quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

ATUALIZANDO UMA ILUSTRAÇÃO - Cristo já pagou por nós


ATUALIZANDO UMA ILUSTRAÇÃO

Ouvi Gordon MacDonald fazer isso habilmente enquanto pregava a respeito de João Batista. Gordon apresentou uma atualização criativa do ministério de João em uma história em que todo ouvinte poderia entrar. Ela foi mais ou menos assim:
Vários tipos de administradores estavam à margem do rio Jordão quando as multidões vieram até João, e eles decidiram que precisavam deixar as coisas organizadas. Assim, montaram mesas e começaram a dar etiquetas às pessoas que vinham para o arrependimento. Na etiqueta, está escrito o nome da pessoa e seu principal pecado.
Bob anda até a mesa. Os organizadores escrevem seu nome na etiqueta e, depois, perguntam: "Qual o seu pecado mais terrível, Bob?".
"Roubei dinheiro de meu patrão".
A pessoa na mesa pega um marcador e escreve em letras nítidas DEFRAUDADOR e a cola com um tapinha no peito de Bob.
A pessoa seguinte vem para a frente. “Nome?”.
"Maria."
"Maria, qual o seu pecado mais terrível?".
"Eu fofoquei sobre algumas pessoas. Não foi muito, mas eu não gostava dessas pessoas".
Os organizadores escreveram: MARIA — FOFOQUEIRA e a colaram nela.
Um homem vai até a mesa.
"Nome?"
George
"George, qual o seu pecado mais terrível?".
"Pensei sobre como seria bom ter o carro do meu vizinho."
GEORGE — COBIÇOSO
Outro homem se aproximou da mesa. "Qual é o seu nome?", perguntam-lhe.
"Gordon".
"Qual o seu pecado?".
"Estou tendo um caso".
O organizador escreve GORDON — ADÚLTERO e cola o adesivo em seu peito.
Logo Cristo vem para ser batizado. Ele anda pela fila dos que estão esperando para ser batizado e pede suas etiquetas dos pecados. Um por um, ele tira aquelas etiquetas das pessoas e as cola em seu próprio corpo. Ele vai até João e, enquanto é batizado, o rio leva a tinta de cada etiqueta que ele colou sobre seu corpo.
Enquanto Gordon contava a história, todo mundo na congregação mentalmente escrevia seu próprio pecado e o colava em seu próprio peito. A ilustração era específica, mas falava sobre sentimentos universais.

Haddon Robinson – in A arte e o ofício da pregação bíblica

domingo, 22 de dezembro de 2019

LUTERO DEPRIMIDO?


Martinho Lutero relata, sobre si mesmo, a seguinte anedota:
“Uma vez eu fiquei dolorosamente desconfortável por meus próprios pecados, pelo mal do mundo, e por causa dos perigos que cercam a igreja. Então minha esposa, vestida de luto, se aproximou de onde eu estava e, com grande surpresa, perguntei quem havia morrido. Com suas respostas, tivemos o diálogo a seguir:
-Você não sabe? Deus morreu no céu!
- Mas como você pode dizer tanta tolice, Catarina? Como Deus pode morrer? Ele é imortal!
Isso é verdade?
- Sem dúvida! Como você pode duvidar disso? Tão certo quanto há um Deus no céu, é que ele nunca morrerá!
- E então por que você está tão desanimado e abatido?
Entendi como minha esposa era sábia e dominei minha melancolia."

500 Ilustraciones Escogidas


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

As incríveis aventuras de uma Bíblia


Certa ocasião uma jovem viúva olhava pela janela de sua casa. Ela residia próxima a uma importante praça da cidade de Dublin. A sala estava elegantemente mobiliada, tudo respirava conforto e até opulência, porém aquela mulher parecia ser infeliz.
A senhora Blake era uma católica romana fervorosa, que praticava o seu credo conscientemente, mas, nos últimos tempos sentia-se pesarosa de espírito por ter praticado muitas coisas hediondas na vida. As práticas religiosas, penitências, orações, nada lhe traziam qualquer satisfação. Não podia livrar-se do pesado fardo.
Ela havia contado sua mágoa ao seu confessor. Seguindo as suas ordens, encarregara-se de praticar várias obras de caridade; porém, embora parecendo ser interessante, a sensação pecaminosa pesava mais e mais em sua alma. O confessor era um padre muito jovem, agradável e atraente. Ele deu-lhe plena absolvição dos pecados, todavia não trouxe nenhuma consolação.
Um dia, estando ela meditando, bateram à porta. Antes que tivesse tempo de conciliar os pensamentos, o padre entrou na sala. “Que poderei fazer para levantar o seu espírito e remover essa triste expressão do seu rosto?”. “O senhor é tão amável e tem feito tudo o que está ao seu alcance, porém o peso de que lhe falei continua oprimindo a minha alma”. “Escute”, disse ele, “já resolvi o que deves fazer. Há um homem que vem a Rotunda amanhã e que é capaz de lhe fazer sorrir e torná-la feliz. Vá ouvi-lo”. “Senhor padre!...” “Não! Nenhuma palavra! Não admito desculpa. Ordeno-lhe que vá; tem mesmo que ir”.
O padre explicou que um famoso ator cômico, bem conhecido naquela época, ia apresentar-se a um público elegante e que, em sua opinião, isso seria a melhor coisa para ela. Não valia a pena protestar. Ela não poderia desobedecer ao seu conselheiro espiritual. Ele já estava lhe trazendo uma entrada gratuita para o espetáculo. E assim, na tarde do outro dia, a senhora Blake dirigiu-se ao local indicado, onde grandes cartazes anunciavam o espetáculo. Ela tinha que ir; fora-lhe ordenado que fosse.
A Rotunda, como todos os cidadãos de Dublin sabem, tem sob o seu telhado mais de um salão público. Ali há um grande coliseu, o salão das colunas e mais uma ou duas salas. Além disso, também há diferentes entradas. O que aconteceu foi que a senhora Blake se enganou na entrada para o espetáculo. Em vez de seguir a multidão que adentrava para um determinado recinto, ela notou uma pequena fila de pessoas dirigindo para um outro lugar. Seguiu-a e encontrou-se num dos salões menores, e ali esperou.
Estranhou que ninguém lhe pedisse a entrada. Pensou que mais tarde poderia retificar esse fato. Não teve muito tempo que pensar, pois logo levantou-se um cavalheiro que apareceu anunciando um hino e de repente ela lembrou-se que havia cometido um lamentável erro, entrando pela porta errada. Na verdade, o que se realizava ali era um culto protestante. Por ser muito tímida e sensível, sair daquele lugar, à vista de toda aquela gente, se tornou numa impossibilidade. Que fazer? Resolveu retirar-se no fim do hino, sem que chamasse a atenção das pessoas.
Foi o que ela tentou fazer. Em sua preocupação de sair o mais depressa possível, seu guarda-chuva cai ruidosamente de tal forma que muitas pessoas se viraram para trás para ver o que tinha acontecido. Aterrorizada com o incidente, deixou-se cair numa cadeira e quase desejou sumir pelo chão adentro.Seguiu-se um profundo silêncio e então uma voz, a do cavalheiro, elevou-se em oração. Ela não pôde deixar de escutar, pois nunca até aquele dia ouvira coisa semelhante. Era tão diferente das orações que havia em seus livros de devoção. Aquele homem, tão reverente, parecia muito feliz enquanto orava. Tudo aquilo a impressionou muito.
A oração terminou e o orador anunciou a leitura de uma passagem da Escritura sobre “o perdão dos pecados”. De todos os assuntos do mundo, era justamente aquele que ela mais desejava ouvir. Viesse o que viesse agora, não se importou no que o seu confessor iria dizer. Podia ele fazer o que quisesse, ela haveria de ouvir aquilo.Dos primeiros dezoito versículos de Hebreus, dez foram lidos. O orador, de uma maneira simples, expôs o ensino, até que tudo ficou claro como água cristalina. O único sacrifício, oferecido uma vez, o perdão livre e pleno concedido àqueles que o pedirem em nome de Jesus – tudo ilustrado com várias outras passagens do Novo Testamento formou o assunto daquela pregação. E tal como o solo ressequido embebe as chuvas de verão, assim aquela pobre alma recebeu a verdade maravilhosa! Nunca, até então, havia escutado semelhante mensagem! O orador terminou e após outra oração a reunião foi concluída.
A senhora Blake sentiu que essa era uma oportunidade única em sua vida. Enchendo-se de coragem dirigiu-se à extremidade do púlpito e perguntou ao pregador de quem eram as palavras lidas. Surpreendido com tal pergunta, ele desceu e foi logo abordado com muitas inquirições que se ofereceu para escrever algumas referências bíblicas, a fim de que ela pudesse estudá-las em casa. Quando soube que aquela senhora não possuía Bíblia, interessou-se sobremaneira por aquele caso.“Eu vou emprestar-lhe a minha Bíblia”, disse ele. “Queira ler as passagens sublinhadas nas páginas que dobrei. Agradeceria muito se me devolvesse o Livro daqui a alguns dias. Ele é a coisa mais preciosa que possuo”.
A senhora Blake agradeceu-lhe muito e foi depressa para casa, cheia de alegria em seu coração, com uma nova luz em seus olhos. Como se sentia diferente! Não era mais aquela criatura que há algumas horas antes dera na direção da Rotunda!
Nos dias seguintes ela se esqueceu de tudo, suas tristezas, seu fardo. Menos do seu tesouro. Leu e releu as passagens indicadas e também muitas outras. A luz brilhou no seu entendimento. O peso de espírito rolou para um túmulo aberto. A paz de Deus encheu seu coração. Afinal chegou o momento de devolver a Bíblia. Mais uma vez estava ela entregue ao seu novo estudo e de tal maneira absorvida nos pensamentos que não percebeu o toque da campainha. Alguém entrou na sala subitamente! Era o confessor! Ele estava ali, diante dela, lhe observando! Ele reparou logo em duas coisas: o seu gesto de embaraço e ao mesmo tempo uma serena placidez no seu olhar, como ele nunca tinha visto. “O que aconteceu?”, perguntou ele. “Eu nunca soube se aquele espetáculo lhe agradou ou não, e, como não a vi no domingo passado, pensei que estava doente”.
Tomada de surpresa pelo inesperado acontecimento, a senhora Blake perdeu o seu autodomínio. Era sua intenção manter esse assunto em segredo, pelos menos durante algum tempo. Mas agora não se conteve, e com a simplicidade de uma criança contou a história toda: o engano do salão, a tentativa de evadir-se, as palavras ouvidas, o Livro emprestado, e no fim de tudo a alegria e a paz que enchia o seu coração.
Ela falava com os olhos postos no chão; porém ao levantá-los, sentiu o espírito gelar-lhe de terror ao ver o olhar do homem que estava à sua frente. Era cheio de raiva. Nunca até então ela havia visto semelhante fúria expressa num semblante. “Dê-me esse livro!”, disse ele rispidamente. “Ele não me pertence!”, exclamou ela tentando em vão detê-lo. “Dê-me!”, foi a resposta; “senão perderá eternamente a sua alma. Esse herege por pouco a lança no inferno. E nunca mais, nem ele nem a senhora, hão de ler este livro”.Agarrando a Bíblia enquanto falava, meteu-a violentamente no bolso, lançando um olhar terrível para a mulher e saiu apressadamente da sala.
Ela sentou-se paralisada. Ouviu a porta fechar-se e lhe pareceu que alguma coisa no seu coração também se fechava, deixando-a aterrorizada. Aquele olhar terrível a perseguia por onde andava. Somente os que nasceram e foram criados na igreja romana conhecem o horror indescritível que a concepção do poder dos sacerdotes pode inspirar. Mas, logo em seguida, ela pôs-se a pensar também no orador que tinha lhe emprestado a Bíblia. O seu endereço estava lá escrito, mas era impossível lembrar-se dele e não sabia para onde escrever. Isto era muito triste!Os dias foram passando lentamente, e o seu visitante, outrora sempre bem-vindo e atualmente tão temido, não voltara mais. Ia renascendo a coragem e por fim passados uns quinze dias ou mais, ela resolveu aventurar-se para fazer uma visita ao padre. Era necessário fazer um enorme esforço para reaver o Livro e restituí-lo ao seu legítimo dono.
O padre, por nome João, vivia a certa distância e a casa dele ficava junto a um convento no qual ele era professor. A senhora Blake dirigiu-se para lá e bateu à porta. Uma freira a atendeu. A freira ficou visivelmente sobressaltada ao ver a senhora Blake. Ao ouvi-la perguntar pelo padre os seus olhos chamejaram por um momento. Imediatamente seu rosto ficou rígido e o seu gesto frio. Disse: “Sim, o senhor padre João está em casa. Ele está no quarto. Não quer entrar e vê-lo?”.
A freira a empurrou até o quarto e assim que a senhora Blake entrou, ela sobressaltou-se! O corpo inerte do padre João estava num caixão! Morto!
Antes que ela voltasse a si do choque, a freira sussurrou nos ouvidos estas palavras: “Ele morreu amaldiçoando-a. A senhora deu-lhe uma Bíblia e ele encarregou-me de lhe dizer que a amaldiçoava; sim, amaldiçoava-a no seu último alento. Agora vá embora!” Antes que ela tivesse tempo de se aperceber do que tinha sucedido, encontrou-se na rua, com a porta fechada atrás de si.
Várias semanas transcorreram. O perfume da primavera passou sobre a terra, despertando folhas e flores à vida e à beleza. Uma tarde estava a senhora Blake ponderando nos acontecimentos dos últimos meses. Alegrou-se mais uma vez pela alegria de estar perdoada. Ela havia comprado uma Bíblia para as suas leituras diárias. Os velhos erros em que havia sido educada tinha-os renegado, um por um. Mas havia em seu coração um certo desgosto que não podia apagar. Como era triste, muito triste, a breve enfermidade do padre e a sua morte repentina! O seu último olhar! As suas últimas palavras! Aquela terrível mensagem!
Por que havia ela de ter sido tão abençoada, levada ao abrigo da paz, cheia de alegria celestial, e ele, sim, porque não teria as mesmas palavras bíblicas produzido igual mensagem a ele? Por que será, pensou ela, que um Deus tão bom, cheio de amor, permitiu isto? Naquele momento a criada fez entrar na sala uma senhora. Aquela senhora estava coberta com um véu espesso. Ela estava irresoluta. Antes que a senhora Blake pudesse falar, a mulher disse: “A senhora não me conhece com esta roupa, mas vai ver daqui a pouco quem sou eu”, disse ela levantando o véu e mostrando o rosto da freira que lhe entregara a mensagem de maldição. A senhora Blake recuou um passo, perguntando a si mesma o que viria ainda a acontecer, mas a sua visitante acalmou os seus temores, e prosseguiu: “Tenho duas coisas a dizer-lhe e vou ser muito breve, pois estou com pressa. Em primeiro lugar peço-lhe que me perdoe a horrível mentira que lhe disse naquele dia. Eu já pedi perdão a Deus. O padre João morreu abençoando-a de todo o seu coração.
No dia anterior ao da sua morte, ele encarregou-me de lhe dizer que ele mesmo também tinha encontrado o perdão por meio daquele Livro e que, através da Eternidade, ele a abençoaria por ter a senhora levado a ele o conhecimento do Salvador. E agora a senhora perdoa-me, sim?” “Pois não! E do fundo do meu coração”, retorquiu a senhora Blake espantada. “Mas porque a senhora disse aquilo?”. “Porque eu a odiava. Eu amava o meu confessor e odiei a senhora por ter-lhe mandado para o inferno, segundo eu cria. Agora ouça: eu senti enorme desejo de ler aquilo que o padre João tinha lido. Depois do funeral não pude resistir a curiosidade de examinar o Livro. Fiquei fascinada e li mais e mais, até que eu também encontrei perdão e paz no meu Salvador. Há várias semanas estudo a Bíblia e agora ela está aqui. Por tudo isto, esta tarde fugi do convento e vou partir para a Inglaterra esta noite, mas senti que devia vir aqui restituir a Bíblia e dizer-lhe que eu também durante toda a minha vida a bendirei por me ter ensinado, através deste Livro, a maneira de encontrar o perdão dos meus pecados. Adeus! Deus a abençoe! Vamos nos encontrar no Céu!”
Uma breve despedida e a mulher saiu para fora da casa, desaparecendo.Afinal de contas, seria tudo um sonho? Agora uma pequena Bíblia achava-se sobre a mesa, diante da senhora Blake. Não, não era um sonho, mas sim, uma gloriosa realidade. Aquele Livro pequeno, sem ter uma voz viva para expor os seus ensinos, naqueles dois casos tirou três almas preciosas das trevas e transportou-as para a Luz.
Há de se imaginar como ficou o dono da Bíblia ao ser-lhe restituída, com esta maravilhosa história! Contudo, o que disse Aquele que enviou a Palavra a desempenhar a sua missão?: “Assim será a minha palavra que sair da minha boca; ela não tornará para mim vazia, antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei”, Is 55.11. 

J. H. Townsend, A Seara, CPAD

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

FILHOS DESVIADOS - Uma história sobre a fidelidade de Deus



AS TÁBUAS DO ASSOALHO

Aquela casa de porta larga de cor cinzenta, situada à beira da floresta era bem conhecida, não só naquele rincão mas em toda a paróquia.
Como qualquer outro lar, tinha também a sua história. O lugar era em seu tempo uma colônia muito linda. Em alguns lugares podia-se usar o arado para virar a terra, mas em quase todo o terreno era necessário usar a pá por causa das muitas pedras. Nos antigos tempos como se diz - havia vida e movimento no lugar; quando Kristian e Nils corriam no pátio, cheios de vida e alegria, mas aquilo durou pouco tempo. Depois silenciou de uma maneira um tanto mística - parecia um cemitério. Não se via mais aquela linda colônia, nem se ouviam mais o mugido das vacas e cabritos nas lindas noites de verão, quando voltavam das pastagens, nem os meninos que apascentavam o gado. Veio aquele silêncio de cemitério. A casinha vermelha diminuiu no meio do mato que tomou conta e crescia ao redor dela. Algum mistério parecia descansar sobre o lugar, como se esperasse acontecer alguma coisa extraordinária; o próprio ar parecia denunciar tal coisa.
Renovam-se a alma e a mente na aurora depois de uma noite longa - quando o crepúsculo foge -, e o sol nasce e vem o dia claro sobre Liagrenda. Assim se chamava o lugar.
Altar de oração - Aquele silêncio solene, tinha a sua própria pré-história - os vizinhos a conheciam muito bem: como Nils e Kari viviam com o Senhor, como oravam pelos seus dois filhos Kristian e Nils. Lá no quarto, junto à sala, um banco de madeira servia-lhes como "altar de oração". Durante muitos anos, orações ardentes subiram, por aqueles filhos queridos.
Enquanto eles estavam em casa, eram o objeto de maior amor imaginável, mas como muitas vezes acontece, eles não ligavam a isso como deviam. Os filhos, por certo, amavam o pai e mãe, mas achavam que o fervor da religião dos pais era muito exagerado. As orações e advertências constantes não eram fáceis de suportar. Nunca podiam sair uma noite de sábado sem que se ouvissem sérias advertências e, muitas vezes, viam lágrimas nos rostos dos pais. Quando saiam de casa com essas impressões, a noite inteira, gasta em divertimentos, parecia-lhes um fracasso. Muitas vezes quando se retiravam de um baile voltando para casa, viam a mãe, espiando, a esperar por eles. Ela não se importava com o tempo que gastava ali, tossindo e trêmula de frio enquanto orava ao Senhor: Oh Deus, manda meus filhos para casa!
Lentamente o ambiente caseiro parecia apertado demais para os filhos.
Não se sentiam mais livres. Debaixo dessa vigilância constante dos pais, nascendo nos seus corações a dureza e oposição. Faziam o possível para não ferir demasiadamente os pais, mas não era fácil se afastarem dos divertimentos e pecados deste mundo enquanto tinham o mundo no coração. A situação piorava, pois os filhos começaram a tomar bebidas alcoólicas. A primeira vez que chegaram em casa embriagados, depois de um baile, deixaram a mãe tão triste e impressionada que caiu doente. Aqueles dias foram terríveis também para Kristian e Nils. Eles oravam a Deus para que sua querida mãe não morresse e prometeram a seus pais que nunca mais se embriagariam. Contudo, continuavam no pecado. Quando os filhos não voltavam para casa nas noites de sábados, os pais ficavam sentados, esperando, chorando e orando a Deus. Às vezes, quando a mãe chorava muito, tinha fortes ataques. Ouviam-se os gritos de longe, mas ainda assim os filhos não deixaram a miserável bebedeira.
Distante do lar - Aconteceu um dia que um "noruego-americano" (assim são chamados os noruegueses que emigraram para os EUA) veio visitar o lugar. Este fazia muita propaganda, contando como tudo era melhor no outro lado do oceano. Muitos moços ficaram influenciados a emigrarem para a América do Norte. Entre esses estavam também os dois queridos filhos de Kari e Nils. Os pais não se conformavam. Tudo fora feito para impedir que os moços viajassem, até o próprio padre daquela paróquia os advertiu, dizendo: "Virá o dia do arrependimento, quando souberdes que vossos pais não estarão mais com vida". Os velhos eram doentes e mesmo assim cuidaram da pequena propriedade durante alguns anos. Diminuiram-lhes as suas forças físicas e, por fim, já não podiam mais trabalhar. O resultado foi que tudo decaiu e o mato tomou conta do que outrora era terra bem cultivada.
Nils e Kristian mandavam seguidamente cartas para seus pais; às vezes mandavam também algum dinheiro. E isso era mais do que bem-vindo, pois, os velhos eram pobres. Um dia aconteceu o que o padre predissera - os filhos receberam a triste notícia que seus pais partiram no espaço de algumas semanas.
Kristian e Nils prosperaram na América do Norte. Eles tinham uma só preocupação: ganhar dinheiro. Cerca de seis anos depois da morte de seus pais, uma forte saudade se apoderou deles. Cansados de todo o trabalho, voltaram à casa paternal.
Era um lindo dia de primavera, dois noruego-americanos robustos, entraram no velho pátio de Liagrenda. Sentiram uma solenidade profunda encher o próprio ar. Um casal de passarinhos estava na antiga escada, meneando as cabeças, no mesmo lugar em que seus queridos se despediram deles. Outro casal de passarinhos estava no telhado, cantando, parecia dar-lhes as boas-vindas, enquanto outros pássaros cantavam ao redor, nas árvores, como se fosse um verdadeiro coro. Era tudo isso como nos tempos passados! Somente uma coisa faltava: os pais.
Volta ao lar - Nils e Kristian sentaram-se na escada. Ficaram nessa posição por um tempo, sem dizer palavra alguma um ao outro. Era como se revivessem o passado. Sentiam como se lhes faltasse o fôlego enquanto pronunciavam: - Mãe, pai! Mas ninguém lhes respondia. Quando chegaram ao cemitério, acharam ali os sinais do lugar onde foram enterrados os pais.
Oh, como ardiam os seus corações; era como que tivessem feridas incuráveis.
Nesse momento não puderam fazer outra coisa se não lançarem-se ao pescoço um do outro - chorando.
Não achavam mais alegria ao chegar ao seu lar paterno. Andavam tristes, dia após dia. A casinha vermelha parecia-lhes outra vez apertada, tornando-se-lhe impossível morar ali. Resolveram demoli-la e construir outra maior e mais moderna. Um dia iniciaram a demolição. Agora importava mostrar coragem, e sob cânticos e júbilo tiraram o telhado. Logo a seguir estavam já sobre o quarto, aonde tantas vezes ouviram as orações dos pais. As lembranças vinham-lhes tão fortes à sua memória que silenciavam os seus cânticos. A demolição prosseguia a rapidez do estilo americano. Importava terminar breve esse serviço. Enquanto desmanchavam a casa, alguma coisa dentro dos seus corações também parecia desmanchar-se.
Finalmente acharam-se no quarto, junto àquele banco de madeira - o falar de oração dos pais. Parecia-lhes ouvir as orações, quando clamavam a Deus pela salvação de Nils e Kristian. Coitados dos moços! A vida assim não era tão fácil para eles agora. Chegara o grande momento em suas vidas, a hora de prestar contas ao A!tíssimo. Agora as orações incessantes dos pais seriam galardoadas, como uma bênção eterna para estes dois filhos, que até então tinham-se endurecido contra a chamada do Espírito Santo. Eles se retiraram o máximo possível do lado direito onde estava o banco, até que faltavam só umas dez tábuas, lugar de luta e lágrimas pelos dois filhos queridos, pararam o serviço. Kristian e Nils olharam um para o outro, era como se cada qual dissesse: Tira essas tábuas, tu. Eu não posso fazê-lo. Pareciam ter os braços paralisados. Não contavam com uma coisa desta, quando começaram com este serviço: não pensaram que havia na casa qualquer parte que lhes seria impossível desmanchar, sim, que havia ali algumas tábuas que se chamavam "tábuas de oração", que exigiam respeito e santo temor. Eles se sentaram no banco, completamente sem forças para ficar em pé, as lágrimas corriam com abundância, não das faces de dois velhos e esgotados, mas, finalmente, dos dois filhos pelos quais Kari e Nils tanto choraram.
Renovação - No silêncio ouviu-se o canto dos passarinhos, indicando alguma coisa nova a acontecer - uma coisa alegre. Um poder invisível obrigou os dois moços fortes a ajoelharem-se e ali se acharam orando, pedindo a Deus perdão por todos os seus pecados. Durante algum tempo ficaram assim, clamando..., pedindo... Mas repentinamente pareceu-lhes que as vozes de mãe e pai falavam por meio da Bíblia de capa marrom - muito gasta de tanto uso - que ainda estava no lugar de costume.
Promessa após promessa vieram-lhes ao encontro dentro de seus corações. Podiam agora, claramente, sentir o perdão de seus pais - e o perdão de Deus. Era como se tornassem meninos outra vez, sentados no colo dos pais, como na meninice.
Juntos louvaram a Deus pela salvação pelo sangue do Cordeiro. Um novo tempo raiou e sentiram-se alegres outra vez no velho lugar: Liagrenda.
Pais crentes! Não desfaleçais na oração, mesmo não vendo nenhum resultado das vossas orações pelos vossos filhos que não são salvos! Virá o dia quando as orações serão atendidas, pois, Deus é fiel.

Jornal Mensageiro da Paz / Via http://paginasilustrativas.blogspot.com/
gravura: http://alexandrehreis.arteblog.com.br/3/ 

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

A influência do líder cristão - Amor sacrificial



A INFLUÊNCIA DO LÍDER CRISTÃO

Provavelmente nenhum estrangeiro exerceu uma maior liderança sobre as pessoas de Shaohsing, na China, em princípios do século vinte, que o doutor Claude H. Barlow (1876 - 1969). Este missionário médico, que foi homem modesto, foi a personificação do domínio próprio.
Uma estranha enfermidade, cuja cura era desconhecida, estava matando as pessoas e não se dispunha de um laboratório no qual pudessem se realizar, sobre a doença, pesquisas apropriadas. O doutor Barlow encheu seu caderno de notas com observações acerca das peculiaridades da enfermidade em centenas de casos. Então, avendo se apoderado de uma pequena proveta que continha os micróbios da enfermidade, navegou até os Estados Unidos. Pouco antes de chegar, aplicou os germes em seu próprio corpo e foi rapidamente até o Hospital da Universidade Johns Hopkins, onde havia estudado.
Claude Barlow estava muito enfermo, de maneira que se pôs nas mãos daqueles que haviam sido seus mestres, oferecendo-se como cobaia, para que eles estudassem e experimentassem sobre seu corpo. Encontraram a cura e o jovem médico se recuperou. Regressou de novo ao barco para a China com o tratamento científico que curaria aquela praga e logrou salvar a vida de multidões inteiras.
Quando lhe perguntaram acerca de sua experiência, o doutor Barlow disse simplesmente: “Qualquer um faria o mesmo. Por acaso em encontrei na situação adequada e tive a oportunidade de oferecer meu corpo”. Que tremenda humildade! Que grande amor o seu!
Não é de estranhar, portanto, que as multidões seguissem a liderança de Barlow, depois de seu regresso. Demonstrou o domínio do amor. Arriscou a vida e digamos que também sua reputação e seu futuro ministério, tentando o impossível e motivando a outros graças a seu amor que foi manifesto na entrega de todo o seu ser para o benefício do próximo. E a qualidade inigualável desse amor foi seu autodomínio, seu controle de si mesmo.
É essa classe de líderes a que atrai seguidores e os faz desejar seguir atrás de um tal condutor.
John Haggai

(Traduzido do livro 502 Ilustraciones Selectas, de José Luis Martínez).


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

ABORTO DO ABORTO, poema de Isaac Costa de Souza



Aborto do Aborto

O único aborto permitido
Deveria ser o aborto do aborto

A dor do parto
É menor do que a dor da morte

O parto convida à luz
O aborto conduz às trevas

O parto é uma dádiva divina
O aborto, um castigo demoníaco

O parto traz choro de alegria
O aborto derrama lágrimas de miséria

O parto constrói um doce lar
O aborto cava uma amarga sepultura

O parto é um caminho que leva à casa
O aborto é a trilha que empurra para o féretro

O parto produz comunidade
O aborto confina ao isolamemto

Parto e aborto
Derramam sangue humano em seus atos

Mas o parto é sentença de vida
O aborto é sentença de morte

A palavra de ordem é abortar o aborto
Ele elimina a vida desde os seus primórdios

Navegar é preciso
Viver também é preciso
Pois o aborto é a grande tragédia da curta vida
De um indefeso feto
Que um dia foi desafeto de alguém
Mesmo antes de ter tido a oportunidade
De se defender do erro ou do acerto
Que de fato, sendo feto
Nunca chegou a cometer

Fonte: Revista O Evangelista de Crianças (APEC, Abril-Maio-Junho, 2017). 

Isaac Souza é missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais. Formado em Letras e com mestrado em Linguística, Isaac é autor do livro De Todas as Tribos, pela Ultimato, em 1996 (segunda edição: 2003). Organizou ainda, com Ronaldo Lidório, o livro Questão Indígena - Uma Luta Desigual, pela Ultimato, em 2008.


domingo, 8 de setembro de 2019

O SALMO DOS MARÍTIMOS - Folheto gratuito para a evangelização de marinheiros (em português e inglês)


Há algum tempo, iniciamos um projeto de criação de folhetos evangelísticos, com mensagens contextualizadas para grupos específicos. A ideia era principalmente contemplar aqueles grupos/segmentos que não possuem material específico disponível no mercado ou na internet. Neste esforço, uniram-se a nós o irmão Julio do site Missões em Suas Mãos e diversos outros colaboradores. Os primeiros frutos deste esforço foram o folheto para RODOVIÁRIOS, seguido de MORADORES EM SITUAÇÃO DE RUA e GAMERS.
Agora, um sonho antigo se realiza, com a publicação de um folheto dedicado à evangelização de MARINHEIROS (marítimos / aquaviários). E o melhor: disponibilizamos o folheto, além de em PORTUGUÊS, também em INGLÊS, o que aumenta em muito o seu alcance.
O arquivo do folheto (em PDF), está disponibilizado em DOIS formatos: um ideal para a impressão em CASA, e outro otimizado para a impressão em GRÁFICAS. Você pode imprimir quantos exemplares quiser, sem precisar de autorização. Solicitamos apenas que os folhetos não sejam VENDIDOS.
Compartilhe esse recurso com igrejas, missões, missionários e obreiros que possam ter interesse no material. E lance a semente, para a glória de Deus e salvação dos que perecem!

PORTUGUÊS
Para baixar a versão em PORTUGUÊS para a impressão EM CASA, CLIQUE AQUI.
Para baixar a versão em PORTUGUÊS para a impressão EM GRÁFICAS, CLIQUE AQUI.


INGLÊS
Para baixar a versão em INGLÊS para a impressão EM CASA, CLIQUE AQUI.
Para baixar a versão em INGLÊS para a impressão EM GRÁFICAS, CLIQUE AQUI.


LEIA ABAIXO A MENSAGEM:

O SALMO DOS MARÍTIMOS
Uma versão dos marítimos, do Salmo 23, foi publicada no Boletim do Capelão da Armada, em Washington. Sua autoria é atribuída a J. Roger, comandante da marinha mercante, que o teria escrito durante a Segunda Guerra Mundial. Diz o seguinte:
"O Senhor é o meu piloto; eu não cairei. Ele me alumia em meio às águas escuras; conduz-me a canais profundos; guia o meu barco. Orienta-me pela estrela da santidade por amor do Seu nome. Ainda que eu navegasse por entre as trovoadas e tempestades da vida, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo. O Teu amor e o Teu cuidado me abrigam.
Preparas um porto perante mim na Terra da eternidade; unges as ondas com óleo; o meu barco desliza suavemente. Certamente que a luz do Sol e das estrelas me favorecerão todos os dias da minha viagem, e descansarei no porto do meu Deus para sempre."
Seja na navegação de cabotagem ou de longo curso, são muitas as dificuldades com que o marítimo ou aquaviário pode se deparar. Hoje a navegação eletrônica e seus muitos aparelhos facilitaram a vida dos que se dedicam à navegação, mas ainda assim os riscos existem. Da mesma forma ocorre em nossas vidas: Hoje estamos bem, com saúde e segurança financeira e emocional; mas inesperadamente podemos atravessar tempestades como desemprego, abandono, depressão...
 Em meio a um temporal, a Bíblia fala sobre marinheiros que “clamam ao Senhor na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades. Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado” (Sl 107.27-30).
Há mais de dois mil anos atrás, numa travessia de barco pelo Mar da Galileia, os discípulos de Jesus, muitos deles pescadores, viram-se em apuros durante um vendaval que perigava tombar sua pequena embarcação. Em meio àquele desespero, Jesus descansava tranquilamente. Ao ser acordado, Jesus repreendeu os ventos e o mar, que imediatamente acalmaram-se; e disse aos seus discípulos sobre a necessidade de terem e exercitarem sua fé nEle.
Pois é baseado na fé em Cristo que obtemos socorro e salvação para nossas vidas. O pecado causou o nosso afastamento de Deus. Boas obras, por mais que sejam ou nos pareçam valorosas, não podem cobrir a dívida dos nossos pecados, que todos os dias é multiplicada. Deus assim propôs a solução para a dívida da humanidade em seu próprio Filho, pois Cristo viveu sem pecados e morreu sem culpa, fazendo-se culpado em nosso lugar, e pagando de uma vez por todas a nossa dívida. Por isso a Bíblia diz: “Aquele que crer... será salvo” (Mc 16.16). Nenhuma tempestade será poderosa o bastante para nos separar da salvação oferecida por Aquele que criou os céus, a terra e os mares. Ele mesmo prometeu, após ressuscitar e subir aos céus, onde vela por nós: “E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28.20b).
Deus oferece hoje, através de seu filho Jesus Cristo, a sua mão estendida, um porto seguro com oferta de paz, ajuda e salvação eterna. Aceite hoje a este amigo que não trai ou abandona, e que deseja estar contigo a cada instante e por toda a eternidade.
Leia a Bíblia e aprenda mais sobre o plano de Deus para a salvação da humanidade. Alimente-se e seja fortalecido com as suas maravilhosas promessas. Faça uma oração, conversando com Deus, assim como você fala a um amigo, e confesse seus pecados, pedindo para Jesus tomar conta de sua vida e suas ações de agora em diante. Busque a comunhão com outros cristãos em uma igreja, ou num grupo de estudo bíblico aí mesmo em sua embarcação. Deus ama você!
S. R. 

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Para maiores informações, escreva para:  sreachers@gmail.com

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

PSICOLOGIA E O BEM ESTAR: ANDAM SEMPRE JUNTOS - Livro de Wauner R. P. Rodrigues para download gratuito


O livro PSICOLOGIA E O BEM ESTAR: ANDAM SEMPRE JUNTOS, de Wauner R. P. Rodrigues,  é uma compilação de artigos e informações de grande riqueza, apresentando a chamada psicologia positiva e como ela pode ajudar na superação de nossos problemas e limitações - muitas delas auto impostas. Uma leitura esclarecedora e salutar!

Para baixar o e-book pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

RESOLUÇÕES DE UM PASTOR CONSAGRADO



Conhecerei e visitarei, tanto quanto possível, todos os membros de minha paróquia, orando com eles, conhecendo os seus problemas, ajudando-os a resolvê-los e orientando-os em sua vida espiritual.
Serei delicado e cortês para com todos, serei pronto para atender a todos que me procurarem, serei amoroso para com os tristes, enfermos e desalentados; serei compassivo para com os pecadores necessitados de arrependimento.
Terei uma vida reta, vivendo modestamente, repartindo com os outros dos bens que Deus me der, não permitindo luxo e conforto que deem do ministério ideia de meio de vida; pagarei minhas dívidas, darei satisfação quando houver de atrasar algum pagamento; serei justo e amoroso para com os meus empregados.
Não falarei de um membro da igreja a outros, não criticarei a outros os defeitos dos crentes, não falarei pelas costas o que não gostaria que os meus paroquianos ouvissem, não criticarei meus colegas, não diminuirei a autoridade dos oficiais da Igreja, não usarei do púlpito para questões pessoais, nem serei ambicioso ou mesquinho quanto ao meu ordenado.
Serei mais severo comigo, com minha família e com minha casa, do que com os outros, mas não deixarei de exortar os errados, repreender os pecadores, despertar os tímidos, amparar os fracos, acordar os adormecidos e animar as crianças.
Pregarei o Evangelho com simplicidade, com humildade, com oração, sem confiar na minha sabedoria, mas confiado no poder de Deus; pregá-lo-ei com minhas palavras, com meu exemplo, com os bens de fortuna que Deus me der, com minha vida reta e honesta, a tempo e fora de tempo, e usarei todas as minhas oportunidades para ganhar almas para Cristo, e promover a santificação dos membros de minha Igreja. É este o meu desejo sincero.

D. P. Silva, no livro Mil Ilustrações

sábado, 10 de agosto de 2019

Revista Passatempos Evangélicos #6: A Tradução da Bíblia para todos os Povos - Baixe grátis


Deus, ao revelar à humanidade seu plano salvador ao longo da história, escolheu assegurar e compartilhar sua revelação através da palavra escrita. De todas as necessidades do esforço missionário de Cristo, a maior delas é por tradutores bíblicos. O trabalho abnegado e metódico de um tradutor exige dedicados servos de Deus.
Nesta edição de Passatempos Missionários, aprenda um pouco sobre essa que é a mais magnífica das tarefas que um ser humano pode realizar – levar a Palavra de Deus a todos os povos da Terra, de uma forma que eles entendam! São caça-palavras, cruzadas e quizz em 12 páginas com muita informação.
Ore, contribua, invista tempo e recursos em vocacionados que você conheça. E seja você mesmo o próximo missionário tradutor.

PARA BAIXAR A REVISTA PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI. 
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A revista Passatempos Missionários objetiva transmitir informações relevantes, direta e indiretamente ensinando e despertando a Igreja para a importância e a urgência da causa missionária, tudo isso através de divertidos passatempos.
Este é um material totalmente gratuito, sem cores denominacionais, concebido para ser livremente distribuído entre a membresia de igrejas, seminários, classes de escola dominical, grupos e células, cultos e eventos de Missões etc.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Pôsteres para Igrejas Evangélicas - Baixe grátis e imprima


Em mais uma incursão no site Canva (onde é possível preparar artes variadas, gratuitamente), elaboramos uma série de dez pôsteres (cartazes) de temática diversa, ideais para afixar em igrejas. 
Constam no pacote: aviso de Santa Ceia, bazar missionário, chamadas para evangelizar, deixar nome no livro de orações, deixar dados (endereço, contato etc.) com obreiros da igreja, obter informações sobre batismo, além de frases motivacionais para membros e visitantes.
Os pôsteres estão em boa definição, podendo ser impressos tanto em impressoras caseiras quanto em gráficas.

PARA BAIXAR O ARQUIVO (PDF) PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

sábado, 20 de julho de 2019

AS DEZ PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS DE SATANÁS CONTRA A MULHER DE DEUS



Priscilla Shirer

O que Satanás faz para deter o avanço do cristão? Qual a sua pior iniciativa contra VOCÊ, mulher?
E se eu fosse o seu inimigo, isso é exatamente o que eu desejaria. Eu iria querer desvalorizar as armas mais potentes em seu arsenal. Eu criaria estratégias contra você, usando métodos cuidadosamente calculados para desorientá-la e derrotá-la.
Na verdade, esta abordagem faz um sentido diabólico tão grande que é exatamente o que o diabo faz — com você, na vida real — tudo dentro do esquema do engano. Ele vem até você para...bem, você não precisa dar ouvidos só ao que eu tenho a dizer; ouça as vozes de um grande número de mulheres que me responderam, em uma enquete, sobre as principais formas de o inimigo atacá-las. Depois de categorizar todas as respostas, cheguei ao que acredito ser as dez estratégias favoritas do inimigo. Vamos ver onde ele mais tenta atingi-lo.

Estratégia 1— Contra Sua Paixão
Ele procura tirar todo o seu desejo pela oração, diminuir o seu interesse pelas coisas espirituais, e minimizar a potência das suas armas mais estratégicas (Ef. 6:10-20).

Estratégia 2— Contra Seu Foco
Ele se disfarça e manipula a sua perspectiva de modo que você acaba focando no culpado errado, dirigindo as suas armas para o inimigo errado (2 Co. 11:14).

Estratégia 3— Contra Sua Identidade
Ele amplia as suas inseguranças, levando-a a duvidar do que Deus diz sobre você e a desconsiderar o que Ele tem lhe dado (Ef. 1:17-19).

Estratégia 4— Contra Sua Família
Ele quer desintegrar a sua família, dividindo a sua casa, tornando-a caótica, agitada, e infrutífera (Gn. 3:1-7).

Estratégia 5 — Contra Sua Confiança
Ele constantemente a faz relembrar os seus erros passados e as suas más escolhas, na esperança de convencê-la de que você está sob o juízo de Deus, e não sob o Seu sangue (Ap. 12:10).

Estratégia 6 — Contra Seu Chamado
Ele amplifica o medo, a preocupação e a ansiedade até que elas se tornem as vozes mais altas em sua cabeça, fazendo com que você considere a aventura de seguir a Deus demasiadamente arriscada para tentar (Js. 14:8).

Estratégia 7— Contra Sua Pureza
Ele procura fazê-la cair na tentação de cometer certos pecados, convencendo-a de que você pode cometê-los sem arriscar más consequências, mas na verdade isso só irá aumentar a distância entre você e Deus (Is. 59:1-2).

Estratégia 8 — Contra Seu Descanso e Contentamento
Ele espera sobrecarregar a sua vida e a sua agenda, empurrando-a para uma vida sob pressão acima de seus limites, não tendo jamais a permissão para dizer não (Dt. 5:15).

Estratégia 9 — Contra Seu Coração
Ele usa todas as oportunidades para manter frescas em sua mente as velhas feridas, sabendo que a raiva, a mágoa, o rancor e a falta de perdão vão apenas conservar o dano (Hb. 12:15).

Estratégia 10 — Contra Seus Relacionamentos
Ele cria perturbações e desunião dentro do seu círculo de amigos, e dentro da comunidade compartilhada do corpo de Cristo (1 Tm. 2:8).

E essa lista é constituída de apenas dez categorias — dez das estratégias mais comuns utilizadas pelo inimigo contra a força da mulher de Deus. Bem, dois podem jogar esse jogo. E com Deus ao nosso lado, assumindo a liderança na definição de nossos próprios planos estratégicos, já estamos colhendo vantagens. Mas ainda assim devemos ser diligentes e determinadas. Nós devemos reconhecer e clamar contra os ataques altamente personalizados desferidos em nossa direção. Não, não há nenhuma necessidade de temer, mas é melhor estarmos em guarda. E é melhor nunca esquecermos de— como a avó da foto diz — continuar a orar com propósito e precisão, da maneira como ela ora por pessoas como sua neta.

Trecho do livro Oração Fervente (BV Books Editora)

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Folheto para evangelizar moradores de rua - Baixe e imprima


Por um esforço conjunto entre Veredas Missionárias, Missões em Suas Mãos, o artista gráfico Kim Arés e autores diversos, estão sendo criados folhetos evangelísticos para alcance contextualizado de grupos específicos - folhetos GRATUITOS, para qualquer interessado baixar e imprimir, tanto em sua CASA quanto numa GRÁFICA.

E os primeiros frutos deste esforço já estão prontos! São os folhetos Vivendo em situação de rua - Por que sair da minha situação atual?, para a evangelização de pessoas vivendo em situação de rua, e Eternal Life - O Jogo da Vida Eterna, para jovens e pessoas em geral que gostam de jogos eletrônicos (videogames, jogos online etc.).

FIQUE ATENTO: Todos os folhetos são do modelo dobrável, coloridos, impressos em frente e verso, e disponibilizados tanto em formato específico para impressão em impressoras caseiras, quanto com arte já pronta para você levar até uma gráfica e imprimir em grande quantidade. Cada modelo de folheto a ser baixado virá com as duas versões para impressão (casa e gráfica) na mesma pasta que você baixará. Você não precisa nos pedir autorização para imprimir este folheto em grandes quantidades. Mas atenção: OS FOLHETOS NÃO PODEM SER VENDIDOS, e nem ter sua mensagem modificada. 



O folheto VIVENDO EM SITUAÇÃO DE RUA: POR QUE SAIR DA MINHA SITUAÇÃO ATUAL? apresenta uma mensagem contextualizada para alcançar moradores em situação de rua. Foi escrito por Daphne Pepala, missionária da Missão Vida.
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO VIVENDO EM SITUAÇÃO DE RUA, CLIQUE AQUI.



ETERNAL LIFE - O JOGO DA VIDA ETERNA, foi escrito pelo pastor e escritor Luis Miguel Gianeli (visite AQUI o blog do autor). Esta mensagem é voltada para os chamados gamers, os "aficionados" em jogos eletrônicos, não apenas jovens, mas de todas as idades.
PARA BAIXAR A PASTA COM O FOLHETO ETERNAL LIFE, CLIQUE AQUI.



ABAIXO VOCÊ PODE LER ONLINE OS FOLHETOS

Vivendo em situação de rua



Eternal Life - O jogo da Vida Eterna

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Abra seu ministério para as interrupções - e ouça Deus falar



Jesus estava sempre sendo interrompido — por homens cegos, leprosos, fariseus que se encontravam com ele à noite, pais desesperados com filhos endemoninhados ou morrendo, mulheres pecadores pegas em adultério ou colocando perfume em seus pés. E ele estava sempre interrompendo outros — coletores de impostos contando dinheiro, pescadores remendando redes ou puxando-as para cima, perseguidores indo para Damasco. Muito de seu ministério transformador aconteceu por meio de interrupções.
Muitos de nós que pregamos somos os sacerdotes e levitas na história que Jesus contou do bom samaritano. Estamos tão inflexivelmente focados nos nossos deveres com o templo que perdemos o que Deus tem para nós à beira da estrada. A única cura que conheço é o comprometimento diário e intencional da espera por Deus nas interrupções. (Enquanto eu escrevia isto, Deus interrompeu a minha agenda três vezes. Dois telefonemas, um de um homem à margem da fé salvadora e precisando de um pouco de atenção extra; o outro de um homem de outro credo interessado em realizar um trabalho para a igreja. A terceira interrupção foi de uma mulher pedindo alimento. Ela e seu filho não tinham nada para comer. "Eu vim a você faminto. Jesus disse. "Você percebeu?". Eu estava tão ocupado que quase não percebi).
Viver uma teologia de interrupções abre minha alma para o vento fresco que reacende a minha chama.

Mark Buchanan
- Trecho do artigo "COMO PREGAR QUANDO COMEÇA A FALTAR OXIGÊNIO". In A arte e o ofício da pregação bíblica, de Haddon Robinson e Craig Brian Larson (orgs.).