quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

777 Ilustrações para Sermões - Livro gratuito para download


Ilustrações de incentivo ao serviço dos santos: Em torno deste eixo principal se desenvolve esta seleta.
Muitos pastores e pregadores conscientes adquirem, já cedo em suas carreiras, o costume de colecionar ilustrações. Essas verdadeiras ferramentas de trabalho são coletadas nos mais diversos meios de comunicação, de uma crônica ou notícia de jornal a livros específicos sobre o tema, passando pela experiência pessoal e o absorvido de relatos orais. Esta seleta é, de certa forma, fruto do e homenagem ao trabalho desses verdadeiros rapsodos modernos.
Tudo pode ser motivo de ilustração; a natureza e a sociedade são painéis poderosos de onde o observador perspicaz e atento poderá coletar exemplos para aplicação em seus sermões.
Independente de o sermão ser uma exortação missionária ou de chamado ao serviço, ele pode albergar ilustração de qualquer tipo. Poderíamos, assim, neste livro, fazer um apanhado geral de ilustrações de quaisquer temas. Mas tais obras existem em boa profusão. Assim, reunimos aqui apenas ilustrações que, de alguma maneira, refiram-se mais diretamente às obras de missões/evangelização e de incentivo à mordomia cristã, ou que possam ser mais facilmente correlacionadas a tais temáticas.
Colecionamos ilustrações de fontes diversas; algumas circulam já há bastante tempo; outras, que traduzimos diretamente do espanhol e do inglês, talvez nunca tenham sido veiculadas em nossa língua. Quando julgamos necessário, as ilustrações sofreram breves adaptações e acréscimos para enriquecimento da informação que buscam transmitir.
Ao final do livro, além de um índice geral das ilustrações, agregamos o artigo Adaptando Ilustrações Para Que Sejam Úteis A Você, de Craig Brian Larson, que apresenta oportunas dicas para que você possa criar e adaptar ilustrações ao propósito da mensagem que deseja comunicar.
Este é um livro gratuito, parte de uma família de publicações (abrangendo teatro, dinâmicas, esboços de sermões, poesias, citações etc.) que objetiva municiar a igreja lusófona com literatura de qualidade e gratuita para incentivar e enriquecer seus esforços de promoção e ação missionárias.
Somos mordomos e devedores de todos os homens (Rm 1.14), e serviçais de nossos conservos (Lc 22.24-27). Que os exemplos aqui narrados sirvam como brasas, tições de calor e luz a vivificar o nosso chamado.
Não deixe de compartilhar esta publicação, sempre gratuitamente, com todos os cristãos ao seu alcance.
A Deus, para cuja glória vivemos, seja tributado o louvor.

Sammis Reachers

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Caso não consiga efetuar o download e queira receber o arquivo por e-mail, escreva para:   sreachers@gmail.com

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A IGREJA E SUAS ANALOGIAS



A IGREJA E SUAS ANALOGIAS

A igreja é o único movimento que Cristo deixou sobre a terra para representá-lo. Todo mundo que quer estar no centro do que Deus está fazendo no mundo hoje deve envolver-se com sua igreja. A intenção de Jesus é que ela fosse, acima de tudo, instrumento para a evangelização do mundo, a edificação dos crentes e a ministração às necessidades humanas.
A melhor maneira de entender a natureza da igreja é pensar nas analogias usadas para ela. Ela é chamada de esposa de Cristo, o corpo de Cristo, a família de Deus, o exército do Senhor e o edifício de Deus.
Uma esposa é uma mulher com quem um homem se compromete. A igreja é, então, um conjunto de pessoas com quem Cristo está comprometido. Um corpo é um organismo através do qual alguém atua. A igreja são pessoas através das quais Cristo trabalha. Uma família é um grupo de pessoas intimamente relacionadas que nutrem e cuidam umas das outras. A igreja são pessoas por meio das quais Cristo alimenta e cuida de seus discípulos. Um exército é um grupo de soldados armados e organizados para a guerra. A igreja são pessoas através das quais Cristo combate o mal. Um edifício é uma estrutura onde uma pessoa mora. A igreja é uma cidade em que Deus habita.
A ideia de esposa sugere nosso relacionamento com Cristo; a ideia do corpo indica nosso trabalho para Cristo; a ideia da família fala da nossa íntima comunhão com Jesus; a ideia do exército sugere nossa missão para o Senhor; a ideia de um edifício fala da nossa unidade nele. Como esposa, devemos amar; como corpo devemos servir; como família, devemos nutrir; como um exército devemos avançar; como edifício, devemos permanecer.

José Luis Martínez – 504 Ilustraciones Preferidas

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

LIVROS E RECURSOS GRATUITOS PUBLICADOS EM 2019 - CONFIRA E BAIXE


Desde 2012, costumo realizar retrospectivas editoriais, uma forma de recapitular todas as publicações e projetos significativos realizados durante o ano que transcorreu. 
Além de servir como balanço e memorial do trabalho empreendido com êxito, é uma forma de compartilhar com os leitores publicações e atividades que eles possam ter perdido ou das quais não tenham tomado conhecimento.
Assim, vamos lá para a Retrospectiva Editorial de 2019?

Logo em janeiro, iniciamos o ano publicando um tipo de recurso que é do que mais sentimo-nos realizados em fazer, o coração daquilo que entendemos como nossa missão, já desde o início da conversão: são os recursos voltados para ajudar pequenas igrejas, em geral deficitárias em recursos financeiros e/ou humanos (embora todos os recursos, claro, prestem-se sempre ao uso de qualquer pessoa/igreja/ministério). Trata-se de uma série de 43 Certificados, Cartazes e Utilidades diversos para igrejas.
Vamos à lista de recursos:

CERTIFICADOS: Certificado de Matrimônio (Casamento) - 3 modelos; Certificado de Apresentação de Criança; Certificado de Participação em Encontro de Casais; Certificado de Batismo - 3 modelos.

CARTAZES UTILITÁRIOS PARA AFIXAR EM PORTAS: Gabinete Pastoral; Secretaria; Secretaria de Missões; Tesouraria; Berçário; Sala das Crianças - 2 modelos; Biblioteca; Banheiro Masculino; Banheiro Feminino; Cozinha;Cantina; Aconselhamento Pastoral – Não entre.

OUTRAS UTILIDADES: Escala de Culto / Escala de Obreiros; Formulário Arrecadação Dízimos e Ofertas – 2 modelos; Aniversariantes; Lista de Visitantes; Lista para Oração (deixe seu nome); Lista para Intercessão por afastados dos caminhos do Senhor (desviados); Cartaz com frases para pessoas afastadas dos caminhos do Senhor; Ficha para Cadastro de Visitantes; Ficha para; Cadastro de Membros ;Cartaz Eventos Anuais da Igreja; Cartaz Prioridades Missionárias (intercessão etc. – 2 modelos); Cartaz Itinerário da Missão (cronograma de ações); Cartaz Plano de Aula EBD; Cartaz Almoço Missionário; Cartaz Mobilização Missionária IDE; Cartaz Festividade Aniversário da Igreja; Cartaz Convite para Filme Tela Crente; Cartaz Culto de Missões; Cartaz Culto de Santa Ceia; Com Defeito.

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Em maio, publicamos uma antologia com algo de "colossal": trata-se de uma das mais significativas obras sobre a ORAÇÃO já publicadas em nossa língua, obra onde foram coligidas em torno de mil citações, de autores os mais diversos da cristandade, sobre o tema da ORAÇÃO.
Para além disso, coligimos 150 esboços de sermões sobre o mesmo tema, e ainda trechos de orações de grandes nomes do cristianismo, desde Pais da Igreja como Clemente de Roma até nomes recentes como Martin Luther King
Como se fosse pouco, agregamos a este livro recursos outros como Concordância Bíblica ExaustivaDatas Comemorativas para a Intercessão específica, um modelo de Diário de Oração e outros recursos. Baixe e compartilhe sem pena - ou melhor, com toda a piedade!
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No mesmo maio, veio à luz este pequenino e-book, uma "palhinha" de outro livro, com o mesmo toque "colossal" do anterior, e em que eu vinha trabalhando de forma concomitante. Trata-se de uma reunião de onze esboços de sermões de caráter missionário, que elaborei enquanto trabalhava na antologia de esboços "Sermões Missionários".
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Em junho, nosso outro grande livro do ano veio a público: A antologia Sermões Missionários.
A obra colige esboços de autores os mais diversos, de ontem e de hoje, do Brasil e do exterior. Esboços de tamanho variado, indo desde breves tópicos de três linhas até esqueletos de sermão de página e meia, já quase “prontos”. Há ainda uma pequena série de sermões completos. Para enriquecimento da reflexão dos leitores, agregamos a este livro uma seleção de nada menos que trezentas citações sobre Pregação e Pregadores, e um interessante “Círculo Homilético”, na forma de gráfico ilustrando o processo da criação de uma mensagem, da oração por inspiração até sua exposição e avaliação.    
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No mesmo e movimentadíssimo junho, deu o ar de sua graça o novo (terceiro) número de AMPLITUDE, nossa Revista Cristã de Literatura e Artes. Após três anos de seu anunciado hiato (hiato devido aos hercúleos e clichés motivos de força maior), ela retornou. Contos, poesias, artigos e muito mais na simplesmente única revista do gênero que temos (infelizmente, pois não dou boa conta de tocar este gênero de publicação, que é por demais trabalhoso, e seria magnífico se outras congêneres despontassem no horizonte).
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Ainda em junho (ufa!), os dois primeiros frutos de uma ação envolvendo o Veredas Missionárias e o Missões em Suas Mãos, coordenando um grupo de irmãos voluntários, deram o ar da graça: Trata-se de folhetos evangelísticos gratuitos, com mensagens contextualizadas para dois públicos (provavelmente) ainda não contemplados por este tipo de literatura: Moradores em Situação de Rua e Gamers (aficionados em jogos eletrônicos).
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO VIVENDO EM SITUAÇÃO DE RUACLIQUE AQUI.
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO ETERNAL LIFE (para GAMERS), CLIQUE AQUI.

Logo no mês seguinte, retomamos um projeto que já dera cinco belos frutos, mas estava "parado": A revista Passatempos Missionários. Nesta sexta edição de Passatempos Missionários, aprenda um pouco sobre essa que é a mais magnífica das tarefas que um ser humano pode realizar – levar a Palavra de Deus a todos os povos da Terra, de uma forma que eles entendam! São caça-palavras, cruzadas e quizz em 12 páginas com muita informação.
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Em agosto, mais um pequenino recurso: elaboramos uma série de dez pôsteres (cartazes) de temática diversa, ideais para afixar em igrejas. 
Constam no pacote: aviso de Santa Ceia, bazar missionário, chamadas para evangelizar, deixar nome no livro de orações, deixar dados (endereço, contato etc.) com obreiros da igreja, obter informações sobre batismo, além de frases motivacionais para membros e visitantes.
Os pôsteres estão em boa definição, podendo ser impressos tanto em impressoras caseiras quanto em gráficas.
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Por fim, ainda em agosto, a última publicação do ano veio na forma da realização de um sonho antigo, um tipo de "promessa silenciosa" de Deus, pois já desde a primeira semana de minha atribulada conversão eu, que fora um ateu destruidor de folhetos evangelísticos, soube que trabalhar com folhetos (além de outras literaturas) seria a minha missão. Já havia criado ou ajudado a criar folhetos antes; mas este trabalho teve algo de especial, ainda mais por ser disponibilizado também em inglês, língua universal do mundo e do universo marítimo.
Trata-se de um folheto dedicado à evangelização de MARINHEIROS (marítimos / aquaviários). 
O arquivo do folheto (em PDF), está disponibilizado em DOIS formatos: um ideal para a impressão em CASA, e outro otimizado para a impressão em GRÁFICAS. 

PORTUGUÊS
Para baixar a versão em PORTUGUÊS para a impressão EM CASA, CLIQUE AQUI.
Para baixar a versão em PORTUGUÊS para a impressão EM GRÁFICAS, CLIQUE AQUI.

INGLÊS
Para baixar a versão em INGLÊS para a impressão EM CASA, CLIQUE AQUI.
Para baixar a versão em INGLÊS para a impressão EM GRÁFICAS, CLIQUE AQUI.



E no frigir dos ovos de 2019, já em plena noite do dia 31 de dezembro, enquanto você estava curtindo a ceia com a família ou num culto da virada ou apenas dormindo com força, um último recurso veio à lume, desta vez devido à operosidade de minha esposa, a videomaker que Deus agregou à (agora sim uma) equipe. Trata-se de um pequeno vídeo reunindo diversas frases e versículos para a reflexão dos que se encontram afastados dos caminhos do Senhor. A seleção de frases já circulava, apenas como texto, no blog evangelístico Amor Scan, mas agora com uma versão em vídeo cremos que muitas outras almas serão alcançadas. Outros projetos de minha esposa em vídeo já estão em andamento (alguns podem ser conferidos no canal do youtube Estudos Bíblicos), e esperamos que neste ano de 2020 tenhamos mais novidades nesta área.
*   *   *   *   *   *

Amigo/a, talvez você já saiba (ou, espantado, esteja descobrindo agora) que este ministério que levo adiante não possui número de conta bancária. Sim, meu sustento é conseguido pelo trabalho secular, e desde o início optei por trabalhar gratuitamente para o Senhor e seus servos, o que muito me honra. Também não necessito, quando você faz o download de um dos nossos recursos, que você preencha um cadastro com os seus dados, como alguns o fazem (ao oferecer livros de 30 páginas, com dez delas quase em branco). Não preciso de seus dados pois não tenho nada para lhe vender, e nem a quem vender os seus dados (o motivo de muitos cadastros, se não lhe avisaram). Nem preciso expandir minha "marca". Esta obra avança pela graça de Deus, e pela sua boa fé, amigo leitor, em prestigiar e compartilhar os recursos que produzimos.
Rogo a você que ofereça o que sempre roguei desde o início: suas orações. São elas que nos mantém em pé e trabalhando. Ore por minha família: nossas vidas materiais e espirituais, ministério, profissão, e os novos projetos em serviço e para a edificação da Igreja, e pela conquista de almas.

Ao Senhor seja dada toda a glória.

Sammis Reachers

sábado, 25 de janeiro de 2020

Estudos Bíblicos diários (em vídeo): Café da Manhã Espiritual


A iniciativa Estudos Bíblicos - Café da Manhã Espiritual (Minutos com Deus), é um trabalho desenvolvido pela irmã Kaka Gomes e que objetiva compartilhar, a cada dia, uma pequena reflexão dirigida a partir de um versículo bíblico selecionado.
Através de breves vídeos, publicados no Youtube e em redes sociais, somos edificados com palavras de reflexão e exortação.

Canal do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC4Bl9olRK3Gzp6rgHzSLZLQ
Blog: https://estudobiblico.home.blog/
Página Facebook: https://www.facebook.com/estudosbiblicos.home.blog/


Ouça algumas das reflexões:


 




quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Recursos gratuitos para o ministério infantil - Livro Sensorial e mais


A irmã Jonayza Carvalho, de Macapá, no Amapá, criou e disponibilizou GRATUITAMENTE dois excelentes materiais para serem utilizados com nossas crianças, seja em casa, na Escola Bíblica Infantil ou em escolas regulares.


O primeiro é o LIVRO SENSORIAL APLICAÇÕES BÍBLICAS. O livro, de 34 páginas, apresenta a cada página um versículo e uma sugestão de atividade interativa para as crianças.
PARA BAIXAR ESTE MATERIAL, CLIQUE AQUI.




O segundo material é o PROJETO ILUSTRADOR BÍBLICO MIRIM, que apresenta a história bíblica ilustrada do rei de Tiro, e disponibiliza espaços para atividades após cada página ou lição.
PARA BAIXAR ESTE MATERIAL, CLIQUE AQUI.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

ATUALIZANDO UMA ILUSTRAÇÃO - Cristo já pagou por nós


ATUALIZANDO UMA ILUSTRAÇÃO

Ouvi Gordon MacDonald fazer isso habilmente enquanto pregava a respeito de João Batista. Gordon apresentou uma atualização criativa do ministério de João em uma história em que todo ouvinte poderia entrar. Ela foi mais ou menos assim:
Vários tipos de administradores estavam à margem do rio Jordão quando as multidões vieram até João, e eles decidiram que precisavam deixar as coisas organizadas. Assim, montaram mesas e começaram a dar etiquetas às pessoas que vinham para o arrependimento. Na etiqueta, está escrito o nome da pessoa e seu principal pecado.
Bob anda até a mesa. Os organizadores escrevem seu nome na etiqueta e, depois, perguntam: "Qual o seu pecado mais terrível, Bob?".
"Roubei dinheiro de meu patrão".
A pessoa na mesa pega um marcador e escreve em letras nítidas DEFRAUDADOR e a cola com um tapinha no peito de Bob.
A pessoa seguinte vem para a frente. “Nome?”.
"Maria."
"Maria, qual o seu pecado mais terrível?".
"Eu fofoquei sobre algumas pessoas. Não foi muito, mas eu não gostava dessas pessoas".
Os organizadores escreveram: MARIA — FOFOQUEIRA e a colaram nela.
Um homem vai até a mesa.
"Nome?"
George
"George, qual o seu pecado mais terrível?".
"Pensei sobre como seria bom ter o carro do meu vizinho."
GEORGE — COBIÇOSO
Outro homem se aproximou da mesa. "Qual é o seu nome?", perguntam-lhe.
"Gordon".
"Qual o seu pecado?".
"Estou tendo um caso".
O organizador escreve GORDON — ADÚLTERO e cola o adesivo em seu peito.
Logo Cristo vem para ser batizado. Ele anda pela fila dos que estão esperando para ser batizado e pede suas etiquetas dos pecados. Um por um, ele tira aquelas etiquetas das pessoas e as cola em seu próprio corpo. Ele vai até João e, enquanto é batizado, o rio leva a tinta de cada etiqueta que ele colou sobre seu corpo.
Enquanto Gordon contava a história, todo mundo na congregação mentalmente escrevia seu próprio pecado e o colava em seu próprio peito. A ilustração era específica, mas falava sobre sentimentos universais.

Haddon Robinson – in A arte e o ofício da pregação bíblica

domingo, 22 de dezembro de 2019

LUTERO DEPRIMIDO?


Martinho Lutero relata, sobre si mesmo, a seguinte anedota:
“Uma vez eu fiquei dolorosamente desconfortável por meus próprios pecados, pelo mal do mundo, e por causa dos perigos que cercam a igreja. Então minha esposa, vestida de luto, se aproximou de onde eu estava e, com grande surpresa, perguntei quem havia morrido. Com suas respostas, tivemos o diálogo a seguir:
-Você não sabe? Deus morreu no céu!
- Mas como você pode dizer tanta tolice, Catarina? Como Deus pode morrer? Ele é imortal!
Isso é verdade?
- Sem dúvida! Como você pode duvidar disso? Tão certo quanto há um Deus no céu, é que ele nunca morrerá!
- E então por que você está tão desanimado e abatido?
Entendi como minha esposa era sábia e dominei minha melancolia."

500 Ilustraciones Escogidas


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

As incríveis aventuras de uma Bíblia


Certa ocasião uma jovem viúva olhava pela janela de sua casa. Ela residia próxima a uma importante praça da cidade de Dublin. A sala estava elegantemente mobiliada, tudo respirava conforto e até opulência, porém aquela mulher parecia ser infeliz.
A senhora Blake era uma católica romana fervorosa, que praticava o seu credo conscientemente, mas, nos últimos tempos sentia-se pesarosa de espírito por ter praticado muitas coisas hediondas na vida. As práticas religiosas, penitências, orações, nada lhe traziam qualquer satisfação. Não podia livrar-se do pesado fardo.
Ela havia contado sua mágoa ao seu confessor. Seguindo as suas ordens, encarregara-se de praticar várias obras de caridade; porém, embora parecendo ser interessante, a sensação pecaminosa pesava mais e mais em sua alma. O confessor era um padre muito jovem, agradável e atraente. Ele deu-lhe plena absolvição dos pecados, todavia não trouxe nenhuma consolação.
Um dia, estando ela meditando, bateram à porta. Antes que tivesse tempo de conciliar os pensamentos, o padre entrou na sala. “Que poderei fazer para levantar o seu espírito e remover essa triste expressão do seu rosto?”. “O senhor é tão amável e tem feito tudo o que está ao seu alcance, porém o peso de que lhe falei continua oprimindo a minha alma”. “Escute”, disse ele, “já resolvi o que deves fazer. Há um homem que vem a Rotunda amanhã e que é capaz de lhe fazer sorrir e torná-la feliz. Vá ouvi-lo”. “Senhor padre!...” “Não! Nenhuma palavra! Não admito desculpa. Ordeno-lhe que vá; tem mesmo que ir”.
O padre explicou que um famoso ator cômico, bem conhecido naquela época, ia apresentar-se a um público elegante e que, em sua opinião, isso seria a melhor coisa para ela. Não valia a pena protestar. Ela não poderia desobedecer ao seu conselheiro espiritual. Ele já estava lhe trazendo uma entrada gratuita para o espetáculo. E assim, na tarde do outro dia, a senhora Blake dirigiu-se ao local indicado, onde grandes cartazes anunciavam o espetáculo. Ela tinha que ir; fora-lhe ordenado que fosse.
A Rotunda, como todos os cidadãos de Dublin sabem, tem sob o seu telhado mais de um salão público. Ali há um grande coliseu, o salão das colunas e mais uma ou duas salas. Além disso, também há diferentes entradas. O que aconteceu foi que a senhora Blake se enganou na entrada para o espetáculo. Em vez de seguir a multidão que adentrava para um determinado recinto, ela notou uma pequena fila de pessoas dirigindo para um outro lugar. Seguiu-a e encontrou-se num dos salões menores, e ali esperou.
Estranhou que ninguém lhe pedisse a entrada. Pensou que mais tarde poderia retificar esse fato. Não teve muito tempo que pensar, pois logo levantou-se um cavalheiro que apareceu anunciando um hino e de repente ela lembrou-se que havia cometido um lamentável erro, entrando pela porta errada. Na verdade, o que se realizava ali era um culto protestante. Por ser muito tímida e sensível, sair daquele lugar, à vista de toda aquela gente, se tornou numa impossibilidade. Que fazer? Resolveu retirar-se no fim do hino, sem que chamasse a atenção das pessoas.
Foi o que ela tentou fazer. Em sua preocupação de sair o mais depressa possível, seu guarda-chuva cai ruidosamente de tal forma que muitas pessoas se viraram para trás para ver o que tinha acontecido. Aterrorizada com o incidente, deixou-se cair numa cadeira e quase desejou sumir pelo chão adentro.Seguiu-se um profundo silêncio e então uma voz, a do cavalheiro, elevou-se em oração. Ela não pôde deixar de escutar, pois nunca até aquele dia ouvira coisa semelhante. Era tão diferente das orações que havia em seus livros de devoção. Aquele homem, tão reverente, parecia muito feliz enquanto orava. Tudo aquilo a impressionou muito.
A oração terminou e o orador anunciou a leitura de uma passagem da Escritura sobre “o perdão dos pecados”. De todos os assuntos do mundo, era justamente aquele que ela mais desejava ouvir. Viesse o que viesse agora, não se importou no que o seu confessor iria dizer. Podia ele fazer o que quisesse, ela haveria de ouvir aquilo.Dos primeiros dezoito versículos de Hebreus, dez foram lidos. O orador, de uma maneira simples, expôs o ensino, até que tudo ficou claro como água cristalina. O único sacrifício, oferecido uma vez, o perdão livre e pleno concedido àqueles que o pedirem em nome de Jesus – tudo ilustrado com várias outras passagens do Novo Testamento formou o assunto daquela pregação. E tal como o solo ressequido embebe as chuvas de verão, assim aquela pobre alma recebeu a verdade maravilhosa! Nunca, até então, havia escutado semelhante mensagem! O orador terminou e após outra oração a reunião foi concluída.
A senhora Blake sentiu que essa era uma oportunidade única em sua vida. Enchendo-se de coragem dirigiu-se à extremidade do púlpito e perguntou ao pregador de quem eram as palavras lidas. Surpreendido com tal pergunta, ele desceu e foi logo abordado com muitas inquirições que se ofereceu para escrever algumas referências bíblicas, a fim de que ela pudesse estudá-las em casa. Quando soube que aquela senhora não possuía Bíblia, interessou-se sobremaneira por aquele caso.“Eu vou emprestar-lhe a minha Bíblia”, disse ele. “Queira ler as passagens sublinhadas nas páginas que dobrei. Agradeceria muito se me devolvesse o Livro daqui a alguns dias. Ele é a coisa mais preciosa que possuo”.
A senhora Blake agradeceu-lhe muito e foi depressa para casa, cheia de alegria em seu coração, com uma nova luz em seus olhos. Como se sentia diferente! Não era mais aquela criatura que há algumas horas antes dera na direção da Rotunda!
Nos dias seguintes ela se esqueceu de tudo, suas tristezas, seu fardo. Menos do seu tesouro. Leu e releu as passagens indicadas e também muitas outras. A luz brilhou no seu entendimento. O peso de espírito rolou para um túmulo aberto. A paz de Deus encheu seu coração. Afinal chegou o momento de devolver a Bíblia. Mais uma vez estava ela entregue ao seu novo estudo e de tal maneira absorvida nos pensamentos que não percebeu o toque da campainha. Alguém entrou na sala subitamente! Era o confessor! Ele estava ali, diante dela, lhe observando! Ele reparou logo em duas coisas: o seu gesto de embaraço e ao mesmo tempo uma serena placidez no seu olhar, como ele nunca tinha visto. “O que aconteceu?”, perguntou ele. “Eu nunca soube se aquele espetáculo lhe agradou ou não, e, como não a vi no domingo passado, pensei que estava doente”.
Tomada de surpresa pelo inesperado acontecimento, a senhora Blake perdeu o seu autodomínio. Era sua intenção manter esse assunto em segredo, pelos menos durante algum tempo. Mas agora não se conteve, e com a simplicidade de uma criança contou a história toda: o engano do salão, a tentativa de evadir-se, as palavras ouvidas, o Livro emprestado, e no fim de tudo a alegria e a paz que enchia o seu coração.
Ela falava com os olhos postos no chão; porém ao levantá-los, sentiu o espírito gelar-lhe de terror ao ver o olhar do homem que estava à sua frente. Era cheio de raiva. Nunca até então ela havia visto semelhante fúria expressa num semblante. “Dê-me esse livro!”, disse ele rispidamente. “Ele não me pertence!”, exclamou ela tentando em vão detê-lo. “Dê-me!”, foi a resposta; “senão perderá eternamente a sua alma. Esse herege por pouco a lança no inferno. E nunca mais, nem ele nem a senhora, hão de ler este livro”.Agarrando a Bíblia enquanto falava, meteu-a violentamente no bolso, lançando um olhar terrível para a mulher e saiu apressadamente da sala.
Ela sentou-se paralisada. Ouviu a porta fechar-se e lhe pareceu que alguma coisa no seu coração também se fechava, deixando-a aterrorizada. Aquele olhar terrível a perseguia por onde andava. Somente os que nasceram e foram criados na igreja romana conhecem o horror indescritível que a concepção do poder dos sacerdotes pode inspirar. Mas, logo em seguida, ela pôs-se a pensar também no orador que tinha lhe emprestado a Bíblia. O seu endereço estava lá escrito, mas era impossível lembrar-se dele e não sabia para onde escrever. Isto era muito triste!Os dias foram passando lentamente, e o seu visitante, outrora sempre bem-vindo e atualmente tão temido, não voltara mais. Ia renascendo a coragem e por fim passados uns quinze dias ou mais, ela resolveu aventurar-se para fazer uma visita ao padre. Era necessário fazer um enorme esforço para reaver o Livro e restituí-lo ao seu legítimo dono.
O padre, por nome João, vivia a certa distância e a casa dele ficava junto a um convento no qual ele era professor. A senhora Blake dirigiu-se para lá e bateu à porta. Uma freira a atendeu. A freira ficou visivelmente sobressaltada ao ver a senhora Blake. Ao ouvi-la perguntar pelo padre os seus olhos chamejaram por um momento. Imediatamente seu rosto ficou rígido e o seu gesto frio. Disse: “Sim, o senhor padre João está em casa. Ele está no quarto. Não quer entrar e vê-lo?”.
A freira a empurrou até o quarto e assim que a senhora Blake entrou, ela sobressaltou-se! O corpo inerte do padre João estava num caixão! Morto!
Antes que ela voltasse a si do choque, a freira sussurrou nos ouvidos estas palavras: “Ele morreu amaldiçoando-a. A senhora deu-lhe uma Bíblia e ele encarregou-me de lhe dizer que a amaldiçoava; sim, amaldiçoava-a no seu último alento. Agora vá embora!” Antes que ela tivesse tempo de se aperceber do que tinha sucedido, encontrou-se na rua, com a porta fechada atrás de si.
Várias semanas transcorreram. O perfume da primavera passou sobre a terra, despertando folhas e flores à vida e à beleza. Uma tarde estava a senhora Blake ponderando nos acontecimentos dos últimos meses. Alegrou-se mais uma vez pela alegria de estar perdoada. Ela havia comprado uma Bíblia para as suas leituras diárias. Os velhos erros em que havia sido educada tinha-os renegado, um por um. Mas havia em seu coração um certo desgosto que não podia apagar. Como era triste, muito triste, a breve enfermidade do padre e a sua morte repentina! O seu último olhar! As suas últimas palavras! Aquela terrível mensagem!
Por que havia ela de ter sido tão abençoada, levada ao abrigo da paz, cheia de alegria celestial, e ele, sim, porque não teria as mesmas palavras bíblicas produzido igual mensagem a ele? Por que será, pensou ela, que um Deus tão bom, cheio de amor, permitiu isto? Naquele momento a criada fez entrar na sala uma senhora. Aquela senhora estava coberta com um véu espesso. Ela estava irresoluta. Antes que a senhora Blake pudesse falar, a mulher disse: “A senhora não me conhece com esta roupa, mas vai ver daqui a pouco quem sou eu”, disse ela levantando o véu e mostrando o rosto da freira que lhe entregara a mensagem de maldição. A senhora Blake recuou um passo, perguntando a si mesma o que viria ainda a acontecer, mas a sua visitante acalmou os seus temores, e prosseguiu: “Tenho duas coisas a dizer-lhe e vou ser muito breve, pois estou com pressa. Em primeiro lugar peço-lhe que me perdoe a horrível mentira que lhe disse naquele dia. Eu já pedi perdão a Deus. O padre João morreu abençoando-a de todo o seu coração.
No dia anterior ao da sua morte, ele encarregou-me de lhe dizer que ele mesmo também tinha encontrado o perdão por meio daquele Livro e que, através da Eternidade, ele a abençoaria por ter a senhora levado a ele o conhecimento do Salvador. E agora a senhora perdoa-me, sim?” “Pois não! E do fundo do meu coração”, retorquiu a senhora Blake espantada. “Mas porque a senhora disse aquilo?”. “Porque eu a odiava. Eu amava o meu confessor e odiei a senhora por ter-lhe mandado para o inferno, segundo eu cria. Agora ouça: eu senti enorme desejo de ler aquilo que o padre João tinha lido. Depois do funeral não pude resistir a curiosidade de examinar o Livro. Fiquei fascinada e li mais e mais, até que eu também encontrei perdão e paz no meu Salvador. Há várias semanas estudo a Bíblia e agora ela está aqui. Por tudo isto, esta tarde fugi do convento e vou partir para a Inglaterra esta noite, mas senti que devia vir aqui restituir a Bíblia e dizer-lhe que eu também durante toda a minha vida a bendirei por me ter ensinado, através deste Livro, a maneira de encontrar o perdão dos meus pecados. Adeus! Deus a abençoe! Vamos nos encontrar no Céu!”
Uma breve despedida e a mulher saiu para fora da casa, desaparecendo.Afinal de contas, seria tudo um sonho? Agora uma pequena Bíblia achava-se sobre a mesa, diante da senhora Blake. Não, não era um sonho, mas sim, uma gloriosa realidade. Aquele Livro pequeno, sem ter uma voz viva para expor os seus ensinos, naqueles dois casos tirou três almas preciosas das trevas e transportou-as para a Luz.
Há de se imaginar como ficou o dono da Bíblia ao ser-lhe restituída, com esta maravilhosa história! Contudo, o que disse Aquele que enviou a Palavra a desempenhar a sua missão?: “Assim será a minha palavra que sair da minha boca; ela não tornará para mim vazia, antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei”, Is 55.11. 

J. H. Townsend, A Seara, CPAD

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

FILHOS DESVIADOS - Uma história sobre a fidelidade de Deus



AS TÁBUAS DO ASSOALHO

Aquela casa de porta larga de cor cinzenta, situada à beira da floresta era bem conhecida, não só naquele rincão mas em toda a paróquia.
Como qualquer outro lar, tinha também a sua história. O lugar era em seu tempo uma colônia muito linda. Em alguns lugares podia-se usar o arado para virar a terra, mas em quase todo o terreno era necessário usar a pá por causa das muitas pedras. Nos antigos tempos como se diz - havia vida e movimento no lugar; quando Kristian e Nils corriam no pátio, cheios de vida e alegria, mas aquilo durou pouco tempo. Depois silenciou de uma maneira um tanto mística - parecia um cemitério. Não se via mais aquela linda colônia, nem se ouviam mais o mugido das vacas e cabritos nas lindas noites de verão, quando voltavam das pastagens, nem os meninos que apascentavam o gado. Veio aquele silêncio de cemitério. A casinha vermelha diminuiu no meio do mato que tomou conta e crescia ao redor dela. Algum mistério parecia descansar sobre o lugar, como se esperasse acontecer alguma coisa extraordinária; o próprio ar parecia denunciar tal coisa.
Renovam-se a alma e a mente na aurora depois de uma noite longa - quando o crepúsculo foge -, e o sol nasce e vem o dia claro sobre Liagrenda. Assim se chamava o lugar.
Altar de oração - Aquele silêncio solene, tinha a sua própria pré-história - os vizinhos a conheciam muito bem: como Nils e Kari viviam com o Senhor, como oravam pelos seus dois filhos Kristian e Nils. Lá no quarto, junto à sala, um banco de madeira servia-lhes como "altar de oração". Durante muitos anos, orações ardentes subiram, por aqueles filhos queridos.
Enquanto eles estavam em casa, eram o objeto de maior amor imaginável, mas como muitas vezes acontece, eles não ligavam a isso como deviam. Os filhos, por certo, amavam o pai e mãe, mas achavam que o fervor da religião dos pais era muito exagerado. As orações e advertências constantes não eram fáceis de suportar. Nunca podiam sair uma noite de sábado sem que se ouvissem sérias advertências e, muitas vezes, viam lágrimas nos rostos dos pais. Quando saiam de casa com essas impressões, a noite inteira, gasta em divertimentos, parecia-lhes um fracasso. Muitas vezes quando se retiravam de um baile voltando para casa, viam a mãe, espiando, a esperar por eles. Ela não se importava com o tempo que gastava ali, tossindo e trêmula de frio enquanto orava ao Senhor: Oh Deus, manda meus filhos para casa!
Lentamente o ambiente caseiro parecia apertado demais para os filhos.
Não se sentiam mais livres. Debaixo dessa vigilância constante dos pais, nascendo nos seus corações a dureza e oposição. Faziam o possível para não ferir demasiadamente os pais, mas não era fácil se afastarem dos divertimentos e pecados deste mundo enquanto tinham o mundo no coração. A situação piorava, pois os filhos começaram a tomar bebidas alcoólicas. A primeira vez que chegaram em casa embriagados, depois de um baile, deixaram a mãe tão triste e impressionada que caiu doente. Aqueles dias foram terríveis também para Kristian e Nils. Eles oravam a Deus para que sua querida mãe não morresse e prometeram a seus pais que nunca mais se embriagariam. Contudo, continuavam no pecado. Quando os filhos não voltavam para casa nas noites de sábados, os pais ficavam sentados, esperando, chorando e orando a Deus. Às vezes, quando a mãe chorava muito, tinha fortes ataques. Ouviam-se os gritos de longe, mas ainda assim os filhos não deixaram a miserável bebedeira.
Distante do lar - Aconteceu um dia que um "noruego-americano" (assim são chamados os noruegueses que emigraram para os EUA) veio visitar o lugar. Este fazia muita propaganda, contando como tudo era melhor no outro lado do oceano. Muitos moços ficaram influenciados a emigrarem para a América do Norte. Entre esses estavam também os dois queridos filhos de Kari e Nils. Os pais não se conformavam. Tudo fora feito para impedir que os moços viajassem, até o próprio padre daquela paróquia os advertiu, dizendo: "Virá o dia do arrependimento, quando souberdes que vossos pais não estarão mais com vida". Os velhos eram doentes e mesmo assim cuidaram da pequena propriedade durante alguns anos. Diminuiram-lhes as suas forças físicas e, por fim, já não podiam mais trabalhar. O resultado foi que tudo decaiu e o mato tomou conta do que outrora era terra bem cultivada.
Nils e Kristian mandavam seguidamente cartas para seus pais; às vezes mandavam também algum dinheiro. E isso era mais do que bem-vindo, pois, os velhos eram pobres. Um dia aconteceu o que o padre predissera - os filhos receberam a triste notícia que seus pais partiram no espaço de algumas semanas.
Kristian e Nils prosperaram na América do Norte. Eles tinham uma só preocupação: ganhar dinheiro. Cerca de seis anos depois da morte de seus pais, uma forte saudade se apoderou deles. Cansados de todo o trabalho, voltaram à casa paternal.
Era um lindo dia de primavera, dois noruego-americanos robustos, entraram no velho pátio de Liagrenda. Sentiram uma solenidade profunda encher o próprio ar. Um casal de passarinhos estava na antiga escada, meneando as cabeças, no mesmo lugar em que seus queridos se despediram deles. Outro casal de passarinhos estava no telhado, cantando, parecia dar-lhes as boas-vindas, enquanto outros pássaros cantavam ao redor, nas árvores, como se fosse um verdadeiro coro. Era tudo isso como nos tempos passados! Somente uma coisa faltava: os pais.
Volta ao lar - Nils e Kristian sentaram-se na escada. Ficaram nessa posição por um tempo, sem dizer palavra alguma um ao outro. Era como se revivessem o passado. Sentiam como se lhes faltasse o fôlego enquanto pronunciavam: - Mãe, pai! Mas ninguém lhes respondia. Quando chegaram ao cemitério, acharam ali os sinais do lugar onde foram enterrados os pais.
Oh, como ardiam os seus corações; era como que tivessem feridas incuráveis.
Nesse momento não puderam fazer outra coisa se não lançarem-se ao pescoço um do outro - chorando.
Não achavam mais alegria ao chegar ao seu lar paterno. Andavam tristes, dia após dia. A casinha vermelha parecia-lhes outra vez apertada, tornando-se-lhe impossível morar ali. Resolveram demoli-la e construir outra maior e mais moderna. Um dia iniciaram a demolição. Agora importava mostrar coragem, e sob cânticos e júbilo tiraram o telhado. Logo a seguir estavam já sobre o quarto, aonde tantas vezes ouviram as orações dos pais. As lembranças vinham-lhes tão fortes à sua memória que silenciavam os seus cânticos. A demolição prosseguia a rapidez do estilo americano. Importava terminar breve esse serviço. Enquanto desmanchavam a casa, alguma coisa dentro dos seus corações também parecia desmanchar-se.
Finalmente acharam-se no quarto, junto àquele banco de madeira - o falar de oração dos pais. Parecia-lhes ouvir as orações, quando clamavam a Deus pela salvação de Nils e Kristian. Coitados dos moços! A vida assim não era tão fácil para eles agora. Chegara o grande momento em suas vidas, a hora de prestar contas ao A!tíssimo. Agora as orações incessantes dos pais seriam galardoadas, como uma bênção eterna para estes dois filhos, que até então tinham-se endurecido contra a chamada do Espírito Santo. Eles se retiraram o máximo possível do lado direito onde estava o banco, até que faltavam só umas dez tábuas, lugar de luta e lágrimas pelos dois filhos queridos, pararam o serviço. Kristian e Nils olharam um para o outro, era como se cada qual dissesse: Tira essas tábuas, tu. Eu não posso fazê-lo. Pareciam ter os braços paralisados. Não contavam com uma coisa desta, quando começaram com este serviço: não pensaram que havia na casa qualquer parte que lhes seria impossível desmanchar, sim, que havia ali algumas tábuas que se chamavam "tábuas de oração", que exigiam respeito e santo temor. Eles se sentaram no banco, completamente sem forças para ficar em pé, as lágrimas corriam com abundância, não das faces de dois velhos e esgotados, mas, finalmente, dos dois filhos pelos quais Kari e Nils tanto choraram.
Renovação - No silêncio ouviu-se o canto dos passarinhos, indicando alguma coisa nova a acontecer - uma coisa alegre. Um poder invisível obrigou os dois moços fortes a ajoelharem-se e ali se acharam orando, pedindo a Deus perdão por todos os seus pecados. Durante algum tempo ficaram assim, clamando..., pedindo... Mas repentinamente pareceu-lhes que as vozes de mãe e pai falavam por meio da Bíblia de capa marrom - muito gasta de tanto uso - que ainda estava no lugar de costume.
Promessa após promessa vieram-lhes ao encontro dentro de seus corações. Podiam agora, claramente, sentir o perdão de seus pais - e o perdão de Deus. Era como se tornassem meninos outra vez, sentados no colo dos pais, como na meninice.
Juntos louvaram a Deus pela salvação pelo sangue do Cordeiro. Um novo tempo raiou e sentiram-se alegres outra vez no velho lugar: Liagrenda.
Pais crentes! Não desfaleçais na oração, mesmo não vendo nenhum resultado das vossas orações pelos vossos filhos que não são salvos! Virá o dia quando as orações serão atendidas, pois, Deus é fiel.

Jornal Mensageiro da Paz / Via http://paginasilustrativas.blogspot.com/
gravura: http://alexandrehreis.arteblog.com.br/3

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

A influência do líder cristão - Amor sacrificial



A INFLUÊNCIA DO LÍDER CRISTÃO

Provavelmente nenhum estrangeiro exerceu uma maior liderança sobre as pessoas de Shaohsing, na China, em princípios do século vinte, que o doutor Claude H. Barlow (1876 - 1969). Este missionário médico, que foi homem modesto, foi a personificação do domínio próprio.
Uma estranha enfermidade, cuja cura era desconhecida, estava matando as pessoas e não se dispunha de um laboratório no qual pudessem se realizar, sobre a doença, pesquisas apropriadas. O doutor Barlow encheu seu caderno de notas com observações acerca das peculiaridades da enfermidade em centenas de casos. Então, avendo se apoderado de uma pequena proveta que continha os micróbios da enfermidade, navegou até os Estados Unidos. Pouco antes de chegar, aplicou os germes em seu próprio corpo e foi rapidamente até o Hospital da Universidade Johns Hopkins, onde havia estudado.
Claude Barlow estava muito enfermo, de maneira que se pôs nas mãos daqueles que haviam sido seus mestres, oferecendo-se como cobaia, para que eles estudassem e experimentassem sobre seu corpo. Encontraram a cura e o jovem médico se recuperou. Regressou de novo ao barco para a China com o tratamento científico que curaria aquela praga e logrou salvar a vida de multidões inteiras.
Quando lhe perguntaram acerca de sua experiência, o doutor Barlow disse simplesmente: “Qualquer um faria o mesmo. Por acaso em encontrei na situação adequada e tive a oportunidade de oferecer meu corpo”. Que tremenda humildade! Que grande amor o seu!
Não é de estranhar, portanto, que as multidões seguissem a liderança de Barlow, depois de seu regresso. Demonstrou o domínio do amor. Arriscou a vida e digamos que também sua reputação e seu futuro ministério, tentando o impossível e motivando a outros graças a seu amor que foi manifesto na entrega de todo o seu ser para o benefício do próximo. E a qualidade inigualável desse amor foi seu autodomínio, seu controle de si mesmo.
É essa classe de líderes a que atrai seguidores e os faz desejar seguir atrás de um tal condutor.
John Haggai

(Traduzido do livro 502 Ilustraciones Selectas, de José Luis Martínez).