dos criminosos é descrito assim pelo relatório: "80% são desconhecidos, predominando garotos de programa, vigilantes noturnos, 65% menores de 21 anos".

Os gays são assassinados dentro de casa por 80% de desconhecidos!? Não lhes parece estranho? Veja como a contradição fica mais aparente quando se acrescenta predominando garotos de programa? Ou seja, na maioria das vezes, o gay chama um garoto de programa para sua própria casa, assumindo os riscos inerentes a esta atitude, e por alguma razão, os dois se desentendem e o gay é assassinado! Isso não é homofobia desde o início, porque, a priori, quem aceita um programa com um gay é porque gosta de sexo com ele.

Apesar das mortes, que devem ser sempre lamentadas, as ONGs dos movimentos engajados desejam um tratamento específico ao problema. O que querem? Um policial para cada casa, para poderem fazer sexo em segurança com um desconhecido? Observemos, por oportuno, que a questão colocada em foco não é a violência como drama brasileiro, mas a que atinge especificamente a homofobia. Uma classe especial de apuração somente para os gays. Como se as demais mortes de brasileiros fossem menos importantes. Outrossim, o que dizer dos gays que morrem disputando parceiros? Ou isto não acontece? Ou os que se envolvem em brigas que não tem nada a ver com sua opção sexual e em decorrência delas são assassinados? Dos que se arriscam nos programas noturnos? Enfim, em que circunstâncias foram mortas cada uma destas pessoas? A alquimia esconde, por exemplo, os praticantes do bareback!

8) Que tais projetos criam uma classe especial de privilegiados. Que de posse dos direitos especiais providos pelos projetos irão arguir as opiniões contrárias, de maneira agressiva e violenta, como já ocorre nos EUA. Decerto, a prevalecer a maneira tendenciosa como o Governo Federal cria políticas segregacionistas, um dia o Brasil vai ter uma Delegacia para apurar crimes contra os gays (aliás, já tem, só que com mais ênfase tem em vista os projetos em trâmite), outra contra os negros, os pardos, os amarelos, os narigudos, os baixinhos, os carecas, os gordos, os babalorixás, os que usam colete; enfim, contra cada categoria que reclame para si uma apuração diferenciada. Quando todos, repetimos, todos, os crimes deveriam ser apurados indistintamente, e nuances como sexo, religião, raça e opção sexual fossem contornos do fato. Exceto, nos casos em que há ligação explícita, como, por exemplo, os crimes praticados por neonazistas;

9) Que o Governo Federal desde há algum tempo luta por reparações históricas. O que seria muito bom, se tais reparações não segregassem os brasileiros em castas. A segregação impõe uma classe. Tal imposição se configura racista, quando aloca privilégios. Repudiamos tal articulação, pois historicamente perseguidas pela Igreja Católica, por exemplo, as evangélicas, nunca ousaram reivindicar reparação alguma;

10) Que a fala do excelentíssimo ministro Carlos Minc tenta mantê-lo em foco, desviando-o dos verdadeiros problemas de sua pasta, quais sejam, em resumo:

a) Desmatamento recorde. Provavelmente ao término deste texto o tamanho de uma quadra de futebol de árvores foi abaixo, em nome da ilegalidade e da exploração desordenada;

b) Poluição desmedida de nossos rios e costas. As matas ciliares estão em franco desaparecimento e os rios brasileiros agonizam;

c) Crescimento desordenado de nossas cidades, com déficit sensível de saneamento básico;

d) Impunidade nos delitos contra a natureza;


e) Ausência de políticas de longo prazo para o meio ambiente, tais como implantação da sustentabilidade plena em áreas de preservação ambiental.

Em suma, diante do fiasco à frente do Ministério do Meio Ambiente, o excelentíssimo senhor Carlos Minc procura desesperadamente por visibilidade advogando causas estranhas à sua pasta. Como militância na marcha da maconha e portavoz de evento gay.

União dos Blogueiros Evangélicos


Assine o abaixo-assinado.

sábado, 22 de novembro de 2008

Conheça o maravilhoso trabalho de TEARFUND (e baixe excelentes materiais!)

A Tearfund é uma agência cristã evangélica de assistência em situações de desastre e desenvolvimento, que trabalha através de parceiros locais, procurando trazer auxílio e esperança às comunidades carentes por todo o mundo.

Eles publicam a revista Passo a Passo, que a cada número enfoca um tema diferente, e oferecem no seu site, além dos números da revista para download, uma enorme quantidade de boa informação (como artigos, apostilas e manuais) para capacitar você e sua igreja a fazerem a diferença na sua comunidade. Informações que vão desde noções de higiene e saneamento básico, combate a doenças e epidemias, agricultura, ecologia, direitos e deveres e até estudos bíblicos focados nas questões sociais. Ao relatar experiências e modelos bem-sucedidos, levados a cabo nos mais diversos países de todos os continentes, eles oferecem a você a oportunidade de conhecer e adaptar estas idéias para a realidade de sua igreja/comunidade.

Visite hoje a página em português: http://tilz.tearfund.org/Portugues/

E, para você que tem pressa, preparamos um pequeno ‘pacote’ com alguns itens disponibilizados por Tearfund, para download.

O pacote contém:

2 Manuais PILARES: Incentivando a Higiene e o Saneamento e Mobilização da Igreja;

4
exemplares da Revista Passo-a-Passo:

N° 58 - Usando o Teatro para o Desenvolvimento
N° 49 – Pessoas com Deficiência
N° 41 – Cuidando de Nossa Terra
N° 62 – Alfabetização

Para baixar o pacote, Clique Aqui.


FONTE: Blog CIDADANIA EVANGÉLICA - http://cidadaniaevangelica.blogspot.com

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Novo blog: CIDADANIA EVANGÉLICA

Caros amigos e leitores, venho apresentar-lhes um novo blog que iniciei, o Cidadania Evangélica (http://cidadaniaevangelica.blogspot.com/). A temática? Tudo que envolva e relacione o Evangelho e os evangélicos às causas sociais, passando pelo conceito de Missão Integral (que tem em Ariovaldo Ramos um de seus defensores), oferecendo também dicas de cidadania, direitos e deveres, saúde, ampla rede de links de instituições de ação social (evangélicas ou seculares), serviços e utilidades para o cidadão, e artigos e endereços sobre a questão do tratamento de dependentes químicos. Além disso, o blog será também local para a exposição e discussão dos grandes temas sociais do Brasil e do mundo, como por exemplo, a lei da homofobia (sempre no objetivo de informar/despertar/convidar a Igreja a tomar partido ativo em tais questões). Iremos também até coisas mais amenas como exposição de técnicas de como criar uma horta caseira, dicas de reciclagem e etc. Enfim, pretende-se criar aqui um ‘clipping’ ou colagem de artigos relevantes, oriundos de quaisquer fontes, quer seculares ou evangélicas. Pois tenho visto que é necessário despertar aquela grande parcela da igreja que ainda dorme ou engatinha em tais questões.

Amados, o interessante é que este é um blog aberto para colaboradores, um blog coletivo. Caso você seja cristão evangélico e participe ou sinta interesse em obras sociais, e creia que pode contribuir com este projeto, desde já lhe convido para ser colaborador ativo deste blog, com direito a efetuar postagens. Visite o blog, e caso sinta afinidade com este pequeno projeto, entre em contato.
E mesmo que você não queira ser colaborador direto do blog, lhe convido a colaborar enviando textos (seus ou de terceiros), dicas de links e sugestões. E também lhe convido a trocarmos links.

Irmãos, colaboradores são sumamente necessários. Meu tempo é escasso, pois mantenho ou colaboro num bom número de blogs. Mas não crio um blog por ‘capricho’. Como já expus em nossos debates da UBE, tento manter uma visão estratégica da blogosfera, que é a de fechar lacunas e ocupar espaços. ‘O que está faltando?’, é a pergunta que faço a mim mesmo e a Deus. Tem sido assim com os outros blogs que mantenho. Enriquecer a blogosfera evangélica, agregar valor informativo e expandir nossos horizontes. Com muita humildade, como o trabalho das formiguinhas. Para glorificar ao Senhor!

Visite, colabore, divulgue!