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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Existem alguns tipos de cristãos que Deus não pode usar

Cerca de 17 anos atrás, eu fiz a oração mais perigosa da Bíblia enquanto estava deitado no chão da minha igreja perto de Orlando. Repeti estas palavras de Isaías 6: 8: "Aqui estou eu. Envie-me". Então eu me encolhi. Eu sabia que Deus "me estragaria bem", a fim de me usar para tocar os outros por Cristo.

Eu queria que Deus me usasse, mas estava dolorosamente ciente de que não apenas começamos um ministério em nossos próprios termos. Deus inclina e quebra quem fala por ele. Ele requer rendição total. Eu tive que deixar ir medos, ajustar atitudes e mudar prioridades.
Tornou-se popular hoje sugerir que Deus pode usar qualquer um. É verdade que Ele não mostra favoritismo com base em raça, idade, sexo, história conjugal, falhas anteriores ou status de renda. No entanto, seus padrões nunca foram reduzidos; Ele usa apenas seguidores humildes, obedientes e consagrados.
Muitos cristãos nunca serão úteis no reino por causa de atitudes ou comportamentos que limitam o fluxo do Espírito Santo ou, como disse o apóstolo Paulo em Gálatas 2:21a (KJV), "frustram a graça de Deus". Eu nunca quero frustrar Sua graça! Se você deseja que Deus o use, não se enquadre em nenhuma destas categorias:
  1. Sentados no banco do motorista do cristão. Jesus não é apenas nosso Salvador; Ele é nosso Senhor. Ele quer guiar nossas decisões, dirigir nossos passos e anular nossas escolhas egoístas. Existem muitos crentes que desfrutam dos benefícios da salvação, mas nunca cedem controle a Deus. Se você deseja que Ele o use, deve deslizar para o banco do passageiro e deixar Jesus dirigir. Se você tiver um problema de voluntariedade, aprenda a orar: "Não seja feita a minha vontade, mas a sua" (Lucas 22: 42b, MEV).
  2. Críticos de poltrona. Há pessoas que arregaçam as mangas e servem ao Senhor; há outros que decidem analisar e separar todos os que estão fazendo a obra de Deus. O diabo é o acusador; portanto, se você está acusando outras pessoas, você está operando no espírito de Lúcifer. O Espírito Santo não trabalha com pessoas que são amargas, iradas ou julgadoras.
  3. Pessimistas "meio-copo vazio". Hoje, muitos cristãos se preocupam com o que os pecadores estão fazendo, e alguns passam horas tentando prever quando o anticristo surgirá ou quando o mundo terminará. Enquanto isso, há outros cristãos que se concentram em conquistar pessoas perdidas para Jesus e mostrar Sua compaixão por um mundo destruído. Quem você acha que dará mais frutos espirituais - o pessimista do dia do juízo final ou o evangelista esperançoso?
  4. Cristãos de espírito carnal. Hoje tornou-se moda para os crentes baixar o padrão de comportamento moral a tal ponto que tudo vale. Não se deixe enganar. Só porque mais e mais pessoas estão pulando na onda da permissividade sexual não significa que Deus reescreveu Sua Palavra eterna.
Pessoas que vivem em pecado flagrante não podem ser instrumentos do Espírito Santo. 2 Timóteo 2:21 diz claramente: "Quem se purificar dessas coisas será um vaso de honra, santificado, apto para o uso do Mestre e preparado para toda boa obra". Nossa utilidade para Deus é baseada no fato de termos nos submetido ao processo de santificação. Santidade não é uma opção.
  1. Abandonadores da igreja. Não vencerei um concurso de popularidade dizendo isso, mas é verdade: Deus não usa pessoas que se afastaram da igreja. Hoje está na moda bater na igreja; algumas pessoas estabeleceram "ministérios" para atrair os cristãos para longe da igreja e para um deserto espiritual isolado. A maioria desses banhistas da igreja é amarga porque teve uma experiência ruim com um pastor.
Tenho apenas compaixão pelas vítimas de abuso espiritual. Mas ninguém tem o direito de derrubar a obra de Deus apenas porque um líder espiritual o machucou. A igreja é o plano A de Deus, e Ele não tem uma alternativa. Se formos usados ​​por Deus, precisamos nos conectar à igreja e aprender a fluir com a liderança ordenada por Deus.
  1. Covardes/tímidos. Quando Paulo enviou Timóteo a Éfeso para abrir a igreja lá, ele o exortou a se libertar do medo. Ele escreveu: "Não se envergonhe do testemunho de nosso Senhor" (2 Tim. 1:8a). O medo tem o poder de paralisar. Todos os que se rendem ao chamado de Deus devem bravamente abrir a boca, defender a fé, arriscar sua reputação e sofrer rejeição - e possível perseguição. Se você tem medo de compartilhar o evangelho, arrependa-se do seu medo e peça a Deus uma santa ousadia.
  2. Espectadores preguiçosos. Muitos cristãos hoje pensam que seguir a Deus significa assistir a um culto de 60 minutos antes de dirigir para a praia. Lemos devoções rápidas em nossos smatphones inteligentes e fazemos orações curtas durante o trajeto da manhã. Mas em algum lugar de todo esse estresse do século XXI, perdemos o significado de discipulado.
Se você quer que Deus o use, você deve levar a sério o chamado dele e tornar-se um aluno concentrado da Sua Palavra e um guerreiro de oração apaixonado. Os apóstolos do primeiro século declararam: "Mas nos dedicaremos continuamente à oração e ao ministério da palavra" (Atos 6: 4). Pessoas sem coração nunca mudaram o mundo. Você deve ser dedicado, comprometido e apaixonado, se quiser causar o máximo impacto espiritual.

J. Lee Grady foi editor do Charisma por 11 anos antes de iniciar o ministério em tempo integral em 2010. 

segunda-feira, 18 de março de 2019

ILUSTRAÇÃO: Para pregar, boas intenções apenas não são o bastante



CONFUSÃO BÍBLICA

Conta-se que certo "irmãozinho” estava no seu trabalho rotineiro num canavial, quando, de repente viu brilhar três letras no céu: VCC. Muito religioso, o "irmãozinho" julgou que aquelas letras significavam: "VAI, CRISTO CHAMA".
Fiel a visão correu ao pastor de sua Igreja e contou-lhe o ocorrido, concluindo que gostaria de devotar o restante de sua vida à pregação do Evangelho. O Pastor, surpreso diante do relato disse:
- Mas para pregar o Evangelho, é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a Bíblia o bastante para sair pelo mundo pregando a sua mensagem?
- Claro que sim! - Disse o homem.
- E qual é a parte da Bíblia que você mais conhece?
- As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano.
- Então conte-a! - Pede o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento bíblico do futuro pregador do Evangelho.
O "irmãozinho" começa a falar:
- Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse: Varões irmãos escutai-me: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. E entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade. E partindo dali foi pelo Espírito ao deserto e tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome, e os corvos lhe traz iam alimento, pois se alimentava de gafanhoto e mel silvestre.
E sucedeu que indo ele andando, eis que um carro de fogo o ocultou da vista de todos. A rainha de Sabá viu isso e disse: "'Não me contaram nem a metade". Depois disso, ele foi até a casa de Jezabel, a mãe dos filhos de Zebedeu, e disse: "Tiveste cinco maridos, e o homem que agora tens, não é teu marido". E olhando ao longe viu a Zaqueu pendurado pelos cabelos numa árvore e disse: "Desce daí, pois hoje almoçarei na tua casa". Veio Dalila e cortou-lhe os cabelos e os restos que sobraram foram doze cestos cheios para alimentar a multidão. Portanto, não andeis inquietos dizendo: "Que comeremos?", pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. E todos que ouviram se admiraram da sua doutrina.
O "irmãozinho", entusiasmado, olhou para o pastor e perguntou:
- E então, estou pronto para pregar o Evangelho?
- Olha meu filho - disse o pastor- eu acho que aquelas letras no céu não significam: "Vai, Cristo Chama". Antes, deveriam ser lidas: VAI CORTAR CANA.

Um conhecimento superficial da Bíblia pode causar muita confusão!

Do livro ESBOÇOS: Uma mensagem para cada dia do ano com Tema, Introdução, Explanação e Conclusão, de José Elias Croce.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

E-book: Deus e a Família - Roteiro de estudos bíblicos


A Aliança Evangélica Brasileira disponibilizou o e-book Deus e a Família - Roteiro de estudos bíblicos, de autoria do pastor e professor Martin Weingaertner. Nas 108 páginas do e-book o professor Weingaertner, que é editor do Devocional Orando em Família, apresenta um riquíssimo conteúdo para a edificação de nossos lares.

Para baixar o e-book, CLIQUE AQUI.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Evangelizando adeptos da Nova Era


Matheus Loures


A partir dos anos 60 acompanhamos o crescimento do movimento new-age (nova era). Este movimento é extremamente complexo e possui fronteiras muito fluidas, isso vem estabelecendo um grande desafio para sociólogos e antropólogos que estudam o tema. Esse neo-esoterismo é caracterizado pelo resgate do paganismo antigo, bem como do xamanismo indígena, mesclado-os com o panteísmo oriental¹. Seus seguidores tendem a peregrinar pelas várias opções religiosas retendo aquilo que lhes agrada. É um movimento marcado pela máxima “definir é limitar” dando prioridade àquilo que se pode sentir internamente. Apesar de estar bem presente nos grandes centros, existe todo um circuito new-age pelos interiores do Brasil, passando por cidades como Alto Paraíso (GO), São Thomé das Letras (MG) e o Vale do Capão (em Palmeiras, na Bahia), que recebem místicos de todo o mundo. Geralmente, esotéricos tem uma grande resistência com o cristianismo por considerá-lo muito institucional e exclusivista.²


Tendo lido isso talvez você se faça a pergunta: como posso fazer conhecida a mensagem do evangelho a este grupo? Baseado em nossa experiência no campo missionário, listarei 5 pontos que julgo muito importantes: 



1-Exerça um cristianismo integral e engajado: Embora moldados por cosmovisões bem diferentes a ideia de um evangelho (e missão) integral possui muitos pontos de contato com a busca por uma “espiritualidade holística” por parte dos esotéricos. Todo fruto de justiça do evangelho, todo cuidado com a criação e o cultivo do belo que vem de Deus é uma poderosa pré-evangelização neste meio. Explore, desfrute e se lambuze da graça comum. Contudo, faça isso ombro-a-ombro com eles e aproveite as oportunidades para ensinar porque essas manifestações são coerentes com a fé cristã. 



2- Enfatize a graça na pregação: Para C.S.Lewis a diferença central do cristianismo para as outras religiões é a graça. Em todos os outros caminhos espirituais o indivíduo deve conquistar a salvação pelo seu esforço e mérito. Por isso ela é, simultaneamente, escândalo e loucura para os adeptos do misticismo. Ao mesmo tempo em que não deixa de ser aquilo que é de fato: uma boa notícia. Quando alguém do meio místico entende/vivencia o amor gracioso de Deus, este é obrigado a descartar as crenças básicas do esoterismo: panteísmo, divindade do eu e capacidade própria para alcançar a iluminação. Procure contemplar e experimentar cotidianamente a graça de Deus, para que suas palavras tenham a veracidade da experiência, a intensidade da vivência. 



3- Se encha do Espírito: Bem essa verdade serve para o evangelismo a qualquer público, mas de certa forma o esotérico são muito sensitivos e abertos para os aspectos não-verbais da realidade. Já perdi a conta de quantas vezes, depois de um bom momento devocional, não surgiu o comentário: “- Nossa, você tem uma energia tão boa, tão pura”. Muitas vezes esse comentário parte de pessoas que nunca havia visto. Cultivar uma “conexão com o divino” é desejo deles, logo podemos ser a prova de que apesar de nossas imperfeições o ministério de Cristo possibilita um relacionamento com Deus íntimo, intenso e verdadeiro. Somos morada do Santo Espírito.



4- Seja firme, seja legal: A fé dos new agers de tão aberta aos manejos individuais, se torna superficial e sem legado. Os vínculos comunitários também tendem a ser frágeis. É por isso que ser firme naquilo que se crê tende a exercer certa atração. Mas a elegância da firmeza da fé pode ser ofuscada por atitudes arrogantes e intolerantes. Tudo que é “denso” e “pesado” tende a ser rejeitado, mas se a certeza no evangelho for demonstrada com humildade e mansidão, é derrubada uma grande barreira para que a Palavra fecunde o coração.



5- Construa relacionamentos: Esotéricos tendem a ser linha dura no seu anti institucionalismo. Entretanto, são muito abertos a tudo que é pessoal e orgânico. Portanto, mais do que criar estratégias de atração às reuniões da igreja, deve-se dispor de tempo para convivência. Os new agers geralmente estão super abertos a isso. São grandes críticos da “correria” da sociedade urbana que mina o tempo de relacionamento, por isso existe esse circuito pelas cidades de interior. Por isso invista mais na convivência do que em programas e atividades institucionais. Viva missionalmente, frequente os mesmo lugares que eles. Cultive o habito comunitário da hospitalidade, atraindo-os para grupos de convivência de sua igreja. Deixei este ponto por último, pois julgo que é nele que todos os outros tópicos podem ser posto em prática. Ter relacionamentos com este público é uma experiência maravilhosa que continua me fascinando depois de mais de 10 anos nesse ministério. Devido à abertura para se falar sobre religiosidade, devoção e sentido da vida existe a todo tempo inúmeras oportunidades para falarmos do Evangelho. Nessas conversas, não raras vezes testemunhamos quando a Palavra penetra a fundo o coração. 



Toda essa reflexão não é pertinente somente a missionários que atuam nesse meio, pois em determinada perspectiva essa onda do esoterismo é a tradução da religiosidade de uma modernidade tardia. Por isso, esses cinco pontos irão ajudar bastante na evangelização de toda uma sociedade pós-cristã, que tende a ser cada dia mais esotérica.



• Matheus Loures, 29 anos, casado com Chrystiane Pereira, mora desde 2010 em Alto Paraíso de Goiás. É formado em comunicação social atua como radialista e produtor cultural e é pastor da Comunidade Seiva.



____________
¹ MCGRATH, Alister, Apologética Cristã no séc XXI Ed Vida Acadêmica São Paulo: Ed Vida, 2008, p 315
²Para saber mais sobre essas e outras informações sobre a new-age sugiroa leitura de AMARAL, Leila Os Errantes da Nova Era e sua Religiosidade Caleidoscópica. Cadernos de Ciências Sociais, Belo Horizonte, v. 3, n. 4; e tambem HERVIEU-LÉGER, Danièle O Peregrino e o Convertido: a religião em movimento. Petrópolis: Vozes, 2008. 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

DESENVOLVENDO UMA IGREJA MISSIONAL - Livro gratuito


Desenvolvendo Uma Igreja Missional - O Modo de Jesus, é um livro escrito por Gustavo Crocker, diretor geral de missões para a Eurásia da Igreja do Nazareno nos EUA. 

Como diz em seu subtítulo, trata-se de "um modelo bíblico da Igreja". O Dr. Crocker elaborou o Modo de Jesus como um modelo para nós desenvolvermos a igreja. Jesus tinha um plano que nos ajuda ainda hoje. Reconhecer os problemas que enfrentamos por todo o mundo irá ajudar-nos com soluções para um desenvolvimento natural e holístico. Os princípios apresentados são universais e funcionarão nos mais diversos diversos contextos. O Dr. Crocker tomou a vida de Jesus e deu-nos um plano paralelo para a igreja desenvolver-se baseada na lei divina de Deus. O crescimento natural é como respirar naturalmente. O desenvolvimento de uma igreja saudável está envolvido com o conceito de Jesus nos dois grandes mandamentos. O Amor por Deus e o Seu amor cravado em nós leva as nossas vidas na direção que Deus pretendeu. É esse tipo de relação com Deus que realiza um impacto na Igreja e no Reino. Ao ler isto e colocar os princípios na vida da igreja e dos indivíduos, ver-se-ão novos resultados na sua forma de alcançar outros que farão a diferença. Os exemplos práticos ajudarão os seus esforços para o mobilizar o seu círculo de influência.

Para ler online ou baixar o livro pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o livro pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Pastor, você tem visitado igrejas ou visitado suas ovelhas?


Em tempos de dor e engano, mulas falam, pedras clamam - e tudo pela misericórdia de Deus, que não quer que nenhum se perca. Desperta, tu que dorme! O $how tem que parar!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Um CD com mensagens em áudio para novos convertidos, para download gratuito (além de outros materiais)



O Ministério Blog do Semeador disponibilizou para auxílio à igreja excelentes e gratuitos materiais. São eles um CD "Bem-vindo à Família" contendo seis mensagens em áudio MP3 para a edificação de novos convertidos, um folheto explicativo sobre a decisão e um pacote de estudos para o discipulado de novos convertidos e fortalecimento da fé. Materiais de grande proveito, que podem ser usados livremente para auxiliar a muitos! Veja abaixo os materiais:

CD BEM-VINDO À FAMÍLIA 1.CD BEM-VINDO À FAMÍLIA

Este CD foi produzido em janeiro de 2011 nos estúdios da GB Music em Imperatriz-MA/Brasil. É em parte uma adaptação do projeto “Welcome to the Family” do Pr. Greg Laurie. (Havest Crusades) Este CD visa ajudar fortalecendo a fé daqueles que recentemente receberam a Cristo como Salvador.
Se desejar, você tem autorização para colocá-lo em seu website/blog para download grátis. (por favor use o link desta página) Também pode ser copiado livremente para doações. Que Deus o(a) abençoe! Dê um click nos links abaixo para fazer o Download. Boa escuta. Esperamos que você seja edificado.
Cd-Compactado 2
Para descompactar este arquivo você deve ter instalado em seu computador o programa WinRar

Faixa 01 Parabéns pela decisão. Mp3/6,12 MB
Faixa 02 Passo número 1: A Leitura da Bíblia. Mp3/8,4 MB
Faixa 03 Passo número 2: A Oração. Mp3/2,53 MB
Faixa 04 Passo número 3: A Igreja. Mp3/6,07 MB
Faixa 05 Passo número 4: A Evangelização. Mp3/6,87 MB
Faixa 06 CONCLUSÃO: Siga firme. Mp3/3,16 MB
Observações: 1.Se houver falhas ao fazer o Download do Cd comunique-nos através doformulário de contato. Teremos o maior prazer em servi-lo. A sua contribuição é fundamental para nos ajudar a propagar o reino de Deus. Desde já agradecemos a sua ajuda.
2. Caso deseje gravar o Cd para distribuí-lo gratuitamente, providenciamos a arte gráfica do mesmo. Click aqui para fazer o download.
3. Se desejar colocar um banner do CD Bem-vindo à família em seu site/Blog para que outros internautas tomem conhecimento deste projeto, use o código abaixo:

2.PANFLETO:BEM-VINDO À FAMÍLIA

novo folderOBSERVAÇÃO: Sinta-se livre para alterar/adaptar os itens deste panfleto conforme a necessidade de sua igreja/congregação.Click na imagem para visualizar/salvar o conteúdo do panfleto em formato pdf (você precisa de um leitor de pdf instalado em seu computador para visualizar)
Para baixar em formato word 2003 click no ícone abaixo:

iconeWord

3. DISCIPULADO PARA NOVOS CONVERTIDOS

Discipulado-de-Novos-convertidos1
Estudos Crescimento em Cristo é uma série de 14 Estudos Bíblicos para fortalecer a fé em Cristo. Click aqui para fazer o download em PDF. (Aguarde um pouco para completar o download 35 pgs.)

Estudo 01 – A Bíblia
Estudo 02 – A Salvação
Estudo 03 – Conhecendo a Deus
Estudo 04 – A oração
Estudo 05 – A igreja
Estudo 06 – A fé
Estudo 07 – A obediência
Estudo 08 – A Segunda vinda de Cristo
Estudo 09 – Dízimos e Ofertas
Estudo 10 – O Espírito Santo
Estudo 11 – O Fruto do Espírito Santo
Estudo 12 – O Batismo no Espírito Santo
Estudo 13 – Os dons do Espírito Santo
Estudo 14 – Evangelismo e Missões

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Como Tornar-se Um Cristão Fiel, um curso bíblico online e gratuito


O Ministério Truth For Today (Verdade Para Hoje) disponibiliza gratuitamente, em português, o curso bíblico Como Tornar-se Um Cristão Fiel. São 20 abrangentes capítulos, além de oito apêndices, num material que pode ser lido online ou baixado. Ideal tanto para iniciantes e para ser usado em evangelização e discipulado, quanto para cristãos que querem aprimorar-se. O curso também está disponível em diversas outras línguas.

Acesse a página e confira: http://www.biblecourses.com/Portuguese/BAFCBook.aspx

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Apostilas de cursos bíblicos para discipulandos para download gratuito


O Ministério americano Liberty Gospel disponibiliza gratuitamente, entre diversos recursos,  alguns ótimos estudos bíblicos para discipulandos, à maneira de pequenos cursos. São três os temas abordados: A Salvação, O Batismo e A Igreja. O método utilizado é o de perguntas a serem respondidas, através de consulta bíblica. Eles oferecem os estudos em inglês, português e espanhol. Nós tomamos a liberdade de adaptar os estudos para um formato de apostila, formatando em arquivo Word, inserindo numeração nas páginas e índice, e realizando a correção ortográfica dos textos em português. 
Os estudos seguem a linha ortodoxa. Leia as apostilas para ver se a linha doutrinária é compatível com a sua, e caso tenha interesse em utilizar em sua igreja/círculo, sinta-se à vontade para baixar e imprimir os materiais.

A Salvação (22 páginas) - Baixe clicando AQUI (4shared) ou leia online/baixe clicando AQUI (Scribd).

O Batismo (15 paginas) - Baixe clicando AQUI (4shared) ou leia online/baixe clicando AQUI (Scribd).

A Igreja (27 páginas) - Baixe clicando AQUI (4shared) ou leia online/baixe clicando AQUI (Scribd).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ferramentas da AMME Evangelizar para capacitar sua igreja


A Palavra de Deus é a mesma, mas os tempos mudaram, a cabeça das pessoas mudou, a reação do inimigo mudou. Por isso precisamos continuar pregando a mesma Palavra de Deus, mas com novas ferramentas e estratégias. Para ajudar as igrejas evangélicas nesse trabalho, o ministério Salva Vidas tem desenvolvido oficinas de até quatro horas de duração que equipam a igreja com novas ferramentas para a evangelização.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Semillitas - Revistas de educação bíblica e atividades para crianças



Esta dica é para você que se dedica ao ministério infantil, seja educando, discipulando ou evangelizando. O site em espanhol Lecturas Bíblicas disponibiliza gratuitamente os fascículos bimestrais Semillitas. Em formato pdf, são ricamente ilustrados, e vem com textos e atividades, como: colorir, recortar e colar, etc. Tudo muito bonito e de grande qualidade. O material pode ser adaptado para o português.


Acesse a página de Semillitas: http://www.lecturasbiblicas.org/SEMellitas.htm


Caso você queira baixar um pacote que preparamos, com 46 edições da revistinha, CLIQUE AQUI.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Como eu posso abençoar o meu pastor - John Piper



John Piper

Conduza alguém a Cristo. Viva uma vida santa. Não perca a sua fé quando você adquirir um câncer. Leve seu filhos a amar a Cristo. Faça algo radical para as Missões.
O ponto comum em tudo isto é você provar com a sua vida que a minha não foi em vão.
Não me dê um Rolls-Royce quando eu fizer 60 anos. Minha vida teria sido em vão se você pensasse que me abençoaria dando-me um grande presente material quando eu fizesse 60 anos. Eu quero ver que a sua vida mudou. Eu quero ver sua vida derramada em favor dos outros. E eu tenho certeza de que é isto que você está me perguntando.
Eu vou a reuniões de oração e ouço minhas ovelhas orarem e eu digo: "É para isto que eu vivo". Eles estão se segurando em Jesus. A vida deles está caindo aos pedaços por aqui, mas eles não abandonam o Senhor. Eles se alegram Nele. Ouço um homem contar como ele tem compartilhado a Cristo no seu trabalho...

São estas as coisas que fazem um pastor suportar qualquer coisa.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DESINTOXICAÇÃO SEXUAL: Um Guia para o Jovem Solteiro - E-book para download


O ministério iProdigo traduziu e compartilha gratuitamente o e-book DESINTOXICAÇÃO SEXUAL:  Um Guia para o Jovem Solteiro, de Tim Challies. Uma excelente leitura para todo jovem cristão, solteiro ou casado.

Para baixar o e-book, CLIQUE AQUI.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Castelos de areia


…onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. —Lucas 12:34

Quando nossos filhos eram crianças, minha esposa Martie e eu tirávamos férias com a família na Flórida, visitando nossos pais. Era maravilhoso estar lá no calor, para uma pausa do congelante vento de Michigan. Mal podia esperar a hora de apenas relaxar na praia com um bom livro. Mas, meus filhos tinham outras ideias. Eles queriam que eu os ajudasse a construir castelos de areia. Relutantemente, levantava-me para ajudar e, rapidamente, era totalmente envolvido pelo projeto. Antes que percebesse, já havia passado horas criando um impressionante castelo — sem pensar que era apenas uma questão de tempo até que a maré levasse embora todo o meu árduo trabalho.

Com frequência, cometemos o mesmo erro na vida, investindo muito tempo e energia construindo nossos castelos individuais e nos deleitando em nossas realizações. Pode parecer que tudo vale a pena, mas no final é inútil.

Em Lucas 12, Jesus desafiou Seus seguidores a vender suas posses e dá-las aos pobres, “…porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (v.34). Em outras palavras, a maneira como investimos nosso tempo e recursos diz muito sobre a nossa perspectiva de eternidade. Como uma antiga canção de louvor diz, “Somente uma vida, que logo passará; somente o que é feito para Cristo durará.” Portanto, o que você fez hoje que durará por toda a eternidade?

Joe Stowell 
Nosso Andar Diário - http://ministeriosrbc.org/

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Estude a Bíblia: um guia de estudo diário para aprender a Palavra


Estude a Bíblia (Alan M. Stibbs, Shedd Publicações) é um livro já clássico, que tem ajudado muitos cristãos em sua caminhada devocional. São mais de 450 páginas onde o autor apresenta mais de 1.000 estudos com duas ou três perguntas cada. Esses estudos podem ser usados tanto para estudo pessoal como: culto familiar, grupos pequenos ou células, curso bíblico de um livro da Bíblia, discipulado, classe de novos convertidos e EBD. O livro cobre a Bíblia inteira, apresenta breves introduções de cada livro da Bíblia e foca o significado e a aplicação diária de cada passagem. 
Um valioso incentivo e auxílio para seus estudos devocionais.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aconselhamento Pastoral a Enlutados



INTRODUÇÃO
O viver e o morrer são duas situações. Da mesma forma a chegada e a partida. Alguém certa vez definiu este mundo como um porto, onde se chega, se vive e um dia se parte. Ao chegarmos trazemos alegrias para aqueles que nos esperam e ao partirmos, deixamos saudades, lágrimas e dor aos que aqui ficam. Raríssimos são os casos em que este sentimento não é deixado como legado.


No transcorrer da história da humanidade milhões foram os que aqui chegaram e daqui partiram. E mesmo assim, nós, seres humanos, não aprendemos o sentimento da perda ou o luto. Este sentimento que não poupa ninguém. Ninguém escapa do luto. Trata-se de algo que só conhecemos com a experiência. Precisamos sentí-lo na própria pele para entendê-lo perfeitamente.



Há, porém, certas coisas a seu respeito cujo conhecimento prévio possibilita prepararmo-nos para enfrentá-lo. E ainda nos ajuda a compreender, confortar e encorajar pessoas desamparados. E é este justamente o propósito deste trabalho: analisar a situação e os sentimentos que envolvem o enlutado para termos uma melhor compreensão de como podemos ajudar aos que ficam com a dor e a saudade.



1 COMPREENDER O LUTO

A perda de uma pessoa querida é uma das experiências mais dolorosas da vida. É uma experiência que cedo ou tarde todos teremos de enfrentar. A dor é um componente da nossa vida, e aprender a lidar com ela faz parte do nosso processo de maturação.
Durante nossa vida iremos sempre nos deparar com perdas diversas: materiais, físicas, profissionais, de posição social, etc. Também, certamente, iremos nos deparar com a perda de uma pessoa muito querida. E esta é em geral a mais intensa e desagradável por tratar-se de uma perda de um ser humano e por ser sem retorno. A dor ligada a essa perda chama-se luto.
A intensidade do luto depende de alguns fatores:

1 - AS CIRCUNSTÂNCIAS QUE RODEIAM A MORTE DA PESSOA. 
Os sobreviventes reagem de diferentes modos diante da perda de pessoas por câncer, acidentes ou suicídio. Não há homogeneidade de reações. E quanto mais longa é a antecipação da morte e maior a possibilidade de falar sobre ela, tanto mais fácil se torna enfrentá-la. Na realidade quase ninguém está suficientemente preparado para a morte, por mais que saiba e pense no momento final de sua vida.



A morte, atualmente, foi se tornando um tema proibido. Das ciranças se oculta a morte e os mortos, dizendo: "Vovô foi fazer uma longa viagem", ou: "Está descansando num bonito jardim". Mas estas mesmas crianças assistem, ao pé da cama dos moribundos, às solenes cenas de despedida.



Em nossa sociedade produtivista e progressista, busca-se falar o menos possível da morte. Os novos costumes exigem que a morte seja o objeto ausente das conversas educadas. Quando, porém, apesar de tudo, é necessário fazer alusões a ela, recorre-se a eufemismos que ajudam a disfarçá-la. Assim, dentro de um hospital, o paciente não morre: "expira", "vai a óbito", ou, se está agonizando, é "paciente com sindrome de JEC" (Jesus está chamando). Designa-se, cada vez mais, o morrer como algo impessoal e os mortos como coisas, tudo isso visando encobrir-se com isso a morte.



Hoje o ideal é que as pessoas morram sem se dar conta de sua morte, sem jamais saber que o seu fim se aproxima. Nesse sentido, os familiares cuidam disso e podem contar com a cumplicidade pessoal médica. Os sinais que podem alterar o doente de seu real estado são cuidadosamente afastados, a começar pela presença do sacerdote. O pastor às vezes é chamado à cabeceira do leito do moribundo quando este já perdeu a consciência ou quando definitivamente está morto. 



Um dos fatores importantes nessa mudança de atitude foi o deslocamento do lugar da morte: ela moveu-se do lar para o hospital. Médicos e enfermeiras substituiram a família. Uma pessoa agonizante tornou-se um doente terminal. Se a morte parece iminente e os membros da família ali estão, são geralmente mandados para fora do quarto. E, na maioria dos hospitais, crianças nem entram. Talvez para protegê-los do choque da morte. Para dar aos médicos e enfermeira liberdade de usar medidas extremas, se necessário. Para evitar experiências traumáticas para outros parentes se um dos familiares entrasse em pânico. Todas medidas razoáveis, mas deixam as pessoas cada vez mais despreparadas para enfrentar a experiência da morte.



2 - A RELAÇÃO ENTRE A PESSOA QUE MORRE E OS QUE FICAM.

O tipo de relação tem seu peso no suportar a dor da separação. Se houve uma relação estreita, de ajuda, ou existiam tensões, mal entendidos, agressões. Será muito duro para um pai aceitar o suicídio do filho que nunca tratou com amor, carinho e atenção. Será muito duro um cônjuge aceitar o suicídio da companheira ou companheiro que nunca tratou com amor, carinho e atenção. Pois o suicídio é algo extraordinariamente duro de se enfrentar por parte dos sobreviventes por ser evitável. Má saúde, incluindo a dor. decepções amorosas, solidão, conflitos conjugais; remorso, vergonha, fracasso profissional ou nos negócios; problemas financeiros; desgraça; perda de posição - são algumas razões que levam ao suicídio, e, que aumentarão em muito a dor, especialmente se acompanhada do sentimento de que a tragédia podia ter sido evitada.

3 - OS RECURSOS COMUNITÁRIOS ACESSÍVEIS AOS ENLUTADOS.
Nestes momentos de dor é necessário o apoio da família e amigos e a presença dos membros da Igreja ou da pessoa do pastor que são os recursos comunitários. A pessoa enlutada que vive a experiência da participação e da sustentação da comunidade, a quem se dá tempo e espaço para recontar sua história, que se sente aceita e consolada, seja qual for a intensidade de sua dor, sairá de seu estado interior com gratidão.

4 - OS RECURSOS INTERIORES DA PESSOA ENLUTADA
A perda de uma pessoa amada pode representar uma ocasião de abatimento ou de crescimento. Isso vai depender de como se utiliza a fé, e qual o peso que tem as lembranças passadas na caminhada rumo à recuperação. Em geral, os enlutados se tornam mais sensíveis e voluntariosos em relação a pessoas que passam pela mesma experiência, se são apegadas à Deus e usam com sabedoria as lembranças passadas.
A reação a esta perda, a nivel físico, emocional, espiritual e social varia de pessoa para pessoa, e pode depender das circunstâncias que rodeiam a morte: o tipo de relacionamento que existiu entre o falecido e o enlutado... a força que a pessoa tem... e a qualidade do mecanismo de defesa da pessoa. Certamente, uma pessoa que pode contar com uma auto-imagem positiva, com uma capacidade de se relacionar facilmente, com uma fé para se apoiar e com uma disposição para tomar iniciativas, agirá melhor do que uma pessoa que tem uma individualidade pouco nítida, que tende a se retrair antes de se envolver, que tem dificuldade em aprender através do sofrimento e que tem medo de assunir os riscos.
Assim como leva tempo para amar, também leva tempo para esquecer. Dizem: "O tempo cura". O tempo, por si só, não cura. Se uma pessoa que sofre, se sentar a uma canto esperando que o tempo cuide de sua amargura, perceberá que o tempo não fará coisa alguma. Segundo Lindemann, esta tarefa que se segue à morte envolve três elementos: desligar-se dos laços que nos ligavam ao falecido, reajustar-se ao ambiente onde a pessoa morta não faz mais parte e formar novos relacionamentos. Tudo isto dá trabalho.
No entanto, a religião proporciona apoio, significado, consolo e esperança para o futuro. Os cristãos acreditam que o Espírito Santo que vive em cada crente oferece um conforto e paz sobrentaurais em épocas de luto.

O ESTADO EMOCIONAL
A experiência do luto envolve toda a pessoa: o corpo, os sentimentos, o espírito, o estilo de vida. A melhor maneira para ajudar é compreender aquilo que a pessoa enlutada está atravessando nos vários níveis de seu ser. Divide-se, em geral, as reações do enlutado em quatro grupos:

1 - REAÇÕES FÍSICAS
A perda da pessoa amada produz mudanças no corpo, altera as funções digestivas, circulatórias e glandulares. As reações físicas mais imediatas são gritos, desmaios, a impressão de secura na boca, de tenção na garganta, a respiração curta. As reações físicas posteriores mais comuns são a dor no peito, dor de cabeça; a sensação de compressão na cabeça e pescoço; a perda do apetite, nenhum desejo de comer, a comida parece areia; a perda do sono, dificuldade de adormecer, acordar súbito, noites que parecem eternas: perda da força física, qualquer coisa deixa a pessoa cansada e exausta; a perda da concentração, sentimento de inutilidade; perda do desejo sexual.
Estes sintomas em geral fazem parte do processo natural da recuperação física. Muitas vezes a pessoa enlutada torna-se verdadeiramente ansiosa e obsessiva em face a qualquer outra pequena dor súbita, real ou imaginária, teme morrer. Outras vezes, deixa-se ir, e a saúde se deteriora; procura vencer o sofrimento, fumando excessivamente e bebendo, descuidando-se da alimentação, etc. As estatísticas mostram um alto nível de mortandade entre as pessoas que enviuvaram.

2 - REAÇÕES EMOTIVAS
São geralmente mais difíceis de serem controladas. Podemos dividi-las em três fases principais:
2.1 - Choque e negação
Expressões como: "Digam-me que não é verdade", "não posso ainda acreditar que tenha acontecido", são indicadores de uma fase de ajustamento à realidade que pode durar até cerca de três anos. Em alguns casos, parentes se recusam a aceitar que se ente querido morreu, procuram acordá-lo, dizem que é hora de parar de fingir e ir para a casa. Preferem crer que foi um sonho e que de algum modo em algum lugar, a pessoa amada reaparecerá. Um viúva poderá continuar a preparar o mesmo número de pratos na mesa. Um viúvo volta do trabalho esperando ouvir a voz de sua mulher na casa.
Muitas vezes as pessoas não choram e aí são tidas como emocionalmente fortes: "Que serenidade a fé lhe dá!" No entanto, esta pessoa pode estar experimentando um estado temporário de anestesia emocional. E que dentro de horas, ou dias, sentirá a realidade da perda. Pode ser bem mais difícil entender a dura realidade, nesse estado, quando sair da anestesia. Quanto antes o afetado tem que tratar pessoalmente de seus problemas imediatos e tomar decisões, tanto melhor.
Há pessoas que não conseguem expressar sua emoções. Os homens, em geral, procuram não expressar suas emoções e seus sentimentos. Talvez seja pela própria formação que receberam de que "homem que é homem não chora". Reter a emoção poderá causar graves problemas. O choro é uma manifestação de descarga e alívio. Na Escritura temos relatos que, quando grandes calamidades abalavam os grandes homens na fé, eles choravam amargamente. Chorar a morte de uma pessoa faz muito bem. Reprimir a emoção é causar dano ao próprio corpo.



2.2 - Raiva e depressão

A raiva é uma reação aos nossos sentimentos de frustração ou de injustiça súbita. É dirigida contra pessoas determinadas que tiveram relação com a morte: um médico, Deus mesmo, alguma pessoa mais próxima, o próprio morto, os amigos, membros da família e o mundo em geral. São estas reações que permitem ao ser humano sobreviver e reencontrar-se na vida, enquanto a depressão os leva a retirar-se da vida, a isolar-se de maneira perigosa.
Em determinado momento nos sobrevem um profundo sentimento de depressão. É como se Deus não estivesse mais no céu, como se Deus não se interessasse mais por nós. É uma sensação de profunda depressão e isolamento. E uma das melhores maneiras de ajudar um amigo numa hora dessas é estar com ele em discreta lealdade e assegurar-lhe que tudo passará. A princípio não nos acreditará, dizendo que não sabemos o que estamos falando. Mas se descobrir que nossa preocupação por ele é autêntica, a afirmação de nossa própria confiança nos constantes cuidados e interesses por ele, da parte de Deus, vão contribuir muito para a sua recuperação.
A depressão é em geral a raiva voltada para o próprio interior. A pessoa não se permite manifestar a raiva porque teme ser rejeitada e abandonada, e assim descarrega suas energias e tensões internamente. A depressão pode exprimir-se pela recusa de ver os aspectos bons da vida cotidiana, em encontrar razões para não sair de casa. Geralmente sobrevivem sem interesse ou desejo para o amanhã.



2.3 – Solidão e Sentimento de Impotência:

A solidão é a emoção mais freqüente e durável que a pessoa enlutada experimenta. Poderá durar por toda a vida. Ela é a combinação de um sentimento de vazio com a ilusão de viver e conviver a vida com a pessoa que não existe mais. Torna-se mais intensa de noite, nos fins de semana, no Natal, na Páscoa, nos aniversários ou em alguma data importante para a família. Ninguém pode arrancar a dor do enlutado, porque ninguém pode tirar do coração o amor.
O sentimento de impotência é a incapacidade de organizar o próprio tempo e os objetivos da vida, dificuldades de tomar iniciativas ou decidir, medo do futuro e falta de segurança. Este sentimento pode manifestar-se mais intensamente nas pessoas que foram dependentes do seu cônjuge, ou viciadas e se encontram agora na dificuldade de organizar as contas, de dirigir o carro, e que são obrigadas a encontrar um companheiro para poderem se manter. Quanto maior for a dependência, tanto mais difícil será readquirir a confiança em si mesmo.
Neste caso o enlutado deve ver no seu pastor, no seu conselheiro, uma pessoa que tem profundo interesse em ajudá-lo. Se isto ocorrer, então meio caminho já foi andado.



3 REAÇÕES ESPIRITUAIS

3.1 – Sentimento de Culpa:
É sentida de diversas maneiras. É, em primeiro lugar, uma necessidade de auto-acusação: "Por que não me dei conta de quanto ele estava doente?" Pode também ser um sentimento de lamentação por não ter-lhe dado aquelas coisas boas e esquecer as debilidades e as falhas.
O sentimento de culpa é um componente da vida. Se formos capazes de identificar nossa culpabilidade, tornar-nos conscientes dela e superá-la, ela torna-se um agente de maturação. A sinceridade consigo mesmo e a manifestação deste sentimento podem apressar o processo de cura. Mostrar-se forte, colocar uma máscara, pretendendo não ter problemas pode atrasar a cura. O sentimento de culpa é uma reação normal à ferida causada pela morte. Todos nós ferimos a pessoa a quem amamos, de uma ou de outra forma, dizendo palavras ásperas ou agindo de forma impaciente e egoísta.
A perda de uma pessoa querida nos fere, mas as feridas surgem para serem curadas. No entanto, o enlutado deve querer a cura. Ele não pode agir como uma criança que fica tirando a casca da ferida. Mesmo que a vida pareça ter perdido o seu significado, com a perda da pessoa que mais amava, ela precisa continuar.
Se nos sentimos culpados, devemos procurar o perdão. Nesta hora, é importante que o pastor mostre ao enlutado a divina graça de Deus. O perdão que Cristo nos deu através de sua morte na cruz. Ao enlutado devemos confortar, e dizer-lhe a não ter medo ou vergonha de falar sobre seus sentimentos de culpa. A pessoa enlutada deve desabafar, pôr para fora seus sentimentos de culpa.



3.2 – Ausência de Sentido

A pessoa enlutada vive em geral a experiência da falta de objetivo e de significado na vida, já que a pessoa amada morreu: "Agora para mim não existe mais nada, porque Deus não me leva também?"
A falta de respostas claras sobre a vida aqui neste mundo e a sensação de não termos o controle da vida levam a duvidar de que existe um ser supremo, Deus de amor. Queremos saber com segurança o que aconteceu à pessoa, após a morte, se está em paz, se a vida continua realmente ou não.
A pessoa enlutada precisa muito da atenção de seus amigos cristãos, da pessoa do ministro da Palavra de Deus. Senão, em alguns casos, é vítima do Espiritismo ou de outras seitas.



3.3 – Aceitação:

Devemos dar tempo ao tempo para o enlutado aceitar a morte. A aceitação da morte permanece como condição necessária para continuarmos nossa jornada pela vida. Não haverá melhoras, até que a enfrentamos. Muitas vezes é difícil compreender que o que aconteceu foi real e a vida mudou. O que é importante, é compreender o que aconteceu. O único meio de lidar com a morte é admiti-la. Não podemos lutar contra ela. Só podemos aceitá-la, não importando quão penosa possa ser.



4REAÇÕES SOCIAIS:

4.1 – Ressentimento:
Pode sentir-se ofendida e ressentida se alguém com boas intenções, deixar de recordar o falecido. É como se quisesse dizer: "Ninguém, amigos ou familiares, se incomoda mais em lembrar ou chorar comigo. Gostaria de gritar bem alto: Conversem comigo! Conversem comigo!"
A maior necessidade do enlutado é ter alguém para compartilhar sua dor, sua lembranças, sua tristeza. Na vida só podemos aceitar aquilo que podemos compartilhar. As pessoas enlutadas precisam de alguém que lhes dê tempo e espaço para sofrer.
Nossas lembranças e sentimentos partilhados com pessoas que estão sofrendo, é particularmente útil e terapêutico. Nós aprendemos a entender nossa experiência como normal... a estar atentos às diferentes maneiras de luta... a compreender que as respostas para o nosso sofrimento e para a nossa vida estão dentro de nós, no momento em que nos tornamos livres para dar e receber de maneira franca e carinhosa.



4.2 – Sentimento de não pertence:

Sente-se uma carta fora do baralho. A sociedade é basicamente voltada para o casal. Pessoas sozinhas sentem-se deslocadas. A pessoa enlutada experimenta, por vezes, medo de reentrar na sociedade e ansiedade em restabelecer novos relacionamentos. Para evitar novos sofrimentos e proteger-se da própria vulnerabilidade, fica em casa. A casa torna-se uma fonte de conforto e ao mesmo tempo um ninho de tristeza. Para preencher o vazio e superar o sentimento de solidão liga o rádio e a TV e assiste programas sem parar, o rumor e a música são um meio para cobrir o silêncio de uma casa vazia.
Para superar a dor, o enlutado não deve só esperar ser compreendido. Procurar a companhia de outros que passam pela mesma experiência lhe fará bem. É ajudando outros que se encontram em situação idêntica que ele apressará sua cura. E acima de tudo, deve olhar para o futuro eliminando atitudes como: "Não há nada que me faça feliz!" Tomar decisões sobre sua vida o ajudará a ganhar algum controle sobre ela e aumenta a autoconfiança.



4.3 – Sentimento de Transformação:

Na dor, a pessoa muda sua própria imagem. Gente quieta e passiva pode tornar-se extrovertida e ativa, e vice-versa. Muitas pessoas frias aprendem a ser humanas e a falar com o coração. Aprende a fazer coisas que nunca tinha feito antes e cada novo resultado alcançado ajuda a pessoa a sentir-se novamente bem na vida.
A ajuda e o conforto dos amigos é muito importante, pois leva a pessoa enlutada a sentir que não é deixada sozinha, que tem valor. Aprende assim a adaptar-se aos novos papéis (viúva, viúvo).
A perda de uma pessoa querida é uma das piores coisas que pode nos acontecer neste mundo, mas é também um meio de Deus nos educar, amadurecer, fazer olhar para o alto, levar a descobrir novos valores, levar a fazer novas amizades e nos fazer ver que este mundo não é nossa verdadeira e definitiva pátria.

AS TENTAÇÕES DO SOFRIMENTO
O homem está sujeito a inúmeras tentações: tentações do sexo, do dinheiro, do orgulho, do ódio e assim por diante. Mas geralmente não pensamos nas tentações do sofrimento. Elas existem e podem afastar o homem da sã doutrina e do próprio Deus, jogando-o na sarjeta e o destruindo.

1APATIA:
É a ausência de sentido, a mesma coisa que indiferença. É o estado em que a pessoa não apresenta sensíveis reações emocionais ante situações que normalmente suscitam tais respostas. Esta anormalidade não é necessária. Não é requerida pelo espírito cristão. Observamos como Jesus chorou frente à dor causada pela morte de Lázaro (Jo 11.35), como Ele não escondeu dos discípulos a sua reação ante o sofrimento do Getsêmani: "A minha alma está profundamente triste até à morte" (Mt 26.38).
A apatia não ajuda nada. É quase sempre uma mentira mental e uma porta aberta ao fatalismo, aquela atitude de que desencoraja qualquer resistência ao sofrimento. O fatalista diz com muita simplicidade: "É como Deus queria".

2MASOQUISMO:
Aqui o que acontece não é apatia, mas prazer. Sente-se prazer com o próprio sofrimento. Outra tentação muito séria. A pessoa se acostuma com a dor e passa a gostar dela. Uma das razões porque se comporta assim é para continuar a chamar a atenção e o cuidado dos outros, dos quais se valeu durante algum tempo.
Paulo em 2 Co 12.10 diz: "Sinto prazer nas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo". Aqui não se trata de masoquismo. O prazer não está no sofrimento, mas naquilo que o sofrimento produzia em Paulo – maior dependência de Deus e melhor apropriação de recursos provenientes de Deus. O contexto mostra que Paulo não foi nem apático e nem masoquista no que se refere ao chamado espinho na carne. Ele aceitou e entendeu a resposta de Deus e com esta resposta se satisfaz. Daí a explicação: "Quando estou fraco, então é que estou forte".

3SUPERINDAGAÇÃO:
A preocupação com a causa do sofrimento até certo ponto é justa e sadia. O grande problema é que o homem tem errado muito na tentativa de descobrir a razão do sofrimento. Gasta-se mais tempo com a análise do sofrimento do que com a busca da solução. E esta superindagação da dor toma ares altivos e desrespeitosos com Deus: se Ele não me der uma explicação detalhada e convincente, eu me decepciono e me sinto à vontade para me afastar de Deus.
O livro de Jó conta que Elifaz, Bildade e Zofar estavam tremendamente enganados quando atribuíram o sofrimento de Jó a alguma iniqüidade daquele a respeito de quem Deus declarou ser íntegro e reto (Jó 1.1). Não podemos atribuir ao pecado próprio a razão do seu sofrimento.
A paraplégica Joni Eareckon, que experimentou tremendo sofrimento sugere uma atitude muito sábia: "Quando as peças do quebra-cabeça não se encaixam, deixemos que Deus seja Deus".

4EXAGERAÇÃO:
É muito fácil dramatizar. É muito fácil espalhar a dor por todo o corpo, quando apenas o joelho está doendo. É muito fácil esquecer o recado do Sl 30: "Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã". É muito fácil exagerar o tamanho e o tempo do sofrimento ou daquilo que nos leva ao sofrimento. Para vencer esta tentação bastante comum é necessário ter em mente que Deus nos criou com a capacidade de suportar a dor e até a tragédia. É muito melhor descansar nesta capacidade do que exagerar na dor.

5FIXAÇÃO:
Há pessoas que recusam qualquer alívio. É o caso de Jacó, cujo filho José foi dado como morto. Todos os seus filhos e filhas levantaram-se para o consolar, mas Jacó não quis ser consolado e disse: "Chorando, descerei a meu filho até a sepultura" (Gn 37.35). Esta tentação é muito comum.
A fixação fecha a porta ao alívio e dispensa o consolo que o passar do tempo produz. Isso pode provocar traumas, que mais tarde darão sofrimento maior. As vítimas de fixação da dor acreditam que a fixação é um desrespeito à memória daquele que partiu. Cria um ambiente doentio. Param no tempo. Entregam-se à dor e não esboçam a menor reação. Para o meu próprio bem e dos outros que me cercam, não devo me amarrar à dor de tal modo que me impeça qualquer desligamento e conseqüente alívio.

6AMARGURA:
A amargura não é só tristeza. É muito mais que tristeza. É a mistura do sofrimento com o ressentimento e seus associados: decepção, ódio, ira e agressividade. O coração amargurado é tão desagradável e nocivo que a Palavra de Deus declara enfaticamente: "Não haja, em voz alguma raiz da amargura que, brotando, vos perturbe, por meio dele, muito sejam contaminados" (Hb 12.15).
É preciso dissolver a amargura do sofrimento, pois, somente assim, a dor que queima e arde em nosso peito pode ter um fim.

7DESVIO:
A maior de todas as tentações do sofrimento é a perda dos padrões de fé e comportamento. Por causa do sofrimento uma pessoa pode entregar-se à bebida e aos tóxicos. E pior: o sofrimento pode conduzir, o homem além de à outras formas de corrupção, ao suicídio. O raciocínio é simples: Deus falhou, deixando-me sofrer; logo, não tenho compromisso com Ele".
Pior que a perda dos padrões de comportamento, é a perda dos padrões de fé. O que pode levar a não só a aderência a outras doutrinas contrárias a Palavra de Deus (o espiritismo com sua explicação ou teoria sobre o sofrimento humano), mas também ao abandono do próprio Deus, partindo-se para a total descrença: "Deus não existe".
Nestes momentos de dúvidas e questionamentos, não é justo que o enlutado tenha de suportar sozinho a aflição. A Palavra de Deus sempre deverá ser o elo que nos deve levar a consolar os que sofrem a perda de um ente querido. Lemos em 1 Ts 5.14: "...consoleis os desanimados, ampareis os fracos, e sejais longânimos para com todos". Mt 5.4 diz: "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados". Na Bíblia encontramos palavras confortadoras para estes momentos difíceis. Por isso o pastor é a pessoa mais indicada para levar o conforto.

4 - O ACONSELHAMENTO
"O homem que ama a Deus é bom conselheiro, porque é justo e honesto, e distingue o certo e o errado" (Sl 37.30-31).
A fim de ajudar a pessoa, o aconselhamento busca estimular o desenvolvimento da personalidade: ajudar os indivíduos a enfrentarem de forma mais eficaz os problemas da vida, os conflitos íntimos e as emoções prejudiciais; prover encorajamento e orientação para aqueles que tenham perdido algum querido ou estejam sofrendo uma decepção; e para assistir as pessoas cujo padrão de vida lhes causa frustração e infelicidade. Além disso, o conselheiro cristão busca levar o indivíduo a uma relação pessoal com Jesus Cristo e seu alvo é ajudar outros a se tornarem, primeiramente, discípulos de Cristo, e depois, discipularem outros.

1- A BÍBLIA E O LUTO:
A Bíblia é um livro realista que descreve a morte e sofrimento subseqüente de muitas pessoas. No AT, lemos sobre a presença de Deus quando "andamos pelo vale da sombra da morte"; lemos descrições de pessoas ssofrendo momentos de perda e perturbações, aprendemos que a Palavra de Deus fortalece os que sofrem; e somos apresentados ao Messias como "o homem de dores e que sabe o que é padecer...Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si" (Is 53.3-4).



1.1 - Cristo e o significado do luto:

Os incredulos que sofrem sem esperança para o futuro são muitos. Para esses, a morte é o final de relação. Mas o cristão não pensa desta forma. Em duas passagens mais claras sobre este assunto no NT, aprendemos que "se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em companhia os que dormem" (1 Ts 4.14).
Podemos "consolar-nos uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4.18) convencidos que no futuro "os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados... E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória" (1 Co 15.52-54).
Para o cristão, a morte não é o fim da existência, mas a entrada da vida eterna. Aquele que crê em Cristo sabe que os cristãos estarão "para sempre com o Senhor". A morte física continua presente porque o diabo tem "o poder da morte", mas devido `a crucificação e ressurreição, Cristo derrotou a morte e prometeu que aquele que vive e crê nEle "jamais morrerá" (1 Ts 4.17; Hb 2.14-15; 2 Tm 1.10; Jo 11.25-26). Assim, os crentes são encorajados a se manterem firmes, inabaláveis e fazendo sempre a obra do Senhor uma vez que tais esforços não são em vão quando temos a segurança da ressurreição.



1.2 - Cristo demonstrou a importância do luto:

Bem cedo em seu ministério, Jesus pregou o Sermão do Monte e falou sobre o sofrimento: "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados", disse Ele. O choro foi tomado como certo. Ele era aparentemente visto como um sinal positivo, visto que é citado entre um grupo de qualidades desejáveis como a mansidão, humildade, misericórdia, pureza de coração e pacificação. Talvez possamos presumir de acordo com esta passagem que sem o choro, não será possível oferecer consolo.
Quando Lázaro morreu, Jesus ficou perturbado e profundamente comovido. Ele aceitou, sem comentários, a ira aparente de Maria, irmã de Lázaro e chorou com os que estavam se lamentando. Jesus sabia que Lázaro logo seria ressuscitado dentre os mortos, mas mesmo assim o Senhor sofreu. Ele também afastou-se amargurado ao saber que João Batista tinha sido executado. No Jardim do Getsêmani, Jesus ficou "profundamente triste", talvez com uma tristeza antecipada, mas intensa, semelhante a experimentada por Davi ao observar a morte de seu filho pequeno.

2 - O ACONSELHAMENTO PASTORAL
A Escritura nos serve de orientação e guia. O pastor, como guia espiritual, tem uma importante tarefa a cumprir com os que choram a perda de uma pessoa amada. Em Tg 1.27 fala-se em "visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações..." Este texto mostra com muita clareza que os enlutados devem ser assistidos. A história da ressurreição do filho da viúva de Naim mostra que Jesus se compadeceu da viúva e restituiu a vida ao filho da viúva.
David Switzer, em seu livro "The Minister as Crises Counselor", diz que:
"O ministro deve procurar a família ou a pessoa do enlutado logo que é informado da morte, e esta visita deve ser de caráter privado. Na segunda visita, antes do funeral, o ministro deve perguntar sobre a morte e suas circunstâncias. O terceiro passo é o funeral. O quarto passo é uma visita dentro de dois ou três dias após o funeral. Finalmente, durante as primeiras seis semanas, deve haver semanalmente uma conversação pastoral com os enlutados, e durante as seis semanas seguintes, visitas a cada dez dias, depois a cada duas semanas".
Switzer também apresenta alguns pré-requisitos para o aconselhamento aos enlutados:
"Primeiro o ministro deve proceder de tal forma com seus sentimentos concernentes à morte, e, mais especialmente, em relação à sua própria morte, que sua própria vida seja um testemunho. Segundo, o ministro deve ter uma dedicação especial para com as pessoas aflitas que o procuram, usando sua iniciativa pastoral com coragem, criatividade e sensibilidade. Terceiro, o ministro deve entender sobre as dinâmicas do luto, e sobre o curso de ação e sobre as necessidades das pessoas enlutadas. Finalmente, o ministro deve ter alguma noção sobre o tratamento com as pessoas, que o habilitará a utilizar sua afinidade com os enlutados ao longo do tratamento".
O pastor, em suas primeiras visitas ao enlutado, deve fazer sentir ao enlutado que o quer ajudar, que o quer ouvir sua aflição e dor. E para que isto aconteça é importante ajudar o enlutado a falar sobre a pessoa amada e as causas da morte. Ajudar a lembrar os bons momentos juntos que passaram quando em vida. O pastor deve se colocar como um ouvinte atento, escutar o que o enlutado tem a dizer. É bom que enlutado ponha para fora os seus sentimentos.
O pastor como ouvinte deve estar atento para com os sentimentos do enlutado. Deve estimular todos os esforços de pessoa enlutada, para que enfrente a crise com toda maturidade. Deve trabalhar através através dos sentimentos feridos. No entanto, quando o pastor encontra, ou percebe que seu trabalho de aconselhamento está sendo bloqueado, deve então encorajar a pessoa a falar sobre sua afinidade com o falecido, e continuar a fazê-lo até que os elementos negativos sejam superados.
O luto deve ser curado de dentro para fora. O enlutado deve pôr para fora todos os seus sentimentos em relação ao falecido. Isto nem sempre é fácil. O pastor, deve procurar facilitar ao enlutado o caminho à nova realidade. Ouvir o enlutado e estar ao seu lado é muito importante.
O papel do pastor para com o enlutado é sumamente importante. Deve o pastor ser grande observador de toda a situação que passa e enfrenta o enlutado, isto para ajudar melhor na sua recuperação. A Palavra de Deus no aconselhamento é fundamental. O enlutado deve saber que a vida é regida por Deus. Que nossos planos não são os planos dele. Que todos, mais cedo ou mais tarde, vamos partir. Que esta vida aqui é apenas um preparo constante para a vida eterna com Deus. E então as perguntas do porquê isto tinha de acontecer já não serão mais perguntas que exigem respostas para tal pergunta. Cabe-nos dialogarmos com os enlutados e mostrar-lhes que Deus é o autor da nossa vida, sabe e faz tudo para o bem daqueles que o amam. No Sl 43.1-5 o salmista faz indagações pelo porquê. E no final a resposta é: "É preciso continuar a esperar no Senhor! Um dia hei de agradecer-lhe: Tu me libertaste, tu és meu Deus".
Na Bíblia, a Palavra de Deus, temos diversos exemplos de pessoas que sofreram a perda de pessoas amadas. Deus, no entanto, não tirou de sobre eles seu braço forte. Jó quando em dificuldades, quando na dor, foi assistido por amigos. Ficaram ao lado de Jó para o ajudar. Este é um exemplo que deveríamos seguir. Ficar ao lado do enlutado. Ouvir o enlutado. Mostrar-se pronto para ajudar.
O aconselhamento pastoral é estremamente delicado, mais ainda quando se trata do aconselhamento a enlutados. Ao enlutado não é fácil, em certas ocasiões, dirigir as palavras certas no momento certo. Na maioria das vezes (para não dizer sempre) cabe ao pastor esta nobre (sim, nobre) tarefa de levar o consolo e a esperança para aqueles que sofrem.
Todos nós, como ministros de Cristo, fomos chamados para sermos médicos de almas, a fim de sarar as feridas ou enxugar as lágrimas. Nosso Senhor dará sabedoria ao seu ministro e se manifestará por intermédio dele, como o terno e cuidadoso amor do Bom Samaritano; e assim o pastor será capaz de derramar o vinho e o azeite sobre a ferida, tratando-a suavemente. Quão elevado e divino é este ministério, e quão próximo está do próprio Deus o homem que pode cuidar, com carinho eficiente, dos corações que estão a sangrar.

CONCLUSÃO
Este trabalho é muito pequeno para poder medir, analisar e dar soluções para cada caso que envolve o luto. Também não era este o propósito deste trabalho. Mas uma coisa é certa: Os enlutados sempre estarão em nosso meio. O próximo poderá ser eu ou você. Eles estão nos necrotérios, nos cemitérios, nas capelas e até dentro de nossas comunidades a espera de uma palavra de esperança e ânimo... algumas vezes, para não dizer sempre, apenas de nossa solidariedade e companhia.
Queira Deus que este trabalho tenha atingido o mínimo possível do seu objetivo, para que pudéssemos compreender algumas situações e sentimentos que envolvem o enlutado, para que quando pastores (a quem cabe a tarefa de acompanhar o enlutado), possamos compreender o quanto precisamos ajudar aos que ficam com a dor e a saudade.


BIBLIOGRAFIA

1 BATCHELOR, Mary. Caminhando com a dor. São Paulo: Paulinas, 1991.
2 BAUMAN, Harold. Superando o Luto. São Paulo: Paulinas, 1991.
3 BIBLIA SAGRADA, João Ferreira de Almeida, 2º ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil.
4 COLLINS, Gary. Aconselhamento Cristão. trad. Neyd Siqueira. São Paulo: Vida Nova, 1995.
5 FABER, Breno. O Aconselhamento Pastoral na Crise do Enlutado, Ig. Lut. III Trim., 1984, pg.10-14.
6 KISSLER, Breno. Aconselhamento e Assistência a Enlutado. Ig. Lut. III – IV Trim., 1984, pg.14-21.
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8 REGAUER, Elmar. A Dor do Enlutado: Compreenda-o. Santa Maria: CEL "Cristo", 1986.
9 ROSA, Rubem. Aconselhamento Pastoral à Enlutados. MonoGrafia apresentada à Faculdade de Teologia do Seminário Concórdia. São Leopoldo, 1985.
(CEDENIR HOECKEL – São Leopoldo, 1998)


Fonte: Sermão & Cia
http://pracasanaocair.blogspot.com/2010/12/aconselhamento-pastoral-enlutados.html