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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Certificados de Batismo, Casamento, Apresentação de Criança e outros recursos para download gratuito


Prezados irmãos, preparamos um belo presente para vocês. Reunimos num único arquivo uma coleção de Certificados, Cartazes e muitas outras utilidades para Igrejas evangélicas. A coleção conta com nada menos que 43 itens. São materiais simples, em preto-e-branco ou coloridos, destinados a servir àqueles servos de Deus que possuem seja poucos recursos, seja pouco tempo, ou que não sabem fazer e nem possuem quem faça tais materiais.
Os arquivos estão em formato pdf. Foram criados pelo ministério Veredas Missionárias (www.veredasmissionarias.blogspot.com), e são GRATUITOS, NÃO PODENDO SER COMERCIALIZADOS.
Assim, convidamos desde já você a compartilhar gratuitamente este arquivo com pastores, missionários, obreiros e mesmo com todos os cristãos de seu conhecimento, para que muitos sejam abençoados.

Vamos à lista de recursos:

CERTIFICADOS:

Certificado de Matrimônio (Casamento) - 3 modelos
Certificado de Apresentação de Criança
Certificado de Participação em Encontro de Casais
Certificado de Batismo - 3 modelos

CARTAZES UTILITÁRIOS PARA AFIXAR EM PORTAS:

Gabinete Pastoral
Secretaria
Secretaria de Missões
Tesouraria
Berçário
Sala das Crianças - 2 modelos
Biblioteca
Banheiro Masculino
Banheiro Feminino
Cozinha
Cantina
Aconselhamento Pastoral – Não entre

OUTRAS UTILIDADES

Escala de Culto / Escala de Obreiros
Formulário Arrecadação Dízimos e Ofertas – 2 modelos
Aniversariantes
Lista de Visitantes
Lista para Oração (deixe seu nome)
Lista para Intercessão por afastados dos caminhos do Senhor (desviados)
Cartaz com frases para pessoas afastadas dos caminhos do Senhor
Ficha para Cadastro de Visitantes
Ficha para Cadastro de Membros
Cartaz Eventos Anuais da Igreja
Cartaz Prioridades Missionárias (intercessão etc. – 2 modelos)
Cartaz Itinerário da Missão (cronograma de ações)
Cartaz Plano de Aula EBD
Cartaz Almoço Missionário
Cartaz Mobilização Missionária IDE
Cartaz Festividade Aniversário da Igreja
Cartaz Convite para Filme Tela Crente
Cartaz Culto de Missões
Cartaz Culto de Santa Ceia
Com Defeito

PARA BAIXAR O ARQUIVO PELO SITE GOOGLE DRIVE,CLIQUE AQUI.

terça-feira, 25 de abril de 2017

MULTIMÍDIA NA IGREJA - Entrevista com Ricardo Silva Lourenço

Para fornecer suporte de sonorização, computação e apresentação de imagens e vídeos nos cultos e eventos da igreja  e aperfeiçoar o processo de comunicação nas Igrejas surgiu a Área de Apoio Multimídia.

São várias as atribuições da Área (Ministério/Departamento) de Multimídia como: Fornecer suporte de som e multimídia para os cultos, reuniões e outros eventos da igreja; por meio da projeção de slides com as letras dos louvores, textos bíblicos, programações e eventos da igreja, avisos referente à outras áreas.  Produção, edição e transmissão de vídeos diversos. Capacitar os integrantes da área nas competências necessárias para o excelente uso e manutenção dos equipamentos de som, computação e multimídia; Motivar e agregar voluntários para o aprimoramento no uso de tecnologias de som e multimídia;  Zelando dos equipamentos de som, computação e multimídia da igreja e supervisionando seu uso adequado, prestando sempre relatório de suas atividades.  
Mas será que qualquer igreja deve fazer uso da Multimídia?
Num bate-papo com o Instituto Jetro, Ricardo Silva Lourenço, Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Arthur Thomas - FAAT e que atua desde 2010 na Igreja Presbiteriana Independente de Londrina como Operador de Áudio e Vídeo Sonoplastia, iluminação, filmagem, edição de áudio e vídeo responde alguns questionamentos sobre o tema. 


Instituto Jetro - A visão de que equipamentos de multimídia são caros e devem ser atualizados frequentemente tem dificultado a inclusão da área de apoio de multimídia nas igrejas? Esta é uma visão correta?  
Ricardo - Realmente os equipamentos de ponta são caros, mas eu acredito que toda igreja tem condição de criar uma Área de Apoio de Áudio e Vídeo. Só precisam de uma orientação correta da forma de como investir e se a igreja tiver uma boa condição financeira ou pessoas na igreja dispostas a investir nessa área, vale muito a pena já comprar um equipamento bom. Lembrando que nem sempre o equipamento mais caro é o ideal para sua realidade, por isso a importância de uma boa orientação, saber bem qual o propósito dessa área de apoio. Já vi Igrejas que começaram com um pequeno equipamento de som e gravação das mensagens em Cds  e que com a venda dos mesmos comprou mais equipamentos e passou a produzir DVDs, por exemplo.

Instituto Jetro - Você acredita que igrejas de qualquer tamanho podem explorar a multimídia como uma ferramenta de comunicação? 
Ricardo - Acredito sim, hoje na nossa igreja caminhamos bem próximos com a Área de Apoio de Comunicação, todos recados, avisos e programações da igreja são gravados em vídeos, editados e repassados nos cultos e nas nossas redes sociais, com isso essa mensagem tem uma maior abrangência ou alcance. Um bom equipamento ajuda, mas os jovens da nossa igreja, já fizeram vídeos muito bons, utilizando gravação pelo celular mesmo.


Instituto Jetro - Tem crescido o número de pessoas com experiência em computador, edição de vídeo e de áudio, mas ainda é difícil a captação de voluntários para área?

Ricardo - Acho que a maior dificuldade é a visão que as pessoas tem de ser uma função bem técnica, mas é uma área de apoio bem abrangente, com diversas funções, creio que cada um de nós temos que ter no nosso coração a visão ministerial, hoje eu sou funcionário contratado na minha igreja, mas acima disso tenho isso como meu ministério, e me sinto privilegiado por isso. A parte espiritual é bem importante, considero cada voluntário ou membro da área de apoio como um ministro na sua função, mesmo que seja mixando um PA, trocando a letra de uma música, mexendo em uma câmera, ou ajudando a enrolar cabos no final dos cultos.


Instituto Jetro - Poderia compartilhar algumas ideias que possam ajudar na formação de uma área de apoio multimídia nas igrejas? 
Ricardo - Acredito que devemos sempre buscar pessoas que já fazem parte da igreja, já frequentam as programações, já tem o coração na igreja. Aí depois vem a parte de capacitação, se não tiver alguém na igreja para ensinar, temos diversos cursos para capacitação (de maneira presencial ou pela Internet) que podem dar essa orientação inicial  e depois vem a prática da caminhada. 

Instituto Jetro -  Por que as Igrejas deveriam investir numa área de apoio Multimídia? 
Ricardo - Nos dias de hoje temos que buscar explorar cada vez mais recursos audiovisuais, o mundo tem feito isso, e temos que ser criativos, essa nova geração busca isso. Nossa igreja é bem grande e temos diversos cultos, desde um culto de domingo 8h no templo mais tradicional até um culto de jovens num sábado à noite, nesse culto de jovens utilizamos mais recursos audiovisuais. Em todos os cultos vemos o mover de Deus, mas as pessoas buscam já ir no culto de acordo como o perfil de cada um, é importante falarmos, que um bom som com iluminação não necessariamente é um "show", muitos tiveram essa visão quando colocamos iluminação nos cultos, mas temos o coração bem tranquilo em relação a isso, estamos buscando fazer o melhor com o que temos para Deus.

Instituto Jetro - Comentários finais sobre o assunto? 
Ricardo - Nós da área de apoio de Áudio e Vídeo somos um ministério de bastidores, normalmente somos os primeiros a chegar e os últimos a sair, quanto menos aparecemos melhor, significa que nosso trabalho está sendo bem feito. Nossa melhor recompensa? Vidas, vidas transformadas, tocadas, quando o grupo de louvor chega para ensaiar e encontra tudo pronto e organizado, ele já vai ter mais paz e segurança para a ministração, o pastor quando recebe o momento da palavra a igreja já envolvida na adoração, já com o coração aberto para receber a palavra, quando ele fala e percebe que está sendo escutado, sem ruídos, e a palavra entra no coração das pessoas, algumas já foram tocadas na adoração mesmo, com uma letra de um cântico projetada que tocou seu coração, o fruto disso são pessoas tocadas, mudanças de vidas, pessoas consoladas, quando nós como área de apoio executamos nossas funções, passamos segurança para nossos pastores e membros do louvor ministrarem a igreja. O principal é sempre termos bem claro em nossos corações, tudo que fazemos é para que o nome de Deus seja glorificado, e que estamos aqui para servir a Ele.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Calendário Evangélico 2017 Baixe e imprima


O ano de 2016 se aproxima de seu término, e como fizemos no ano passado, preparamos para nossos leitores uma série de calendários com foco missionário, para você baixar e imprimir.
Se no ano de 2016 o foco foram países variados onde é pequena a presença do evangelho (Arábia Saudita, Indonésia etc.), o tema para o ano de 2017 são os seis países lusófonos (que têm o português como língua oficial) da África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Cada uma das seis páginas (formato A4) traz, além de uma bela imagem do país e os calendários de dois meses do ano, informações gerais sobre o país em questão (população, povos, povos não-alcançados, principais cidades, línguas oficiais, estatísticas religiosas e bandeira). E ainda uma frase de incentivo à tarefa de evangelização da igreja.
Preparamos ainda o calendário tendo por tema as crianças. Neste caso, também como no ano passado, são duas páginas, com uma imagem (neste caso, de crianças africanas) e seis meses de calendários em cada uma, além de uma frase sobre a importância da evangelização/discipulado de nossos pequeninos.
Note ainda o selo em comemoração aos 500 Anos de Reforma Protestante (1517 - 2017), que elaboramos especialmente para a data, e que será inserido em todas as nossas publicações e projetos durante 2017. Sobre os significados do selo, confira AQUI.

Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Missionário Países 2017 pelo SlideShare, CLIQUE AQUI.



Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Calendário Crianças 2017 pelo SlideShare, CLIQUE AQUI.



Além dos arquivos em PDF, ideais para você imprimir, também disponibilizamos as imagens do calendário, em boa resolução, para você copiar e usar onde quiser. Confira abaixo:


PAÍSES 2017
(Clique nas imagens para ampliar, em seguida copie/salve em seu computador)









CRIANÇAS 2017


Caso não consiga fazer o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para:  sreachers@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2016

Como integrar uma criança na igreja


Como integrar uma criança na igreja

1. Faça da Igreja um lugar especial: vá constantemente e com alegria, não apenas pressionado ou em ocasiões festivas.
2. Seja leal aos compromissos com a Igreja em relação ao tornar-se membro dela: aluno da Escola Dominical, participante dos cultos e demais atividades, contribuinte com sua oferta.
3. Não mande seu filho à Igreja: dê o exemplo e vá com ele.
4. Em casa, não relaxe o culto doméstico: habitue-se a orar antes das refeições; leia com ele a Bíblia; reserve tempo para cultivar nele os valores espirituais.
5. Leve-o às atividades semanais da Igreja.
6. Não critique a Igreja, para que ele venha a acreditar nela.
7. Dê testemunho da sua fé, para que ele perceba a diferença entre o lar cristão e a família mundana.
8. Decididamente, eduque-o no caminho em que deve andar, antes que os donos de outras filosofias o façam.
9. Transmita-lhes sua fé desde cedo - a Bíblia lhe entrega esta responsabilidade.
10. Prepare-se, então, para uma vida de alegrias, colhendo o que você plantou.


Extraído de Antologia do Lar Cristão (UFMBB).

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Hinos e Louvores de Missões em coletânea - Hinário Hinos Missionários


Você com certeza deve conhecer alguns daqueles hinos de temática missionária, que incentivam a igreja à evangelização e estão presentes nos hinários tradicionais de nossas igrejas, tais como o Cantor Cristão, a Harpa Cristã, Salmos e Hinos, Hinário Aleluia e outros. Imagine-os reunidos em um só lugar, um só hinário? Pois é o que encontramos no hinário HINOS MISSIONÁRIOS.
O livro, gratuito, reúne em suas páginas uma seleção de hinos e louvores que vão servir de precioso auxílio para o esforço de avivamento missionário/evangelístico de sua igreja.
O Hinário conta ainda com recursos para facilitar sua consulta e utilização, como índice dos primeiros versos dos hinos e índice de autores e tradutores, além de nota introdutória sobre cada hinário antologiado.

Para baixar o Hinário pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site SlideShare, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para baixar o Hinário pelo site Issuu, CLIQUE AQUI.

Caso queira receber o arquivo diretamente por e-mail, escreva para: sreachers@gmail.com

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O Jovem e o Hinário

Pr. Renato Brito
Culto de domingo à noite. Começa o tempo de adoração. Os cânticos são entoados com fervor e emoção. Uma leitura das Escrituras é feita. É dada a palavra ao pastor para que ele dê os avisos. Mais uma oração é feita pelo dirigente. Ouviu-se uma bela música especial. Depois disso o dirigente anuncia: “agora vamos abrir os nossos cantores cristãos para o hino 396”. Então é perceptível o desinteresse daqueles irmãos que sentam, geralmente, na última bancada da Igreja. Alguns até deixam transparecer seu desgosto com a escolha mais tradicional com uma interjeição dita apenas para si: “Eita! Lá vem o bendito!”.
É possível que isto não aconteça na sua Igreja, mas o que corriqueiramente acontece com o relacionamento entre o Jovem e o hinário é um distanciamento e uma inimizade. Jovens, de um modo geral, não gostam dos hinos e muito menos gostam dos hinários. Costumamos não gostar mesmo das coisas e pessoas que não conhecemos muito bem. As Igrejas evangélicas têm se distanciado dos hinários cada vez mais. O uso de novas tecnologias tem contribuído para este distanciamento. O que mais, porém, tem feito com que os hinários fiquem cada vez mais relegados às estantes das casas dos crentes é o uso de um repertório que se origina não de uma fonte escrita, como o hinário é, mais de uma fonte em áudio e vídeo, providenciada pela música gospel brasileira.
Nesta mensagem, gostaríamos de promover um relacionamento mais amigável entre o jovem e seu hinário. E para promover este bom relacionamento, vamos seguir o seguinte roteiro: vamos dar uma definição ao que nós chamamos hinário; depois disso, vamos observar alguns dados bíblicos que nos mostram que a organização da música congregacional por hinário era algo praticado nos tempos bíblicos; por fim, vamos destacar os grandes valores que um hinário possui.
Espero que depois deste estudo, você, como jovem cristão, possa ter uma visão mais equilibrada e aberta a respeito dos hinários evangélicos, como uma fonte mais salutar do que a música gospel popularizada pela mídia.
Precisamos ter uma boa definição do que é um hinário.
1) O hinário é uma compilação organizada de músicas sacras congregacionais reunidas em uma só publicação, organizada em temas, alistadas numericamente para facilitar o manuseio, podendo conter a música escrita ou não.
a) Música sacra é a música escrita para ser usada dentro dos cultos cristãos.
b) Música congregacional é uma música que pode ser cantada por pessoas que não tem uma formação musical profissional.
c) Na História da música sacra congregacional evangélica nós poderíamos alistar diversos estilos: o coral alemão, os hinos do período áureo, os hinos do movimento de Oxford, as canções evangelísticas, os cânticos da EBD, os cânticos de louvor e adoração, etc. Toda esta variedade de estilos é encontrada dentro dos hinários modernos.
d) Como um hinário é uma publicação de músicas selecionadas, há sempre um editor por trás de um hinário.
i) Este editor pode ser uma pessoa ou um grupo de pessoas que aceitou o projeto, custeando-o inclusive financeiramente.
ii) O primeiro hinário de músicas evangélicas a ser publicado no Brasil, conhecido pelo nome Salmos Hinos, foi custeado e editado pelo casal Robert e Sarah Kalley, missionários da Igreja Congregacional e maiores responsáveis pela instituição dos hinários nas Igrejas brasileiras. O Salmos e Hinos foi publicado 1861. Todos os hinários que nasceram depois do Salmos e Hinos usaram muitos dos hinos traduzidos e produzidos pelo casal Kalley.
iii) O Cantor Cristão foi o pastor Salomão Ginsburg e, posteriormente, o chefe do departamento de música da JUERP, Bill Ichter. O Cantor Cristão foi publicado em 1891 e foi o segundo hinário a ser publicado no Brasil.
iv) O Hinário para o Culto Cristão, que foi publicado no ano de 1990, surgiu de um esforço em conjunto de comissões especializadas formadas sob a tutela da CBB. Contém muitos hinos dos hinários anteriores, mas possui muito material original, o que seria de se esperar de um hinário publicado recentemente.
2) Acredito que o grande idealizador do hinário foi Martinho Lutero.
a) Numa época em que, nas Igrejas cristãs, o cântico era vedado àqueles que não tinham sido consagrados ao ministério, Lutero entendeu que todos os crentes eram sacerdotes e que deveriam cantar durante os cultos como uma forma de edificação.
b) Para isso, era necessário obter músicas acessíveis para que todas as pessoas pudessem cantar e não somente os que tinham treinado para isso. Lutero mesmo compôs músicas e promoveu poetas e compositores que pudessem escrever músicas que teriam os elementos de uma música mais facilmente cantável e que fosse cantada na língua do povo e não no latim que era a língua oficial da liturgia cristã.
c) A filosofia de Lutero era que todo o crente deveria poder possuir sua própria cópia da Bíblia e um hinário que pudesse grifar as verdades cristãs através música.
d) Não somente Lutero, mas outros reformadores como João Calvino, fizeram muito para publicação de hinários que não somente seria m usados nos cultos da Igreja como também seriam usados em casa, na família.
e) Podemos afirmar que os hinários fazem parte essencial da História das Igrejas Evangélicas começando da Reforma protestante iniciada em 1517 na Alemanha. Podemos dizer que é muito difícil, a luz de toda esta História, imaginar que a Igreja que herdou toda aquela cultura venha deixar de lado o uso dos hinários por causa de fatores circunstanciais e menores.
3) Passemos agora a outra parte do nosso roteiro. Vejamos o que a Bíblia fala sobre a prática de compilar músicas congregacionais para o uso nos cultos de louvor a Deus nos templos ou nas Igrejas.
II. Devemos saber que a Bíblia dá evidências de que a prática editar hinários é correta.
1) O povo de Israel começou a escrever e guardar cânticos desde muito cedo na sua História como nação escolhida por Deu(Êxodo 15.1,20-21; Deuteronômio 31.14-21).
2) O livro dos Salmos é o grande exemplo de compilação de cânticos a serem entoados nos cultos (Salmos 72.20).
a) Numa época posterior o livro dos Salmos foi dividido em cinco grandes livros 1-41; 42-72; 73-89; 90-106; 107-150.
b) Apesar dessa divisão, é provável que o livro dos Salmos são a reunião de muitos hinários ou a edição final de vários grupos de composição. Pelos títulos dos Salmos, que são inspirados também, notam-se indicação de autoria ou de origem. Há os salmos de peregrinação (120-134), salmos de Asafe (50, 73-83) e os salmos dos filhos de Coré (42-49, 84,85, 87,88). Salmos 111-118 começam com a palavra “aleluia”, 138-145 começam com o título “de Davi”.
c) Essa divisão e organização nos mostra que o livro dos Salmos é um hinário organizado a partir de várias coleções de músicas a serem entoadas nos cultos do povo de Israel.
3) A Igreja cristã não deixou de compilar suas músicas para usá-las para adoração.
a) Temos o registro dos cânticos entoados por aqueles que presenciaram a maravilha da encarnação (Lc 1-2).
b) Temos evidência de que a Igreja usou também os salmos para adorar em seus cultos e introduziu outros estilos musicais na adoração (1 Coríntios 14.26; Efésios 5.19; Colossenses 3.16).
c) O livro dos Salmos foi utilizado bastante como fonte de teologia para a Igreja Cristã. Ele foi citado várias vezes como prova contundente da Vinda do Messias em Jesus de Nazaré.
4) Notamos portanto que a compilação de músicas para serem usadas no louvor sempre foi uma prática do povo de Deus e que esta é a essência de todo hinário. Vejamos agora a importância que os hinários têm.
III. É importante conhecer os grandes valores que os hinários têm para a edificação da fé cristã.
A. O hinário possui um grande valor musical
1) Um hinário possui uma grande variedade de estilos musicais reconhecidos nas diferentes tendências musicais da História da arte e grande variedade de cultura musical.
a) Nos hinários há música da Idade Média, do Barroco, do Classicismo, do Romantismo e da Música Moderna.
b) Nos hinários são encontradas músicas inglesas, americanas, alemãs, francesas, irlandesas, africanas, indianas, chinesas, japonesas, brasileiras, etc.
2) Há nos hinários músicas escritas pelos grandes mestres da música erudita e de músicos que possuíam grande formação, mas que se dedicaram inteiramente a música congregacional.
a) Há nomes como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, etc.
b) Há grandes cristãos músicos como Louis Bourgeois, Clement Marot, Lowell Mason, Robert Lowry, Paul Philip Bliss, James McGranahan, Roselena Landenberger, etc.
3) Há nos hinários o emprego das mais variadas técnicas de composição de melodias, de harmonização, de arranjos para solos, duetos, coral e piano, em variados níveis de dificuldade e bom gosto.
B. O hinário possui um grande valor literário
1) Um hinário possui uma vastidão de poesia escrita nos padrões mais rigorosos da versificação e da métrica.
2) Cada poesia do hinário possui um ritmo e o rico emprego de diversas figuras de linguagem.
3) Muitos dos autores de hinos foram considerados grandes poetas da sua época, sendo reconhecidos dentro e fora da Igreja cristã por sua habilidade com a palavra. Dois bons exemplos disso são Isaac Watts e Fanny Crosby.
C. O hinário possui um grande valor histórico
1) Os hinários possuem um registro histórico considerável. Eles registram a produção literária e musical de épocas variadas, proporcionando a Igreja Cristã uma visão muito aguçada da sua História e dos seus heróis.
2) Cada hino possui o registro do seu poeta, compositor e tradutor (se houver), deixando claro o tempo em que cada um viveu, fazendo-nos situar cada hino no tempo e na História.
3) Além disso, o exemplo de vida de cada autor pode ser uma fonte de rica edificação em Cristo.
D. O hinário possui um grande valor doutrinário
1) Os hinários detêm poesias que representam bem cada doutrina ensinada na Igreja Cristã.
2) Os hinos falam dos atributos de Deus, da Criação, da Providência e do Plano de Deus. Falam da humilhação e da exaltação de Cristo. Falam da salvação, da eleição, regeneração, justificação e santificação. Falam da nossa luta contra o pecado e contra Satanás. Falam da vinda de Cristo e da nossa expectativa diante desta vinda.
3) Um hinário é organizado para tratar de todos estes temas doutrinários, de modo que se um cristão quer aprender mais sobre uma doutrina, ele pode recorrer a um hino para aprender esta doutrina mais fortemente.
Vimos então que o hinário é uma compilação organizada de músicas sacras congregacionais reunidas em uma só publicação, organizada em temas, alistadas numericamente para facilitar o manuseio, podendo conter a música escrita ou não. A prática de se registrar e agrupar músicas é uma prática que compartilhamos com o povo de Deus dos tempos do Antigo e do Novo Testamento. A Igreja Cristã, desde muito cedo, têm usado o livro de Salmos, o primeiro de todos os hinários, e tem ela mesma compilado suas próprias músicas. Um hinário possui grandes valores para a fé cristã. O hinário tem grande valor musical, literário, histórico e doutrinário. Temos deixado o uso de hinários, provavelmente, para o nosso próprio prejuízo. O hinário é daquelas coisas que foi criada no passado, mas que tem um valor tão grande que não pode ser deixado de lado como a roda, o livro e a batata frita. Para mim, o hinário ainda é melhor do que qualquer outra mídia, retroprojetor ou datashow. O hinário não é perfeito nem tem condições de atender a todas as necessidades do culto cristão na igreja ou nos lares, mas as outras novidades não são, racionalmente, melhores do que o hinário.Tenho uma dica para os jovens: compre um hinário. Custa o mesmo preço que um CD. Comece a usá-lo na Igreja se sua Igreja usa o hinário e comece a usá-lo depois da sua leitura bíblica diária. Comece cantando os hinos que você conhece. Depois, procurando aprender outros ou até lendo as poesias que falam de assuntos específicos. Garanto que depois de um tempo, aquele cara chato que você apenas conhecia de longe, mas não conseguia entender, vai se tornar um bom e inseparável amigo.
Pr. Renato Brito

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Dicas para a criação de slides

Coletivo Aleluya tem produzido diversos vídeos com excelentes dicas para o trabalho com mídias na ou para a igreja. No vídeo de hoje, ótimas dicas para lhe ajudar na hora de criar seus slides. Confira!




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Dicas para elaboração de apresentações de slides, powerpoints
Consejos y trucos para elaborar presentación de diapositivas

domingo, 29 de novembro de 2015

Qual Seu Ponto? Cinco Sugestões para Sermões Mais Claros


http://www.ministeriofiel.com.br/

Robert Kinney
Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste claramente, como devo fazer. (Colossenses 4.3-4)
No que diz respeito ao seu modo de proclamar a palavra – ou o que os retóricos chamavam estilo na oratória –, parece que clareza era algo prioritário para Paulo.[1] E, quer ele pretendesse ou não que aquela frase fosse prescritiva para a nossa pregação, há algo a se aprender aqui.[2]
É algo que eu preciso aprender. Certamente, clareza é uma das coisas pelas quais mais tenho lutado na minha própria pregação. Mas também me parece ser algo que muitos pregadores consideram desafiador. Clareza é difícil. E é difícil por muitas razões. Contudo, um aspecto chave da pregação, do qual a clareza geralmente depende, é a articulação de uma única ideia ou proposição principal. É claro que a pregação expositiva nem sempre precisa ser proposicional num sentido técnico. Todavia, a exposição sempre tentará localizar e comunicar o cerne da passagem bíblica.
É isso que você está tentando fazer em sua preparação para o sermão, a cada semana?
Ou será que a sua pregação não tem um ponto central?[3]
Uma preocupação prática com a clareza
Há uma séria falta de clareza resultante de não se apresentar a ideia mais ampla, o ponto central. E essa falta de clareza é comum. Essa pregação sem ponto central pode ser o resultado da influência da assim chamada Nova Homilética, ou do aparente sucesso de muitos pregadores com a pregação narrativa, ou do desejo dos pregadores de serem criativos ou de criarem suspense em seus sermões, ou de um desejo muito mais rasteiro de simplesmente entreter, ou da capacidade cada vez menor de concentração do nosso povo, ou de uma variedade de outras influências. 
É fácil deter-se numa boa história ou querer enfatizar a emoção de um texto ou a beleza de algum elemento secundário. Quaisquer que sejam as causas, alguns de nós parecem ter aderido a um tipo de pregação que deixa de lado o estabelecimento de uma ideia principal, seja dedutiva ou indutivamente. Muitas vezes, não há nenhuma coerência de pensamento que permita identificar um ponto central único e memorável. E, tristemente, nosso povo muitas vezes vai embora sem nenhuma ideia do que deveria ter aprendido.
É compreensível, em nossa era pós-moderna de abordagens voltadas para a reação do leitor e de compromissos inabaláveis com a auto-realização, que o sermão tenha se tornado um bufê de pensamentos da mente do pregador (três ou quatro observações sobre o texto, talvez uma ou duas tangentes, poucas aplicações vagamente relacionadas, algumas boas histórias ou citações, talvez uma referência à ilustração de abertura para envelopar tudo), no qual a congregação simplesmente põe no prato o que lhe parece bom e se alimenta daquilo.
Enquanto pregadores, nós pensamos que construir apenas um argumento único e então defendê-lo a partir do texto parece excessivamente rudimentar, formulaico ou, talvez, até mesmo legalista. Então, nós tentamos evitar dizer ao nosso povo o que pensamos ser o ponto central do texto. Evitamos estruturar nossos sermões como uma demonstração composta de várias partes. Evitamos o foco de uma ênfase única, porque temos medo de que estejamos errados, o que acidentalmente mostraria que não sabemos de tudo. Ou, o que é pior, temos medo de que a nossa pregação se pareça demais com uma pregação.
E, embora haja algum valor em evitar o formulaico (já que nosso povo sem dúvida acharia cansativo ter a mesma estrutura toda semana), essa abordagem aleatória e sem ponto central da pregação pode estar fazendo um desserviço ao nosso povo. Quando somos ocupados (ou preguiçosos?) demais para chegarmos a um ponto único, ou quando tentamos escondê-lo em retórica, ou quando falhamos em estabelecer uma estrutura clara para o nosso sermão, nosso povo – cansado, ocupado e distraído como é –, quase sempre irá perder o ponto central. Ou, o que é mais provável, eles podem simplesmente perceber que, na verdade, somos nós que não tínhamos um ponto principal.
Clareza: unidade e ponto central
A clareza que provém de formular um argumento bem fundamentado, culminando em uma proposição única, é uma característica chave da retórica antiga.[4] Essa premissa foi capturada nas preleções de Robert Lewis Dabney sobre A Retórica Sacra, publicadas no final do século XIX, as quais oferecem meditações sobre a relação entre a oratória antiga e a pregação. De modo relevante, dois dos sete requisitos cardinais do sermão apontados por Dabney enfatizam essa ideia de apresentar um ponto central único.
Primeiro, embora cuidadosamente rejeite o reducionismo, ele sugere que a unidade do sermão (seu segundo requisito) resulta da combinação de todas as suas diferentes partes, que conduz a uma impressão geral para o ouvinte. Assim, o pregador deve “ter um assunto principal de discussão, ao qual ele adere com supremo respeito do começo ao fim”, bem como deve apresentar “uma impressão definida à alma do ouvinte, para a qual tudo no sermão converge”.[5]
Essa segunda exigência, a apresentação de “uma impressão definida”, parece ser expandida no sexto requisito de Dabney: um ponto central. “Com esse fim, deve haver, primeiro, uma verdade principal, prática e importante, distintamente capturada pelo pregador em sua relação com a ação da alma que ele deve estimular. E toda a questão do discurso deve se organizar de tal modo a pôr em destaque essa proposição”.[6] Dabney conjectura que sermões deficientes em um ponto central ou não contêm em si Verdades valiosas, ou essas Verdades “não são colocadas de modo a se sobressaírem à compreensão dos ouvintes”.[7]
O que fazer? Cinco sugestões para encontrar clareza
Se você também luta com a questão da clareza, há algumas coisas práticas a serem consideradas enquanto você prepara o sermão:
1. Tenha um ponto central
Pregação expositiva não é simplesmente um comentário sobre o texto. É a transmissão da Verdade do texto.[8] Como tal, é muito importante que você chegue, em sua própria mente, a uma proposição clara e curta que expresse a ideia geral do seu sermão (a qual, é claro, será derivada da ideia geral do texto) e, então, de fato, apresente essa proposição em algum momento do sermão. Como Bryan Chapell observa tão claramente em seu livro Pregação Cristocêntrica: “Os ouvintes rapidamente se cansam de caçar ideias e anedotas pela paisagem teológica no esforço de descobrirem aonde o seu pastor está indo”.[9]
2. Mostre como o ponto central está fundamentado no texto
Boa exegese e boa reflexão teológica lhe revelarão uma clara ênfase no texto. Se você tiver trabalhado duro, isso lhe dará a ideia geral para o seu sermão. Mas você deve mostrá-la claramente no texto. É claro que você deseja que o seu povo confie em você, mas, mais do que isso, você deseja que tenham confiança na Verdade daquilo que você está dizendo a partir da Palavra de Deus. Você não precisa ser um guru ou um mágico expositivo. Os melhores sermões são aqueles em que as pessoas sentem que você simplesmente lhes apontou o que está no texto e deixou que ele fizesse efeito em seus corações e mentes.
3. Contenha-se: edite para alcançar clareza
Não tenha medo de “aparar” o seu trabalho com liberalidade. Uma das maneiras mais rápidas de dar clareza ao seu tema central é cortar fora de sua apresentação tudo o que não sirva para apoiá-lo. Isso pode ser muito difícil se você tiver se dedicado bastante em sua exegese. Você terá aprendido bastante sobre o seu texto durante a última semana e ficado bem eloquente em questões secundárias. Não obstante, se você fez o trabalho de restringir-se a uma ideia principal, não confunda nem distraia as pessoas com outras coisas, não importa quão curiosas lhe pareçam.
4. Contenha-se: edite para alcançar simplicidade
Não leve seu povo em um caça-tesouros exegético. O instinto de apontar seu povo para o texto e desfrutar daquele momento em que todos voltam sua atenção para as Escrituras é bom. Contudo, mais não é sempre melhor. Os editores de nossas Bíblias nos deram milhares de referencias cruzadas. O seu povo não precisar vê-las todas. Não confunda uma multidão de conexões com algo que pode dar um apoio real para seu argumento. Se há um texto chave, claro, leve a igreja até lá. Porém, é mais que provável que haja somente uma ou talvez duas passagens assim em um sermão. Abra mais passagens que isso e você possivelmente estará na esfera da teologia bíblica  (o que pode ser útil), porém isso poderá custar o ponto principal da sua passagem.
5. Contenha-se: edite para alcançar vigor
Pregue sermões mais curtos. Poucos são pregadores de 50 minutos. Ainda menos são pregadores de 60 minutos. Eu provavelmente nunca o conheci, mas me sinto relativamente confiante (pelo menos estatisticamente) em dizer que a duração média do seu sermão é, provavelmente, um pouco maior do que deveria ser. E, mesmo que eu esteja errado, estou bastante confiante em dizer que a duração média do seu sermão é maior do que a sua congregação gostaria que fosse. Leva tempo, destreza e uma incrível autodisciplina para edificar uma congregação que aprecie um discurso longo e bem articulado. Se você não herdou uma congregação assim nem dedicou anos (na verdade, décadas) para desenvolver uma, considere encurtar o seu sermão. No mínimo, o ato de encurtar seu sermão irá forçá-lo a uma maior clareza e, idealmente, a apresentar de modo simples e sucinto a sua ideia geral.
Notas:
[1] “Com respeito ao estilo, um dos seus principais méritos pode ser definido como perspicuidade. Isso se mostra no fato de que o discurso, se não tem o seu significado aclarado, não irá cumprir a função que lhe é própria”. Aristóteles, Retórica 1404b (LCL, Freese). Quando os retóricos antigos consideravam a clareza, ou perspicuidade, eles parecem estar primariamente focados na escolha das palavras e em se elas causariam confusão à audiência. Ver também Quintiliano, Institutio Oratoria 8.1.1-7. Isso poderia muito bem ser o que Paulo tinha em vista em 1 Coríntios 1.17: “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo”. Para Cícero, a clareza também se estende à organização do material em favor de um argumento primário. “Uma organização dos assuntos a serem mencionados em um argumento, quando feita de modo adequado, torna toda a oração clara e inteligível”. Ver Cícero, De Inventione 1.22. Essa tradução vem de Cicero, The Orations of Marcus Tullius Cicero, Volume 4 (trans. C.D. Yonge; London: G. Bell & Sons, 1913), 241-306.
[2] Embora muito do argumento deste artigo não possa ser precisamente defendido como uma prescrição do Novo Testamento, é digno de nota que muito do que eu sugerirei sobre a clareza e a apresentação de um ponto central único e identificável, com uma clara estrutura retórica, é observável na pregação dos apóstolos em Atos e na “pregação” escrita de Paulo em suas epístolas.
[3] N.T.: O autor joga com a palavra inglesa pointless, que comumente significa “sem sentido”, mas, literalmente, significa “sem ponto”. A pregação sem ponto central (pointless preaching) não é necessariamente sem sentido, embora possa padecer da falta da clareza a qual alude o autor.
[4] Seria fácil começar com Aristóteles no século IV a.C. e a sua definição de retórica como “os meios reais e aparentes de persuasão” – Aristóteles, Retórica 1.1.14 (LCL, Freese). Poderíamos considerar os manuais de retórica de Cícero e Quintiliano, os quais parecem se fundamentar na presunção de que oratória é persuasão. Sendo assim, se assumirmos essa premissa básica da retórica para a nossa pregação, então o trabalho do pregador –  de fato, a sua responsabilidade –  é persuadir. A clareza que conduz à persuasão, por exemplo, exige um tipo particular de estrutura discursiva. E a estrutura básica da oratória sempre inclui a afirmação de uma proposição principal única, no princípio. Ver Cícero, Rhetorica ad Herennium 1.8.11-1.9.16 e Quintiliano, Institutio Oratoria 4.4. A estrutura da oratória também inclui, tipicamente, uma reafirmação do ponto principal como uma peroração ao final. Ver Cícero, De Inventione 1.52-56. “Que prazer pode um orador esperar produzir, ou que impressão até do mais moderado aprendizado, a menos que ele saiba como fixar um único ponto nas mentes da audiência pela repetição e outro, pela ênfase, como fazer uma digressão e retornar ao seu tema, como desviar a culpa de si mesmo e transferi-la a outro, ou decidir quais pontos omitir e quais ignorar como insignificantes? São qualidades como essas que dão vida e vigor à oratória; sem elas, ela jaz entorpecida como um corpo que carece de fôlego para mover seus membros” – Quintiliano, Institutio Oratoria 9.2.4 (LCL, Butler).
[5] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 109. Here, Dabney cites Cicero, De or. 2.114.
[6] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 126.
[7] Robert Lewis Dabney, Sacred Rhetoric (New York: Anson D.F. Randolph & Co., 1870), 127.
[8] Considere, por exemplo, as definições de pregação expositiva oferecidas por Mark Dever (“um sermão que toma o ponto central do texto como o ponto central do sermão”) ou Mike Bullmore (“pregação na qual o conteúdo e o propósito da passagem moldam o conteúdo e o propósito da mensagem”). Exposição, assim, não é simplesmente o conteúdo ou o tema central do texto (extraído pela exegese e reflexão teológica). Exposição também exige a simplicidade e a clareza de apresentar o ponto central do texto.
[9] Bryan Chapell, Christ-Centered Preaching, Second Edition (Grand Rapids: Baker Academic, 1994), 44 (Publicado em português com o título Pregação Cristocêntrica (Editora Cultura Cristã, 2002).
Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel