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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Líderes evangélicos confirmam apoio à Marina Silva

Na manhã desta sexta-feira (26) a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) esteve em São Paulo participando do Encontro Nacional de Lideranças Evangélicas.
Promovido pela apóstola Valnice Milhomens, o evento atraiu centenas de líderes evangélicos de diversas denominações até o Club Homs, localizado na Avenida Paulista.
Entre os presentes estava o apóstolo César Augusto da Igreja Fonte da Vida que foi o responsável pela oração inicial da reunião. Vindo de Brasília para declarar seu apoio à Marina, César Augusto afirmou que a ex-senadora representa um novo tipo de fazer política citando três motivos para votar nela.
“O meu apoio e da Fonte da Vida, segmento que represento, se deu primeiro porque ela representa um novo tipo de política, segundo porque a alternância de poder é saudável para a democracia e terceiro porque ela comunga dos mesmos princípios que nós comungamos”, disse.
Na mesa disposta no palco estavam a candidata e três representantes evangélicos, o pastor Lélis Marinho, coordenador político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a apóstola Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, e o pastor ED René Kivitz da Igreja Batista da Água Branca.
Marinho confirmou o apoio da CGADB à Marina em um breve discurso onde falou sobre a crise financeira no Brasil. Citando textos bíblicos, ele encorajou os ouvintes dizendo que Deus está no controle de tudo e afirmou que Marina está sendo levantada por Deus para mudar essa situação.
O pastor assembleiano também fez um apelo aos evangélicos dizendo: “Nós estamos ameaçados, nossos princípios estão ameaçados. Temos poucos dias, vamos dobrar nossos joelhos”.
A anfitriã do evento foi breve em seu discurso, falando que as lideranças resolveram se reunir com Marina para apoiá-la, sem fazer nenhum tipo de cobrança. “Não estamos aqui para criticar ou pedir, mas para dizer que estamos contigo”.
O pastor Ed René Kivitz foi o responsável pelo discurso principal que enalteceu a candidata do PSB falando sobre sua trajetória política. Kivitz também afirmou que seu apoio não foi escolhido por conta da religião de Marina, mas por suas propostas e pelo que ela representa para o Brasil.
“Não é hora de mudar a página, é hora de mudar o livro”, disse ele arrancando aplausos dos presentes. Ao se dirigir à Marina, o pastor batista de visão progressista afirmou: “Não se intimide. Só agride quem tem medo”.
Kivitz estava se referindo às perseguições que Marina tem enfrentado por parte de seus adversários políticos. Desde que se tornou a candidata do PSB, após a morte de Eduardo Campos, Marina passou a se destacar nas pesquisas eleitorais.
Para impedir este avanço os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves, passaram a atacá-la nas propagandas eleitorais e nos eventos.
Entre os ataques há rumores de que a pessebista acabaria com o programa Bolsa Família; que ela não tem experiência em cargo executivo e que seu plano de governo foi “escrito a lápis”, se referindo às mudanças do texto apresentado pelo PSB.

Marina apresenta suas propostas aos pastores

Marina foi convidada a falar com os líderes reunidos e não tocou em temas recorrentes como aborto e casamento gay, falando de propostas para a reforma política, segurança pública, saúde, educação e economia.
A candidata afirmou que nunca em sua trajetória política se valeu da religião para conquistar votos, nem mesmo quando era católica. “Jamais instrumentalizei minha fé. Há uma diferença entre o político evangélico e o evangélico político”, disse. A ex-senadora explicou a diferença entre eles dizendo que o primeiro instrumentaliza a fé e o segundo sabe que não se deve fazer isso.
“As pessoas tinham uma visão de que por ser evangélica eu iria transformar as igrejas em palanques e os palanques em púlpitos.”
Frustrando quem esperava esse tipo de atitude, Marina não tem se apresentado dentro de igrejas e está dialogando com representantes das mais diferentes religiões.
Voltando a falar de seus projetos, Marina Silva prometeu manter as coisas boas já realizadas pelos antecessores, corrigir o que estiver errado e fazer o que precisa ser feito.
“Meu objetivo não é ser presidente da República, mas de ajudar a melhorar o Brasil”, disse ela se comprometendo também a não difamar seus concorrentes, mesmo sendo alvo deles. “Não quero destruir Dilma ou Aécio, quero construir o Brasil.”

quarta-feira, 28 de maio de 2014

As igrejas e a política: O manifesto de Tiago


Lembro-me da euforia — e da polêmica — que tomou conta das Assembleias de Deus na década de 1980, quando a nossa denominação descobriu a política. Nessa época, a filantropia já era organizacional, e, com a eleição de nossos irmãos na fé para os diversos escalões de governo, estávamos felizes por apagar de vez o estigma de instituição alienada. Mas a nossa nova imagem — se é que realmente a conquistamos — não nos eximiu das antigas dúvidas. Afinal, a Igreja tem ou não obrigações sociais? Deve ou não eleger representantes?
Quanto mais penso no assunto, mais me convenço de que nessas questões nos arriscamos a cometer um grande equívoco: o de fazer o que é certo e o que é lícito, mas pelos motivos errados. É também minha convicção que igreja alguma se oriente por programas políticos ou sociais. Contudo, a Bíblia, em Tiago 1.27, apresenta-nos este manifesto: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”. É por ele que devemos nos guiar.
As obrigações sociais
Por um bom período, a nossa denominação praticamente ignorou as obras de assistência social. A evangelização era a única prioridade e só enxergava as almas perdidas, sem lhes perceber o invólucro — o corpo — faminto ou doente. Éramos puros, cheios de fé e de amor, todavia maculados pela omissão. [Hoje penso que talvez houvesse mais caridade voluntária, porém a denominação não se caracterizava por isso.] Mas quando finalmente removemos a mácula de nossa religião, ficamos expostos à impureza, porque — este é o ponto — a Igreja não pode fazer caridade por obrigação social ou apenas para melhorar a sua imagem. [Acrescento que algumas igrejas fazem caridade como “tática de evangelização”, sem real interesse pela situação da pessoa, exceto no que diz respeito à sua “alma”.]
O manifesto de Tiago tem por base o principal ensino da epístola: as boas obras são o produto natural da fé verdadeira e do amor ao próximo. Se a nossa caridade reflete uma consciência pesada ou resulta de pressões externas, estamos corrompendo a Palavra. Se nos negarmos a socorrer o próximo, a fé que professamos é morta. Desse modo, concluímos que a Igreja não tem “obrigações sociais”, e sim o dever de professar uma fé verdadeira com as suas naturais consequências: as boas obras.
Os representantes
Bem, os motivos de a Igreja estar fazendo caridade podem não ser identificáveis à primeira vista, mas o equívoco, a meu ver, é evidente na questão política. Na época em que “descobrimos” a política, os candidatos brotavam com a ligeireza de certas gramíneas, alastrando-se pelos templos florescentes de cidadania, proclamando-se e sendo proclamados representantes da Igreja. Não discuto a existência de políticos em nosso meio. O que nunca entendi foi a declarada representação.
Ora, representar significa reproduzir. Então, o que estamos pretendendo? Um ramo estatal? Uma mistura de poder espiritual com poder político? A história já nos mostrou que essa combinação é sinônimo de desgraça social e espiritual. É nobre e bíblico desejar a justiça, mas o caminho com certeza não passa pelos pretensos e pretendidos representantes.
Se queremos representantes no poder, é certo que desejamos governar — e mais certo ainda que iremos nos corromper. O motivo? Simples: governar não é missão da Igreja, porque ela acabará se expondo a um bombardeio de tramas e interesses e obrigando-se a concessões que jamais faria como Igreja. Por fim, terá de renunciar ao seu propósito original. E assim um país dirigido pelas Assembleias de Deus — ou pelos seus representantes — não garantirá uma sociedade mais justa. Na verdade, não será melhor que um governo oficialmente católico nem mais desejável que um Estado muçulmano.
A Igreja deve ser o sal da terra, além de ela mesma “guardar-se da corrupção do mundo”, como refere o manifesto de Tiago. Claro, é lícito a Igreja dar o seu voto de confiança a membros vocacionados para a política. Mas parece que nem isso sabemos fazer. Depois da última eleição, vários deputados federais evangélicos apareceram numa lista negra acusados de atos políticos reprováveis. E eles ainda nem haviam assumido! Ou seja, nosso sal foi “pisado pelos homens” mesmo antes de tocar o solo brasiliense.
Possamos nós, com a graça de Deus, simplesmente continuar como Igreja!
Publicado pela primeira vez no Mensageiro da Paz, no final da década de 1990.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Manifestação Pacífica em Brasília dia 05 de Junho


Maya Felix
http://www.ubeblogs.net
  


Não moro em Brasília, mas vou à manifestação pacífica promovida pelo pastor Silas Malafaia em Brasília, dia 05 de junho. Será um esforço significativo para mim, sob vários aspectos. Mas eu vou.

Vou porque concordo com as razões da manifestação. Vou porque a manifestação política e pacífica de grupos sociais é garantida pela Constituição Federal, assim como a manifestação de pensamento, de expressão e de culto. Vou porque vejo diariamente tentativas de partidos governistas de violar a Constituição Federal em vários de seus artigos no que diz respeito à liberdade de culto – particularmente do culto cristão-evangélico. 

Vou porque, como evangélica, penso que é legítimo, democrático e necessário que nós, evangélicos, nos levantemos agora para defendermos nossos pontos de vista diante de um Governo cujo partido e aliados constantemente trabalham para levar a cabo políticas que contrariam nossas crenças e nossos princípios. Também pagamos impostos. Também votamos. Também trabalhamos duramente. Também pensamos.

Estarei lá, dia 05 de junho, às 15h, em frente ao Congresso Nacional. Vou pacificamente. Vou certa do que defendo. Vou porque creio que o Estado laico não justifica a perseguição religiosa que ora ocorre no Brasil sob os rótulos de “combate à homofobia” (leia-se: kit gay nas escolas públicas), “defesa dos direitos da mulher” (leia-se: defesa do aborto), “defesa do estado laico” (leia-se: destruição de símbolos culturais que remetem ao cristianismo) e tantos outros, cujo deslizamento de sentido opera a justificativa para atos que vão de processos penais a pastores e evangelistas por exposição da Palavra bíblica a ameaças de fechamento de igrejas.

Eu vou. Sou cidadã, pago impostos altíssimos, trabalho duramente e respeito meu próximo. Apesar disso, manifestações de “cristianofobia” tornam-se corriqueiras no Brasil. Assistimos a insultos, ofensas e desrespeitos diversos a políticos evangélicos, trechos da Bíblia, santos católicos, religiosos evangélicos e católicos e até ao Papa, como veio a público na Parada Gay de São Paulo, no último domingo dia 02/06. Assistimos a tudo isso e nos calamos, e creio que é chegada a hora de manifestarmos nossa indignação diante dessa situação injusta. 

Vou porque o que o Governo Federal, parlamentares e ministros do STF têm chamado de “respeito às minorias sexuais” mostra-se, progressivamente, a simples concessão de privilégios a uma minoria que, de modo truculento, manipula dados a fim de mais confortavelmente ter a aprovação da opinião pública, impor seus pontos de vista e exigir a aprovação da sociedade às suas práticas sexuais. Para isso, tentam desmoralizar um segmento religioso que condena suas ações. Insultam-nos, atacam-nos e nada dizemos.

Vou porque me sinto diariamente desrespeitada, ofendida e discriminada, como evangélica. Como eu, conheço tantos mais que chegam a ter medo de expor seus pontos de vista em determinados meios sociais e profissionais. No entanto, reza a Constituição Federal, em seu Artigo 5º, incisos IV, VI e XVI: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.”
 
Por isso tudo, irmãos, eu vou.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Crescimento da Cristofobia ao redor do Mundo - Quando os ricos países cristãos irão protestar e reagir?


Jornal do Brasil 
Ives Gandra


Ayaan Hirsi Ali publicou na revista Newsweek, de 13 de fevereiro passado, artigo fartamente documentado sobre a guerra que os países islâmicos estão desencadeando contra os cristãos, atingindo sua liberdade de consciência,  proibindo-os de manifestarem sua fé e assassinando quem a professa individualmente ou mediante atentados a Igrejas ou locais onde se reúnam.

Lembra que ao menos 24 cristãos foram mortos pelo exército egípcio, em 9 de Outubro de 2011; que, no Cairo, no dia 5 de Março do mesmo ano, uma igreja foi incendiada, com inúmeros mortos; que, na Nigéria, no dia de Natal de 2011, dezenas de cristãos foram assassinados ou feridos, e que no Paquistão, na Índia e em outros países de minoria cristã a perseguição contra os que acreditam em Cristo tem crescido consideravelmente. Declara a autora que “os ataques terroristas contra cristãos na África, Oriente próximo e Ásia cresceram 309% de 2003 a 2010”. E conclui seu artigo afirmando que, no Ocidente, “em vez de criarem-se histórias fantasiosas sobre uma pretensa “islamofobia”, deveriam tomar uma posição real contra a “Cristofobia”, que principia a se infestar no mundo islâmico. “Tolerância é para todos, exceto para os intolerantes”.


Entre as sugestões que apresenta, está o Ocidente condicionar seu auxílio humanitário, social e econômico a que a tolerância para com os que professam a fé cristã seja também respeitada, como se respeita, na maioria dos países ocidentais a fé islâmica.


Entendo ser o Brasil, neste particular, um país modelo. Respeitamos todos os credos, inclusive aqueles que negam todos os credos, pois a liberdade de expressão é cláusula pétrea na nossa Constituição.Ocorre, todavia, que as notícias sobre esta “Cristofobia islâmica” são desconhecidas no país, com notas reduzidas sobre atentados contra os cristãos, nos principais jornais que aqui circulam. Um homossexual agredido é manchete de qualquer jornal brasileiro. Já a morte de dezenas de cristãos, em virtude de atos de violência planejados, como expressão de anticristianismo, é solenemente ignorada pela imprensa.

Perseguição aos cristãos em Orissa -2008

Quando da Hégira, em 622, Maomé lançou o movimento islâmico, que levou à invasão da Europa em 711 com a intenção de eliminar todos os infiéis ao profeta de Alá. Até sua expulsão de Granada — creio que em 1492 — os mulçumanos europeus foram se adaptando à convivência com os cristãos, sendo que a filosofia árabe e católica dos séculos 12 e 13 convergiram, fascinantemente. Filósofos de expressão, como Santo Tomas de Aquino, Bernardo de Claraval, Abelardo, Avicena, Averróes, Alfa-rabi, demonstraram a possibilidade de convivência entre credos e culturas diferentes.


Infelizmente, aquilo que se considerava ultrapassado reaparece em atos terroristas, que não dignificam a natureza humana e separam os homens, que deveriam unir-se na busca de um mundo melhor. Creio que a solução apresentada por Ayaan Hirsi Ali é a melhor forma de combater preconceitos, perseguições e atentados terroristas, ou seja, condicionar ajuda, até mesmo humanitária, ao respeito a todos os credos religiosos (ou à falta deles), como forma de convivência pacífica entre os homens. É a melhor forma de não se incubarem ovos de serpentes, prodigalizando auxílios que possam se voltar contra os benfeitores.

Via www.ubeblog.net

sábado, 24 de setembro de 2011

POLÍTICA: Uma sociedade corrompida espera ansiosamente pela manifestação dos (verdadeiros) Filhos de Deus



Na imagem acima, Collor, Sarney e Maluf, três abnegados 'heróis' da Pátria, três variados exemplos do 'melhor' de nossa raça... Três intocáveis, uma trinca de ases de um baralho viciado, no jogo de poker sujo em que se tornou nossa política. Eleitos com milhares de votos, e muitos destes votos, de cristãos. E, vergonha nossa!, reeleitos - também com muitos votos cristãos. 

Quando despertaremos de nossa sacrossanta alienação? Onde estão nossos candidatos, aqueles que representem não apenas nossos 'interesses' enquanto segmento social, mas nosso PADRÃO MORAL? Temos a Marina Silva, o Magno Malta... e mais quem? Ano que vem temos eleições. Já é tempo de começarmos a nos informar e articular.

Abaixo um texto para nossa reflexão, da filosofa e escritora Ayn Rand, que nada tinha de cristã, mas que pelo visto sabia das coisas:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”. Ayn Rand

Para acrescentar, mais um texto clássico, desta vez de nosso compatriota Rui Barbosa, a grande Águia de Haia:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
__________________________

Uma ação efetiva da igreja, na figura de cada um de seus membros, se faz cada vez mais premente e necessária. Enquanto muitos cristãos se alienam ou lavam as mãos, nossa sociedade desaba. Alguns pastores recusam-se a falar de política. Em sua boa-fé não percebem que assim podem estar ajudando a condenar a sociedade na qual estamos todos inseridos - privando esta sociedade da participação ativa de alguns de seus melhores cidadãos. Já disse com toda a propriedade o economista inglês Arnold Toynbee: "O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam."

A atuação política não é de maneira nenhuma incompatível com a vida e a atuação eclesiástica. Você pode dizer: 'Claro que mil vezes é melhor realizar a direta Obra de Deus do que se ater a questões deste mundo', mas como grande Corpo, cabe a cada um exercer um papel. Ou múltiplos papéis. Nossa missão é integral, e se manifesta não apenas na pregação do Evangelho, mas por meio de ações que promovam o bem-estar da comunidade: o Evangelho todo, para o Homem todo (em todos os aspectos de sua vida). 

Faça o seu melhor como cristão e cidadão de direito - dê o exemplo - cobre - proteste - denuncie! E tenha fé e coragem para lutar pela ocupação dos espaços políticos através dos cargos eletivos - a uma sociedade desesperançada, que acha que a corrupção já não pode ser vencida, mostremos o valor do verdadeiro cristianismo, pois você e eu, contra tudo e contra todos - somos (ainda e até o fim) a luz do mundo.



Sammis Reachers
*Este texto pode ser livremente republicado.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nada podemos contra a Verdade, senão pela Verdade: Longa Vida ao WikiLeaks



Nos últimos meses o mundo tem sido sacudido pelas revelações do siteWikiLeaks. Primeiro sobre a guerra do Afeganistão (inclusive 'vazando' aquelevídeo que mostra um helicóptero Apache americano metralhando e matando repórteres da Reuters). Depois foram mais de 400.000 documentos secretos sobre a guerra no Iraque. E agora a cereja do bolo: mais de 250.000 documentos secretos ou confidenciais da diplomacia americana. Mas na verdade o WikiLeaksjá fez - e promete fazer - muito mais que isso. Criado em 2006 pelo australiano Julian Assange, o WikiLeaks (entenda mais sobre as propostas do site aqui) já vazou dados, por exemplo, sobre determinada corporação que lançou lixo tóxico na Costa do Marfim, episódio em que mais de 80.000 pessoas foram contaminadas; sobre um ex-banqueiro suíço que denunciou irregularidades e dados sigilosos do banco Julius Bär, e muito mais. Promete para breve revelações sobre um grande banco - provavelmente o Bank of America, e ainda farto material sobre a honrada indústria farmacêutica.

Vejo com um estranho mas formidável prazer este repentino descortinar do Inacessível, do Oculto, essa festa peralta da menina Verdade. Sim, me pego de repente deliciado em frente à tela do PC, ao ver algo até então inédito, ao menos pelo seu irracional volume - a Verdade a esmo, quase que não filtrada, como quem diz 'Eis-me aqui, eis-me aqui'. Homens de cultura e lastro, garbosa clientela do titio Armani, reis da corrupção e rapina, velhos lobos-alfa (na verdade, raposas), de repente postos de cabelos em pé e corpos broxados (pardon, petits) face à revelação  de seus Meta-esquemas e Paraísos Perfeitos. Sinto-me uma criança que (re)descobre nisto tudo um pingo da revolução que há no Cristianismo - sim, que a Verdade me lance também em sua ciranda e rasgue minhas roupas e mentiras - todo trapo imundo que uso para falsear, tudo aquilo que meu medo e vaidade caiaram - e que faça o mesmo contigo, leitor, e com cada pessoa empresa instituição governo à nossa volta (ou em nós). Que a Verdade massacre tudo aquilo que não for ela mesma, até que ela seja a única de pé em meio ao campo de batalha. Pois 'nada podemos contra a Verdade, senão pela Verdade' (2Co 13.8) - até que só reine ela, a Verdade. Vida longa ao WikiLeaks!

Lembro-me agora com ironia do não menos irônico título de um livro de Zélia Gattai - "Anarquistas, Graças a Deus". Sim, são os novos anarquistas (não avaliamos aqui sua miscelânea ideológica) os que se arrojam e arriscam por um mundo melhor, que se propõem e executam a revelação dos (verdadeiros) podres de um mundo podre. E que se acreditava $$$BLINDADO$$$. E afinal quem o revelaria? Os cristãos, o sal da terra e a luz do mundo? Foi tempo... 

Como lembrança puxa lembrança, lembro-me ainda de Diógenes, andando pelas ruas de Atenas, à luz do dia e com a sua lanterna acesa - procurando um tesouro que nunca encontrou: Homens de verdade. Sorte minha e sua que isso foi há mais de 2.300 anos, e não eram cristãos de verdade os procurados... Mais uma vez uma revolução se dá - e não somos nós seus detonadores, não somos nós seus agentes. Pelo contrário: grandes 'cristãos' da direita (ou não) americanapropõem que se cace e execute sumariamente Julian Assange, como 'traidor dos EUA'. Alô, Júlio Severo, converta esses aí!

Não apenas os movimentos e experiências escusas das gigantes farmacêuticas, mas os nomes e os valores de cada conta em cada paraíso fiscal espalhado por este mundo - é o que queremos. Utopia? Graças a Deus não mais, neste @dmirável Mundo Novo em que vivemos.

Preso num ciclo de eternos retornos, lembro-me de novo (e não sei porque) do título do já citado livro de memórias que li há muitos anos, emprestado da saudosa biblioteca do Sesc Niterói - "Anarquistas, graças a Deus"...

Sammis Reachers


*A reprodução deste artigo é permitida por quaisquer meios (desde que o mesmo não seja editado ou resumido de nenhuma maneira), sem a necessidade de prévia autorização do autor.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quais as soluções propostas por Serra e Dilma para o problema da corrupção no Brasil?


Nesta reta final das Eleições, uma questão crucial para o pleno desenvolvimento (em todas as frentes) do Brasil, e mesmo para sua maior inserção como verdadeira liderança no cenário global, tem sido pouco debatida por nossos dois nobres candidatos: a nossa velha e visceral corrupção. Quais dos, repito, nobres candidatos, por exemplo, tem apoiado e promovido a idéia de transformar o crime de corrupção em crime hediondo (saiba mais aquiaqui e aqui- o que pelo menos assustaria mais a canalha, aumentando, se não ao nível justo, ao menos um pouco o grau da punição? Tal mudança interessa a algum deles, nobres a aguerridos candidatos a gerir a máquina-Brasil? Interessa a seus partidos, seus aliados, suas bancadas, e por que não (pardon, mes amis, mas os tempos são maus), a suas famílias? Queremos saber! Ou talvez isso só convenha ao povo, à vítima? Isso é só um exemplo dentre muitos.

Para promover a reflexão e o debate sobre este tema da corrupção, convidamos você a ler uma esclarecedora entrevista realizada com o sociólogo Roberto daMatta. Foi publicada na RevistaÉpoca Negócios #36, em Fevereiro. Mas, como o dia 31 está aí, o texto não poderia ser mais atual.

LEIA A ENTREVISTA AQUI.

E aproveitando o embalo, e já que a nossa bancada evangélica cresceu em todas as tribunas, que tal convidarmos nossos (nobres) representantes a promoverem esta idéia (do crime hediondo), a salgarem a terra e iluminarem este algumas vezes tenebroso mundo dos gabinetes e repartições? Se não nós, quem? Se não agora, quando? 

Afinal, nem só de PNHD3 viverá o homem (cristão), mas de combater todo tipo de mal. Soluções existem.

Sammis Reachers

sábado, 2 de outubro de 2010

Cristão, informe-se nestes sites e vote consciente


As eleições estão às portas, e poucas vezes vimos o debate político tão agitado e requisitando tanto a atenção e participação de nós, cristãos.

Cada vez mais se faz necessário o acompanhamento da coisa público-política (e suas criaturas) por parte da sociedade civil. A Web, graças a Deus, trouxe significativos avanços e facilidades neste sentido. Alguns sites de Ongs e outras iniciativas prestam um relevante serviço à sociedade, acompanhando, expondo, esclarecendo e mesmo denunciando a ficha e as ações daqueles que foram eleitos/empregados para, ao menos em tese, nos servir/representar.

A revista Veja desta semana trouxe encartada uma cartilha, Guia do Voto Consciente - Eleições 2010. A cartilha é elaborada pelo projeto Educar para Crescer, e pode ser baixada aqui. A cartilha traz a dica de diversos sites que permitem um maior acompanhamento e participação da sociedade na situação política. Pois bem, listamos abaixo estes sites, acrescentando de nossa parte outro tanto, dentre diversas iniciativas de valor. 

Desde já lhe convidamos a não apenas conhecer, mas também a divulgar e a linkar em seus blogs e sites estes endereços eletrônicos.

Transparência Brasil (http://www.transparencia.org.br/index.html) - A Transparência Brasil é uma organização independente e autônoma, fundada em abril de 2000 por um grupo de indivíduos e organizações não-governamentais comprometidos com o combate à corrupção. Possui diversos projetos de relevância, como por exemplo os três listados logo abaixo (Excelências, Deu no Jornal e Às Claras).

Projeto Excelências (http://www.excelencias.org.br/)– O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício. No site, você pode consultar o histórico profissional, os processos a que eles respondem na Justiça, as multas que receberam dos Tribunais de Contas, as declarações de bens, as freqüências ao trabalho e muito mais.

Deu no Jornal (http://www.deunojornal.org.br/) – Deu no Jornal é um banco de dados de reportagens relacionadas à corrupção e seu combate, publicadas em jornais e revistas de todos os estados. O conteúdo editorial das matérias é de responsabilidade exclusiva dos veículos originais. O material divulgado aqui não pode ser usado comercialmente nem redistribuído, e seu uso é restrito a finalidades informativas e de pesquisa.

Às Claras (http://www.asclaras.org.br/2008/) - Às Claras é uma iniciativa da Transparência Brasil que traduz os dados sobre o perfil do financiamento das campanhas eleitorais para uso de cidadãos interessados. Aqui se descrevem e se analisam as informações provenientes das prestações de contas dos candidatos à Justiça Eleitoral.

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE (http://www.mcce.org.br/) – Site da rede composta por 48 organizações da sociedade civil brasileira, responsável pela campanha que culminou com a aprovação da Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa).

Contas Abertas (http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/) - O Contas Abertas é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, que reúne pessoas físicas e jurídicas, lideranças sociais, empresários, estudantes, jornalistas, bem como quaisquer interessados em conhecer e contribuir para o aprimoramento do dispêndio (os gastos) público, notadamente quanto à qualidade, à prioridade e à legalidade.

Vote na Web (http://www.votenaweb.com.br/) - Um site para você se aproximar das decisões do Congresso Nacional que afetam diretamente a sua vida. Conheça as leis que estão em votação, vote online, e veja como votaram nossos políticos, quantos projetos cada um apresentou, e muito mais.

Escritório da ONU Sobre Drogas e Crimes - UNODC Brasil e Cone Sul (http://www.unodc.org/brazil/programasglobais_corrupcao.html) – Estuda e oferece propostas para o combate à corrupção em escalas global e local. Possui diversas cartilhas e documentos para download livre, além de apresentar artigos, notícias e muito mais.
 
Museu da Corrupção (http://www.muco.com.br/muco/home.htm) – iniciativa sagaz do Diário do Comércio e Prêmio Esso de Jornalismo em 2009, temos aqui um verdadeiro museu, com arrojado projeto arquitetônico e dedicado ao tema da corrupção, no Brasil e no mundo. Muita informação, exposta com bom humor, nesta obra em aberto, pois o acervo cresce constantemente... São muitas as atrações do Museu, como a relação completa dos escândalos ocorridos desde o início da década de 1970 e de grande parte das operações realizadas pela Polícia Federal no período. Nunca é demais lembrar!

Veja ainda:

Congresso em Foco - http://congressoemfoco.uol.com.br
Câmara dos Deputados - http://www2.camara.gov.br/
Senado Federal - http://www.senado.gov.br/
Tribunal Superior Eleitoral - http://www.tse.gov.br
Tribunal de Contas da União (TCU)http://portal2.tcu.gov.br/TCU
Controladoria Geral da União (CGU) - http://www.cgu.gov.br/


Sammis Reachers 
Via  http://www.cidadaniaevangelica.blogspot.com/
 

domingo, 19 de setembro de 2010

Pela quebra do sigilo fiscal dos partidos, candidatos, coordenadores de campanha e ocupantes de cargos públicos - Zé Maria inicia o debate

.

 Amados irmãos, já a princípio compartilho que meu voto para Presidente vai para a Marina Silva. Mas a proposta que vocês lerão abaixo, do candidato à Presidência Zé Maria (PSTU), sobre a quebra do sigilo fiscal dos partidos e candidatos, merece todo o nosso apoio. 

De minha parte creio mesmo que o golpe mortal na corrupção generalizada que assola o máquina pública no Brasil (em todas as esferas possíveis e imagináveis) passa pela sistemática quebra dos sigilos bancário e fiscal dos candidatos a cargos públicos, sejam cargos eletivos, ou sejam cargos concursados (neste caso em especial os de policiais ou do judiciário, além de cargos classificados como de confiança). Claro, em tal realidade os 'atingidos' pularão nas tamancas e escoicearão, mas a caravana da Justiça não pode parar. É preciso dar um basta, e, a pagar-se o preço necessário, podemos sim reduzir a níveis mínimos (em face dos atuais) a corrupção que ora grassa. 

Lembremos do caso da Lei da Ficha Limpa. Tudo começou com uma idéia, e um esforço de mobilização. Vamos pensar, propor, compartilhar e debater estas idéias. Podemos mudar radicalmente nosso maquinário público, e dar exemplo para todo o planeta.

Sammis Reachers 

Abaixo  o texto do Zé Maria:

Pela abertura fiscal de todos os candidatos

Zé Maria

Muitas pessoas têm perguntado qual minha opinião sobre essa baixaria que se estabeleceu entre a Dilma e o Serra. Nossa resposta é firme: se não há irregularidades, não há por que temer. Os dados fiscais de todos partidos e candidatos devem ser abertos, ter ampla divulgação, para que a população possa ter acesso a essas informações.

De qualquer forma, nada justifica as ações do PT. Esse partido, que chegou ao poder pela confiança dos trabalhadores, utiliza o aparelho do Estado para obter informações de seus adversários. É o vale-tudo eleitoral. Não é a primeira vez que caso como esse acontece. Em 2006, o PT já protagonizou o escândalo dos aloprados, quando surgiu um dossiê sobre os gastos pessoais de FHC, produzido dentro da Casa Civil, quando Dilma era ministra. Até hoje, ninguém foi punido.

Mas Serra também tem o rabo preso. É por isso que quer manter o sigilo fiscal. O problema começa no financiamento de campanha. Os grandes bancos e as grandes empresas dão dinheiro para as campanhas eleitorais e depois cobram a fatura.

O PT e o PSDB carregam nas costas escândalos de corrupção. Quem não lembra do mensalão do PT em 2005? Ou do panetone do Arruda, governador do Distrito Federal, no ano passado? É o sujo falando do mal-lavado.

No entanto, os trabalhadores não têm o mesmo direito ao sigilo. As informações sobre as suas vidas, seus dados, podem ser facilmente comprados nas grandes cidades. Neste dia 15 mesmo saiu na imprensa uma denúncia de que a polícia civil de São Paulo quebrou o sigilo criminal daqueles que tentaram emprego na Petrobras. Fizeram isso durante dez anos a pedido da empresa!

O PSTU não teme. Defendemos o financiamento público de campanha e não nos corrompemos aceitando dinheiro de empresas e bancos: nossa campanha é financiada pelos trabalhadores.

Reafirmo: é preciso acabar com o sigilo fiscal dos partidos, candidatos, coordenadores de campanha e ocupantes de cargos públicos.

via http://www.zemariapresidente.org.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Visão de águia ou pelo odor do medo! - uma reflexão de Antonio Mesquita sobre o PNDH - 3 e outras questões que estão em jogo nas eleições de 2010

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Por Antônio Mesquita

O seu voto poderá abrir um pacote contido de uma sociedade secreta, que avança sorrateiramente em todo o mundo Como se sabe estamos em fase histórica ímpar; da insensibilidade à verdade, ao respeito à vida e à dignidade humana. Aliás, vivemos a época da mentira. E a mentira pode ser simplesmente a negação da verdade por justificativas, desculpas, esquivos, tipo o famoso não tomei conhecimento, não vi, não sei de nada…

Tudo isso porque os paradigmas ditados pelos preceitos judaico-cristãos estão sendo descartados, para dar lugar ao crescente humanismo – o homem em primeiro lugar. Esta nova filosofia não contempla a existência divina e nela o homem não tem o limite imposto pela crença do Juízo divino, do julgamento das obras praticadas na face da Terra. Assim, abre-se a porta para a prática de toda sorte de libertinagem, sem nenhuma restrição, seja ela moral ou não. Ghandi dizia que “A liberdade jamais significou licença para se fazer qualquer coisa à vontade”.

Vivemos de mãos dadas com as ideias anarquistas. Nos anos 50, os primeiros movimentos iniciados nos Estados Unidos, levaram mulheres a saírem pelas ruas de topless. De lá para cá, vimos se cumprir a ‘profecia’ dita por Ruy Barbosa em 1917: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça, e ter vergonha de ser honesto!”

Diante de um terreno tão fértil, não poderíamos contemplar outras pessoas em busca do poder, senão as que se vêem por aí. E aquilo que os governos não conseguiram institucionalizar na última década, está nas pastas do Congresso, para que o próximo Governo, já com a filosofia consolidada pelo atual, bata o martelo e force o alinhamento de todos pelo nível mais baixo possível – verdadeira involução humana.

PNDH-3

A manchete de capa dessa pasta é o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ele pretende alinhar o Brasil aos países progressistas e destacar o humanismo, em detrimento aos preceitos judaico-cristãos, mesmo custando o sacrifício da moral e da dignidade humanas. Ele vai bater na alteração do curso da natureza humana, da base imutável da família, formada por macho e fêmea, como ocorre em toda a natureza. As ‘paixões infames’, ‘deixando o uso natural das mulheres’, ‘se não importaram de ter conhecimento de Deus’, de ‘sentimento perverso’, ‘sem afeição natural’ (cf Romanos 1.26-31) estão implícitos na redação do texto.

Direitos excedentes aos homossexuais, por meio da tentativa da desconstrução social, alteração da natureza humana, em favor da ‘nova configuração familiar’ (!?), formada de gays, travestis, lésbicas, bissexuais e transexuais; troca de sexo incentivada e patrocinada pelo Estado; casamento de pessoas do mesmo sexo; aprovação do assassinato de crianças, por meio do aborto; estabelecimento dos profissionais do sexo, com carteira assinada, como prostitutas e prostitutos; estabelecimento da censura à mídia;… são alguns dos objetivos daquilo que pretendem transformar em lei.

Contrariando o Código Civil, já se tem notícia no Brasil de juízes que passaram por cima da própria lei do país, viabilizando a adoção por casais homossexuais, pois o CC, em seu artigo 1.622, não deixa dúvida: ‘Ninguém pode ser adotado por duas pessoas, salvo se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável’. E em seu ‘Parágrafo Único. Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas, e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância da sociedade conjugal’.

Visão ilusória

Muitos ditos cristãos se exultam com os resultados dos dois últimos governos, desde o Plano Real, iniciado pela administração de Itamar Franco. O mesmo que posou com uma garota de programa sem calcinha, em pleno palanque. As pessoas têm análise rasa e não conseguem perceber o que Molly Ivins diz: “Sua conduta é apenas uma expressão formal de como você trata as pessoas”.

A construção de uma sociedade justa, livre, de direito e, portanto, de respeito aos pobres é imprescindível; mas essa reengenharia não passa pelo crivo do desejo de sacrificar direitos, justamente quando se toma como ferramenta a pequenez humana, unida à desinformação dos miseráveis, tendo em vista que a cobra ataca quando sente o odor exalado pelo suor da vítima, a partir do medo.

Uma nação livre só se constrói sob os preceitos do direito à própria liberdade, com acesso a todos os segmentos constituídos, a partir da Educação, do conhecimento, da exclusão da ignorância. É tudo isso, justamente, que se tenta tolhir, tendência notável em toda a América Latina.

Provocada pela miséria, a fraqueza se estabelece como força propulsora da tolerância, retrata a sociedade latina e ‘convoca’ os espertalhões, verdadeiros tiranos e maquiavélicos à exaltação pública. Fertilizada pela força da emoção, sem levar em conta a razão, essa sociedade terá suas liberdades aviltadas pela falta de nobreza da nova ‘elite’, que se forma a partir da transferência de riquezas, escoadas pelos gigantescos ralos da corrupção.

As raras exceções advindas do conjunto social constituem obstáculos para o golpe final. No contexto mundial, outro grupo seletivo se posiciona frontalmente contra tais gênios da lâmpada, que prometem um mundo perfeito – o cosmo eugênico. Distintos dos demais, esse grupo, formado por crentes em Cristo, consegue vislumbrar além desse ‘céu azul’, fora do alcance da visão medíocre, meramente humana e simplista.

Além da ponta-do-nariz

De posse do telescópio – do grego teleios – indicação de visão perfeita (ver de longe), pode-se notar que no Brasil, a ‘mente milenar’ casa perfeitamente com os preceitos de vários outros pontos do mundo. É a corrida para a unidade mundial, a volta da fita da Torre de Babel e seus zigurates.

A realidade vivida pela Igreja, eleita para um único sentimento, “… para que eles sejam perfeitos em unidade” (Jo 17.23), tem o seu oposto (o outro Lado – do Opositor), com propósito semelhante, no que diz respeito à unidade. Ninguém se engane; quando se diz globalização, leia-se líder mundial único. Nunca se falou sobre isso antes, senão na Bíblia.

Esse mesmo Espírito dominante retrata a figura que se nota hoje, predita pelo profeta Daniel, mais de 500 anos a.C., quando alerta: “…falará coisas maravilhosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres…” (Dn 11.36-37); “sem afeto natural” (2Tm 3.3).

Por outro lado, a visão medíocre e limitada é notável na fundoscopia de pretensos líderes religiosos. Estes abrem mão do que nunca possuíram e se lançam ao campo político-partidário, em busca de mais uma boquinha. Veja se Goethe tinha ou não razão, quando disse: “O que herdaste de teus pais, adquiri-o para que o possuas!”

Antônio Mesquita é editor do blog Fronteira Final e filiado ao UBE Blogs. É ministro do Evangelho, jornalista e graduado em Teologia pelo Ibad (Pindamonhangaba-SP). Ministra palestras sobre Comunicação, Ética e Postura Cristã, Escatologia, Doutrinas Bíblicas, Educação Cristã/Teologia, dentre outras. Lecionou na Escola Teológica Pastor Cícero Canuto de Lima-Belenzinho-SP), e Jales; trabalhou em rádio, tevê e jornais; atuou como gerente de Jornalismo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus e repórter do Programa de tevê Movimento Pentecostal. Atua como vice-líder da Assembléia de Deus do Fonseca, Niterói (RJ); é presidente do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB e vice-presidente da PAS - Patriarca Assistência Social. É o autor dos livros Tira-Dúvidas da Língua Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer Suas Mensagens; Pontos Difíceis de Entender; Fronteira Final e Manual da Nova Ortografia.
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Artigo publicado originalmente no blog do autor.
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E.A.G.