domingo, 10 de junho de 2018

REFLEXÃO: Ao Pastor esquecido


 
AO PASTOR ESQUECIDO
 
Talvez more "de favor" no quintal da casa de um filho, de um amigo, de uma ex-ovelha;
 
Talvez esteja sozinho, viúvo, abandonado num asilo ou numa "casa de repouso";
 
Talvez esteja no porão escuro e úmido do templo de uma igreja;
 
Talvez num barraco esquecido até da comunidade onde vive;
 
 
Talvez só receba a aposentadoria por idade que o governo paga aos que envelhecem;
 
Talvez nunca tenha pago uma previdência privada ou feito um plano melhor;
 
Talvez viva com uma cesta básica que lhe dão de quando em vez ou ofertas incertas de algum bom coração;
 
Talvez já tenha ido dormir com fome, com frio ou absolutamente solitário;
 
 
Talvez tenha feito um longo ministério, numa única igreja, um investimento de toda uma vida;
 
Talvez tenha cuidado de uma dezena de igrejas e congregações, grandes ou pequenas;
 
Talvez tenha sido missionário itinerante, andando à pé, de bicicleta, cavalo, barco ou carro;
 
Talvez tenha exercido um ministério secundário, um co-pastorado em alguma grande igreja:
 
 
Talvez não tenha uma família que lhe visite;
 
Talvez não tenha mais cartões de aniversário ou do Dia do Pastor;
 
Talvez não consiga comprar nem meio quilo de carne para o Natal;
 
Talvez nem uma esposa tenha mais ao seu lado;
 
 
Talvez esteja pensando que poderia ter feito outra coisa na vida, ter seguido outras profissões;
 
Talvez tivesse mais dinheiro, dignidade, amigos, patrimônio;
 
Talvez seus filhos ainda fossem presentes ou sua esposa não tivesse sofrido tanto;
 
Talvez fosse alguém na vida se não amasse tanto a Igreja, o púlpito, as pessoas e o pastorado;
 
 
Talvez tudo teria sido diferente se tivesse aceito aquele convite que lhe fizeram;
 
Talvez encontrasse a felicidade não investindo tempo integral em seu ministério;
 
Talvez pudesse até ter desfrutado de um plano de saúde melhor ou de uma aposentadoria mais digna;
 
Talvez não estivesse esquecido numa cama velha e numa casa pequenina.
 
 
Talvez haja muitos porquês a assaltar-lhe as noites, a espantar-lhe o sono;
 
Talvez se o tempo voltasse teria feito tudo diferente;
 
Talvez nem igreja pastoreasse e se sentisse mais feliz;
 
Talvez envelheceria com mais dignidade.
 
 
Pastores esquecidos! Pastores superados!
 
Pastores envelhecidos! Pastores cansados!
 
Pastores empobrecidos! Pastores ultrapassados!
 
Pastores entristecidos! Pastores injustiçados!
 
 
Tais pastores não aparecem na televisão, não são vencedores e prósperos;
 
São obsoletos, são cenários velhos de velhos cultos em velhos evangelhos;
 
São restos de um passado que as igrejas querem apagar, são seres que envergonham a classe;
 
São tudo o que a mídia cristã procura ignorar e fazer acreditar que não existem.
 
 
Mas existem e não são poucos!
 
 
São aqueles que queimaram como velas de duas pontas, que se excederam nos cuidados com a igreja;
 
Que dormiram pouco, que andaram muito, que visitaram todos, que oraram sempre!
 
São aqueles que ano após ano estavam em seus púlpitos, proclamando o "assim diz o Senhor!"
 
São os que aguentaram as crises, que venceram as divisões, que não fugiram quando os lobos uivaram;
 
 
São heróis sem nome,
são vencedores sem medalha,
são pioneiros que abriram as picadas na mata
Onde hoje fulguram orgulhosas catedrais!
 
 
Hoje são páginas amareladas, muitas vezes ignorados pelos seus próprios filhos,
 
Que aguardam apenas o dia de partir deste mundo injusto.
 
 
 
Colegas esquecidos,
 
Pastores sem nome,
 
ministros sem púlpito,
 
anciãos não respeitados;
 
Não se esqueçam, por favor,
 
que há colegas nobres nas fileiras, que jamais receberam recompensas neste mundo mau e ingrato.
 
Recebam o abraço de Paulo, o apóstolo abandonado por todos no final de sua vida;
 
O abraço de Pedro, talvez crucificado sozinho, de cabeça para baixo;
 
Ou de Heróis da Fé na História da Igreja,
 
que muitas vezes morreram como holocausto pelo nome do Senhor!
 
 
Ah, colegas esquecidos!
 
Não há galardão perdido!
 
Não há uma visita pastoral que ficará sem menção!
 
Não há uma noite em claro, gasta em prol do rebanho, que deixará de ser lembrada!
 
Não há uma lágrima,
 
 uma companhia, uma esmola, uma oferta,
 
uma dedicação, que deixará de ser contada!
 
 
Há um Deus nos Céus!
 
 
E se a dor lhe cobre o leito, se a solidão lhe traspassa a alma,
 
Saiba que muito mais que isso sofreu o nosso Salvador, o Supremo Pastor;
 
mas Ele venceu,
 
E com Ele está a Coroa da Justiça,
 
a ser oferecida aos pastores, mesmo aos esquecidos.
 
 
Ânimo! Deus não lhes esquece!
 
 
E se Deus não esquece, por que nos entristeceremos?
 
 
É hora de lavar o rosto, como José do Egito,
 
ou de comer algo e reanimar, como Davi,
 
Ou de levantar e ir, como Abraão,
 
ou de confiar no Senhor para a partida.
 
"Lá está o meu tesouro, lá onde não há choro,
Onde todos cantaremos juntos hinos de louvor ao Senhor!*"
 
 
Feliz DIA DO PASTOR, colega esquecido!
 
Wagner Antonio de Araújo,
pastor.
 Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Jogo da Memória Bíblico - Baixe grátis e imprima


Olá, amigo de Missões! Elaboramos mais um pequeno recurso para lhe ajudar a aprender, ensinar e promover os valores missionários em sua família, grupo e igreja. Trata-se do jogo da memória Versículos Missionários.
Vamos explicar: Este jogo constitui-se de 32 cartas (que você deverá imprimir, recortar, dobrar e colar). Em DEZESSEIS dessas cartas apresentamos em um de seus versos VERSÍCULOS BÍBLICOS que fazem parte da base bíblica de missões. Nas outras DEZESSEIS cartas temos as REFERÊNCIAS (o livro da Bíblia, capítulo e versículo onde tal passagem se encontra). Isso torna este jogo um pouco diferente dos “jogos da memória” tradicionais: O objetivo aqui não é que a pessoa memorize uma figura ou texto apenas (se fosse assim utilizaríamos duas cartas com o mesmo versículo, para a pessoa encontrar as iguais); o objetivo aqui é que ela ASSOCIE determinada passagem bíblica à sua referência, podendo assim, de forma lúdica, memorizar tanto alguns versículos missionários quanto sua localização na Bíblia.
A forma de jogar é simples: Dispõem-se as cartas numa mesa ou superfície lisa, com os versículos e as referências voltados, claro, para baixo. Cada pessoa, na sua vez de jogar, poderá desvirar duas cartas, uma de "versículo" e outra de "referência"; se acertar versículo e referência, recolhe-as e joga novamente. Se errar, passa a vez para o próximo jogador, sem mover as cartas cuja combinação ela errou da posição original na mesa. Para que a pessoa não corra o risco de desvirar duas cartas de versículo, ou duas de referência, na FACE da carta onde consta o nome do jogo e o logotipo “Veredas”, está assinalado (no canto inferior direto) que carta é aquela: se REFERÊNCIA ou VERSÍCULO.
Apresentamos, junto ao arquivo com as cartas, estas instruções e a listagem com os dezesseis versículos e suas respectivas referências, para que o líder, caso tenha dúvidas, possa conferir se os participantes realmente acertaram.
Uma variação interessante é permitir que os participantes confiram, em suas próprias Bíblias, se a referência que desviraram é a correspondente ao versículo, caso não saibam ou não tenham certeza; assim podem certificar-se de que tal referência é ou não a correta, ao mesmo tempo em que “gasta-se” mais tempo em pesquisa bíblica, o que é sempre proveitoso.
Algumas dicas interessantes para aumentar a durabilidade das cartas: Imprimir em papel cartão, ou qualquer outro de maior gramatura (mais grosso) que o sulfite normal. Pode-se ainda colar as folhas numa cartolina para depois recortar, dobrar e colar.
Este é um jogo simples, que pode ser utilizado por crianças, jovens e adultos, e de baixíssimo custo (a impressão em preto e branco de 10 páginas, já contando com a folha de instruções e versículos). Por isso lhe convidamos a compartilhar este arquivo, e também a imprimir/xerocar quantas cópias puder e distribuir para igrejas, classes de escola dominical e mesmo famílias cristãs.

PARA BAIXAR O ARQUIVO DO JOGO (em PDF) PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

sábado, 5 de maio de 2018

Ilustração - Olhando para Jesus



"Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14). 

Um jovem violinista apresentava seu primeiro recital. O auditório estava à cunha. Cada número era aplaudido freneticamente. A multidão delirava. O jovem músico agradeceu os aplausos, mas não deu demonstração de sentir-se lisonjeado. Quase todo o tempo tinha os olhos fitos na galeria.
Quando o som dos derradeiros acordes morreram, um ancião na galeria fez com a cabeça um sinal de aprovação. Imediatamente, o jovem mostrou-se satisfeito, e sua fisionomia iluminou-se de felicidade. Os aplausos da multidão pouco lhe importavam, enquanto não tivesse recebido a aprovação de seu mestre.
Os olhos do cristão devem estar fitos em Cristo. Sua pureza, Sua santidade, Sua perfeição, unicamente, podem ser nosso alvo. Logo que algum outro ser se torne nosso exemplo, nosso herói na fé, ficamos sujeitos à decepção. Conheci um homem a quem eu tinha em alta estima. Era homem, cuja simples aparência impunha respeito e admiração. Quem suporia que o maligno tivesse semeado joio em seu coração? quando ele caiu - pois foi o que aconteceu - muitos ficaram enfraquecidos na fé.

Do livro Coletânea de Ilustrações, de Natanael de Barros Almeida



terça-feira, 24 de abril de 2018

Ler a Bíblia: Porque não desistir



Israel Belo de Azevedo

Todos os dias ouvimos que precisamos ler a Bíblia.
Para muitos, as Escrituras Sagradas parecem inacessíveis e - sejamos honestos - ultrapassadas.
Além disto, lutamos contra a falta de tempo, para alguns, algo real, em função dos necessários compromissos impostos pelas duras regras da sobrevivência. O outro fator é o estilo de vida que boa parte de nós leva: quase sempre superficial, com muito tempo para as coisas que nada importam e pouco ou nenhum para as atividades que realmente têm valor. Vale aqui a fórmula do tríplice D: desejo, decisão e disciplina. Desejemos ler a Bíblia. Decidamos ler as Sagradas Escrituras.
Disciplinemo-nos para ler a Palavra de Deus.
Nestes casos, o interessado em se tornar leitor da Bíblia pode vencer a dificuldade. Basta que deseje ser este leitor e se organize para usar bem o tempo que tem.
É possível, no entanto, que parte do problema esteja nas Sagradas Escrituras, menos por seu padrão espiritual e moral elevado e mais pelas dificuldades do próprio texto.
Também neste caso, as Escrituras nada podem fazer, mas nós podemos.
A primeira tarefa é ter em mente o que a Bíblia é.
A Bíblia é um livro magistral, por sua beleza e por sua profundidade.
As dificuldades que apresenta não nos devem desestimular mas nos convidar ao seu exame. A vida salta de seus versos. Quando a escutamos, ouvimos Deus falar. As Escrituras são o espaço do tríplice S: salvação, santidade e sabedoria. Ler a Bíblia nos salva, nos molda e nos ensina. Sem ela, não sabemos o que Jesus faz por nós. Sem ela, somos moldados por outros valores e outras culturas. Sem ela, não aprendemos a viver.
Se cremos nisto, podemos colocar a Bíblia no seu lugar.
Compreender a Bíblia é como fazer uma viagem, mala à mão ou mochila às costas. Esta viagem é transcultural: estamos indo para o mundo de Abraão, de Moisés, de Davi, de Jeremias, de Davi, de Pedro, de Paulo, de Barnabé, de Timóteo, de João. Vamos viajar por um mundo completamente diferente do nosso. Nem sempre levamos este fato a sério e ficamos chocados com atitudes que não aprovamos hoje e ainda bem que não aprovamos.
Compreender a Bíblia demanda distinguir os textos narrativos dos textos normativos. Os primeiros narram histórias reais, com pessoas reais.
O fato de suas histórias estarem no texto sagrado não quer dizer que Deus aprove suas atitudes e que sejam paradigmáticas para nós. Os textos que demandam obediência são os normativos, que têm regras claras para a nossa vida. Por sua vez, os textos normativos demandam o cuidado de distinguirmos os mandamentos vencidos e os mandamentos sem prazo de validade. As normais culturais são temporais e devem ser lidas como se fossem narrativas para vermos o amor de Deus em ação. As normas com valor até hoje são aquelas que o tempo não envelhece.
Na compreensão dos valores diferentes entre textos narrativos e texto normativos, consideremos dois exemplos: as leis sobre casamento e sobre consumo de carnes.
As regras sobre casamentos de jovens hebreus são culturalmente dadas e visavam o bem-estar daquela comunidade; vivendo em outro contexto, não devemos aplicá-las; o que devemos é buscar os princípios universais subjacentes às regras culturais. Estes princípios serão sempre válidos.
As regras sobre o consumo de carnes visavam o bem-estar da comunidade do Antigo Testamento. Continham regras sanitárias para preservação do povo, como a proibição de comer carne de porco e seus derivados, veto que não é mais necessário com a tecnologia dos nossos dias.
Compreender a Bíblia é como percorrer uma biblioteca cheia de livros escritos em vários gêneros literários (história, crônica, poesia, cartas, ensaio, teatro) e com generosos recursos de linguagem (sobretudo metáforas).
De posse destes princípios, podemos passar às tarefas práticas.
Comecemos com um exemplar da Bíblia. Se não temos um, devemos buscar por um.
Ao escolhermos uma Bíblia, devemos nos interessar pela tradução com a qual mais nos sintamos à vontade. Há muitas traduções (como Almeida
Revisada, Almeida Corrigida, Almeida Século 21, Bíblia de Jerusalém, Nova Vulgata, Nova Versão Internacional, Bíblia Viva, Nova Tradução na Linguagem de Hoje e A Mensagem, entre tantas).
Todas são fidedignas em relação aos originais. Nosso critério deve ser o da linguagem, com preferência para aquelas que nos deixem mais conectados e mais interessados pelo texto. Eu uso todas estas.
Devemos continuar lendo a Bíblia de modo sistemático, mas no nosso ritmo. Se podemos seguir um plano comunitário de leitura, fazemos bem. Se não conseguimos, importa que leiamos, mesmo que num ritmo mais pessoal. A vantagem de seguir um plano é que sempre temos com quem conversar e nos inspirar. No caso de dificuldades, devemos agir para superá-las, embora a decisão mais fácil seja desistir.

UM GUIA PRÁTICO

Se você realmente deseja ler a Bíblia toda, certa que ela é a carta de
Deus para a sua vida, eis algumas atenções essenciais:

1. Escolha uma hora e um lugar para ler a Bíblica todo dia.
Quem fracassa não fracassa no desejo; fracassa na disciplina.
Quem triunfa não triunfa porque desejou, mas porque se disciplinou para realizar o seu desejo.
Organize-se. Como o dia só tem 24 horas, não há como colocar mais nada dele, a menos que tire. O que você vai tirar? Talvez não dê para tirar do trabalho, mas pode ser que dê para tirar do sono ou da internet ou da televisão. Marque a sua opção.
Então, fixe uma hora do dia. Pode ser antes de sair de casa (para os que trabalham fora) ou antes de começar as atividades do dia (para quem trabalha em casa). Pode ser no final do dia, se o corpo e a mente resistem a 15 minutos sem dormir. Cada um sabe de si, a menos que se engane.
Encontre um lugar adequado, para se assentar. Procure um lugar bem iluminado, para não forçar a visão. Separe um lugar mais silencioso, sobretudo para quem se distrai facilmente. Busque um lugar com acesso fácil a outras versões da Bíblia ou a dicionários, para o caso de alguma consulta.

2. Comece o tempo de leitura com uma oração.
Quando oramos, entramos na atmosfera de Deus e passamos a respirar o ar que ele respira. Orar antes de ler indica uma atitude de reverência diante dele e sua Palavra.
Orar evidencia que dependemos dele para entender e, sobretudo, para aplicar o que estamos lendo.
Ore para que Deus lhe fale através da Bíblia.

3. Aprofunde-se na leitura.
Ao ler, procure entender.
Se há uma referência a um lugar, procure-o num mapa. Se o texto fala de uma pessoa, busque por esta pessoa em outras partes da Bíblia.
Se a sua versão tem referências cruzadas (aqueles números ou letras que remetem para outros versículos da Palavra de Deus), leia-as. Se há uma palavra difícil (como “redenção” e “propiciação”, por exemplo), pesquise o significado.
Neste caminho, são muito úteis as Bíblias de Estudo. Entre elas, sugiro as seguintes:

• Bíblia Anotada Expandida (Editora Mundo Cristão)
• Bíblia de Estudo Genebra (Sociedade Bíblica do Brasil)
• Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida)
• Biblia de Estudo John MacArthur (Sociedade Bíblica do Brasil)

Se você lê a Bíblia a partir de um computador ou de um telefone ou tablet, sugiro que baixe diferentes versões.

4. Compartilhe as descobertas que fez.
Faça parte de uma comunidade de leitores da Bíblia. Se não conhece nenhuma, crie uma. Se conhece uma, junte-se ela.
Tire com os companheiros de jornada as suas dívidas.
Troque com os companheiros as suas descobertas.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Dinâmicas Evangélicas de Missões em livro gratuito


      Dinâmicas e quebra-gelos para promover a visão missionária em sua igreja, grupo e família.
    Do termo grego dynamis (ou dunamis), que significa “força” ou “poder”, derivamos, dentre outras, a nossa palavra dinâmica.
      O surgimento das chamadas dinâmicas de grupo deu-se em 1914, através do trabalho do cientista comportamental alemão Kurt Lewin.
      As dinâmicas têm sido usadas com sucesso como método geral de auto-conhecimento e interação entre grupos (daí o título de uma de suas variantes, “quebra-gelo”), no treinamento de equipes, atividade pedagógica complementar por profissionais do ensino e ainda em processos de recrutamento e seleção profissional.
      Além de promover uma maior comunhão e interação entre seu grupo, as dinâmicas são excelentes instrumentos de aprendizagem, tanto de conhecimentos quanto de valores morais, além, é claro, do valor lúdico proporcionado pelo clima de brincadeira ou diversão inerentes ao método.
      Procurei neste pequeno livro reunir uma série de dinâmicas e atividades focadas na promoção de valores missionários; atividades que visam o despertamento dos participantes sobre diversos aspectos referentes àquela que é a missão fundamental da igreja na Terra, e motivo único dela, a Igreja, permanecer aqui: Levar o Evangelho de Cristo a todos os homens, cumprir a ordem final de Cristo que conhecemos como a Grande Comissão: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28:18-20).
      Esta obra reúne textos de diversos autores, aqui diretamente transcritos, assim como textos que escrevi, e outros, a grande maioria, que adaptei, ou seja: valendo-me de uma dinâmica já existente, voltada para outra temática, adaptei-a mudando seu foco para o objetivo aqui proposto. No entanto, nada impede que você, fazendo o movimento oposto, adapte tais dinâmicas para outros propósitos conforme as suas necessidades.
      Este é um livro GRATUITO, que se insere no escopo de outros livros e recursos abarcando gêneros variados (teatro, poesia, frases, jogos e passatempos, imagens etc.) que temos produzido ao longo dos anos para auxiliar a Igreja em seu despertamento evangelístico e missionário. Solicitamos que você compartilhe este recurso (sempre gratuitamente) com outros cristãos, igrejas e órgãos cristãos de seu conhecimento, para que muitos sejam abençoados.

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO (FORMATO PDF) PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

Caso não consiga realizar o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para:  sreachers@gmail.com

sábado, 31 de março de 2018

VISLUMBRE DO FUTURO - Um reflexão sobre o serviço cristão


 
 
Alegre e feliz o pastor foi deitar-se. Um dia de muitas atividades, muitas alegrias. Era o terceiro pastor desta nova igreja. Conseguira instalar o forro do salão de cultos, terminara o lindo jardim de entrada e assinara a escritura de posse do terreno da congregação que iniciara. Em breve uma nova igreja seria organizada, a primeira na história desta igreja. Ele sentia-se alegre. E, em sua mente, imaginava o quanto todos seriam gratos pelos seus trabalhos. Sem perceber, deixou-se levar pelo ego envaidecido. E, acalentado pelo doce aroma do orgulho santo, adormeceu.
 
Acordou cinquenta anos depois. Era dia de festa. Aniversário da igreja. Gente de toda parte chegava. O templo era o mesmo, com algumas pinturas novas, bancada moderna, um andar a mais na estrutura que tão bem construira. Viu alguns poucos irmãos que conhecia, eram as crianças e adolescentes de anos atrás. Sentou-se num local bem situado. O culto começou.
 
Uma programação bonita. E então a exibição dos homenageados.
 
Homenagearam o pastor, um homem de meia idade, também político de carreira. Homenagearam a sua esposa, que vestia-se com um modelo muito extravagante. Homenagearam a diretoria atual e também os fundos para os quais a igreja contribuia. Igrejas organizadas pela aniversariante também vieram prestar honras (a primeira era a que havia organizado).
 
Quando o culto terminou, o pastor entristeceu-se.
 
Ninguém mencionara o seu trabalho. Nem de ele organizara a primeira congregação. Não falaram das lutas do estabelecimento, das campanhas realizadas, das noites mal dormidas, dos desafios que existiram. Ninguém mencionara os pastores que passaram pela igreja ao longo de sua história. Apenas o atual recebera a glória de uma igreja construída por diversos antes dele. Procurou algum quadro, alguma publicação, alguma coisa exposta nos corredores do templo. Nada indicava que uma história anterior existira. Cabisbaixo, saiu do culto, falando consigo mesmo: "Ninguém se lembrou de mim. Ninguém mencionou o meu nome. Ninguém fez caso da história que construímos".
 
Subitamente acordou. Estava a ter um pesadelo! Suado e perplexo, percebera o quanto estava enganado. Por maiores que fossem os seus esforços (e não foram poucos, com certeza!), duas grandes realidades tornaram-se evidentes em seu coração pesaroso.
 
A primeira era de que toda a glória pertencia a Deus. Ele era o realizador da própria obra através de Seus servos, de Suas igrejas, da geração que recebe a incumbência de estabelecer as cordas das tendas aumentadas. Deus era digno de louvor, Deus era quem operava em nós o querer e o efetuar. E toda tentativa de tomar dEle a glória devida seria fadada ao fracasso, ao pecado. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, (Is 42:8). Paulo apóstolo teve grande trabalho para convencer os pagãos de que as curas que aconteceram em Listra não vinham de si, mas do Deus vivo . E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós,  (At 14:15). Pedro e João fizeram o mesmo, no caso do coxo curado à porta do templo de Jerusalém, afirmando que fora Deus quem o curara. Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? (At 3:12).Quando o ego invade o espaço de glória que só a Deus pertence, então ergue-se o pecado como flâmula e o Espírito de Deus não atua mais. E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? (1Co 4:7). A glória pertence a Deus.
 
A segunda verdade que pôde detectar era a de que os homens têm memória muito curta. Eles fazem questão de ignorar a história, o passado e as grandes lutas que trouxeram a vitória celebrada.  Na história de uma igreja o que menos importa é o suor e as lágrimas dos pioneiros idealistas, daqueles que abriram uma picada no meio da floresta virgem de uma região sem igreja. O povo gosta de exaltar o asfalto novo e bem pintado, esquecendo-se de quem abriu a primeira trilha que deu origem à rodovia. Na memória da geração atual o que menos importa é a lembrança de quem lutou bravamente para fazer vingar e prosperar um trabalho. Como disse Salomão  "... já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. (Ec 9:6). Ninguém mais se lembrará daquelas tardes quentes em que a família pioneira cedia o quintal da casa para as escolas bíblicas de férias. Ninguém se lembrará dos cultos nos lares, do ponto de pregação, dos bancos rudes e da sala apertada, das doações de bíblias, dos folhetos, dos cultos ao ar livre, das visitas em dias de chuva, dos primeiros batismos, do primeiro salão alugado e das vitórias pequeninas e indispensáveis para que tudo chegasse onde chegou.  Tudo isso foi esquecido, às vezes pela desinformação, às vezes por maldade ou por qualquer outro motivo.
 
Este pesadelo trouxe ao pastor a certeza de duas coisas.
 
A primeira é de que toda a honra sempre pertence a Deus. Ele reavaliou algumas práticas que tinha, algumas celebrações que visavam, em última análise, trazer a si próprio alguma glória e vaidade.  Deixou de fazer citações de suas próprias virtudes e de buscar elogios para si. Ele conscientizou-se de que trabalhava para Deus e que por mais que fizesse nunca seria o bastante para demonstrar gratidão suficiente. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17:10) Além do mais Cristo fizera tudo na cruz e na vida e era o responsável em dar poder, graça, condições e sucesso. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)
 
A segunda certeza (oh, maravilhosa verdade!) foi a de que  Deus não se esqueceria de seu trabalho. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. (Hb 6:10) Por mais que os homens procurassem apagar as memórias de seu serviço, por mais que tudo ficasse relegado a documentos de museu ou registros de cartório, Deus não se esqueceria do trabalho feito com amor e em nome de Jesus. Conheço as tuas obras tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (Ap 3:8) Esse pastor creu que o galardão que vale a pena não é aquele que os homens concedem em suas celebrações jactanciosas, em suas premiações temporais. O galardão que vale é aquele que receberemos diante do Supremo Juiz, no dia em que prestarmos conta de nossas vidas. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (Ap 22:12) Assim, ele tentaria não se frustrar mais quando se esquecessem de suas vitórias e o privassem de merecidas homenagens. Bastaria lembrar que Deus jamais se esqueceria e isto seria o suficiente.
 
Os próximos meses na vida daquele pastor foram muito melhores. Ele, consciente de que era apenas um servo, servindo com alegria e cada vez mais. Mandara refazer a placa da igreja, que tinha um grande retrato de si mesmo, trocando-a pelo nome de Jesus. Tornou-se grato a Deus por cada chance de servi-Lo. Ele já havia recebido o bem maior, a vida eterna através de Jesus Cristo e de Seu sacrifício; servi-Lo fielmente era o mínimo que podia fazer para dizer a Ele: muito obrigado!
 
Que Deus dê aos leitores a mesma convicção, de que  a glória pertence a Deus e de que Ele não se esquecerá do trabalho feito para Ele, ainda que os homens se  esqueçam.
 
Wagner Antonio de Araújo
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quarta-feira, 14 de março de 2018

PAZ PARA OS RODOVIÁRIOS - Baixe e imprima um folheto evangelístico para evangelizar rodoviários


Há mais de dez anos atrás, trabalhei numa empresa de ônibus, onde havia um grupo de rodoviários evangélicos que reuniam-se para um culto semanal, e ainda para evangelizar. Naquele humilde mover de Deus, que foi muito importante para meu crescimento como ser humano e como cristão, elaboramos uma mensagem evangelística, simples, que à época fazíamos circular xerocada em meia folha A4.
Hoje, recuperando essa mensagem entre meus arquivos, achei por bem transformá-la em um folheto, com tratamento profissional, de forma que tal singela mensagem possa ser utilizada por muitos outros irmãos rodoviários para evangelizar seus companheiros, em qualquer lugar do Brasil. E mesmo se você não é rodoviário, pode imprimir e evangelizar motoristas, cobradores, fiscais e quaisquer outros rodoviários que você conheça ou que venha a encontrar. Trata-se de uma classe muito sofrida, onde deixei muitos, mas muitos amigos mesmo, e que, assim como os membros de qualquer outra profissão, precisam desesperadamente de Cristo. Não deixe este recurso passar em vão. Baixe e imprima quantos quiser. Cada folha A4 (a ser impressa em frente e verso) contém dois folhetos. E mais: VOCÊ É LIVRE PARA LEVAR TAL ARQUIVO A UMA GRÁFICA E IMPRIMIR O FOLHETO EM GRANDES QUANTIDADES PARA DISTRIBUIÇÃO, CONTANTO QUE NÃO VENHA A VENDER O MATERIAL.

Para baixar o arquivo (em pdf) do folheto COLORIDO, CLIQUE AQUI.
Para baixar o arquivo (em pdf) do folheto em TONS DE CINZA (ideal para imprimir em preto e branco apenas) CLIQUE AQUI.

LEIA AQUI A MENSAGEM:

Amigo rodoviário, a nossa vida não é fácil. Trabalhamos de domingo a domingo, com direito a somente uma folga semanal, e às vezes somos obrigados a fazer hora extra, não importa o quanto estejamos cansados. E muitos ainda precisam trabalhar dois turnos seguidos, pois o salário não dá para cobrir as despesas. Estamos sujeitos ao estresse do trânsito, e àquele decorrente de ter de lidar com o público. E há ainda a cobrança dos patrões e as perdas que a categoria sofre ano após ano. Cansados, muitos buscam alívio nas drogas, na bebida, nas mulheres...
Mas tudo o que fazemos traz uma consequência, seja boa ou ruim, conforme o que nós plantamos: As bebidas e as drogas minam nosso dinheiro, nossa saúde e nossa razão, e sem percebermos, terminam por nos escravizar, nos levando a cometer atos dos quais depois nos arrependemos. E o envolvimento com mulheres, principalmente para aqueles que são casados, por fim traz algo que estamos cansados de ver: A DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA. 
Sofrem também as companheiras rodoviárias, sejam motoristas, cobradoras ou de outros cargos, que têm que se desdobrar para fazer o serviço de donas de casa e ainda trabalhar fora; tendo muitas vezes que aturar o assédio dos homens, sejam passageiros ou mesmo companheiros de trabalho. E ainda sofrem preconceito pelo trabalho que realizam! Tudo isso gera um grande desgaste físico e emocional.
Talvez você passe por algum desses problemas: muito estresse, um cansaço que não passa, bebendo cada vez mais, sendo usuário de tóxicos, viciado em jogos ou envolvido com mulheres da rua... Isso é mesmo o melhor da vida? Não seria maravilhoso mudar este quadro? Amigo, há alguém que te livra do estresse, e te dá uma paz tão grande que te manterá tranquilo e feliz o dia inteiro. Há alguém que te faz deixar as drogas e a bebida; há alguém que pode te livrar do adultério, e que é poderoso para RECONSTRUIR A SUA FAMÍLIA. Esse alguém é JESUS. Ele diz: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12).
Esta mensagem chegou até suas mãos para que você saiba que ainda há esperança, que a sua vida pode e deve ser muito melhor! Muitos dos que são rodoviários cristãos, foram um dia resgatados da depressão, do adultério, da bebida, das drogas, do vício em jogos, das brigas e do estresse, de estarem sempre prontos a explodir... Pois Jesus veio e nos socorreu. Restituiu nossas famílias (ou nos deu uma família conforme o Seu coração), apagou grandes mágoas de nossos corações, trouxe cura e abriu portas para coisas com que há muito sonhávamos, mas sempre fugiam de nosso alcance. Ele quer fazer o mesmo por você e por sua família. Pois a Bíblia diz: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos16:31).
 AMIGO, chega de dor, chega de bater e apanhar do mundo! Busque a Jesus! Fale com Ele em oração, assim como quem conversa com um amigo: “Senhor Jesus, sei que tenho errado, e tenho feito o que não lhe agrada. Mesmo sem querer, tenho prejudicado a mim e a outros. Mas estou cansado desta vida de erros, e de meus problemas que nunca mudam. Entre na minha vida e a transforme, Senhor! Eu quero a paz e a salvação que o Senhor veio trazer aos homens.”
Jesus diz que “aquele que vier a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Passe a ler a Bíblia, e a visitar uma igreja evangélica. Vá naquela onde você se sentir bem. Comece a falar com Jesus todos os dias em oração. Entregue sua vida nas mãos dEle, que é o Fiel Pastor, o Amigo que NUNCA te trairá. Há alguns evangélicos aí em sua empresa: converse com eles, alguns estarão prontos a te ajudar, e a orar por você.

E se você, amigo, está afastado dos caminhos do Senhor, este humilde folheto é a Carta que Ele lhe envia, convocando-lhe para voltar ao Único Caminho. Ele busca por você e quer apagar toda a mágoa do seu coração, e restituir cem vezes mais os anos que o gafanhoto devorou. O fim vem; não despreze mais o Seu*chamado.                                                                                 
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A edição do folheto foi feita pela excelente profissional (e nossa irmã em Cristo) Luciana Soares, de quem recomendamos os serviços. Conheça mais do trabalho de Luciana: https://lucianavieira.wixsite.com/portfolio 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dinâmica Missionária: Mapeando os pontos escuros da cidade



Mapeando os pontos escuros da cidade

Objetivos: Desenvolver a noção geográfica/territorial da missão; aprender a eleger prioridades e comprometer-se; aprimorar o trabalho em equipe.
Materiais: Um mapa físico ou político de bom tamanho do município onde reside/atua o grupo ou a igreja; canetas e adesivos (post-it).

Após reunir o grupo, o líder abrirá sobre uma mesa o mapa do município. Fará então uma explanação sobre a necessidade de a luz de Cristo chegar aonde ela ainda não chegou, e que isso é sempre mais importante do que iluminar onde já há alguma luz. Poderá citar o versículo de Romanos 15:20: “E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio.”
Acontece que em nossa própria cidade, e não apenas no campo missionário transcultural, existem lugares sem luz, embora sejam muitas e muitas vezes maiores as necessidades do campo. Mas aqui estamos e devemos zelar por nossa cidade, que nos foi confiada por Cristo. Aqui mesmo temos locais não alcançados pelo reino de Deus, dos quais nós somos os embaixadores.


Após a reflexão, cada membro será convidado a se lembrar, com calma (dê tempo aos participantes) de algum ponto da cidade que precisa de luz, precisa da presença cristã, precisa ser evangelizado.
As pessoas poderão, por exemplo, se lembrar de alguma rua onde não há igreja evangélica; de algum hospital onde o grupo poderia evangelizar; de áreas da cidade habitadas por drogados (pequenas ou grandes cracolândias); rodoviárias e aeroportos; áreas de prostituição; locais onde costumam dormir moradores em situação de rua; pontos onde se reúnem tribos urbanas; e assim por diante.
Com ajuda do líder e dos demais, cada lugar que for levantado por algum participante deverá ser encontrado e marcado corretamente no mapa. Caso não queira escrever no mapa, cole algum pequeno adesivo (post-it) sobre o local.
Após todos terem se lembrado de algum lugar, o grupo deverá criar a legenda do mapa, para facilitar a “leitura” do mesmo, num pedaço de papel separado, que deverá ser afixado junto ao mapa. Por exemplo: para cada lugar marcado pode ser dado um número (1, 2, 3 etc.) e na legenda tal numeração é especificada (p. ex.: 1 – Hospital Municipal; 2 – Rua Fulano de Tal, sem igreja; 3 – Calçadão da rodoviária onde habitam moradores em situação de rua; etc.).
Alguns dos participantes talvez sequer já tenham participado de um evangelismo, ou não são maduros ao ponto de perceber locais que realmente precisam de ação cristã, precisam de ajuda. Assim, é possível que nem todas as informações serão realmente dignas de atenção. Mas o importante desta atividade é desenvolver em todos a percepção geográfica da missão, aprender a mapear e tecer estratégias, e a observar a cidade com outros olhos, olhos de evangelista, olhos de Cristo. A construção do mapa permitirá que todos os participantes, tanto os neófitos (novos na fé) quanto os mais experientes, tenham conhecimento coletivo de áreas da cidade que merecem atenção, algumas das quais com certeza muitos não conheciam as necessidades.
Após todas as marcações feitas, o grupo poderá avaliar a distância dos lugares em relação à igreja, e a importância (urgência, maior necessidade, maior número de almas, capacidade do grupo em suprir tal necessidade, etc.), a fim de eleger lugares prioritários onde evangelizar ou promover qualquer outra ação. O mapa deverá ficar exposto em algum mural na igreja (numa de suas salas) para consulta, atualizações e principalmente: ser alvo das orações de todo o grupo/igreja.

O grupo poderá ainda marcar sobre o mapa as áreas onde foi feita alguma atividade, ou aquelas onde está planejada alguma ação (pode-se usar adesivos em cores predeterminadas, mas a informação sobre o significado delas deve ser incluída na legenda, para facilitar a leitura de todos (p. ex.: VERDE = Área alcançada; AMARELO = Área com ação marcada para ser realizada; AZUL = Área sendo investigada; etc.).

Sammis Reachers


NOTA: Para tal atividade é necessário uma mapa físico ou político do município, de bom tamanho (que apresente ao menos as principais ruas e avenidas que cruzam o município), e em pequena escala, ou ainda uma carta topográfica que abarque ao menos os bairros do entorno da igreja. No mundo da cartografia, um mapa em pequena escala não significa um mapa pequeno, mas um mapa que apresenta em GRANDES DETALHES uma PEQUENA ÁREA (ou seja, que sofreu uma “pequena” diminuição em relação à realidade, sendo possível visualizar detalhes que em um mapa-mundi do mesmo tamanho, por exemplo, seria impossível). As cidades grandes e médias em geral possuem bancas de jornal ou livrarias onde é possível obter mapas de bom tamanho da cidade. É possível ainda baixar em formato pdf no site do IBGE mapas dos municípios brasileiros (https://mapas.ibge.gov.br/bases-e-referenciais/bases-cartograficas/mapas-municipais.html)  e depois imprimir. Lojas e gráficas que operem com impressão offset e digital em geral têm condições de imprimir tais mapas em bom tamanho (1m x 1m, por exemplo).

Ao reproduzir, cite sempre autor e fonte: http://arsenaldocrente.blogspot.com.br/