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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

O Ganso que amou o mundo das Galinhas - Uma ilustração missionária

 

O Ganso que amou o mundo das Galinhas

 

Em certa fazenda, um homem dedicava-se à criação de galinhas (frangos) de corte. Suas instalações eram famosas em toda a região, pela limpeza e conforto proporcionado às galinhas, sendo a fazenda detentora de vários prêmios e certificações.

Além das galinhas, criadas presas em amplos galinheiros, o fazendeiro mantinha um pequeno bando de gansos. Criados soltos, o objetivo dos mesmos era a vigilância e a guarda da propriedade. É conhecida a capacidade de alerta e até mesmo de ataque dos gansos, usados por isso como verdadeiros cães de guarda.

Mas um daqueles gansos, afastando-se de seu bando, se perdia por muitas vezes, observando o cercado das galinhas. A ração dele era oferecida uma única vez ao dia, em pequena quantidade; a ração das galinhas era farta, e disponível o dia inteiro. Nos dias de chuva ou de sol inclemente, ele precisava procurar abrigo sob árvores ou em cantos de muro; as galinhas estavam protegidas, e até a temperatura de seus criatórios, seguros e à sombra, era controlada, com ventilação nos dias de calor. Ele marchava sobre lama e solo seco, testando as patas contra pedras pontiagudas; as galinhas se esfalfavam sobre macia serragem de madeira, que se sobrepunha a um piso de alvenaria, liso e regular.

E aquele jovem ganso passou a dedicar seus dias, ao invés de andar pela propriedade com seus irmãos, a circundar os galinheiros, observando pelas telas de arame, e tentando mesmo entrar neles a cada vez que a porta era aberta para a entrada ou saída de funcionários. O prolongar daquele comportamento divertiu o fazendeiro, que resolveu um dia deixar o ganso entrar num daqueles espaços. Uma vez dentro, o animal rapidamente avançou para os cochos de ração, e não foi sem prazer que percebeu que a ração das galináceas, além de milagrosamente farta, era bem mais gostosa que a sua. As aves de início se espantaram com aquela presença. Mas, logo, percebendo que o ganso não era hostil ou ao menos viril como os demais dos gansos, se acostumaram com aquele folgazão.

Os dias se passaram, e a ave não demonstrava sinal algum de que desejava sair daquele espaço confinado, porém tão agradável.

Após o transcurso de seis meses, dezembro se apresentou, e com ele as festas de fim de ano. Muitas das galinhas foram levadas para o abate, dias antes – era afinal uma criação de corte, e não de poedeiras de ovos. O ganso observava aquela movimentação com certo espanto, assim como as demais galinhas que ficaram no galinheiro.  De toda forma, ele relaxou: O que quer que tivesse acontecido com as galinhas levadas, ele estava livre, afinal não era galinha, eleito que era de uma outra e melhor espécie. Ficara em paz com o que restara das galinhas, menores e mais magras – ou seja, seu domínio sobre o cocho de ração seria ainda mais absoluto.

Em véspera de Natal, a matriarca daquela grande família, sabendo de todos os filhos e netos que viriam da cidade e até do exterior para a grande confraternização familiar, resolveu apanhar algumas das aves da criação para o preparo da ceia. Ao adentrar o espaço, com surpresa notou que a maior e mais gorda ave do recinto era... um ganso. Tomou aquilo como um sinal da Providência – uma carne diferenciada e que daria um imenso assado, digno de figurar no centro das melhores das mesas!

Pego pelo capataz, a mando de sua patroa, o ganso de repente entendeu sua situação. Enquanto esperneava suspenso, tendo o pescoço e as duas asas manietadas, podia observar de um lado os nababescos cochos de ração, a melhor ração que já provara em sua breve vida; de outro lado, o de fora, pôde fixar a vista nos campos à distância, e divisar, na linha do horizonte daquela imensa fazenda, seu bando de irmãos, os outros gansos, marchando pela relva, atentos e barulhentos, cumprindo sua rude, porém nobre missão. E ele se lembrou de sua designação, de sua comissão naquele sistema de coisas, naquele universo dito a fazenda. Invejando a sorte das galinhas, agora compartilhava de seu destino, do alto preço por toda aquela ração, sombra e conforto.

 

*   *   *

 

Não inveje os sem-missão. Pior: Não inveje os que perecem. Não inveje o tolo que é mimado e engordado, em segurança e conforto, para o abate e o fogo. Tua função é guardar, atento e audaz, os campos do Senhor, e revirar o solo em busca de almas perdidas.


Sammis Reachers

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Uma revista de literatura evangélica para download grátis - AMPLITUDE 6 - Jul/2025

 

Julho chegou e com ele o novo número (#6) de AMPLITUDE, sua Revista Cristã de Literatura e Artes. Neste número a base vem forte: ficção e poesia, bases, lajes e pilares desta revista, entram em campo com uma seleção especialmente de peso, com oito contistas e quatorze poetas unindo Brasil, Portugal e Moçambique. E mais: Orígenes Lessa, Jorge de Lima, Gióia Júnior, Stanley Jones, Israel Belo de Azevedo. E ainda livros gratuitos, resenhas, games e HQ. AMPLITUDE é eletrônica e é de graça. Leia e compartilhe!


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sábado, 15 de fevereiro de 2025

AMPLITUDE #5 - Revista Cristã de Literatura e Artes: Baixe a sua

 

Janeiro de 2025: temos já 1/4 de século XXI transcorrido, desterrados em meio à virtualização de tudo — homens, objetos, lugares, logo animais — ; enquanto a crise climática solapa todas as latitudes da Terra, a ameaça de uma nova Grande Guerra, com iniciais assim mesmo, em maiúsculas, ruge no horizonte. Em meio ao caos, ulula a antiga promessa, com cada vez mais potência, urgência, certeza: ELE vem!

Chegamos à nosso quinto número, e agora contamos com ISSN (International Standard Serial Number), o código internacional que demarca as publicações seriadas.

Nesta  edição, Amplitude traz contos de Ageu Magalhães, Eduardo Eiji Araki, Jorge F. Isah, Lucas Roberto, Paul Flucke e Tiago Lyra de Carvalho.

Na seção Poeta em Destaque, a voz da vez é a de Luiz Guilherme Libório, paulistano radicado nas Minas Gerais e que, do alto de seus 30 anos, tem entregado uma muito boa literatura – ensaios, estudos, romance – cujo destaque é a poesia.

Em Jardim dos Clássicos, a poesia da maior família de romancistas da literatura, as irmãs Brontë.

Falamos também sobre duas revistas que, cada qual à sua maneira, têm aberto espaço para a literatura cristã, a De Higgs e a Bulunga.

Rememoramos o projeto Águas Vivas, coleção antológica que celebrou, em seus cinco volumes, a obra de poetas evangélicos contemporâneos. E publicamos uma seleção de poemas de cada volume da antologia.

Em Hot Spots, um pouco da sabedoria desconcertante de Liev Tolstoi.

No mais, as seções tradicionais aqui estão: ParlatoriumPharmaciaHQGaleriaGames e Notas Culturais.

Compartilhe esta revista, docemente gratuita, com quantos você puder.

 

      Sammis Reachers, editor


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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Retrospectiva editorial 2017



Olá amigo(a)s! Há alguns anos não publico uma retrospectiva, o que costumava fazer, rememorando os livros e materiais escritos/editados/publicados durante o ano.
Este 2017 me pareceu ao princípio um ano de poucas atividades, em virtude de haver um TCC para ser escrito, o que me angustiava, como de resto ocorre a qualquer mortal. Mas tudo saiu ao contrário: de onde não havia tempo e forças, forças e tempo consegui, e foram diversas e significativas as publicações.
Um projeto que muito nos motivou, logo em fins de 2016 e início de 2017, foi a criação da página Citações Missionárias. A ideia era publicar, a cada dia e durante os 365 dias do ano, uma frase de reflexão/incentivo à obra de Missões. Deu trabalho criar as 365 imagens individuais, e ainda programar a publicação, no Facebook, de uma a uma. Mas valeu, o projeto foi concluído pela graça de Deus. Ah, caso você queira baixar todas as 365 imagens com as frases, para usar como quiser, Clique aqui.
Os trabalhos nos blogs seguiram avante. Novamente, num ano em que acreditei que teria dificuldades, pude manter a publicação constante nos principais blogs, Veredas, Poesia e Arsenal.
Agora sim, vamos aos livros editados.
Em poesia, iniciamos o ano com o livro Sou Lázaro e vou recomeçar, do insigne poeta português J. T. Parreira, de quem já temos editado uma série de e-books; em seguida editamos o livro inaugural de um excelente poeta que surgiu "como que de repente" (rs), o Newton Messias, de Pernambuco. Por sinal o livro, Passagem, ganhou edições impressas e ampliadas e tem sido um sucesso. Em meados do ano editamos desta vez um livro de contos, Contos Reunidos, enfeixando a produção do médico, pastor e missionário brasileiro Joed Venturini, atualmente radicado em Lisboa, onde pastoreia a Terceira Igreja Batista daquela cidade.
Editamos também um breve livrete sobre liderança, Liderança 2D: O que o Líder espera dos líderes, de autoria de um promissor autor angolano, Josué I.A.B. Quissindo. Assim, foi com orgulho e senso de dever cumprido que pudemos, na medida de nossas humílimas forças, servir à cristandade lusófona (como fazemos com a Antologia Águas Vivas, abaixo) em nosso serviço de edição e promoção da literatura cristã. É a globalização, amigos.
Este foi o ano também do quinto volume da bianual Antologia Águas Vivas. Mais uma vez, excelentes poetas evangélicos em atividade foram congregados numa única publicação, e uma vez mais a lusofonia foi um dos eixos norteadores: Além da tradição da antologia de congregar jovens talentos em revelação a poetas já experimentados, além de cinco autores brasileiros, contamos com a presença do pastor português Samuel Pinheiro e a jovem poeta moçambicana Ana Júlia.
Em comemoração aos dez anos do blog Veredas Missionárias, conseguimos pôr em prática ou dar realidade a um projeto que já vinha em gestação há uns três anos: um jogo de tabuleiro enfocando a caminhada missionária. Em Trilha Missionária, acompanhamos a saga de um missionário, do chamado, indo ao preparo e até o serviço no campo missionário transcultural, e terminando com sua aposentadoria. Uma forma lúdica de conhecer, pensar e inspirar a Missão que é de todos nós.
Em seguida deslanchamos um projeto de pequenas antologias de frases, a Coleção 200 Frases. Tal iniciativa foi um tipo de balão de ensaios, onde tentei avaliar a possibilidade de ganhar algum dinheiro editando livros de interesse geral, utilizando a plataforma da Amazon. Os temas iniciais Amor, Fé, Esperança (que já estavam em planos de serem enfeixadas num livro único, do qual falarei à frente), Amizade e Saindo da Zona de Conforto foram os filhotes desta experiência. Que não me agradou. O lucro é tão insignificante que achei por bem retomar o foco total nos livros gratuitos. Nesta perspectiva surgiu o livrete Reformadores em 200 Frases, reunindo frases de 13 reformadores e pré-reformadores, em comemoração aos 500 Anos de Reforma Protestante, celebrados neste 2017.
Em seguida foi a vez de priorizar a educação. Como professor, foi um grande prazer elaborar o livro A Educação em 365 Frases. Principalmente pela excelente acolhida que o trabalho encontrou entre estudantes de Pedagogia e licenciaturas, professores e leitores em geral.
A próxima publicação foi uma antologia que me deu bastante trabalho, mas também prazer, e que talvez seja o meu principal trabalho deste ano: Amor, Esperança e Fé - Uma Antologia de Citações. São 250 citações sobre cada uma das ditas virtudes teologais da fé cristã. Um livro idealizado igualmente em comemoração ao aniversário da Reforma.
Por fim, outro projeto que estava em gestação há pelo menos quatro anos (e dando trabalho rs), veio à luz: o terceiro volume da Antologia de Poesia Missionária. Uma singularidade desta coleção é reunir, ao lado de poemas que falem (d)a Missão, frases, citações igualmente sobre missões e evangelização. Buscando fazer um trabalho de honra para o Senhor, além dos poetas nacionais coligidos, traduzimos ou encomendamos a tradução de significativos poemas da lavra de almas tais como os grandes missionários Charles Studd e Sarah Judson, segunda esposa de Adoniran Judson, sobrenomes atrelados para sempre à história das missões protestantes. Traduzimos também frases de interesse, diretamente do inglês e espanhol, além das coligidas em livros, revistas e sites nacionais. Enfim, um trabalho lento e metódico, que encontrou termo e foi o último fruto deste humilde pomar que distribui sua produção gratuitamente, e não cobra ingresso, cadastro ou ficha de filiação para quantos queiram usufruí-lo. Tudo o que eu peço, o que sempre pedi, são as suas orações. Um preço foi pago para chegar até aqui, um preço todos os dias é pago, e dado tudo pelo que passei, estar ainda na fé, caminhando ainda que tropegamente e servindo idem, é com certeza à mercê de orações de conhecidos e desconhecidos, pois sei o quanto tenho sido por elas sustentado além de minhas forças, e sustentado há bastante tempo.
Ore por nós, ore por este ministério sem placa e sem conta bancária. Sim, há diversos livros e publicações já em andamento ou em projeto, em benefício da igreja, de educadores e da sociedade em geral, se o Senhor permitir a execução dos tais. Ore por direção e provisão de Deus para o novo foco profissional que pretendo dar à minha vida, a partir deste ano que se inicia. Ore pelo meu futuro casamento, que espero consumar neste novo ano que fez o Senhor.
Ah, já ia esquecendo: apesar de todas as publicações e atividades, ainda conseguimos, ao descer as cortinas de 2017, produzir os já tradicionais Calendários Missionários. Nesta edição de 2018, o tema são os seis países da Ásia Central.
No mais, obrigado por sua leitura, obrigado pela companhia. Avancemos até que Ele venha. Maranata!

Sammis Reachers

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A arte cristã em revista: Revista AMPLITUDE chega à segunda edição



    É com felicidade que apresentamos o segundo número de AMPLITUDE. Durante estes seis meses de espera ou gestação desta segunda edição, pudemos auferir a boa recepção que a nossa primeira edição obteve entre autores e leitores. Isso nos incentiva a avançarmos na jornada, cientes da seriedade e importância da iniciativa de reunir em revista, o melhor da produção literária poética e ficcional, além de outras expressões artísticas levadas a cabo por cristãos protestantes e de outras filiações.

      Vamos ao panorama da edição: Na seção Hot Spots, a sapiência de um dos maiores nomes da mística cristã, Ramon Llull (Raimundo Lúlio). Em Galeria, a obra da pastora, artista plástica, grafiteira, quadrinista e ativista cultural Lya Alves. Na seção Cinema, destacamos a realização da terceira edição do Festival Nacional de Cinema Cristão.

      Esta edição chega inaugurando diversas novas seções. Uma delas é Poeta em Detaque, iniciando com a obra da pernambucana Júlia Lemos.

      Inaugurando a nossa seção Especial, de enfoque temático, temos como mote Estêvão para tempos de perseguição, uma mini-antologia reunindo as percepções de seis excelentes poetas acerca de nosso protomártir, sobre quem nos é oportuno refletir em tempos de recrudescimento das perseguições aos cristãos ao redor do globo.

      E as artes visuais ganharam ainda mais destaque: além da já citada seção Galeria, e de HQ (História em Quadrinhos), inauguramos mais uma seção, Luminares, destacando, em singelas inserções, a pintura, ilustração ou desenho de nossos concidadãos de Reino. E a Fotografia chega com força na seção Álbum, abrindo as portas com a obra de William Rosa.

      Os contos, como diria meu pai, estão de lascar: Iniciamos com Eça de Queiroz, na seção Jardim dos Clássicos, apresentando o conto O Suave Milagre. Seguimos com o humor e a precisão de Judson Canto (A Morte da Encrenqueira); a dramaticidade soberba de J.T.Parreira (O Poeta do Salmo Exilado); Florbela Ribeiro relatando (em O Hóspede) sobre o príncipe que tinha por norma se hospedar junto aos pobres; Lindolfo Weingärtner num conto terno e luminoso (O canto do sabiá preto); Joed Venturini com o impactante & metafísico A Troca; este vosso humilde escriba, num conto de terror(!?), A Matilha Fantasma; e concluímos com nossa saudosa e maravilhosa Myrtes Mathias, num conto com um toque arrebatador (O Menino).

      O objetivo de AMPLITUDE é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos. Convidamos todos a compartilhar esta publicação gratuita, seja por e-mail e nas redes sociais, e ainda em blogs e sites, livremente.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Revista de literatura e artes evangélica para download gratuito






AMPLITUDE é uma revista de cultura evangélica, com foco principal em ficção e poesia. Mas nosso leitmotiv, nosso motivo de ser e de existir, é a arte cristã em geral: Transitamos por música, cinema, fotografia, artes plásticas e quadrinhos. Publicamos artigos, estudos literários, crônicas e resenhas.
      Nossa intenção diz respeito àquela despretensiosa excelência dos humildes. Nosso porto de partida e porto de chegada é Cristo. Nosso objetivo é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos.
Nosso preço é nenhum: a revista circula gratuitamente, no democrático formato pdf.
      AMPLITUDE, revista cristã de literatura e artes, nasce como um espaço inter ou não-denominacional aberto à criação daqueles que por tanto tempo foram silenciados pela visão oblíqua e deturpada do velho status quo que via nas expressões artísticas algo menor, indigno ou mesmo inútil ao cristão ou à igreja.  Um fórum para os que tem-se visto alienados de veículos de expressão, de formas de publicar/expor/comunicar, de interagir entre pares, e para além dos pares.
      Esta revista nasce com dois anos de atraso, desde a gestação da ideia de uma revista dedicada fundamentalmente à nossa literatura, em conversações com o poeta e escritor lusitano J.T.Parreira. Porém, projetos outros impediram naquele momento a concretização da ideia.
      Como a focalização de nossas lentes recai fundamentalmente sobre a ficção e a poesia, esta edição inaugural chega com força total: são oito contos. Na poesia, contamos com nomes consagrados como o próprio J.T.Parreira, Israel Belo de Azevedo, Joanyr de Oliveira, Gióia Júnior e outros, aliados a novos nomes de excelente produção.
      O anglicano George Herbert, uma das figuras centrais dos assim chamados poetas metafísicos ingleses, inaugura a seção Jardim dos Clássicos.
      Marcelo Bittencourt apresenta sua história em quadrinhos Pobre Maria, encantando com seu texto e sua arte.
      Na seção de entrevistas, iniciamos com Veronica Brendler, idealizadora do Festival Nacional de Cinema Cristão.
      As artes plásticas são contempladas na seção Galeria, que abre suas portas com a obra de Rafaela Senfft, que também comparece com o artigo A arte moderna e a cosmovisão cristã.
      E vamos aos contos: O saudoso Joanyr de Oliveira, verdadeiro patrono da (boa) literatura evangélica, faz-se presente com o conto A Catequese ou Feliz 1953, onde o autor revisita os porões da ditadura brasileira, inspirado em eventos autobiográficos. J.T.Parreira comparece relatando sobre as crises ontológicas de Pedro, em Os Pronomes; e ainda o fino humor de Judson Canto em Uma mensagem imprópria; um singelo conto de Rosa Jurandir Braz, Você aceita esta Flor?; Célia Costa com o brevíssimo O que poderia ter sido, sobre o que poderia ter sido naquele Jardim de possibilidades; Margarete Solange Moraes com o pungente Filhos da Pobreza; este humilde escriba comparece com um conto de ficção científica, Degelo, ambientado em futuro(s) distópico(s); e Hêzaro Viana, fechando a edição com um forte e terno conto, Por Amor, em 12 páginas de ótima prosa.
      Confira ainda as seções: Notas Culturais, com pequenos flashes sobre o que rola na cena cultural cristã (e fora dela); Hot Spots, abarcando a cada edição citações da obra de um grande autor; Parlatorium, com citações diversas de autores de ontem e de hoje; e Resenhas, abarcando livros, música, cinema et al.

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sábado, 11 de julho de 2015

E-book: COMO QUEM IA PARA LONGE, contos de inspiração bíblica


      Este Como quem ia para longe é um livro sobre a Bíblia. Ou, fundamentalmente, sobre seus atores. Sob a pena do poeta, aqui as personagens bíblicas saltam para diante do leitor, vívidas – ganham em tessitura, têm como que expandida sua humanidade. A força da descrição faz a elas irmanarmo-nos de imediato. Caminhamos curiosos junto aos três que avançam para Emaús, no conto que dá nome ao livro. Em O poeta do Salmo exilado, onde o autor revisita um tema caro à sua literatura, o Salmo 137, sentamo-nos ao lado do exilado poeta-ancião que cisma, e suas dores, a existencial e a criativa, são nossas dores. Somos ora o irmão do pródigo filho, ora o cego Bartimeu - ou Pedro debatendo-se em suas contradições; revisitamos o angustioso Judas, de quem o autor, como Giovanni Papini em seu clássico Testemunhas da Paixão, decompõe os passos sombrios.

      Ao longo dos dezenove contos que compõem o livro, o dito e o não dito interpenetram-se, como é de praxe na grande literatura. A eficácia da expressão concisa, do hábil buril que extrai o máximo da palavra, e que o poeta alcança em sua produção poética, temos aqui fidedignamente reproduzida em prosa: contos curtos, que sustentam com segurança e maestria a tensão narrativa, envolvendo o leitor em seu jogo de construção/desconstrução das personagens bíblicas.

      Um pequeno volume de formidável literatura, tão superior a muito do que se vê hoje sendo comercializado nas livrarias, e aqui graciosamente ofertado pelo autor, neste e-book gratuito. Livro que já nasce imprescindível, dentro da infelizmente paupérrima seara da ficção evangélica, em seu gênero conto.

      Por tudo isso, lhe faço o convite, amigo leitor: Sente-se confortável. Apanhe um café ou uma outra bebida de sua predileção. E mergulhe neste conciso e aprazível exercício de arte narrativa.

Sammis Reachers

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