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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Natal Que Ainda Tem Que Acontecer

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Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17).

O duplo cumprimento do Natal
O primeiro cumprimento do Natal aconteceu há 2.000 anos, quando Jesus nasceu na estrebaria em Belém. O segundo e principal Natal acontecerá quando Ele voltar e estabelecer o Seu reino sobre toda a terra. Esses dois acontecimentos historicamente distintos foram vistos pelos profetas como um só acontecimento.

1. Miquéias
Esse profeta viu o desenrolar cronológico do primeiro e do segundo Natal: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5.1). Aqui Miquéias fala do primeiro Natal, que trouxe a salvação a todo o mundo, e que aconteceu em Belém. Mas Jesus já reina em Israel? Não, isso ainda está por acontecer. Antes acontece o que está escrito em Miquéias 5.3: "Portanto, os entregará até ao tempo em que a que está em dores tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel." Esse acontecimento se situa entre o primeiro Natal, que já aconteceu, e o segundo Natal, que ainda vai acontecer. Israel foi deixado de lado, espalhado pelo mundo inteiro. Até quando? Até que chegou o tempo da sua restauração, até seu novo nascimento como nação em 14 de maio de 1948. Desde então os judeus voltam do mundo todo para Israel. E esse é prólogo para o segundo e perfeito Natal: "Ele se manterá firme e apascentará o povo na força do Senhor na majestade do nome do Senhor, seu Deus; e eles habitarão seguros, porque agora será ele engrandecido até os confins da terra" (Mq 5.4). Aqui vemos Israel e o mundo todo debaixo do Seu domínio, e Ele habitará no meio de Seu povo. E já que Deus, o Senhor, conduz de volta para casa os judeus de todo o mundo, a volta de seu Messias, o Senhor Jesus Cristo, deve estar próxima.
Assim como o primeiro Natal em Belém significou a salvação para as nações, o segundo Natal trará a salvação para Israel.
Entre o primeiro e o segundo Natal se encontra o tempo da Igreja de Jesus.

2. Balaão
A profecia de Balaão também se refere a esse duplo cumprimento: "Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17). Com certeza é esclarecedor o fato de Balaão ter visto duas coisas que apontam em direção ao Senhor Jesus: a) a estrela de Jacó e b) o cetro de Israel.
a) A "estrela que procederá de Jacó" é, segundo meu entendimento, uma alusão à primeira vinda de Jesus em Belém, quando veio às nações para nos trazer a salvação. Foi por isso que gentios, os sábios do Oriente (um símbolo das nações), viram a estrela e vieram a Belém: "Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (Mt 2.1-2,10-11). Aqui o Salvador é descrito de maneira maravilhosa, Ele que veio para nós – os gentios – para nos salvar, como "estrela de Jacó", pois a salvação vem dos judeus (Jo 4.22b).
b) O "cetro que subirá de Israel", que "ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete", é uma alusão ao segundo Natal – a volta do Messias Jesus Cristo para Israel. Pois quando Ele voltar, destruirá todos os inimigos de Israel e regerá com cetro de ferro.

3. A revelação de Jesus Cristo
Reger as nações com cetro de ferro é mencionado em Apocalipse 12.5: "Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono."
a) "Nasceu-lhe... um filho varão..." é mais uma alusão à primeira vinda de Jesus, ao primeiro Natal, quando Israel (= a mulher com uma coroa com doze estrelas, Ap 12.1) nos trouxe Jesus.
b) Mas o texto continua: "...há de reger as nações com cetro de ferro." Isso aponta para a volta de Jesus a Israel, aludindo ao segundo Natal. "" profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!" (Rm 11.33).
 
O significado do segundo Natal, ainda por acontecer, de Israel

1. O Rei dos Reis volta e leva Israel à salvação plena, prometida anteriormente por Ele
Isso se expressa em uma bênção tripla que Balaão foi obrigado a proferir há milhares de anos sobre Israel:
a) "Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou? Pois do cume das penhas vejo Israel, e dos outeiros o contemplo: eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações" (Nm 23.8-9).
b) "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? ou, tendo falado, não o cumprirá? ...Não viu iniqüidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o Senhor seu Deus está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei" (Nm 23.19,21).
c) "Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel! Como vales que se estendem, como jardins à beira dos rios, como árvores de sândalo que o Senhor plantou, como cedros junto às águas. Águas manarão de seus baldes, e as suas sementeiras terão águas abundantes; o seu rei se levantará mais do que Agague, e o seu reino será exaltado. Deus tirou do Egito a Israel, cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e, com as suas setas, os atravessará. Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem" (Nm 24.5-9).

2. Debaixo do reinado do cetro de Jesus Cristo, o próprio Israel dominará sobre todos os povos
Foi o que o velho patriarca Jacó já previra e profetizara em sua bênção sobre Judá: "O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; a ele obedecerão os povos" (Gn 49.10). Siló (herói) é o Messias vindouro, Jesus Cristo. Seu reinado, partindo de Judá, será tão grande que abrangerá o mundo todo. Assim Israel, através dEle, do Herói, se tornará o maior dentre as nações. Balaão já aludiu a isso quando disse em sua primeira bênção: "...eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações" (Nm 23.9b). Não se pode comparar Israel com nenhuma outra nação da terra. Afinal, está escrito na Bíblia acerca da posição elevada que Israel ocupará um dia (e que não agrada nem um pouco aos anti-semitas cristãos): "Para, assim, te exaltar em louvor, renome e glória sobre todas as nações que fez, e para que sejas o povo santo ao Senhor, teu Deus, como tem dito" (Dt 26.19).

3. Juízo sobre todos os povos e pessoas que amaldiçoaram Israel
O próprio Senhor, que segura o cetro, exercerá juízo sobre todos os que amaldiçoam a Israel (comp. Mt 25.33ss = a separação das ovelhas dos bodes). Por isso Balaão disse em sua terceira bênção: "Deus tirou do Egito a Israel cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará. Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa: quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem" (Nm 24.8-9). Moabe e Balaão tiveram de experimentar na própria carne o quanto Deus leva a sério esse assunto, e isso seja dito a todos os anti-semitas! Balaque, o rei moabita, queria mandar amaldiçoar Israel através de Balaão, mas não conseguiu. Acerca desse Moabe está escrito posteriormente que: "Nenhum amonita nem moabita entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na assembléia do Senhor eternamente. Porquanto não foram ao vosso encontro com pão e água, no caminho, quando saíeis do Egito; e porque alugaram contra ti Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar. Porém o Senhor, teu Deus, não quis ouvir a Balaão; antes, trocou em bênção a maldição, porquanto o Senhor, teu Deus, te amava. Não lhes procurarás nem paz nem bem em todos os teus dias, para sempre" (Dt 23.3-6). Balaão, que depois desses fatos conseguiu seduzir Israel a praticar adultério e idolatria, de fato sentiu no próprio corpo a maldição de Deus: "Também os filhos de Israel mataram à espada Balaão, filho de Beor, o adivinho, com outros mais que mataram" (Js 13.22). Balaão, como instrumento do Senhor, antes disso proferira ele próprio uma profecia e palavras de juízo sobre diversos povos que eram inimigos de Israel: moabitas, edomitas, amalequitas e queneus (Nm 24.14-25). Esses povos simbolizam os últimos reinos mundiais gentios que avançam sobre Israel, mas que serão julgados pelo Senhor quando Ele vier, e isso é mencionado em Números 24.7b,8b,14,17b. Nesse contexto Agague (o rei de Amaleque) simboliza profeticamente o anticristo e os outros povos simbolizam todos os outros inimigos anti-semitas.

O perigo da sedução
Israel não podia ser amaldiçoado graças à sua posição diante de Deus, e tanto mais Balaão teve que abençoá-lo. Mas o que Balaão tinha condições de fazer, ele fez: ele seduziu Israel. Ele disse a Balaque, o rei de Moabe, mais ou menos o seguinte: "Não posso amaldiçoar a Israel, mas podemos seduzi-lo. Dou a você o seguinte conselho..." É sobre esse conselho perverso que lemos em Números 31.16: "Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o Senhor, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do Senhor." Em Números 25.1-3 e 6-9 podemos ler a descrição muito vívida das conseqüências terríveis que Israel teve de carregar por ter se deixado seduzir: "Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel. Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, ambos pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil."
A respeito, quero salientar dois pontos fundamentais:

1. Existe algo bem pior para filhos de Deus do que demonismo, coisas diabólicas e feitiçaria. Trata-se da sedução
Como cristãos, não podemos mais ser amaldiçoados; a maldição e o feitiço não terão mais sucesso conosco, pois através de nossa posição em Jesus Cristo diante de Deus estamos perfeitamente santificados. Mas podemos ser seduzidos e podemos nos deixar seduzir – e com isso temos prejuízo e sofremos danos.

a) Sedução à prostituição
Em Números 25.1 lemos: "Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas." Existem tantas coisas que podem seduzir uma pessoa! Citemos apenas algumas: a leitura do livro errado, o programa de televisão errado, ouvir um CD errado, caminhar em um caminho errado, permanecer em companhia errada.

b) Sedução à prostituição "espiritual"
Tomemos apenas um único exemplo: Deus mostrou a você um lugar específico e incumbiu você de executar ali uma tarefa específica. Mas você fica olhando para outras coisas que são escolha sua e não de Deus. Quando você começa a olhar além dos limites impostos por Deus, não consegue realizar a tarefa que Deus lhe deu ou pelo menos não consegue realizá-la de maneira satisfatória.
Quais são as coisas que atrapalham você e que o impedem de ler a Bíblia ou de orar mais? Que convites você aceita fazendo com que fique afastado da íntima comunhão com Jesus? Na verdade, a quem você serve? O que impede você de freqüentar regularmente os cultos e reuniões de oração? São argumentos realmente sérios e plausíveis, ou é apenas a indiferença de seu coração fazendo com que você seduza a si mesmo?

c) O que seduziu você?
Em Números 25.3 está escrito: "Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel." E você, ajunta-se com que ou com quem? Seu coração se inclina para quê? Para coisas que o prejudicam, seduzem e o afastam do Senhor? O Novo Testamento se refere a essa história e diz em 1 Coríntios 10.8: "E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil."

2. Como o pecado é terrível aos olhos de Deus e como devemos lidar com ele
A respeito, leiamos mais uma vez a passagem de Números 25.6-8: "Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel." Essa atitude brutal e dura, humanamente falando, nos mostra o quanto Deus é santo e como o pecado é terrível para Ele. Por causa da prostituição e idolatria, Ele teve de trazer uma terrível praga sobre o povo de Israel que havia sido salvo, e nesse juízo morreram 24.000 pessoas. Depois disso Israel se dirigiu à tenda da congregação, ao Tabernáculo, reencontrando-se com Deus e derramando o sangue da expiação. Os israelitas se arrependeram e choraram diante do Senhor: "...enquanto eles choravam diante da tenda da congregação" (Nm 25.6b). Mas isso não bastava. A essa demonstração de arrependimento se somou a ação de Finéias, que foi radical com o pecado, pois traspassou o pecado com uma lança. Só a partir desse momento é que "...a praga cessou de sobre os filhos de Israel" (Nm 25.8b). Separar-se do pecado pode ser muito doloroso. Um menino do Congo disse certa vez a um missionário: "A Bíblia abre buracos no meu coração".
Sempre que pecamos, podemos nos reencontrar com Deus através do sangue da reconciliação de Jesus Cristo, derramado na cruz do Calvário – existe perdão para nós! Mas para isso também é necessária uma ruptura radical com o pecado. Peça perdão ao Senhor – Deus tem prazer em nos perdoar. Mas também afaste de sua vida tudo aquilo que pode seduzi-lo ao pecado! Se você não fizer isso, será enredado sempre pelo mesmo pecado.
Acerca dos que se tornaram crentes em Éfeso a Bíblia diz que: "Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários" (At 19.18-19). Muitos filhos de Deus continuam a levar uma vida oprimida porque se arrependem e pedem perdão dos pecados, mas não largam de verdade o pecado. Mas você, vá e queime as suas revistas e livros, quebre suas fitas e CDs que o seduziram ao pecado! Evite qualquer caminho que possa levá-lo ao pecado! 

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, dezembro de 1997.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Nascimento de Jesus - Como Deus faz História

Como Deus Faz História

Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.

Belém.

1. Jesus deveria nascer em Belém

Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).
Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”
Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito.

2. Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).
Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.

O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).

3. Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).
Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

Vista de Nazaré.

Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso!

(Norbert Lieth - http://www.beth-shalom.com.br)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Os Estados Unidos aparecem nas Profecias Bíblicas?

A Agonia dos Grandes Estados Unidos
A América não é mencionada nenhuma vez na Bíblia, sugerindo que será de alguma forma mutilada ou retirada do cenário (Glenn Beck, abril de 2009).
Uma questão importante na profecia bíblica é: onde estão os Estados Unidos no final dos tempos? Já me fizeram essa pergunta tantas vezes que decidi escrever um livro para abordar todas as questões relacionadas com os EUA na profecia bíblica. O livro se chama The Late Great United States: What Bible Prophecy Reveals about America’s Last Days (A Agonia dos Grandes Estados Unidos: o Que a Profecia Bíblica Revela Sobre os Últimos Dias da América). A tese do livro é que a América não é mencionada na Bíblia, seja direta ou indiretamente, e que esse silêncio é significativo. As Escrituras revelam que a principal superpotência no final dos tempos, pelo menos na época do meio da Tribulação, será um Império Romano reunificado (Apocalipse 13.4). Essa dominação européia apenas pode ser explicada à luz do declínio da América.
John Walvoord não vê um papel importante para os EUA no final dos tempos. “Embora as conclusões relativas ao papel da América na profecia do final dos tempos sejam inevitavelmente baseadas em suposições, as evidências bíblicas são suficientes para se concluir que naqueles dias os EUA não serão uma superpotência e aparentemente não figurarão com proeminência nos aspectos político, econômico ou religiosos do mundo”.[1] Charles Ryrie concorda:
A Bíblia deixa bem claro o destino de muitas nações. A Babilônia, a Pérsia, a Grécia, Roma, o Egito, a Rússia, Israel... Mas não acontece o mesmo com os Estados Unidos. (...) O silêncio da Bíblia no que se relaciona ao futuro dos Estados Unidos pode muito bem significar que eles não terão nenhum papel de relevo no drama do final dos tempos. Não é necessário que o nome de uma nação seja mencionado para que ela seja identificada na profecia bíblica. Quando Ezequiel descreveu a futura invasão russa, ele usou a frase “das bandas do norte” (Ez 38.15). Certamente algum profeta teria predito algo sobre aqueles países ou povos nas partes longínquas do Ocidente se Deus tivesse pretendido um papel importante para eles no Hemisfério Ocidental no final dos tempos. O fato é que nenhum profeta o fez...
Em vez disso, somos levados a concluir que os Estados Unidos serão neutralizados, subordinados ou eliminados, tendo assim uma atuação pequena ou nenhuma atuação nos assuntos políticos e militares do final dos tempos.[2]
Para falar a verdade, eu não quero ver a decadência dos Estados Unidos. Amo este país; contudo, parece-me improvável que os Estados Unidos terão um papel-chave no final dos tempos. Mas, o que poderia reduzir a América a um papel subalterno? Que tipo de acontecimento poderia fazer com que a América caísse de joelhos? Embora não possamos falar com certeza sobre isso, uma vez que a Bíblia não oferece esclarecimentos a respeito, podemos fazer algumas suposições baseadas em um certo conhecimento. Vários cenários plausíveis se encaixam na atual situação mundial. Eles poderiam ocorrer individualmente ou em uma combinação fatal. No último ano temos testemunhado grandes transformações em três frentes que ameaçam a continuação do papel da América como a superpotência mundial. Essas três frentes são a condição moral interna dos EUA, a ameaça externa por meio do terrorismo nuclear, e o perigo econômico de um papel cada vez mais reduzido para a América e para o dólar. Vejamos de modo resumido alguns dados atualizados sobre essas áreas. Sinto dizer que a notícia não é boa.

Combustão Interna

Robert Bork, em seu livro Slouching Towards Gomorrah (Despencando em Direção a Gomorra) diz: “A cultura americana é complexa e se recupera com facilidade. Mas também não se deve negar que há muitos aspectos de quase todos os ramos de nossa cultura que estão piores do que jamais estiveram e que a podridão está se alastrando”. É triste, mas é verdade. O desastre nacional de quase 50% de nascimentos de filhos ilegítimos, uma indústria de pornografia de 12 bilhões de dólares ao ano, e 50 milhões de abortos desde 1973 são flagelos terríveis no cenário nacional americano.
Além disso, o movimento homossexual continua a impulsionar suas ações, confirmando tragicamente a descida cada vez mais intensa para dentro da espiral mortal do julgamento descrito em Romanos 1.24-31. O casamento homossexual foi legalizado em Massachusetts e em Connecticut já há algum tempo, e outros estados o estão legalizando agora. A Suprema Corte de Iowa anulou a proibição legal do casamento gay em abril de 2009. Casamentos de pessoas do mesmo sexo foram legalizados em Iowa em 27 de abril de 2009. Vermont, que permite uniões civis de gays e lésbicas há dez anos, tornou-se o primeiro estado a aprovar uma lei sancionando casamentos de pessoas do mesmo sexo. A assembléia legislativa do estado reuniu votos suficientes para suplantar o veto do governador. Casamentos entre pessoas do mesmo sexo serão legalizados naquele estado a partir de 1º de setembro de 2009. Maine também aprovou casamentos de pessoas do mesmo sexo. Outros estados estão considerando uma legislação semelhante à medida que os dominós continuam a cair. A revolução sexual de Romanos 1.24-25 foi seguida com uma rapidez chocante pela revolução homossexual de Romanos 1.26-27.
A ridicularização e o escarnecimento da miss Califórnia no concurso Miss Estados Unidos e a legislação federal para crimes de ódio são outros dois exemplos da corrida acelerada para silenciar qualquer fala ou ação oposta à homossexualidade e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A América está sofrendo de uma hemorragia interna. Bárbaros e vândalos da podridão moral estão avançando sobre nós.

A Frente Nuclear


A horrenda ameaça de um onze de setembro nuclear está aumentando.




O Paquistão está em perigo crescente de tornar-se o Talibanistão. A região Noroeste do país já poderia ser descrita como um “pequeno” Talibanistão. Há um medo real e crescente de que o governo instável do Paquistão possa estar correndo o risco de se render ao Taliban. O dailymail.co.uk informou que “o Paquistão chegou à beira de um colapso, quando os guerrilheiros do Taliban ameaçaram devastar aquele volátil país”. O LA Times (8 de maio de 2009) publicou um artigo intitulado “O Paquistão no Precipício?” O general David Petraeus, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, admoesta que o Taliban representa uma ameaça “contra a própria existência do estado paquistanês”. A prioridade número um dos Estados Unidos é salvaguardar o arsenal nuclear de Islamabad. O arsenal nuclear do Paquistão totaliza pelo menos 55 ogivas nucleares. Permitir que essas armas caiam nas mãos do Taliban não é uma opção. Além da ameaça do Paquistão, a Coreia do Norte continua a insultar o mundo com seu programa nuclear, e o Irã está próximo de cruzar a linha de chegada nuclear. A horrenda ameaça de um onze de setembro nuclear está aumentando.

É a Economia, Estúpido!

Thomas Macauley, um parlamentar britânico, escreveu em 1857 estas palavras sensatas sobre os Estados Unidos: “Sua República será tão terrivelmente despojada e devastada pelos bárbaros do Século XX quanto foi o Império Romano no Século V, com a seguinte diferença – os bárbaros e os vândalos que assolaram o Império Romano vieram de fora, e os seus bárbaros e vândalos estarão engendrados em seu próprio país”. Tragicamente, estamos testemunhando isso hoje, tanto na frente moral quanto na econômica.
O tsunami econômico está sendo alavancado pelos poderosos líderes mundiais como uma oportunidade incrível de mover drasticamente o mundo em direção a uma economia global e a uma moeda mundial. A recente reunião do G20 em Londres, denominada “A Cúpula de Londres 2009”, confirmou essa virada brusca para a esquerda, para longe da proeminência americana e em direção à globalização. Em 6 de abril de 2009, a revista Time publicou o artigo “Será que o Todo-Poderoso Dólar Está Arruinado?”, uma crônica sobre o consenso cada vez maior de que o sistema de reserva do dólar está com os dias contados. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown disse que os dias da primazia dos Estados Unidos acabaram e que “problemas globais requerem soluções globais”. A reunião do G20 é a onda do futuro. Ela tem sido chamada de “o arquétipo das futuras negociações globais”. “É a passagem de uma era”, disse Robert Hormats, vice-presidente da Goldman Sachs International, que ajudou a preparar as reuniões de cúpula dos presidentes Gerald R. Ford, Jimmy Carter e Ronald Reagan. “Os Estados Unidos estão se tornando menos dominantes enquanto que outras nações estão se tornando mais influentes”.[3]

O fato de que as reservas da América estão diminuindo não é uma grande surpresa. O débito nacional da América está agora nos inacreditáveis $11 trilhões de dólares... e aumentando.



O fato de que as reservas da América estão diminuindo não é uma grande surpresa. O débito nacional da América está agora nos inacreditáveis $11 trilhões de dólares... e aumentando. Os números no infame relógio de débito da América, próximo à Times Square em Nova Iorque, têm dado tantas voltas quanto os ponteiros do medidor de energia elétrica de Clark Griswold [personagem fictício da comédia Férias em Las Vegas, estrelado por Chevy Chase]. As principais instituições financeiras foram nacionalizadas. Muitos observaram que a América está a caminho do socialismo. A matéria de capa que chamou a atenção na revista Newsweek de 16 de fevereiro de 2009 foi: “Agora Somos Todos Socialistas”. Aquela mesma edição da Newsweek publicou um artigo intitulado “O Governo Onipresente Está de Volta – Com Toda a Força”, que destaca o fato de que mais e mais americanos estão esperando que o governo lhes dê suporte financeiro. Direitos que vão do berço à sepultura levaram ao que está sendo apelidado de “um estado-babá”. As palavras de Thomas Jefferson são um severo lembrete e uma admoestação: “Um governo que é grande o suficiente para dar a você tudo o que você quer, é forte o suficiente para tomar de você tudo o que você tem”. De acordo com a Bíblia, esse é exatamente o lugar para onde tudo finalmente rumará sob o poder do Anticristo.
A recessão nos Estados Unidos está tendo um efeito devastador sobre as conquistas sociais. Em 2008, o débito dos Estados Unidos era de 41% da economia; em 2010 será de 62% da economia – um aumento de 50% em apenas dois anos. Esse tipo de endividamento é insustentável. O Sistema de Saúde já está pagando mais que recebendo. Isso começou a acontecer pela primeira vez no ano passado. O fundo de reserva instituído para atender ao Sistema de Saúde ficará insolvente em 2017. A Seguridade Social estará pagando mais do que recebendo em 2016 e estará falida em 2037. A revista Time (24 de março de 2008) pode estar certa: “O século XXI subverterá muitos dos nossos pressupostos básicos sobre a vida econômica. O século XX viu o final da dominação européia sobre a política e a economia globais. O século XXI verá o fim da dominação americana”.

O Fim da América

Acrescente o Arrebatamento a todos estes problemas e a América se tornará uma nação de segunda categoria em um piscar de olhos. O Arrebatamento mudará tudo! Embora haja crentes em todas as nações, os EUA possuem uma porcentagem maior de crentes do que qualquer outra nação na terra. Pense no Dow Jones no dia seguinte ao Arrebatamento. Na falência dos bancos. A retirada imediata do sal e da luz dos Estados Unidos pode ser o julgamento final de Deus sobre a América.

O Que Podemos Fazer?

Ninguém sobre a terra sabe quando o Arrebatamento irá acontecer e quando a América cairá. Nesse ínterim, os americanos não devem esquecer de seguir a política doméstica de Deus para a sua nação, através da oração sincera por ela e pelos seus líderes (1 Timóteo 2.2) e de uma vida de retidão (Provérbios 14.34); lembrando-se também de cumprir com a política de Deus para os estrangeiros, através do compartilhamento das boas novas com as nações (Romanos 10.15) e abençoando o povo judeu (Gn 12.1-3). Devemos nos lembrar que o destino de uma nação não depende em último caso da política, dos poderes militares, mas da justiça, da bondade e da misericórdia. (Pre-Trib Perspectives - Mark Hitchcock - http://www.chamada.com.br)
O Dr. Mark Hitchcock é pastor da Faith Bible Church (Igreja Bíblica da Fé) em Edmond, OK (EUA). Ele é autor de diversos livros sobre as profecias bíblicas e membro do Grupo de Estudos Pre-Tribulacionistas.
Notas:
  1. John F. Walvoord, The Nations in Prophecy (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1967), 175.
  2. Charles C. Ryrie, The Best is Yet to Come (Chicago: Moody, 1981), 109-110.
  3. Rich Miller and Simon Kennedy, “G-20 Shapes New World Order With Lesser Role for U.S”., Markets Bloomberg (April 3, 2009).
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 2009.