terça-feira, 24 de abril de 2018

Ler a Bíblia: Porque não desistir



Israel Belo de Azevedo

Todos os dias ouvimos que precisamos ler a Bíblia.
Para muitos, as Escrituras Sagradas parecem inacessíveis e - sejamos honestos - ultrapassadas.
Além disto, lutamos contra a falta de tempo, para alguns, algo real, em função dos necessários compromissos impostos pelas duras regras da sobrevivência. O outro fator é o estilo de vida que boa parte de nós leva: quase sempre superficial, com muito tempo para as coisas que nada importam e pouco ou nenhum para as atividades que realmente têm valor. Vale aqui a fórmula do tríplice D: desejo, decisão e disciplina. Desejemos ler a Bíblia. Decidamos ler as Sagradas Escrituras.
Disciplinemo-nos para ler a Palavra de Deus.
Nestes casos, o interessado em se tornar leitor da Bíblia pode vencer a dificuldade. Basta que deseje ser este leitor e se organize para usar bem o tempo que tem.
É possível, no entanto, que parte do problema esteja nas Sagradas Escrituras, menos por seu padrão espiritual e moral elevado e mais pelas dificuldades do próprio texto.
Também neste caso, as Escrituras nada podem fazer, mas nós podemos.
A primeira tarefa é ter em mente o que a Bíblia é.
A Bíblia é um livro magistral, por sua beleza e por sua profundidade.
As dificuldades que apresenta não nos devem desestimular mas nos convidar ao seu exame. A vida salta de seus versos. Quando a escutamos, ouvimos Deus falar. As Escrituras são o espaço do tríplice S: salvação, santidade e sabedoria. Ler a Bíblia nos salva, nos molda e nos ensina. Sem ela, não sabemos o que Jesus faz por nós. Sem ela, somos moldados por outros valores e outras culturas. Sem ela, não aprendemos a viver.
Se cremos nisto, podemos colocar a Bíblia no seu lugar.
Compreender a Bíblia é como fazer uma viagem, mala à mão ou mochila às costas. Esta viagem é transcultural: estamos indo para o mundo de Abraão, de Moisés, de Davi, de Jeremias, de Davi, de Pedro, de Paulo, de Barnabé, de Timóteo, de João. Vamos viajar por um mundo completamente diferente do nosso. Nem sempre levamos este fato a sério e ficamos chocados com atitudes que não aprovamos hoje e ainda bem que não aprovamos.
Compreender a Bíblia demanda distinguir os textos narrativos dos textos normativos. Os primeiros narram histórias reais, com pessoas reais.
O fato de suas histórias estarem no texto sagrado não quer dizer que Deus aprove suas atitudes e que sejam paradigmáticas para nós. Os textos que demandam obediência são os normativos, que têm regras claras para a nossa vida. Por sua vez, os textos normativos demandam o cuidado de distinguirmos os mandamentos vencidos e os mandamentos sem prazo de validade. As normais culturais são temporais e devem ser lidas como se fossem narrativas para vermos o amor de Deus em ação. As normas com valor até hoje são aquelas que o tempo não envelhece.
Na compreensão dos valores diferentes entre textos narrativos e texto normativos, consideremos dois exemplos: as leis sobre casamento e sobre consumo de carnes.
As regras sobre casamentos de jovens hebreus são culturalmente dadas e visavam o bem-estar daquela comunidade; vivendo em outro contexto, não devemos aplicá-las; o que devemos é buscar os princípios universais subjacentes às regras culturais. Estes princípios serão sempre válidos.
As regras sobre o consumo de carnes visavam o bem-estar da comunidade do Antigo Testamento. Continham regras sanitárias para preservação do povo, como a proibição de comer carne de porco e seus derivados, veto que não é mais necessário com a tecnologia dos nossos dias.
Compreender a Bíblia é como percorrer uma biblioteca cheia de livros escritos em vários gêneros literários (história, crônica, poesia, cartas, ensaio, teatro) e com generosos recursos de linguagem (sobretudo metáforas).
De posse destes princípios, podemos passar às tarefas práticas.
Comecemos com um exemplar da Bíblia. Se não temos um, devemos buscar por um.
Ao escolhermos uma Bíblia, devemos nos interessar pela tradução com a qual mais nos sintamos à vontade. Há muitas traduções (como Almeida
Revisada, Almeida Corrigida, Almeida Século 21, Bíblia de Jerusalém, Nova Vulgata, Nova Versão Internacional, Bíblia Viva, Nova Tradução na Linguagem de Hoje e A Mensagem, entre tantas).
Todas são fidedignas em relação aos originais. Nosso critério deve ser o da linguagem, com preferência para aquelas que nos deixem mais conectados e mais interessados pelo texto. Eu uso todas estas.
Devemos continuar lendo a Bíblia de modo sistemático, mas no nosso ritmo. Se podemos seguir um plano comunitário de leitura, fazemos bem. Se não conseguimos, importa que leiamos, mesmo que num ritmo mais pessoal. A vantagem de seguir um plano é que sempre temos com quem conversar e nos inspirar. No caso de dificuldades, devemos agir para superá-las, embora a decisão mais fácil seja desistir.

UM GUIA PRÁTICO

Se você realmente deseja ler a Bíblia toda, certa que ela é a carta de
Deus para a sua vida, eis algumas atenções essenciais:

1. Escolha uma hora e um lugar para ler a Bíblica todo dia.
Quem fracassa não fracassa no desejo; fracassa na disciplina.
Quem triunfa não triunfa porque desejou, mas porque se disciplinou para realizar o seu desejo.
Organize-se. Como o dia só tem 24 horas, não há como colocar mais nada dele, a menos que tire. O que você vai tirar? Talvez não dê para tirar do trabalho, mas pode ser que dê para tirar do sono ou da internet ou da televisão. Marque a sua opção.
Então, fixe uma hora do dia. Pode ser antes de sair de casa (para os que trabalham fora) ou antes de começar as atividades do dia (para quem trabalha em casa). Pode ser no final do dia, se o corpo e a mente resistem a 15 minutos sem dormir. Cada um sabe de si, a menos que se engane.
Encontre um lugar adequado, para se assentar. Procure um lugar bem iluminado, para não forçar a visão. Separe um lugar mais silencioso, sobretudo para quem se distrai facilmente. Busque um lugar com acesso fácil a outras versões da Bíblia ou a dicionários, para o caso de alguma consulta.

2. Comece o tempo de leitura com uma oração.
Quando oramos, entramos na atmosfera de Deus e passamos a respirar o ar que ele respira. Orar antes de ler indica uma atitude de reverência diante dele e sua Palavra.
Orar evidencia que dependemos dele para entender e, sobretudo, para aplicar o que estamos lendo.
Ore para que Deus lhe fale através da Bíblia.

3. Aprofunde-se na leitura.
Ao ler, procure entender.
Se há uma referência a um lugar, procure-o num mapa. Se o texto fala de uma pessoa, busque por esta pessoa em outras partes da Bíblia.
Se a sua versão tem referências cruzadas (aqueles números ou letras que remetem para outros versículos da Palavra de Deus), leia-as. Se há uma palavra difícil (como “redenção” e “propiciação”, por exemplo), pesquise o significado.
Neste caminho, são muito úteis as Bíblias de Estudo. Entre elas, sugiro as seguintes:

• Bíblia Anotada Expandida (Editora Mundo Cristão)
• Bíblia de Estudo Genebra (Sociedade Bíblica do Brasil)
• Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida)
• Biblia de Estudo John MacArthur (Sociedade Bíblica do Brasil)

Se você lê a Bíblia a partir de um computador ou de um telefone ou tablet, sugiro que baixe diferentes versões.

4. Compartilhe as descobertas que fez.
Faça parte de uma comunidade de leitores da Bíblia. Se não conhece nenhuma, crie uma. Se conhece uma, junte-se ela.
Tire com os companheiros de jornada as suas dívidas.
Troque com os companheiros as suas descobertas.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Dinâmicas Evangélicas de Missões em livro gratuito


      Dinâmicas e quebra-gelos para promover a visão missionária em sua igreja, grupo e família.
    Do termo grego dynamis (ou dunamis), que significa “força” ou “poder”, derivamos, dentre outras, a nossa palavra dinâmica.
      O surgimento das chamadas dinâmicas de grupo deu-se em 1914, através do trabalho do cientista comportamental alemão Kurt Lewin.
      As dinâmicas têm sido usadas com sucesso como método geral de auto-conhecimento e interação entre grupos (daí o título de uma de suas variantes, “quebra-gelo”), no treinamento de equipes, atividade pedagógica complementar por profissionais do ensino e ainda em processos de recrutamento e seleção profissional.
      Além de promover uma maior comunhão e interação entre seu grupo, as dinâmicas são excelentes instrumentos de aprendizagem, tanto de conhecimentos quanto de valores morais, além, é claro, do valor lúdico proporcionado pelo clima de brincadeira ou diversão inerentes ao método.
      Procurei neste pequeno livro reunir uma série de dinâmicas e atividades focadas na promoção de valores missionários; atividades que visam o despertamento dos participantes sobre diversos aspectos referentes àquela que é a missão fundamental da igreja na Terra, e motivo único dela, a Igreja, permanecer aqui: Levar o Evangelho de Cristo a todos os homens, cumprir a ordem final de Cristo que conhecemos como a Grande Comissão: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28:18-20).
      Esta obra reúne textos de diversos autores, aqui diretamente transcritos, assim como textos que escrevi, e outros, a grande maioria, que adaptei, ou seja: valendo-me de uma dinâmica já existente, voltada para outra temática, adaptei-a mudando seu foco para o objetivo aqui proposto. No entanto, nada impede que você, fazendo o movimento oposto, adapte tais dinâmicas para outros propósitos conforme as suas necessidades.
      Este é um livro GRATUITO, que se insere no escopo de outros livros e recursos abarcando gêneros variados (teatro, poesia, frases, jogos e passatempos, imagens etc.) que temos produzido ao longo dos anos para auxiliar a Igreja em seu despertamento evangelístico e missionário. Solicitamos que você compartilhe este recurso (sempre gratuitamente) com outros cristãos, igrejas e órgãos cristãos de seu conhecimento, para que muitos sejam abençoados.

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO (FORMATO PDF) PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

Caso não consiga realizar o download, solicite o envio por e-mail, escrevendo para:  sreachers@gmail.com

sábado, 31 de março de 2018

VISLUMBRE DO FUTURO - Um reflexão sobre o serviço cristão


 
 
Alegre e feliz o pastor foi deitar-se. Um dia de muitas atividades, muitas alegrias. Era o terceiro pastor desta nova igreja. Conseguira instalar o forro do salão de cultos, terminara o lindo jardim de entrada e assinara a escritura de posse do terreno da congregação que iniciara. Em breve uma nova igreja seria organizada, a primeira na história desta igreja. Ele sentia-se alegre. E, em sua mente, imaginava o quanto todos seriam gratos pelos seus trabalhos. Sem perceber, deixou-se levar pelo ego envaidecido. E, acalentado pelo doce aroma do orgulho santo, adormeceu.
 
Acordou cinquenta anos depois. Era dia de festa. Aniversário da igreja. Gente de toda parte chegava. O templo era o mesmo, com algumas pinturas novas, bancada moderna, um andar a mais na estrutura que tão bem construira. Viu alguns poucos irmãos que conhecia, eram as crianças e adolescentes de anos atrás. Sentou-se num local bem situado. O culto começou.
 
Uma programação bonita. E então a exibição dos homenageados.
 
Homenagearam o pastor, um homem de meia idade, também político de carreira. Homenagearam a sua esposa, que vestia-se com um modelo muito extravagante. Homenagearam a diretoria atual e também os fundos para os quais a igreja contribuia. Igrejas organizadas pela aniversariante também vieram prestar honras (a primeira era a que havia organizado).
 
Quando o culto terminou, o pastor entristeceu-se.
 
Ninguém mencionara o seu trabalho. Nem de ele organizara a primeira congregação. Não falaram das lutas do estabelecimento, das campanhas realizadas, das noites mal dormidas, dos desafios que existiram. Ninguém mencionara os pastores que passaram pela igreja ao longo de sua história. Apenas o atual recebera a glória de uma igreja construída por diversos antes dele. Procurou algum quadro, alguma publicação, alguma coisa exposta nos corredores do templo. Nada indicava que uma história anterior existira. Cabisbaixo, saiu do culto, falando consigo mesmo: "Ninguém se lembrou de mim. Ninguém mencionou o meu nome. Ninguém fez caso da história que construímos".
 
Subitamente acordou. Estava a ter um pesadelo! Suado e perplexo, percebera o quanto estava enganado. Por maiores que fossem os seus esforços (e não foram poucos, com certeza!), duas grandes realidades tornaram-se evidentes em seu coração pesaroso.
 
A primeira era de que toda a glória pertencia a Deus. Ele era o realizador da própria obra através de Seus servos, de Suas igrejas, da geração que recebe a incumbência de estabelecer as cordas das tendas aumentadas. Deus era digno de louvor, Deus era quem operava em nós o querer e o efetuar. E toda tentativa de tomar dEle a glória devida seria fadada ao fracasso, ao pecado. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, (Is 42:8). Paulo apóstolo teve grande trabalho para convencer os pagãos de que as curas que aconteceram em Listra não vinham de si, mas do Deus vivo . E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós,  (At 14:15). Pedro e João fizeram o mesmo, no caso do coxo curado à porta do templo de Jerusalém, afirmando que fora Deus quem o curara. Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? (At 3:12).Quando o ego invade o espaço de glória que só a Deus pertence, então ergue-se o pecado como flâmula e o Espírito de Deus não atua mais. E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? (1Co 4:7). A glória pertence a Deus.
 
A segunda verdade que pôde detectar era a de que os homens têm memória muito curta. Eles fazem questão de ignorar a história, o passado e as grandes lutas que trouxeram a vitória celebrada.  Na história de uma igreja o que menos importa é o suor e as lágrimas dos pioneiros idealistas, daqueles que abriram uma picada no meio da floresta virgem de uma região sem igreja. O povo gosta de exaltar o asfalto novo e bem pintado, esquecendo-se de quem abriu a primeira trilha que deu origem à rodovia. Na memória da geração atual o que menos importa é a lembrança de quem lutou bravamente para fazer vingar e prosperar um trabalho. Como disse Salomão  "... já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. (Ec 9:6). Ninguém mais se lembrará daquelas tardes quentes em que a família pioneira cedia o quintal da casa para as escolas bíblicas de férias. Ninguém se lembrará dos cultos nos lares, do ponto de pregação, dos bancos rudes e da sala apertada, das doações de bíblias, dos folhetos, dos cultos ao ar livre, das visitas em dias de chuva, dos primeiros batismos, do primeiro salão alugado e das vitórias pequeninas e indispensáveis para que tudo chegasse onde chegou.  Tudo isso foi esquecido, às vezes pela desinformação, às vezes por maldade ou por qualquer outro motivo.
 
Este pesadelo trouxe ao pastor a certeza de duas coisas.
 
A primeira é de que toda a honra sempre pertence a Deus. Ele reavaliou algumas práticas que tinha, algumas celebrações que visavam, em última análise, trazer a si próprio alguma glória e vaidade.  Deixou de fazer citações de suas próprias virtudes e de buscar elogios para si. Ele conscientizou-se de que trabalhava para Deus e que por mais que fizesse nunca seria o bastante para demonstrar gratidão suficiente. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17:10) Além do mais Cristo fizera tudo na cruz e na vida e era o responsável em dar poder, graça, condições e sucesso. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)
 
A segunda certeza (oh, maravilhosa verdade!) foi a de que  Deus não se esqueceria de seu trabalho. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. (Hb 6:10) Por mais que os homens procurassem apagar as memórias de seu serviço, por mais que tudo ficasse relegado a documentos de museu ou registros de cartório, Deus não se esqueceria do trabalho feito com amor e em nome de Jesus. Conheço as tuas obras tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (Ap 3:8) Esse pastor creu que o galardão que vale a pena não é aquele que os homens concedem em suas celebrações jactanciosas, em suas premiações temporais. O galardão que vale é aquele que receberemos diante do Supremo Juiz, no dia em que prestarmos conta de nossas vidas. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (Ap 22:12) Assim, ele tentaria não se frustrar mais quando se esquecessem de suas vitórias e o privassem de merecidas homenagens. Bastaria lembrar que Deus jamais se esqueceria e isto seria o suficiente.
 
Os próximos meses na vida daquele pastor foram muito melhores. Ele, consciente de que era apenas um servo, servindo com alegria e cada vez mais. Mandara refazer a placa da igreja, que tinha um grande retrato de si mesmo, trocando-a pelo nome de Jesus. Tornou-se grato a Deus por cada chance de servi-Lo. Ele já havia recebido o bem maior, a vida eterna através de Jesus Cristo e de Seu sacrifício; servi-Lo fielmente era o mínimo que podia fazer para dizer a Ele: muito obrigado!
 
Que Deus dê aos leitores a mesma convicção, de que  a glória pertence a Deus e de que Ele não se esquecerá do trabalho feito para Ele, ainda que os homens se  esqueçam.
 
Wagner Antonio de Araújo
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quarta-feira, 14 de março de 2018

PAZ PARA OS RODOVIÁRIOS - Baixe e imprima um folheto evangelístico para evangelizar rodoviários


Há mais de dez anos atrás, trabalhei numa empresa de ônibus, onde havia um grupo de rodoviários evangélicos que reuniam-se para um culto semanal, e ainda para evangelizar. Naquele humilde mover de Deus, que foi muito importante para meu crescimento como ser humano e como cristão, elaboramos uma mensagem evangelística, simples, que à época fazíamos circular xerocada em meia folha A4.
Hoje, recuperando essa mensagem entre meus arquivos, achei por bem transformá-la em um folheto, com tratamento profissional, de forma que tal singela mensagem possa ser utilizada por muitos outros irmãos rodoviários para evangelizar seus companheiros, em qualquer lugar do Brasil. E mesmo se você não é rodoviário, pode imprimir e evangelizar motoristas, cobradores, fiscais e quaisquer outros rodoviários que você conheça ou que venha a encontrar. Trata-se de uma classe muito sofrida, onde deixei muitos, mas muitos amigos mesmo, e que, assim como os membros de qualquer outra profissão, precisam desesperadamente de Cristo. Não deixe este recurso passar em vão. Baixe e imprima quantos quiser. Cada folha A4 (a ser impressa em frente e verso) contém dois folhetos. E mais: VOCÊ É LIVRE PARA LEVAR TAL ARQUIVO A UMA GRÁFICA E IMPRIMIR O FOLHETO EM GRANDES QUANTIDADES PARA DISTRIBUIÇÃO, CONTANTO QUE NÃO VENHA A VENDER O MATERIAL.

Para baixar o arquivo (em pdf) do folheto COLORIDO, CLIQUE AQUI.
Para baixar o arquivo (em pdf) do folheto em TONS DE CINZA (ideal para imprimir em preto e branco apenas) CLIQUE AQUI.

LEIA AQUI A MENSAGEM:

Amigo rodoviário, a nossa vida não é fácil. Trabalhamos de domingo a domingo, com direito a somente uma folga semanal, e às vezes somos obrigados a fazer hora extra, não importa o quanto estejamos cansados. E muitos ainda precisam trabalhar dois turnos seguidos, pois o salário não dá para cobrir as despesas. Estamos sujeitos ao estresse do trânsito, e àquele decorrente de ter de lidar com o público. E há ainda a cobrança dos patrões e as perdas que a categoria sofre ano após ano. Cansados, muitos buscam alívio nas drogas, na bebida, nas mulheres...
Mas tudo o que fazemos traz uma consequência, seja boa ou ruim, conforme o que nós plantamos: As bebidas e as drogas minam nosso dinheiro, nossa saúde e nossa razão, e sem percebermos, terminam por nos escravizar, nos levando a cometer atos dos quais depois nos arrependemos. E o envolvimento com mulheres, principalmente para aqueles que são casados, por fim traz algo que estamos cansados de ver: A DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA. 
Sofrem também as companheiras rodoviárias, sejam motoristas, cobradoras ou de outros cargos, que têm que se desdobrar para fazer o serviço de donas de casa e ainda trabalhar fora; tendo muitas vezes que aturar o assédio dos homens, sejam passageiros ou mesmo companheiros de trabalho. E ainda sofrem preconceito pelo trabalho que realizam! Tudo isso gera um grande desgaste físico e emocional.
Talvez você passe por algum desses problemas: muito estresse, um cansaço que não passa, bebendo cada vez mais, sendo usuário de tóxicos, viciado em jogos ou envolvido com mulheres da rua... Isso é mesmo o melhor da vida? Não seria maravilhoso mudar este quadro? Amigo, há alguém que te livra do estresse, e te dá uma paz tão grande que te manterá tranquilo e feliz o dia inteiro. Há alguém que te faz deixar as drogas e a bebida; há alguém que pode te livrar do adultério, e que é poderoso para RECONSTRUIR A SUA FAMÍLIA. Esse alguém é JESUS. Ele diz: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12).
Esta mensagem chegou até suas mãos para que você saiba que ainda há esperança, que a sua vida pode e deve ser muito melhor! Muitos dos que são rodoviários cristãos, foram um dia resgatados da depressão, do adultério, da bebida, das drogas, do vício em jogos, das brigas e do estresse, de estarem sempre prontos a explodir... Pois Jesus veio e nos socorreu. Restituiu nossas famílias (ou nos deu uma família conforme o Seu coração), apagou grandes mágoas de nossos corações, trouxe cura e abriu portas para coisas com que há muito sonhávamos, mas sempre fugiam de nosso alcance. Ele quer fazer o mesmo por você e por sua família. Pois a Bíblia diz: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos16:31).
 AMIGO, chega de dor, chega de bater e apanhar do mundo! Busque a Jesus! Fale com Ele em oração, assim como quem conversa com um amigo: “Senhor Jesus, sei que tenho errado, e tenho feito o que não lhe agrada. Mesmo sem querer, tenho prejudicado a mim e a outros. Mas estou cansado desta vida de erros, e de meus problemas que nunca mudam. Entre na minha vida e a transforme, Senhor! Eu quero a paz e a salvação que o Senhor veio trazer aos homens.”
Jesus diz que “aquele que vier a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Passe a ler a Bíblia, e a visitar uma igreja evangélica. Vá naquela onde você se sentir bem. Comece a falar com Jesus todos os dias em oração. Entregue sua vida nas mãos dEle, que é o Fiel Pastor, o Amigo que NUNCA te trairá. Há alguns evangélicos aí em sua empresa: converse com eles, alguns estarão prontos a te ajudar, e a orar por você.

E se você, amigo, está afastado dos caminhos do Senhor, este humilde folheto é a Carta que Ele lhe envia, convocando-lhe para voltar ao Único Caminho. Ele busca por você e quer apagar toda a mágoa do seu coração, e restituir cem vezes mais os anos que o gafanhoto devorou. O fim vem; não despreze mais o Seu*chamado.                                                                                 
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A edição do folheto foi feita pela excelente profissional (e nossa irmã em Cristo) Luciana Soares, de quem recomendamos os serviços. Conheça mais do trabalho de Luciana: https://lucianavieira.wixsite.com/portfolio 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dinâmica Missionária: Mapeando os pontos escuros da cidade



Mapeando os pontos escuros da cidade

Objetivos: Desenvolver a noção geográfica/territorial da missão; aprender a eleger prioridades e comprometer-se; aprimorar o trabalho em equipe.
Materiais: Um mapa físico ou político de bom tamanho do município onde reside/atua o grupo ou a igreja; canetas e adesivos (post-it).

Após reunir o grupo, o líder abrirá sobre uma mesa o mapa do município. Fará então uma explanação sobre a necessidade de a luz de Cristo chegar aonde ela ainda não chegou, e que isso é sempre mais importante do que iluminar onde já há alguma luz. Poderá citar o versículo de Romanos 15:20: “E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio.”
Acontece que em nossa própria cidade, e não apenas no campo missionário transcultural, existem lugares sem luz, embora sejam muitas e muitas vezes maiores as necessidades do campo. Mas aqui estamos e devemos zelar por nossa cidade, que nos foi confiada por Cristo. Aqui mesmo temos locais não alcançados pelo reino de Deus, dos quais nós somos os embaixadores.


Após a reflexão, cada membro será convidado a se lembrar, com calma (dê tempo aos participantes) de algum ponto da cidade que precisa de luz, precisa da presença cristã, precisa ser evangelizado.
As pessoas poderão, por exemplo, se lembrar de alguma rua onde não há igreja evangélica; de algum hospital onde o grupo poderia evangelizar; de áreas da cidade habitadas por drogados (pequenas ou grandes cracolândias); rodoviárias e aeroportos; áreas de prostituição; locais onde costumam dormir moradores em situação de rua; pontos onde se reúnem tribos urbanas; e assim por diante.
Com ajuda do líder e dos demais, cada lugar que for levantado por algum participante deverá ser encontrado e marcado corretamente no mapa. Caso não queira escrever no mapa, cole algum pequeno adesivo (post-it) sobre o local.
Após todos terem se lembrado de algum lugar, o grupo deverá criar a legenda do mapa, para facilitar a “leitura” do mesmo, num pedaço de papel separado, que deverá ser afixado junto ao mapa. Por exemplo: para cada lugar marcado pode ser dado um número (1, 2, 3 etc.) e na legenda tal numeração é especificada (p. ex.: 1 – Hospital Municipal; 2 – Rua Fulano de Tal, sem igreja; 3 – Calçadão da rodoviária onde habitam moradores em situação de rua; etc.).
Alguns dos participantes talvez sequer já tenham participado de um evangelismo, ou não são maduros ao ponto de perceber locais que realmente precisam de ação cristã, precisam de ajuda. Assim, é possível que nem todas as informações serão realmente dignas de atenção. Mas o importante desta atividade é desenvolver em todos a percepção geográfica da missão, aprender a mapear e tecer estratégias, e a observar a cidade com outros olhos, olhos de evangelista, olhos de Cristo. A construção do mapa permitirá que todos os participantes, tanto os neófitos (novos na fé) quanto os mais experientes, tenham conhecimento coletivo de áreas da cidade que merecem atenção, algumas das quais com certeza muitos não conheciam as necessidades.
Após todas as marcações feitas, o grupo poderá avaliar a distância dos lugares em relação à igreja, e a importância (urgência, maior necessidade, maior número de almas, capacidade do grupo em suprir tal necessidade, etc.), a fim de eleger lugares prioritários onde evangelizar ou promover qualquer outra ação. O mapa deverá ficar exposto em algum mural na igreja (numa de suas salas) para consulta, atualizações e principalmente: ser alvo das orações de todo o grupo/igreja.

O grupo poderá ainda marcar sobre o mapa as áreas onde foi feita alguma atividade, ou aquelas onde está planejada alguma ação (pode-se usar adesivos em cores predeterminadas, mas a informação sobre o significado delas deve ser incluída na legenda, para facilitar a leitura de todos (p. ex.: VERDE = Área alcançada; AMARELO = Área com ação marcada para ser realizada; AZUL = Área sendo investigada; etc.).

Sammis Reachers


NOTA: Para tal atividade é necessário uma mapa físico ou político do município, de bom tamanho (que apresente ao menos as principais ruas e avenidas que cruzam o município), e em pequena escala, ou ainda uma carta topográfica que abarque ao menos os bairros do entorno da igreja. No mundo da cartografia, um mapa em pequena escala não significa um mapa pequeno, mas um mapa que apresenta em GRANDES DETALHES uma PEQUENA ÁREA (ou seja, que sofreu uma “pequena” diminuição em relação à realidade, sendo possível visualizar detalhes que em um mapa-mundi do mesmo tamanho, por exemplo, seria impossível). As cidades grandes e médias em geral possuem bancas de jornal ou livrarias onde é possível obter mapas de bom tamanho da cidade. É possível ainda baixar em formato pdf no site do IBGE mapas dos municípios brasileiros (https://mapas.ibge.gov.br/bases-e-referenciais/bases-cartograficas/mapas-municipais.html)  e depois imprimir. Lojas e gráficas que operem com impressão offset e digital em geral têm condições de imprimir tais mapas em bom tamanho (1m x 1m, por exemplo).

Ao reproduzir, cite sempre autor e fonte: http://arsenaldocrente.blogspot.com.br/


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Frases cristãs impactantes em imagens para suas redes sociais

De quando em vez elaboramos algumas imagens de teor devocional, edificante e/ou evangelístico, para compartilhamentos em redes sociais como Facebook, Whattsap, Instagram e outras.
Disponibilizamos aqui algumas dessas imagens. Você pode copiar e utilizar à vontade.

































quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

COMO REALIZAR UMA CAMPANHA MISSIONÁRIA INFANTIL


1. DESPERTANDO A VISÃO MISSIONÁRIA DO PROFESSOR

Como Discípulos de Jesus o professor de criança também precisa ter a visão missionária e dar às crianças visão da urgência de fazer missões, mostrado-lhes o que podem fazer para serem pequenos missionários.
Por isso o professor deve questionar-se:
• Sou consciente da responsabilidade de fazer missões?
• Estou consciente de que meus alunos podem cumprir o desafio missionário mundial?
• Estou conscientizando e capacitando meus alunos para cumprir a tarefa missionária?
 
O professor envolvido com a obra missionária, facilmente transmitirá às crianças a visão desta obra de amor. Ao terem esta visão elas procuraram cumprir o “Ide” de Jesus o mais cedo possível.
Pesquisas em biografias de missionários revelam que a maioria dos missionários fizeram sua decisão por missões antes dos 16 anos.

2. ENVOLVENDO A CRIANÇA NA OBRA MISSIONÁRIA

As crianças precisam e devem amar missões, para isto é necessário conhecer melhor missões e os missionários a fim de formar sua visão missionária.

a) Orando
Incentive a criança salva a orar:
• Pelas almas perdidas que elas conhecem ou não (I Tm 2: 1-4)
• Pelos missionários nos campos (Rm 15:30)
• Orar pelos planos e realização das atividades missionárias da igreja
(Dê a cada criança um cartão com motivos de oração para que leve para casa a fim de orarem fora da classe.)

b) Testemunhando
Incentive a criança salva a testemunhar:
• Através de suas boas obras (Mt 5:14-16)
• Compartilhar seu testemunho de salvação na classe
• Falar do amor de Deus para as pessoas.
(Ensine a criança salva versículos sobre a salvação e como encontrá-los na Bíblia.)

c) Contribuindo
Incentive as crianças a contribuírem:
• Para o sustento da obra missionária e dos missionários (Fl 4:15-19, I Tm 5:17-18).
• Oriente-os a orarem sobre o valor da oferta (II Co 9:6-15) e darem seu próprio dinheiro (Pv 3:9).
• Faça um projeto específico para a contribuição, prepare um cartaz tipo atinja o alvo, afim, de visualizar o valor arrecadado, providencie também um cofre para a classe.

3. COMO REALIZAR UMA CAMPANHA MISSIONÁRIA?

Uma campanha missionária deve ser planejada com três meses de antecedência. Poderá ser realizada uma vez por ano em qualquer período do ano, no mínimo por 30 dias. É importante que toda igreja participe da campanha. Para organizar uma campanha missionária é necessário desenvolver as seguintes orientações.

PRIMEIROS PASSOS:

Orar - Dependa totalmente do Senhor, Coloque-se diante de Deus e, com sinceridade, peça ao Senhor de Missões que o habilite, anime e fortaleça para o desempenho da tarefa.

Planejar – Faça o projeto da campanha: Tema, base Bíblica, Hino oficial, data, horário, local, objetivos, justificativa, país escolhido, Alvo em ofertas, toda a programação desde a abertura ao encerramento e apresente ao seu pastor.

Envolver – Um líder não trabalha sozinho! Organize equipes de Trabalho: , divulgação, secretaria, recepção, ornamentação, oração, finanças, cânticos e cantina. Envolva toda igreja inclusive os pais das crianças.

Criar – Analise a realidade do Departamento infantil de sua igreja e use a sua criatividade para confeccionar o material da campanha.

Desafiar – Estabeleça metas a serem cumpridas de acordo com a faixa etária.

Avaliar – Avaliar é tão importante quanto planejar. Após a campanha, reúna-se com sua equipe para avaliar tudo que foi realizado durante a campanha.

4. DESENVOLVENDO A CAMPANHA.

1 – Abertura: A abertura da campanha deve ser feita pelo pastor da igreja. Prepare um painel para expor durante toda a campanha, contendo: Tema, base Bíblica, logomarca da campanha, nome do país escolhido e alvo à alcançar. Convide um missionário para participar da abertura, e faça uma programação específica para o momento: entrada de bandeiras, globo e crianças caracterizadas com trajes típicos.

2 – Stand: Expor todo material da campanha. É importante que a própria criança faça a demonstração na exposição.

3 – Display: Com as seguintes informações:

• País: Informe localização geográfica, capital, área, economia, clima, trajes típicos, comidas típicas (receita), religiões, população, idioma, cultura, costumes, e outras peculiaridades como cartão postal, selo, bandeira, hino nacional, mapa, moeda, fotos etc.
• Missionários: Informe relato de sua chamada missionária, nome da esposa filhos, data de aniversário, fotos recentes, motivos de oração e louvor. Entre em contato com o missionário para obter as informações.
• Obra missionária: Informe a necessidade da obra missionária, relatório da obra missionária no campo citado, motivos de oração e louvor.

4 – Ensinamentos: Ensine missões através de histórias missionárias, que inspirem as crianças a testemunhar de Cristo.

5 – Atividades diversas: Desenvolva atividades diversas: Oficinas, evangelismo, entretenimento, intercessão e estratégias de contribuição.

6 – Encerramento: No encerramento, faça a saída das bandeiras, do globo e das crianças a Bíblia permanece no púlpito. A programação pode ser igual a da abertura, com apresentações diferentes.

7 – Relatório: Faça um relatório por escrito: dos trabalhos realizados, resultados obtidos e registro fotográficos da campanha missionária e entregue-o no departamento de missões juntamente com as ofertas afim, de serem entregues ao missionário, do país em foco.

SUGESTÃO DE HISTÓRIAS
• Missionária - Pedrinho, um missionário
• Bíblica - Naamã e a criadinha
• Evangelística - Jaime e o ateu
 

5. ATIVIDADES PARA ESCOLA DOMINICAL

O ensino sobre missões poderá ser transmitido às crianças na Escola Bíblica Dominical, no Círculo de Oração Infantil e no Culto Infantil. Para que as crianças compreendam melhor o ensino prepare VISUAIS para cada atividade proposta.

Separe 10 minutos de cada aula e ensine algumas das seguintes atividades:
• Cante um corinho missionário,
• Conte um testemunho,
• Apresente correspondências dos missionários, incentive as crianças a se corresponder com eles.
• Apresente motivos gerais de oração por missões para que as crianças intercedam na classe e em casa.
• Apresente as necessidades da obra missionária, e incentive seus alunos a contribuírem com suas economias, tenha na classe um cofrinho para ofertas.
• Ensine o plano da salvação e incentive as crianças a evangelizar.

6. ATIVIDADES PARA CIRCULO DE ORAÇÃO

Separe 20 minutos e ensine algumas das seguintes atividades:
• Bases bíblicas relacionadas a missões.
• História missionária em capítulos (um por semana).
• Apresente motivos de oração específicos que tenham sido enviados por um missionário.
• Ore pela salvação das pessoas que estão ao nosso redor, incluindo as autoridades governamentais.
• Incentive as crianças a consagrarem suas vidas ao Senhor (Cl 1:10).

7. ATIVIDADES PARA CULTO MISSIONÁRIO

Separe 30 minutos e ensine algumas das seguintes atividades:
• Faça um pequeno relatório da obra missionária de um determinado país.
• Conte uma história bíblica missionária ou evangelística.
• Convide para participar do culto uma família missionária;
• Separe um momento para Cânticos missionários e Testemunhos;
• Entrega da contribuição e entrega missionária;
• Apresente um jogral ou coreografia.
• Desafie as crianças a trazerem convidados; dê um prêmio para quem trouxer mais convidados.

Programa para o Culto de abertura e encerramento

Recepção
• Receber e acomodar os visitantes.
Abertura
• Oração inicial.
• Entrada das bandeiras (hino)*
• Cerimonial de abertura (pastor)
• Leitura da divisa / tema
• Hino Oficial
• Apresentação dos visitantes
• Cântico de boas vindas
• Cântico de adoração
Recordação da lição
• Apresentação do versículo
• Lição Bíblica
• Apresentação do cântico da lição
Atividade Especial 
• Dramatização, fantoche
• Coreografia, cântico
Momento Missionário
• Interceda por missões
• História missionária
• Oferta missionária
Encerramento 
• Avisos, recitação do tema e divisa.
• Entrega das lembrancinhas
• Oração final

Estas atividades acontecerão apenas no 1° dia da abertura e no último dia no encerramento.
Faça a exposição do material usado na campanha com comidas típicas.

8. ATIVIDADES ESPECIAIS

As atividades especiais devem ser realizadas em horários diferentes dos cultos, para desenvolvê-las é necessário planejar individualmente cada atividade:
• Festa Missionária: O objetivo desta atividade é ensinar as crianças enquanto brincam de alguma coisa sobre missões, pode ser realizada a tarde ou à noite. Trilha missionária; Corrida missionária; Pescaria;
• Acampamento Diurno: O objetivo desta atividade é informar e envolver as crianças da igreja na realização da obra missionária mundial. A programação pode começar as 8:00 hs e terminar 17:00.
• Manhã de oração: o objetivo desta atividade é levar as crianças a intercederem pelos povos e nações do mundo que não conhecem Jesus e levá-las a consagrar suas vidas para Deus. Esta atividade deve ser realizada pela manhã com crianças de 8 a 12 anos e deverá encerrar com um almoço.
• Feira de Missões: O objetivo desta atividade é envolver toda igreja conscientizando da necessidade da necessidade de contribuírem de alguma forma para a realização da obra missionária mundial. Será necessário organizar oficinas para confecção de materiais (promoções), convite, cartão, e atividades diferentes conforme os temas das barracas. Poderá ser realizada das 9:00 as 16:00 hs.
•  Sorvetada Missionária: O objetivo desta atividade é levar as crianças à evangelizar as crianças da redondeza da igreja e trazê-las para participar do devocional na igreja e tomar bastante sorvete. Melhor horário para realizar é de tarde.
•  Evangelismo Infantil: Providencie o mapa do bairro, localize o quarteirão e as ruas próximos da igreja e faça uma evangelização. Organize uma passeata pelo bairro. Forme pelotões com faixas, Bíblias, bandinha, e faça uma concentração em um local apropriado apresentando o plano da salvação e entregue literaturas (providencie um livrinho das cores da salvação para cada criança). Retorne á igreja e sirva um lanche ás crianças. O objetivo e envolver as crianças em Missões Urbanas.
•  Manhã com Deus: É uma manhã de oração, onde as crianças serão incentivadas a interceder em favor dos povos e nações do mundo, que ainda não conhecem Jesus. Prepare um cartãozinho com motivos de oração variados, separe grupos de oração e interceda por missões, providencie bandeiras para identificar os paises apresentados. No final ofereça um lanche internacional.
• Escola Bíblica de Férias: É uma ótima oportunidade para ensinar missões, visto que, um dos objetivos da EBF é evangelizar as crianças não salvas. Ensine corinhos, versículos e histórias missionárias (em capítulos, um para cada dia.). O momento missionário poderá ser antes da divisão das classes.
• Gincana missionária de conhecimentos Bíblicos: Selecione acontecimentos Bíblicos relacionados com os missionários, e informe os textos para estudo. Promova uma gincana com os juniores. A equipe vencedora ganhará um sorvete e uma bandeirinha com o nome vitória, a equipe que perder ganhará apenas o sorvete.

CONCLUSÃO

Professor, em suas mãos está uma geração de missionários que serão um canal de bênçãos para salvação da humanidade. Transmita-lhes a visão desta obra de amor, e certamente responderão como Isaías: “Eis me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8b). Portanto, seja firme e constante nesta obra e Deus lhe recompensará. (2 Tm. 4:7 e 8)

BIBLIOGRAFIA:

• Apostila de Seminário. Conferência Missionária para Crianças. São Paulo: APEC, 2006.
• COSTA, Débora Ferreira, Evangelização e Discipulado. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
• CPAD. Lições Bíblicas. Evangelismo e Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
• MURRAY, Andrew, A chave para o problema missionário. Belo Horizonte, 2007.
• PAULA, Oséas Macedo, Manual de Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
• Revista Crianças e Missões. Campanha Missionária. São Paulo: JMM, 2005.

Fonte: http://www.montesiao.pro.br/