terça-feira, 18 de maio de 2010

COMO PROVAR QUE O ESPIRITISMO ESTÁ EM TOTAL DESACORDO COM A PALAVRA DE DEUS

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 Jefferson Magno Costa - Blog Sublime Leitura

NÃO EXISTE CONCORDÂNCIA ENTRE A BÍBLIA E AS DOUTRINAS ESPÍRITAS

Para demonstrarmos qual é a verdadeira natureza do espiritismo, analisaremos neste artigo as suas doutrinas. Não faremos, porém, uma simples exposição desses ensinamentos. Isto pouca ou nenhuma utilidade teria para quem se propõe a evangelizar espíritas. Serão os próprios doutrinadores do espiritismo, através de suas declarações antibíblicas, irreverentes e irracionais, que desmascararão esse sistema cuja base é a evocação dos mortos, radicalmente condenada por Deus. Veremos, portanto, o que diz a Bíblia e o que diz o espiritismo.
Através desse confronto, poderemos mostrar que o espiritismo, ao contrário do que enganosamente é ensinado nos jornais, no rádio, nos centros, nos terreiros e nas tendas espíritas, não construiu seu conjunto doutrinário “partindo das próprias palavras de Cristo; como este, partiu das de Moisés”, sendo “consequência direta de sua doutrina”, conforme afirmou enganosamente Allan Kardec no livro A Gênese (Federeação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, 1985, p.28), e continuam afirmando ate hoje muitos de seus doutrinadores. A verdade é que as doutrinas espíritas contradizem tudo o que Jesus Cristo pregou. Elas negam blasfematoriamente a autoridade da Bíblia, e ensinam exatamente o contrário do que ensinam o Antigo e o Novo Testamentos.
Além de não considerar a Bíblia como Palavra de Deus, o espiritismo não reconhece o mistério da Santíssima Trindade, nega que a humanidade tenha surgido a partir de Adão e Eva, nega a existência de anjos, demônios, Céu e Inferno. Nega a possibilidade da ressurreição, e desconhece a eficácia redentora do sangue de Jesus Cristo derramado na cruz do Calvário, afirmando também que Jesus não é Deus. Analisando declarações de Kardec e seus seguidores, vejamos porque o espiritismo é o mais terrível conjunto de ensinamentos antibíblicos já aparecido sobre a face da terra, em toda a história do cristianismo.

OPINIÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA SOBRE A BÍBLIA
Muitas vezes, durante suas enganosas argumentações, os doutrinadores espíritas, numa linguagem “mansa” e “reverente”, citam os textos bíblicos que, aparentemente, apóiam seus errôneos ensinamentos, mas capazes de desconhecer imediatamente a Bíblia como um livro infalível, autêntico e divinamente inspirado, de rotulá-la como velha e ultrapassada, e de negar, furiosos, que ela seja a palavra de Deus, quando um evangélico cita um ou alguns dos muitos versículos ou passagens bíblicas que condenam as práticas e as doutrinas espíritas.
Este capítulo foi escrito visando esclarecer particularmente os espíritas sinceros, que, entregues às suas práticas, supõem estar obedecendo à vontade de Deus e observando os ensinamentos de Jesus. Por não terem sido ainda alcançados pela luz do evangelho de Jesus Cristo, desconhecem o quanto o espiritismo é contrário às doutrinas bíblicas, ao que Jesus ensinou.
Enganados estão todos aqueles que supõem ter Allan Kardec respeitado, durante o seu trabalho como codificador do espiritismo, a autoridade da Bíblia. Para ele ela está cheia de erros: “A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são os nossos”, diz arrogantemente o maioral dos espíritas na página 87 do livro A Gênese.
No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec, depois de declarar que os dez mandamentos são de caráter divino por pertencerem a todos os tempos e países (e só por esse motivo eles seriam divinos, diz o codificador do Espiritismo), nega a inspiração divina do Pentateuco, afirmando sobre o restante dos escritos mosaicos: “Todas as outras são leis que Moisés decretou, obrigado que sería a conter, pelo temor, um povo, em seu natural, turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos adquiridos durante a escravidão no Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve que lhes atribuir origem divina, conforme fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas, só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes...” (FEB, 1979, pp. 56,57). Seriam necessárias mais provas sobre a opinião blasfema e irreverente de Kardec sobre a Bíblia?
Vemos que, além de negar a inspiração do Pentateuco, o maioral do espiritismo acusa Moisés de ter fingido proferir palavras ditadas por Deus, e de ter feito uso da autoridade divina (que, segundo Kardec, Moisés não tinha) para amedrontar um bando de pobres ignorantes, conforme algumas pessoas costumam fazer com as crianças, contando-lhes histórias de “bicho-papão” para amedrontá-las e torná-las obedientes.
Kardec ataca também diabolicamente os evangelistas, afirmando que eles “ter-se-ão possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras do Senhor, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos...” (A Gênese, p.386).
Esse mau exemplo, essas opiniões blasfematórias foram e continuam sendo imitadas por muitos espíritas no Brasil. Exemplo disto temos no livro À Margem do Espiritismo (FEB, 3a. ed., 1981, p.214), do polemista espírita brasileiro Carlos Imbassay. Irreverente diante da Palavra de Deus, Imbassay desmascara a natureza antibiblicas do espiritismo, ao declarar soberbamente:”Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo, como as demais seitas cristãs. Não assenta os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam os seus ensinamentos nas Escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome – espiritismo.” Alguém ainda tem alguma dúvida de que o espiritismo não tem nada a ver com o cristiansimo?  
Na França, Allan Kardec não esteve sozinho na sua tarefa diabólica de negar a autoridade da Bíblia. Leon Denis, na condição de continuador e divulgador de suas idéias, escreveu vários livros. Muitos deles foram traduzidos para o português, e hoje são muito apreciados pelos espíritas brasileiros. Entre as obras de Leon Denis, há um livro intitulado Cristianismo e Espiritismo, que nega, entre outras coisas, a inspiração da Bíblia. Na página 130 desse livro (Cito a 5a. edição, da FEB), Denis afirma que a Bíblia “não pode ser considerada produto da inspiração divina”. Ela é “de origem puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o pensamento filosófico se dissimula e desaparece o mais das vezes”. Aí está, caro leitor, mais um renomado doutrinador espírita mostrando a natureza visceralmente anticristã, antibiblica, irreverente a blasfematória do espiritismo.
Finalmente, eis o que o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, O Reformador, publicou, na página 13 do fascículo de janeiro de 1953 (cito uma fonte antiga para mostrar o quanto a posição antibíblica do espiritismo é antiga) sobre a Bíblia: “Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia.” É esta a religião que se diz cristã, que é “simplesmente a volta ao cristianismo primitivo, sob as mais precisas formas”, conforme afirmaram hipocritamente Kardec e seus continuadores.
Os espíritas que buscam sinceramente a Deus no espiritismo, com a esperança de encontrá-lo, devem conscientizar-se de que a Bíblia não é um simples livro, e sim a Palavra de Deus. Não há Evangelho Segundo o Espiritismo, não há Livro dos Espíritos ou outro qualquer livro, humana ou diabolicamente inspirado, que a supere. A verdade nela contida permanecerá como o firmamento do Céu: “Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu” (Salmo 119.89), desafiando a transitoriedade dos acontecimentos e da vida sobre a face da terra: “...seca-se a erva e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40.8), desafiando Kardec, o espiritismo e os “espíritos” que atuam no mundo, pois NADA conseguirá suplantá-la. Isto quem nos garantiu foi o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mateus 24.35). Ninguém conseguirá contradizer ou suplantar os ensinamentos de Jesus, pois “a palavra do Senhor permanece eternamente” (1 Pedro 1.25).
Saibam também os espíritas que “Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Timóteo 3.16). São injustas, enganosas e inspiradas por Satanás as afirmações que põem em dúvida a inspiração divina da Palavra de Deus, “porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.21).

A TRINDADE VISTA PELO ESPIRITISMO
No conceito do espiritismo, Deus não passa de um ser incapaz de julgar suas criaturas com justiça. Ele tolera infinitamente o pecado dos seres humanos, e sempre procura dar um “jeitinho” (através da reencarnação) de “passar a mão" sobre a cabeça de todos os pecadores, perdoando-os. É o tipo do Deus em quem o Diabo quer que a humanidade creia. Além de considerá-lo dessa forma, o espiritismo despersonaliza-o. É o que se constata em um livro de Leon Denis, Depois da Morte. Diz ele, na página 114 dessa obra, que “Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem subsistir à parte”. Isto é uma afrontosa tentativa de anular a pessoa de Deus; não passa de aberrante panteísmo, onde Deus não é visto como um ser pessoal, definido, e sim como “a soma de tudo quanto existe”.
Quanto à existência do Pai, do Filho e do Espírito Santo – três pessoas em uma só, formando a Trindade – os espíritas ou a negam ou simplesmente a ignoram, evitando falar sobre ela, conforme fez Allan Kardec. Porém, procuram aproveitar todas as oportunidades de negá-la, como fez o Jornal Espírita (publicado no Rio de Janeiro) em seu número de março de 1953. Em um trabalho de perguntas e respostas, uma das perguntas formuladas foi: “Há mais do que uma pessoa em Deus?” obtendo uma resposta: “Não, a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o pai celeste é um só para todos os filhos de Universo.” Aí está, claramente, a negação da Trindade.
Porém, as Santas Escrituras ensinam e provam a existência do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em Mateus 28.19; 1 Coríntios 12.3-6; 2 Coríntios 13.13; 1 Pedro 1.2; Judas 20-21, e em outras passagens bíblicas
No livro Pseudos-Sábios ou Falsos Profetas (1947, p. 34), o espírita Rangel Veloso diz ter ouvido em um centro espírita a seguinte definição de Deus, panteística e afrontadora como costumam ser as opiniões espíritas sobre o Criador: “Deus é uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o todo, é Deus.”
Não, este não é o Deus a quem nós, os evangélicos, conhecemos, não é o Deus a quem servimos, não é Aquele que se identificou como pessoa a Moisés, ao dizer: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3.14), que tem manifestado o seu poder e sua vontade entre os homens, pois “o Senhor é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação” (Jeremias 10.10). Foi Ele que “estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do homem dentro nele” (Zacarias 12.1). Saibam os espíritas que “para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele” (1 Coríntios 8.6).

A CRIAÇÃO DO HOMEM E O PECADO ORIGINAL SEGUNDO O ESPIRITISMO
Está escrito na Bíblia, o Livro da Verdade, que o ser humano foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1.26). Mas abrindo-se O Livro dos Espíritos, lê-se que o ser humano não foi criado conforme a Bíblia afirma, e sim que “Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento”. Qual está correta: a palavra dos “espíritos” ou a Palavra de Deus? Que os seguidores das doutrinas dos espíritos fiquem com os ensinamentos desses seres cuja verdadeira identidade diabólica está revelada na Bíblia. Porem nós, os que servimos ao autor da Bíblia – Deus – ficamos com sua Palavra, pois somos testemunhas de que ela é fiel, e tem-se cumprido em nossa vida.
Sabemos que Adão foi o primeiro homem criado por Deus, e que, por ele ter pecado, os homens incorreram todos na condenação divina (Romanos 5.18). Mas não é assim que o espiritismo ensina. Na página 70 do livro citado, a resposta que os “espíritos” deram à pergunta de número 50 – “A espécie humana começou por um só homem?”, foi: “Não; aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra.” E, dessa forma blasfematória, os “espíritos” do espiritismo e Kardec prosseguem ao longo das 1018 questões contidas no livro que os espíritas consideram sua bíblia – O livro dos Espíritos –, negando tudo o que Deus ensinou á humanidade através dos profetas, e sendo contrários a tudo o que Jesus e os apóstolos pregaram. (Ver 1 Timóteo 2.13) 
O curioso é que na página 60 do livro A Gênese (que tem como subtítulo: os milagres e as predições segundo o espiritismo, FEB, 28a Ed., Rio de Janeiro, 1985) Allan Kardec assina a sentença de condenação desse sistema anti-humano, antilógico, antibiblico que é o espiritismo, ao definir os atributos de Deus: “Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.” Como? E apesar de possuir todos esses atributos, Deus criou-nos como espíritos atrasados, sujeitos a tantos vexames e experiências ridículas e humilhantes no "caminho da perfeição" ensinado pelo espiritismo?
Na mesma página citada, Kardec coloca em situação difícil o sistema que ele mesmo ajudou a criar, ao revelar qual é o critério que deve ser usado para descobrir-se se uma doutrina filosófica ou religiosa é verdadeira ou falsa: “Tal também o critério infalível de todas as doutrinas filosóficas e religiosas. Para apreciá-las, dispõe o homem de uma medida rigorosamente exata nos atributos de Deus e pode afirmar a si mesmo que toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática, que estiver em contradição com um só que seja, desses atributos que tenda não tanto a anulá-lo, mas simplesmente a diminuí-lo, não pode estar com a verdade."
Após lermos isto, colocamos diante dos espíritas o seguinte problema: Apesar de reconhecer que um dos atributos de Deus é ser “infinito em todas as suas perfeições”, e que “a providencial sabedoria das leis divinas se revela nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, não permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justiça, da sua bondade”, Kardec (ou os tais espíritos que teriam ditado as doutrinas a um grupo de médiuns, e que depois foram codificadas por Allan Kardec, por que ele reconhecia que não era médium) afirma que Deus, esse Ser justo, bom e infinito em suas perfeições, criou os espíritos “simples, ignorantes, sem conhecimento". (Os espíritos e não o ser humano, observe-se este detalhe, pois o homem, segundo Kardec, surgiu muito depois, como produto da união desses “espíritos” com os macacos, que habitavam em épocas passadas o mundo, conforme veremos em outro artigo, ao estudarmos outros aspectos desse abominável conjunto de doutrinas.)
A pergunta que fazemos aos espíritas é esta: Diante de tantas contradições, aberrações, afrontas a Deus como Criador, não é justo que apontemos exatamente o espiritismo como o sistema que se enquadra perfeitamente nas condições citadas pelo próprio Kardec como determinadoras de que ele é falso? Leiamos outra vez esse “atestado de falsidade” do espiritismo, redigido pelo próprio Kardec: “...toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença, toda prática que estiver em contradição com um só que seja desses atributos, que tenda não tanto a anulá-lo, mas simplesmente a diminuí-lo, não pode estar com a verdade.” Afirmando que Deus, com todos os seus atributos positivos, criou o ser humano como um espírito atrasado, imperfeito, sendo este obrigado a peregrinar, em busca da perfeição, dos mundos atrasados aos mundos mais adiantados, na condição de pedra bruta, plantas, insetos, quadrúpedes, até chegar à condição de ser humano, é inegável que o espiritismo se enquadra plenamente nessas condições de falsidade e erro.

O QUE O ESPIRITISMO ENSINA SOBRE OS ANJOS
Para o espiritismo não existem anjos nem demônios, embora a existência deles seja confirmada pelas Sagradas Escrituras. Segundo o Livro dos Espíritos, questões 128 a 131, os anjos seriam espíritos evoluídos, puros ou, seja: Deus os criou inicialmente ignorantes e rudes, e no difícil caminho do aperfeiçoamento, eles passaram pelos reinos mineral, vegetal e animal, entraram no corpo de macacos, evoluíram até chegarem ao estado de seres humanos, e depois de reencarnarem inúmeras vezes, tornaram-se espíritos de luz. Isto significa que Nero, Hitler, Lampião e outros terríveis homens sanguinários um dia serão anjos... E até o Diabo e seus auxiliares terão também a sua chancezinha, como cortesia da “bondade” do espiritismo!
Porém, Deus, através de sua Palavra, ensina à humanidade que os anjos foram criados por Ele. Divinamente inspirado, assim escreveu o profeta Neemias: “Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora” (Neemias 9.6). O apóstolo Paulo, mostrando que Cristo é o Criador e Deus, disse: “...pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberania, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1.16). Portanto, os anjos foram criados, e não são produto da evolução reencarnacionista ensinada pelo espiritismo.

O DIABO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Quanto à existência de Satanás e seus anjos, Kardec explica que eles seriam tão-somente espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição, tornando-se “anjos de luz". Em um comentário à questão 131 do Livro dos Espíritos, o maioral dos espíritas diz, sobre Satanás, ser “evidente que se trata da personificação do mal sobre a forma alegórica”, ou seja: O Príncipe das Trevas não passaria de uma invencionice, de uma fantasia.
Fazendo uso desse método destituído de qualquer seriedade e inegavelmente diabólico, Kardec diz que Jesus empregou palavras alegóricas ao falar do suplício eterno. É um dos comentários à questão 1009 do Livro dos Espíritos (que teria sido ditado pelo “espírito” de Lamennais): “Se, de acordo com os próprios evangelistas, tomando-se ao pé da letra as suas palavras alegóricas, o Cristo ameaçou os culpados com um fogo que não se extingue, com um fogo eterno, entretanto nada existe nessas palavras que prove tê-los condenado eternamente.”
E o que seria a eternidade então? Ora, todo ser humano em perfeito uso de suas faculdades mentais sabe que eternidade é aquilo que não tem fim. Diante da interpretação espírita contrária ao fogo eterno, um apologista cristão estudioso espiritismo ironizou: “Jesus fala em fogo eterno? Que nada, gente! (Diria Kardec). É alteração (alegoria). Deve ler-se fogo eterno.” Mais adiante, o leitor encontrará uma exposição da opinião espírita sobre o inferno.
Voltando a falar sobre a existência dos seres malignos, Kardec, no comentário à questão 131 do Livro dos Espíritos, reconhece que Jesus Cristo falou sobre a existência desses operadores do mal, porém não estava falando sério. “Não se sabe que a forma alegórica é uma das características da sua linguagem?” Porém, os seguidores dos ensinamentos tortuosos de Kardec devem se conscientizar de que a existência de espíritos maus é doutrina bíblica revelada por Deus. Pouco importa o nome que lhes dêem: espírito atrasado, diabo, satanás, demônio ou exu, o importante é que ninguém duvide que eles são seres espirituais, criaturas de Deus que se revoltaram contra o Criador e foram condenadas ao Inferno. Jesus declarou que o Diabo é “o inimigo” (Mateus 13.39) das nossas almas; é um “espírito imundo" (Marcos 3.30), “pai da mentira” (João 8.44 e “homicida desde o começo” (João 8.44).
Lendo as Escrituras, vemos também que entre esses espíritos há uma certa hierarquia; à frente deles está Satanás (ou Lúcifer). É contra esses seres das trevas que temos de lutar, contra o “reino de Satanás (Mateus 12.26), chamados também de “o dragão e seus anjos” (Apocalipse 12.7), “príncipe da potestade do ar”, o “espírito que agora atua nos filhos da desobediência (Efésios 2.2), “o deus deste século” (2 Coríntios 4.4). Jesus disse que quem satisfaz os desejos do Diabo, é filho do Diabo (João 8.44). O apóstolo Paulo, ao repreender ao mágico Elimas, chamou-o de “filho do Diabo” (Atos 13.6-12), e João, em sua primeira carta (3.8), disse: “Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do Diabo.”
Acima e infinitamente superior ao príncipe desde mundo está Jesus Cristo, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apocalipse 19.16). Ele é o Rei (João 18.37, e em suas mãos está todo o poder no Céu e na Terra (Mateus 28.18). Ele é o “soberano dos reis da Terra” (Apocalipse 1.5), e se fez carne entre nós “para destruir as obras do diabo” (1 João 3.8). Será que todos esses ensinamentos bíblicos sobre a existência e atuações de Satanás e seus anjos são pura alegoria? É evidente que não! O Diabo e seus anjos existem, porém Jesus veio para, através de sua morte expiatória na cruz, aniquilar o poder desse que imperava pela morte, o Diabo (Hebreus 2.14), que, após a vitória de Cristo sobre a Morte e o pecado, não é mais o senhor absoluto deste mundo. Ele é um vencido, e sua atuação na Terra findará no dia em que ele e os seus anjos forem lançados no Lago de Fogo por Aquele que disse: ”...eu sou o primeiro e o último, e Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.17,18).

“NÃO EXISTE NEM CÉU NEM INFERNO", AFIRMAM OS DOUTRINADORES DO ESPIRITISMO
Muito esforço empreendeu Kardec para negar a existência do Céu e do Inferno. Além das dezenas de páginas ocupadas no Livro dos Espíritos com as costumeiras e diabólicas alegações de que as referências de Jesus e dos apóstolos sobre a existência de um lugar de suplício eterno e um lugar de felicidade eterna não passam de alegorias (fantasias, coisas irreais, figuradas), Kardec escreveu um livro, destinado a negar a existência do Céu e do Inferno, cujo título não poderia ser outro: O Céu e o Inferno, sob o perspectiva espírita.
Kardec diz que o Céu seria “os planetas habitados pelos espíritos evoluídos” (O Livro dos Espíritos, questões 1016,1017, nota.) Assim conclui, após uma série de argumentações fantásticas, com a costumeira falta de seriedade que caracteriza o maioral dos espíritas, o importante assunto da existência o Céu e do Inferno: “Assim, podemos dizer que prezemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso, e que encontramos o nosso purgatório em nossa encarnação, em nossas vidas corpóreas ou físicas.” Porém, sabemos que em dezenas de passagens bíblicas, o Céu é definido como habitação de Deus, e o lugar onde os justos viverão. O autor da Carta aos Hebreus fala do Céu como “uma cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11.10).
Quanto ao Inferno, diante da violência com que os doutrinadores espíritas o negam, será necessário nos estendermos um pouco mais nas provas de sua existência.

O QUE É O INFERNO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Apesar de os espíritas crerem que a lei do carma determina as vidas sucessivas, e que ninguém prestará contas, de uma vez por todas, a Deus, pelas faltas cometidas, os espíritas não negam a existência do castigo após a morte. Mas acreditam que o espírito só poderá ser castigado de duas maneiras: ou reencarnado para sofrer em uma nova existência, ou sofrendo como espírito errante, no Espaço. Esses são os espíritos que “precisarão de luz”, e de praticar “caridade” através do corpo dos médiuns, que enganosamente se entregam à possessão desses seres astutos, que não passam de demônios.
Ora, admitindo esse sistema de castigo, todos os doutrinadores do espiritismo se vêem diante da necessidade de negar a existência do Inferno, jamais aceitando que será para lá que irão aqueles que morrerem em seus delitos e pecados. Eis como se posiciona Kardec diante do assunto: “O espiritismo não nega, antes confirma a penalidade futura. O que ele destrói é o inferno localizado com suas fornalhas e penas irremissíveis.” (O Céu e o Inferno, FEB, Rio de Janeiro, 33a Ed., 1985, p. 65). Na página 66, Kardec continua a sua negação do Inferno:
“Seja qual for a duração do castigo, na vida espiritual ou na terra, onde quer que se verifique, tem sempre um termo (isto é: um fim), próximo ou remoto. Na realidade, não há para o espírito mais que duas alternativas, a saber: punição temporária e proporcional à culpa, e recompensa graduada segundo o mérito. Repele o espiritismo a terceira alternativa, da eterna condenação. O Inferno reduz-se à figura simbólica dos maiores sofrimentos, cujo termo [fim] é desconhecido.”
Kardecistas, umbandistas e os demais grupos componentes do espiritismo brasileiro defendem essas idéias. “O inferno não existe”, dizem uns. Outros concluem, com o semblante resignado e o tom de voz mais doutoral deste mundo: “O inferno é aqui mesmo!” Além do mais, os espíritas creem que terão de evoluir, reencarnando muitas vezes. E essa lei terá que ser declarada falsa por quem admitir a existência do Inferno. Diante disso, bradou furiosamente o espírita frances e sucessor de Allan Kardec, Leon Denis, no livro O Invisível (FEB, Rio de Janeiro, 5a ed., p.400): “Já não acreditamos num Deus colérico e vingativo, mas em um Deus de justiça e infinita misericórdia. O Jeová sanguinário e terrível fez sua época. O inferno implacável fechou-se para sempre.” Quer dizer: O Diabo aposentou-se, demitiu os seus “funcionários”, fechou o Inferno e tirou férias da prática do mal por tempo indeterminado... E quando ele, após as férias que lhe foram dadas por Leon Denis, voltar às suas atividades, adivinhem onde ele vai pedir mprego!
Irreverentes, blasfemos, e abomináveis, a maioria dos doutrinadores espíritas não mede palavras quando tenta desautorizar as doutrinas bíblicas, ou mesmo desafiar a Deus. Em uma discussão com o pastor Jerônimo Gueiros sobre a existência do Inferno, assim se expressou o polemista espírita Carlos Imbassy na página 158 do livro À Margem do Espiritismo: “Convença-se o nosso irmão pastor de que a Bíblia não se refere ao sofrimento eterno do condenado. Se conseguissem convencer-nos de que é isso que a Bíblia afirma, nós a renegaríamos como falsa; e se nos provassem que ela é autentica, nós renegaríamos o próprio Deus, porque não podemos adorar uma entidade cujos sentimentos de amor, justiça e misericórdia sejam inferiores aos nossos. E se há um Deus capaz de condenar uma de suas criaturas a sofrer eternos horrores por uma falta momentânea, cometida seja contra quem for, então esse Deus está muito abaixo da sola dos nossos sapatos. Nós nos julgaremos, por isso, muito superiores a um tal Deus”! É muita blasfêmia para uma só ocasião! Isto mostra claramente qual é a verdadeira natureza do espiritismo.
Satanás tem-se esforçado para levar os homens a acreditarem que Deus é um velhinho de longas barbas, muito “bonzinho”, cheio de presentes para dar a todos, e incapaz de castigar alguém com severidade, pois não sabe ser justo tanto quanto misericordioso. Analisando-se a doutrina da reencarnação, chega-se à conclusão de que o Deus em quem os espíritas creem, poderia conversar com eles nos seguintes termos:
“Ó meus filhos, não façam coisas erradas, ouviram? Eu ficaria muito triste com isso. Não gostei do que andaram fazendo alguns irmãozinhos de vocês. Ora, meus filhos, mas não é que o Nero, aquele garoto romano muito do peralta, mandou envenenar seu irmão, andou fazendo coisas feias com sua própria mãe, e depois mandou matá-la, mandou matar também sua mulher e milhares de outras pessoas: praticou atos homossexuais, mentiu, estuprou, tocou fogo em Roma e jogou a culpa do incêndio sobre os cristãos, resultando esse ato na morte de milhares deles, queimados em estacas enquanto Nero passeava em seu carro à luz das tochas humanas; lançou muitas crianças cristãs aos cães, enroladas em peles de animais, e divertiu-se ao vê-las ser despedaçadas; jogou centenas de outros diante de leões famintos, e depois de praticar inúmeras ações de menino mal comportado, matou-se, apunhalando-se.
“Vocês não concordam comigo que Nero merece uma boa punição? Mas não há de ser nada. Eu vou castigá-lo quando ele reencarnar. Talvez ele volte como limpador de jaula de leão de circo. Ah! Ele vai morrer de medo dos urros do leão! Bem feito para aquele garoto terrível. Assim estaremos quites com ele! Aí vocês aproveitam pra lhes uns conselhos a ele, e também a Herodes, conforme Kardec e seus “espíritos” deram a vocês.
“Muitos outros andaram fazendo certas coisinhas, como estuprar crianças, matar mulheres indefesas, jogar bebês para cima e apará-los na ponta de uma lança, mas tudo isso são coisas de meninos mal educados e ‘atrasados’, que não se comportaram direito na encarnação anterior. Mas ainda bem que vocês aí do espiritismo andam ensinando a reencarnação. Aliás, aproveito nossa conversa para confessar que estou com um probleminha aqui. Talvez vocês, como espíritas inteligentes que são, possam ajudar-me a resolvê-lo. Estou aqui com uma turma de garotos e planejo reencarná-los em breve; são meninos travessos que merecem um bom puxão de orelhas, umas palmadas e uns bons conselhos. Trata-se de Hitler e sua turma de meninos rebeldes: Eichman, Himmler, Hydrich e outros. Andaram assassinando aí uns 6.000.000 de judeus, e praticando certas coisas que nem é bom ser mencionadas aqui.
“O que é que eu faço com eles? Estive pensando em reencarná-los e torná-los lavadores de pratos, jardineiros ou faxineiros de restaurantes de judeus. Aí eles ajustariam contas comigo, não?! Ah! Como eu ia gostar de ver Hitler, Joseph Mengele e toda aquela turma com uma vassoura ou um cortador de gramas na mão, pagando todas a traquinagens que fizeram na Segunda Guerra Mundial!”
Considerando-se a permissividade e o inadmissível e absurdo sistema de justiça que o espiritismo prega aos que se interessam por suas doutrinas, certamente esse é o “Deus” do espiritismo, um “Deus” bonachão, permissivo, só misericórdia e pequenos castigos, e incapaz de agir com justiça diante das animalescas, satânicas e terríveis ações da humanidade.
Não pense o leitor que essa representação que fizemos aqui desse deus dos espíritas é fantástica e fora dos padrões de justiça pregados pelo espiritismo, pois o próprio Allan Kardec confirma esse sistema injusto, irracional, incoerente e enganoso da justiça divina segundo o espiritismo. Eis textualmente o que ele diz no livro O Céu e o Inferno (Idem, idem, p.64,65): “ Devido às suas imperfeições, o espírito culpado sofre primeiro na vida espiritual, sendo-lhe depois facultada a vida corporal como meio de reparação. É por isso que ele se acha nessa nova existência, quer com as pessoas a quem ofendeu, quer ainda em situações opostas à sua vida precedente, como, por exemplo, na miséria, se foi mau rico, ou humilhado, se foi orgulhoso.”
Brilhante, brilhante, Allan Kardec! Que exemplo de impacialidade, equidade, justiça à toda prova! O leitor tenha certeza de que esse não é o sistema de justiça do Deus soberano, justo e verdadeiro em que nós, os evangélicos, cremos. A reencarnação não é o sitema de justiça do Deus  revelou a dimensão do seu amor à humanidade, enviando o seu Filho Jesus Cristo para morrer em nosso lugar e garantir o perdão dos nossos pecados e nossa reconciliação com Ele, distantes que estávamos desde que o primeiro casal desobedeceu a Deus e arrastou todos os seres humanos para o pecado. Porém Cristo nos reabilitou perante Deus, abrindo-nos, através de sua morte e ressurreição, a única porta que nos conduz ao Céu. Ele, Jesus Cristo, é a única porta. Não há espiritismo, não há Kardec, não há reencarnação, não há espíritos, não há pastor que possa salvar o homem da condenação eterna do Inferno, a não ser Jesus Cristo.
Fora de Jesus não há salvação. Ai do espírita que não se arrepender e não aceitar Jesus como seu Salvador! Ai de quem seguir o conselho do sucessor de Allan Kardec, Leon Denis: “Não deis, pois, crédito algum às sombrias doutrinas que vos falam de leis ferrenhas ou, então, de condenação, de inferno e paraíso...” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, 6a ed., p. 436). Kardec diz que o Inferno para os espíritas seria a série de reencarnações punitivas a que estão condenados todos os espíritos imperfeitos e, algumas vezes, algum espírito adiantado, mas que tenha praticado um grande crime. (O Céu e o Inferno, idem, idem, p. 64,65).

CONTRARIANDO O QUE ENSINA O ESPIRITISMO, JESUS CRISTO CONFIRMOU A EXISTÊNCIA DO INFERNO
Ninguém se engane. Jesus Cristo não deixou dúvida quanto à existência do Inferno. São 15 as referências que ele fez ao lugar de tormento eterno. Nelas não há nenhuma alegoria. As expressões são claras: “...e estará sujeito ao inferno de fogo” (Mateus 5.22), “...e não seja todo o seu corpo lançado no inferno” (Mateus 5.29), “... e não vá todo o teu corpo para o inferno” (Mateus 5.30), “...temei antes aquele que pode fazer parecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10.28), “Descerá até ao inferno” (Mateus 11.23), “...o tornais filho do inferno” (Mateus 23.15), “...como escapareis da condenação do inferno?” (Mateus 23.33), e outras.
No Antigo Testamento, existem 10 referências sobre o Inferno, e o certo é que os escritores bíblicos anteriores ao tempo de Jesus referiram-se a esse lugar como local de punição eterna: “Os perversos serão lançados no inferno...”, diz o salmista (Salmo 9.17). No Novo Testamento, depois de Jesus, Tiago (3.6), Pedro (2 Pedro 2.4), e João referiram-se ao Inferno, sendo que João usou também um sinônimo: lago de fogo.

JESUS CRISTO VISTO PELO ESPIRITISMO
Aparentemente, o espiritismo prestigia a pessoa de Jesus, diz apoiar-se em suas doutrinas, considera-o justo. Quiséramos que fosse assim, e o caminho estaria aberto para os espíritas deixarem para trás os seus “espíritos” e aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas, pois Ele é o único que tem poder para perdoar, de uma única vez por todas, todos os nossos pecados, sem necessidade de alguém ficar preso ao enganoso ciclo reencarnacionista: ”E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.11,12.) Nenhum outro nome, nenhum outro método, nenhum outro caminho há para a salvação, para se chegar ao céu, para se usufruir da vida eterna com Deus: só Jesus.
Tornamos a afirmar aqui: a doutrina espírita colide frontalmente com os ensinamentos bíblicos, e, arrogando-se ser a Terceira Revelação de Deus à humanidade, nega ou contradiz tudo o que Jesus ensinou sobre o perdão de pecados, a morte, a ressurreição, a salvação, o Céu, o Inferno, a vida eterna, e outras doutrinas.

O ESPIRITISMO NÃO RECONHECE A OBRA EXPIATÓRIA DE JESUS
Ensinando que cada um é responsável pela sua própria salvação (“Cada qual deve resgatar-se a si mesmo; resgatar-e da ignorância e do mal. Nada exterior a nós poderia fazê-lo”, afirma taxativamente Leon Denis no livro Cristianismo e Espiritismo, FEB, Rio de Janeiro, p.88), o espiritismo não reconhece em Jesus Cristo o Salvador da humanidade, aquele que morreu na cruz para nos redimir dos nossos pecados: “...Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus...” (Pedro 3.18). É em Cristo que “Temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Efésios 1.7).
Porém, confirmando sua natureza anticristã e diabólica, o espiritismo afirma que cada um deve remir-se a si mesmo, por suas próprias obras. Enquanto a Palavra de Deus afirma: “...pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9), o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, o jornal O Reformador (há quase 60 anos, o que mostra o quanto esse posicinamento é antiogo entre nós), em seu número de outubro de 1951, p.236, afirma justamente o contrário: “A salvação é ponto de esforço individual que cada um emprega, na medida de suas forças.” Ainda haverá dúvida de que o espiritismo é a negação total do cristianismo?
Ao dissertar sobre o assunto, Allan Kardec mostrou-se incapaz de reconhecer que em nós mesmos não havia mérito algum que nos tornasse dignos da salvação; por isso, Jesus Cristo, colocando-se em nosso lugar, morreu por nós e nos redimiu da culpa do pecado – nossa herança desde a queda de Adão. Portanto, todo aquele que aceitar Jesus como Salvador será salvo; “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou por nós ricamente, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (Tito 3.5,6,7). Portanto, Deus nos salvou “...não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1.9).
Porém, contrariando todo esse ensinamento bíblico, Kardec, enganosa e blasfematoriamente, ensina que a graça é coisa que não existe, porque “seria uma injustiça” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, 39a. ed., 1950, p.76). “Todos são filhos de suas próprias obras” (A Gênese, 1949, pg. 28), e “Toda falta cometida, todo o mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se o não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes” (O Céu e o Inferno, 16a. Ed., 1950, p. 88), ensina enganosamente Allan Kardec, e com isso enquadra-se perfeitamente na condição descrita pelo apóstolo Paulo em Gálatas 1.8,9: “Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do Céu, vos pregue evangelho que vá além do que nós temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém nos prega um evangelho que vá além do que nós temos pregado, que seja anátema” (isto é:maldito).
Apresentando o espiritismo como Terceira Revelação, superior ao que foi revelado à humanidade através de Moisés e dos profetas, e dizendo que o espiritismo é superior aos ensinamentos do próprio Jesus Cristo, Kardec arranca a máscara de hipocrisia do sistema religioso cujas doutrinas foram codificadas por ele, mostrando sua condição de anátema, de condenado por Deus, de maldito. Àqueles que, diante de tudo o que foi apresentado até agora, ainda insistem em argumentar que esse terrível sistema de rebelião contra Deus não merece o título de blasfemo, e não se enquadra na condição de anátema apresentada pelo apóstolo Paulo, nós apresentamos, como prova (mais uma delas) de sua irreverência e malignidade o seguinte trecho de livro Cristianismo e Espiritismo (5a. ed., FEB, p.88), escrito pelo sucessor de Allan Kardec, Leon Denis: “Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo; resgatar-se da ignorância do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo.”
Diante de tantos ensinamentos enganosos e blasfemos, é importante que isto fique claramente estabelecido aqui: ou Kardec ou Jesus. Ou fica-se com Allan Kardec e as blasfematórias doutrinas espíritas, ou fica-se com Jesus Cristo e as doutrinas evangélicas, os ensinamentos daquele que afirmou:”Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim”(João 14.6). Fazer esta distinção é importante, pois milhões de pessoas estão envolvidas com as práticas espíritas pensando estar seguindo a Jesus e sendo orientadas por ensinamentos bíblicos.

“JESUS CRISTO NÃO É DEUS", DIZEM OS DOUTRINADORES ESPÍRITAS
Vejamos o que Jesus Cristo representa para os doutrinadores espíritas. Se Ele não é o Salvador da humanidade, que papel lhe atribui então o espiritismo? “... ele era médium de Deus”, diz irreverentemente o profanador Kardec (A Gênese, 1949, p. 294). O espiritismo nega a divindade de Jesus, porém os seus doutrinadores hipocritamente continuam a enganar o povo, dizendo que as doutrinas espíritas “repetem tão-somente os ensinamentos do Filho de Deus”. A propósito, sabe o leitor em que sentido o espiritismo admite ser Cristo o Filho de Deus? Eis o sentido, nas palavras do próprio Allan Kardec: “Digamos que Jesus é Filho de Deus, como todas as criaturas, que ele chama a Deus pai, como nós aprendemos a tratá-lo de nosso pai. É o Filho bem amado de Deus, porque, tendo alcançado a perfeição, que aproxima de Deus, a criatura, possui toda a confiança e toda a afeição de Deus. Ele se diz Filho Único, não porque seja o único ser que haja chegado à perfeição, mas porque era o único predestinado a desempenhar aquela missão na terra.” Nesses termos de inspiração maligna, Kardec tenta espezinhar Jesus Cristo e negar sua divindade, considerando-o tão-somente um homem que evoluiu, reencarnando-se muitas vezes. (Aconselhamos o leitor a ler os nossos estudos sobre a divindade e a messianidade de Jesus, postados neste blog).
Para encerrar este estudo, vejamos mais algumas dessas desmascaradoras opiniões do espiritismo sobre Jesus, pois, conforme declarou um estudioso do assunto, “a melhor arma para combater o espiritismo é a sua própria doutrina, tal qual está nos melhores autores espíritas. Basta mostrar todo esse aglomerado de incongruências, contradições, disparates, tolices, absurdos, heresias e blasfêmias”. (Boaventura Kloppenburg. O Espiritismo no Brasil, Vozes, Petrópolis, 1960, p. 367.)
Leon Denis, talvez competindo com Allam Kardec em quantidade de blasfêmias e ensinamentos enganosos, diz, na página 81 do livro Cristianismo e Espiritismo, que “Jesus era um divino missionário, dotado de poderosas faculdades, um médium incomparável”, e, na página 81 do livro Depois da Morte (6a. edição), Leon Denis mostra o que é que o espiritismo quer dizer quando hipocritamente trata Jesus Cristo de “o divino Jesus”: “Nele vemos o homem que ascendeu à eminência final da evolução, e neste sentido é que podemos chamar de deus.” Em outras palavras: Jesus seria tão-somente um homem que evoluiu reencarnacionisticamente, mediunicamente! E ainda há pessoas que acreditam nas “boas intenções” do espiritismo, desse conjunto de doutrinas e práticas inspiradas por Satanás!
Não poderíamos deixar de desmascarar aqui, aos próprios espíritas (muitos deles não estão ainda plenamente conscientizados da malignidade, posição anti-bíblica e blasfêmias das doutrinas espíritas) as palavras hipócritas de Kardec, sobretudo as que ele deixou registradas na seção VIII (conclusão) do Livro dos Espíritos: “Os espíritos – perguntam algumas pessoas – nos ensinam uma nova moral, qualquer coisa de superior ao que Cristo ensinou? (...) Não, o espiritismo não encerra uma moral diferente daquela de Jesus." Eis o mais fiel retrato da hipocrisia!
Não nos deteremos mais em demonstrar o que ficou por demais demonstrado ate aqui: que o espiritismo construiu o seu conjunto de doutrinas em cima da negação total das doutrinas bíblica. E o mais grave de tudo isso tem sido sua atitude para com Jesus Cristo e o Espírito Santo de Deus, negando a divindade de Jesus, e arrogando-se em ser o próprio Consolador prometido! Nas páginas 12 a153 do livro Obras Póstumas (21a. edição, 1985), Kardec deixou um “estudo sobre a natureza de Cristo”, onde a divindade de Jesus é literalmente negada. Segundo Kardec, nem os milagres, nem as palavras, nem as confirmações dos apóstolos provam a divindade de Cristo. Ele chega ao cúmulo de afirmar que, se por acaso Jesus afirmou que era Deus, não estava falando a verdade. “Das suas afirmações espontâneas, deve-se concluir que ele não era Deus, ou que, se disse que era, voluntariamente e sem utilidade, fez uma afirmação falsa.” (Op. Cit., p. 132). Cala a boca, Satanás! Tenha mais respeito ao falar sobre Jesus, Aquele diante do qual você há de se ajoelhar um dia, e confessá-lo como único Deus. E eu e todos os demais irmãos meus que compõem a Igreja estaremos lá, sorridentes ao lado do nosso Senhor, Salvador, Mestre e Rei Eterno Jesus Cristo, para ver isto acontecer!

6 comentários:

Dançe ao Rei: Jesus!!!! disse...

Muito bom esse estudo sobre o espíritismo... Queria fazer uma pregunta: eu convido á anos um amigo para ir para á igreja,e agora uma outra pessoa,que é espiríta está também pregando sobre suas doutrinas,até um livro sobre esse assunto ela já o deu,como eu devo o aconselhar,para ele não dar ouvidos a essas doutrinas falsas de uma forma bem simplificada?

Sammis Reachers disse...

Olá meu irmão, eu lhe aconselho a buscar informação para poder refutar os ensinos espíritas. Visite os sites apologéticos (há uma lista dos mesmos aqui nas seções de links do Arsenal do Crente). Leia os textos, se possível imprima os melhores e ofereça para seu amigo. Sempre debaixo de oração meu irmão.

Jesus é a única luz - que possamos pregar isso ousadamente!

Deus lhe abençoe meu amado.

Silvio Kniess Mates disse...

Por favor me explique isso: “[Deus falando:] Olhe! Está chegando o tempo em que eu matarei todos os moços da sua família...”. 1 Samuel 2:31; “E o Senhor Deus castigou duramente o povo de Asdode. Fez com que todo o povo dali e da vizinhança ficasse cheio de tumores”. 1 Samuel 5:6; “Houve morte e destruição em toda a cidade, por causa do castigo severo de Deus.” 1 Samuel 5:12; “Setenta homens olharam para dentro da arca da aliança, e por isso o Senhor os matou.” 1 Samuel 6:19. “O espírito de Deus o dominou, e ele ficou furioso.”1 Samuel 11:6; “Samuel disse ao Rei Saul: O Senhor Deus me mandou ungir você, para ser Rei de Israel, o povo dele. Agora escute isso que o Senhor Todo Poderoso diz: Ele castigará os amalequitas porque eles lutaram contra os israelitas quando estes vieram do Egito. Vá, ataque os amalequitas, e destrua completamente tudo o que eles têm. Não tenha dó nem piedade. Mate todos os homens e mulheres, crianças e bebês, gado e ovelhas, camelo e jumentos.” 1 Samuel 15:3; “Saul matou todo o povo, mas poupou o rei dos amalequitas, as ovelhas, ou touros, os bezerros, os carneiros e tudo o mais que era bom... Deus disse a Samuel: estou arrependido de ter feito Saul rei, pois ele desobedeceu minhas ordens”. 1 Samuel 15:7; “O glorioso Deus de Israel não mente nem muda de ideia.” 1 Samuel 15: 29; “O Espírito do Senhor saiu de Saul, e um espírito mau, mandado por Deus, começou a atormentá-lo”. 1 Samuel 16:14; “Toda vez que o espírito mau mandado por Deus vinha sobre Saul, Davi pegava a sua lira e tocava. O espírito mau saía de Saul, e ele se sentia melhor novamente.” 1 Samuel 16:23; “Saul também mandou matar homens e mulheres, meninos e crianças, o gado, jumentos e ovelhas – todos foram mortos.” 1 Samuel 22:19; “A ira de Deus feriu Nabal e ele morreu.” 1 Samuel 25:38. “Davi matava todos, homens e mulheres.” 1 Samuel 27:11;

Sammis Reachers disse...

Parece complicado afirmar que Deus tira a vida quando aprendemos que ele é quem doa a vida. Alguém que é amor e tem uma prática que reflete este amor, dificilmente pode ser comparado a alguém que mata. Esperar de Deus a morte é complicado, pois entendemos que nele está a vida, a paz e o perdão.
Algumas pessoas colocam como hedionda algumas passagens bíblicas onde Deus manda matar e passamos a pensar que certamente isto não pode ser obra divina e sim de um demônio disfarçado de Deus. O fato é que algumas situações que ocorreram no passado podem acontecer no presente, se entendemos que o mesmo Deus da lei é o Deus da graça, Ananias e safira que o digam! (atos 5:1-11) Portanto corremos o risco de sermos fulminados por Deus e estarmos colocando a culpa de muitas desgraças na pessoa do diabo, que é culpado de muitas coisas mesmo, mas sendo o próprio Deus que está manifestando a sua soberania sem que nós seres humanos entendamos, pois já não compreendemos algumas características divinas.
A história divina sempre nos mostrou que Deus está em busca do homem para que ocorra uma mudança de vida, mas às vezes Deus vai a busca do homem para cumprir também o seu plano de destruição. Mas como pode isto se Deus é amor e perdão? Verdade, Deus é amor e perdão, mas em sua justiça não elimina a condenação, pois quem julga pode condenar ou absolver.
Quando Deus diz que usa de misericórdia até mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos, ficamos radiantes com a sua fidelidade, pois ele não desistirá da nossa casa mesmo depois de partirmos para a eternidade. A sua misericórdia prossegue, por isto alguns morrem sem ver a família salva, mas no futuro Deus os alcança, pois não desiste de abençoar a geração daqueles que o amam e servem. Mas o mesmo Deus que vai de encontro até mil gerações daqueles que são seus, também vai de encontro até a quarta geração daqueles que não são seus, pois ele diz que é Deus zeloso que visita a iniqüidade até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem e isto pode ser para bem ou para mal, pois pode tanto condenar estes que já fazem o mal, como também perdoar, mas indiferente ao juízo, sabemos que nestes, Deus vai até a quarta geração no máximo, enquanto aos que o obedecem ele vai além do além.
Aprendemos com isto que aqueles que praticam a iniqüidade não estão no mundo largados, pelo contrário, estão sendo monitorados por Deus, que no momento certo muda a história destes para a condenação ou para a salvação, dependendo apenas da sua justiça e soberania.
Quando entendemos Deus como alguém que tem todo o poder passamos a temê-lo, pois ele pode e como pode, não se submete ao crivo da autoridade humana. Deus é inquestionável, seus juízos não podem ser interpretados ou julgados por nós, pois a sua soberania está acima da autoridade do juízo humano.
CONTINUA...

Sammis Reachers disse...


PARTE 2
Percebendo que é complicado entender Deus, em sua soberania, gostaria de meditar no tema proposto, pois da mesma forma que Deus dá a vida a quem quer, ele também retira a vida de quem quer, pois a vida apenas volta para o lugar de onde veio, por isto Deus não mata, apenas recebe de volta aquilo que sempre lhe pertenceu.
Quando fomos criados éramos apenas uma massa sem vida. Com o sopro divino passamos a respirar, a viver. Passamos a existir apenas quando o hálito de Deus entra em nós, deixamos a não existência para estarmos agora em uma dimensão diferente, onde na carne seremos movidos pela vida que provém do próprio Deus.
Quando morremos, a carne volta para a sua origem, para a terra, pois veio do pó, mas o espírito volta para Deus que o deu. Portanto quando morremos estamos livres da carne que é finita, mas o espírito permanece infinito, contudo morto em pecado. O espírito ao sair da carne continua em morte eterna, pois já não pode voltar para quem o deu, em função daquilo que o fez morrer, que se chama pecado.
O pecado mata o espírito, levando o ser para uma eternidade separada daquele que deu a vida ao homem. Quando somos alcançados pela graça, temos agora o nosso espírito reconciliado com Deus, pois embora a carne ainda morra pelo pecado, aguardamos a sua incorruptibilidade na ressurreição, onde o espírito que já está pronto unir-se-á a carne glorificada, mas isto acontece apenas para o ser humano que se reconciliou com o criador, neste, ao partir para a eternidade, o seu espírito, volta para Deus que o deu e os outros, não reconciliados, aguardam apenas o juízo para a condenação, o qual já foram julgados pelo pecado que os separou de Deus em nossa dimensão.
O milagre da conversão acontece quando este espírito nasce de novo sem a contaminação do pecado, nasce de Deus, não mais morto para a eternidade, mas em um nascimento que é do alto, onde aquilo que ele é, apenas reflete aquilo que Deus fez, por intermédio da cura, provida pelo sangue remidor de Jesus.
Sem sair muito do tema proposto, pois queremos entender o Deus que mata, precisamos perceber o Deus que é soberano e em sua soberania não está aberto para julgamento, principalmente da criatura humana que se encontra destituída de qualquer autoridade e entendimento que a faça justa diante de Deus.
Gostaria de ter como base o texto onde alguns rapazes zombam de Eliseu, profeta de Deus, determinando que a sua presença não era bem vinda no meio deles (2º reis 2:23-25). O interessante foi que eles tocaram em uma particularidade de Eliseu: a sua calvície. Sabemos que ser calvo nos dias de hoje não tem muita importância, mas nos dias de Eliseu era complicado. Os israelitas antigos, de ambos os sexos, deixavam os cabelos crescer (#Ct 5.11). Já no tempo de Jesus era vergonhoso para o homem ter cabelos compridos (#1Co 11.14). O profeta estava sendo ridicularizado por inúmeros jovens e virando-se fitou os olhos e os amaldiçoou em nome do Senhor. O texto diz que duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles, dando a entender que eram mais do que isto em número.
Esta passagem nos ensina que aqueles que são profetas de Deus não precisam jogar aviões em prédios, tentando destruir os ícones das sociedades opressoras , como foi o símbolo do poderio econômico americano, representado pelas torres gêmeas. Eliseu apenas profetizou sobre eles. Aprendemos com isto que a palavra tem um poder tremendo, principalmente se esta vem da parte de Deus, pois aqueles que são propriedade de Deus, são meninas dos seus olhos, são alvos das suas misericórdias, encontrarão na multidão das palavras escarnecedoras, a solidão de apenas uma palavra, mas que é proferida pela autoridade que provém de Deus.
CONTINUA...

Sammis Reachers disse...

PARTE 3
Uma multidão profetizava sobre a vida de Eliseu. Os jovens zombavam da sua condição de calvo, escarneceram de um homem que um pouco antes havia sarado as águas de Jericó, mostrando que o seu Deus é Deus de cura e não de enfermidade, é Deus de benção e não de maldição, pois tornou saudáveis as águas, não permitindo que a morte e a esterilidade destruísse o povo, Eliseu iniciava o seu ministério de profeta e encontra uma multidão de jovens zombando de uma característica peculiar. Talvez se achassem em melhores condições para o ministério do que ele, mas Eliseu entendia que o mesmo Deus que dava vida tinha, em seu poder o direito da morte, deixando os seus escarnecedores entregues as feras do campo.
Que Deus é esse que é fiel a uma palavra de maldição, como foi a do profeta? Só posso entender que os adversários do profeta de Deus são adversários do próprio Deus, levando sobre si apenas as conseqüências da afronta que não é dirigida ao homem de Deus, mas a pessoa daquele que estabelece os seus profetas. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo, principalmente quando estamos em litígio com aqueles que são arautos da profecia da sua palavra.
Aprendemos com a situação dos quarenta e dois, que alguns ficaram para contar estória e com certeza os sobreviventes, aprenderam que brincar com os servos de Deus, deve ficar fora das suas agendas, onde experimentaram o espanto da fatalidade, pois foram covardes ao usarem da superioridade numérica, tentando coagir o homem de Deus.
As conseqüências das obras de Deus, independente da nossa aceitação, ainda são frutos de perfeita justiça, pois ele é o autor da vida e dono do universo, portanto, mesmo quando mata, usa de um direito que é apenas seu, pois nós seres humanos sem nenhum ensinamento entendemos que só Deus pode tirar a vida.
Quando percebemos a essência de Deus, que é amor, entendemos que mesmo quando repreende e castiga é por uma motivação autêntica em amor, pois por amar ao profeta faz justiça em detrimento da multidão. Este texto nos mostra também que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus e às vezes a voz que nos soa como a da maioria, pode ser uma palavra que é maldita para Deus, pois apesar das muitas vozes, apenas a de Eliseu surtiu efeito diante do mundo espiritual, onde aqueles que pareciam estar em melhor condição, provaram da tragédia e do espanto súbito, que a mão poderosa de Deus pode proporcionar.

Nem sempre a peste e o mal, que assombra, são oriundos das trevas, podem ser conseqüências das palavras malditas que certamente não encontraram efeito na trajetória da vida de um profeta que sabia que estava no centro da vontade de Deus. O profeta não procurou a desgraça alheia, mas como diz a palavra: Números 23:23 Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus têm feito! Deuteronômio 23:5 Porém o SENHOR, teu Deus, não quis ouvir Balaão; antes, o SENHOR, teu Deus, trocou em bênção a maldição, porquanto o SENHOR, teu Deus, te amava.
A realidade é que Deus mata, pois a vida e a morte estão em suas mãos. Quando vivifica é tão soberano quando mortifica, não cabendo a nós homens pecadores o conselho, ou o julgamento àquele que estabeleceu todas as coisas pelo seu designo e poder.
Deus continua sendo perfeitamente bom, mesmo quando interpreto os seus atos como incoerentes diante da sua imaculada bondade. Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso, aquilo que eu falo ou interpreto de Deus sempre estará aquém daquilo que ele realmente é, pois eu sou limitado a uma dimensão pecadora, que ainda precisa ter a carne glorificada, para um dia na glória, vê-lo face a face sem a incredulidade reinante em nossa dimensão, pois somos limitados ao uso da fé, para que por intermédio dela possamos perceber as obras da sua criação.

http://www.cacp.org.br/a-vida-e-a-morte-nas-maos-de-deus/

Procure também livros de Willian Lane Craig, pois ele tem resposta para esta e muitas outras questões que possam lhe parecer difíceis.