segunda-feira, 20 de julho de 2020

MISSIOLÉXICO - Criando palavras e expressões para (melhor) pensar a Missão



Ampliar e/ou melhorar a capacidade de uma língua de dizer algo é ampliar a própria capacidade intelectiva de seus usuários; novos conceitos e configurações técnicas, científicas e sócio-organizacionais (traduzindo: novas coisas, processos e fenômenos) demandam termos apropriados para sua eficaz sedimentação no universo reflexivo seja de um idioma, seja de uma disciplina em particular, ao enriquecer seu arcabouço epistemológico.

Em língua portuguesa, possuímos métodos diversos para a criação de palavras, métodos sabatinados nos ensinos Fundamental e Médio, como o leitor há de recordar: os métodos capitais da derivação e da composição, mas ainda as onomatopeias, as reduções e os métodos que foram mais explorados neste nosso exercício criativo: os hibridismos (a união de elementos de idiomas diferentes – em nosso idioma, geralmente do grego e do latim) e os neologismos, que são palavras criadas para suprir uma necessidade comunicacional em contextos específicos.

Um aviso aos navegantes: O texto aqui apresentado, claro está, é chancelado pela ludicidade e em muito também pela informalidade: o purista, antes que se ofenda, poderá considerá-lo apenas uma “brincadeira” ou no máximo um exercício despretensioso de reflexão.
É provável que muitos desses termos jamais tenham sido “usados”. Quanto à necessidade de engendrá-los, alguns me pareceram interessantes; outros, verdadeiramente úteis; outros ainda constam apenas como exercício de reflexão, como já dito. Vamos lá?

Apomissional: Apo, designativo de grande, superior (apo, apóstolo, apocalipse, apologia). Grande ideia ou ação em termos de alcance e relevância missionárias. Exemplo de ato apomissional: Distribuição de um milhão de Bíblias pela Portas Abertas na China (Projeto Pérola); impacto geral da Conferência de Lausanne. Exemplo de conceito apomissional: o conceito de Janela 10/40, proposto por Luis Bush.

Cadeia missiotrófica: Trofé, comida, alimentação. Uma apropriação do termo ecológico cadeia trófica: “Cadeia alimentar” ou pirâmide sistêmica que representa a forma de sustentação da ação missionária considerada em relação a determinado indivíduo, organização, lugar, tempo, cultura. Um exemplo da cadeia missiotrófica tipicamente brasileira: Missionário é treinado com financiamento dividido entre recursos próprios, de sua igreja local, de uma agência missionária que mantém a instituição de treinamento; enviado para o campo, sobrevive em geral de ofertas de parentes e de sua igreja local. Pode ainda contar com ofertantes perenes ou esporádicos, de outras igrejas, cooptados através de visitas a estas igrejas e indivíduos, da divulgação em redes sociais etc. Ilustrativamente, comparar com a cadeia missiotrófica dos Irmãos Morávios: Indivíduo partia em missão munido de poucos recursos, e em geral jamais recebia ajuda posterior de seus enviadores.
A expressão poderia ainda referir o estudo da estrutura de sustentação e propagação do evangelho em culturas “exóticas” em relação aos nossos padrões ocidentais.

Cristão conectivo (igreja conectiva, missão conectiva): Pessoa ou instituição que, em prol do objetivo maior cristão que é levar o conhecimento de Cristo a todos os viventes, trabalha em profunda sintonia e liberalismo com outros cristãos e organizações, muitas vezes de inclinação denominacional e/ou teológica diferente da sua. Não se trata simplesmente do ecumênico, tanto no bom quanto no mau sentido que este termo carrega; é uma superação prática deste estágio, rumo a uma operacionalidade eclesial focada na ou demandada pela urgência missionária.

Cristobstar: Interpor, ser, promover obstáculos à propagação do conhecimento de Cristo (evangelização). Ex.: O governo saudita cristobstou nossos esforços. O governo chinês é o maior cristobstáculo asiático. Uma variação do conceito seria cristobstruir. Ex.: O direcionamento dos recursos da igreja para a aquisição da guitarra Fender é uma verdadeira cristobstrução.

Eklesioeirinilatria: Este termo quase cacofônico dá conta de um fenômeno que corporifica uma terrível contradição: ekklesia é o termo que em grego refere a “chamados para fora”; eirini é paz; latria é adoração. Assim, o termo refere o conjunto de “chamados para fora” que ama, adora estar “dentro”: na segurança da vida comunal da igreja, entre iguais, ou seja, em paz – ao contrário de lançar-se ao encontro do outro e à oposição que todo fiel de Cristo encontrará em sua interface com o mundo caído; patologia da pessoa ou instituição que se recusa a evangelizar e empenhar-se nos muitos processos que a ela conduzem. Horror ou desprezo pelo mundo que faz calar o amor do qual o Cordeiro o fez digno; medo cristão do mundo que supera a coragem que, como já mortos (e, logo, impossíveis de matar) temos ou deveríamos ter em Cristo. Adoração ou dependência viciosa da “paz das quatro paredes”.

Endoekklesia / endoeclesia: Endo, dentro. Igreja voltada para dentro; contradição em termos. Endoeclesismo: Relacionada ao termo anterior.

Etnópolis, etnópole: Etno, raça, etnia; pólis, cidade. Cidade polarizadora dentro de uma cultura, país ou região (regional, nacional, continental, mundial) que reúne, dentre todas de seu conjunto, a maior confluência de povos (etnias) diferentes. Ex.: Nova Iorque é a maior etnópole do mundo. São Paulo, por sua vez, reúne a maior variedade de povos diferentes dentro do Brasil. Você saberia identificar a etnópole de seu estado? Nem sempre é a capital. Remete indiretamente à estratégia paulina de plantar igrejas em grandes centros do helenismo, para com isso facilitar a propagação do evangelho.

Exomissiologia: Exo, fora. Acredite, há quem creia que existam formas de vida, e inteligentes, habitando em outros planetas. A Bíblia não nega, mas também não afirma e mesmo não fala nada sobre isso (embora há quem utilize o texto de João 10.16 para considerar tal possibilidade). Agora, imagine a questão. Seres inteligentes, em suposição igualmente caídos, personagens de culturas e processos outros que não os que nós vivenciamos, e eles também necessitados de re-ligação com o Criador, através da ponte Jesus Cristo. Que corpo fantástico de conhecimentos seriam necessários para que pudéssemos levar o evangelho a tais seres? Esta é a função da exomissiologia. Mas ei, este termo não é meu, já existe e há até uma tese de mestrado sobre o tema (HOFFMANN, 2004). Fascinante, não?
Mas, agora deixe-me ir além. E se não formos nós os emissários (transmissores), mas sim os receptores tanto de um contato com alguma outra civilização planetária, quanto com uma nova (ou nova faceta da) revelação (não confundir com um novo evangelho, que é anátema) que eles nos tragam acerca da obra de Cristo? Como lidar com esse aporte? Como debater, negar, avaliar, contextualizar? Uma ciência ou disciplina à parte se faria necessária, um novo braço ou ramo da (exo)missiologia, portadora de um novo nome exatamente para diferenciar epistemologicamente os estudos: uma xenoteologia e, porque não, uma xenomissiologia. Pois em grego xeno significa estrangeiro, mas também, convidado; logo, alguém que vem a nós.

Keryssofobia: Kerisso, proclamar, anunciar, tornar conhecido, e fobia, medo. Medo do chamado. Após a percepção, por parte do indivíduo (percepção que por vezes dá-se até mesmo por métodos sobrenaturais), de que Deus o está chamado para a ação missionária, um misto de terror e desespero toma conta do mesmo, que não se imagina nem capaz de cumprir o chamado, nem desejoso de abandonar seu modo de vida atual. Aquele que já viu essa rejeição fóbica atuando num indivíduo em seus níveis extremos, percebe que ela pode aparentar ou assemelhar-se mesmo a uma patologia psicológica.

Keryssotomia: Kerisso, proclamar, anunciar, tornar conhecido, e tomia, cortar. Corte, interrupção ou impedimento na obra de proclamação do evangelho. Quebra da (cadeia de) proclamação.

Mazetnia: Mazi, junto; etnia, povo. Estar junto a uma etnia; etnia de adoção. Emprega-se para aquela pessoa que recebeu/percebeu um chamado especial para (trabalhar com, interceder, amar) determinado povo (etnos). Ex.: “Os ianomâmis são minha mazetnia”.

Missioastenia: Astenia, perda ou diminuição da força física. Debilidade (após eventual período de sucesso ou regularidade) de um indivíduo, uma organização, uma cultura ou mesmo toda uma era no seu desempenho missionário.

Missiocultura: Cultura, clima, atmosfera, comovisão (de pessoa ou grupo) centrada na Missio Dei. Ex.: “Aquela igreja vive em missiocultura”.

Missiofagia: Fagia, comer. Ação de (re)direcionar para outros propósitos (ou quase que literalmente alimentar-se d)os recursos (financeiros, humanos e espirituais) que Deus providenciou para serem investidos em MISSÕES. Ex.: “Aquele pastor é um missiófago”.

Missiolaetaria: Uma espécie de alegria, de contentamento no Espírito, ocasionada exclusivamente pelo cumprimento da missão; aquela conhecida e simples satisfação de “missão cumprida”, acessível a qualquer ser humano, mas aqui potencializada no indivíduo cristão pelo Espírito Santo; é uma alegria sobrenatural, e traz consigo temor e tremor; uma paz associada a um aumento da certeza, de fazer parte dos processos maiores e globais (universais) de Deus, mesmo em ação no mínimo, no local. Uma alegria eu diria quase sabática, pelo descanso equalizador que ela acarreta; um contrito, pequeno, “civilizado” êxtase.

Singularidade Tav: Tav, Taf, última letra do alfabeto hebraico. Em filosofia, em física e em outras áreas, alguns eventos-mestres são chamados de ‘singularidade’. Por exemplo, temos a hipótese da ‘Singularidade tecnológica’: o momento em que a inteligência artificial (IA), atingindo estado superior, autoreplicável, autoaperfeiçoável, ultrapassará o que é humano, nos tornando não apenas obsoletos, mas eventualmente dispensáveis (futuro discutido em filmes como Exterminador do Futuro e Matrix).
Agora me diga: você já imaginou o que pode acontecer no momento exato em que o último povo da Terra (não pela nossa incerta contagem humana, mas pela de Deus) for alcançado? Aquele momento exato e quase mágico em que a Grande Comissão, aos olhos de Cristo o Comissionador, for finalmente concluída? Tal evento merece com certeza o epíteto de singularidade. Como nomear tal singularidade? Me pareceu por bem utilizar a última letra do alfabeto hebraico. Você poderia propor, “por que não uma Singularidade Ômega, já que Ele o Cristo é o Alfa e o Ômega?”. A razão é que tal terminologia já existe em ciência (SCHMIDHUBER, 2006, baseado em CHARDIN, 1969), designando outro fenômeno.

Xenomissiologia – Ver Exomissiologia.


Referências:

CHARDIN, Teilhard. The Future of Man. New York: Perennial, 1969.
HOFFMANN, Thomas. Exomissiology: The Launching of Exotheology. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/229646070_Exomissiology_The_Launching_of_Exotheology
SCHMIDHUBER, Juergen. Website do autor: http://people.idsia.ch/~juergen/


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Sammis Reachers - Licenciado em Geografia, com pós graduações em Metodologia do Ensino e Gestão Escolar, é professor, escritor, promotor missionário e editor de recursos vários para servir aos esforços de conscientização e de mobilização missionárias.


Você é livre para reproduzir este material e seu conteúdo, no todo ou em partes, desde que citando autor e fonte.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

100 Frases sobre o PERDÃO - Baixe este e-book gratuito


O Perdão é uma força muito poderosa. Se a guarda da mágoa contra alguém, ou a incapacidade de perdoar a si próprio, de acreditar que há perdão para seus atos e sua história, atormenta e adoece o corpo e a mente de uma pessoa, o perdão – dado, encontrado, aceito – traz cura e libertação, além de paz, renovação e energia para seguir em frente.
Gosto muito de uma pequenina ilustração sobre o perdão:
Havia um rei que vinha sofrendo muito com seus súditos rebeldes. Mas, um dia, cansados de seus crimes, eles depuseram suas armas, se jogaram aos pés do rei e imploraram misericórdia. Ele perdoou a todos. Então um de seus amigos lhe disse: "Rei, o senhor não disse que todo rebelde deveria morrer?"
"Sim", respondeu o rei, "mas não vejo rebeldes aqui".
Assim é o perdão: Não um simples ou parcial “esquecimento”, mas uma real mudança de atitude, seja da parte do perdoador, seja da parte do perdoado. Uma oportunidade de reinício, uma ação proativa.
Este pequeno livro reúne uma seleção de frases de autores os mais diversos, coligidas com o único propósito de lhe oferecer as mais ricas reflexões sobre o tema do Perdão.
Que a leitura deste livro lhe traga esclarecimento e ajuda.
Perdoe, perdoe-se, e seja perdoado!

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sexta-feira, 19 de junho de 2020

A sabedoria de Chesterton em 100 Frases: Baixe este livro gratuito


O polivalente e desconcertante Gilbert Keith Chesterton foi muitos - escritor, poeta, crítico de arte, jornalista, teólogo... Nascido em 1874 em Londres e falecido em 1936, sua vasta obra (apenas os livros beiram os oitenta) abarca desde os clássicos de seu pensamento crítico e apologético como Ortodoxia e O Homem Eterno até ficções como O Homem que Foi Quinta Feira, além dos muitos livros de seu renomado detetive, Padre Brown. Sua obra teve considerável influência sobre nomes que vão desde C. S. Lewis até Jorge Luís Borges.
Grande polemista e observador arguto da alma humana, Chesterton construiu sua obra celebrando a vida e o mistério do Universo, demolindo argumentos relativistas e opositores de ocasião. Seu raciocínio por vezes (e este é um de seus encantos) trilha caminhos inesperados. É preciso estar atento: A ironia e o paradoxo são as constantes em muito do pensamento do autor. 
Aqui, um pouco da verve, da luminosidade e da espirituosidade do gigante (1,93m) peso-pesado (130kg), que era chamado não sem razão de “o príncipe do paradoxo”.

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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Poemas aos Pastores de Deus: Antologia poética em homenagem aos pastores - Baixe grátis


        “Apascenta as minhas ovelhas”. Quantos tremeram, quantos exultaram, quantos sentiram-se o menor ou o maior dos seres ao ouvir, compreender, ao alistar-se sob tal chamado? Função mais nobre dada a um homem, qual seja, socorrer, arrebanhar e guardar almas para o Reino de Deus, o ofício pastoral é encargo divino de capital importância e o de maior peso.
        Esta pequenina seleta reúne poemas que falam sobre ele, o guardião dos rebanhos. A maioria deles, por sinal, escritos por pastores-poetas (como o foi Davi), outros por membros vários do Corpo de Cristo. Eles prestam-se à leitura particular e também a celebrações, tais como o Dia do Pastor, efeméride em que honramos aqueles que à honra fazem jus (Rm 13.7).
        No Brasil, comemora-se o Dia do Pastor no segundo domingo de junho, data guardada pela maioria das denominações. Já o Dia da Esposa do Pastor comemora-se no primeiro domingo de março. Denominações há que possuem datas específicas para a efeméride: Os metodistas comemoram o Dia da Pastora e do Pastor Metodista no segundo domingo de abril. O Dia do Pastor Presbiteriano comemora-se em 17 de dezembro; a data refere-se à ordenação pastoral do antes padre José Manuel da Conceição, em 17 de dezembro de 1865, quando Conceição tornou-se primeiro pastor protestante nascido no Brasil.
        Um perigo que sempre ronda e fere a igreja (mesmo a reformada) é a idolatria, e o risco de determinados líderes serem idolatrados é encarado por alguns deles próprios com certa condescendência, o que coloca suas próprias almas em perigo. Em tempos midiáticos, tal risco torna-se literalmente “viral”. O pastor verdadeiramente digno de seu cargo e chamado deve redobrar seus cuidados no tocante ao tema. Deverá ter “calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Ef 6.15), tendo sempre por anteparo as “meias” da humildade (Fp 2.3). Os poemas aqui selecionados objetivam honrar não a “príncipes”, mas a serviçais, serviçais do Reino como todos nós, e jamais exaltar a “super-homens” – que é como alguns se creem e, pior, são cridos – que não existem e nem poderiam existir.
        Que este breve florilégio sirva de inspiração, consolo, confirmação, alegria e celebração do serviço destes (e, polêmicas à parte, destas) abnegados soldados de Cristo. A eles, nossa eternal gratidão.

Sammis Reachers

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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Seita que diz que Jesus é uma mulher chinesa invade redes sociais


Há algum tempo, o Facebook em língua portuguesa, e principalmente o Whatsapp e seus muitos grupos, têm sido invadidos por membros da seita chinesa Igreja de Deus Todo Poderoso (The Church of Almighty God), também dita Evangelho da Descida do Reino, e ainda Raio Oriental.
Tal seita, surgida na década de 1990, tem sido duramente combatida em seu país de origem, a China, onde o governo chinês entendeu que ela vai bem além de um simples movimento "cristão", configurando-se em algo muito mais "perigoso", principalmente após membros desta seita terem espancado até a morte uma mulher numa loja do McDonald's (em 2014), que simplesmente se recusou e a lhes dar o número de seu telefone - dentre outros crimes.
A seita prega que Jesus "ressuscitou" ou "reencarnou" numa MULHER, uma mulher chinesa, chamada de Yang Xiangbing (a quem eles chamam de "O Deus Todo-Poderoso"). Dizendo "crer" na Bíblia, eles possuem na verdade seu próprio livro (chamado de A Palavra manifesta em Carne), que julgam superior à Bíblia, livro escrito pela sua "deusa", a quem poucos podem sequer ver. 

O livro herético, que eles dizem ser superior à Bíblia (A Bíblia, segundo eles, 
contém erros e está incompleta, por ter sido escrita por homens).

Os novos membros, assim como acontece nas piores seitas apocalípticas, são confrontados a abandonar tudo, inclusive suas famílias. São igualmente constrangidos a doar dinheiro em troca de obterem a "salvação". Seus líderes, que fugiram da China, estão baseados atualmente em Nova Iorque (EUA). A fuga de membros da China acabou favorecendo o estabelecimento desta seita em outros países, notadamente entre colônias de chineses, na Coréia do Sul, Filipinas, EUA, Portugal e outros países.

Imagem de divulgação das literaturas da seita

No caso das redes sociais brasileiras, essas pessoas, em geral chineses, muitos deles baseados em Portugal, "infiltram-se" em grupos evangélicos, e postam versículos bíblicos seguidos de links para que a pessoa baixe o aplicativo da seita, links de vídeos do Youtube, vídeos que vão de pregações até filmes e clipes musicais (alguns muito bem feitos), os quais ensinam as falácias de sua seita. Eles adotam nomes comuns em nossa língua (Maria, Antônio etc.). Enviam também pedidos de amizade e informações no privado, buscando cooptar incautos. Muitos links remetem também para o site " kingdom salvation . org ".
No Whatsapp, uma forma de identificá-los, além da postagem dos tais links, é simplesmente o prefixo de seus telefones - o número é iniciado em geral por 351, código de Portugal, pois diversos deles postam a partir de lá. Chamados para conversar, percebe-se que muitos não dominam corretamente a língua portuguesa, e talvez utilizem o tradutor do Google para se comunicar com pessoas lusófonas.
O problema é que muitos cristãos brasileiros ainda não percebem ou identificam tais indivíduos como hereges infiltrados.  Eles dão "a paz do Senhor" e vão "amavelmente" postando seus enganos nos grupos (e mesmo criando grupos no Whatsapp e convidando pessoas), assumindo personagens que facilmente são confundidas com um cristão evangélico "comum" ou "normal".
Os líderes principalmente precisam estar atentos e agir: É preciso alertar a comunidade protestante/evangélica brasileira, e expulsar e bloquear tais disseminadores do engano, de quaisquer grupos onde sejam identificados.

Fique atento aos símbolos, nomes e termos repetidamente utilizados pela seita. Atente para termos como por exemplo "Deus Todo-Poderoso", "O Reino desceu", "Assista agora Melhor Música Gospel".
Confira imagens e símbolos abaixo. Além do aqui exposto, costumam utilizar desenhos parecidos com aqueles utilizados pelas Testemunhas de Jeová.:










terça-feira, 2 de junho de 2020

100 FRASES DE PASCAL em livro GRATUITO


100 FRASES DE BLAISE PASCAL - Matemático, físico, filósofo, teólogo: já desde a infância, o francês Blaise Pascal dava indícios de sua genialidade. E, nos apenas trinta e nove anos de vida, suas contribuições para a ciência e o pensamento universal foram fabulosas.
Nascido em Clermont-Ferrand, na França, em 1623, o precoce e constante esforço intelectual de Pascal contribuiu para a evolução do método científico, inaugurou novos campos de pesquisa na física e na matemática e levou até mesmo à construção da primeira máquina calculadora, chamada de Pascalina.
Aos trinta e um anos, Pascal passa por uma experiência espiritual de grande impacto em sua vida e obra, passando a dedicar-se com mais afinco à reflexão filosófica e teológica, sem descuidar de seus trabalhos científicos.
Neste breve livro, reunimos um pouco da sabedoria e perspicácia, muitas vezes desconcertantes, deste que foi um dos maiores intelectuais com que a humanidade já se viu agraciada. 

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

EM BUSCA DA SABEDORIA: Um estudo da sabedoria bíblica num e-book gratuito

 

Ao longo das 111 páginas deste livro, o leitor é brindado com um muito amplo e profundo estudo bíblico sobre a sabedoria. Após delimitar a diferença entre inteligência, sabedoria humana e sabedoria divina, o autor concentra-se naquela sabedoria que do alto procede, cuja origem ou princípio, segundo a Bíblia, é "o temor do Senhor". Afinal, segundo o próprio autor, Pablo Augusto, "a sabedoria é uma benção dada por Deus para ajudar o ser humano".
Ao discorrer sobre a aplicação prática da sapiencialidade, o autor, biblicamente embasado, elenca preceitos de sabedoria que trafegam sua aplicabilidade desde o proceder de solteiros e casados, indo até a sabedoria nos negócios e no trato com o dinheiro, dentre outras segmentações, configurando-se o livro num verdadeiro "pequeno manual de sabedoria".
Um livro de grande edificação, que certamente há de enriquecer os entendimentos e os procedimentos de todos quantos dele se alimentarem.
E uma notícia de grande alegria: ciente de seu compromisso como servo e emissário de Cristo, o autor optou por disponibilizar GRATUITAMENTE o seu livro, para que ele alcance a todos quantos o Senhor permitir.

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O autor pode ser contatado pelo Instagram: pabloaugustomoura

terça-feira, 12 de maio de 2020

Lutero em meio a pandemia


Paulo Wille Buss
A atual pandemia do coronavírus ou COVID-19 traz à lembrança a maior de todas as pandemias que já assolou a humanidade: a peste negra, ou simplesmente a peste, do século 14. Embora existam enormes e evidentes diferenças entre aquele século e o nosso, também se constatam surpreendentes semelhanças, especialmente, mas não só, nas atitudes das pessoas diante da doença. Neste artigo, além do contexto histórico, queremos buscar as orientações e práticas do líder da Reforma da igreja no século XVI, dr. Martinho Lutero.
Pandemia da Idade Média e hoje
Uma primeira diferença é que a pandemia da Idade Média foi causada por uma bactéria (a Yersinia pestis), e a atual, por um vírus. Outras diferenças incluem uma mortalidade muito maior da peste negra do que a provocada, até agora, pela COVID-19. Calcula-se que a bactéria causou a morte de 75 a 200 (segundo alguns, até 300) milhões de pessoas no mundo todo. Na Europa, a peste dizimou de um terço à metade da população total. Diferentemente de hoje, quando todos “sabem” que a doença é causada por um vírus, ninguém sabia o que causava a peste. Falava-se em ar envenenado, em miasmas, névoas pegajosas e assim por diante. Alguns pensavam que os judeus tinham envenenado os poços ou fontes de água dos cristãos e, em razão disso, os judeus foram perseguidos. A explicação “científica” da época, fornecida pela faculdade de medicina da universidade de Paris em 1348, era de que a peste resultava de uma conjunção de planetas ocorrida no dia 20 de março de 1345. Mas o povo em geral via a peste como um castigo de Deus. As condições de moradia, a falta de higiene, o consumo de água contaminada, a falta de saneamento básico nas cidades, a ignorância e a superstição favoreceram a rápida proliferação da peste.
Já se sabia então que a doença era contagiosa e se adotava o isolamento dos doentes. Mas o pânico provocado pela alta taxa de mortalidade da peste levava grande parte da população a fugir das cidades atingidas, deixando para trás mesmo os familiares mais próximos que apresentassem sintomas da doença. Alguns praticavam o isolamento com dietas leves e exercícios moderados. Outros tentavam livrar-se da peste buscando o prazer desenfreado com bebidas nas tavernas, diversões e farras, rindo e procurando fazer pouco caso da doença. Houve uma grande decadência moral e criaram-se situações caóticas devido à morte de muitas autoridades civis e religiosas. Algumas pessoas tinham a noção de que a sujeira e falta de higiene favoreciam a propagação da peste. Assim, por exemplo, na cidade de Nürnberg, na Alemanha, foram adotadas medidas de saneamento tais como a pavimentação das ruas, o recolhimento do lixo e o incentivo à higiene pessoal incluindo os banhos que, em geral, costumavam ser tomados apenas duas ou três vezes por ano naquela época e que alguns até consideravam prejudiciais à saúde.
A manifestação e transmissão da peste negra
A peste negra se manifesta de três formas: a bubônica, a pneumônica e a septicêmica. A bubônica, a mais comum, deriva seu nome dos bubões ou inchaços dos nódulos linfáticos que podem chegar ao tamanho de um ovo. O nome ‘peste negra’ deriva das manchas negras que podem aparecer em várias partes do corpo do doente devido a hemorragias internas. A forma pneumônica ataca os pulmões e a septicêmica infecta a corrente sanguínea. A doença é transmitida ao ser humano pelas picadas de pulgas de ratos. Posteriormente, a transmissão também pode ocorrer a partir do contato com uma pessoa infectada. A doença é altamente contagiosa e matava a maioria dos infectados em poucos dias. Tudo o que sai do corpo dos doentes das formas pneumônica e bubônica tem um cheiro forte e altamente repugnante. Por esse motivo, e pelo medo do contágio, as pessoas evitavam o contato e a proximidade com os doentes e esses, muitas vezes, morriam de forma solitária e sem nenhuma assistência.  A ignorância quanto ao modo de transmissão da doença deixava as pessoas ainda mais apavoradas. Pensava-se, inclusive, que até o simples fato de olhar nos olhos de um doente poderia transmitir a doença.
O impacto social da peste na Europa
O primeiro e maior surto da peste manifestou-se na Europa entre os anos de 1346 e 1352. Ela surgiu na Ásia e, acredita-se, que foi trazida à Europa por navios mercantes genoveses que trafegavam pelo Mar Mediterrâneo. Desconhecendo a causa da doença, os médicos prescreviam os remédios mais exóticos e caros que, porém, se revelavam completamente ineficientes. A peste se propagou pela Europa em ondas sucessivas ao longo de aproximadamente quatro séculos.
A persistente presença da morte em larga escala ao seu redor, impactou a mente do ser humano do final da Idade Média de forma profunda e desestabilizadora. Até o tema da arte passou a ser a morte. Alimentados por uma teologia do mérito humano que enfatizava as boas obras como meio de satisfazer um Deus exigente, as pessoas viviam aterrorizadas com a ideia da morte iminente que as colocaria diante do Cristo juiz que poderia destiná-las ao céu ou ao inferno. Com isso, cresceu a invocação dos santos e proliferaram as mais diversas manifestações religiosas como peregrinações, jejuns, flagelações do corpo e aquisição de indulgências, entre outras. Mas essa religiosidade externa revelou-se como incapaz de trazer verdadeira paz à consciência aflita. O jovem Lutero é um exemplo desta busca insistente, mas infrutífera, de um Deus misericordioso, antes que o encontrasse no evangelho das Escrituras Sagradas.
Lutero e a pandemia
Ao longo da vida de Lutero, manifestaram-se diversos ciclos da peste negra na Alemanha. Por exemplo, em 1505, quando Lutero iniciou seus estudos na faculdade de direito em Erfurt e posteriormente ingressou no mosteiro agostiniano local, a peste ceifou a vida de diversas pessoas da faculdade de Erfurt e, posteriormente, também a de dois irmãos de Lutero. Em 1516, há registro de que a peste ameaçava chegar novamente a Wittenberg. Outros surtos da doença se manifestaram em Wittenberg em 1527, 1535 e 1538-39.  
Em 1527, quando a chegada da peste se evidenciou em Wittenberg, o príncipe-eleitor da Saxônia, João, o Constante, ordenou a transferência da universidade local para Jena ­­– uma cidade localizada a aproximadamente 170 quilômetros de Wittenberg. Mas Lutero, juntamente com o pastor João Bugenhagen e os capelães Jorge Rörer e João Mantel, decidiram permanecer na cidade. Lutero acolheu a todos em sua casa – o antigo mosteiro agostiniano ­– e a transformou num hospital, apesar de sua esposa Catarina estar nos últimos meses de gravidez e seu primogênito Hans também estivesse doente. A esposa de Rörer faleceu de peste na casa de Lutero, e outros doentes se recuperaram ali. Lutero continuou lecionando para um pequeno grupo de estudantes que ficara em Wittenberg, embora se queixasse de que sua própria doença não permitia que trabalhasse como gostaria. Ele estivera bastante debilitado e doente fisicamente, e depois mergulhou numa profunda depressão. Lutero também permaneceu em Wittenberg quando a peste chegou à cidade em 1535 e 1538, sempre estendendo sua ajuda a pessoas necessitadas ou abandonadas.
As recomendações e os conselhos de Lutero parecem, em sua maioria, bastante atuais. Eles continuam válidos porque são provenientes da Palavra de Deus.
 Vivência da fé em meio à pandemia
Quando a peste assolava várias partes da Alemanha, em 1527, um pastor de Breslau, o Dr. João Hess, pediu insistentemente a opinião de Lutero sobre se era correto, ou não, fugir de uma praga mortal. Lutero inicia sua carta de resposta registrando a polarização existente em relação à questão. Algumas pessoas pensavam que não se precisava e nem se devia fugir de uma praga mortal. Para estas, a morte é um castigo de Deus por nossos pecados e devemos nos submeter a Deus e à sua punição. Fugir seria uma falta de fé em Deus. Outros eram da opinião de que se poderia fugir, especialmente se a pessoa não ocupasse nenhum cargo público.
Lutero afirma que, por mais elogiável que a primeira opinião seja, não se pode esperar o mesmo pensamento e atitude de todos. Há diferenças na fé dos cristãos: uns são fortes na fé, outros têm uma fé fraca, e Cristo não quer que os fracos sejam abandonados (Rm 15.1 e 1Co 12.22). Se a pessoa não ocupa cargo público e não há pessoas que dependem de seus cuidados, então ela está livre para decidir entre fugir ou permanecer. Tentar salvar a própria vida e cuidar do corpo é uma tendência natural implantada por Deus (Ef 5.29; 1Co 12.21-26). Lutero cita vários personagens bíblicos que procuraram salvar suas vidas quando estas corriam perigo: Abraão, Isaque, Jacó, Davi, o profeta Urias, Elias, Moisés e outros (Gn 22.13; 26.7; 27.43-45; 1Sm 19.10-17; 2Sm 15.14; Jr 26.21; Êx 2.15; Ez 14.21).
Conselhos para diferentes funções e ações
Lutero argumenta contra a afirmação de que não se deve fugir de um castigo de Deus dizendo que, nesse caso, também não se deveria fugir de uma casa em chamas porque o fogo também seria um castigo de Deus. Também não se deveria comer e beber ao sentir fome e sede, mas esperar que essas punições parassem por si mesmas. Em última análise, não se deveria, então, nem mesmo orar a petição “livra-nos do mal”. Ao contrário, diz Lutero, devemos orar contra toda forma de mal e nos proteger contra ela da melhor maneira possível para não agir contra a vontade de Deus. Contudo, se for da vontade de Deus que o mal venha sobre nós e nos destrua, nenhuma de nossas precauções vai nos ajudar.
Mas, argumenta Lutero, existem pessoas que não devem fugir, mas devem permanecer em seus postos mesmo quando correm risco de vida. Entre essas pessoas, ele inclui os pastores (Jo 10.11). Pois quando as pessoas estão morrendo, então é que elas mais precisam de atendimento espiritual para fortalecer e confortar suas consciências por meio da Palavra e do sacramento, para que possam superar a morte pela fé. Mas, numa situação em que há vários pastores num local, apenas precisam permanecer os que são necessários para realizar o atendimento espiritual, os demais podem sair para não se expor desnecessariamente ao perigo (At 9.25; 19.30).
Igualmente, autoridades e funcionários públicos devem permanecer em seus postos para governar e proteger o povo, impedindo que o caos se estabeleça (Rm 13.4). Se, porém, devido à sua fraqueza, quiserem fugir, eles só poderão fazê-lo se deixarem substitutos capazes em seu lugar.
A mesma regra aplicada a pastores e autoridades civis também vale para todos os que estão numa relação mútua de serviço ou dever: empregados e patrões, pais e filhos, funcionários públicos como médicos, policiais e outros. Estes também não podem abandonar os que dependem deles sem haver algum acordo ou sem providenciar um substituto. Da mesma forma, ninguém pode fugir abandonando órfãos ou outras pessoas necessitadas de cuidado sem providenciar alguém que cuide deles.
Lutero prossegue na sua argumentação dizendo que o amor cristão nos obriga a ajudar o próximo em todas as suas necessidades. “Alguém que não vai querer ajudar ou apoiar os outros a menos que possa fazê-lo sem arriscar sua própria segurança ou propriedade, nunca ajudará seu próximo.” Continua ele dizendo que a peste, ou a punição de Deus, não veio apenas como punição pelos nossos pecados, mas também para testar nossa fé e amor. Nossa fé é testada para vermos e experimentarmos como está nossa relação com Deus. E nosso amor é testado para percebermos como está nossa disposição em servir ao nosso próximo conforme a Escritura o ensina (1Jo 3.16).
O diabo tenta impedir que ajudemos nosso próximo, criando em nós horror e nojo diante da pessoa doente. Devemos resistir a seus ataques, sabendo que ajudar o próximo é algo que é muito agradável a Deus e a todos os seus anjos. Também resistimos ao diabo recorrendo à poderosa promessa com que Deus encoraja aos que servem aos necessitados: “Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados, o Senhor o livra no dia do mal” (Sl 41.1-3; Sl 91.11-13).
Cuidado para não tentar a Deus
Por outro lado, diz Lutero, também existem pessoas que tentam a Deus ao agir de forma precipitada e imprudente, não tomando cuidados para proteger-se da morte e da peste. Tais pessoas não tomam remédios e não evitam lugares e pessoas infectadas, levam a doença na brincadeira, tentando mostrar que não têm medo dela. Diz Lutero: “Isto não é confiar em Deus, mas tentá-lo. Deus criou medicamentos e nos deu inteligência para proteger e cuidar bem de nossos corpos para que possamos viver em boa saúde”. Ele continua dizendo que a pessoa que não toma os devidos cuidados e assim prejudica seu corpo, corre o risco de cometer suicídio aos olhos de Deus. E, se essa pessoa ficar doente e depois contagiar outras pessoas, ela será responsável perante Deus por assassinatos.
Lutero diz que um cristão deve pensar assim: “Pedirei a Deus que misericordiosamente nos proteja. Então vou fumigar, ajudar a purificar o ar, dar remédios e tomá-los. Evitarei lugares e pessoas onde minha presença não é necessária para não me contaminar e, desta forma, talvez me infectar e contagiar outros e assim causar sua morte como resultado de minha negligência. Se Deus quiser me levar ele certamente me encontrará e eu terei feito o que ele esperava de mim e por isso não sou responsável pela minha própria morte ou pela morte de outros”.
Isolamento social e o cuidado com os contaminados
O reformador defende o isolamento de pessoas contaminadas pela peste, mas estas precisam receber a devida assistência e não devem ser abandonadas. Por outro lado, pessoas contaminadas devem tomar cuidado para não transmitir a doença a outros. Se um doente for tão perverso a ponto de procurar contagiar outros intencionalmente, este deve ser retirado de circulação pelas autoridades. Lutero ainda acrescenta que, em Wittenberg, a doença foi causada pela sujeira, e assim a preguiça e o descuido de alguns levou à contaminação de outros.
As recomendações e os conselhos de Lutero parecem, em sua maioria, bastante atuais. Eles continuam válidos, porque são provenientes da Palavra de Deus.
Assim como todo o mal existente no mundo, a peste negra e também a COVID-19 resultam da entrada do pecado no mundo. Mas a Palavra de Deus nos aponta para o amor de Deus e nos concede o perdão obtido por Cristo.
Um teste para a fé e o amor ao próximo
Também a COVID-19 testa nossa fé em Deus e nosso amor ao próximo. Nosso próximo continua precisando de nós, embora tenhamos hoje mais instituições públicas e privadas especializadas no cuidado dos doentes e acolhimento dos necessitados do que no século 16. Mas há coisas que hospitais e outras instituições não fazem: oferecer ajuda para comprar remédios e alimentos para pessoas que compõe grupos de risco, telefonar para essas pessoas para levar a elas o conforto e a orientação da Palavra de Deus, etc. Cada cristão precisa se perguntar como ele pode ajudar os outros dentro de sua vocação.
Ainda continua valendo a recomendação sobre o cuidado e as medidas preventivas que temos que tomar para procurar preservar a nossa vida e a vida do próximo: ter hábitos saudáveis, cuidar da higiene e limpeza e tomar remédios quando necessário.
Assim como nos dias de Lutero, ainda hoje precisamos decidir com sabedoria e prudência quando é importante ficar em casa e quando é preciso expor-se ao risco do contágio porque o próximo precisa de nós. Dessa forma, não seremos nem temerários e nem omissos.
Confiando nas promessas de Deus, entregamos nossa vida em suas mãos misericordiosas, pedindo sua proteção em todas as circunstâncias desta vida e a preservação na fé em Jesus Cristo para obtermos a vida eterna.

sábado, 25 de abril de 2020

Três ilustrações sobre o Ide, por Sammis Reachers


DEUS MANDOU EVANGELIZAR, MAS HESITEI

No tempo em que eu era recém-convertido, andava já com folhetos evangelísticos no bolso, pois Deus plantara a necessidade de levar a boa nova ao próximo em meu coração, e eu aos trancos e barrancos me esforçava em luta contra minha timidez em evangelizar. Também procurava adquirir folhetos para “municiar” outros irmãos, motivo por que estava sempre "carregado". Certo dia, estando num ponto de ônibus, vi um conhecido, morador de meu bairro, a quem só cumprimentava à distância. De repente, senti um impulso de ir até ele e dar-lhe um folheto; acontece que nunca havia sentido aquele tipo de toque direto do Espírito, focado em uma pessoa em particular, e fiquei confuso e duvidoso sobre o que fazer; isso somado à minha timidez e de certa forma vergonha de confessar a Cristo, pois o rapaz nem sabia que eu me tornara crente, e talvez fosse até rir de mim, me fez hesitar, e entrei em meu ônibus assim que ele chegou. Cinco dias depois, apenas alguns metros adiante daquele mesmo ponto de ônibus, o rapaz foi atropelado e faleceu enquanto se dirigia para o trabalho, de bicicleta.


VOCÊ TEM UTILIZADO REALMENTE TODAS AS SUAS FORÇAS?

Trabalhando num campo hostil, determinado missionário tentava realizar uma espinhosa obra, sem obter sucesso. Cansado de pelejar, resolveu dedicar-se a um período de jejum e oração. Dizia em oração a Deus: “Senhor, estou esgotado. Por mais que eu faça, não vejo solução. Minhas mãos estão calejadas”. “Filho”, disse Deus, “está você utilizando realmente todas as suas forças?”. Espantado, o jovem semeador afirmou: “Sim, Senhor!”. “Tem certeza?”, replicou o Senhor, e em visão lhe estendeu suas mãos onipotentes. “Você não tem usado todas as suas forças, pois você não tem usado as minhas mãos”.


A FAMÍLIA DE LENHADORES E O REINO DE DEUS

Certa família de lenhadores foi contratada por um rico proprietário de terras para derrubar árvores de uma plantação de madeiras de lei que ele mantinha, com objetivos de lucro.
Uma comitiva daquela família instalou-se na propriedade, edificando pequenas habitações. Iniciaram logo os trabalhos, enquanto aguardavam a chegada do seu mestre, o chefe daquela família.
Ao chegar, o líder dos lenhadores percebeu uma situação constrangedora, e que explicava o motivo de o trabalho não estar seguindo o prazo estipulado pelo dono das terras:
Transportando um enorme tronco de madeira, havia em uma das pontas oito trabalhadores, enquanto na outra extremidade do tronco, apenas um suportava o fardo, e o pobre trabalhador perigava desfalecer em virtude do grande peso que sustentava. Movidos pela preguiça, os desavergonhados lenhadores juntavam-se na ponta onde viam mais trabalhadores, para não ter que suportar muito peso.
Amados, esta ilustração fala da igreja. O dono das terras é o nosso Deus; a família de lenhadores é a Igreja; o chefe da família de lenhadores é Jesus Cristo; a tora de madeira é a obra de Deus; o trabalhador que segura sozinho uma das pontas da imensa tora é um missionário transcultural, um daqueles que se doaram para levar o evangelho ATÉ ONDE ELE AINDA NÃO CHEGOU; e os oito madeireiros que seguram a outra ponta do tronco são os muitos cristãos que se encontram em suas zonas de conforto. São um grupo variado, indo de pastores a ovelhas, e nada ou pouco fazem pela obra missionária transcultural. Amontoam-se em suas igrejas, bairros, países já cristianizados, e seguem felizes, fazendo de conta que ajudam na obra. Mas a obra não anda na velocidade desejada por Deus, o dono das terras, pois aquele trabalhador solitário que segura a ponta sozinho não pode avançar com a velocidade que deveria.

Sammis Reachers
Do livro gratuito Ilustrações Missionárias - 777 Ilustrações sobre mordomia cristã e as obras de evangelização e missões. CLIQUE AQUI para baixar o seu exemplar.

domingo, 12 de abril de 2020

BILLY GRAHAM SOBRE A MORTE (Capelania funerária)



Billy Graham conta em seu livro Enfrentando a morte e vida além: "O Dr. Donald Gray Barnhouse foi um dos maiores pregadores dos Estados Unidos. Sua primeira esposa morreu de câncer antes dos quarenta anos, deixando três filhos menores de doze anos. Barnhouse decidiu pregar ele mesmo a mensagem no serviço funerário. O que um pai poderia dizer a seus filhos órfãos em um momento assim?
"Quando eu estava a caminho do funeral, um grande caminhão passou pelo carro dos Barnhouse na estrada, lançando uma sombra sobre eles. Barnhouse virou-se para sua filha mais velha, que olhava pela janela, e se aproveitou do ocasião para perguntar:
- Diga-me filha, o que você preferia mais que passasse sobre você, o caminhão ou sua sombra?
A menina olhou intrigada para o pai e respondeu:
- A sombra, sem dúvida. A sombra nunca poderia me machucar.
O Dr. Barnhouse usou a resposta para dizer aos seus três filhos pequenos:
- A mãe não foi esmagada pela morte, mas pela sombra da morte É por isso que não há nada a temer.
Durante o funeral, ele falou com confiança e energia baseado nos Salmos, enfatizando o Salmo 23:4: 'Mesmo que eu ande no vale da sombra da morte, não temerei o mal, porque você estará comigo '.
A morte não é quem vence no final, porque temos a vitória garantida em Cristo Jesus. " Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1 Co 15:55).

José Luis Martínez - 503 Ilustraciones Escogidas

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A Bíblia Sagrada em 250 Citações: Citações de autores de todos os tempos sobre o Livro dos Livros


A Bíblia, o mais amado e mais combatido dos livros, é o coração literário do cânon ocidental, a base de legislações e cosmovisões. Sua leitura é atividade informativa e terapêutica, instigante e consoladora, sapiencial e inspirativa tanto para o cristão quanto para aqueles que não comungam da mesma fé.
Reunimos aqui uma seleção de nada menos que 250 citações, de autores os mais diversos no tempo e espaço, sobre este que não sem razão tem sido chamado de O Livro dos livros.
Futuramente, esta antologia comporá obra maior, gratuita, em torno das Sagradas Escrituras, mas achei por bem disponibilizar desde já estes pequenos tesouros para os leitores interessados.

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